Bom, essa então é a terceira parte de um conjunto de aulas, eh, em que a gente tá tratando sobre temas relacionados à prevenção, a gerenciamento e tratamento de comportamento interferente, tá? Então, eh, nós falamos um pouquinho, né, do desses termos no no primeira aula, falamos sobre assentimento, na segunda aula, começamos a falar sobre funções do comportamento, como é que se eh operacionaliza comportamentos, né? E hoje a gente vai tentar eh retomar um pouquinho sobre esses assuntos, tá bom?
Eh, eu lembro que eu passei quatro ah materiais para vocês e eu acho que valeria a pena oportunamente de vocês hã acessarem eh materiais que podem contribuir com a mais conhecimento de vocês sobre esses assuntos, tá bom? Então, eu mandei h alguns materiais, deixa eu tentar abri-los aqui para facilitar a apresentação para vocês. Ah, o primeiro documento que eu ah compartilhei com vocês é um material que já é bastante conhecido na literatura, que é um material chamado Ajude-nos autismo, ajude-nos a aprender, tá?
Eu quero trazer o documento, né, dessa página aqui que é o 4. 11, tá, na página 59, mas à frente do documento é esse aqui. É um documento que foi traduzido, tá?
E ele tem muitos conteúdos que eu acho que vale a pena vocês darem uma uma lida, tá? A Margarida Hoffman é autora de um dos principais livros na área da análiseamento de avaliações, que é esse livro aqui, tá? Então, a Margarida, ela ela faleceu faz mais ou menos uns ah uns 3 anos, tá?
3 4 anos e é uma uma brasileira com uma grande contribuição dentro da análise do comportamento no Brasil. Esse livro, inclusive, passo a passo, o seu caminho, ele traz toda uma avaliação e planejamento de intervenções e análises do comportamento, tá? Então, esse livro aqui e aí ele eu vou trazer para vocês, pra gente discutir alguns conteúdos e eh eu quero trazer daqui a pouquinho pra gente falar sobre eles aqui, tá bom?
O outro documento que eu quero mostrar para vocês é a um livro que ele foi ah ele já não tem mais ah publicações, não sai mais tiragem, por isso então a gente, né, eh eh compartilha ele online, tá? que é um livro muito bacana que é sobre como formular objetivos comportamentais. Esse esse livro ele não é só referente ao comportamento interferente, tá?
ele para qualquer objetivo, inclusive para vocês trabalharem lá no planejamento de intervenção, eh, para mensurar qual é o comportamento alvo e na hora de falar sobre metas, como que vocês descrevem a realmente a meta, evitando a descrição por subjetividade, né, por inferência, por hã intenção do indivíduo e de em vez disso escrever em termos comportamentais, tá? eh, comportamento. E aí ele precisa contemplar algumas características que uma delas é ela ser observável aquele comportamento, tá?
Eh, então mesmo num cálculo matemático, num sentimento, a gente vai descrever aquilo que quaisquer outras pessoas, audiência consiga observar, tá? Então é muito bom que vocês possam dar uma lida nele. E uns uma parte que eu que eu gostaria eventualmente de tratar com vocês seria aqui nessa página 45, em que a gente consegue fazer exercício sobre isso, né?
Ah, de fixação sobre o que que é um comportamento interferente, tá bom? Aqui, nesse caso, não vai falar exatamente o comportamento interferente, mas ele é um bom exercício pra gente falar sobre como é que a gente descreve comportamentos, tá? em vez de descrever intenções.
O terceiro documento que eu compartilhei com vocês eh então um material produzido eh eh por alguns autores que eu não não os conheço, tá? Mas ele é gratuito na internet, tá? Que é esse material aqui, manejo eh de comportamento, comportamento comportamentais eh de criança com transtorno espectro do autismo, né?
condições de inclusão escolar. Então, ele vai relacionar um pouco mais a à escola, tá? Eh, é um documento do MEC, tá?
E hã já tem aí, né, 10 anos esse material. E eu vou tratar com vocês numa certa parte, né? Eu gostaria que vocês também se exercitassem a partir da página 34 aqui, em que a gente vai falar um, ele vai falar um pouquinho sobre eh as formas da gente identificar comportamento eh interferente, antecedente, resposta e consequência, tá bom?
Então, ele vai falar de algumas estratégias. Ele não é puramente em análise do comportamento, tá? mas ele se baseia nela para poder falar sobre esse assunto.
E o último documento é um trabalho produzido eh por um profissional e por um eh guiado por um profissional analista de comportamento de alta qualidade, tá? Eh, que foi publicado como um e-book, ele é um e-book gratuito inclusive, tá? Por isso que a gente também se disponibiliza a compartilhar.
E ele é um é um n publicado inclusive na formato de um artigo também, tá? Que é o Márcio Borges. Ele é um dos autores, daqueles principais livros, né, princípios da análise do comportamento, um livro amarelo, que é talvez um dos mais lidos dentro do Brasil sobre eh e introdução análise do comportamento.
E ele então publicou vários das vários conjuntos de artigos. Ele compilou num num num e-book, tá, sobre estratégias científicas. E uma das coisas que eu quero, vale vale a pena vocês é é esse autor aqui, tá?
É o é o Márcio, tá bom? Ele ele é uma sumidade dentro da análise do comportamento, tá bom? Eh o que eu gostaria de trabalhar com vocês eh na explicação também das funções do comportamento, tá bom?
