Olá, vamos falar de uma deusa indígena norte-americana hoje: A Mulher Aranha. Bom, para quem não me conhece, eu sou a Flávia Esper, e esse vídeo faz parte do nosso projeto do Oráculo da Semana. O Oráculo da Semana está aqui embaixo, o link do WhatsApp.
Eu, nos domingos, posto a foto das cartinhas para vocês escolherem; na segunda-feira, posto a foto das deusas de cada carta e o link para o vídeo com a explicação e a mensagem de cada uma delas. Bom, hoje a gente vai falar então da Mulher Aranha, que é uma deusa cultuada por algumas tribos norte-americanas, como os Ropi, os Dinec, também conhecidos como Navarros, os Pueblo. .
. Enfim, e é uma deusa muito antiga. Na mitologia, ela é uma deusa que tem algumas conotações um pouco diferentes em cada uma das tribos.
Eu vou contar algumas histórias dela, mas em todas elas ela aparece como uma grande criadora, uma grande mãe, alguém que ajudou a criar os seres humanos, o universo, que ajudou a ensinar os seres humanos como viver. E também, em algumas histórias, para algumas tribos, ela tem uma ajuda, né? Ela ajuda as pessoas a se conectarem ao Divino, a passarem por situações de crise.
Ela é uma deusa protetora que teria ajudado alguns povos em situações muito difíceis. Então, vamos falar um pouquinho dela. Bom, numa das histórias, que é a história da criação do mundo, existe a Taua, que é o Deus Sol, e a Mulher Aranha, que tem um nome que eu não consigo pronunciar na língua original.
Mas enfim, a Mulher Aranha, junto com o Sol, é que vão dar origem a todos os seres do mundo. Numa das histórias, conta que ela teceu uma teia com as estrelas e com o universo, criando tudo aquilo, todo aquele cenário, aquele espaço para que os humanos pudessem surgir. Taua começou a pensar sobre as formas que ele queria, os seres que ele queria colocar.
Enquanto ele pensava e dizia, a Mulher Aranha, com o barro, ia formando aqueles seres: formou os homens, formou as mulheres. Só que os seres não ganhavam vida; eles estavam ali, inanimados. E aí, o que que eles fizeram?
Ela colocou, como se fosse uma nuvem, uma manta sobre eles e começou a embalá-los no colo, a ninar mesmo aqueles bonecos de barro. E ele, junto com seu olhar de fogo, e ela, os embalando, começaram a cantar juntos uma música que deu vida àqueles seres. Essa questão da música como algo que anima os seres a gente já viu em alguns outros vídeos aqui, né?
Então, é através desse encontro da Mulher Aranha, que tece as teias da vida, e do Sol, dessa união, ali conjunta, desse cantar para os seres que surgiria a humanidade. E ela teria sido a responsável por criar os diferentes clãs das tribos e por dar a cada clã o seu animal-totem, né? O seu animal ali de poder.
Além disso, ela foi responsável por ensinar a construir as casas com a terra, a cuidar, a caçar, a plantar, a cuidar da alimentação e da vida de todos os povos. Quando a gente pensa na simbologia da aranha, da teia, que inclusive saiu de alguma forma também na outra deusa de hoje, né? Na deusa Atena, a gente fala em uma mitologia que é comum a várias culturas.
Muitas culturas, muitas, se não todas, têm ali uma imagem de uma deusa ou de um deus que tece, que fia ou que corta o fio da vida. Essa ideia do tecer como criar a vida, do ar como encerrar a vida, né? Trazer a morte e do tecer como criar, construir uma história está presente em muitas e muitas culturas, né?
E tem um simbolismo riquíssimo que me lembra, inclusive, um texto da Marina Colasanti, muito bonito, que eu vou ver se eu tenho tempo essa semana de botar aqui em outro vídeo para vocês. Mas enfim, do que fala esse tear, né? Esse tecer da vida e da criação?
Quando a gente fala em deuses que tecem, né? E a Mulher Aranha, a aranha é um animal que tece as suas teias. A gente fala basicamente em duas coisas principais: uma, desse tecer como construir a vida, criar a vida, criar a própria história.
Numa das histórias, diz que ela teceu essa teia e depois ensinou os humanos para que eles pudessem tecer suas próprias histórias e prenderem nessa grande teia do universo que ela tinha criado. Então, tem muito essa questão do criar. Se a gente parar para pensar na palavra ali tecido, se a gente pensar na indústria que produz tecido, é a indústria têxtil, que não por acaso é uma palavra muito parecida com a palavra texto, né?
