deixa eu te falar uma coisa quando eu tava naquele período que as pessoas não me dava uma semana de vida eu procurava tomar todo santo dia o meu melhor remédio a minha super dose diária não pense em vocês que eram comprimidos remédios químicos e injeções não eram isso era um remédios espirituais eram remédios energéticos e os remédios eram os cartazes dos meus pais todos os dias eles não puderem para lá eles não puderam entrar no CTI ficaram um bom tempo sem entrar é eram as cartas que eu li e relia diariamente era as fitas cassetes
que meus amigos enviavam que aquilo me dava uma força que a turma toda do hospital desde os médicos até os enfermeiros o pessoal da Faxina comida eles me passavam uma força isso tudo é o canalizava para uma única coisa que eu queria única eu vou sair daqui para dar um beijo e um abraço nas pessoas que eu mais amo era tudo que eu queria isso a primeira pessoa que eu pude dar um abraço e um beijo foi no meu médico francês Doutor pierrená esse cara ouvi ela ele ficava comigo todos os dias me acompanhando acreditando
na minha recuperação na minha reabilitação era um cara grosso assim com as pessoas assim mas o cara durão mas que tinha um coração desse tamanho ele me passava essa energia eu só vou abrir um parentes que eu vou voltar a falar dele mas quando eu perdi o meu pai eu já morava em Belo Horizonte e meu pai minha mãe morava no Rio e vira e mexe eu ligava para o meu pai falava cinco minutos com ele no dia quatro de junho de 98 eu fiquei falando com ele quase meia hora e era Copa do Mundo
da França 98 aquele fiasco lá do Brasil e França e tal a gente ficou falando muita coisa papai era o Mineirão papai Mineirão da Zona da Mata é um cara que saiu de casa cedo família humilde e foi estudar foi ser irmão Maristas no colégio de Mendes e faltando seis meses para ele ser irmão Marista ele saiu de lá foi para o Rio de Janeiro com Domingos Pascoal segalla se lembram livro de português foi ele o Domingos Pascoal para o Rio de Janeiro fazer a vida deles lá e papai eu adorava um espirituoso bom desliguei
o telefone falei quase 30 minutos com ele 11 horas da noite minha mãe me liga dizendo que meu pai tinha morrido morreu de repente novo 77 anos e foi uma cacetada para mim muito grande eu tô falando isso porque quando esse médico francês nos deixou há oito anos atrás Dr piagenaus 82 anos o Vilela foi se eu perdesse se tivesse perdido meu segundo pai eu fiquei fora de sintonia por um bom tempo e esse meu querido pai francês me fez ver Desde aquela época uma série de coisas e uma delas do quanto é importante da
gente trabalhar em equipe esse cara ele era todo Durão ele chefiava uma equipe de médicos especialistas radiologistas laboratoristas assistentes enfermeiros a turma da cozinha a turma da limpeza essa turma toda trabalhava como se fosse um relógio suíço tal a precisão e eficiência dessa equipe e se não fossem eles acreditando na minha recuperação eu não estaria aqui hoje para contar essa história que que é isso isso é equipe trabalhando da mesma forma lá os queridos comandantes e outras pessoas que estavam dentro da cabine se não fosse o que que adianta aquela reação que eu tive aquelas
atitudes Se não fossem eles de realizar aquele pouso de emergência eu não estaria aqui para contar essa história e mais um exemplozinho é dos Bombeiros eu tô ali dentro daquela fornalha no avião chega aquela equipe maravilhosa que eu estimo demais essa Corporação que são os bombeiros seja onde for o cara é mentira lá de dentro se não fosse essa equipe então isso tudo é equipe tudo isso tudo isso para você poder sobreviver ninguém Vilela ninguém faz nada sozinho nessa vida ninguém você precisa a gente pode ter essa sensação de que a gente conseguiu alguma coisa
sozinho mas ela é totalmente ilusória totalmente que você fala olha só eu não Controlo a nada que a gente tem essa sensação às vezes de controle não eu controlo eu ligo para não sei quem eu pago não sei o quê eu vou não é cara não é basta uma uma dessas dessas rodas elas pararem de gerar aqui trabalhando junto