Hum. Não tenho medo de nada e de ninguém. Eu sou um cara sereno.
Você é da paz. Sempre foi a vida. Sou da paz.
Se meu carro pegar fogo ali embaixo, eu não deixo apagar. Deixa queimar. Deixa queimar.
Não tem. Tem seguro. Seguro paga.
Segura. Eu eu tive um câncer de próstata e eu vinha toda semana, segunda, terça, quarta, quinta e sexta. E lá de Garatá é o Cílio Libanês para fazer radioterapia, porque para minha idade não dá para operar, não precisou operar.
Então só com radioterapia e curei, graças a Deus. E um dos dias que eu fui lá com a Ângela, um senhorzinho que vai pegar o carro na garagem de trás na hora que manobrista, manobrista, ele veio, ô seu Sérgio, amassei a porta do seu carro. Tem uma Land Rover branca, hum, a diesel.
amassei a porca do seu carro, fui lá, só isso. Foi afundou a porta. Fica tranquilo, meu filho.
Fica tranquilo. O senhor, o senhor eu vou tá aqui R$ 20. Não, não quero.
Pega caixinha para você. Não, senhor. Esqueceu.
A gente mora em São Paulo. Eu pego um tonto aí, amassa meu carro, eu troco a porta e acabou. Não vai ser nisso.
E depois tem uma coisa, eu falei para ele aqui, essa diretoria aqui é meio louca, vai mandar o senhor embora. Quantos anos o senhor tem? 74.
O senhor tá trabalhando, senhor não tá roubando. Tinha uma senhora sentada no banco que a Ângela ficou ali com ela. Era uma pessoa rica, com muito diamante, joia.
Uhum. Ela tava esperando o filho que vinha buscar e ela olhou aquilo e eu conversando com ele, falou: "Não, senhor, fica tranquila, por favor. É, não é isso aí.
Eu não me chamo lata. Fique em paz. Ainda falei para ele, se meu caro pegar fogo, deixa queimar.
Não é essa coisinha aí que vai me incomodar, não. Tá bom. Dá um abraço aqui.
Isso. Legal. Aí eu falei, vem, vamos.
Fui pegar a anela, ela falou: "Seu Sérgio, com licença. " Pois não, senhora. Agora eu sei porque o senhor é amado e querido.
É. E você é amado. Mas você sempre foi assim, né, Sejão?
Isso é, isso é ser humano. Eu sou assim. Mas Serjão, você sempre foi desse jeito, né?
Desde, desde sempre. Desde sempre, né? Quantos anos você com quantos anos você começou na música?
Com 18. Com 18 anos. Isso era antes da Jovem Guarda.
Antes da Jovem. Bem, né? Comecei nacler, onde era a gravadora que era dirigida pelo Diogo Moleiro, que era palmeira da dupa Palmeira e Bia, boneca cobiçada, lembra?
E o Ted Vieira que era do sertanejo, autor do menino da porteira de junto de Chico de Jun de do Rei do Gado. Mas quando você chegou lá na Chanta Eclés, você não foi pro sertanejo? Não, porque eu fui, eu eu cantava com o nome de Johnny Johnson.
Johnny John era Johnny Johnson. Todo mundo tinha um nome gringo, né? É o Márcio dos falava isso aí é nome de preservativa mas fala dá dois Johnny Jones aí para não Johnny J é verdade.
Cabeça é Márcio dos Vitos que sacariava que saudade dele então e depois falou não dá Sérgio Bavini não. Minha mãe é Reis. Clara Reis Bavini.
Hum. Aí o Sérgio Reis é bom. Aí o o o Teddy Vieira mexendo nos arquivos lá e e o Palmeiras falou: "Ô Tedy, Sérgio Reis é bom, né?
" Ele olhou, falou: "Sérgio Reis, Sérgio Reis é bom e foi. " Então você está batizado, fui batizado como Sérgio Reis pelo Diogo Moleiro que era Palmeira e o Ted Vieira, autor na perteira. E o primeiro grande sucesso, primeiro de todos, primeiro de todos, o grande foi coração de papel.
Coração de papel esse. Mas esse foi jovem guarda, não foi? Esse foi 66 67 66.
Então é a música minha, mas mesmo assim a turma pensa que eu caí de paraqueda no sertanejo. Não, imagina. Nunca, nunca.
Eu era um menino de Santana, meu parceireste zona norte aqui de São Paulo. Zona norte. Nunca não tenho nenhum parente no interior, nenhum.
Não tinha pé vermelho, né? E eu gostava de Tonique Tinoco na Band, na beira da tuia. Olé terça-feira, minha gente, lá nós voltemos aqui cantar e eu gostava na beira da Quando eu fiz 10 anos, meu pai me deu uma violinha, viola caipira.
Eita c por que que você gosta, filho? Porque o som da viola é bonito. Papai não sabia tocar viola e afinou como violão.
