Olá, pessoal, tudo bom? Estou aqui gravando essa aula para vocês para ser esse recurso auxiliando no estudo de vocês sobre os gregos, tá? O objetivo dessa aula é dar continuidade àquilo que nós já estudamos sobre as a Grécia.
Na aula anterior, nós falamos sobre a formação da Grécia, as características do território, as características das etnias que ocuparam a península balcânica e formaram o que nós vamos chamar de povo grego, os helenos, como eles se identificavam, os junos, eh, os dórios, entre outras etnias que vão compor o mundo grego. Nós falamos também na semana passada sobre a cidade de estado espartana, Esparta, né, no caso, a cidade de estado de Esparta, e as suas características militares, as suas características na sua organização política e na sua organização social. Na aula de hoje, nós vamos estar falando sobre Atenas, a outra cidade estada importante.
Existe várias cidades, estados, só que nós vamos destacar essas duas que acabam rivalizando, né, pela hegemonia e o controle e a influência no mundo grego. Nós vamos estar falando sobre Atenas. Atenas é uma das cidades estados gregas formada principalmente pelos Júnioros, tribos Jônias vão se concentrar ali na Península Ática e vão formar a cidade de Atenas.
A cidade de Atenas, pessoal, vai passar por um conjunto de transformações. Quando se fala em Atenas, geralmente se lembra da experiência democrática que os atenienses passaram. Só que isso não é assim.
Há um processo histórico até a gente chegar lá. Atenas passou por várias fases. Atenas foi uma monarquia, Atenas vira uma oligarquia.
Atenas também teve uma experiência tirânica, houve uma tirania e por último uma democracia. Então nós vamos entender esse processo. Na maioria das vezes, quando é cobrado o tema de Grécia, o tema de Atenas, ou seja, no paz, vestibular tradicional da Unib, no Enem, nos grandes vestibulares, eh, Seúb, Católica, Aúfo, Unirio, entre outros vestibularáries, FVEST, etc.
Na maioria das vezes em que essa temática ela é cobrada de vocês, é principalmente a relação que o mundo grego, no caso a cidade de Atenas vai ter com a democracia, fazendo uma comparação, fazendo um um estudo de caso com o que nós temos de democracia hoje, tá? Então, na maioria das vezes, é para que você entenda a relação de democracia em Atenas e a relação do mundo contemporâneo eh sobre a democracia. Um outro tema também que é cobrado é a questão da cidadania.
a gente já viu isso entre os espartanos e aqui também não deixa de ser diferente. E também quando é cobrado faz essa relação, o conceito de cidadania em Atenas, no mundo grego e na contemporaneidade. Então vamos lá por partes.
Atenas, portanto, vai ser uma cidade formada pelos Júnios. Os júnios vão ocupar esse território e pelas condições geográficas, é uma cidade litorânea. Pelas condições geográfica, os Jnios vão se lançar ao mar, vão eh exercer uma forte atividade marítima.
O seu comércio vai ser voltado na atividade marítima, tendo contato com outras culturas, aperfeiçoando e refinando as suas técnicas. Os comerciantes e artesões vão ser muito importantes, não apenas do ponto de vista econômico, tá? Assim também como na própria titura dessa sociedade e vai ter impactos diretos na política, reverberando também em outros aspectos, tá?
Então, Atenas tem esse aspecto cultural e comercial muito forte pela sua própria formação, tá? Agora vamos entender como é que era a organização social. Em primeiro lugar, nós temos os eupátridas.
São os fundadores da cidade, tá? São os descendentes do Jonos, são aqueles de famílias nobres, são os especiais, tá? São eles que vão dominar a política da cidade de Atena por muito tempo.
Depois nós vamos ter os Georgóis ou georgis. Os georgóis são os agricultores, tá? São aqueles que estão ocupados com a atividade eh agropastoril no na cidade de Atenas.
Depois nós vamos ter os demiúgos, que são os comerciantes e artesões. São homens livres, tá? Que também são atenienses, porém a maioria está concentrada com a atividade comercial.
Eles que vão enriquecer muito durante esse processo e vão lutar por ter mais participação, por ter direitos de cidadão. E a gente vai observar isso eh ao longo do processo histórico. Nós vamos também ter os tetas, que são eh os marginalizados, são os mais pobres, e os metecos estrangeiros.
