[Música] O que é falar de macumba no sentido de falar de ancestralidade afro-brasileira em Curitiba em 2016 falar de identidade cultural Udo que a gente viendo tanto racismo hoje a gente não fala de identidade de um ponto de vista só nós somos múltiplos né diversos culturalmente a diversidade da do ser humano [Música] [Risadas] né sim macumbeiros tocadores de macumba fazedor de epoca sim senhoras e senhores somos seres mágicos de fé fluida profunda e Serena somos da cena da casa do hê e do Aché homem e mulher retintos sararás de sarav ou Colon fé motumbá minha
irmã que bom tla aqui geralmente o artista negro tanto no teatro como na televisão Ele sempre tá a serviço da história do outro da história do de um branco de coisas que muitas vezes você não se identifica você não você não se vê representado ali a presença do negro ela foi durante muito tempo anulada como se ela não fizesse parte da história daqui de Curitiba da história do Paraná né Curitiba é uma cidade que tem preto mas a gente não costuma ver mas tem muitos e a gente tá fazendo essa peça para que as as
pessoas possam entender que existe preto e que a gente tem direito a todos os lugares é mais que uma peça de teatro é um posicionamento de vida um posicionamento político algo que a gente leva pra vida a gente faz de nós para nós e por nós mas também dialogando com o outro lado né que não estamos nos colocando em oposição porque estamos no mesmo barco mas não estamos falando de democracia eu tô muito feliz de estar podendo dizer as coisas PR para outros negros que precisam ouvir mais que para Branco porque não é educar que
eu acho que a gente quer é mais trazer força pros negos que estão aí trabalhando todo dia e que sofrem esse preconceito todo dia na pele sabe é dizer para eles que eles podem ter poder é dizer para eles que eles podem continuar lutando é dizer para eles que a gente tá aqui é dizer para eles que a gente conseguiu várias coisas mas que a gente pode cons [Música] M então macumba tem a ver também com com esse fortalecimento de identidade principalmente a identidade cultural essa origem essa raiz entender a herança cultural Negra como uma
contribuição civilizatória na concepção do Brasil não só na construção do que é edificado materialmente mas e principalmente no que é edificado imaterialmente a contu da comg no que se pode dizer de [Música] Brasil quem sou eu sou o meu passado os meus antepassados um barco um mar revolto no azul e branco de tintas em uma tela intenso como a tempestade que esse mesmo barco enfrenta como se dele nascesse uma força uma vontade própria de não naufragar superação quem sou eu o misto de [Música] tudo r a gente parte muito dessa coisa multilingual que é o
teatro negro onde dança teatro e música dialogam Numa simbiose muito profunda não há uma hierarquia entre essas linguagens para mim o corpo é tão importante quanto o texto esses movimentos essas coreografias elas surgiram do que a Nanda chama de poeirão a gente começa a improvisar ainda sem o uso da linguagem verbal apenas com o corpo a gente vai pue erando através de música através de de trabalho de expressão corporal através de contenção em cima dessas imagens a gente visualiza essas imagens cria material corporal partituras cênicas e a partir delas é que a gente vai desenvolver
o espetáculo a gente chama de poeirão porque a gente joga um monte de material para cima e depois eu venho catando e costurando esse trabalho acredito que é um trabalho muito pessoal mesmo e muito de cada um que a gente foi discutindo durante o processo e que veio à tona assim coisas das nossas histórias das nossas memórias das nossas famílias das nossas trajetórias Enfim boa parte dessas movimentações desta deste trabalho surgiu deste poeirão levanta poeira para tirar o tesouro eu sou o caos no meio do Silêncio Eu também sou o silêncio no meio do Caos
Quando penso sobre quem sou eu meu peito aperta uma ansiedade misturada com Euforia toma conta de mim às vezes eu não me reconheço às vezes quando paro Transformo em meu próprio espectador reconheço por um instante respiro aqui dentro Há muito amor mas também há muita sombra pois a pergunta que não quero calar Por que que o poder político ainda não está em nossas mãos pois existência não há mais motivos para que nós maioria da população brasileira responsável por eleger inúmeros candidatos de representação política nos doamos Bras o centro do poder político primeiro ensaio aberto foi
