sabemos que uma estratégia muito interessante para fisgar o leitor é a narração isso para qualquer tipo de texto Pois uma técnica dentro dessa estratégia é a construção de cenas é muito importante que na narração nós consigamos criar cenas colocar o leitor dentro da história como se fizesse uma imersão como se ele participasse daquelas cenas daquelas fatos daquele desenvolvimento daquele enredo pois a construção de cenas ela é diferente da simples exposição de fatos e muitos autores iniciantes quando vão contar uma história ao invés de criar cenas eles listam fatos listam acontecimentos vamos dizer um exemplo tem
um fato um acidente que aconteceu na esquina de determinada Rua aí o autor iniciante ele vai fazer um texto mais parecido com jornalístico que seria mais ou menos assim João vinha com seu carro na Avenida de repente o sinal fechou ele não percebeu passou sinal vermelho atropelou uma senhora a ambulância chegou levou a senhora para o hospital mas ela não resistiu e acabou morrendo no caminho isso é o texto jornalístico ele é uma exposição uma lista de acontecimentos de fatos agora nós podemos pensar como um texto criativo um texto mais poético um texto mais literário
João vinha pela Avenida Getúlio Vargas observando o rádio que não funcionava ele bateu uma vez o rádio bateu duas vezes mal ele se deu conta quando virou o rosto que se nós tava fechando João colocou o pé no freio com tudo mas o caminhar para o lado talvez pela pista molhada já que havia chovido na noite anterior João ainda conseguiu desviar o caminhão para o lado mas vinha uma senhora e ele tocou na senhora desesperado desceu do caminhão foi correndo para atender [Música] para entender a mulher quando tocou nela percebeu que ela estava sangrando muito
os populares em volta começaram a correr eles ligaram para a polícia vocês percebem que tem um outro ritmo existe um ritmo de que nos colocar dentro da cena dá mais detalhes fazer com que nós não sintamos comum daqueles populares vendo o acontecimento isso é a construção de cena essa imersão é desejável é interessante e o autor precisa tentar fazer isso para que o leitor se sinta mais envolvido com o texto não é fácil porque requer primeiro paciência eu lembro uma vez que eu li um livro Daniel galera aliado Daniel galera é um grande autor Eu
já li vários livros dele mas uma das críticas nos comentários sobre o livro dele é de que o Daniel galera escreve narra Sem pressa e essa é uma virtude que nós temos que desenvolver narrar Sem pressa não ter pressa para terminar a história lembrem que concisão não significa que o texto precisa ser curto o texto precisa ser potente o texto precisa evitar o exagero o excesso o prolixo Mas voltando a cena Então nós vamos narrar essa história de forma que o leitor se sinta lá dentro Sem pressa observando detalhes trazendo especificidades da ação Então vamos
dizer o homem entrou em casa pegar uma faca na tua mulher nós vamos construir uma cena que dure um parágrafo dura uma página que dure um capítulo mostrando o homem chegando em casa pegando a faca tentando matar mulher a mulher pode reagir a mulher pode acabar matando o homem enfim nós precisamos construir essas cenas e lembrando sempre daquela técnica de mostrar e não dizer dentro da cena eu vou evitar dizer que o homem estava bravo na cena de improviso que eu fiz do caminhão aqui eu acabei usando um adjetivo mas o ideal é na hora
que nós relermos o texto que nós somos Editar o texto cortar os adjetivos e ficar com ação ficar com os verbos ficar com os substantivos evitar o excesso de adjetivos e advérbios mas o que é uma cena nós podemos definir cena como uma ação que acontece no mesmo espaço e no mesmo tempo um bom exemplo é o teatro mas quando vamos ao teatro está lá um espaço montado um cenário montado as cortinas fechadas a luz apagada quando as cortinas se abrem e a luz acende surgem personagens surgem atores dentro desse cenário dentro desse espaço eles