E os estrangeiros são dois estrangeiros que são gregos, que vão morar, vão residir em Atenas. E nós vamos também ter os estrangeiros que são eh fora do mundo grego. Esses estrangeiros de fora do mundo grego, eles vão chamar de bárbaros.
Conceito esse que os romanos vão se apropriar e vão também utilizar na sua formação histórica, tá? Dentro desse âmbito, nós vamos ter um conflito de interesse muito grande. Os eátridas pertencem a essa classe dominante, a esse grupo dominante que vão controlar as decisões políticas da cidade de Atenas.
E a gente tem outros segmentos que também buscam por mais participação, que buscam por ter um apoio, que buscam ter as suas reivindicações atendidas. E aí a gente tem os demiúgos, que pertence a esse grupo de comerciante, de artesões que vão buscar uma maior participação política. E a atenção reside principalmente entre esses grupos.
É claro que outros grupos também vão participar. Os guóis, que são aqueles agricultores que muitas das vezes se tornam dependente dos eupátridas pel uma relação de clientela, por uma relação de dívidas e essas dívidas vão gerar a escravidão. Esse esse é um dos grupos que mais vai ser escravizado na tescitura social da cidade de Atenas.
É nessa tensão que nós vamos ter apenas passando por algumas transformações, elementos esses que não são eh pacíficos. Essas transformações não são assim soluções simples, tá? Isso parte de alguns governantes sobre a demanda e a pressão de grupos sociais conflitantes.
Um deles é Drcon. Drcon é um dos primeiros eh governadores de Atenas que vai dar uma atenção a essa questão, a essa atenção. Diante desse cenário de conflito de guerra civil, Drcon vai estabelecer um código escrito.
Basicamente, gente, já existia um código de leis eh circulando em Atenas. Só que quem detinha o controle dessas leis? Os eátridas.
Essas leis, elas não estavam registradas em lugar algum. Para isso, era necessário consultar os eopátridas. E muit das vezes essa mediação não era tão pacífica.
Pátrios, eles manipulavam as leis de acordo com seus próprios interesses. Então, há uma demanda da população para que haja uma alteração. Eu me lembro quando eu eu estava na faculdade, a gente estuda um texto dos gregos analisando outras culturas, analisando os judeus, os meses que já tinham um conjunto de leis escritas.
Olha só da onde os gregos vão buscar eh inspiração para pro seu corpo jurídico. Eles vão buscar nos Mesopotâos. Eles vão buscar nos judeus.
Então eles passam então a desenvolver um código escrito. Drcon vai ser o primeiro a passar eh esse elemento. Nós vamos ter a tradição jurídica passando do âmbito oral para o âmbito escrito.
Não houve tanta inovação jurídica, basicamente o registro dessas leis em um conjunto escrito que possibilitou um conhecimento de todos daquilo que era realmente lei. Então, a partir de Drco, a gente tem essa característica do corpo jurídico sendo escrito, dando então uma maior parcela de participação, pois a população agora tinha acesso a essas leis, não estava sendo apenas no controle de um grupo. Um outro aspecto também do do Código Drconiano, porque ele vai ficar conhecido assim, é o aspecto rigoroso das leis em relação às aplicação das penas.
É por isso que essa expressão até hoje é utilizada no direito, né? a tal leia daconiana pela sua severidade. Então, acabou atribuindo esse esse aspecto mais eh esse aspecto conhecido em relação à severidade das leis, tá?
Um outro governador que vai trazer transformações, que vai liderar Atenas durante esse processo a partir de 621 anes de. Cristo é Solum. Solum de fato vai trazer contribuições eh para amenizar, porque as leis sendo escritas trouxe uma possibilidade de maior participação.
Não, ela trouxe ali um acesso à lei, mas não trouxe uma possibilidade de participação. A partir de solo, a situação fica diferente. Solo vai propor algumas alterações.
Nem todas vão ser completamente eficientes, mas já muda o cenário. a gente começa a ter o desenho daquilo que nós vamos chamar de democracia. Solo vai estabelecer a abolição da escravidão por dívidas.
Ou seja, parte da população ateniense estava sendo escrava dos eátrias por essa relação de dependência econômica. Ele estabelece então o fim de escravidão podível entre a ateniense. A escravidão não acabou, tá?
Às vezes o item ele quer te induzir ao erro ao dizer que Solon estabeleceu o fim da escravidão, já que Atenas é um símbolo de democracia. Então, automaticamente isso resultaria no fim da escravidão. A escravidão é um modos operante no mundo antigo.
