[Música] fala pessoal tudo bem Está começando o outlive podcast a sua dose semanal de conhecimento sobre saúde e bem-estar eu sou o Jorge Narciso sou médico e o meu objetivo é trazer informação de qualidade e de confiança que você possa aplicar no seu dia a dia e assim viver mais e melhor e no episódio de hoje nosso assunto é ansiedade e para falar um pouquinho mais sobre esse tópico eu Trouxe duas excelentes profissionais a Dra Isabela da Andreia que é médica formada pela USP São Paulo especialista em Psiquiatria pelo Instituto de psiquiatria do Hospital das
Clínicas de São Paulo supervisora do ambulatório para desenvolvimento dos relacionamentos e das emoções do ipq e também pós-graduada em yoga pelo IEP Isabela obrigada pela sua participação viu tô muito feliz de estar aqui hoje Narciso obrigado e Amanda Mendes que é psicóloga Clínica formada pela Universidade em bi Morumbi especialista em terapia cognitivo-comportamental em saúde mental pelo HC da USP treinamento intensivo em terapia comportamental dialética pelo behavior Tech e treinamento instrutora da mindfulness pelo mindfulness Center of Excellence formação em terapia de aceitação e compromisso e terapia comportamental integrativa de casais Amanda Obrigado pela sua participação prazer
estar aqui com vocês perfeito bom Meninas eh sem dúvidas a gente vive cada vez mais em um mundo imediatista não apenas nós queremos resultados rápidos como também queremos resultados perfeitos não basta mais fazer o que é certo nós queremos ser os melhores e queremos ser o mais rápido possível e toda essa antecipação ela se traduz em um sentimento que é a ansiedade e quando eu falo sentimento eu digo porque a ansiedade na verdade é algo normal da humanidade sentir ansiedade faz com que A gente se prepare mais para algum evento que a gente tenha mais
atenção só que em alguns momentos essa ansiedade ultrapassa um Limiar e começa a se tornar patológica começa a virar uma doença Isabela Quais são os sinais de que a ansiedade ela deixa de ser algo normal e começa a se tornar uma doença Eu acho que eu quero começar falando como você trouxe sobre o que que é a ansiedade como a gente vai avaliar isso Clinicamente porque eu acho que é uma dúvida muito importante assim a ansiedade é uma emoção então nós vivenciamos ansiedade como uma parte da Gama de emoções que a gente vai a apresentar
diante de estressores e a ansiedade ela é essa experiência subjetiva a um estressor então muitas vezes eh é é muito difícil traduzir o que que é essa emoção tão subjetiva Então como a Amanda sente ansiedade como eu sinto como você sente poem ser Experiências totalmente diferentes né então seria h eu falo né a gente vai vai até diferenciar do medo que é uma outra emoção eu gosto muito do quando a gente fala de emoção eu sei que também é é a especialidade da da Amanda quando a gente vê por exemplo o filme divertidamente tá vindo
a minha cabeça agora eu eu acho que é muito legal eu explico né A gente trabalha muito com adolescente adulto eh sobre a reação do medo e sobre a reação da ansiedade que é Uma reação já bem mais complexa o medo seria essa reação de uma ameaça imediata que a gente vai enfrentar né a gente dá o exemplo de quando evolutivamente a gente enfrentava os leões e hoje os nossos leões do dia a dia que a gente enfrenta eh são uma experiência dessa ameaça a ser vivida ou que a gente vai para vai ter que
enfrentar né então eu acho que primeiro a gente entender H as várias formas de ansiedade dentro dos da nossa Gama emocional porque muitas vezes Quando a gente vai eh conversar com o paciente ele fala Puxa mas eu não acho que eu tenho um problema com ansiedade né porque acho que o que fica e é muito conversado entre as pessoas é a ansiedade mais de eh né a ansiedade como um problema por exemplo como crise de pânico ou crises fóbicas né então Aquela ansiedade de tipo ai eh meu Deus um pico muito rápido às vezes sem
um estressor identificável que eu sinto toda a toda a nossa nossa nosso sistema assim de Defesa H um uma ameaça vai ali fazer o nosso coração palpitar muito suar a mão a respiração a gente começa a hiperventilar e é tudo muito numa resposta do corpo se preparando para aquela ameaça né porém existem outros tipos de sentir ansiedade né Então esse é um tipo mais dessa que a gente vai chamar por exemplo a gente encontra em crise de pânico então por exemplo eh a ansiedade mais tensional então quanto a gente né eu vejo assim o paciente
fala Isso ai eu não tem um problema de ansiedade ele chega no consultório já quase travado assim como se o que eu faço um que eu explico assim muitas vezes é se a gente tivesse o Nossa a o nosso Nossa possibilidade de relaxamento enfrentamento assim como uma mola que vai Putz tá muito difícil agora Agora consigo relaxar é como se essa vivência estivesse sempre sempre muito tensa e a gente vai ver com às vezes ansiedade aparecendo com muita Irritabilidade com muita tensão no corpo dores então e só para explicar assim queria né explicar um pouco
disso de como ansiedade é muitas vezes Uma emoção muito inespecífica assim em relação às reações e comportamentos que ela pode estar associada agora quando a gente vai clinicamente entender que é um um transtorno quando é um problema é o tanto de Sofrimento que essas reações Trazem pra pessoa e eu também gosto muito de uma definição de da gente entender uma perda de liberdade da pessoa então Putz mas eu não sinto que eu tô sofrendo tanto porque algumas pessoas sentem um sofrimento com ansiedade muitas vezes como muita angústia ou um cansaço mental agora também tem um
né Eu acho que a Amanda também pode falar muito disso assim da ansiedade dessa perda de liberdade de por exemplo puxa eu fico tão ansioso que É muito difícil eu fazer coisas então ou eu vou enfrentar com muito sofrimento ou eu deixo de fazer então eu olharia assim quando eu tô avalando o paciente eu olho esses cenários de entender o tanto de sofrimento e o quanto tem uma perda de liberdade né a gente fala muito na medicina de perda de funcional O que é muito ruim assim não muito ruim mas é muito complexo às vezes
porque o que que é funcional para um o que que é funcional para outro então da gente Entender dentro da biografia do desenvolvimento da pessoa o que que ele tá buscando Qual que é o potencial dele e o que que vai significar ele ter uma liberdade para exercer as coisas que ele quer na vida perfeito Amanda a Isabela falou bastante por exemplo sobre essa a associação que a gente tem essas diferenças na verdade que a gente tem das manifestações da própria iedade Muitas delas mais corporais né suar a mão acelerar o coração entre outras Coisas
ao longo desses últimos anos a gente teve uma evolução muito grande dentro da Psicologia Clínica né E até a própria validação em si do próprio do profissional né a gente sempre teve uma certa briga né antigamente o médico como a pessoa relacionada ao cuidado da saúde e aí o fisioterapeuta o psicólogo como coisas secundárias e hoje a gente sabe que o tratamento ele é sim mas eh multifatorial a gente precisa de várias especialidades para poder atuar no Tratamento da pessoa e aí sim muitas vezes o próprio paciente acaba procurando o psicólogo como a primeira consulta
antes por exemplo de falar com o médico Qual que é o perfil mais comum por exemplo das pessoas que chegam no seu consultório para poder tratar um problema de ansiedade e se realmente essas pessoas elas têm ansiedade ou muitas vezes elas se confundem nesse sentimento eh hoje em dia devido a né é muito Falado sobre ansiedade e muito pouco explicado muitas vezes então que a is falou Exatamente esse ponto né muitas vezes a a ansiedade normal que é uma reação normal Nossa é colocado como algo patológico então muitas pessoas chegam já com um diagnóstico Pronto
né nunca passou num psiquiatra nunca passou um psicólogo mas ela chega com um diagnóstico já pronto e aí é muito na entrevista clínica que a gente vai percebendo esses nuances o que que eu Gosto de olhar sempre eu falo são Três Palavrinhas Chaves que me levam a um direcionamento de uma ansiedade mais patológica é a intensidade a frequência e a duração por exemplo Vamos colocar um exemplo clássico né Às vezes a pessoa chega no consultório falando assim ah eu tenho fobia de barata como que eu vou identificar se é uma fobia ou se é um
medo porque natural muitas vezes as pessoas colocam os Nossos sentimentos naturais como patológicos o sentir humano virou hoje uma patologia que a gente precisa tomar muito cuidado Então como que eu consigo ver Vamos pensar que que di sintam o medo de uma barata para uma fobia específica de barata eu tô em casa eu não preciso ver necessariamente uma barata mas eu passo grande parte do meu dia pensando como que seria se eu visse uma barata hum ah não mas se eu fizer aquilo Pode ser que eu veja uma barata Aí naquele lugar mas se eu
for não se eu for na área de serviço tem um ralo Pode ser que saia uma barata daquele ralo esses pensamentos vão virando também quase que uma verdade então ah não mas se saí barato então eu não sair de casa porque se eu sair de casa e a barata aparecer na rua que que eu vou fazer Ah não então melhor eu já não sair mais de casa e aí ela já vai experimentando um nível de Sofrimento porque se eu não saio de casa eu não tô eu não sou mais Funcional acorda eu vou ter problemas
no meu trabalho vou ter problemas na minha vida social porque como que eu interajo com as pessoas se eu não saio de casa então eu vou me restringindo cada vez mais então eu vou tendo problemas de desempenho vou tendo problemas de funcionalidade e o sofrimento vai cada vez mais aumentando isso a gente quando chega no meu consultório eu avalio ali como um nível patológico né porque o medo ele não causa todo esse desamparo o Medo ele vai ficar ali quando eu vejo né Igual a Isa mesmo explicou o medo é quando o estímulo que me
