Eh Então como vocês sabem a os nossos encontros eles são gravados né então vou vou retomar aqui a minha apresentação eu sou a Karina a minha formação é em educação sou pedagoga né e professora eu tenho uma especialização em educa em História e aí eu sou mestra em educação e currículo e atualmente eu estou eh doutorando em em Ciências Sociais eh hoje a nossa aula vai ser sobre Didática e fundamentos da educação né Eh eu vou passar alguns eh alguns recados né algumas orientações para vocês mas isso a gente vai retomar em outros momentos também
então como vocês viram essa esse encontro ele é gravado depois será disponibilizado para vocês na plataforma para vocês poderem assistir em outros momentos e aí Lembrando que esse esse material ele é disponibilizado com fim com fins pedagógicos né Eh para que vocês possam Assistir Em outro momento e realizar atividade eh a atividade eu sempre falo né que é uma atividade de reflexão em que vocês vão ter que escrever sobre como foi esse encontro sobre como esse encontro eh Enfim mobilizou vocês né A partir também da experiência de vocês né porque a gente entende que todos
aqui mesmo que não estejam atuando na escola ou em sala de aula eh tem um reper tem repertório tem uma bagagem tem experiências Vivências então a gente eh Eu sempre parto desse pressuposto né que a atividade eh a reflexão ela tem esse caráter né de eh trazer aí essa possibilidade de pensar a nossa experiência a partir do que foi o encontro hoje tá do que que vai ser o encontro E aí gente é sempre eh bom eh também frisar que eh aqui é uma roda de conversas né Ou seja a gente tá construindo conhecimentos juntos
né Eh eu neste momento eu estou professora né Mas eh todas aqui estão construindo conhecimento então eh a construção desse conhecimento se dá de forma coletiva tá então que é uma uma roda de conversas então vocês podem eh interromper a qualquer momento com dúvidas eh participar levantar a mão e e se posicionar e colocar enfim eh aquilo que vocês eh enfim tem como referência Lembrando que é sempre eh em um outro ponto né sempre a partir da nossa experiência né Por que eu sempre falo da Nossa experiência porque isso também mudança de perspectiva de paradigma
na educação né porque isso é algo eh ainda recente né para principalmente paraa didática principalmente para eh rever aí eh as concepções em educação então falar sobre as nossas experiências é também uma uma um um posicionamento né Tem uma intencionalidade e sim passa também por rever as as né né enfim as referências que a gente tem de didática tá eh então eu vou disponibilizar no segundo momento Né na a tarde informes com duas questões que na verdade não são questões mas são eh alguns pontos para vocês refletirem e aí vocês precisam eh fazer a entrega
dessa reflexão até amanhã às 22 horas tá eh no no segundo na segunda parte eu vou abrir com vocês o Formes mostrar direitinho como é como ele foi elaborado como vocês quais os dados que vocês precisam preencher para que depois quando eu for eh atribuir a nota então atribuir a nota Porque a gente precisa né Eh enfim a gente ainda tá nesse a gente faz parte desse sistema né Educacional Então a gente tem uma nota para ser atribuída mas assim a avaliação ela se dá não só pela atividade né se dá também pela participação aqui
enfim por profess tudo de uma maneira Global pois não eu tenho uma dúvida meu nome é Giane com relação à atividade aproveitando o ensejo eh essa atividade ela gera uma nota que nós visualizamos na plataforma certo o que Que ocorreu eu entrei eu assisti a primeira aula eh que já estava gravada a segunda aula no próximo sábado que houve eu assistir assim né Eh presencial né dessa forma que nós estamos e eu fiz as duas atividades eu não tô vendo a nota eh isso não computa ou seja Ah que já estava gravada que eu assisti
eu perdi Então mas você fez a atividade quando porque assim tem prazos né para fazer atividade e depois a gente fecha o o formulário né então precisa Ver quando você fez e assim se você assistiu a primeira aula depois Provavelmente o formulário já estava fechado e diante isso então aí você precisa de repente conversar com a coordenação com a secretaria do CSP do Instituto para verificar o que pode ser feito então só só computa essa que eu estou assistindo que nem agora já faço atividade essa daí eu vou ver a nota se eu fizer no
tempo hábil né isso porque eu não sei Eh eu acho que é possível você fazer depois do período só que aí por exemplo a gente professor vai ser a nós seremos avisado para poder fazer a a a para poder avaliar né porque eh até então o prazo é sempre domingo até à 22 horas E aí se passa desse prazo a gente também precisa ser comunicado eh de qualquer forma falou para mim que eu poderia assistir por exemplo eu entrei eu tava trabalhando naquele primeiro sábado eu não consegui assistir né e o Ela falou Para mim
não Você assiste depois não tem problema eu fiz isso depois e fiz a atividade mas não vi a nota fiquei preocupada eu vejo com eles então né Eh não não você pode assistir pode fazer depois mas aí eh acho que é importante de repente mandar um e-mail para eles e falar olha eu assisti fiz atividade Vocês poderiam informar a professora para ela acessar a atividade e fazer a correção e fazer a análise aí porque por exemplo como a gente trabalha com esse Prazo então a gente entende que eh não não terá enfim eh pode ser
que tem alunos depois mas alunas e alunos depois mas é aí a gente vai ser comunicado a gente precisa ser comunicado entendeu bom Professora Muito obrigada viu imagina Ah sim aí tem um prazo né de então estão informando aqui de 30 dias e aí A Ana Paula tá colocando assim apenas para avisar sobre as atividades de quem não acompanhar a as atividades e A aula de quem não acompanhar terá correção de até 30 dias então tem esse prazo gente porque justamente porque é justamente esse prazo né para para pros professores né receberem essa notificação de
que um aluno eh os alunos fizeram depois pra gente poder então avaliar analisar e atribuir a nota então tem esse procedimento tá mas aí retomando no período da tarde eu vou então abrir com vocês o form e explicar o que precisa ser preenchido as Atividades e assim nada do que a gente não não conversar aqui não não vai ser cobrado lá tudo que a gente conversar vocês eh com o que a gente conversar aqui vocês vão conseguir responder lá então e também gente não a a questão que eu coloco é sempre uma questão reflexiva a
partir da experiência de vocês por que isso porque como eu falei é uma mudança de já de paradigma pra gente pensar o quanto a nossa experiência ela tem que fazer parte ou e faz parte né da das Nossas práticas né Mas eh e também não no sentido de eh se conformar né achar que eh entender que eh somente a experiência que define as nossas práticas também é um olhar crítico para as nossas práticas né então um olhar reflexivo eh e aí eu tô propondo isso na atividade eh outra coisa eu disponibilizei para vocês né os
textos Então a gente vai trabalhar com texto agora na primeira parte da aula que é por uma por uma Didática decolonial e aí à tarde a gente vai trabalhar com um texto poar lugar e fal seu pai ve reunião gente eu vou fechar aqui tá mas só pra gente não ter ruídos na na apresentação então aí à tarde a gente vai trabalhar com texto da Bell hooks eh provavelmente vocês também receberam né E esse texto é do livro dela ensinando a transgredir é que ela narra Ali um encontro com Paulo Freire né então ela eh
Bell hooks aliás antes de ser Bell hooks antes de ser escritora é um diálogo lúdico né ela antes de ser Bell Hook conversando com a escritora Bell hooks e aí sobre sobre a experiência né sobre o encontro com Paulo Freire E aí o que que ela eh enfim Aprendeu né enfim desse encontro assim que ela tira né Desse encontro desse momento que como ela se ela reconhece na escrita nos trabalhos Do Paulo Freire eh também a sua experiência né ela se identifica com a escrita do Paulo Freire com os trabalhos do Paulo Freire e ela
vai narrando esse diálogo E aí é sempre importante a gente falar que todas todas as nossas aulas né todos os nossos encontros eh tem uma intencionalidade então Eh por que pensar uma didática de Colonial eh Por que trazer Bell hooks para trabalhar fundamentos da educação bom Primeiro que assim eh a gente vem aí né passando por várias mudanças na educação por várias mudanças no currículo e não é eh algo de hoje né assim a gente já tem aí na história da educação movimentos né movimentos sociais movimento eh o movimento negro movimento de mulheres negras a
gente tem legislações específicas né Eh A 10.639 a 11645 mas não só a gente tem também a Constituição Federal de 88 a LDB a gente tem o estatuto né Eh da Criança e do Adolescente a gente tem o estatuto da Igualdade racial e essas questões elas precisam eh ser né debatidas Elas são debatidas precisam continuar né a a serem debatidas na escola né porque há uma urgência né e é uma urgência histórica né entendendo que este país é formado por uma maioria de popula por uma maioria de pessoas negras pretas e Pardas entendendo a história
desta sociedade né que é uma história de violência eh a gente não pode eh desconsiderar isso aliás desconsiderar isso seria eh um equívoco né enfim seria uma forma também de perpetuar né o racismo o epistemicide enfim o silenciamento então é importante que a gente discuta né essas questões porque a história da da população negra eh dos povos originários é a história é a nossa história a História do Brasil Então a gente precisa eh ter isso como referência né com isso eu não estou dizendo que a gente tem que desconsiderar eh o que enfim aprendemos até
hoje né ou outras eh referências que a gente tem mas estabelecer diálogos né porque eh é importante que a gente tenha possibilidades de mostrar paraos nossos alunos outras referências outras narrativas né é que não essas que a gente tem de forma hegemônica que que é Narrativa eurocêntrica estadunidense novamente Não estou dizendo que não seja importante olhar paraas para eh para essas perspectivas mas a gente precisa estabelecer diálogos né então e também romper com essas com essa hegemonia de uma história única né de uma narrativa única então é importante que a gente enquanto professora né e
professor eh né tem tenhamos esse esse cuidado né esse olhar crítico E isso também é o que o Paulo Freire traz que a Bel bel hooks Vai trazer também e esse texto que a gente vai trabalhar agora no primeiro momento também se propõe a esse diálogo então a gente para o meio-dia faz uma pausa pro almoço volta às 13 quando voltar às 13 a gente então eu eu inicio já explicando Formes para vocês e a gente dá prosseguimento com a Bell hooks eh com que eu trouxe que eu enviei para vocês e aí gente qualquer
dúvida pode interromper pode eh me perguntar a gente tá aqui para [Música] eh construir junto conhecimento e aí gente eu queria Então tá tudo bem tá vocês T dúvida vocês querem perguntar alguma coisa nesse momento bom dia professora Bom dia desculpa pode falar minha querida não aí só só vou pedir para quando forem falar e levantar a mãozinha porque a a gente organiza aqui né para não ficar eh Eh enfim para não confundir quem quem fala primeiro e quem fala depois quem gostaria de falar tá com dvida pode deixar a nossa amiga falar depois eu
falo então eh hoje Pelo que eu entendi o tema era sobre didática e fundamentos da Educação não é isso Eu até vou confirmar aqui mas eh Se eu estiver errado alguém por favor Me corrija mas assim vocês vão perceber que eh todos esses temas que a gente discute aqui eles estão presentes na bncc e ó eu recebi aqui é fundamentos da educação didática e concepções pedagógicas 19 de outubro né e a pedagogia e aqui eu recebi aqui da da coordenadora que seria a terceira aula s4i e é isso mas eh a gente também pode também
vai discutir a bncc de alguma maneira porque assim todas essas essas Questões que a gente traz quando a gente discute eh uma eh didática decolonial e a gente traz outras abordagens eh isso tá presente na bncc também né Eh e não só na bncc como em outros documentos em outras diretrizes né Por exemplo se a gente fosse eh fazer um estudo mais aprofundado da Constituição Federal da RDB eh e das diretrizes de outras diretrizes curriculares eh essas orientações estão Presentes nesses documentos né então não é não não não é algo né dissociado né do que
se discute nos documentos oficiais da Educação no que os documentos eh estão propondo mas a gente eh neste momento tem o foco nessa discussão da didática e dos fundamentos da educação e mais um ponto que eu gostaria de falar gente que assim eh a gente na a gente tem referências né de concepções de educação eh eurocentrada as Estadunidenses então assim a gente tem referências da escola nova a gente tem referência de teorias né Eh eurocêntricas eurocentrada vejam Isso não é um problema certo isso está presente na nossa educação e eu acho que a gente lança
mão de todas essas estratégias de todas essas concepções mas hoje eh como eu iniciei minha fala existe uma intencionalidade e a intencionalidade Aqui é propor uma didática decolonial e uma outra abordagem né que não essas que a gente já tem como referência com isso eu não estou dizendo que essas outras referências não sejam importantes ou não estejam presentes no nosso cotidiano escolar nas nossas práticas eh Estou trazendo aqui uma outra possibilidade né uma outra perspectiva eh e estabelecendo diálogos certo porque assim eh essas outras concepções a gente vivencia né Muito fortemente no Cotidiano da escola
então aqui também é um momento pra gente pensar sobre isso isso porque que a nossa educação ela é atravessada eh ela é influenciada fortemente né por essas eh por essas concepções né primeiro porque fomos né e somos eh uma sociedade colonizada né ainda que a gente não viva mais sobre eh a gente não viva mais a colonização a gente vive eh a continuidade disso E aí as instituições né nos mostram isso e a Escola enquanto instituição né nos mostra isso né fomos colonizados E aí a gente vê eh isso na educação né resquícios dessa colonização
na educação se a gente pensar a educação de eh jesuítica né se a gente pensar eh enfim como a estrutura escola eh ela nos nos nos é colocada E essas outras concepções novamente Não estou dizendo que não é que é pra gente excluir tudo isso mas é pra gente estabelecer diálogo e ter né Uma um olhar mais crítico né e entender porque que isso acontece né um dos o ou um dos motivos eh dessa influência né desses atravessamentos é né o fato de que fomos colonizados E aí a gente pode também pensar esse imperialismo né
estadunidense né quando a gente vai pensar a escola nova ainda que muitas pessoas façam a defesa e aí não é uma questão de certo e errado mas de de concepção e de compreensão da educação a Gente também precisa ter um olhar crítico porque a escola nova ela também não era para todas as pessoas né então é isso assim olhar é trazer outras perspectivas para pra gente refletir e a partir dessa reflexão a gente ir paraa ação em sala de aula tá E aí uma outra coisa gente quando a gente for eh conversar debater é importante
a gente também trazer alguns estudos de caso em que a gente tenha vivenciado e que pode ser importante paraa Nossa reflexão Tá Certo eh tem algumas mensagens aqui no no chat eh a presença é por meio desse fórum tá eu não consigo eh colocar eh separadamente os textos foram disponibilizados para coordenação pedagógica provavelmente deve est na plataforma eu não consigo acessar a plataforma que vocês acessam minha minha o meu acesso é diferente da mesma forma eu não consigo acessar o WhatsApp de vocês tá porque é é uma ferramenta para Os alunos e alunas Tá certo
então Eh vou começar aqui se alguém mais tiver dúvida quiser falar E aí eu queria começar gente lendo para vocês eh um pequeno texto curto mesmo do Sérgio Vaz que tá no livro literatura pão e poesia pra gente pensar o espaço eh da da educação da escola principalmente tá eh esse livro aqui não sei se vocês conhecem Pera aí que eu vou tirar o aqui Sen Não vai eh é esse livro a pera aí não dar lá para aparecer esse livro gente tá eh eu vou fazer essa leitura porque acho que ela traz uma reflexão
importante pra gente mas é eh tem tá relacionado com a aula Tá bom então vamos lá eh fábrica de asas esse texto foi escrito em outubro de 2008 e traz uma epígrafe né a doar a Terra com o número e letras asas e poemas para colher liros cravos e alfazemas agricultor o bom mestre sabe que espinhos e pétalas fazem parte da primavera porque ensinar é regar a semente sem afogar a flor a vida é algo mesmo muito engraçado agora pouco antes de começar a escrever Este texto em homenagem aos educadores e educadoras que conheço me
lembrei de uma coisa da minha adolescência e que eu nunca entendi bem direito é que eu não Gostava de estudar mas adorava a escola pena não ter sido o contrário mas a escola para mim sempre fora um lar minha classe como se fosse o quarto com o qual sempre sonhei mas que nunca tive o pátio a sala de estar e o melhor de tudo com todos os meus amigos morando junto comigo às vezes ter parentes Nem sempre a ter uma família e para muitos a hora da merenda era quase uma santa ceia não me lembro
de ter sido bom em alguma matéria dá para contar nos dedos as Notas 10 que eu tirei também não fui o pior de todos meu boletim era tipo colorido vermelho e azul e de acordo com cada série umas cores se destacavam mais do que outras e por gostar tanto da escola e não gostar de estudar repeti de ano duas vezes na terceira série do primário e na sétima série do ginásio parece pouco mas para quem só fez o colegial é como se o futuro andasse em direção ao passado é como se a gente colasse da
pessoa errada Minha matéria preferida sempre fora oo Recreio e a bagunça era uma prova para a qual não precisava estudar se eu ficar em silêncio enquanto escrevo Este texto Sou bem capaz de ouvir a molecada descendo as escadas depois do sinal como uma manada enfurecida entorpecida pela Magia da infância correndo para casa ou quem sabe fugindo do Lar num tempo em que a merenda para algumas era a única refeição na periferia lar e casa eram duas coisas extremamente diferentes e se Nós os filhos da dor desenhávamos nosso momento com giz colorido em casa muitas famílias
escreviam alegria a lápis para que ficasse mais fácil para a tristeza apagar outra coisa que gostava muito na escola era dos professores só que naquele tempo eu não sabia descobri somente anos depois quando já não estudava mais lógico que naquela época da da ditadura dura alguns mais pareciam torturadores do dops do que professores e tudo isso com o consentimento dos Pais Os cúmplices uma vez uma professora que mais parecia uma madrasta de contos de fada puxou o meu cabelo com tanta força que até hoje me dói o couro cabeludo e sabem por quê Porque estava
desenhando um relógio com a caneta no pulso enquanto ela explicava alguma coisa quando ela percebeu a minha desatenção me perguntou às horas e e na hora errada ui traumatizando traumatizado nunca mais Usei relógio em minha vida porque isso por isso que às vezes atraso adianto nunca sei hora de chegar hoje em dia recitando poesia nas escolas públicas do país descobri que esses que puxavam o meu cabelo esse que esses que puxavam o cabelo das crianças não existem mais foram engolidos pelo Dragão do tempo e substituídos por mat trup guerreiros e guerreiras que mesmo abandonados pelo
Estado insistem em educar os nossos filhos não é da Hora autodidata aprendi a sofrer por conta própria e aprendi também que é possível construir o universo longe da universidade só que demora mais quando não se tem asas para voar Qual a resposta certa a lição de casa se aprende na escola b o professor é aquele que confecciona asas e voa junto ensinar a regra a semente sem afogar a flor aliás ensinar é regar mas poderia ser regra também né ensinar a regar a semente sem afogar a flor D quem faz a Lição de casa Poli
castelos poeticamente falando todas as alternativas estão corretas eh eu escolhi ler esse texto para vocês pra gente ver que assim eh mesmo em eh contextos né Eh vulneráveis eh enfim em contextos vulneráveis a escola eh se apresenta como Talvez o único espaço em que muitos de nós né E que muitos dos nossos alunos vão ter acesso Eh por exemplo à refeição né mas não só vão ter acesso a histórias a outras histórias histórias que se parecem né que estão próximas eh a eles né E vão ter acesso eh a criar a imaginar a fabular né
a imaginar Outros Mundos outras possibilidades outras histórias outras formas de contar né as suas histórias que não sejam essas eh definidas pela violência né então a escola eh ainda que a gente faça crítica e a gente tem que fazer crítica né Porque é é isso também é é o nosso eh papel né por isso estamos lá também mas a escola ainda é um espaço que possibilita reflexão que possibilita diálogo que possibilita eh uma ação transformadora né então eh ele tem essa lembrança né desse momento eh em que ele né teve os cabelos puxados porque tava
fazendo algo na hora errada né e bem na hora que a professora perguntou que horas eram eh e ele vai brincando também né com a Palavra hora né que D hora eh eh mas ele continuou né E aí ele fala né ele gostava da escola mas eh não gostava de estudar porque ele gostava de estar na escola socializando ele gostava de estar na escola com os outros né com os outros parecidos né com ele ou diferentes também né porque a gente aprende na diferença né Eh então ele queria estar ali convivendo trocando socializando então a
escola é é esse espaço ainda que com todos os Problemas ele mesmo fala né que é um espaço que foi é negligenciado né pelo Estado mas né Há pessoas Resistindo E aí eu nem acho que aqui ele tenha de alguma forma romantizado eu acho que é isso né Eh a escola continua porque há pessoas né professores e não só professores Mas é uma comunidade escolar toda eh atuando nesses espaços né então eh eu acho que vocês podem perceber pela experiência de vocês nos territórios em que vocês atuam Que eh muitas vezes a escola e o
posto de saúde vai ser os dois espaços né Eh em que o estado eh está presente né mesmo com precariedade mesmo com vulnerabilidade são esses espaços a gente viu na pandemia também que a que a escola né acabou eh enfim absorvendo muitas coisas né e e e até hoje e não só na pandemia a escola absorve né Eh muitas muitas demandas da sociedade com isso eu não estou Defendendo que a escola tenha que absorver mas diante do contexto brasileiro é o que a gente percebe né Eh dessa ausência do poder público eh a gente tem
na escola muitas vezes né é um ponto né de de absorção de todas essas demandas muitas vezes também não a gente não vai ter nem a escola mas por isso é gente que a gente precisa defender a escola pública né porque a escola pública é onde todas essas coisas acontecem onde o Sérgio va conta Experiência dele mas outras experiências né Essa pluralidade de experiências de vivências né e é onde a gente pode inclusive eh se organizar coletivamente para reivindicar mudanças né ainda que eh isso possa parecer tá muito distante mas é um espaço também de
organização política né se a gente pensar numa gestão democrática se a gente pensar nos grêmios né se a gente pensar na participação das famílias né na escola eh Sabemos de todas as questões mas é um espaço também de organização política então Eh nesse sentido que a gente tem que eh pensar a nossa As Nossas ações e as nossas práticas e e claro a gente eh a gente tem experiências boas da escola mas também tem experiências ruins né Eh escola continua sendo o espaço eh infelizmente de eh um De traumas né e hostil para muitas pessoas
para muitas crianças Principalmente para as crianças eh negras né pretas e pardas e assim estou falando de acordo com pesquisas né que são realizadas por vários institutos né eh e aí a gente vê o quanto que o espaço da escola é hostil mas é um espaço hostil eh a gente sabe mas que é possível eh estabelecer alguns enfrentamentos né estratégias de enfrentamento E aí é importante a gente olhar pra escola porque a gente passa muito tempo dentro Da escola né são 8 anos de educação eh do Ensino Fundamental um e dois depois a gente vai
para ensino médio são mais TRS anos tem a gente tem creche PR escola então quanto tempo a gente passa dentro da escola então e todo mundo vai passar né pela escola de alguma maneira então é é Preciso olhar para esse espaço eh de uma outra maneira né que não seja essa eh da reprodução de violências né da perpetuação de violências e esse texto do Sérgio mostra uma mudança né no Na no período em que ele estudava na ditadura eh haviam professores que agiam de determinada maneira e ele retornando pro espaço da escola hoje quando ele
vai contar as poesias né declamar As poesias dele ele já se ele já se depara com uma outra escola né então assim também pra gente pensar os contextos históricos pra gente pensar que naquele tempo eh existiam concepções né naquele tempo na ditadura nos anos 70 existiam concepções de educação né Eh muito Eh né enraizadas E hoje a gente passa passando por um processo histórico a gente tem uma outra escola né uma outra ainda que ela seja um espaço secular Mas é uma outra escola é uma são outras concepções de escola outras concepções de educação e
