antes de mais boa tarde a todos e a todas é com muito prer que aqui estou eh na sequência de outras colaborações no passado com com a fanp e com os sindicatos localmente representados do da fanp eh nomeadamente nos Açores h e eh o desafio que me foi feito foi eh trazer alguns elementos de reflexão e relativamente às ligações entre tecnologia e e bem-estar eh quer na sala de aula quer para além dela aliás como Francisco disse hoje em dia a a questão central que se coloca nesta discussão Ah tem a ver com não só
o tempo de utilização mas também os vamos utilização da tecnologia mediada por ecrãs e os impactos que essa que essa utilização eh pode ter eh gostaria ainda antes de avançar cumprimentar todos os e colegas de de painel o moderador o Rui eh e eh fazer alguns pontos prévios antes de e partir para a a que é propriamente dita ah Este é um um ponto que que me traz aqui não só como investigador Mas também como encarregado de educação pai eh previamente como gestor de projetos diretamente com jovens em instituições do terceiro setor hah de modo
que aquilo que eu vou aqui hoje partilhar convosco eh não há uma reflexão pura estritamente ligada ao meu trabalho de investigação até porque embora eh seja um elemento que muitas das vezes acaba por ser um fator importante nas nos estudos que fazemos Este não é o o tópico central do meu trabalho diria que é um um tópico eh importante mas não um tópico fundamental eh diria também que eh como ponto de partida eh seria importante refletir um pouco sobre eh as noções centrais que informam a minha a minha reflexão hã quando eu penso em na
noção de bem-estar ocorre muitas vezes uma história que me ocorreu numa escola dos Açores nos arrifes há alguns anos atrás onde estava ser implementado um programa de tutoria escolar e que tinha como UMS objetivos precisamente a promoção do bem-estar dos alunos que eram abrangidos por essa por essa intervenção e eh numa das visitas que fiz à escola uma visita de acompanhamento do projeto eh em conversa com um dos professores tutores que estava envolvido na nessa nessa nesse programa e a certa altura eh encontramos um aluno que era um dos alunos beneficiários dessa desse programa e
eh foi muito curioso Porque toda a conversa que se gerou à volta da do nosso encontro refletia precisamente a uma certa noção de mal-estar na escola eh todo aquele contexto não lhe dizia grande coisa e era um aluno que tinha um percurso de presentismo recorrente h e que achava-se profus examente do daquilo que do contexto da escola e daquilo que a escola lhe oferecia h e ao final da tarde eu cruzei novamente com o aluno portanto este encontro primeiro foi de manhã e ao final da tarde encontro com o aluno no exterior da escola quando
ele ia a caminho e de ajudar os pais no pequeno negócio agrícola que a família tinha E aí quer a expressão dele quer os próprios Comentários conversi um pouco com ele é naturalmente dif e portanto aquilo que à partida nós assumir como um contexto promotor de bem-estar na visão deste aluno na sua experiência representava exatamente o contrário isto demonstra a partir da prática a partir de um caso particular o que a noção de bem-estar É porque ela é essencialmente uma noção bastante subjetiva e quando pensamos em bestar é importante que tenhamos em consideração que H
são essencialmente juízos que nós formulamos sobre o decorrer da nossa vida os nossos comportamentos em sociedade a forma como desempenhamos as tarefas que nos estão atribuídas sejam elas no âmbito da escola ou no âmbito do trabalho e portanto as reflexões que aquele aluno foi partilhando ao longo do dia em dois contextos completamente diferentes eram esses juízos sobre os contextos de vida dele e e o modo como ele se sentia melhor ou pior dentro desses contextos a a noção de bem-estar tem sido abordada na literatura de duas formas essenciais a primeira chamada abordagem hedónica que está
mais centrada nos aspectos emocionais do bem-estar ligados à Felicidade ao prazer e e portanto às dimensões mais subjetivas de bem-estar e a chamada abordagem eh eud Mónica que acrescenta aqui eh elementos que estão relacionados com o funcionamento nomeadamente em contextos desempenho e nesta noção de que o bem-estar depende do potencial da concretização do potencial humano de cada pessoa eh e que possa conduzir a um a um chamado funcionamento ótimo H acho que também é importante ter em consideração que há duas noções que andam muito de mãos dadas mas que São relativamente diferentes bem-estar e saúde