Ele traz uma linguagem bastante digerível que vocês podem dominar, tá bom? E ele vai falar inclusive de estratégias, tá? Então, a gente vai falar um pouquinho daqu, talvez começar a falar um pouquinho hoje mais eh mais aprofundadamente na frente para falar sobre as estratégias de intervenção, tá bom?
E aí tem alguns termos que a gente pode tratar aqui, talvez vocês vão precisar eh estudar mais em outros contextos, tá bom? Então vamos lá, vamos voltar à apresentação. Eu lembro que essa minha apresentação, ela não tem a finalidade de que vocês se tornem especialistas, tá?
Eh, no assunto, tá bom? Mas que vocês eh tenham conhecimento de forma que ah possam trabalhar de forma eh colaborativa, de forma interdisciplinar. Então, a minha sugestão é que vocês eh tenham conhecimento sobre isso para receber orientações do que faziam serem pego de surpresa ou mesmo e que acontece na maioria das vezes, nem participar das decisões, das orientações coletivas em equipe, seja vocês trabalhando para uma clínica ou de forma autônoma, né, junto à equipe do de atendimento de algum aprendiz de vocês, nem é chamado porque eh acredita que vocês não vão ter mínimo conhecimento sobre sobre esse assunto e hã também eh pela justificativa de que muitas vezes profissionais de educação física não somente não ajudam, mas eles atrapalham.
Infelizmente a gente precisa mudar esse cenário. Então eu falei na primeira aula, quem é que tem a autonomia para tomar as decisões e em geral é alguém eh com uma especialidade nesse assunto, tá bom? Então, não é um uma eh um conjunto de informações que cada um que atende o aluno vai tomar por si próprio, tá?
A chance de ter uma de ter uma ah ah intervenção incorreta é muito grande. A literatura traz muito isso. Todo mundo acha que sabe fazer alguma coisa porque tá olhando numa certa perspectiva, sobre um certo olhar no no intervenção.
Então é muito importante que vocês saibam, né, como falar sobre isso das aulas de vocês, como é que vocês eh possam sugerir formas de mensurar sobre isso e possam de alguma maneira antecipar os tipos de estratégias, mas não são vocês que vão decidir pro aluno de vocês, ah, mas eu ato, atendo um aluno só eu que sou terapeuta, tá? Tratar com comportamento problema é urgente, é emergencial, é fundamental, mas não há o risco de você piorar esse quadro é grande, visto que todo mundo que lida com alguém com comportamento problema já tentou fazer de alguma maneira, tentou abraçar, tentou tocar, tentou direcionar, tentou falar atenção para uma outra coisa. E se esse aluno apresenta comportamentos, problemas, é também produto de um monte de gente que tentou fazer isso.
Assim como alguém tá com dor de dente, a gente não vai se meter a arrancar o dente dessa pessoa, fazer alguma coisa. Nós procuramos um especialista quando alguém tá com uma dor de cabeça intensa e há alguns dias ninguém vai pode tentar fazer alguma eh ah alguma coisa paliativa, mas você deve buscar um especialista para isso. Comportamento interferente no sentido de trazer prejuízo pro dia também precisa ser direcionado por um especialista.
E o que a gente tem na literatura são analistas do comportamento que dispõem de ferramentas para avaliação e intervenção de forma mais eficazes. Eu falei isso no na primeira aula, que a medicação ela não propicia ensino de novos comportamentos. Então, se o indivíduo tá apresentando um um quadro tão prejudicial para ele ou para outros, a medicação ela pode emergencialmente eh eh estabilizar a o quadro, mas ela não é não gera ocasião pro pro indivíduo aprender como se comportar daquela maneira em futuras ocasiões, tá?
Então, muitas vezes a a utilização da medicação faz com que aquilo seja resolvido temporariamente. Todas as pessoas se sentem um pouco mais aliviadas, né? Então esse o uso da medicação reforça negativamente, né, o comportamento de dar a medicação, né, para aquele aluno.
E isso tende a que as pessoas se sentam aliviadas e não buscar intervenção. Então, tomem muito, muito cuidado com o uso da medicação, não porque ela não é benéfica, né? Ela tem, obviamente, tem prejuízos, mas eh que eu também tratei na primeira aula, mas eh o maior prejuízo é as pessoas despreocuparem com a intervenção, tá bom?
Então vamos lá. Eu eu tava falando um pouquinho na última aula, né, sobre como que a gente faz perguntas para poder definir se aquilo é um comportamento problema, se é realmente interferente. E ah, o penúltimo slide que eu tratei foi falando sobre como é que a gente descreve, né, como é que eu vou dizer pros outros colegas, como é que eu vou compartilhar eh o que é esse comportamento, né, o que que ele faz.
Então, pra gente dizer como é que alguém está se comportando, na perspectiva da análise de comportamento, essa descrição, essa forma de falar não é baseada na intenção, não é baseado na subjetividade. Então, não vou dizer que o aluno tá cruel, eh, o meu aluno quis fazer tal coisa, o aluno preferiu fazer tal coisa, o indivíduo eh eh gostava, né, ou não gostou de alguma coisa. Eh, a em termos comportamentais é exatamente, né?
Ele jogou o objeto no chão, ele levantou o braço em direção a outra pessoa. Tudo isso é de forma observável, forma comportamental que deve ser descrita. Então, então eu trouxe alguns exemplos.
Maria faz birra. Esse termo birra, ele não descreve observavelmente o que é que ser feito. A criança birra poderia ser feito no sentido de jogar no chão, né?
de bater os pés, de pagetar alto, de cruzar os braços, né? Não se diz aqui quanto tempo, não se diz aqui qual o efeito, né? Eh, então o termo birra, ele é um termo subjetivo, é um termo de inferência e é um termo que não é observável, tá?
