cérebro e meditação a meditação e o Cérebro o budismo funciona como uma ciência da mente é a jornada da confusão a sabedoria e do sofrimento a liberdade por isso envolve um exame empírico da mente como qualquer ciência a 2.500 anos o budismo faz uma minuciosa pesquisa sobre a mente trazendo uma valiosa bagagem de resultados experimentais mesmo as complexas construções da Psicologia moderna não substitui os dois milênios de empirismo budista meditar é um treino da mente Central no budismo que parte da premissa de melhorar as aptidões mentais como os exercícios físicos aumentam as aptidões físicas embora
passemos muito tempo investindo em melhorar as condições exteriores de vida é no mundo interior que o bem-estar e o sofrimento são traduzidos da qualidade de vida pode ser mudada simplesmente ao ver as coisas de outra forma essa transformação é o que ganha o nome de meditação o treino da mente é útil para lidar com as ideias negativas e com a ruminação ao meditar é possível deixar os pensamentos se dissiparem em vez de deixá-los invadiramente o mesmo vale para emoções desagradáveis como a raiva em vez de nos contagiarmos com a raiva precisamos apenas observá-la aqui mate
usa como metáfora o fogo se pararmos de alimentar uma fogueira ela se extingue para um monge a raiva não existe por si mesma um grande objetivo da meditação não é abandonar as emoções mas deixar de se escravizar por elas acredita que o momento ideal para começar a meditar é na infância onde o cérebro é mais maleável e comporta neurologicamente novos aprendizados o neurocientista acredita que o treino da mente deveria ser ensinado nas escolas mathia concorda mas defende que a capacidade de aprendizagem Humana não pode ser subestimada o Ponto Central é nunca abrir mão do nosso
instinto de auto aperfeiçoamento para o monge devemos nos transformar a fim de transformar o mundo os processos inconscientes e as emoções para o Budismo o inconsciente se resume a uma série de nuvens de confusão mental que nos impedem de ver a natureza da mente precisamos nos livrar dele para chegar na presença desperta já o Wolf acredita que o inconsciente não é um problema e pensa de forma diferente dos budistas para ele não se trata de nuvens que obscurecem a luz da presença desperta mas de automatismos neurológicos do cérebro muitas vezes tomamos decisões com base em
processos inconscientes automáticos chamados de pensamento rápido ainda assim acredita que não precisamos nos preocupar com o que acontece no inconsciente para o monge podemos nos ligar a presença desperta por meio da meditação e deixar que as emoções perturbadoras se dissolvam por conta psicanálise acredita que o ideal é buscar as profundezas do inconsciente o budismo aposta em se livrar dos Pensamentos problemáticos assim que ele surgem permanecer com clareza na consciência presente tem o potencial de nos livrar do sofrimento e trazer à tona a liberdade interior Só que também defende que existe proximidade entre os métodos da
psicologia cognitiva contemporânea e os contemplativos budistas um monge conta como foi sua conversa com Win back o fundador da terapia cognitiva comportamental e como notaram a existência de muitos pontos convergentes o foco do método cognitivo comportamental é dar consciência sobre construções mentais e realistas algo também atingível por meio do treinamento da mente budista ainda defende que o estado comum da mente é confuso e cheio de pensamentos problemáticos o objetivo dos contemplativos não é calar a mente e sim levá-la a Lucidez ainda assim Wolf lembra que existem outras formas de fazer isso e que cada cultura
tem a sua existem inúmeros métodos terapêuticos e o budismo não é a única saída só que acredita que a sociedade devem buscar sempre a evolução para ele passa pela evolução dos indivíduos apoiada no treinamento da mente como sabemos o que sabemos em certo sentido não podemos entrar em contato com a realidade como ela de fato é apenas conhecemos o que interpretamos dela esse é um ponto em comum entre o neurocientista e o monge o Wolf acredita que dispomos de duas fontes substanciais de conhecimento A primeira é a experiência subjetiva interna e a segunda é a
ciência As duas são ainda restritas pelas limitações do cérebro matê endossa esse ponto de vista e Acredita que existe uma distância considerável entre a aparência e a essência das coisas ainda cita fenômenos da física quântica entre os quais os mecanismos cerebrais são incapazes de compreender intuitivamente as funções cognitivas não são capazes de dar conta do assunto porque o cérebro não foi adaptado pela evolução tendo Esse aspecto como importante afirma que nossas limitações cerebrais ajudam a lembrar que a realidade é efêmera a partir daí é possível trabalhar pela realização pessoal com a meditação a percepção do
mundo pode ser remodelada se o modelo interior de mundo estiverem sintonia com que a realidade de fato é a tendência é minimizar o sofrimento o impulso interior para o aperfeiçoamento pessoal e a mudança de percepção costumam se originar no desejo de se livrar do sofrimento no budismo isso pode envolver o apoio de um mentor espiritual assim o conhecimento de investigação mental de 2.500 anos pode ajudar a observar corretamente o mundo com a mente purificada a partir daí fica mais fácil se livrar dos Apegos emocionais e ver a realidade como intangível O resultado é a construção
de outros modelos mentais do mundo para mudar a percepção da realidade na visão de as novas concepções da realidade provocadas pela meditação se compartilhadas por um número alto de pessoas podem mudar o mundo para melhor isso depende de se livrar de interpretações enganosas e de elaboração mental O resultado é um profundo altruísmo e compassividade o exame do ego já passamos da metade deste microbook e a conversa entre Monge e neurocientista nos faz explorar o ego o Wolf defende que não existe uma área do cérebro que assume o papel Central matiê também desconfia da ideia unitária