mental eh enquanto o bem-estar é uma conceção que diz respeito aos juízos que formulamos sobre as nossas condições de vida sejam elas mais subjetivas e mais ligadas Às nossas cognições os nossos Às nossas ões aou prazer pessoal mas também a condições materiais de vida o nosso desempenho a elementos mais objetivos a saúde mental reporta-se especificamente a elementos relacionados com a vivência emocional e com a dimensão mental propriamente dita portanto não não tem estes indicadores digamos mais objetivos que descrevem o fenómeno agora na verdade muitas das vezes estes estes dois conceitos misturam-se muito na própria Literatura
e na própria investigação e aliás Esse é um dos problemas que a própria investigação no domínio da da tecnologia e do bem-estar eh tem que eh neste momento H procurar resolver Face a algumas incertezas que existem quanto aos resultados e aos impactos produzidos pela tecnologia hh A verdade é que se olharmos ao conceito de bem-estar nesta perspectiva lata em que temos por um lado indicadores mais subjetivos por outro elementos mais objetivos das condições de vida ah se olharmos a ao desenvolvimento desses indicadores pensamos que a sequer à estão Reunidas algumas condições para que a população
em geral e os indicadores de bem-estar em geral melhorem quer dizer nós olhamos à saúde e vemos que eh nos últimos numa série longa nos últimos Eh 100 120 anos há indicadores como a esperança e média de vida que tem vindo a melhorar e Isto são comparações entre 1900 e 2012 mais recentemente com os efeitos da pandemia teríamos pequenas alterações mas o mesmo se aplica por exemplo à diminuição da taxa de mortalidade infantil que nos últimos 50 anos decaiu eh significativamente também na área de educação que aqui nos diz respeito percebemos que eh essas séries
longas mostram uma evolução positiva da dos indicadores objetivos olhando por exemplo a um apenas a percentagem de alunos matricular no ensino primário em 1900 e o mapa mostrar aqui Azul onde essa cobertura era maior e e se projetarmos agora para 2023 a cobertura aumentou também exponencialmente à escala mundial e o mesmo ao nível dos rendimentos pensando que também nas séries longas há uma queda muito significativa por exemplo da população mundial que via em pobreza extrema ou do rendimento per cápita e portanto Ficamos um pouco H sem perceber muito bem porque é que quando abordamos as
questões do bem-estar olhamos para os eh os indicadores internacionais eh E aparentemente estas condições materiais e evolução destas condições materiais não é suficiente mas a própria tecnologia e o próprio acesso à tecnologia confronta com essa realidade porque na verdade se compararmos e esta é uma comparação feita eh por várias equipas de investigação procurando eh no fundo ponderar o acesso à tecnologia o acesso a necessidades básicas quantas pessoas têm no mundo telemóvel e quantas pessoas têm acesso a a casa de banho e quer dizer 6.000 milhões têm acesso a telemóvel eh e um número bastante mais
baixo a casa de banho ora eh cria-se esta sensação mesmo perante a evolução dos indicadores de que o fim está próximo e aliás olh olhamos às notícias e elas são abundantes na na criação desta perceção e as perceções hoje em dia estão na na agenda de que H as condições de vida e o bem-estar individual estão em perigo ah mas se calhar há razões e razões válidas e também objetivas para pensar assim primeiro porque se calhar era importante além das séries longas introduzimos aqui uma avaliação do ponto de vista geracional ah e não Caino em
15 estereótipos mas antes olhando a tendências a verdade é que as gerações têm perspectivas diferentes em relação às suas condições de vida pensemos por exemplo na chamada geração x que nas 1980 eh e pensemos no contexto em que ela cresceu e viveu quer dizer cresceu e viveu perante grandes acontecimentos mundiais que induziram uma esperança generalizada a queda do m de Berlim o fim da guerra fria a evolução tecnológica eh e depois também eh uma perspectiva mais positiva sobre o que o futuro poderia oferecer até porque estamos a falar de uma fase de implementação do Estado
de bem-estar e de expansão da do apoio social providenciado pelos Estados às famílias e às pessoas já Quando pensamos na chamada geração ylon que n entre 81 e 96 eh Começam a surgir outros outros fenómenos que eh impactam significativamente o crescimento desta geração desde logo o 11 de setembro e depois uma mudança já importante já significativa na forma como vivencia h o acesso às tecnologias surgem as primeiras consolas de jogos de caráter comercial as primeiras redes sociais normam as formas de comunicação mais instantâneas e mais mediadas pela tecnologia eh e a própria visão do trabalho
