[Música] Hoje eu quero falar sobre a retomada do Rio Grande do Sul. Estamos completando um ano de uma das maiores tragédias da nossa história recente. Para alguns parece que faz muito tempo, já para outros a sensação é de que foi ontem.
As imagens ainda são vívidas. Bairros inteiros submersos, empresas fechando as portas, as famílias desalojadas, as cidades inteiras parando. E mesmo agora, um ano depois, a verdade é que ainda estamos em processo de reconstrução.
Tem empresas que ainda não voltaram a funcionar, tem comerciante ainda que está pagando as dívidas lá do prejuízo e tem prefeituras tentando reorganizar o seu orçamento. E em muitos lugares algo em comum. A dor ainda mora ali.
A retomada ela é lenta. Em alguns casos vai levar anos, mas isso não é pessimismo, é a realidade. Mas também é justamente por isso que a política tem um papel fundamental nesse momento.
Porque reconstruir não é só levantar a parede, é apoiar quem produz, é incentivar quem emprega e é investir em infraestrutura. é reestruturar a base econômica de cada região que foi devastada. Essa é a hora da sensibilidade, mas muito mais da estratégia.
É hora de olhar paraa frente com responsabilidade, de garantir que o orçamento público priorize sim o que é urgente. É o momento de mostrar que o poder público ele não está presente só na emergência, mas também na recuperação. E mais, é hora de lembrar que as tragédias climáticas não são exceções, elas estão se tornando parte da rotina.
Então, planejar, prevenir e mapear áreas de risco é investir em resiliência. e deixou de ser uma escolha e se tornou uma necessidade. O Rio Grande do Sul, sim, ele é forte, mas a força do gaúcho não pode ser usada como desculpa para deixá-lo sozinho.
A reconstrução, ela segue coletivo, é passada por cada vereador, por prefeito, deputado, senador e governador. Passa por quem tem o poder de decidir o que vai ser prioridade. Se a enchente marcou a história, que a retomada seja o capítulo da superação mais admirável que já escrevemos.
O maior representante da classe médica gaúcha está de volta, né, aos estúdios aqui da MASPER TV, no programa em Evidência na TV. com muita honra que recebemos hoje o presidente do Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul, Dr Eduardo Trindade. Seja muito bem-vindo, presidente, mais uma vez obrigado pela participação.
Eu que agradeço a oportunidade por est aqui trazendo esses assuntos da medicina gaúcha que envolve toda a sociedade, né? E eu eu aprendo muito, inclusive, né? Porque tem questões de que vão até desde o barzinho da esquina ali até debaixo de televisão que muitas vezes acabam desenformando mais ainda, sem dúvida alguma, né?
trazendo mais informações encontradas, mais confusão pra sociedade. Então é bom chamar aqui quem entende presidente do conselho aqui para, né, desmistificar algumas questões. Vou começar, presidente, lhe perguntando o que o senhor acha, eh, por exemplo, do profissional que a gente tem muito respeito, profissional farmacêutico, que está exercendo a função de médico, por exemplo, a prescrever o receituário de medicamentos.
No meu tempo, isso era papel do médico. Sem dúvida alguma, o nosso tempo também é, né? Na verdade, houve uma uma certa confusão de conceitos ou uma medida populista do Conselho Federal de Farmácia que vislumbrou essa possibilidade de fazer uma resolução ilegal, tanto que foi caçada pela justiça, que dava a possibilidade dos farmacêuticos prescreverem.
Mais uma vez, reforço, a farmácia é uma profissão fundamental na área da saúde, sem dúvida alguma. Só que muitas vezes querem confundir esse conceito de multidisciplinaridade, que é fundamental, nutricionistas, farmacêuticos, enfermeiros, médicos, fisioterapeutas, foram de Só que não é todo mundo fazendo tudo, é cada um na sua área dando seu melhor expertice. E o Conselho de Farmácia colou, deu atribuição para os farmacêuticos de prescrever medicamentos, que não é a função deles.
E não é a função. Tanto que eu acho que a maioria, até muitos farmacêuticos ficaram envergonhados com essa atitude de Conselho Federal de Farmácia, uma medida um tanto quanto populista que não se entende o objetivo. O objetivo era o quê?
Das grandes redes, grandes grupos econômicos, aumentar a prescrição de medicamentos. Não sei, mas felizmente o judiciário já se pronunciou e caçou essa resolução do Conselho Federal de Farmácia. Muito bem.
Na sua opinião, presidente, como cirurgião do aparelho digestivos, nós já falamos sobre isso, inclusive fazendo uma analogia sobre a questão do inverno, né, do das superlotações que a gente não gosta, mas que acontecem. E e o e o Dr Eduardo tinha falado, eu também sou cirurgião, não gosto de sangramento, mas tem que estar preparado para essa situação. Eu gostei daquela, nunca mais vou esquecer daquilo ali, que é muito claro que que a gente tá dando o recado, né?
E agora vai começar o inverno de novo, né? Mas a questão, por exemplo, falando da sua área, Dr Eduardo, o cirurgião do aparelho digestivo, quando é indicado a cirurgia bariátrica para o paciente, como é que fica isso? Cirurgia bariátrica é uma excelente procedimento que se popularizou nos últimos anos, que é um tratamento muito mais que pro indivíduo perder peso.