do Ego e defende a ideia budista de que a unidade do ser é uma ilusão que dá origem a sentimentos aflitivos para um monge a força de si não é fruto de um ego exaltado e sim da Liberdade interior o eu em cada um é a história dinâmica e difusa do próprio fluxo de consciência a percepção em tempo real e as lembranças do que um dia já fomos compõem o que somos na visão budista o apego a ideia do eu unitário leva o sofrimento Afinal é dela que vem a ganância a raiva e acredita que
a concepção ocidental do Ego unitário de fato pode estar errada a visão original dos filósofos ocidentais de que existiria um centro específico no cérebro que representaria o eu não é respaldada pela ciência os dados neurológicos mostram uma série de conjuntos cerebrais que funcionam de forma paralela sem uma origem definida Isso significa que o ego não parece ter um lugar no cérebro embora a intuição nos faça acreditar que todas as nossas ideias Vem de um mesmo eu isso não é respaldado cientificamente o que deixa os pensadores ocidentais perplexos e leva os debates filosóficos sobre a natureza
da mente e seu respaldo em algo tangível o budismo se propõe a resolver o mistério para math em vez de perceber o ego como um regente unitário deveríamos percebê-lo como um fluxo variável de experiências dinâmicas é uma visão mais realista e traz uma boa dose de liberdade interior no fim o budismo vê o ego como um amante Por quem o sofrimento se atrai livre arbítrio responsabilidade e justiça o debate sobre a existência do livre-arbítrio cresce quando acreditamos que todas as nossas decisões são fruto de uma consciência parcial para Wolf o livre arbítrio pode ser relativizado
porque os processos mentais são fruto de processos neuronais e não o inverso a neurociência É categorica nesse sentido nossos fenômenos mentais têm origem nos vários lugares do cérebro Essa é a razão pela qual as lesões cerebrais causam danos nas funções mentais o processo por trás de uma decisão envolve várias áreas de ativação neural e condições cerebrais isso faz com que as decisões e o livre arbítrio estejam ao menos em parte condicionados ao estado do cérebro sua origem pode envolver não só ideias como também a estrutura genética o problema se dificulta ainda mais porque a decisão
não se torna consciente imediatamente e as pessoas podem precisar de até 15 segundos para entender o que fizeram a motivação de uma decisão pode ser inconsciente mate E lembra que o livre arbítrio se relaciona com o determinismo filosófico a ideia de que os acontecimentos ocorrem por causa previamente existentes se tudo acontece por uma causa significa que não temos livre arbítrio porque nossas histórias já estão escritas só que o monge rejeita o determinismo e defende o conceito budista de interdependência em que existe uma rede infinita de causalidade o livre arbítrio pode existir dentro dessa rede gata
a ideia de que é impossível prever as ações que nós mesmos iremos fazer isso acontece porque a tentativa de previsão se torna uma das causas da ação o mesmo vale para os Estados mentais quando você toma consciência do instante presente por exemplo ele já está no passado o budismo define que as ações são definidas pela ignorância e pelas antigas tendências habituais o livre arbítrio verdadeiro só pode ser alcançado nesse caso ao atingir o pleno despertar a natureza da consciência A consciência é um fenômeno ligado à experiência que gera dúvidas sobre sua origem os contemplativos venha
a consciência em primeira pessoa enquanto os neurocientistas acham que é simplesmente fruto de interações neuronais explica que falar da Consciência em terceira pessoa é como falar sobre cores para um cego é possível gastar horas tentando descrever o vermelho mas só sabe seu significado de fato quem o vê o mesmo vale para consciência ela só pode ser experimentada em primeira pessoa de forma subjetiva por quem a tem se a consciência é provocada por neurônios não podemos vê-los Isso significa que a consciência em terceira pessoa é diferente da em primeira pessoa por isso ainda é um mistério
que dispensa explica coerentes e definitivas embora seja possível conferir processos neuronais e moleculares Wolf conta que em nenhum momento dá para ver algo que se assemelha a uma consciência apenas observando o cérebro as ativações neurais aparecem para as ações motoras como escrever ou comer mas é difícil descobrir a origem do que o cérebro Experimenta como consciência a neurociência ainda não descobriu quais neurônios descargas elétricas e químicas geram Sua percepção no entanto é possível influenciar os neurônios de forma rudimentar a partir de impulsos eletromagnéticos isso vai de encontro com a ideia de que a consciência é
completamente deslocada da matéria e levanta perguntas sobre a ideia religiosa de uma alma puramente o neurocientista acredita que se existe uma realidade imaterial é a dos conceitos abstratos e da Imaginação na prática o mundo espiritual não existiria mate discorda e acha que essa visão é fruto do pensamento ocidental e excessivamente materialista o monge lembra que a física quântica vê as partículas como eventos em vez de coisas isso significa que o cientistas passam longe de bater o martelo sobre esse materialismo puro do mundo funcionamento da consciência natureza da realidade e construção do Ego estão entre as
questões que podem ser debatidas a luz dos 2.500 anos de budismo confrontados pela moderna neurociência debate que representam o encontro de duas correntes de pensamento distintas