[Música] talvez se perguntem até que ponto é que faz sentido falarmos de autoestima quando se fala de uma escola Amiga da Criança e eu acho que faz sinceramente porque todos os dias mas todos os dias eu confronto com mães que na sua bondade me dizem que o filho tem uma baixa autoestima ele está muito bem mas de facto tem uma baixa autoestima e uma baixa autoestima na opinião das mães é uma insegurança mais ou menos generalizada que quando chega à altura de entrarem num teste e de responderem de acordo com as perguntas que lhes são
feitas e sobretudo de acordo com aquilo que as mães atestaram na véspera que eles sabiam de repente há assim qualquer coisa semelhante a à a à letina do ral e os filhos ficam numa term deira tal que parecem entre todas as alternativas que tem a seu dispor a escolher milimetricamente a alternativa errada e e as mães ficam muito zangadas com razão de um certo ponto de vista porque nos raciocínios complexos Os filhos vão lá chutam para golo são seguros demonstram aquilo que valem e depois Nas questões mais básicas parecem ter erros tão básicos tão elementares
tão incompreensíveis que às vezes as mães no se desespero costumam perguntar mas mas temer que isto não é neurológico e eu acho isto muito importante porque parece haver de facto uma epidemia típica de baixa autoestima nas crianças e nos adolescentes e eu acho que era importante que nós perguntássemos porquê nós temos crianças que são hiper estimuladas Hiper estimuladas o tempo todo já dissemos em conversas anteriores que elas trabalham das 8 às 8 todos os dias que ao fim de semana como se não chegasse tem tempo para ter explicações e que ao domingo ainda por cima
tem a mãe ou pai a fazer revisões desta ou daquela matéria portanto estas crianças trabalham demais tem imensos estímulos o tempo todo são demasiado sedentárias brincam fundamentalmente com videojogos o que já dis si pode ser importante os videojogos estimulam nas para uma linguagem matemática absolutamente fora do lugar elas põ hipóteses desenvolvem raciocínio lógico são super atentas mas depois os videojogos têm esta capacidade de as agarrar e de as tornar muito dependentes muito tóxic dependentes Dá licença e a seguir elas ficam com perturbações de comportamento com perturbações da atenção ficam mais impulsivas ficam mais respondona ficam
um bocadinho mais feias e portanto nós damos-lhes imensos imensos estímulos e elas estão sempre quietinhas não fazem aquilo que deviam fazer e portanto nessas circunstâncias nós não nos damos conta que nós pais que temos um um comboio de compromissos em cima dos nossos filhos acabamos por ser nós próprios também muito hiperativos eu às vezes fico de coração rigorosamente partido porque de manhã vejo mães que às 8 da manhã já estão bom numa agitação absolutamente fora do vulgar o que se compreende porque levantaram-se diz porque tem que preparar muitas coisas por mais que repartam tudo com
os pais às vezes sobra mais eh para as mães e portanto imaginar que este este movimento todo vai ter um fim no final do dia chegamos sempre à aquele patamar em que os pais e as mães dizem Finalmente nós conseguimos sentar num sofá e a seguir adormecemos e portanto crianças hiper estimuladas e pais hiperativos depois dão um bocadinho isto porque depois nós nem nem sequer paramos para pensar as crianças têm menos autoestima porque nós lhes exigimos demais e é é incompreensível nós não temos tolerância ao erro nós achamos que os nossos filhos têm que ser
sempre os melhores na ância de tirar impressão aos filhos as mães dizem b não não precisas de ser o melhor quase como quem diz mas se forse nós não deitamos for e nessas circunstâncias são tantas tantas tantas tantas as exigências que tem sobre eles que de repente quando um filho tem um 1 no final do período Bom Há um alarme generalizado então nas escolas nem se fala porque aquela criança de alguma forma h está em perigo várias vezes pergunt diz mas já repararam porque é que eles às vezes acabam por não ter desempenhos ao nível
