Boa tarde muito obrigado por nos conceder esta entrevista para o projeto mem News um projeto que pretende registar e valorizar as memórias que os portugueses e as portuguesas maiores de 18 anos e residentes em Portugal guardam das notícias para construir uma história mais completa do jornalismo português uma história que Contemple também a visão do público Muito obrigado eh eu vou começar por fazer-lhe uma pergunta muito simples para ficar registado Qual é o seu nome e também se for possível Qual é a sua idade qual é a sua profissão e onde vive então muito boa tarde
Eu é que agradeço o convite para estar aqui hoje é um prazer dar esta entrevista ao professor e parabéns pelo projeto eu sou a Joana Nogueira tenho 43 anos Sou natural do Marco de Canaveses mas vivo em Vila Nova de Gaia e qual é a sua profissão também sou professora de educação musical muito bem eh pode contar-nos um pouco sobre o seu contexto familiar em que cresceu Como foi a sua Juventude eh até à entrada na idade adulta eh então eu como disse sou de Marco de Canaveses mais concretamente da Freguesia de fornos que eh
há muitos anos atrás nem sequer era cidade entretanto tornou-se cidade portanto de um meio pequeno de um de um lugar pequeno e estive sempre rodeada da minha família sou filha única eh sempre esve rodeada nós nós a nossa família todos nós temos praticamente casa somos todos vizinhos uns dos outros portanto estamos ali todos muito muito próximos e a minha infância foi passada de casa em casa e e e e muito com com os meus primos e com as minhas primas e h e com a minha avó e Claro está com os meus pais não é
mas a minha avó como já era aposentada na altura era era quem tinha mais disponibilidade para estar comigo e que me que me acompanhava no meu dia a dia e talvez seja essa ou seja ela a figura mais marcante aqui na minha em todo o meu percurso e em todo o meu crescimento um meio Rural portanto sim um meio Rural hoje em dia não tanto já temos uma cidade com todas as condições de uma de uma cidade grande eh mas sempre num tamanho mais pequeno não é e mas dura Sim era um meio um meio
bastante Rural e qual é a profissão dos seus pais então a minha mãe Eh trabalha trabalhava e trabalha ainda na naem confeção que de roupinha para crianças ou para bebés e e o meu pai e ajudava nessa nessa parte como também trabalhava e agora não fico espantado trabalhava numa fábrica de urnas portanto daquilo que que é a nossa futura casa não é a nossa última casa a nossa última morada Mas dava muito apoio à minha mãe Hum e com que idade é que saiu da da casa paterna desse ambiente mais Rural para vir para Vila
Nova de Gaia bem quando eu vim para Vila Nova de Gaia O Marco já era uma uma cidade conforme está nos dias de hoje mas eu saí do Marco com 17 anos vim para a universidade estudar e desde aí ou até então nunca mais nunca mais voltei e veio para o porto então e ficou por por fum eh como é que descreveria o ambiente em que cresceu do ponto de vista social económico cultural já nos falou algumas coisas um meio Rural eh bom em termos em termos de de atividades e na na altura eu e
e e todas as pessoas da minha geração e da época da daquela daqueles locais nós passávamos muito tempo na paróquia na nas atividades que a própria paróquia desenvolvia E que nos era era o nossos eram os nossos espaços tempos hh se calhar se fôssemos mais aqui pelo Porto estaríamos muito mais ligado a coletividades a associativismo e a fazer essas Essas atividades mas nós fazíamos as atividades na paróquia aqui a igreja tinha tinha ainda continua a ter um um papel preponderante no nosso crescimento e à época era era era era ali que nos formávamos e cresílico
de de de resto em termos culturais era muito aquilo que nos iam oferecendo exatamente pela pela paróquia h não me lembro muito bem não não tenho memória de grandes atividades culturais ali não não tínhamos na oferta era reduzida ou zero praticamente zero tínhamos muito teatro e muitas muitas peças de teatro exatamente pela paróquia que que nós próprios ensaiamos e depois era apresentada à comunidade mas em termos de de de de Vila não tínhamos não tínhamos grandes oportunid e em termos económicos em termos sociais pronto a nossa família no geral não era Pronto já era de
uma classe média e e sempre estivemos pelo menos os confortáveis pelo menos os filhos estiveram sempre muito confortáveis e todos os meus primos acabamos por estudar e e nos licenciar em determinada Cada um na sua área mas mas todos nós acabamos por ter esse caminho e seguimos esse caminho muito bem sei que é professora de educação musical e pode nos contar um pouco sobre a sua trajetória profissional depois da licenciatura uhum pron quando eu vim estudar então fiz vim fazer a licenciatura em educação musical e e muito cedo tive convites para estar no ensino superior
a lecionar e e e senti logo essa necessidade no segundo ano de trabalho portanto eu comecei a trabalhar com 21 nos meus 22 23 anos eh fui convidada para para dar umas cadeiras de expressão musical no ensino superior e senti logo essa necessidade ter que ir de ou ter consciência que tinha que continuar o meu percurso eh tinha que continuar a investir na minha formação se quisesse estar num patamar superior àquilo que era a minha a minha habilitação profissional eh a primeira vez e gosto muito de contar isto porque eh a primeira vez que eu
