Nessa aula eu quero falar a respeito das três áreas de serviço ou do ministério cristão. A primeira delas ao Senhor. A segunda direcionada aos santos, o serviço aos santos e a terceira ao mundo.
Ou seja, tudo aquilo que envolve nossa responsabilidade de ministrar direto a Deus é uma área, aquilo que diz respeito aos santos, aos já salvos em Cristo Jesus, que precisam ser edificados e fortalecidos, é outra e, o evangelismo, é um terceiro aspecto. Mas, a ideia não é apenas mostrar que nós temos três áreas distintas, mas como nós lidamos com essas três áreas e a perspectiva bíblica de que não apenas precisamos englobar todas elas, mas qual é a ordem, a forma como a Igreja deve avançar em relação a essas áreas. Então vamos lá.
Em Atos no capítulo 13, nós temos um relato da igreja em Antioquia. Evidentemente, esse texto é um registro de um acontecimento, não é uma pontuação doutrinária se ele estivesse sozinho. Mas eu quero que você perceba, eu, particularmente gosto de ler a Bíblia procurando padrões que são recorrentes.
O que é que se repete ao longo da Escritura e vai formando um padrão. Então eu quero começar com Atos 13, mas mostrar a você um padrão que, mesmo naquilo que é um ensino doutrinário direto, assim como em outros relatos que não tinham aparentemente essa intenção, o como as mesmas verdades, elas vão se fortalecendo. Então, Atos capítulo 13 diz assim: "Havia na igreja de Antioquia profetas e mestres: Barnabé, Simeão, chamado Níger, Lúcio de Cirene, Manaém, que tinha sido criado com Herodes, o tetrarca, e Saulo.
Enquanto eles estavam adorando o Senhor e jejuando, o Espírito Santo disse: Separem-me, agora, Barnabé e Saulo, para a obra a que os tenho chamado. Então, jejuando, e orando, e impondo as mãos sobre eles, os despediram. " O verso 4 diz: "Barnabé e Saulo, enviados pelo Espírito Santo, foram até a Selêucia e dali navegaram para Chipre.
Quando chegaram a Salamina", e aí nós temos a descrição de um roteiro da viagem. Eu quero ir somente até aqui, o versículo quatro, e a partir disso, chamar a sua atenção para o fato de que em Antioquia eles estão ministrando ao Senhor. O texto fala desse grupo não apenas jejuando, mas também a Bíblia diz que eles estavam adorando o Senhor.
Outras versões dizem "ministrando ao Senhor. " Ou seja, o foco daquele tempo, dessa liderança em oração e em jejum era adorar, era ministrar ao Senhor. Nesse ambiente nós percebemos que existe um fluir profético.
Quando a Bíblia diz "disse o Espírito Santo", a Palavra de Deus não está dizendo que Ele apareceu com a forma física para falar. Nós entendemos que Paulo, escrevendo aos Coríntios, fala sobre aquele que fala pelo Espírito. Ele diz: "Ninguém que fala pelo Espírito" e ele vai descrever o processo da profecia de uma palavra inspirada.
Então, presume-se, uma vez que a Bíblia não dá todos os detalhes, que o que aconteceu está em linha com todo o restante do que a Bíblia fala sobre a maneira como o Espírito Santo fala. Então, aqui nós temos um segundo ambiente, que são os santos ministrando uns aos outros. Mas qual foi o resultado final disso?
Uma obra missionária sem precedentes que promoveria o Evangelho, multiplicaria não apenas igrejas, mas o número dos salvos, dos santos sendo alcançados e, nesse desenho, nós vemos as três áreas de ministério sendo preenchidas: o ministério ao Senhor, o ministério aos santos e o ministério ao mundo. Mas nós não apenas vemos as três dimensões ou áreas de serviço nas quais devemos trabalhar, nós vemos uma ordem. O ministério ao Senhor em primeiro lugar, o ministério aos santos acontecendo como uma consequência desse ambiente do ministério ao Senhor.
