Olá, vamos falar sobre a Deusa Atena. Para quem não sabe, eu sou a Flávia Esper e esse vídeo faz parte do Oráculo da Semana, um grupo aqui no WhatsApp. O link está na descrição.
Todo domingo eu sorteio cartas de três deusas e toda segunda-feira eu posto a foto das deusas e um vídeo com a história, a explicação e a mensagem. Tá bem bom! Então, quem é a Deusa Atena?
Eu fiquei muito feliz quando saiu essa deusa, porque é uma das primeiras deusas que eu estudei. Eu acho que muita gente já teve algum contato, porque é uma das principais deusas da mitologia grega: a Atena ou Palas Atena, que era também conhecida como Minerva pelos romanos. Era uma deusa ligada à sabedoria, ao conhecimento, à estratégia militar, às artes manuais, à destreza, à inteligência.
Ela tem várias histórias; foi difícil escolher algumas sobre ela, mas hoje a gente vai falar um pouquinho dela. Essa deusa é também o símbolo, na verdade, como Minerva já no mundo romano, é o símbolo da UFRJ. Quem aí do Rio de Janeiro?
Minha primeira universidade tinha como símbolo essa deusa. Bom, então vamos começar pelo começo: o nascimento de Atena já fala muito sobre quem ela era. Atena é filha de Zeus, Senhor do Olimpo, com Méis, que era a personificação da Prudência.
Méis era a primeira esposa de Zeus e ela estava grávida de Atena. Só que Zeus tinha recebido uma profecia; tinham dito para ele que, assim como ele tinha feito com o pai dele, ele seria morto, destronado, enfim, por um dos seus filhos. Que o filho nasceria e seria mais poderoso que ele.
Então, o que Zeus fez? Zeus engole Méis, grávida de Atena! Simples assim!
E ele devora, mas continua ali grávida dentro dele. E aí, passa um tempo e Zeus começa a ter uma dor de cabeça horrível que não passa com nada, até que ele manda chamar Hefesto, que é um deus ferreiro, para que abra a cabeça dele e veja o que se passa ali, para aquela dor de cabeça passar. Quando Hefesto vem com o machado e abre a cabeça de Zeus, nasce Atena já adulta, de capacete, armada para a guerra e com um grito de guerra.
Bom, então Atena nasce do Senhor dos Deuses e da Prudência, da cabeça do Senhor dos Deuses. O que isso quer dizer? Ela é uma grande representação da inteligência.
Ela nasce da cabeça, da prudência, do Senhor dos Deuses do Olimpo. Então, ela tem muito essa personificação da inteligência e da estratégia. Já nasce pronta para a batalha.
Ela é uma deusa da guerra, só que ela é uma deusa da guerra diferente da de Áres, por exemplo, que é um outro deus da guerra grego que tinha aquele lado mais de campo de batalha, de guerrear. Atena não. Atena é uma estrategista.
Ela é aquela que pensa a estratégia das coisas. Ela também era uma deusa muito ligada às cidades; ela era protetora de várias cidades. A organização, a civilização têm a ver com Atena.
É uma deusa também que está ligada aos trabalhos manuais, à tecelagem. Tudo que tem essa destreza, essa estratégia, inteligência, organização está ali no campo de Atena. E aí, vocês já devem estar pensando que o nome dela parece muito com o de uma cidade, né?
E isso não é à toa. Contam que, quando as cidades estavam sendo criadas e os deuses estavam decidindo quem ia ser o deus de cada cidade, houve uma disputa entre Poseidon, Senhor dos Mares, e Atena. A disputa foi a seguinte: eles teriam que oferecer um presente para os habitantes daquela cidade, e o presente que fosse mais importante ou mais útil daria a vitória a um dos deuses.
Aí Poseidon chegou com toda a sua força, com seu tridente na mão, bateu o tridente no solo e fez jorrar uma fonte de água salgada. Em algumas versões, dessa fonte também surge um cavalo, mas na maioria das versões é só uma fonte de água salgada cheia de água que não era potável, que não podia ser bebida, que não poderia ser usada para tudo. Atena, por sua vez, trouxe uma oliveira, que é um dos seus símbolos, junto com a coruja, que é símbolo da sabedoria.