fazem lá uma movimentação quando ele saírem dali nós terminamos a cena Ou seja a presença dos atores do mesmo espaço ao mesmo tempo é uma cena se quando apagar a luz trocarem cenário mudou a cena se quando apagar a luz voltarem os mesmos atores mas os atores voltarem um tempo depois vamos supor que eles tenham saído para trabalhar no começo do dia e sejam voltando no final do dia nós temos uma outra cena então a cena ela se desenvolve no mesmo espaço e no mesmo tempo claro que no texto escrito é mais difícil observar esse
começo e fim da cena mas é interessante que vocês comecem a perceber o quão desenvolvido está cada cena autores que sequeram num parágrafo tenha cena dentro do parágrafo acontece em duas três quatro coisas ou seja há duas três quatro cenas então observar dentro do seu texto O que é a cena onde começa onde termina é interessante para começar a escrever com mais calma a narrativa e desenvolver com mais calma as cenas o oposto da cena é o Sumário o Sumário é o resumo a exposição então quando num texto nós temos diversas ações acontecendo no mesmo
parágrafo ou diversos assuntos acontecendo ao mesmo tempo nós não temos uma cena nós temos um sumário uma exposição o Sumário ele pode ser útil Em algumas situações por exemplo se eu preciso levar minha história de um ponto a outro mas algo no meio da história aconteceu e precisa ser contado tem um poema do Drummond o caso do vestido que é maravilhoso e tem um sumário muito interessante eu vou colocar esse poema aí na aula para vocês lerem ele com calma Mas voltando ao sumário ia sendo no sumário nós vamos usar por exemplo 10 dias depois
um ano depois mas dá para fazer isso de forma mais criativa dá para fazer um parágrafo dá para fazer um trecho um texto que avance a história mas é importante que ele me leve de uma cena até outra Ou seja que eu escolho Uma Cena contra uma cena desenvolva uma cena e antes de chegar na próxima cena se for aí sim eu tenho esse sumário aliás uma técnica interessante para se criar narrativas isso vale para narrativa curta e para narrativa longa é pensar primeiro nas cenas Então como é que eu costumo fazer primeiro eu penso
na história que eu quero contar eu sempre preciso do começo do fim para mim importante ter o final estabelecido decidido e para chegar naquele final eu começo a pensar quais cenas são importantes que cenas não podem faltar na minha história então eu faço uma lista delas Às vezes uma cena rende um capítulo às vezes quatro cinco cenas rendem o capítulo tem autores como Dan Brown que desenvolvem tão bem a cena que dá dois três capítulos com a mesma cena então escolher as cenas é muito importante porque não adianta eu querer contar toda a história Vamos
fazer um exercício juntos vamos imaginar uma história sobre um fato que aconteceu aqui no Rio Grande do Sul alguns anos atrás havia um ônibus escolar se eu não me engano na cidade era Erechim e é sempre passava por uma ponte no rio e o ônibus caiu as crianças todas caíram dentro do Rio um dos meninos salvou quatro crianças e quando ele foi salvar a quinta criança ele acabou morrendo é uma História bonita é uma história que renderia uma narrativa longa mas como nós vamos contar essa história nós vamos contar a história desde que ele nasceu
até o dia da sua morte não nós vamos escolher episódios dessa vida que precisam aparecer na história para contar essa história o primeiro que nós precisamos contar é o acidente próprio o salvamentos e o ideal é que nós contassemos um salvamento de cada vez a morte do menino temos que contar aí nós podemos contar a saída do ônibus da escola é uma possibilidade nós podemos colocar uma cena dele quando criança brincando de herói ou brincando de mergulhar que tem alguma relação com o que vai acontecer depois nós podemos ter uma Episódio na sala de aula
por exemplo o menino pode inclusive sofrer algum tipo de bullying uma criança que ele vai salvar depois nós temos que pensar Quais as cenas nós vamos contar nessa história a pior forma de contar essa história é resumir como eu fiz agora no vídeo em uma página duas páginas sem se concentrar em nada é como um avião o avião tá planando a história planando a história mas ele não desce ele não nos deixa ver nada ou Aqueles ônibus de turismo né Que ônibus de turismo que passa tão rápido pelos lugares que a gente mal consegue tirar