Não é um tratamento, é que é indicado para os pacientes que apresentam obesidade, que é calculado pelo índice de massa corporal, o paciente com índice de massa corporal maior que 40, tem uma indicação já formal de cirurgia bariátrica ou um índice de massa corporal maior que 35 comorbidades, comorbidades relacionadas, hipertensão, diabetes tipo 2, apneia do sono, refluxo. Só que a cirurgia é muito mais que pela questão da perda de peso, ela é muito mais para melhorar o indivíduo do ponto de vista metabólico. Então a cirurgia, o indivíduo vai perder peso também com a cirurgia, só que ele vai melhorar o seu perfil metabólico, seu perfil clínico com a melhores comorbidades.
Então isso tá muito indicada, respondendo tua pergunta, ela tá indicada para indivíduos que têm esse índice de massa corporal acima de 40 ou acima de 35. O índice de massa corporal é facilmente calculado pelo peso dividido pela altura ao quadrado. Só que ela é uma cirurgia que o benefício dela é muito mais que a pura e simples perda de peso.
Sim. Sim. Inclusive tem gente com risco, né, de morte, né?
Não, tem gente se não operar vai ter o risco de um ano acidente vasculerebral, do infarto algum do miocárdio. Então a cirurgia está muito bem indicada para melhorar clinicamente esse indivíduos, sempre com a opinião de profissionais capacitados. tem que procurar avaliação de endocrinologista, nutricionista, mas a cirurgia é uma excelente ferramenta, ela é um dos melhor, atualmente é o melhor tratamento para pacientes que apresentam esse índice massa corporal elevado para melhorar, não apenas para perder peso, mas paraa melhoria das suas comorbidades.
Dr Eduardo Trindade, os alunos de medicina, do curso de medicina da UBRA, recorreram ao conselho, né, ao Cremers, devido à falta de estrutura mínima pros seus estudos. Que medidas o conselho está tomando sobre esse caso específico? Eu sinceramente não conhecia essa situação da UBRA, sem condições pros alunos estudarem medicina.
Não, a UBRA teve várias questões, infelizmente, que tomou várias medidas. Uma delas a abertura de um campus em São Jerônimo, aumento do número de vagas em Canoas e uma abertura de um campus em Gravataí, Porto Alegre, mesmo sem mostrar condições nenhumas para abrir essa faculdade. E os alunos pularam, só que não é não é nem isso.
Só que os alunos da Ubra de Canoas já vieram várias vezes em comitiva lá no conselho a fazer denúncias. Nós já tomamos algumas medidas de comunicar o Ministério Público Federal. Ministério da Educação e Ministério Público Estadual pela questão do consumidor, tá?
Eles estavam pagando um produto e não estavam pagando e não estavam recebendo. E principalmente o Ministério da Educação e o Ministério Público Federal, porque não estavam apresentando as condições mínimas, quais que são elas? Os alunos lá se matriculavam, aula de pneumologia, não tinha professores de pneumologia para dar essas aulas.
Daí eles tinam aula de clínica médica, que é uma parte principal, anamnés, exameifísico, que é aquela parte da medicina tu aprende a a conversar com o paciente, quais perguntas são importantes e fazer o exame físico quando tava tendo aulas. Então o conselho foi obrigado a tomar providência, providências até drásticas lá de tentar quase a interdição lá dos locais de ensino da UBRA, porque não apresentava condições mínimas. E aí depois o problema lá na frente dos profissional, sempre lembrando de formar o mau profissional, sempre preparo.
São Jerônimo é uma cidade excelente, só que não é uma cidade que tem condições de absorver uma faculdade de medicina e fazer a formação da faculdade de medicina. Mesma coisa. O município de Porto Alegre já está saturado com o número de alunos.
A gente sempre fala sobre a questão do da do número também de profissionais no mercado, né, que o pessoal diz que faltam médicos do Rio Grande do Sul. Sempre gosto de recorrer essa. É isso que a gente sempre fala, só que já tá os dados já estão muito claros, não tem essa falta.
Nó não falta o médico. Ah, não falta não. O médico não tá sendo contratado.
Ah, não. Chega lá no posto da Bom Jesus, que nem chegou lá esses dias, vamos fazer uma fiscalização no posto da Bom Jesus. 200 pacientes para dois profissionais.
O médico vai trabalhar lá, imagina o cara vai trabalhar não, primeiro ninguém quer trabalhar lá pela insegurança, pela falta de estrutura e pelo contrário de trabalho. Não, a prefeitura subcontrata uma empresa que subcontrata uma outra empresa que contrata o médico porque que tem que criar uma pessoa jurídica para atender lá. Aí tem dos dois profissionais para 200 pacientes e daí a população quer quebrar tudo, muitas vezes com razão, porque fica Sim.
E a culpa do médico tá na frente dela. A culpa é do médico tá na frente dela que não é não consegue atendimento. Não consegue atendimento.
Coisa séria. Bom, o também teve a questão, falando nisso, do papel do conselho contra a disseminação de fake news, principalmente na época da pandemia, presidente, é, a pandemia foi um período que o o mundo inteiro aprendeu muito, o Brasil inteiro aprendeu muito e se quis se criar uma certa divisão na área médica. Ah, médicos faz favoráveis a a X ou Y a tal partid.
E o conselho tentou manter de com muita serenidade, tranquilidade uma postura técnica, uma postura científica sem viés político, partidário ou ideológico. O brasileiro que nem época de Copa vira todo brasileiro vira treinadora. E na pandemia virou todo mundo médico.
E na medicina, a medicina é uma ciência das probabilidades, é uma ciência biológica. a gente trata com probabilidades, com possibilidades e é uma ciência das verdades mutantes. Sim.
Daqui a pouco chega numa, tá sempre pesquisando novas realidades se muda. Ah, não, olha, o melhor tratamento nesse momento é esse ou aquele. Nós não podemos ter dogma.
Medicina não pode ser baseada pela paixão. Ah, não, a minha opinião é A, a minha opinião é B. Não, pera aí.