Isso não mudou em Atenas, tá? Muito pelo contrário, Aristóteles, por exemplo, se eu não me engano, no livro a política, ele defende então a a vigência da escravidão, que o escravo ele tem uma essa natureza, essa essência de servir. Então, naquela composição daquilo que ele entende por sociedade, pela pores, o escravo ele é necessário.
Então, a escravidão ela não foi abolida. O que aboliu a escravidão por dívida entre cidadãos. Então, os Georgóis, que eram os agricultores que tinham essa relação de dependência, passaram a usufruir desse direito, então o fim da escravidão por dívidas, tá?
Um outro elemento que também vai contribuir é a divisão do território, uma espécie de reforma agrária, onde nós vamos ter uma redução dos territórios que eram dos eupátriitas. Perceba que solo ele vai fazer medidas, vai estabelecer medidas que acabam afetando os eupras com nós com essa espécie de reforma agrária, nós vamos ter uma redução desses territórios, desses grandes latifúndios, tá? E um outro elemento que é importante, tá?
Passa batido, mas a gente tem que levar em consideração no raciocínio da formação daquilo que nós vamos chamar de democracia em Atenas. Nós vamos ter a participação política sensitária por renda. Existe um grupo aqui muito rico, muito forte, porém é um grupo que não tinha tanta participação política.
Em um primeiro momento, a participação política está no domínio dos eupátas. Os guorgóis são escravos. Qual é o outro grupo político que nós temos aqui?
os demiúgos, os comerciantes, os artesões. Esse grupo fortaleceu, cresceu economicamente principalmente pela natureza da cidade de Atenas, principalmente pelo pela característica que Atenas vai ganhar no mundo grego, que é a atividade comercial, é ter uma grande frota marítima. Então, os demiúos ganham participação política a partir das mudanças e reformas estabelecida por solo.
Então, a política não está só o domínio dos, nós temos um outro grupo agora que também pertence a esse âmbito de cidadãos que que possuem autoridade política, tá? E nós vamos também ter a parte de solo, a reestruturação da eclésia, que é a assembleia dos cidadãos. Se a Assembleia dos cidadãos estava limitada aos eátridas, a partir do voto sensitário, nós vamos ter a inserção desse outro grupo, dos demiúgos, dos comerciantes, dos homens livres que eram atenienses, que era nascido de ateném não pertencia a esse elite, a essas famílias nobres.
E agora eles passam a ter uma participação política também. Quem ainda tá fora? Estrangeiros, tá?
estrangeiros estão fora, escravos, escravos também estão fora, tá? Mulheres também ainda estavam fora. Então, ainda é uma participação política limitada.
Tá bom? Nós vamos ter o estabelecimento da Bulé, o Conselho dos 400, que debatiam as questões da cidade, tá? assim como a tribuna da plebe.
Ou seja, nós vamos observar a partir das reformas de solo, a o corpo de cidadão sendo inserido nesse escopo político, sendo inserido nas decisões da cidade. Após a morte de solo, nós vamos ter ainda uma tensão social muito grande. cidade de Atenas era uma cidade grande, era uma cidade portuária, uma cidade litorânea, uma cidade que tinha uma atividade comercial muito grande.
E a efemescência social, ela não tinha sido apaziguado mesmo com as reformas de solo, mesmo com a ampliação da participação política. E isso vai pavimentar o caminho para aquilo que os gregos vão chamar de tirânicos, figuras populistas que com apoio militar vão conseguir chegar ao poder. Parte dos cidadãos da Grécia que ainda não tem esse direito e vão passar a ter são guerreiros.
Guerreiros que lutam pelos interesses de Atenas. Guerreiros que expandem os territórios, que ganham colônias, que cobram impostos. Esses indivíduos ainda não têm uma participação ao lado de figuras tirânicis, eles vão ganhar então uma participação política maior.
Pisistrato, essa figura popular, juntamente com seus filhos, vão governar apenas por 50 anos, pessoal. E algumas mudanças vão são vão ser feitas, tá? Nós vamos ter o fracionamento da propriedade fundiária, ou seja, esses os latifundos eles vão ser reduzidos ainda mais.