concorri ao mestrado tive uma entrevista e não fui aceito porque alegavam que eu não tinha idade para estar a a frequentar esse mestrado que ainda era muito nova portanto Ainda sou da da época não é sou do tempo em que eh nós a idade era muito importante para ingressar num determinado num determinado estudo e se calhar até bem se calhar agora olhando para trás não é se calhar até bem porque realmente a idade também nos traz out outra arcabo e outra experiência e e e que se calhar com 22 23 anos eu não não tinha
não é não tenho nem hoje em dia tenho ainda tudo não é a época muito menos então eu não consegui ingressar e no mestrado entretanto no ano seguinte voltei a tentar e pensei não agora pode ser que que eu consiga e e sim e consegui fazer mestrado fiz pósgraduação depois ente fiz mestrado e e pronto e todo o meu percurso por aí continuou e acabei por por avançar sempre exatamente por essa necessidade quer a nível profissional quer porque este mundo depois é um bichinho não é que a gente acha que vai parar mas depois começa
a investigar e e o mundo da investigação é aliciante vamos agora retornar um pouco eh à sua Juventude eh a sua família interessava-se pelas notícias pelo jornalismo quando era jovem A Joana tem memória disso e sim eu não tenho grande memória não tenho grande memória de de nos sentarmos eh não de nos de estarmos todos em família a ver televisão por exemplo não tínhamos isso não tínhamos esse esse tempo não tínhamos esse tempo porque o a a parte profissional principalmente a minha mãe não permitia que houvesse uma hora nem para estarmos à mesa todos juntos
quanto mais estarmos a ver televisão todos juntos e e e e na altura aquilo as pessoas trabalhavam estavam sempre a trabalhar não é sábados Domingos não havia fins de semana não havia férias não havia estes o conceito que nós hoje tanto preservamos há uns anos atrás não existia as pessoas viviam para trabalhar e e e e e tinham mesmo que o fazer não exerciam o direito exatamente Exatamente exatamente aproveitavam os dias todos para trabalhar e então eu não tenho propriamente essa memória de estarmos em família a a ver seja seja o que fosse não não
não tenho essa memória eh mas o meu pai sempre foi muito interessado por notícias e por E também como Ele viveu a época da guerra e esteve esteve fora eh e como ele trazia essa experiência não é por qual ele passou eu lembro que ele desde sempre nos falou da Tropa da e da da Guiné e e e tudo que tenha a ver com guerrao de guerra é veterano de guerra então tudo que tem a ver com Guerra ainda hoje é algo que ele gosta de ver e está a ver e gosta de falar sobre
isso e e e tem toda uma trajetória muito interessante para contar dessa época portanto as notícias vá lá que comentavam em família eh quando era jovem eram essencialmente notícias da guerra e por iniciativa do seu Exatamente exatamente Exatamente isso da guerra ou das Guerras ou das Guerras sim ou das Guerras Sima forte sim sim das Guerras e talvez política e talvez política não não num numa vertente nem nem nem de partido em si não numa vertente de partidária mas mas numa questão eh Geral das políticas Sim sim e do que ia acontecendo na no dia
a dia e na própria C local ou nacionalmente local e Nacional sim local e Nacional hum eh que meios é que usavam para acompanhar as notícias disse-nos que o seu pai era particularmente interessado se calhar mais do que a sua mãe ou do que a própria Joana eh Por que meios é que ele acompanhava as notícias que depois comentava eh Há uma coisa muito engraçada que é ainda o rádio não é o rádio eh a minha mãe ainda ouve as notícias ela também ouve notícias não é Aliás ela tem todo o dia o rádio l
Obrigada ainda Ainda temos o antigo rádio o antigo rádio Ainda temos Ainda temos lá em casa ela continua a ser a companhia dela todo o dia ainda Ráo alguma estação em particular hum talvez talvez a Rádio Renascença ainda muito essa essa essa ideia da da escuta os noticiários e escutava quando era jovem sim aliás sempre a rádio sempre fez parte do local de trabalho porque tínhamos outras quer do seu pai quer da sua mã exatamente quer da minha mãe ela nós tínhamos outras pessoas que trabalhavam lá em casa connosco e e o rádio Eu lembro
que o rádio estava sempre lá estava havia lá sempre um sítio na janela que era o rádio estava sempre ligado e e e continua h e e quero quer que ess seja um meio mais utilizada era o mais US Mais até do que a televisão sim e a minha própria avó que hoje em dia já teria mais de 100 anos teria s e e muitos eh ela era tínhamos sempre porque eu dormia com ela então nós tínhamos no quarto na mesinha de cabeceira o rádio eh porque ela ela ouvia o terço não é ouvia o
terço todos os dias na Renascença e depois passavam as notícias também portanto ela já à época era era uma pessoa interessada por por pela rádio nem tanto pela televisão nem tanto pela televisão poros jornais também não não tem memória era pela rádio pela rádio pum Ráo e eh consegue identificar algum momento da na sua vida em que se tenha começado a interessar pessoalmente pelas notícias com que idade fal lá eu acho que comecei me a interessar a já era crescida já estaria na fase da adolescência E aí não pelo rádio Mas pelo jornal uh em
