Bom, essa é a segunda parte de uma um conjunto de aulas em que a gente vai tratar sobre estratégias, né, e como identificar a prevenção, gerenciamento e o tratamento de comportamentos interferentes, comportamentos, problemas, comportamentos de crise. No primeiro momento, nós tratamos sobre as terminologias, a diferenciação do que é cada uma dessas ocorrências, eh problemas em usar terminologias paraa comunidade em termos acadêmicos também e a falamos sobre algumas estratégias de prevenção, tá? Eh, aqui a gente vai falar agora um pouquinho mais sobre eh como a gente vai identificar esses comportamentos e como a gente vai registrá-los,
tá bom? baseado não naquilo que a gente vê, mas naquilo que a gente, que o indivíduo eh eh eh nesse numa topografia, na forma daquilo que a gente vê, mas daquilo que a gente que o indivíduo apresenta eh em termos de modificação da interação do seu próprio comportamento com o ambiente, tá? Então, atualmente a gente tem uma, pra gente lidar com isso, uma grande estratégia que a gente ainda ainda tem para gerenciar chamada de assentimento. Assentimento é uma terminologia eh que muitas pessoas estão entrando em contato agora, parece com consentimento, né? Consentimento é quando você
eh que tem uma certa linguagem comunicativa eh permite que algo possa acontecer, né? Então, ter o consentimento de um exame médico que eu vou fazer, que pode ter risco, um uma cirurgia, né? Ou quando uma pessoa eh adulta, né, ah, autoriza um para certo procedimento, alguma coisa por uma pessoa mais nova. O assentimento é pela própria pessoa, quando ela tem dificuldades da sua própria comunicação, tá? Então, eu assenti sobre eh um processo terapêutico, né? Eh, quando eu eh o meu corpo se manifesta de forma que eu autorize aquilo que tá sendo que tá acontecendo, que
eu esteja de acordo com aquilo que tá acontecendo. Então, se por um acaso alguém me segurar e eu forçar a um movimento, eu não estou sentindo que aquele procedimento, aquela forma de agir comigo, eh, eu esteja concordando com ela. Então, a gente tomar muito esse cuidado de respeitar, né, o assentimento do próprio indivíduo no processo de intervenção, ele vai muito provavelmente aumentar as chances de comportamentos interferentes não acontecerem, tá? Não garante, tá? Porque muitas vezes o indivíduo pode apresentar um comportamento interferente independente da mediação social, tá? Mas em geral, muitos dos comportamentos interferentes que acontecem
são por conta de coersão, por conta de a ações não físicas do tipo ameaças e físicas tocando no próprio indivíduo que forçam o indivíduo a fazer alguma coisa. Embora a análise do comportamento nunca tenha dito para ser feito isso, né, eh, mais recentemente, mas muitos terapeutas adotaram sistemas de coerão e não respeitando o assentimento do indivíduo, eh priorizando o desempenho terapêutico em detrimento da possibilidade de ocorrência de comportamentos interferentes, né? Eh, e hoje, mais recentemente, atualmente, as últimos 10 anos, tem se utilizado, né, uma uma tomada de decisão sobre intervenções que é chamada no assentimento,
que prioriza a minimização dessa coão, né, o mínimo possível, ter o máximo de assentimento, né, que ainda que a gente naquela ocasião não tenha um benefício terapêutico, não pode acontecer ele às custas de ter situações traumáticas, comportamentos de coercitivos pro indivíduo. Ah, e aí para aumentar o desempenho terapêutico, a ênfase deve ser dada para outros comportamentos que são alternativos, que são substitutivos, que sejam ah impeditivos daqueles comportamentos que antes eh ah puderam levar o indivíduo a ter um comportamento interferente, tá? Então, por exemplo, se eu estou desinteressado numa certa atividade e eu tento sair da
atividade, alguém me segura, provavelmente por coersão, esse comportamento de fugir, ele pode ser punido, ele vai ser minimizado também, tá? E ah o indivíduo acaba tendo assim, podendo ou não se engajar na atividade, tá? Mas eh na perspectiva de quem tá agindo de forma coercitiva, pelo menos não tá permitindo ele sair da tarefa e a acreditando que ele estando na tarefa tem mais chance dele se engajar. Hoje em dia, essa estratégia de não de permitir eh de não eh obstruir a passagem do aluno, ela acontece mediado então por um para a perspectiva do assentimento. E
aí a gente procura agir enquanto o indivíduo está engajado. né? Por exemplo, a gente reforçar esse comportamento de engajado consistentemente, de forma que aumente a probabilidade daquele comportamento de engajado acontecer e substitui a possibilidade do indivíduo querer sair da atividade para voltar. Se por um acaso o indivíduo é identificado sinais de cansaço pro indivíduo antes dele emitir o comportamento de sair, o terapeuta já pode propor a possibilidade de contingente a concluir uma pequena parte dessa tarefa, ele já sai com o aluno, de forma que na perspectiva do aluno as suas decisões são respeitadas e a
a fuga da tarefa acontece por um acordo entre os profissionais e não por uma imposição, né, eh, eh, seja pela briga entre eles, não, a quebra de uma relação entre eles, positiva entre eles, de forma a, eh, sempre existir uma situação de ameaça, tá? E aí a o outra alternativa também seria a possibilidade do próprio terapeuta, sabendo que aquela atividade pode ser mais desafiadora pro aluno, ele usar de estratégias do tipo momento comportamental, tipo enriquecimento ambiental, tipo exercício com função antecedente para aumentar a chance, né, de usar estratégias antecedentes a que a a a exposição
da tarefa mais difícil, de forma que a hora que o aluno for exposto a tarefa mais difícil, tendo passado por estratégias de aceleração, de estratégias de eh motivação antes, ele tenha mais chance de enfrentar aquela tarefa mais difícil, com mais facilidade do que se não tivesse passado por aquelas estratégias de motivação que a gente chama, tá? Eh, dessa maneira são as tomadas de decisões ao de todos tudo utilizando procedimentos e princípios da análise do comportamento, mas com tomadas de decisões diferentes. Isso é uma eh é dessa maneira que a gente adota o assentimento como uma