causa alguma reação aversiva ele está presente sim a Na ansiedade existe a antecipação Então eu imagino aquele estímulo e de imaginar que aquele est possa estar presente eu respondo a ele com a ansiedade então o que eu mais avalio Nesse contexto é quando chegam esses diálogos E aí eu já vou ver qual que é a intensidade Qual que é a Frequência Qual que é a duração e isso como que isso está afetando a pessoa porque a Isa mesmo já explicou como que tá sendo a vida dela como que estão sendo as funções da vida dela
a vida social dela o trabalho dela como que tá sendo o movimento né eu falo ansiedade ela atrapalha muito movimento porque ela vem com a ideia de fuga esquiva a pessoa se fecha se trava dentro da funcionalidade dela Uhum Então o que eu mais percebo é que muitas vezes vem esse Diálogo de medo quando na verdade é ansiedade ou muitas vezes de ansiedade quando na verdade não tem ainda o dano de um transtorno propriamente dito Então existe muito essa diferença um ponto que a que a Amanda trouxe que eu acho que vale a pena falar
porque ano passado Nossa senti muito até a gente conversou uma época sobre uma relação com o cansaço né porque Ah um um sinal muito eh importante significativo de sintoma Depressivo não vou mudar de assunto mas falando a gente avalia isolamento sim e que que a gente o que eu fui percebendo assim essa eh essa questão de a gente tá e a gente vai né que é também falar sobre tecnologia e os impactos mas essa sensação tensional sobrecargas nessa ansiedade essa preocupação a todo momento tá gerando um cansaço que tá sendo muito difícil a gente administrar
então Eh às vezes até acho que isso de diferenciar Clinicamente é difícil mesmo se é um quadro de uma ansiedade às vezes mais já cronificada que tá mais grave com sintoma depressivo porque a pessoa tá às vezes tão ansiosa e sente que não tá dando conta que ela começa a se isolar né então às vezes até é difícil assim entender puxa o que que exatamente tá acontecendo por isso que é super importante a gente entender a evolução do quadro e como a gente chegou naquela fotografia do quadro do paciente porque Acho que essa relação com
o cansaço vamos conversar sobre aceleração da da vida hoje eh também eu acho que é muito importante a gente entender e e avaliar clinicamente perfeito e vocês falar muito por exemplo sobre o autodiagnóstico e até mesmo sobre essa dificuldade que a gente tem na interpretação de alguns sintomas a gente conversou recentemente aqui sobre saúde mental outros episódios também sobre demência e o que você falou é muito Interessante né Às vezes o paciente Ele acha que a foto que ele tem do que ele tá sentindo é é suficiente para que ele consiga chegar num diagnóstico e
muitas vezes a gente precisa realmente de um filme para avaliar como essa coisa tá evoluindo que você falou Qual é a frequência que aquilo acontece Qual é a intensidade uhum para ter uma ideia de qual é o sintoma até porque existem catologia muitas vezes exatamente e uma coisa que é muito importante por isso Que primeiras entrev são demoradas mesmo eu falo tem que ter paciência é porque um um uma coisa que vai entrar aqui na nossa avaliação também é é entender a a personalidade o funcionamento da personalidade da pessoa por quê H entender respostas de
ansiedade entender como que foi o desenvolvimento dela Quais são os traços de personalidade também vão influenciar nos transtornos que ela pode desenvolver e e o que que vai aparecendo de acordo com o que ela Tá enfrentando naquele momento então é muito importante a gente entender o desenvolvimento perfeito eu costumo falar assim que pra gente ir lá na direção da investigação de um transtorno de humor uma dica importante é aquela um diálogo principalmente de familiares amigos assim a pessoa era de um jeito e de repente está de outro né aquela pessoa ela era uma pessoa tão
ex tão feliz né Tava sempre pronta para viver e agora prefere ficar dentro de Casa a gente percebe que fica criando Desculpa para Sair Então esse era de um jeito e está de outro é uma dica importante pra gente tamb biografia né exato pra gente ver o que que a gente vai investigar é o contexto né o contexto diz muito pra gente também perfeito quando a gente olha por exemplo os dados epidemiológicos recentemente saiu o informe Mundial de Saúde Mental eles trazem um crescimento substancial no número de transtornos mentais no Mundo como um todo principalmente
os transtornos do humor a gente coloca ansiedade coloca depressão como os principais ao mesmo tempo ele coloca o Brasil como um dos países no mundo senão um o país do mundo com o maior número de transtornos de ansiedade diagnosticados Isa eu queria saber de você eh a gente consegue afirmar hoje que realmente houve um aumento substancial do número de transtornos mentais e o quanto você acha por exemplo que o estilo de vida Moderno ele tá relacionado com esse aumento Amanda por exemplo citou Em alguns momentos essa necessidade do paciente de ter um diagnóstico ou chegar
com diagnóstico você acha que essa pressão por exemplo do próprio paciente para ter algo para chamar dele um diagnóstico para chamar dele é algo que influencia na na Conduta do médico eh acho que a gente tem dado sim do aumento de incidência e até eh até eu acho que é de 2023 teve dado da Secretaria de Saúde de São Paulo sobre um aumento enorme de atendimentos devido a transtorno de ansiedade sim metou 200% em 5 anos é e em adolescente assim Criança e Adolescente aumentou Acho que cinco vezes é uma coisa bem substancial eh sim
eu acho que parte disso é de aumentar ã a capacidade dos médicos de reconhecimento de diagnóstico e entender melhor o quadro Então acho que ansiedade tem sim isso da gente reconhecer Ansiedade como um transtorno e e também isso que você trouxe é é super eh importante do paciente também buscar por diagnóstico por quê eu não acho que isso é de todo ruim num sentido que a gente ter mais autoconhecimento entender o que tá acontecendo com a gente permite a gente se apropriar mais até de buscar ajuda né Eh porém às vezes a informação que chega
até essa pessoa elas não são precisas né então a gente tá falando muito de de ansiedade mas o Que chegou muito ano passado no consultório são pessoas já diagnosticadas autod diagnosticadas por exemplo com eh TDH transtorno eh de Déficit de Atenção e hiperatividade e aí é muito difícil às vezes né a gente fazer a entrevista sem ter já essa narrativa uhum eh um pouco pronta do que pesquisou tudo mais então eu acho que é difícil e muitas vezes até eu acho que um diferencial importante que são E essas dificuldades atencionais É difícil mesmo da gente
separar porque a principal comorbidade do TDH é o transtorno de ansiedade por São pessoas que TM muita dificuldade de captar os estímulos e executarem com bom planejamento entendendo como lidar com a dificuldade e aí vão se sentindo cada vez mais insuficientes uhum ao mesmo tempo quem tem transtorno de ansiedade isso vai influenciar diretamente na capacidade atencional da pessoa por qu a gente fica com uma atenção dividida o Tempo todo né então ah eu tô estudando tal coisa eu tenho uma dificuldade atencional porque eu não consigo estudar Tá mas tá estudando e pensando em outra coisa
Tá estudando e mexendo no celular tá estudando vendo filme então também o quanto eh a ansiedade né que tá implicada nesses comportamentos podem prejudicar muito a atenção no momento da execução né então é super eh difícil assim muitas vezes a gente fazer uma avaliação a gente precisa de outras Ferramentas né mas claro acho que conhecer o paciente tirar Bem a História entender o desenvolvimento isso reforça ainda mais a nossa necessidade Uhum Então eu acho que sim tem um aumento da eh da incidência Então por mais diagnóstico mais pessoas procurarem ajuda e t também o que
a gente vai conversar sobre o impacto da tecnologia hoje e de como ã talvez a gente não consiga mesmo assim lidar muito bem ou dar conta do tanto de Estímulo e demanda que a gente assume hoje né Eh quando a gente vê assim o quanto que a pessoa tem de de estímulo de rede social WhatsApp ã Instagram eh diante de das outras tarefas que ela tem para o quanto eu consigo realmente me organizar internamente diante de todas essas informações se a gente não se dá conta disso né e consegue chegar pua é bastante coisa como
eu vou cuidar disso Mas a gente tá nesse fluxo porque é muito acelerado o ritmo de tudo eh eu começo a me sentir sempre insuficiente né que é um pouco dessa também relação da ansiedade de sentir que eu tô no meu limite eu não tô dando conta né agora será que é realmente possível dar conta de tudo que a gente tá se propondo E quanto a gente não percebe esses estímulos a todo momento então eu eu penso que sim tem também essa influência numa maior incidência de ansiedade e uma Questão que acaba saindo até cíclica
né porque eu sempre falo assim pros meus pacientes a sua atenção está sendo sequestrada o tempo inteiro porque a grande maioria das pessoas nem sabem aonde quer que a atenção delas esteja por que a gente compra as ideias que o ambiente joga pra gente então você tem que ser isso você tem que ser aquilo você tem que dar conta daquilo você tem que dar conta disso mas será que eu quero ou eu só quero cumprir Uma Expectativa que daí vem a questão muito do perfecionismo também né será que eu só quero cumprir Uma expectativa ou
eu quero isso de verdade falo que a gente tem que alinhar as nossas intenções também com as nossas ações com priorização eu gosto de um exemplo que eu falo assim vamos pensar que você quer fazer uma cesta ali no basquete meu objetivo é fazer uma cesta fal Ótimo então qual o comportamento que está de acordo de acordo com a sua intenção Vamos pegar a bola e vamos jogar na direção da cesta do ar OK OK tá bom então eu pego lá a bola vou jogando na direção no ar mas daí de repente chega alguém e