E então, por último, não no sentido de não ser importante, mas que nessa ordem se torna o que eu quero te mostrar uma poderosa consequência, nós vemos o ministério ao mundo. Isso chamou muito a minha atenção anos atrás, porque eu cresci ouvindo dizer que a tarefa número um da igreja é o evangelismo, como se a nossa responsabilidade primária de ministério fosse o evangelismo. E evidentemente, recebemos uma comissão, e essa comissão deve ser cumprida.
Mas a pergunta é: essa é a tarefa número um ou será que se ela viesse dentro de uma ordem como a que estamos apresentando, ela se torna ainda mais impactante e eficaz? Esse é um ponto que precisa ser entendido. E aí nós precisamos olhar para o todo das Escrituras.
Então, vamos construir aqui um raciocínio a respeito de quando Jesus é indagado sobre o maior, o principal, o primeiro mandamento. Jesus responde dizendo que o principal ou primeiro mandamento é: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, com toda a tua alma, entendimento e com todas as tuas forças. E nosso Senhor emenda e diz: "O segundo é ame o teu próximo como a ti mesmo.
" Perguntaram somente a respeito do primeiro, mas Jesus responde não só sob o primeiro mandamento, como Ele também inclui o segundo. Curioso é que, quando ele fala do segundo, existe um outro desdobramento. Nós podemos dizer que o segundo se desdobra em dois aspectos: eu amo o próximo como eu me amo.
Então, além de amar a Deus número um, nós temos o amor ao próximo, mas que deve ser a consequência do amor para consigo mesmo. Então, aqui nós temos Deus em primeiro lugar. Nós temos o amor para consigo em segundo, porque ele é a base daquilo que seria o transbordar o amor para os de fora.
Ou seja, novamente, nós temos um padrão. Qual é o padrão? O amor vertical, aquele para com Deus, vem primeiro, antes de qualquer outra coisa nas nossas vidas, antes de qualquer outras pessoas.
Assim como o ministério ao Senhor vem em primeiro lugar. Mas, depois disso, nós podemos falar do amor horizontal. O ser humano em relação aos seus semelhantes.
Mas a gente também consegue olhar para isso e perceber que, ao subdividir e em dois o segundo mandamento, eu amo o próximo como eu me amo, primeiro tenho que me amar para que então eu possa a partir desse amor próprio, manifestar amor para com os de fora. Quando nós olhamos a aplicação disso enquanto indivíduos, é fácil compreender "Eu amo o próximo como a mim mesmo. " Mas a pergunta é E o cumprimento desse mandamento enquanto igreja, enquanto coletividade?
Ele não é diferente. Nós deveríamos amar os de fora, que precisam ser evangelizados, assim como nós amamos os de dentro. Ou seja, a responsabilidade para com os de fora não exclui a responsabilidade para com os de dentro.
Então, depois de avaliar os dois mandamentos, eu quero que a gente possa olhar para alguns textos que para alguns pode soar até um pouco paradoxal, contraditório, mas que fala do crente vindo antes do não crente na perspectiva de ministério. Por exemplo, quando o apóstolo Paulo escreve em Gálatas no capítulo seis, no versículo dez, ele vai apontar exatamente nessa direção. O apóstolo diz assim: "Por isso, enquanto tivermos oportunidade, façamos o bem a todos", mas ele diz: "mas principalmente aos da família da fé.
" Então ele diz: "O bem deve ser feito a todos", o que inclui, obviamente, os de fora, mas especialmente, principalmente primariamente aos da família da fé. Por quê? Não adianta querer amar os de fora da família sem que a gente ame a família.
Então a responsabilidade para com os de fora existe, mas ela sempre deve ser o transbordar daquilo que nós já fazemos para o lado de dentro. E, evidentemente, quando a Bíblia diz principalmente aos domésticos da fé, a Bíblia está dizendo: até mesmo antes de ajudar os de fora, nós devemos ajudar os de dentro. Isso não tem a ver com a importância que as pessoas ocupam, mas com o grau de responsabilidade que já temos para os que são parte da família, antes mesmo de manifestar o que será feito aos de fora.
Isso não significa uma escolha ou um ou outro, mas primeiro do lado de dentro, depois para o lado de fora. Então esse não é o único texto onde você vai perceber o foco sendo colocado no crente antes do não crente. Alguns parecem reconhecer como amados de Deus somente os perdidos.