A palavra texto tem a mesma origem de têxtil, porque um texto é um tecido: são várias linhas, várias frases, várias palavras que se entrelaçam formando um todo, né? Então, quando a gente fala em escrever a própria história, contar e recontar a própria história, é uma outra forma de tecer. Não com fios, mas com linhas escritas, né?
Então, toda essa visão de escrever a própria história, tecer a própria história, está muito presente como símbolo em várias mitologias. E, de um outro lado, além dessa coisa de criar a própria vida, está a ideia da teia, né? A ideia de que tudo está interligado.
De que, se eu mexo num ponto aqui, eu posso afetar um ponto lá que eu nem sei que existe. Está ligada à própria ideia desse inconsciente coletivo, né? De que Jung falava, que é o que possibilita esse trabalho aqui, que é um espaço que toda a humanidade inconscientemente tem acesso, onde estão símbolos que estão presentes em qualquer cultura, com diferentes roupas.
A grande mãe, o guerreiro, o Mago, né? São símbolos que, em todas as culturas, se a gente for olhar, têm uma representação, seja uma deusa, seja um outro ser, né? Então, é como se tudo estivesse interligado, a gente bebesse da mesma fonte, né?
Ou fosse originário ali de um mesmo manancial. E também essa ideia da Teia não está só falando de nós aqui estarmos todos interligados, mas também de uma conexão entre o mundo espiritual e o mundo humano. Então, numa das outras histórias sobre a mulher aranha, numa das histórias do Povo das Estrelas, né?
O povo pebo dizia que eles tinham passado por um período de muita seca, muita, muita, muita seca. Já não sabiam mais o que fazer, até que uma anciã teve uma visão, um sonho em que ela viu a mulher aranha, né? Falando sobre tecer uma rede, falando sobre tecer.
E ela trouxe isso pra tribo, essa anciã, e eles começaram a tecer essa teia com fibras naturais, que a anciã, interpretando o próprio sonho, tinha entendido como uma ponte entre o mundo da gente, aqui da Terra, e o mundo Divino. E eles começaram a tecer, a tribo toda participou, levaram essa teia, essa rede que eles teceram, né? Para um lugar sagrado, com todas as orações que eles foram fazendo enquanto desciam, enquanto construíam aquela teia.
E foram dormir e contam que, nessa noite, as estrelas brilharam mais forte, os deuses escutaram aquelas preces tecidas ali na Teia e a chuva veio e molhou tudo que precisava ser molhado ali da Terra, das plantações, encheu os rios. E eles, desde então, reverenciavam sempre essa deusa como alguém que ajuda a criar, a lembrar a gente de fazer a ponte com o mundo espiritual em momentos de dificuldade, né? Então, tem muitos momentos em que a gente perde a fé, né?
Perde a fé. E não precisa falar aqui em religião, pode ser a fé na vida, a fé na gente mesma, a fé em que as coisas vão dar certo, né? Não precisa ser uma fé religiosa.
E a mulher aranha vem nos lembrar de que a gente deve tecer, a gente deve continuar a fazer a nossa parte, fazer o que a gente pode com a nossa intenção. Ali, da mesma forma como eles foram tecendo a teia, orando e colocando ali a intenção deles, né? E fazer a nossa parte em entregar, porque nem tudo está nas nossas mãos.
E ela nos lembra que, se a gente fizer a nossa parte, entregar, pedir ajuda, algo vai acontecer para completar esse processo, né? Então, ela traz muito essa ideia também da Teia como algo que a gente tece intencionalmente, um trabalho que a gente vai fazendo intencionalmente, a nossa parte, e depois entrega, como que pedindo ali ajuda aos céus, né? Reconectando com essa questão da oração, da intenção, da fé em algo além.
Numa outra história de uma outra tribo, tem um evento oposto, mas parecido. Em vez de uma grande seca, chegou um tempo de uma grande inundação, e as pessoas brigavam, morriam, né? As coisas estavam se perdendo ali e começaram a rezar, né?
Pra mulher aranha, pedindo ajuda, pedindo uma solução. E ela disse à tribo que começasse a tecer, de uma determinada fibra, uma corda muito resistente, com fios dourados. E começaram a tecer, e a tecer, e a tecer, até que ela levou essa corda, muito firme, que eles foram tecendo, pro alto de uma montanha sagrada e disse que eles fossem ali subir por aquela corda.
E veio a grande inundação e inundou todo aquele território, menos aquela montanha sagrada, onde eles ficaram seguros, né? E puderam depois voltar para sua terra. Então, de uma outra forma, não pela seca, mas pela inundação, de novo fala de um tema muito parecido com a história anterior, né?