Então, não é um termo que a gente deve utilizar nessas ocasiões. Caio, morde o braço do João quando o recreio termina. Aqui a gente tem a descrição exata, qual é o comportamento e também aí no próprio texto tem a descrição do antecedente, tá?
Então é sobímulo antecedente dada a remissão resposta que é o o que faz, o que mordeu, tá bom? Pode ser ampliada essa descrição colocando frequência, colocando intensidade, colocando outras características. Podem, mas aqui já temos uma descrição que ela é objetiva, clara e comportamental.
Samuel é cruel com seus colegas. Esse termo cruel também é um termo subjetivo que a gente deve evitar em vez disso, usar outros termos. E esse material que eu trouxe para vocês, tanto de definição do objetivos do eh autismo ensine-me eh a eh esqueci agora o outro nome do do livro, né?
Ensine-me eh esqueci agora, mas eu vou vou falar vou voltar nele para vocês, tá? Eh, ele também vai ajudar vocês a pensarem como pode ser rescrito esse termo. Pedrinho chora e diz não quando é hora de sair da piscina.
Exatamente. Aqui nós temos tanto um comportamento, né, a gente chama operante, eh, que ele tá agindo sobre o ambiente, chorando, né, mas ele também diz não. E aí, nesse caso aqui, como exemplo bem exemplificado na na outra aula, alguns colegas, né, a maneira como ele se comportou aqui foi verbal, né, ela não foi, ela ela modifica o ambiente sem que seja direto, né, na mordida.
Então, o tipo de operante, uma característica do comportamento que a gente chama de comportamento verbal, tá? Então, verbal ele vai alterar o ambiente. Isso é necessariamente da ação direta, né?
De pegar, de morder, de tocar, de chutar. Então eu falo não, eu eh peço alguma coisa, eu posso alterar o ambiente sem a necessidade, né, de uma, no caso, de uma comunicação, que se a gente analogamente seria a linguagem do indivíduo, sem necessidade de alterar alternativamente. Se eu falo não, eu altero a pessoa, né, no sentido de não fazer tal coisa, não movimentar.
Então, a comunicação ela é desenvolvida, né, pela pelo pelo por humanos com a forma de alterar o ambiente sem a necessidade, né, ou seja, entre aspas, de comunicar algo, né, sem a necessidade de de intervir diretamente. Então, nesse caso aqui, a descrição de um comportamento interferente a uma descrição comportamental verbal também, tá? E quando é hora de sair, então, da piscina.
Então, eh, se a gente pudesse melhorar essa frase ainda, né, quando, né, alguém falou hora de sair da piscina, seria mais detalhadamente, mas aqui é uma descrição bastante comportamental eh e operacional desse termo, tá? Então, à medida que a gente tem, então, a descrição desses comportamentos, a gente aumenta a probabilidade da gente definir qual é o comportamento e entender um pouco mais os motivos. E aí eu entrei nesse slide, né?
Ah, que é a primeira coisa que a a equipe, né, vocês vocês devem saber acompanhar o processo. Então, quando a gente tá lidando com comportamento interferente, muitas pessoas querem no primeiro momento querem já pensar em soluções, tá? Isso tem várias pesquisas que a comunidade que lida com pessoas com interferentes, especialmente na comunidade brasileira, a gente tem uma uma cultura de ficar criando, pensando estratégias antes mesmo de dar o diagnóstico, de entender esse problema.
Se a gente não tiver o diagnóstico, a chance da gente criar um comportamento problema, eh, de a gente não intervir adequadamente comportamento problema é grande. Então, a primeira coisa é identificar esse comportamento, tá? Então, eu falei lá para vocês, descrever ele é importante, né, quando vocês se reunirem, falarem para as pessoas qual é o comportamento e não subjetividade.
Depois entender a função desse comportamento e aí a gente vai se aprofundar um pouquinho mais. E aí eu trouxe para vocês também naquela aula que quando você tá lidando com um comportamento interferente, um a forma que ele faz é pra gente descrever, mas não é a forma que ele faz que vai eh definir o diagnóstico daquele comportamento interferente, porque dada uma situação eh o indivíduo pode se, por exemplo, se jogar no chão, chorar, bater em outros, levantar a mão, cruzar os braços, se arranhar, ele pode se apresentar com eh forma por motivos diferentes. Então, a hora que a gente for descrever operacionalmente, nós vamos precisar, além de descrever o que ele fez, descrever sobre quais condições isso aconteceu, ou seja, quais foram os antecedentes, descrever também o comportamento, a resposta e as consequências.
Tecnicamente, descrever o comportamento é descrever esses três elementos, tá? Muitas pessoas dizem que descrever o comportamento é só a resposta. Não.
Paraa análise do comportamento, comportamento é para analisar o comportamento é todos os elementos: antecedente, resposta e consequência, tá? Então eu poderia dar o exemplo, né? Dada uma atividade em que h eh eh eh é dado a hora que os professores vamos brincar, né?
o indivíduo se joga ao chão, hã, o professor pega a criança no colo, tá? Então é aqui de uma descrição comportamental do antecedente, da resposta e da consequência. Dada a instrução, né?
Eh, vamos brincar de futebol, por exemplo, eh o indivíduo se joga no chão e o professor, o professor dá acesso a ele especificamente ir ao parquinho, tá? Então aqui a gente tem o se jogar no chão igual em duas situações, é a mesma resposta, mas o comportamento é diferente, tá bom? Embora vocês vão se deparar com muita gente chamando resposta, só resposta de comportamento, tá bom?