diretriz para prevenir comportamentos interferentes de forma bastante significativa. Ter isso de uma forma clara. objetiva com respeito. Eh, mas o o iPad >> é aumenta a chance da gente manter sempre uma relação positiva com esse aluno, ainda que naquele exato momento que o aluno fugi da tarefa, ele, né, ele tem ali uma comunicação para completar uma parte da tarefa ou mesmo ter escolhas para que ele possa então eh ter mais chance de voltar para fazer a tarefa feliz. Ele está não ameaçado, ou seja, ele está relaxado e aumenta a chance dele poder tá engajado na
sua presença, em detrimento da sua presença, ser uma condição paraa opressão e ele não querer te encontrar no futuro, tá? ou encontrar aquele terapeuta. Então, a essa aposta, né, tem sido detalhada, descrita por uma um conjunto bastante robusto de estudos que comprovam que essa tomada de decisão sobre o assentimento é muito mais vantajosa do que as anteriores. os terapeutas que começam a tomar uma decisão diferente atualmente, né, usando o assentimento que antes não utilizavam, uma primeira perspectiva é o aluno não vai trabalhar. Essa perspectiva só pode ser pensada por aquele que nunca começou a utilizar
estratégias de eh de dar escolhas pro indivíduo, de eh de dar momento comportamental, de fazer a motivação do aluno, de reforçar o comportamento de engajamento. Um profissional que eh aposta em coersão pro indivíduo permanecer no na tarefa, ele aposta que quanto o aluno tiver mais sentado e ou envolvido na tarefa, há melhores chances dele eh trabalhar. E a hora que você perde esse recurso, é como se você tivesse perdendo chances de intervir. Para você mudar a chavinha de uma perspectiva de não assentimento pro assentimento, é requer que você reveja outras estratégias de motivar o indivíduo
a estar engajado enquanto ele está na sua proximidade, porque são resultados em médio e longo prazo muito mais poderosos, tá? Outras maneiras da gente eh minimizar situações muito mais graves é a gente tomar muito cuidado com a possibilidade de ter itens que possam ser arrancados, eh, puxados do tipo brinco grande, do tipo, ah, eh, relógio, o tipo correntes ou uma blusa que tenha um bolso grande, tá? eh essas eh ou ficar às vezes uma uma certa situação de croques ou de chinelo, elas podem correr risco da gente se nessa se ocor na ocorrência de um
comportamento interferente isso ser piorado, tá? Não quer dizer que você eh estando sem brinco, estando sem colar, estando sem eh relógio, estando de tênis, vai evitar que tenha comportamento interferente? Claro que não, mas se houver comportamento interferente com você, com esses uniformes, com essa maneira de estar, né, utilizando materiais, pode ser muito mais grave, tá bom? Então, uma coisa importante também é que se por um acaso você precisar eh e se tiver um histórico pro indivíduo que o indivíduo que sai correndo, sai de po dirige para meio da rua, dependendo do som, dependendo do portão
aberto, a presença ou ausência de pessoas, muito cuidado para não estar com calçado, né, eh, inapropriado para poder fazer o deslocamento nessas situações, tá bom? Eh, é importante também que você eh na presença de, né, de alunos, eh, de aprendizes, que possam requerer algum tipo de manejo físico, que você se atente pela possibilidade de ter a presença de outras pessoas que se no caso grave de um comportamento interferente, de uma crise, você possa solicitar informações, possa solicitar ajuda para essa pessoa, tá bom? Então, mesmo que essa pessoa não seja treinada, ela pode te auxiliar em
algumas situações do tipo portão. Ela pode te auxiliar no no sentido de chamar a ajuda de uma outra pessoa, que ela pode te pode chamar eh pode te dar ajuda no sentido de segurar um braço numa eventualidade, tá bom? Lembrando que quaisquer treinamentos profissionais de prevenção precisam ser, né, eh, eh, eh, formados, esses profissionais com com eh certificações, com habilitações que são já reconhecidas eh eh internacionalmente, tá bom? Eh, há muitas pessoas que tão recentemente se eh se propondo a dar cursos sobre isso. É muito perigoso, porque muitas vezes esses cursos são baseados na noção
de defesa pessoal e não na de segurança pessoal. Na defesa pessoal, a gente concentra energias para torcer, para pontos de pressão, para machucar e oprimir uma certa pessoa para minimizar os danos. uma segurança pessoal, a a a deve se concentrar que o indivíduo que tá apresentando um comportamento interferente, ele não tem o propósito de machucar uma outra pessoa. Aquele comportamento emitido é do seu repertório melhor que ele consegue fazer. Então, é preciso ter estratégias que eh minimizem a as relações negativas eh e impositivas entre os próprios indivíduos, quem recebe e quem tá a tá atacando,
por assim dizer, tá? eh e minimizem dores, relações eh eh prejudiciais para ambos. Então, muitas vezes eh é preciso muita muito cuidado nessa nessa escolha de cursos que possam tratar sobre essa temática, tá bom? Na medida do possível, sempre eu sempre oriento, né? Se o aluno for te bater, se ele for te socar, uma primeira vez a gente pode querer te tirar, mas muitas, eu vejo muitos terapeutas eh eh permitindo que se leve beliscão, que se leve mordida, porque o aluno é coitadinho, ele não sabe o que fazer, ele, né, deixa assim mesmo, eu vou
vou vou ignorar que ele tá me beliscando para ver se ele para. Isso não acontece, pessoal, tá? a gente permitir um indivíduo que nos belice, que nos soque, que nos faça algum comportamento agressivo, isso aumenta a chance do indivíduo ter um como ambiente que é permissivo para acontecer esse tipo de coisa, tá? Então, aumenta a chance dele apresentar esse comportamento diante de outras pessoas, tá? Não é o fato da gente não dar atenção para ele que ele vai parar com isso, tá? Colocar em extinção esse comportamento deve ser feito, mas não dessa maneira, não dando
atenção enquanto ele belisca. Deve se tirar a eh se esquivar o máximo possível quaisquer ameaças de sogro de beliscão, tá? Ainda que essa ocasião seja dar atenção pro indivíduo enquanto e ele tá te ameaçando, levando o para te dar um soco, um beliscão. E aí, o que é que você faz para minimizar aí essa perda? Dá atenção positiva quando ele fizer qualquer outro comportamento que não seja esse de beliscar, a gente vai chamar uma estratégia que eu vou falar numa próxima aula de DRO, tá? Então, em vez da gente não dar atenção enquanto ele tentar
