เฮ [Música] Muito bem, seja muito bem-vindo ao programa em evidência deste domingo. Lembrando sempre que o programa em evidência na TV tem o patrocínio de CDP consultoria em direito público. Kaiserm, mais da metade dos municípios já optaram pelos produtos e equipamentos da Kaiserm e B Saúde, ensino, pesquisa e extensão para o desenvolvimento humano e iceberg comunicação, muito além do que se vê, estratégia e comunicação para política de verdade.
Na política e nos negócios, você já sabe, quem faz está em evidência. E a gente também convida você para conferir lá o nosso canal Revista em Evidência no YouTube e também lá o nosso perfil no Instagram com os bastidores aqui do programa @revista evidência. Meu convidado de hoje foi o prefeito responsável por zerar a fila da educação infantil e reduzir a evasão escolar em 95%.
Isso no nosso município de esteio, aqui na região metropolitana de Porto Alegre. Agora ele possui a difícil missão de repetir o feito na capital de todos os gaúchos. O programa Emidência na TV de hoje tem o orgulho de receber o secretário de educação de Porto Alegre, Leonardo Pascoal.
Secretário, seja muito bem-vindo. Muito obrigado pela participação. Eu que agradeço, Cláudio.
Um prazer estar aqui conversando contigo, com toda a audiência, né? especialmente pra gente tratar desse tema tão importante que é educação e particularmente aqui em Porto Alegre, né, que tem uma grande rede de educação com grandes desafios, mas também com grandes possibilidades. Muito bem, secretário.
Vou começar lhe perguntando aí como foi para assumir, né, a Secretaria de Educação de Porto Alegre depois justamente de estar à frente do município de Esteio, nosso querido município de este durante dois mandatos. Como é que foi essa transição, secretário? Na verdade não não tive férias, né, nesse período, porque estive até 31 de dezembro como como prefeito de esteio.
No dia primeiro de janeiro, né, fiz a transmissão do cargo, né, lá em esteio e também, né, fui empoado secretário aqui em Porto Alegre, né, mas eu tive a oportunidade de fazer um período de transição, ainda que sem dedicação exclusiva, claro, porque ainda tava também fazendo a gestão em esteio e a transição em esteio. a partir de novembro, quando o prefeito Sebastião Melo anunciou meu nome como futuro secretário de educação. Então, tive esse período ali, né, de pouco mais de um mês para eu já ir me apropriando, né, de algumas de algumas pautas, alguns temas da educação de Porto Alegre.
Eh, e aí essa tranção foi relativamente tranquila, né? Claro que é uma rede grande, uma rede eh que tem desafios enormes, mas a equipe muito boa, muito dedicada e a gente conseguiu já desde o primeiro dia de trabalho imprimir um ritmo de gestão importante para já fazer com que vários desses desafios possam ser superados. Muito bem.
Na sua gestão, você foi responsável, Leonardo Pascoal, por zerar a fila de educação infantil, que eu acho de extrema importância, né? As crianças, principalmente as pequenas. A gente já conversou, já entrevistei outras vezes o ex-prefeito de esteio, Leonardo Pascoal, eh, e reduzir também a evasão escolar também, um dado importantíssimo, em 95% praticamente todas as crianças, né?
Você pretende alcançar essa mesma meta? Quem sabe aqui na capital? Nós temos muitos desafios aqui em Porto Alegre que são semelhantes aos desafios que nós encontramos na educação em este é propriamente o tema eh do acesso à educação infantil.
Lá em esteio, quando eu assumi a prefeitura, a gente tinha uma uma fila de espera proporcionalmente maior do que a própria de Porto Alegre. Na época, a gente tinha lá no início do mandato, em 2017, cerca de 1200 crianças aguardando por vaga na educação infantil, especialmente na etapa creche, né, de zero a 3 anos. E a gente conseguiu com muito trabalho, com uma série de estratégias e ações, conseguimos zerar essa fila, tornar o ingresso permanente lá em Esteio.