por que eu falo isso pra gente pensar eh a educação enquanto processo né e uma coisa por mais que a gente tenha vivenciado essas mudanças isso não quer dizer que a gente não vá encontrar Nesse espaço eh concepções tradicionais né concepções que sejam eh que não sejam tão eh democráticas né porque o fato da gente ter passado por esse momento não significa que a gente não eh conviva com essas concepções elas não deixaram de existir né Elas existem concomitantemente a nossa eh questão né O que a gente precisa se colocar como questionamento é qual o
Concepção eu enquanto professora assumo em salas de aula qual didática eu vou assumir né considerando que eh eu estou né num contexto Brasil sociedade brasileira Com todas essas questões que é uma sociedade racista é uma sociedade misógina é uma sociedade com muitas vulnerabilidades sociais né então a reflexão parte desse lugar é é uma existe uma intencionalidade portanto uma escolha né então eu vou eu escolho entre perpetuar violências ou eu escolho por Eh uma atuação mais crítica né ainda que eh exista sim a reprodução de violências porque a gente foi socializado Neste contexto isso não é
eh diminuir a nossa responsabilidade mas é pensar quais estratégias eu enquanto Professora posso devo assumir para diminuir essas eh desigualdades né ou de de uma outra maneira quais estratégias eu tenho de enfrentamento né para essas desigualdades E aí novamente Não é só a responsabilidade dos professores e das Professoras né Nós não estamos sozinhos né e sozinhas na escola e aí gente isso é extremamente importante por a gente precisa começar a também a lembrar né as outras pessoas quais são suas funções dentro da escola e qual quais são as nossas funções Porque existe uma coisa também
né Eh de atribuir tudo ao professor e à professora né e a responsabilidade então eh se eh o aluno aluna não vai bem a responsabilidade é do professor e da professora né somente Né E aí assim se esquece de pensar contexto estrutura né os currículos eh o que atravessa né a escola as nossas aulas os nossos encontros então assim eh preciso que a gente comece assim a gente já tá falando né mas que a gente continue a falar porque parece que é só professor e professora né parece que é só a escola que vai resolver
as questões do Brasil parece que é só educação não gente a educação sozinha não vai resolver as questões todas né da nossa Sociedade e aí isso não sou eu quem estou dizendo né existem vários pesquisadores e pesquisadoras né Aí existe um um arcabouço teórico né sobre isso né a escola isoladamente não eh vai resolver assim muita coisa não vai resolver quase nada então é sempre em diálogo com outras instituições né se a gente pensar no território a escola em diálogo né com o posto de saúde com a assistência social porque essa criança que a gente
Tem em sala ela não eh ela passa pela escola mas passa por outros lugares Pode ser que ela não passe por outros lugares mas aí a gente tem que acionar essa rede né então então Eh por isso que a gente não tá sozinho é e eu tô dizendo isso eu sei de todas as dificuldades né porque é isso assim a gente tá aqui refletindo eh tá um pouco distante da prática né mas é isso gente a nossa atuação ela é reflexiva e ela é prática né e a reflexão quando a gente Tá fazendo ela tem
um caráter mais teórico mas ela parte de uma experiência empírica ela parte da realidade eu Karina não estou aqui falando né de algo que eu não tenha vivido né Vocês também quando vocês vão falar trazer a experiência de vocês vocês estão falando de um lugar de uma experiência por isso é extremamente importante pensar as nossas pesquisas a partir né Eh da produção empírica a gente fala a partir de uma realidade a gente parte desta Realidade para pensar para problematizar e para fazer as nossas pesquisas isso é extremamente importante porque também estamos na Educação Básica pesquisando
Como diz Paul Freire somos somos professores e professoras pesquisadores né Por mais que isso não seja legitimado pela academia e que aí é um problema né assim mas eh somos pesquisadoras né somos pesquisadores então é importante a gente pensar a partir da nossa experiência da Nossa vivência da nossa realidade porque a gente não tá inventando nada né assim a gente vivencia né e outras pessoas também estão vivenciando e há pesquisas e há dados e Há outras pesquisas sendo realizadas né então Eh eu falo isso gente porque me entristece muito coisas que a gente escuta do
tipo eh professoras e professores que estão na Educação Básica Não pesquisam não são pesquisadores isso é totalmente equivocado né ou por exemplo quando a Gente tá diante de de de de cursos que não eh que colocam como opção eh não não ter a pesquisa gente a pesquisa é extremamente importante pr pra educação e eu não estou dizendo isso porque eu acho que é somente a pesquisa Mas porque é a partir da pesquisa que a gente vai chegar a outras perspectivas outras possibilidades outras metodologias outras concepções a gente vai ter acesso a histórias que a gente
não teve a gente vai ter acesso a outros Repertórios né outros vocabulários a outras culturas Então é por meio da pesquisa com isso não estou dizendo que é somente a pesquisa né mas é importante que a gente eh tenha isso como referência e quando a gente escutar que que eh pesquisador é somente aquele que tá em outro nível da educação em outra etapa da educação que não seja Educação Básica que a gente possa sim questionar sabe e quando a gente esver diante de projetos e ações Que não envolvam né professores e professoras da educação básica
para pesquisa que a gente possa questionar por eh a história da educação o que ela nos diz que a educação neste país começou de cima para baixo da universidade para Educação Básica E aí isso é um problema porque a gente tá sempre sendo definido A partir dessa lógica e aí contextual eh trazendo pro contexto Brasil de colonização né e de influência eh externa Principalmente Nesse contexto imperialista neoliberal a a educação básica é sempre definida nesse lugar né então a gente vê aí a a questão dos currículos né do ensino médio a própria bncc então assim
é um campo de disputa né E quando a gente fala é um campo de disputa é um campo eh o que o que está em disputa né Essa semântica essa narrativa Então o que se vai ensinar o que se quer ensinar como se quer ensinar e quando a gente tem Essa essas perspectivas é a gente também tem que perguntar o que se quer esconder quando a gente aborda eh determinados assuntos e não outros né O que se quer esconder quando a gente assume determinadas didáticas e metodologias sim né Eh eh com intencionalidade o que que
se quer esconder apagar silenciar né então Eh e essa perspectiva também de apagar silenciar é algo também que a gente tem que questionar né assim a gente Eh precisa estabelecer diálogos né não apagar silenciar isso é muito uma ideia de uma educação colonizadora né e lembrar que a nossa educação Vem de um contexto jesuítico né educação também como posição né Eh como ferramenta eh também para manipular né então a gente eh precisa ter isso sempre como referência sabe porque senão a gente começa eh fazer as coisas Dea forma eh automatizada e não é né a
ideia porque Aí a gente vai lá para Paulo Freire e retoma a educação bancária Não é esse o propósito certo sei se vocês já tinham liido o Sérgio Vas Provavelmente sim mas eh é importante né Eh buscar outros gêneros textuais também né isso também é uma forma de questionar essa esse jeito de fazer né em sala de aula né E aí a gente pode trazer Sérgio vás em vários momentos né também na Educação Infantil nos anos iniciais no Fund de dois eh no ensino médio na EJA né nos cursos profissionalizantes nos cursos técnicos enfim eh
Na Na Na graduação na pós enfim eh a escrita né dele é a temporal é é para para para todos né enfim para a gente também pensar como a gente por meio da escrita e da educação a gente pode sensibilizar né porque a gente vem perdendo também isso assim a gente não se sensibiliza mais com o que acontece Então a gente naturaliza a gente banaliza eh o que acontece né O que está acontecendo E aí a gente vê essas coisas todas né Eh ver por exemplo a experiência da covid né então não sei se vocês
vão lembrar aí no início né da covid quando tavam os primeiros casos de de de morte né que as pessoas tinham aquela fala assim ah não mas só morreu eh só morreram 100 pessoas então a morte de Uma pessoa por covid já seria o suficiente né para mobilizar eh enfim para mobilizar as pessoas né mas a gente escutava isso né ah mas só morreram 100 pessoas então eh o quanto que a morte tá banalizada naturalizada e mais né a morte de algumas pessoas a morte das mesmas pessoas sempre né dos mesmos corpos das mesmas subjetividades
né a morte eh das pessoas Ai desculpa step eu vi aqui que travou então gente isso é uma Outra coisa tem uma questão com a internet que às vezes pode oscilar tá eu peço já desculpa de antemão eh então o quanto que a gente banalizou e naturalizou a morte mas a morte não de qualquer pessoa né a morte de pessoas negras pretas e pardas a morte de pessoas indígenas pessoas quilombolas a morte das pessoas idosas né pessoas idosas negras pretas e PES Quanto isso foi banalizado né então não só na pandemia né porque vivemos eh
um Contexto Brasil né de uma experiência que né de uma sociedade que passou por colonização passou por um período de ditadura como a gente viu aqui também no texto do sgio vais então eh é isso a gente precisa se eh retomar né essa sensibilização né Essa sensibilidade e aí a arte né a estética a arte a estética da arte pode ser um caminho e a educação e a arte podem né eh serem caminhos pra gente né sala de Aula e aí agora eu vou começar aqui a apresentação gente se vocês eh tiverem com alguma dificuldade
assim se vocês não conseguirem me ouvir por favor me me avisem tá então eh essa é a nossa aula né fundamentos da educação e didática e concepções pedagógicas Então acho que eu já falei né E aí eu trouxe aqui rapidamente eh a apresentação para quem não teve acesso Porque isso também foi disponibilizado então a disciplina fundamentos da educação será conduzida também essa palavra conduzida talvez não seja a melhor mas construída né coletivamente a par partir das contribuições de Bell hooks que é uma teórica Negra estadunidense que integra então o quadro de teóricas da teoria feminista
Negra e será construído em diálogo com Paulo Freire né que é em diálogo com Paulo Freire Bel hooks estabelece uma Pedagogia que engaja e que se propõe a mudanças efetivas no ensinar para transgredir a esse transgredir gente a gente vai entender o que que significa esse transgredir tá a metodologia adotada né para este encontro está ancorado nos ensinamentos de Paulo Freire ou seja na dialogicidade que nos permite a partir do Diálogo pronunciar o mundo isso é muito importante né Principalmente para os povos que foram historicamente silenciados e Subalternizados eu estou falando dos povos negros e
dos povos originários espera-se portanto desta proposta iniciar e dar continuidade aos estudos críticos sobre fundamentos da educação em consonância eh com os contextos históricos eh didáticas e concepções pedagógicas né Eh a disciplina didática se propõe a discutir definições acerca do conceito didática e as concepções pedagógicas presentes né Eh que eu coloquei na Docência mas eh no cotidiano da escola nas nossas práticas nesse encontro será apresentada uma perspectiva decolonial para didática né no artigo por uma didática decolonial epistemologia e com tradições Maria Amélia Santoro Fran questiona Qual a didática para a escola básica pública em tempos
tão adversos onde está a didática na escola as respostas elas são apresentadas ao longo da do texto né do artigo né E aí Ela traz uma uma Abordagem específica que é essa abordagem eh do bilan bilan não sei se é assim que se pronuncia mas traduzindo para pro nosso idioma é uma é um balanço é como se fosse um balanço de algumas respostas eh aliás balanço das respostas que ela conseguiu coletar nesta pesquisa que aí a gente vai ver inclusive como ela formulou as questões né E quais foram os resultados que ela teve que aí
pra gente é important porque a gente consegue Perceber eh dentro de um mesmo espaço várias concepções de didática né E como isso atravessa a nossa as nossas práticas né então ela ela faz uma discussão sobre isso e eh importante dizer ela sempre eh faz essa análise a partir né dos recortes históricos né a provocação de Franco nos coloca diante das contradições presentes na educação acerca do que se define por didática a metodologia então adotada para o nosso encontro está ancorada também nos Ensinos do Paulo Freire né Eh localizadas no seu livro Pedagogia da Autonomia Ou
seja a autonomia compreende da parte da dialética que forma sujeitos críticos Por que eu trouxe isso gente porque esse movimento da dialética é esse movimento do conflito do questionamento na educação a gente precisa ter sempre eh como perspectiva de que vai haver conflito né Eh não é Ai desculpa gente eu não coloquei o Nome do livro perdão mas é o pão e poesia do Sérgio vais e o meu livro tá autografado gente queria falar isso eh voltando eh porque eu trouxe essa Perspectiva da dialética para a formação de sujeitos críticos porque a educação é lugar
de conflito se a gente tem como perspectiva de que a educação não é para ter conflito a gente tem que começar a se questionar né porque também a gente só vai atingir alcançar autonomia de Acordo com Paulo Freire A partir dessa perspectiva porque é aí que a gente começa a pensar a né a a questionar por nós mesmos né então é isso E aí eu continuo aqui né dizendo então eu espero a gente espera coletivamente desse encontro né Eh uma dar continuidade então aos estudos críticos sobre didática e concepções pedagógicas e quando a gente fala
estudos críticos é trazer outras perspectivas portanto gente assim eh eu Não eh tenho como eh objetivo principal trazer todas as concepções né de educação por exemplo montour eh e outras né valdorf Não estou dizendo que não seja importante né conhecer essas outras concepções Mas neste momento para este encontro a gente vai discutir eh uma concepção decolonial eh a partir desse texto que eu tô propondo e a partir das contribuições de Bel hooks e Paulo Freire E aí gente eh deixa eu só voltar Aqui um minutinho porque eu queria antes fazer um teste com vocês não
um teste eu gosto dessa palavra mas eh um uma pergunta né O que que vocês entendem por fundamentos da Educação E aí eu coloquei aqui um um code e se vocês puderem fazer a leitura e responder porque eu vou fazer uma nuvem de palavras para ver quais são as palavras que vocês que aparecem quando vocês pensam em fundamentos da educação e quem não conseguir fazer a leitura do QR Code pode colocar no chat ou mesmo pode acessar aqui o o site né o mente P com e usar esse esse código que tá ali em cima
eh eu queria fazer essa essa essa nuvem com vocês pra gente eh ver então né como que como que a gente entende né Quais quais são as ideias que a gente tem sobre fundamentos da educação e aí se vocês puderem eh fazer a leitura eh vocês conseguiram gente fazer eu vou Fazer também para não eu fiz antes mas eu vou fazer agora também e aí o que que vocês pensam sobre fundamentos da educação em uma em até três palavras eh vocês estão vendo a outra tela do programa que as palavras estão surgindo ou ainda tá
na outra Pera aí que eu vou parar aqui e vou na hora que eu mandei apareceu que o apresentador ainda não alterou os slides agora eu coloquei novamente aqui para vocês Vocês estão Vendo sim aí tá já tá surgindo aqui algumas palavras gente eu vou lendo conforme vocês vão respondendo vão respondendo aí eh criatividade aprendizado questionamento formação da educação estrutura essencialidade concepção base princípios conhecimento empatia motivação aprend agem concepções práticas garantir aprendizagem cooperação justiça social história caráter resiliência princípio democratização processo educativo Eh criação práticas empatia sustento processo educativo democratização origem deixa eu ver aqui no
chat aado questionamento princípios formações de professor formação de professores aquilo que mantém ou sustenta educação formação construção indivíduo pré-conhecimento prática Aprendizado base para vida Pilares empatia empatia aprendizado ruptura de paradigmas eh acesso vivência vivência e acolhimento crítica diálogo incentivo família história inclusão construção intelectual escuta que Mais bom a gente viu aqui então que né nessa Nuvem de palavras eh transformação né colocaram a gente vê que nessa eh Nuvem de palavras né Eh a gente faz assim uma a gente todas né estão se remetem Aí eh a o início né enfim Se a gente pudesse pensar
assim mas eh também eh não pensar então numa essencialização da educação né Eh a gente Pensa a essencialização só somente quando a gente vai falar Eh sobre questões que t a ver com eh o Indivíduo mas eh quando a gente O que significa essencializar uma essencializar a educação né é pensar uma origem única né paraa educação né E aí se a gente eh vai para o nosso contexto né Eh até né enfim há pouco tempo né para não dizer qual era a concepção né qual era a ideia né assim de origem de uma educação o
que nos era contado né sobre essa origem da educação né Sempre eh uma experiência Externa à nossa né uma experiência eh eurocêntrica né Eh estadunidense mas nunca a partir da nossa referência Brasil né ou eh o que estava eh né o antes né do que hoje a gente entende por Brasil Então até pouco tempo atrás Talvez né se a gente pensar historicamente nas mudanças que ocorreram na educação né eh e aí a gente percebe uma mudança mais efetiva a partir né Eh da década de 80 com os movimentos Sociais principalmente com o movimento negro o
movimento eh indígena eh das Comunidades indígenas movimento negro eh essa mudança de perspectiva né Então aí a gente tem acesso a outras histórias Às nossas histórias às histórias contadas por nós então Eh aí a gente já pensa né pode passar a pensar e pensa né e entende e tem acesso a uma educação eh que não é essa eh que nos contam que nos define né que a apresentam eh a experiência deste Território nessa nessa perspectiva de definição né de definir o outro de definir Inclusive a educação para este outro né então Eh por isso que
é importante a gente pensar não vamos essencializar a educação aliás tomar cuidado para não essencializar as coisas porque eh não dá paraa gente pensar numa origem única das coisas né ou das histórias ou enfim dos territórios ou enfim porque eh né aquele território é ocupado por Vários povos né aquela região é ocupada por vários povos assim pensar a educação né então Eh se tem essa referência estadunidense eurocêntrica porque eh houve aí um movimento né de apagamento de silenciamento e mais né um movimento de apagamento e silenciamento né com o derrame de muitos né sangue né
como muita violência com o estupro de mulheres eh indígenas e de mulheres que foram Eh não só de mulheres né gente mas que foram eh sequestradas né pessoas que foram sequestradas em áfricas em África e trazidas aqui para o que a gente conhece hoje pro o Brasil e é violentadas né suadas então também a gente precisa eh deslocar o nosso olhar porque muitas vezes a gente conta a história num ponto né de Romantizar essa história Isso tá muito atrelado à educação né porque a educação também Eh contribuiu ou contribui para essa narrativa hegemônica né então
quando a gente pega um livro didático que não traz ou que eh reafirma a o o lugar né da pessoa negra num lugar de violência o que que isso significa né então eh a gente né eh entende que a educação ela tá muito ela é utilizada como um instrumento para né construção dessas grandes narrativas né gente então Eh por isso que a gente também precisa eh talvez fazer esse movimento de Desessencial né Eh a a a educação né a história da educação e aí tem justiça social que é extremamente importante né então justiça social eh
a concepção que a Bel hooks trabalha eh se encaminha né para Pra justiça social A democratização então Eh ainda que a gente question né a democracia eh existe um Marco né na nossa história que é o processo de democratização do Brasil que é se dá ali na década de 80 ainda que a gente questione de que forma essa democratização aconteceu historicamente a gente fala de uma mudança né Eh a gente sai de um contexto de ditadura para um paraa democratização né do Brasil Que aí passa pela pela eh pela ação né dos movimentos sociais principalmente
do movimento negro né então também a gente precisa falar sobre isso né do Movimento dos movimentos Sociais das classes trabalhadoras né dos movimentos eh organizados então dos principalmente também dos movimentos negros né isso E aí quando a gente fala de movimentos sociais dos movimentos sociais da educação então doos movimentos negros voltados para educação dos movimentos das Comunidades indígenas voltados também para educação então eh a educação ela é um movimento também ela é um movimento social e aí a gente tem como Referência a Nilma Lino Gomes né que vai trazer o movimento negro enquanto o movimento
educador né Eh então a história da educação fala isso né os a educação enquanto movimento e aí o movimento negro Traz essa perspectiva de um movimento educador né de emancipação de de emancipar por meio da educação eh a base né então a formação da educação cooperação prática eh todas essas palavras que vocês colocaram aqui Elas eh precisam ser eh compreendidas também a partir de uma criticidade né porque quando a gente fala de inclusão eh a gente tá falando de inclusão eh mais num contexto Brasil né Eh ainda que não a gente não viveu a inclusão
plena E aí se a gente olha pra história do Brasil que é uma história passa pela escravização de fato as pessoas negras elas eh a gente pode questionar elas foram Incluídas houve uma inclusão plena né a história vai dizer pra gente que não né então isso precisa ser olhado também de uma forma crítica né porque se eh Se tem a ideia de que ao falar de educação inclusiva que já está resolvido né quando você traz o conceito educação inclusiva Então tá tudo resolvido não né porque se a gente for olhar inclusive para as legislações que
tratam a educação inclusiva há uma dificuldade se definir inclusive o que é né inclusão Então e não se define né Eh talvez a dificuldade está justamente porque não se não se deveria né trazer uma única definição mas assumir inclusive que é um conceito poliênico né que você vai ter várias eh perspectivas de inclusão né Eh aí o Jonathas colocou aqui né difícil não atrelar nossos modelos aos modelos europeus Pois parece que ainda somos colonizados então no início do nosso do nosso encontro eu falo né Por mais que Eh enfim não estejamos mais na no período
colonial mas assim há né Eh resquícios né Então ess essa essa colonialidade né que é mantida pelas relações de poder que a gente né tem na sociedade esse colonialismo que a gente né vê eh também nas instituições por meio não somente nas instituições né mas também nas relações né nas relações de poder porque o racismo ele é compreendido pelas relações de poder né Eh as violências de gênero Passa então pelas pelas relações de poder então a gente precisa eh perceber que mesmo não eh eh vivendo né não estando nesse período mas isso se mantém Porque
também tem uma discussão gente muito forte assim ai provavelmente vocês já devem ter escutado isso de que assim a gente não é não vive mais a anização então portanto isso não existe mais isso já tá isso já acabou eh não existe mais o racismo você Precisa esquecer o passado porque agora a gente tá em outro contexto não né assim eh por mais que a gente não esteja mas muita coisa se mantém por que se mantém porque se mantém através das relações de poder então e através das instituições através das estruturas então assim o racismo ele
é estrutural e estruturante por quê Porque ele acontece n relações de poder né então é isso que explica eh esse eh a gente ainda Eh né vivenciar essas experiências né que nos mostram o quanto somos e a eh vivemos né a colonização né a experiência da colonização os resquícios da colonização e aí se a gente pensar eh a colonização o processo de escravização né como eh um modo de produção né capitalista né porque a pessoa negra as pessoas que foram eh sequestradas em África e trazidas para cá e as pessoas indígenas né foram Eh compreend
foram definidas enquanto mercadoria né então é isso né que a história nos diz eh isso se mantém né então Eh os resqui de se mantém e mais a gente teve um período de ditadura em que não se podia em que havia proibição né havia institucionalizada né daí a gente viu os golpes as os atos institucionais que não que a gente não podia discutir né sobre eh enfim as questões que envolvem a Sociedade brasileira portanto a gente não podia falar sobre o que é ser negro né a gente não podia falar sobre a experiência brasileira sobre
ser negro né sobre os povos que constituem esta sociedade então os povos negros povos originários e mais a gente não podia falar sobre aquilo que eh atingia né de forma violenta essas pessoas Esses povos então assim é como se né Eh então não falar é uma estratégia para negar a existência né do racismo né a existência Né Eh dessa história que foi marcada né pela escravização pela colonização então eh é isso né por isso que a gente tem essa todas essas influências né de Fora estadunidense eh da Europa né se a gente pensar a ditadura
