Provérbios, capítulo 3, nós vamos começar lendo os versículos 9 e 10, O texto sagrado diz assim: “Honra ao Senhor com os teus bens e com as primícias de toda a tua renda e se encherão fartamente os teus celeiros e transbordarão de vinho os teus lagares.” Eu creio na palavra de Deus, eu creio em cada promessa bíblica, aliás, o apóstolo Paulo diz, em 2º aos Coríntios, capítulo 1: “Tantas quantas forem as promessas de Deus, nele está o sim e por meio dele o amém." Mas na Bíblia há dois tipos de promessas. Há promessas que são incondicionais.
Então, a promessa da vinda de Jesus se cumprirá independente das pessoas acreditarem nela ou não, no momento certo ela vai se cumprir. É algo incondicional. Mas há promessas que são condicionais.] Muitas vezes há um explícito “se”. Por exemplo, Deus disse: “Se atentamente ouvirdes a minha voz e tiveres o cuidado de guardar os meus mandamentos”, Deuteronômio 28, “essas bençãos irão atrás de você e te alcançarão”, mas, Deus dá uma outra condição. Ele diz: “se você não ouvir e não guardar em vez de benção, juízo.” Algumas declarações são condicionais. Nem sempre o “se” aparece de forma muito
explícita, mas, nesse texto, nós temos Deus fazendo a declaração: “se encherão fartamente os teus celeiros, transbordarão de vinho os teus lagares.” Hoje em dia, a maioria de nós não trabalha com plantio da terra, não trabalhamos com agricultura, não é como antigamente, onde cada um tinha que tirar o seu sustento do solo, mas numa época em que as pessoas viviam dessa forma Deus está usando isso como uma figura de linguagem, uma ilustração para falar a respeito da provisão que ele pode trazer. Diferente de nós, hoje, que pensamos com a mentalidade do crédito, que primeiro gastamos para
depois correr atrás de saber como é que nós vamos pagar aquilo que nós já gastamos, antigamente, embora desde os primórdios da humanidade já existe atividade bancária, especulação financeira, empréstimo, juros isso não era algo tão forte na sociedade. As pessoas plantavam, colhiam. Quando colhiam o fruto do seu trabalho estocavam para que, então, eles pudessem ir consumindo aos poucos uma provisão que, normalmente, chegava antes da necessidade. Deus não apenas está dizendo que Ele quer trazer provisão antes da necessidade mas, obviamente, está falando de uma dimensão de suprimento. Ele não está prometendo riqueza mas ele está prometendo provisão.
No entanto, apesar de não ter um explícito “se” condicional. Quando você pega a leitura aí dos versículos 9 e 10, é lógico que Deus está estabelecendo uma condição. Quando o texto diz: “Honra ao Senhor com os teus bens e com as primícias de toda a tua renda”, para, depois dizer: “e se encherão”, esse segundo aspecto agora se torna a consequência do primeiro. No entanto, muitas vezes, textos como esse acabam sendo usados talvez um pouco fora do seu contexto, porque, muitas vezes, eu tenho visto pregadores pegarem textos como esse para encorajar as pessoas à contribuição. E
nessa noite, eu não quero falar de contribuição, eu quero falar de algo que é muito maior do que isso. Eu tenho visto pregadores, na hora de encorajar a contribuição, dizerem: Se você fizer e honrar a Deus ele vai te honrar de volta.” É verdade, o texto fala desse retorno, mas nós precisamos entender que ele é apenas uma consequência, ele é apenas o efeito colateral Do cumprimento de um propósito. Qual é o propósito? É dar a Deus honra e nós precisamos entender que, na verdade, esse é o cerne, é o ponto principal do assunto que está
sendo discutido aqui. Eu quero compartilhar algo com vocês algo que eu tenho sentido muito forte de Deus, de dar ênfase não só neste domingo, nós vamos mexer um pouco mais desse assunto, temos uma programação aqui na igreja para, a partir de fevereiro, mexer mais nesse assunto, nessa área, muitas vezes, alguns não ficam tão confortáveis quando nós tocamos nas coisas relacionadas a dinheiro de púlpito, mas a verdade é que, quando você olha para o ministério de Jesus, você vai perceber que em quase metade das suas parábolas Jesus tocou nos assuntos de bens, riquezas e dinheiro. Howard
Dayton, do ministério Crown, local no livro “Seu dinheiro”, ele diz que, se você juntar todos os versículos da Bíblia que falam sobre oração e fé, são dois assuntos essencialmente espirituais e que ninguém vai negar que é importante, você tem juntos, somando os dois assuntos, cerca de 500 versículos na Bíblia. Mas sobre bens, riquezas e dinheiro, ele diz que são 2084 versículos. Outro estudioso diz que, Na verdade, nós chegamos a mais de 2.350 versículos. A Bíblia fala quase mais sobre dinheiro do que sobre salvação. E a pergunta é: Por que Deus tocaria tanto no assunto se
ele não fosse importante? A questão não é que o dinheiro seja tão importante, a questão é que ele pode ocupar um lugar delicado no que diz respeito à nossa relação com Deus. É exatamente a respeito disso que eu quero tratar e trabalhar. Anos atrás, eu me lembro no início meu ministério pastoral, tinha muita dificuldade com esses assuntos. No dia em que Deus me confrontou, eu acredito que isso deve ter sido lá pelo ano de 2001, minha vida nunca mais foi a mesma, nem na minha maneira de relacionar-me com Deus e o dinheiro e nem na
forma de pregar ou mesmo de dirigir, tomar decisões envolvendo esses assuntos ligados na igreja. Porque eu acredito que tudo precisa ser visto pela perspectiva correta e eu entendo que ela é uma questão de honra. Esse é o tema da minha mensagem hoje. Deus está pedindo para mim e para você honra. E a pergunta é: Por que Deus abordaria esse assunto dessa forma e dessa maneira? Eu não nego e não deixo de reconhecer que a honra produz consequências. Existe benção. Porque lá em 1º Samuel 2:30 diz: “Eu honro aqueles que me honram, mas os que me
desprezam serão desprezados” ou, dependendo da versão, “desmerecidos”. No entanto, nós precisamos entender porque Deus pediu a honra e quão importante ela é. Mas, antes de trabalhar até melhor por que Deus pediu isso, por que nós devemos honrar a Deus com os nossos bens, eu acho que é muito importante que a gente consiga entender o que tem mais peso aqui. Mais ou menos nessa época de 2001, eu morava ainda em Guarapuava, eu era parte da equipe pastoral, compunha o presbitério da igreja lá e eu me lembro de um momento, um dia específico, quando nós estávamos para
tomar uma decisão em relação a um projeto da igreja, uma construção, uma obra que estávamos fazendo e por falta de recursos, numa reunião administrativa, a gente está tomando a decisão de encerrar aquele projeto até que tivéssemos recursos para que aquilo não se tornasse algo Desgastante. Mas alguém deu uma sugestão e disse: “Por que antes de a gente tomar a decisão de encerrar nós lançamos um último apelo à igreja, falando da importância do que estamos fazendo, do porquê e, quem sabe, a gente ainda que tenha que encerrar, vá um pouquinho mais longe.” E, no meio daquela
conversa, nosso pastor principal da equipe, o Harold, pergunta; “Alguém de vocês recebeu de Deus alguma palavra ligada a esse assunto financeiro? Porque se alguém tem algo da parte de Deus eu quero que vocês compartilhem isso.” Fazia meses que Deus tinha me dado uma palavra mas eu não tinha coragem de pregar. Quando a gente fala de anos atrás nem todos se lembram a mudança que a igreja passou, mas por exemplo, um púlpito como esse é uma coisa relativamente moderna. Quando eu comecei a pregar, a gente uns "caixotão" de madeira que ficava quase que escondido atrás dele.