as perspectivas futuras começam a ser eh alteradas muito mais numa perspectiva pragmática eh e mais recentemente a chamada Geração Z nascida entre 97 e 2010 Eu tenho um ilustre representante desta geração cá em casa H apresenta outras vivências bastante marcantes é uma geração marcada pela centralidade cada vez maior do aquecimento global e dos problemas climáticos não só da crise económica de 2008 mas das crises sucessivas na verdade das chamadas Poli crises e depois de outras formas de evolução tecnológica que T aumentado o imediatismo da comunicação as formas de comunicação cada vez menos em presença e
também toda uma nova conceção de trabalho centrada na mobilidade Mas cada vez mais preocupada com o futuro ora só este exercício permite-nos perceber que gerci finalmente E mais uma vez estamos a falar de tendências nem toda a gente cor responde estas tendências da mesma forma mas a verdade é que os períodos históricos revelam diferentes relações com a tecnologia e sobretudo diferentes relações com os com com os aspectos históricos E isso tem impacto do ponto de vista da vivência do bem-estar do mesmo modo hh nem todos os os indicadores evoluem positivamente eu trá aqui por exemplo
o coeficiente de desigualdade o coeficiente Gini que é penso eu conhecido por todos e que mostra que ainda que de formas bastante h eh como dizer específicas Tem havido uma evolução negativa e a este nível por exemplo se olharmos H ao período entre 2008 e 2022 ou seja entre a crise económica de 2008 e o fim da pandemia conseguimos perceber que em alguns países europeus sobretudo do Sul e podemos ver o caso de Espanha e de Itália Mas também de alguns países do leste e a desigualdade aumentou eh e noutras áreas do Globo eh nomeadamente
países ditos ocidentais como os Estados Unidos ou o Canadá não há grandes alterações num período quase eh de aproximadamente 15 anos ora passa a isto eh é importante ter em consideração que começam a ser detalhados na literatura alguns impactos eh das novas vi do contexto histórico e das novas vivências da tecnologia nesses contextos históricos particularmente nas ações mais recentes e o exercício que eu V estago aqui é comparar no fundo duas perspectivas diferentes não necessariamente com contrastantes mas com algumas diferenças sobre Como a tecnologia está a ter impacto na sobretudo na na chamada Geração Z
uma publicação recente um livro de Jonathan h de 2024 assume que há uma crise há uma crise de relação com a tecnologia que está a ter impactos bastante negativos nomeadamente ao nível da Saúde Mental ou seja de indicadores relacionados com a vivência psicológica com a dimensão psicológica do bem-estar dos jovens e das crianças e no fundo a narrativa oferece os seguintes elementos desde logo esta ideia de que contrariamente a outras tecnologias no passado como o acesso à eletricidade à rádio à televisão a cores a adoção de sobretudo de telemóveis ou dos chamados smartphones foi muito
mais rápida e muito mais exponencial do que essas outras tecnologias aconteceu num período mais curto e numa num espaço tempo mais de mais reduzido então o impacto é mais visível e é sobretudo visível a partir dos anos 2010 outro aspecto que que o Jonathan sublinha é que Valência de ansiedade por grupos etários tem vindo a aumentar e mas de forma bastante mais expressiva nos grupos no grupo etário entre os 18 e os 25 anos eh aqui por comparação por exemplo e enquanto o grupo esse grupo etário tem um aumento de 92% desde 2010 e na
na em indicador de ansiedade registada os outros grupos etários nomeadamente o que vem imediatamente a seguir dos 26 aos 34 tem um aumento de 32% embora a tendência seja de aumento em qualquer grupo etário eh outro indicador ele apresenta vários selecionei apenas alguns a prevalência de depressão grave entre adolescentes eh e ela tem vindo a crescer eh de forma exponencial eh quer no caso das raparigas quer no caso dos rapazes e embora o nível de eh aumento seja eh ou aliás a prevalência seja mais elevada nas raparigas h a verdade que aento é mais significativo
nos rapazes também desde 2010 h e outro indicador aqui interessante é o encontro diário com amigos h e eh isto é uma medida autorre reportada portanto normalmente recolhida em questionários que são administrados eh aos jovens e aqui o que vemos é que desde de 91 até 2017 há uma queda muito significativa neste encontro diário eh com amigos quer nos rapazes quer nas raparigas e até aqui com uma aproximação das percentagens nos diferentes grupos então a tese essencial é a seguinte segundo Jonathan H é que a vida dos adolescentes nomeadamente nos Estados Unidos entre 2010 e