aqui o segundo foi o terreiro do pai Maneco Então são visões são Sensações impressões desse público completamente diversificado e eu concordo com ela que a parte do partido político ali ela estoa e aí ali parece que rompe que bom eu acho que essa intenção né quas vezes você sentiram excluídos dos nossos partidos e talvez esse público que a gente encontrou no terreiro pai Maneco sua maior parcela brancos não tiveram as mesmas Sensações do ensaio daqui tantas certezas emaranhadas em tantas dúvidas tanto chega tanto já não consigo mais o poder que assusta o olhar de quem
vê o olhar que se esconde quando deveria gritar tantos medos quantos não Eles não sabem tantos e quantos entr relados de sentimento gritando dentro de um agrupamento de células células tão Chei de ritmos tão fortes tão musicais tão belas e tão eu e tão mais eu do que nunca é possível você ter um empoderamento negro em todos os sentidos então pra gente é muito important poder e realizando isso e ter esse esse Resgate a Nanda ela tem um processo que acaba buscando assim dentro da música ancestral mesmo imagens dentro do corpo dos atores que fez
com que eles trouxessem movimentações incríveis e nisso a banda toda era era quase experimental um começava batendo na madeira alguém soprava uma garrafa e dis a música ia se criando e eles iam criando e de repente eu não via mais os atores sabe eu via formas eu via movimento que era uma coisa emocionante demais deixa ela toar você deixa ela toar você né Eu fui pesquisando a questão do da Musicalidade no candomblé na umbanda nas religiões de matriz africana em geral até mesmo pesquisei coisas da da música Negra norte-americana tem muita coisa oculta de ataba
de Batu dessa sutileza da Musicalidade Negra a gente vem pra Curitiba pensando a gente só vai encontrar branc aqui e encontrar uma negrada no projeto encontrar atores negros encontrar projetos desfiles encontrar coisas afirmativas aqui é muito muito muito muito importante para entender como funciona o Brasil é a primeira vez como jornalista que eu vejo sentido na palavra processo de criação porque assim no meio jornalístico a gente virou até um pouquinho piada assim o jornalista não tem muito o que perguntar a o seu processo criativo virou um clichezão assim entende agora esse é um caso que
inclusive na hora de tratar com alguns colegas eu falei ó nesse caso não é um Clichê a gente não vai utilizar os elementos e dos escravos porque nós né os nossos ancestrais não eram escravos Eles foram escravizados quando eles foram pegos na África né não eram com aquelas roupas que eles chegaram aqui que eles se vestiam lá uma palavra que também rege a cenografia é o negr que a gente quer como se travestis tudo de negro então todas as cadeiras a mobília os bancos são forrados de estampas étnicas trabalho tinha que ser rico tinha que
ser empoderado porque negou né Eu sou movimento movimento este que é incessantemente variado eu sou a inquietude da criança o ritmo Frenético das metrópoles a imprevisibilidade do clima Curitibano a incógnita um baú por vezes muito bem chaveado eu sou brilho nos olhos mas sou também sangue nos olhos eu sou aquela que não se contenta só em ver a banda passar mas que também quer fazer parte da [Música] banda negro que a Gir vai começar negro negro que a vida vai começar neg neg que a gira vai começar negro negro que a gira vai começar negro
negro que a gira vai começar negro negro que a gira vai começar oando contra escravidão per de nação que sofriam as atrocidades eu tenção a se deixar no macra cicatrizes coração coragem de esperança Lando por libertação [Música] masa seu de chamar or e a joga joga um Malé [Música] a para que um negro com poder milhões de respostas vem a minha cabeça mas o que vale dizer neste momento é que um negro com poder significa pug no sistema quebra da ordem estabelecida democracia com valia Vitória ancestral significa negros enegrecer empros espaços midiáticos [Música] para que
um negro com [Música] poder eu sou pod eu sou poder eu sou o poder eu sou o poder Rep podel a minha alma e o meu cabelo vela minha p a minha história nada ningem tenho poder de tirar a minha péra de tirar o minira de tirar o meu dinheiro de tirar a minha roupa eu sou o poder eu sou o poder eu sou o poder eu sou o poder eu sou o poder eu sou o poder