uma foto então a gente precisa construir uma história e que esse nosso ônibus de turismo ele vai parar o leitor vai descer vai olhar a cena com calma depois ele volta para o ônibus e continua avançando na minha narrativa algo importante de se pensar quando nós falamos em cena é como organizar as cenas na linha do tempo da minha história nós já Vimos que para contar uma narrativa especialmente uma narrativa longa o ideal é selecionar quais cenas eu vou desenvolver primeiro depois de selecionar essa cenas Existem várias formas de ordená-las dentro da história a forma
mais tradicional por Óbvio é começado o começo e terminar no fim nós estamos aí a ordem linear da história mas é possível por exemplo nós começarmos do fim e depois voltar lá para o começo uma forma de Flashback há várias e várias histórias que fazem isso nós podemos também começar do meio e aí nós tiramos aquela parte anterior nós começamos da ação no caso do salvamento do menino que Eu mencionei aqui na aula podemos começar do acidente que a cena mais dramática a cena mais potente e ao longo do acidente nós vamos fazendo flashbacks e
retomando fatos do passado dele a cena 1 a cena 2 nós podemos ainda fazer algo que eu acho muito interessante quando funciona que é começar a história do meio mas a história ela não vai avançar ela vai voltar então nós temos o acidente a primeiro capítulo é o acidente o segundo capítulo é ele na escola depois eles escolhendo fazer a viagem ou seja vai parecer que é uma história que começou pelo fim e voltou mas quando a história chega no capítulo Inicial quando a história chega no tempo em que ela iniciou ela avança e isso
é muito interessante para o leitor porque o leitor ele chega no clímax muito rápido mas o clima que seria estendido ele vai gerar novos climas quem faz muito bem isso é o seriado como defender um assassino o nome tradicional dele é murder nesse seriado ele todo o primeiro Temporada é maravilhosa depois como a gente sabe os feriados às vezes perdem força mas a primeira temporada começa numa cena lá do meio da história uma cena bastante bastante suspense bastante ação e a gente acha que vai ser a última cena do seriado né daquela Temporada e não
chega no meio do Temporada aquela cena parece e aquilo Desenrola vários acontecimentos posteriores que mais interessantes ainda então ordenar a cena é uma estratégia uma técnica que precisa se pensada precisa ser consciente a forma linear é uma forma possível mas não é a única aliás lembrei agora de uma outra técnica que é quando a história começa pelo fim e ela vai retrocedendo devagarinho aí tem um filme maravilhoso que não assistiu precisa assistir que é o filme amnésia no filme Amnésia o personagem tem amnésia ele não lembra do que aconteceu no dia anterior e a história
contada de que forma o último dia o penúltimo penúltimo ela vai voltando e esse voltar da história faz com que o leitor consiga entender o que aconteceu naquele último dia porque quando a gente assiste a gente não entende nada então é muito interessante essa técnica explorar extrapolar brincar testar formas diferentes de organizar minha história pode ser muito importante e aí Olha a importância do planejamento né como é que eu vou escrever uma história de 50 100 páginas e depois que ela tá testar mudar a ordem dos fatos é muito difícil nós planejamos nós colocamos isso
ou no organograma algumas pessoas gostam de colocar post-its outras gostam de rabiscar no papel eu uso o próprio computador eu faço uma lista usei até a tabela de Excel para fazer isso aí nós podemos invertendo Não essa aula esse capítulo ficou menor aqui esse capítulo ficou melhor lá aliás é assim que eu monto as aulas nossos cursos também primeiro eu faço uma tabela faço um planejamento das aulas depois eu começo a montar as aulas e ali na frente eu posso inverter Não essa aula ficaria melhor aqui essa aula fica melhor no final então planejar nos