e nos beliscar, a gente dá atenção no sentido de se esquivar, tá? A gente pode tentar redirecionar ele atenção para uma outra tarefa. Faz uma coisa, vamos fazer ali, vamos fazer uma outra atividade. Você não, você entende que você não quer fazer essa tarefa, você não quer fazer comigo, entendi que você não quer falar comigo, né? Então, pode brincar com isso. A gente pode, desde que não seja a atividade que ele mais gosta, pode acessar uma atividade que ele tem alguma preferência, né, que ele tem uma outra tarefa um pouco mais fácil, eh, eh, desde
que não seja a tarefa que ele mais gosta, desde que não seja parar imediatamente a tarefa. Ou seja, a gente vai de alguma maneira reforçar esse comportamento para poder fazer com que ele volte a se engajar numa tarefa. E aí depois que eles se engajaram a tarefa um pouco mais consistentemente, alguns um minuto, por exemplo, ali de envolvido, aí assim a gente vai enfaticamente valorizar ele estar fazendo tarefa, né, fazendo aquela atividade, seja valorizar no sentido de pode dar intervalo, pode dar uma tarefa de maior preferência depois ele tá engajado, pode dar um item de
maior preferência, ou seja, a gente vai reforçar ainda mais eh eh mais de forma mais com maior magnitude o comportamento de engajado. Para quê? Para que no futuro é o engajado que tem mais chances de ter uma consequência poderosa do que o beliscar ou tentar bater no indivíduo, tá? Então muda essa estratégia. Se em vez de colocar em extinção, tentar colocar em extinção o comportamento de beliscar, não se evita a a o o o prejuízo para ambos, tá? para não aumentar a chance de eh também permitir que esse comportamento repita em outros ambientes, tá? Em
segurança do próprio terapeuta, da própria família, tá? De não ser beliscado, não ser mordido, né? não ser socado e ainda que possa de alguma maneira em certo grau reforçar esse comportamento e aí você vai atenção a reforçar um com um outro comportamento logo na sequência quando ele estiver engajado, que estar engajado vai concorrer com ele e tentar te socar ou te bater, seja para sair da tarefa para ganhar atenção, ganhar um item, tá bom? Então isso é muito importante a gente ter clareza para não permitir essas coisas. Além disso, e quando para além disso, quando
a gente segura um braço, quando a gente trava uma uma defesa como essa, então não é para travar, é para se esquivar e e direcionar redirecionar a tarefa, seja fisicamente o indivíduo, seja eh mostrando uma tarefa, né? Seja permitindo ali, a facilitando a o indivíduo acessar a tarefa para fazer. E pode ser uma tarefa simples, não é tarefa necessariamente matemática. nosso no caso nosso de exercício físico, pode ser de selecionar pro para um outro exercício mais simples, mais tolerável pro indivíduo, tá? Mesmo que mude aquela nossa rotina do que a gente tá programando, tá? Porque
se a gente resiste, o indivíduo continua fora da tarefa. Então, se ele tá exibindo aquele comportamento para sair da tarefa, ele tá conseguindo fazer isso. Em vez de você redirecionar a atenção ou fisicamente para ele voltar paraa tarefa. E ele estando numa tarefa ainda que mais simples, permite com que você fortaleça o comportamento de engajar, que é concorrente a ele se desengajar, tá bom? Então, para além disso, novamente, não trave, não segure, né? Ao segurar, além de quebrar a relação também e de, né, manter ele fora da tarefa, pode ser prejudicial. E você, muitas pessoas
acabam no ímpeto apertando o indivíduo, pode se machucar a se machucar o o próprio indivíduo, o aprendiz, tá? Então, evitem ao máximo esse tipo de coisa, tá? O indivíduo que tá xingando, eventualmente xingando você ou bravo com uma outra pessoa, procure sempre redirecionar para atenção para uma outra coisa. Procure sempre fazer isso do que ficar dialogando, ficando eh sendo reativo com esse indivíduo, tá? Numa, isso não quer dizer que você não vai dizer para pro indivíduo que você tá chateado porque ele te xingou de algum palavrão. Você vai fazer isso só que na hora que
ele estiver mais calmo. O seu indivíduo xinga você. eu tô com raiva de você ou usa palavrões. Você pode dizer entendi, você pode beleçar a cabeça, você pode, né, eh, dar uma uma resposta que não seja muito impactante pro indivíduo, tá? Entendi que você tá chateado. Você pode falar assim, você pode fazer comunicação visual. Entendi que você tá chateado e tenta redirecionar ele para uma outra tarefa mais simples, mais fácil, em vez de ficar rebatendo o indivíduo. Para quê? a hora que ele tiver mais calmo. Aí então você estando com ele mais calmo no intervalo,
eu falou: "Olha, pode ser por figura, pode ser por história social, por uma sequência de imagens, pode ser por vídeo, pode ser pela própria fala, retomar aquela situação e sinalizar, né? Olha, eu fiquei sabendo que você tava chateado, eu fiquei chateado por você me xingar daquela maneira". Então, vamos fazer vamos eh eh dar permissão pro indivíduo entender o seu próprio comportamento, seu próprio sentimento, tá? E dar possibilidades de o como o indivíduo deve agir numa situação como aquela, tá? Então, se ele tava te xingando por não você eh interrompeu a tarefa, você vai retomar com
ele que ele pode ter a nova aquela tarefa quando ele fizer outras atividades. Você pode sinalizar para ele uma maneira dele poder eh outra maneira para ele poder sair da atividade em vez de dar um tapão na mesa. Você pode com ele calmo, você vai usar história social, você vai usar uma comunicação mais clara, você vai dizer, ajudar ele a tatiar, relatar os próprios sentimentos, mas estando ele calmo e não naquele exato momento. É muito importante que vocês retomem eh esse diálogo sobre essas situações conflituosas, mas não na hora da crise, tá bom? muito importante
