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Quem é a DEUSA BRIGIT (BRIGID/BRIGITTE/ BRIGANTIA)

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552,021 Palabras10m readGrade 10
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Flávia Esper
Oi, gente! Vamos falar sobre a deusa Bríd hoje. Bom, eu sou a Flávia Esper e, para quem não sabe, esse vídeo faz parte do Oráculo da Semana.
Tá aqui na descrição o link se você quiser participar. Bom, hoje a gente vai falar de uma deusa que é uma das minhas deusas queridas, que é Bríd. Brigit ou Brigantia é uma deusa celta e uma das maiores divindades do panteão celta.
Ela é uma deusa com uma série de simbologias, né, de histórias, e é reverenciada de várias formas. É dela que a gente vai falar hoje, então vamos lá. Foi difícil escolher algumas histórias sobre ela.
Bom, quem é ela? Ela é uma deusa tríplice, ou seja, ela tinha como que três facetas. Então, ela era a deusa da poesia, a deusa da cura e também a deusa da forja do metal, que eram três áreas extremamente importantes pros celtas.
A poesia, ela não era vista só como uma arte pros celtas, mas era também o que trazia sabedoria e história. Se a gente parar para pensar, dá para fazer talvez um paralelo com os griôs no norte da África, né, com essa questão das histórias e da arte da poesia como uma forma de manter viva a chama, a memória do povo, a sabedoria. Por outro lado, a cura, a gente não precisa nem falar o quanto é importante, né?
É importante até hoje. E a metalurgia, para fazer a forja, para fazer as espadas, para fazer os artefatos para as batalhas, pro dia a dia, para tudo, né? Então, ela cuidava dessas três esferas extremamente importantes pro povo naquela época.
Ela também estava ligada à proteção aos animais. O leite é um dos símbolos dela porque ela está muito ligada à passagem do inverno pra primavera. Ela é uma deusa que está ligada à renovação.
Ela traz o fogo; o fogo é um dos maiores símbolos dela. O fogo, tanto da forja, que é o que vai transformar o metal em algo, quanto o fogo da cura, da purificação, da transformação, e o fogo criativo, a chama criativa, né, da poesia, das artes. Ela é essa deusa que era muito celebrada no festival do Imbolc, que é um festival que acontece no meio do caminho entre o solstício de inverno e o equinócio da primavera.
Então, no hemisfério norte, ele é celebrado entre 1 e 2 de fevereiro; no hemisfério sul, lá por volta de 1 e 2 de agosto. O que fala esse festival? Fala justamente dessa promessa da primavera, dessa vida que começa.
O inverno começa a decair e a primavera tá surgindo. Então, ele fala da renovação. Por isso, essa ligação dela também com os animais, com a fertilidade, com o leite.
Ela também está muito ligada às fontes; tem várias histórias sobre águas, sobre um poço curador, uma fonte curativa, né? E está muito ligada à criação. Se a gente parar para pensar, quando falamos no fogo de Bríd, estamos falando sempre de algum tipo de criação ou transformação.
Então, na poesia ou na arte, né, é aquilo que vai criar algo novo, que vai renovar, vai jogar fora o passado e transformar aquilo em algo criativo. Se a gente fala da cura, é uma forma de transformação, de purificação. Se falamos da forja, da metalurgia, é uma forma de transformar algo através do fogo para criar outra coisa.
Então, ela traz sempre esse simbolismo, essa visão da transformação, da criação, de trazer algo novo, né, de descartar o velho ou transformá-lo em algo novo que possa florecer com a primavera. E tem uma questão muito interessante sobre Bríd: ela é uma das deidades celtas que foi mantida pelo cristianismo, né? Ela foi sincretizada, quer dizer, ganhou uma nova cara, uma roupagem dentro da filosofia cristã, mas foi mantida porque o culto dela era muito forte, né?
