Bom dia boa tarde boa noite para quem for assistir depois como sempre eu falo eh Hoje nós estamos aqui com a turma dois está quase para encerrar sofrendo aí os últimos anseios Eh estamos hoje com Sérgio harar para poder falar de mediação de conflitos uma aula muito interessante né Queria agradecer o Sérgio normalmente por est conosco aqui em nome do Conexão Espero que seja uma aula bem interessante para Vocês abram as câmeras façam perguntas aproveitem o máximo que vocês puderem do do Sérgio porque é uma uma aula importante aí pra gente desvendar outras partes da
abordagem Obrigada Sérgio beleza obrigado a você Natália em nome aí do Conexão Agradeço a vocês todos a conhecimento aí do do André e da Márcia eh foi um divisor de águas na minha vida então eu sou sempre Agradecido A a essa turma aí e você e todo mundo beleza muito bem [Música] eh Então pessoal tô vendo aqui Geovani tô vendo Bruna tô vendo Simone agora Marsal Olá Marsal Quem mais vai abrir as câmeras né porque a gente a gente aqui nessa nesse encontro de mediação uma das coisas que a gente vai falar Eh que que
é uma base aí da da mediação é a comunicação Eh hoje em dia né a a a a comunicação não violenta ela ela acabou entrando em todas as formações eh da da mediação de conflitos e então tem uma parte aqui do dia de hoje que a gente vai vai mostrar como que isso daí a ajuda na mediação né E então é importante olhar a olhar vocês né porque tem uma comunicação não verbal também que a gente que a gente tá junto aqui observando então então eu Peço quem puder ligar as câmeras ajuda bastante muito bem
eh senão eu preciso pelo menos sabia que as pessoas estão aí né senão eu fico falando aqui me dá um certo incômodo né que eu não sei se as pessoas estão atrás tão dormindo tão fora né eu fico meio meio aqui deixa eu ver aqui Simone Oliveira deu bom dia Taíssa Taíssa tá apagadinha deu bom dia ali estou aqui na na mediação de conflitos com entre Filhos mas já vou para pro PC e ligo a câmera beleza é bom que você já traz aí uma situação né bom dia beleza Eh Bom vamos lá teve uma
uma a a a a minha formação só me apresentando aqui né aliás eu vou começar Contando um caso Teve um caso de mediação que eu tava fazendo que é foi foi bastante a boca tá suja engraçado tem umaa coisa no meu Lado eh a uma mediação que eu tava fazendo que era um um casal que vivia Há sei lá 40 anos juntos mais ou menos e eles já tavam berando ali os 80 anos então era o segundo casamento deles e e já tavam juntos então a 40 né tinham casado sei lá 40 com 40 anos
de idade cada um aquela altura já tinha eh cada um tinha dois filhos e e o era um casal hétero né e o e o Cara ele ele tinha sido muito rico muito rico ele tinha eh Empresas Grandes Empresas aqui no Brasil no Brasil inteiro eh prod prodia cimento e e o cara e tinha também confecção confecção de roupa né e e ele tinha eh proporcionado para pros filhos ah toda uma uma vida de estudos faculdades no exterior na Europa viagens tudo todos os quatro né os dois filhos da mulher no Desse desse segundo casamento
os dois filhos dele e era uma família e todo mundo tinha a mesma coisa e e o cara tinha bancado tudo ali agora eles estavam eh ali 79 80 anos e e nessa nesse momento eles não tavam mais eh se dando bem e queriam se separar e não tinha arrado eles é um é um casal lá de São Paulo né ele não tinha não tinha não tinha restado quase nada assim do Que ele já tinha tido na vida o que eles tinham na realidade era um era uma cobertura né e uma cobertura devia valer sei
lá né segundo eles ali eh mais de mais de 20 milhões né uma uma cobertura bastante significativa que tava alugada Né tava alugada para para a um Consulado né e enfim tinha um aluguel ali já é bastante estável e e eles então é o que eles tinham ali aquela altura do campeonato né E na hora da Separação Eh a a mulher ela dizia ela trabalhava com reformas e tal então ela dizia que tudo que ela tinha feito naquele imóvel por por tudo que ela tinha feito naquele imóvel ela considerava que ela tinha que ficar com
80% daquele imóvel naquela mediação eh uma base da conversa era aquele imóvel né então então ela queria 80% e ele eh devido a toda uma uma série de outras histórias né Eh de de tudo que Ele tinha eh eh pagado e tudo que ele demonstrava eh que aquele imóvel ele queria 40% daquele imóvel então a conversa ficava nisso e a mediação ela tá bem distante de você somar os dois e dividir encontrar o meio do caminho porque a a ali a a ideia da mediação é exatamente poder eh conversar sobre a situação e de alguma
maneira entender Quais são os reais interesses tudo que a gente vai ver aqui hoje sobre mediação eu vou Caminhar com isso aqui né mas o interessante o interessante de poder fazer isso é que eh essa essa mediação propiciou para ele 40% do imóvel e propiciou para ela 80% do imóvel então a curiosidade é essa como é que pode a gente chegar a 120% de alguma coisa e todo mundo ficou feliz né ali saiu ali aquela aquela aquela ali funcionou os filhos estiveram também participaram da mediação Então como que Isso foi possível né eu vou avançar
aqui com a aula a gente vai vai seguir e no decorrer lá do do do caminho eu vou contar como é que como é que a mediação eh conseguiu chegar nesse nessa equação né uma equação que é diferente nos dois dos dois lados do sinal de igual né porque muitas vezes é isso né a vida a vida não é matemática a minha formação eu sou eu sou engenheiro de Formação então conheço bastante também da grande Parte da minha vida até aos 50 anos eu trabalhei como como na área de TI de informática mas a minha
graduação é engenharia então eu tive uma vida de diretor de empresa e a última empresa que eu fui diretor era uma empresa familiar e essa família brigava muito e eu mesmo mesmo conhecendo de sistema de engenharia eu era diretor de TI eh meha conhecendo disso eu percebia que o conflito naquela empresa familiar ela Sei lá o conflito gastava 10 enquanto eu com toda a capacidade a equipe conseguia salvar três sabe o conflito gastava muito era muito desperdiço as pessoas tomavam decisões depois voltavam atrás eh um brigando contra o outro as reuniões em vez de você
gastava Du horas sabe uma hora uma mais de 1 hora e meia era discutindo ali entre família e eu olhava aquele negócio falava cara eu vou estudar outra coisa aí resolvi mudar de vida aos 50 anos e Fui Fazer minha minha formação em mediação de conflitos e E aí agora eu tô aí com tô com 62 Já venho trabalhando com isso aí há mais de 10 anos né e e e nessa nesse percurso nesse percurso eu me aproximei muito da comunicação não violenta como eu falei para vocês e transformei essa comunicação não violenta numa numa
outra coisa né a comunicação não violenta ela ela me deu Uma base foi muito direto assim porque eu não sou psicólogo não eu não fiz eh psicologia ainda né e e o que acontece é que eh a minha cabeça ela vinha de um né de um de um formato uma coisa que era muito objetiva e de alguma maneira Ah eu eu sou grato também à comunicação não violenta porque de alguma forma me aproximou da subjetividade da humanidade das pessoas de um de uma forma que que me ajudou me ajudou foi uma foi uma coisa que
eu Fiquei surpreso eh com a potência daquilo e o autor da da da da comunicação não violenta né que é o Marshall Rosenberg ele foi aluno do Carl Rogers né ele quando o Carl Rogers ele tava lá na na é presidente né da associação da associação de psicólogos lá dos Estados Unidos naquela época de 50 60 62 e tal eh o o o Marshall Ele estudou psicologia ali e depois ele né se formou phd eh com com aulas Com o Carl Rogers e o próprio Marshall Rosenberg cita eh o Carl Rogers no no no na
na na biografia dele no nos livros dele e aí como não tinha muitos livros de comunicação não violenta eu acabei eh me aproximando da ACP e fiz aí após com com a Márcia e estudei muito fiz a formação eh completa da também lá da da do F né então também sou certificado lá pelo ifi né o Instituto internacional de focusing e e foi o é onde eu tô hoje em dia né Mediando trabalhando com focusing e muito próximo da ACP eu vou relacionar a ACP e esse universo com a mediação de conflitos Esse é o
objetivo aqui da gente beleza Ah deixa eu compartilhar com vocês aqui a tel vocês pelo que eu tava falando com a com a Bruna pelo que eu tava falando com Cadê a Bruna Bruna tá falando com a Bruna vocês estão terminando Ah essa pós a Agora em março né então então quer dizer Vocês já [Música] viram grande parte do conteúdo né da ACP eu vejo vocês e Compartilho a tela pronto eh então então vamos lá a gente a gente vai ter três partes no nosso encontro de hoje e essa primeira parte é a parte mais
longa que vai falar De mediação de conflito então eu vou eu vou esmiuçar aqui a mediação a parte B eu vou relacionar mostrar para vocês como é que como é que a ACP se relaciona com a mediação Isso aqui vai ser mais rápido tanto a parte B quanto a parte C eh vai caminhar rápido porque vocês já viram eu não vou ficar aqui repetindo conceitos que vocês já viam eu só vou listar alguma coisa e fazer a relação então isso aqui vai ser mais rápido e Aqui na parte C eu vou falar de mediação de
conflitos preventiva que é o ramo da mediação de conflitos que eu eh procuro hoje em dia seguir a maior parte do tempo ainda que isso é uma tentativa porque na verdade eh os advogados e e hoje em dia eu não tô mais no tribunal de justiça mas a mediação eh eh tradicional ela ainda Acontece muito mas mas o meu foco o que eu gosto mesmo é Dessa mediação preventiva que que é um caminho anterior à judicialização né entrar na justiça advogados e tal então então eu gosto mais dessa parte aí eu vou falar para vocês
como é que foi aí o meu o meu trabalho de fim de curso também ligado a isso nossa nossa agenda eh a gente começando agora às 9 Vamos fazer um intervalo Em algum momento um intervalo hidráulico mais ou menos umas 10:30 e depois a gente tem um almoço vamos voltar não sei se a gente Faz esse intervalo aqui a gente vê depois e termina às 16 tudo bem tá eh gostaria de ouvir a voz de alguém alguma curiosidade alguma alguma pergunta qualquer que tenha vindo aí para vocês só para eu só para interagir um pouco
Qualquer pergunta pode ser da minha família do meu trabalho da mediação qualquer coisa ou mesmo falar de vocês alguma Coisa assim né alguma experiência com com a mediação eh já participou de alguma mediação já eh leu alguma coisa ou conhece de comunicação não violenta alguma coisa dessas que eu falei Sérgio Bom dia eu fiquei um pouquinho curiosa a respeito da da formação e mediação de conflitos né como funciona onde é quanto tempo dura esse tipo de coisa eh tô vendo aqui se tá em algum título Desses eu falo disso ali na frente mas eu vou
te adiantar eh Hoje em dia a gente tem várias câmaras de mediação de conflitos no país né E tem algumas algumas instituições que encabeçam o desenvolvimento da mediação eh de conflitos e e grande parte da mediação ela tá dentro do Judiciário ainda que eh em outros países você tem a mediação bem descolada eh do Judiciário a a gente eh em 2015 teve o novo Código de Processo Civil né E esse código ele separou bem a mediação eh privada da mediação judicial Então a gente tem esses campos bem diferenciados mas a formação do mediador ela ela
tá vinculada a nessas câmaras todas que fazem as formações ela tá vinculada ao Conselho Nacional de Justiça que definiu ali eh carga horária conteúdo e todo e todo um programa para formação do mediador de conflitos não é Não é uma formação uma formação eh que tem nessas câmaras mas ela não é exclusiva das câmaras né Essas câmaras eh tem também a a câmara do próprio judiciário Então hoje em dia formação eh no judiciário também é uma formação forte né que acontece e E aí ele não exige que você tenha só só exige que você seja
graduado né que você tem uma graduação mas não exige qualquer tipo de eh não especifica a graduação porque ela Considera que a mediação de conflito o mediador ele tem uma característica que é uma característica de interação e comunicação e que precisa de uma de uma de um conhecimento vasto tanto tanto de Psicologia quanto um pouco de direito um pouco de de de Filosofia de sociologia então então a gente a gente tem uma mistura um pouco dessa desses conhecimentos e a e a formação e a experiência da pessoa né no mundo acaba que tem muito valor
também nessa nessa Nesse trabalho né nesse Ofício né então foi beleza eu Bom dia eu fico eu fico interessado né na mediação eu trabalho há mais de 10 anos também com casais né Aham e casais é um conflito normalmente e Apesar de conhecer a a eh a comunicação não violenta mas eu nunca eh fiz nenhum estudo nenhum nenhuma formação nem mediação né Então eu tô bem bem curioso assim achando que vai ser uma boa ferramenta para me ajudar nos conflitos que aparecem lá na no consultório aham legal muito bem você na na na na na
tua aula aqui de de terapia de de casal de família eh você uma das características né Marsal assim que diferenciam pelo menos né até onde eu Não não acho que sejam todos os profissionais não sei como você trabalha mas por exemplo você você atende as pessoas o casal em separado em certo momento sim quando quando eles é muito pelo casal né Aham então com essa ideia centrada na pessoa eu eu vou muito pela necessidade deles né Uhum tem casal por exemplo que tá faz tempo comigo que eu nunca atendi individualmente e tem outros que eu
sugiro e eles não Querem mas tem outros que eu sugiro e eles querem e é bom também né individualmente certo então você segue essa base né de de de saber como é que é isso para eles e mas você tem esse recurso eh disponí ní se você precisar você faz uso dele através de um convite né eh legal sei que tem colegas do da ACP que trabalha com casal que não gosta disso né que quer ver o o casal como sistema o tempo todo né isso a minha Formação é sistêmica também que eu fiz e
era um sistêmica Ainda bem antes de se contaminar porque hoje em dia a sistem tá meio contaminada com a comportamental cognitiva né e na época que eu fiz ela era mais era mais relacional americana mas eh menos menos direcional né menos sem era mais parecida com a CP tá até eu acho que hoje não é mais né É tem algumas Linhas né Marcel Marcel dependendo de onde você faz a tua formação você você é de onde eu fiz na federal aqui de Pernambuco né Eu sou de Recife é mas nem existe mais essa formação aqui
Ah tá é eu percebo aqui eu sou do Rio de Janeiro né aqui a gente tem algumas linhas e alguns profissionais que eh também até onde eu até onde ouvi são bastante diretivos assim eh interven istas né E e aí pega o Genograma ali e e e diz como é que as coisas tinham que ser é um negócio que eu me surpreende Mas é uma linha lá e e sei lá né para quem funciona tá ótimo né mas não é não é não é por onde eu também caminho né aliás por isso que a gente
tá aqui também né Tem algo aqui que nos atrai e que é essa capacidade mesmo essa confiança no no nas pessoas né no casal e no sistema né na então então legal é a a mediação ela tem uma ela tem uma dentro do procedimento Dela a gente vai ver também que ela tem um um atendimento individual chamado ccos né uma reunião individual e essa reunião individual ela faz parte do procedimento de uma forma muito clara então eh não não tem esse eh eh não tem esse questionamento aí de separar ainda que tenham também profissionais que
vão sempre preferir não separar não atender individualmente porque pode criar algum tipo de de de de de algo confidencial né E aí cria ali Uma relação mas mesmo a a a a a a confidencialidade que é um dos princípios da mediação a gente quando tá atendendo individualmente a gente eh eh conversa com a pessoa e fala ó se tiver alguma coisa confidencial que você não queira que seja colocado Então você sinaliza pra gente isso é muito interessante porque às vezes muitas vezes a pessoa coloca algo que é confidencial e a partir daquela daquela daquela colocação