Mas ninguém deixa de ser amado de Deus porque já se converteu. Nossa desatenção e desamor aos novos convertidos podem pôr todo o trabalho anterior a perder. É por isso que Paulo escreveu em Romanos, no capítulo 14, no verso 15: "Não faças perecer", ele vai abordar a questão da comida, ele diz: "aquele por quem Cristo morreu.
" Então é porque a gente já conseguiu trazê-lo para a fé, para o evangelho, para a família da fé, que agora a gente simplesmente deixa de amar e foca somente nos que estão de fora a ponto de perder alguém que antes era de fora, se tornou de dentro e pode acabar voltando para fora se não for devidamente cuidado e tratado. Então vamos destacar aqui o valor de cada um e a responsabilidade. Essa distinção tem que acontecer todos têm valor, mas nossa responsabilidade muda de acordo com o nível do relacionamento.
Então, por exemplo, eu tenho me dedicado a pregar, ensinar, falar sobre família, me esforço junto com toda a minha casa para que a gente possa ajudar o maior número de famílias primeiro. Mas, em primeiro lugar, eu tenho que focar na minha família. A minha família não é mais importante do que as outras famílias aos olhos de Deus, mas, dentro da minha responsabilidade como cabeça do lar, a minha família é sim, uma prioridade.
A Palavra de Deus diz: "Se alguém não governa a própria casa, como é que vai cuidar da Igreja de Deus? " Então, o que me adianta cuidar das famílias da igreja se eu não cuidar da minha? De novo, a minha família não é mais importante aos olhos de Deus do que a dos outros, mas em termos de responsabilidade, minha família vem em primeiro lugar.
Então, quando entendemos isso, que uma igreja que não se ama a ponto de cuidar dos seus, ela pode até ter um discurso de amor para com os de fora, mas isso não é um amor genuíno. Na verdade, a gente pode chamar até de uma hipocrisia. Então, considerando essas outras verdades que vão aparecendo e que mostram que Deus em primeiro lugar, ministério ou santos, os santos em segundo lugar, depois de Deus a gente amar os de dentro, servir os de dentro para depois servimos os de fora, e repito, não estou falando de escolher um em detrimento de outro.
Estamos falando de entender que precisamos servir e ministrar em todas as três áreas, mas dentro de uma ordem específica. Então, ao considerar essas coisas, nós precisamos olhar para várias figuras bíblicas que vão falar dessas três áreas de atuação. Uma delas que nós podemos explorar está lá em Isaías, no capítulo seis, o que nós podemos chamar da visão do profeta Isaías.
Isaías capítulo seis, a partir do verso um, diz: "No ano da morte do rei Uzias, eu vi o Senhor assentado sobre um alto e sublime trono, e as abas de suas vestes enchiam o templo. Serafins estavam por cima dele. Cada um tinha seis asas: com duas cobria o rosto, com duas cobria os pés, e com duas voava.
E clamavam uns para os outros, dizendo: Santo, Santo, Santo é o Senhor dos exércitos. \; toda a terra está cheia da sua glória. Os umbrais das portas se moveram com a voz do que clamava, e o templo se encheu de fumaça.
Então eu disse: Ai de mim! Estou perdido! Porque sou homem de lábios impuros, e habito no meio de um povo de lábios impuros; e os meus olhos viram o Rei, o Senhor dos Exércitos.
Então um dos serafins voou para mim, trazendo na mão uma brasa viva, que havia tirado do altar com uma pinça. Com a brasa, tocou a minha boca e disse: Eis que essa brasa tocou seus lábios. A sua iniquidade foi tirada, e o seu pecado perdoado.
Depois disso", quero dar ênfase na frase: "Depois disso, ouvi a voz do Senhor que dizia: A quem enviarei e quem há de ir por nós? Eu respondi: Eis-me aqui, envia-me a mim. " Algo que eu e você precisamos entender é que, antes de dizer: "Eis-me aqui, envia me a mim", para que Deus possa nos usar em relação aos de fora, nós precisamos entender que, nessa visão, primeiro Deus mostra a Isaías um ambiente de ministério ao Senhor, adoração.
