Então, boa tarde a todos. Eh, como foi dito, era para estar presente a presidente da direção, a Dr. Igla Figueiredo, por motivo de saúde não é possível.
E eu não tive a oportunidade de falar com ela, não sei o que ela tinha pensado para falar. De qualquer dos modos, eh, nós estamos sempre a intervir nesta matéria. Não será muito diferente daquilo que eu vou dizer, daquilo que ela porventura diria.
Eh, eu propunha-me fazer umas breves referências em relação ao historial do Conselho Português para a Paz e Cooperação, para perceber o o seu papel eh no papel do CPPC, eh, em particular e em especial e é o papel da promoção da cultura da paz. E no âmbito da cultura da paz integra-se também a educação para a paz. e as ações em particular que nós temos desenvolvido também na nas escolas.
São será à volta disto que farei a minha a minha intervenção. O Conselho Português para a págeração eh teve a sua formação, a sua formalização legal em abril de 1976, mas podemos dizer que o conselho português para paz e cooperação é herdeiro do movimento da paz na luta contra o fascismo e o colonialismo, eh principalmente a partir do final da Segunda Guerra Mundial. No século XIX já haviam movimentos, enfim, mas ainda muito incipientes e pela paz.
Eh, na Primeira Guerra Mundial também foi importante esses movimentos, mas foi sobretudo no final da Segunda Guerra Mundial. Acabou a guerra, a Segunda Guerra Mundial, mas logo de imediato foram lançadas as bombas atómicas em Hiroshima e Nagasaki. E isso levou a um grande movimento em todo o mundo.
Eh, pela paz. Só para se ter uma ideia, numa semana recolheram-se mais de 500. 000 1 assinaturas contra as armas, contra as bombas nucleares, naquela altura, aquelas duas bombas nucleares.
E e foi de facto um movimento muito muito diverso. Eh, muitas muitos intelectuais, diversas personalidades, confissões religiosas, movimentos, enfim, políticos, eh, sindicais, enfim, foi um movimento muito, muito, muito forte eh em todo em todo em todo o mundo. A, nessa altura, houveram portugueses que participaram na primeira conferência de intelectuais pela paz na Polónia logo a seguir em 49, onde participou, por exemplo, o físico Manuel Baladares, o músico Fernando Lopes Graça, o escritor Alves Redol, mas é apenas para dar alguns exemplos da importância que teve esse movimento eh pela paz.
Eh, e di por isso nós dizemos que eh depois do 25 de abril, internamente aqui em Portugal, eh, também houve movimentos muito importantes pela defesa da paz, neste caso muito com muito com com particular incidência na luta contra a guerra colonial. Eh, lembro-me da Comissão Nacional para a Defesa da Paz, o Movimento Nacional Democrático, o Movimento de Unidade Democrática Juvenil, o MUDE juvenil, a Associação Feminina Portuguesa para a Paz, enfim, e outros movimentos tiveram uma intervenção muito forte eh na guerra na luta contra a guerra colonial e integrado também nos movimentos eh pela paz eh que se foram desenvolvendo em diversas partes eh da do mundo. quando se dá o 25 de abril a, como eu referi que foi criado o Conselho Português para a PG e cooperação em 1976, tem teve, portanto, formalização legal e daí para cá o papel essencial do Conselho Português para e para a paz e cooperação tem sido, de facto, fazer e desenvolver iniciativas eh que eh que influenciam a promoção eh de uma cultura de paz.
dessas iniciativas, eh, podemos falar nos encontros pela paz. Eh, agora no próximo dia 31 de maio, vamos realizar mais um encontro pela paz e aqui no Seixal. Eh, são encontros em que envolve muitas organizações e muitas associações na na sociedade portuguesa, hh, onde se faz e boas discussões e bons debates sobre esta sobre este tema.
Eh, mas fazemos também concertos pela paz, envolvendo eh muitas expressões artísticas eh nesses concertos e e envolvendo as populações sempre na perspectiva de alertar e consciencializar e promover uma cultura de paz, as exposições, manifestações artísticas de diversas diversas pressões artísticas, eh as manifestações de protesto naturalmente, eh, mas também eh os municípios pela Pra foi foi desenvolvido um processo que levou à constituição do movimento que é que é designado os movimentos dos municípios pela paz e que neste momento eh envolve já muitas dezenas de autarquias no nosso país de diversos e enfim, diversas cores políticas e isso tem sido muito importante para levar às populas relações, debates, eh eh exposições, enfim, eh eh sobre sobre estes sobre estes temas. Eh, o Conselho Português para fase e cooperação tem protocolos com autarquias eh e desenvolve, portanto, a sua atividade muito importante na junto às populações. Depois temos também a solidariedade, debates, conferências, solidariedade com povos eh que estão a ser oprimidos.
Eh, a Palestina neste momento, neste momento, infelizmente já dura há há muitas décadas, mas neste momento continua a sofrer aquele genocídio que nós vimos todos os dias dentro das nossas televisões, que é uma coisa completamente inaceitável. Eh, mas também ao Sara ocidental, muitas vezes esquecido, mas continua a haver ali ainda no mundo eh eh expressão do colonialismo e outros, enfim, e outros povos que continuam a ser a ser oprimidos. Portanto, o papel da do Conselho Português para a Paz e e Cooperação para desenvolver uma cultura de paz eh assenta eh na participação e na promoção de um vasto conjunto de iniciativas e atividades, sempre no sentido de consciencializar, eh, influenciar a participação, ao debate para eh estes temas da da paz.