Dada a instrução, vamos fazer o exercício, tá? O indivíduo se joga no chão e o a aquele aluno especificamente não eh termina a atividade, tá? Então, dada outra resposta, como por exemplo de o indivíduo falar: "Não quero ir", essa resposta não é selecionada, que comumente as pessoas insistem que o aluno faz.
Hora que ele se joga no chão, as pessoas então falam, tendem a entender que aquele aluno tá frustrado, então, né? Diminui a demanda ou atrasa para ele fazer, a gente chama um uma um outro comportamento aqui, tá? Mas ele pode acontecer isso também, isso sem mesmo uma demanda, sem a presença de pessoa, sem a presença de itens.
Então, aí a gente vai eh procurar entender, né, que eh eh que mesmo sem a mediação social, o indivíduo tá apresentando aquele comportamento interferente, pode se rotular isso como comportamento mantido ou reforçado automaticamente, tá? Então, se a gente conseguir entender a função, né, qual é o comportamento, isso aumenta a chance da gente escolher uma intervenção com com maior probabilidade de sucesso, tá? A gente tem sim uma comunidade aqui, eu trago clara, mais uma vez aquilo que eu disse, né?
Existe um uma cultura das pessoas planejarem a intervenção sem entender a função. Isso amplia a probabilidade de traumas pro indivíduo. E é quanto mais pessoas tentam incorretamente usar intervenções, eh a a as o controle, né, os motivos de um comportamento interferente acabam aumentando.
Então, por exemplo, se determinada o comportamento interferente num primeiro momento, ele acontece, por exemplo, por fuga de demanda, então, por exemplo, eh, tô, não quero fazer umada da coisa, aí eu cruzo o braço, alguém vai lá, insiste, aí eu jogo tudo pro chão, alguém vem e me tira da sala de aula. Então esse comportamento pode estar sendo ali reforçado negativamente paraa saída da tarefa, mas a hora que eu saio da sala, eu encontro uma criança e alguém me dá um brinquedo e aí então no futuro, além de eu fazer aquele comportamento de jogar as coisas no chão para sair da tarefa, eu posso fazer isso para poder acessar uma outra coisa. A função aumenta, que é antes que era reforçado negativamente para sair da demanda, agora ele pode ser reforçado positivamente para acesso a um item, tá?
Então, o exemplo que eu trago aqui, né, que é exatamente esse. Então, eu posso ter batido em alguém, alguém me tira da sala, mas aí hora que eu tô lá fora, alguém me leva para para passear, né, para fazer alguma outra coisa. Então, esse esse esse esse comportamento ele ganha funções.
Por que que eu quero dizer isso? Porque essa tentativa de tirar da sala é uma forma de lidar com isso e é uma forma de intervir sobre isso que muitas vezes, na maioria das vezes, piora esse comportamento interferente, tá? Então aqui eu vou descrever um pouquinho com um pouquinho mais de detalhes, lembrando que não é o propósito de fazer com que vocês sejam especialistas nisso, mas entender um pouquinho mais do exemplo de cada uma das funções do comportamento interferente.
Então, o comportamento, por exemplo, pode ser eh a gente chama de reforçado positivamente, lembrando, quando por determinada a ao emitir determinada resposta, o indivíduo acessa alguma coisa como consequência e no futuro essa resposta aumenta em frequência, aumenta em intensidade para acessar a mesma mesma consequência ou similar a consequência que no passado foi consequenciada. Vou repetir. A gente só pode dizer que determinado comportamento foi reforçado positivamente se no passado foi consequências de acesso a alguma coisa, por esse motivo que esse comportamento foi reforçado.
Então vou deixar vou falar com uma outras palavras. Não é o fato do aluno chorar e eu entregar o celular para ele que eu estou necessariamente reforçando esse comportamento para eu saber se esse comportamento foi reforçado. Pensa numa numa numa numa numa numa roupa forte, numa armadura que eu vou reforçar alguma coisa.
Então, e esse esse eu só posso saber se esse comportamento que o aluno fez interferente foi reforçado se ao dar o celular no ou celular ou dar alguma coisa no futuro ele tem mais probabilidade de fazer isso no futuro, aquela mesmo comportamento. Então, se é ele chorando que eu dou o celular e aí no futuro ele tende na presença do celular a chorar mais vezes e não outro comportamento, esse comportamento de chorar foi reforçado no passado pela pelo acesso ao celular. Então, não é por um episódio.
A gente não pode saber a função por um episódio. Ah, meu aluno, a mãe foi lá, ele tava chorando, deu o celular. reforçou esse termino.
A gente usa a gente acaba usando, utilizando, ah, ela tá reforçando o comportamento, mas a gente só vai saber se que realmente aquele comportamento de chorar pela presença da mãe a entrega do celular foi reforçado, se no futuro esse chorar diante da mesma situação aumentou em frequência. Então não é só por um episódio que a gente vai saber. Que vocês tenham clareza sobre isso, tá?
Outra coisa, não se reforça a pessoa, se reforça o comportamento, aquele comportamento de chorar, tá? Ele, por exemplo, um aluno, em vez de chorar e eu falo: "Não, se você pedir por com gentileza, né, com cuidado, né, se você levantar a mãozinha, se você fala, se você apontar pro celular, se você me entregar a fichinha, eu te entrego o celular. " Que que a gente tá fazendo?