Eu achava ótimo porque quando chegava a hora da oferta eu tinha vontade de me esconder atrás daquilo e só faltava dizer aos irmãos: "Irmãos nos perdoem mas, infelizmente, nós vamos ter que passar um momento de contribuição.” Para mim, como pregador, era algo extremamente desconfortável. Por quê? Por causa de alguns escândalos promovidos por alguns grupos, a gente acabava pagando a conta por todo mundo e a nossa maior preocupação é que nunca houvesse um empecilho à pregação do evangelho com as pessoas achando que, em vez de oferecer algo como igreja, o que a gente queria era tirar
algo deles. Então, esse medo me paralisou por muito tempo de ensinar a verdade, mas foi nesse dia, do início de 2001, que o Senhor me confrontou de uma forma assim muito especial a partir desse texto. Essa palavra “honra” saltou diante dos meus olhos. Mais ou menos um ano e pouquinho antes, eu estive na África e eu fiquei chocado. Eu cheguei numa quarta-feira, nós fomos direto do aeroporto para uma vigília e, daqui a pouco, no meio da vigília, eu nunca tinha visto isso na vida: numa vigília de oração alguém parar e tirar uma oferta. E tiraram
uma oferta, e eu dei uma boa oferta. Eu não sabia nem quanto eu estava dando, mas peguei a maior nota, tinha trocar o nosso dinheiro pelo dólar, o dólar pelo cedi, a moeda deles, eu estava em Gana, na África, e dei a maior oferta eu achei que poderia dar. No dia seguinte, que era uma quinta-feira, estava em uma reunião de líderes supostamente não era nem culto, só um treinamento, oferta. Eu já dei um pouquinho menos. Na sexta-feira já de manhã, tinha uma reunião só para pastores, achei que os pastores eram isentos. Que nada, oferta. E
a coisa foi até o domingo. No domingo, eles tiraram quatro ofertas numa longa reunião e aí eu realmente fiquei aborrecido. Ao final do culto fui falar com um dos pastores da equipe e eu falei para ele: “Você já veio ao Brasil com seu pastor e você ...", já veio não, já foi, estava lá, a conversa, né? Eu falei: “Você sabe que nós somos terceiro mundo mas somos terceiro mundo um pouquinho melhor do que vocês.” Ele olhou para mim e falou: “Tá falando isso por quê?” Eu falei: “Porque mesmo lá, que o nosso povo tem uma
condição melhor que a de vocês, a gente tem várias reuniões na semana mas só tem oferta no culto de domingo.” Ele olhou para mim e perguntou: “Por quê?” Eu falei: “Porque ninguém aguenta dar dinheiro todo dia na igreja do jeito que vocês estão fazendo." Eu falei: "Acabei de chegar e já estou quebrado” [risos] Ele olhou para mim e a primeira pergunta que ele fez foi: “Você acha que nós levantamos oferta todo dia porque queremos arrecadar mais?” Eu olhei para ele e perguntei: “Se não for por isso por que seria?” E ele fez aquele gesto universalmente
conhecido, não importa a língua que você fala, alguém estalando a boca e balançando a cabeça para os lados, como quem diz: “Pobrezinho”. Ele olhou para mim e falou: “O que nós ensinamos ao nosso povo aqui e talvez, nesse curto espaço da semana, você não saiba, é que se eles tem cinco reuniões para participar na semana”, eu vou forçar um pouco a tradução: “e têm apenas cinco reais para ofertar, em vez de dar cinco reais num culto e nada nos demais, nós ensinamos eles a trocarem a de cinco em cinco de um", acho que na época
a gente tinha nota de um ainda, não era só moeda, e ele disse: “e nós ensinamos eles a cada reunião trazer algo.” Eu falei: “Por quê?” Ele falou que desde a velha aliança, Deus disse: “Ninguém compareça perante mim de mãos vazias.” Ele olhou para mim e falou assim: “Vocês têm adoração nas outras reuniões da semana?" Eu falei: "Adoração sim, é só oferta que a gente não repete em todo culto.” Ele olhou para mim e falou: “Esse é seu problema." - "É meu problema adorar?”. Ele falou: "Não. É não entender que nossas ofertas são parte da
nossa adoração a Deus.” Ele disse: “Quando você entender isso, talvez mude o comportamento. Não tem a ver com o quanto fazemos.” Quando ele falou, por exemplo, dessa coisa de ofertar um pouco a cada reunião eu olhei para ele e falei: “Mas no final não dá na mesma?” Ele falou: “Na perspectiva contábil sim. Se o cara dá cinco de uma vez ou cinco de num, o resultado contábil é o mesmo. Mas”, ele falou, “para efeito de declaração não.” Ele olhou para mim e falou assim: “Experimenta dar um buquê de rosas para sua esposa e depois faça
uma outra experiência e passe 12 dias seguidos entregando uma rosa por dia. A quantidade de rosas é a mesma, a de declaração não ... de declarações." E eu fiz o teste. É impressionante, vale a pena os “maridão tentar aí”. [risos] Isso não tem a ver com uma necessidade de Deus de ouvir nossa declaração. Nós vamos falar que isso tem muito mais a ver com a necessidade nossa, mas apesar de eu estar, assim, aos poucos começando a entender e parar para repensar esse assunto, foi só no ano de 2001 que Deus me leva para esse texto.
E eu lembro que essa palavra “honra o Senhor com os teus bens”, a palavra “honra” começou a saltar. E o Senhor, o Espírito Santo trouxe uma inquietação forte ao meu coração. O que significa honra? Em vez de só falar o que eu achava, passei a mão no dicionário, eu sei que Deus não pergunta as coisas para saber a resposta, ele quer que a gente pense a respeito, e fui lá na palavra honra: “Ato de honrar”. Pulei para a palavra “honrar”: “fazer distinção, fazer diferença”. Ela tem outros significados, mas esse me chamou muito a atenção. E
o Senhor começou a falar comigo e diz: “Tira os seus olhos do que significa mera e simplesmente a questão de contribuição e preste atenção no que a minha palavra fala sobre honra.” Eu nunca, nunca na minha vida de crente ou de pastor até então, até 18 anos atrás, havia sequer percebido isso. E, de repente, textos que eu nunca tinha reparado começaram a surgir e me fazer entender que o que Deus quer, e esse é o primeiro ponto do que eu quero construir, Deus não quer a oferta, Deus quer honra. Ele não está atrás do meu
e do seu dinheiro, ele está atrás da nossa honra. Ele espera ser honrado nessa área material com os nossos bens, mas o que ele quer não é o nosso dinheiro ou os nossos bens, o que Deus quer é a honra. E eu quero te mostrar isso num outro texto. Por favor, vá comigo para Malaquias 1:6. Nesse texto de Malaquias 1:6 Deus diz assim: “O filho honra o pai, e o servo, ao seu senhor.” Então lhe disse: “Se eu sou pai, onde está a minha honra? E se eu sou senhor, onde está o respeito para comigo?”
Respeito é um dos sinônimos de honra. “Onde está o respeito para comigo? - diz o Senhor dos Exércitos a vós outros, ó sacerdotes que desprezais o meu nome. Vós dizeis: Em que desprezamos nós o teu nome?” Deus diz: “Ofereceis sobre o meu altar pão imundo e ainda perguntais: Em que te havemos profanado? Nisto, que pensais: A mesa do Senhor é desprezível. Quando trazeis animal cego para o sacrificardes, não é isso mal? E, quando trazeis o coxo ou o enfermo, não é isso mal? Ora, apresenta-o ao teu governador; acaso, terá ele agrado em ti e te
será favorável? - diz o Senhor dos Exércitos. Agora, pois, suplicai o favor de Deus, que nos conceda sua graça; mas, com tais ofertas nas nossas mãos, aceitará ele a vossa pessoa? - diz o Senhor dos Exércitos. Tomara houvesse entre vós quem feche as portas", aqui Deus está falando das portas do templo, “Tomara houvesse entre vós quem feche as portas, Para que não acendêsseis, debalde,” essa palavra significa em vão, à toa, inutilmente “o fogo do meu altar. Eu não tenho prazer em vós, diz o Senhor dos Exércitos, nem aceitarei da vossa mão a oferta.” Nesse dia
parece que, pela primeira vez, eu comecei a enxergar e perceber com clareza o protesto de Deus com a nação de Israel dizendo: “Ou vocês me dão honra ou não precisa dar é nada.” O sistema de ofertas, nessa época do Velho Testamento, era feito através do sacrifício de animais, que não só era o formato de adoração, mas significava a entrega de bens de valor, aquilo tinha valor material e financeiro e tinha essa conotação de entregar para Deus algo especial. E quando Deus começa a falar aqui a respeito do assunto, o primeiro protesto do versículo 6, é:
“Se eu sou pai, cadê minha honra? Porque o filho honra o pai. Se eu sou o senhor, cadê o respeito para comigo?” Porque ele é tanto nosso pai e senhor, como nós somos seus filhos e servos. Deus está dizendo: “Eu espero honra.” Esse povo estava ofertando, o problema deles não era deixar de ofertar. No entanto, a oferta deles não refletia a honra. O Senhor chega ao ponto de fazer a declaração no versículo 14 ... porque algo que eu e você precisamos entender, é que, ao estabelecer o padrão do animal que seria sacrificado no templo, no
culto a Deus desde a lei de Moisés, Deus deixou muito claro que tinha que ser um animal perfeito e agora Deus está falando de pessoas que estavam ofertando o animal coxo, o animal dilacerado, o cego. Então, nesse momento, Deus está protestando porque, apesar de estar entregando a oferta, a oferta deles não comunicava ou não expressava a Deus honra. No versículo 14, Deus chega ao ponto de dizer assim: “Maldito seja o enganador que, tendo animal sadio no seu rebanho, promete, oferece ao Senhor um defeituoso.” Então, o problema dessas pessoas que estavam entregando o animal que não
era um animal perfeito não era nem por falta de condições, na verdade, prometiam uma coisa a Deus mas faziam outra, e eu e você precisamos entender o ponto e que a coisa chega de no versículo 10 de Deus dizer: “Tomara houvesse alguém que fechasse as portas do templo.” Seria como se hoje de Deus fosse falar mais ou menos o seguinte: “Se a sua oferta não vai expressar honra eu prefiro que você não oferte, eu prefiro que a gente feche as portas da igreja e que a gente acabe com a brincadeira.” Deus está dizendo: “Estão ascendendo
à toa o fogo do meu altar. A oferta não deveria ser entregue se ela não fosse uma expressão de honra.” Basicamente é isso que Deus está dizendo. Então, claramente ele está sinalizando o quê? Que o interesse dele nunca foi na oferta e sim, na honra. Se o interesse de Deus fosse na oferta então, qualquer oferta deveria agradá-lo. E a Bíblia está cheia de exemplos de ofertas que não agradaram a Deus. Aliás, no versículo 9, nós lemos a pergunta: “Com tais ofertas nas vossas mãos aceitaria ele a vossa pessoa?" Normalmente, o que Deus aceita não é
a oferta, é o ofertante. Mas, quando rejeita também não é só oferta, é o ofertante. O que está em questão é sempre mais do que a pessoa ... do que a oferta, é o relacionamento da pessoa com Deus. Então, quando nós vamos para a Gênesis, no capítulo 4, a Bíblia diz que Deus se agradou de Abel e da sua oferta, mas não se agradou de Caim e da sua oferta. Por que Deus se agradou de um, mas não se agradou de outro? Nós precisamos entender o que está por trás disso. Tem como projetar Gênesis 4?