Primeiro, da questão de pedir ajuda, né? Pedir ajuda aos céus ou a alguém, ao universo, enfim. Segundo, de fazer a sua parte.
Então, não é só fazer a nossa parte, né? Porque vivemos em teia, não somos sozinhos, não dá pra gente fazer tudo, mas, ao mesmo tempo, também não é só ficar ali na fé. Tem que ter que tecer, né?
Tem que tecer, tem que fazer a corda, tem que se unir, tem que ter intenção, né? Então, a mulher aranha fala muito dessa tecitura da vida como um espaço de cocriação, de quem cria junto com os deuses ou com o universo ou com a vida, né? A gente não cria sozinho e a gente não é um ser passivo que não cria nada.
Se a gente acha que não cria nada, a gente está criando coisas inconscientemente. Então, é melhor a gente saber o que quer criar e focar nisso, porque criar, a gente está o tempo inteiro com os nossos pensamentos, com as nossas emoções, com as nossas ações, né? Então, quem escolheu essa carta hoje, a mulher aranha, ela traz muito essa visão da gente criar a nossa própria vida, a nossa própria realidade.
E ela fala que o tecer não é uma coisa instantânea, né? O tecer, ele vai passo a passo. Fazer uma teia, fazer uma rede.
Outro dia ouvi um pescador ensinando na rua a fazer rede, e é um processo de paciência, é um processo de tempo, de continuidade, de às vezes fazer a mesma coisa. Às vezes a gente acha que não tá andando pra frente porque a gente tá repetindo a mesma coisa e parece que voltou pra trás, né? Mas como num tricô, num tecer, sempre tem um movimento de pra trás pra ir pra frente.
Não sei se vocês já perceberam isso, né? De entrelaçar, nunca é algo reto, né? E isso fala muito da vida também e da nossa atitude diante da vida.
Então, existem momentos em que a gente perde a fé e a fé. Ela é importante porque nos conecta com esse algo maior e nos move novamente. Eu não estou falando em fé no sentido religioso; pode ser religioso, mas pode não ser.
Se eu tenho fé que alguma coisa vai dar certo, isso é fé, né? Se eu tenho fé em mim, na vida, em que as coisas vão acontecer, isso é fé também. Então, ela fala dessa fé, desse lado da fé, mas também do lado da gente ir tecendo, tempo a tempo.
Teve um vídeo na semana passada falando sobre a questão do comprometimento de eu fazer todo dia um pouquinho do que eu quero, né? Esse tecer leva tempo; esse tecer de fios muito fininhos forma uma corda muito grossa, né? Então, às vezes, a gente acha que não está chegado a lugar nenhum, que não fez nada, mas cada fiozinho daqueles que é entrelaçado é que vai formar uma trama cada vez mais resistente, bonita e útil, né?
Então, o tecer também fala disso. O tecer também fala da gente valorizar cada fio, cada mínimo movimento que fazemos na direção do que queremos, né? Se a gente pensar, às vezes, em pessoas que estão muito limitadas por alguma questão física ou por uma depressão, ou por uma ansiedade, uma síndrome do pânico, e não conseguem fazer o que gostariam, é importante comemorar cada mínimo fiozinho que conseguirem colocar nessa trama.
Às vezes, é tomar um banho naquele dia; às vezes, é dar uma volta no quarteirão, né? São coisas pequenas, mas cada fiozinho é o que vai fazer essa trama depois, e cada um é necessário, né? E se a gente puxa um, às vezes, vários se desfazem.
Então, essa onda da Mulher-Aranha também fala disso, também fala da gente valorizar cada movimento. O pequeno é importante; um fio sozinho não faz um tapete, mas o tapete sem aquele fio não seria o mesmo, né? Então, fala muito disso.
E para quem, como eu, não tem muita habilidade com fiar, com costurar etc. , mesmo sendo neta e bisneta de costureiros e alfaiates, e para quem não tem essa habilidade, a escrita também é uma forma de tecer, né? Já é mais a minha praia.
Então, um exercício que a gente pode fazer, para quem tem essa facilidade de bordar, de tecer, é um exercício interessante: ir fazendo alguma coisa com uma intenção, né? Ir colocando todo dia um pouquinho. Para quem não tem essa habilidade, escrever agora está na moda de novo, né?
A questão dos diários etc. Escrever todo dia um pouquinho ajuda também a ir tecendo, a ir criando. Vou contar para vocês uma história que eu não devia contar, mas eu vou contar.