Isso é baseado em dados, em ciência, no método científico, na questão que é uma são verdades transitórias que daqui a pouco ali pode dali adiante pode mudar, mas que a gente tem que tratar com parcimônia e não a partir do momento que se trata com paixão em política em político partidária, não, não posso estar não, porque eu sou de tal partido, eu defendo tratamento A, se eu sou de outro partido, tá defendo tratamento B. Daí não é mais ciência, daí não é daí não é medicina, daí é paixão. Pelo meu, meu CPF eu posso ter se eu voto no partido a ou B, mas como médico eu tenho que baseado pelo método científico, pela ciência, pelo que as melhores informações mostram pela medicina baseada em evidência.
Muito bem, né? Bom, a gente teve aí, eu quero saber a opinião do presidente sobre a decisão do CNJ que determina o fechamento dos hospitais de custódia. Isso é uma questão extremamente importante.
É um assunto que é importante a sociedade discutir isso, porque senão fica só na psiquiatria, fica só na área médica e a sociedade acaba não discutindo isso. Que que o CNJ o pensou? Não, vamos fechar aqueles hospitais de custódia.
Quais são eles? aqueles indivíduos com problemas psiquiátricos e que cometeram crimes. No caso em Porto Alegre aqui, como temos o Instituto Psiquiatra Forense, não o IPF, o Instituto Psiquiatra Forense.
Nós precisamos ter essa estrutura especializadas. Isso vou até um pouco mais. Teve uma lei antimanicomial no início dos anos 2000 que ã tende demonizar os hospitais psiquiátricos, enquanto que são hospitais extremamente importantes.
Pois é, Porto Alegre tá virando uma cracolândia. É, vai botar onde o paciente psiquiatra colocar no hospital geral é muito questionável porque o hospital geral com estal de clínica, hospital concessão tem que ter muito poucos leites para psiquiatria, porque são leites de alta contatividade, são leites de alto custo. Nós precisamos ter hospitais psiquiátricos que atendam pacientes psiquiátricos.
Não se demoniza um hospital especializado no câncer, hospital especializado em cardiologia, mas se demoroniza o hospital psiquiátrico dizendo: "Ó, não, olha aqui uma foto de São Pedro dos anos 40 quando eram depósito de gente. " Tudo bem, nos anos 40 eram depósitos de gentes, tem que se condenar aquelas práticas daquela época. Só que atualmente nós temos hospitais psiquiátricos modernos que usam terapêuticas ã avançadas, que são terapêutas adequadas.
Nós não podemos demonizar os hospitais psiquiátricos. são necessários e esses leitos agora estão fazendo falta. E as e a população cresceu também, né, presidente?
E e as doenças também, as doenças psiquiátricas cresceram, o o percentual pode se manter estável, ter aumentado, a drogadição, nós precisamos desses leitos e agora não se tem mais eles porque se precarizou a estrutura resistência. Mas que que você tem medo? Que que você que que que se acha feio?
sequer. Daí se teve uma certa briga com ramos da psicologia que quis tomar essa questão, que é muito triste isso. É uma uma profissão fundamental dentro da estrutura, só que não podemos demonizar.
Eu diria são ramos políticos, partidários, ideológicos, não baseado em ciência, não baseado nas melhores evidências, que quis demonizar a psiquiatria moderna, psicofármacos, a questão da indicação de interação psiquiátrica, que muitas vezes se faz necessário. Sim. As cracolândas estão aí, né?
E as e as pacientes sem tratamento, principalmente a luz do dia, principalmente para aquela população de baixa renda que depende semônico de saúde, que daí não consegue muitas vezes internação pro seu filho dependente químico, pro seu familiar dependente químico ou pro seu familiar esquizofrênico, tem que tá tratando em situações em caráter ambulatorial, que a gente sabe a dificuldade, não foi res e que reforço, não quero fazer internação compulsória de ninguém, não. que você ter a opção quando necessário de uma intervenção psiquiátrica adequada. Perfeito.
Presidente, como é que está a questão também, a gente falou ali das receitas médicas, né? Do prontuário das receitas médicas azul e amarela, mas agora no na questão do formato digital. Perfeito.
O conselho desenvolveu lá na época da pandemia da COVID-19 as receitas digitais eletrônicas para receita branca. E a receita de controle especial, por exemplo, pro antibiótico, que agora todo mundo usa no Rio Grande do Sul. Fico até feliz, vou numa farmácia, alguém fica usando a receita do cremers ali.
Ah, agora todos os médicos usam. Eu me lembro quando a gente conversou sobre isso lá. Então é uma receita que já existe, tá todo mundo usando agora nas grandes redes de farmácia, 80% das suas vendas são pela receita através do conselho.
O que aconteceu agora? Tivemos as tragédias lá de maio de 2024. Opa.
H, as pessoas não conseguiam mais ir até o seu médico e o seu médico não conseguiu ir mais na vigilância sanitária. Como funciona hoje em dia? Receitas para medicações que interferem tema nervoso central, que podem causar dependência ou pode ter seos de abuso, tem que ser feito numa receita que a gente chama azul ou amarela, tá?
Morfina na azul, por exemplo, algum remédio com lazepan, remédios que as normais são brancas. As normais são brancas. São brancas.
E resumo, tarja preta, que são aquelas de maior controle, tem que ser as receitas de maior controle, que são as azuis e amarelas. Como na tragédia de maio de 24 não se conseguia, se destruiu a filança sanitária, não se conseguia ir lá buscar o talonário, que é, então o conselho colocou dentro do seu sistema, garantindo que as receitas fossem auditáveis, garantindo que o médico tivesse fazer assinatura digital qualificada, aquela validade de cartório, fez todos os controles, dava o acesso para vigilância sanitária ou para Anvisa e funcionou muito bem até novembro de 2024 em novembro a Anvisa, não, vocês não podem mais o sistema. Vamos voltar pro Talonário e pro carimbo.
