Bem, eu vim aqui falar sobre elementos básicos que, ao meu ver, não precisariam ser falados a já vista que são básicos, porém claramente algumas pessoas ou não têm conhecimento sobre eles ou se esqueceram sobre os mesmos. Antes de mais nada, eu gostaria de deixar muito claro que este é um papo de adulto. Então, se você adolescente ou criança, estiver aqui, eu gostaria muito que você deixasse esta sala, porque aqui é um papo de adulto, na verdade é um papo de mãe para mãe.
Bem, partindo desse pressuposto, eu preciso lembrar eh talvez relembrar e algumas pessoas que o ECA, que é o Estatuto da Criança e do Adolescente, ele fala que todo e qualquer adulto tem o dever de proteger, promover e garantir o bem-estar físico e emocional de crianças e adolescentes. Da mesma maneira que isso inclui, presta bastante atenção, que isto inclui a proteção contra todas as formas de negligência. Nos últimos dias, o ECA, ele foi amplamente e totalmente desrespeitado por uma senhora, mãe e mulher para com a minha filha Antonela.
Vocês não me verão falar aqui sobre nenhum adolescente. Eu me recuso a fazê-lo. Isso é básico para mim.
Eu não vou abordar e falar sobre nenhum adolescente aqui, apenas sobre adultos. E se eu falar sobre adolescentes, estarei claro me referindo a Antonela e Davi, a criança, porque sobre eles eu tenho amplo, ampla liberação para fazê-lo. E uma senhora nos últimos dias se esqueceu que todo adulto deve garantir a proteção e promover o bem-estar físico e emocional de crianças e adolescentes.
Por quê? Porque esta senhora falou publicamente que Antonela, minha filha, premeditou situações, que Antonela foi maldosa, que Antonela agiu pensadamente, que Antonela articulou situações e que Antonela só visa marketing, likes, mídias e etc, etc. Ou seja, esta senhora não promoveu o bem-estar da minha filha Antonela e além disso, era negligenciou o bem-estar da minha filha.
Haja vista que esta senhora não se preocupou em acender um fósforo em uma poça de gasolina. Quando a gente fala de adolescentes, a gente fala de tudo muito. É tudo muito.
É muito amor. É eu me amo. Ah, eu não gosto mais de mim.
É tudo exagerado dentro dos adolescentes e é perigoso tal atitude que essa senhora tomou. Por quê? Porque ela não estava falando de um adulto, ela estava falando de uma criança que por mais eh equilibrada, que por mais eh responsável que seja, é uma criança.
Para piorar toda a situação, essa senhora quando esteve presencial com Antonela no último dia do Squad, tomou uma atitude que, ao meu ver, ela é 100% inacreditável. A minha filha, diante de tudo que tava acontecendo lá no squad, naquela na situação toda, ela foi aconselhada por mim, sua mãe, que mesmo diante de toda aquela situação, que ela se despedisse das pessoas. Eu aconselhei, falei: "Filha, se despede de todo mundo e mesmo daqueles, né, que não foram legais com você, se dispersa, sabe?
seja educada com todos eles. E ela, muito, de maneira muito cordial, como sempre, ela aceitou e falou: "Tá bom, mamãe". E assim ela o fez.
Até que ela chegou até esta senhora, uma mulher adulta e mãe. Quando ela foi se despedir desta senhora, ela virou para minha filha e disse: "Não, ai, eu não consigo te abraçar. Não, eu eu eu olha, me desculpa, mas eu não consigo.
Antonela, minha filha, uma criança, uma adolescente, foi até um adulto para se despedir e doar carinho. E naquele momento a minha filha foi recusada. Você que me assiste, que é mãe, como você ficaria se isso acontecesse com seu filho?
Como você ficaria? Todas as vezes vocês vão concordar comigo que a gente que os nossos filhos estão em algum lugar e alguém fala assim: "Ah, a mãe do fulano vai est lá". Ai, que ótimo a gente sente conforto, a gente sente, né, assim, acolhimento, porque a gente pensa para você uma mãe, né?