Não devia contar porque é meio maluca, mas eu tenho uma relação muito forte com a escrita, né? Algumas pessoas aí já devem saber disso. E uma vez, isso há mais de 20 anos, eu decidi que ia escrever uma situação que eu queria.
Eu ia escrever o que eu queria, assim, nos mínimos detalhes, né? E fazer toda uma intenção ali para que aquilo acontecesse. Só que eu gosto de escrever, mas eu também sou preguiçosa.
Eu tinha escrito muito e aí, de repente, eu dobrei a folha. Parece mentira, mas não é. Eu dobrei a folha e guardei.
Só que no que eu fui guardar, molhou; algumas partes molharam. Eu deixei do jeito que estava, guardei, não olhei, não quis passar a limpo porque eu tinha preguiça. E logo depois, apareceu exatamente o que eu estava procurando, com todas as características, menos três que, para mim, eram essenciais.
E, muito tempo depois, eu achei esse papel porque eu também sou uma pessoa que perde os papéis. Então, eu só achei muito tempo depois, e quando eu achei, estava ali. O que tinha molhado era exatamente as três coisas que não apareceram.
E aí aquela pergunta: eu devia ter sido menos preguiçosa? Funcionou aquilo como uma magia ou molhou porque aquilo eu realmente não ia querer? Quem sabe?
Mas, enfim, a escrita pode ser usada como um exercício para a gente criar o que a gente quer. E, nesse caso, na época, eu queria criar uma coisa mágica, né? Enfim, mas não necessariamente precisa ser para uma coisa mágica, né?
Pode ser para quem está ali fazendo, sei lá, sua dissertação de mestrado, né? Ou um projeto, alguma coisa. Fazer um pouquinho por dia, em vez de deixar para fazer um montão no fim de semana, né?
Se dedicar um pouquinho a escrever um pouquinho o seu sonho, o que você quer concretizar, né? Isso já é uma forma de ajudar. Então, a escrita, o tecer, o criar alguma coisa que vai entrelaçando pedacinhos é um exercício muito bom para a gente focar a nossa intenção, né?
E aí, eu não estou nem falando de uma forma mágica; eu estou falando de uma forma meditativa mesmo, de uma forma para reforçar o nosso comprometimento, para lembrar a gente do que a gente quer. Senão, a gente esquece no meio do tapete; a gente já está fazendo outra coisa que não era mais o tapete, né? Então, para algumas pessoas, funciona muito a coisa do diário, de escrever todo dia.
Para outras, funcionam os caderninhos da gratidão; para outras, funcionam os quadros com imagens, colagens e palavras, e todo dia se conectar um pouco com aquilo, né? E quando eu falo isso, eu não estou falando de uma forma passiva. Eles teceram; eles fizeram a teia, a rede.
Eles fizeram a corda. Então, tem um trabalho ativo também. A fé é importante, mas tem que ter um trabalho cotidiano e ativo ali, né?
Então, de novo, como na semana passada: o que é que você pode fazer pelo seu sonho hoje, nos próximos 5 minutinhos? Não precisa ser 1 hora, 3 horas; se puder, ótimo. Se isso for sustentável para você, mas se não for, todo dia um pouquinho que você pode fazer para o seu bem-estar, para criar a vida que você quer.
Né? Como é que você pode se aproximar mais do que você quer viver? Cada dia, um passinho bem pequenininho.
Como? Qual é o fio que você vai colocar hoje nessa trama? Qual é a partezinha que você vai ter?
Seja escrevendo, seja fazendo uma colagem, seja criando, seja simplesmente organizando as ideias, seja fazendo realmente uma tecelagem, né? Então, para quem escolheu essa deusa hoje, para quem escolheu essa carta do oráculo essa semana: primeiro, como é que vai a sua fé na vida? Segundo, como é que vai a sua capacidade de criar com a vida, e não sozinha, não sozinha, porque a gente não vive sozinho, tá?
Então, assim, criar com a vida dentro do que existe. Como é que eu posso chegar mais perto de onde eu quero? Né?
E criar a sua parte, confiando que existe uma parte que não é sua, que também vai ser recíproca, né? Vai acontecer junto se você colocar ali seu esforço, sua intenção. E, terceiro, o que é que você está fazendo na prática para tecer a teia que você quer?
E quando eu falo de teia, podem ser projetos, podem ser questões de saúde, de trabalho, de relacionamento. Pode ser também uma teia mesmo, uma rede de pessoas para quem tá precisando de apoio, de suporte, né? Ou aumentar sua rede social, né?