daquilo que nós gostamos primeiro porque eu sei que pode parecer feito dizer isto mas há imensos bons professores mas há um ou outro que não são bom professores fantásticos às vezes estão no momento da vida muito difícil e depois e há professores que adoram explicar uma matéria que eles próprios eh percebem bem e que de alguma forma estão ali sempre açar e Há outras matérias onde não é Definitivamente a praia deles depois há ali uma químic Zinha fora do lugar e depois numa turma oficialmente O despachado o inteligente o tímido e outras coisas do género
isto pega-se à pele dos Miúdos e depois feitas as contas no final do período claro que tudo isto se vai repercutir de alguma maneira e claro que lá temos nós os resultados a pender sobre a cabeça deles claro que nós podemos perguntar assim mas os resultados tê alguma coisa a ver com a autoestima só tem porque não percam de vista que são os resultados que criam a motivação eu na escola na vida como nas atividades desportivas nós precisamos dos resultados para depois comermos A Relva irmos a jogo com mais determinação com mais fúria com mais
garra com mais paixão e não é por acaso que a determinada altura os nossos filhos dizem bom eh eu não tenho motivação que é uma maneira hábil dees a isto chamava-se preguiça que é uma maneira hábil dees dizerem como eu não tenho certeza que vou ganhar eu agora vou estar para canto Desculpem a vulgaridade da linguagem baldar um bocadinho que é uma maneira de dizer pronto eu posso até nem ter muito bons resultados Mas fico sempre com a sensação de que não os tenho não porque não seja bom porque não me apetece se sujar os
calções e os nossos filhos fazem Isto sistematicamente às vezes eles dizem pronto eu eu eu prometo que vou tentar estudar que é uma forma tão inteligente eles dizerem Eu prometo que vou tentar mas não garant é que consiga porque de facto a determinada altura isto que nós chamamos autoestima não é um defeito fabrico por mais a que possa parecer há crianças que por exemplo durante a escolaridade básica no primeiro anos do primeiro ciclo ensino básico são crianças que têm uma desenvoltura fora do lugar e que depois quando transitam para o quinto ano de escolaridade lá
vem um pouco toda esta insegurança como não podia deixar de ser e portanto estas circunstâncias não têm de facto a ver com um defeito de fabrico tem muito a ver com um conjunto de circunstâncias que na maior parte das vezes sem nos darmos conta pomos em cima dos nossos filhos ah os pais têm cada vez menos filhos e portanto por mais que não queiram têm tantas expectativas sobre os filhos às vezes querem que os filhos façam exatamente aquilo que os pais não conseguiram fazer quantas pessoas eu conheço que foram para a medicina não porque tivessem
uma paixão por medicina mas porque aquele era o curso do sonho do pai ou da mãe e nessas circunstâncias quando quando eles entram numa espécie de enredo errado em relação àquilo que são claro que vivem com exigências cada vez maiores e com o medo permanente de não estarem um nível aquilo que me preocupa são sobretudo estas exigências dicem assim os nossos filhos são inteligente o suficiente para fazerem e gestão na universidade nova medicina numa universidade qualquer ou ou por exemplo engenharia aeroespacial claro que são evidentemente que são depende muito depois da qualidade do ensino que
nós pomos ao seu dispor e da maneira como nós pomos ou não pomos pressão em cima deles não é por acaso que a par da epidemia atípica de autoestima baixa há cada vez mais B alação dos adolescentes que então é uma coisa que passa dos limites em que eles dizem e repetem e repetem que estão à beira do ataque de pânico e por mais que isto Valha como uma expressão que nem sempre corresponde àquilo que realmente é um ataque de pânico isto quer dizer o quê quer dizer que os adolescentes dizem para si próprios se
fosse uma pessoa como deve ser eu tinha sucesso a tudo como não sou bom em tudo não presto para nada os adolescentes quando L dá lhes dá para a demagogia ui não ficam nada nada há de ver os partidos mais populistas e nessas circunstâncias eles têm a ideia que bom serem bons serem bons em quase tudo em tudo como eles às vezes preferem significa que tem que ser bons na maneira como reagem aqui ou ali portanto um adolescente que tenha medo ou que tenha um episódio de ansiedade é um adolescente que fica a beira no