Em relação às exposições, nós temos exposições eh que apresentamos e que são e e que muitas vezes associamos essas exposições eh a também a debates, onde falamos de da luta contra as armas nucleares. Nós temos em desenvolvimento uma campanha, um abai assinado eh contra as armas nucleares. Portanto, defendemos eh a não purificação de armas nucleares, o desarmamento geral e controlado.
E isto significa que nós não fazemos mais do que a apelar que seja cumprida a nossa Constituição da República Portuguesa. O artigo séº da da nossa Constituição diz claramente que o nosso país deve procurar a cooperação mútua com outros povos, com outros países. cooperar relações de amizade, de solidariedade, de respeito múo e que os conflitos se devem resolver pelo diálogo e nunca pela guerra.
E, portanto, o que nós pretendemos é que seja cumprida a nossa constituição, não é? E isso nós temos uma grande uma intervenção muito forte também nesse nesse nesse aspecto. Em relação às escolas, as escolas têm sido um lugar privilegiado também da nossa participação.
Por um lado, a escola é um espaço profundamente democrático e, portanto, é um espaço privilegiado para que se faça estes debates e e se discuta com os nossos jovens. eh desde várias idades eh que se discuta com os nossos jovens os problemas eh da paz. Procuramos aqueles que percebam o conceito da paz, que percebam que o conceito da paz não significa apenas ausência de guerra, mas que paz significa nós estarmos bem com todos aqueles que estão em nosso redor.
E nesses debates da pela educação pela paz nas escolas são experiências muito muito muito positivas. H nós discutimos, procuramos, eh, introduzimos, vamos fazendo perguntas, vamos conduzindo um caminho em que eles se interessam, fazem perguntas, nós respondemos, nós debatemos, intervém o mais possível todas as turmas, toda a turma nessa discussão e isso então são experiências muito, muito enriquecedoras, muito, muito positivas. explicamos que eh não é só ausência de guerra, naturalmente também explicamos as razões porque existem guerras no mundo, não é?
Eh, o problema de da cunhação, a procura de ir buscar recursos a outros países que não são não são seus, eh, procurar vias de vias de abastecimento e dominar pelo pela força essas vias, enfim. Procuramos que eles percebam as razões, os conflitos das guerras e porque se deve se devem se devem eles devem e intervir, devem procurar na sua, enfim, no seu desenvolvimento intervir, ter espírito crítico, eh terem terem apelo ao conhecimento, perceber porque é que há os conflitos e procurarem intervir na sociedade nesses debates para que se elimine os conflitos e se procure, como disse há pouco, que haja a negociação, haja diálogo e haja cooperação e respeito mudo entre todos e entre todos os os países e povos do mundo. E isso tem sido de facto, repito, uma experiência muito muito positiva.
para dar assim só uma ideia e já me tem acontecido eu encontrar na rua às vezes em manifestações de de jovens que esveram em debates onde eu participei e que e que chegou ao pé de mim: "Ah, o senhor teve naquele debate assim e tal" e isso mostra que alguma coisa ficou porque de facto aparecem depois a participar em iniciativas, a estar interventivos nesta neste neste nestes debates nas escolas também é importante porque nós abordamos outros aspectos para eles perceberem que eh o que é isto o conceito da paz. abordamos a violência no namoro, abordamos a violência em geral nas escolas, procuramos que eles percebam a importância de respeitarem uns aos outros, respeitarem as diferenças, porque hoje em dia tá muito, muito acentuado esta ideia de que o outro é diferente. E como o outro é diferente, então eh os conflitos estão aí cada vez mais visíveis, não é?
o problema do racismo, o problema do xenofobismo, tudo isso. E nas escolas são espaços privilegiados para fazer este debate, para esta aprendizagem e porque os nossos jovens procurem ter uma formação eh mais importante para eh para para estas matérias. E tem sido de facto muito muito importante.
As próprias escolas, os professores também se empenham. Eh, muitas vezes eh quando fazemos debates nas escolas e no os projetos educativos desta ou daquela escola associam eh trabalhos eh que podem ser de uma semana ou mais tempo para os alunos também e aprofundarem essas temáticas. Por exemplo, quando é do 25 de abril, é um momento privilegiado.
Muitas escolas associam os valores do 25 de abril e as questões da paz. E nós vamos à escolas e há trabalhos e quando chegamos lá vê que há muito trabalho feito. E portanto a escola, como eu disse, é um lugar, um espaço privilegiado para educar, não só para instruir, para ler e aprender, ler e escrever, mas também para eh educar para a cidadania.
E isso é muito, muito importante. e a experiência que nós temos, nós hoje em dia temos intervenções em escolas em todo o país e verificamos, de facto, há uma evolução muito muito positiva das próprias escolas que hoje já são as próprias escolas que tomam a iniciativa de pedir ao Conselho Português e cooperação, aliás, compedem a outras associações eh eh em que em que em que trabalho os temas da cidadania. E isso é muito positivo e pensamos que esse é o caminho certo.
Também não temos dúvidas nenhumas que só a escola pública tá em condições de fazer, portanto, este papel. a escola pública eh tem de facto esta responsabilidade eh e naturalmente que é importante que à escola pública sejam dotados também os meios, os recursos para que os próprios professores possam trabalhar estes aspectos da cidadania e da paz que são eh fundamentais, mas só a escola pública está em condições de o de o fazer e não temos dúvidas nenhumas sobre sobre isto. E, portanto, no fundamental, era isto que eu queria que eu queria transmitir.
Depois, enfim, com com o debate, naturalmente, surgirão e outros aspectos que eu poderei poderei intervir. Obrigado.