ou na hora que o indivíduo apresentam comportamentos que a gente chama de comportamentos eh junk behavior, comportamentos que são desafiadores, né, para nós, são irritantes, tá bom? Então a gente precisa muito cuidado nessas situações. E aí nessas situações é importante que vocês estando sobre o eh eh agindo, né, ou intervindo sobre o modelo de intervenção eh exerci, que vocês registrem essas ocasiões, tá? Tanto eh em documentos que eu vou mostrar aqui, quanto também naquelas possibilidades do gráfico, tá bom? Então, eh, se você uma outra, uma outra situação também que é desencadeia muito dos comportamentos que
não são baseados num assentimento, que também aumentam a chance de correr risco, é conduzir muito o indivíduo de mão dada, tá? Eu oriento sempre que vocês evitem conduzir o indivíduo de mão dada, tá? Por quê? Eh, ou às vezes abraçar o indivíduo no braço dele aqui para para caminhar, tá? Ou ele segurando. É muito muito arriscado esse tipo de coisa. Quando você anda na frente, né, por exemplo, você termina um circuito, o indivíduo termina, ele tá bem perdido ou ele não sabe para onde vai, você, a gente pega na mão do indivíduo e transita com
ele, seja para voltar para para uma outra terapia, seja para voltar pro início do circuito, seja para levar ele para um lugar. Nessa hora, o indivíduo, quando você pega, se você pega na mão dele e transita, você pode olhar pro rosto do indivíduo, ele tá olhando para qualquer outro lado. Por quê? Porque aí ele entregou a rédia, ele entregou a atenção, ele entregou o GPS para ser feito por uma outra pessoa. Ele tá ali como protagonista naquele processo. E é importante que você aproveite essas ocasiões que não são no próprio exercício, não é na própria
atividade, seja momentos de transição, que a gente chama, que você ensine um aluno a como agir nesses nesses ambientes. Isso é fundamental no seu processo de intervenção. ensinar o aluno a como ele, para onde ele vai quando ele acaba a atividade, o que que ele faz na hora de esperar, o que que ele, para onde que eu vou quando acaba uma atividade ou ou vai começar uma outra atividade, onde que eu fico? Então, se você tá na frente do indivíduo, tá puxando o indivíduo, ele não tá vendo o que ele deve fazer. E aí o
que a gente mais vê os indivíduos com autismo, especialmente nível dois e nível três de suporte, são indivíduos que são dirigidos a tudo que tem que fazer e eles perdem a possibilidade de autonomia e de independência na vida. Então é importante que você esteja ao lado ou atrás do indivíduo, a posicionando ao lado. E aí fisicamente é importante que esse esse esse toque, é preciso que vocês aprendam comigo. Ou numa outra ocasião que quem já aprendeu comigo presencialmente quando toca, como é que inclina o indivíduo para que você transite o indivíduo, né? eh ao lado,
pode ser um pouco atrás, posicionado no a o terço superior do ombro, sem forçar o indivíduo, sem o polegar. Pode dessa maneira, pode, tá? Pode ser um um pouco atrás e você eh com essa palma da mão, você pode tocar as costas do indivíduo e apontar com dica gestual. Você pode fazer isso, pode, tá? Não precisa tocar a ponta, você pode simplesmente tocar a mão, né, de forma intermitente, toca e volta. Não é para forçar o indivíduo. De forma que o indivíduo, na primeira vez que você faz isso, se ele tá acostumado a ser de
mão dada, ele vai olhar para você e falar para onde que nós vamos, porque ele tá acostumado que você conduza ele pros lugares. E aí você pode usar a dica gestual, você pode falar, você vai contextualizar, olha, terminamos uma tarefa, a gente vai para lá, onde que a gente vai agora? Você pode fazer esses tipos de pergunta para que você comece a transitar a atenção do indivíduo que era cabe a tarefa, alguém me leva para algum lugar. Acabei uma atividade, alguém vai me conduzir para algum lugar. Agora é o que que eu tenho que fazer
quando eu acabo isso? Tá? Pode ser um painel em que você fala: "Olha, acabou cadeirinha, sentar, eh, descansar, acesso ali o espaço tal, eh, o início do do circuito." Você pode sinalizar isso visualmente, você pode usar vídeo, você pode usar um uma sequência de imagens, você pode falar, você pode usar dica gestual e aí vai esvanecendo, vai retirando gradualmente para que você eh aumente a independência. Por que que eu tô dizendo isso no contexto de prevenção? Porque isso, o indivíduo eh ter o que fazer durante uma transição é ocasião de prevenção de comportamento interferente, porque
muito das situações de comportamento interferente do indivíduo é como ele não quando ele não tem uma atividade dirigida, tá? Então, se ele tá sendo puxado para você uma coisa de stream eh comportamento, problema ou ele, por exemplo, naquela ocasião que ele tá sendo puxado para você, ele não quer ir para aquele lugar, ele vai resistir você. E aí, ao resistir, se você puxando pela mão, muitas vezes a gente tem a tendência de apertar a mão e puxar o indivíduo, tá? A nossa tendência imediata é fazer essa. Então, ao apertar a mão, você quebra uma relação,
gera uma situação de desconforto para o próprio indivíduo, aumenta a chance do aluno inclinar para trás, você poder ter uma torção, machucar onde pode escorregar a mão e você tá forçando, coagindo o indivíduo a ir para determinado lugar, além da perda da possibilidade de ter independência para esse indivíduo. Então, vá manejando por trás, tá? medida do si, porque o indivíduo tá vendo o cenário, na próxima vez que ele foi exposto, aquele cenário já não é mais novo, porque ele já viu para onde que ele tinha que ir, em vez dele estar olhando para as costas
de uma pessoa. Então, evite para todos na hora da transição, na entrada, na vai, se você vai na sala de uma pessoa pegar o aluno para poder ir pra terapia, não vai com a mão dada, vai atrás, tá? E aí ele tá andando bem do seu lado, você vai tentando dar um passinho atrás. É como se tivesse andando quase que um passo atrás, mas ao lado, tá? Você pode usar dica gestual, ele vai parar. Muitas vezes o aluno tá acostumado a alguém conduzir pela mão, né? Então tente não ir pela mão e aí você vai