A gente tá tentando reforçar outro comportamento para acessar o celular. Então, em vez de reforçar o comportamento de chorar para ganhar o celular, eu posso então treinar ao indivíduo a pedir para acessar essa mesma consequência. Ou seja, eu tô tentando reforçar um outro comportamento que não o de chorar.
Então, eu posso estar reforçando positivamente, de forma inadequada, que é reforçar o choro, e eu posso reforçar positivamente o pedido para acessar o celular, tá bom? Muitas vezes o celular não pode ser acessado nessa hora. Então, uma parte da intervenção não é só ensinar comunicar respostas interferentes, mas ensinar outras respostas do tipo tolerância e de outras maneiras também, tá bom?
Em vez de simplesmente pedir, porque a gente não pode só porque a gente tá pedindo para pular no rio de madrugada que alguém vai deixar. Não é porque eu tô pedindo o celular de uma outra pessoa que ela vai deixar. Não é porque eu tô pedindo para tocar no corpo de uma outra pessoa que a pessoa vai deixar.
Então tem alguns comportamentos que não podem acontecer, não é porque eu tô pedindo a massinha para engolir que alguém vai deixar alguns. Então na hora do tratamento não é só ensinar uma resposta alternativa, mas também ensinar a tolerância para não determinado, não realizar determinados comportamentos e também ensinar interesse por outras coisas. São um conjunto de estratégias, tá bom?
Então aqui é reforçamento, a gente tem entender que o comportamento é reforçado socialmente, eh, a gente vai chamar aqui é um um comportamento mantido por mediação social na presença de pessoas, tá? Então, se a gente, o indivíduo em geral, não unicamente, tá? em geral, na presença de pessoas que tendem a reagir.
Reagir pode ser chorando, pode ser rindo, pode ser brigando, pode ser elogiando como consequência da emissão de comportamentos interferentes, de choro, de grito, de bater, de derrubar alguma coisa, tá? Então, em geral, comportamento de agressão, de raiva, destruição e autolesivos. Na literatura, autolesivos tem esse nome, CIB, tá?
E a sigla é selfindury behavior, ou seja, comportamento de autolesão. Esse é uma característica muito separadamente muito estudado, que é CIB, que é autolesivo, tá? É machucar a si próprio, se bater, eh, se arranhar, né?
Jogar-se no chão, né? a coisas que trazem prejuízo pro próprio indivíduo, tá? Normalmente a a emissão dessas respostas comumente produzem consequências de atenção sociais na na forma de reprimenda, de interrupção, de resposta, de conforto, né, pro aluno, consolo ou tentativa de envolver o indivíduo em uma atividade alternativa.
Vamos fazer tal coisa. Embora essas interações possam parecer eh inevitáveis, porque as pessoas acabam fazendo até mesmo interromper temporariamente o comportamento, elas também podem funcionar reforçando esse comportamento. No futuro, essa mesma maneira de se comportar pode ser aumentar em frequência.
E se aumentar em frequência ou intensidade pela pelos primeiros episódios de acesso à consequência atensional, a gente vai rotular, a gente vai diagnosticar esse comportamento como um comportamento interferente, um comportamento problema, um comportamento autolesivo ou comportamento agressivo reforçado positivamente. Isso. Então, prestem atenção.
Reforçar positivamente pode ser tudo um processo. Então, olha, esse comportamento foi reforçado socialmente. Isso é um processo, isso é uma coisa que acontece naturalmente na sociedade.
As pessoas choram, a gente tende a a falar: "Poxa, tá tudo bem" e tal. E em geral para outros comportamentos, essa mesma consequência social acaba não sendo dada. Então, algum comportamento é selecionado em detrimento de outros, tá?
A a análise do portamento vem da do principal noção da eh seleção pelas consequências. Então, a gente tem um repertório de se comportar. Determinadas consequências fazem com que algumas respostas sejam selecionadas em detrimento de outras respostas e aí a gente vai construindo o nosso repertório diante das situações em que a gente é exposto, tá?
Então isso é um processo, o comportamento foi reforçado positivamente. E aí a gente pode então ao conhecer esses tipos de procedimentos, como é que o indivíduo se comporta, por que ele se comporta de tal maneira, por que ele aprendeu a chorar diante da mãe e não aprendeu a chorar diante do pai ou diante de outras pessoas? aquele comportamento foi selecionado e não outros comportamentos, porque na a presença desses comportamentos diante de uma ou outra audiência, esse comportamento não foi reforçado diante de uma certa audiência.
Esse comportamento, essa forma de responder foi reforçada, tá? Então a gente começa a perceber que diante de alguns cenários alguém faz isso e diante de outros cenários não fazem. Ao entender esses processos, a comunidade consegue criar procedimentos.
Então eu, em vez de eu reforçar o comportamento de choro dando carinho, eu posso saber que eu posso dar atenção pro meu aluno sem muita intensidade quando ele chorar, porque eu não vou deixar de acolher quando o indivíduo tá e chorando, que seria uma intenção de triste, um rótulo de triste, tá? Eu não vou deixar de dar atenção quando ele chora. Entretanto, eu posso dar mais atenção quando elit um outro comportamento no sentido de pedir ajuda, de querer falar sobre a si próprio, né, ou de falar a si próprio, né, se aproximar de mim como uma expressão eh eh de tristeza, né?