ali naquele período em que se tem uma expansão né do ensino técnico uma expansão da educação as as reformas da educação né na ditadura então assim o que que isso significa né existir então uma concepção de educação para classe Trabalhadora e uma outra concepção de educação paraas classes hegemônicas né então Eh mais uma vez eh essas essas influências que a gente tem é pensando também numa possibilidade de conformar né então a classe trabalhadora como se não houvesse resistência né como se a classe trabalhadora não estivesse organizada politicamente como se os movimentos sociais não estivessem né
se organizando Eh eh politicamente como se não houvesse né Eh grupos coletivos né se organizando coletivamente para eh resistir a a a essas imposições a essas violências então Eh é preciso que a gente Olhe né para isso pensando Por que que eh se tem uma influência hegemônica né nesses momentos e que se mantém até hoje então Eh também São perguntas que provocam Mas se a gente eh olha paraa nossa experiência né Paraa nossa realidade a gente consegue responder e mais se a gente faz né uma leitura da nossa realidade contextualizando historicamente a gente entende esses
movimentos né e a gente entende por exemplo o processo da B CC né O que foi eh a construção da bncc né E que assim para além de qualquer questão a gente também tem que ter é uma visão de que aquele documento ali ele não é o currículo mas ele é um documento né que norteia que traz diretrizes paraa Nossa prática mas que eh eh tem grupos né Eh que estão agindo né que agiram paraa construção desse documento né gente tem Fundações né Tem Fundações que tem aí eh relações com a indústria de cerveja não
que eh isso num primeiro momento Talvez possa não parece ser uma questão mas aí você já tem uma relação com a educação né num outro lugar né de eh você vê a Educação enquanto mercadoria né Eh você você tem ali nesse documento eh concepções de educação né ideologias né E aí é é uma questão também né esses documentos eles representam as ideologias dominantes e ter ideologia gente a gente também precisa eh também né Eh eh sai um pouco assim desse lugar de demonizar a ideologia porque temos todo mundo né a ideologia está na gente não
Está fora né E aí se a gente for lá pro Paulo Freire ele também fala eh que ter ideologia eh não deveria ser a assim a questão central mas a gente precisa olhar qual ideologia você assume a sua sala de aula você tá assumindo uma ideologia hegemônica né então reforçando esses lugares de violência né porque é isso gente temos ideologia né a gente tem né referências a gente tem ideias né sobre algo né Então temos ideologia né a gente precisa assumir entender porque a gente assume determinadas ideologias em detrimento de outras né ou muitas vezes
a gente vai assumir ideologias que eh são contrárias a eh ao a a gente mesma né Por exemplo eu quero dizer a gente assume ideologia que nos matam muitas vezes que estão matando pessoas como a gente então por isso que a gente precisa refletir sobre a nossa prática né e é isso qual ideologia a gente Assume em sala de aula a gente a gente tá assumindo essa ideologia hegemônica né que é imperialista E aí não dá para falar imperialismo se a gente não falar em racismo né Eh porque o imperialismo se mantém também pelo racismo
né eh qual ideologia a gente assume em sala de aula ou a gente fala assim ah ah eu não assumo ideologia porque ao falar isso Você também está se posicionando né então a gente assume né Eh conscientemente ou inconscientemente Mas eu prefiro entender que a gente assume conscientemente porque o inconsciente é algo que a gente não e não vai né assim conseguir acessar muitas vezes e aí fica uma coisa meio Ah mas ele fez isso a pessoa atuou assim porque ela não sabia o que tava fazendo então não dá muito pra gente ir nesse caminho
assim é muitas vezes inconsciente mas também é consciente né Gente assim não dá pra Gente eh assumir determinadas posições porque senão a gente vai começar a falar a pessoa assumir aquelas posições assim a pessoa foi racista mas ela não sabia o que ela tava fazendo né então a pessoa fez eh reproduziu tal violência eh tal opressão mas eh ela não sabia o que tava fazendo né Hoje é meio é meio complicado a gente falar dessa forma assumir essa eh posição muitas vezes a gente vai Fazer Vai reproduzir inconscientemente mas é que tá Qual é o
momento em que a gente muda quando a gente começa a se questionar por que que eu estou fazendo isso por que que eu estou olhando para a pessoa entendendo assim porque o meu comportamento mudou por eu tenho que agir assim por que é que a gente aprende assim sempre porque a gente não pode mudar essa forma né de eh de construir o conhecimento em sala de aula porque eu não posso fazer uma roda na minha sala Porque eu não posso sair do espaço da sala porque eu não posso trazer uma começa assim entendeu começa assim
não é assim que tem que eh que a gente tem que eh seguir né questionando porque que algumas coisas são naturalizadas né então por que que a população Por que que os povos originários dos povo negro é inferiorizado não dá pra gente continuar reproduzindo né aquela né aquela aquela eh aquelas teorias né do começo lá do Século do século passado né de que existia raça inferior e raça superior isso já foi inclusive superado mas é preciso que a gente fale olha ainda que superado a raça enquanto construção social se mantém nas relações de poder isso
está presente na educação entendeu então [Música] Eh eu falo isso porque a gente traz vários conceitos né e por trás desses conceitos existem muitas questões aí que A gente tem que levantar né Eh agora eu vou fazer uma outra eh vou parar aqui vou projetar de novo paraa Gente vou pedir para vocês responderem uma outra questão para mim também do mesmo Da mesma forma mas agora eh sobre o que é didática para vocês aí novamente quem não conseguir fazer a leitura do qrcode Pode pôr no chat também se quiser falar abrir o microfone e falar
também [Música] um eh vou dar dois minutinhos tá gente aí as palavras que estão aparecendo aqui né pra gente é Método ensino aprendizagem personalização metodologias gestão de tempo efetividade métodos processo olhar atento organização efetividade formação método construção conteúdo foco prática eh vou ver aqui no chat agora eh prática de ensino método maneira didática é técnica método é maneira Possibilidade de ensinar e aprender fazer a didática é a metodologia a técnica utilizada para ensinar desenvolvimento de técnicas de ensino método de aplicar direcionamento encantamento conseguir despertar o interesse sobre algum assunto comportamento didática é a forma de
ensinar uma forma aliás didática é uma forma de ensinar uma forma que cada um utiliza para alcançar os seus alunos e eternizar esse conhecimento técnicas que Facilitam o aprendizado formas de ensinar reflexão métodos para ensino caminho forma de ensinar colaboração compartilhamento motivação aprimoramento transferência de conhecimento humanização gestão aprender eh modos operantes direcionamento processo olhar atento metodologia eh são assim metodologia apareceu bastante né metodologia no singular metodologias Métodos práticas prática também apareceu bastante ensino né a dupla ensino e aprendizagem eh é isso deixa eu ver aqui no chat A análise de desenvolvimento com as técnicas e
métodos de ensino formas de estímulo a método de ensinar então todas essas palavras né esses conceitos também eh a gente eh a gente quando fala didática a gente já relaciona também tem um porquê né porque O ensino de didática ele também foi construído né Eh nesses pontos né então como enquanto metodologia enquanto método enquanto prática E aí a gente também vai ver um pouquinho no texto da eh que eu vou trazer e vou apresentar agora para vocês então eh pensar didática tá tá sempre relacionado a uma questão prática tá sempre relacionado a uma questão de
métodos tá sempre eh relacionado a uma questão de métodos né então é eh da Concretude né do ensino né então eh a gente também vai entender porque que isso acontece processo de ensino e aprendizagem que deve se levar a uma reflexão sobre as práticas então agora então a gente eu vou começar a apresentação do texto e aí se vocês tiverem dúvida é só eh interromper e a gente conversa não sei se todos tiveram acesso ao texto eh eu eu também sempre eh tento trazer aqui nesse momento né Pra gente fazer a leitura coletiva porque entendo
que muitas vezes talvez vocês talvez não vão conseguir acessar na semana e tal mas mesmo que vocês não tenham feito a leitura para este encontro seria interessante que vocês possam fazer futuramente assim porque é um texto eh interessante né para pensar justamente porque que que a gente faz essa relação né entre eh didática métodos metodologias prática eh e também Paraa gente pensar as concepções de de didática né que por que que a gente tem essas concepções né Por que elas se alteram e o fato delas se alterarem historicamente não significa que elas deixaram de existir
né Eh e aqui tem uma reflexão da Eloí não só o racismo as relações de poder na nossa sociedade também se manifestam em outras situações além do preconceito racial respeito ao ser humano reflexão sobre as nossas condições sociais por Meio da educação pensar sobre valores é o que precisamos muito nos nossos ambientes educacionais tenho visto por exemplo muito em tolerância a religião sim parece que acreditar hoje em algo é ser alvo de agressões até no meio de educadores fico triste com isso então Eh diminui o racismo e aumentam outras intolerâncias Eu acho que o racismo
não diminuiu ele continua eh existindo e assim eh se atualizando cada vez mais assim Não dá pra gente falar que o racismo diminuiu porque a gente ainda vê dados né assustadores assim né Eu acho que não essas essa comparação né Eh é importante também que a gente eh tenha certos cuidados com com comparar porque as as opressões as violências elas eh eu entendo que não eh porque senão a gente pode pensar assim que existe um tipo de violência que é tolerável e que é superável isso é Um problema é que o que Talvez possa parecer
diferente é como a gente né está em relação vivencia essa opressão entende essa opressão mas o racismo ele não diminuiu pelo contrário né aí e esses atos eh de intolerância à religião por exemplo se a gente considerar religiões de matrizes africanas eh a a intolerância só M E se a gente considerar né mulheres negras eh que são representantes de religiões de matar também eh não é um acúmulo mas essas violências elas estão eh entrecruzadas né que é o que a gente vai falar eh talvez vocês já devam conhecer que é a interseccionalidade para como método
para compreensão né dessas opressões porque elas não são acúmulo né Elas eh se Entrecruzam E aí assim por isso que assim eh a gente não fala né mulher e negra é mulher negra porque isso eh não é não é um adjetivo não é uma qualificação né é uma construção né é uma categoria inclusive foi criada também definida né Por uma eh por uma teórica Negra feminista lélia Gonzales para explicar a condição da mulher negra né Ah tudo bem stepan É mas eu mas é mas assim só para ficar eh entendido aqui Entre nós a aula
é de didática e fundamentos da educação né Então tá porque foi assim que eu eu recebi é eu acho que assim a gente precisa olhar sim viu para cor a gente precisa olhar sim eh não eh neste lugar de eh violência e inferiorização mas a gente precisa entender que nós não somos iguais nós somos diferentes a gente precisa reafirmar as diferenças porque se a gente Eh parte deste lugar de que todos somos iguais muitas violências vão continuar eh se perpetuando muitas violências vão continuar sendo negadas né muitas violências vão continuar sendo reproduzidas né então eh
a gente precisa sim eh olhar pras diferenças mas não nesse lugar para reforçar as desigualdades mas entender que somos diferentes né E é isso que faz com que a gente inclusive aprenda a gente aprende com diferente né isso não Sei o quem estou falando e aí pode ser até um lugar comum né muitas vezes a gente vai ouvir a gente aprende com diferente mas o que isso significa gente a gente aprende na diferença né Eh E quando é que a diferença Deixa de ser diferença e passa a ser desigualdade né então Eh são essas impões
que a gente tem que se colocar né o Walter quer falar e a Eliane também eu só vou pedir para vocês serem assim eh um pouco rápidos na fala porque eu Ainda vou eu vou eu eu pretendo iniciar o texto né pra gente discutir é assim professor Bom dia a todos eh os números né as estatísticas etc enfim como é que o racismo acabou e tem umas pessoas que não gostam da da expressão racismo estrutural e etc como a senhora disse porque talvez eleva a conversa a um nível de de calor ideológico mas é muito
simples como é que o racismo acabou se 70 por C dos encarcerados são negros 70% de quem vive No esgoto a céu aberto é negro mais de 70% que não tem acesso à educação saúde etc é negro Então como que essa conta fecha né professora é então talvez a nossa percepção porque é isso que eu falei talvez a forma como a gente perceba eh e aí isso vai muito do lugar que a gente ocupa socialmente né Eh a gente não perceba eh a gente eh perceba Aliás a gente não Perceba o racismo E aí a
gente tem essa ideia de Que o racismo está diminuindo ou que ele não exista né mas por isso é que a gente precisa eh acessar e entender e ler e compreender essas outras realidades né por isso é que é um problema a gente falar que né a gente reproduzir falas do tipo somos todos iguais né não somos gente a escola tá aí para dizer pra gente as nossas salas de aula tão aí colocando isso pra gente se isso realmente fosse eh Por que então a gente precisa ter Leis para reafirmar né Eh né Por exemplo
a importância da gente ter eh uma abordagem em sala de aula né das culturas dos povos negros e dos povos indígenas dos povos originários né Eh justamente porque essas diferenças elas foram eh transformadas em em eh em desigualdades né eu ia falar diferenças eh em deficiências porque é isso vamos trazer aí é a perspectiva da educação inclusiva que a gente tem hoje Né as diferenças são colocadas como def né o que aí vai eh levando para essa compreensão também de desigualdade Então olha pra gente ver a importância da nossa linguagem da nossa fala do nosso
discurso e o discurso presente na educação e esse esse discurso hegemônico presente na educação também né Eh isso a igualdade enquanto direito é o que aepan tá colocando né então Eh igualdade enquanto direito mas a gente vê também que isso eh é é muitas Vezes questionado porque eh a gente tem isso né na na na Constituição a gente tem isso nos documentos oficiais mas eh isso não acontece né na sua Plenitude Mas não é por isso que não devemos né que a gente enquanto professores e professoras eh reivindicar né Eh igualdade nos acessos né então
quando a gente também fala de igualdade nos acessos a gente tá reconhecendo que partimos de lugares diferentes né E aí como é que a gente faz para diminuir Essas essas eh diferenças né no caso essas desigualdades né porque diferença e desigualdade não são sinônimos tá gente então como é que a gente faz para diminuir essas desigualdades então quando a gente fala de direito em igualdade igualdade de acesso né ou eh defender que a educação ela deve ser um direito para todos mas o que a gente vê é não é não é isso né a gente
vê aí vários problemas eh Eh que historicamente se colocam pra gente Então como que a gente faz para diminuir essas desigualdades as políticas públicas estão aí né para eh podem nos mostrar com Como diminuir essas desigualdades E aí a gente que que a gente vê as as eh políticas públicas são sempre questionadas né Eh é sempre um campo eh de luta e de disputa Então nada como eh falam nada está dado nada foi dado né eh e aí se a gente olhar paraa história Da educação as primeiras políticas públicas que a gente tem não são
essas que a gente eh entende hoje eh se a gente pensa no processo lá da República né no embranquecimento da nossa sociedade né na facilitação que eh o governo né do Brasil naquele momento traz como política né para embranquecer é a facilitação eh na compra de terras né de imigrantes europeus são as primeiras políticas que a gente tem né são as primeiras Políticas públicas que a a gente tem né Pensa que a educação ela também foi construída nesse lugar né de uma política pública mas para quem né paraa classe dominante paraa classe hegemônica então Eh
aí quando esse quadro É questionado ou se altera Eh aí as pessoas negras né Eh são taxadas como identitárias bom as pessoas brancas Também são identitárias áreas a classe hegemônica também é uma classe identitária né É que esse esse conceito identitarismo ele é colocado sempre nesse lugar né Eh pejorativo né Eh e não é isso né Eh como esses conceitos eles são apropriados né por essa lógica neoliberal que também é hegemônica que também eh Coloca aí diante de nós os privilégios de uma classe hegemônica né Porque se apropria desses conceitos da forma como quer e
manipula toda uma concepção uma compreensão do que se acontece né hoje na sociedade então assim as primeiras políticas estão lá se a gente for pra história tá lá né política de terra eh de facilitação de compra pros Imigrantes eh europeus eh e aí eu não estou nem dizendo que não não havia são ali mas eh se a gente pensar que foi retirado da população Negra eh a possibilidade de comprar terra né Eh o que que isso significa né a gente vê isso na nossa cidade hoje na construção das nossas cidades né na construção né de
enfim a gente entende São Paulo a partir disso né Que que isso significa né então Eh quando a gente falar as pessoas eh escolhem morar em determinados lugares e por isso como se elas estivessem escolhendo eh passar por uma violência né em relação a ao ao Lugar onde ela mora né quero dizer passar por soterramento passar por alargamento passar por despejo como se isso fosse eh esse sofrimento fosse uma escolha né não isso é se a gente olhar pra história a gente entende por quê né hoje pra gente acessar a casa própria todo mundo consegue
acessar né a gente vê as diferenças nas nas taxas nos impostos a gente vai entendendo muita coisa a gente vê Os territórios que são segregados né as Divisões que existem nos territórios isso diz também de um lugar né eh e aí não dá pra gente não eh se distanciar e não dá pra gente negar não olhar pra história e e perpetuar essas narrativas que naturalizam e banalizam né a experiência das pessoas negras na sociedade brasileira né não dá E aí por que a gente tá falando isso gente porque na nossa escola a maioria das não
é porque a gente a gente também a gente tem que entender que a história da Pessoa negra a história dos povos negros a história dos povos originários a história do Brasil não é uma história eh anexa não é uma história de apêndice é a história do Brasil né então não dá mais pra gente ficar eh negligenciando isso né a Eliane quer falar ela levantou a mãozinha pode fala [Música] aíe quero sim Bom dia professora a todos eh a minha fala já foi contemplada na sua mas eu gostaria de de completar Dizendo que é preocupante algumas
falas de alguns docentes ou algumas pessoas que ainda estão em formação né para eh estarem em sala de aula porque nós somos formadores de opiniões né então a gente tem que eh pensar Qual é o nosso lugar de fala onde estamos E qual é o nosso público e ainda que o nosso público não seja aqueles que sempre foram segregados esse público vai ter contato com o que foram segregados né então é é Preocupante porque tem discursos que eles eh podem levar até o ódio né Eu sou do Nordeste e quando a gente pensa em minorias
mulheres estão inclusas o preto está incluso os homossexuais estão inclusos né mas quando a gente tem uma uma sociedade menos desigual eu acho que as diferenças sejam elas humanas ou não elas vão ser eh a gente vai ter mais facilidade de lidar né não vão ter alguns problemas que a Gente não tem não vai ter que tá tapando buracos do passado mas a gente não pode esconder o passado que infelizmente ele foi cruel e ainda eh repercute na nossa sociedade então a gente tem que repensar essa educação que educação eu estou proporcionando ou quero proporcionar
né uma educação libertadora uma educação crítica mas que não não é a minha cor de pele que vai dizer o que eu vou ensinar ou não mas o contexto histórico pode me sensibilizar para eu proporcionar Educação melhor e de qualidade e aí lembrando né Eh que também se tem uma ideia de que as pessoas eh Nordestinas né que eh é que não existe pessoas negras Nordestinas né Isso é uma questão no Brasil eh e não sou eu quem estou falando né existem intelectuais negros como Cloves Moura que vai falar sobre isso né Eh não existe
né Eh pessoas destinas Negras né então por qu é todo um um projeto e um processo né de apagamento de invisibilização dessas populações né E aí a stepan colocou uma informação aqui que é extremamente relevante paraa Nossa reflexão né De acordo com a imge em 2023 71,6 dos que terminaram eh dos que não terminaram né o Ensino Médio eram pretos e pardos E aí é a partir desse dado a gente tem uma Reflexão eh pode fazer uma reflexão né a gente tá no ensino médio se a gente tem esse dado de 71,6 eh não concluíram
o ensino médio são pessoas negras pretas e pardas são jovens isso significa gente que eh essas pessoas não vão chegar na na universidade é uma forma de exclusão E aí você não tá na universidade você não vai est eh você não vai acessar Não tô dizendo que é eh linear né Acessou a universidade vai acessar o mestrado a Doutorado a pós-graduação mas isso vai ter Impacto então o que que isso significa que o nível eh a educação superior o ensino superior e a pós--graduação ainda eh eh continua né sendo para uma classe dominante ainda que
assim vai algumas pessoas podem falar que o ensino superior eh eh mudou muito né Sim a gente considera as mudanças mas quando a gente Olha para esse dado eh assustador então quer dizer significa que eh vai ter menos pessoas negras nesses lugares nesses espaços e mais a produção científica nesses lugares desses lugares que né a universidade produz conhecimento científico a pós a academia produz conhecimento científico e esse conhecimento científico ele tá sendo produzido por essa população hegemônica que não vai contemplar eh as diferenças ou que vai contemplar as diferenças Somente a partir do aspecto das
desigualdades quando contemplar né então assim eh isso é é um um dado que preocupa né então eu vou aqui pro texto acho que acho que era isso que a que a Stephanie queria falar isso stepan ou você ainda vai falar que eu vou eh seguir aqui gente Qualquer coisa vocês podem eh interromper também tá com a mãozinha e fazer a pergunta então a gente viu aí o que é a didática e agora a gente Eh vai aqui para o texto Então assim sei que vocês não acessaram eh infelizmente mas eh importante fazer aqui a a
leitura né Eh Opa Então o texto por uma didática decolonial epistemologia e contradições que é da professora Maria Amélia souro ela ela faz essa pergunta né Qual a didática para a escola básica pública em tempos tão adversos onde está a didática na escola pública a proposta né conforme a professora Franco vai trazendo era para Que se considerasse os tempos atuais né na perspectiva de sua adversidade assim minhas preocupações iniciais ela falando né no texto focaram a questão metodológica e a questão do contexto do contexto temporal o método de deveria provocar então uma reflexão nos docentes
que fariam parte da pesquisa e produzir a participação deles tanto na perspectiva de disponibilizar esses dados da reflexão quanto para ajudar a ler a escola atual em que ela foi fazer Né então é importância né da das pesquisas empíricas e interpretar as reflexões eh dos demais sujeitos né então Eh você participa da pesquisa faz a leitura desses desses dados e interpreta o que esses sujeitos eh que participaram da pesquisa né falaram O Que Eles responderam isso gente é fazer pesquisa com os sujeitos né não é sobre né já é uma mudança de perspectiva muito grande
né porque normalmente é há pesquisas normalmente não é normalmente Mas eh o que a gente mais vê é que as pesquisas são realizadas sempre nessa nessa nessa perspectiva né eu falo sobre né isso eh traz alguns perigos para traz algumas algumas questões pra gente com relação ao tempo histórico adverso foi preciso recuar um pouco no tempo e problematizar alguns momentos que demarcaram sinais eh perceptíveis então agora vou aqui para outra eh considerei que cada tempo histórico Né isso a professora Franco vai falando que cada tempo histórico Segue uma lógica específica porque é organizado conceitualmente por
isso que eu fiz inici com vocês essas questões sobre o que vocês entendem sobre didática e fundamentos eh eh da educação né por esses tempos históricos eles são organizados conceitualmente por sujeitos que são condicionados em sua subjetividades temporais no entanto diz a professora o tempo atual se torna mais Cruel quando se organiza em torno da lógica neoliberal nos contornos da supremacia do mercado financeiro e em detrimento das perspectivas humanistas e de valores de solidariedade e participação do sujeito nos rumos da sociedade em que vive então Eh é muito complexo né a gente a gente eh