Nós vamos ter um uma distribuição desses territórios, fortalecendo ainda mais os dermiúgos. Uma urbanização apenas nesse período passa pelo seu processo máximo de urbanização, de transformação, um incentivo muito cultural muito grande, construção de templos, construção do paternom, construção de diversos centros culturais na cidade de Atenas, tá? Eh, pisistras vem a morrer, os seus filhos continuam no poder, porém não tem a mesma força política com ele, a mesma habilidade e vão acabar sendo retirado do poder por quem?
Pelos eátriatas, que ainda são uma força na cidade de Atenas. E os vão escolher um entre eles para governar, quem é Clistenis? Clistenis vai ser o responsável por ampliar também a questão da participação política.
Clistenis, como governador de Atenas, ele vai estabelecer a ELIA, ou seja, a assembleia, né, como órgão principal, ou seja, o a participação do cidadão agora, ela vai ser considerada e é o órgão principal. Aumentou o número de membros da Bulé. A Bulé era como se fosse uma espécie de Senado, tá?
é um conselho de 400 homens que também vão auxiliar na atividade, regulação das eh das decisões política. E uma outra preocupação, tá? A tirania trouxe algumas feridas para a cidade de Atenas.
Figuras populistas trouxeram várias seleumas e eles vão ter essa preocupação. Clans durante o seu governo vai estabelecer eh a o ostracismo, a lei do ostracismo. Um indivíduo que ele fosse considerado uma ameaça para paz e o bem-estar da cidade, havia uma eleição, uma eleição diferente.
Quem era o mais votado como considerado, como aquele que era considerado uma ameaça para os atenienses? Esse ele era afastado, afastado por 10 anos. Então, um sujeito que era levado aocismo era um sujeito que ele era afastado da cidade porque ele era conado uma ameaça, ele era uma potencial ameaça, ele era um potencial tirânico.
Quando eu falei tirania de pisístrato, naquele momento esse conceito não tem a ideia de déspota, mas é muito mais um conceito ligado à ideia de populistas. As palavras, gente, elas vão ganhar significado diferentes de acordo com o contexto histórico. O estudo da etimologia, ele é muito importante, mas a gente não pode desmembrá-lo do contexto histórico.
Determinada palavra pode ter um conceito. Um exemplo, aristocracia. Aristocracia tem um tem um tem um significado na Grécia e tem um significado completamente na França do século X, século XVI.
Então é a mesma palavra ao mesmo tempo, só que vai ganhar conotações diferentes. Tirânico naquele momento tinha a ideia de um líder populista, de um líder popular. A partir de de Clissnes, o tirano vai ter essa concepção negativa.
O tirânico vai ter essa concepção eh de um de uma espécie de ditador, tá? Um sujeito autoritário, um déspota. E a partir de de Clistner, algumas transformações são significativas.
Alguns historiadores vão até tachar ele como pai de democracia. E aí fica um debate entre solo e Crist, mas é importante que vocês entendam que Solon e Clistes são importantíssimos naquilo que a gente entende de democracia. O que que é democracia em Atenas?
é a participação do do do cidadão nas decisões da cidade. Porém, nem todo mundo é cidadão. A maioria das vezes que esse tema é cobrado em vestibulares, no Paz, no Enem, é justamente o debate sobre o conceito.
Cidadão em Atenas é o homem ateniense maior de 18 anos, filho de pai e mãe ateniense. Esse é o atense, o estrangeiro, não é? Então o eátrio é cidadão, é o o Georgi.
Sendo filho de pai e mãe ateniense, ele é cidadão. O o Demiurgo, comerciante, sendo filho de pai e mãe, ele é cidadão. Então a cidadania tá muito ligado a a ter essa origem ateniense.
Então o conceito de cidadão é isso. E e outra coisa, tá? A cidadania em Atenas ela é diferente.
Por que que ela é diferente? É uma cidadania direta. A nossa participação política, ela é indireta.
Primeiro lugar, vamos entender assim, o conceito de cidadania em Atenas ligado à suas origens, nascido em Atenas de pai e mãe atense, tem o poder de desfrutar das decisões políticas. Hoje cidadão é diferente, tá? cidadão no debate político é aquele que que usufrui de direitos civis, políticos e sociais.
Então, esses três elementos são importantes hoje. Hoje, tá? Então, a gente tem esse distanciamento de conceito, como ele era aplicado no mundo antigo em Atenas no caso, tá?