Então, ela sobreviveu ali, transformada em Santa Brígida, Santa Brígida de Kildare, uma das padronas da Irlanda. E é muito interessante porque, apesar dela ganhar uma roupagem cristã e tudo, ela continua, de alguma forma, mantendo as questões dela com a arte, com a sabedoria, né, com esse cuidado com a vida, com o intelecto, também com a criatividade e com o fogo. Então, tem uma história sobre ela que é exatamente sobre a criação do primeiro mosteiro para mulheres, mosteiro cristão, né, em Kildare.
Ela queria, diz que Santa Brígida queria criar esse mosteiro para mulheres, e ela foi pedir ao rei. . .
Eu esqueci o nome do rei, começa com H, não vou lembrar, desculpe, gente. Mas ela foi pedir a esse rei que lhe desse um pedaço de terra. E o rei a ridicularizou, né?
Mosteiro de mulheres, pra quê? Essa coisa toda. E aí, ele disse a ela o seguinte: que ele daria a ela um pedaço de terra, mas do tamanho que o manto dela pudesse cobrir.
E aí, ela se conecta, ora, e estende seu manto no chão. Quando ela estende o manto, o manto se torna gigantesco e ela consegue uma área grande do rei, uma área grande de terra, né, das mãos desse rei e constrói, ali, o primeiro mosteiro para mulheres. O mosteiro se tornou um dos pontos mais importantes de cultura, de espiritualidade, de intelectualidade para mulheres, né?
Então, ela traz muito também essa questão do intelecto, da poesia, da criação, da escrita, do estudo e, claro, é uma protetora do feminino. E dentro desse mosteiro, olha que interessante, tinha, tem ainda, até onde eu sei, uma chama eterna que é ali cuidada e alimentada pelas freiras, né, na dentro da visão cristã como uma. .
. Fogo de fé de proteção, de manter acesa a chama, mas é um símbolo que acompanha Brigid desde sempre na cultura celta, né? E que passou para Santa Brígida no cristianismo.
A festa de Santa Brígida é dia primeiro de fevereiro, também quase ali juntinho com o Imbolc, que era o festival, né? É desde a deusa Brigid, então é uma deusa com uma força incrível, com uma sabedoria, uma simbologia muito rica, que conseguiu ali se manter viva, se perpetuar mesmo dentro do cristianismo. Então, assim, com tanta riqueza de simbologia, do que essa deusa fala, né?
Para quem está participando do oráculo, escolheu essa carta hoje com essa deusa. Qual é a energia que ela traz? Do que ela está falando?
Ela fala, sobretudo, da criatividade, da transformação, da purificação, dessa transformação que faz a vida florescer. Então, se você escolheu essa carta e você está, de repente, estagnada, né, em alguma situação ou num momento da vida mais estagnado, o que é que você pode fazer para reativar sua chama, sua vontade de viver, sua vontade de criar, para ter novas ideias e sair do piloto automático? O que pode ser feito para transformar, descartar e criar coisas novas na sua vida?
O que é velho que precisa ir ou precisa ser reformado ou revitalizado? O que você tem desejo de criar? O que a sua alma gostaria de criar, em qualquer esfera que seja, né?
O que é preciso purificar, transformar? Então, Brigid traz essa ideia da chama, desse fogo sagrado que traz a vida de volta depois do inverno. Então, se você está passando por um momento mais de depressão, de paralisação ou de desmotivação, o que pode acender essa chama de volta?
Se você está ali tentando lidar com alguma situação e não está conseguindo, essa carta com essa deusa chama atenção para a necessidade de dar o olhar para a necessidade de ser criativo. As soluções não vão vir pela razão, vão vir pela criatividade, né? Então, onde é que você pode criar, inovar, transformar ou se transformar para lidar com a situação atual, né?
O que pode renascer aí dentro de você? Então, Brigid fala muito dessa questão do fogo, da chama, da criação, da transformação. O que é na sua vida que está precisando dessa energia, né?