dá mais liberdade para depois montar diferente aquela história Isso é uma técnica muito usada no cinema muitos anos roteiros e que nós podemos absorver e utilizar para construção de cenas e para a construção de narrativas vamos falar um pouquinho sobre os elementos da cena eu vou tentar concentrar em quatro para ser didático aqui que seria a ação o diálogo a descrição e a digressão ação é muito importante na construção de narrativas no desenvolvimento de cenas às vezes autores usam muitos verbos de estado deixam de usar a ação usam muito pensamento do personagem muito interiorização do
personagem e poucas ações ao autor que diz que nunca viu uma narrativa ser ruim por excesso de ações e sim por falta de ações Então se o autor souber desenvolver bem a cena soubesse se tornar imersivo a quantidade de ações na cena vai fazer com que nós os citamos mais envolvido nós estamos mais imersivos dentro da história e ela nos envolve Nós queremos ver o que vai acontecer depois logo construir ações ações interessantes ações conectadas com todo é bastante interessante é bastante importante tem uma técnica que eu faço com os alunos eu peço para eles
pegarem dois lápis coloridos lápis de cor aí ele circulam todos os verbos de ação e depois com outro lápis circulam todos os verbos de estado não é proibido usar verbos de estado ser agradecer aparecer e aí eu coloco pensar como verbo mais de estado do que um verbo de ação mas é importante perceber que nosso texto tenha ação que ação se desenvolva então nessa hora de pintar o texto ele já se dão conta Nossa eu passei duas páginas aqui com de excesso de verbos de estado e sem muitas ações logo tentem construir ações ação ela
pode ser passar a mão no cabelo ela pode ser dar um passo para trás de novo lembrem na técnica de mostrar e não dizer quando eu digo Maria é bonita ou Maria está comendo eu estou deixando de usar uma ação se eu construo uma frase ou um parágrafo para mostrar que ela está com medo a Maria põe a mão no rosto a Maria dá um grito a Maria tapa os olhos eu estou criando ações desenvolvendo cena e mostrando que a Maria está com medo isso trata o texto mais interessante e essa é uma técnica que
nós precisamos aos pouquinhos absorver e dominar isso não é fácil o autor leigo o autor iniciante quando ele vai escrever ele não faz isso isso é o tipo de coisa que é tecnica mesmo é como um Alguém precisa nos dizer que se existe a gente precisa se dar conta que isso existe começar a reparar os textos que nós lemos Como é o desenvolvimento de cena Como é o desenvolvimento de ações e aí aplicar o nosso texto Então aplicações ao longo da história sejam grandes ações no planejamento o pequenas ações que mostra a característica do personagem
ao invés de dizer vai ser muito útil para desenvolver cena e tornar o texto mais envolvente a descrição ela segue sendo uma técnica importante um elemento importante na construção de cenas claro que nós não vamos ver hoje descrições como aquelas os textos clássicos que duravam uma página duas páginas três páginas E por que será que as descrições elas eram tão extensas Naquele tempo não existia a imagem né gente imagina eu quero contar uma história que aparece uma baleia como Moby Dick as pessoas não sabiam que é uma baleia então o mais bacana o mais interessante
para aquela geração de leitores era ver a baleia através das palavras imaginava alheia através daquelas palavras então a descrição tinha uma importância uma função bastante grande naquela ocasião hoje mencionamos uma baleia a pessoa vai no Google ela tem a imagem de baleia ela sabe mais ou menos o que significa uma baleia o que não significa que nós não vamos usar descrições por exemplo eu tô contando uma história o personagem chegou dentro de uma casa que eles diziam que era Mal Assombrada e passaram o tempo todo quando entrar na casa quando ele entra na casa o
