Boa tarde a todos eh é um prazer e eu vou agradecer primeiramente a todos que estão aqui e se desquer para me escutar e segundamente a as ao projeto futuras cientistas porque é um grande prazer participar dessa imersão científica e poder falar um pouco sobre a minha trajetória desses últimos desses últimos 14 anos em que eu tenho eh estudado e trabalhado e me aprimorado para ser para me tornar uma uma uma cientista né todo o meu processo né de de de formação e e tudo que eu aprendi consegui dividir isso com vocês para motivar vocês
a quem sabe se tornarem eh comporem nosso time né no no futuro bem meu nome é GL germ eu sou Doutora em física eh formada em 2022 pela PUC do Rio de Janeiro ã o meu cargo e eu tô assumindo o cargo é meu cargo atual é de pós-doutora no ipen de São Paulo né Eu me mudei para São Paulo assim que terminei o doutorado Isso já faz um ano e meio um pouco mais que 1 ano e meio na verdade ã [Música] e E aí assim que que eu me mudei para cá eu compus
o grupo de biofotônica que é que é coordenado pela Denise Denise zeel Denise Maria zezel e e é um prazer fazer parte dessa equipe que é que me me me motiva tanto e me ensina tanto e eu aprendo tanto e eu tenho cada vez mais me tido gosto de de me cientista né aí na foto sou eu apresentando meu trabalho num congresso que se chama SB photon que aconteceu a última versão foi em Campinas na Unicamp e e é uma dos Prazeres né dividir o que a gente aprende é ótimo pesquisar e aprender e entender
sobre as coisas que a gente tá pesquisando acumular né que a gente tá pesquisando mas é muito gratificante conseguir dividir o que a gente aprende eh em congressos em sejam eles internacionais ou nacionais eh publicar papers e conseguir eh colocar pra sociedade o que a gente tem trabalhado né fazer sentir que a gente tá contribuindo com alguma coisa né Isso é de profunda importância é uma das coisas que eu mais gosto eh da minha profissão ã bem eu sou bacharel em física formada pela uf eh que é a Universidade Federal Fluminense que fica em Niterói
no Rio de Janeiro eh ele ele é do estado do Rio de Janeiro mas não é do da cidade do Rio de Janeiro logo após me formar em bacharel em física eu cursei mestrado e doutorado na PUC do Rio de Janeiro e bem quando eu sempre quando criança eu sempre fui uma criançao M curiosa sempre fiz várias perguntas sempre quis saber o porquê das coisas não aceitava um por sim porque é assim queria que a minha mãe desenvolvesse muitas vezes ela não sabia resposta e ela ficava confusa e não sabia o que falar para mim
mas ainda assim eu continuava e e e procur e perguntava sobre as coisas sempre fui muito interessada então de uma certa forma acaba que o chamado pra ciência já tava ali né já tava porque é muito importante você ser uma pessoa Curiosa você querer saber sobre as coisas para seguir nessa área né ah eu sou eu venho de uma família e de uma classe social uma classe de uma classe baixa né social né então acaba que eu não tinha acesso a certas informações e os meus pais não são formados nem graduados nada eu sou a
primeira eh pessoa a entrar num Universidade Federal na minha família a primeira pessoa a ter o título de Mestre Doutor então estar nessa Vanguard guard guarda é importante porque a gente acaba tendo que abrir o caminho de algum jeito mas acaba que se torna difícil também porque eh a gente não sabe não tem para quem perguntar o que que a gente tá passando então assim não tem muito muita referência dentro de casa né então acaba que isso foi foi foi complicado no início e agora eu já tô conseguindo mais depois de tanto tempo também né
Já tô conseguindo eh conseguir ter as minhas obter as minhas próprias respostas de por outros meios né Eh eu não eu queria né entrei paraa faculdade mas eu entrei para licenci eu não entrei pra Bacharel eu toquei para Bacharel quando eu tava já dentro da da da da da faculdade porque eu achava que o caminho mais melhor né mais eh confortável e não só confortável mas o caminho mais seguro seria ser professora de física porque eu já gostava do da do trabalho do da ideia da forma como a física Explica as coisas né ele ele