E hoje esteio tem a maior taxa de atendimento na educação infantil aqui da grande Porto Alegre, né? Universalizou o acesso à educação infantil e garante acesso permanente a qualquer pessoa que lá que lá resida, né? Porto Alegre tem um tem uma rede enorme, claro, né?
contingente de crianças serem atendidas que é grande. Eh, mas nós já eh iniciamos esse trabalho fazendo novos editais de credenciamento para compra de vagas, também ampliações em várias escolas parceradas da nossa rede, porque Porto Alegre tem uma rede muito parcerizada na educação infantil, né? junto com São Paulo é é a capital eh com maior parcialização na educação infantil, em torno de 84% das matrículas na educação infantil são nessa modalidade.
Então também conseguimos fazer ampliações em várias dessas escolas. Fizemos um processo de municipalização de uma escola estadual onde a gente também vai abrir turmas de educação infantil. Então são várias frentes que a gente já vem fazendo desde o início do mandato.
Fizemos uma proposição de um decreto que foi assinado pelo prefeito Sebastião Sebastião Melo, regulamentando o acesso da designação permanência na educação infantil. E aí a partir disso eh articulamos uma força tarefa dentro da secretaria envolvendo diferentes áreas para fazer o encaminhamento para todas essas vagas disponíveis e de outro lado fazer o maior volume possível de credenciamentos de novas escolas de educação infantil, né? Em apenas 10 dias, a gente conseguiu designar mais de 15 crianças novas, né, para vagas na educação infantil.
Então eu não tenho dúvida aí que ao longo, né, desse mandato, como é um compromisso do prefeito, a gente vai conseguir zerar essa fila de espera, né, e assegurar a universalização do acesso à educação infantil aqui na capital. Isso. A gente tem dois aspectos, né?
Eh, secretário, a questão da das mães que muitas vezes trabalham fora, a questão das creches, né, e que necessitam, de fato, é uma realidade atual e que mudou bastante, mas é essa a realidade que precisam deixar as crianças nas creches para trabalhar, crianças pequenas e também pro pessoal entender, explicar a questão das das instituições parceiras, né? A prefeitura ela vai lá e compra de uma instituição que não é pública, né? uma vaga para para ou vagas no caso, né, pras crianças, só o pessoal entender de casa como é que funciona isso.
Isso. Nós nós temos basicamente três modalidades de oferta da da educação infantil em Porto Alegre, né? Nas escolas próprias municipais, né?
escolas municipais de educação infantil, nas escolas parceradas, que são eh escolas eh que funcionam, a maioria delas em prédios públicos do município cedidos e algumas em prédios privados, que são organizações da sociedade civil que fazem a gestão. Então, nós temos com com essas instituições termos de parceria assinados em que a gente transfere mensalmente recursos eh necessários, suficientes para que possa fazer a manutenção da escola. E a gente tem também a compra de vagas na rede privada credenciada, que aí são escolas privadas mesmo, 100% privadas, né, com fins lucrativos, né?
As osc finalidades lucrativa, essas têm finalidade lucrativa em que a gente compra mensalmente vagas, né, de acordo com a com a necessidade, com a oferta que essas escolas têm. Então, é por meio dessas três modalidades e a gente tá ampliando as três para justamente conseguir atender de forma mais rápida possível, da melhor forma possível essas crianças que que esperam por esse atendimento e suas famílias naturalmente. Sim.
Fantástico. Fantástico esse esse sistema, assim, porque para, né, para agilizar de uma vez, como a prefeitura não consegue ter a estrutura, agiliza o processo e as crianças ficam atendidas, né? Recentemente, secretário, o alfabetisa mais poa foi aprovado na Câmara Municipal também para explicar pro pessoal de casa aí como é que funciona esse esse programa.
Secretário, o alfabetismo Mais Poa, né, o projeto de lei que foi aprovado pela Câmara Municipal, ele institucionaliza a política pública municipal de alfabetização paraa rede municipal de educação de Porto Alegre, né? Então, então, nesse projeto de lei, né, que instituiu alfabetes mais, nós elencamos uma série de estratégias, de ações, ã, para melhorar os índices de alfabetização em Porto Alegre, né? Então tem desde questões que envolvem processo de formação continuada de professores, materiais didáticos e tem uma grande novidade importante que é a criação de uma bolsa de aperfeiçoamento para os professores alfabetizadores, professores do primeiro e segundo ano do ensino fundamental das escolas municipais, que vão receber mensalmente uma bolsa em dinheiro, né, junto da da sua remuneração, ã, para que participem do programa, para que participem das formações, enfim, e para que com isso, né, nos ajude a elevar lá os índices de alfabetização em Porto Alegre, que é um grande desafio, não só de Porto Alegre, claro, né, mas eh de todo o país e particularmente das capitais brasileiras.