Que ótimo. Isso não aconteceu com a minha filha. Lá estava uma mãe, lá estava uma adulta, que a adulta negligenciou a minha filha.
não promoveu a proteção paraa minha filha, não promoveu o bem-estar da minha filha. E a minha filha de 15 anos teve uma atitude muito mais louvável que a dela. Interessante isso, né?
Sabe por quê? Porque a gente tá falando de bases, a gente tá falando de conceitos básicos sobre a vida que se chama respeito, que se chama respeito. Uma criança, os adolescentes, eles terem, eles terem atritos, é problema deles.
Por isso que eu não me meto e não vou falar de adolescentes. Mas um adulto, uma mãe, falar de um adolescente e tomar tal atitude perante um adolescente é inaceitável. Vocês me desculpem, mas é inaceitável.
Inaceitável para mim. Além disso, eu quero deixar muito claro aqui que a Antonela viajou a trabalho. Era uma viagem de trabalho pensada e e planejada meses antes, com contratos, com entregas e etc.
E durante toda a situação, mesmo diante de tudo, Antonela foi firme. Ela foi firme. Eu estava ali ao lado dela o tempo todo e falando: "Filha, mantém-se firme" e ela firme fazendo e concluindo todas as entregas que ela precisava fazer.
O que eu mais quero como mãe é que meus filhos não precisem de mim. Você vai entender, você que é mãe, eu quero que eles sejam independentes emocionalmente, psicologicamente, financeiramente, que eles não precisem de mim e que eles voltem pra mãe, para mim, porque eles querem voltar, mas não porque eles precisam de mim. A gente tem aqui em casa, aqui na nossa casa, o trabalho como algo muito valorizado, muito valorizado.
E ver a minha filha tão nova conquistando, correndo atrás, criando tudo que ela precisa criar com tanto afinco, dedicação. Claro, eu tô do lado dela, eu eu estou sempre com ela, criando tudo, planejando estrategicamente, tudo mais, mas ela tá ali, ela que tá ali entregando. E ver ela vivendo isso tudo ali de entrega, de trabalho é muito lindo para mim.
Então, Antonela tava lá entregando, cumprindo o trabalho dela. E eu não crio antonela dentro da vida, dentro de uma redoma de cristal que num num momento eu vou lá e pego, ai sai daí, vem aqui. Não, vamos lidar com as situações.
As situações são difíceis, a vida não é fácil e as coisas acontecem. Ela estava em estava em insegurança física. Não, se ela estivesse com violando alguma coisa física dela, meu Deus, seria o que fosse, ela estaria fora de lá.
Só que só que ali Antonela estava trabalhando e tinha entregas de trabalho e ela o fez. E eu tenho muito orgulho disso. A nossa vida, tudo que vocês veem aí, né?
Eh, a gente mora numa cidade linda, numa casa grande, de frente pro mar, ela é criada por aqui, ó, através dessas mãos. e do sangue que corre aqui dessa veia. Eu sou mãe, mulher, empresária, cuido dos meus filhos, sou mãe solo.
E a gente, essa vida que vocês veem, ela vem daqui, ela vem daqui dessas mãos. A vida que Antonela, né, o trabalho, é tudo isso que a gente tá gerando pra vida da Antonela, é pra Antonela, não é para mim, não é pra gente, é para ela. Então essas mãos aqui constróem o trabalho e muitas vezes quando se perde uma hierarquia, a hierarquia é muito importante, se perde, pode-se perder tudo.
Então o que eu quero concluir aqui? Eu quero concluir que é foi inacreditável tudo o que se passou e o que está se passando e que eu não esperava tais atitudes nunca de uma mãe para com uma criança e um adolescente. Então, basicamente o resumo de tudo tá aqui.