Atena deu para esse povo a oliveira, que na Grécia era e ainda é uma planta muito importante; ela fornece as azeitonas, que é um alimento. Ela fornece o azeite, o óleo retirado das azeitonas, que era usado para muitas coisas: para alimento, para alimentar a chama dos candeeiros, dos templos, das casas. Os atletas, antes dos Jogos Olímpicos, passavam azeite no corpo.
E com isso também se acreditava que eles estavam ali conectados com Atena. Mas enfim, o azeite era usado para muitas coisas e ainda tinha também a madeira, né? Então, a oliveira foi considerada pelos habitantes o presente mais importante, mais útil, e Atena ganhou a disputa com Poseidon.
E aí, tem algumas divergências sobre se o nome da cidade é por conta do nome da deusa ou se o nome da deusa veio por conta do nome da cidade. Fato é que Atena estava muito ligada à cidade de Atenas e a outras cidades. Ela é protetora da civilização como um todo, das cidades de uma forma geral.
Atena também, além da guerra, era orientadora dos juízes; ela representava também a justiça. Marca também uma transição na civilização entre a guerra pela guerra e uma questão mais, eh, organizada, justa, estratégica. Ela marca muito essa diferença, e ela, inclusive, para quem conhece o tarô mitológico, Atena representa ali, tá, na carta da Justiça.
Justamente por isso, ela tem essa capacidade também de ver os lados, de julgar, de decidir as coisas, né? Então, ela também representa isso. E, junto com a coruja, que eu já falei aqui que é um símbolo da sabedoria, então é como se ela trouxesse essa sabedoria, análise minuciosa, estratégia também para o campo da Justiça.
Então, essa é mais uma coisa que Atena traz pra gente, mais um simbolismo. Ainda vou falar mais sobre Atena, porque tem muitas coisas para dizer sobre ela, mas quem escolheu, hoje, essa carta ou essa deusa, eh, tá sendo convidado a olhar para as coisas de uma forma mais estratégica, né? Aquela sabedoria analítica tá sendo convidado também a não agir tanto por impulso, mas a parar e refletir: qual é o seu plano de ação?
Qual é a sua estratégia? Mesmo que você esteja numa batalha, se você é tomado ali por muitas raivas ou medos, ou seja o que for, talvez você perca um pouco uma visão mais estratégica da coisa e pode acabar perdendo a guerra, né? Então, Atena convida a gente a usar a nossa razão, a nossa análise, a nossa estratégia.
Então, se você tá numa disputa, seja estratégica, você pense no que vai fazer. Qual é o seu objetivo? Como alcançar?
Se você tá com um plano, um planejamento para alguma coisa, seja estratégico, seja razoável. Vá lá ver como fazer. Qual é a melhor estratégia?
Tenha um plano A, um B, um C. Organize as ideias. Pense um pouco menos com o coração agora e um pouco mais com os fatos, com a razão.
Eh, também, se você tá ali vivendo alguma questão, eh, com outra pessoa ou com não sei, propriedades, qualquer coisa do gênero, eh, é importante olhar de forma justa. Atena nos convida a olhar pra Justiça também. E o que é olhar de uma forma justa?
Uma forma justa é ver o que cabe a cada um. Então, Atena também fala de equilibrar as coisas e, de certa forma, de dar limites, né? O justo é que cada um carregue o seu.
Uma pessoa pode ajudar a outra, mas não pode tomar para si o que é da outra, né? O fardo da outra ou as bênçãos também. Então, essa carta, essa deusa, também nos convida a olhar para onde na nossa vida a gente tá vivendo alguma situação que não está justa, não tá na justa medida.
Isso pode ser: tô trabalhando mais do que outra pessoa, tô trabalhando por outra pessoa, tô trabalhando menos, tô colocando tudo nas costas de outra pessoa, não tô assumindo a minha responsabilidade pela minha parte, ou tô achando que tudo é minha culpa, que o outro não tem responsabilidade, né? Então, Atena também fala dessa Justiça de olhar de uma forma mais fria pras coisas, né? O que é de cada um?