E com isso a gente tá institucionalizando essa política como uma política permanente de alfabetização pra rede de Porto Alegre. Opa, maravilha. Eh, a gente tem também aí o a questão de um projeto muito bacana, projeto dos alunos da Lomba do Pinheiro, que receberam o prêmio Jovem Talento Científico Gaúcho durante o Soft Summit Brasil.
2025. Que projeto foi esse, eh, secretário? a gente tem eh algumas escolas, né, eh, que desenvolvem projetos relacionados, né, a robótica educacional, a questões de iniciação científica, algumas escolas que são referência eh nisso, né, pode citar a escola Santiler, né, escola Vila Lobos, enfim, enfim, duas de várias escolas que a gente poderia citar, que tem projetos direcionados a essas temáticas e com uma grande repercussão e com um recebimento eh de premiações, né, e participação em diferentes feiras e eventos, não só no Brasil, como até como até no exterior.
E isso é que nos motiva dentro do porto da educação, que é o conjunto de estratégias que a gente lançou pra educação de Porto Alegre nos próximos 4 anos, de institucionalizar um programa de apoio à participação dos estudantes em olimpíadas escolares, em feiras de iniciação científica, para que a gente possa oportunizar que bons exemplos como esse que você citou possam, né, serem reproduzidos aí um maior número de escolas, contemplando o maior número de estudantes, porque a gente sabe que essas iniciativas elas fazem toda a diferença na trajetória escolar dessa dessa criança ou desse jovem. Com certeza. Eh, secretário, resultado também das avaliações da nossa rede municipal fornecidas pelo CAED, né?
O que que vai ser feito aí com essas informações fornecidas pelo CAED da nossa rede municipal? É, nós firmamos uma cooperação com CAED. Caed é hoje o principal centro de avaliação em políticas educacionais do Brasil, responsável por sistemas de avaliação na maior parte dos estados eh brasileiros.
Nós firmamos uma cooperação com CAED para realização de uma profunda avaliação diagnóstica em toda a nossa rede municipal de educação, né, no ensino fundamental e também eh nas poucas turmas que temos que temos de de ensino médio, né, mas com foco muito no ensino fundamental, porque a gente vem de um processo, né, já com dificuldades históricas no processo eh de ensino, aprendizagem, mas que se agravam por conta de uma pandemia e depois por conta da calamidade de 2024, né? Então, a gente queria ter um raio X profundo da realidade ã da nossa rede. essa avaliação diagnóstica então nos deu esses elementos que foram, né, compartilhados também com todas as escolas para que a partir disso a gente possa eh estruturar intervenções pedagógicas mais assertivas possíveis para recompor essas aprendizagens eh que a gente identifica lacunas, né, e são muitas, né, em diferentes áreas, em todos os níveis, basicamente, fruto, né, de toda essa de todo esse contexto.
Então, a gente tá agora a partir dessas dessas informações, claro, trabalhando com as escolas para que as escolas possam ter eh mecanismos e estratégias e ações para recompor aprendizagem, mas a gente também tá desenhando aí um um grande robusto programa de recomposição de aprendizagens, né, no com a ideia que funcione no contraturno escolar para que a gente possa acelerar esse processo de recomposição, porque assim como a gente tem que resolver os problemas para evitar eh defasagens dos novos estudantes que entram, Então, a gente também tem que dar conta daqueles que já estão na rede e que tm essas defasagens identificadas para que eles possam, né, chegar aos níveis de aprendizagem esperados para aquela etapa em que eles estão inseridos. Ah, sim. A gente tá falando aí de o aluno chegar numa etapa e ainda a gente brinca muito que eh comenta muito, brinca não, porque é sério, né?
Comenta muito sobre a questão da alfabetização funcional, né, que a gente tem visto aí, infelizmente, crianças chegando no final do ensino fundamental. lendo e escrever, mas de uma maneira muito precária ainda, né? E aí se imagina nas outras áreas.