fala ô fulana eu preciso que você faça tal coisa pronto já minha atenção foi sequestrada de novo daí eu simplesmente esqueço que o meu objetivo era a bola para tentar fazer a cesta aí de repente o celular toca aí pode não ser uma coisa também que não tem nada a ver mas daí eu vou lá pego o celular Fico aí minha atenção já é sequestrada por outros estímulos Ah mas deixa eu ver aqui os histories um pouquinho aí já é sequestrado de novo e a gente esquece que o cérebro ele não subtrai o cérebro ele
só adiciona então nisso eu vou o quê só me encharcando cada vez mais de informações e aí minha dificuldade fica ainda mais acentuada de reencontrar as minhas intenções mas o que que é valoroso Então para mim o que que é importante para mim de verdade e aí eu Já tenho uma dificuldade a mais de responder efetivamente paraas minhas questões eu passo a estar sempre só em pró de um ambiente de um contexto de estímulos e eu passa a ter dificuldade para voltar e quando a gente fala isso também com relação à ansiedade a gente vem
para um grande problema hoje em dia como que a gente vive a gente vive em alarme o tempo inteiro o que que eu tô esquecendo o que que eu tô deixando de fazer sim né Não mas olha eu não deveria Estar descansando eu deveria estar fazendo algo por qu excesso de estímulo é o tempo inteiro alguma coisa me pedindo para fazer algo mas de novo Será que eu quero fazer algo Será que isso diz respeito a mim será que isso diz respeito aos meus valores essa essa tensão gerada né interna que tá muito associada também
com essa sensação de insegurança de não tá dando conta a todos esses esses estímulos é torna muito difícil da Pessoa se sentir suficiente né então é isso Puxa mas não tô respondendo no WhatsApp não tô fazendo tal coisa porque a e E são muitas situações e e dinâmicas internas mesmo que não vão estar refletidas no Instagram né ninguém vai estar ali falando quanto se sente insuficiente Ou puxa eu conseguir fazer tal coisa e não tô conseguindo fazer outra Pelo contrário né muitas vezes é exatamente o oposto examente uma cer fragilidade ou insuficiência Examente perfeito porque
nós temos E aí vai ter várias palavras mas nós temos um limite de força de pulão de o quanto eu consigo priorizar e colocar aquilo como o meu foco né então eh a gente quer dar conta muito bem de tudo de várias situações e a gente não consegue porque não tem como mesmo né Não é porque ah tal pessoa é muito eh muito menos do que a outra não a às vezes alguém tá conseguindo uma coisa porque ela tá totalmente focada nisso ou Porque a outra ou tá E tá deixando de fazer outras coisas né
então acho que com a fala da mananda eu lembrei dessa parte da priorização que a gente vai tá priorizando uma coisa ou outra e de entender também que essa relação com o tempo de que eu tenho que fazer tudo a ao mesmo tempo eh ela acaba sendo muito difícil às vezes até irreal Ah Puxa eu quero muito fazer isso eu lembrei de um exemplo do um super amigo meu que tava eh falando que ele tava Eh ele se propôs a correr uma Maratona do zero uhum e não era uma pessoa assim atlética Mas ele falou
puxa Acho que quero muito seria um uma grande Vitória para ele e E aí ele deixou um pouco de ã de conseguir e até de não de bem querer mas de focar tanto em crescer no consultório H pensar em outra parte profissional e eu falei para ele sua posição tá aqui nesse momento E aí em outro momento acho que vai ser importante você entender de novo o que Que é importante para você e e essa parte profissional você volta a colocar sua pulão né mas a achar que você vai conseguir colocar um tanto dessa força
em tudo é irreal é uma é uma como você falou essa expectativa que a gente vai criando e se sentindo cada vez mais insuficiente é e o foco em si a gente sabe que ele tá muito atrelado a várias funções cognitivas que a gente tem inclusive o próprio aprendizado a memória consolidação e Existem várias Maneiras da gente tentar melhorar o nosso foco ou direcionar Melhor Para justamente tentar colocar isso a gente vai falar um pouquinho depois sobre ambiente é algo que a gente fala bastante aqui né poxa se você tá num ambiente que claramente vai
tirar o seu foco o tempo todo vocêa se afastar disso para tentar concentrar Mas você trouxe um dado também que eu ia colocar que é principalmente o aumento do número de casos de transtornos de Ansiedade e também transtornos de humor nos pacientes jovens principalmente adolescentes e crianças Uhum em que existe aquele conceito mais popular de que a criança Ela é mais imatura não tem capacidade de ter um transtorno mental numa criança porque ela nem mesmo se desenvolveu como um todo e o o quanto que a gente hoje tem de conhecimento em relação a essa esse
crescimento diagnósticos por exemplo existe também uma uma condição genética atrelada à Ansiedade a gente tem uma predisposição maior se o pai ou a mãe tem eh nas crianças e ao mesmo tempo qual que é o o impacto Possivelmente negativo que a gente vai ter ao longo do tempo de crianças que tornam-se adultos já com transtornos mentais perfeito acho que é bem o nosso foco essa essa parte mas vou vou responder primeiro a parte da a parte genética a gente sabe que tem sim uma predisposição genética relacionada à ansiedade então eh não quer dizer que se
Os pais são ansiosos a criança necessariamente vai expressar ansiedade mas ela tem uma predisposição lá então a tem essa essa potencialidade para né então o que que a gente entende hoje é uma relação entre Gene ambiente Então eu tenho a predisposição mas de acordo com eh o que eu vou encontrar nesse ambiente como que vai ser meu desenvolvimento nesse ambiente eu posso expressar E aí também a gente pensa né pais mais ansiosos ou que né eh vão enfim vão Trazer paraa dinâmica parental com o filho também sintomas ansiosos a criança já tem uma predisposição e
vai se desenvolvendo num ambiente com com com pais ansiosos então tem uma chance maior a gente vê às vezes em famílias assim que trazem o adolescente puxa muito ansioso e tudo mais e você vê os pais também são bastante ansiosos e acaba gerando um ambiente ansiogênico né PR para essa convivência e pro desenvolvimento eh Amanda também sabe bastante disso agora uma parte muito legal que você trouxe que eu que eu queria ressaltar é que essa essa questão é uma grande discussão na na psiquiatria sobre diagnósticos em menores de idade né Uhum e minha especialidade da
Amanda também acaba sendo Cuidado os transtornos de personalidade e isso vou trazer esses dados porque é muito bem estudado nessa área né Uhum que que a gente percebe Vamos pensar o adolescente ele passa por Muita transformação é meu biológica hormonal inúmeras assim ambientais quando ele tá nessa saída da infância para ir pra vida adulta é um momento que as demandas dele também aumentam muito e já aumentava antes de est super imersos Nessas questões tecnológicas Então agora ele também dá conta desse ambiente online sim nisso tem muito sintoma que vai aparecer na cidade então quando a
gente vê eh dados de transtornos de personalidade Tem também os transtornos de personalidades Associados à ansiedade eh a gente vê que muitas vezes começa a manifestar no início da adolescência então ali às vezes 12 anos chega às vezes no consultório até mais novo já é muito nítido o sofrimento do adolescente na idade então eh e aí vem esses questionamentos Puxa mas a gente vai diagnosticar na adolescência não é muito novo para dar conta de um diagnóstico de um tratamento Mas que que a gente sabe Muitas vezes ter o diagnóstico eh Traz esse autoconhecimento de é
isso que tá acontecendo com o meu filho e é isso que tá acontecendo comigo pro adolescente e permite ele trabalhar habilidades e ter mais recursos para lidar com esse sofrimento então a gente vê que na verdade muitos tratamentos eh que acontecem na na adolescência naquele momento ajudam muito na saúde mental e no desenvolvimento de adultos com muito mais recurso pra vida sim então Eh isso É uma coisa assim que eh até em vários cenários ainda trazem isso e discutem né Puxa mas trazer diagnósticos na adolescência é algo válido é válido a gente tem muito estudo
para isso e a gente sabe que não tratar cronificar por exemplo uma criança um adolescente com Muita ansiedade traz muitas complicações ao longo do tempo então Eh faz muito sentido o diagnóstico na infância e na adolescência Claro um diagnóstico bem feito com calma pesquisar muito sobre os Diferentes eh ambientes Então como que é na escola como é com os amigos como é que em casa qual né se é um um sintoma difuso como que tá acontecendo Então tudo isso precisa ser claro super bem avaliado mas tem muita validade a gente fazer o diagnóstico perfeito eu
acho que até Amanda usando um pouco do que a Isa trouxe eh é importante que a gente tenha esse tipo de de investigação nas crianças e nos adolescentes porque é um momento de plasticidade em que a gente Ainda consegue moldar ali como essa pessoa vai pensar ao longo do tempo consegue identificar sinais que ao longo do tempo podem se transformar numa condição mental mais grave agora o que ela falou que também é muito importante é é um momento em que a gente tem uma transformação hormonal física psicológica de ambiente como um todo muito grande e
talvez esse processo de personalização que a gente até trouxe um pouquinho lá no começo esse Distanciamento de responsabilidade às vezes dos Pais de que que não o ambiente que meu filho está ele Tá corroborando para que ele possa ter uma doença mental ele provavelmente tem alguma coisa porque meu filho não não tem esses problemas geralmente talvez essa esse distanciamento que o próprio pai tem na própria na criação do filho em si acaba fazendo com que muitas vezes uma criança que tem uma condição normal uma transformação normal que acontece por Conta dos hormones e tudo mais