refletir sobre o tempo atual mas não é não é por isso que não devemos fazer que a gente não deva fazer isso mas eh aquela a sensação né de que a gente Tá refletindo o nosso tempo e que aquela reflexão ela vai se alterando né aquilo que a gente tá pensando e construindo se altera muito rapidamente por isso né Por Toda essa lógica mas porque eh principalmente se a gente considerar né quando a gente vai olhar os dados né como a Stephany trouxe então ess isso vai sendo alterado constantemente né eu falo que quando eu
tava fazendo a minha dissertação do mestrado a cada vez que eu voltava né paraa pesquisa para Escrever eu sempre uma uma questão diferente por quê a gente tá nesse tempo e espaço mobilizando um tempo e um espaço que já tá distante da gente mas que ainda se mantém né que é o que a gente vê na na nesses resquícios né da colonização da escravização nesse nessa colonialidade né Eh que tá presente na educação né que se mantém pelas relações de poder né então na escola existem relações de poder A escola é constituída por relações de
poder né a educação Então e aí ela recupera ali então esses elementos né Eh da história da nossa educação então a educação jesuítica né Eh o ensino enciclopédico E aí ela fala né Ela traz uma informação a década de 1920 produziu o declínio das oligarquias né ela vai trazendo esse contexto histórico Mas então a elid já tá na década de 1920 que é ali primeira república enfim eh o declínio das oligarquias tão firmemente instauradas em solo Brasileiro né a Classe burguesa ganhou destaque se fortalecendo como com o seu poder econômico e com uma ideia né
de expectativa social e a queda das oligarquias e as ascensões da burguesia industrial aliadas às transformações políticas político culturais emergentes às guerras mundiais a Revolução de 1930 ao Tenente ismo a presença do Partido Comunista a semana de arte moderna e as linhas de pensamento filosófico dos escolanovistas e dos católicos né serão Incorporadas à educação e influenciarão a organização escolar Neste período ou seja olha assim quando a gente olha para pra história da educação a gente vê todas essas influências e assim eh não é como eu falei porque não porque passamos né Por ess por esses
momentos que elas hoje que elas não existam hoje né Elas estão presentes né na nossa eh na nossa organização escolar a nossa prática né então por exemplo eh quando ela traz aí né o movimento do escola novista que é Escola nova eh essa escola nova não era para todo mundo então a gente precisa ter também isso muito eh assim compr ido porque se tem uma ideia de que a Escola Nova Era eh o acesso estava garantido né a todos né E aí é uma influência estadunidense é uma influência eh que tem aí por trás toda
uma experiência de um imperialismo também né Então Eh por isso que assim se tem sempre uma uma perspectiva também de que essas novas concepções elas surgem surgem né Isso também já é questionador porque não surgem elas são elas acontecem elas de elas vem de processos como eh né Elas surgem Não elas não surgem elas são processos elas são eh consequências de processos Mas também se tem essa perspectiva de que essas concepções vão resolver a educação e aí como que a Gente resolve eh resolve né como que a gente busca uma educação eh mas eh Enfim
uma educação outra que não essa se a gente só importa a teoria né E aí nas décadas de 50 e 60 a professora vai falar a rede pública de ensino estava disponível para apenas 35% da população a pedagogia então do Oprimido eh que é do Paulo Freire tá ali em 1984 né e é importante marcar isso porque é a experiência eh de uma pessoa de um né do Paulo Freire Então traz a experiência também do trabalhador da classe trabalhadora mas também desloca né paraa compreensão do Nordeste né da experiência do Nordeste e aí assim a
gente até pode trazer algumas eh alguns questionamentos mas é é importante também a gente reconhecer eh é importante não a gente precisa reconhecer e é reconhecido já vem sendo reconhecido né o trabalho do Professor Paulo feir e aí ela traz ela destaca Então eh um trecho aqui né Eh do Paulo Freire que diz né é preciso desocultar a ordem prévia Que estrutura a sociedade é fundamental que cada sujeito aprenda a identificar seu local social para que deste lugar aprenda a lógica de domesticação que o sistema social impõe então assim quando eu falei a gente precisa
entender os lugares que a gente ocupa são esses lugares sociais que a gente ocupa porque eles foram Construídos né eles foram eh definidos né para para eles foram definidos para que a gente ocupasse mas eu tô dizendo que essa ocupação ela não se dá de forma eh H questionamentos também né Por exemplo esses controles sociais né essas imagens eh de controle social né então por exemplo você trabalha com uma concepção de de identidade né que é que vai ali eh os os estudos né sobre identidade surge ali Com a modernidade com essa ideia de modernidade
que já é aí no século X 20 Então essas identidades elas são criadas para eh conformar né para fixar eh a subjetividade das pessoas o que eu quero dizer tem uma compreensão do que é ser negro nesta sociedade então Eh e o que é ser negro para esta sociedade é tá sempre atrelado a algo negativo Então essa construção né do que é ser negro dessa identidade eh do que é Ser negro tá nesse lugar negativo e isso é uma construção isso tem uma intenção isso é faz parte de um projeto né que eu quero dizer
é Preciso olhar paraa história para entender né para não naturalizar então por que que se se coloca o negro a pessoa negra nessas condições né Eh E por que que isso se mantém por que que essas concepções se mantém eh nos dias de hoje como a educação ela tá nessa relação né E aí depois a gente Tem eh a construção do INEP anterior a isso a gente tem o processo da ditadura né então e ela fala de 1964 1985 houve um aprofundamento das práticas pedagógicas tecnicistas da didática instrumental e do ensino domesticador do pensamento e
aí ela vai então recuperando as teorias né as teorias críticos eh as teorias crítico-reprodutivistas que é a TCR que aconteceu ali entre 60 e 70 que é o Movimento de pesquisadores que absorveram as teses reprodutivistas e passaram a pesquisar mecanismos que permitam a escola servir aos interesses capitalistas e produzir práticas sorrateiras disfarçadas que dificultavam a presença a permanência e a permanência e o desempenho né das classes populares na escola ela recupera esse pensamento né de um pesquisador de Charlot segundo aí ela vai recuperar também os estudos do Aler né que tem a Escola enquanto um
um instrumento ideológico óg né então segundo pesquisador dessas teses reprodutivistas a escola se constitui como um dos principais aparelhos ideológicos do Estado pois funciona como regulador e controlador das massas sendo as práticas escolares responsáveis por preparar a mão de obra para as indústrias consumar eh consumando né a ideologia da alta burguesia dominante então Eh como eu falei né anteriormente né A a A educação a escola eh enquanto o espaço né onde a educação eh se realiza ela é Ela reproduz né a as concepções né Essas ideologias hegemônicas né então a gente também precisa olhar para
isso eh e não se distanciar desse dessa compreensão né gente porque senão a gente vai acabar naturalizando e reproduzindo violências eh a escola é desterritorializada né que ela vai ali trazer uma a os anos 1964 não Ela traz Alguns dados né do censo dados do censo de 2018 aí ess essa relação né temporal e recuperando Eh esses dados históricos dados do censo de 2018 mostram que a rede pública no Brasil é ainda muito grande e que 77% dos alunos do Ensino Fundamental estão na escola pública porém a escola pública está aos poucos se configurando como
uma escola para pobres como bem Explicita Libânio Libânio é um professor que que pesquisa Eh é uma referência né nos fundamentos da educação para pensar também em didática né E ele fala a escola que sobrou para os pobres caracterizada por suas missões assistencial e acolhedora incluídas Na expressão educação inclusiva transforma-se em uma caricatura da inclusão social as políticas de universalização do acesso acabam em prejuízo da qualidade do ensino Pois Enquanto se eh Se apregoam né índices de acesso à escola agravam-se As desigualdades sociais do acesso ao saber inclusive dentro da escola devido ao Impacto dos
fatores intraescolares na aprendizagem então eh e aí vai eh vai muito do que a gente tava falando né se tem uma uma uma inclusão mas não é uma inclusão plena porque não se considera inclusive esse contexto do Brasil né então continua-se eh a reproduzir essas concepções dessas teorias E aí você tem a exclusão dentro da escola né você inclui e ao mesmo Tempo exclui né E aí ela eu vou vou só finalizar esse slide e daí a gente retoma ela então começa a explicar apresentar pra gente no texto Qual é a metodologia que ela utilizou
e por dessa metodologia né então como eu disse lá para vocês no início ela vai trabalhar com questionário com alguns questionários com algumas perguntas e dessas perguntas ela vai coletar as respostas dos dados e vai fazer um balanço né do que ela coletou mas sempre Nessa perspectiva de construir com as pessoas que estão participando da pesquisa Então ela faz os ela faz as questões as pessoas respondem as pessoas vão acessar os dados e vão interpretar esses dados E aí entender Por que eh as pessoas eh estão trazendo essas respostas porque de acordo com a autora
isso tá eh relacionado aos contextos em que elas vivem né enfim as experiências que elas têm então uma das grandes questões né Eh Nessa metodologia que ela traz é identificar uma pergunta ou um roteiro de perguntas que produz uma reflexão no sujeito para além das respostas prontas que este normalmente teria porque quando a gente pensa em questionário não sei se vocês já puderam trabalhar com o questionário eh fica né assim perguntas abertas e fechadas mas que são sempre perguntas que assim eh são feitas já pensando na resposta e aqui ela queria exatamente o contrário Ela
queria eh trazer perguntas que pudessem trazer reflexões né então e aí ela eh vai ali trazendo a uma enfim a teoria né para explicar e aí ela traz uma referência então e ela diz da Ótica do sujeitos a relação com o saber se assemelha a um processo de autoformação revelador da subjetividade da reflexividade eh do sujeito Ela traz aí Kaline S né que ela mesmoo traduziu então que é uma referência que trabalha Com o Ban que é essa metodologia que ela escolheu que novamente é um balanço né Se a gente fosse traduzir das respostas que
as pessoas eh trazem para alguns questionamentos mas não é qualquer forma de questionar é um questionário eh que produz aí a reflexão e por qual é a intenção desses pesquisadores né é trabalhar justamente essa Ótica né da relação eh do Saber enquanto um processo né de auto autoformação então na medida Em que eu aprendo na medida em que eu acesso outros saberes eu estou me autoform também isso vai revelando a minha subjetividade né A minha Reflex tidade a minha a minha possibilidade a minha capacidade de refletir sobre aquilo né E sobre como eu me constituo
eh um indivíduo né desta sociedade então o saber tá relacionado com a subjetividade né Eh e com a constituição desse sujeito né E aí gente tem Um aqui algumas alguns eh alguns comentários da Fabiana realmente estar na escola não significa que os alunos acessam o conhecimento são salas cheias eh com muita indisciplina uma burocratização os professores perdem mais tempo preenchendo formulários é porque a escola também virou esse lugar né de uma empresa Então você não tem uma escola você tem uma gestão né você tem você não tem professores você tem gestores né E aí eh
Fabiana coloca Então As crianças e jovens estão na escola inclusive mais tempo mas a qualidade deste tempo Onde está exatamente apesar da inclusão e tempo integral eh acho que eh muito pouco avançou então Eh por a gente tem a escola nesse lugar né como uma Ema isso é parte inclusive dessa concepção neoliberal imperialista né é número né gente é número é matrícula entrega é produto N E aí é também de uma concepção Neoliberal Mas também de sobre a sociedade em que a gente vive né uma sociedade capitalista né E que se mantém capitalista porque também
é racista né então e aí quando a gente fessa porque a gente vê né se a gente começa a ver nas bases né quem tá ocupando os trabalhos eh mais precarizados né Eh são as pessoas negras né então e a isso vai se mantendo essa lógica neoliberal ela vai se retroalimentando né por essa Experiência eh por essa pela forma como a nossa sociedade se configura né E aí novamente não é naturalizar a gente tem que ent esses processos históricos né Eh a nossa sociedade eh a sociedade humana né aí não ela passa de um estágio
né em que o trabalho ela é uma condição humana mas aí passa a ser eh uma sociedade capitalista porque se percebe eh a possibilidade né da do do excedente né daquilo que é produzido a né A Mais e aí é da exploração eh e eh Entender e compreender as pessoas negras né enquanto mercadoria as pessoas escravizadas as pessoas que foram escravizadas enquanto mercadoria E aí a gente tem o tráfego né Eh que era feito mesmo depois quando não ex quando foi extinto né o tráfego ele se Manteve então assim eh não está dissociada né Eh
uma sociedade capitalista e racista né ISO quais são os impactos disso paraa educação aí tem uma pessoa com inha levantada eu não sei Quem é porque tá aparecendo só Samsung aí pode falar oi sou eu professor Bruno prazer eu sou pode abaixar a mão né Deixa eu ver aqui pronto eu vou falar rapidamente tá Eu sou professor de arte do Estado tá eu sou contratado e assim eh pelo que eu alguns professores falam eles me vêm assim o livro pela capa eu tenho o Narizinho bonitinho eu tenho sou branco tenho o rosto rosadinho assim então
eles me vem Assim como burguês que empina pipa no prédio sabe e e eu gosto de ressaltar o seguinte a gente eu acho que a gente olha bastante assim e os alunos têm vivenciado muito isso o livro pela capa e é uma coisa que eu não gosto de fazer com os alunos sabe eu Acho que todos a gente sabe que a educação é livre acesso para todos né E a gente não pode filtrá-la né Independente de cor raça essas coisas e até mesmo pelo número a gente vê a gente Já tem esse acesso os alunos
têm acesso Inclusive a isso e eu acho que essa é uma questão é extremamente importante a identidade né tanto quando a gente fala da aparência quando a gente fala do interior eh essas pessoas quando elas vem a minha elas não sabem que eu moro num quarto que eu pego um ônibus todos os dias e e etc enfrento as minhas lutas todos os dias né Assim como cada aluno entende então Acho que cada aluno já tem a sua e extrema dificuldade para Enfrentar e eu acho que esse é um fator que muitas muitas vezes as pessoas
não não vê Porque elas estão mais preocupadas com a aparência e a gente como professor eu acho que o ideal a gente ressaltar exatamente o interior delas para fortificar essa identidade Qual que é a identidade do aluno é a dificuldade é o difícil acesso apesar da disposição que temos né temos educação para todos é difícil mas a gente tem para mim seria Extremamente difícil tem dia que eu chego em casa a perna dói tudo dói terrível Principalmente quando né a gente tem uma certa idade então então eh eu acho que todas essas questões elas são
dificultador para nós agora imagina pros adolescentes as crianças então a gente eu acho que como professor a gente deve ressaltar Qual que é a identidade do aluno agora eles tem acesso eles têm devem ter disposição devem ter e força de vontade Para fazer executar como professor minha disciplina é arte como professor de arte eu observei que muitos alunos eles têm medo e receio de executar arte por quê eles acham que precisam desenhar bem eles acham que precisam fazer um belo trabalho um excelente trabalho e eu falo Não a arte para mim como professor o que
eu quero extrair de vocês é a sua criatividade como você vai pegar a sua ideia e vai transportar isso pro papel ou seja qualquer outro material que você Vai utilizar Então o que eu incentivo e pretendo trabalhar com eles é a criatividade é o senso crítico Ou seja a própria existência porque a arte é isso é a expressão então a minha função é fazê-los com que eles percam o medo de mostrar a existência deles entende então acho que esse é um fator principal que a gente como professor a gente deve despertar principalmente aquilo que a
Gente já vê no aluno a gente já sabe da dificuldade dele a gente já sabe da cor da pele dele Então acho que o que a gente precisa fazer é ressaltar essa identidade Qual que é a identidade você é livre você pode você deve entendeu lutar por você porque ninguém vai fazer isso infelizmente temos pessoas que que eh acabam nos representando não é de fato Mas se a gente não fizer isso por nós é realmente muito difícil então acho Que o que a gente precisa ressaltar pros alunos essa liberdade que eles têm essa incentivar na
verdade apesar de cor de pele apesar de de números de estatísticas de grandes dificuldades que a gente tem inclusive muitos alunos que eu percebo que eles não têm saneamento básico eh pode ser uma exceção como professor Mas eu tento auxiliar todos que que precisam tento ter esse olhar com mais cuidado Mas o que eu tento incentivá-los É não tenha medo de expressar não Não tenha medo de buscar conhecimento Não tenha medo porque às vezes a gente fica enraizado a colocar uma capa julgar a minha capa Então já sabe fica aquela identidade já perturbada Qual é
meu passado Qual é a minha história Qual é a minha família já fica uma identidade assim não sei se vocês já tiveram essa essa experiência às vezes eu quando fico com certas pessoas no mesmo local eh com pessoas diferenciad que tem mais poder De autonomia mais poder aquisitivo a gente fica meio assim né tô sendo sincero Às vezes a gente fica meio assim então principalmente o aluno também né ele fica meio receoso quando tá perto de um professor ou quando tá perto de alguém então já fica aquela identidade Eu não posso eu não consigo Então
acho que a gente tem que ressaltar essa identidade você deve você tá aprendendo você pode errar você tem que buscar é isso que eu queria falar Tá Bom obrigada mas assim gente só para um quando eu eh trouxe a questão da eh vocês estão me ouvindo né quando eu falo da da questão da identidade é falando identidade as identidades políticas né porque assim eh pra gente eh existe assim a nossa a nossa a construção da nossa subjetividade das nossas identidades eh então subjetivamente a gente se percebe e se entende nessa sociedade né Eh de uma
maneira e a forma como a gente se percebe se entende ela também passa por todos esses aspectos que a gente tá discutindo aqui né então Eh as nossas experiências as nossas relações Os territórios né enfim e aí quando a gente traz eh a questão da identidade identidade política né Eh como ess esses jovens eles são percebidos nessa sociedade né e sim assim eu acho importante a gente consequência não eu eu só para assim Para pontuar eu eu entendi perfeitamente a sua fala e acho que é importante acho que é que é sim que a gente
deve eh falar mais sobre isso mas assim quando a gente fala de identidade política é como esses jovens eles são compreendidos nessa sociedade por exemplo um jovem negro ele é compreendido num outro lugar totalmente diferente de um jovem branco e com isso eu não estou dizendo que a pessoa branca não vive em si opressões Mas são lugares diferentes então quando a gente tá falando de identidade É nesse lugar né E aí assim existe todo um movimento para eh movimento que eu digo movimento social de grupos coletivos para reverter essa essa compreensão né de que eh
a a identidade de uma pessoa negra ela tem que se manter nesse lugar de inferiorização não é isso mas a gente precisa discutir como é que as identidades elas foram construídas Historicamente e elas foram utilizadas inclusive como uma estratégia de silenciamento e apagamento dessas subjetividades entendeu então é exatamente você tá trazendo que você fala para os seus alunos que eles são livres e que eles podem ser o que aquilo que eles querem mas hoje a gente pode falar isso né Por existe todo um um movimento né que foi realizado foi feito para que a gente
pudesse falar isso para que a gente pudesse Trazer isso como Eh algo efetivo Olha você pode ser o que você quer mas para algumas pessoas Talvez isso não seja realizado você a gente pode ser exatamente o que a gente quer ser a gente é realmente livre Então isso vai vai depender da perspectiva e do lugar social que você ocupa né e não é assim eu ocupo aquele lugar porque eu quero é o lugar é umquadro social o Como como que um jovem negro ele é percebido nessa sociedade e como que um jovem branco é percebido
não dá pra gente Falar que é o mesmo lugar porque a gente viu aí um dado estatístico eh jovens negros não conseguem concluir por exemplo o ensino médio dá pra gente falar olha para além das estatísticas Sim a gente pode pensar para além mas a gente também não pode excluir esses dados porque eles eles indicam questões importantes pra gente que tem muita gente fora da escola e quem são essas pessoas que estão fora da escola e qual é o impacto disso para esse jovem estar Fora da escola eu realmente posso virar para ele e falar
se você é livre você pode ser o que você quer se ele tá fora da escola e por que que ele tá fora da escola porque ele teve que sair para trabalhar porque ele teve que sair para sustentar uma família ou porque ele saiu porque ele morreu porque ele foi atingido por essa taxa de de homicídio né então assim eh ou porque ele vê pessoas como ele morrendo diariamente então não sei se assim eu eu acho que é Importante a gente ter uma perspectiva né de engajamento né de eh de mudança mas eh não sei
exatamente se podemos falar né Eh que somos todos Livres somos todos livres diante de eh nessa sociedade né uma perspectiva né dos direitos mas mesmo assim esses direitos não são iguais né a gente vê que eh não é a mes não é o mesmo para todo com isso não quer para todo mundo Com isso também não quero dizer que a gente não deva lutar né reivindicar eh os nossos direitos mas eh a gente precisa entender como as identidades elas são construídas historic né Não dá para você falar que um jovem negro Eh vive a mesma
experiência que um jovem branco e aí assim gente não é uma questão de de de vitimizar as pessoas mas a gente precisa entender o que significa eh O que significou a Escravização da dos povos negros e dos povos indígenas e o que isso tem impacto na educação e nas pessoas né negras hoje né Se isso tiver se isso tivesse sido resolvido como é que a gente explica essas taxas esses índices né então assim é importante a gente ter um um uma fala que engagee mas também uma fala que problematize será que de fato somos todos
livres ou quando quando é que fomos livres de Fato né porque se a gente vive numa sociedade capitalista Que o tempo todo a gente é definido para o trabalho para produzir para entrega e que esse discurso trabalhe mais faça mais para o quê para sustentar essa lógica capitalista como a alguém colocou aqui né assim [Música] eh acho que foi a Fabiana mas esse discurso precisa se esforçar mais é justamente a lógica capitalista Então acho que assim a gente tem são falas importantes que a gente precisa ter né De engajamento mas também eh trazendo eh algumas
problematizações então eh é a gente a gente deve encorajar os nossos jovens os nossos alunos mas assim também considerando todas essas questões né E aí gente a gente passou um pouquinho do meio-dia eh a gente faz a pausa agora e retorna então 1:20 pra gente eh dar eh continuidade aí à nossa aula tá bom eh e aí a gente eu volto eh falando um pouco da atividade e dando continuidade Aqui na na nos nossos estudos tá bom Desejo para vocês Bom almoço então a gente se encontra a gente se reencontra Então à 1:20 tá bom
podem eh eh permanecer na sala só fechar a câmera e o áudio E aí depois a gente retoma tá eu vou eu vou parar a gravação e depois eu retomo no segundo bloco tá bom bom moça gente gravação tá eh e aí gente eu coloquei aqui no no no chat o link da atividade eh vou pedir para todo mundo nesse momento ir lá Clicar e ver se consegue abrir aí do Notebook ou do celular onde vocês estão vocês conseguiram abrir então Gente esse daqui é o forms que vocês vão ter que eh responder então as
disciplinas Professor eu já já abri e já e já respondi Ah tá certo então as disciplinas de hoje é didática né e fundamentos da educação nós discutimos o texto né estamos discutindo por uma didática decolonial epistemologia e Contradições da professora Maria Amélia souro e um texto né um um capítulo do livro ensinando transgredir a educação como prática de liberdade da belel hooks a gente vai falar sobre o encontro dela com Paulo Freire então vocês têm que informar nesse Formes o e-mail de vocês né o nome completo e a turma que vocês fazem parte e aí
tem as questões né Eh A partir dessa dessa afirmação reflitam E aí tem a afirmação quando eu leio ou ouço a palavra Didática ou coisas ligadas à didática minha reação é pensar que ainda sobre didática Quando olho em volta do meu espaço de trabalho na escola pública eu percebo a presença da didática esses três pontinhos que vocês vão ter que refletir e completar em minha vida profissional de docente sinto que a didática pode me ajudar em pode me ajudar com e eu penso que ensinar é E aí a proposta é vocês refletirem a partir dessas