ter que um esforço contínuo para essa situação, tá? Muitas vezes o aluno vai pro chão, não puxa pela mão o indivíduo. Então, se for nessas situações, o aluno não quer fazer atividade, não é hora de forçar o indivíduo. Ah, mas se ele tá no chão, o que é que você pode fazer paraa prevenção sua e para outras pessoas? Você vai por trás e aí essa manobra de fazer o giro ou de levantar por trás só vai dar para ser feita com quem tiver o curso presencial comigo, tá bom? Eh, sempre vamos. Importante vocês treinarem esses
manejos laterais por trás, né? que não é, não é para forçar o indivíduo. O indivíduo não quer fazer aquela atividade, vamos fazer outra, vamos redirecionar, vamos fazer dar alternativas pro indivíduo e percebendo que ele tem resistência para aquela atividade, no futuro você não vai levar ela de uma hora para outra para aquela atividade. Você vai fazer uma transição suave para aumentar a chance dele tá confiante que ele consegue fazer uma atividade, que ele tá na sua presença, tem mais chance de ter sucesso do que simplesmente forçar o indivíduo e ele não vai fazer como bom
desempenho. E aí a próxima vez ele não vai querer fazer mais de novo aquela atividade com você. Sempre procure compartilhar a responsabilidade com a família, tá? Então se você percebeu que o aluno veio machucado, é prestante que seja documentado que o aluno veio arranhado, que ele veio machucado ou que na sessão ele se machucou, que ele se mordeu ou que teve um arranhão. É importante compartilhar a sua responsabilidade também com a família quando ele chegar nessas situações, tá? Se vocês não tiverem, se tiver isso com frequência, é importante que vocês procurem a gente para como
fazer um documento que eh eh não responsabilize vocês por qualquer eventuais machucados que o indivíduo já venha para pra sessão, tá bom? Eh, e aí uma das estratégias também de prevenção é exercício com função antecedente que vocês têm em uma outra aula, tá bom? E se acontecer? Se acontecer, então a gente vai ter que fazer manejo, tá? A ideia é você se precaver de o que fazer nessa situação, tá? Então, uma coisa que vai ajudar você eh eh antecipar, caso ele vá te bater, o que que você pode fazer é ter aquela informação lá na
entrevista. Então, temos uma questão que a U e a V dessa versão, não a mais nova, mas a que a gente tem utilizado, né, da entrevista, que é perguntar pra família com quem mais convive. E aí a partir, né, se tiver uma instrução mais eh detalhada, você vai buscar um profissional que tenha produzido ou que tenha uma orientação da conduta que deve ter, um protocolo de conduta, do que deve fazer, você vai tentar se precaver tanto do que acontece quanto o que normalmente pode ser feito para minimizar que isso aconteça ou caso aconteça do que
você deve fazer, tá? Então, lá na entrevista é uma estratégia que já vai te aumentar a chance de você saber o que fazer se por um acaso tiver a chance de acontecer, né, ou se acontecer, o que fazer, tá bom? A ideia é tentar tocar o mínimo possível do indivíduo, tá bom? E aí tem alguns tipos de auxílio físico, eu falei, de tocar a lateral. O indivíduo tá numa situação que parece que ele tá desconfortável ali, não é com você, é com barulho. Você pode direcionar, pode colocar a mão nas costas, você pode direcionar com
um a mão ao lado e apontar, né? Esses esses auxílios físicos são orientados por mim no curso presencial. Em situações oportunas, eu posso ensinar para aquelas pessoas que não fizeram curso comigo ainda, tá bom? Seja do indivíduo que tá numa posição que ele tá desconfortável ali, né? Ele talvez não saiba como agir, não é com você o o problema. Você pode auxiliar o levantar, a sentar ou a se distanciar daquele estímulo que possa fazer no corpetivo, desde que não seja com você. Algumas medidas que eu também oriento, que não é PCM, eu também mostro, né?
tá? De como é que a gente pode ser para nossa segurança caso o indivíduo saia correndo do do ambiente correndo direção uma outra pessoa, tá? Como é que você possa desvencilhar essas situações? Como é que você possa soltar seu indivíduo, pegar no seu cabelo, na sua roupa ou te morder, tá bom? Minimizando danos para ambas pessoas. E aí, se essas situações acontecerem, pessoal, tá? É importante que vocês eh registrem, tá? Existem métodos da gente registrar de forma direta que aconteceu ou de forma indireta, tá? Que que é uma método direto da gente entender a função
do comportamento? Quando a gente observa o próprio comportamento, tá? E aí a gente anota o que aconteceu, mas às vezes alguma coisa que aconteceu a gente não viu. E aí gente chama um método indireto, é perguntar para uma outra pessoa o que que aconteceu, tá? Muitas pessoas que não foram treinadas ao como escrever um comportamento eh interferente podem se utilizar de adjetivos, né, do sentido de ele foi agressivo, ele foi ficou chateado, ele ameaçou. Essas essas essas terminologias não dizem exatamente aquilo que aconteceu, tá? Então, eh, métodos indiretos acabam sendo fáceis de você identificar algumas
informações, mas se a pessoa não souber como relatar, né, a muito muitas vezes você fica com dúvida daquilo que aconteceu. Tem uma uma outra terminologia que é importante vocês saberem também, que a gente usa avaliação funcional quando a gente só observa aquilo que aconteceu ou por meio de relato de uma outra pessoa. Análise funcional é o termo diferente. Análise funcional, quando a gente tá se referindo a comportamentos interferentes, comportamentos, problemas, é uma ocasião de testagem. a gente coloca o situação indivíduo para saber exatamente a função, expõe o indivíduo a eh situações em que ele tem
a possibilidade de ter acesso a um itens eh itens de preferência e ah na distância do indivíduo e se ele exibir comportamento interferente, a gente então entrega esses itens, tá? Eh, a gente vai numa outra, um outro cenário. Eh, o indivíduo está com pouca demanda, coloca a demanda e se acontecer um comportamento a gente retira a demanda. Ah, uma outra situação em que o indivíduo está privado de atenção e se por um acaso ele apresentar comportamento diferente, a gente dá atenção para ele para verificar se reduz. Essas situações, elas podem, em certo grau, expor o