pega um fenômeno natural e transforma em uma equação E eu achava isso muito lindo muito interessante e isso me me dava eh me aguçava curiosidade né Essa forma como a física consegue eh não só converter um um um fenômeno natural em uma uma equação como conseguir dar algumas previsões e e conseguir responder algumas questões baseadas nessas equações e nessa nessa nessa forma de de ver o mundo né então isso sempre me motivou Mas como eu disse eu entrei pra licenciatura eu não entrei para Bacharel e foi durante a faculdade que eu fui descobrindo iniciação científica
que eu fui descobrindo o que que seria fazer pesquisa eh as como era interessante esse essa profissão E aí a partir desse fazer ciência que eu fui me descobrindo como uma cientista com uma pessoa que eu queria fazer ciência e aí eu troquei a titulação do do meu da minha graduação foi um caus em casa porque eu tava quase me formando E aí eu eu tive que fazer várias outras matérias para conseguir terminar o o título de de física e aí logo depois eu fiz mestrado e doutorado na pu do Rio Como eu disse E
aí tô indo até agora né tô tô aprendendo né até agora a gente continua aprendendo uma coisa interessante e que eu gosto muito do do ser pesquisadora é que não tem um dia que é igual ao outro né a gente tem dia que a Gente Tá no laboratório pesquisando sobre coisas tem dia que a gente tá escrevendo tem dia que a gente tá analisando o dado tem dia que a gente tá num congresso eh e e apresentando os nossos resultados tem vezes que a gente tá publicando paper tem vezes que a gente tá tá eh
enfim são são várias coisas que a gente faz e e e nem um dia é igual ao outro a gente acaba meio que eh aprendendo essa essa diversidade de de de de tarefas e e conseguir lidar e gerir todos os dados todas as coisas que a gente precisa fazer para dar conta né ah quando eu entrei na faculdade e fui descobrindo esse e o o fazer ciência né ã e e o fazer científico e descobr em mim uma vontade de ser ser pesquisadora eh eu comecei a me interessar por áreas que são que a gente
chama de interdisciplinares que são áreas onde você junta duas áreas de conhecimento eh básico tipo física com biologia física com medicina física com tecnologia para transformar isso em um conhecimento que ajudasse a ser convertido num em benefício da sociedade isso me chamou muito atenção né então eu sempre me dediquei para para fazer coisas nesse nesse nessa área né na parte em que a gente eh buscava essas interfaces né de uma área do conhecimento Com Outra área do conhecimento para conseguir aprender cada vez mais e e conseguir contribuir com a sociedade de uma de uma maneira
melhor e e mais interessante né A minha maior inspiração da nessa nessa nesse caminhar foram em primeiro lugar as mulheres da minha família né A minha mãe as minhas tias a minha avó que sempre foram mulheres que são muito fortes que apesar de passarem por certas dificuldades ainda assim se esmeram e conseguiam fazer o que queriam né de algum jeito conseguia dar um jeito de eh obter os seus OB conseguir realizar os seus objetivos né Eh passando pelas dificuldades que tinham E logo depois foram as minhas professoras as minhas orientadoras que eu agradeço enormemente porque
sem elas isso não seria possível né Elas sempre me motivaram sempre me me incentivaram e muitas vezes quando eu não acreditava em mim elas acreditavam elas falavam que eu era competente sim que eu tava esta no lugar certo que eu devia continuar que era importante e que era o meu desejo e esse foi de fato um um descobrir eh conseguir fazer essa essa mudança de visão foi foi importante né foi muito importante na minha vida que é a mudança onde a gente eh fica querendo a validação do outro e a pr pra visão onde a
gente sabe quem a gente é e sabe que a gente tá tá no lugar certo na hora certa que a gente sabe o que a gente tá fazendo né E a gente tem essa confiança de tá no lugar que que a gente nasceu para para estar né e e conseguir conseguir se livrar dessa dessas visões que é muito difícil que é uma coisa que eh marca e violenta muito a gente né porque é um ambiente majoritariamente feito por homem eh feito composto por homens e para homens né E esses homens majoritariamente brancos e isso acaba
