E aí G1 E aí [Música] E aí [Música] E aí e em 1969 o secretário norte-americano George shultz defendia no senado o chamado plano Filadélfia era uma Sua afirmativa que tentava diminuir a desigualdade nas contratações de trabalhadores pelo governo a quantidade desproporcional de brancos deixava Evidente uma tendência racista e o plano Filadélfia buscava garantir contratações de sujeitos que compõem um grupos minoritários no senado o Jorge Schutz foi confrontado pelo Senador some origem e sua ação afirmativa não é contratar pessoas sem se preocupar com a raça mas contratá-las com base na raça não contratá-los com base
na raça mas para tomar ações afirmativas para fazer com que se fica exposto a pessoas de outras raças e propiciar a ela a chance iguais de emprego e se você possui um sistema que não lhe proporciona esse tipo de escolha e Apple a utilizar de outros métodos de recrutamento na comunidade para oferecer mais variáveis você deve tomar ações afirmativas para isso e como eu disse anteriormente Eu concordo com você que isso significa que se está dando atenção a raça em outras palavras um programa de ação afirmativa dentro do plano Filadélfia é que para possibilitar a
contratação sem atenção a raça um contratante deve levar em consideração questões da raça na contratação o argumento do senador vem eles forma aparente contradição que recorrentemente é apontada sobre políticas afirmativas a ideia de que ao tentarem diminuir desigualdades essas estratégias se valem exatamente das categorias desiguais que Visa combater para combater a noção de racismo como no plano Filadélfia era proposto reforçam categorias raciais wi-fi para diminuir a desigualdade acabariam por mim fatizar a diferença esse tipo de ressalva apontada lá em 1969 por surviving permanece constante nos debates sobre o assunto já que nós pretendemos pensar propostas
de intervenção considerando a noção de identidade esse tipo de questão é fundamental para gente seguir adiante E aí [Música] E aí é uma das abordagens mais densas sobre essa contradição vem do trabalho de uma pesquisadora chamada Joan Scott e o artigo O Enigma da Igualdade junto Scott se questionasse ações afirmativas acabariam no fim das contas meio que discriminando indivíduos uma vez que afirma uma avaliação do sujeito a partir de um pertencimento a certo grupo social essa forma de política poderia subvalorizar capacidades individuais a identidade de grupo colocaria em risco reconhecimento do mérito de indivíduos para
juntos quatro essa pergunta partiria do pressuposto de uma oposição entre direitos individuais identidade de grupo mas ela desenvolve a hipótese de que esses conceitos não são opostos mas sim interdependentes aliás lembro dos seus rolo então ele apontava as diferenças entre três formas de sujeitos o sujeito Iluminista o sujeito sociológico e o sujeito pós-moderno as contas a questão principal no debate do Stuart Hall e a relação entre indivíduo e coletividade o sujeito seria auto-centrado independente ou deveria ser percebido em relação a grupos aos quais pertence e com os quais se relaciona E aí aqui tá de
algum modo junto Scott se trata dessa reconfiguração da Líder política com assuntos que lá para o sujeito Iluminista seriam considerados a partir da pressuposição de uma autonomia plena do sujeito o paradoxo entre direitos individuais identidade de grupos entre indivíduos e coletividades aparece no trabalho de onde Scott comum dos efeitos descentramento do sujeito Iluminista do reconhecimento do sujeito como construído a partir do contato com outros da crítica a ideia de uma essência Universal humana depois então supostamente as ações a iva já elas estariam entrar em fazer os grupos ou nos indivíduos escolher um é ignorar o
outro esses dois pontos são excludentes para aqueles que defendem a autonomia dos indivíduos a ideia de que os sujeitos deveriam ser avaliados por eles mesmos pelo seu mérito e seu esforço pessoal para própria João decote "essa é uma posição frequentemente legitimada por interpretações rígidas da Constituição e da carta de direitos as quais tomam a igualdade para significar simplesmente a presumida igualdade de indivíduos perante a lei Essa é a noção de igualdade jurídica um dos fundamentos da ideia dos chamados sujeito Iluminista partilha da ideia de que já que haveria uma essência humana Universal uma espécie de
igualdade primordial garantir a igualdade de direitos seria propiciar a manutenção das igualdade de condições e assim dá margem ao esforço particular ao mérito sobressair na localização dessas pessoas no mundo por outro lado aqueles que defendem a primazia a importância fundamental das identidades de grupos para esses sujeitos desconsiderar os elos identitários invisibiliza Aria o preconceito na avaliação dos indivíduos entendem que o tal mérito individual seria colocada em segundo plano quando os Barra em preconceitos e não levar isso em consideração apenas perpetuar ia essa disse e nesse sentido supõe-se que a justiça viria exatamente do reconhecimento dos
sujeitos a partir do seu pertencimento a determinados grupos e aqui mais uma vez cabe a gente pensar a juntos Coach em relação às propostas do estúdio Hall ambos tentam perceber esse paradoxo entre indivíduo e coletivo a partir de uma abordagem histórica em algum sentido é assim que ajuda se corta recorre exatamente ao contexto da Revolução Francesa lá do século 18 como forma de tentar entender algumas bases dessa atenção Revolução Francesa essa aliás que foi exatamente um dos principais eventos norteadas pela ideia do tal sujeito no Ministro E aí é um dos tantos debates durante a