Um retrocesso porque diminui o controle. Pois é, o tem controle, estimula o mercado negro, estimula essa máfia, estimula essa venda lá. Sim.
Fazer um papel físico ali muito mais difícil de prestão do talonário e do car muito mais difícil de de controlar. É, se se falsificar um carimbo e um e uma um tal não vai lá e tira um xerox lá daquilo ali se usa coisa e então o conselho teve que tirar do ar por uma determinação da Anvisa, entrou com uma ação judicial, tivemos uma primeira audiência de conciliação com a Anvisa, só que a Anvisa não não aceita, diz que quer lançar o seu sistema, mas não sabe quando vai lançar e a gente tenta que voltar pro período, a idade da pedra aqui, que é o talonário e o carimba. E como é que funciona em outros estados do país?
No outros estados também é o talonário carimbo para incrível país. Nós seríamos pioneiros. Então nós fomos o pioneiro entre maio de 24 e novembro de 24.
Só que tivemos retroceder. Converse com seu amigo médico, com quem você conheça que seja médico. Como era bom quando tinha as receitas azuis e amarelas no sistema do Cremel.
mais seguro, o sistema auditável e evitável que é o que a gente precisa, o abuso ou a criação de dependência nas pacientes. Sim. E daqui a pouquinho aparece, a gente não quer, né?
Mas daqui a pouquinho aparece outra enchente, outra situação dessas e aí vai acontecer o mesmo problema. Daí se volta pro pro futuro, daí a gente volta para o futuro e daí passou por da enchente e volta para o passado. É isso.
Mais ou menos isso. Ah, meu Deus do céu. Bom, vamos falar sobre uma questão também que as redes sociais são ótimas, excelentes, mas infelizmente a gente tem aí a questão das curas milagrosas, né, os charlatões ali e tal.
que inclusive eu vejo, eu acompanho muito, eu ouço muito YouTube quando eu saio, ando de bicicleta e tal e aí a gente vê como ver tratamentos e pessoas falando o nome de remédios, inclusive tipo de tratamento e seu médico está errado, seu médico isso e aquilo. E a gente vai olhar para e vai olhar e não faz a menor ideia de quem é aquele cidadão que tá falando aquilo ali. Aí vai ver uma outra coisa, um outro tipo de de de produto que é vendido junto com uma outra empresa que também ninguém sabe.
E aí, como é que o pessoal distingue esses charlatões dos médicos de verdade? Presidente, isso é uma situação muito difícil, porque infelizmente a gente vê nas redes sociais, ã, inclusive alguns até médicos, infelizmente, alguns não médicos, falando verdadeiros absurdos, barbaridades, vendendo tratamentos milagrosos ou falando coisas completamente sem nenhum embasamento, meu Deus, científico e térmico, mas com aquele discurso fácil, né? Infelizmente o estelonatário muitas vezes convence melhor que o indivíduo aqui.
É, clique aqui preço por 39, não sei quant é ou por preço baixo ou solução dos seus problemas e acabam convencendo um grande número de pessoas para emagrecer, para tanto para emagrecer até cura do câncer, cura do câncer, coisas verdadeiramente absurdas, né? Então, vencer essa barreira e como a gente fazer essa triagem, porque também não podemos fazer um sim uma caças, censurar as pessoas ou proibir completamente. Não, a gente tem que trazer mais informação, informação de qualidade que as pessoas fazem saber essa leitura crítica, né?
É. E às vezes não saber o caminho mais fácil. Olha, cuidado, né?
Eu sei que se eu usar anabolizante eu vou ficar forte em quatro em uma semana. Só que os parefeitos que isso vai causar também são gigantescos para emagrecer esses agora. também medicações.
Ó, vou per tantos que não existe solução fácil ou solução mágica. Então a a principal dica é essa, não cai em soluções mágicas milagrosas. Agora eu tava vendo a questão de emagrecer, eu tava vendo lá, daí o pessoal pesquisando na internet remédios para emagrecer sem prescrição médica.
pelo menos os sites ali que a gente tava pesquisando como jornalistas, aparece ali os efeitos colaterais, entre eles a questão dos rins, das para tomar água demais e uns dizendo ali embaixo que passaram mal ali tomando aqueles remédios, não pode dizer tem ciência renal crônica. Teve casos nossos aqui no hospital, no hospital do trabalho que fizeram experiência renal crônica, tiveram que entrar em diálise, dialisar e tiveram que fazer transplante de rim. Meu Deus do céu, já aconteceu, claro, são casos mais graves, mas já aconteceu.
Ah, aconteceu na China, nos Estados Unidos, não, aqui em Porto Alegre. Então, cuidado com isso. Meu Deus do céu.
Quanto tempo a gente tem ainda de de dando nesse bloco? Já tá terminando o bloquinho. 9 minutos para terminar esse bloco, presidente, eu vou perguntar sobre a questão também polêmica nesses 9, 8 minutos aí que a gente tem.
O Conselho Federal de Odontologia quer liberar cirurgias estéticas da face para dentistas, né? A gente tá vendo a questão das estéticas hoje em dia, né? O senhor considera que o dentista está capacitado para realizar, por exemplo, uma rinoplastia, como por exemplo?
Eles não têm na formação acadêmica, na grade curricular, a formação para fazer uma rinoplastia. Simples assim. Então é simples assim, é muito simples.