Os serafins proclamando a santidade de Deus, exaltando e reconhecendo a grandeza de Deus. isso sempre aparece em primeiro lugar. O segundo cenário que nós temos é o próprio profeta, que já era um instrumento de Deus, quando ele está dizendo "Eis-me aqui, envia-me a mim" não quer dizer que Deus não tinha usado de forma alguma.
Desde o capítulo 1 o homem já estava profetizando. Mas obviamente, há uma percepção do novo nível de ministério que seria alcançado. Assim como a igreja evangelizava antes de Paulo e Barnabé saírem para viagem missionária mas eles entrariam num novo nível e dimensão de evangelismo e missões como nunca antes.
Agora, antes de avançar para alcançar os de fora para dizer: "Deus, estou aqui para ser instrumento seu", o que é que nós vemos que Deus permitiu que acontecesse com Isaías? O reconhecimento da sua necessidade, do seu pecado, o seu processo de santificação e amadurecimento, antes que ele pudesse ser usado em relação aos de fora. Então, de novo, nós temos o ministério ao Senhor no ambiente adoração aparecendo em primeiro lugar, em segundo o processo do ministério aos santos o fortalecimento, a santificação, aquilo que nós podemos chamar de capacitação de uma forma muito completa, não só para o trabalho, mas que afete primeiro o caráter daquele que trabalha, para, somente então, a disposição de dizer: "Agora o Senhor me envie para que os outros possam ser alcançados e amados como um transbordar daquilo que eu mesmo estou experimentando.
" Vamos olhar como segundo exemplo aquilo que aconteceu no dia de Pentecostes. Nós sabemos que em Atos, no capítulo dois, ao cumprir-se o dia de Pentecostes, há um derramar do Espírito Santo, homens e mulheres cheios do Espírito, passam a falar em línguas, passam a falar nas línguas de pessoas que estavam presentes sobre as grandezas de Deus, agora a pergunta é: o que é que acontece antes do dia de Pentecostes? Atos capítulo um, o verso 14 diz: "Todos estes".
Quem são todos estes? A Bíblia mostra que eles subiram para um cenáculo onde se reuniam Pedro, João, Tiago, André, Filipe, Tomé, Bartolomeu, Mateus, Tiago, filho de Alfeu, Simão Zelote, Judas, filho de Tiago, estava falando dos apóstolos. Teríamos posteriormente a definição do substituto de Judas.
Mas a Bíblia diz: "juntamente com as mulheres, com Maria, mãe de Jesus e com os irmãos dele. " Então nós temos aí a equipe apostólica, nós temos a identificação de mulheres que não parece ser só mulheres quaisquer, assim como o apóstolo Paulo menciona em primeiro aos Coríntios nove, que Pedro, os outros apóstolos, Tiago, irmão do Senhor, eram acompanhados das suas mulheres. Presume-se que, provavelmente, suas esposas estão ali.
Mas a Bíblia também fala de Maria, a mãe de Jesus, fala dos seus irmãos. Eles estão fazendo o quê? Perseverando unânimes em oração.
Oração, assim como a adoração, entra naquele ambiente de ministério ao Senhor. E eles estão lá, perseverando, insistindo dia após dia. A Palavra de Deus nos mostra que Jesus permaneceu 40 dias com os discípulos.
A festa de Pentecostes, Pentecostes significa 50. Ela acontece 50 dias depois da Páscoa. Acredita se que os discípulos, por conta dessa conta feita, tenham ficado em torno de dez dias orando no Cenáculo.
O fato é que perseveraram em oração. Houve busca insistente, incessante. Então, nesse ambiente de ministério ao Senhor, o Espírito Santo, é derramado no dia de Pentecostes.
O que acontece com eles? Jesus tinha dito: "Recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas. " Então Jesus estava dizendo: "Antes de vocês serem testemunhas para os de fora, para o mundo", que é o terceiro nível de ministério, "vocês precisam de um enchimento, vocês precisam de uma capacitação, vocês precisam de um revestimento.
" Então, o que nós temos aqui é um ambiente de ministério aos santos. De Deus, fazendo um bom depósito, equipando os santos, para que eles possam então testemunhar aos que são de fora. Então, de novo, nós vemos o ministério, o Senhor vindo em primeiro lugar.