que nós tínhamos o hábito de ir todosos fins de semana eu e as minhas amigas e os meus amigos não o grupo de amigos íamos todos fins de semana eh juntávamos noos não é no café e eu lembro que todos nós líamos o jornal aproveitávamos para ler o jornal eh para para ver que filme é que estariam e que iriam acontecer ou que ainda vinham eh E E H E acho que essa era no fundo uma das formas no café e partilhávamos íamos lendo e partilhando o jornal à vez porque havia um só não é
então nós líamos rapidamente e passávamos a ao vizinho de lado para para poder ler lembra-se de Quai de quais jornais ou qual jornal é que normalmente é o típico JN não é jornal de notícias notícias o jornal do norte e do porto é do norte e do porto Ali era o que era o que circulava e e um e um jornal mais mais da terra os jornais mais regionais não é Ou locais 16 17 anos por aí portanto final da da adolescência quase a entrar na idade adulta é quando muito bem jornais então televisão nem
tanto a Ráo rádio jornais porque como eu tinha uma vida muito muito de de estar fora de casa e e de estar muito no Convívio com com as pessoas que trabalhavam com a minha mãe eh ou fazer visitas a outras pessoas eu não passava muito tempo dentro de casa eu eu passava muito tempo fora de casa e então a televisão não era propriamente o meu meio de de comunicação portanto era essencialmente pela rádio portanto escutava aquil que eu ia escutando que os outros J escutavam não é e sobretudo Então os noticiários da Renascença os noticiários
da Renascença sim eh e em casa e no carro também costumavam cas no carro no carro eu acho que quando quando eu tirei a carta e tive carro a nossa preocupação era ouvir música sobretudo música eh também coincide sendo professora de educação musical também também mas mas eu acho que com a idade nós ganhamos eh mais hábitos de de de de estar atentos às notícias e e ao que se vai passando não é e hoje em dia as coisas evoluiram de tal forma que que que nós conseguimos aceder de qualquer de qualquer em qualquer local
não é conseguimos aceder às notícias e temos e temos esse acesso à informação tão rápida que mas acho que é um hábito que agora tenho que vejo não é que gosto de ver de ouvir as notícias de ver notícias de ver o que é que se está a passar coisa que há uns anos atrás não tinha não tinha mas eu acho que é a própria idade portanto não não costumava ver programas de de notícias na televisão era sobretudo rádio e interessante eh e comentava as notícias com os seus familiares com os seus colegas nem por
isso nem por isso nem por isso só se fos assim alguma coisa que acontecesse como por exemplo quando foi e as torres gémeas não é que foi assim eu já já estávamos já éramos mais adultos e e ponto foi aquele acontecimento Mundial então aí aquela não é aquela situação de se de de rapidamente circular a informação e ficarmos todos que será isto o que é que aconteceu o que é que não aconteceu mas mas mais de resto só se fosse assim pronto situações muito pontuais que toda a gente falar sen não não tenho memória vamos
agora já para a idade adulta digamos o momento em que sai da casa paterna vem para o porto Vem estudar Digamos que podemos situar aí o início da idade adulta uma vez que também teve que se autonomizar uhum h quando entrou na na na na idade adulta eh Lia jornais e revistas sim sim H sim eh aí já trazia esse hábito de de de adolescente não é de ler de de ler o o o as notícias do jornal de notícias não é e jornal de notícias e e depois h de uma forma mais crescente Comecei
a ler o público não é começamos a ter acesso também aqui no porto tínhamos acesso a jornais que que que que lá em cima não tínhamos tanto ou nunca nunca tínhamos propriamente visto não é E então acabamos por ter acesso Acabei por ter acesso a outro tipo de revistas não é também a interessar-me por outros temas eh que não que não que nem sequer pensava neles quando era mais nova mas mas volto a dizer eu acho que a própria idade lemb de alguma revista também que costumasse ler falou-me do jornal de notícias mas eu lembro-me
das revistas que fazia que se faziam acompanhar do JN não é aquelas aquas revistas que agora não me lembro o nome notícias magazine Magazine Lia já gostava de ler isso e e pronto e basicamente que as revistas Pois eram mais eram revistas aquela criação de hábitos de leitura mais a nível científico da próprias áreas que nós estamos a estudar não é pronto e então aí aí já era já era diferente diferente e onde é que Lia jornais e revistas comprava os e para ler o dia mais no diga diga pró faculdade tínhamos tínhamos esse tínhamos
um lugarzinho em que nós tínhamos acesso a esses a essas pronto a esses recursos ou então quando quando i algum café continuava a ler nos cafés muito bem e e rádio Quando entrou na idade adulta eh falou-me já que priorizava a Rádio Musical Mas continuou a ouvir notícias de rádio e continuo continuei E continuo eu agora até acho que continuo que estou mais do que do que nesses entretantos e porque as coisas acontecem com uma velocidade tal que se nós não apanharmos as notícias hoje am manhã já passou não é já é outra novidade qualquer
e e e ficamos para trás eh mas sim mas continuei a continuei a a a ouvir a ouvir quais emissoras continuou a ser fiel à Renascença não eu já não era fiel à Renascença aí já já passava para a tsf eh depois ouvia muito mais e em termos de musicais a Rádio Comercial a rfm aqui no porto da Cidade FM que ouvíamos muito muito a nova era lembro agora da nova era que era uma rádio o terminal do engate que é que era uma coisa aquilo na altura todos nós tínhamos que ouvir aquilo eh e