que que eu espero do texto que o texto Me descreva a casa que o texto me mostre a casa porque essa casa é uma casa que só existe naquele texto naquela história agora Como que eu vou descrever essa casa pode ser da forma clássica né a casa tinha o pé direito muito alto estava cheio de teias de aranha havia madeira Quebrada no chão Enfim eu posso descrever simplesmente Mas eu também posso criar uma cena criar uma ação que junto com a descrição vassam então ele entra na casa tropeça numa madeira que estava fora do lugar
pelo susto ele dá um passo para trás se reza numa matéria de aranha eu estou ao mesmo tempo descrevendo e Narrando Narrando e descrevendo então a descrição ela pode inclusive estar dentro da narrativa Mas pode se o autor preferir para organizar o texto até para dar uma pausa às vezes na ação usar a descrição como elemento de cena a pura simples e clássica o que talvez não seja positivo e alguns autores ainda fazem isso é começar o texto começar o capítulo ou Quando surge o personagem na história interrompe a ação e começa a descrever o
personagem E aí faz um breve perfil psicológico do personagem e um parágrafo uma página às vezes até um capítulo não gente lembre da técnica mostrar e não dizer o ideal é que o personagem ele é aos poucos se desenvolvido pela cena pela ação pela história ainda mais foram personagens que vai ser importante para a história se for um coadjuvante ainda vai lá o homem estava na rua de repente percebeu um sujeito muito estranho e aí eu vou descrever o sujeito porque o sujeito só vai aparecer naquele momento aí OK mas se eu vou desenvolver esse
personagem ao longo da história eu não preciso dizer que ele é alto que ele é gordo que ele é baixo que ele nasceu que ele é enfermeiro jornalista eu posso deixar que isso se desenvolva que isso Apareça ao longo do meu texto Então a melhor forma de fazer descrição é que a descrição discreta seja difícil para o leitor perceber a este parágrafo aqui é uma descrição até porque muitos leitores pulam né algumas descrições claro que isso vai variar também de acordo com o gênero de texto que você está escrevendo textos de literatura fantástica por exemplo
usam a descrição como um ponto forte dele é uma das partes que os leitores mais gostam as boas descrições descrições originais funcionais para o todo textos informativos e textos para convencer também podem ter descrições muito pertinentes o texto informativo a descrição ela vai ser fundamental para dar verdade para levar o leitor para dentro daquela história tem uma definição sobre o que é um repórter repórter a pessoa que está no lugar que o espectador com leitor gostaria ou deveria ou precisaria estar para entender aquela história então nos colocar dentro do lugar é muito interessante o Rodrigo
Lopes por exemplo jornalista amigo nosso aqui da Zero Hora e que deu alguns cursos na metamorfose ele costuma dizer que quando ele vai fazer uma cobertura quando ele pode leva um telefone e fotografa mesmo quando ele não poderia fotografar fotografa discretamente Para quê Para depois ele observar os detalhes daquela cena os detalhes daquele espaço e isso constava o texto dele é uma técnica interessante de fazer descrições talvez no texto ficcional nós possamos também escolher um espaço e um espaço que simbolize o nosso espaço ficcional e nesse local e fotografar fotografar fotografar olhar detalhes e na
hora de escrever o texto mencionar alguns desses detalhes lembre desenvolvimento de cena não pode ser feito com pressa mesmo um texto curto como conto nós vamos fazer o quê Nós vamos escolher menos cenas para desenvolver com mais calma cada cena do que escolher muitas cenas e se apressados nessas cenas então a descrição é uma técnica que ela pode ser muito útil ela pode ser bem desenvolvida no texto e ela ainda é relevante quando for funcional para o todo da história o diálogo é outro elemento fundamental na construção de cenas Especialmente na cultura contemporânea então nós