E eu posso, quando ele levanta a mão e fala sobre determinado ah, eu não estou bem, eu posso dar mais atenção para essas situações do que para outras outras respostas, por exemplo, chorar. E aí o indivíduo tende a, em vez de chorar, emitir essas outras respostas. Isso aí se torna então um procedimento, desde que eu entendendo o motivo, eu crio maneiras de outras respostas serem reforçadas para isso.
Então, na perspectiva do assentimento que eu falei na aula para vocês, na aba na contemporaneidade, a gente não vai deixar de dar atenção para comportamentos interferentes, porque um aluno que tá se batendo, eu preciso necessariamente ir lá interromper, eu preciso minimizar, eu preciso cessário, eu preciso manejar, mas eu posso dar atenção para outros comportamentos alternativos, para comportamentos incompat atíveis para que outros comportamentos sejam reforçados de maior intensidade e no futuro essas respostas em detrimento de se bater sejam eh tenham maior probabilidade de acontecer, tá bom? Então, entender o que que é o processo de reforçamento positivo de um comportamento interferente em diferentemente do procedimento de intervenção com com reforçamento positivo, tá? Eh, outra coisa, então uma um outro uma outra função, às vezes mesmo despretenciosamente alguém pode reagir a um comportamento interferente, a um comportamento de agressividade, de autolesivo, né, eh, emitido por uma outra pessoa, entregando a ele algo que lhe parece interessante.
Então, olha aqui, toma uma água, pega esse brinquedo aqui, vamos fazer um desenho, né, desviando a atenção, né, fortalecendo. Então, eh, aumenta a probabilidade de, ao dar isso, no futuro, diante de cenários parecidos, o o indivíduo fazer aquele comportamento que no passado foi consequenciado com essa coisa que ele gosta, de preferência, tá? Então, como uma criança começa a chorar, cospe e joga o objeto em seu irmão mais velho quando vê ele brincando com o tablet.
Então, então ele recebe o tablet ao fazer esse tipo de coisa. Se por um acaso, olha, olha só o tipo de resposta, ó, uma criança começa a chorar, cosp joga objeto na presença do irmão mais velho, quando vê ele brincando com Tap, então recebe o tablet. Essa resposta então pode ter sido selecionada em detrimento de outras respostas que no passado não tiveram acesso ao tablet.
Por exemplo, se o irmão mais novo pede pedir, fala: "Me presta o tablet" ou "Tenta tomar da mão dele". Então aqui é um comportamento verbal, comportamento não verbal, um comportamento operante. Então, eh, a gente chama tudo é comportamento operante, mas alguns comportamentos são verbais, tá?
Eh, quando ele pede ou tenta pegar, o irmão mais velho não cede, não entrega, tá? Mas se ele tentou resposta um, pedir, não teve consequência de acesso ao tablet. Resposta número dois, tentou pegar, não teve, mas aí ele bate em si, o arranha ou cosp no aluno, então, né, a audiência que é o aluno, o irmão mais velho, tá tudo bem, eu percebi que você tá triste, você tá bravo, entrega o celular.
Então aí no futuro é mais provável que a resposta três e não a um e na dois seja selecionada, tá? Então a isso é um processo a gente olhar para esse cenário e falar: "Olha, eh, sabemos que se você negar ou se você pegar ele, ele vai eh bater com mais força, então vamos reforçar outros comportamentos". Aí já é um procedimento, é uma intervenção de reforçar um outro comportamento que não aquele de bater em si próprio ou bater no irmão ou cuspir no irmão para poder pegar.
Esse é um um tipo, não tô falando que é o melhor, é um tipo de intervenção, que é reforçar um outro comportamento, que pode ser um comportamento, qualquer outro comportamento, ou pode ser reforçar o comportamento alternativo ou incompatível. A gente vai chegar sobre isso ainda, tá? Estamos falando aqui da identificação da função.
No futuro, há mais ou menos chance do irmão mais novo pedir adequadamente pelo tablet? Menos chance, tá? Não quer dizer que ele não vá pedir, porque se no passado pedindo ele teve acesso, esse repertório pode se manter, ele continuar pedindo.
Mas se ele pedir sempre, não tiver acesso ao tablet e quando ele se bate ou cos irmão, ele acessa, é mais provável que ele emita essa comportamento que no passado teve sucesso, tá bom? Uma outra terceira, então nós falamos o reforçamento positivo por atenção social e um outro também é social, só que a gente chama acesso por item ou atividade de preferência, tá? Na no caso de vocês aí, né?
Ah, quando a gente, né, um aluno exe comportamento interferente, a gente vai lá e muda a atividade. É isso, é reforçar positivamente, né? Ou é um uma forma de intervir reforçando positivamente para acesso à atividade ou item de preferência, tá?
quando é algo tangível, é somente não é a entrega de algo deliberado, a gente vai chamar de repensor social por atenção, tá bom? Muitas vezes acontece as duas coisas, te dá atenção e dá um item, tá? Em outra maneira é pela retirada de algo que esteja incomodando o indivíduo, tá?
Um outro tipo de consequência social para comportamento problema é o término de uma atividade ou atraso para alguma coisa acontecer, tá? Então, indivíduos que se engajam em formas perigosas de se comportar como agressão, geralmente são não são obrigados a concluir um trabalho ou assistir, né, ou não são obrigados a assistir algo porque eles são em geral entendidos como perturbadores pros alunos, né, ou para outras pessoas. Então, eh, alguém pode, né, não querer fazer uma atividade sozinho e alguém e a outra pessoa fala: "Não, você vai ter que fazer, mas isso na presença de outras pessoas, eu não quero fazer".
e gritando na presença de outros colegas. A professora então entende que deve eh liberar aquele aluno, porque se não liberar aquele aluno, outras pessoas podem ficar mais irritadas ainda, atrapalhar o aprendizado de outros. Então, por conta dessa eh observação, né, que num determinado ambiente ele não eh aquilo não é aceitável, né, ele gritar ou se bater na frente outras pessoas, a gente tende a minimizar a a o desconforto do aluno para que aquele comportamento seja saciado, tá?