onde a gente eh escuta E e aprofunda aquilo ali para ver os reais interesses e necessidades que estão por trás daquela daquela fala né a a gente a gente consegue de alguma maneira eh ir desmontando aquilo então então é interessante porque se tivesse o tempo todo junto talvez aquilo nunca fosse colocado E à medida em que a gente teve a oportunidade de est sozinho e e criou uns passo de confiança suficiente para que aquilo fosse trazido à tona a gente Consegue então Eh ouvir realmente o que que tá ali por trás e muitas vezes a
gente encontra caminhos de aquilo ser colocado né em prol da Transparência em prol da honestidade em prol da confiança eh daquele processo como um todo né então Eh é interessante e é bom saber também e como é que você como é que você atua né Muito bem então vamos nós bom aqui eu botei umas fotos minhas Eu na época que eu fui para São Paulo remando aqui do Rio de Janeiro foram 10 dias remando nesse Barquinho aqui a minha família minha esposa meus filhos aqui viagem paraa Amazônia que a gente fazia antes da pandemia e
eu e Minas esposa levá grupos pra Amazônia eh aqui também na comunidade aqui na na comunidade no Rio de Janeiro que a gente faz um trabalho de distribuição de cestas a partir mais a Marta né Marta Minha esposa que cuida Na verdade eu tô vou meio junto às vezes faço uma atividade lá com as pessoas e tal mas ela é que faz esse trabalho aqui um trabalho meu com algumas turmas eh no ano passado eu fiz um trabalho com jovens foi difícil aqui porque era um trabalho com pessoal do agronegócio e e e esses jovens
eram jovens que iam eh ocupar cargos de liderança pelo Brasil inteiro Então você tem aqui pessoas de todos os estados e e Foi um trabalho de 8 meses com eles é é um trabalho que acontece de dois em dois anos e e eu achei muito interessante poder de alguma maneira entrar eh no universo que é um universo eh que de alguma maneira Eh vive muito né uma polarização que a gente experimenta no nosso país então foi um foi uma coisa bastante desafiadora e e ao mesmo tempo uma oportunidade de poder trazer um pouco né também
eh a visão Essa visão subjetiva e Foi bem legal aqui jovens da Periferia num trabalho também aqui trabalho com os médicos aqui Associação Brasileira de Recursos Humanos enfim cuidados paliativos foi um trabalho muito interessante com eh enfermeiros e técnicos eh de uma rede hospitalar eh em São Paulo eh com um trabalho de cuidados paliativos então eles estavam foi um trabalho de de escuta para poder eh de alguma maneira esses técnicos ah eh praticarem uma né Uma uma escuta empática eh mas em situações extremas né porque o cuidado paliativo é quando né um parente ou uma
situação já não tá mais já não tem mais ali vocês sabem né então pode ser às vezes é uma criança é uma criança com câncer e você vai ter que ouvir ali tem que né com a família os pais e tal então foi muito muito muito rico ou mesmo tempo difícil foi um trabalho que eu gostei muito de fazer Bom vamos lá então mediação de conflitos primeiro eu queria dizer para vocês que a mediação de conflitos ela virou lei em 2015 então tem uma lei número 13140 e tal que regula a mediação de conflitos né
e e lá ela vai falar de algumas coisas que a gente vai ver aqui princípios e tal eh ela começa né em 2010 com uma resolução do Conselho Nacional depois em 2015 ela também é incorporada no novo Código de Processo Civil então quer dizer de alguma maneira a a parte do Legislativo eh abarcou a mediação de conflitos o que em parte eu considero particularmente até um problema né assim porque eh a mediação fica muito com cara de Justiça quando na realidade a mediação ela deveria est muito mais próxima do Diálogo né e o diálogo ele
é um diálogo ele é do humano ele é anterior a Justiça ao direito né então Eh o direito veio muito depois então a gente como né como grupo se reunia conversava eh tinha lá o líder o líder da tribo né [Música] então enfim tem uma uma uma parte e na realidade eu acho que eh faz uma Coop ass da mediação que eu eu particularmente gostaria que fosse menos né considera-se mediação a atividade técnica exercida por um terceiro Imparcial então a grande a grande sacada é a imparcialidade a imparcialidade deste profissional né um profissional Imparcial que
não tem poder decisório então el ele não diz o que é certo ele não diz o que ele acha né ele não diz nada disso ele simplesmente facilita aquela conversa aquele diálogo então isso vai muito ao encontro de tudo que vocês já viram e tudo que a gente vê na na própria abordagem né E a gente vai Ver que tem algumas linhas de mediação que são mais próximas ainda da da dos conceitos da ACP e outras que são eh mais distantes Então a gente vai eu vou nomear isso aqui para vocês conhecerem tá então sem
poder decisório eh que escolhido ou aceito pelas partes então quer dizer todas as pessoas envolvidas precisam querer que aquela pessoa ali seja mediador né Tem uma um princípio que é a autonomia da vontade se as pessoas não Quiserem não adianta elas levantam e vão embora elas só estão lá porque querem então ainda que dentro da lei foi instituído no processo legal um determinado momento que as pessoas precisam passar pela mediação mas eh é só para dar um tick naquele passo do processo se a pessoa não quiser ir ela não vai E ela diz não quero
ir não vai e tal então o processo tem mas não ou então ela vai ficar em silêncio ou não fala não quer não quer ela tá a fim de Brigar ela acha que o negócio ela tá machucada a pessoa tá machucada e de alguma maneira Ou acha que é injusto Ou acha que né que foi sacana ou qualquer coisa do gênero e acha que a justiça é que é mesmo o caminho né Essa justiça que é uma Justiça retributiva né uma justiça que é eh conforme aquilo que você fez você tem um grau de punição
eh proporcional ao mal que você Teoricamente né fez ou analisou e tal então ela é retributiva Né Eh auxilia e estimula a identificar ou desenvolver soluções consensuais para a controvérsia Então acho que a grande palavra aí é o Consenso o Consenso é é a busca por algo com o qual eh todas as pessoas possam conviver o Consenso não é algo com o qual as pessoas concordem é o que eu quero é o que o outro quer não o Consenso é uma solução Que a gente resolve que é algo que a gente consegue conviver é o
melhor que a gente consegue pra gente conseguir conviver né então é interessante esse Esse princípio porque eh muitas pessoas entendem que determinados determinadas situações elas não têm solução tem não tem solução se você quiser só esse ou só esse mas muitas vezes a gente vai tentar encontrar algo que atenda as necessidades das Partes e muitas vezes a gente consegue ir além né Ir Além do que as pessoas esperavam muitas vezes porque eh na hora da briga Ah as pessoas né muitas vezes não enxergam todo o campo e a possibilidade de de negociação e de troca
e de ganho então então é muito interessante as surpresas que a gente tem né como por exemplo dividir um apartamento 80% para um e 40% pro outro mediação tem um processo e tem Princípios pra gente começar a a falar de mediação então a gente né quando a gente estuda a na formação de mediação a gente tem um um uma disciplina grande que é a disciplina da teoria do conflito estudar o conflito né E quando eu eu eu tive uma turma de Juízes que eu tava dando aula eles estavam se formando eram 50 juízes aqui no
tribunal eh de Justiça no Rio de Janeiro e é muito curioso né porque as pessoas estão se formando juízes e eu Perguntei né na verdade tava dando aula com uma pessoa a pessoa perguntou vocês já estudaram a teoria do conflito e eram então juízes que estavam se formando e eles não tinham estudado a teoria do conflito então era muito curioso aquilo ali né a pessoa se torna juí que vai que vai que vai julgar vai tomar a decisão eh em cima da vida de tantas pessoas e de repente eh sobe né numa num num lugar
assim que Que que é colocado para eles inclusive né como que a pessoa teria condições de decidir pela vida do outro sem ter uma uma um conhecimento profundo sobre a origem como é que funcionam os conflitos né e tal então era foi bem interessante e E aí foi um curso legal né então normalmente o conflito é visto como uma crise né e e e e essa essa parte né da da crise você você entende que o conflito é uma negociação de diferenças né quando as diferenças de Alguma maneira das pessoas não são suficientes para para
serem lidad com ela né então acaba acaba tendo esse sentimento de impossibilidade de coexistência de interesses então é nesse nesse sentido as diferenças são inerentes aos seres humanos a gente sabe né a gente não precisa nem do outro para ter conflito né a gente acorda num dia que a gente tá mal e a gente né não precisa nem do outro Imagina quando a gente tem outro quando a gente tem grupo então quer dizer isso tá aí a gente sabe que isso tá aí né a gente sabe que que as nossas relações encontram limites e esses
limites esbarram No Limite do grupo no limite social no limite do outro e ali a gente tem eh um um um conflito né a gente normalmente na nossa sociedade tem algumas formas de lidar com o conflito eh que são formas comuns então por Exemplo a dominação né então alguém domina né o o a imposição física ou psicológica então alguém que força o outro a fazer alguma coisa a concessão então a pessoa cede para não brigar não tô falando que essas coisas eh não aconteçam a gente acontece gente é é claro que o negócio é a
gente ter a consciência do quanto que a gente eh muitas vezes a gente cede sem precisar ter cedido poderia ter várias soluções Ali é que nem você de repente você tem uma uma torção na sua perna e aí você vai fazer uma cirurgia você não vai fazer uma cirurgia porque não é necessário então a cirurgia não é para tudo né Assim como eh você entrar na justiça não é para tudo assim como você não brigar não é para tudo e muitas vezes a gente age com essas ferramentas quando a gente poderia eh eh poderia ainda
ter um campo vasto de Diálogo e negociação é isso que eu isso que eu percebo né em todo lugar aqui agora duas semanas atrás eu moro numa eu moro numa vila uma vila de casas e E aí a vila foi Tombada num determinado momento na verdade preservada preservada significa que você precisa preservar a fachada da casa porque é uma vila de casas de 1910 1920 São casas muito antigas de uma Época do Rio de Janeiro eh característica então então eh eh eh tem todo um cuidado Mas algumas casas elas eh fizeram obras antes do tombamento
então elas já tinham destruído a fachada e virou ali um negocinho alguma coisa ali que não combina com a arquitetura e recentemente uma dessas pessoas uma dessas casas eh tem que falar até baixo aqui eh a uma dessas casas a pessoa tava construindo um um Outro um outro patamar e aquilo ali eh aquilo ali precisava ter uma uma autorização da prefeitura porque não é pegar e fazer n né E e aí alguém chegou foi falar com ela depois alguma outra pessoa foi falar com ela quando eu fui conversar com ela que eu faço parte do
conselho fiscal aqui eu fui conversar com ela na verdade porque um dos funcionários tinha eh agredido né verbalmente uma uma outra Uma outra moradora o Síndico tava viajando e aí eu eu fui lá conversar e na hora que eu fui na hora que eu cheguei a mulher ela veio ela veio muito irritada muito muito muito alterada veio junto com o funcionário lá que disse que não tinha feito e não sei o quê e E por que que vocês estão assim por que vocês estão assados e tal não sei o quê quer dizer começou um diálogo
que dentro de mim quando ela né quando a pessoa a Pessoa vem pro né Eh eh eh projeta o corpo para cima de mim falando alto e tal a gente eu eu né naquele momento eu me senti ameaçado ali ela junto com o cara e tal pô que que vai acontecer aqui né aí por mais eu tive que olhar o panorama falei não calma eh não não vão pegar uma pedra não vão me agredir estão falando estão aqui conversando aí eu né de alguma maneira foi falando eh eh eh tô vendo aí que vocês Vocês
nem a gente nunca conversou antes né eu tô vendo que Vocês estão chegando tão se aproximando de mim ão falando né de uma forma que não foi a forma como como eu cheguei aqui falando com vocês num tom mais baixo é porque não sei o qu porque aqui já todo mundo vem reclamar todo mundo isso porque too aqui pá então de alguma maneira aquela conversa né Eh eu falei Não realmente o seu funcionário teve lá com a com a pessoa a pessoa pediu para deixar o portão aberto é porque o portão tem que ficar aberto
eu compreendo como É que vocês vão conseguir eh eh tirar o material se não deixar o portão aberto de alguma maneira fui compreendendo a pessoa ali o ponto de vista dela e tal né fazendo um trabalho todo de conseguir primeiro eh eh eh eh conseguir espaço na pessoa para poder conversar não adiantava ficar falando e defendendo argumentos eu precisava primeiro eh eh ganhar espaço ali Internamente nas pessoas para depois poder colocar alguma coisa então eh eh de alguma maneira isso isso é um aprendizado né gente isso isso é um aprendizado eu cara eu ali na
minha época de engenheiro de diretor de empresa eu demitia as pessoas fal não tinha menor não tinha menor visão Da da da da sabe do humano que tava ali a a pessoa que era diferente no grupo e que fazia que não queria alguma coisa manda embora logo para com isso fica enchendo O saco não sei o quê era assim que eu era era assim que eu era sabe e E eu achava isso normal era uma empresa não tem que ficar tá enchendo o saco manda embora o que não falta é gente para ser contratado aqui
entendeu então tem uma fila de pessoas querendo entrar aqui era assim que eu pensava quando na realidade eu tava me desfazendo hoje em dia eu vejo eu tava me desfazendo de pérolas daquela equipe que eram pessoas que tinham coragem de falar o que tava o Que não funcionava entendeu E aí quando aquela pessoa ia embora todo mundo ficava com medo no negócio continuava desenvolvendo e dava uma merda muito maior ali na frente eu vejo isso hoje com muita clareza sabe porque aquele negocinho que tava que começou fedendo um pouco virou virou um bueiro de podridão
entendeu porque aquilo ali não foi falado e aquilo ali não foi trabalhado aquilo ali não foi não foi diluído aquilo ali não foi não Deixou fluir aquilo ali e quando quando deu ruim deu ruim grande sabe então eh é isso né concessão essa coisa de né de no caso eu não tava nem falando de concessão tava falando mais aqui Talvez né de uma de um uso de poder né enfim não não não não conversava né manipulação evitação né então você evita de de tocar naquele assunto e espera que o tempo resolva dependendo da situação é
uma Medida não é eh é só que vale a pena refletir a a própria negociação essa área de negociação é uma área que em 1970 80 um um grupo de pessoas eh da Universidade de Harvard também eh eh da área de direito também desenvolveu um pensamento sobre a negociação baseada em princípios então eh tem um livro um livro muito bom Que que foi revolucionário é um livro fininho pequeno eu mandei para vocês deve est na Referência Como chegar ao sim né esse livro eh de 1980 com esses autores aqui né o fiser o URI e
o paton eles eles eh e eu vou falar disso aqui num num determinado momento porque a mediação é uma das linhas da mediação é baseada nessa forma de negociação eh apresentada nesse livro que é uma negociação baseada em princípios isso foi tão potente tão potente que criou uma escola de negociação em Harvard uma uma escola eh Eh eh de formação e e foi toda uma linha que existe se vocês procurarem depois eh program of negociation né pom p em Harvard né bom a Med a própria mediação a a conciliação a arbitragem então a a conc