comece a se tornar algo patológico E aí é que a gente tem essa chuva por exemplo diagnósticos muitas vezes itos por profissionais não tão capacitados de transtornos mentais em crianças o aumento substancial do número de drogas drogas especificamente os medicamentos a gente falando aqui psicoativos em crianças que vão ter um efeito a longo prazo também então é importante tar diferenciar isso né Sim e eu sempre falo Que um exemplo clássico né às vezes que a gente ouve até voltando até o ponto da ansiedade é o é um comportamento específico que a gente chama de fuga
e esquiva isso traduz muito a ansiedade muitas vezes o que que é a fuga e a esquiva a fuga é quando eu fujo de um estímulo aversivo que já está presente e a esquiva é quando eu quero fugir Quero evitar algo que eu acho que pode vir a contecer Eu quero evitar alguma resposta indesejada quando a gente pensa nisso a Gente vive na sociedade da evitação inclusive esse exemplo que você traz dos Pais é muito interessante porque os pais quando eles faz fazem esse mecanismo muitas vezes de querer responsabilizar o ambiente não olhar o quanto
que o contexto dele também né tá tá tá ali envolvido com do filho também é um mecanismo de fuga esquiva por se eu vê que eu sou um agente também causador eu preciso fazer algo quanto aquilo só que eu já tenho tanta coisa para fazer eu já Tô tão cheio de demandas que mais uma demanda para mim eu acabo querendo esquivar óbvio que esse processo não é um processo tão consciente mas que acontece muitas vezes então quando a gente pensa nesse processo de ansiedade a gente vê que tudo começa a estar muito atrelado então é
aquilo eu sinto um desconforto e eu imediatamente quero me livrar desse desconforto a ansiedade ela entra nesse lugar uma vez uma paciente minha falou assim comer é ansiedade aí Eu falei pera aí calma aí não é bem por esse lado comer não é ansiedade porque o comportamento de comer pode tá envolvendo muitos contextos mas pode vir a cero porque o que que acontece muitas vezes esse comer emocional né que se fala muito ai o comer emocional é por causa da ansiedade não não é por causa da ansiedade o que que acontece é que a gente
não gosta de lidar com estímulos aversivos a gente não gosta de lidar com sensações aversivas então por exemplo se Eu estou angustiada ou triste eu como para aliviar essa angústia essa sensação no meu corpo dessa angustia esse aperto no peito esse nó na garganta Eu como para que eu consiga fugir daquilo para que eu consiga tirar isso logo de mim logo a ansiedade também ocupa esse lugar quando eu tô ansioso eu quero me livrar da sensação aversiva eu quero tirar aquilo de mim então não necessariamente o comer ele é pela ansiedade mas ele é uma
resposta de tirar algum estímulo Aversivo e isso muitas vezes acontece com os pacientes que chegam até a gente eles chegam querendo se livrar tira a ansiedade de mim tira a tristeza de mim tira isso que tá me fazendo sofrer isso que tá me causando incômodo então é muito esse processo e o pior disso é que esse processo retroalimenta a ansiedade Porque quanto mais eu uso da esquiva essa fuga vou fugir do aversivo eu vou alimentando aquilo vai ficando cada vez maior bom não quero tomar a frente aí de Falar mas eu iria trazer o exemplo
já até do que é um ataque de pânico e do que é a síndrome do pânico que a gente vai muito nesse contexto né então assim vamos falar um uma dúvida muito constante né is que a gente ouve né ah mas o que que é ataque de pânico o que que é o transtorno do pânico mesmo então o ataque de pânico ele realmente ele é um estímulo que a gente responde com muita intensidade a muitas vezes algo que a gente nem discrimina né a gente Responde naquela potência então aquele desespero aquela sensação de evitação ai
eu preciso fugir eu preciso fugir de alguma alguma coisa vai acontecer alguma coisa vai acontecer E aí o meu corpo Começa a responder então a gente tem todos os respondentes aquelas respostas mais autonômicas do corpo e aí o que com aquela coisa muito forte a vou morrer V morrer V morrer isso é um ataque de pânico ele acontece uhum o transtorno do pânico já é quando eu tive já uma um um Ataque de pânico E aí eu tenho tanto medo da aquilo começar a acontecer de novo que eu começo a evitar qualquer situação que eu
posso que eu acho que eu posso sentir os mesmos sintomas então eu começo a evitar eu começo a querer fugir de tudo aquilo né então ai foi quando eu tava no Shopping não vou mais sair não vou mais pro shopping aí de repente ah não mas era quando eu tava no Shopping tinha muita gente então também não quero mais um ambiente com muita gente então a Gente tá falando já de um transtorno do pânico que são coisas diferentes mas algo muito similar acontece em todos os transtornos de ansiedade que é esse movimento de evitação de
aversivo então por exemplo na fobia específica que que eu vou evitar eu vou evitar algum estímulo específico que me cause ansiedade ã elevador barata altura né temos várias fobias específicas ã Na ansiedade social por exemplo ansiedade social muito parecida até com as fobias Específicas mas a minha ansiedade ela vem do contato com as outras pessoas às vezes do falar às vezes do comer em público às vezes do me expor só só a minha imagem em público então a minha ansiedade ela é desencadeada por aquilo e aquilo que eu passo a evitar eu não quero lidar
com aquele desconforto aí a gente tem a ansiedade generalizada eu falo que a ansiedade generalizada o próprio nome já diz é tudo Uhum eu passo meia todas as vivências Uhum em tudo eu Passo a sentir uma preocupação um desconforto tudo me causa um sinal de alarm tudo me causa um sinal que pode ser um problema pode ser um problema ser resolvido pode vir a trazer algum estímulo indesejado eu acho que né eu concordo eu acho que é é muito legal de explicar Um Pouco Desse Olhar de evitação porque às vezes não é tão claro e
eu até tava pensando o quanto a função do celular e da internet entra como uma Evitação de lidar com outras ã obrigações demandas que tão difíceis naquele momento então eu vou pro joguinho eu vou pr pra rede Vou postar uma foto e ser validada ali porque são Recompensas rápidas que muitas vezes né desviam nossa atenção mas a gente também tá evitando lidar com outras coisas eu acho que Narciso perguntou isso assim sobre essa relação entre os pais as crianças e o ambiente eu eu cuido tem um um é um Tipo de terapia de grupo que
a gente faz para pais baseado num modelo bem legal que chama Family connections né e eu eu tô a gente faz lá no no HC no no ambulatório que eu participo a gente faz semestral então já acompanho algumas famílias que fazem parte disso desde 2021 Uhum E eu vejo assim o quanto os pais eh estão muito cansados é muito desgastante por si só a parentalidade a Amanda tem maior voz de fala ela é mãe eu sou de pets Amanda é de de criança e Pet e e a gente fica né Então imagina a gente tá
com todos esses estímulos os pais né Com todas essas demandas tendo que lidar e modelar o comportamento e como a criança vai reagir também aos estímulos do mundo então a partir do momento que eu tô muito cansado muito tenso muito irritado com tudo que eu tô dando conta sobra pouco espaço né ou às vezes o que a gente falou da priorização para eu realmente passar modelos e ter tempo tempo da criança aprender isso Comigo então o quanto acaba né Essa evitação indo PR eh pras redes também a gente ensina um pouco disso pras crianças né
então ai mas sei lá vai chorar tem que brincar n então vai lá e dá o iPad exato então eu gostei acho que tem um olhar aí da gente entender também essa evitação dos desconfortos indo muito pra rede social perfeito e aí tá gostando da nossa conversa consegue se reconhecer em algo que a gente tá falando aqui com conhece alguém por Exemplo que tem ansiedade escreve aqui nos comentários acho que a nossa intenção é justamente trazer informação para tentar responder as dúvidas e a interação de vocês é importante a gente até pra gente entender se
o que a gente faz aqui realmente tá funcionando bom vocês falaram bastante sobre a dificuldade que a gente tem na interpretação dos sintomas da ansiedade né Essa coexistência ali de patologias que a gente pode ter e acho que uma das Coisas que o pessoal tem mais dúvida é é realmente Como é feito o diagnóstico de ansiedade se existe por exemplo algum exame específico para poder fazer o diagnóstico como tem por exemplo lá um um infarto agudo miocárdio que a gente faz um eletrocardiograma é baseado na experiência do médico ou existe algo em que ele se
baseia para poder fazer o diagnóstico O diagnóstico é Clínico então é é por meio dessa annese bem detalhada Às vezes a gente precisa Demais de um um atendimento para ficar claro quando tem outras complexidades Mas a gente não tem exames Então isso é uma coisa até que é é é difícil na psiquiatria né é um traz uma subjetividade que às vezes dois avaliadores podem divergir né então por isso que você tá com um psiquiatra eh que realmente toma o seu cuidado com muita seriedade ele tem uma boa capacitação ele sabe como investigar o que o
que tá acontecendo a gente tem uma Chance maior de um diagnóstico Preciso né mas a gente não tem outros exames é é é apenas a namn perfeito na parte da Psicologia tem algo que a gente possa fazer que direcione mais pro diagnóstico da do transtorno de ansiedade Como que você normalmente encaminha uma investigação de um paciente que chega com você por exemplo e ainda não passou com o médico é o principal é esse olhar clínico mesmo é entender dentro do contexto nós temos também alguns testes Alguns inventários que a gente aplica principalmente nessa questão do
paciente conseguir identificar sintomatológica sintomatologico isso no corpo os sintomas porque os pacientes têm muita dificuldade né eles têm muita dificuldade de se perceber exatamente por isso é tão aversivo para mim que eu não quero nem entrar em contato com o que eu sinto ou normalizou completamente né do tipo ah eu fico Muito angustiado com tudo que eu faço mas eu acho que Aquilo faz parte todo mundo sente isso exatamente todo mundo sente isso então a gente tem alguns inventários estéticos que eles vão mais nessa direção de identificar principalmente essa questão sintomatológica mas o ser humano