Afirmações né Eh E essas afirmações estão no texto também porque a professora eh souro ela trabalha com essas afirmações como metodologia na pesquisa dela e vocês vão ver que a gente vai eh trabalhar agora e aí é um trecho da Bell hooks né que tá no livro que é a sala de aula com todas as suas limitações continua sendo o ambiente de possibilidades nesse campo de possibilidades temos a oportunidade de trabalhar pela Liberdade de exigir de Nós e de nossos camaradas uma abertura da mente e do coração que nos permitem encarar a realidade ao mesmo
tempo em que coletivamente imaginamos esquemas para cruzar fronteiras para transgredir isso é a educação como prática de liberdade a no livro né ensinando a transgredir eh a gente eu trabalhei com a edição de 2013 que é é a primeira edição que chegou aqui no Brasil e esse trecho tá na página 273 para vocês comentarem esse trecho né Eh a partir do que a gente discutiu e da experiência de vocês tá certo todo mundo conseguiu abrir todo mundo conseguiu eh Salvar esse Formes eu oriento que copiem o link link em algum lugar que vocês consigam depois
acessar facilmente tá E aí esse link ele vai ficar disponível até às 22 horas de amanhã E aí eu recebendo vou baixar todas as respostas vou ler uma a uma e vou eh atribuir uma nota para vocês via sistema E aí essas questões que aparecem né de pessoas que Não tiveram as as atividades corrigidas é porque provavelmente elas eh fizeram atividade depois eh ou alguma questão de sistema eu não consigo verificar agora porque eu não consigo inclusive acessar o sistema neste momento durante a aula tá E aí gente qualquer dúvida que vocês tiverem não só
sobre eh essa atividade que eu estou propondo vocês podem eh entrar em contato comigo pelo meu e-mail é Karina Zacarias @es BR Certo e então a gente vai dar continuidade aqui ao texto tá espero que vocês tenham feito aí um excelente horário de almoço e aí a gente volta aqui pro texto tá bom eh a gente tava eh a gente tava então aqui nesse nessa parte né da apresentação que traz aí essa essa parte da da metodologia então como eu tava explicando eh a professora a professora Franco ela vai trazer Então essa Metodologia que ela
é para nós não sei Para alguns de vocês mas para mim e foi interessante conhecer e observar como ela mobiliza né Essa metodologia com um estudo em educação eh e Porque é importante a gente pensar as metodologias porque ela Ela traz uma outra perspectiva né Eh o como a professora Franco mobiliza então esses questionários né desses Questionários ela não só eh aproxima né dos sujeitos da pesquisa dela mas como eh eles estão eles são convidados né a participar desse processo porque eles vão responder então as questões vão analisar né os dados interpretar esses dados e
entender eh Por que essas questões foram colocadas pois não Ah desculpa te interromper mas eh eu gostaria de pedir por favor a gentileza do link acabaram de colocar aqui no chat e a explicação eu vou olhar O fors Então porque eu perdi eu entrei acho que 5 minutos depois que eu não tava conseguindo acessar E eu perdi o link da da atividade mas colocaram aqui agora no chat ah Posso então se você eu posso explicar novamente Não tem problema ah eu agradeço Muitíssimo obrigada obrigadinha então eu vou explicar novamente para quem não tava no no
momento da explicação mas aí depois eu preciso seguir com o texto senão eu não Vou conseguir terminar conteúdo tá gente então é só um minutinho aqui então esse daqui é o formulário Então as disciplinas que a gente tá trabalhando hoje são as disciplinas de didática e da educação nós estamos discutindo o texto por uma didática decolonial ep por uma didática decolonial epistemologia e contradições da professora Maria M santor Franco e um Texto né da que tá no livro ensinando a transgredir a educação como prática de liberdade então vocês precisam informar para mim o e-mail nome
completo e a turma onde vocês estão alocadas E aí a partir deumas questões Eh produzirem aí uma reflexão mais escrita Então a partir dessa afirmação que eu vou ler para vocês quando eu leio ou ouço a palavra didática ou as coisas ligadas à didática a minha reação é pensar que então vocês têm que refletir sobre essa afirmação e Completar eh enfim conforme vocês eh entenderem que é importante né para essa afirmação a partir da experiência né do Repertório que vocês têm E aí a outra atividade é Quando olho em volta do meu espaço de trabalho
na escola pública eu percebo a presença da didática e aí vocês podem trazer onde onde está onde eu percebo a didática na escola em minha vida profissional de docente sinto que a didática pode me ajudar em pode me ajudar com e e depois uma outra eu penso Que ensinar é então é uma proposta para vocês refletirem sobre essas afirmações E aí depois a última questão é a sala de aula com todas as suas ações continua sendo o ambiente de possibilidades nesse campo de possibilidades temos a oportunidade de trabalhar pela Liberdade de exigir de nós e
de nossos camaradas uma abertura da mente e do coração e que nos permita encarar a realidade ao mesmo tempo em que coletivamente imaginamos esquemas para cruzar fronteiras para Transgredir isso é a educação como prática de liberdade e aí então é para vocês comentarem esse trecho né que tá no livro ensinando a transgredir da Bell hooks e aí vocês podem fazer esse comentário relacionando o que nós discutimos aqui hoje e a experiência de vocês ao final vocês cliquem aqui no enviar e eu vou receber né aqui eh via formulário no meu no meu drive do Google
e aí essa atividade ela vai ficar aberta até às 22 horas de manhã eu vou receber Todas vou ler uma por uma avaliar e depois eh atribuir uma nota no sistema tá bom aí se vocês tiverem alguma dúvida vocês podem encaminhar para mim por e-mail meu e-mail é Karina Zacarias @un asp. Então agora eu vou seguir com a apresentação E aí qualquer dúvida vocês também podem me interromper durante a apresentação tá bom E aí então como eu estava falando né gente eh referente ao nosso primeiro Texto espero que vocês consigam acessar depois se não acessaram
agora a gente tá aqui eh então falando da metodologia E aí por que que é importante a gente sempre olhar paraa metodologia porque é assim é é o é enfim é onde a gente encontra ali né Eh o processo de como a pesquisa foi realizada Então quais os recursos Quais as estratégias né que as pesquisadoras os pesquisadores utilizam E aí eh esse artigo ele é interessante por eh a pesquisadora ela Ela traz né o Sujeitos das da pesquisa que são os professores e professoras da rede pública né de educação para participar da pesquisa de que
maneira eles estão respondendo mas ao mesmo tempo eles vão participar né da coleta da sistematização desses dados eles vão interpretar né com a pesquisadora o resultado né dessas eh respostas e o que essas respostas trazem de significado paraa pesquisa e depois eles vão entender num Contexto histórico né O que que essas respostas dizem sobre as concepções de educação então Eh é importante a gente Observar isso porque a metodologia também é uma escolha né também eh tem uma uma intencionalidade então eh eh e aí há um deslocamento eu abri aqui para ver se tinha alum recado
Mas é só a assim é um Boa tarde Boa tarde gente então eh e há um deslocamento porque quando a Gente opta né Por trazer por eh eh aproximar né nos nos aproximar do sujeito da pesquisa e não eh nos mantermos naquele lugar de alguém que fala sobre de alguém que define de alguém que classifica mas a gente estabelece relações né com os nossos sujeitos de pesquisa Há também um deslocamento né na forma como a gente tá fazendo essa pesquisa portanto também vai ter um deslocamento eh nos resultados na na forma de interpretar Que não
vai ser uma interpretação individual vai ser uma interpretação coletiva há também implicações né porque a medida em que a gente eh estabelece essas relações a pesquisa ela né vai percorrer outros caminhos mas é importante eh a gente olhar para essas mudanças né Porque deixa de ser uma pesquisa eh que tá nesse lugar de definir de classificar para eh buscar uma outra composição com isso eu não estou dizendo que as as Outras metodologias não sejam importantes para produção de conhecimento científico mas a gente precisa também pensar outras possibilidades outras perspectivas Isso já é uma forma também
de pensar uma pesquisa eh uma didática decolonial porque você tá eh trazendo né paraa produção de conhecimento científico eh ou sujeitos à pesquisa então eles deixam de ser objetos e passam ser sujeitos da pesquisa E aí gente a pesquisa começa Assim a professora Então faz essas perguntas né como eu coloquei para vocês na atividade Mas a gente pode até fazer aqui né e a gente fez no início porque eu perguntei isso para vocês né então quando eu leio ou ouço a palavra didática ou coisas ligadas à didática minha reação é pensar que então muitos Colocaram
minha reação é pensar que didática tem a ver com metodologia tem a ver com método tem a ver com prática tem a ver com Eh aprendizagem ensino e aprendizagem então a gente eh conseguiu fazer isso no início da aula né eh e aí a gente viu ali vários conceitos e a gente discutiu um pouco sobre a construção desses conceitos né não eh de forma aprofundada porque não é esse objetivo mas entender principalmente que os conceitos eles também são eh produzidos historicamente então Eh se hoje a gente consegue mobilizar se hoje a gente mobiliza didática nesse
lugar né nessa relação Nesse nessa dupla relação de ensino e aprendizagem eh eh também eh olhar para isso a partir de da da construção de um processo histórico né Eh aí seguindo pra próxima apresentação PR próximo slide ela segue com outras perguntas Quando eu olho em volta do meu espaço de trabalho na escola pública eu percebo a presença da didática também coloquei essas questões para vocês para vocês pensarem também sobre a experiência de Vocês porque por mais que eu esteja aqui apresentando uma pesquisa a gente vai ter respostas diferentes porque a gente tá falando de
experiências diferentes de pessoas sujeitos diferentes territórios Diferentes né então expectativas diferentes percepções diferentes né então eh como é que você percebe a presença da didática no seu dia a dia no seu cotidiano E aí em minha vida profissional de docente sinto que a didática pode me ajudar em pode ajudar Com E então assim ela foi trazendo essas questões por quê eh se ela trouxesse na na leitura do texto vocês vão Observar isso quando a gente traz a pergunta dessa maneira como uma afirmação em que a pessoa tem que refletir e complementar com com a experiência
dela com a reflexão dela a gente induz menos a gente eh eh a gente interfere menos na resposta das pessoas entendeu porque eh ela ela Vai ter que ali mobilizar alguns eh repertórios que ela já tem para fazer para pensar sobre a didática nesses contextos em que a professora tá colocando poderia poderiam ser outras perguntas poderiam ser sobre outros temas Mas é interessante a gente observar essa forma de colocar as perguntas porque eu não sei se vocês já responderam alguns questionários mesmo quando os questionários eles trazem perguntas Fechadas a gente percebe também uma forma de
eh né de manipular essa manipular assim como eh a pergunta Tá sendo colocada né mesmo que é uma mesmo sendo uma pergunta fechada você ainda consegue eh determinar eh respostas mesmo quando a mesmo quando a pergunta é aberta aqui eh existe alguns riscos também mas eh em relação a esses outras a essas outras formas de se Perguntar e de se construir uma pergunta pode talvez ser uma alternativa né para não interferir tanto nos resultados né E aí ela tem Ela trabalha com uma terceira uma terceira afirmação eu penso que ensinar é então assim eh você
não dá as definições né você não dá as alternativas Você não fecha a pergunta em algumas alternativas você abre mas de uma forma que assim eh a pessoa tenha que eh eh você abre mas não de uma forma muito Ampla Então ela tem que ela tem que pensar sobre o que é ensinar né ela pode ser uma eh pode haver um resultado aí um pouco mais amplo mas assim Provavelmente na hora que esse eh questionário foi aplicado eh tenha tido ali um tempo para fazer essas conversas né de como eh de como foi pensado e
qual era a proposta e o objetivo né então eh São questões que assim elas eh elas precisam de respostas mas são respostas Assim eh A partir daquilo que a pessoa eh tem de repertório e consegue mobilizar a partir de uma reflexão né E aí a gente vai seguindo aqui pros próximos eh slides e a professora então explica né a professora Franco vai explicando eh o por das escolhas né dessa escolha ela tem ela e ela diz né tentei sempre que possível chamar os participantes da pesquisa e outros sujeitos do mesmo lugar social e ou profissional
dos sujeitos da pesquisa para entranhar e Reconhecerem os dados na direção da construção de conhecimento olhar os dados escutar as circunstâncias e os contextos tentar compreender e buscar interpretar para então puxar e tecer fios de compreensão coletiva e assim gerar uma aproximação com a criação do conhecimento então assim a gente sempre se pergunta né como é que a gente constrói o conhecimento como é que o conhecimento ele é construído né então Assim é interessante também observar para essa pesquisa porque ela vai ela vai contando como ela fez Então ela foi ela foi chamando né ela
foi trazendo os sujeitos mas não só as pessoas que responderam mas outras pessoas que estavam ali no espaço né e o espaço são as escolas para participar desse momento né então e aí sempre olhando os dados né escutando as circunstâncias das pessoas que responderam E aí os contextos né então o contexto escolar o contexto Social histórico daquele momento aquele tempo e espaço né E aí assim eh tentando essas interpretações né a partir de uma compreensão coletiva então isso vai aproximando as pessoas né da pesquisa então ela ela foi traçando aí pra gente como é que
ela construiu essa pesquisa como é que ela construiu o conhecimento dessa pesquisa e aí ela trouxe aqui então Eh depois né já a alguns dados né do que ela conseguiu coletar do que ela Conseguiu coletar coletivamente né com eh o sujeitos da pesquisa algumas respostas né Então as respostas mais frequentes Gir em torno do eixo didática e ensinar Então teve respostas que eh foram colocadas a partir do penso nas possibilidades de ensinar então quando as pessoas pensam em didática Elas pensam nas possibilidades de ensinar sempre vejo um professor ensinando então a didática relacionada à imagem
de um professor a didática então relacionada Com essa condução dos Pensamentos né em métodos de ensinar a didática com maneiras de ensinar a didática nessa força numa força de conduzir o ensino uma força a conduzir o ensino em formas tradicionais de ensino eh a didática ligada a técnicas de ensinar disciplinas conteúdos didática como condução de aula método e técnica de ensino de aplicação de m métodos de cursos para o ensino de sistematização do ensino de transmitir Conhecimento de como fazer para ensinar e aí aqueles que se lembraram da aprendizagem o fizeram em sua maioria de
acordo com a professora de uma forma bem instrumental bancária e estratégica então algumas pessoas responderam que quando pensam em didática tem né A ideia de facilitar né de facilit de ajudar a aprendizagem do aluno então três pessoas responderam eh dessa forma pensam eh em didática como eh passar conhecimento para o aluno seis pessoas responderam Assim didática como um repasse de conteúdo cinco pessoas responderam assim e a didática como eh a conquista né de uma a conquista da atenção do aluno E aí ela fala né ela vai contextualizando então a pesquisa dela porque assim ela tá
fazendo a pesquisa em diálogo com outras pessoas outros pesquisadores que já produziram eh conhecimentos na área então gente eh quando a gente estiver na pesquisa a gente tem sempre que estabelecer esses Diálogos porque se a gente tá aqui hoje podendo eh fazer esses questionamentos é porque Muito provavelmente outras pessoas já fizeram em circunstâncias eh Diferentes né Então a gente tem que entender o que tá sendo o que foi produzido o que tá sendo produzido pra gente estabelecer diálogos e estabelecer diálogos significa concordar discordar mas mas a gente tem que colocar apresentar o porquê né que
a gente tá inclusive eh trazendo questionamentos né Então ela fala há diversos estudos como de Franco frango eh Franco e guarniere Libânio pimenta Franco e Libânio eh mostrando eh que a didática está ausente dos processos formativos de futuros professores isso pode ser percebido em algumas respostas que classifiquei como sentidos de uma didática em desuso essas esses pesquisadores ela também cita algum trab alguns trabalhos dela mesma mas eh são referências né na na pesquisa em didática e aí porque também é Importante olhar para essa Pra pesquisa da professora Fran porque é isso ela ela ela como
eu disse anteriormente ela estabelece os diálogos e ela consegue fazer essas conexões Entre esses pesquisadores e o que eles estão dizendo sobre didática né então ela eh segue afirmando que a didática ela está ausente dos processos formativos dos futuros professores e aí ela então estabelece ela cria ali uma classificação Né que é eh os sentidos de uma didática em desuso como isso aparece na pesquisa dela com algumas respostas né Eh a partir de algumas respostas a a própria palavra desuso vai aparecer nas respostas então Eh quando a pessoa pensa quando a pessoa pensa em didática
ela entende didática como um conceito em desuso hoje substituído por metodologias e projetos ou então quando a eh quando a quando didática é pensada é um conceito usado antigamente na escola tradicional Ou ainda uma palavra antiga hoje porque hoje se fala em construtivismo ou eh didática como sala de aula do antigo magistério E também como um ensino antigo né ou como definição ou em relação então didática na relação né com a sala com essa ideia de uma sala de aula do antigo magistério ou eh a didática encontrada nesses espaços né então um tempo datado didática
é algo datado antigo em desuso né que foi que Foi sendo substituído por outros conceitos metodologias de projeto construtivismo e de uma forma errônea né porque quando a gente fala de metodologias de projetos é outra né metodologia não é é didática né Eh construtivismo não é didática Então essa como que essas relações elas são elas vão sendo construídas né E como isso surge na na nas respostas Então a professora segue né Nos falando nesta pesquisa no entanto ela pode perceber que há um grupo desses professores jovens em torno de 10% que acredita e valoriza o
conceito do professor que reflete e assim respondem em relação ao sentido que atribuem a palavra didática então Eh alguns professores dizem que é a reflexão sobre o fazer que é parte né da formação contínua que é uma formação contínua que a didática tá relacionado ao ensinar com qualidade a uma ideologia para ensinar Eh Há uma postura para ensinar uma ética para ensinar e uma direção de sentido Então ela também conseguiu eh observar né Essas essas respostas né Eh que para ela eh estão testando desse grupo maior que vai então entender a didática nesse lugar muito
eh instrumental né E aí ela coloca né uma contradição interna que ela observou a didática Então ela é uma teoria do ensino ou é ou a didática eh como teoria da formação né E aí ela segue falando pra gente a Didática como teoria de ensino precisa continuar insistindo na compreensão de que não há ensino fora do sujeito que interpreta nesta perspectiva todo o ensino será sempre um processo formativo que induz a autoformação que reinterpreta convicções e atualiza concepções de mundo então assim eh Ela traz isso muito amparado pelo que ela trouxe pra gente anteriormente sobre
Paulo Freire né que não há ensino que aconteça fora do sujeito então assim Você não ensina Você tem que ensinar a gente precisa ensinar o ensino né ele se realiza no sujeito porque é o sujeito que aprende é como o sujeito eh mobiliza aquele conceito interpreta interpreta a partir de onde da sua experiência do lugar social em que ele ocupa né então entender o lugar social que ele está faz com que ele passe a questionar né Eh as algumas questões que não estão tão eh visíveis a todos né então é isso que eh ela traz
aqui e quando A o sujeito a sujeita do conhecimento do saber eh entende esse lugar social e passa a questionar ele reinterpreta né algumas convicções conv históricas né a gente pode até falar que convicções históricas aqui são essas narrativas hegemônicas né que vão contar a história do Brasil de um jeito né que eh silencia eh escamoteia por exemplo né a existência de racismo e nossa sociedade então a partir de uma tomada né Eh eh enfim Eh não vou nem dizer consciência Mas a partir do momento em que esse sujeito ele entende o lugar dele né
né e entende o lugar dele também como uma construção social ele reinterpreta essas convicções e atualiza as concepções de mundo e atualizar as concepções de mundo é eh afirmar que existem outras concepções de mundo né E aí gente a gente segue com o texto e ela vai trazendo outras contradições né a didática e o ensino contradições Por meio de dupla triangulações nas categorias de análise eh foi possível vislumbrar ao menos cinco cont internas que perpassam historicamente a concepção de didática e essas duplas triangulações é a partir dessas respostas que ela né traz aí das dos
questionamentos né então eh a contradição pedagógica né que que é que que é fo O tópico anterior então é uma teoria de ensino ou é uma teoria da formação né a outra contradição uma contradição lógica então é um ensino que Requer relações verticais ou participativas né Eh as contradições a contradição prática é uma didática que quer ensinar versus uma didática que não pode ensinar porque assim eh muitas vezes a gente fala eu não estou aqui para ensinar estou aqui para aprender estou aqui para construir conhecimento então assim Sim estamos aqui para ensinar mas também para
aprender né né uma coisa não elimina a outra né É você está para ensinar como Está para aprender né quer dizer você não não eh não vai assumir essa condição se eu tô aqui para ensinar eu não tô aqui para aprender não eh Essa dupla relação ela acontece né E não é só uma dupla relação você tá ali naquele momento construindo eh conhecimento ensinando aprendendo mobilizando repertórios então assim eh não é uma coisa ou outra né então a didática que quer ensinar versus a didática que não pode ensinar é uma é uma contradição Prática a
contradição epistêmica o aluno não quer aprender o professor não pode ensinar aí ou o professor pois não alguém quer falar então tem umas algém alguém levantou a mãozinha então gente eh o tema também não está no meu cronograma de curso o que que acontece essa aula é sobre didática e fundamentos da educação eu não sei quais eh temas vocês foram eh Av ados de que aula seria hoje De que De qual aula a gente eh de quais temas nós Trataría é sobre didática e sobre fundamentos da educação a aula Está Sendo Gravada todas as aulas
são gravadas eh o link de da da atividade já foi colocado aqui Se alguém puder colocar novamente no chat no chat aqui por favor gente porque agora não consigo colocar só vou colocar eh ao final tá bom agradeço Quem colocou aí então vou seguir aqui com a com a explicação com a apresentação então uma outra contradição que ela traz é Contradição epistêmica né o aluno não quer aprender o professor não pode ensinar o professor quer ensinar o aluno não consegue aprender então Eh são essas questões epistêmicas né Por exemplo eh o aluno ele não quer
aprender muitas vezes a gente reforça essas falas esses discursos né Será que o aluno ele não quer aprender ou eh existe uma condição ali que impede né a aprendizagem professor não pode ensinar então assim será que o professor ele não Ensina mesmo ele acho que a questão é ele ensina e aprende né Eh o professor quer ensinar o aluno não consegue aprender então será que o aluno não consegue aprender ou ele não tem ali naquele momento as condições para eh aprendizagem para para para alcançar essa aprendizagem eh a contradição conceitual o professor que o professor
que ensina o aluno que aprende ou aprende-se Ensinando-se a contradição ética enquanto ensino do meu jeito do meu modo excluo gentes excluo alunos então ela vai eh traçando aí aí eh várias contradições a partir das respostas que ela conseguiu coletar e que ela conseguiu analisar né em conjunto com os participantes da pesquisa mas não só os participantes Então essas contradições gente a gente consegue também visualizar na nossa experiência contradição pedagógica a gente tá falando aqui de Uma teoria a gente vai falar de didática ela é uma teoria de ensino ou seja ela vai pensar o
ensino né a prática do ensino sobre como o ensino foi eh vem sendo construído E aí em diversas áreas né do saber do conhecimento ensino de História Ensino de geografia ensino de matemática ensino de literatura Como é o ensino né vem sendo pensado eh ou seria didática é uma teoria da formação né eh e aí ela vai trazendo outras tradições né Eh ontológica quando A gente fala a partir da Constituição dos sujeitos é o ensino ele para você pensar essas relações né de conhecimento el elas devem ser verticais de cima para baixo eu trago a