daqui a pouco eu vou mostrar uma tela que eu vou falar de conciliação Arbitragem e essa vou vou relacionar essas coisas aqui bom ah impactos do conflito então quer dizer o conflito se ele não é tratado ele vai Gerar vai gerar desgaste físico desgaste emocional desgaste de tempo desgaste de dinheiro né Eh eh vai macular o sistema vai enfraquecer o sistema então então de alguma maneira eh o conflito né quando ele é tratado ele precisa ser colocado energia para poder de alguma maneira manejar o conflito né é preciso colocar energia sentar para conversar dá trabalho
dá trabalho não é dá trabalho só que é uma escolha onde eu vou colocar essa Energia nesse momento de tentar resolver junto ou eu vou deixar isso para lá e gastar energia lá na frente com o negócio dando ruim então é é é uma é uma escolha às vezes um processo judicial ele demora 10 anos e o processo judicial quando a pessoa entra com o processo ela entra com o processo sei lá criança Às vezes tem 5 anos né porque fez alguma coisa lá tem tem 5 anos negócio dela 10 anos a criança tá com
15 o problema que tinha aos cinco já não é mais mas o processo é o mesmo o processo ficou congelado de algo que aconteceu lá há 10 anos atrás e e a gente tá vivo as coisas estão mudando Pô então então é eh É tem que realmente pesar muitas vezes é necessário mesmo né Tem violências situações que você é a gente tem que contar mesmo com com os elementos mas não é tudo não é para tudo assim como terapia também não é para tudo né assim Cada coisa no seu lugar cada ferramenta eh esse aqui
é um vídeo eu não sei se eu compartilhei acho que eu vou ter que compartilhar com com com com som Pera aí eu vou botar esse vídeo eu quero falar de escalada de conflitos eh compartilho o assunto um motorista invade uma faixa de pedestres em São Carlos assusta duas pessoas que atravessam na rua ninguém se machuca mas o que era para tnar um Pequeno incidente sem consequências graves se transforma numa ação que impressiona pela violência os envolvidos discutem e partem para agressão física veja nas imagens o motorista persegue um dos pedestres o derruba na calçada
e dá uma série de socos logo depois o homem agredido se levanta e persegue o agressor acompanhado de mais três colegas o homem que levou socos pula sobre o teto do Veículo o outro usa madeira como porrete e quebra o para-brisa Ele pega a chave do carro dá mais pauladas e vai até a oficina ameaçar o motorista Enquanto isso o outro homem quebra o vidro lateral usando a mão mais pauladas desta vez na lataria o homem volta até a oficina este outro começa a chutar a porta e o retrovisor o de camisa vermelha e branca
ameaça invadir a oficina mas é impedido aí volta para o carro e continua com a Destruição outra pessoa tenta quebrar o outro vidro lateral com a mão a violência não para com um porrete ainda maior o homem bate novamente contra o parabrisa do carro outra pessoa também ataca toda ação dura quase 7 minutos veja como ficou o carro é e até o momento não foi registrado o boletim de ocorrência então Eh esse vídeo né Eh ele ele ele fala de Algo que é A Escalada do conflito né então de repente alguém foi estacionar o motorista
foi estacionar tinha alguém ali passando na rua não sei ex no início não fala o que que era algo que poderia eh eh passar ali por sei lá pô foi mal desculpa qualquer coisa do gênero né mas ah alguém alguém acha que que o outro Eh sei lá eh eh foi arrogante né Fei eh eh abusado não não não olhou não pediu desculpas no isso não aquilo e aí saiu do carro foi bater No outro e o negócio vai escalando né vai piorando então então muitas vezes isso acontece né o nosso trabalho o nosso trabalho
como naquele caso que eu tava falando aqui na vila por exemplo eh dependendo na hora que na hora que a pessoa me abordou dependendo vem cá por que que você tá me falando desse jeito e começa aquela discussão e o negócio vai escalando então o nosso trabalho eh se a gente encontra uma um conflito no no na cor na cor amarela né O nosso trabalho é trazer pro verde e não deixar subir pro vermelho então então esse esse é o trabalho é conhecer técnicas de negociação de comunicação que a gente consiga trazer essa situação para
um campo que é um campo de de negociação de diálogo e que você possa manter as relações porque um dos objetivos da definição da mediação é que você consiga manter a Relação né então [Música] eh a gente quer enxergar o conflito como uma oportunidade Ah mas isso é muito utópico né Isso é muito utópico na verdade é Nem tudo é o que a gente falou aqui nem tudo dá para né serve para tudo mas o fato é que muitas vezes aquela aquele conflito ele parte de um incômodo e aquele incômodo A grande maioria das vezes
né porque é uma Diferença então é uma é uma riqueza você poder entender essa diferença para conhecer melhor e poder de alguma maneira fluir aquela relação de uma maneira melhor né mais fluida né redundante Mas é isso eh então oportunidade de se fazerem ajustes de usar a criatividade de aumentar a compreensão da realidade né É É claro isso aqui a gente tem vári cada cada item desse aí a gente a gente aprofunda mas em cada situação né de Amadurecimento fortalecer laços eu eh como eu falei para vocês eu entrei nesse eu entrei nesse nesse campo
né da mediação de conflitos e eu quando eu quando quando eu tinha mais ou menos 50 anos e e nessa época o meu filho ele tinha ele tava fazendo 18 mais ou menos ele vivia no momento aqui no Rio de Janeiro umum momento muito delicado ele tava né Eh tava se envolvendo com pessoas assim Eh de droga traficante uma uma coisa muito ruim que meu filho tava vivendo ele morava em outro n outra casa enfim eh muito muito difícil e eu trabalhando eu era diretor de empresa trabalhava até tarde também não não não não não
encontrava de vez em quando mas não tinha não tinha visão que eu tenho hoje né de qualidade pessoas e nada disso né gente então meu filho naquela época eh ele ele tentou se matar né então Eh foi muito duro e teve foi internado teve uma overdose Foi um momento muito di isso da minha vida então eh eh quando eu quando eu quando eu falo sobre sobre essa coisa do Poder do Diálogo da conversa do humano eu falo de um lugar que eu já ganhei a minha vida porque eu acho que eu salvei ali ajudei a
salvar de alguma forma meu filho hoje tá bem graças a Deus tá morando aqui no no interior do Rio de Janeiro ele faz pão pra cidade Então não sei se vocês conhecem Miá São Pedro da Serra é um lugar da da Serra aqui no Rio de Janeiro e aí ele é ele ele é conhecido eh no no no no na região toda as pessoas ele trata pelo nome para em todos os lugares todo mundo sabe ele faz pão pão de fermento natural vende para para todo mundo ali na na na cidade entrega aqui no Rio
de Janeiro detesta celular detesta a formalidade eu queria forçar ele a estudar entrar na escola não era a vida Do cara entendeu era uma coisa que era um negócio assim sabe eh não era mas era a única coisa que eu entendia como possível na vida era seguir o caminho que eu tinha seguido fazer faculdade estudar não sei o qu pá P pá e não era o cara não gostava de de de tecnologia não gostava daquilo gostava de interagir de estar ali com as pessoas né e e e eu eh quando comecei a a me envolver
com isso né de alguma forma reuni a minha família a gente passou a ter conversas assim Eh semanais sabe sobre as coisas que estavam acontecendo em casa então às vezes acontecia alguma coisa que não era legal e mas também não dava para falar na hora porque você tá no dia a dia ali vivendo mas quando a gente sabia que tinha um momento que a gente ia poder conversar isso fez muita diferença sabe aqui ele veio morar comigo também nessa época então isso fez muita diferença eu ele a minha filha a minha esposa e Então realmente
eu eu quando às vezes quando Eu tô falando assim eu falando Nossa [Música] eh se eu falasse para mim né que o conflito pode ser uma oportunidade na época em que eu era lá diretor e tal eu ia achar isso uma balela tão grande mas hoje eh eu eu realmente eu olho ali tem duas linhas só né falando de um negócio que é tão grande mas só tem ali um negocinho sabe e eu acho realmente muito muito muito legal muito significativo muito muito Valioso né ainda mais no nos dias de hoje né que a coisa
da da da né da da rede social da internet né a gente com esse estímulo rapidinho de ficar toda hora ali gastando horas né Eh sem conversar sem com com menos conversa né com menos oportunidade muitas vezes né então eu eu gosto você ia falar Geovani eu ia falar eu ia falar que o vídeo que o senhor trouxe e um e um texto que eu li num que o senhor mandou né como referência eu tava lembrando Aqui o quanto que é difícil fazer mediação por conta do sofrimento quando há um conflito já tem um sofrimento
por trás né a pessoa já tá em sofrimento e encontrar uma pessoa que coloque ela no centro como autor da sua própria vida é muito difícil né Ela já tem tanto sofrimento tantas amarras ali da da vida toda de ninguém acreditar nela como que eu vou me abrir para uma mediador Hum será que ele não tá querendo dar algo por trás né e eu acho que essa que é a Dificuldade da mediação de dar certo vou dizer assim certo pras duas partes por conta do sofrimento né Eu acho que é um trabalho muito delicado muito
Sutil porque no consultório eu t trabalhando com uma das partes um sofrimento na mediação são dois duas pessoas na frente e várias pessoas por trás tem advogado tem família tem uma galera né e a própria pessoa no sofrimento gigante que ela quer resolver o problema dela mas ela tá Em sofrimento então eu diria que é muito complexo mas mas quando eu escuto se eu falar nossa certo escutei assim contar na faculdade alguns casos que deu muito certo mas eu sempre achei que é muito difícil por conta do sofrimento daquele indivíduo é é é é verdade
Geovane e assim e e ali na hora da mediação eh muitas vezes a pessoa vê como a causa do sofrimento o outro né E aí você botou na mesma sala A dor e a causa então Eh eh é realmente é um é um desafio ao mesmo tempo ali tá acontecendo algo que nunca aconteceu antes que é alguém que pode eh a a a cada momento né porque o tempo da mediação permite isso né A a cada momento de alguma maneira a pessoa ser escutada às vezes é uma vida inteira que a pessoa não é escutado
não é Considerada não é Tornada legítima as coisas que ela tá falando porque aquilo ali isso isso aí é besteira importante é o que eu tô falando aí não olha pro outro entendeu então Eh de alguma maneira acontecem coisas ali que nunca aconteceram antes naquela relação que não vou afirmar lógico mas mas que né percebe que que eh que a gente Consegue desmontar algumas coisas que que tavam muito cristalizadas ali que nunca aconteceram antes sabe então então é difícil tem muita dor a causa Tá ali tá tudo muito próximo ao mesmo tempo tem algo que
é muito diferente e e quando quando eu percebo assim eh n porque geralmente a mediação começa assim né a pessoa a fala com mediador mediador Escuta verifica ali eh o que eu vou falar para vocês da pauta subjetiva e da pauta objetiva então geralmente começando com a subjetiva então a gente trabalha ali aí depois fala com b ouve entende aí depois fala com a de novo e fica aqui passando o mediador tá sendo o meio até que chega um momento em que as pessoas começam a falar diretamente e o mediador agora tá mais Ajudando aquilo
ali acontecer bom e agora que você tá entendendo o que o outro quer e você outro agora que você tá entendendo né porque tem um trabalho ali o que que você entendeu que o outro disse aí essa é uma pergunta essa é uma pergunta que demora muito porque a pessoa só fala de si ela não ela não para el Então tem que ter muita escuta para que a pessoa realmente eh se sinta ouvida por mim no caso pelo mediador para poder confiar de que o que Ela foi que ela falou foi escutado e agora tem
um exercício de ouvir o outro então tem um trabalho de conexão das pessoas e é por isso que eu gosto daquela parte que eu falei para vocês da mediação preventiva porque a conexão é que muda tudo né então Eh né se você vocês sabem Vocês estão em casa com alguém se tá brigado com alguém e se alguém oferece um café e é cap não quero café nenhum por um cafezinho né se você não Tem conexão até um café ofende agora quando tem conexão você pode às vezes fazer uma brincadeira xingar fazer uma piada e não
e tá tudo bem porque você tá conectado pensável comparar uma uma brincadeira que talvez você faça quando tá conectado comparado com café mas café lá não o café não não tinha espaço porque a conexão é que então quer dizer o trabalho do mediador muitas vezes é fazer esse papel de conseguir criar uma Situação um fluxo que aconteça entre as pessoas para que elas possam falar bom e agora como é que vocês querem como é que vocês acham então que dá para resolver isso eu tava eu tava dando eh fazendo supervisão na formação de mediadores eh
no Tribunal Regional do Trabalho Então tinha uma funcionária de um de uma rede de supermercado eh que tinha sido mandada embora e tava pedindo lá uma indenização monstro lá pro pro pro Supermercado e tinha um representante do supermercado que chegou também tava ali naquela mediação E aí o cara né o cara assim mas vem cá quanto que você quer Fala aí que que é então vamos negociar vamos essas coisas assim é a mulher né a mulher é humilde e E aí ela eu vou acabar com vocês não sei o que p p pá e E
aí de repente né Tem uma mas vem cá o que que aconteceu né então vamos entrar agora no campo da O que que aconteceu e aí quando quando a gente Escuta ela ela fala assim eu trabalhei nessa empresa por 15 anos eu ficava até tarde ficava depois da hora limpando a sala do do fulano de tal que era o dono lá e tal eu arrumava deixava tudo arrumadinho e tará e tudo limpinho para no dia seguinte eu sabia que ele ia chegar cedo ele chegava cedo tava lá tudo do Jeitinho que ele queria e tal
não sei o que e vocês me mandam embora eh eh com uma carta sem falar comigo sem conversar vocês estão não sei o que então então você vê que na realidade eh a a o que ela tava trazendo ali a mágoa dela né de ter Poxa dedicado os anos então ao escutar ao escutá-la de alguma maneira né perceber ali a a mágoa dela o quanto ela gostaria de de ser reconhecida que ela se entregou ali naquele trabalho ficava até tarde deixava de cuidar dos Filhos para ficar lá limpando a sala do cara entendeu depois de
escutá-la ela falou ela começa a chorar ali na hora da mediação e fala Olha quer saber Deixa para lá eu não eu o que eu queria mesmo era era era era isso sabe que as pessoas percebessem o quanto eu me dediquei e tal ele desmontou desmontou ali a a a a a a mediação entendeu de alguma maneira eh chegaram ali no acordo porque não era o valor Ainda que para ela fosse muito Importante não era o valor financeiro Então isso acontece muito me lembrei agora disso aqui mas isso acontece porque é isso é a partir
da conexão muitas coisas eh surgem vocês sabem disso né o negócio é é essa essa essa diferença de você ter o conflito na sala naquele momento a dor e a causa o que a causa que o outro acha que é né que às vezes na verdade não é né mas a pessoa vê no outro o problema né e o problema muitas vezes não é Eh muito bem então eh eh na mediação né de alguma maneira a gente procura desconstruir o conflito esse número um né desconstruir o conflito reconstruir a relação e COC construir a solução
Então essa essa eh eh separando em partes o que o mediador procura fazer ô ô Sérgio Opa você não tá mais eh compartilhando O slide Ah desculpa Desculpa pera aí é eu tava aqui nessa nesse SL E aí mostrei essa essa esse quadrinho aqui que é des construir o conflito reconstruir a relação e COC construir a solução eh existem vários nomes né e eu queria posicionar a mediação aqui num determinado lugar né então quando você tem por exemplo uma resolução judicial você tem um Juiz que determina o que x vai fazer e determina o que