Como que vai submeter a um profissional? Eh, isso é mais uma questão que o Brasil nos planeja. Houve a abertura desenfreada de faculdades de odontologia também.
Esses profissionais tiveram que buscar o seu mercado e estão buscando invadir outras áreas. Qual é uma área que dá uma receita muito grande, que dá um retorno estética, econômico, a área da estética. Ah, não, mas eu fiz formação, então eu trabalho na face, então posso fazer procedimentos estéticos na face da da cabeça para cima fazendo aplicação de toxina botulínica, cirurgia de pálpebra, cirurgia até alguns absurdos, cirurgia de nariz.
nariz. Isso não tem, infelizmente, eles não têm na sua formação acadêmica, se forular essa essa formação. Então, para fazer esses procedimentos, procura um cirurgião plástico para um dermatologista, porque infelizmente não risco desnecessário.
E muitas vezes tratar complicações é muito difícil. Sim, né? E é simples, é questão da formação mesmo.
É questão da formação. Não queremos entrar, não. Médico é melhor que dentista.
Exatamente. O farmacêutica é pior que o médico, o enfermeiro é menos. Não, todas profissões são essenciais e fundamentais para um sistema de saúde funcionar de forma adequada.
Só que cada um dentro da sua área de expertise, os enfermeiros na sua área, os médicos na sua área. Então isso é claro. Então assim, respondendo, pergunto, não tem, infelizmente os conselhos profissionais, como são eleitos pelos seus pares, infelizmente, como na própria política acontece, acabam adotando medidas populistas como essa.
Muito bem. Eh, presidente, falando sobre a situação também complicada aí, que é o impacto, a gente comentou ali antes ali, das terceirizações excessivas no serviço de saúde do município, né? E qual é a atuação e a atual situação do IP Saúde, por exemplo?
São duas perguntas extremamente importantes. A primeira delas, a questão da pejotização na área da saúde. Pejotização.
A pejotização verdadeira uma coisa nefasta que está acontecendo em todo o Rio Grande do Sul, em todos os municípios, tá acontecendo em todo o Brasil, que é o quê? É o intermediador na área de saúde. Os municípios, por exemplo, município de Porto Alegre, município de Canoas, município de muitos Capon, todos os municípios não faz mais concurso público para médicos.
Eles contratam uma pessoa jurídica que vai gerir um serviço e essa pessoa jurídica contratos médicos. Contratos médicos com CLT não obriga os médicos a criar uma PJ para atender dentro do sistema. Então que é é um indivíduo que não tem segurança jurídica e trabalhista nenhuma, que é contratada como se fosse uma PJ.
Então não criam vínculo nenhum com a sua organiz e aí então essa pejotização absurda mesmo. Vamos agora terceirizar poder judiciário. Pois é.
E na área da saúde vamos terceirizar o serviço de saúde? Não, não se pode. Então iso e a gente tá vendo o caos agora, o colapso do sistema de saúde sem sem profissionais para atender, mesmo tendo no os profissionais disponíveis no mercado.
Por quê? Porque as profissionais estão recebendo. A gente volta aquela situação.
Eu vi, eu não sei quem é que tava falando esses dias que o médico tava sem receber da das prefeituras, pequenas prefeituras no interior do estado. Inclusive tava deixando o aluguel da da da do da casa, do apartamento, porque tava com salário atrasado desde janeiro, dezembro. Não, isso tem vários tem várias localidades, municípios de pequeno, médio e até grande porte sem pagar.
Eles pagam pessoa jurídica. Isso e não paga profissional meses e o profissional tenta que atender na ponta. Então isso é um verdadeiro absurdo, é um descalabro que tá acontecendo.
Essa pejotização tem que criar uma pessoa jurídica para poder atender que daí não ganha garantia de férias 13º. Pois é. Mas também por outro lado não tem garantia que o profissional vai receber.
Não, não vai receber e não cria o vínculo com aquele profissional. Como é que era ter um profissional mais que porte? Qual é a segurança que aquele profissional vai ter?
Então nós temos o urge-se a criação de uma carreira de estado para médicos e a questão do IP saúde, como é que está a questão do IP saúde, presidente? O IP Saúde continua com valores extremamente defasados. Continua, continua ainda.
Ele já teve uma melhora, só que a mesma Ah, melhorou 200%. Sim, melhorou 200% porque ficou é sobre um nada. Essa é a questão.
Então, o IP tem que retomar, já melhorou, teve grandes avanços, mas tem que avançar ainda mais para ser minimamente competitivo e profissional que atenda IP consiga manter o seu consultório. senão tá tá acontecendo que não os os profissionais médicos não estão atendendo mais pelo não estão querendo atender mais pelo IP por pela não ter não é nem por a não porque não tem vantagem não é porque atendendo pelo IP não consegue ter o ganho real meu Deus não consegue ter não consegue se sustentar com aqueles ganhos vindo do IP Mas é bom que o IP tá ã conversando e tá querendo fazer a melhora desses honorários e o IP é responsabilidade do estado. O IP é responsabilidade do governo do estado, do poder executivo estadual, gover que que que gerencia esse rosto que gerencia o IP.
Claro, tem questões que o IP não é um plano de saúde, o IP é regido por uma lei estadual. Então o que que isso é? O IP não tem que seguir as regras da Agência Nacional de Saúde Complementar da INS.