somos tão influenciados por games quadrinhos filmes e séries onde o diálogo é fundamental o roteiro é feito muito de diálogos o bom diálogo é o que define muitas vezes um bom roteiro mas como se constrói diálogos primeiro pensando em termos literários o diálogo precisa ser fundamental precisa ser essencial nós não podemos usar o diálogo como uma bengala do escritor o escritor não sabe como desenvolver aquela cena não sabe como contar aquela história aí vem o personagem de fora e resume a história para o outro isso não é construção de cenas isso é fazer uma exposição
através de um diálogo Nós também temos que evitar aquele diálogo que explica o texto para o leitor Então vem o personagem e diz como tu tá triste né desde que você se separaram tu não é mais a mesma essa fala ela explica algo que o texto poderia ter mostrado numa cena flashback então o diálogo não pode ser uma bengala o diálogo não pode ser uma substituição da narração do desenvolvimento da cena mas o diálogo ele pode ser inserido dentro da cena de forma funcional porque tem elementos Tem coisas que só personagem poderia saber só personagem
poderia dizer precisa estar na voz do personagem E aí nós vamos ter um diálogo nos textos não literários o diálogo ele não aparece tanto não é tão comum assim talvez os textos informativos jornalísticos reportagens nós tenhamos né as fontes hoje em dia inclusive com travessão no lugar das aspas mas não é tão comum o uso do Diálogo nesses tipos de texto então cuidar tem que ser redobrado tem que perguntar eu preciso mesmo colocar essa fala ou eu posso pelo narrador dizer isso é relevante é funcional é importante que seja colocado na boca do personagem essa
fala isso para o texto não ficcional é muito importante mas contexto ficcional voltando a narração como um todo para construção de diálogos nós temos que pensar muito sobre a linguagem dos personagens que inclusive o tema do nossa próxima aula como que os personagens vão falar qual vai ser a forma a expressão de idiomática eles usam gira ou não usam palavrão ou não eles falam tá ou falam está importante é que o diálogo pareça natural Pareça que o leitor está ouvindo o personagem falar não dá para o diálogo simular uma Norma culta artificial um texto criativo
tá errado escrever dele licença e tá certo escrever me dá licença especialmente no diálogo ou quando narrador foi em primeira pessoa porque as pessoas falam me dá licença então se nós fizemos um diálogo e que o personagem diz demilly licença isso tem que ter justificativa o personagem é uma pessoa muito clássica muito muito erudita pode ser uma pessoa linda de Portugal Português Portugal eles ainda falam dessa forma logo nós temos que ter esse cuidado de que a linguagem do Diálogo seja uma linguagem natural uma linguagem que combine com as pessoas falando e não com as
pessoas escrevendo nesse aspecto nós temos às vezes dois três quatro personagens um diálogo e todos eles falam exatamente da mesma forma que obviamente é a forma como o narrador como o autor se expressa não nós precisamos que o diálogo seja feito de forma que cada personagem tenha algum traço alguma característica própria isso vai fazer com que o diálogo funcione melhor isso é fazer com que o diálogo seja ouvido pelo leitor e não lido pelo leitor por fim nós temos a digressão a digressão elementos da cena próprio do texto literário do texto criativo nós não temos
direção no cinema nós não temos de direção no seriado por quê Porque a direção é quando a narração é interrompida a ação é interrompida para que o narrador possa fazer algum tipo de comentário pode ser uma lembrança pode ser um comentário ideológico né algum comentário político pode ser uma reflexão acerca da vida pode ser uma ironia enfim são várias as possibilidades desse narrador se inserir na história e fazer algum tipo de digressão A Cena tá indo tá indo tá indo o narrador nos deixa em suspenso um pouco faz a digressão e volta para cena quem
faz muito isso e faz muito bem É o Saramago a técnica do Diálogo dele de misturar um pouco diálogo com narração É porque no texto de Saramago diálogo de direção ação descrição tá tudo muito misturado é difícil para o leitor perceber a diferença o limite entre um e outro isso torna um Saramago um autor difícil é um autor que deseja um leitor experiente um leitor Atento e competente e ao mesmo tempo o leitor que consegue entrar naquela construção a achar maravilhoso achar Fantástico eu gosto muito por exemplo do Evangelho Segundo Jesus Cristo é um texto