Y vai fazer esse cara é um juiz e é isso que acontece no judiciário na arbitragem acontece algo semelhante o árbitro ele tem o poder de decidir mas o árbitro é um cara que ele tem conhecimento sobre o tema então e ele é escolhido pelas duas partes então se você tiver um problema num navio que encalhou não sei o que você tá tem lá uma mediação que vai Acontecer com o responsável pelo pelo Porto O Navio e tal você vai chamar alguém que é especialista naquele assunto e ele pode arbitrar o preço que esse aqui
vai pagar pro outro e tudo mais porque Eles escolheram o árbitro e Vale como lei na conciliação é algo também da Justiça em que o conciliador Ele simplesmente entra dentro de uma sugestão que é feita de um para o outro Então o conciliador chega na reunião geralmente a reunião de ciação é uma só chega na reunião e fala assim tem algum acordo e aí o cara lá do supermercado fala assim ah eu pago eh R 5000 pra senhora e tal e aí ela fala assim não eu não aceito Ah então tá então vai pra justiça
vai ficar rolando isso na justiça não sei quanto tempo Ah não eu aceito não eu quero sete não eu te dou seis tá então e tum então a conciliação é feita uma proposta de um Pro outro e o conciliador só tá ali a de alguma maneira eh ajudando que aquela conversa ali aconteça mas é uma conversa só já a mediação é uma conversa em que o mediador fala com x o mediador fala com y até um determinado momento que x fala com y e eh eles mesmos é que são protagonista e e resolvem e a
negociação é uma maneira também de você resolver o conflito interagindo com o outro diretamente mas usando recursos eh baseados também em princípios eh Interesses né e é isso né são esses nomes sobre o mediador Ah quem foi que falou foi Simone eu acho que tinha perguntado sobre a formação né então o currículo do mediador é um currículo que foi desenhado pelo CNJ e ele tem uma parte teórica e uma parte prática também eh que é preciso cumprir ah como observador depois como parte como acompanhante né a gente tem as câmaras privadas Eh no país todo
tem órgãos da própria do próprio tribunal que são as escolas de magistratura que fazem formações O conima que é o Conselho Nacional das instituições de mediação e arbitragem o fonam são organizações são institutos eh que organizam e promovem eh a formação de de câmaras de mediação a própria OAB existem alguns institutos eh eh que são internacionais esse esse aqui é um instituto eh de certificação e formação de mediadores lusófonos Então são Mediadores que trabalham eh eh com países que falam português e espanhol né ah o mediador ele muitas vezes trabalha em comedia então se a
Bruna por mediador eu posso eh ter um caso que surge para mim E aí eu acho que a Bruna ela tem um conhecimento que para aquele caso pode ser interessante eu chamo a Bruna Para vir mediar junto comigo e é como se fosse um piloto não é como se fosse Porque piloto e copiloto você tem alguém que é o vamos dizer o líder mas na comedia a gente não tem um líder necessariamente a gente tá realmente juntos eh paralelos e trabalhando por quê Porque como Giovan observou aquela situação ali da mediação é uma situação cujo
incêndio está dentro da sala ele não tá trazendo Como foi o incêndio e como né ainda que a gente fazendo um trabalho individual a gente Tá trabalhando o que a pessoa tá vivendo ali naquele momento presente beleza mas é como ela tá trazendo aquele incêndio no momento presente na mediação o fogo tá pegando ali naquela hora então diferente diferente né nesse sentido que que é diferente então o o mediador ele muitas vezes trabal em comedia porque tem alguém atuando ali que precisa tá com foco muito grande Mas às vezes a gente não consegue ver o
outro como que o outro tá reagindo Às vezes a gente tá num trabalho fica tão né que o tempo passa Grande para uma das partes E a outra parte começa a achar que você tá parcial porque só tá ouvindo uma uma das partes E o comediador ele tem a oportunidade de ter uma visão um pouco mais eh afastada daqu daquele incêndio e ajuda a a trazer as coisas Também pro eixo e pode ser que agora o comediador é que entre naquilo e aquele outro é que vai olhar de fora então a gente vai meio em
dupla trabalhando dependendo da situação Às vezes tem mais de dois tem três mediadores né Eh tem uma mediação que eu tô participando agora que é aqui na é do tribunal também e é uma mediação que envolve eh aqui no Rio de Janeiro tem uma área Chamada camelódromo onde tem os camelo ficam reunidos como se fosse uma praça e os camelo né Tem uma venda ali de tudo que é coisa né de eletrônicos de roupa e tudo é o camelô mas o camelô ele também precisa ter questões de segurança eh de incêndio de elétrica tem que
pagar ali o lugar tem muita gente envolvida é prefeitura é corpo de bombeiro eh é associação de moradores eh a própria Associação dos dos eh camelo então tem Várias várias entidades nessa mediação e ali nós somos três mediadores fazendo esse trabalho porque eh Eh tava ali com risco de incêndio e aquilo ali ficava eh um falava que era pro outro é responsabilidade um responsabilidade de outro assim ninguém fazia nenhuma e o negócio é que tava colocando as pessoas em risco e aí partiram paraa mediação que acharam que era um lugar adequado para juntar todo mundo
e aí nós somos três mediadores ali Fazendo esse trabalho bom pagamento é sempre uma questão né a gente geralmente o o o mediador diferente né diferente de um advogado às vezes eu lamento lamento um pouco por isso mas o advogado muitas vezes ele tá voltado pro valor do caso o caso tá falando de milhões ele Possivelmente vai ganhar ali é algo a mais porque tá trabalhando com alta responsabilidade de valores muito altos Mas o mediador ele ele ganha por hora A grande maioria tem um uma cobrança por hora não ganha por sucesso não ganha por
acordo não ganha por ganha por hora né E nesse Campo acaba que se assemelha muito à terapia também né porque eh você tá fazendo a terapia geralmente né pelo mesmo que eu conheço eh pessoa cobra por ou profissional cobra por por hora né de atendimento independente do do Claro Há uma conversa há um diálogo Da da condição da pessoa mas não é quanto mais rico mais caro entendeu Não é isso E no caso aqui também não é quanto maior o caso mais caro você tem ali um valor por hora e aí você tem mediadores eh
que cobram R 800 por hora mediadores que cobram r$ 500 por hora né então eu eu vario eu tenho mediações que eu faço também são mediações sociais algumas pessoas que me que chegam a mim por causa dos cursos que eu Dou de comunicação reparativa eh trabalho sociais que eu faço lá que eu falei para vocês aí às vezes aparece alguma coisa e outros trabalhos não são trabalhos que eu faço por exemplo eh num numa sala eh de médicos Então são são médicos que se reúnem mensalmente para poder conversar sobre a os problemas e as situações
que estão acontecendo na clínica cada um tem uma sala e eles Atendem no dia a dia mas não se encontram para conversar sobre os problemas e eles já perceberam que em outra pela história deles na verdade foi uma um um dos médicos que que trouxe essa a ideia para eles eh e que ele falou olha eu comecei uma clínica junto com outras pessoas outros profissionais e tudo tava fluindo muito bem a gente crescendo número de clientes crescendo Mas a gente não conversava e depois de de 4 anos a gente começou os Problemas começaram Até que
a gente terminou e a clínica que eu montei eu tive que sair daquele lugar eu não quero que isso aconteça de novo então eu quero propor a vocês que a gente aqui nesse nosso lugar a gente tenha um momento de diálogo de conversa e tal né E aí eh mensalmente eu encontro fico com eles 3 horas e ali é um valor que eu cobro eh mais do que os outros lugares porque eu foi acordo que eu fiz com eles e e é Um trabalho com um grupo um grupo maior e tal então Professor Me tira
uma dúvida é pois não a formação do do Conselheiro né se dá por esses que Senor falou eu e Bruna fazemos um curso no TJ né sobre mediador a gente faz a formação ali tudinho aí o TJ precisa de um mediador e ele vai pegar ali o currículo de quem fez o curso né que tem a formação Vamos colocar assim e aí ele convida a Bruna para fazer uma mediação de um caso A Bruna que vai dar o valor porque o valor é dela e o do Giovan é dele porque a gente os psicólogos tem
uma uma tabela de preços o baixo o baixo não é vamos colocar assim o baixo um médio e um superior né o mediador não tem essa tabela ele que elabora o valor dele de acordo com a cidade com o estado é no caso se se o mediador é um mediador judicial e ele trabalha dentro do tribunal então se for em São Paulo ele vai vai receber um X se for no Rio de Janeiro que é porque eu parei já há muito tempo de trabalhar no Tribunal tô fazendo essa mediação porque um dos mediadores me convidou
para poder fazer parte dessa mediação de três e eu achei que era interessante eu entrei mas na realidade aqui no Rio de Janeiro eh Eles não tão pagando nada pro mediador e eu acho acho eu acho isso eh eh é assim isso Gênese né porque cara é um é um trabalho de alta responsabilidade Porque dependendo de como você faz você caga a Relação toda Desculpa aí o termo mas mas na verdade se dependendo de como você faz e eu vejo isso muitas vezes eh trabalhando com outras pessoas que são sabe a pessoa chega muitas vezes
com uma coisa da da da da religião entendeu no meio da media traz uma coisa sabe são coisas que não cabem no no no no no no que a gente tá falando porque não cabem mas ela traz coisas dela que ela acredita E então pela formação Então são são coisas Bem bem estranhas né assim então eu lamento por isso porque muitas vezes a pessoa também não tá não tá pagando nada quem é que vai ficar lá não são os melhores entendeu não são nem nem nem nem aqueles que TM alguma condição de poder multiplicar uma
qualidade melhor de trazer a média para cima porque era isso então no Rio de Janeiro tem um problema aqui acontecendo eles agora fizeram um concurso e tal mas aí pô você dez sem mediadores você tem três ali que Entram recebendo alguma coisa e não tem uma não tem uma tabela como você falou é uma coisa muito desorganizada nesse sentido sabe então o que eu fiz foi abrir sala e saí trabalhando no privado e construir meu nome construir meu nome em outro lugar entendeu foi o que eu fui fazer porque [Música] eh porque é isso né
eu tô numa fase da minha vida também e que é uma uma escolha uma a escolha Como eu escolhi morrer entendeu como eu escolhi viver minha vida trabalhando com algo que me sabe me permite estudar o dia inteiro tem sempre coisa interessante para ler para estudar para aprender é como eu quero morrer entendeu lendo estudando aprendendo vivendo e trabalhando numa coisa que também dá para trabalhar que eu gosto entendeu eu depois da pandemia então que eu comecei a trabalhar online direto sabe eh eu tenho tenho sala no aqui em alguns Lugares que não são salas
minhas são salas em parceria então se a pessoa quer presencial eu atendo em Panema atendo eh lá no no Jardim Botânico atendo atendo em alguns lugares que eu tenho parceria onde é que você mora ah Moro no Jardim Botânico Tá bom então marcar um dia tal e vou lá mas mas eu te confesso que eh tenho escolhido acho que agora nesse momento 90 95% do meu do minha situação é tudo online até porque na mediação até porque O o incêndio acontece na sala seram online não é ruim entendeu É tem as suas vantagens porque as
pessoas estão no seu ambiente se como é voluntário se ela quiser sair ela desliga entendeu ela sai da sala então Eh eu tenho também as salas simultâneas que muitas vezes a gente né tem que fazer uma conversa individual vai paraa sala simultânea sabe do do zoom Sabe o que eu tô falando né Então fica ali então também tem muita vantagem né Muito bem eh pessoal vamos fazer uma Vamos fazer uma pausinha aí de uma pausa hidráulica como diz o outro então é o seguinte eh São 20 pras 11 e a gente faz uma pausa de
5 minutos para dar 10 Tá Bom então beleza 10 pras 11 todo mundo aqui a gente volta até já gente então Eh perguntei pra Taíssa se tava tudo bem Se ela tava gostando né aí a Taíssa falou que é o desafio eh tem vivido o desafio né de mediar de fazer a mediação entre uma criança de dois e outra de quatro né e aí eu tava falando que esse que esse livro daqui o que eu mostrei para vocês eh tem uma uma história muito muito muito conhecida para quem é da Área né da mediação e
tal que é a história das laranjas e a é por onde ele começa a falar sobre a negociação baseada em princípios e essa história da laranja ela ela envolve né crianas né é como se fosse assim né O que você tava falando então então a história Era a seguinte eh ele eu vou contar porque faz parte que tem um slide que tava lá na frente mas como aaí você trouxe essa história Agora eu vou contar e aí é o seguinte Ah Tá ali de manhã aí de manhã vem uma a a a filha a filha
e acorda vai pra sala e quando chega na sala vê ali uma laranja bonita grande ali no centro da sala Oba uma laranja vou fazer um suco aí a irmã que tava deitada ali no sofá no celular fala assim não eu acordei primeiro e eu já falei que vou fazer um bolo aí vocês conhecem essa história não aí aí a aí não mas eu mas eu que falei primeiro vou fazer um suco não eu vou Falei o bolo porque eu acordei já tinha falado com a mamãe vou fazer o suco aí fica aquela discussão e
tal aí chega a mãe ou o pai qualquer um chega ali no caso chegou a mãe e ela vê aquela situação e aí como é que ela resolve aquela situação Taísa como é que você resolveria uma situação como essa Caraca pode ser a taí mas pode ser qualquer um porque é é é um é um é uma é é um Encaminhamento comum da gente resolver situações ess né então qual qual seria um possível encaminhamento que vocês entendem que poderia rolar Quem tá aí com a câmera fechada e tiver ouvindo apareça e fale Olha lá deu
certo viu pelo menos ali diz aí diz aí alguém diz qual comum de se fazer numa situação como essa uma filha Diz que Quer laranja para Fazer um suco a outra filha diz que quer a laranja para fazer o bolo começa a discussão as duas começam estão quase começando a brigar chegou alguém no caso a mãe para resolver o problema Qual é como é que resolve dá uma sugestão aí gente hein dividir a laranja é uma solução então tá bom então me dá essa laranja aqui aí a mãe vai corta a laranja no meio toma
metade para você Toma né para com a discussão e aí realmente Pode ser que dividir a metade falar hein senti que elizabe ia falar Não não quando a mãe ou o pai divide essa laranja no meio e dá metade para cada um Possivelmente a discussão vai parar porque visualmente é algo Justo metade para cada um uma para de brigar só que metade para cada um pode ser que uma filha fique triste porque não dá para fazer um suco vai ficar muito pouquinho e metade para outra também não não serve para fazer bolo e aí el
falou não com uma metade só não dá para fazer bolo e ficam as duas tristes ainda que pare a discussão pode ser claro que isso é uma metáfora podia ser num empresa né tendo que resolver aonde vai usar o a verba Para um projeto E aí tem duas áreas brigando você divide a verba em dois e fica metade paraa área a metade para área b e nenhum dos dois consegue fazer nada com aquela metade não é suficiente ou vai fazer pouco muito menos do que pretendia né então mas a discussão termina Então na verdade ela