Seu círculo de amigos. Pode ser qualquer coisa que você queira criar, que você queira tecer. Como você faz para colocar mais um fio, mais outro pedaço?
Não é uma coisa rápida, né? A sua fé esmorece. Imagina se o povo tivesse no meio da corda: "Ah, gente, isso não vai dar certo!
" E a gente faz isso, né? Eu, pelo menos, faço. Tá no meio da corda: "Não vai dar certo, não vai dar certo.
A corda não ia chegar até o alto da montanha, vir a inundação. Eles não iam ser salvos. " Então, como é que tá também a sua fé?
Ela dura a jornada inteira ou tem hora que você perde a fé e joga tudo pro alto, né? E depois, o que você faz? Você retoma o projeto ou você realmente abandona, né?
Então, essa deusa traz muito essas questões todas da criação, da nossa parte, da nossa fé e não achar que tudo é a gente que vai fazer sozinho, porque não é. Precisa de ajuda. Vocês vêm ali nas duas histórias, os povos inteiros colaboraram, né?
Então, a importância dos grupos, das parcerias, das redes de apoio, né? Das nossas teias. A importância também de ver que estamos interconectados, não só para pedir ajuda e delegar, mas também para pensar que o que você cria, o que você faz, afeta outra pessoa.
Né? Então, às vezes, as pessoas querem criar uma coisa, né? Ou rezam muito por uma coisa específica que elas acham que é muito boa para elas, mas talvez se elas conseguirem aquela coisa específica, outra pessoa que precisava daquilo não vai conseguir.
E aí, será que é bom para todo mundo? Ah, então, o que eu faço nesse caso? Peça o que você quer, mas não precisa ser específico, até porque a vida sabe mais do que a gente, né?
Então, se eu quero aquele carro, aquela pessoa, aquele emprego, aquela casa específica, por que você quer aquilo? Né? O que aquilo te traz?
Ah, eu quero aquilo porque é alguém que me traz paz, que é parceiro, que eu posso confiar. Então, peça isso e deixa que o universo escolha quem é que preenche melhor esses requisitos, né? Ou se é uma casa, como é que é essa casa, onde ela fica, o que ela precisa ter?
Né? Ou se é um trabalho, como é esse trabalho? Ou se são amigos, como são esses amigos?
Porque, às vezes, a gente escolhe pessoas ou coisas erradas, achando que são o que a gente precisa, e na verdade não são. Às vezes, são grandes furadas, né? Então, isso também é uma forma de pensar na teia, porque se eu escolho algo específico, eu posso estar interferindo numa outra questão de outra pessoa.
Tá bem? Maluco esse papo hoje, né? Enfim, mas é isso.
Quem escolheu essa carta pode pensar muito nessas questões de criação. Pode fazer alguns exercícios desses para focar no que vocês realmente querem, em como vocês. .
. como anda o nível de fé, como anda a sua val dos pequenos passinhos de cada fio que você coloca ali, né? Se você desiste fácil ou não, se você só valoriza quando aparece uma imagem, mas não valoriza cada fio que precisa acontecer para que aquela imagem surja, como na nossa vida.
Né? Como na nossa vida, às vezes a gente não valoriza várias partes da nossa história, só que essas partes é que fazem o desenho inteiro da trama. E, por um outro lado, a deusa, a mulher aranha e todas as outras deusas que falam em tecelagem, que eu já vi, elas não são responsáveis só pela criação, elas também são responsáveis por descriar, né?
Por morrer, por matar, por desfazer. Quem faz crochê ou tricô sabe que se eu puxar, eu posso desfazer a trama, né? Então, de um outro lado, se a sua vida está com coisas que você não quer, é sempre tempo de destecer e usar as linhas que você tem para construir outra coisa.
E isso é algo que tá presente no conto que eu quero ver se eu coloco em vídeo para vocês. Quem ainda não tá inscrito, se inscreve aqui no canal, que eu devo colocar o vídeo essa semana e vai ser interessante para quem tirou essa carta também. Bom, falei muito dessa deusa porque eu gosto muito dela, mas é isso.
Se tiver alguma dúvida. . .
Alguma coisa, põe aqui nos comentários. Se tiver feito PR, você põe nos comentários e se inscreve aqui no canal para ficar atento. Ativa aquele sininho para receber notificação que eu vou tentar fazer o vídeo amanhã ou quarta-feira, tá bom?
Do conto que fala sobre tecer e destecer aquilo que a gente quer. Um beijo e até semana que vem.