Vamos começar no versículo 3. Eu quero que a gente olhe isso juntos. O versículo 2, na verdade, diz que Caim era lavrador e Abel era pastor de ovelhas, cuidava de um rebanho, era a profissão de cada um. No 3, a Bíblia diz assim: “Aconteceu que ao fim de um certo tempo Caim trouxe do fruto da terra uma oferta ao Senhor.” Verso 4: “Abel, por sua vez, trouxe das primícias do seu rebanho e da gordura deste. O Senhor se agradou de Abel”, ofertante primeiro “e da sua oferta", oferta depois. Verso 5: oferta”. “mas de Caim”, ofertante
primeiro “e da sua oferta", oferta depois, "não se agradou. Caim ficou muito irritado", diz a Nova Almeida Atualizada, "e fechou a cara.” Verso 6: “Então, o Senhor lhe disse: - Por que você anda irritado? E por que essa cara fechada?” No verso 7 Deus dá ultimato nele e pergunta: “Se fizer o que é certo, não é verdade que você será aceito? Mas, se não fizer o que é certo, Eis que o pecado está a porta à sua espera e o desejo dele será contra você, mas é necessário que você o domine." Deus está dizendo o
quê? Quando ele fala para Caim: “Se você fizer o que é certo, você vai ser aceito. Se não, não.” Deus está dando o motivo pelo qual a oferta dele não foi aceita. A versão, a clássica atualizada diz: “Se procederes bem, não é certo que serás aceito?” O que significa? Que Deus estava dizendo: “Você procedeu mal." Isso tem que levar eu e você a entender que na Bíblia não adianta apenas fazer a coisa certa, nós precisamos aprender a fazer a coisa certa, do jeito certo. Por exemplo, Tiago 4:12 diz assim: “Nada tendes porque não pedis.” O
crente que não ora, não recebe de Deus. Logo, deduz-se que orar é a coisa certa para receber de Deus. Concorda comigo? Mas no versículo seguinte, o versículo 3, Tiago diz assim: “Pedis”, agora ele não está falando do crente que não pede e por isso não recebe, ele diz: “pedis e não recebeis porque pedis mal.” Então, embora pedir seja a coisa certa para receber de Deus, se a gente fizer a coisa certa do jeito errado não funciona. Vou te dar outro exemplo: a ceia do Senhor. O apóstolo Paulo claramente sinaliza, em 1º Coríntios 10:16, quando ele
fala do "cálice da benção que abençoamos", o que é a benção na ceia? Ter comunhão com o corpo e o sangue de Cristo, significa eu e você podemos receber a liberação de algo espiritual. Eu creio que a ceia é um tempo especial em que nós podemos ser abençoados. Quantos crêem nisso? No entanto, Paulo diz assim: “Examine-se o homem a si mesmo antes de comer e beber do fruto da vide ou do pão”. Ele diz: “Porque qualquer que comer do pão ou beber do cálice de modo indigno será réu de juízo.” O que é indigno? Se
não fez o exame, se as coisas não estão corretas com Deus. Então, se a gente falar que a ceia é a coisa certa para abençoar a minha e a sua vida, essa frase está valendo. Mas, se eu e você, participamos da ceia, que é a forma correta para ser abençoado, do jeito errado, o resultado não vai se manifestar. Deus não espera apenas que a gente entenda o que é contribuição. Deus espera que a gente faça a coisa certa, do jeito certo. E fazer a coisa certa, do jeito certo envolve muitas vezes o coração. Qual foi
a grande distinção entre Abel e Caim? Nós lemos no versículo 3, de Gênesis 4, que Caim, "no fim de uns tempos", trouxe uma oferta ao Senhor. A palavra “tempo” ali não tem definição específica, não dá para saber se está falando de dias, de semanas, de mês, mas uma coisa é certa: Caim deixou Deus para o fim. Já a Bíblia diz que Abel trouxe das primícias do seu rebanho. A palavra “primícia” significa “os primeiros frutos”. Então, quando o rebanho, e esse era o trabalho de Abel, começa a multiplicar, em vez dele comer, desfrutar ou separar o
resultado dos seus primeiros ganhos, ele vai e entrega ao Senhor. Qual era a declaração de Abel? “Deus, o Senhor é mais importante. Eu estou te colocando em primeiro lugar, eu fico por último.” Agora, quando Caim deixa Deus por último, o que que ele está dizendo para Deus? “Eu sou mais importante. Eu em primeiro lugar, você por último. Se sobrar, o Senhor entra.” No evangelho de Marcos, no capítulo 12, nós vemos algo parecido. Dos versículos 41 a 44, a Bíblia diz que Jesus se senta diante do gazofilácio para ver como as pessoas iriam ofertar. Consegue imaginar
quão constrangedor isso pode ser? Imagino um dia como hoje, na hora do culto, quando você vem ao gazofilácio, e Jesus sentado na sua frente, de olho no que você está fazendo. Mas o interessante é que a Bíblia não diz que ele observava “quanto”, ele observava "como". São duas coisas completamente distintas. Deus não está preocupado com quanto cada um de nós contribui. Ele não vai medir a gente uns com os outros. Até porque, o quanto é relativo. Vinte reais que um ofertou não tem o mesmo valor que 20 reais que o outro ofertou, depende do que
cada um ganha ou do momento que está vivendo. Na nossa própria vida. Eu já tive o momentos em que 20 reais era troco e gorjeta, já tive momentos que 20 era a comida da semana da família toda. Então Deus está focado em outra coisa. A Bíblia diz que quem chamou a atenção de Jesus foi uma viúva pobre, que deu duas moedinhas que, juntas, quando fazia o câmbio para a moeda romana, do Império Romano, somava um quadrante. Era a menor moeda do Império Romano. Em termos práticos, contábeis, essa mulher deu uma ninharia, não fazia muita diferença,
não tinha muito impacto o que ela entregou, só que a Bíblia diz que os ricos estavam depositando grandes quantias lá no gazofilácio e aí Jesus afirma para os discípulos que aquela viúva pobre deu mais do que os ricos. Imagina a cara de perplexidade dos discípulos olhando para Jesus: “Como assim? Não estou entendendo.” E ai Jesus diz: “Ela deu todo o seu sustento.” Talvez essa mulher deixou de comer uma possível última refeição, mas ela estava dizendo: “Deus primeiro, antes das minhas necessidades básicas. Eu depois.” Só que a Bíblia diz que os ricos deram do que lhes
sobrava. E algo que eu já entendi na Bíblia é que Deus não está interessado na nossa sobra. Sobra não reflete honra. Aliás, só consegue ainda dar sobra .. quem está dando sobra? Primeiro fez tudo o que quis, gastou consigo, olhou para trás: "Sobrou? Sobrou, dá para Deus." Agora, a maioria, hoje, não tem nem a façanha de conseguir fazer sobrar! Então, em muitos casos, Deus não está nem por último, Deus não entra na equação. Nós precisamos entender o que significa esse princípio de honra, de colocar Deus em primeiro lugar. Agora, ao olhar para essas declarações, eu
percebo que, obviamente, Deus nunca esteve interessado em tirar nada de ninguém. Deus não quer arrancar o meu, o seu dinheiro, tanto que Deus diz: “Se você me honrar com seus bens eu vou encher os seus celeiros, eu vou fazer transbordar os seus lagares.” Deus está dizendo: “Eu vou te dar muito mais do que você me deu.” No entanto, o que nós precisamos entender é que isso não é uma barganha, não é uma troca. Há uma razão pela qual Deus está dizendo: “Se você alcançar esse nível, eu libero algo sobre você.” E antes de explicar melhor
essa razão, eu quero só deixar claro: Deus não está interessado na minha e na sua oferta e sim na honra. Ananias e Safira que o digam. Atos 5 nos fala de um casal que vendeu uma propriedade, reteve uma parte do preço e deu a maior parte. Eu fico tentando imaginar qual era o valor de uma propriedade. É difícil mensurar o que significava naquela época com o que significava hoje. Mas, isso me faz pensar que nós estamos falando de um valor muito acima da média e fora do comum. Na perspectiva de impacto contábil, nas contribuições, o
que eles deram foi uma "bolada" e não chamar a atenção de Deus, pelo contrário, foram julgados. Isso, mais uma vez, me prova que se o interesse de Deus fosse na oferta, qualquer oferta o agradaria. Mas porque o interesse dele é no coração correto de quem faz, quando isso não é feito com o coração correto, A oferta não cumpre o seu propósito. Então, a próxima pergunta é: Por que honrar a Deus com os nossos bens? E esse é o segundo assunto que eu quero trabalhar com vocês. Deus precisa da honra? Claro que não. Ele não é