a o que acontece é que o problema foi resolvido para a mãe mas não pros Filhos não é interessante ter essa visão né Às vezes a gente acha que resolver o conflito é parar a briga né E aí o que que acontece o que que acontece eh a sugestão a sugestão desse livro é que você possa investigar que você possa conversar e saber como é que as coisas Funcionam Então ela a mãe chega para uma das filhas né Eh você poderia também falar assim eh me dá essa laranja aqui ninguém vai fazer droga nenhuma bota
laranja no meio da mesa também não dá né também uma outra caminho que também é justo pode acabar a discussão mas fica sem bolo e sem suco né existem alguns caminhos a sugestão é que você investigue então chega pra filha vem cá Como é que é como é que é esse suco Ah mãe você sabe suco é assim você pega espreme a laranja e bebe o suco Ah tá você vai espremer a laranja e vai beber Ah tá E aí como é que é que para você fazer o bolo Ah mãe você sabe você que
me ensinou o bolo pega a casca Rala a casca e bota na massa do bolo Ah então Vocês conseguem então dividir a laranja usa o suco para você e a casca você dá para ela para ela fazer o bolo Ah é pode ser assim pode ser assim pode ser assim Ah que legal aí vão as duas é pra cozinha as duas fazem o suco a outra depois as duas fazem o bolo e tá todo mundo feliz com o bolo e com o suco então às vezes a gente não tá enxergando uma coisa que é muito
óbvia e que conversando e sabendo como são as coisas você de repente consegue fazer uma situação que você não só resolve o problema da mãe como resolve das pessoas também das filhas no Caso né Então essa essa que é a ideia então Taísa você me lembrou quando você falou das Crianças porque a gente entra em tanto desespero e as Crianças é é uma situação né É muito difícil e mais o trabalho mais educar mais entendeu É é muita coisa não é moleza não é moleza mas me lembrou da história porque muitas vezes é possível né
E às vezes a gente quer silenciar a gente quer resolver e e às vezes não tem não tem espaço para Poder conversar e conversar D trabal conversar d trabal o negócio é esse que às vezes a pessoa eh aprende a conversar e aí você chega hora uma idade ali que você fala ó resolvam vocês porque isso é um problema de vocês descobre aí vocês conversa vê como é que é e vê se vocês encontram um caminho para vocês duas porque eu tô ocupada E aí não precisa ficar resolvendo o problema até 10 anos de idade
15 anos de Idade claro vai vão ter os problemas adequados a cada idade mas muitas coisas vão fazendo parte da educação dos filhos em aprender a resolver seus problemas e não delegar porque aí delega pra mãe depois delega pro professor depois delega pro diretor depois delega pro síndico depois delega pro prefeito depois delega delega delega E nunca a gente resolve o problema do do com o vizinho porque não aprendeu a resolver não aprendeu a conversar Professor eu fico pensando aqui Será que essa que a pessoa não conseguiu é resolver ou conversar ou é daquilo que
a gente conversou bem antes é é tanta coisa pra pessoa resolver tipo a Taísa ou um um dono de empresa né o campo tá tá cheio de coisas cheio de informações ela não consegue perceber algumas coisas ou ela tá Exausta quando entra o mediador ele tá fora desse desse contexto é mais fácil para ele ampliar a percepção e entender tudo como as Crianças né porque criança dá trabalho mas o pai e a mãe por vez tá bem cansado porque trabalha fora precisa do Cuidado pessoal precisa de cuidar das crianças Então tá Exausta de tudo algo
que seria simples a olhar da criança de pedir um bolo e a mãe falar tá bom vamos fazer mas ela não consegue porque ela tá cansada e ela vai entender de uma forma Exausta ou diferente do que a criança pediu assim como uma empresa também a o mediador Entra para facilitar esse contexto É nesse caso né nesse caso giov eu tô eu tô falando eh mais no campo né porque realmente não vai chamar um mediador para resolver um problema dos filhos nesse nesse né não é não é esse lugar a gente tá falando dessa desse
aprendizado que é o aprendizado da negociação nesse sentido de de escutar porque porque eh eh muitas Vezes Claro é muito trabalho a sociedade então coloca uma carga em cima no caso que a gente tá falando da mãe e da mulher a mãe é a cuidad a mulher é a cuidadora entendeu eh eh então então tem uma coisa de tem tanta coisa aí de culpa de responsabilidade desequilíbrio e é muita coisa a gente tá falando de uma sociedade e uma uma cultura e uma complexidade e o que eu tô trazendo é uma visão de eh qual
é a nossa contribuição para essa carga que agora Ela é altíssima como é que eu tô contribuindo para essa carga tá alta porque se eu entender a minha contribuição eu posso entender aonde que eu posso atuar para diminuir essa carga muitas vezes a carga é altíssima e eu sou obrigado a entre aspas esse obrigado eu sou obrigado a apontar o dedo vai você para lá e vai você para lá e acabou com esse negócio e aí eu uso o poder da força para resolver um problema Porque eu venho já há 5 anos sei lá quantos
anos fazendo uma coisa que não é promover o caminho do diálogo e da resolução entre eles mesmos e agora só me resta usar a força porque não não vou conseguir resolver mais aquele problema então na hora do incêndio não adianta falar em planejamento de botar Springer de de incêndio e nem e nem trabalhar extintor de incêndio onde é que deve ficar não é na hora do incêndio tem que pegar o Balde e apagar aquela merda porque porque não tem mais o que fazer você tem que apagar aí quando você se você tirar uma foto do
incêndio não tem outro jeito você tem que apagar agora eh se você entender o filme e não a foto aí você fala Pô podia ter botado a porcaria do do extintor que a lei manda mas que eu não boto porque tem que pagar e não sei o qu e não botei a do do extintor não botei o negócio do Spring aí na hora Que teve o incêndio não tinha ferramenta e o incêndio cresceu de uma maneira que não tinha outro jeito Ele só tinha que crescer mesmo porque não tinha como apagar então Eh eh é
disso que a gente tá falando né um pouco um pouco da mediação quando a coisa já tá pegando fogo mas também um pouco da porque a gente tá aprendendo isso aqui é uma aula né então tem uma coisa que é um curso o que que o mediador precisa saber para para trabalhar o que ele precisa saber Para tr trabalhar é algo que a nossa sociedade pode usar no seu dia a dia porque nem tudo é incêndio então é interessante e é interessante né Sérgio porque você falou fiquei pensando assim eu imagino que ali na resolução
na mediação isso apareça de outra forma mas quantas vezes na clínica a gente não vê isso né a pessoa tipo principalmente esse lugar que você trouxe tipo Será que houve referência para aprender a lidar com o conflito ou Será que foi uma coisa de só como é que eu paro a confusão como é que eu par a briga fiquei até pensando na evitação que você trouxe antes né hoje em dia tem Muita confusão assim e debate sobre quando a pessoa Às vezes espera um tempo para tornar cuidar daquilo né então eu não vou falar na
hora e aí Parece que quem tá falando na hora que tá querendo resolver mas será né Tem nuances disso às vezes seu parar para ouvir e conseguir perceber eu vou conseguir essa Resolução outra que não vai ser essa essa situação do momento mas que talvez seja até mais preventiva pensando unindo também com o que você tá falando porque eu talvez não vou cuidar só do que tá acontecendo ali agora eu vou ter oportunidade de perceber outros aspectos é claro que há conflitos e conflitos né mas isso que você falou me fez pensar porque eu acho
que isso então é tão uma parte importante e faz parte mesmo do que a gente vê na clínica mas também Acho que da gente enquanto psicólogo E aí não sei se estô falando mais de mim mas vou trazer aqui eu acho que num lugar que a gente também passa por isso então quando chega um conflito que alguém tá falando pode ser muito fácil também é uma coisa que a gente sempre fala né ficar se apegar o objetivo e não o subjetivo porque caramba tem um incêndio ali como é que eu ajudo essa pessoa a pagar
o incêndio tudo bem que a depender da crise no momento vai ser Sobre isso como você falou não vai ter como ela perceber todo esse filme né enquanto a coisa tá pegando fogo mas por outro lado se eu também não tiver um lugar de me desenvolver enquanto resolução de conflito mesmo que eu não trabalhe com mediação propriamente dito Pode ser que eu não saiba ser uma boa facilitadora no processo daquela pessoa então fiquei pensando muito nesses dois processos sabe essa não aprendizagem influencia em quem a gente ouve mas Também na gente que tá ouvindo se
a gente não começar a entrar em contato talvez como hoje nessa aula nos nossos processos terapêuticos Pode ser que a gente tenha aí uma lacuna que é uma parte desse fenômeno que a gente não alcança né É é total né total e isso é é uma coisa muito bacana dessa dessa nossa área onde a gente trabalha e também quando a gente vive a gente continua evoluindo naquilo ali porque a gente é um laboratório né Como como o nosso Cliente né então então isso é muito bacana poder eh eh eh encarar situações reais e ver como
é que eu tô com aquilo que eu faço pros outros é muito interessante né e o que eu percebo por exemplo em mim o que eu percebo de grande diferença nessa no meu trabalho e que acabo trazendo para mim é a confiança que eu tenho de que eu vou que que eu vou ter o meu momento entende eu Suspendo algo que eu acho eu suspendo algo que eu sei eu suspendo algo que que eu acho que sei né Eh eh eu suspendo o que eu tenho porque eu confio em mim mesmo que vai ter uma
hora que eu vou trazer e ao suspender eh eh eu eu eu eu eu vejo assim nitidamente no nos conflitos nas situações que eu vivo que no fundo eu tô só revolvendo o terreno para poder botar a planta num Lugar que é melhor para ela sabe e a planta tá aqui esperando ela ainda tá no vasinho aqui esperando mas eu tô ali mexendo tava pô mas você tá mexendo a manhã toda pô mas quando eu botar a planta tu vai ver sabe então eh [Música] eh eu vejo muito isso mas é esse trabalho essa essa
coisa mesmo de né de poder também ser efetivo né ser preventivo Como você falou e ser efetivo No sentido também né e duradouro né também é uma outra são aspectos aspectos que você deseja seja características da solução é duradora ou é só para essa tarde sabe muito bem vamos nós então a mediação ela tem ali alguns princípios né o princípio da confidencialidade Talvez seja dos princípios mais importantes eh que diferenciam a mediação porque às Vezes uma empresa ela tá com um problema com o cliente né Eh e esse cliente pode ser uma outra empresa né
um fornecedor por exemplo mas ah se aquilo for para mídia vai impactar a imagem daquela empresa então quando eles estão em mediação na mediação empresar a confidencialidade cria ali uma uma blindagem para para para para aquele ambiente e quando eles resolvem o Problema aquele aquele aquilo ali não saiu pra sociedade então isso é uma coisa que atrai muito as empresas para fazer mediação é por causa da confidencialidade né a imparcialidade a gente já falou informalidade então também o os acordos muitas vezes são escritos na linguagem das pessoas é diferente de acordos eh eh escritos pelo
advogado que às vezes a gente nem entende né quem não é advogado né Eu não sou então e tem uma Informalidade é tudo né na na fala voluntariedade já falamos pessoa só tá lá porque quer a cooperação porque também como qualquer coisa né se você não tiver tiver má fé também aí fica difícil né porque E aí você tem que construir essa cooperação então também vão se fazendo eh acordos parciais Tá bom então durante esse próximo mês Vamos fazer uma tentativa e ver como é que é esse negócio de pegar na sexta-feira e Devolver na
segunda já levando na escola e vamos ver como é que fica isso E aí a gente conversa depois e o protagonismo e autoria que é da das partes como a gente vem falando é focado nas pessoas né Eh a mediação ela tem várias áreas de atuação então tem mediadores da área familiar da área empresarial mediador eh em escolas mediação Comunitária eu estagiei aqui numa comunidade eh eh que foi eh ali é um é um braço aqui da Rocinha né então tem uma associação de moradores e aí a gente fazia mediação ali uma uma coisa difícil
porque o poder tava no tráfico era uma coisa muit as decisões eram Nossa aquilo ali que momento aquilo era mediação comunitária é é interessante Porque mesmo tendo um poder que Resolve Às vezes o poder ele ele determina né muitas vezes o poder determina Então você vai fazer isso senão você vai ser preso mas aquilo não resolve o conflito né então como a gente falou lá da laranja né Eh a mediação hospitalar também um ambiente onde tem muita necessidade de mediação e a justiça restaurativa que é uma linha Eh de uma de uma justiça que não
é a justiça retributiva né que procura de alguma maneira eh ouvir as partes ouvir as partes eh impactadas Às vezes pode ser sei lá até um homicídio e você vai ouvir as partes quem matou a mãe de quem né de quem morreu né o irmão o pai você coloca todo mundo numa sala acontece a a a pena vamos dizer assim mas eh muitas vezes essa pena a pessoa admite né o a a porque tem algumas regras paraa Justiça restaurativa então a pessoa precisa admitir que que errou né o que fez algo que prejudicou o outro
mas há uma compreensão daquilo então de alguma maneira procura-se eh restaurar aquela situação aquele impacto na sociedade para que haja um retorno quando depois da pena que às vezes é reduzida é um retorno pra sociedade porque a gente sabe que a pessoa fica Encarcerada ela muitas vezes volta paraa sociedade até Pior né Eh né então então quer dizer você prender a pessoa e mesmo que deixe ela lá 10 15 anos isso não é sinal que vai resolver a integração e a socialização dessa pessoa Isso aqui é uma área completa Justiça restaurativa quem quiser ler sobre
isso aqui tem um livro eh um livro muito bom esse livro aqui ó eh trocando as lentes eu não coloquei Ele na na lá na referência Mas vocês podem anotar trocando as lentes é um livro muito bom de Justiça restaurativa fácil e bacana também pra gente ter uma uma outra alternativa de visão para Essa justiça retributiva eh a gente tem várias linhas de mediação né a mediação linear que é essa mediação baseada em princípios que a gente vai falar um pouco mais a mediação transformativa é uma mediação que o Protagonismo é totalmente das partes é
a coisa mais próxima da ACP que tem é a mediação transformativa o mediador transformativo ele não atua nem na escolha dos itens da pauta ele ele deixa que as pessoas resolv vocês querem conversar então sobre o quê agora e aí começa às vezes as pessoas estão brigando vem cá vocês querem continuar brigando assim ou vocês querem fazer algo diferente né Eh bom vocês estão discutindo aqui há 15 minutos sobre isso isso e isso será que vocês eh querem ficar falando de tudo ao mesmo tempo ou seguir alguma alguma linha resolver como é que vocês querem
fazer E aí na mediação transformativa ele tem quatro ferramentas que é deixar que a coisa aconteça de alguma maneira chama-se afastamento é um afastamento consciente você tem a verificação que você verifica junto à partes o que que tá acontecendo naquela conversa você tem O resumo que você se oferece pras partes do que elas estão falando checar se o que que é a essência do que eles estão falando o que que é importante então tem o resumo E você tem o espelhamento então é muito interessante mediação transformativa a mediação narrativa que é mediação M volt PR
escolha né E para narrativa é que nem a terapia narrativa também tem a ver com a terapia narrativa Eh a pessoa né quando ela Escolhe um caminho para contar a história ela tá falando de si de o que que é importante para ela porque aquela história tem 1000 1000 maneiras de você olhar aquela história né mas quando você conta daquela maneira você tá falando de valores e de princípios que são seus E aí a mediação narrativa é interessante nesse sentido também de de você mas vem cá é sempre assim Eh agora independente da da da