lá está estações que nós também lá em cima não é a a a nova era nós não conseguíamos apanhar propriamente no Marco não é nem sequer sabíamos que existia Mas as notícias então continuam essencialmente Ou aquelas que eu via na rfm na comercial aqueles pequenos noticiários e e também na começou a interessar-se pelela tsf sim agora já já sou eu próprio que olho para as horas e procuro e as notícias ou então venho faço as viagens sempre ouvir notícias porque já não tenho às vezes paciência para para ou para a música para a própria música
ou a ou e opta pela tsfa ser a tsf m e e programas de televisão na Quando entrou na idade adulta e disse-me que na sua Juventude nem por isso não era grande consumidora de televisão nem de programas informativos na televisão e na idade adulta também não sou muito consumidora de televisão continuo muito igual acho que é um hábito que não não o tive não e pouco o tenho eh mas tirando tirando as notícias eh posso ver um filme posso posso sei lá às vezes gosto de deir aqueles programas do antigamente da RTP memória para
para Recordar algumas coisas não é que nos faz viver um bocadinho no tempo as notícias em televisão então continua a ser pouco consumidor eh só só o telejornal da rtp1 sim RTP sim sim é o único que vê ass o rtp3 se tiver em casa durante o dia também estou muito na rtp3 eh e e e aliás às vezes quando estou em casa que é também é muito raro não é mas quando quando isso acontece tenho sempre a televisão na rtp3 Ah bem né mas portanto a televisão a rtp3 acabou por substituir a rádio como
P fund sim sim sim sim acaba por ser a rádio não tenho já não tenho o rádio em casa não R rtp3 portanto Digamos que é uma das coisas que mudou mais no seu consumo de Notícias ao longo dos anos passou por exemplo da Rádio Começou a ler a interessar-se pelos jornais F lá na adolescen depois na idade adulta principalmente pelo jornal de notícias antes a rádio na Rádio Renascença e agora mais diversificada mas usa tsf antena 3 mas a rtp3 visão eh quando está está em casa portanto digamos é é este o padrão que
seguiu na na na na sua história de vida eh deixou usar regularmente algum dos meios de comunicação que usava no passado Rádio Imprensa televisão portant televisão e rádio mantém a rádio e a televisão mantém porque a rádio é é a nossa companhia nas viagens não é e os jornais os jornais agora é muito mais no digital sim no digital portanto a internet mudou os seus hábitos muito muito veio mudar muito embora quando quando estou em algum lado existe ao jornal tenho sempre aquela tendência de pegar l porque ainda acho que não substitui não é o
telemóvel le ou no computador não é para para ver as notícias mas o jornal aquele o toque do papel ainda ainda nada a substitui e portanto a internet foi responsável digamos por uma mudança grande na na maneira se consome notícias no dia a dia notícias e mesmo a nível musical veci euo que não é s não é no a sociedade em veio revolucionar as nossas formas também de comunicação posso perguntar-lhe como é que acede às notícias na internet vai aos sites dos jornais usa aplicativos nos telemóveis é pelas redes sociais que que segue as notícias
por uma panóplia de sim é um conjunto de não é é uma mistura como se costuma a dizer de de sítios que nós podemos aceder mas eh por norma acedo através do site do Jornal em concreto site vai lá diretamente principalmente no computador ou no no telemóvel mas mas depois e às vezes há há intervalos não é que no dia que nós estamos às vezes de passagem de um lado para o outro e aí recorre ao telemóvel tem aplicativos de notícias de de meios jornalísticos no seu telemóvel tenho tenho de quais tenho de televisão posso
assistir a a ver portanto posso ver televisão através de telemóvel e h e tenho de um ou outro jornal pode identificar outra vez o tem o públic público uhum eh também já me disse que continua a ouvir notícias na rádio predominantemente tsf nos movimentos pendulares digamos assim quando se desloca de carro e e cons tome podcasts com com conteúdos jornalísticos por acaso não não não tenho esse hábito nem videocasts não não tenho nada esse hábito mas fica fica aqui a uma chamada de atenção quem sabe ainda esta entrevista ainda vai levar da uns anos quando
voltarmos a procurar já vai dizer que sim que que que consome portanto já me disse também telejornais não não não costuma quotidianamente não é eh nada que que que que lhe Atraia atenção digamos assim Embora tenha a rtp3 lá vai vendo vai exitando eh eh recebe no seu e-mail algum daqueles boletins noticiosos que os meios jornalísticos enviam para os subscritores assim de repente penso que não nunca fiz subscrições porque são gratuitos eles mandam para os mas está bem eh recorda-se de Notícias que lhe tenham deixado uma forte impressão falou-me há pouco do 11 de setembro
da das Torres Gémeas Depois temos aquelas as as tradicionais ou as típicas eh visitas dos Papas a Portugal não é que parava tudo para É sim Acho que toda a gente parava para ver essas essas notícias não é esta parte porque ainda tem tem ainda tem bastante Impacto nas nossas vidas quando há um momento destes cá eh o caso de Torres Gémeas h eu lembro-me ainda de da guerra do Iraque Hum ainda me lembro de da primeira ou da segunda da segunda da segunda eh e portanto Ainda me lembro de dessas notícias irem passando Há