minha concepção de educação e eh os alunos eles recebem né entre aspas passivamente essa concepção ou eh a gente vai ter relações mais par mais participativas e mais horizontalizadas então isso essas questões todas que ela vai traçando aqui A gente consegue visualizar na nossa experiência no cotidiano por isso que assim eh as pesquisas empíricas elas são importantes porque ela tá trazendo aqui a gente tem essa noção pela nossa experiência mas quando isso é colocado numa pesquisa e é sistematizado e é organizado em dados e é relacionado com outros pesquisadores a gente consegue entender end o
porque as coisas eh se dão da forma como a gente Eh encontra né na escola a gente consegue entender essa realidade ou a gente consegue olhar para essa para essa realidade e estabelecer um diagnóstico né E por que que é importante a gente fazer eh eh esse exercício de olhar e entender porque aí a gente pode inclusive rever as nossas práticas né E os direcionamentos que a gente tem dado para algumas eh para algumas questões na na nossa na nossa prática mesmo na nossa escola enfim quando a gente estiver Construindo os nossos planos de aula
né Eh que é importante também a gente eh deixar Sempre muito Evidente as nossas intencionalidades porque eh ensinar tem passa por uma por uma intencionalidade não existe eh não existe professor que atua de forma neutra né E aí a gente segue aqui eh com eh eh enfim já avançando aí para pro texto da eh Bell hooks né Eu trouxe enfim eu não sei se vocês têm alguma dúvida alguma questão eu vou abrir Aqui então eu não consigo eu vou eu posso compartilhar o link da apresentação depois porque aí eu mando para vocês por e-mail eu
eu eu não abrir ele eh apresentação 100% porque eh às vezes eh o chat quando eu vou abrir atrapalha outras pessoas a visualizar mas é o slide vai ser compartilhado sim tá depois da aula eu encaminho lá pra coordenação pedagógica e vocês vão receber tá bom eh pra gente iniciar o debate então Sobre eh a obra né ensinando a transgredir a educação como prática da Liberdade da teórica Bell ruts né Eh eu trouxe aqui um eh um texto introdutório né que é uma resenha que foi feita pela Érica Cecília Soares Oliveira que ajuda a gente
a eh a enfim acessar de forma introdutória o texto da Bel RS eu acho que assim é isso aqui é uma forma assim para tornar mais didático a compreensão mas eh não é necessário seguir esse Caminho vocês podem ir direto pra leitura do texto da books que eh o texto dela é eh enfim é acessível a linguagem é acessível né isso revela aí a importância de uma de uma intelectual eh como a Bel hooks né de uma teórica como a Bel hooks que tem uma preocupação com a linguagem né e uma das preocupações é tornar
essa linguagem acessível né para que todos eh para que pessoas que não estejam principalmente né dentro da Eh Ou seja para que as pessoas que estão fora e aí a gente sabe que é um contingente muito maior do que as que estão dentro consigam acessar esses debates porque de alguma forma Elas já estão fazendo né porque esses debates eles não surgem na academia eles estão fora da academia é isso que também a gente precisa sabe diferenciar não é academia eh essas mudanças essas transformações elas não se darão somente na academia né Elas se dão fora
da academia e a as pessoas eh que não são consideradas intelectuais já estão mobilizando várias várias várias questões e várias ações em torno né da educação e dessa acessibilidade né pra educação então Eh eu quero dizer não pensem que que essas transformações elas se darão eh somente na academia na universidade né e de uma forma somente conceitual né Eh as transformações elas se dão no no Social né nas Relações E aí a Érica Então ela sistematizou assim numa numa resenha que pode nos ajudar enfim mas como eu disse não é necessário passar pela resenha para
entender a obra da Bel rook então Eh na introdução né do ensinando a transgredir a b hooks ela já vai eh contextualizando ela inicia né contextualizando a época do AP ta né e falando sobre a escola que ela frequentava que era um lugar fundamentalmente político né de Resistência eh e na luta antirracista Então ela aprendeu desde muito cedo que eh o estudo era um ato eh contra hegemônico para resistir às estratégias da colonização né e o que a leva falar em uma pedagogia anticolonial Então ela contextualiza né a experiência dela na escola eh naquele momento
naquele período né do apar e ela entende então que eh estudar é um ato contra hegemônico por eh para as pessoas negras para os povos negros Para os povos originários eh o que se coloca de uma forma hegemônica né que a educação não é né não foi e pensada para essas pessoas e aí a beles entende a partir da sua experiência né da sua vivência da sua realidade que estudar né é um ato contra hegemônico né porque se a gente pensar a história eh da educação para as pessoas negras aí trazendo para o contexto eh
brasileiro a gente passa a ter Educação de uma forma Universal a partir de 1996 com a LDB então RC é historicamente é um período recente a gente tem isso na Constituição em 1988 mas eh eh a educação eh Nesse contexto Universal é a parte da LDB então eh a gente precisa pensar sobre essas questões também Então olha eh a educação não é para todos né eh não foi para todos e não é para todos porque existem formas outras de de Expulsar né Essas pessoas de expulsar algumas pessoas e são sempre as mesmas pessoas e não
são algumas pessoas né e a gente viu aí na história da educação e aí ela fala né no capítulo Inicial pedagogia engajada eh sobre né como a obra do Paulo Freire permitiu eh compreender aí algumas limitações do ato pedagógico que ela mesmo né se via enquanto aluna eh e ela se sentiu né inspirada né a partir da leitura do Paulo Freire mas não só né porque ela Estabelece diálogo com outras pessoas também com outras intelectuais com outras intelectuais Mas isso também eh motivou ela né a trazer isso para as alunas dela né então e para
outras professoras também né incentiv então Eh que para além né das aprendizagens Como Ela traz no texto eh precisava haver né esse essa esse ato né de romper com essa lógica né com essa linha eh de reprodução ou seja com essa ideia de que a educação também é uma Linha de montagem é uma linha de produção que é uma compreensão né é uma concepção de educação em contexto capitalista eh e aí ela fala né em uma no capítulo uma revolução de valores né Ela traz então uma mudança né uma proposta né de mudança eh multicultural
a partir né Eh da experiência do Mat Luter King para criar uma uma revolução de valores que coloque as pessoas com para os sistemas de Dominação questionando a própria Universidade como eu disse a pouco né a pouco em seu papel de partilhar a verdade e partir de suas próprias parcialidades ou seja eh a universidade ela se coloca nesse lugar né de como eh a produtora de verdade a detentora das verdades né mas existe ali eh alguns vieses né alguns não vários a a começar se a gente entender que a universidade elá a né enquanto instituição
ela se Constrói aqui no Brasil a partir das classes dominantes né então é de cima para baixo a gente fala que a experiência da educação no Brasil é de cima para baixo porque a gente tem primeiro a criação de uma universidade né a USP e depois a gente vai pensar a educação eh básica né então isso por si só já é um movimento hegemônico né então Eh como que a gente questiona esses temas de esses sistemas de dominação né a partir Do próprio questionamento né da Universidade a universidade ela tem eh uma verdade ela não
tem a verdade e é e essa própria noção de verdade também relacionada à educação é um pouco né contraditória né porque o que se o que se espera eh o que se pretende com a educação não é não é a imposição de verdades né mas sim trabalhar justamente as contradições é o que o próprio Paulo Freire traz né E ela também se inspira né na experiência do marer King para Falar dessa revolução de valores né E aí quando ele fala eh a gente sempre fala né de eh e a gente vai ver um pouco na
entrevista dela também que eu vou passar um testinho para vocês da da frase né eu tenho um sonho mas o que significa para uma pessoa negra poder afirmar que tem um sonho que tem direito a sonhar então isso Isso é uma mudança na Revolução de valores Porque até então eh o sonho né a possibilidade de mudança de Perspectiva não tá eh considerando né não nesse nessa enfim nessa mudança de perspectiva nessa ideia nessa noção de mudança de perspectiva ou enfim nessa mudança ou nesse sonho nesse direito de poder sonhar as pessoas eh que historicamente foram
subjulgar direito de sonhar tá muito relacionado com o direito a poder estudar com direito à educação né com o direito a imaginação com direito a ler com direito a escrever né então Eh educação ela tá ela tá ela tá implicada né com esse direito né direito a sonhar a existir a fabular a imaginar a criar E aí eh no capítulo três abraçar a mudança ensino no mundo multicultural Ela diz que as discussões né ela Bel hooks diz as que as discussões sobre multiculturalismo na educação são insuficientes e veja bem por que que são insuficientes porque
essa ideia de multiculturalismo ela também é tem alg Uns perigos né porque quando você fala multicultural dá uma impressão de que tudo tá resolvido de que não existe conflito de que tá tudo em harmonia né não é bem assim né gente é é multicultural porque a gente gente tem experiências diferentes mas isso não quer dizer que não haja conflitos e que essas culturas elas estão no mesmo território de uma maneira harmônica não né Eh existem diferenças essas diferenças são históricas e a gente Olhando paraa experiência do Brasil a gente entende o porqu né que essas
diferenças foram reafirmadas enquanto desigualdades né sendo que muitos professores eh né ficam perturbados né de acordo com ael hooks com as implicações políticas de uma educação multicultural por terem eh por temerem então Eh perder esse controle né além do que eu disse né sobre essa ideia de multiculturalismo eh de uma forma que não é crítica é isso né Você talvez eh a gente possa entender aí uma certa insegurança né porque também a educação ela é utilizada nesse lugar de controle então para controlar eu preciso homogeneizar eu preciso padronizar então Eh eu não eu não quero
ter diferenças eu não quero conviver com as diferenças e sim com a homogeneização Porque desta forma eu posso controlar então lembrando lá o que a gente viu do mser a escola a educação também é um aparelho ideológico né porque controla conforma então para Você conformar e controlar você homogeniza você retira né Eh Ou você eh coloca essas diferenças reafirma enquanto desigualdade né E aí eh no capítulo a teoria como prática Libertador que é o quinto né Capítulo Abel Rs vai falar que no interior dos movimentos feministas revolucionários é preciso reivindicar continuamente a teoria dentro de
um exercício de ativismo Libertador sendo necessário valorizar teorias que sejam Partilhadas não apenas na forma escrita como também na forma oral algo que a categoria pode assegurar por isso gente Que assim eh quando ela traz eh a vai trazer essa essa essa fala né ela reivindica a construção de uma teoria que não seja somente escrita conceitual mas que seja também a parte da experiência ela tá ampliando eh o conceito de teoria e tá ampliando a participação né na construção dessa Teoria por isso que a teoria a construção de conhecimento ela não não está somente na
universidade né E quando ela faz isso a gente pode pensar o seguinte que eh os intelectuais Eles não estão na universidade existem outros intelectuais que não partilham da experiência da Universidade que continuam sendo intelectuais mas que muitas vezes a gente não eh enfim legitima a experiência desses intelectuais que não estão que não são Acadêmicos né E aí isso é uma coisa pra gente questionar né porque se a gente só legitima os os intelectuais acadêmicos a gente também tá reproduzindo uma lógica hegemônica né então ou quando a gente também considera esses outros intelectuais que estão fora
da Universidade de uma forma exótica né é também legitimar uma narrativa gô né então eh como é que a gente tem né se relacionado com essa com essa possibilidade né De enfim de entender que a intelectualidade ela Existe Para Além da academia para além da Universidade E aí gente a gente sabe as implicações de de todas as questões assim que eu digo né que defendendo isso a gente não está defendendo a universidade eh o espaço o espaço ser ocupado mas a gente eh precisa entender essa concepção de intelectualidade também num outro lugar né eh e
aí em essencialismo experiência ela Aborda né B RS aborda Como os alunos de grupos marginalizados têm suas vozes silenciadas dentro das instituições de saber o que define que uma estratégia pedagógica que assegure por meio de diferentes ferramentas eh que esses alunos possam falar né então ela define estratégias pedagógicas para que esses alunos possam falar e para tanto Ela traz a necessidade de que suas experiências sejam relatadas a fim de produzir novas terior Né Ou seja você vai teorizar a partir da sua experiência Você tem que pensar estratégias eh pensar o seu plano de aula você
tem não mas você precisa né enfim como uma sugestão pensar o seu plano de aula é a parte de estratégias em que seus alunos possam falar mas assim para eles tenham eh se sintam né Eh à vontade se sintam eh confiantes né ao falar possam falar né então antes de de trabalhar com essa ideia de confiança de segurança né do Espaço porque muitas vezes a gente começa falando assim né Ah aqui é um espaço seguro de fala então eu acho que não há espaços seguros de fala para pessoas negras por exemplo né Eh mas a
gente precisa garantir esses espaços a gente precisa garantir experiências que as pessoas que historicamente foram silenciadas possam falar então assim não é um falar eh em que a pessoa que está mediando vai eh Corrigir né vai interromper vai questionar por exemplo se a pessoa estiver relatando uma experiência de violência eh muitas vezes a gente vê outras pessoas questionando né se aquilo de fato aconteceu ou colocando a pessoa eh num lugar de vitimização não é a pessoa que se vitimiza né é o que as pessoas é como as pessoas entendem aquela situação porque elas vão questionar
se aquilo de fato aconteceu Se a pessoa não está exagerando E aí gente a gente precisa se perguntar né a pessoa quando ela vai relatar uma violência ou uma coisa que ela está sentindo esse movimento de fala não é natural né não é dado né para assim pra gente começar a questionar então é difícil é difícil você falar sobre o seus sentimento sobre o que você sente não é assim né tranquilo não é tranquilo para ninguém e aí se a gente pensa em contextos de violência com grupos e Coletivos que historicamente foram silenciados e isso
é né Eh Isso fica muito mais complexo então assim como é que a gente eh constrói esses espaços de reflexão de fala a gente vai constuir na mesma lógica eh dessa sociedade capitalista é nem é possível pensar em espaços de reflexão talvez em contextos né como esse Mas como que a gente faz eh na escola como um lugar de Possibilidade é um movimento que tem que Ser feito diariamente cotidianamente né a partir de pequenas eh de pequenas eh ações porque também há uma expectativa de que a mudança vai vir de uma grande ação eu não
sei eu já não penso mais assim né Eu acho que se a gente conseguir mobilizar pelo menos quem está do nosso lado e mobilizar não assim para pensar uma pensar uma mudança eh instantânea né não é isso porque as mudanças elas são processos mas eh nos lugares onde nós estamos se a gente Conseguir eh problematizar trazer questões né Eh para enfim de alguma forma possibilitar outras reflexões eu acho que é vale eu acho que é importante serem feitas a gente vai fazer isso a todo momento não sei a gente vai conseguir fazer isso a todo
momento não sei também mas se a gente entender que aquele lugar que a gente ocupa é um lugar possível de fazer questionamentos acho que já é um começo sabe porque aí a Gente sai de um lugar eh de Ah então eu sou professora eu tenho que cumprir eu tenho que fazer eu tenho é a gente tem tudo isso mas a gente também pode questionar entendeu eh algumas coisas e aí ela traz né no capítulo de mãos dadas com a minha irmã ela solidariedade feminista A então ela vai trazer algumas denúncias aí da trações de exploração
praticadas pelas mulheres brancas em relação às negras algo que se inicia com a ão perpassa as relações Entre patrolas e empregadas e persiste ainda dentro das Universidades o Pondera que esse tipo de relação abusiva usualmente não se dá com as mulheres brancas de classe menos favorecidas eh que também vivenciam mais cotidianamente situações de opressão então Eh ela também tá trazendo questões aí né de raça gênero e classe mas como é o racismo eles ele opera né pelas relações né né então eh São relações de poder por isso que a Gente vê aí a continuidade né
a perpetuação os resquícios dessa escravização dessa colonização né então a gente vai falar dessa colonialidade desse colonialismo que permanece porque são relações de poder né E aí Aqui são as as referências né É sempre bom a gente trazer também observar eh Quais as referências desses desses autores né como eles estão eh entendendo didática quais caminhos seguiram Então é bom é bom a gente fazer Esse exercício também eu vou eh compartilhar com vocês é uma entrevista da Bell hooks eh em que ela fala né Eh sobre a produção dela de enfim doos escritos dela de como
ela se entende escritora eh e aí também vou trazer aí o a o livro né para vocês pra gente ler coletivamente esse momento que ela fala do encontro com Paulo Freire pedir um minutinho para vocês ver aqui Eu não vou passar a entrevista toda mas aí depois eu coloco o link aqui para vocês tá para vocês poderem assistir com calma na casa de vocês mas é uma entrevista da B hooks num programa desses programas de Talking show né nem sei se hoje tem mas eh eu acho que é um momento importante né que ela tá
eh é isso também é uma forma de tornar acessível a linguagem né ela vai a programas eh como esses né de Talking show porque São populares porque atinge muitas pessoas né e é também uma mudança né de é um desfocamento né você está nesses lugares que atinge que são populares você ter uma intelectual né Eh falando sobre questões importantes e atingindo e alcançando pessoas que eh não estão ou não estariam na universidade isso também se confirma na prática né ela não tá só teorizando mas ela tá eh também promovendo essas mudanças nas Escolhas que ela
faz também né ela não dá entrevista somente para eh os intelectuais que estão na academia mas ela vai dar a entrevista para ess nesses programas né isso não diminui a importância dela pelo contrário só amplia porque ela tá falando ela tá eh tentando mobilizar outros outros lugares né I'm B hooks and I'm speaking freely What this is all about is your to Freedom of SPE What made America great is Indep Bur SPE Pera aí só minho essa coisa fica aqui Sinceramente não sei ti ISO All like to I'm Bell hooks and I speaking freely What
this is all about fre SPE made bural SPE of the religious [Música] all Welcome to speaking freely I'm Ken paulson Bell hooks is aed author scholar and social cri written 22 books all in includ thoughtful anding communion sech Love like to you from your own B Says this book is testimony a Celebration of the Joy Women find when we restore the search for love to rightful heroic Place At The Center of our lives Tell me about That we always thought of our Heroes as having to Do With and War and you know when we think
of Joseph campell and the whole ide of the heroic Journey r a Journey Love it's about you know deeds that have to Do With conquering Domination what have you and so Part of what i wanted to say to people Is that Living as we do in a Culture of Domination to truly choose to love is heroic to work at love to really let yourself you know understand The art of loving you say in the book the Revelations for you After the age of 40 about love that there insights you gained that you wish had earlier
well absolutely I think that like so many other people in our Culture I had very very confused ideas about love and you know in the first book all about love one of the ideas that was really hard for people to accept was that um if Somebody is abusing you they're not Loving You I mean you would think that Would be a Basic understanding most of Us would have but in fact so many of Us Have been wounded in some in our childhood that we really need Toing to the Idea that if someone hurts you they
can also be Loving You and I try to make a Big distinction In That book between care and love that like saying that my parents cared for me deeply and care is important a lot of Children don't receive Any care but It's Only one Ingredient of Love Is Not love Love is a Topic that many people have written about And and now recently you written three very well received books about what is your Take On Love that's different from others I always think that Part of the Genius of Bell Hook such as It is is
that I bring Together standpoints that are that are often um not brought Together in our Nation you know I bring Together thoughtfulness About Race gender Class When I'm writing about love i you know One of these fanatic readers I read a book A Day a nonfiction book a day and I'm a fanatical Mystery reader and I May read two mysteries A Day always bringing together gangin gente você estão consegindo ouv enter Caso vocês tenham dificuldade aí vocês me avisem tá tá Bom people come sh Life that most authors don't Enjoy but do you ever sit
down and say you know I really want a best seller I want I want this One made into a movie I want all of my books made into movies you know because you know what I think that I believe that I am can the emb of that sort of classical Idea of the intellectual as someone Who really wants to be whole and to me Part of WH is I really do like the people the mass I Really um you know want to be able to write books that that are touching the Pulse of a diverse
audience so to me the only exciting aspect of having A Best Seller Is that you know that you have that capability that you're spread Across a Wide Body of people Cross Class Cross arace and I think that's incredibly exciting the Idea of that you know there not Temptation to kind water Down your mess to BR it in a way that everyone will find it appealing sort Like Who MOV the cheese you know what I think is in these real Deep and profound times and I I don't want to make Light in Any Way because for
the past few Years I have just been so concerned about The Question of censorship and a censorship of the imagination that that Begins even before people are censoring what we write I think that when I look at my career as a thinker and a writer that What is so amazing Is that I have a dissenting Voice and that I was able to Come into Corporate publishing and bring that dissenting Voice with me I mean the fact is that it May seem to people that the love books which are easier to read unlike all the other
Bell Hook books I did write them with a mass audience in mind mindful of my language mindful of a lot of things but in them there ideas that drive people because they feel they soen I mentioned to you earlier that care isn't love I mean I can't tell you How Many talks I went on Where people were up yelling how dare you say you know that mom and Dad didn't love me because you know they they gave me that beating every Week that I needed I'm curious about your take about the Marketplace of ideas speaking
freel is about about All those ideas floating around and the need to hear all of them and to share viewpoints uh and yet it seems that in recent Years especially on College campuses we've seen Take SPE I know you teach students have theed of SPE that you may have had when you going to school well I think that the key that you US Ken was the Marketplace and I think What's really tragic about education particularly at a Higher level in our Nation right now is that it has Become to be something that is about because
they want to prepare themselves for the Marketplace for you know getting the money and getting the power and Getting the status and getting the Fame and you know that means that you know you can't always say um you know what you want to say you know you have not hesitated to question um projects programs or individuals um frankly a lot of the african-american community embrace with Pride youve raised questions about quanta The Million Man March And and not least of All opra What is is it difficult to speak Out on those topics I think you
know It's difficult when you're Misunderstood you know It's difficult when people stand up and say you know why do you hate spik Lee so much and I say you know actually there there Moments in spik Lee films that I think are Incredible that I love but that doesn't mean that that I don't have a real Critical comary about his work I know that as a teacher I'm constantly encouraging my students to recognize the difference between a Critical commentary about something that can illuminate it for you that can help you to see it in a different