Nós temos aqui, como consequência o aperfeiçoamento dos santos, sendo revestidos de poder, preparados para que, pela unção, eles possam ser testemunhas, para que então, finalmente, nós tenhamos o ministério ao mundo, o testemunho aos que são de fora. E o resultado é inquestionável. A Palavra de Deus nos diz em Atos no capítulo dois, quando você olha para o final da pregação do apóstolo Pedro, o verso 37, a Bíblia a partir do 37, a Bíblia diz assim: "Quando ouviram isso, ficaram muito comovidos e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: O que faremos, irmãos?
Pedro respondeu: Arrependei-vos, e cada um de vocês seja batizado em nome de Jesus Cristo, para remissão dos seus pecados, e vocês receberão o dom do Espírito Santo. Porque a promessa é para vocês, para os seus filhos, para todos os que ainda estão longe, isto é, para todos aqueles que o Senhor nosso Deus chamar. Com muitas outras palavras deu testemunho", verso 40, "e exortava-os, dizendo: Salvem-se desta geração perversa.
Então os que aceitaram a palavra de Pedro foram batizados, havendo um acréscimo naquele dia de quase três mil pessoas. " O resultado se torna impactante. Eu sempre digo que quando o ministério ao mundo vem nessa ordem, depois do ministério ao Senhor e depois do ministério aos santos, então ele se torna uma poderosa consequência.
Não significa que ele fica por último, porque não tem importância. Todas as coisas são importantes, mas essa ordem, ela nos leva a ter resultados muito maiores quando se chega ao ministério, ao mundo, aos que estão de fora depois de preenchemos esse ambiente de ministério ao Senhor e de ministério aos santos. Então aquilo que faremos para com os de fora se torna inquestionavelmente algo impactante e extraordinário.
Quando olhamos para a igreja em Jerusalém a partir do dia de Pentecostes, então nós lemos aqui até o verso 41. Qual foi o resultado de Pentecostes? A partir do verso 42, a Bíblia diz assim: "E perseveravam na doutrina dos apóstolos, na comunhão, no partir do pão e nas orações.
Em cada alma havia temor; e muitos prodígios e sinais eram feitos por meio dos apóstolos. Todos os que criam estavam juntos e tinham tudo em comum. Vendiam suas propriedades e bens, distribuindo o produto entre todos, à medida que alguém tinha necessidade.
Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam o pão de casa em casa e tomando as suas refeições com alegria e singeleza de coração". Agora olha isso: "louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso, o Senhor lhes acrescentava, dia a dia, os que iam sendo salvos.
Então nós temos a presença da oração, já destacada no verso 42. A Bíblia fala de perseverarem no templo. Qual era o propósito da visita ao templo?
Não era para fazer piquenique. A Bíblia diz que faziam isso para louvar a Deus. Então o ambiente de ministério ao Senhor está presente.
Neste resultado de se buscar e se voltar ao Senhor existe cuidado de uns para com os outros. A Bíblia fala de comunhão, fala do partir do pão, fala deles cuidando das necessidades uns dos outros, depois do ministério ao Senhor, e nesse ambiente que nós podemos classificar como ministério aos santos, a Bíblia diz: "O Senhor lhes acrescentava dia a dia os que iam sendo salvos. " Até porque a Bíblia diz que eles contavam com a simpatia de todo o povo.
Podiam estar sendo perseguidos pelos líderes religiosos, mas tinham uma maneira de relacionar com Deus, uma maneira de relacionar entre si com a família da fé, que fazia com que eles caíssem nas graças daqueles que estão do lado de fora, para quem deveriam pregar. Muitas vezes nós mal temos o ministério ao Senhor acontecendo no ambiente das nossas igrejas, mal conseguimos cuidar uns dos outros e estamos tentando simplesmente começar pelo ministério ao mundo imaginando que a partir disso todas as coisas vão se resolver e muitas vezes nós não conseguimos nem convencer quem está no mundo, porque eles olha para dentro e dizem: "Se ser crente é isso aí, eu não quero não. " Então precisamos entender.