O que cada um tem que resolver? Quando a gente fala numa visão sistêmica, né, e as constelações familiares também trabalham com essa ideia, eh, a gente percebe que nem sempre o que a gente considera que é bom é o justo. Então, por exemplo, quando a gente fala de ajudar alguém, se eu ajudar sempre alguém a fazer alguma coisa, fazendo pela pessoa, eu tô dizendo duas coisas: uma, que eu sou melhor do que ela; outra, que eu não acredito que ela tenha capacidade de resolver os próprios problemas e de aprender a fazer, né?
Então, uma coisa é eu dar suporte, é eu ajudar; outra coisa é eu tomar para mim os problemas dos outros e querer resolver. Porque isso não é justo; isso é injusto com a pessoa que eu acho que tô ajudando. Na verdade, eu tô atrapalhando; eu tô dizendo pra ela: eu acho que você é incompetente, que nunca vai conseguir fazer sozinha, deixa que eu faço, né?
Então, isso não é uma ajuda justa. Então, nem sempre o que parece bom é justo, é de fato bom ali para o desenvolvimento das questões. Da mesma forma, quando a gente fala de injustiça, a gente precisa olhar as nuances das coisas.
Uma atitude que é justa em relação a uma pessoa numa determinada situação não é justa eu ter com outra pessoa na mesma situação. As pessoas são diferentes, as situações podem ser as mesmas, mas aquilo afeta cada pessoa de um jeito, cada pessoa está num momento. Então, a Justiça também fala disso, de um olhar mais situação a situação, pessoa a pessoa.
Então, se você escolheu essa carta ou essa deusa essa semana, é um convite para ir para um olhar um pouco mais racional, um pouco mais justo, mais estratégico, mas de se ater aos fatos, às situações, aos planos, aos detalhes, às estratégias e menos aos impulsos, menos ao afeto, até, né? Agir de uma forma que seja necessária. Às vezes é difícil, né?
Às vezes é difícil, mas essa deusa traz essa necessidade, e é uma necessidade que muitas vezes vem de um lugar de guerra, né? Ela é uma deusa da guerra. Nem sempre é fácil a gente conseguir essa Justiça, nem sempre é fácil a gente conseguir ou dar limites ou olhar para as coisas de uma forma mais isenta, né?
Bom, uma outra história sobre essa deusa tá ligada até a outra deusa que saiu essa semana. Eh, Atena também era a deusa das habilidades manuais, principalmente do tear. Dizem que ela inventou o tear.
E aí, uma das histórias que a gente tem sobre essa deusa, eh, é uma história ligada a Aracne. Quem já ouviu falar em aracnofobia sabe que Aracne, essa palavra. .
. Raiz tem a ver com aranha, né? Então, uma das histórias que existe é que Atena era uma exímia tecelã, só que Aracne, uma mortal, também era.
E aquilo começou a chegar aos ouvidos de Atena, de que Aracne era melhor, etc. Elas resolvem fazer uma competição; cada uma faz sua tapeçaria. Atena faz algo lindíssimo, óbvio, e Aracne faz uma tapeçaria muito perfeita, muito bonita, mas zombando, debochando dos deuses, que era algo que ela já fazia, né?
E aquilo desperta a fúria em Atena, nem tanto por ser perfeito, mas pelo deboche. E aí contam que ela se volta contra Aracne, e Aracne também se sente culpada, acaba querendo se enforcar. Mas aí Atena, que a gente até hoje não sabe se isso foi uma salvação ou uma vingança, transforma Aracne, né?
Faz com que ela viva e transforma Aracne numa aranha, para que ela possa tecer infinitamente, né? Então, a gente não sabe, apesar de Atena ser uma deusa da justiça, né? Muitas pessoas consideram que teria sido desproporcional o castigo que Aracne teve.
Enfim, zombar dos deuses é coisa séria, né? Há várias e várias histórias sobre várias versões das histórias. Atena é uma das deusas mais conhecidas, mais antigas e mais celebradas pelos gregos, né?
Ela está ligada a muitos eventos importantes, ela está na história da Medusa, ela está na história da guerra de Tróia, ela está em várias histórias que a gente conhece. E foi difícil escolher algumas histórias aqui para falar hoje para vocês, mas enfim, tem mais uma história sobre ela que é interessante, mas é um pouquinho mais longa, que é sobre a guerra de Tróia. O que Atena tem a ver com a guerra de Tróia?