que tem outra eh outra intersexualidade comigo né Por eu ser uma mulher e negra eh então acaba que tudo isso impactou no no na na forma como como eu como eu fazia faço o meu trabalho né observando as a os caminhos que dá para eu seguir né assim como um rio faz né vendo eh conseguindo caminhar por entre as pedras e e e traçando a melhor forma de de ser uma pesquisadora nessa nessa nessa sociedade né e conseguir fazer o meu trabalho o meu papel da melhor maneira possível bem como eu disse eu trabalho no
Instituto de Pesquisas energéticas e nucleares O ipen que é uma autarquia gerida pela pela senen que é a comissão nacional de energias nucleares é um órgão que é vinculado ao ministério da Ciência Tecnologia e inovações do governo federal a gente fica dentro do campus da USP né e nosso Campus ele é relativamente grande né temos 500 m 500.000 m qu ã divididos em vários centros que vão de metalurgia a radiofarmácia a metrologia a o centro que eu faço parte que é o centro de laseres e aplicações e uma coisa muito interessante do ipen é que
ele tem um viés muito forte dess de translação né onde você pega e produz o conhecimento e e e pesquisa sobre o e realiza pesquisas científicas mas não para aí a gente fica tentando fazer uma forma de que essa pesquisa científica ela seja aplicada na sociedade o que não é visto em todos em todos os os centros acadêmicos né Tem centros acadêmicos muito voltados em fazer o em pesquisar e pesquisar apenas e publicar o paper e não transformar isso em produto né O que também é importante mas eh acaba que ter essa visão de completa
né de você pegar e pesquisar e e fazer com que isso se torne eh torne um um produto na na pra sociedade é muito importante porque acaba impactando eh e acaba solucionando certos problemas né certas questões da da sociedade atual Eu trabalho no Centro de Laser e aplicações o Centro de Laser e aplicações fica dentro do ipen que é um lugar que faz pesquisas nucleares mas apesar de fazer pesquisas nucle eu não trabalho com física nuclear diretamente a gente trabalha com a parte de ótica basicamente que é a gente usa os lasers que a gente
que tem né para fazer pesquisas e e a partir dessas pesquisas a gente pode atuar na área da saúde na área da monitoração ambiental na área de processamento de materiais e afins e a gente acaba reduzindo esses con usando o laser para mitigar alguns efeitos Como por exemplo o quando você tem um paciente que precisa passar por radioterapia acontece muitas vezes acontece o que a gente chama de mucosite que é a inflamação da mucosa Ou seja a mucosa da da pessoa fica toda inflamada e ela tem dificuldade de engolir de beber água de fica tudo
eh com muita dificuldade né E isso causa um desconforto muito grande no paciente né que pode essa inflamação pode ser tanto na boca quanto no trato intestinal e afins eh e isso faz com que a gente tem tem uma o paciente acaba tendo uma qualidade de vida pior mas já se é estabelecido que o uso de laser no vermelho né comprimento de onda vermelho que é o comprimento de onda onde você tem uma maior absorção uma maior penetração no no tecido mole né faz com que eh o você consiga cicatrizar e diminuir a sensação de
inflamação dessa da da mucosa e aí fazer com que o paciente consiga a se alimentar consiga fazer ter uma vida um pouco pouco mais saudável né e fora ess esse essa aplicação a gente também tem aplicação de que de novo quando passa por radioterapia os dentes podem ficar fracos podem gerar mais mais Car a presença de de de car nos dentes e aí desenvolver outras doenças a partir disso né e a gente também pode usar o laser para mitigar esses problemas ã eu trabalho como eu disse no grupo de biofotônica mas o que seria biofotônica