do Modelo Você tem uma abordagem mais facilita e uma abordagem mais avaliativa né a a avaliativa é aquela que o mediador atua mais ele direciona mais né então você tem Estilos diferentes de mediadores né eu tô aqui com vocês porque meu estilo é muito voltado para para essa linha mais facilita onde eu realmente vou colocando o protagonismo nas partes ou seja Oi eh teria alguma sugestão de material dessa mediação Transformativa sim s tem um livro eh [Música] eh que se chama the Promise of mediation que é n a promessa da mediação porque a é do
Fer Bar bar e são dois autores que fundaram isso aí depois também essa mediação transformativa derivou para outras linhas De de não sei se é comunicação transformativa alguma coisa assim mas que usou a palavra transformativa que tem essa busca de de protagonismo Total eh das pessoas né mas o livro mesmo que fala disso é esse aí que eu te falei a promessa the Promise of mediation porque a mediação ela como definição ela como definição ela ela ela coloca as pessoas como protagonista Então você olhar a lei da Mediação Ela diz que o né que as
partes é que o protagonismo tá nas partes então pela defini são mas as pessoas normalmente não aplicam isso então por isso o nome desse livro é a promessa da mediação quer dizer vamos vamos realmente tornar esses caras protagonistas inclusive nesse livro ele cita Rogers né e tal então então é É isso aí bom a mediação obrigado hein nada mar obgado obrigado a você pela pergunta Eh a a mediação ela tem uma dinâmica né então ela tem várias etapas isso também tá lá na na na na na Então ela começa com a pré-mediação onde você explica
o que que é a mediação as regras né os combinados depois você tem uma fase que é o relato das histórias aí quando as pessoas relatarem você vai definir o que que a pauta de trabalho tem a pauta objetiva e vai ter a pauta Subjetiva eu botei em verde aqui porque eu vou falar mais à frente dessa parte da da da mediação tá a definição da pauta baseado nas histórias depois você tem a ampliação das alternativas então quer dizer na na medida em que você escuta isso você eh eh eh entende quais são Quais são
os interesses e as necessidades E aí quando a gente entende os interesses e as necessidades a gente pergunta mas vem cá se você fizer assim também não atende Esses interesses E essas necessidad P é é é Pode ser então a pessoa começa a ampliar a as possibilidades ao invés de ficar fixada naquela posição com a qual ela chegou na mediação né Eh depois a negociação né dos itens da pauta a elaboração do termo de acordo às vezes tem às vezes não tem a derivação derivação é você tá no meio da mediação você vê que a
mediação não é o melhor instrumento para aquele caso e aí Você deriva deriva para para um advogado deriva Pra justiça deriva para um psicólogo né o monitoramento depois do acordo também então tem tem casais que eu mediei e a gente se encontra todo a cada se meses porque a criança era pequena as coisas mudam a criança muda e eles conversam de seis em seis meses marcam um encontro para dar uma uma uma recombinada avaliação de resultado né também Principalmente quando é na Justiça eh os atores na mediação a gente tem os mediandos que é o
nome dado paraas partes né porque parte é uma palavra muito ligada à justiça né então mediandos são as pessoas que vem para para serem ajudadas pelo mediador apoiadas pelo mediador os advogados você tem a rede de pertinência então às vezes eh eu tava se tô mediando um casal E aí na solução do da situação lá Para pra convivência com a criança alguém fala que a sogra vai ficar a sogra o pai do do do do cara vai ficar pô mas ela não tá presente como é que pode dizer que ela vai ficar então às vezes
depend situação você tem que trazer essa rede pra mediação né muitas vezes as pessoas conversam isso isso acontece muito as pessoas conversam aí na hora da conversa Acontece uma conexão elas percebem que dá para fazer um caminho assim um caminho assado vão para casa quando chega em casa a sua rede de pertinência o pai a mãe o filho sei lá fala assim mas isso é um absurdo você não deve fazer isso Você devia fazer não sei o qu tá querendo te usar tá querendo isso tá querendo aquilo a pessoa volta depois na outra reunião desmontando
tudo que foi Acordado então muitas vezes a rede de pertinência ela precisa ser chamada na mediação para entender e a ampliar também a visão entendeu então pode vir na mediação pode vir às vezes tem especialistas Então tem um pai que quer quer botar numa escola do tipo a e a mãe quer botar na escola do tipo B E aí fica aquela briga entendeu porque aquilo tem a ver com a cultura tem a ver com a né a a linha de Educação de né e aquilo ali é um problema sério aí as À vezes pode ter
Que chamar um especialista né uma psicopedagoga uma ou um especialista numa área técnica por exemplo nessa mediação teve que chamar o corpo de bombeiro lá na mediação que eu falei lá do do pessoal lá da da camelódromo então a mediação comporta no ambiente da mediação chamar essas pessoas quando aqu aquele problema eh tá impactando esse Nível do sistema então a gente chama essas pessoas a gente tem ferramentas procedimentais ferramentas de comunicação e ferramentas de negociação eh tem um livro que eu indiquei para vocês Que esse livro aqui caixa de ferramentas eu não gosto da palavra
ferramenta porque a gente não é máquina né mas mas ele aqui ela aqui no no caso a Tânia é uma pessoa muito relevante no nosso meio porque ela que Trouxe uma das pessoas que trouxe 95 ela trouxe a mediação aqui pro Brasil ela escreve esse livro e é nessa caixa de ferramentas ela divide em Três blocos o bloco de procedimentos o bloco de comunicação e o bloco de negociação que eu tô mostrando para vocês então Eh é interessante olhar essas ferramentas Ah uma das Ferramentas é a reunião individual que eu já falei para vocês quando
eu falei com o Marsal a diferença Do atendimento para casal né então a gente pode reunir às vezes às vezes a mediação toda ela acontece só atendendo individualmente porque as pessoas se odeiam não querem se encontrar não aguentam não tão tão com tanta dor Como disse Giovan né tão com tanta dor que não dá tá no mesmo ambiente e ao mesmo tempo tem um filho tem uma uma empresa tem uma herança tem uma coisa que precisa ser ser conversada mas é horrível vou te falar Que a mediação que eu fiz assim quando eu fiz eh
deu certo não e a minha experiência eh Minha experiência não foi boa tudo bem eu acho que hoje eu faria diferente eu acho que eu conduzi eu conduzi durante um tempo largo mais largo do que eu deveria sabe acho que eu fui fazendo reuniões individuais individuais aí chegou um momento que eu acho que já dava para juntar mas eu mesmo não fiz isso sabe eu Não eu não fiz falta de experiência mesmo e aí eh quando juntou acho que as pessoas achavam que estava caminhando tava avançado demais quando juntou tava umaa muito desalinhado não foi
bom não bom é claro que você não pode fazer um acordo que esteja fora dos limites do direito não pode fazer tudo bem você pode fazer se as pessoas quiserem eh fazer valer o valor da palavra Aí de repente você faz um acordo que eh não tá dentro do direito mas se você escrever o acordo ele tem que tá vai ter que ser se tiver criança menor de menor ele precisa ser homologado por um juiz não adianta você fazer uma mediação com um casal que tá separando se tiver filho menor vai ter que ter acordo
homologado pelo juiz bom algumas entas de comunicação eh a escuta ativa né Balancear Às vezes balanciar o Tempo linguagem verbal não verbal fazer resumo essa essa parte aqui do de fazer resumo é uma parte fundamental para você eh ir consolidando aquilo que tá sendo falado e avançando né então eh quando você faz o resumo hoje em dia né que eu trabalho com a focalização eu posso eu eu acho que eu compreendo o resumo de maneira mais profunda né porque na hora que a gente Fala a pessoa tá checando dentro de si se aquilo ali realmente
é o que ela quis dizer né Eh e se não for ela tem a oportunidade complementar e às vezes a pessoa tem tanta coisa para falar porque são tantos anos de dor que ela fala muita coisa e aí você não né Precisa checar Qual é realmente o que que ela quer resolver ali agora porque você tem ali um Problema né não há não tá fazendo uma terap pia e ao mesmo tempo você tem que ouvir tem que acolher e tal então tem um meio termo ali de de conseguir encontrar Qual é a essência do que
do que tá do que tá sendo buscado E aí é bom ter a pauta porque de uma certa maneira você escreve na hora que você escreve fica mais palpável o que que realmente eles estão resolvendo E aí a gente negocia aquela pauta né então o resumo é uma ferramenta deuit muita Importância a comunicação não violenta que eu acabei eh eh fazendo desenvolvendo bem isso aqui porque fiquei dando tem um curso que eu dou disso daí já há 8 anos né porque uma das coisas que eu falo isso na na no meu trabalho lá de fim
de curso uma das coisas que eu percebi é que nos cursos de os mediadores tanto na supervisão nas formações em todo lugar que eu fiz aí nesses 10 anos aí fiquei atuando eh eu vejo que muitos Mediadores eles depois que passam alguns anos né conversando E aí como é que tá não eu não nem segui muito a mediação mas me ajudou muito na minha casa com meus filhos com meu marido com minha esposa então eu vejo que as eu via isso né falei mas vem cá você Não seguiu a mediação não mas isso ajudou tanto
e aí eu falei pô Então tem que ensinar um pouco dessa mediação paraas Pessoas aí eu fiz esse curso e eu vi que essa base porque ajuda todo mundo entendeu eu mesmo quando aquele problema com meu filho que eu falei para vocês eu na verdade aquele encaminhamento da minha família eu não não não trabalhava ainda como mediador eu na verdade foi um exercício das coisas que eu tava aprendendo aplicando para mim eu falei pô precisa ser mediador tem muita coisa aí para aprender que é uma cultura mesmo do Diálogo sabe da resolução da escuta e
Aí acabei fazendo isso aqui né eh e e as ferramentas de negociação também que eu vou falar um pouco mais aqui bom a primeira a primeira coisa que eu quero falar e que tá nesse livro aqui eu peguei dois trechos desse livro eh falando sobre a pauta subjetiva e objetiva né então de repente você tá mediando e a pessoa a pessoa fala assim é mas não adianta porque ela fala isso mas não faz Sei lá então a pessoa fala um Negócio como esse você tá escutando aquilo e você escuta que a pessoa tá falando de
confiança ela não confia que o outro vai fazer E por que que ela não confia não confia porque os sinais do que ela viu na vida acabam trazendo para ela a sensação de que aquilo não vai adiantar nada não vai não vai funcionar Mas ela tá falando de Confiança e confiança é uma pauta subjetiva mas se você não trabalhar isso não adianta você seguir em frente porque você vai fazer um combinado e aquele combinado ninguém vai confiar naquilo ali que tá entendeu não vai dar então você precisa trabalhar o mediador ele precisa trabalhar a pauta
subjetiva enquanto aquilo ali não caminhar não adianta você falar do dinheiro Porque não é não não é não é ali se sabe se for para ter uma força de fazer o negócio acontecer então você vai pra justiça porque não é mediação não é o lugar que vai forçar ninguém a nada ela vai ter que perceber que pro sistema funcionar pro filho né Eh amadurecer melhor e etc é preciso colaborar se não houver essa essa essa mudança ali se não houver essa percepção então talvez não seja um ambiente então por isso que eu coloco um Slide
assim é bem grande da pauta subjetiva porque é preciso trabalhar essa pauta e o próprio o próprio Rogers ele fala disso né num num num determinado trecho aqui nessa referência que eu já não sei qual é de 77 mas tá lá no final da apresentação ele bota aqui entre as minhas atitudes e concepções fundamentais existe uma que se deve levar em conta de modo particular na Avaliação de minhas teorias é minha fé inquebrantável na primazia da ordem subjetiva O homem vive essencialmente no mundo subjetivo e pessoal suas atividades mesmo as mais objetivas seus esforços científicos
quantitativos matemáticos etc representam a expressão de fins subjetivos e de escolhas subjetivas então quer dizer eh e não adianta não adianta você ir paraa pauta objetiva se não tiver um trabalho e uma conexão Mínima da a compreensão da subjetividade do mundo de cada uma das partes né e eh Particularmente eu eu eu gosto muito assim eu eu gosto muito da minha vida né A minha vida assim porque até metade eu era muito muito Engenheiro muito né muito exato da área de exata e depois eu eu criei esse caminho agora né da do humano e tal
então É bom eu gosto porque Às vezes a pessoa chega com uma questão financeira matemática eu abro uma planilha e começo a fazer a planilha na hora e sair da sai fazer aquilo também entendeu É muito bom poder ter essa ferramenta porque às vezes não é não é algo que que todas as pessoas sabem mas quando vê ali fazendo e tal e as contas e tal aquilo ali ajuda muito então é bom é bom eu aqui parece né Às vezes eu me sinto assim quando eu me lembro parece que era uma né quando as pessoas
fazem Regressão aí lembra de outras vidas das vidas passad geralmente lembra que a pessoa tava no caminho lá de Jesus ou era um Romano ou era alguém né geralmente muitas vezes acontece isso mas lembra de vidas passadas e e é muito bacana isso né de alguma maneira Mas eu às vezes eu fico assim cara parece que realmente foi uma vida passada mas foi eu mesmo porque tem foto tem eu era eu pequenininho Ali era eu me formando na na na PUC sabe na engenharia meus amigos Engenheiros até hoje então é muito engraçado isso assim eu
eu me divirto um pouco com essa essa oportunidade eh eu contei para vocês a história da laranja né porque tá naquele livro e e essa é uma base da mediação linear essa base da escola de Harvard da negociação de Harvard e essa esse livro ele apresenta eh quatro quatro partes que é primeiro você saber separar o a o problema das Pessoas depois concentrar nos interesses e não nas posições inventar de ganhos mútuos e insistir em critérios objetivos são quatro partes que eh a negociação baseada em princípios oferece E aí a mediação uma das mediações a
mediação linear ela também ela tem como como eixo essa essas partes aí né Eh separar o problema das pessoas É você é você realmente né deixa eu deixa eu ver aqui uma coisa simples por exemplo aqui também problema de Vizinhança né aí uma pessoa vizinha também aconteceu aqui na vila porque são as casas São geminadas né então acaba que e eu também sou do Conselho aí acaba vendo isso aqui né mas eh deixa eu ver esse exemplo tinha uma Uma uma das casas aqui a pessoa tava construindo num num num Terraço ali uma uma churrasqueira
e uma janela e aí botou a janela virada pra casa de uma pessoa vou chamar aqui Maria então Josa lá fazendo a churrasqueira na casa dele e abriu uma na verdade tinha toda uma um terraço né que dava PR casa da da Maria mas ele resolveu fechar e botar uma janela porque queria fazer um ambi com ar Condicionado e t fechado e aí A Maria não gostou dessa janela porque a jan pessoa Abre aela ela podia à e não sei o E aí fal qual é dieren deixa de serata porque já tinha aqui umito já
era um terr já podia olhar para sua casa botei uma janela não tem nada demais não não foi Além do que já tinha para ele e aí Ah E aí mandou calar a boca aí mandou calar a boca não sei o qu E aí ficou uma uma briga então eu vou subir um muro vou tampar a sua janela e vou não sei o qu e Pá aquela coisa da escalada e tal quando eu fui conversar com a Maria a Maria ela ela falou assim é porque esse cara o Machi não sei o qu e não