é um ser muito complexo não dá pra gente se reter apenas a esses testes inventários então a gente precisa trazer também esse contexto de análise Clínica Então qual o contexto que começou a a vir esses sintomas né o que que acontece isso te Te priva de algo igual a falou isso te priva de algo da vida que você acha que vale a pena viver né Por exemplo Ah eu sou uma pessoa que eu gosto de ensinar as outras pessoas eu gosto de dar aula por exemplo e a minha ansiedade fez eu ficar reclusa dentro de
casa eu tenho muita dificuldade eu não gosto de falar em público ou seja isso te atrapalha uma vida valorosa isso está entre o seu valor e algo que você simplesmente só quer evitar o desconforto Então a gente Vai avaliando muito dentro do contexto do próprio paciente Isso é um problema para você porque a gente também tem que tomar muito cuidado com isso porque não pode ser uma questão nossa eu acho que para você vai ser bom isso não na sua vida o que que isso te atrapalha na sua vida o que que isso te afasta
dessa vida que você acha que vale a pena a ser vivido porque também vamos dizer ah tanto o proc qualquer tipo de tratamento psiquiátrico ou terapêutico não é um Processo tão simples assim pro paciente se engajar nesse processo a gente precisa ter os dois lados Poxa mas eu vou ter que enfrentar um aversivo eu vou ter que enfrentar o desconforto para eu conseguir lidar com a minha ansiedade sim mas em pró disso que daí vem o processo do autoconhecimento também que a as próprias terapias vão levando essa conversa até clum para analisar o qu Mas
qual que é a Vida que Vale a Pena Ser Vivida para você aonde que estão os seus Valores Aonde estão os seus objetivos que vai te motivar a ao enfrentamento dessas dessas coisas que são difíceis mesmo né exatamente perfeito a gente começou a entrar nessa era do tratamento em si né Talvez uma das coisas que a gente conversou sobre o imediatismo sobre essa necessidade do paciente de achar um diagnóstico muitas vezes tá relacionado à necessidade de utilizar um medicamento específico para tratar aquilo uh as pessoas acham que tendo um Diagnóstico Ah eu tenho um diagnóstico
eu tenho uma medicação para ser usada e utilizando essa medicação não preciso me preocupar mais eu vou resolver esse problema e talvez um dos grandes surtos que a gente teve nos últimos anos eh foi o uso dos bos diazepínico né como um tratamento de ansiolíticos dentro do paciente com ansiedade que muitas vezes não são tratamento em si né eles controlam sintomas em relação à ansiedades a gente tem tratamento hoje o Tratamento ele é mais farmacológico ou ele tem Associação por exemplo da Psicologia uhum eh isso acho que é uma é um você trouxe um ponto
muito importante pra gente conversar sobre a expectativa em relação ao tratamento porque é muito importante a gente entender né das áreas da vida do paciente a gente mapear assim o que que tá esperando o que que a gente vai ter como meta juntos né a gente eu e Amanda gostamos de trabalhar um pouco com meta Para a gente não esquecer e trazer essas motivações por eh uma das dúvidas assim uma coisa que eu ouço muito é ai mas o medicamento não vai me mudar assim não vai mudar quem eu sou porque a ansiedade é parte
de quem eu sou e muitas vezes é verdade mesmo tá muito ali localizado nos traços de personalidade então Eh o que eu trago é a medicação vai diminuir esse sofrimento as crises o o essa um pouco a aversão muitas vezes então é é para te Ajudar a voltar a se movimentar a ganhar sua liberdade diminuir o sofrimento esse é o nosso principal foco a gente tem hoje muitos medicamentos estudados e bem validados pra ansiedade principalmente são os antidepressivos O que é meio confuso né até semana passada um caso falou assim nossa Mas você falou que
eu tenho um transor de ansiedade eu vou usar antidepressivo mas e eu não tô com depressão Mas é a mesma CL de medicamentos mas temos antidepressivos Com um perfil que cobre melhor sintomas de ansiedade e esse é o nosso tratamento medicamentoso principal sim agora o Med a medicação vai ajudar então a diminuir esse sofrimento agora como o paciente vai voltar a se movimentar como que ele vai se apropriar de novo da rotina dele de entender os estressores e as vulnerabilidades dele é muito importante então a medicação ela ajuda muito Mas tem uma parte muito importante
dessa questão de um autoconhecimento quanto as Crises de e quais são as minhas vulnerabilidades então será que as crises vêm mais quando eu tô com sono se eu tô com fome se eu não tô me movimentando quais são stressores específicos para mim que desencadeiam Muita ansiedade Como que eu posso cuidar deles então tudo isso faz parte do tratamento então Eh o tratamento que que eu faço não é só T aqui a medicação e vai então eh eu trabalho também com isso de mapear tudo isso com o paciente dar Mais recursos para ele para junto com
a medicação ele caminhar como a a falou a gente trabalha muito disso para uma vida que faça sentido para ele que ele queira viver sim e antes até de passar pra manda para ela falar um pouco mais sobre esse papel da psicoterapia no tratamento é interessante reforçar porque o que você falou isso já aconteceu muitas vezes eu eu acompanhava a psiquiatria muito durante a faculdade fiz uma boa parte da minha formação na faculdade Dentro da psiquiatria e o paciente sempre tinha essa dificuldade que era Poxa eu tenho ansiedade eu vou tomar um antidepressivo eh não
faz tanto sentido preciso tomar um ansiolítico E aí é quando vem essa essa ideia de Poxa o cara é aquele Rivotril da bengala né eu tenho sintoma eu tomo um Rivotril eu tenho ali tomo Men dez pín só que às vezes aquilo não vai tratar né realmente ele logicamente tem o ponto positivo que ele alivia o sintoma mas é também um Ponto mais mais negativo porque ele vai aliviar o sintoma do paciente naquele momento ele começa a utilizar aquilo Uhum ele começa a ter tolerância então ele precisa de cada vez mais doses doses maiores na
verdade né E quando vê ele já não consegue mais viver sem o medicamento E aí vem adição dos Bas deepin Talvez seja uma das mais complexas pra gente conseguir colocar então deixar o pessoal ciente n perfeito não cobrir essa parte e é muito Verdadeiro assim como eh essa essa ação assim do benzo diazepínico que eu quo deixar bem claro que os benzos de azepic eles não são vilões sim o problema é como a gente usa eles então assim se tem aquele paciente que eu falo alguns pacientes eu fico muito tranquila assim puxa tem uma crise
tem crise de ansiedade muito forte usa pontualmente o Bem diazepínico nesse momento né assim se faz sentido se acama uma dose baixa assim não ele não fica Ele não se torna o vilão o problema é quando o benem jaz pío toma uma função outra contínua de dependência pro paciente e hoje até quero ressaltar inclusive para muitos pacientes ansiosos o problema do ziden sim tá porque o Eu acho que o Rivotril era mais a a droga de escolha de gerações um pouco mais velhas assim né mas a de hoje é o opdem por eh ele dá
um poder de controle muito alto pra pessoa né então ah eu vou desligar então Quanto tem também da Evitação idem a eu vou desligar Ótimo vou conseguir dormir e tudo mais o Ben de azepic e o o zolpidem eh eles eles têm esse mecanismo de ação né rápida de de um relaxamento de dormir mais focado no no ZD que vai gerando cada vez maiores dependências eu recebi um caso ano passado Até pedi nas minhas férias a Amanda Ajudou porque uma menina de 11 anos chegou o usando cerca de oito comprimidos g alprazolan de 2 MG
que é o frontal e por dia e ela começou a usar Aos 9 anos pegando medicação Claro ninguém prescreveu essa medicação para ela mas ela teve acesso e Totalmente Dependente dessa medicação um caso que eu e a mobilizou muito eu e Amanda assim porque é uma menina que uma função completamente de evitação de um sofrimento familiar muito difícil que ela tem e ela chegou assim e ela ela tem agora ela tá com 12 mas esse padrão de dependência de substância altíssimo que começou com o uso de bens de azepic Então e a gente precisa questionar
Qual que é a função dessas medicações isou pidem é porque quis ressaltar aqui que eu vejo assim muito entre nós médicos terapeutas assim pessoal da da da saúde assim a gente é a gente tem uma demanda muito alta eu entendo né querer puxa Quero melhorar meu sono e tudo mais mas assim os é que esse caso foi um outlier aí do do alprazolan mas os casos mais graves nos últimos anos que a gente pega de dependência Eh Com certeza des pidem Sim então ele começa ah não mas com um eu durmo bem e aí começa
a acordar porque é uma ação de indução ele não mantém o sono né acorda no meio da noite toma mais um a Puxa mas agora eu tô demorando mais eu dormia em 5 minutos 10 minutos agora eu tô demorando mais Hum bom aumentar então quando chega e às vezes claro né nem traz a gente demora muitas vezes para entender o tamanho da da dependência ali já tá tomando 10 20 a gente já já já Cuidei de paciente internado tomando caixas de zolpidem por dia então acho que esse é um um alerta assim de ã puxa
o que que tá acontecendo precisamente medicação Tem uma função tão grande na minha vida nesse momento perfeito e pensando nesse ponto Amanda da própria PR a psicoterapia em si né qual é o papel dela no tratamento da ansiedade qual a importância por exemplo do ambiente principalmente o ambiente familiar quando a gente fala tanto do Indivíduo adulto quanto da Criança e também o quanto medidas alternativas terapias alternativas que a gente tem como o próprio mindfulness podem ajudar no tratamento desses pacientes com ansiedade Claro eh eu acho que assim como a gente veio conversando já essa questão