Tá? Ele não é como se fosse um plano de saúde, não. Ele é um um uma empresa pública que presta serviço para uma lei estadual, porque tem as internações, tem os exames, tem a questão de internação, tem a questão de honorários médicos, procedimentos cirúrgicos, ex e aí também a mesma situação de não se parece que também daí não, claro, essa questão dos hospitais, deixamos hospitais, mas pela fala até da Santa Casa de Porto Alegre, que muitas vezes fica nessa queixa que o IP não paga, os valores são defas e vários outros hospitais falam isso.
Então, quase as entidades hospitalares e entidades médicas se unem nessa busca por melhores recursos. Que coisa séria, né? Infelizment.
E lembrando que o IP são 1 milhão de pr quase 1 milhão de beneficiários no estado do Rio Grande do Sul, né? 1 milhão, quase 1 milhão de beneficiar, calculando que a nossa população é de 11 milhões de gaúchos. Então é importante o sucesso do IP, porque imagina se o IP vai numa situação mais precária, receber o Sistema Único de Saúde do Estado do Rio Grande do Sul, receber 1 milhão de vidas de uma hora para outra.
De uma hora para outra. Meu Deus do céu. Quanto tempo já terminamos aí o bloco, produção?
Bom, vamos fazer o seguinte, vamos deixar, então a gente tem questões aí depois pra gente continuar aqui dos benefícios da educa saúde, né? educa mais saúde. E também sobre a questão aí da contratação do mais médico.
Volta no está [Música] [Música] s volta com o programa em evidência na TV aqui pela Masper TV. Agradecendo a sua audiência, a sua parceria. Sempre lembrando que o programa Evidência na TV tem um patrocínio de CDP Consultoria em Direito Público, Kaiserm.
Mais da metade dos municípios já optaram pelos produtos e equipamentos da Kaiserm e IBS Saúde, ensino, pesquisa e extensão para o desenvolvimento humano e iceberg e comunicação, muito além do que se vê estratégia e comunicação para a política de verdade, né? A revista em evidência na política dos negócios quem faz está em evidência. Convido você a nos acompanhar também lá no nosso canal no YouTube.
Todos os programas ficam lá e os bastidores lá no nosso perfil no Instagram, né? Estamos falando hoje sobre medicina, mas também sobre saúde com o presidente do Cremers, o Dr Eduardo Trindade. Falamos sobre vários assuntos aqui, a questão da falta de médicos, a questão das fake news, a questão dos cirurgiões.
Cuidado aí com a questão dos charlatões, desculpe, nas redes sociais. E eu quero perguntar agora pro presidente a questão dos benefícios, né, que possuem o Educa Mais Saúde, que é um programa de atendimento em telemedicina dentro das escolas de ensino fundamental da prefeitura de Porto Alegre. Sem dúvida alguma, né?
uma bela, uma bela iniciativa, porque nós temos que trazer essa questão tem que andar para e passo, a educação e a saúde e educando desde lá das primeiras idades, trazendo essa formação de conhecimentos básicos de saúde. Sem dúvida alguma, é um belo projeto que vai apresentar resultados, né? Sem dúvida alguma, né?
A gente já tem questão de escovar os dentes, aquela questão Sim, daquelas pequenas coisas, tem vários aqueles programas, juntar assistência social, educação e saúde é fundamental. Sim, vamos dizer, independente, não está se fazendo eh proselitismo político, nem independente político B, mas aquele programa Primeira Infância Melhor, sem dúvida alguma, que pegou de crianças de zero até os 7 anos, fez o acompanhamento dessas crianças, mostrou resultados em todos os sentidos, diminuição da mortalidade infantil, melhor nos resultados escolares, diminuição da evasão. Então esse acompanhamento global é muito importante e trazer essas educação, dos conceitos de saúde, sem dúvida alguma, são fundamentais.
Maravilha. Bom, ah, queria saber a avaliação, a gente já falou sobre isso, sobre as regras paraa contratação do mais médico. Hoje ainda entrevistei uma infectologista, só falando uma coisa aí que não tem a ver, mas tem a ver, uma infectologista, a gente tá falando sobre a dengue.
Daí ela até tava brincando comigo sobre, eu perguntei se tem vacina para dengue. Tem vacina para dengue também, só que não tem disponível vacina para dengue. Até ela brincou, se você fosse vacinar, você tá na idade, você me chama que eu também vou me vacinar.
E ela é uma profissional de saúde, uma infectologista, né, que todo que depois da pandemia todo mundo virou um pouco de infectologista, todo mundo teve conhecimento, também teve conhecimento, se formou assim infectologia, né? Mas a questão das regras aí falando da das pessoas que que defendem aí a contratação do mais médico justamente no interior, porque não tem médico no interior do nós já falamos sobre isso, né? E nós já falamos um pouco sobre isso, é que o Brasil não é um país, infelizmente o Brasil tem que se tornar mais sério.
Isso não tô falando do governo federal, governo estadual, municipal, em todos os níveis. A questão da saúde, infelizmente, quando acredito que a maioria da opinião pública, o Brasil pensante não precisa do Sistem Único de saúde na maioria das vezes, ou consegue ter acesso até pela questão do conhecimento, mas a dona Maria, o seu João lá, semianalfabetos, não consegue entrar no sistema de saúde, não. Então isso é precário, por quê?
E o sistema de saúde cada vez funciona menos e funciona pior. Por quê? O Brasil, importante que toda a população se atende sobre isso.
o formato que é feito SUS, que é um sistema belíssimo, talvez seja o maior sistema de saúde pública do mundo, ã, de forma de saúde integral, ã, de forma igualitária, tem tem essa questão de equidade no SUS, só que é um sistema que não privilegia a baixa complexidade, ele privilegia só a alta complexidade. Todo mundo quer prestar o serviço da alta complexidade. Nós temos 10 centos transplantes, mas enquanto isso nossos postos de saúde não funcionam, são extremamente mal remunerados.