Então, por exemplo, uma mãe, a hora que a criança pede um chocolate antes do almoço em casa, a mãe pode falar: "Não, você não vai comer". Mas, né? né?
E aí ele se joga no chão, a mãe fala: "Você não vai comer". Mas se ele se joga no chão no supermercado e derruba alguma coisa, na presença de outras pessoas, a mãe pode se sentir envergonhada e no supermercado e não em casa. no supermercado, ela tende a entregar alguma coisa para minimizar aquela situação.
Tudo isso são processos, então que o indivíduo aprende a se jogar no chão mais frequentemente no supermercado do que em casa, porque em casa essa consequência não eh a consequência para esse comportamento é não a é a aquela consequência. No caso aqui a gente tá falando de eliminação de alguma coisa, tá? Então, no caso da mãe, quando ela tá se sentindo desconfortável com um aluno se jogando no chão e aí ela entrega alguma coisa, o comportamento da mãe de entregar é reforçado negativamente pela eliminação do aluno ficar passando vergonha na mãe, tá?
para aí. Então são episódios diferentes. A gente tá falando no comportamento da mãe e da criança.
Então a criança não quer ficar, né, n supermercado porque tá achando aquilo muito intediante, né, essa achando entediante aqui é uma subjetividade, tá? Mas a criança, né, passado 15 minutos do tempo no shopping, ela se joga no chão, a mãe rapidamente vai eh pega ele no colo e vai pro pro caixa do pagamento, né? Então, o comportamento de se jogar nesse chão paraa criança elimina uma situação desconfortável, tá?
Então isso é importante vocês entenderem para qual para qual episódio, para qual indivíduo a gente tá tratando, tá? Então aqui então há uma eh uma criança começa a chorar, cóp joga o objeto em seu irmão mais velho. Opa, desculpa.
Eh, quando exibe esses comportamentos interferentes, né, eles podem até ser mandados para casa ou um castigo quando uma tentativa de punir o comportamento, né? A gente sabe muito bem nas nossas escolas antigamente, quando alguém apresentava um comportamento diferente, ficava de ficava sem ir pra escola. Quem odeia a escola, esse comportamento interferente aumenta em frequência, porque aí ele fica, né, sem precisar ir pra escola no futuro, tá?
Ou então alguém não gosta de ficar ficar na sala de aula, eu bato em alguém, alguém me tira da sala de aula. A probabilidade desse comportamento é aumentar em frequência é grande, tá? Porque, né, elimina uma situação desconfortável para aquele indivíduo, tá?
Lembrando pra professora, a hora que ela retira um aluno que tá atrapalhando a aula, tira da sala, a professora agir dessa maneira, né, se comportar dessa maneira, tirando o aluno da sala de aula, também reforça o comportamento da professora de tirar um aluno quando ele exibir esse comportamento eh de gritar na aula ou bater em outras pessoas. Então, o comportamento da professora também é reforçado negativamente pra gente entender porque cada pessoa age de de determinada maneira. A gente tá não tá olhando só pro aprendiz, a gente tá olhando também pro nosso, porque que a gente continua agindo dessa maneira, tá?
Então, embora isso possa diminuir, né, essa tirada da sala de aulogo, pode reduzir a taxa de comportamento do problema, é possível que o término ou o adiamento de certa atividade possa funcionar como fuga, né? E aí aqui são dois termos que vocês precisam que vocês entendam, a fuga e a esquiva são dois tipos de comportamento eh reforçado negativamente, tá? A fuga é quando a gente se livra de algo aversivo.
Então, por exemplo, eu estou na presença de um determinado cachorro, eu me bato e alguém eh me tira daquela situação de presença do cachorro, tá? A esquiva é, eu vou pro, alguém me leva para algum lugar que eu sei que eu vou, no passado eu encontrei cachorro, então eu bato em mim mesmo ou eu bato em outras pessoas e alguém não me leva para aquele lugar onde no passado eu encontrei cachorro. Então, se eu estou em contato na hora com o estímulo aversivo e eu exibo um comportamento autolesivo, agressivo, aquilo é chamado de comportamento de fuga.
Agora, se eu não quero eh no passado, eh, eu começo a a eh eh me colocar em contato em situações que vão me sinalizar que eh eu vou encontrar um um controle aversivo e aí então eu eh não acesso, eu faço de tudo para não acessar esse comportamento, a gente chama de esquiva. Então, por exemplo, nas lutas, né? Então, uma criança que na hora que vai lutar, ela ela começa a na hora que tá ali na no meio da luta, ela começa levar um um arranhão, alguma coisa, ai eu não quero mais, eu começo e existe uma e aí alguém fala: "Tudo bem, você tá desconfortável, para, para de lutar".
este de fuga, mas o indivíduo antes da competição, que no passado ele teve comport, ele teve uma situação eh chateação para ele, ele começa, né, evitar, falar: "Ah, eu não quero ir pra competição, não quero ir, não quero ir". Isso é um comportamento de esquiva, né? para evitar ali o acesso a alguma coisa, para prevenir acesso àilo que no passado foi aivo.