Revolução Francesa em meio a garantia de direitos igualitários e aplicável a todos foi exatamente a exclusão das mulheres desse estado revolucionário Esse aspecto em específico é tomado por juntos quatro como uma forma de se aproximar dos limites da ideia de igualdade jurídica e as suas relações com a noção de mérito individual para isso ela se Vale da postura de um revolucionário jacobino e específico um sujeito chamado píer Gaspar Tomé e dizia o seguinte e aí "para ele desde quando é decente ver as mulheres abandonaram os pe os cuidados de suas casas os berços de seus
filhos para vir em espaços públicos descansarem nas Galerias nos fóruns do Senado foi aos homens que a natureza confiou os cuidados domésticos foi a nós que ela Deus seios para amamentar nossas e o que João Scotti indica sobre esse trecho e sobre esse tipo de postura em geral é uma diferenciação entre os modos de enquadrar diferentes sujeitos me acompanha aqui no discurso Pierre chomet as mulheres são consideradas a partir de seus marcadores sociais o papel doméstico de cuidado de criação dos filhos da amamentação e da própria maternidade no final das contas nesse movimento o que
o Jacobina acaba supondo é uma naturalização desses papéis na atualização no sentido de conservar como algo inato a todas as pessoas enquadradas nesse grupo algumas características em específico por outro lado ao considerar os homens o critério é outro são desconsiderados marcadores sociais composições de nascimento status ou ocupações geralmente exercidas por esses sujeitos em relação aos homens tudo nos a Maria a um grupo Os homens ignorado nota como esse critério diferente acaba criando percepções diferentes aos homens a garantir a qualidade de indivíduos a serem medidos a partir de suas características próprias as mulheres é feito uma
redução de cada uma delas com apenas a expressão de características de um grupo onde as suas especificidades enquanto indivíduos são negados homens como indivíduos mulheres Como peça de um grupo homens a partir do seu mérito pessoal mulheres como fragmentos de características inatas João Scotti coloca em primeiro lugar essa dualidade de posturas e não para apenas o contexto da Revolução Francesa acaba percebendo isso século 19 a dentro por exemplo o criminalista Cesare Lombroso já no final Oi 19 que propunha "que todas as mulheres caem na mesma categoria ao passo que cada homem é um indivíduo em
si mesmo a fisionomia das primeiras se conformam um padrão geral a dos últimos é ímpar para cada caso e o que rola aqui é a invisibilização das mulheres como indivíduos ao submeter todas elas a mesma categoria por outro lado A negação de características que impeçam entre os homens o pleno desenvolvimento de suas capacidades individuais nas palavras da própria João decote "para elas a igualdade pertencem a indivíduos que a exclusão a grupos e aqui tá ideia do paradoxo da Igualdade indicada por João Scotti se o grupo é usado para anular a individualidade afirmar assim mesmo como
parte de um grupo também contribui para chamar a atenção para a questão que se pretende eliminar e é no meio desse aparente de lema que as ações afirmativas parecem ser colocadas para João Scotti não há como resolver esse paradoxo entre identidade de grupo e identidade individual na década de 1970 quando começava a ganhar força esse tipo de política afirmativa parte-se do pressuposto de que pratica e sociais teriam impedido o acesso de certos sujeitos a seus direitos individuais EA identidade de grupo passou a ser considerada como forma de combater a discriminação mas é importante o que
essa afirmação como negro mulher se de exatamente pela oposição pela negação de uma outra identidade uma identidade considerada como Norma a que a oposição entre a norma identitária como homens brancos na qual os sujeitos são considerados como autônomos e a bandeira identitária na qual o sujeito se definem a partir de seus espaços coletivos e sua diferença em relação à Norma e é aqui que a gente pode voltar o plano Filadélfia que eu comecei a falar contigo lá no início nossa aula O Senador Sá murvin lá em 1969 definir a ideia de uma política afirmativa na
contratação de negros com uma questão de raça lembro das palavras dele em outras palavras um programa de ação afirmativa dentro do plano Filadélfia é que para possibilitar a contratação sem atenção a raça um contratante deve levar em consideração questões e na contratação pois bem o que é de um Scott indica sobre a linha que o senhor vem a segue é que ele considerava a contratação garantindo a negros com uma questão de raça mas não entendi a contratação dominantemente de brancos como essa tal questão de raça se entende é como se reproduzisse aquilo que a juntos
quatro identificou desde o contexto da Revolução Francesa a igualdade e o mérito como a questão dos indivíduos autônomos e autocentrados e por outro lado a exclusão sendo relacionada a identidade de grupo por se tratar de uma Norma identitária origem não considera os brancos como raça mas apenas os nervos assim lembro como limitados ao grupo ao qual pertencem brancos combo indevidos Descolados de imposições e identitárias coletivas sobre Exatamente isso a juntos Costa de fé Oi e aí "para ela e como resultado na aplicação das políticas de ação afirmativa a raça permaneceu como a questão de Negritude
e não de branquitude da mesma forma como o gênero era uma questão de mulheres e não de homens é como se fosse suposta uma certa neutralidade de determinados grupos quando eles compõem a norma identitária como homens brancos outros marcadores hegemônicos no fim das contas todas essas relações são baseadas na ideia de raça ou gênero por exemplo mesmas relações nas quais esse tipo de debate não é evocado diretamente e aqui tá o que perpetuar ia o tal paradoxo da Igualdade não com será a cor por exemplo é perpetuar a primazia do grupo que não é considerado
como o grupo que é a norma e é considerado como supostamente neutro [Música]