Eh, seria nesse sentido, secretário, de qualificar o ensino, as aprendizagens de um modo geral, né? A alfabetização, naturalmente, é um pilar fundamental, porque é a base da vida escolar desse estudante, né? O Brasil tem números trágicos no que diz respeito à alfabetização, né?
A gente alfabetiza em torno de metade dos estudantes apenas ao final do segundo ano do ensino fundamental, em termos de Brasil, né? E isso depois tem reflexos na continuidade da da jornada desse desse estudante, porque sem uma base adequada, ele vai ter enormes dificuldades de conseguir acompanhar o restante, né, da da das demais e disciplinas e e aprendizagens necessárias, né, e isso se agrava por uma pandemia e no caso específico do Rio Grande do Sul pela pela calamidade do ano passado, né? Então, a gente precisa recompor essas aprendizagens de uma forma eh que seja efetiva, que possa ser feita em escala, porque a gente tá falando de milhares de estudantes, eh, e que possa ser feito, né, da forma mais rápida possível também para evitar mais prejuízos, porque cada dia, né, que esse estudante deixou de aprender e algo que era básico, né, para para ele avançar, ele acaba tendo também a dificuldade de dar conta daquilo que ele deveria estar aprendendo naquele momento, né?
né? Então, ã, são estratégias que a gente lançar a mão, né, para um desafio enorme, mas que eu tenho convicção de que com a qualidade da rede que nós temos, né, com o que tá se estruturando, se desenhando para isso, mesmo em pouco tempo, a gente vai conseguir ter resultados importantes aqui pra educação. Maravilha.
Bom, o nosso tempo já tá esgotado, já terminamos aí o primeiro bloco, mas não sai daí porque em seguidinha a gente vai continuar conversando com o secretário Leonardo Pascoal sobre, né, os desafios aqui da educação. Agora especificamente, foi prefeito duas vezes em esteio lá, teve números fantásticos na área da educação. E agora a gente vai seguir no próximo bloco conversando, então mais um bloquinho, conversando então com o secretário sobre os desafios na educação agora aqui pra capital.
Um instante só. [Música] [Música] Estamos de volta com o programa em evidência na TV deste domingo. Lembrando sempre que o programa em evidência na TV tem a parceria aí, né?
tem o apoio, o patrocínio de CDP Consultoria em Direito Público. Kaiserm a metade dos municípios já optaram pelos produtos e equipamentos da Kaiserm e B Saúde, ensino, pesquisa e extensão para o desenvolvimento humano e também iceberg e comunicação, muito além do que se vê estratégia e comunicação para a política de verdade. Evistem evidência, você já sabe, na política e nos negócios quem faz está em evidência.
E a gente convida você para nos acompanhar no nosso canal, tanto no YouTube como o nosso perfil lá no Instagram. Hoje eu tô conversando com o atual agora secretário de educação de Porto Alegre, Leonardo Pascoal, sobre os desafios aí da educação aqui da capital. E já começo abrindo esse último bloco, mostrando aqui, né, a revista que o Leonardo Pasco participou, mas na época ainda como prefeito de esteio e também como presidente da Grand Paulo, né, Leonardo?
É, na época tava na presidência da da entidade. Aliás, eu tava vendo ali, a primeira a primeira eleição foi em 2017, a gente tava comentando, né? Agora eu tava me dando conta, pegou toda a pandemia e pegou toda a enchente também.
É, não. Quem quem quem foi prefeito nesses 8 anos, de 17 até 24, encarou talvez aí os maiores desafios do nosso tempo, né? Porque nós tivemos a pandemia, tivemos a a calamidade, as enchentes, enfim, dependendo do município, foram mais de de um episódio, né?
E também tivemos alguns episódios lá no início que pouca gente lembra, mas que foi desafiador também. A greve dos caminhoneiros em 2017 ainda foi algo que pra gestão pública foi um, né? Foi para toda a sociedade, claro, mas na gestão pública um grande desafio, né?
não se tinha eh diesel para abastecer a ambulância, não chegava eh não chegava um alimento para compor a merenda escolar, enfim, foi um momento desafiador. Enfim, dentre tantos outros, enfim, de de temporais, vendavais, enfim, né, eh, que fazem parte, mas então foi de fato, né, 8 anos, né, bastante intensos aí de de uma grande prova assim, né, de uma grande prova. Agora secretário de Porto Alegre também, né?