Pois é no posto de saúde que a gente consegue resolver 80 90% dos problemas que a população precisa. Pois é, né? Como é que a gente melhora a superlotação do Clínicas, do Conceição da Santa Casa?
A UBS ali, eu vejo muito ali unidade de base de saúde que trabalha em conjunto com o próprio clínicas ali, que é um exemplo modelar. A UBS do Clínicas acaba não precisando mandar pacientes para o clínico que ela consegue resolver ou os pacientes que ela manda é uma minoria. Sim.
Só que a UBS é um modelo que a gente tinha que ter milhares de UBS como a a UBS Santa Cecília e só que nós não temos sim porque ninguém quer fazer. Atualmente emergência hospitalar e unidade básica de saúde é o primeiro emprego do médico a ser informado. Muitas vezes ele nem quer estar ali.
É. está ali porque precisa ganhar ganhar dinheiro. Eu vejo eu vejo o sistema final do curso ali.
A gente é atendido muitas vezes por um profissional que daí vai falar com outro. É, não, mas ali é um pouco diferente ali. Daí a questão porque ali como passam os alunos da faculdade de medicina são doutorandos que estão nos últimos anos no seu estágico.
Como os estágio doutorando, eu tenho que passar em todas as áreas. Vai ali um atendido para um estante de medicina que vai discutir com depois com seu preceptor. Mas o que eu tô falando é diferente, não?
O indivíduo já se formou, tá? E daí ele quer ganhar dinheiro, quer tem que trabalhar. Ah, não.
Qual é o primeiro emprego do médico numa emergência? Não, emergência, o e o poder público contrata esse médico. Sim, porque ele quer, na verdade, ele quer só mascararagar, mostrar atendimento, enquanto, na verdade tem que trazer soluções.
Então, nas emergências ser atendido por médico emergencista, aquele médico que fez faculdade de medicina e depois fez uma residência de 3 anos na área de medicina de emergência. nas unidades básicas de saúde, o médico fez faculdade de medicina e fez uma residência medicina de família de comunidade, porque daí ele vai conseguir, ele vai querer se fixar naquele local, tendo vínculo com a população, ele vai resolver os problemas daquela população. O médico emergencista com boa formação vai saber diagnosticar, fazer indicação de santo, não ser aquele médico lá recém formado, que talvez nem queria estar ali e só está ali premido pelo sistema.
Sim. Sim. Então a gente tem que melhorar.
Só que o poder público não, ele quer contratar o médico baratinho a preço viu para resolver. É, eu quero sal enquanto qualquer lugar e é barato. Então isso que a gente tem que combater, cobrar que o poder público, municipal, estadual e federal faça uma saúde verdade, mas não é o que ele faz.
Ele só quer mascarar milhões e milhares de atendimentos sem uma estrutura adequada. Como é que tá a questão do dos leitos em Porto Alegre, presidente? A gente tem aí, tivemos fechamento de hospitais, no final das contas, aquele o da Ubra ali que era da Álvaro Alvin, perto da minha casa ali, acabou virando um empreendimento.
A prefeitura acho que acabou largando aquilo ali. Lá na zona sul tínhamos ali problemas também. Como é que tá a situação dele aí?
O Hospital Parque Belém fechado, o Hospital Beneficiência Portuguesa fechado, fechou da Álvaro Alvim, o Hospital Porto Alegre ali também precária. Mais uma vez fazes hospitais que tratam média complexidade acabam não tendo financeiramente valer a pena vantagem. Então acabam tendo prejuízos trabalhistas, prejuízos financeiros, acabam fechando.
Só que esses leites fazem falta. Pois é. Vocês viram essa semana agora que passou 340% de ocupação na UPA Zona norte.
340% de ocupação. Que que é isso? Tempo de espera de 8 horas.
É para deixar o médico louco também atend louco para atender lá. Eu fui trabalhei lá na UPA zona. Agora o tempo de espera no inverno vai ser o quê?
12 horas, 24 horas. Ah, tem agora tem as doenças respiratórias friorar. Então já já está e vai piorar.
Não. E compra atistando a população. Então tem que reforçar.
Nós precisamos de leite retaguarda. Por onde é que os pacientes vão internar? Eu fui, nós fomos visitar lá o Cremers, o Conselho Regional de Medicina.
Eu fui lá junto com as Câmara de Vereadores de Porto Alegre, agradecer até a comandante Nádia que disponibilizou junto com a COSMAN, comissão de saúde presidida pela vereadora Tania Sabino. Fomos lá no pronto atendimento da Bom Jesus está o local. Pacientes internados lá há 8 dias, há 9 dias.
Meu Deus, num pronto atendimento. Meu Deus, que era para atender e para atender olha ou mandar o paciente retornar o do seu domicílio ou ou o paciente internar numa instituição instalar. Só que eles não tem eleito, superlotado.
E agora se recebeu a semana a informação que vai se fechar o hospital da aqui de Sapucia do Sul fechar 60 leitos e uma queda de braço entre governo do estado e governo de municipal. Pois é. em quem perde a população que não sabe a insegurança.
E os médicos que são para-choque do sistema, pois é, que ficam lá tendo que ouvir realmente a pessoa briga porque entra ano e sai ano, entra a eleição, na verdade sai a eleição, a saúde é pilar de uma campanha, qualquer campanha política, a saúde é pilar. Sujeito vai tanto para prefeito, não tô falando de partido, nada para governo do estado, paraa presidência da república. Vou resolver o problema da saúde.