continente é um texto muito visual muito forte e tem muita digressão narrador é muito intruso então trabalhar com agressão pode ser interessante o problema é o excesso de direções ou agressão quando não precisava haver uma diggressão porque a direção interrompe a história a diggressão interrompe a sequência narrativa e a gente às vezes está levando leitor ao clímax tá levando leitor a provocar o efeito conseguiu fisgar o leitor e interrom para fazer alguma direção algum comentário alguma explicação aliás evita em direções que expliquem expliquem personagens foram texto literário e poético por vezes nos textos informativos é
interessante interromper um pouquinho a história de escrever o local ambiental o leitor e depois voltar para para narração voltar para cena enfim digação é um elemento útil um elemento próprio do texto que não não existe não é comum no outro tipos de mídia Como é o cinema ou seriado mas nós temos que ter cuidado e usar de lesão com parcimônia para evitar que o texto fique muito no estado muito no narrador e pouco na ação pouco nascendo algumas dicas para construção de cena dicas bem práticas bem pontuais primeiro para treinar a construção de cenas é
interessante vocês usarem o narrador em terceira pessoa o narrador que não é a personagem protagonista daquela cena porque isso vai nos obrigar a fazer com que a história seja desenvolvida que a ação seja desenvolvida e não o pensamento não interior do personagem e não vale o narrador em terceira pessoa que tá olhando e comentando uma cena o ideal é o narrador como narrador câmera que ele tá olhando aquela cena mas ele não entra na cena ela interfere na cena ele tá simplesmente acompanhando aqueles fatos Isso vai ser muito útil para construção de cenas porque nos
obriga a pensar na história como algo externo a pensar em ações descrições e evitar tanto o eu pensei eu achei eu disse eu sabia ou esse outro tipo de elemento que explica e não mostra outra dica é evitar adjetivos advérbios e substantivos que derivam de adjetivos por exemplo ela estava com medo nós já falamos sobre isso a importância de mostrar então os adjetivos advérbios e esse tipo de substantivo eles não são proibidos de forma alguma mas eles em geral Estão dizendo que não estão mostrando Então vale a pena depois de escrever lembra gente nada disso
é para escrever a gente escreve e depois a gente revisa a gente reler e na hora de reler é que a gente traz todas essas técnicas Então na hora de reler o texto vale a pena observar onde a gente pode tirar um adjetivo que advérbio a gente pode eliminar para que o texto fique mais limpo e Ação fique mais fluida por fim uma outra dica é evitar usar o pensou É possível usar o pensou em português nós costumamos colocar entre aspas para dizer que o personagem pensou alguma coisa só que pensar é o que existe
de menos ação o que existe de menos aplicativo desenvolvimento de cena porque porque nós estamos entregando tudo que o personagem pensou ao invés de fazer uma cena fazer uma ação e que ele coloque em prática aquilo que ele pensou Então quando possível tirem fora o pensamento e transforma Isso numa ação mesmo que uma ação mínima o personagem pensou em estrangular o motorista do ônibus a gente não vai fazer esse pensou o personagem vai levantar agarrar com força no ferrinho ali do ônibus olhar com uma cara de raiva para o motorista olhar com olhar fulminante com
motorista e vai sentar de novo ou ele vai lá e vai esganar o motorista Então não precisa colocar o pensou o pensou fica super entendido fica no subtexto evitem Se for muito importante você perceber que tá usando demais e pensou para um personagem só aí é o caso de narrar essa história em primeira pessoa e esse personagem Então vai ser o narrador porque o narrador de primeira pessoa na ração e pensamento E aí é possível jogar com esse interior do personagem outro conceito interessante para nós falarmos quando nós falamos em cena é a importância da