carente, ele não tem problema de auto-imagem, de auto-estima, ele não tem necessidade alguma. Um dos nomes com os quais Deus se revela na Bíblia é “El Shadai” que, de acordo com alguns estudiosos, significa não só “todo poderoso”, mas “o Deus que é mais do que suficiente." Ele não tem falta alguma. Então, por que Deus pediu a honra? A honra tem muito mais a ver comigo, com você, conosco do que com ele. Ela é um fator que vai regular a nossa relação com Deus. E por que Deus pediu honra especificamente nessa área material e financeira? Não
é a única maneira de honramos a Deus. Jesus, em Marcos 7 cita uma palavra do profeta Isaías, Marcos 7:6 e 7, onde ele diz: “Esse povo me honra com os lábios”. Agora a pouco, enquanto estávamos no louvor e adoração, nós estávamos honrando a Deus com os nossos lábios. O livro de Hebreus fala dos “sacrifícios de louvor” que é chamado de “o fruto de lábios que confessam o seu nome”. Então, há muitas formas de eu e você honrarmos a Deus, mas parece que em nenhuma outra ele foi tão incisivo e contundente na forma como pediu isso,
como quando ele fala de honra na área material e financeira. Então, de novo, repito a pergunta: por que honrá-lo nessa área específica? E algo que eu tenho entendido e compreendido nas escrituras é que a relação com o dinheiro, principalmente na vida do cristão, ser humano de uma forma geral, mas principalmente na vida do cristão, ela pode se tornar algo muito delicado. O dinheiro em si não é o problema. Eu não creio que o dinheiro em si seja algo ruim, errado, imundo. Tem gente que pensa dessa forma. Em 1º Timóteo, no capítulo 6, nós temos uma
advertência muito clara Nos versículos 9 e 10 ... se puder projetar esse texto também. Eu estava conversando outro dia com um irmão que olhou para mim e falou: "É, pastor", no meio da conversa, ele diz: “já dizia a sagrada escritura: o dinheiro é a raiz de todos os males.” Olhei para ele e falei: “A Bíblia não diz isso não."Ele falou: "Diz". "Não diz. "Diz". Não diz". Ele falou: "Eu tenho certeza que diz." Eu falei: "Eu tenho certeza que não diz. Onde é que tá isso?” Ele olhou para mim e falou: “Em algum lugar lá que
eu não lembro onde. O senhor podia me ajudar a achar.” (risos) Eu falei: “Vou te ajudar a achar o texto que você está confundindo.” E antes de ler essa declaração que está no versículo 10, eu falei para ele: “Nós vamos começar no 9. A Bíblia diz: Mas os que querem ficar ricos caem em tentação, em armadilhas e em muitos desejos insensatos e nocivos, que levam as pessoas a se afundar na ruína e na perdição. Verso 10: Porque o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, Se desviaram da fé
e atormentaram a si mesmos com muitas dores." Eu posso te dizer que, depois de 26 anos de ministério pastoral, mais tempo pregando, eu já vi essa realidade se repetir na vida de muita gente. Quando o texto bíblico diz “alguns” eu queria dizer que isso é pouca gente mas, quando você pensa no volume, é muita gente. Ele disse: “Tá aí, ó. O amor ao dinheiro”, eu falei. “O amor ao dinheiro é a raiz de todos os males, não o dinheiro.” Ele olhou para mim e falou: “Qual é a diferença?” Eu falei: "A diferença é gigantesca." Eu
falei: “você pode não ter dinheiro nenhum, você pode estar quebrado, mais quebrado que arroz de terceira, naquele estado que, se chamar mulher de meu bem, o banco confisca de tão endividado e além de não ter um tostão, você ter o amor ao dinheiro.” Então, além de quebrado você tem a raiz de todos os males. Olha a encrenca. Agora, de acordo com a Bíblia, é possível você ter dinheiro Sem ter o amor ao dinheiro? Sim. Salmo 62:10 diz assim: “se as vossas riquezas aumentam, não ponhais nelas o coração.” Deus não disse tem que jogar tudo fora,
embora há momentos onde ele pede que alguns até mesmo no momento da conversão a conversa dele com o jovem rico, ele pode pedir que alguns abram mão de muita coisa. Mas o problema não é o dinheiro. A Bíblia está dizendo: “Se a riqueza aumenta não ponha nela o coração”. Então, eu gosto de uma frase onde eu li um certo autor dizendo: “O problema não é o crente ter dinheiro, o problema é quando o dinheiro tem o crente.” Então, quando você põe o coração naquilo começou a encrenca. Colossenses 3:5 diz que a avareza é idolatria. Então,
a pessoa que põe o coração do que é material e financeiro começa a cultivar espaço para um falso deus, um ídolo no seu coração e a avareza é claramente taxada na Bíblia como idolatria. Se alguém diz que o avarento não possui as coisas, são as coisas que o possuem. Talvez essa seja uma das melhores definições para avareza que eu já ouvi. A verdade é que em Mateus, no capítulo 13, onde Jesus está ensinando a “parábola do semeador”, ele fala de uma semente que caiu entre espinhos. O que é a semente? A palavra. Ele disse que
ela brota, ela germina, ela começa a frutificar mas os espinhos cresceram e sufocaram ela. Então, Jesus está falando de algo que concorre com a ação da palavra de Deus na nossa vida e tem o poder de sufocar a ação da palavra de Deus na nossa vida. Quem é esse inimigo tão perigoso, tão danoso? Jesus interpreta lá em Mateus 13, dizendo que os espinhos são os cuidados do mundo e a sedução das riquezas. Pensa em algo que pode sufocar a ação da palavra de Deus na sua vida é, de fato, a sedução das riquezas. Então, nós
precisamos entender que nós estamos diante de algo que é delicado. Em Mateus, no capítulo 6, Jesus começa a conversa, lá no 19 estende até o 24, ele basicamente diz o seguinte: “Não podeis servir a dois senhores; não podeis servir a Deus e às riquezas.” Jesus fala das riquezas e esse é, talvez, um dos únicos pontos destacados na Bíblia que são apresentados como um senhor, concorrendo com o senhorio de Deus no coração do homem. Então, embora eu reconheça que o dinheiro em si não seja ele errado ou impuro, a relação com ele pode ser tão delicada
a ponto de, pela avareza, nós estarmos praticando idolatria, a ponto de, esses espinhos da sedução das riquezas estar sufocando a ação da palavra de Deus em nós ou de termos um outro senhor correndo com o senhorio de Deus no nosso coração. Então, a razão pela qual Deus pede honra justamente nessa área é porque é um assunto delicado. Billy Graham disse: "Se uma pessoa adquire a atitude correta em relação ao dinheiro isso o ajudará a endireitar quase todas as outras áreas da sua vida." John Blanchard diz: "Poucas coisas testam mais profundamente A espiritualidade de uma pessoa
do que a maneira como ela usa o dinheiro." Nós precisamos reconhecer esse fato e quando Deus está dizendo: “Eu quero que você me honre com os seus bens", não é uma barganha não é uma troca. Porque, às vezes, alguns pensam dessa forma. “Não, se você honrar a Deus, ele vai te honrar de volta.” Então é uma negociata: "eu te dou a honra só para ser honrado." Outros pregadores ao apresentarem Provérbios 3, que é o nosso ponto de partida, eles focam tanto no "celeiro cheio e lagar transbordante", que eles transformaram o que deveria ser só a
consequência, em propósito. "Então, vamos contribuir para ter retorno." Deus prometeu retorno? Sim, se eu e você fizermos a coisa certa, do jeito certo. E o jeito certo é o quê? É um coração correto. Qual o coração correto? É um coração que honra a Deus. E honrar significa distinguir, fazer distinção, diferença. Quando eu e você damos mais valor a Deus do que às coisas materiais e financeiras, nós estamos fazendo a distinção. Deus diz: “Se você fizer a distinção e me colocar acima, eu libero mais recursos.” O que Deus está dizendo? Não é uma negociata, não é
uma barganha, ele diz: “Se o seu coração estiver blindado contra a avareza e o dinheiro não vai trazer dando à sua vida pela maturidade você está demonstrando eu posso liberar muito mais para você sem correr o risco de te perder no meio do caminho.” Então Deus está dizendo: “Eu só vou liberar esse tipo de benção material e financeira"...não é uma punição, quando Deus está dizendo: "Se você não me dá honra nessa área eu não vou liberar a benção financeira", não é uma punição, é uma proteção. Porque uma pessoa que não está colocando Deus acima, se