Temos todas as áreas. Não temos que escolher entre uma ou outra, mas nós precisamos entender a ordem de desdobramento do exercício desses três ambientes ou dessas três áreas de ministério. Então, a gente já falou a respeito da visão de Isaías.
Apresentamos o que aconteceu no dia de Pentecostes. A Igreja em Jerusalém. Já mencionamos anteriormente a própria questão da Igreja em Antioquia.
A questão dos mandamentos primeiro e segundo o segundo, se desdobrando em outros dois, e essa ordem dos três ministérios acontecendo ao longo de toda escritura. Eu quero apresentar mais uma porção das Escrituras que está em primeiro a carta de Paulo a Timóteo no capítulo dois, a partir do verso um até o quatro, nós lemos assim: "Antes de tudo, peço que se façam súplicas, orações, intercessões e ações de graças em favor de todas as pessoas. Orem em favor dos reis e de todos os que exercem autoridade, para que tenhamos vida mansa e tranquila, com toda piedade e respeito.
Isso é bom e aceitável diante de Deus, nosso Salvador, que deseja que todos sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade. " Nestes quatro versículos, a orientação de Paulo, ela é muito pontual, porque quando ele diz; "Antes de tudo, peço que façam súplicas, orações, intercessões e ações de graças", "antes de tudo", significa o quê? Que esse ambiente de oração que é ministério ao Senhor, ele vem em primeiro lugar.
Ele vem antes das demais áreas. Isso significa o quê? Que se a gente não pratica o ministério ao Senhor, que envolve não só a oração como adoração, e migramos para qualquer outra área de atividade antes da oração, nós já estamos quebrando um princípio bíblico.
Portanto, não se trata apenas de: "temos que fazer as três coisas em qualquer ordem. " Temos que fazer as três coisas, ministrar ao Senhor, aos santos e ao mundo, exatamente nessa ordem. O que acontece?
Ele diz: "Orem não só em favor de todas as pessoas, mas especificamente em favor dos reis, daqueles que exercem autoridade", por quê? O apóstolo termina dizendo: "para que vivamos vida mansa e tranquila. " Já havia um contexto de perseguição ao evangelho aos cristãos, e ele estava dizendo: "Nós temos que orar pelos governantes.
" Para quê? Para que nós possamos ter vida mansa e tranquila. Depois de fluir no ministério ao Senhor é importante que haja resultados de uma qualidade de vida espiritual entre os santos.
Por que isso é importante? Para que então, depois a gente possa transbordar. Ele diz: "Isso é bom e aceitável diante de Deus", ter vida mansa e tranquila, depois do ministério ao Senhor preenchidos sermos afetados, abençoados por quê?
Porque Deus deseja que todos sejam salvos. Então agora ele está falando dos que Deus deseja que sejam salvos, não estão na comunidade dos santos. Eles são os de fora, são os do mundo, aqueles que precisam ser alcançados.
E, obviamente, Deus tem um olhar de amor, de compaixão, de misericórdia para com eles, e nós também devemos ter. Agora eu percebo que quando muitas vezes estamos tentando priorizar o ministério ao mundo, colocar isso em primeiro lugar e depois a gente diz; "Não, quando essa turma converter, a gente vê como que vai cuidar deles e se possível, a gente leva todo mundo a adorar e ir buscar Deus. " É essa, infelizmente é a ordem que nós temos em muitos lugares.
As coisas vão bagunçar. Por exemplo, em muitas igrejas e as pessoas acham que estão arrasando quando falam isso, e dizem: "Aqui o importante é o ministério da Palavra. O momento de louvor e adoração é uma preparação para o ministério da Palavra de Deus.
" Às vezes eu olho para isso e me pergunto: Como é que é? Então, o tempo de ministério ao Senhor não era relevante? O importante é só a Palavra que vai ministrar o Santos e aquilo é apenas para deixar nossa alma melhor e confortável para receber a Palavra?
" De onde nós tiramos ideias e conceitos como esse? Quando você olha a declaração feita no Salmo 138 dois, você lê: "Pois engrandeceste, acima de tudo, o teu nome e a tua palavra. Não estou tentando diminuir a Palavra de Deus, mas quando a gente simplesmente diz que o importante no culto é a Palavra de Deus, não parece que Deus exaltou só a sua Palavra, mas a Bíblia diz que Ele engrandeceu acima de tudo seu nome e a sua Palavra.