né biofotônica é uma área interdisciplinar que usa conhecimentos da biologia da medicina em conjunto com o que a gente tem de ótica que é uma uma uma área do conhecimento da física né que corresponde à física e aí a gente junta isso tudo e e baseado no que a gente no no comportamento que o tecido biológico tem frente a a um comprimento de onda a gente consegue estabelecer diagnóstico consegue estabelecer tratamento e prevenção e afins ã a gente tem aqui embaixo a gente tem o espectro infravermelho que é o que a gente tem que a
luz ela é uma radiação eletromagnética que a gente chama né então a gente poderia eh tranquilamente chamar todo esse espectro de luz porque afinal de conta tudo isso é uma radiação eletromagnética né que é basicamente você tem um campo elétrico que eh oscila a 90º do seu campo magnético né então isso é uma radiação quando ela oscila Você tem uma radiação E e essa radiação é o que a gente chama de ração radiação eh radiação el eletromagnética Mas ou seja luz mas a gente acaba se focando muito na parte de do ultravioleta até o infravermelho
distante né chegando quase perto ao micro-ondas pras nossas aplicações a gente não acaba não usando tudo isso a gente poderia mas a gente não usa né a gente foca foca só nessa nessa região e já tem muita coisa já tem muita coisa que dá para fazer só com essa região do espectro eh espectro eh eletromagnético ã dentro desse dessa dessa região a gente tem o espectro visível que é a região onde a gente consegue ver né que é uma região muito Estreita do espectro eletromagnético apesar da gente ver muito pouco eh de luz eh o
nosso sensor o nosso olho ele tem uma uma ele ele é muito eh ele consegue observar muito facilmente eh eh tem uma C A gente chama que tem uma cura muito boa né No que a gente consegue observar a gente vê muito o que a gente consegue ver a gente vê muito bem né Então a gente tem um sensor muito bom né eu nem tanto porque sou MP Mas enfim eh eh e aí bom lá no laboratório de biofotônica que eu trabalho a gente tem algumas linhas de pesquisa que são então por exemplo a terapia
fotodinâmica ou em inglês PDT que a gente chama que é a photodynamic terapia que é uma terapia que a gente usa um basicamente um corante né que muitas vezes é o o azul de metileno e a gente passa esse corante na região que a gente quer tratar incide a luz que ele vai absorver e e e assim gerar o que a gente chama de espécie de radioativas de oxigênio e essas espécies elas são eh citotóxicas né então elas acabam matando as células que estão ao redor então se você tem um um uma uma existência de
câncer de pele por exemplo você pode tratar desse jeito né é um acaba que é basicamente de superfície né mas você você acaba tendo CONSEG conseguindo fazer de outras formas também ã além disso a gente tem o que a gente chama de terapia de baixa intensidade ou estimulação que é uma terapia que a gente usa o laser eh com baixa potência né ã para não causar efeitos térmicos então a gente evita os efeitos térmicos a gente só estimula a produção de de eh a a a gente estimula a produção de colágeno por exemplo a gente
estimula a produção de de de a estimula a cicatrização de um um um lugar que tá com corte pode ajudar na parte de diminuição da inflamação e afins a gente tem a parte dos sensos a gente consegue produzir sensores que são são são são eh que podem nos ajudar a fazer diagnósticos de câncer diagnósticos né de doenças e afins como por exemplo doença da dengue ou da covid que a gente acabou de ter aí né Eh então a gente tem a gente pode produzir sensores a gente pode produzir eh usar fazer diagnósticos usando esses sensores
ou não usando técnicas de espectroscopia já existent já bem bem estabelecidas hã e também tem a parte de tratamento de prevenção de cáa né que é muito importante também porque a gente sabe que a que a car ela tá correlacionada com vários outros problemas né tipo diabetes tipo colesterol você consegue fazer uma correlação com vários outros problemas que que dão podem causar grande impacto na na sociedade na na na na vida da da na saúde da pessoa né aqui embaixo a gente tem o que seria a a janela terapêutica né por isso que eu falei