Deus libera mais, dá aquela encrenca na vida dela, ele vai perdê-la completamente. Mas quando ele encontra em nós corações que sabem dar o devido lugar a ele e não deixa o dinheiro concorrer com isso, então nós vamos ter toda a diferença. Às vezes eu lia, lá no livro de Apocalipse, quando João descrevendo a visão da Nova Jerusalém dos céus, ele fala que as ruas serão de ouro. Gente, imagina a cabeça de um adolescente que cresceu Com a vida financeira, materialmente falando, simples. Eu acho mais bonito falar "simples". Eu imaginava o céu com rua de ouro
e era um negócio que lavava a minha alma. Eu pensava assim: “É o modo ostentação. Um dia vou chegar lá. Não importa se fui pobre, não me lembro, eu vou andar em ruas de ouro.” Mas deixa eu te dizer, a glória do ouro não é ... a glória do céu não é o ouro. A glória do céu é Deus. Quando a Bíblia diz que as ruas serão de ouro hoje eu enxergo isso de uma forma completamente diferente. Deus está dizendo o seguinte: “Aquilo que na terra os homens que se matam por causa disso, aqui só
serve para ser pisado, só serve para ser desprezado”. E nós precisamos entrar num lugar onde a nossa maior glória é Deus e ouro, dinheiro, recurso material e financeiro, só servem para ficar debaixo do pé. É o lugar dele. Mencionamos Marcos 12, quando Jesus está sentado diante do gazofilácio. A cultura era uma contribuição no cofre da oferta. Mas, o livro de Atos mostra uma revolução do início da igreja e, por três vezes, a bíblia fala do povo trazendo as ofertas aos pés dos apóstolos. Você não está vendo mais ... não quer dizer que foi abolido, necessariamente,
o uso do gazofilácio, como a gente faz no momento da oferta, mas eu entendo que quando a turma trazia aquilo aos pés dos apóstolos, eles metiam o pé naquilo eles estavam dizendo: “Aqui o dinheiro não é senhor, aqui o dinheiro é servo. Aqui ele não governa, aqui ele é governado. Aqui ele não é senhor, aqui ele é servo.” E quando nós mantemos as coisas no devido lugar e o coração está protegido, então, a nossa própria relação com Deus passa também a estar protegida. Quem está entendendo, diga: amém. Eu lembro de um culto onde o irmão
falou para mim um dia se diz: “Pastor, eu não gosto dessa parte do meio do culto” Eu falei: “Que parte?” Aquela que não é espiritual.” Eu falei: “os avisos?” Ele falou: “Também”. [risos] Basicamente ele estava rodeando para reclamar da parte da contribuição. Falou: "Pastor, nós estamos lá na adoração é uma glória divina. Nós estamos no momento da oração, o céu baixa. A palavra, Deus age. Mas, naquele negócio de dinheiro ... aquilo não precisa." Ele falou: "Isso não é espiritual.” Eu falei: “Você tem certeza que não?" Porque um Anjo de Deus aparece para Cornélio, em Atos
capítulo 10, e, palavras do Anjo para Cornélio nos mostra que a coisa não é bem assim. O Anjo diz: ‘as tuas orações’, falando para Cornélio, ‘e as tuas esmolas’, esmolas é um dos níveis de contribuição, ‘subiram para memória diante de Deus." Eu falei: “Se esmola não é espiritual, oração também não é, porque as duas sobem junto para chamar atenção diante de Deus.” Eu falei: “Pensa comigo: Atos, capítulo 5, quando o apóstolo Pedro revela o que está acontecendo dentro do coração de Ananias, por uma palavra de conhecimento, ele pergunta para Ananias: Por que encheu Satanás teu
coração, para que mentisses ao Espírito Santo". Por que ele termina dizendo: mentisses ao Espírito Santo? Ele está dizendo: Ananias nós não te pedimos essa oferta. Quem colocou no seu coração foi o Espírito Santo. Se você vai mentir a respeito disso não está mentindo para gente, está mentindo ao Espírito Santo que colocou o projeto no seu coração. Agora ele olha e diz: “Por que encheu Satanás seu coração”. Em outras palavras ele está dizendo: “o Espírito Santo começou agindo e tu deixou o cão entrar, abortar A obra do Espírito Santo.” Agora, pensa comigo, gente. Deus e o
Diabo brigando pelo coração do homem na hora da oferta e você acha mesmo que isso não é importante? Você acha que não é espiritual? Os dois mundos colidindo por causa do que o homem vai fazer ou de como vai agir na hora da oferta e a gente acha que não é espiritual. É muito mais espiritual do que a gente imagina. Vamos pegar uma tipologia bíblica. Quando Moisés vai ao faraó com a mensagem: “Deixa o meu povo ir para que me adore. A saída de Israel do Egito é uma das maiores figuras de redenção que nós
temos no velho testamento. Faraó, como o opressor que escravizavam o povo, na figura de satanás, que antes nos escravizava. Assim como Deus tirou o povo da escravidão do Egito, a Bíblia diz que Deus nos arrancou do império das trevas e nos trouxe para o seu reino de luz. Tudo ... eu não vou gastar tempo falando disso aqui hoje, mas tudo reflete um paralelo. Portanto, o faraó é uma figura de satanás. Quando Moisés chega para libertar o povo e diz que o povo vai sair para adorar a Deus, ele primeiro tenta dissuadi-lo de adorar. Como não
consegue, Então ele começa a apresentar algumas contra propostas, são quatro ao todo. Na primeira delas, ele diz: “Para que sair do Egito? Adora aqui mesmo.” Moisés diz: “É ruim que nós não vamos ficar aqui.” Ele diz: “Então ninguém sai." Então vem praga em cima. As pragas vão aumentando, o faraó reconsidera chama ele e diz: "Tá bom, pode sair do Egito, só não vá muito longe, não vamos romper totalmente. Ele diz: “Nós vamos é longe.” - “Então ninguém vai." Então praga em cima. Daqui a pouco o faraó chama Moisés de novo para renegociar, ele di: “Tá
bom, não precisa ser no Egito, não precisa ser por perto, mas quem que vai?" Moisés diz: "Como quem vai? Vai todo mundo . Ele falou: "Não, os homens podem ir, as mulheres e crianças ficam.” Moisés diz: "Hãhã (não)". Ele diz: "Não vai ninguém." Então praga de novo em cima. Aí vem a quarta contraproposta. Antes de finalmente ele concordar que saiam. Qual foi a quarta contraproposta? Ele disse: “Tá bom, não precisa ficar no Egito nem por perto, podem ir todas as famílias", mas aí o faraó diz assim: “mas os rebanhos ficam.” Quando ele fala isso você
vê uma indignação em Moisés que ele não demonstrou antes, ele diz: “O quê? Não vai ficar uma unha!" Ele diz: “Como iríamos nós e não sacrificaríamos ao Senhor, nosso Deus?” Agora vamos pensar na figura: se faraó é uma figura de satanás, o Egito, uma figura do mundo e do pecado, a primeira tentativa é mais ou menos o seguinte: “Fica aqui mesmo no mundo, junto e misturado, sem mudança de vida". Ele diz: "Não é assim que adora a Deus." "Nós vamos sair."- "OK. Então sai mas não vai muito longe, não rompe totalmente. As duas primeiras propostas,
simbolicamente, falam da área da consagração. Depois, ele vai mexer no assunto familiar. Quando Moisés bate o pé e diz: “Vai todo mundo", ele está falando algo parecido com o que Josué, lá na frente, vai dizer: “Eu e minha casa serviremos ao Senhor. Nós vamos adorar a Deus a família toda." Agora, gente, essa disputa na área da consagração, de permanecer no mundo ou perto dele ou interferência na família são áreas onde a gente vê uma grande batalha espiritual luta maligna intensa. Mas imagina que, figuradamente, o diabo está dizendo assim: “eu nem me incomodo se vocês saírem
do Egito, se não tiver por perto, eu não lido mais com as famílias, eu abro mão do resto desde que eu impeça vocês de adorarem a Deus com seus bens.” Aí nós achamos que quando outras áreas da nossa vida estão bem e a gente não está honrando ao Senhor com os bens, que está tudo legal, que não tem nada, espiritualmente falando, de errado ou que não há ingerência maligna sobre nossa vida, o assunto é muito mais profundo do que a gente imagina. Mesmo no reino das trevas você você não vai achar despacho de encruzilhada sem
uma oferenda entregue. Há uma linguagem maior do que a nossa compreensão. Mas a verdade é que nós precisamos entender que o interesse de Deus não é naquilo que é material, mas na entrega do coração. Quem está entendendo diga: amém. [Amém] Então, para finalizar, eu só quero te dizer que para Deus o mais importante não é nem o que é feito com a oferta. Eu vou repetir isso: muitas vezes, de acordo com aquilo que a gente pensa que a oferta vai ser aplicada a gente pode até mudar a disposição. Hoje pela manhã, eu lembrei aqui a