E como ele era é aplicado hoje, tá? O José Murilo de Carvalho, um importante historiador brasileiro na sua obra A construção da cidadania no Brasil, ele estabelece que a relação aqui no Brasil foi diferente. A gente tem primeiro eh a construção do direito civil.
Existe algo muito muito opaco ali na Constituição de 1824, tanto o direito civil quanto o direito eh político, direito à volta, que era sensitário, né? Na República e na inauguração da Constituição da República em 1891, a gente tem uma ampliação dos direitos civis, né? Todos são iguais perante a lei e também, mas não mudou o aspecto político, tá?
O direito civil houve uma ampliação, o direito político nem tanto, continuou sem citário. A mudança mais significativa é a partir da Constituição de 1934. Nessa Constituição a gente tem ampliação dos direitos civis, ampliação dos direitos políticos.
A mulher constitucionalmente poderia votar a partir de 34 e também os direitos sociais, principalmente em relação ao trabalho. Nós temos uma criação da justiça eleitoral, nós temos aqui também uma um uma preocupação com a justiça do trabalho e entre outras questões trabalhistas que passam estar inseridas na Constituição Brasileira. Então é diferente esse processo na história do Brasil.
Tá? E aí, só que não durou muita coisa, né? 34, 37 foi um golpe de estado com com Getúlio.
45, 46 a gente vai ter a retomada disso que é interrompido novamente em 64 até a gente chegar à Constituição Cidadã em 88, tá? Mas isso é uma outra questão que a gente vai ver só futuramente, né? Mas por que que eu trouxe isso?
Porque geralmente as provas fazem essa relação. Cidadania em Atenas, democracia em Atenas. É uma democracia que é limitada.
É uma democracia que não são todos que participam. Mulheres ficam de fora, estrangeiros ficam de fora, escravos fica de fora. 60% da população de Atenas ficava de fora das decisões políticas.
Então é um conceito diferente. Uma outra diferença, a democracia em Atenas, ela é uma democracia direta. Hoje nós temos uma democracia indireta e representativa.
Nós eh escolhemos representantes que, em tese, deveriam representar os nossos interesses. Diferentemente da democracia em Atenas, que ela era direta, o cidadão ele ia até a Eclésia, o cidadão ele ia até a Bulé e ele lá debatia sobre as questões da cidade. É nesse contexto que nós vamos ter eh aquele debate entre Sócrates e os sofistas.
Os sofistas eram mestres da retórica. Os sofistas eram aqueles que ensinavam a arte da oratória e da retórica, de como debater, de como convencer, de como discutir, de como vencer um debate. Então, era é uma arte extremamente valorizada no mundo grego, justamente por esse aspecto político, muito diferente de Esparta, que a gente tem uma cultura mais lacônica, né?
é um sujeito mais calado. Então, Atenas tem essa característica e essa é a diferença principal. A democracia ela era direta, diferente de hoje que é indireta e representativa, tá?
Depois nós vamos ter naquele âmbito ali chamado de período clássico, Pérexlis, que é por considerado também por muitos eh aquele que vai possibilitar o apogio da democracia ateniense. Mas lembrando, apogio para quem é cidadão e nem todo mundo é cidadão, tá? Eh, concluindo essa parte de Atenas, pessoal, a gente começa a entrar no segundo período ou no outro período que é o período clássico.
A gente dividiu a história de de dos gregos em várias fases. Préomérico, homérico, arcaico. Aqui a gente falou de Atenas e Esparta.
E aqui a gente entra no clássico. O último é o helenístico. O período clássico é o período da das grandes batalhas, o período das grandes guerras.
Nós vamos ter uma primeira guerra que é a guerra, as guerras médicas. O mundo grego havia ocupado não apenas partes da Península Balcânica, assim também como a Ásia Menor, muitas colônias ali onde hoje é o território da Turquia, muitas muitas colônias naquelas ilhas, muitas em Creto. Então o mundo grego havia se espalhado e tinha um grande império que tinha interesse em chegar essa região também, a Ásia Menor principalmente, que era a porta de entrada pro mundo europeu, que era os persas.
Daril vai ser então aquele que vai dar início ocupando esses territórios na Ásia Menor e entrando com em confronto com as colônias gregas. Diante dessa ameaça, os gregos vão se organizar e vão fazer uma confederação, uma importante liga chamada Liga de Delos. E essa liga, liderada por Atenas vai eh fazer importantes ações do combate aos persas.