de terapia de baixa intensidade é Porque dependendo da situação conforme você vai aumentando a estimulação você pode causar uma uma uma efeito inibitório ou seja ao invés Você tem uma janela onde é possível que você tenha a a estimulação dessa produção de de do que vai fazer com que que você tem a cicatrização da ferida ou a questão da da da desinflamação a produção do do eh a você vai conseguir com que você Gere processos desinflamatórios no seu tecido mas a cima de um de um limar você começa a ter processos que vão você só
vai aplicar a luz e não vai acontecer nada né por isso que é importante você conhecer as propriedades óticas da Lu que você tá trabalhando você conhecer o O que é o que dá para ser feito o que não dá para ser feito porque a partir disso você pode acabar gerando dor acabar gerando queimadura você quer tratar o seu paciente mas você pode acabar gerando vários problemas né em vez de de solução né a gente basicamente trabalha com laser que são comprimento são luz que você tem um comprimento de onda bastante restrito e a gente
chama isso de monocroma eh ela é uma luz que a gente chama de coerente ou seja todas as todas as ondas eletromagnéticas estão no mesmo caminho e você tem uma correlação da fase eh então elas estão andando sempre no mesma na mesma direção e na digamos na mesma velocidade ã e isso acaba ajudando a gente a pelo fato dele ser uma luz relativamente bem comportada a gente saber de alguns parâmetros dele a gente ajuda a gente a entender melhor como que é essa interação dessa luz com o tecido e a e em si né ã
ã eh deixa eu dar um pause aqui nesse nesse vídeo ã no grupo de biofotônica a gente é composto de dois dois Laboratórios ã o tem um laboratório que a gente faz a preparação de amostra e faz algumas técnicas de de caracterização como a gente tem o o que é uma forma de de de estudar em profundidade o seu tecido né Você tem um corte Você estuda eh o que acontece na internamente dele né você tem técnicas para medir PH para medir você tem tem uma questão de de fabricação né você tem lixa tem e
cortadoras e afins tem um tem tem alguns lasers de Odonto que dá para fazer alguns tratamentos ã além disso a gente tem um outro eh laboratório que é baseado na parte da de que faz mais a parte de espectroscopia Ah e nesses nesses dois Laboratórios a gente tem a contribuição muito forte a colaboração muito forte com o pessoal da autologia que acaba usando na parte de usando laser na parte de prevenção de car na Possivelmente desolamento do que a gente chama de faceta ou lente lente lente de dente né que hoje em dia tá cada
vez mais comum você ter pessoas que colocam lentes no dente para o dente ficar branco né mas tem um problema porque você acaba precisando desgastar o dente natural da pessoa e aí você precisa conseguir descolar essa Às vezes você precisa descolar essa faceta e uma forma de descolar essa faceta de uma maneira fácil é usando o laser Então você tem a parte de prevenção Como eu disse de tratamento de e clareamento ã de tratamento de gengiva para diminuir a inflamação de gengiva e afins ã aqui do lado a gente tem um um uma amostra que
foi uma sessão de um dente sendo irradiado né por todo o o o com todo a área dele para assim você conseguir ter um dente que seja mais eh eh resistente ao processo de de de de produção de de Caren né E aí você tem aí o laser fazendo o trabalhinho dele ã Além disso como eu disse a gente tem o laboratório que é o laboratório de de laser né de de espectroscopia onde a gente tem dois espect dois dois espectrômetros infravermelho um a gente tem que ele faz mais ele ele te faz mais medidas
pontuais então ele te dá um espectro ele não faz a verdura do do da amostra mas ele faz eh o resultado ele te dá a o valor dessa dessa amostra né o valor dessa dessa medida ã [Música] de um espectro né que é você joga uma luz infravermelho e e ele vai te dar a o resultado dessa medida em vários comprimentos de ondas diferentes ã E tem também o que a gente chama do micro espectrômetro do micro eh do micro ftr né que é um microscópio acoplado no no ftr e e e esse ômetro ele