Eu aprendi tocar violão numa viola, tá? Eu tenho essa viola hoje 74 anos. vai fazer 75 tá comigo eu vou levar vocês lá em casa para vocês ver o que eu fiz você fez um tipo um museu n vai ver museu não, não é museu é outro nome.
Se fosse um acervo um acervo. Pronto. Museu é uma coisa a Ângela, essa chácara que nós moramos é da Ângela.
Ela tá lá há 40 anos. Ela recebeu uma uma semente de de um de do do do de uma árvore e ela plantou. Era um pé de cedro rosa.
Nossa, deve ser a coisa mais linda. Deve ser a coisa mais linda. Nossa, coisa ano.
Aí nós fizemos uma redoma de vidro em toda a volta octoginal coberta, iluminamos e lá dentro tá todo meu troféu, minha vida. Lindo. Debaixo do pé de baixo do pé.
E garatá. E garatá. E o prefeito, meu amigo, falou: "Você vai morar na Alameda Pedro?
Não tem nome lá, vai ser Alameda Pé de Cracana. batizou. Então, você já tá lá 40 anos?
Não, eu tô lá com a Ângela. Tô há três há três anos nessa nesse local. Nessa cidade.
É, em Garatá. Saiu da cidade, saiu do centro urbano. É, tô tá com saco cheio feliz.
Não, eu tô feliz não. Mas tô falando saco cheio do do centro urbano. Saco cheio de Mas para andar aqui dentro é triste, cara.
É, você vem pela Dom Pedro, você chega em Guarulhos, já começa o inferno. É verdade. Você tem nada.
É porque é muita, muito carro. Já se encheu o saco de muita coisa? Já mandou muita gente se já?
Não, eu sou eu sou tranquilo. Não, não, mas você não mas você não fala os perdido de vez em quando. Perdido, chega lá e fala: "Tudo bem".
Mas o Sérgio, Sérgio ajudou muito e ajuda até hoje muita gente. Ele não gosta que fala disso, mas ele ajuda muita gente. Ajuda.
É, você sabe que eu tenho um um sistema de vida completamente diferente de outros. A Ângela apavorada. Pai, precisa pagar.
Ângela, paga aí depois. Isso é porcaria. Eu curei meu a conta em 5.
000. Que porcaria de jura é essa? Ângela esa calma.
Entende? Calma. Vem.
Estourou a conta. Pô, chegou na chegou na pandemia aí. Na pandemia não tinha achou, não tinha nada que anos sufoco, né?
Sufoco. Aí caiu um muro nosso lateral para para ajudar, né? Tivemos que fazer esse muro.
Estourou mais um pouquinho. 245. 000 para fazer um muro mais muro, hein?
Imagina o tamanho da propriedade, hein? Aí, agora vamos fazer aí. Peguei, financiamos nossos dois caras.
Ela tem um Volvo blindado, eu tenho a minha L, financiamos. Tô faltando 50. 000 para pagar.
Fui no Ratinho. É muito meu amigo. Uhum.
Ratinho é uma alma que vocês não conhecem. Ratinho é alma boa. A gente conhece o Ratinho.
É alma boa. Conheci. Fui nele, Ratinho.
Tá acontecendo isso, isso, isso. Preciso de 50. 000.
Puxou o talão de cheque, fez, me puxou de um vibradê, me deu 50. 000, eu faço depois, pede seu irmão vender um show meu, eu vou lá e faço depois. Agora não dá porque não pode trabalhar tá bom, não preocupa, vai lá e faz.
Até hoje eu não consigo pagar o rat não. E ele nem quer mais. Eu já ele não quer mais.
E ele contou, você não vai lembrar disso. Eu e o Ronnie, nós somos lá no SBT, participar do programa dele. Faz quanto tempo, Ron?
São uns seis meses, talvez. Não, men foi acho que foi setembro do ano passado. Então, fomos lá e ele contou uma dessas histórias aí de 50.
000, E o que ali no camarim dele só tava eu, o Ron e ele. É, mas ele não falou nome. Ele não falou o nome.
Ele falou assim: "Veio um grande amigo nosso aqui na época da pandemia que tava precisando. Eu fiz e até hoje eu não quero esse dinheiro. Não quer.
" E eu fui, eu fui na fazenda dele gravar um programa de televisão com um amigo dele lá, tava lá no Paraná e fui lá numa das fazendas dele. Aí tava eu, a anja, chamamos ele, chamou num canto. E aí, Serjão, tudo bem?
Falei: "Ratinho, agora eu tenho condições de pagar. Aonde eu mando esse dinheiro? Vou trazer para você".
Não encha o saco. Não quero saber do dinheiro. Estamos aqui para falar de dinheiro.
Esse é o ratinho. Mas esse também é o Sérgio. Porque você também, você foi muito, você também foi muito largado disso.
Você sabe que eu tenho uma coisa. Aqueles que tentaram me prejudicar, eu tenho uma coisa, eu nunca fiquei com raiva e perdoei nunca. Você você acredita que essa tua serenidade e essa tranquilidade tem tudo a ver com isso?
tem tudo a ver com isso.