Então, as guerras médicas é a guerra entre os gregos e os persas. Eu eu falei para vocês várias vezes que os gregos sempre estavam em conflito entre si, isso é verdade. Mas diante desse grande império, dessa força militar, os gregos vão fazer uma aliança.
Essa aliança vai exigir tributos, parte dos seus exércitos, etc. , para o controle das fronteiras e principalmente para combater a ameaça peça. As guerras médicas elas vão conceder então a vitória aos gregos que vão expulsar os peças.
Os peças acabam tendo que recuar. Primeiro porque não conseguiram vencer. Segundo porque conflitos internos dentro da Pérsia, tá?
Vão levar os peças a realmente recuarem. Durante o governo de Daril e de Xes primeiros, os peças vão tentar invadir, ocupar, vão conseguir até eh ocupar parte da Ásia Menor, vão conseguir chegar a Atenas, vão destruir parte da estrutura urbana de Atenas, mas com auxílio de Esparta e os peças vão ser tão derrotados e vão recuar. Diante disso, pessoal, nós vamos ter um cenário de paz, só que aquela ameaça ainda tá ali, ó.
Os peças podem voltar. Então o que que a vai fazer sobre o comando de Pix? Esse último governante que eu falei para vocês.
Atenas vai dar continuidade com a liga deos. Leva esse nome porque foi feito numa ilha chamada deos, tá? Depois foi transferida para Atenas, mas vai continuar com esse nome.
Eh, as cidades estados deveriam passar um tributo anual ali para que Atenas fizesse a manutenção de dos exércitos, dos soldados e das fronteiras e também parte dos seus soldados. Então, um tributo era pago para Atenas. Atenas, gente, teve uma parte da sua estrutura urbana destruída na guerra.
Os peças chegaram a ocupar o território. E que que Perx vai fazer? Perx vai pegar esse tributo e vai reconstruir a cidade de Atenas.
Então, ele vai passar a reconstruir e não apenas e reerguer aquilo que já foi, mas vai ampliar, vai construir uma muralha de de de 6. 000 m ali para para proteger o território, para proteger a região do porto. Então, Péx vai fazer um conjunto de transformações urbanísticas, transformando apenas na maior potência comercial naquela época, a melhor marinha eh que os gregos poderiam ter, tá?
Então, Atenas. E aí, só que as outras cidades ficam desconfiadas, né? Havia um conflito ali eh entre os cor e eh cidade de Corinto, uma outra cidade que era aliada eh de Atenas.
E até que um momento que isso vai desencandear em um evento maior. E aí a gente vai ter de fato a a liga de sendo desmembrada. E Esparta, já observando isso que tava sendo feito, se mobiliza, vai criar a liga do Peloponeso.
E a gente vai ter a outra grande guerra que é a guerra do Peloponeso. A guerra do Peloponeso é a guerra de aliados de Esparta versus aliados de Atenas. Preste atenção.
Os gregos passaram por mais de 30 anos de guerra contra os persas. Agora eles já estão se mobilizando em um novo conflito. Um conflito entre eles mesmos, envolvendo quase todas as cidades estados gregas, aliados de Atenas, aliados de Esparta.
Esse conflito também vai ser longo, vai durar mais de 20 anos. Esse conflito vai gerar um enfraquecimento geral de todas as poles. A gente tem vários homens morrendo, cidade sendo destruída, campos de produção sendo destruídos, sendo incendiados, levando um enfraquecimento geral.
Do ponto de vista militar, Esparta chega a vencer. A gente depois vai ter uma rivalidade com Tebas, que também vai buscar hegemonia. Aí acaba ficando nesse conflito.
Attenante dessa guerra, Esparta milit. Depois a gente tem um conflito entre Tebas e Esparta. Porém, diante dessa fragilidade, diante de um cenário de mais de 40 ou 40 anos de guerra, seja as guer a guerra do Peloponês, seja a guerra mética, tem um indivíduo ali ao norte crescendo.
Quem é ele? Felipe I, rei da Macedônia. Felipe I, rei da Macedônia, começa a expandir o seu território, percebe esse momento de fragilidade de todas as cidades gregas e domina de uma lapada só as cidades gregas.
Felipe I então começa a expansão daquilo que a gente vai chamar de império macedônico. Com a sua morte nós vamos ter o seu filho Alexandre Magno, que vai ser conhecido depois como Alexandre o Grande, sendo sucessor desse império. E tem um detalhe, Alexandre, ele foi tutelado, educado por Aristóteles, mesmo sendo ateniense.
