uma nova turma teres eu sou professora da puc o departamento de direito a minha formação é na área de direito constitucional na estrada doutorado foram nas áreas de teoria do estado de condicional mas além dessas questões mais institucionais eu trabalho com a questão racial então tá seriam os impactos na da questão racial no âmbito das instituições e de que maneira as instituições impacto na questão racial e e não é uma preocupação tão direta com eventos individuais uma manifestação de racismo que foi efetuado com a taís araújo por exemplo não estejam qualificando desconsiderando esse problema não
é isso mas é porque lidar com as instituições com direito a condicional a preocupação é muito mais que uma dimensão é estrutural e institucional em que medida quais são os fatores que fazem com que essas relações individuais sejam possíveis dentro de uma de uma constituição social com ela nós né e mais ainda em que medida essas instituições públicas e privadas que produzem essa lógica o que faz com que é você como mulher negra tenha comprovadamente é ministrado menos quantidade de anestésico do que o anestésico na nos atendimentos do chão público de saúde do que uma
mulher branca o que faz com que isso seja uma realidade né e é claro que nesse caso eu não estou discutindo se a enfermeira é não é racista ou se um médico que prescreveu não prescreveu não racista mas em que medida essas instituições reproduzem a sua lógica e acabam gerando efeitos desproporcionais como esse a gente começa a expandir pra caramba então quando vai para o plano da cidade você percebe que existe uma com determinado grupamento populacional que isso é free de maneira desproporcional também os danos desses dos danos ambientais os riscos ambientais não só estão
a ônibus porque o lixão aqui natal porque pra casa em metrô não ganha o chan e porque o lixão vai pra gramacho não vai metrô programados então essas dimensões de racismo ambiental que são dimensões que que expandem a noção de racismo institucional né o promotor uma lógica da cidade ea gente acaba de que jogando na onu quando os mega eventos vem essa agenda de remoção né a gente só tinha visto de uma maneira tão gritante na ditadura militar com o processo de urbanização feitos pela ditadura ou não operará passos isso acaba se impondo como uma
agenda que você não tem muito como não não se envolver na questão que eu mesma consciência negra acaba sendo lugar um momento em que se fala de negro no brasil que é um problema a gente não tem que falar nada de negro no brasil em maio e 90 com licença do frio rota e tentado do audi tt mas né foram datas e foram conquistas importantes quando a gente conseguiu neto transformar o o 20 de novembro no feriado eo na e fazendo 3 de maio uma data deste comemorativa e não comemorativo porque não se falava em
momento nenhum então é é acaba que você tem uma série de normas não só com uma norma de finalizada que criminaliza o racismo que têm analisa o racismo enquanto normas como a lei 10 mil metros 9 que obriga o ensino de história da áfrica e cultura africana e negra nas escolas que não tem aplicabilidade que deveriam ter e acaba que as escolas quando muito usam-na o 20 de novembro para fazer uma outra atividade quando na verdade a intenção não é essa a intenção é de que haja uma transversalidade dessas questões porque essa não é uma
questão do negro você tá falando de racismo e sexismo de homofobia não está falando de uma questão que afeta a grupo está falando de uma sociedade doente uma sociedade que ainda mantém racismo homofobia uma sociedade pressão da conta daquilo que é de que da maneira pela qual lida com o outro tenta resolver um problema de todo o mundo todo mundo tem que dar conta dos seus privilégios de todo mundo em alguma medida tem algum tipo de privilégio para dar conta a assumir se comprometer com ele então é importante que a gente faça porque foi uma
luta difícil esse dia né conquistava na a no feriado nacional porque isso gera é simbólico mas é mais o simbólico também tem a sua dimensão ea sua importância mas é preciso muito mais do que isso não só que a gente fale e eventualmente em outros momentos do ano mas que seja transversal