Se vocês quiserem que eu conte essa história, escreve aqui nos comentários que vocês querem que eu conte, que eu faço um outro videozinho só sobre essa história, tá bem? Porque é um pouquinho mais longa. Bom, então o que é importante a gente olhar, assim, Atena, para quem escolheu, mais uma vez, ela fala de todos esses temas, né?
E é muito interessante porque geralmente saem cartas aqui que são mais. . .
siga o seu coração, escute a sua intuição, conecte-se com seus ciclos, né? E Atena traz quase que a energia inversa. Ela traz a energia da racionalidade, ela traz a energia do planejamento, da estratégia, e não da emoção, né?
Apesar de ela também ser uma deusa que tem as suas emoções e, quando fica furiosa, tem suas vinganças e suas coisas também, mas ela traz essa energia que é uma energia mais mental. Ela nasce da cabeça e de um homem ainda por sempre, né? Então, ela pede para que a gente olhe pras coisas, nesse momento, com algum distanciamento.
Então, se tem algo que tá te desestruturando de alguma forma, te desequilibrando, ou uma decisão que não consegue ser tomada, ou uma emoção que tá te tomando muito e tá te paralisando, e você escolheu essa deusa essa semana, é hora de dar um passo atrás, parar e tentar fazer alguma coisa: uma meditação, uma escrita, uma análise ali que te distancie um pouco, né? Aquela coisa do Saramago: não o gato escritor sair da ilha para ver a ilha, né? Ela pede que você tenha uma visão menos emotiva e mais racional das coisas, e olhar os fatos, fatos objetivos, estratégias, o que é justo, o que é de cada um, o que é para eu fazer, o que é para eu cortar.
Então, é essa visão que ela pede nesse momento. Se você escolher essa carta, em que lugar da sua vida é necessário trazer mais essa energia? Essa energia mais prática, mais mental, de se distanciar um pouco do emocional para poder olhar as coisas de um outro prisma e tomar decisões, montar planejamentos e estratégias, né?
Se você trabalha com rede social, por exemplo, que tá muito na moda agora, em vez de fazer só conteúdos ali, né? Que eu falo isso, mas é muito difícil para mim usar estratégia nessas coisas. Mas enfim, em vez de fazer só conteúdos, e tudo com coração e com muita qualidade, é preciso, se você quer que aquilo tenha uma projeção, ter alguma estratégia, pensar melhor, né?
O que seu público quer? O que você gosta de fazer? E sabe como divulgar?
Como organizar? Estudar as coisas, enfim. Se você tá pensando em fazer um concurso, uma prova, qual é o seu plano?
Então, ela traz muito essa visão mais prática, mais racional das coisas. Os seus objetivos devem sempre vir do coração, né? É a sua alma que sabe o que a gente quer, mas é a mente que ajuda a gente a formular um plano, uma estratégia, né?
Não é o coração que vai fazer isso pela gente. Então, Atena traz essa energia: eu tenho um sonho, eu tenho algo para resolver, eu tenho uma emoção, eu tenho alguma questão. Ok, o que é da esfera de Atena?
Como é que eu resolvo? Como é que eu chego onde eu quero? Como é que eu me organizo para conseguir o que eu quero?
O que eu preciso cortar? O que eu preciso ter? O que eu preciso desenvolver?
O que eu preciso trabalhar? Que habilidades eu tenho que ter, né? Então, tudo isso são questões que a Atena traz para quem escolheu essa deusa e essa carta essa semana.
Bom, lembrando mais uma vez, para quem não tá no grupo, o link do Oráculo tá aqui embaixo na descrição do WhatsApp. E se vocês puderem se inscrever no canal, isso me ajuda muito. Quero divulgar o link do grupo para outras pessoas, para que essas histórias cheguem a mais gente, possam ajudar mais gente também.
Isso é muito bem-vindo, e comentários sempre são bem-vindos, porque vocês já sabem! Que eu sou curiosa e eu gosto de saber se fez sentido, se ficou claro, se tem alguma dúvida. Tá bom?
Um beijo, até semana que vem.