da evitação ela é tá muito presente então igual a falou né esse uso às vezes abusivo da medicação vem de uma evitação então a terapia ela precisa começar também numa Psicoeducação sobre o que que é realmente essa ansiedade e o quanto que essa própria evitação tá envolvida nessa ansiedade porque vamos pensar se eu tomar uma medicação para me dopar o tempo inteiro como que eu vou aprender a lidar com a ansiedade mas isso muitas vezes é uma questão histórica nossa né Quantas vezes a gente ouve às vezes pais falando né ai dá logo esse brinquedo
para ele senão ele vai começar a chorar não mas precisa chorar ele precisa Aprender a lidar com a frustração né não conta que vamos viajar porque senão vai ficar ansioso sim ele precisa ficar Ansioso né É nessa hora na infância mesmo que eles vão aprendendo então a gente precisa começar a construir Né desde o zero esse processo para entender que a medicação ela é importante é o que a gente chama de padrão ouro né hoje em dia psiquiatria junto com a psicologia sempre a medicação junto com a terapia e aí a gente precisa também psicoeducar
Para falar exatamente que ele falou é para diminuir o sofrimento porque vamos pensar uma cortina Negra ninguém consegue fazer nada ninguém consegue ver nada então a gente precisa abaixar um pouco essa estimulação aversiva a medicação quando bem empregada né quando com um profissional responsável por isso que eu gosto muito de trabalhar com a Isa também que eu acho que ela consegue ver o ser humano como um todo porque muitas vezes o nosso problema é esse vê O ser humano como uma parte Ah você quer que eu AL sua ansiedade só Ah então vou aliviar sua
ansiedade né mas não é o ser humano como um todo se eu aliviar sua ansiedade hoje eu acabo te prejudicando em todas as outras questões em todas as outras áreas então é essa questão do ser integral né Eu trabalho com as suas questões mentais psíquicas mas eu te vejo como um todo e você perguntou sobre o ambiente né Sim todo contexto é muito responsável pela grande Gama dos nossos Transtornos mentais hoje em dia e a ansiedade eu falo que a a gente tem dois contextos específicos que são opostos mas que contribuem muito que são os
ambientes altamente estressores né Por exemplo uma criança que cresce com os pais brigando o tempo inteiro vamos imaginar o quanto que o cérebro dela começa a aprender a viver em Alerta né eu começo a ouvir uma voz um pouco mais alta já até tampo o ouvido mas não quero ter que lidar com isso não quero ter que Lidar com isso muitos estudos hoje já comprovam também uma questão do tamanho do hipocampo né nessa nessa parte então o hipocampo cada vez menor cada vez menor eu aprendendo cada vez mais respostas de fuga esquiva então qualquer coisa
que acontece a não quero lidar com isso não quero lidar com esse ambiente tão estressor e Em contrapartida a gente também tem um ambiente que é super protetor uhum né então um ambiente que acho que você não consegue lidar com Isso então Já te protejo Exatamente esse ex que a gente falou não não fala que vai viajar porque senão vai ficar ansiosa ou seja você não sabe L dar com ansiedade então não vou te dar ansiedade só que nossos comportamentos são frutos de aprendizagem quem que vai ensinar as habilidades para lidar com aquela emoção ninguém
nasce com isso ninguém nasce sabendo a gente precisa que as habilidades para lidar com todas essas sobrecargas emocionais também sejam Ensinadas Então a gente tem esses dois ambientes principais Na ansiedade que contribuem muito para essas respostas ansiosas e principalmente fortalecem esses comportamentos de fuga esquiva vou continuar um pouquinho só rapidinho para pegando esse gancho quando dei o exemplo aí do hipocampo e hoje em dia a gente sabe que uma coisa muito simples e que eu falo não precisa ser psiquiatra nem psicóloga para saber disso que contribui com aumento do hipocampo é exercício Físico sim então
fazer ali né 40 50 minutinhos 5 dias de exercício já contribui para aumento do hipocampo que vai ajudar na autorregulação Então vai te ajudar lidar com respostas estressoras vai ajudar a lidar com esses estímulos ansiosos e dentro desse Campo vem também a parte do mindfulness hoje que vem sendo muito estudado e vem trazendo respostas muito significativas pra gente o que que o mindfulness traz na verdade né como que ele lida Então Como que ele vai trabalhar com ansiedade a gente estava conversando agora a pouco também antes de começar e assim ao contrário do que todo
mundo pensa não é para aliviar né todo mundo fala ai o é um relaxamento para aliviar a ansiedade não é para aliviar a ansiedade pelo contrário O que que a gente tá conversando aqui o tempo inteiro o tratamento da ansiedade não é eu me livrar dela ela é uma emoção necessária pra minha vida é sobre eu regular é Diferente é sobre eu aprender a lidar eu desenvolvo eu falo uma nova relação é diferente então o my funas ele vem com uma proposta de que eu preciso aprender a viver no meu aqui e no meu agora
eu preciso fazer as pazes com o meu momento presente e é tudo que a gente não faz inclusive falamos até do nosso estilo de vida hoje em dia tudo é corrido tudo é Com hora marcada aí é trânsito aí é uma demanda ali Uma demanda aqui aí outro que me Mandaram eu nem sabia que eu precisava fazer mas eu acho que eu preciso fazer tudo isso faz com que a gente nunca esteja vivendo no nosso momento presente né eu tô comendo tô tomando minha água pensando Nossa o que que eu vou fazer de almoço né
eu tô lá no meu trabalho já pensando que eu vou ter que chegar em casa e lavar roupa dia de Amã então a gente nunca está presente no nosso momento se eu não estou presente no no meu momento presente eu falo que é tudo Que a gente tem porque passado já foi futuro eu não sei porque ninguém tem bola de cristal tudo que eu tenho é meu momento presente se eu não vivo o meu momento presente como que eu sei de mim como como que eu sei sobre as coisas que vão ser importantes para mim
no meu momento aqui e agora Uhum eu não sei Então na verdade ele vem com essa proposta de você fazer as pazes com com você mesmo no seu momento presente Então é eu sentir me perceber tal como eu Estou e muitas vezes me perceber tal como eu estou vai ser me perceber com a ansiedade sim às vezes eu falo que é assim é o mindfulness É como se eu me chamasse me convidasse Para habitar meu próprio corpo paro que que eu tô sentindo agora né O que que eu tô sentindo o que que eu tô
Ai Meu Coração tá acelerado Minhas mãos estão suando meu coração tá acelerado Minhas mãos estão suando que que tá passando aqui na minha mente Nossa tá uma chuva de pensamento pensamentos acelerados não é sobre eu fazer algo sobre isso não é sobre eu precisar lidar eu não posso ter esses pensamentos eu não posso ter essas reações não você pode você pode ser eu falo sempre né que um componente importante num é a compaixão você tem que ser tem que ter compaixão por você mesmo você pode sim estar desta maneira Mas aí a gente vem a
alinhando Mas a vida que eu quero viver o que que vai Depender hoje o que que eu posso fazer por ela agora e o que eu quero fazer por ela agora muitas vezes vai ser com o próprio sintoma eu falo que a gente coloca ele no bolso fala já que você não sai você vai comigo né vamos caminhar comigo então vamos juntos é além daquilo por qu o nosso cérebro quando a gente vai se expondo gradativamente às respostas ansiosas ele vai começando a entre aspas né se acostumar com aquelas respostas então aquilo que antes era
um Grande problema que tinha uma intensidade muito alta vai diminuindo de de de intensidade não à toa que um dos principais tratamentos para ansiedade é o que a gente chama de Exposição com prevenção de resposta paraa grande maioria dos transtornos ansiosos que nada mais é do que aos poucos e um ambiente controlado com profissional especializado você vai se expondo ao estímulo avers né gradativamente primeiro aquilo que te Causa menos por exemplo vai tenho fobia de barata primeiro eu vejo a foto de uma barata depois eu aos poucos uma risadinha agora rápida porque eu tenho dois
pacientes de terapia separados né E eles são super amigos hoje mas eles eram da mesma faculdade quando eu comecei a atender Eles não eram mas eles foram entrando no mesmo ambiente e ficaram super amigos e aí um deles eh eu já tava numa exposição já bem maior trabalhando né uma questão de ansiedade que ele eh Enfim tinha os passos dele e tudo mais e E aí eles se conversam se ajudam dois fofos dois fofinhos aí o outro agora tá com uma questão de uma ansiedade muito alta em relação a a uma situação até com sintomas
bem obsessivos mesmo em relação a isso e aí eu combinei com ele de começar uma exposição juntos e tal esse ano né Isso foi an das férias e aí ele voltou tem di semana passada ele falou assim ai conversei com outro durante as suas férias e ele falou que eu tenho que Enfrentar e falou para fazer isso isso isso que eu tinha que escrever uma carta e queimar e não sei o quê só que eu tô muito ansioso f porque isso assim o quanto eh a gente vai entendendo o quanto a pessoa tá preparada a
cada momento e na e faz sentido para ela porque muitas vezes a proposta a disposição de um não tem nada a ver com a proposta do outro né mas eu falei gente bonitinhos mas assim eu falei vamos com calma vamos com Calma vamos reavaliar e tudo mais por isso que eu que eu ri lembre dessa situação ag uma conversa ali do médico até porque a própria intensidade em si da exposição exatamente e e até o que a gente né combinou de conversar sobre assim o quanto familiares e amigos podem ajudar eu acho que a a
parte que a Amanda tá trazendo que é muito importante sobre o aqui e agora quando a gente tá tá conectado ao nosso corpo a nossa mente Percebendo todos esses estímulos a gente vai consegue dar um passo de autov validar Então puxa diante dessa situação é compreensível eu me sentir assim eh ai outra pessoa no meu lugar talvez também sentiria isso eu estou ansiosa eu estou triste Como que eu posso cuidar disso então é um é um autov validar o que a gente tá sentindo mesmo quando são coisas muito difíceis da gente validado tipo estou muito