Way and something that's just trashing I I think that Part of the danger for free Speech in our society is the deep longing people have both in our personal and Public lives to avoid Conflict to avoid hurting someone's Feeling to not you know be polite and um and I think that you know if you think about all the work been done by C Bach and Others about How as a Nation We're lying more and more I think we have to Connect that to an absence of free SPE because when you live in a Country that
makes truth something that is associated with the painful That Should not be spoken it becomes hard to get people to value speaking because you know there are things that we have to say that will be wounding like for example in in my latest book that I'm talking to you about about Black People and self-esteem There are Things That I have to say about Black Children and How they parented that are that would s harsh To a lot of people but those things have to be add over Black Children self-esteem so To Me You Know a
lot of what I do in the classroom is to try to teach that kind of Courage that allows you to speak fre I mean recently I you know I'm a big Martin Luther King Fan especially of the Later sermons and When I go back you know in strength to love he talks about Standing in the shadows of fascism and he Talk so much about the importance of protecting free Speech our democracy and yet you know I think that People Don't realiz How radical much of what he was saying I mean he was talking about We're
Going to see a day of terrorism We're Going to see all of These Things and I think that that's a really um Amazing I mean here Is this man for example that most people remember by you know what is what is a very poetic you know I have a dream spech but not by the deep penetrating social and political analysis he had about imperialism and why because in a sense we censor that Martin Luther King even like a Martin Luther King Holiday is constructed to to make him more palatable to to make him be this
Guy Who was just about Peace and love but not about the fact that he was an incredibly Sophisticated thinker about Peace and love and to me the Dangers of censorship in our Nation and the forms it Tak the very subtle forms It Takes Is that People Don't get to that Martin Luther King that that Martin Luther King disappears I think that about a Bell hooks that you know I noticed that as I was telling you um when we talked last about How as as a dissident intellectual you know there was a time when Black intellectuals
got a lot of Press and you know but now you hardly ever hear um about Bell hooks in the press um you know newspapers don't call me Anymore to say what do you think about because I was seen as The Bad The Bad Girl The Girl Who Says The Things That people don't want to hear and again I have such a subculture of readers that I certainly can't complain but I am ever cognizant of the fact that a lot of things like The New York Times a lot of Places never review Bell hooks BS you
Know I eh então eu col aqui essa entrevista dessa entrevista porque é justamente o que a gente vai encontrar aí no livro dela né então quando a gente vê a Bell hooks falando e vê as entrevistas e escuta eh ganha outro lugar outro sentido né mas a gente vê assim essa preocupação dela com a linguagem essa preocupação de encorajar eh os alunos e as alunas dela a eh tocarem em assuntos Que são difíceis né e que que eh eh Há toda uma uma eh Há toda uma estratégia né Para que não se toque em assuntos
né em determinados assuntos eh e muitos se justifica porque eh São eh assuntos que eh vão trazer aí um peso uma dor sim mas eles precisam ser falados discutidos né problematizados Eh E aí ela fala né nesse finalzinho antes de eu pausar que ela deixa né então de ser eh eh chamada para participar de Algumas eh a imprensa já não não não recorre mais a ela né para eh entrevistas né para perguntar sobre o que ela pensa sobre determinados assuntos mas é um que acontece com a gente né Por exemplo se a gente assume eh
eu acho que isso não deve ser um problema ou uma questão Mas se a gente assume um posicionamento em qualquer lugar que que a gente esteja a gente vai ser né Eh taxado é definida né como alguém que Só que fala sempre das mesmas coisas né a depender inclusive do lugar que você ocupa né de como você é visto nessa sociedade e que muitas vezes talvez você nem traga esses debates mas já vão apontar para você como se você fosse eh representante né né daquele tema daquele assunto daquele coletivo então assim eh tem esses pontos
mas eu acho que a gente não deve não falar sobre determinadas questões e aí eh se a gente Tá em sala de aula dependendo da faixa etária acho que para todas as faixas etárias para todos os níveis todas as etapas da educação é Possível sim a gente trabalhar eh com uma abordagem eh a partir né da experiência das pessoas negras n das pessoas indígenas a partir da história do Brasil eh nessa perspectiva nessa abordagem com essa abordagem porque eh a gente hoje tem aí um repertório um arcabo teórico de produção de Conhecimento extenso então a
gente pode explorar essa produção de várias maneiras e eu sei que às vezes isso pode parecer ser um pouco eh extenuante Mas se a gente parar para pensar que a gente passou boa parte da nossa vida lendo sobre eh teorias que não diziam sobre nós né mas que di de alguma forma diziam nos definindo eh a gente nunca parou para se questionar Porque que a nossa educação ela é tão influenciada por essas teorias De fora e por que a gente não pode trabalhar a partir de uma perspectiva de uma outra abordagem que seja eh mais
próximo daquilo que a gente é né então e que a gente não a gente tá muito mais próximo da experiência do continente Africano né dos povos eh originários do que a experiência né eurocêntrica né ainda que a gente tenha muito da nossa história nessa perspectiva mas assim não dá pra gente a gente não é que o Brasil se vê como Eh parte da Europa não dá né Isso é uma contradição isso chega a ser até eh né assim um pouco ou muito conflitante então assim é uma forma de negar a nossa história a experiência né
de pessoas negras de pessoas indígenas a história do nosso do nosso país e eh eh isso na escola traz alguns resultados né para tem algumas consequências né para para as populações que são historicamente eh silenciadas a Liliam gostaria de falar levantou a mãozinha Pode falar L professora na verdade Eu sou o filho da Liliam meu nome meu nome é Gabriel eh eu vim visitar a minha mãe hoje E aí eu não sabia que ela tava tendo aula eu acompanhei um pouquinho da sua aula Tava acompanhando aqui com ela e eu queria achei muito legal você
ter trazido a Bell hooks eu queria pedir pra minha mãe um espacinho só para fazer esse comentário eu achei muito bacana você Ter trazido a Bell hooks porque ela é uma autora que eu tô conhecendo tem alguns meses assim tem pouco tempo que eu tô vendo mais sobre ela E aí eu recomendo um vídeo de uma professora professora da USP colonista na carta capital que é uma drag queen na verdade né quem quem personifica essa drag queen é um homem mas é Rita Von hun e ela ela tem uma série no YouTube chama Mulheres E
aí essa série eh tem um episódio que fala sobre Abel hooks e que é muito Bacana para quem quer conhecer um pouco mais o trabalho dela assim eh A Rita é uma pessoa um pouco controversa né Tem gente que não vai concordar muito com a ão política dela eu gosto mas eh Acho interessante assim para conhecer o trabalho da Bell hooks procurar a Rita Von hun e entrar nesse vídeo E aí também até conhecer um pouco do trabalho dela mas enfim só queria trazer isso queria e eu gostei muito da sua fala quando você trouxe
que eh sim todos temos liberdade Na sala de aula para serem sermos quem somos e também para crescermos enquanto seres humanos eh profissionais e tudo mais mas que essa liberdade ela é determinada também limitada né para uma questão financeira para uma questão social Econômica de classe de raça de gênero de sexualidade então Eh todos esses limitantes até onde vai a nossa liberdade né Essa esse é um questionamento que eu acho muito bacana ter que eh pros professores terem que eu Senti muita falta nisso quando eu tive aulas na na escola né pouquíssimos professores entendiam essa
questão Então acho bacana você trazer isso E aí eu eh perdoe minha mãe ela me deixou fazer esse comentario Zinho aqui eu desculpa que aparece o nome dela aqui aí eu fiquei falando mas não é isso também assisti a aula com a minha mãe com a minha tia quando tava no mestrado e era online e eu tô dando aula aqui tô dando Aula pra casa inteira pra minha tia paraos meus gatos pra minha irmã é assim eu no é nova né Aí tem alguns comentários aqui gente eu coloquei o link da atividade novamente para vocês
para quem não conseguiu pegar e o vídeo me pareceu que tava a tradução não tava aparecendo para vocês porque eu tava assistindo aqui Tava aparecendo a tradução aqui que acontece esse Zoom ele tem uma faixa aqui de controle que eu não consigo Tirar então eu pedi uma forma pro vídeo ficar acima dessa faixa e e tinha uma tradução mas eh se vocês quando vocês forem acessar o vídeo vocês podem acionar lá a a legenda mas eh se não apareceu a legenda me desculpem aí a mas eh por isso que eu perguntei se tava todo mundo
entendendo eh porque isso às vezes a forma como eu projeto aqui pode não eh chegar igual para todo mundo né mas eh vou ler aqui Então alguns comentários eh eu acho que você tem mesmo eh a stepan fala ela é real ela realmente aborda de maneira super didática assuntos extremamente importantes e que não costumamos ver em salas de aula a é isso é sobre Abel rook né então acho que eh assim quando a gente a gente vai ler algumas intelectuais negras ou alguns intelectuais negros a gente eh vê ele eh a escrita né sendo teorizada
mas a gente Quando eh assiste uma entrevista ou mesmo participa de uma aula eh a gente vê o quanto tá próximo assim porque a forma como ele as pessoas falam né A Bel hooks fala ou outros teóricos falam tá muito próximo dessa linguagem que a gente também vê nos livros e não é uma linguagem menor inferior é uma forma de tornar acessível né esses assuntos né E aí isso não quer dizer que a gente não esteja teorizando né a gente tá teorizando de uma outra maneira né Ampliando Eh ampliando a participação a a percepção né
Eh porque eu tenho jeito de perceber você outras pessoas vão ter outros jeitos de perceber mas como que a gente traz isso para um diálogo constrói um diálogo possível comum né como que a gente problematiza a gente reflete sobre isso como é que isso eh pode acrescentar a nossa formação mas não só na nossa formação na formação dos nossos alunos eh ou em mudanças de práticas que a gente vai ter nas escolas desde um uma Simples que não é simples né porque nada é simples mas desde uma ação de atualizar um plano de aula que
não se atualiza há mais de 20 anos e que eh isso não é percebido como uma mudança mas é uma ação desde desde o momento que você traz uma outra uma outra leitura uma outra perspectiva uma outra abordagem é uma mudança mas que muitas vezes a gente não não vai considerar como uma mudança porque a gente tá esperando que seja aquela mudança Eh que seja um evento né grande enorme gente então a isso pode até acontecer mas enquanto esse evento grande não acontece tem coisas acontecendo aqui agora né no cotidiano nas relações e essa ideia
também de esperar um evento grande é muito uma ideia salvacionista né Eu eu tenho que esperar uma salvação de tudo isso não vai acontecer gente e se a gente continuar perpetuando isso a gente vai ver a gente já viu onde dá né assim Os governos autoritários que a gente teve então eh essas mudanças na linguagem Elas têm um propósito Elas têm eh não propósito mas elas têm uma intencionalidade que é sim eh mudar essa perspectiva essa abordagem de teorizar né a gente sempre aprendeu a teorizar a partir essa ideia hegemônica que que chega pra gente
na na educação né por meio do currículo do que a gente vai ensinar o que a gente vai ensinar e Aprender de como a gente faz então são são teorias e concepções são jeitos de ensinar que estão distantes da nossa realidade né Eh então eu vou eh a Vou compartilhar aqui o próprio texto da belook pra gente ler esse momento do encontro né que ela tem com Paulo Freire que eu acho a forma como ela apresenta bem inspiradora também que é de uma forma lúdica né então é ela eh antes de ser escritora conversando Com
a escritora né esse diálogo e eu acho isso muito eh não vou dizer que é inusitado mas eu acho que é como por exemplo você tá conversando com você mesma né então eu Karina conversando comigo antes de de passar por algumas mudanças na minha vida né ou enfim a gente antes de ser professora eh conversando com a professora que a gente se tornou né é uma forma também de problematizar né como a gente era antes E como a gente tá agora né eh Então esse aqui é o livro que eu que eu sugerir né para
vocês eh fazerem a leitura hoje a gente vai ler uma parte dele né mas eh enfim a gente vai iniciar a leitura de uma parte dele mas para vocês eh enfim conhecerem um pouco mas né D Bel hooks eh entender como ela como ela constrói aí o pensamento dela então aqui a gente tem eh Ah enfim apresentação ela já traz uma epígrafe né do Paulo freir ser capaz de recomeçar sempre de fazer de Reconstruir de não se entregar de recusar burocratizar se mentalmente de entender e de viver a vida como processo como um vira ser
por que como um processo como um vira ser porque nada está definido né Essa Ideia de que você nasceu eh essa ideia de que a gente tem de naturalizar as coisas e de que as eh eh de que as coisas não mudam não se Alteram E aí a gente vai ler eh esse capítulo né do vai enfim iniciar a leitura desse capítulo sobre o Paulo Freire aqui não vai é o Capítulo e que tá em outra Contagem aqui PDF Paulo lá gente ah eu já já havia separado no arquivo que vocês receberam eu separei o
capítulo Tá mas eu também mas vocês também podem encontrar o livro é na íntegra deixa eu ver os os secados aqui no Chat E aí deixa eu passar aqui o vídeo o link para vocês e assim gente façam esse exercício de ler de de assistir as entrevistas de quem a gente lê de se aproximar das pessoas que a gente Lê porque uma uma um ponto interessante né da nossa experiência que assim eh a gente tá dialogando com teóricas feministas negras né intelectuais negros intelectuais negros que estão vivos né E quando a gente se aproxima para
Construir esse diálogo a gente alcança outro lugar com a nossa pesquisa sabe assim a gente eh entende mais né o posicionamento o trabalho a história o a as motivações né da escrita Então isso é isso para mim enquanto pesquisadora é importante acho que para vocês também enquanto pesquisadores também e professores porque a gente trabalha com essa dup né somos professoras e pesquisadoras então Eu gosto muito assim e eu recomendo a gente sempre se aproximar eh os pesquisadores Então a nossa aula terminaria às 15 horas mas como a gente para passou um pouquinho no intervalo eu
vou eu vou finalizar entre 3 3 e 15 tá quem não puder ficar até o final não tem problema porque a aula tá sendo gravada gente eu compartilhei aqui o eh o vídeo o link do vídeo da entrevista aí vocês podem assistir depois com mais tranquilidade Tá bom vou Voltar aqui para o então é o capítulo quatro vocês estão conseguindo visualizar Aí a imagem eu gosto de abrir também eh o próprio livro mesmo que digitalizado paraa gente também ir eh nos familiarizando com a escrita com a construção do livro né e com também esse movimento
da leitura né Eh então Paulo Freire ela começa né ela abre o capítulo da seguinte maneira Este é um diálogo lúdico em que eu Glória wat Acho que é assim que se pronuncia converso com B rook minha voz de escritora quis falar sobre Paulo Freire e sua obra este jeito porque ele me proporciona uma intimidade uma familiaridade que não me parece possível alcançar na forma de ensaio e aqui encontrei um modo de partilhar a doçura a solidariedade sobre a qual falo e aí começa a entrevista né Eh lembro os seus livros e eu não sou
uma mulher feminismo teoria feminista eh Fica claro que o seu desenvolvimento como pensadora crítica foi imensamente influenciado pela obra de Paulo Freire Você pode falar porque a obra dele tocou tão profundamente a sua vida então a Wats né a a glória que é a Bell Hook antes de ser a escritora perguntando para Bel escritora isso é genial assim e trazer em formato de entrevista aí a gente se pergunta quais seriam as perguntas que eu Carina antes de ser professora conseguiria me fazer né me Fazer é um exercício de deslocar né de imaginação Isso é isso
é muito interessante na educação e aí a Bel responde eh anos antes de conhecer Paulo Freire eu já tinha aprendido muito com o trabalho dele aprendido maneiras novas e libertadoras de pensar sobre a realidade social muitas vezes quando os estudantes e professores universitários leem Freire eles abordam a sua obra a partir de um ponto de vista voiro né daquele que tá olhando de cima enfim daquele que não se Envolve só fica observando e definindo quando leem vem duas posições na obra a posição subjetiva do educador Freire em quem muitas vezes estão mais interessados do que
nas ideias e temas de que ele fala então tem sempre essa essa essa questão né eu vou vou pensar sobre eh eh sobre o Paulo Freire sobre o que ele tava sentindo pensando sobre como o que mobilizou e eu e a gente muitas vezes não olha para aquilo que ele tá escrevendo e propondo ali de Debate né e a posição dos grupos oprimidos marginalizados de que ele fala em relação a essas duas posições eles próprios se posicionam como observadores como quem está de fora quando encontrei a obra de Freire bem no momento da minha vida
em que estava começando a questionar profundamente a política da dominação o impacto do racismo sexismo exploração de classe de colonização que ocorre dentro dos próprios estados unos Unidos me senti fortemente identificada Com os Camponeses marginalizados de que ele fala e com os meus irmãos e irmãs negras meus camaradas de guiné Bal veja você eu chegava à universidade com a experiência de uma negra da zona rural do Sul dos Estados Unidos tinha vivido a luta pela eh pela dessegregação racial e estava na resistência sem ter uma linguagem política para formular esse processo Paulo foi um dos
pensadores cuja obra me deu uma linguagem ele me fez pensar profundamente sobre a Construção de uma identidade na resistência uma frase isolada de Freire se tornou um mantra revolucionário para mim não podemos entrar na luta como objetos para nos tornarmos sujeitos mais tarde realmente é difícil encontrar palavras adequadas para explicar como essa afirmação era uma porta fechada e lutei comigo mesmo para encontrar a chave e essa luta me engajou num processo transformador de pensamento crítico essa experiência posicionou Freire na minha mente e no meu coração como um professor desafiador cuja obra alimentou minha própria luta
contra o processo de colonização a mentalidade colonizadora E aí a entrevista segue né a GW pergunta na sua obra você evidencia uma preocupação permanente com o processo de descolonização particularmente na medida em que afeta os afro-americanos que vivem dentro da cultura da supremacia Branca nos Estados Unidos você enxerga um elo entre o Processo de descolonização e a insistência de Freire na conscientização sem dúvida a b Hook vai tá respondendo pelo fato de as forças colonizadoras serem tão Poderosas nesse patriarcado capitalista de supremacia branca parece que os negros sempre T de renovar um compromisso com o
com um processo político descolonizador que deve ser fundamental para nossa vida mas não é E assim a obra de Freire em seu entendimento Global das lutas de Libertação sempre enfatiza que este é o importante estágio inicial da transformação aquele momento histórico em que começamos a pensar criticamente sobre nós mesmas e nossa identidade diante das nossas circunstâncias políticas mais uma vez Esse é um dos conceitos da obra de Freire e da minha que frequentemente é mal entendido pelos leitores Muita gente me diz que pareço estar afirmando que é suficiente que os indivíduos mudem sua maneira de
pensar e Veja até o uso da palavra suficiente me diz algo acerca da atitude com quem eles encaram essa questão ela tem uma sonoridade paternalista que não transmite um entendimento profundo de o quanto uma mudança de atitude não somente o término de qualquer processo transformador pode ser significativa para um povo colonizado Oprimido repetidamente Freire T de lembrar aos os leitores de que ele nunca falou de conscientização com fim em si mas sempre Na medida em que se soma a uma Praxis significativa gosto quando ele fala da necessidade de tornar real na prática o que sabemos
na consciência e aí ela traz um trecho né do próprio Paulo Freire para falar da prá isto significa eh isto significa enfatizem que os seres humanos não sobrepasso a situação concreta a condição na qual estão por meio de sua consciência apenas ou de suas intenções por boas que sejam A possibilidade que tive de transcender os estreitos limites de uma cela de 1,70 de comprimento por 60 cm de largura na qual me achava a pós o golpe militar brasileiro eh de primeiro de abril de 1964 não era suficiente contudo para mudar a minha condição de incarcerada
continuava dentro da cela sem Liberdade apesar de poder imaginar o mundo lá fora mas por outro lado a Praxis não é a ação cega Desprovida de intenção ou finalidade é ação e reflexão mulheres e Homens são seres humanos porque se fizeram historicamente seres da Praxis E assim se tornaram capazes de Transformando o Mundo dar significado a ele então essa ideia de Praxis é uma do Paulo Freire é uma ideia uma noção que a gente enquanto professores e professoras eh né Eu acho entendo que seria interessante a gente perseguir a gente adotar isso como parte né
das nossas práticas né do nosso cotidiano E aí tem um livro do Paulo Freire por uma Pedagogia da pergunta eh que ele eh narra ali a entrevista né que ele dá para o Antônio Fes E aí eh ele afirma eh ele faz uma afirmação né Uma das coisas que aprendemos no Chile o Paulo Freire né trazendo nessa pré reflexão sobre a cotidianidade era que as afirmações abstratas políticas religiosas ou Morais que eram excelentes não se transformavam não se concretizavam nas ações individuais Éramos revolucionários em abstrato não na vida cotidiana eu gosto dessa parte porque é
isso né se fala uma de uma revolução em abstrato ou seja de uma revolução que não existe na completude né então é É de fato uma revolução porque é uma revolução que tá no discurso mas que na ação não se realiza né então ele fala né creio que a Revolução começa Justamente na Revolução da vida cotidiana por isso que assim às vezes Eh existe um jeito de fazer revolução revolução é estar na rua com as bandeiras com as faixas é também mas não só a minha revolução pode ser feita na minha sala de aula quando
por exemplo eu levo eh leituras Eu apresento outras leituras que não é essas que a gente tá eh enfim muito entre aspas né habituados a fazer então isso isso pode ser uma revolução gente para uma numa sala de aula Né Principalmente para aquela professora que tá mobilizando esse conteúdo né também para os alunos e alunas para quem ela tá lendo aquelas histórias el e vai ser uma revolução porque vai ter que pensar enfim até como ela vai contar essas histórias isso pode ser uma revolução mesmo porque a partir daí eh ela pode né começar ela
inicia um processo de investigação de questionamento inclusive por né que isso eh interfere altera tanto né o fazer Dela né então fazer dela enquanto professora né E aí eu acho que é sim uma revolução E aí a entrevista segue né Eh tem outras perguntas acho que a entrevista é é interessante né então por exemplo mais uma pergunta que a GW né A Glória Faz para Bel r então Eh você você não vê contradição entre sua valorização da obra de Freire e o seu compromisso com os estudos feministas eu fui direto nessa pergunta porque né Paulo
Freire sendo um homem homem branco eh B rux uma Mulher uma mulher negra eh se eh havia aí um né Eh Quais Quais as implicações disso né então ela responde é o pensamento feminista que me dá força para fazer a crítica construtiva da obra de Paulo Freire da qual eu precisava Para que como jovem leitora de seus trabalhos não absorvesse passivamente a visão de mundo apresentada E aí gente é isso somos leitores leitoras Mas a gente não absorve passivamente o que a gente tá lendo assim como a gente não absorve Passivamente nenhuma condição há um
elemento de resistência por isso que quando a gente eh acessa a história como é contada pra gente principalmente a história né no contexto brasileiro em que a gente percebe que não há nenhuma resistência a gente tem que se questionar mas pera aí houve houve resistência né tinham pessoas Resistindo porque inclusive uma pergunta que a gente até pode se fazer né se tem tanto eh instrumento de controle né De de tortura de eh a gente pode pensar inclusive que esses instrumentos eles existiam porque existia sim uma certa resistência né com isso eu não estou justificando nada