deixa falar e é um bruto um idiota um isso um aquilo e tal né E aí eu observei o quanto na fala da da da Maria ela falava do cara e não do problema né E então quer dizer Ali era era primeiro Um trabalho que era o primeiro trabalho era poder separar essas coisas qual é o problema de fato o problema aí eu perguntei o problema Você tem o teu problema é a privacidade não é aí ela falou é então vamos tentar resolver a privacidade se essa janela tiver uma planta assim e não puder quando
abrir o ou tiver um um uma uma uma barra que seja metade da janela porque a janela vai fechar não sei o quê né Aí começou a Ver outras soluções que pudesse dar a privacidade E aí encontraram caminhos para resolver a privacidade mas foi preciso primeiro eh separar sabe aí depois que Resolveu a privacidade Depois de alguns anos as pessoas começaram a se falar e a relação retomou né então muitas vezes eh o julgamento do outro a crítica a pessoa tá focada como se o outro fosse o Problema né E E assim a gente tem
muitas situações assim né isso aqui ajuda muito a né separar né Eh a concentrar-se nos interesses e não nas posições então a posição a posição é aquilo com a qual a pessoa chega querendo então Eh eu vou retomar eu vou retomar Aquela aliás eu vou retomar é agora não vai dar que a gente vai fechar meio-dia eu não vou entrar nessa história Agora não mas eu já vou falar dela eh Então como é que a gente faz para buscar os interesses por trás das posições eu vou entrar depois eu vou dar um exemplo eh quando
a gente alcança os interesses então a gente precisa inventar opções ampliar o bolo para antes de dividir critérios objetivos também é um Recurso onde você busca eh você busca primeiro definir os critérios Antes de procurar as soluções né então também vou dar vou dar algum uns exemplos aqui à frente tá então a primeira a primeira depois de separar o problema das pessoas né a gente quer saber como é que cada um vê o problema e como o que é que cada um quer então todas as disciplinas eu acho que tem um desenho de um iceberg
né a mediação também tem o seu iceberg então O Iceberg da mediação diz o seguinte que aquilo que a gente tá vendo aquilo com o qual a pessoa chega é a posição e aí a gente vai fazendo perguntas para poder ver quais são os interesses E se a gente aprofundar nos interesses a gente vai chegar nas necessidades humanas e as necessidades humanas eh é muito interessante porque quando você olha a definição da tendência Atualizante do Rogers né Principalmente a definição [Música] eh a definição do Vocês tiveram aula com o Marcos Pinto tiveram esse livro é
dele né da da tassinari é dele vocês devem ter esse livro aí ou visto ele por aí né E aí quando nesse livro ele tem a definição que ele traz de tendência Atualizante deix marcado mas per aquição Ah tá aí tendência de atualização ele diz aqui toda pessoa possui uma capacidade natural de se autodirigir no sentido de buscar suprir as suas necessidades né Então essa essa essa tendência de atualizar e de buscar a cada momento atender e suprir as necessidades Isso significa que eh nós como humanos na verdade tá Falando ali de todo ser vivo
de todo ser vivo busca essa atualização pode ser uma planta né então a planta é a raiz vai para onde tem água porque ela precisa de água a necessidade dela ali de subsistência Então ela vai buscar água e e nós eh temos as nossas necessidades humanas que é uma das bases da comunicação não violenta então a comunicação não violenta ela vai buscar chegar a a entender as necessidades em cima de cada Ação de cada fala tem uma necessidade por trás porque no fundo tem uma um uma tendência de atualização ali acontecendo uma atualização ali acontecendo
Então eh nessa hierarquia a gente abaixo dos interesses a gente vai chegar nas necessidades é onde muitas vezes a gente vai encontrar algo comum só vai encontrar aqui embaixo outras vezes a gente vai encontrar são interesses comuns então se eu tiver duas Pessoas Eu não eu não botei aqui a se eu tiver duas pessoas eu vou ter aqui um triângulo para uma pessoa e vou ter um triângulo para outra pessoa esse triângulo da outra pessoa ela pode cruzar aqui e aí eu vou ter interesses comuns Pode ser que ela Cruze até aqui em cima então
eu vou ter posições Deixa eu fazer isso aqui Então se eu tiver duas pessoas eu eu posso ter aqui por exemplo tá vendo elas elas têm elas querem fazer vamos ao cinema aí todo mundo quer ver o mesmo filme então tá lá né Eh agora eu posso ter aqui pode ser que o a a coincidência aconteça no campo dos interesses Então eu tenho interesses comuns mas às vezes os interesses também são opostos E aí eu preciso caminhar para pelo menos Encontrar as necessidades E aí eu tô nesse Campo aqui embaixo por que isso porque na
hora que eu entender aonde essas pessoas se encontram é onde o mediador vai trabalhar a conexão delas a gente não falou que quando quando há conexão as chances de resolver os problemas objetivos aumenta muito quando não há conexão até cafezinho pode ofender Então o que a gente o que o mediador tá buscando é encontrar Conexão e esse desenho ajuda a gente a mapear Aonde que tá a conexão daquela dupla ou daquele trio ou daquele grupo Aonde que tá essa conexão então é importante a gente saber descer para poder exatamente encontrar o ponto de conexão eh
falando assim eu quero dar os exemplos né e quero quero dar alguns exemplos para poder ilustrar né e eu vou fazer isso deixa eu só ver aqui o os próximos slides para acertar com A é eu vou eu vou interromper agora são 5 para meiodia eh Quero ouvir vocês aqui um pouquinho onde é que vocês estão né E logo que a gente voltar ah vamos voltar 1:30 1:20 para tá todo mundo aqui 1:30 né Eh a gente retoma 1:30 e aí eu vou trazer aquele exemplo aquela história da mediação do 80% para um e 40%
pro outro Eh para exemplificar essa essa história aqui de interesse necessidades eu vou trazer um caso e E aí vou entrar um pouco mais na comunicação não violenta Enfim vou vou vou vou trazer aquilo que é muito importante na mediação que eu vejo que realmente funciona que tem em todas as formações e que eu acho que é uma coisa importante para paraa gente também fazer a amarração Quanto isso tá ligado com a ACP Então antes que a gente saia queria Ouvir de vocês como é que vocês estão agora nesse momento antes de sair para almoçar
tem novidade para vocês aí vocês vêm eh porque às vezes a gente tá tão envolvido com esse negócio que ver ou será que eu tô falando alguma coisa que as pessoas estão tá sendo novidade tá sendo Interessante não tá sendo interessante queria ouvir um pouquinho de vocês se fala assim não realmente eu já sabia disso foi bom organizar f não Não sabia nada foi bom olhar como é que é para vocês assim Me fala alguém aí aqui pelo menos Sérgio tá chegando muito come essar mar ração mesmo tipo foi interessante ver como a gente vai
vendo como você falou né pela etapa acho que a Gente Tá no curso outras coisas que a gente já olhou Mas sendo amarradas e percebendo a a conexão entre esses pontos sabe então agora mesmo acho que quando você trouxe isso me levou a pensar e acho que talvez vai entrar um Pouco nisso na questão quando vai amarrar com a ACP mais propriamente mas assim de como no fim do trabalho de Rogers ele tava muito mais nisso né se a gente pensa ali ajudando ele nos conflitos com grandes grupos né Essa questão realmente de buscar as
necessidades a conexão com a CNV né então acho que foi dando uma sensação de amarração e eu só queria tirar uma dúvida que é meio uma uma curiosidade também ali quando você tava Falando das áreas né que você trouxe a justiça restaurativa ela entra Então como uma área de atuação onde há mediação Mas ela é uma linha de justiça porque aqui na minha cidade ainda quando eu tava na faculdade Tinha alguns grupos que se reuniam acho que para ler Justamente esse livro Até que você mencionou eu sou um avião aqui não sei se tá atrapalhando
mas enfim é não eu eui e aí eu cheguei a participar de algumas reuniões porque eram até na Faculdade que eu Fazia era aberto então tinham policiais tinham pessoas advogados psicólogos professores né e eu lembro que na época assim não deu para dar continuidade por conta de horários mesmo assim naé conflito de dessas questões de agenda mas eh eu achei muito similar quando eu tava lendo os textos com a mediação lendo os textos eu já tinha pensado nisso mas lá não mencionava né diretamente e até com ACP porque em alguns pontos que Trabalhava a escuta
Lógico que não é da mesma forma que a gente vê na clínica né mas aí ficou essa dúvida assim para mim então ela não é uma forma de mediação ela é uma forma de Justiça onde a mediação também acontece posso entender dessa maneira é é porque a a justiça restaurativa ela trabalha com círculos restaurativos então eh eh ela ela ela tem um espaço de fala e de um objeto da fala que vai passando de mão em mão quem tiver com Aquele objeto é quem tá falando né E E essas falas elas vão eh suscitando nos
outros ou algo do tipo assim era o que eu queria falar então agora eu posso passar ou então eu vou complementar com algo mas mas a fala de um representa o que eu queria dizer ou então quero dizer de novo ou ela suscita também outras coisas que a pessoa então volta a falar então você faz aquela aquela fala ela roda né E você tem um esse mediador ele ele é mais um Facilitador daquele processo do que um mediador porque eh não tem não tem muito resumo não Aliás não tem resumo nenhum dependendo entendeu talvez tem
uma mistura ali porque alguém rola alguma coisa ali na hora e a pessoa oferece uma compreensão para poder sedimentar que ela fala e seguir adiante mas não necessariamente então Eh então por exemplo a a me ligaram agora essa a semana passada um problema numa escola pública que a um Menino um um grupo de meninos 15 anos 14 15 anos um grupo de jovens combinaram entre si uma brincadeira que era raptar o outro amigo aí eles ficaram escondidos num lugar da escada quando esse amigo veio veio subindo com uma amiga ele veio chegou ali no patamar
todo mundo juntou o cara e ficaram puxando o cara e seguraram um segurou dois a perna o braço e ele como o cara era maior do que né era forte e tal um dos meninos Segurou o garoto pelo pescoço e para poder imobilizar ali naquele momento e tal aí chegou a inspetora a inspetora apareceu quando a inspetora apareceu todo mundo saiu correndo e ficou o jovem que estaria sendo raptado aí ela foi falar com ele Ele tava meio rindo falou não é uma brincadeira a gente brinca meio assim não sei o quê ela falou não
absolutamente você precisa eh ir pra direção dizer o que que Aconteceu não sei o quê aí o menino foi isso Acabou abrindo um um processo lá na escola agora querem eh expulsar o o o o tal do menino que segurou no pescoço e porque né tem as câmeras filmaram E aí olhando daquele jeito tem ali um grau de violência que justifica então expulsar o garoto de uma escola que é uma escola boa eh e que na verdade eh enfim é algo que poderia tem muita coisa para aprender aí né Eh e aproveitar como essas coisas
que a gente Tá falando de do conflito como oportunidade de conversar sobre aquilo o que que tá acontecendo o que que acontece para para para aquilo ali eh eh rolar Por que que o menino também tava rindo e ele mesmo não queria fazer mas o quanto ele tava rindo para poder eh eh eh pertencer né para por pertencimento ao grupo e tal enfim tem muita coisa ali e aí me ligaram para para fazer um trabalho de um círculo restaurativo na escola então não É a justiça restaurativa mas é um círculo restaurativo para que é é
um que tem um tem um livro também muito que são é sobre círculos restaurativos não vou achar aqui mas mas eh Então esse é um trabalho que é um trabalho que o mediador acaba que eu faço mas mas é um ambiente totalmente diferente da mediação sabe E aí eu eu eu como não não tenho muita prática acabei ligando para fazer uma com mediação Junto com uma pessoa que trabalha na vara de infância e juventude no tribunal de justiça com justiça restaurativa entendeu então tô chamando essa pessoa na verdade talvez eu nem pegue porque já tem
uma outra equipe outras pessoas pessas e tal eu acho que eu vou até delegar mas apontei algumas algumas sugestões e tal e mas não é a mediação mesmo porque não tem tanta fala tanto resumo tanta eh não tem esse procedimento que eu falei para Você da da da da pré-mediação Não tem essa não tem essa coisa sabe é uma outra linha mas acaba que por exemplo saber comunicar saber ouvir né saber compor saber cons saber tudo é a base é a mesma sabe não sei se eu te respondi Bruna mas eu acho que foi no
foi respondeu Você sentiu respondeu senti compreendida Obrigada viu bom pessoal eh Então vamos dar uma parada quando for 1:20 1:30 a gente retoma e eu pego aí a partir desse ponto aí tá bom vamos nós bom apetite bom descanso até já tchau muito bem boa tarde para quem é de tarde bom dia para quem tá no dia sei lá e vamos nós quem tá com a câmera Oi Maral bemvindo à tarde mais alguém gostaria de abrir a câmera Cadê oov tava aí ah Oi Drica Drica tá tá seguindo bem Aí quer falar alguma deixa deixa
eu ouvir sua voz como é é razoavelmente Normal normal é não gostando tô tá sendo bem interessante assim eh na verdade assim até um pouco surpreendente né Eu li os os textos né e eu eu tinha uma outra ideia de mediação né Não achei que fosse assim porque ali tá fazendo muita coisa ligada ao jurídico e tal né eu achei que era uma Coisa um pouco mais informal mas aí depois você foi né mostrando aí trazendo as outras áreas que a gente pode est trabalhando nisso E aí acabou que junta tudo né serve pra gente
também na clínica e tudo Achou bem interessante o tema muito mesmo é é eu lamento um pouco acho que o o jurídico ele ele cooptou como eu falei né acho que ele teve uma uma uma atuação que não ajudou a mediação porque mas ao Mesmo tempo tem um jogo de poder também né E então faz parte mas mas eh eu gostaria que que esse né que esse conceito esse conhecimento ele fosse mais popularizado assim mais eh não tivesse tanto a cara da justiça porque a justiça já tem tanta coisa já tem é é um trabalho
específico né [Música] então Eh muito Bem eh então eu tava logo antes da né do almoço eu tava falando ali daquela daquela linha de olhar a negociação né como sendo ali um aprofundamento nas nas posições de cada pessoa paraa gente conseguir encontrar um lugar de eh conexão das pessoas e a partir dessa conexão retomar novos caminhos né Eh e aí eu fiquei de trazer para vocês algum exemplo e e o exemplo que eu quero a história que eu quero trazer é é de uma mediação que eu tava fazendo eh na realidade a mediação que eu
tava fazendo daquele casal que já tava beirando ali os 80 anos e que tinha um apartamento eh o cara tinha sido muito rico né Aí ele ele bancou o desenvolvimento de Todos os filhos viagem viagem paraa Europa formação em em vários lugares enfim teve oportunidades ali paraa família toda durante muito tempo e ali quando eles já tavam Nessa idade querendo se separar e e quando eles eh tinham falado do apartamento que era né ela queria 80% e ele 40% eu comecei fazendo algumas reuniões individuais com eles porque eles já tavam junto há 40 anos e
e Naquele momento eh também talvez por causa da idade a encontrar Eles não queriam encontrar na mesma sala Eles não queriam encontrar na mesma sala então Ah tinha muita dor né como Giovan observou e tal e para eles ali Eles resolveram num determinado momento e eu também conversar em separado e aí Eh numa das reuniões veio a a mulher e ela veio junto com um filho e esse filho ele né já era adulto e tal ele era economista é economista e naquela reunião a gente tava olhando por que que ela achava que aquele apartamento devia