2015 transformou-se e na sua Ótica transferiu-se quase inteiramente para a vivência online através dos smartphones Ah e eu considera que esta inclusivamente a primeira geração que atravessou toda a puberdade e a adolescência com acesso a este tipo de equipamentos e que em função disso os sinais de saúde mental nos mais variados níveis se deterioraram eh o impacto terá sido maior H entre as raparigas Mas eh e especialmente as pré-adolescentes mas os impactos também sofridos pelos rapazes são significativos eh em função da sua utilização e finalmente eh ele demonstra com outros indicadores que este aumento subjetivo
entre eh os adolescentes não se limitou aos Estados Unidos que é um dos focos da sua investigação mas é um padrão que é observado noutros países Como por exemplo o Reino Unido nos países nórdicos eh na Europa ocidental em geral eh e de forma menos pronunciada mas também com o aumento dos níveis de de de dificuldade mental eh nos países mediterrânicos é a zona da Europa onde estes indicadores não pioram tanto eh desse ponto de vista eh tem sido visível Desde o ano passado sobretudo um um movimento cada vez maior de recusa e de proibição
de acesso quer a redes sociais quer aos próprios equipamentos são alguns exemplos a Flórida por exemplo no ano passado proibiu o acesso de menores de 14 anos às plataformas de redes sociais Austrália está em processo de fazer o mesmo com jovens com menos 16 anos a partir de 2020 se eh e já no ano passado também o governo do Reino Unido também aprovou medidas mais restritivas do ponto de vista da utilização do Smart fos nas escolas agora eh se calhar esta visão tem que ser um pouco temperada porque eh tendencialmente Este é o discurso que
vemos a a a crescer eh do ponto de vista da da comunicação mais mainstream mas há bastantes variantes e bastantes cambiantes e na forma como eh os telemóveis os computadores os ecrãs em geral são utilizados eh e este investigador do do Reino Unido e Peter echel eh no fundo vem trazer alguma alguma dose de Realismo à discussão porque de facto é preciso perceber que apesar de haver aqui um conjunto de tendências eh não está completamente demonstrado que elas se devam apenas e só à utilização dos e telemóveis e dos computadores e de outras formas de
acesso à internet e por outro lado eh Há várias dimensões que têm que ser distinguidas na forma como é são utilizados estes conteúdos eh e no fundo há algumas mensagens que ele que ele transmite que eu acho que é importante deixar aqui para a reflexão por um lado apesar de haver uma preocupação generalizada com os impactos que a utilização de telemóveis e redes sociais podem ter no próprio nos próprios adolescentes há várias formas de utilização desde o scrol pesquisa envio de mensagens portanto nem toda a utilização é igual e algumas são mais criativas e outras
mais passivas o que significa que os impactos serão diferentes em diferentes indicadores de bem-estar e também de saúde mental e essa diferenciação está por fazer os os estudos são muito recentes e portanto dentro de uma amálgama de de de resultados que estão a sair eh quase diariamente eh está por fazer ainda esta reflexão mais diferenciada do tipo de utilização e dos impactos que cada tipo de utilização produz depois e existem de facto algumas correlações mas apesar de tudo pequenas entre o uso de redes sociais e piores níveis de bem-estar e de saúde mental e este
aspecto é importante porque por vezes n alguns estudos em que essas correlações são maiores o que acontece é que há outros fatores que não são devidamente equacionados e que podem explicar melhor eh essas associações por exemplo o isolamento social ou seja a utilização dos equipamentos é secundária como como fator de a de produção neste caso de efeitos negativos a a oo próprio isolamento social da criança ou do Adolescente e por outro lado é preciso também perceber que por vezes existem efeitos positivos de utilização de redes mesmo a nível psicológico dando num exemplo concreto Algumas crianças
e adolescentes com perturbações do espectro do autismo podem utilizar e TM vindo utilizar mesmo sob a supervisão terapêutica utilização de redes sociais para iniciarem de forma mediada contacto com outras crianças e com outros adolescentes porque é menos ameaçador do que o contacto em presencia portanto há várias tonalidades acho que é de facto importante tornar a discussão um pouco mais complexa a própria a própria dinâmica de evolução de utilização é muito grande e não é completamente clar ainda esta diferenciação de impactos por tipo de utilização e tipo de utilizador Isto significa que estou quase a terminar