Sendo grego, ele foi pago por Felipe II para educar o seu filho Alexandre. Alexandre, teve uma educação grega e isso vai contribuir para aquilo que a gente chama de helenismo, que é a quinta fase da história do mundo grego. O que é o helenismo?
O helenismo é uma difusão de elementos culturais gregos e orientais. Alexandre vai construir um império monumental desde a Macedônia, Trácia, mundo grego, norte do continente africano, pegando parte do Egito, pegando a região de hoje é a Palestina, Israel, controlando ali todo o território que era dos peças. Alexandre vai ser um império que vai derrotar os peças, chegando até mesmo ali ao território onde hoje é a Índia, tá?
Então, Alexandre em 10 anos vai construir um império assim absurdo e ele vai construir várias alexandrias. A gente conhece, a gente tem a mais conhecida ali no norte continente africano, mas estima-se que era mais de 19 alexandas que eram polos culturais. E houve durante e esse período uma difusão.
Observe aqui a sua prova, o paso, o Sebasc, gosto de usar esse termo sincretismo, essa mistura, tá, de elementos. não é simplesmente uma imposição cultural. A cultura e a a potência vencedora sobre os perdedores, não é isso.
A gente vai ter uma difusão. Elementos da cultura oriental, do antigo oriente próximo, da Pérsia, entre outras civilizações, com o mundo grego. Essa mistura vai produzir aquilo que a gente chama de helenismo, tá?
Na filosofia vocês vão estudar, por exemplo, a per a filosofia do período helenístico, que diferentemente da filosofia de Platão e Aristóteles, que discutiam o que era justiça, o que é a pól, qual é o melhor modelo de governo, qual é a melhor forma de administração, eles vão não vão discutir isso porque não não existe mais essa estrutura da pól e a preocupação do cidadão de participar. Eles estão submissos a um império, ao imperador, tá? E diante desse cenário, a filosofia leníca, ela vai vai se preocupar com a vida, ele vai buscar ataraxia, esse estado de imperturbabilidade, mas se aí vocês vão ver melhor com a professora de filosofia, tá?
Então o período é esse período que tem esse sincretismo, essa mistura de elementos culturais, desde a cultura peça, elementos da cultura do antigo Oriente próximo, regiões ali da Mesopotâmia, formando aquilo que nós vamos chamar do legado alexandrinho. E isso vai espalhar, gente, a cultura grega em vários lugares. Nós vamos ter, por exemplo, a criação do grego Coiné, que é esse grego mais popular, é o grego, por exemplo, que ele é eh eh o Novo Testamento na Bíblia, ele vai ser construída nesse grego coincé já parou para pensar porque que o Novo Testamento, onde a maioria ali são judeus, vão escrever esses livros não no hebraico, mas vão escrever no grego?
Porque o grego se popularizou, era a língua e a escrita mais popular, seja no âmbito comercial, seja no âmbito eh social. Então a gente vai ter essa força grega para além de Alexandre, tá? Para muito além de Alexandre, tá?
Então o período helenísto é esse período que nós vamos ter essa mistura. Alexandre foi um fenômeno, foi um dos maiores imperadores, um dos maiores generais de guerra, porém morreu muito cedo. Aos 33 anos morreu, tá?
Por volta de 33 anos ele veio a falecer. Ninguém se sabe exatamente onde ele morreu, tá? nem nem os motivos, se foi envenenado, se foi de exaustão, parte das suas tropas já tinha abandonado ele porque já estavam 10 anos e em campanha militar e nunca voltavam para casa.
Eh, a cidade, as cidades gregas já estavam em revolta, a Macedônia já estava em revolta. Então, ele morreu ali mais ou menos onde hoje é o território do Paquistão. Até hoje não foi encontrada a tumba ou o que seja o que for, é de de Alexandre.
o seu território foi dividido entre seus generais, tá? E a gente vai ter a formação de grandes eh na dinastias, os pitolomeus, os celustes, Cassandro, Lisímaco, eh entre outros. Pessoal, eh a aula é sobre isso mesmo, tá?
Essa aula aqui, ela tem como objetivo auxiliar vocês na conclusão do conteúdo da Grécia, principalmente no período arcaico, período clássico e período helenígico, tá bom? Espero que essa videoaula seja interessante para vocês.