Um outro grande desafio. E eu começo perguntando nesse bloco aqui, secretário Pascoal, o que que falta para incluir permanentemente a prova didática e a avaliação psicológica nos concursos públicos para professores da rede municipal, né? No caso aqui de Porto Alegre, mas eu diria em todas as redes, já tive casos, né?
a gente tem que parar com aquela coisa de menosprezar o professor, tem que ter respeito pelo professor e tal, mas realmente a gente vê que tem gente que tá sobrecarregada muitas vezes, que não tá apto para fazer o trabalho. Como é que é nesse sentido essa essa medida? É, nós já implementamos essa essa ação, nós temos já um concurso público em andamento que já que ele foi suspenso no final do ano passado e foi republicado o edital com a inclusão dessas duas novas etapas.
a prova didática e avaliação psicológica, que é uma das estratégias para qualificar o processo de seleção e ingresso dos professores na rede municipal de educação de Porto Alegre. E por que isso? Então, há uma série de de pesquisas, estudos que mostram que há uma queda na qualidade docente no Brasil, né, por várias razões.
Inclusive o próprio Ministério da Educação tem lançado aí uma série agora de estratégias também para tentar eh reverter essa tendência de queda na qualidade eh docente a partir da formação inicial fraca que muitos acabam tendo. Então, e tem um levantamento todos pela educação também que é recente, que mostra que de dos concursos Brasil afora pro magistério municipal, apenas 7% das questões ou das etapas, enfim, ã, avaliam a capacidade didática daquele professor, que é justamente a atividade fim, né, de um de um de um docente. Então, né, com base nisso, nós incluímos essas duas etapas e especialmente a etapa da prova didática para dar mais qualidade nesse processo de seleção, né?
E mas nós acreditamos que isso precisa ser uma mudança institucionalizada e por isso também que o prefeito Sebastielo remeteu pra Câmara Municipal está lá tramitando um projeto de lei que torna permanente, então, em todos os futuros processos de seleção do magistério municipal essas duas etapas. a prova didática e avaliação psicológica, né, para que não seja apenas uma eh medida deste governo, mas que seja uma política institucionalizada pro município de Porto Alegre. Boa, boa, secretário, o que que é o incluir mais POA?
O incluir uma expoa é a política pública de inclusão da rede municipal de educação de de Porto Alegre. foi concebida eh no final de 2023, foi implantada efetivamente em 2024, mas claro que com todas as dificuldades naturais do que foi o ano de 2024, né, por conta da calamidade. Então ela é uma uma política pública que prevê ã eh um um serviço por meio de agentes de educação inclusiva, além de outros profissionais multidisciplinares, como psicopedagogos, psicólogos, eh assistentes sociais e fonoulogos.
para dar por parte dos agentes de educação inclusiva, né, um atendimento eh direto aos aos estudantes que são público da educação especial inclusiva e com esses outros profissionais dar um suporte ao atendimento das das escolas, né? Esse programa agora já poucas semanas atrás nós fizemos uma ampliação importante fruto da demanda que as escolas apresentaram e do entendimento de que nós precisávamos eh ampliar e qualificar o programa, né? é um programa que já vem dando resultados muito positivos, mas como uma demanda crescente desse público, nós fizemos agora uma ampliação, né, o o prefeito Sebastião Melo, eu e assinamos a uma ordem de início da ampliação do incluir Maispoa, em que a gente tá elevando de 357 agentes de inclusão, que era o número que nós tínhamos no ano letivo de 2024, para 773 agentes de inclusão.
a gente tá mais do que dobrando o programa para poder atender ainda melhor esses estudantes que são público dessa política, né? E além disso, nós criamos agora na reorganização da Secretaria Municipal de Educação, nós criamos dentro da Secretaria uma unidade de educação especial inclusiva, justamente para ter uma estrutura dedicada, né, e e mais robusta para dar conta das demandas, né, dos alunos que a gente tem, né, com algum tipo de deficiência, com autismo, com algum transtorno eh de aprendizagem, né, e com isso instrumentalizar melhor também o trabalho das escolas lá na ponta. Sim.