ataque de nervos e sempre a partir do pressuposto que está à beira de um ataque de pânico e e se me disserem assim é é normal que eles tenham medo só é então debaixo destas exigências todas só é aquilo que a mim me preocupa é que depois os pais ficam muito preocupados Quem são os pais que não ficam mas mas funcionam às vezes como uma caixa de ressonância em relação a isto e põe Pens no registro do gênero ó meu Deus se ele está com medo e inseguro significa que ele está mal temos que ir
a correr e e pô-lo num acompanhamento psicológico eu não tenho nada contra os psicólogos como devem imaginar mas às vezes tanto acompanhamento psicológico Por às vezes por quase nada não é razoável Não É sensato é precipitado e queria esta ideia de que no fundo eles têm que de facto ser perfeito não podem constipar não podem errar não podem ter uma paixão não podem ter uma birra com o professor ou com uma determinada matéria que de repente parece que a autoestima os arrasta de uma forma que vai para além do razoável claro que a autoestima significa
aqui no fundo a confiança que estes mios tê em si próprios que resulta das expectativas que nós colocamos neles mas também às vezes é bom que nós não percamos de vista do tipo de exigência que De algum modo dedicamos os seus comportamentos Há paises que são tão exigentes tão exigentes tão exigentes tão sufocantes na sua exigência que às vezes fica um bocado claustrofóbico dizer se ou não porque se está sempre com medo de que aquele sim ou aquele não não corresponder àquilo que a mãe ou o pai imaginavam que devia ser a resposta de um
filho e portanto isto criaes insegurança e esta insegurança toda faz faz mal às vezes estes Miúdos manifestam esta fragilidade de autoestima num maneira como vão o jogo no recreio eu acho que o recreio é tão importante que às vezes nós nem sempre lhes damos a atenção de vida são respondes dentro de casa senhores do seu nariz bom e depois chegam à escola e são as pessoas mais transparentes do mundo às vezes há pais que saem da reunião com a diretora de turma a pensar ela não estava a falar do meu filho porque meu filho em
casa é um E na escola é o outro completamente diferente significa que nós temos uma criança ótima saudável seguramente mas que está sempre encolhida a pedir desculpa por dizer que não a pedir desculpa porque está sempre mesmo na relação com os colegas com medo de não ter a resposta certa no momento exato e isto sim preocupa-me preocupa-me porquê Porque estes Miúdos Depois fazem escolhas defensivas ao longo da vida têm paixão por uma determinada matéria escolhem outra na qual sentem que T mais probabilidades de ter sucesso no imediato é quase como quem diz bom qual é
qual é a via mais gira da escola bom eu vou escolher outra quando se trata de querer namorar porque de repente eu não corro o risco de levar com não E com isso ficar num Mais Jesus por não estar ao nível daquilo que eu devo estar e portanto eu gostava que tivéssemos a no chão que a autoestima a confiança que as crianças têm tem muito a ver com estas relações mas obviamente traduz sem orgulho nesta capacidade delas irem em jogo de contarem com os outros para vencerem as suas dificuldades e não é uma afirmação de
vaidade uma afirmação falsa de vaidade aquelas pessoas que têm uma autoestima muito em alta não são pessoas tão seguras assim São pessoas que estão sempre a vender acima do seu preço de mercado Então são sempre pessoas que estão a dizer que os outros coitados têm aquelas minudências humanas que que faz com que tremam hesitam às vezes fiquem tristes e tudo mais enquanto elas parecem ser uma espécie de vulcões o que não é verdade a autoestima não é incompatível com o medo não é incompatível com a tristeza não é incompatível com as pequenas fúrias que fazem
parte dos nossos filhos e obviamente que isso faz-lhes muito bem à saúde mas cuidado uma criança com autoestima hoje não significa um adolescente que amanhã também a tenha porque a adolescência às vezes é um furacão os adolescentes de início ficam com o nariz que ocupa quase metade do rosto portanto eles sentem-se feios às vezes perdem tempo e tempo e tempo a despentear semse para ficarem escondidos debaixo do cabelo e portanto bom as fases da vida também têm ali oscilações na autoestima de uma criança ou de um adolescente e depois reparem Imaginem que de facto há