história de nos primeiros meses nós começamos nosso primeiro culto, no mês de agosto de 2005, na primeira célula, foi na virada de junho para julho, mas nossa primeira reunião de domingo foi em agosto, lá no outro prédio antigo da Água Verde, mas nós começamos onde virou depois o ministério infantil. Foi só depois, eu acho que perto de três meses, que nós alugamos o salão de baixo, ao lado. Eu lembro que quando nós fomos para aquele salão ... gente, verão ... eu acho que nós entramos no finalzinho de novembro, se não me engano, e aí começou
dezembro, o culto era às seis da tarde, mas com o horário de verão era o mesmo que cinco, a gente debaixo daquela chapa quente de zinco, não tinha forro na época, não tinha nada daquilo, Os ventiladores não resolviam o problema, só espalhavam o ar quente. A gente entrar naquele lugar começava todo mundo a suar, um calor terrível, mas o problema não era só o calor, a gente tinha, a maioria nunca conheceu, porque muitos de você chegaram depois já da época do forro, mas, para cima do forro nós tínhamos janelas. Então, eu lembro que ós começamos
a perceber que o barulho do som estava incomodando os vizinhos e a gente precisa, como igreja, ter sempre um zelo, um carinho especial pelos vizinhos. Por favor diga-me amém. [Amém] Quando sai daqui, querido, cuide. É gente que buzina, é gente que grita ... nem eu queria ser vizinho da minha igreja. [risos] Então, assim a gente tem que ter cuidado e carinho com a turma e nós lá, logo no início, com essa preocupação, eu lembro que um dia nós chegamos a um consenso, estávamos conversando entre nós, um grupo de irmãos, eu falei: "Gente, nós vamos ter
que isolar a saída de som. Mas, para isolar a saída de som, o máximo que puder, nós vamos ter que climatizar." E eu falei: “Nós mandamos fazer um orçamento do quanto custa climatizar. É muito caro." A igreja no começo, nós éramos um grupo pequeno. Hoje a gente riria daquilo. O nosso desafio foi climatizar aqui. Mas, eu lembro que eu falei: “É um desafio muito grande.” Alguém olhou para mim e falou: “Pastor, não pense em quantos mil reais, pense em quantos de nós podemos contribuir cada um com mil reais." O senhor ainda pode comprar o ar
parcelado, a gente pode parcelar a nossa ajuda." Ele falou: "Eu sou o primeiro.” Um estava do lado falou: "Eu sou o segundo. Outro falou: "Eu sou o terceiro". Eu falei: "Eu entro, eu sou o quarto." Resolvi falar isso no culto, não imaginava o que ia acontecer. Debaixo daquela chapa quente, naquele calor, quando eu falei isso A turma começou; "Eu também, eu também!" Eu falei: 'p ara, pára! Depois nós resolvemos. Eu só ia dar notícia, nós não vamos fazer agora na hora do culto." Gente, nunca foi tão fácil botar um ar-condicionado. Agora eu quero te perguntar:
Deus precisa de ar condicionado para mover no ambiente, para salvar pessoas, para libertar a gente, para curar gente restaurar a familia? Não. Quem que precisa do ar? A gente. É para melhorar o nosso clube. E eu não estou falando mal. Eu abençôo a linhagem de quem inventou o ar condicionado. [risos] E eu não reclamo, eu posso estar passando frio aqui, agora mas eu não reclamo que tem ar. [risos] E eu quero te pedir para você não pecar também, porque quem lembra da fase sem ar sabe que era pior. Agora, Alguns meses depois, isso foi em
dezembro, aí entramos 2006. Em março 2006, o pastor Osnei estava conosco, veio falar do projeto "África para Jesus", e é lógico que ele não queria só que a gente ficasse com dó dele, ele queria apoio que envolve, às vezes, missionários que vão, gente que intercede mas também, eu não vou dizer principalmente mas também, ele precisa de apoio financeiro. Agora, o Osnei está apresentando o projeto, começa a falar das dificuldades, da necessidade, vai apresentar o momento da oferta e eu estou olhando a cara de alguns e parece que na cara de alguns está escrito: “Não tenho
nada a ver com isso. Quem quis ir para África foi você.” [risos] Por que de acordo com o que será feito, às vezes a gente se empolga, às vezes não. Então, na hora de melhorar o nosso clube e a gente estar refrescado aqui, "o reino de Deus precisa", mas na hora de botar comida na boca do órfão, da viúva, alcançar esses povos distantes não alcançados, aí já não é mais tão importante. A gente relativiza demais. Então, quero te dizer: A maneira como eu e você devemos olhar e pensar não é, necessariamente, focada naquilo que será
feito. Quando eu olho para esse texto que nós lemos de Malaquias 1, Deus está dizendo que as pessoas estavam trazendo o coxo, estavam trazendo o dilacerado, o manco, o cego, gente, eles sabiam que o animal tinha que ser perfeito. Porque nós não estamos falando do cara que não quer nada com Deus e que não estava ofertando, nós estamos falando daquela uma que está trazendo oferta para Deus porque quer trazer. Mas não está fazendo do jeito que Deus mandou. Por quê? Eu imagino, e aqui nós vamos entrar no terreno da especulação, que um dos motivos era,
talvez, pensarem no que era feito com a oferta e se você for para a mentalidade, a cultura da época, a prática da época, gente o que que essa oferta de sacrifício virava? Churrasco. Um animal era morto, imolado, limpo, queimado no altar. O altar do holocausto era uma churrasqueira, com grelha e tudo. E depois que era queimado, o que se fazia com aquilo? Tirando a parte que era removida, a gordura Que era queimada perante o Senhor, a carne era dividida entre quem? Uma pequena porção ia para o sacerdote e a sua família e o resto era
o próprio ofertante que comia com a família dele. Quando você lê sobre o pai de Samuel, do profeta Samuel, Elcana, e a Bíblia diz que ele dava porção dobrada para Ana, era da carne do sacrifício. Na hora de cortar a picanha, o contrafilé, ele dizia: "O dobro para você querida, você tem uma porção dobrada em relação a todo mundo.” Eles comiam juntos. Agora, eu fico imaginando, que quando o camarada olhava para aquele animal que ia virar oferta ele já pensava: “Vai virar churrasco.” E se você pensar só no churrasco, faz diferença se o animal é
cego ou não? Imagina você comendo um pedaço de picanha agora, aleluia. [risos] Eu falo nela parece que ela aparece na minha frente. [risos] Aí você corta um pedaço de picanha, põe na boca e começa a mastigar. Você diz: "Que maravilha!" Mas daqui a pouco você faz o comentário: “Pena que o bichinho era cego”. [risos] Quem vai perceber no gosto da picanha se o bicho era míope, era cego, não enxergava direito? [risos] Irmão e olha que eu já fui daqueles gordos com superpoderes no paladar. Eu falei aqui de manhã e eu vou contar da época que
eu bebia a tal da coca-cola, graças a Deus fui liberto dela, eu conseguia, eu dizia para a turma: "Me dê um copo de Coca. Quando eu provo, eu te digo a embalagem, dependendo do caso, eu digo a fábrica." Porque muda o gosto de lugar para lugar por causa da água e outros elementos. Então, eu dizia": Eu vou dizer não só se é lata, se a Coca veio do vidro, da lata ou do plástico." Alguém falou: “E a da máquina?” Falei: “Isso qualquer criança sabe. A da máquina nem entra no jogo.” Eu dizia: “Eu te digo
o tipo de plástico.” Tinha uma garrafa retornável, na época, que era plástico duro. Tinha a outra PET de 2 litros, uma de 600, que era plástico mole. Eu dizia: "Eu digo o gosto do plástico." Eu dei um exemplo para isso pregando. Outro dia eu estava no norte do Paraná, acho que foi em Arapongas, Aí terminou o culto, fomos para uma casa lanchar, cheguei lá tinha um monte de gente em volta de uma mesa, eu nem conseguia ver o que estava acontecendo. Mas, quando eu fui chegando, o povo abriu e eu vi que a mesa estava
vazia, não tinha nada, só tinha um copo de Coca-Cola. [risos Antes do pastor falar, eu já entendi, ele falou: “Agora é o tira-teima." [risos] "Nós vamos ver se o que você falou no púlpito era verdade.” Aí fui lá, peguei o copo com todo aquele monte de testemunha me olhando, dei um golinho e falei assim: “A coca é de uma garrafa PET, 2 litros, plástico mole." Eu falei: "Mas esse pinguinho de Pepsi Twist light que algum infeliz colocou aí tentando me enganar ..." [risos] não tem nada...” Quando eu falei isso, um do lado falou: “Cruz credo.”