Se você está vivendo uma vida muito no piloto automático, muito sem criatividade, pega, sei lá, alguma coisa que você goste: uma tinta, um desenho, uma comida, e vai criar, vai fazer alguma coisa, né? Vai inventar algum movimento, vai desenhar, vai fazer qualquer coisa, vai cantar, dançar, qualquer coisa que mobilize essa energia da arte, da criação, né? É através da criação desse caldeirão ali que a gente vai mexendo que conseguimos criar.
Ela também é uma deusa ligada à fertilidade, né? O útero é esse grande caldeirão onde a gente cria uma nova vida, né? Ela está ligada aos projetos, ela está ligada a tudo que é transformação e criação.
Pode ser um projeto de vida, pode ser um projeto mesmo de trabalho ou de arte, né? Mas é sempre essa visão do que eu preciso transformar a partir do fogo, a partir da criação, da vontade, da conexão com a minha alma. Então, se você escolheu essa carta hoje, é importante ver se essa chama está sendo mantida acesa, né?
É como a chama do mosteiro que estaria sempre acesa ali, alimentando a fé, a proteção, a criatividade, a transformação, poder de cura. Onde é que a sua vida está precisando desse fogo, né? Dessa energia, desse entusiasmo, dessa capacidade de criar e de renovar?
Esse é o lugar de Brigid. Então, se você escolheu essa carta, como vai a sua criatividade? Você inventa coisas novas?
Você faz coisas novas ou está tudo muito dentro de uma rotina? Ali você muda pelo menos o caminho, a forma de pentear, qualquer coisa já mexe um pouco com esse nosso lado do cérebro que cria, que faz o diferente. Então, quem escolheu essa carta, é bom olhar com carinho para essas coisas e para, depois de um inverno, né?
Depois de um momento talvez mais tranquilo ou mais interiorizado ou até mais triste, o que é que você quer que renasça? Como é que você se prepara para essa primavera? Como é que você faz essa transição de acreditar que a primavera vai chegar, né?
Tem um poema da Cecília Meireles que fala muito disso da primavera. Eu não lembro ele de cor, vou colocar aqui na descrição para quem tirou essa carta e quiser ler, né? De que a primavera sempre chega e essa é uma energia que Brigid traz pra gente.
Então, se você está ali muito encalacrado, vai fazer qualquer coisa de arte, qualquer coisa, qualquer coisa. Movimento, uma pintura, um desenho, uma comida diferente, qualquer coisa para mobilizar essa energia, para movimentar essa energia, para ir para um lado que é o lado que tem os insights, que é o lado que descobre o que eu quero, que é o lado que faz a gente se sentir humano, né? Aquela ideia de que o homem foi criado à imagem e semelhança de Deus porque ele é também criador, né?
A criatividade é algo que é fundamental no ser humano, pro prazer, pra regulação emocional, para sair de situações difíceis. É a nossa criatividade que é capaz de nos manter vivos e com alegria, né? E seguindo em frente, né?
No Brasil, a gente tem muito essa coisa da criatividade, vários memes sobre isso, agora a NASA vem, etc. A criatividade também é uma forma. .
. criatividade e bom humor, né, também são formas de lidar com situações difíceis. Se eu não tenho saída, eu preciso ser criativo.
Porque se eu ficar olhando pras mesmas paredes. . .
Vou conseguir uma solução, então. Onde na sua vida essa chama aí de Brígite precisa ser acesa? Onde você está precisando de inovação, de cura, de transformação, de um olhar mais criativo sobre o mundo, sobre você e sobre a vida?
Tá bem. Bom, semana que vem tem mais. Vou deixar o poema da Cecília aqui embaixo sobre a primavera para vocês, e é isso.
Quem puder curtir o vídeo, curtir o canal, seguir e se inscrever no canal, vocês já sabem que isso me ajuda. Se você acha que tem alguém que pode gostar desse vídeo, vocês também podem mandar para essa pessoa, tá? Tá bom, um beijo.
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