eh talvez a perspectiva de meio termo seja mais ajuizada por um lado ignorar por si só os equipamentos e a sua presença digamos assim na na nos nossos contextos de vida seria um erro e agora é preciso é é refletir sobre o tipo de utilização eh e garantir que essa atualização é atualização criativa ou produtiva e e que no fundo enriquecem a vida dos jovens e não o contrário por outro lado H há problemas específicos que podem e devem ser abordados como o tempo de utilização de ecrã eh não ignorando que apesar de tudo a
utilização pode ter impactos positivos e e por fim é preciso perceber que realmente a utilização dos equipamentos Vista pelos olhos de um adolescente é muito diferente da utilização que é feita ou da da interpretação que é feita dessa utilização pelos adultos eh dou um exemplo concreto ainda ontem cá em casa eh comparamos diferentes tipos de acesso à informação e enquanto eu acedia à mesma informação através de um canal de televisão público o meu filho acedia essa informação através de de um youtuber eh num estilo de comunicação completamente diferente embora o conteúdo até tivesse qualidade e
portanto A grande questão aqui não tem tanto a ver com o meio em si mas como a informação é partilhada e com a qualidade que essa informação tem E também temos essa humildade enquanto adultos de perceber que os modos de comunicação utilizados pelas crianças pelo pelo c são necessariamente marcados do ponto de vista geracional eh por fim e pensando H aqui no papel que que o próprio sistema educativo ou educação em geral pode ter do ponto de vista da gestão e da mediação entre a tecnologia e o bem-estar eh quatro reflexões rápidas primeiro acho que
ficou bastante Claro e que eh o impacto da educação sofreu em vir tudo da da da pandemia demonstra que o papel educativo do prof professor na sala de aula é fundamental e aliás os estudos da ocd o que mostram é que e o período e de de pandemia representa um retrocesso em média a nível mundial de 8 meses nas aprendizagens dos alunos portanto está claro que uma uma uma educação mediada totalmente pela tecnologia como alguns ideólogos imaginam não é sequer benéfica do ponto de vista das aprendizagens depois há uma geometria seria mais variável ou menos
variável das funções da escola que tem que ser considerada na utilização de tecnologia por muito que as políticas públicas mudem ao nível da educação há sempre quatro funções que o sistema providencia um Central que é mais instrutivo e tradicional transmissão de valores e de conhecimentos outro mais de socialização eh outra ainda mais de promoção de competências e mais ligada às questões do capital social e finalmente uma de mediação com a sociedade e sobretudo com as famílias Ora por muito que as que eh diferentes políticas sejam implementadas com diferentes eh ou a partir de diferentes ângulos
ideológicos são estas as funções que a escola cumpre e é nestas funções que a tecnologia tem que ser usada o que significa que quais quaisquer mudanças venham a ser implementadas do ponto de vista ou da ótica da da utilização das tecnologias obrigam sempre a a reformas bastante acentuadas dos sistemas eh dou aqui o exemplo breve do caso islandês que teve que desenvolver em meados da década passada um programa nacional a de modo a elevar os níveis de bem-estar dos seus adolescentes porque a situação Era bastante crítica no país e ISO significou a medidas bastante drásticas
como por exemplo a implementação do recolher obrigatório dos Adolescentes à noite coisa que competia aos pais garantir mas não só aos pais também aos vizinhos que identificavam por exemplo adolescentes a circular eh à noite eh nas as ruas h quando nós queremos implementar mudanças de fundo é este o grau de de compromisso que é exigido Claro não temos que introduzir mudanças sempre deste grau e o que eu diria para terminar é que a melhor forma de garantir que a tecnologia é introduzida nas escolas com conta peso em medida é continuar a introduzi-la como um meio
e não como um fim a mim preocupa-me de facto ver que em alguns contextos a introdução de tecnologia é vista como um fim próprio não como um mais um elemento didático porque no centro da da da própria ação educativa tem que continuar as relações entre professores professores e alunos eh e por outro lado o propósito a utilização da tecnologia com um fim Claro com um fim perucio com um fim criativo eh e alimentando as aprendizagens dos alunos hh portanto não fica aqui propriamente um conjunto de refeitas mas um conjunto de reflexões eh partilhadas convosco para
alimentar também a discussão e obviamente estou disponível para eh mais à frente no debate voltar eh a discutir convosco estas ideias e outras que possam surgir Muito obrigado