triste porque meu filho é dessa forma é parte da minha vida mas É uma coisa que eu vou ter que encarar eu consigo ã dar esse passo de ver minha vida como ela é né então é é muito difícil muitas vezes todas essas eh Exposições mas queria deixar claro que é um é um lugar né de aceitação da nossa vida e como a gente tá trazendo hoje de que sim a gente não vai dar conta de tudo eh e é possível desfrutar da minha vida é possível ela gostosa e ser valiosa para mim mesmo assim
ex isso é muito importante eu sempre Falo pros pacientes eu falo vou eu vou convidar vocês a três CS que eu falo é o c da curiosidade é o c da coragem e o c da compaixão toda vez que a gente vai fazer esse processo de autodescoberta de viver o momento presente Por quê a curiosidade ela vem com aquilo que que será que eu vou encontrar Uhum eu não não tô já adivinhando do que eu vou não o que que será que eu vou encontrar né Por exemplo se eu tivesse curiosidade para ver vivo no
meu consultório o tempo Inteiro mas deixa eu olhar curiosamente para cá eu sempre encontro alguma coisa nova n nem se for uma manchinha na pare como que surgiu uma manchinha né mas você sempre vai encontrar uma coisa nova a coragem porque nunca é um processo fácil né imagina Ah eu vou ter que me olhar tal como eu tô mas eu tô quase explodindo de ansiedade meu coração tá saindo pela boca quase uma dor física a coragem de você se encontrar nesse processo e a compaixão de ser no seu Tempo de muitas vezes não ser exatamente
como a gente imaginou mas tá tudo bem não é o que você gostaria de encontrar e não é Mas vamos olhar mesmo assim né exato e eu sempre falo pros pacientes eu sempre convido eles né eu falo é muito triste uma terapia que a pessoa só despeja as coisas sobre você que é dela eu falei então eu sempre convido eles eu falo esta ideia que eu tô passando para vocês foi formada primeiro dentro de mim então eu convido vocês a formarem a Entenderem o que que eu tô dizendo eu gosto muito de um livro muito
conhecido aí totalmente pro para um público mais voltado aos pacientes mesmo que aquele a coragem de ser imperfeito eu sei qual mas não L é muito legal porque ela tira Ela traz né todo um estudo falando sobre esse peso do ter que ser perfeito e muitas vezes esse ter que ser perfeito que é imposto para as pessoas é um não ser ansioso exato né você não pode ser ansioso Mas como que Eu não vou ser ansioso é uma emoção básica minha não tem como eu não ser ansioso faz parte da gente né eu acabei pulando
o que eu ia responder sobre como lembrei dos amigos e como amigos e familiares podem ajudar alguém que tá né Muito ansioso e com dificuldade e aí esse exemplo dos meninos foi ótimo do tipo muito porque Muitos pais me perguntam né Masi Mas como que eu lido Como que eu faço como que eu faço para ajudar em crise e o primeiro passo é Pergunta sim conta pra pessoa o que que te ajuda eu posso ajudar é melhor eu ficar perto não posso te ajudar com alguma coisa porque como cada um vai ldar no melhor controle
dos sintomas ansiosos é completamente individual e muitas vezes a gente explica técnicas da recurso Mas pode ser que uma coisa outra ajude aquela pessoa né então tudo e é muito voltado a gente oferecer técnicas que vão ã estimular os sentidos e também de né isso assim todos mesmo seja Tato Eh até visual sabores a gente é que questões de Tato temperatura em geral é mais acessível né a gente ajudar mas também isso de estar numa postura que eu ia trazer uma postura de acolhimento então Eh né Olha tô aqui estou vendo que você não tá
legal a gente tenta ser sempre descritivas né Eh posso ajudar como que é para você então se alguém me perguntasse isso acho que a primeira coisa que responderia né assim pergunta pra pessoa porque muitas vezes ela já Teve acesso a técnicas ela sabe como ajudar mas às vezes a gente tá tão ansioso que realmente outra pessoa ali ao lado ajuda bastante perfeito e aí tá gostando do bate-papo não deixa de curtir a gente aqui se inscrever no nosso canal porque muita informação boa acho que é bastante coisa que a gente pode aplicar no nosso dia
a dia e talvez eu vou aproveitar aqui Isa e Amanda para trazer uma última pergunta para vocês que not Liv a gente foca bast bante em Relação ao que a gente pode fazer para tentar melhorar a vida da pessoa e até mesmo prevenir que algumas coisas aconteçam e a gente fala muito sobre hábitos de vida né talvez muito do que a gente falou aqui sobre a própria psicoterapia em si ela é baseada na construção de bons hábitos e também tentar substituir hábitos ruins ou que sejam gatilhos para aquele transtorno em hábitos melhores né e a
gente fala muito sobre coisas que são extremamente Simples você até falou sobre o exercício físico por exemplo e atuação dele p Campo que é basicamente uma área do cérebro que tá mais relacionado a essa parte psíquica nossa né em si e eu queria saber de vocês o que que as pessoas podem fazer em relação à atividade geral física sono alimentação para melhorar os sintomas da ansiedade quando ela já já acontece já tá estabelecida ou mesmo para prevenir que o paciente entre que ele passe desse Limiar da ansiedade normal paraa ansiedade patológico uhum eh na última
aula assim que eu dei no simpósio quando a gente estava plano de transtorno de personalidade a gente olha muito dessa questão de não só prevenção mas como entender para aquela pessoa como cuidar de vulnerabilidade porque essa resposta a gente tem geral mas é muito individual como eu vou est cuidando de de vulnerabilidade o que eu respondi para isso foi aquele meme de Poxa gente Realmente tenho umas notícias para vocês eh estou comendo mais saudável Fui na academia dormi cedo e estou me sentindo melhor né Eh porque a gente tem evidência para todos esses hábitos assim
né de que eles vão melhorar o nosso bem-estar e vão melhorar também eu acho que isso assim de ter uma boa qualidade de sono conseguir comer de uma forma até mais calma cozinhando mas tendo uma relação diferente assim com a comida se exercitando a gente constrói também um Senso maior de competência com a nossa vida então eu tem tenho um um paciente também que foi um caso muito interessante de acompanho há algum tempo e ele mudou muito Toda a relação da vida dele em relação a exercício ele tinha realmente doença de obesidade e agora ele
tá num momento na vida dele que ele tá priorizando a paternidade ele tem um filinho de 1 ano que tá demandando muito e a esposa também trabalha Os dois estão puxa numa eh numa nova relação de vida Muito legal e que é desse momento e ele falou não consigo mais ir na academia todo dia mas eu tô priorizando acordar um um pouco mais cedo gostei muito da comersa ele acorda um pouco mais cedo que já é super cedo por conta do bebê e acorda um pouco mais cedo eh leio um pouco tomo o meu café
com calma porque eu sei que o resto da minha agenda ou eu vou estar com o bebê ou vou est trabalhando né E essa Por Exemplo foi uma mudança na rotina dele que ajudou Ele a se sentir mais apropriado do dia dele né então eh eu acho que uma coisa muito importante a gente se questionar é como que eu tô cuidando das minhas vulnerabilidades E aí pensando n nesses hábitos mesmo ótimo e sempre quando a gente fala disso com paciente é muito interessante né porque são assuntos que estão em alta todo mundo sabe hoje em
dia ou tem uma mínima ideia de que o sono é importante o exercício físico é Importante mas o que eu falo sempre né Nós somos seres muito complexos querer muitas vezes não é o fazer né Eu sempre falo PR os meus pacientes e a gente entende muito isso só que a gente tem que entender o que que tá competindo com isso então uhum né qual qual que é o estímulo que tá te roubando a atenção do que você sabe que é importante para você porque todos eles trazem esse esse discurso de eu sei uhum F
então o que que tá competindo com esse Estímulo né o que que vem rouba a sua intenção de colocar essa Bola na Cesta uhum né e isso é um papo muito sério às vezes a longo prazo para que a gente consiga distribuir isso como que isso vai se conectar dentro da individualidade do nosso paciente igual você trouxe ele mudou o contexto de vida mas ele conseguiu conectar ali por quê Porque era intenção ele entendeu o quanto que aquela intenção era importante para ele né a gente fala Muito no mfes mesmo que é o sistema de
freio do meu cérebro eu não vou no meu Impulso porque o nosso impulso é evitação né nossa espécie infelizmente sobrevaloriza a evitação então o nosso impulso é sempre evitar se eu acordo eu acordo sempre como ai C minutinhos né Eu posso ser a pessoa do exercício mas eu ass cinco minutinhos só que que que a gente faz a gente alinha com a gente mesmo a gente começa uma conversa com o nosso cérebro Olha eu posso te dar até 5 Minutinhos Mas então a gente vai fazer pelo menos então 45 minutos de exercício tá Hoje você
tá muito cansado tô sentindo o corpo a gente passou do ponto ontem dormimos mais tá mas então a gente vai fazer pelo menos 45 minutos que daí vem a parte eu falo que a compaixão abraça né a gente alinha a intenção lembra porque que é valoroso Por que que isso é valoroso para mim poxa se eu ficar dormindo aqui mais 15 minutos eu vou acordar quebrado eu sei que eu vou Estar com o corpo moído depois eu vou ter dificuldade de pegar no tranco Nossa é verdade então pera aí Cérebro não vai ser no seu
impulso eu vou colocar aqui a minha intenção também e a minha intenção com um pouco de compaixão tá bom não vamos dormir 15 vamos dormir cinco mas a gente vai fazer os nossos 45 minutos e tem um último ponto que eu queria trazer que eu acho muito importante falando de Hábito é que a mudança não é rápida como a gente gostaria isso é muito frustrante Né E é difícil a gente tolerar a frustração e por isso muitas vezes a gente não consegue sustentar a o processo de mudança o que eu trabalho muito sei que a