uma matéria ou há um professor que desencadeou pá um choque frontal e o miúdo Que adorava matemática passa a ter vómito só quando pensa na matemática e portanto às vezes há acontecimentos de vida que fazem com que ah se dê ali um rasgão na autoestima e já agora há grupos dentro da escola que fazem isso e grupos não me interpretem mal não significa que seja ali de um bullying assumido mas de um bullying Zinho que faz com que uma pessoa porque tem ocos seja um c sóculos porque é um bocadinho mais redondinha e porque é
o gordo e outras coisas do géo que fazem com que depois e então na adolescência tudo isto trema trema trema trema é evidente que eu não não não não não posso escutar tudo de uma vez temos muito mais oportunidades para conversar entre nós mas deixem-me só chamar a atenção de um pormenor que eu acho que é muito importante que tem a ver com a relação entre as redes sociais e autoestima as redes sociais são um sítio magnífico plural onde todas as opiniões convergem mas que às vezes é muito escorregadia um amigo meu costuma dizer que
até irrita porque as sopas as sopas de senora quando são fotografadas com fio de azeite para uma rede social são são tão incríveis que a melhor sopa que nós temos à frente nem sequer se equipara e eu gostava muito que isso ficasse claro muitos adolescentes muitos muitos muitos quant se confrontam com as redes sociais com o modo como o Photoshop dá uma ajuda como as pessoas se vendem nas redes sociais como se fossem perfeitas bom tivessem sucesso sobre sucesso e portanto o sucesso construísse a autoestima bom eh sentem sempre muito mais pequeninos as redes sociais
são as melhores amigas da baixa autoestima dos adolescentes nomeadamente e eles consomem tudo isto sem supervisão sem crítica sem pontuação da nossa par e portanto nós achamos entretidos e não nos damos conta como isso em suas prestações faz com que eles sanguem com o corpo se Zem com o tipo de alimentação com o vestuário com isto e com aquilo e portanto eu gostava que ficasse muito claro que a autoestima e as redes sociais nem sempre casam como deviam O que é importante nisto tudo é que os pais tenham a noção de que são pessoas absolutamente
indispensáveis para avaliar aquilo que está ali saltitar e que nem sempre está bem na autoestima de um filho e sempre que percebem que estas oscilações estes baixios se prolongam para além do razoável bom de vez em quando são saudáveis não vale a pena imaginarmos o contrário mas quando se prolongam muito para além do razoável significa que a autoestima é uma baixa é uma espécie de febre que traduz ou um episódio depressivo ou ou ali uma situação um bocadinho fóbica que que se vai estendendo estendendo estendendo e de repente Fog do que é razoável ou vamos
pegar no outro extremo quando um adolescente atravessa problemas familiares problemas no contexto da escola problemas problemas problemas e de repente parece ter uma autoestima de betão cuidado porque nem sempre Isso corresponde àquilo que pode parecer às vezes é uma fuga para a frente que Disfarça que de alguma forma põe pó de arroz sobre um conjunto temas que depois quando de repente pronto desmoronam em cima da cabeça de um adolescente faz com que ele trema trema trema E aí às vezes cai à pique e lá está mais uma vez os pais e as escolas as escolas
os diretores turm mas as escolas na sensatez de cada professor podem ser muito importantes para que em conjugação com a mãe e com o pai criem ali uma rede de leitura equilibrada sobre tudo isto não exijam aos adolescentes aquilo que não devem existir e percebam que a autoestima não é um processo que acaba aos 10 os 12 ou aos 14 é é um percurso que se constrói ao longo da vida e que Cuidado nem sempre uma criança como autoestima acima de todas as expectativas é um adolescente que depois quando se trata de se manifestar naquilo
que faz nas relações que tem ou até na maneira como a mãe ou pai o professor acaba por ser um um alg com uma autoestima tão sensata que sirva de exemplo para que um adolescente a olhar para ele Diga sim é ótimo crescer sobretudo porque as pessoas crescidas erram enganam-se engasgam mas ainda assim tem a clar evidência de perceber cada vez que nós nos enganamos temos uma oportunidade para não ficarmos presos a um só erro e para crescermos mais do que sem os erros alguma vez CR Y