muitos há muitos anos atrás acho que não mas também não tantos anos quanto eu possa contá-las ou recontá-la não é e e também me lembro lembro-me que que isso que se falava muito andava naquele medo será que vamos ser que vamos ser atingidos também atingidos pela guerra acho que houve aí um uma época que andávamos com com esse e esta guerra da Ucrânia também esta guerra da Ucrânia também também marcou não é porque de repente surgiu e acho que tem acompanhado e tem acompanhado Apesar de que ela também todos os dias não é tem sido
uma guerra que tá todos os dias nas notícias não é não há Acho que desde que começou não há um dia que não se fale da guerra da Ucrânia vai acompanhando pelos diferentes meios não por um em particular não não por qualquer meio H alguma das notícias que que recebeu pelos meios jornalísticos que leu que ouviu que que viu Eh mudou a sua vida eu acho que que nos faz não mudar na totalidade mas refletir sobre e a nossa situação não é sobre o próprio país para on éum estamos onde é que para onde é
que caminhamos e acho que que essa essas notícias também acabam por nos trazer um bocadinho de medo e de receio naquela altura quando as coisas acontecem e que são tão noticiadas ficamos com receio O que é que nos irá acontecer a nós não é Ou será que vamos continuar aqui quietinhos no nosso cantinho maravilhoso ou será que alguma coisa acontece e acho que também estas notícias todas que nos vão invadindo também são uma espécie de reflexão e e e e de percebermos e também darmos valor ao que temos muitas vezes darmos valor ao que temos
bem podemos não estar masé não estamos propriamente mal comparado com com outras com outros países Ok perguntei-lhe das notícias alguma das notícias impactou em particular se mudou a sua vida já falamos dos costuma seguir acontecimentos internacionais de maior de da Guerra do Golfo agora vamos falar do do meio de televisão e também lhe vou pedir um balanço pensando no que foi a sua vida e no que foi o consumo de de meios de comunicação e em particular de meios jornalísticos os jornais a rádio a televisão mais atualmente a web ou a internet qual destes meios
acha que que mais am marcou e e porquê ai continua a achar que é rádio a rádio eu acho continuo a achar que é rádio apesar de de tanta de tanta inovação e de tantos avanços e e de facto a própria internet veio nos trazer e e e e nós que somos e nossos professores que nos Vem ajudar imenso eh mesmo na disponibilização de recursos H Mas apesar disso tudo apesar desta desta destas inovações e destes avanços a rádio a ser a que marca porque é aquela que eu trago da Infância e provavelmente quem nasce
agora vai ser internet não é que que vai marcar Provavelmente sim agora eu continuo a achar que é rádio e depois a própria rádio a rádio traz aquele mistério não é quem estará do outro lado nós estamos sempre não é a tentar ver quem serão aquelas vozes enquanto que a televisão acaba por nos mostrar de alguma forma não é a pessoa e nós temos ideia de quem é a pessoa e a rádio ainda continua ser Nem que a gente ouça pela internet vá mas a rádio continua a ser costumo ouvir rádio pela internet já agora
agora nem tanto mas já estive a trabalhar num local em que nós todos ouvíamos rádio pela internet há bem pouco tempo ligávamos ligávamos no computador e E estávamos todos a ouvir rádio através da internet e e também agora em jeito de balanço acha que as notícias que consumiu influenciaram a maneira como compreendeu como entendeu os acontecimentos e o juízo que fez sobre sim não é porque nós acabamos sempre por das duas ou ou ou ou somos pessoas muito informadas e e também não nos deixamos levar por tudo aquilo que ouvimos não é e acho que
e acho que isso nessa parte eu tive sempre o meu pai que era muito muito crítico de muitas coisas que nós ouvimos e e hoje em dia continua muito crítico H há informações que passam e que ele diz que é desinformação ele ele ele consegue perceber logo que é desinformação e às vezes diz ah esquece lá isso não estás bem mas depois refletindo ele tem razão não é portanto ainda continuam a falar a comentar notícias sim sim aliás e agora que já estamos noutra noutra idade todos tanto eu como eles agora nós já faz já
já já já passamos mais tempo juntos em frente à televisão e sobretudo e sobretudo notícias sobretudo temos que ouvir notíci minha mã at costuma dizer que aquilo é o dia todo o homem não tira não tira da das notícias da televisão É é só para ele o dia todo está a ouvir notícias desde que acorda até que vai para a c algum algum canal especificamente El ele também faz Zapping mas ele só para sempre em tudo que é canais de da notícia de Notícias então ele tá se uma pessoa quiser saber o que se passa
é é falar com ele porque ele ouviu ele de certeza que ouviu porque ele está sempre muito Atento e tá atento a a a esta a esta desinformação eh talvez pelo queij que tinha Principalmente agora nestas questões de guerra Uhum E porque ele é da do 25 de Abril não é viveu viveu tudo isso eh E então e como viveu muito essas essas épocas ele consegue perceber quando é que aquela notícia não é propriamente verdade e E então tá sempre a alertar e alertar-nos principalmente a mim tá-me sempre a alertar da desinformação A Joana é