Inclusive na questão do autismo, né, do TEA, né, do transtorno do espectro autista, eh se tem na legislação justamente se garantir uma vaga numa escola, né, só que com alguém que tem a capacitação para fazer um acompanhamento, né, e aí muitas vezes acaba não tendo, né, e aí fica fica ali a a criança sem o atendimento. É, nesse sentido, secretário, o por que que a crise na educação, achei interessante isso aqui, é uma crise de ideias. Como assim?
Porque e eu acredito, Cláudio, que ao longo do tempo, né, a gente foi e eu digo, a gente sociedade, né, de um modo geral, a gente foi e deixando de lado algumas alguns conceitos mais tradicionais que, né, ainda que possam ser criticados, produziam certos resultados. Concordo. Eh, e foi se apegando a uma série de modismos pedagógicoso.
Que num discurso por vezes são muito bonitos, mas que na prática não funcionaram e legaram aí gerações, né, de de resultados educacionais pífios. E a gente tem uma série de comparativos internacionais que podem ser utilizados para para balizar essa visão, né? Então, essas eh essas esses modismos pedagógicos que em grande medida tornaram a pedagogia uma ideologia para muitos, né, não baseada em evidências, mas baseada em paixões, em convicções pessoais, fizeram com que a gente enfraquecesse o papel do professor, né, esvaziasse esvaziasse o conteúdo e condenasse, né, o esforço do estudante, né?
Então, tudo isso, né, produziu uma série de de resultados aí que são negativos e que a gente e que hoje reflete em quaisquer indicadores aí que a gente pega da educação Brasil aa e não só no Brasil, de muitos outros países, inclusive países com condições socioeconômicas muito melhores que as nossas, mas que também abraçaram esses modismos e também colheram resultados insatisfatórios no nas suas redes. Concordo. Concordo.
Tá na hora de rever isso aí com urgência, né? A secretaria tem um projeto também, né? A gente já falou isso, que compra a a a gente já falou isso que compra as vagas em escolas privadas e a comunidade pode ter acesso a essas vagas, né?
Tem alguma dificuldade ou é igual para todo mundo? Não, a família vai fazer a inscrição, né, do do seu filho, da sua filha, eh, e a e a secretaria vai designar para uma escola, né, próximo da residência ou próximo do trabalho da família, enfim, dependendo, né, por região. E de acordo com a disponibilidade de vagas naquela região.
Então, pode ser uma escola pública municipal, pode ser uma parcerizada ou pode ser uma uma privada, né? depende, claro, da oferta e demanda que tem em cada uma das das regiões da cidade. Eu conheço gente que participa e as escolas são parcerizadas, pelo que eu vi, tranquilas, assim, parabéns aí na ao trabalho da prefeitura e ao trabalho dessas parceradas.
Eh, a gente também tem aí a situação do do objetivo do programa de autonomia financeira das escolas municipais. Como assim, secretário? Eh, a LDB previu, né, a Lei Diretriz e Base da Educação previu que as escolas sejam dotadas de autonomia financeira para eh facilitar a gestão escolar no dia a dia, que é muito dinâmica, né?
A cada escola tem uma série de de de desafios ali, sobretudo administrativos, estruturais no dia a dia, que precisam de uma autonomia financeira para que possam ser eh atendidas, né? Eh, o Porto Alegre tinha um um plano, né, que foi idealizado lá no final da década de 90, que era o par, o plano de aplicação de recursos, que era uma modalidade de programa de autonomia financeira, ã, mas que ao longo do tempo ele e já se encontrava com uma estrutura muito, eh, burocrática, né? Eh, o que nós fizemos foi fazer um novo programa, a gente desenhou um novo programa chamado de ProAf, programa de autonomia financeira das escolas, em que a gente eh além de aportar mais recursos, né, nós aumentamos em 58% os recursos destinados para as escolas, são R$ 6 milhões deais a mais no orçamento de 2025 que a gente aportou pro programa.
Além disso, a gente tornou o programa eh muito, né, menos burocrático, mais flexível, que dá de fato mais autonomia para as escolas, né? As escolas antes precisavam de um plano previamente aprovado pela secretaria para aplicar os seus recursos e depois qualquer nova situação que acontecesse no decorrer, né, daquele período, a a escola deveria pedir uma alteração no seu plano, a secretaria analisar e autorizar ou não autorizar. Agora os recursos são transferidos, as escolas têm total, né, autonomia para aplicar aqueles recursos.