Vote em mim que o problema da saúde vai ter mais que que é resolver. Vai ter mais médico e vai ter mais hospitais. E a cada 4 anos, seja para governo estadual ou seja para governo municipal ou poder federal, eles vão resolver o problema da saúde, mas nunca resolve resolve porque não não gastam nem os percentuais estabelecidos na legislação e ah não, daí ficam resolvendo aquela política rasteira, não.
Quem que eu vou nomear pro segundo escalão da empresa pública municipal de de apertar prego, daí eles ficam se dividindo lá, não, quem é que eu vou nomear para que tal setor? E a saúde ensina a prática gerida de uma forma extremamente precária ou não com a seriedade que se precisa e fechamento de lei. V eles assumem e daí já viram as costas pra saúde.
Já no outro dia já não tá, no dia seguinte já não vira. E a saúde, essa os médicos alijados do processo decisório da saúde. Por isso que nós estamos combatendo cada vez mais o conselho tá quer estar mais presente de forma política, não político partidária, mas de forma política para cobrar isso.
Independente seja partido com viés A ou B, mas nós temos que cobrar e tratar saúde, medicina com seriedade. E não é tratado. Mas é o fechamento dos leites, dos leites é assustador, porque a população agora deu uma parada dis que a população vai parar de crescer, mas de qualquer maneira o a o o a, né, a proporção de fechamento de leitos é uma coisa impressionante.
Mas nós tínhamos mais leitos que uma população menor. Ah, tudo bem que nós estamos querendo internar cada vez menos a população. Sem dúvida que a população cresceu, então nós precisamos.
Pois é, agora se se ampliou o hospital de pronto de socorro, mas que a um hospital se vai irá se ampliar o só de pronto de socorro. Estamos nessa luta que o hospital de pronto socorro consiga ampliação agora que que merece, mas também não é de internação também não é só que não é hospital de internação, não é hospital não vai ser retaguarda para as unidades de saúde para UPAs para as pessoas internadas não. Hospital com a pessoa tomou um tiro, sofreu um acidente vai ser levada para lá apaga de camada para outro.
Mas imagina se essa retaguarda não funcionar. E tá assim na questão dos postos. Está assim na questão dos postos.
Atualmente a fratura exposta, o cara consegue operar no plantão, mas o paciente que não tem a fratura não exposta tem que operar de forma eletiva, já não se consegue operar. Bom, só pra gente tem temos 3 minutos, Dr Eduardo Trindade. E agora tem o frio de novo, vai vir de novo.
E agora a gente tem a dengue também, né? Além das doenças respiratórias tradicionais, que eu como jornalista a gente já brincou, isso infelizmente é sério, né? Não é brincadeira, mas se pegar uma matéria minha de 10 anos atrás, vai se falar no inverno com a superlotação das emergências por crianças e idosos, por doenças respiratórias.
E agora já tá 300. E o planejamento cadê? Pois é, é isso que a gente fala de forma reiterada, todo ano vai ter, não é uma questão bá, que susto, que surpresa.
Ficou frio, ele pegar uma matéria de 20 anos, 30, 40 anos atrás, ó, recrudecimento das doenças respiratórias do inverno e o pljamento não tem se v fechamento de leitos e superlotação, acredita porque os gestores como não precisam do sistema Único de saúde não acabam vendo aquela realidade e se preocupa, é realmente, né? população tá lá quebrando tudo, mas a população tem que cobrar isso. É importante a questão de cobrar sanamento básico, cobrar essas coisas, não cobrar só maquiagem, que infelizmente a própria população acaba criando medidas só transitórias ali.
Eu quero, com todo respeito falar casteliano ali, mas infelizmente a até muitas vezes a população tem que cobrar uma medicina de qualidade, não a medicina fast food, que é o que todo mundo quer. Não vou lá resolver o problema. Mas não, mas eu não parei de fumar, eu não cuidei, não baixei de peso, não faço atividade física.
Verdade. É verdade. Sabe que esses dias eu fui lá nos meus exames lá, tem que ter vou tomar remédio para aumentando.
Minha próta, tá aumentando ali 58 anos ali também, um pouquinho de colesterol ali e pressão alta. E aí tem que voltar lá de novo, não? E muito mais que voltar e tomar um remédio, tem que fazer tuas medidas.
Podem isso atividade física, cuidar na dieta, a alimentação, isso é muito mais importante. Só que assim, a gente sabe que a prevenção é muito difícil. Tá aí, tu dei um exemplo prático aqui.
Pronto, contei pro doutor aqui, depois eu vou conversar com ele fora do ar. Presidente, Dr Eduardo Trindade, muito obrigado por conversar com a gente aqui mais uma vez para esclarecer, né? Não adianta também a população ficar se debatendo, não saber para que lado vai e cobrar.
Sigam o conselho. Então, peço para seguir os conselhos das redes sociais. O conselho não é dos médicos.
O conselho é dos médicos para a sociedade. É um órgão de proteção social criado por lei. Nós somos uma autarquia federal que tem por bem julgar os médicos e defender a boa medicina.
Isso é muito importante. Maravilha. Vou mostrar aqui para encerrar aqui também, ó, direto aqui da TV para as páginas da revista em evidência.
Tá aqui, ó. Medicina também é luta, né? E luta pela população, não é?
como a gente falou aqui, não é luta, não é luta partidária, não é luta partidária, não é aquela luta puramente sindical, não é uma luta para defender a melhor medicina para a população. Maravilha. Obrigado mais uma vez, viu, Dr Eduardo?
Parabéns pelo trabalho aí, agradecendo a você de casa também. Muito obrigado pela participação, tá bom? Se cuidem, cuidem da saúde, fiquem com Deus e até a próxima.