indivíduo a comportamentos interferentes, mas, por outro lado, você tem garantia de qual é a função ou as principais funções que tão evocando, que tão provocando esses comportamentos interferentes. E à medida que você tem certeza sobre a função, isso vai te direcionar que estratégia você utilizar essa análise funcional, então, que seria a experimentação, né, a testagem de forma direta sobre qual é a função do comportamento problema, só deve ser feita, mas ela deve ser feita por pessoas bastante experientes que entendem sobre isso, tá? Então, não é aqui numa aula, uma explicação de 5 minutos que vocês
vão estar habilitados para fazer uma análise funcional. Em geral, a uma avaliação funcional, ela é mais rápida, só que ela não tem essa essa essa essa clareza. Então, às vezes a gente vai observar um episódio e a a registro de um episódio a gente não pode inferir que é por conta daquele motivo que eh identificado naquela ocasião que o indivíduo tá sempre fazendo aquilo, tá? Então, para você fazer análise, uma análise funcional, você faz uma vez e isso tem muita clareza sobre quais são os motivos, as causas, as funções do comportamento interferente. Numa avaliação funcional,
você precisa registrar várias vezes para ter um uma noção maior do padrão que o indivíduo apresenta diante dessas situações, tá bom? Porque, por exemplo, o indivíduo pode eh eh mesmo na ausência de uma de presença de pessoas, ele pode se bater e aí naquela se a gente observar naquele momento, fala: "poxa, não tem mediação de presença de pessoas nenhuma". Por que que ele se bateu? Então, se ele bateu eh na ausência de pessoas, então não é reforçamento mantido por atenção, é por fuga de demanda. Mas pode ser que no passado o individual se bater, ele
outras pessoas ouviram, outras pessoas eh eh identificaram, seja por uns sinais de batida na parede ou no chão ou de gritos, se aproximaram e deram atenção para esse indivíduo no passado, mesmo que naquela ocasião específica do registro não tenha presença de pessoas. Então isso pode confundir na hora da an da de identificação da função, tá? Então aqui a gente vai falar de avaliação funcional, tá? E não de análise funcional, que seria a gente chamaria de análise funcional experimental, que seria a testagem propriamente dita. E os principais autores, né? Ele, o principal autor, eh, o a
Brian Iwatta, né? um um eh uma pessoa que veio ao Brasil eh em 90 5, 94, 95, quando a gente teve a ESPCA em São Paulo. Eu estive, conheci ele, fiz, assisti a palestra dele algumas vezes e foi o grande proeminente dessa proposição, dessa análise funcional que muitas pessoas rejeitaram no começo, mas ela foi importantíssima para tratar comportamentos mais graves, tá? Ele veio a falecer no ano passado, tá bom? E aí eu vou dizer para vocês o que que a gente vai registrar. Primeiro a gente tem que entender se aquele comportamento ele é um problema.
Muitas vezes o aluno se arranha, se ele costa, ele puxa o cabelo, ele grita, ele faz um monte de coisa, ele simplesmente nem faz um monte de coisa. A gente precisa de saber o que que é problemático, precisa ter isso. Essa decisão, pessoal, tem que ser coletiva. Qual é o comportamento mais grave? Qual é o comportamento que a gente vai interferir? Ah, o meu meu aluno, ele ele faz birra. O que que é a birra, né? Ele faz birra se batendo, ele se arranha. Ora ele chora, ora ele ameaça, ele bate na na irmã. Que
que é aquele? Qual é o comportamento? sobre qual ocasião e o que que a gente, o que que ele faz e o que altera o ambiente para que a gente possa ter clareza sobre isso. Então, a gente identificar, a primeira parte do processo é identificar de forma coletiva, envolvendo as pessoas que envolvem, envolvendo a família, qual é o comportamento mais problemático. Problemático no sentido de ser um problema de de alvo de intervenção, tá? Então, para você saber, né, o que que é algo que é um comportamento problema, algumas orientações que eu posso ajudar vocês para
fazer isso, tá? Eu vou colocar alguns exemplos e aí importante que vocês vão fazendo, tentando fazer exercício, se você consegue identificar se isso é identificar exatamente o comportamento problema. Então, eh, se esse comportamento ele é perigoso pro aprendiz ou para outros, essa é uma eh essa é uma esse é um critério para ele ser elegível, ser um comportamento problema alvo de intervenção. Ele interfere no aprendizado, seja acadêmico ou social do indivíduo. Sim, ele não interfere. Então, não é uma coisa que a gente deve usar como critério para exercir que aquele problema é problemático, né? alvo
de intervenção. Ele interfere na socialização ou aceitação dos colegas? Sim. É intensamente perturbador ou em alta frequência? Sim. Se não tiver pelo menos a resposta de sim para pelo menos dois dessas situações, ele em geral não vai ser alvo de intervenção, tá? Uma vez que você concorda que esse comportamento ele interfere, ele é prejudicial pro indivíduo, você vai definir claramente qual é esse comportamento de forma observável, tá? Então, alguns exemplos aqui. Maria faz birra quando lhe orientam a participar da atividade em grupo. Se você chega e falar: "Ó, Maria faz birra". Um pode achar que
birra é quando ela se joga no chão, o outro pode achar que birra é a hora que ela cruza o braço. O outro pode achar que birra é a hora que ela xinga. Pode achar um monte de coisas. Então, birra não é um um termo operacional pra gente utilizar na hora de saber todo mundo que intervir sobre qual comportamento é o problema, tá? Então aqui é uma definição incorreta, eh, uma definição não operacional. Não dá para saber como é que ele, esse indivíduo opera durante o indivíduo, durante o processo, tá? Caio, morde o braço do
João quando o recreio termina. Perfeito. Por quê? Porque aqui a gente sabe quem é a pessoa, o que é que ele faz exatamente, morde, tá? Então ele coloca a boca diante de um hã eh de um espaço de uma outra pessoa, exatamente numa certa ocasião, que é quando o recreio termina aqui tá uma descrição operacional desse comportamento interferente, comportamento problema. Samuel é cruel com seus colegas durante o jogo de queimada. Então isso não é um exemplo adequado de definição operacional, tá? Pedrinho chora e diz não quando é hora de sair da piscina. Aqui é uma