está perfeitamente consciente da desinformação sim perfeitamente consciente muito bem vou vou perguntar-lhe agora vou fazer-lhe a mesma pergunta mas com uma pequena nuance há pouco perguntei-lhe se as notícias se considera que as notícias eh de alguma maneira influenciaram a forma como entendeu como compreendeu eh os acontecimentos agora vou-lhe perguntar se as notícias influenciam ou terão influenciado a forma como recorda recorda os acontecimentos penso que não que não influencia não eh acho que é o que é e que não temos que propriamente estar influenciados é é mais se calhar em estado de alerta não é mais
o estado de alerta e de estarmos atentos do que propriamente de influência mas por exemplo como é que recorda o ataque às Torres Gémeas eh estava num almoço com com amigos na cá no porto e e tínhamos a televisão ligada em casa até foi em casa de uma de uma amiga de uma colega de curso pronto e e de repente aquilo aparece na televisão e ficamos ai o que é que será não é o que é que será isto e depois com o passar das horas É que percebemos o impacto que aquilo teve e o
que é que estav mesmo a acontecer não é eh mas foi assim foi foi durante um mas por exemplo Então se calhar o ataque às Torres Gémeas ou as memórias que tem do ataque foram e suscitadas pelas notícias fo exatamente pelas notícias exatamente das imagens e tudo e foi pelas notícias sim terão apesar de tudo alguma influência na maneira como nós recordamos os acontecimentos eh as notícias são importantes Então as notícias são muito importantes eh se calhar até as que são as desinformação não é para nós elas acabam por todas ser importantes nem que seja
para um lado e para o outro não é nem que seja para ganhar os consciência que aquilo não é assim tão importante quanto isso e se calhar não é tão verdadeiro Quanto isso mas mas as notícias são muito importantes porque é através das notícias Que nós conhecemos o mundo e os problemas do mundo eh porque muitos de nós nunca saiu do sítio de onde está e de onde nasceu e não é nunca saiu daquele daquele se fá e e através das notícias consegue perceber o que é que está do outro lado a acontecer mas as
notícias são e serão sempre muito importantes CTO é importantíssimo acompanhar o que se passa pelos meios de comunicação Ah sim com toda certeza meios jornalistas toda a certeza Hum e em que é que as pessoas beneficiam e em que é que a sociedade beneficia com o acompanhamento das notícias primeiro está à par do que se está a passar não é em Portugal e no mundo eh E se nós não tivéssemos este este canal de comunicação estávamos isolados não é não conseguíamos não conseguíamos perceber nada nem conseguíamos não conseguíamos saber nada não é no fundo e
se não fosse se não fossem as notícias assim de repente como é que podia saber nem que seja Nem que fosse como nós fazíamos antigamente ligávamos a televisão para ver o tempo amanhã não é ver a meterologia e por isso acaba por ser este contacto a sociedade o que é que é sociedade como sociedade lucra com esse comportamento que nós temos individual familiar grupal de consumirmos Notícias nós somos sociedade não é nós próprios somos a sociedade todos nós constituímos Essa sociedade e quanto mais nós tivermos informados e quanto mais notícias também nós conseguir consumir mais
mais mais cidadãos mais críticos nós estamos a ser e mais assertivos eh partindo sempre da base que estamos estamos pelo caminho certo e que estamos pelas notícias certas e não ir pela desinformação e que e que somos capazes de perceber o que está o que está a ser dito e qual é o caminho que se quer que se quer ter eh penso que estamos sempre todos a lucrar com com ouvindo e vendo e sabo não é estamos sempre a lucrar nos últimos decênios já são decénio a sociedade foi impactada pelo fenómeno das redes sociais e
lê as notícias partilhadas por pessoas que segue nas redes sociais não eu acho que quando quando nós despertamos para as redes sociais já vai há muit anos atrás acho que tudo que as outras pessoas partilhavam nós tínhamos aquele interesse de de ir perceber o que é que era eu acho que no fundo as redes sociais Vieram também H retirar muito disso e porque acho que se tornou tão tão eh tão monótono de e que nós já já não temos já não estamos propriamente a ver o que é que o outro está a publicar e o
que é que publicou Será que tem muito interesse ou pouco interesse e às vezes até tem muito interesse não é mas eu acho que que se está a perder muito esse hábito o o o hábito que se tem é de coisas muito curtas não é a gente lê a frase e perceber logo o que é que é se tiver que estar a abrir links e depois ir perceber o que é que a pessoa está não é publicou e que leu eu acho que a maior parte das pessoas já não já não o fazem já não
fazem já não fazem Uhum E os meios jornalísticos também têm os Seus perfis nas redes sociais segue algum meio jornalístico nas redes sociais eh os canais de televisão públicas sim eu eu sigo sigo RTP sigo segue nas redes sociis e costuma clicar em Notícias Não muito só só mesmo vê aquilo e e pronto e e será que já leu notícias partilhadas nas redes sociais por entidades ou pessoas que desconhece Provavelmente sim Provavelmente sim já são muitos anos de redes sociis também já são muitos suos anos de redes sociais e não tenho propriamente paciência já para