Amanda também é da gente conseguir validar Os Pequenos Passos porque esses pequenos Passos vão construir a mudança né Então puxa não tô consig eu não consigo eu não consigo 40 minutos de exercício é muito difícil não gosto de academia tem um monte de coisa aí que eu sei que é muito difícil e eu Até também me valido tenho muita dificuldade Pou para mim é muito difícil mas eh Então vamos nos propor eu já comecei assim de 5 minutos em casa meu a gente tem aula no YouTube tem plataforma Vamos tentar 10 e ter esse olhar
né de Nossa eu consegui porque aí a gente tá trazendo toda essa relação de se eu f Ah eu não vou conseguir 50 minutos eu não consigo três vezes na semana então pua eu não sou suficiente eu não sou bom não pera aí você tá conseguindo isso esse Vai ser o bom suficiente de agora e isso vai desde exercício físico até alimentação eu falo né quando tá muito caos assim conversa pente fal assim tá bom insere um tomatinho cereja na alimentação um tomatinho cereja já vai ser melhor do que a gente manter do jeito que
tá então acho que também da gente ter esse olhar que valoriza o que a gente tá conseguindo e não só do que a gente não tá conseguindo dessas faltas que a gente sempre vai encontrar sim e Quando a gente fala principalmente de hábitos como sono alimentação exercício físico o próprio uso de substâncias em si né então evitar por exemplo a utilização de drogas o mínimo possível de medicamento só quando mesmo indicados eh existe muita validação para isso quando a gente fala de doenças físicas em si né então para infarto agudo do miocardio por exemplo entre
outros e aí na substância também lembrando do infarto tabagismo álcool que também tem Uma relação muito importante mas muito se esquece do próprio conteúdo que a gente tem social dentro de uma prática esportiva por exemplo da consolidação tanto da nossa memória quanto das funções que a gente tem cognitivas durante o sono tudo isso acaba influenciando direta ou indiretamente também na condição psicosocial do indivíduo ali no no dia a dia e a galera tende a não se concentrar tanto nisso quanto na quando a gente na na parte Física né é importante que as pessoas vejam que
a construção de bons hábitos e aí a gente já conversou aqui sobre hábitos algumas vezes e alguns Pilares fundamentais que a gente tem então o própria meta em si então Poxa tem que ter uma meta estabelecida o que eu quero fazer tem que ser uma meta real então Poxa não dá para eu querer aqui perder 40 Kg vamos perder primeiro aqui 10 e depois a gente repensa ter uma mudança de ambiente né então poxa se eu tô aqui Me expondo a algo que que é um gatilho deixa eu tentar mudar o meu ambiente trazer pessoas
ali que vão me ajudar me afastar daquelas que provavelmente estão utilizando esse hábito junto com isso a própria avaliação constante né Então ver que eu tô conseguindo evoluir ao longo do tempo entender que não é um salto de daqui para lá é realmente uma caminhada ao longo do tempo e essas vitórias pequenas são muito importantes para um reforço positivo em si posso fazer um Último comentário porque eu acho que tem uma é que a gente hoje nossa escolha foi optar por trazer mais a dimensão da ansiedade e a tecnologia mas acho que tem um ponto
muito importante que eu esqueci de comentar quando a gente falou do aumento da incidência e agora quando você fala da parte social me veio que é a questão da pandemia né então uma coisa que a gente acabou não comentando eh mas realmente assim eh isso acho que tá diretamente eh inserido nesse aumento Dos transtornos mentais principalmente em adolesc 21 Parece que saiu a própria UMS ela liberou um estudo falando de 15% n é porque principalmente até os adolescentes idosos né todos nós saímos do convívio social então só para reforçar isso tá trazendo eu acho que
ainda hoje parece super distante que aconteceu da pandemia mas todos nós vivenciamos essa ão social e e também a a inserção da internet dos amigos da internet como uma parte da nossa rede Social que a gente sabe que por si só não tem eh essa eu acho que essa conexão humana de forma suficiente muitas vezes né então acho que uma outra coisa de mudança super importante é a gente eh se conectar a nossas redes eh de amigos tentar né priorizar de tá perto tem uma certa validação no contato humano que não tem nada igual né
somos seres coletivos né sempre falam a nossa filogenética que é a característica de espécie pede o coletivo e acho que a Vida hoje do jeito que tá acelerada ela tem uma diminuição natural do exercício da comunhão sim que são esses pontos em que a gente pode se ancorar socialmente e contar com o outro e se sentir parte então eu essa é uma parte que eu também tô olhando muito como tá muito mais difícil de retomar eu acho que a gente ainda tá num processo de Reconstruir esse senso de comunhão entre as pessoas uhum Só lembrei
dessa parte perfeito e pra gente terminar eu acho que a gente Já teve um episódio Também conversando sobre drogas e existe uma propaganda muito grande em relação ao uso por exemplo da cannabis no tratamento dos pacientes ansiosos uhum eh existem por exemplo estudos que mostram que o uso por exemplo constante da maconha ele tá associado também com o aparecimento de alguns transtornos principalmente psicóticos o que que a gente já tem sobre evidência emo canabis ela tem o seu uso em certo ponto e quão banal você Acha que tá utilizado hoje essa droga em si como
um medicamento perfeito ah isso a gente agora tem mais estudos sobre quão pouco temos estudos né Principalmente nessa eh nesse tratamento da focado em ansiedade muitas vezes tem pacientes ou famílias né que vão buscar Puxa não quero que meu filho se submeta à medicação psicot Então cannabidiol seria uma uma alternativa né e a gente e eu vejo clinicamente assim muitos pacientes Que não respondem e cientificamente a gente tem pouco dado e o que eu fico muito preocupada né a gente conversou sobre é o quanto ã acaba cronificar que estão sendo tratados como eh com o
canabidiol e chegam no consultório com uma gravidade já muito importante então Eh até também tem esse caso que eu tô pensando que era uma paciente que já chegou com sintoma de toque muito grave que não foi identificado e foi tratado Como an só uma ansiedade generalizada com canabidiol quem depois né a família até se mobilizou e e foi porque realmente tipo viram Puxa foi um ano de tratamento e a menina só piorava eh ai meu Deus né vamos entender melhor buscar melhor sobre esse médico a pessoa que fez essa esse tratamento não era médico então
ele era um aí tem vários meios né de de de conseguir hoje mas ele não era médico mas ele tava associado a uma Distribuidora então isso pode ser muito grave né então eh eu acho que a gente ainda tem muito a entender desenvolver mas hoje a gente tem pouco evidência assim uma evidência Nossa forte validada de que é um tratamento ã nível A de evidência paraa ansiedade perfeito bom baita papo acho que a gente falou muito aqui sobre a ansiedade mas ainda fala muito pouco do que a gente pode falar sobre o tema queria agradecer
a participação de vocês e sempre no Final dos nossos episódios eu gosto de pedir uma dica prática ali de saúde que pode ser aplicada no dia a dia das pessoas para que elas consigam viver mais viver melhor Amanda você pode por favor trazer primeiro Olha eu falaria que o primeiro passo é você saber se respeitar Uhum eu acho que não tem nenhuma regra que se aplique nada nenhuma regra é efetiva suficiente para todos eu acho que o primeiro ponto é você se perceber é você primeiro se dar O seu momento de se perceber e se
perguntar para você mesmo o que que eu preciso porque a gente como a gente falou a gente tá tão no mundo com tantos sons tanta gente gritando ao mesmo tempo coisas que você tem que fazer que eu acho que o primeiro ponto é você falar o que que eu percebo sobre mim o que que eu percebo que me atrapalha o que que eu percebo que me distancia dessa vida que eu quero viver eu acho que o primeiro ponto não é o que se deve fazer mas é só Olhar um pouquinho mais para você uhum perfeito
mand Obrigado pela sua participação como é que o pessoal pode acompanhar seu trabalho Olha a gente tava até conversando um pouquinho sobre redes sociais eu me distanciei um pouco da da minha mas vou passar o meu Instagram é Amanda dem mudo e Mendes com dois s no final perfeito Isa por favor sua mensagem pro pessoal ai tenho muitas coisas acho que deu para perceber que eu e a Amanda gostamos de falar a gente Gosta do que a gente faz eh mas eu acho que uma coisa que me ajuda mesmo e é um treino assim é
a gente treinar esse olhar de como construir uma sensação de ser bom suficiente então quando eu sinto que sabe eu não tô dando conta Tem muitos pratinhos aí para eu liar eu paro um pouco falo pera eu tô fazendo o melhor possível para essa situação mas é um treino mesmo né É difícil então eu sugiro esse treino desse olhar de Reconhecer o que você tá conseguindo fazer É acho que é isso perfeito como é que o pessoal pode acompanhar seu trabalho eu também ainda tenho pouca coisa mas tem o Instagram é que é Isabela com
dois l da Andrea GC e eu é isso acho que tá certo se não tiver certo a gente coloca em algum lugar que não tá É eu também fiquei na dúvida do meu vai tá aqui pro pessoal segu meninas obrigado pela participação De vocês muito obrigada foi muito legal B Obrigada foi um prazer bom se você gostou dessa nossa conversa não deixe de se inscrever no nosso canal e ativar o Sininho das notificações para não perder os próximos episódios toda semana vamos trazer informação de qualidade e de confiança baseada em ciência e focada naquilo que
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