surpresa a surpresa é crucial numa história nós já falamos bastante de que nós não devemos dizer nós não devemos mostrar e agora nós vamos dar um passo além em alguns gêneros de texto em alguns momentos não não devemos sequer mostrar nós devemos esconder e revelando mostrando aos poucos para gerar subtexto para gerar interesse no leitor para manter o leitor curioso e atento na nossa história então saber jogar com a surpresa é uma técnica interessantíssima especialmente em narrativas sejam elas curtas ou longas mas narrativa longa é vital para que o leitor continue conosco continue atento na
nossa história para fazer a surpresa nós podemos usar elementos como mistério e o suspense Qual a diferença do Mistério e do suspense o mistério Responde à pergunta como será que isso aconteceu por exemplo começa uma história tem uma pessoa morta Então nós não temos suspensa a pessoa já morreu mas ela tá morta de uma forma curiosa e aí nós vamos ter um mistério de como aconteceu aquela morte Aqui Nós entramos muito um Sherlock Holmes né que trabalha muito dessa forma depois nós temos o suspense o suspense é o que será que vai acontecer agora é
aquele texto que nos deixa o tempo todo com coração na mão insupense para saber o que vai acontecer na sequência o estigma são outros Sueco da série Millenium ele é muito bom na construção de suspenses é aquele livro que a gente começa a ler e a gente não consegue parar porque a gente quer saber o que vai acontecer no dia seguinte na hora seguinte no capítulo seguinte então suspense e o mistério são duas formas de se manter a surpresa se manter o interesse do leitor como na prática a gente pode usar surpresa na nossa história
o mais importante é que se a gente fez um planejamento a gente sabe o que vai acontecer na história a gente sabe quais são os turning points ou seja as viradas Quais são os elementos surpresa nós podemos ter uma história de um personagem aparentemente tranquilo um ótimo funcionário a pessoa calma um bom vizinho e que ele tem escondido em algum lugar da casa dele um cemitério de passarinhos ele caça passarinhos na rua mata os passarinhos e coloca lá na casa dele bem esse nosso personagem ele não vai no primeiro nosso primeiro capítulo não vai ser
ele matando passarinho nosso primeiro capítulo vai ser o personagem no dia a dia mostrando ele com uma pessoa aparentemente normal um bom vizinho um bom funcionário uma pessoa a gente vai criar empatia com personagem lá pelo segundo capítulo se for um conto lá pelo segundo parágrafo nós vamos perceber que ele olha com raiva para o passarinho Opa nós temos alguma coisa aqui esse personagem agiu de uma forma não previsível nós temos um conflito a história começou nos pegar até que nós vamos perceber que ele vai caçar um passarinho ele pode não conseguir pegar ainda passarinho
ele vai caçar Ué porque ele caça um passarinho Será que ele ficou tão bravo assim com esse passarinho adiante nós vamos perceber que ele pega a passarinho e ele tem prazer em pegar o passarinho e lá no final de tudo nós vamos perceber que aquilo que ele fez ele não fez a primeira vez quem tem o hábito de pegar passarinhos matar e levar por esse cemitério de passarinhos na casa dele que é algo extremamente perturbador então nós tínhamos um elemento surpresa interessante que nós não entregamos para o leitor de cara nós somos entregando aos poucos
e isso foi mantendo o leitor preso na nossa história preso na nossa cena porque nós vamos mostrar esse elementos né Nós vamos entregar esses elementos não dizendo aí ele caçou o passarinho Vamos Construir uma cena em que ele caça um passarinho então ele sentiu prazer nisso Vamos Construir uma cena que mostre ele sentindo prazer nesse tipo de ação então lidar com a surpresa lidar com os elementos surpresas seja mistério suspense vai ser muito útil para manter o interesse do leitor para fisgar o leitor e tornar nossa história mais envolvente e mais [Música]