estou dizendo que é são pontos pra gente pensar né E aí quando a gente vai paraa Nossa pra história eh pra narrativa né a história hegemônica como é contada a gente a gente entende por exemplo eh que o a pessoa indígena eh é passiva porque Assim que a história é contada né que não houve de resistência Então por uma outra ideia que as pessoas eh sequestradas do continente africano e aqui escravizadas que elas eh precisavam elas tinham que ser escravizadas porque elas representavam uma força enfim essas ideias que a própria igreja difundiu né então eh
a Igreja Católica difundiu Então são essas ideias assim de que não tem resistência de que não há resistência de que a gente aceita tudo Passivamente aqui a Bel está trazendo na forma como ela interpretou a a obra do Paulo Freire mas a gente pode pensar eh nessas outras abordagens de como a história vem sendo contada e como os movimentos de resistência a essa história hegemônica tem eh tem se colocado né diante dessa narrativa hegemônica Então eu acho que isso é um exemplo do cotidiano de uma relação entre p rook e Paulo Freire mas que a
gente consegue eh ampliar e deslocar Para outras eh para outros momentos e aí ela fala mas existem muitos outros pontos de vista a partir dos quais abordo sua obra e que me permitem perceber o valor dela permitem que essa obra troque toque o próprio âmago do meu ser conversando com feministas da academia geralmente mulheres brancas que sentem que devem ou desconsiderar ou desvalorizar a obra de Freire por causa do sexismo Vejo claramente que nossas diferen que nossas diferentes reações São determinadas pelo ponto de vista a partir do qual encaramos a obra encontrei Freire quando estava
sedenta morrendo de sede como Aquela sede aquela carência do sujeito colonizado marginalizado que ainda não tem certeza de como se libertar da prisão o status po encontrei na obra dele e de Malco panon um jeito de matar a essa sede encontrar uma obra que promove a nossa libertação é uma dádiva tão poderosa que se a dádiva tem Uma falha isso não importa muito imagine a obra como água que contém um pouco de terra como estamos com sede o orgulho não vai nos impedir de separar a terra e ser nutridos pela água para mim essa experiência
é muito semelhante ao jeito com que os indivíduos privilegiados encaram o uso da água no contexto do primeiro mundo quando você é privilegiado e vive no um dos países mais ricos do mundo pode desperdiçar recursos e pode especialmente justificar O fato de jogar fora algo que considera impuro veja o que a maioria das pessoas faz com a água Neste País muita gente compra água mineral porque considera água da torneira impura E é claro que essa compra é um luxo mesmo a nossa capacidade de considerar impura a água que sai da torneira é informada por uma
perspectiva imperialista de consumo é uma expressão de luxo e não simplesmente uma reação à condição da água se encararmos o consumo da água de Torneira a partir de uma perspectiva Global vamos ter de falar sobre ele de outra maneira vamos ter de levar em conta o que a grande maioria das pessoas do mundo TM de fazer para obter água quando estão com sede a obra de Paulo Freire foi uma água viva para mim E aí a entrevista segue em que medida Você acha que a sua experiência de ser afroamericana possibilitou que você se sintonize com
a obra de Paulo Freire eu ess Essa vai ser a última questão que eu Vou ler aqui coletivamente com vocês e aí depois a gente pode conversar rapidamente e ela responde né como as a experiência dela enquanto uma mulher afroamericana eh está sintonizada a obra de Paulo Freire como eu já dei a entender fui criada numa área rural do Sul Agrário entre negros que trabalhavam a terra e me senti intimamente ligada à discussão da vida dos Agricultores na obra de Freire e sua relação com a alfabetização sabe não existem livros de História que realmente contam
Como era difícil a política da vida cotidiana para os negros no sul segregacionista quando tantas pessoas não sabiam ler e frequentemente dependiam de gente racista para explicar ler e escrever e eu fiz parte de uma geração que aprendia essas habilidades que tinha um acesso à educação que ainda era noa a ênfase na educação como necessária para a Libertação que os negros afirmavam na época da escravidão e depois durante a reconstrução informava a nossa vida e por isso a ênfase de Freire na educação como prática da Liberdade fez sentido imediatamente para mim consciente des desde o
início da necessidade de alfabetização levei comigo para a universidade a lembrança de ler eh vocês querem eh o forms de novo é isso Pera aí só um minutinho ô professora Oi pode falar tem quem tá falando eu vou passar aqui o Formes novamente eh enquanto eu tava ouvindo Eh tá enquanto eu tava ouvindo toda a explicação novamente eu até realizei a atividade né porque eh na na minha licenciatura anterior eu eu eu tive muito bebi muito da fonge Paulo Freire né E aí eu realizei a atividade e até enviei sabe pelo Google forms e sempre
vem um no no próprio e-mail vem a Comprovação de que foi recebida atividade mas e e eu não quero fazer de volta não é porque eu não quero fazer de volta mas é que o que eu escrevi eu gostei tanto que agora o espírito não vai soprar do mesmo jeito daí como que eu faço para confirmar se realmente a minha atividade foi enviada por gentileza então aí eu não consigo eh confirmar isso agora eu vou ter que eh no final confirmar tá senão eu vou parar agora para confirmar você pode Mandar não não não tem
problema não porque até depois que se eu precisar fazer novamente eu faço eu faço tranquilamente sabe porque eu até Tô anotando tudo que a senhora está Falando em aula mas é realmente Para eu não ter que fazer de volta aquilo que eu já fiz e que eu gostei muito por sinal não tudo bem aí o que que a gente que você pode fazer você pode eh enviar uma um e-mail para mim eu tento ver se se deu deu certo eu acho que se você respondeu e Clicou no enviar não tem erro é eu que cliquei
no enviar tudo certinho e aí agora não veio a confirmação no e-mail como vem das outras atividades sabe aí por isso que eu me preocupei mas eu envio o e-mail para ti só para ficar como registro documentado mesmo tá bom Por gentileza Eh agora eu vou voltar aqui pro texto mas antes eu vou ler os comentários aqui porque eu fui né eu assim gente eu eu eu entendo que é importante fazer a Leitura com vocês porque eu me preocupo eh no sentido de que assim eu sei como é a vida fora né a gente quase
não tem tempo né assim com isso eu não estou dizendo que a gente não precisa se organizar para estudar mas a gente também precisa eh eh ocupar esses espaços dessa maneira né aproveitar entender esses momentos também como eh momentos para leitura em conjunto em coletivo né Ah então eh tem aqui um comentário da Fabiana Vale lembrar que a Obra de Paulo Freire é extensamente estudada em universidades estrangeiras mais do que ele é estudado aqui no Brasil justamente pelo viés autoritário que os cursos universitários brasileiros sofreram na época da ditadura militar e no e no pós-ditadura
nós ainda sentimos esse ranço ditatorial ainda hoje Ah com certeza quem fala de Paulo Freire hoje são pessoas que nunca leram Paulo Freire numa uma rápida procura no YouTube já já retorna vários podcasts vídeos e cortes De uma galera da Extrema direita que ama falar sobre feir e educação em geral não são educadores muitas vezes nem são formados em nada a famosa galera que do tudo é mimimi tudo é lacração e nunca leram uma linha de pauloo Pois é na rede estadual de São Paulo é extremamente difícil fazer diferentes leituras onde as crianças onde as
coisas vê prontas nas plataformas e os conteúdos não têm uma continuidade sim mais importante que estejam pautadas em Metodologias ativas o professor é um mero reprodutor então sobre isso né eu também tenho eu também tenho várias coisas a falar a gente é quase que um robô né É máquina o professor é um mero reprodutor de quem eh de quem nem na sala de aula está há uma vigilância pois as aulas são frequentemente assistidas pela gestão que estão avaliando se você segue a sequência pré-determinada o estado é um ato de no estado é um ato de
resistência ensinar algo novo e Realmente significativo eh a Simone eh fala também A Jaqueline falou né essa última fala esse último comentário a Simone não se consegue nem mesmo se contrapor questionar o olhar do avaliador nem explicar sua intenção didática simplesmente temos que dar ok nas orent e gestores que nem de sua disciplina entendem ignorando que é o professor que conhece a sua disciplina e seus alunos Pois é né Eh aí Me perguntaram que a presença se Dá somente por estar assistindo ou tem outra maneira a entrega da atividade aí acho que responderam aqui depois
em seguida colocaram o forms Eu também coloquei eh Então eu não sei se vocês estão recebendo confirmação das atividades eu entendo que o forms manda mas pode pode ser que não recebam eh enfim às vezes não dá certo gente então vou seguir só aqui pra gente terminar eh E ela fala né eu parei aqui e eu fiz parte de uma geração que aprendi essas habilidades ler e escrever explicar né que tinha um acesso à educação que ainda era novo a ênfase na educação como necessária para a libertação que os negros afirmavam na época da escravidão
e depois durante a reconstrução informava a nossa vida e por isso a ênfase de Freire na educação como prática da da Liberdade fez sentido imediatamente consciente desde a Infância da necessidade da alfabetização levei comigo para a universidade a lembrança de ler para as pessoas de escrever para pessoas para as pessoas levei comigo as lembranças de professoras negras no sistema escolar delegado que tinham sido pedagogas críticas e tinham nos proporcionado paradigmas Libertadores olha só a gente também tá aqui com a responsabilidade de criar outros paradigmas outros imaginários né foi nessa experiência Precoce de uma educação libertadora
na na buer de Washington e eh crip ats as escolas negras dos meus anos de Formação que me deixou perpetuamente insatisfeita com a educação que recebi em ambientes predominantemente e foram educadores como Freire que afirmaram que as dificuldades que eu tinha com o sistema de educação bancária uma educação que nada tinha a ver com a minha realidade social era uma crítica importante voltando à discussão do Feminismo e do sexismo quero dizer que me senti incluída em pedagogia do oprimido um dos primeiros livros de freir que li muito mais do que me senti incluída em Minha
experiência de pessoa negra de origem Rural nos primeiros livros feministas que li nos Estados Unidos não conversamos o suficiente sobre o modo como a classe social molda a nossa Perspectiva da realidade visto que tantos dos primeiros livros feministas refletiam um certo tipo de Sensibilidade burguesa Branca essas obras não tocaram profundamente muitas mulheres negras não porque não reconhecemos as experiências que todas as mulheres partilham mas porque esses pontos em comum eram mediados por diferenças Profundas em nossas realidades criadas pelas políticas de raça classe e de classe social então gente eh esse ensinar a transgredir né que
a da rups nos coloca é um ensinar Eh a né olhar diferente né olhar pela diferença né olhar afirmando as diferenças e não as desigualdades né reconhecendo as diferenças reconhecendo que nós falamos de pontos diferentes e que isso interfere sim na educação interfere sim em eh na forma como a gente se constitui enquanto sujeito né interfere eh a ponto da gente eh trazer questionamentos que antes não estavam sendo colocados interfere na forma como nós interpretamos o mundo interfere como A gente eh interpreta a história e como a gente questiona a história né então e muitas
vezes esse esses questionamentos eles não são validados por quê Porque o que impera porque o que tá em o que tá sendo colocado é sempre essa narrativa hegemônica E aí eu acho que quando a gente tem acesso a escritores negras escritoras negras escritores negros intelectuais teóricos negros e negras eh e outras eh narrativas outros textos outros gêneros textuais outras formas de Contar a história né a gente tá eh transgredindo né esse jeito imperialist essa forma imperialista de se produzir conhecimento né Eh então a o meu objetivo aqui hoje era colocar essas questões assim né não
só hoje em outros momentos também em outras aulas eh mas eu já dei essa essa aula para outras turmas né e eu acho sempre muito importante eh trazer Porque por mais que a gente mobilize os mesmos conteúdos Conteúdos próximos a gente tá trazendo eh para outras turmas né outras experiências então e talvez reforçando eh algumas ideias que são importantes e revendo também algumas questões então Eh e pra gente que apresenta novas leituras novos textos novas escritoras eh a gente precisa sempre est revendo também porque senão a gente entra nessa lógica né reprodutora reprodutivista né de
que é a gente não tem uma rela com conhecimento a gente só Produz entrega produz entrega e essa lógica é a lógica capitalista né então precisa fazer sentido precisa ter significado né E aí a gente pode até questionar né É faz sentido tem significado a gente gente ter uma perspectiva uma abordagem sempre eurocêntrica estadunidense E aí gente tô falando estadunidense a Bel ela é mas a gente tem aí uma ideia est tô falando fazendo referência essas concepções eh Escola Nova eh essa coisa né Essa Ideia imperialista né porque essas escritoras compartilhando desse território dos Estados
Unidos elas estão questionando isso então também é nesse nessa nessa abordagem que eu trago eh então a gente também precisa questionar Eh esses modos de fazer e aprender esses modos de de e problematizar né e assim a escola não deve ser né esse lugar de reprodução mas ela a gente sabe que é mas a gente tem Que questionar novamente eu não eh defendo a escola como está a educação como está porque existem todas essas implicações e um outro ponto que eu queria falar eh mesmo por exemplo esse esse negacionismo todo essa negação toda do Paulo
Freire eu entendo até em partes porque tem esse contexto ditatorial mas assim muito também eu entendo que há uma certa narrativa né Eh criada em torno do Paulo Freire como se ele eh fosse um eh como se na obra dele não Tivesse contradição E aí por isso que eu acho importante trazer é o Hook interpretando Paulo Freire porque ela vai apontar justamente as contradições e eu acho que isso é é um dos fundamentos da nossa deveria ser um dos fundamentos da educação tem contradição a a gente precisa apontar essas contradições e a gente aprende nas
contradições né eh e aí é isso eh a o Walter tá com a mãozinha levantada se quiser falar eu vou só dando uma olhadinha aqui nas Mensagens mas pode falar Valter é é assim professora teve alguém aí lá em cima escreveu assim parece que mandaram o link errado e essa é a terceira aula que eu estou pegando sendo que que a segunda que a senhora está ministrando e E aí eu fiquei assim será que eu tô perdido na sala será que a plataforma errou Mas enfim eh essa é uma questão e a outra foi que
as a outra o outro formulário a gente respondeu com as nossas palavras agora Como aqui tá sempre as questões estão direcionadas página 10 é a gente vai frasear ou a gente vai continuar respondendo da nossa maneira entende gente pode responder assim então mas é porque assim essa essa turma que eu peguei essa aula já foi dada Em outro momento e aqui eu tenho outra turma não é a mesma tem pessoas diferentes aqui que não assistiram a minha aula naquele momento certo perando T reconhecendo pessoas Pessoas diferentes aqui de outra turma então assim se o foi
encaminhado errado qual o link não eu não sei alguém falou assim ó parece que a gente era para est em outra sala Alguém escreveu aí eu falei Será que a Eu também era eu não sei se er verade é o seguinte me parece que vocês receberam uma outra informação de que vocês teriam uma outra aula a informação que eu recebi que hoje a aula é de didática e fundamentos da educação Algumas pessoas confirmaram essa informação porque eu perguntei lá no início gente a gente hoje a aula de didática e fundamentos da educação foi o que
eu recebi se vocês receberam outras informações aí precisa verificar lá com a coordenação pedagógica o que que houve eu não consigo explicar neste momento o forms a atividade que eu fiz eh é é a metodologia que vocês vão encontrar no texto da professora Franco porque ela trabalha não com perguntas fechadas e Abertas mas ela trabalha com afirmações para que as pessoas eh a partir dessas afirmações façam as suas reflexões e complementem eh a afirmação Então tá lá quando eu penso em em didática eu penso que didática é E aí você complementa você vai enfim finalizar
essa afirmação a partir da sua reflexão do que você leu do que a gente leu aqui discutiu e da sua experiência e do seu repertório então o que que você valor entende por didática a partir de tudo isso aí você Vai escrever eu coloquei as referências a paginação para que se vocês ao ao fazerem a atividade vocês quiserem vocês tiverem a possibilidade de acessar o texto e entender da onde foi retirado essa frase porque aí vocês podem ler o texto na íntegra e localizar ali e eh enfim compor a sua resposta compor A análise e
a reflexão porque é sempre bom a gente referenciar eh os nossos textos mesmo que seja uma atividade uma questão entendeu foi nesse Sentido que eu eh preparei a atividade é isso eu consegui responder ou não não conseguiu Sim e eu ainda eu embora eu tô percebendo que essa aula Ela é é diferente da outra e nesse sentido eu tenho assim até o material Aposte teórico é outro mas como a senhora disse mas tem alguma coisa a ver é um link assim a gente tem aquela sensação de deju que essa aula tem muito parecido um pouco
assim com a outra senhora entende o que eu tô dizendo mas então qual outra Na outra assim é porque eu tô falando para senhor só peguei três aulas até agora na plataforma a outra do outro mês passado agora a última que eu fiz acho que foi com a senhora também é então como eu falei eu já dei essa aula para outras turmas entendeu E aí como é uma uma aula introdutória e eu tô eh iniciando eh essa abordagem nas minhas aulas de didática e de fundamentos da educação então como é uma ultra turma eu eu
apresentei né Esse conteúdo né porque é uma outra turma é uma outra experiência é uma outra forma de eh de falar sobre né enfim é um outro tempo né inclusive então a gente eh vai trazendo para ver assim como é que esse essa abordagem ela se dá em contextos diferentes né em turmas diferentes então isso não quer dizer Walter que eu tenha eh aplicado o mesmo conteúdo lá e aqui é que a minha aula de didática e fundamentos da educação tá tendo essa Abordagem entendeu Estou trazendo uma perspectiva de colonial e da Bel r e
Paulo Freire e para diferentes turmas né pra gente pensar eh outras abordagens e para ver como é que essas abordagens se dão em contextos diferentes né com turmas e pessoas e experiências diferentes obrigado e foi uma excelente aula viu professora obrigada eu não sei se eh outras pessoas estavam na na aula mas Eh aquela aula eu dei para outras turmas e aqui é uma outra turma então eu sempre trabalhando com essa perspectiva decolonial né e trazendo Bell hooks Para para pensar os fundamentos da educação Então são são outras pessoas outra turma outras relações né olha
aí aqui no no chat tá tendo uma questão né Eh a Stephanie coloca o que ocorreu é que eu recebi da representante no particular essa aula e depois ao entrar no grupo da minha turma veio o Link da minha aula bncc aí a dúvida que fiquei então eh não é não fui avisada da aula da bncc acho que eu vi alguma confusão bncc Em outro momento deve ser uma outra aula mas para hoje seria didática e fundamentos da educação aí eu gostaria de perguntar eh quem eh tá chegando pela primeira vez na aula de didática
e fundamentos da Educação muita gente né então e é isso gente porque por exemplo A gente faz algumas escolhas enquanto professora então se eu tô mobilizando uma didática decolonial e uma perspectiva de fundamento da educação a partir do que a Bel fala eu preciso eh seguir né com essa abordagem eu não posso entender que uma única abordagem uma única aula eh é o suficiente para entender como essa abordagem ela se dá em diferentes contextos né a gente pode ver isso na na pesquisa né ela a professora Franco faz algumas perguntas E diferentes pessoas respondem a
essa pergunta com diferentes compreensões e percepções né então é isso né até pra gente eh eh conseguir construir um um rol né de experiências Olha eu trabalhei com esses com essas referências em algumas turmas eu tive esses resultados né são essas as discussões inclusive que a gente faz com a coordenação pedagógica né E aí isso até importante pra gente depois pensar a importância eh de de ter Uma outra abordagem né uma abordagem decolonial uma didática decolonial eh uma perspectiva eh eh antiracista uma educação uma possibilidade de pensar uma uma fundamentação né na educação a partir
né dessa pedagogia dessa educação engajada como a está trazer então isso também tem uma intencionalidade porque a gente tá diante de outras pessoas outras turmas né outros tempos outras percepções e E assim a gente vai construindo a nossa experiência enquanto Professora né então gente eu vou aqui agradecendo vocês a gente passou de novo um pouquinho no horário eh e aí eu falo né indico para vocês para que vocês assistam a entrevista na íntegra para que vocês façam a leitura não só desse capítulo em que a b hooks conversa com a Bell hooks né Eh a
Bell hooks antes de ser escritora conversando com a Bel hooks escritora sobre a experiência do Paulo Freire e Assim para pensar justamente isso as contradições né eu eu gosto porque ela aponta as contradições né E quando a gente vê a gente lê Paulo Freire por essa narrativa dominante também porque também há uma apropriação né do Paulo Freire pela por essa Elite dominante que tá aí nas universidades colocam o Paulo Freire num lugar né num pedestal e ela não ela fala olha é importante mas tem contradições como todas as obras como todas as pesquisas como todos
os eh os Trabalhos realizados por outros pesquisadores o Paulo freir ele não tá um lugar né de endeusamento e isso é que torna real a pesquisa porque o próprio Paulo Freire vai falar disso que ele ele tem erros Ele tem lacunas ele tem contradições e é assim gente a gente tem que se pensar também nesse lugar somos contraditórios a gente aprende nas contradições né Eh E assumir isso enquanto até metodologia né quando eu falei da dialética Eh é isso esses conflitos eh são percebidos também nas contradições certo alguém que gostaria de falar alguma coisa dúvida
crítica não entendeu não gostou curtiu não curtiu eh enfim podem inscrever eu deixei meu e-mail aqui vou deixar de novo professora eh eu eu deixei um um pensamento do Leonardo off que diz que todo ponto de vista é a vista de um ponto e o Leonardo bof ele quer dizer que que cada pessoa né ela interpreta Essa cosmovisão de mundo pelo acontecimento que que ela foi afetada ou seja o olhar é dirigido por uma influência de vários fatores de experiências pessoais valores crenças cultura emoções etc então é por isso que você tá abordando o mesmo
tema de uma persa muitas vezes diferente do outro por exemplo quando eu estava na universidade estudando História naquele recorte da da era do Chumbo ali da da da da ditadura militar e tal e professores Perguntaram como é que era e eu disse assim ó professor é aqui a gente estuda Teoricamente e foi sangrento e pessoas morreram e etc etc mas eu era um jovem que era músico e eu tocava a noite e andava pela cidade carregando meu violão bebia todas e eu tava talvez eu tava longe do foco lá do Rio de Janeiro era Brasília
e e sei lá e Goiânia eu eu não vi esse esse esse essa ditadura como tá no livro quer dizer eu tava falando para Ele a verdade eu não eu então muitas vezes essas essas temporalidades que que muitas vezes você tá em Goiânia hoje assistindo um show da marron e tá tendo uma bomba lá na Ucrânia E você tá assistindo o show da da da da de de um cantor aqui em Goiânia e e à noite o ramaz tá sendo bombardeado por Israel então quer dizer são realidades diferentes muitas vezes dentro de de um de
um recorte muito grande e eu tava sendo sincero porque eu falei se eu vivi Esse tempo todo e não vi como nas nas páginas do livro essa história sendo contada porque talvez eu tava longe eu não era um ativista Não sei então é muito é complicado também então é nesse nesse sentido que eu que eu coloquei essa esse ponto de vista aí citando o Leonardo bof porque muitas vezes o olhar ele é dirigido por muitas coisas e crenças e Emoções culturas e etc o nosso olhar foi foi dirigido por monte de coisa então muitas vezes
você vai olhar Diferente Professor foi foi adestrado muitas vezes nosso olhar né mas eu também eu gosto muito de falar trazer também eh uma enfim um pensamento né de uma Negra Beatriz Nascimento que ela vai falar a gente tem um ponto de vida nosso ponto de vista é um ponto de vida o nosso ponto de vida então a gente fala a partir da nossa experiência né é isso gente então eu vou encerrando aqui o nosso encontro queria agradecer desejar Para vocês aí um excelente final de sábado tomem cuidado porque né pode pode chover e aí
a gente né enfim que vocês se mantenham se mantenham Seguros onde vocês estejam aí tá E é isso qualquer dúvida pode me escrever meu e-mail tá aqui e é isso muito obrigada e a gente se encontra aí em outros momentos Obrigada viu Gente vou encerrar vou fechar aqui