Então, muitos alunos de vocês às vezes exibem um comportamento de esquiva, que é não querer ir para uma aula de vocês, porque no passado a aula de vocês pode ter produzido comportamento, pode ter produzido a a eh situações desconfortáveis para esse aluno. Algum aluno, só de você mostrar o painel de alguma atividade, ele já se joga no chão. Isso é um comportamento de esquiva.
A aula não tá acontecendo ainda, o exercício não tá acontecendo ainda. Isso é esquiva. Agora ele no meio do exercício ele começa a errar, ele se joga no chão.
Isso é um comportamento de fuga. Os dois são comportamentos reforçados negativamente. Um para sair da situação, está na situação aversiva e sai dela.
Outra para evitar a acesso à aquilo que no passado foi desconfortável. Tá bom? E o último que é reforçamento automático, que ele pode ser positivo ou negativo.
Então, algo que o indivíduo faz produz o seu próprio organismo uma consequência que aumenta a probabilidade dele responder da forma daquela maneira, tá? Então aqui, ó, alguns comportamentos, problemas parecem persistir mesmo na ausência de mediação, mesmo não tendo pessoas, mesmo não tendo acesso a item, não tendo tarefa, né? E são ele normalmente comportamentos do tipo engolir o ar, travar, ranger os dentes, ruminação, comportamento estereotipado, comumente podem ser comportamentos reforçados eh positivamente de forma automática.
Então, há uma linha de estudos que entendem que nesses casos as respostas relativas ao comportamento eh comportamento problema produz efeito em si próprio, no próprio organismo. E aí esse comportamento é reforçado automaticamente, né? não com acesso a alguma coisa externa, mas do próprio organismo.
Então, por exemplo, se bater, a própria sensação pode pode, né, eh, produzir isso. Há uma outra linha de pesquisa que diz que não há comportamento reforçado automaticamente, simplesmente a gente ainda não conseguiu entender quais são as variáveis, mesmo na ausência de pessoas próximas, eu posso ter aprendido a fazer isso porque no passado, ao bater, outras pessoas ouviram e se aproximaram, me deram atenção, me tiraram da sala ou me entregaram alguma coisa. Então, por mais que naquele episódio não tenha mediação social, pode ser que ele aprendeu a responder daquela maneira por um histórico de mediação medial social.
Por isso que a gente não deve rotular um comportamento, diagnosticar um comportamento por um episódio apenas, tá? Então, esses comportamentos não são fáceis de serem identificados, porque as as consequências que que ele pode estar acessando são inferências, a gente não consegue observar, né? Então a gente chama isso, por exemplo, ah, ele faz isso para se regular, né, para eliminar alguma coisa.
seria um exemplo de reforçamento automático negativo. Essa regular não é um termo da análise do cortamento, porque a gente não sabe o que você tá algo incomodando. Eu sei que para mim bater isso aqui causa uma situação desconfortável e é menos provável que eu faça isso diante de uma situação natural, mas eu posso fazer isso se tiver uma coisa pior machucando, aí eu posso vir e bater isso aqui para poder tirar um perne longo, tá?
E nesse caso, né, eh, eu não bati para para sentir a dor, eu bati para eliminar uma outra dor negativa, tá? O que seria uma picada ou um bicho que tá me machucando, tá? O reforçamento negativo, então, é fazer se comportar de determinada maneira, em geral auto lesivo, que elimina algo desconfortável.
Então, a redução do desconforto que isso produz, né, pode manter ou aumentar a frequência da intensidade. Então, ao sentir uma dor, uma irritação, muitas vezes a gente esfrega ou coça o olho, tá? Essa é um reforçamento negativo, porque não tem mediação social, não é?
É a própria resposta do meu próprio organismo que elimina essa coceira, essa dor. Se eu tô com dente e eu bato aqui, pode ser que em algum momento essa dor de dente diminua. Então o me bater pode estar diminuindo, diminuindo essa dor.
Então a gente chama de reforçamento negativo. Muitas vezes comportamentos autolesivos, que lembra que eu falei de CIB, eles são motivados, são reforçados negativamente de forma automática, tá bom? E aí a gente tem na próxima aula, então como é que a gente vai medir essas coisas, como é que a gente vai documentar.
Então hoje é que eu falei bastante sobre as funções, o que que é processo, o que que é procedimento, tá? de reforçamento de cada uma dessas situações. Eu vou interromper a aula e vou conversar com vocês um pouquinho sobre isso.
Vou lembrar agora então algumas questões que eu quero que vocês façam, tá bom? Eu quero que vocês respondam essa questão, exercício 10 e 11 documento ajude-nos a aprender. São essas questões que vão estar lá no ajude-nos aprender.
Eu quero que vocês respondam. Exercício 10. e o exercício 11, tá bom?
Eh, e o outro exercício que eu quero que vocês façam, eu quero que vocês façam uma descrição de um comportamento eh de eh de um processo de um processo de reforçamento negativo e o a diferença para um e um a descrição de um procedimento de reforçamento negativo, tá? Então é exercício 10 e 11 do livro Ajude-nos a aprender e um exemplo de um processo de reforçamento negativo de comportamento interferente e um procedimento de intervenção de reforçamento negativo, tá? Então, ou seja, algo que acontece naturalmente, que a gente sabe que aquele comportamento vai ser reforçado, a gente um processo natural, né?
sem ninguém propositalmente tá reforçando negativamente e um procedimento de reforçamento negativo de comportamento interferente. Tá bom? Falei demais e acho que foi produtivo.