[risos] Aí, só para valorizar a brincadeira, ainda falei: “e pode pegar a garrafa que eu dou o código de barra", essa eu tinha decorado. [risos] Eu dei mais um gole, dei o código de barra, teve um irmão do meu lado já estava quase falando: "O sangue de Jesus tem poder." [risos] Mas mesmo nessa época, com esse “super paladar”, Eu não conseguia dizer para você qual era o estado da visão do bicho que foi morto. Não faz a menor diferença na hora de comer a picanha. Então, o que eu quero chamar sua atenção é que, provavelmente,
eles não acharam que aquilo ofenderia Deus. Em termos práticos não muda. Só quem olhava um animal perfeito, do sacrifício, na hora de vender ele no mercado valia uma grana alta, olhava o manco, o dilacerado ... o que era o dilacerado? O lobo mordeu, os pastores foram para cima dela no lobo, o lobo fugiu, salvaram a ovelha, ela não morreu, mas ela saiu meio avariada depois do ataque. [risos] Então, eram animais que não iam pegar preço no mercado, mercado mas a carne ainda estava boa. Não sei se eu comeria o pernil que o lobo atacou, mas
talvez do outro lado Então, de alguma forma eles olhavam e ficavam pensando: “Vai virar churrasco mesmo por que eu tenho que entregar o mais caro se eu posso entregar o produto de segunda qualidade?” A questão é que o que Deus esperava não é que eles pensassem em quem comeria a carne ou no sabor da carne, Era a declaração que eles estariam dando para Deus. E Deus, se nós vamos dar a ele honra e distinção, ele merece o melhor. Eu acredito que nós precisamos ser munidos dessa visão e mentalidade: Deus merece o melhor. Isso é honra.
Por favor, diga: amém. [amém] Agora, quando quando eu olho para isso, em Marcos, no capítulo 14, nós temos um exemplo do novo testamento parecido. A Bíblia fala ... acho que dá para projetar esse texto também, gente. Marcos 14, a partir do versículo 3, a Bíblia diz que Jesus estava em Betânia, do lado de Jerusalém, ele vai para uma casa de um certo Simão, a Bíblia chama ele de “um leproso”, e o texto diz assim, verso 3, perdão Marcos 14:3: “quando Jesus estava em Betânia, fazendo uma refeição na casa de Simão, o leproso, veio uma mulher
trazendo um frasco feito de alabastro” - alabastro é uma pedra. Ela não é tão rígida, ela é mais Fácil de ser esculpida, trabalhada – “trazendo um frasco feito de alabastro com um perfume muito valioso de nardo puro; e, quebrando o frasco, derramou o perfume sobre a cabeça de Jesus.” Verso :4 “Alguns dos que estavam ali ficaram indignados e diziam entre si: Para que esse desperdício de perfume?” Verso seguinte, 5: “Esse perfume poderia ter sido vendido por mais de trezentos denários para ser dado aos pobres. E murmuravam contra ela.” Vamos parar aqui. Essa frase: murmuravam” em
algumas outras versões está “bramavam, gritavam, repreendiam severamente”. A turma ficou muito aborrecida com a mulher, porque eles olham e eles classificam o que ela fez como um desperdício. Por que é que eles estão pensando no desperdício? Porque na cabeça deles, o tempo todo olha para a oferta pensando no que seria feito com a oferta. “A gente podia ter investido nesse projeto, podia ter investido naquele outro projeto, podia ter dado para os pobres, podia ter ajudado a melhorar o ministério infantil, podia isso, podia aquilo ... todo mundo está pensando no que o recurso material faria em
termos naturais. Olha o que Jesus fala, verso 6: antes de falar do que Jesus fala, "trezentos denários", alguém diz: “Dá para vender por mais de 300". Esse “mais de 300” eu não sei quanto mais. Podia ser 315, 330, 350 ... se fosse mais do que isso, alguém já falaria “quase 400”. Nós estamos falando de um perfume de segunda mão, para ser repassado para frente. Então, eu não vou nem pensar que ele pode ter custado ainda mais do que os mais de 300 denários, que venderia, vamos fazer uma conta com 300, não é nem o "mais".
O salário de um trabalhador normal, eles ganhavam por dia de trabalho, era um denário por dia. Dos sete dias da semana, o judeu trabalhava seis, descansava no sétimo, ele ganhava seis denários por semana. Todos os 12 meses do ano, no calendário judeu, tinha 30 dias redondo, diferente do nosso você tira, no mínimo, quatro sábados. Eu ainda vou dar aqui o luxo de tirar um quinto. Tem meses que acaba dando cinco, feriado e facilita a conta. Vinte e cinco denários por mês, era o salário padrão da época. Trezentos 300 denários é um ano de salário bruto.
Então, faça a conta na sua cabeça: cada um com que ganha . Nós não estamos falando de um perfume qualquer. Um ano de renda bruta, era o que poderia ter sido revertido para um outro projeto. Mas Jesus diz: “Deixe a mulher em paz; por que vocês a estão incomodando? Ela praticou uma boa ação para comigo.” "Mas Jesus, e o desperdício? No fim nós não vamos usar para nada até para o senhor, seria melhor o senhor se perfumar os poucos do que tudo de uma vez." Por que ela fez uma boa ação para com Jesus? Verso
7 Jesus não está dizendo que projetos não são nobres. "Porque os pobres estarão sempre com vocês e, quando quiserem, podem fazer-lhes o bem, mas a mim vocês nem sempre terão.” Agora Jesus está despertando eles para o fato de que a morte dele se aproxima e, quando introduz o assunto da morte, o que ele diz, no verso 8? “Ela fez o que pôde: ungiu o meu corpo antecipadamente para a sepultura.” Esse “antecipadamente” as pessoas, normalmente, costumavam ungir o corpo depois. O dia que as mulheres recebem a notícia da ressurreição de Jesus, elas estavam indo para terminar
o processo. Os judeus viveram mais de 400, 430 anos no Egito e aprenderam e assimilaram as técnicas de mumificação com os corpos mortos. Então, eles faziam isso. Jesus está dizendo que ela ungiu antecipadamente porque essa unção tinha um outro significado. Por que que eles colocavam esses óleos todos? Era uma forma de embalsamar e evitar que o corpo entrasse em decomposição. Nos três dias em que Jesus permaneceu morto, diferente de Lázaro, que a Bíblia diz que com quatro dias já cheirava mal, nos três dias, o corpo de Jesus nunca se decompôs. O Salmo 16, que é
citado várias vezes no Novo Testamento, tem uma declaração que é a seguinte “Não deixará a sua alma na morte e nem o seu corpo verá a corrupção.” Todos os apóstolos aplicam isso com relação à ressurreição de Jesus. Então essa unção derramada pela mulher era um ato profético e ela estava, inspirada por Deus, declarando que a verdadeira unção, o poder do Espírito iria cobrir e envolver, preservando o corpo de Jesus até o momento da sua ressurreição. Essa mulher, na verdade, enxergou o que ninguém enxergava. Ela teve uma sensibilidade, uma percepção espiritual fora do comum. Enquanto todo
mundo estava enxergando o projeto, ela estava enxergando a pessoa de Jesus. Ela estava fazendo algo pela pessoa de Jesus. Olha o versículo seguinte, o 9: Jesus diz assim: "Em verdade lhes digo: que onde for pregado em todo o mundo o evangelho, também será contado o que ela fez." Para quê? Para que a gente aprenda? Não só isso, para a memória dela. Jesus imortalizou essa mulher, Maria de Betânia, irmã de Marta e Lázaro. Ele diz: "onde tiver crente, onde discípulo meu for feito na terra, no mundo todo, em todos os lugares, em todas as épocas, todo
mundo tem que saber o que ela fez." Agora, se ele diz lá em 1º Samuel 2:31: "Eu honro aqueles que me honram" e ele honrou essa mulher, dessa forma pergunta é: quão honrado ele se sentiu com o ato dela? Ele não fez isso pelos doze apóstolos, falar do jeito que falou dela; não fez isso falando da sua mãe ou dos seus irmãos, mas falou acerca dela. Eu acredito que algo que Deus espera que eu e você tenhamos um coração de sempre ver o Senhor em primeiro lugar E dizer: "Qualquer coisa que eu faça", e não
estou falando só de contribuição, "qualquer coisa que eu faça, tem sempre um padrão. Eu estou fazendo para Deus. Não importa o que eu faça com o dinheiro, se diz respeito à forma de administrar finanças, se diz respeito à honestidade, integridade de caráter que eu preciso ter nos negócios, se diz respeito a não sonegar imposto de renda, tudo é pensando em Deus. E eu não falo, gente, só de oferta. Em Provérbios 19, se não me engano versículo 17 diz: “O que se compadece do pobre empresta ao Senhor, e este lhe retribuirá o benefício.” Quando você ajuda
uma pessoa em necessidade, este dinheiro nem entrou no caixa da igreja mas você fez algo por Deus. Deus está dizendo: “Você me emprestou”. Por que Deus usa essa linguagem? Porque ele está dizendo: "Eu quero ajudar o pobre, quando você entrou no meu projeto, Você me emprestou, você viabilizou o meu sonho”, ele diz: “eu vou te recompensar.” Porque Deus paga e paga sempre o que ele deve. Há coisas que eu e você vamos fazer que nem vão entrar no caixa da igreja mas nós estamos fazendo por Deus, pelo reino de Deus. Quem está entendendo diga: amém.