Então o nome de Deus que nós adoramos, que nós invocamos, que nós exaltamos, foi igualmente engrandecido acima de tudo. Por que nós vamos dar valor a Palavra de Deus, mas não o engrandecer o nome do Senhor? Então, muitas vezes nós estamos perdendo completamente a percepção do que é importante, porque não entendemos aquilo que as Escrituras pavimentam.
Eu comecei, nos últimos anos, na verdade, já estou há três décadas no ministério pastoral, mas, especificamente nas últimas duas décadas, eu comecei a observar com atenção quais são as igrejas que crescem no mundo. É impressionante como muitas vezes você vai ter modelos que são completamente diferentes uns dos outros. Mas quando você começa a buscar os princípios que estão sendo praticados por trás dos modelos, é impressionante.
Você pega o movimento de crescimento da igreja na Coreia do Sul, por exemplo. Muita gente passou a falar a respeito dos grupos pequenos, das células e isso foi uma estratégia que eles implementaram para conseguir cuidar da grande quantidade de pessoas que eles estavam ganhando. Isso nunca foi tratado apenas como uma forma de ganhar mais pessoas ou de crescer a partir disso.
O que nós precisamos entender, em primeiro lugar, que essa igreja crescente, onde nós passamos a ter as mega igrejas do mundo lá na Coreia do Sul, eles criaram uma cultura de oração, de ministério ao Senhor, de busca a Deus. Oração, jejum. Você tem outros lugares onde a oração não era tão forte como na Coreia, mas movimentos de igrejas crescentes, porque o ministério ao Senhor foi implantado com muito mais força, talvez na área de adoração do que só na área da oração.
Mas o ministério ao Senhor estava lá em primeiro lugar, e nós precisamos entender o quão importante e impactante é isso. Segundo lugar, igrejas que mais crescem não são apenas igrejas que usam seus cultos para uma palavra evangelística. São igrejas que fortalecem os santos, que ensinam a Palavra, que os conduzem num processo de crescimento e santificação.
Por quê? Quando você tem um ambiente de ministério ao Senhor, de oração e adoração, quando você tem um ambiente de fortalecimento dos santos, é inevitável que o evangelismo se torne uma poderosa consequência. Então, não estamos falando apenas de algo que é uma opção, que é uma sugestão, que é um modelo.
A gente sempre faz distinção entre princípio e modelo. Princípio deve ser praticado em todo e qualquer lugar, por toda e qualquer pessoa. Sempre.
Modelo é a maneira de implementar o princípio. Então há igrejas que estão reunindo os santos para adorar a Deus. Em algumas delas você tem um modelo diferente.
Eles fazem isso com estilo de instrumento, um estilo de música que é diferente da outra. São modelos, mas ambos estão praticando o mesmo princípio. E quando falamos das áreas de atuação, inquestionavelmente nas Escrituras nós temos essas três áreas e focos de ministério: ao Senhor, aos santos e ao mundo, e temos também uma ordem, uma progressão.
Quando o ministério ao Senhor vem em primeiro lugar, o ministério dos santos vem em segundo lugar, então o ministério ao mundo que não é algo sem valor, mas que, nessa ordem, pela capacitação produzida pelo cumprimento dos dois primeiros, ele sempre se torna uma poderosa consequência. Que Deus nos ajude a entender e implementar essas verdades. Não importa se estamos falando do tempo devocional, buscar a Deus com oração e adoração, depois buscar a capacitação pessoal nossa como santos, na leitura bíblica, se deixando ser ministrado pelo Senhor e aproveitar também as oportunidades para testemunhar de Cristo.
Então, não importa se estamos falando do que vamos viver no âmbito pessoal, no relacionamento com a igreja ou se são aqueles pastores e líderes que dirigem a igreja, todos nós precisamos entender essas verdades e aplicá-las de maneira que Deus seja honrado e que o seu propósito possa se cumprir. Deus nos ajude a entender e praticar não só as três áreas de ministério, mas na sua devida ordem.