estar a ver is só por menor mas talvez algum título que algum título sugestivo que que que traga ali alguma coisa que ainda não tinha visto ou não tinha ouvido durante o dia e ou durante a semana e aí se calhar entro em algum sítio para ver o que aquilo que aquilo será mesmo que seja alguém desconhecido e mas há pouco disse-me que estava perfeitamente consciente da desinformação sim sim acha que as redes sociais são um veículo propício para a desinformação as redes sociais valem o que valem não é as redes sociais é o que
se lá Quer pôr eh por isso Das duas uma ou ou eh ou estamos conscientes do que estamos a ler e do que estamos a fazer ou então Eh serão um meio muito propício para a desinformação total para falsidades para falsidades porque o as próprias redes sociais são no fundo eh muitas das vezes só para publicar aquilo que é bonito e aquilo que é bonito de se dizer e Politicamente correto e parece que é tudo maravilhoso e depois a gente sabe de muitas situações que é tudo ao contrário n não é portanto na sua avaliação
as redes sociais podem ser usadas para a manipulação das pessoas para Claro que sim claro que sim eh na sua opinião também vou é mais uma uma pergunta que apela à sua perceção eh destas coisas e na sua opinião houve mudanças entre o que era noticiado no passado e as notícias como elas eram apresentadas no passado e o que temos agora ah completamente e as coisas a própria eu eu não sei a palavra certa mas a que eu não sou a pessoa certa para dizer isso mas a a própria o próprio formato não é da
da da por exemplo na televisão o próprio formato que que nos que nos entra pelo casa dentro completamente diferente da há da há 15 20 30 anos atrás não é h e e e isso deve-se muito diferente em que é espetacular lá está é aquela ilusão de ótica não é aquela ilusão de ótica do que a gente vê não é propriamente assim mas mas mas há muito mais cuidado na apresentação das notícias nas próprias nos próprios eh jornalistas não é aquilo algumas vezes parece que estamos numa sei lá numa festa numa algo assim muito empolgante
e acho que há uns anos atrás isso Não era essa essa imagem não era tão h não era tão valorizada ou não se preocupavam tanto com com isso a própria tela não é modificou A Joana é professora portanto talvez tenha uma perceção mais adequada até e nítida sobre uma uma uma uma resposta que eu lhe Vou solicitar agora a uma pergunta comparando os hábitos de de consumo de informação e de notícias da sua geração e os das Gerações mais nova encontra diferenças tem consciência de que existem diferenças uhum diferenças há e e e e se
calhar pela forma negativa porque enquanto que nós antigamente pouco ou Nada tínhamos e e e o facto de ao domingo irmos ao café e aproveitarmos para ler o jornal eh porque era era a única oportunidade que tínhamos para ir fazer e hoje em dia por tanta informação que nos entra pelo telemóvel dentro Eu acho que cada vez menos os mais jovens se interessam pelas notícias e por aquilo que está a acontecer E mesmo quando há um momento mais impactante também não querem nem não querem nem saber não é que ele não lhes diz nada e
e nem sequer e pensam O que é que o que é que aquilo pode contribuir de bom ou de mau para nomeadamente para Portugal H mas tem a ver com esta pronto com esta evolução esta evolução também de tudo muito rápido muito fugaz e h e e claro nós na nossa altura nem sequer tem comparação Claro e outra pergunta confia no Jornalismo e nos jornalistas portugueses Ah sim sim acredito acredito confio porqueas notícias elaboradas por jornalistas profissionais merecem confiança os meios jornalísticos em geral merecem confiança e e essa relação de confiança que diz ter aumentou
ou diminuiu ao longo do tempo ou manteve-se se calhar diminuiu um bocadinho não é diminuiu um bocadinho pela questão da desinformação não é porque Depois ficamos com aquela não é sempre com no balanço não é porque é que era assim e agora não é e eh e no fundo tudo que tem vindo a ser criado é é pelas pessoas que estão a fazer não é que Fazem Acontecer e que fazem notícias e eh E acabamos por perder um bocadinho eh confiança em naquilo que se está a ouvir não é estamos sempre com esta ideia de
será verdade será mentira há uns anos atrás nós nem sequer questionamos será verdade será mentira é verdade não é agora já questionamos mais question hum eh disse-me também que o usa vários meios de de de comunicação para se manter informada nos dias de hoje falou-me da da televisão até costuma ter como pano de fundo não é rtp3 na rádio sobretudo da tsf nos movimentos de carro nos movimentos pendulares por exemplo casa emprego emprego casa H eh também costuma ir aos sites do dos meios jornalísticos já não tem tanto hábito Ler jornal em papel A não
ser que apanha algum eh mas consegue me dizer eh porque é que usa esta panóplia de de meios eh nos dias de hoje eh bastaria usar um para se sentir informado ou necessita de usar todos eh porquê nós se pensarmos bastaria ter um telemóvel hoje em dia tínhamos tudo não é eh mas é muito mais enriquecedor conseguirmos perceber mas perceber e manter esta eu acho que no fundo a televisão e a rádio acaba por ser uma tradição não é manter esta tradição porque está lá em casa porque temos esses esses meios em casa e e
e e não é igual eu acho que não é igual estarmos a assistir um telejornal no computador de que estar a assistir um telejornal na própria televisão não é igual não é e é uma coisa estar com pessoas estar estar com pessoa sim não é não é exatamente igual por iso é importante nós mantermos esta esta dinâmica de sítios onde possamos ir beber esta informação a Joana viveu em diferentes contextos geográficos há pouco me falou acho que foi respondendo mas considera que o facto de ter vivido em diferentes contextos geográficos que isso lhe lhe mostrou