[amém] Quando você se recusa a mentir para ganhar dinheiro, quando você se recusa a ter negócios desonestos você está dizendo: “Deus em primeiro lugar. Eu vivo com menos mas eu não vou negociar, em absoluto, o valor e importância que Deus, a sua palavra e os seus princípios têm na minha vida.” Nós vamos virar o ano, vai começar de novo aquela ladainha da declaração do imposto de renda. E você precisa lembrar que foi Jesus, ninguém diferente dele, Jesus, quem disse: “Dai a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus.” Até
na hora de dar a César irmão, você acha que na hora de declarar o imposto de renda, eu sinto uma vontade enorme de dar a César? Quando eu penso no jeito que César administra e faz coisas, chega a dar raiva, indignação e todo o resto Que você partilha do sentimento. A gente não precisa ficar falando disso em público. Mas você sabe porque eu dou a César o que é de César? porque eu não estou tentando agradar César, eu estou tentando agradar aquele que mandou eu dar a César. E eu digo para ele: “Eu tô honrando
o senhor. Eu preferia dar isso aqui na igreja, tá?" Mas quando eu estou dando lá eu estou honrando o Senhor. Quando eu ajudo alguém eu estou honrando ao Senhor. Quando eu abro mão de ganhar dinheiro num negócio ilícito eu estou honrando ao Senhor. Quem está entendendo? [amém] Essa honra é o tempo todo. A pessoa, a presença e os valores de Deus serem destacados. Nós precisamos parar de pensar só em termos de projeto. Paulo diz: “Vamos falar de um investimento que não parece que você está fazendo pelo reino”. Paulo diz, escrevendo aos coríntios: “Vai um irmão
a juízo contra outro irmão” e ele ainda pergunta assim: "e isso perante incrédulos?" Ele fala do mau testemunho que é aquilo. Dois irmãos brigando em litígio, na justiça, diante de juízes ímpios, ele diz: “que testemunho." Ele di: "Não tem ninguém na igreja que possa julgar a causa de vocês e vocês evitarem o escândalo que vocês estão dando do lado de fora?” Aí, depois, Paulo faz outra pergunta: “Por que você não sofre o dano? Por que você não sofre a perda? Por que é que você não abre mão do seu direito? Em vez de entrar numa
briga com outro crente que vai difamar o nome de Deus, por que você não engole o prejuízo para preservar o reino?” Não é um dinheiro que vai para o caixa da igreja, mas é algo que é parte da nossa consciência: Deus e o reino de Deus merecem honra e merecem destaque. Quem está entendendo diga: amém. [amém] Então, quando nós entendemos essas verdades e fazemos disso um código de vida e conduta: "eu vou honrar ao Senhor", e entendemos que o cerne de tudo na relação do crente com Deus e o dinheiro É uma questão de honra,
isso vai mudar completamente a nossa vida. Vai mudar a nossa relação com Deus e, inevitavelmente, vai mudar nossa vida financeira. No início, sua mente carnal vai dizer: “Você tá perdendo com isso”. Em uma questão de tempo, você começa a ver intervenções sobrenaturais nos celeiros e lagares e você descobre que entrou num lugar distinto. É possível viver debaixo do favor divino, além de agradá-lo e além de colocar um sorriso no rosto dele. Vamos ficar em pé? O dinheiro nem é o ponto principal do que nós estamos falando. Talvez as coisas materiais sejam só um termômetro do
estado do coração. E me chama a atenção que, quase sempre, que a bíblia descreve um quadro de avivamento, Velho e Novo Testamento, as pessoas passam a contribuir de forma diferente e passam a investir no cuidado uns dos outros e forma diferente; que quando Deus começa a ganhar espaço e terreno no nosso coração E a gente decide colocá-lo em primeiro, esses valores começam a nortear a nossa vida. Eu quero deixar aqui um desafio muito prático para você. Se diante de cada decisão financeira a pergunta for: "eu sinto que, ao final das contas, eu estou honrando Deus
com isso?" a resposta a essa pergunta pode te ajudar a tomar muitas decisões. O desejo de ver o reino de Deus avançar arde tanto no seu coração? Você quer tanto agrada-lo e ver o sonho do coração de Deus cumprido na terra? É lógico que você vai contribuir. É uma ordem dele, é uma forma de mostrar isso, mas honrá-lo é muito mais do que contribuição, honrá-lo é dar a ele o primeiro lugar, é reafirmar o senhorio dele em todas as áreas, incluindo essa parte material e financeira. Eu gostaria que nós orássemos. Eu gostaria que você colocasse
Sua vida diante de Deus, especificamente a sua área financeira diante de Deus. Decisões, planos, a forma de viver, escolhas que você faz, eu quero te encorajar a colocar isso diante de Deus. Quando Jesus fala sobre não servir a dois senhores, nós não podemos estar nesse lugar de servir a Deus e a Mamon, ou às riquezas. As riquezas jamais, ou as coisas materiais, jamais podem ser senhor na nossa vida. Têm que ocupar o lugar de servo e nada além disso. Fala com Deus do seu jeito, com as suas palavras, da sua maneira, enquanto isso, eu oro
por você, mas eu quero que você faça a sua oração. Meu Deus, nós oramos em nome de Jesus, pedindo em primeiro lugar que, ao saímos desse lugar, não aconteça com nenhum de nós aqui aquilo que o Senhor falou na parábola do semeador, quando o Senhor disse que as aves do céu conseguem comer algumas das sementes, Elas roubam a palavra lançada no coração. Nós oramos que o teu Espírito não apenas guarde e preserve aquilo que cada um ouviu, mas nós oramos por aquela aplicação personalizada, nós oramos que o Senhor trabalhe um novo nível de entendimento e
compreensão, e que o Senhor possa nos conduzir a um lugar muito prático, mas também nessa hora, queremos reconhecer que muitas vezes o dinheiro não tem sido só servo, muitas vezes ele tem sido senhor em áreas da nossa vida ou em momentos da nossa vida, mas nós queremos sujeitar ao Senhor a nossa vida como um todo, de forma completa. Nós queremos sujeitar ao Senhor não só o que somos, mas aquilo que temos. Nós queremos viver pelos teus valores, pelos teus princípios orientados e governados pela tua palavra, pelas leis que regem o teu reino e nos arrependemos,
Senhor, Das muitas vezes em que demonstramos ou manifestamos avareza, onde, oh Deus, permitimos que, de alguma forma, os ganhos fossem ilícitos, onde deixamos de ter compaixão para com o necessitado. Momentos, oh Deus, em que nos recusamos inclusive a contribuir para o teu reino ou fazer aquilo que deveríamos fazer da forma correta. Porque algumas vezes até fazemos aquilo que o Senhor pediu, mas nem sempre com o coração que te honre e que te agrade. Pai, nós clamamos no nome de Jesus, no nome de Jesus, queremos viver pela tua palavra, queremos estabelece conserto, recomeço nessa noite. Nós
oramos por isso, em nome de Jesus, em nome de Jesus. Se você crê e concorda, diga amém. [amém]