nos ajuda a fazer o que a gente chama de imagens hiperespectrais que são que a gente faz a varredura da amostra como um todo e em cada ponto a gente tem o o resultado de cada Pixel a gente tem o resultado de um espectro que ao contrário das imagens padrões que são feitos de três canais que é o vermelho o verde e o azul a gente tem vários canais né então eles nos ajuda a Identificar qual é o comportamento da do meu material em cada cada comprimento de onda diferente e isso pode ser usado para
caracterização de vários materiais bem como diagnóstico de câncer que é uma das linhas de pesquisa que eu estou envolvida onde a gente faz essas análises de imagem e usa os USA eh rotinas de machine learning Deep learning para verificar se se existe diagnóstico positivo negativo do da biópsia né e bem a gente tem que eh hoje em dia o câncer ele é uma doença que atinge muita gente né E se você for parar para perceber tem algumas eh alguns tipos de câncer que são os tem maiores incidências tipo câncer de mama câncer de próstata e
a gente também sabe que quanto maior mais cedo o diagnóstico melhor é o a a qualidade de vida desse paciente né então você tem eh com que eles eles conseguem ter uma uma melhor vida e uma menor taxa de reincidência e no que que é baseado esse essa medida né a gente tem que a gente como eu disse a gente joga uma luz infravermelha melho na nossa amostra e essa luz no infravermelha ela não é suficiente para ionizar o nosso material mas ela consegue dar uma quantidade de de energia o suficiente para eles ficarem eh
vibrando e tendo alguns modos que a gente chama de eh característicos né O mais importante é que ele tenha um dipolo diferente de zero né um dipolo magnético um dipolo elétrico diferente de zer zero e aí a gente tem que ele vai se ele entrar em ressonância ele vai absorver ou deixar transmitir certos comprimentos de onda e esses comprimentos de onda eles podem estar correlacionados com certos tipos de de eh de material né então você pode ter lipídeo proteína ácido nucleico ou carboidrato e e e a variação desse e da intensidade desses Picos ou o
deslocamento desses Picos pode tá cor relacionados a algum tipo de doença algum tipo de inflamação algum tipo de eh de câncer hoje em dia a gente ou ou até mesmo tumor Hoje em dia a gente tem que o padrão ouro ainda é feito por um patologista Ele pega a biópsia e leva pro microscópio e vai definir se olhando pelo microscópio com um aumento grande se ali é uma célula cancerígena ou não mas a gente tem que isso depende muito da habilidade do patologista se ele tá num dia bom para identificar eh certas certos tipos de
células que são um pouco mais inconclusivas que estão mais no início e a gente tem um grande problema dos falsos eh negativos onde você eh onde o patologista diz que não se tem câncer mas na verdade tem E aí você manda o paciente para casa e ele perde um tempo de vida que poderia ser usado para uma melhor tratamento né e e fazer com que ele seja uma tenha uma vida melhor uma uma um um tratamento mais bem mais bem eh estabelecido para ele né além de além desse benefício de você conseguir observar o câncer
bem no início você também consegue observar eh o padrão molecular desse câncer então isso faz com que você consiga eh compatibilizar melhor o câncer com a terapia ideal para ele né porque tem alguns algumas terapias que funcionam com determinados tipos de de molécula determinados tipos moleculares e outras não então você consegue eh casar melhor esse essa a terapia com o câncer eh específico e isso faz com que você tenha uma melhor condição de vida e e enfim o paciente só sai ganhando em relação a isso ã então é uma pesquisa que já tem várias provas
de conceito mas ainda a gente ainda não não não vê ela sendo usada na na no hospital tá tem mas existe uma previsão de que isso vá se tornar um um um uso né para para PR característica né diagnóstico né de doenças e bem para se tornar uma pesquisadora em biofotônica você pode ter várias graduações tipo física biologia química Engenharia e ciências de dados porque você precisa analisar volumes de dados que são grandes e aí você acaba precisando de ferramentas comp acionais para isso Além disso você precisa ter muita curiosidade e vontade de solucionar problemas