que efetivamente a forma como se consumiam notícias nesses diferentes contextos geográficos era frente Uhum E o o nosso meio não é os meios onde nós De onde nós saímos depois também nos faz muito de que nós somos eh se por um lado eh tenho plena consciência que se tivesse nascido no porto e tivesse bebido a cultura de cá ou ou tivesse as experiências que cá nós nós podemos ter agora eh poderia ter crescido noutro noutro sei lá para outro para outra área qualquer eh no entanto também é bom nós não termos e depois passarmos a
ter para podermos valiz para podermos valorizar as coisas e e às vezes é isso que falta também às pessoas é é poderem ter várias experiências perceber Onde é que estão onde de onde é que vieram para onde é que vão e a importância de estar do nada e do tudo em comparação de quando se tem tudo já não se valoriza tanto e isso é m nos dias de hoje se calhar essas diferenças es bateram se não ouam um bocadinho um bocadinho porque na totalidade não temos as mesmas oportunid nós dizemos que sim que temos e
de facto cada vez mais os meios os meios mais pequenos estão estão evoluídos e tem muita coisa mas nunca é igual não é nunca nunca é igual ao s ao meio urbano nunca E então como é que vê a evolução do jornalismo em Portugal desde a sua Juventude melhorou Eu acho que difente o jornalismo veio veio a acompanhar a tendência não é a tendência da da da evolução e e e e nota-se que pronto mesmo mesmo sei lá como é que eu te explicar aquilo que nós víamos Às vezes estamos À Espera de Um direto
não é pois o direto ou não acontecia ou falhava tudo e agora não não é quando o jornalista vai dizer que vai passar alguém para falar que está não sei onde isso acontece só só pequenas coisas é que não acontecem mas por norma as coisas acontecem e então eu nós antigamente estamos sempre à espera não é agora vai passar em direto e nós imaginar como é que seria a passagem para a imagem do outro lado e e depois às vezes nem acontecia não é e e as coisas evoluíram muito as coisas se olharmos para trás
eh conseguimos perceber as mudanças significativas para pronto na parte mais tecnológica para melhor da de tudo o que tem vindo a acontecer eh fala-se atualmente de uma crise do jornalismo que ideias é que lhe sugere esta expressão crise do jornalismo eu acho que essa crise é é mais por sei lá porque a a parte tecnológica veio substituir muito a humana não é em certas em certas situações e e acredito que essa crise também tem a ver com isso e e a crise e de tanta gente que também acabou por abraçar estes projetos não é cada
vez temos mais jornalistas cada vez há há caras novas a a aparecer tem a perceção de que há mais jornalistas hoje do que no passado sim sim até porque nós antigamente víamos sempre a mesmas Car na televisão hoje em dia se não ficarmos uma semana sem ver a televisão já não é o mesmo apresentador já é outro não é não é o mesmo locutor já é outro locutor portanto as coisas estão a acontecer acontecem muito rápido e sempre caras novas e isso também tiraos a identidade porque às vezes nós estávamos mais colados a um determinado
canal por causa daquele jornalista e e hoje em dia é tudo um um movimento mais movimento à frente das câmaras acredita que jornalismo hoje cumpre o seu papel na sociedade já estamos próximos do fim da entrevista É sim o jornalismo cumpre não é informa-nos ou tenta noos informar não é tenta noos dar passar para a parte de cá aquilo que se passa do outro lado e que nós não conseguimos ver eh eu penso que sim continua a contribuir para que as coisas aconteçam e a gente saiba o que é que está a passar continua acho
que continua a ser uma franja da sociedade muito muito importante muito bem e mais ou menos do que no passado cumpra mais o seu papel hoje ou cumpria mais no passado Sinceramente eu acho que mais no passado que agora Uhum porquê Porque no passado havia tanta sede de tudo e que tudo o que nos diziam era era a notícia do ano sempre quase todos não é era a notícia do ano hoje em dia as coisas estão tão esbatidas que já não se valorizam tanto as notícias e os acontecimentos Val h há algo mais que queira
acrescentar alguma pergunta que eu não lhe tenha feito e que acha que deveria ter feito sobre as notícias o jornalismo repente assim de repente acho que o importante é que estas camadas jovens também de jornalistas que estão estão aí na berra não é que estão a acontecer que também não percam a a experiência do dos dos antigas jornalistas e e daquilo que eles faziam eh porque às vezes é Passa muito esta imagem do consumismo não é que que Às vezes as próprias notícias e as próprias as próprias televisões acabam por ser mais um comércio do
que propriamente o trabalho do jornalista em si e acho que muitos jornalistas precisam deste trabalho sério e e de não se esquecerem de quem já fez e de quem já foi quem já já esteve no passado que que não é que temos nomes que ficaram que ficaram e que vão ficar para toda a vida e também de de não se esquecerem dessas raízes comunicativas ou comunicacionais e para para o futuro e terem essas pessoas como referência também muito obrigado Joana pelo tempo que nos concedeu por esta entrevista obrigada