outro exemplo. Então você sabe exatamente o que que é, o que que ele faz e diante de qual situação. E detrimento do Samuel é cruel. O que que é cruel? Cruel pode ser colocar o pé na frente, cruel pode ser rir. Cruel pode ser fazer contar contar eh apontar ao dedo e e fazer caçoar sobre aquilo como um colega, né? Então eh cruel pode ser definido de uma difer. Então, não é uma definição operacional, tá? Então, saber definir um comportamento eh operacionalmente, se é um comportamento problema, é é importante para vocês, tá bom? À medida
que a gente identifica a o comportamento, a gente tem que identificar as funções, tá? E aí eu vou só fazer uma ilucidação aqui e eu vou continuar essa aula ainda sobre as funções na próxima aula, tá? O mesmo comportamento. Se a gente observa, a gente poderia olhar para um indivíduo dentro de um circuito, de uma atividade, ele se jogar no chão. Só da gente ver o a situação antecedente, o contexto que tá acontecendo e ele o que tá fazendo, não dá para saber a função do comportamento problema. O que a gente trabalha dentro na perspectiva
da análise portamento é com o comportamento. E o comportamento ele não é só aquilo que é a resposta, ele é a resposta que vai ser selecionada, que ela vai repetir, ter mais chances de acontecer dependendo das consequências. Então, se a gente não observa as consequências e sobre quais contextos isso acontece, a gente não sabe qual é o comportamento. A gente consegue saber o que é que é a resposta, mas não o comportamento. O comportamento ele é composto por um, pelo menos por um e três elementos de uma unidade, que é o antecedente, a resposta e
a consequência. Então, por exemplo, dado um circuito em que o indivíduo se joga pro chão, ele se bate ou ele se arranha, ele pode, por exemplo, eh ter atenção do da presença de pessoas pro o professor pegar ele, né, ficar mais próximo. Ou seja, no futuro, diante de presença de pessoas, pode ser mais provável que ele se comporte dessa maneira do que em outra maneira para ter a atenção do indivíduo. E a atenção é importante para todo mundo. Todo você faz uma brincadeira, todo mundo fica: "Olha, tio, olha o que eu faço. Atenção para todo
mundo." Alguns indivíduos às vezes não aprenderam repertório e ganhar atenção, fazer uma brincadeira e falar: "Olha, tio, então ele pode exibir um outro comportamento para poder ter essa atenção, tá? Então essa é um possível motivo, uma possível função de um comportamento interferente, tá? E aí depois como vai ensinar, como vai tratar isso? É um outro caso permito de entender a função, tá? O exibido pode exibir também durante o circuito, né, eh, essa maneira para fazer uma outra coisa, tá? Então, é sempre importante, o indivíduo tá fazendo aquilo porque aquilo funciona. É daquela maneira que ele
age no indivíduo que funciona, é o seu melhor. A gente precisa ensinar ele a se comportar de uma outra maneira. Não ensinar ele a se comportar, porque ele estava se comportando antes, só que se comportando o comportamento que tava sendo selecionado, que foi reforçado. Então esse comportamento foi reforçado positivamente. Muitas pessoas falam assim: "Ó, vamos trabalhar só com reforço positivo." Pá, se trabalha só com reforço positivo, você pode estar reforçando um comportamento inadequado, comportamento interferente, o comportamento de se bater no chão, tá? Então, a gente vai tentar trabalhar com reforçamento positivo, mas para um outro
comportamento que não aquele que o indivíduo tá apresentando, né, que não é é prejudicial pro indivíduo. Por que que é prejudicial para ele? Porque ele perde a oportunidade de exibir um outro comportamento que é de brincar, que é de observar o coleguinha, que é de manipular o o espaço para ter atenção em detrimento de ganhar atenção sobre esses comportamentos que são chamados de comportamentos mais pobres em termos de repertório, tá? Normalmente a gente observa que é por essa função quando exibindo esse comportamento e ganhando atenção é que o comportamento problema cessa, tá? Então ele eh
ele tá ele pode tentar empurrar uma criança, alguém não dá atenção, ele faz um barulho, ninguém dá atenção. A hora que ele se joga no chão ou ele empurra mais forte uma criança, alguém vai lá e ou ele puxa corte o seu cabelo, alguém vai lá e dá atenção para ele nessa ocasião. Então é aquele comportamento e não outros. que vão acabar ser sele sendo selecionado para no futuro. A gente só vai saber se realmente reforçou esse comportamento, aquela ocasião reforçou quando se esse comportamento aumentar em em frequência ou intensidade no futuro, tá bom? Eh,
e é importante que se tá funcionando o reforçamento positivo de comportamento interferente pro aluno, pro professor, quando um aluno tá atrapalhando a sua aula e você vai lá e pega o aluno, também sacia pro aluno, pro professor a o problema. Então, pro na perspectiva do professor, essa maneira de pegar o aluno no colo é reforçado também, porque no futuro ele para resolver o problema, é mais provável que ele pegue no no colo. Só que esse na perspectiva do professor, o comportamento do professor é reforçado negativamente, tá? Porque enquanto que pro aluno se comportar dessa maneira
ganha atenção e não ganhou atenção de uma outra maneira, pro professor ele tentar agir pro aluno parar aquele problema não tá funcionando. Quando ele pega no colo, o problema sacia. Então, na perspectiva do professor é esse comportamento de pegar a criança no colo é reforçado negativamente. A gente precisa entender porque que os indivíduos agem dessa maneira, tá? para que entender esse episódio, por que uma coisa, por que que um comportamento é mais provável de acontecer, porque a sociedade tende a resolver problemas dessa maneira, tá? Uma outra maneira, então a gente entender esse episódio vai ajudar
a gente entender porque que a comunidade age dessa maneira. O indivíduo também pode, né, eh, na hora de conseguir a bola, de ir pro parquinho, né? Então, se eu não faço gol, se eu não termino a atividade, eu não vou tal coisa, mas se eu se eu brigar, se eu ficar bravo, além me permite ir junto com a turma, me permite ir pegar o item antes. Então, às vezes o o comportamento, o problema, né, ele também é mantido por daquela maneira acessar o que eu quero e não de uma outra maneira acessar o que a