Claro que dentro, né, de um hall de itens, né, que que podem ser utilizados os valores, mas tem essa essa gestão plena do recurso, né, dentro dessas possibilidades, né, e depois vai prestar contas, naturalmente, Secretaria Municipal eh de Educação. Além disso, a gente instituiu a uma um regime de adiantamento para as despesas de pronto pagamento, aquelas despesas de de pequeno vulto ali, quebrou um cano, uma fechadura, enfim, despesas de valor muito pequeno, que não vão precisar, né, estar sujeitas a um a um processo extremamente burocrático de contratação que, por vezes acaba impedindo uma contratação rápida para algo que é emergencial, né? Então, perfeito, tem uma série de mudanças aí do programa.
a gente já fez o primeiro repasse, né, com esses novos valores para todas as escolas. As 100 escolas próprias municipais, todas elas estão tendo incremento eh de recurso. A gente acredita que com isso a gente vai conseguir atender melhor as demandas aí eh de cada uma das unidades.
Fiquei muito feliz pelas respostas. Já perdi quantas vezes eh já entrevistei o ex-prefeito de esteio, Leonardo Pascoal. Agora como secretário de educação de Porto Alegre, fiquei muito feliz.
Acho que a comunidade escolar ganha como um todo, né? Vamos seguir acompanhando o trabalho e infelizmente nosso tempo tá se esgotando. Temos cerca aí de 2 minutos e meio.
Quero que o atual secretário de educação, Leonardo Pascoal, ex-prefeito de esteio, analise pra gente nesse finalzinho, então, a possibilidade de ser indicado aí o governador do estado pelo PL nas próximas eleições. Olha, eu acredito que o o meu partido, né, o PL, vai ter um protagonismo, né, eh a exemplo do que se teve já na na última eleição, na disputa eh na nas disputas majoritárias, né, tanto para o governo do estado quanto pro pro Senado da República. É preciso, né, ter uma uma definição interna, né?
O o deputado Zuco é o nome mais cotado hoje para concorrer ao governo do estado, né? Nós respeitamos, né, essa essa opção do do partido. Claro que tem uma opção pessoal dele, tem uma opção do ex-presidente Bolsonaro, então tem uma série de questões internas para serem definidas.
Eh, mas não tenho dúvida que sendo Zuco, sendo algum outro nome, né, ou o Zuco indo ao Senado, a gente vai ter eh bons quadros para colocar à disposição do povo gaúcho para governar o Rio Grande pelos próximos 4 anos e representar, né, o nosso eh o nosso estado também no Senado Federal, exemplo das nominatas para deputado federal, estadual também, que o partido certamente vai ter uma qualidade muito grande e tenho certeza que uma possibilidade de ampliar as bancadas, né? Então, eh, me fili a ao PL para poder contribuir nesse processo de de construção, né? né?
Mas acho que a gente tem um processo de amadurecimento interno ainda importante, ã, e especialmente de construção com os partidos que integram o nosso campo político, porque um projeto majoritário, ele é um projeto que depende, né, da união de forças, né, em torno de um programa, né, e nesse sentido que tiver aí a nosso a nosso alcance aí para contribuir, a gente vai estar certamente à disposição para ajudar. Muito bem. Entendi que se ele for convidado vai aceitar.
A gente é soldado do partido para as missões que nos forem designadas, né? A, tem que aceitar. Ah, olha só, secretário, muito obrigado, secretário Leonardo Pascoal, atual secretário agora, ex prefeito distatos, agora e secretário de educação de Porto Alegre.
Muito obrigado pela participação, tá bom? Vamos seguir acompanhando aí, somos parceiros aí desse trabalho aí desafiador, tá bom? Eu que agradeço, nós um prazer conversar contigo e a gente fica à disposição aí para est atualizando e trazendo aí tudo que a gente vem fazendo na educação aqui de Porto Alegre.
Maravilha. Agradeço também a você de casa, mas fica aí porque tem mais programa em evidência na TV. A gente vai voltar com o chefe de gabinete dos prefeitos da Casa Civil, do governo do estado, né, Salmo Dias de Oliveira, no próximo bloco.
Não sai daí um instante só.