na área de saúde e biologia né porque a biofotônica ela é bastante Ampla ela pode eu atuo no viés da saúde né na interface da Saúde mas ela poderia ser utilizada na parte de eh agronomia por exemplo para eh ajudar a ter uma uma um controle maior de pragas usando outros tipos de de outros tipos de tecnologias que não o pesticidas que a gente usa né agrotóxicos a gente pode usar para para controle de PH e ter uma uma uma ai como é que se diz uma plantação é um pouco mais saudável enfim você tem
várias aplicações a biofotônica ela é um universo você tem muita coisa que pode ser feito usando isso né muita coisa que dá para ser feito com fotônica a gente tem que eh a biofotônica vai ser meio que o futuro né vai ser aonde vão ter muitos olhares para essa para essa para essa para essa área e eu espero e como como é incentivo para uma pessoa para uma mulher ser da área deem e basicamente trabalhar com com biotone com física com matemática com engenharia acho que é o mais importante seriam novas políticas públicas que incentivavam
incentivassem as mulheres na área das ciências que é uma área que é sobretudo composta por homens como eu já disse porque eles são mais incentivados a estarem nesses ambientes el são ambientes que são para homens e compostos por homens o que dá alguns gera alguns conflitos mas a gente precisa a gente precisa ocupar todos os espaços né a gente precisa tá nos lugares que a gente quer est né e não deixar que as pessoas digam aonde que a gente pode estar né Eh então de uma certa forma acaba que é muito importante a gente assumir
essa essa posição né E mesmo que seja Vanguarda e mesmo que seja a primeira pessoa a estudar isso na sua família vai se você gosta vai se dedica porque todo mundo pode ser eh cientista todo mundo pode trabalhar com isso e estudar isso e se dedicar e ter uma carreira linda e Próspera na área de ciências uma dos um dos Desafios é a parte de popularização da ciência né fazer com que a a a academia a universidade os institutos de tecnologia Conversem mais com a sociedade e desenvolvam novos problemas desenvolvam novas soluções para os problemas
que estão acontecendo né fazer com que a sociedade perceba a a importância de se ter centros de de pesquisa e e e assim motivar os nossos jovens a estarem nesses lugares ã e essa parte de popularização vem tanto da parte de divulgação Científica como de de de eh a iniciativas como futuras cientistas que dão um novo panorama de como que é ser uma pesquisadora no Brasil os desafios que a gente enfrenta o que é bom de ser pesquisadora porque tem um lado bom né Eh é bom a gente conseguir saber que a gente consegue contribuir
com essa sociedade de algum jeito que a gente consegue fazer eh com que a sociedade seja melhor um pouco melhor nem que seja uma um grãozinho de areia melhor né ã e é isso muito obrigada a todos aqui é uma foto do grupo quando a gente foi no no no final do ano no no museu eh do de São Paulo eh no Teatro Municipal de São Paulo e E aí a gente eh teve um um dia de de de Cultura né com a nossa supervisora o nosso grupo ele é composto composto basicamente por pessoa por
mulheres né Tá faltando só um um eh eh aluno da professora que é o Mateus que não tá por aqui mas ele também é que ele é o único né basicamente ã atualmente nós somos muito mais mulheres do que homens e é isso né eu gosto eu tenho aprendido muito e e tem sido muito bom muito gratificante se está nessa nessa profissão para mais contatos vocês podem acessar o meu e-mail que é esse aí c2g mail.com o meu Instagram é gace cmg tem o e-mail da minha supervisora que é zezel usp.br e os instagrans do
ipen e do standard Chapter que é uma uma um grupo de estudantes de mestrado e doutorado do clan que ajuda que trabalha com a parte de de o Chapter é é um grupo que trabalha com a parte de divulgação Científica que faz com que a gente eh acabe fazendo essa conexão com os alunos novos e tentar ir na escola e motivar os alunos e fazer com que eles queiram também fazer parte da da física e de áreas afins na engenharia e e é isso muito obrigada a todos