gente quer. E a gente acessa aquilo que a gente quer de várias maneiras, tá? Então, por exemplo, eu posso, né, eh, ser agressivo com alguém, alguém me entregar alguma coisa que eu quero e que de não me daria se eu fosse gentil, por exemplo, tá? Então, por exemplo, eu vou numa loja como sendo uma criança e ah eu faço muita birra para poder pegar um brinquedo, as pessoas de falam: "Não, tá tudo bem, deixa ele pegar". Tá? Que se por um acaso um aluno fosse tentar gentil e pegar objeto, as pessoas não deixariam pegar. Mas
se ele exibir que tá muito nervoso, que ele tá muito chateado, provavelmente as pessoas tendem a deixar ele pegar para poder minimizar o problema naquela situação. Então o comportamento interferente, ele também pode ser reforçado por acesso a itens, tá? E ele também pode ser para sair. Eu não quero transir e alguém me tira de longe daquela pessoa ou me tira acesso àquela tarefa. Então a gente chama que esse também é um comportamento também reforçado, mas pela eliminação de uma consequência a versiva. Enquanto nas duas situações anteriores e esse comportamento ele é fortalecido por acesso a
algo, aqui é pela retirada de algo como consequência. Então se eu tô chateado com alguém e eu não quero fazer aquilo e eu tento sair, eu tento, não quero fazer, não, vamos fazer mais uma vez. As pessoas insistem e a hora que eu me jogo no chão que as pessoas falam assim: "Poxa, realmente ele não quer fazer, então não precisa fazer não, tá?" Então esse comportamento exato, né? que foi imediatamente seguido pela retirada da demanda, que tende a ser a possibilidade dele ser reforçado, fortalecido. A gente entender todo esse processo faz com que a gente
olhe paraas nossas relações humanas de forma diferente. Mas às vezes, tendo presença de pessoas, não tendo, tendo acesso a presença ou ausência de itens, tendo tarefa ou não tem tarefa, não tem outra pessoa, não tem nada em divul, não é mediado socialmente, o comportamento acontece. E aí muitas vezes quando a gente tem dificuldade de identificar, a gente chama esse comportamento eh mantido por reforçamento automático. O próprio acesso, né, a as consequências do próprio organismo, do próprio na natureza do indivíduo, do ambiente que ele tá, aumenta a chance desse comportamento ser repetido, tá? Existe uma literatura
que vai discutir que não existe comportamento mantido por reforçamento automático. Simplesmente ainda não identificou onde que tá acontecendo, mas outros vão dizer que isso acontece sim. Tá? O que é importante vocês entenderem que na maioria das vezes um comportamento ele não é por uma único motivo, às vezes é prioritária, prioritariamente um motivo, né, uma causa, uma função, mas muitas vezes o controle, né, o que que é controle? Eh, o motivo, né, o que controla, o que eh provoca isso é mais de uma ocasião. Então, a gente chama isso de controle múltiplo, tá bom? E aí
no Brasil a gente tem essa discussão para saber o que que é, o que que não é automático, tá? E muitas vezes as pessoas eh por uma único episódio já começam a dizer aquilo que é o comportamento. A gente precisa realmente ter eh clareza sobre aquilo que é para poder tomar a decisão sobre a intervenção. E uma coisa que é muito importante, que essa parte final também muitas vezes, muitas vezes, pessoal, um comportamento, ele começa nas primeiras vezes o comportamento interferente por um certo motivo e depois dependendo de como a sociedade age, ele ganha um
outro motivo, uma outra causa. Então, por exemplo, eu fico chateado, né? E aí, eh, alguém me tira da sala, eh, eh, ou, eh, alguém, eh, eu tô chateado, alguém me tira da sala, tá bom? Eh, e aí nesse caso e quando eu fico chateado, eu bato, me bato e não quando eu faço uma outra coisa, que alguém me tira da sala, ou seja, esse comportamento é reforçado negativamente. Mas aí no futuro, quando eu tô lá no corredor, alguém passa e fala: "Vamos lá no parquinho". Então aí eu começo a no futuro não somente me bater
ou ficar batendo outras pessoas para poder sair da tarefa, mas também quando eu quero ir pro parquinho. Então muitas vezes quando um motivo pode ser ampliado diante de como o a comunidade age daquele indivíduo. Então esse exemplo que dado aqui embaixo, né, tira da sala ou chama sua atenção quando o indivíduo se bate, tá? Então ele pode se bater para ganhar atenção, né, ou fuga de demanda, mas ele também pode no futuro, quando ele sai da sala acessar uma coisa que ele gosta e aí no futuro ele pode se bater tanto para sair a tarefa
quanto para ganhar a o item ou atividade de preferência. Tá bom? Então agora eu quero aqui eh interromper e fazer exercícios com vocês. Eu quero que vocês descrevam um exemplo e um não exemplo, ou seja, aquilo que não é um exemplo de um uma uma de um comportamento o comportamento eh interferente de forma operacionalizada. Então, quero que vocês escrevam um exemplo e um não exemplo de um comportamento interferente de forma operacionalizada. Isso é importante. Então, eu dei alguns exemplos ali da gente, quando a gente descreve um comportamento que as pessoas consigam observar que aquilo é
realmente um comportamento diferente. Outra coisa, quando ele dá indícios, ele adjetiva, ele dá rótulos para um comportamento e que nem todo mundo sabe, nem todo mundo vai saber aquilo que é, tá? Ah, então um exemplo e um não exemplo de um comportamento interferente, um comportamento problema, um comportamento inadequado de forma operacionalizada. Então, um que é operacionalizado e um outro não operacionalizado, tá bom? E eu quero que vocês escrevam também eh um exemplo de um comportamento mantido por fuga de demanda, tá? fuga da tarefa e um exemplo de comportamento eh para acesso à atenção das aulas
de vocês. Então, o outro exercício é nas aulas de vocês ou que vocês já viram um exemplo de um comportamento mantido, aprendido, reforçado para eh a atenção, acesso à atenção e um exemplo de um comportamento para sair da tarefa de fuga de demanda. Então é um R mais e um outro R menos, tá bom?