ser 80% dela havia eles tinham preparado uma planilha que eu tinha passado para eles Na na no último encontro a gente tinha conversado que era importante ter aquela discriminação e que ela demonstrasse por que ela tava querendo 80% ela tinha gastado em obras tinha reformado ela tinha uma equipe de obras e ela tinha trabalhado bastante ali e ela então dizia que 80% era o que era o que ela queria E aí ela veio com esse filho economista e Oi Cássia Beleza eh e aí ela veio com esse filho economista com a Planilha e na hora
que na hora que começamos a olhar a planilha tinha um dos itens que falava assim eh salário salário referente a 5 anos ou 6 anos que ela tinha trabalhado numa das confecções do do do marido dela marido dela como eu falei para vocês tinha uma fábrica de cimento tinha várias Empreendimentos um deles era uma grande confecção de lojas conhecidas né que acabava tendo lojas conhecidas em vários shoppings no Brasil e E era uma confecção lá e aí ela botou assim se C ou se anos de de de de salário quando ela trabalhou lá na tal
da confecção E aí o filho olhou para aquilo ali e falou assim mãe para que que você vai colocar esse esse item aqui você sabe que o Papai e ele era ele é filho dela mas tratava o pai como papai Porque viveram 40 anos e o pai deu tudo pros filhos e tava todo mundo meio ali né então você sabe que o papai ele ele ele vai implicar com isso ele não quer ouvir isso ele briga com você por causa disso e tal não sei o qu ela falou não absolutamente eu trabalhei lá tinha sido
combinado e ele tinha que ter me pago e tudo bem na época não precisava eu não eu não exigi mas ele esse tinha sido Combinado e eu quero que isso conste aí Então veja bem eh a mediação era ela com o o o o o o o pai né ela com cara Essa é a mediação principal mas antes de ter os dois eu tava trabalhando ela com o filho era um calcos vamos dizer assim uma reunião individual mas já ali naquela reunião com o filho tava acontecendo uma cena como essa que eu tô trazendo só
para ilustrar essas coisas todas que a gente tá falando aqui Né E aí o que que acontece o filho fala assim mas mãe Eh tudo bem Você trabalhou lá mas olha essa planilha esse item ele não representa nada nessa planilha não é nem 0% não é nada para que que você vai botar esse negócio vai causar uma briga vai causar uma uma uma um um desentendimento e e todo o resto vai explodir porque vocês vão ficar focado nessa negócio para que que vai botar Esse negócio aí falou não tem que botar sim senhor eu trabalhei
lá eh foram Seis anos e foi numa época em que naquela naquela empresa só tinha eh eh só tinham homens trabalhando e eles faziam roupas masculinas e eu cheguei lá dei a ideia de fazer roupas femininas e eu trouxe uma pessoa para desenhar e fui eu que que que levantei aquela empresa porque na verdade eh as vendas estavam caindo muito e você sabe dessa história então fui eu que fiz aquilo ali acontecer eu Quero sim que isso Apareça aí na planilha Mas mãe isso não é significativo para que que você vai botar olha se os
percentuais aqui do lado não chega a 1% e fica naquela coisa todo mundo né e falando e repetindo aquilo que que as pessoas fazem quando tão muitas vezes quando tão em conflito e brigando fica repetindo o que tá falando toda hora que cada um fala repete a mesma coisa né E ela não mas eu trabalhei lá e tal e aí fica e Mas mãe Olha só o percentual isso não né fica essa coisa assim né quer dizer as pessoas não se ou ouvindo né não se ouvindo e e e e e prova de que não
tão se ouvindo é que repetem o que acabaram de falar né então fica repetindo porque deve tá achando que não foi escutado né então eh eh fica nessa coisa Às vezes dependendo da da confusão a pessoa para ser escutada começa a gritar né começa a falar alto porque falar alto é uma coisa Instintiva nossa para ser escutado à distância né então a gente lá caçando nas Savanas a gente gritava pro outro poder escutar então gritar é uma forma que a gente tem como grupo de se fazer ouvir então Eh às vezes tá um em frente
ao outro mas grita porque não tá sendo escutado então às vezes aumenta o volume como se isso fosse recurso naquele momento de se fazer escutar né bom tava lá os dois e E aí aquilo ali né Cada um falando uma coisa e tal e aí Eh O que que o que que acontece né Eu Eu entrei ali falando assim não eu tô né tô tô te entendendo você tá falando que eh em termos em termos percentuais isso não representa muito e que isso vai eh eh de alguma maneira instigar o o pai o seu pai
eh porque você sabe que é um assunto que ele não gosta eh de falar e tal seja lá Por que razão que a gente Ele não tá aqui mas ele não gosta de falar sobre isso e você não vê vantagem em colocar esse item na Planilha né E ela eu eu também tava ouvindo né Falei bom eu tô vendo que foi bastante importante esse período que você trabalhou lá deve ter sido muito difícil trabalhar junto no meio de um bando de homens numa época que você tava sozinha lá ela falou é e ficava todo mundo
fazendo piadinha e piada machista e e e e de uma uma forma ou de outra umas brincadeiras que eu não gostava e tal né então né e eu fui ouvindo ali aquela Aquela aquilo que para ela né era significativo E aí eu eu eu cheguei né para poder encaminhar ali aquela aquele momento eu cheguei para ela e perguntei assim Falei bom me diz uma coisa se o seu ex marido né Eh chegasse para você e falasse assim eu tava com os dois lá ela e o filho e falasse para você assim Eh ok Maria realmente
você você foi muito importante ali Naquele momento a empresa ela ela não tava bem das pernas e quando você entrou você trouxe você inovou ali eh eh eh na empresa e você criou toda uma linha de roupas eu me lembro você trouxe Fulano você trouxe clano você teve Inclusive a gente teve que fazer muitas adaptações para poder entrar com essa linha e realmente as as lojas mudaram e aquilo ali ajudou muito a empresa né mas eh Eh eu eu eu sinceramente isso daí é difícil da gente contabilizar porque eu não quero mexer com esse negócio
aquela época o salário é uma coisa mesmo que a gente convertesse para dólar eu não não não quero não quero mexer com isso até porque essa empresa eh eh fui eu que construí eu ela não era nada foi foi com aquela confecção lá da mãe da minha tia da minha tia que não sei o que começou com uma roupinha eu fiz aquilo tudo também crescer e vamos deixar isso para Lá eu reconheço Realmente você você fez você ajudou mas vamos tirar esse negócio daí da planilha porque isso aí não tem sabe não não não não
quero não precisa disso aí não não vai mudar em nada ali os números mas realmente foi muito importante o ter o trabalho aí eu perguntei se ele ele falasse assim com você você tiraria da planilha Aí ela falou ah aí eu tiro aí não tem problema aí o filho que tava assistindo mas por quê Por que que falando assim você tira E eu aqui te explicando e você a gente fica repetindo e não consegue né então Eh é muito interessante isso né porque a a a gente tava falando ali da da tendência atualizar Ant aquela
definição que fala da da gente tá em busca de suprir as necessidades e as necessidades humanas elas eh elas são vistas aí né pela pela pela comunicação não violenta que que que coloca a necessidade eh eh Inclusive um letramento sobre as necessidades né nomeando Quais são as humanas e tal e e as necessidades Elas são tão necessidades como como qualquer outra diferente né da da daquela pirâmide de maslov eh não tem uma necessidade que é mais importante do que outra todas elas são necessárias são vitais de uma certa forma né só que a cada momento
você tá com uma Necessidade Então nesse momento aqui agora nós almoçamos provavelmente todo mundo Pelo menos foi o horário de almoço ninguém deve estar com fome nem por isso eu não vou dizer que comer não é uma necessidade humana comer é uma necessidade humana ainda que nesse momento a gente não esteja com fome né então eh eh se por exemplo a gente tiver com nossos eh com filhos com fome Pode ser que a gente faça a gente faça coisas que normalmente a gente não faz porque Sei lá Tá faminto tem uma situação caótica e você
poxa no meio da Fome vendo um desperdício alguma coisa você eh eh subtraia alguma coisa de uma uma fruta Qualquer coisa sei lá você pode ser que você faça coisas que normalmente você não faz por causa daquela necessidade né então naquele momento eh essa essa a mãe né que tava falando ela tinha uma necessidade uma necessidade ali de Reconhecimento da da da do trabalho dela né de de da dificuldade que ela né que ela viveu uma colimento talvez de tudo que ela sofreu naquele momento aquele aquele assédio aquela moral sei lá que mais eh eh
então então de alguma forma essa é como se fosse uma necessidade de fome mesmo é uma situação que era aquela necessidade dela então só que a estratégia que ela tava usando para atender aquela Necessidade era uma estratégia de colocar o item na planilha e colocar o item na planilha né como filho mesm vava talvez não fosse a melhor forma dela dela conseguir se nutrir daquela necessidade de reconhecimento né então eh eh tava ali vivendo uma uma situação por isso que quando eu de alguma maneira ofereci para ela uma fala de acolhimento de compreensão né de
de de reconhecimento Ela de alguma forma sentiu nutrida naquela necessidade E aí aquela estratégia já não fazia tanto sentido e ela podia então retirar o nome a o item lá a rubrica da da planilha né então a gente percebe que que isso isso é isso é da gente isso é do humano então então é uma necessidade Uma vez eu tava eu tava tava no no aqui no tribunal eh assistindo uma oitiva de uma procuradora que trabalhava ali com Jovens infratores E aí eh eu fui assistir para ver como é que era e naquela manhã chegou
um jovem tava com roupa de uniforme de escola e e ele tava com a camisa de escola e tal mas tinha passado à noite num abrigo porque tinha sido eh recolhido ali aqui no dia anterior e tal e aí ela foi foi ouvir a história e o cara o garoto veio e a mãe também tava de alguma forma a mãe foi avisada a mãe Também estava ali presente né naquela conversa iam ouvir o menino a história do menino era tal da oitiva Aí o menino ele contou e ele tava ele mora numa comunidade né numa
favela ele mora numa na na comunidade e ele tava naquela na Tarde do dia anterior junto com os amigos e os amigos ali todo mundo conversando não sei o que pá pá pá eh parece que ali Numa rua mais em frente tinha parado um carro o carro estacionou lá e os amigos Então falaram assim vamos Vamos ganhar aquele carro lá não sei o qu e pá pá pá porque que viram como uma oportunidade de de né de de roubar o carro ali de fazer alguma né um furto e tal e aí o menino falou não
eu não quero eu não não não vou não e aí o grupo falou deixa de ser otário seu babaca vamos lá não sei o qu p p pá rapidinho você não viu o cara já tá longe vamos num instantinho a gente faz isso e tal não sei o quê e o garoto não queria ir né Ele tava contando essa história e parecia eu realmente sincero ali sei lá tava ouvindo parecia realmente que ele tinha experimentado dessa forma e aí Eh mas só que no momento ele foi ele foi eh pro tal do carro e na
hora que eles estavam lá arrombando o carro apareceu a polícia e sei lá todo mundo as pessoas já estavam acostumadas e saíram correndo mas ele que não tava acostumado ficou meio olhando para um lado olhando pro outro e pegaram Ele pegaram ele Levaram ele ficou no tal do Abrigo no dia seguinte ele tava ali então contando o que que aconteceu ia passar ele era menor então ia passar ali por um processo E aí eu naquela na Já tem alguns anos né mas aquilo me marcou muito porque eu fiquei pensando assim né o quanto que essa
necessidade ela realmente é algo que pode fazer a gente eh agir de maneira Que não é o melhor pra gente mesmo né e e ali no caso ele tava falando dessa necessidade de pertencimento a necessidade de grupo que é uma necessidade humana né da gente pertencer E e essa e essa necessidade naquele momento em que chamaram ele de babaca de otário vamos lá não sei o qu se ele não se ele não participa ele de alguma maneira podia ser no dia seguinte ser o cara do Bullying né a sofrer bullying a a ser sacaneado vocês
sabem então então quer dizer para não viver isso para poder pertencer de repente ele escolhe arriscar a própria vida então Eh quando a gente fala das necessidades a gente tá falando de realmente coisas que que alteram a gente então quando você vê uma pessoa brigando batendo né eh qualquer situação humana a gente pode realmente procurar ouvir Quais são os interesses e mais Profundamente as necessidades envolvidas com aquela ação se eu chego na necessidade a necessidade ela é humana e como a necessidade é humana eu sou humano eu posso me conectar através daquela necessidade posso discordar
totalmente da Estratégia que a pessoa tá usando Mas eu posso entender e me conectar pela necessidade humana que a gente tem em Comum e se eu compreendo essa necessidade pode ser um ponto de partida de conexão para que uma vez conectado a gente agora possa pensar em soluções e ampliar caminhos então Eh o que que o que que aconteceu na mediação a a a mulher ela a mãe né ela então topou tirar o item da planilha e eu coloquei na Pauta essa esse ponto que era um ponto mais pro subjetivo no caso ali da da
da dos valores do imóvel e da planilha e tal era uma questão de reconhecimento de um de um olhar que fazia luz que colocava luz no trabalho dela na na contribuição que ela deu PR aquela empresa na dificuldade que ela tinha vivido naquela época e aí eu coloi ISO como paa e disse para ela que eu conversaria com ele pra gente pra gente falar sobre aquilo não Era jogar aquilo fora não era botar tirar da reta era conversar sobre aquilo né E aí quando eu tive com ele sozinho no outro momento eh eu perguntei como
é que foi né como é que foi a a o período que que ela tinha trabalhado lá porque ela me falou que tinha trabalhado uma época falou ih essa história não sei o quê não gosto dessa história eu falei Não eu sei eu sei que que você não gosta até porque foi uma grande questão realmente e e ela de uma certa forma até nem quer falar sobre valores não Ela só comentou ali sobre o sobre o evento e tal alguma coisa que foi importante eu queria saber como é que foi para você né Então essa
é uma pergunta que é uma pergunta exploratória da da mediação para poder saber quais são os interesses o que que estava acontecendo com ele né como é que Você faz o bolo Ah eu faço o bolo mamãe com a casca da laranja Ah tá então se é a casca você vai ficar com a casca inteira porque a sua irmã não precisa dar casca então eu perguntei para ele como é que foi isso daí ai ai essa história f não ó ela não tá aqui só só nós dois me conta um pouco como é que foi
isso ah ela foi trabalhar lá porque a empresa tava assim tava assado e tal ela fica dizendo aí fala dela né ela fica dizendo Que foi ela que salvou a empresa e tal mas mas eh eh eu construí essa empresa que era no Brasil inteiro essa confecção a partir da da das roupas e da costura que a minha tia fazia e tal aí contou a história de como é que ele ele começou a vender a roupa ali na na na na escola que que era perto da casa dele então vendia PR os funcionários aí os
funcionários depois começou a fazer uniforme depois começou a fazer não sei o quê e tal né e e tinha construído Aquilo durante eh porque eles se casaram com 40 anos então ele falou eu eu trabalhei aqui durante muitos anos e fui construindo comecei a trabalhar eh desde de 12 anos de idade não sei o que pá pá pá nem sabias nem escrever fui eu que comprei o primeiro lápis fui na papelaria comprar com meu dinheiro lápis com sabe E aí poxa eu tô ouvindo né o quanto ele também queria eh ser visto e reconhecido na
construção que ele tinha feito na vida e quando ela falava eh eu Levantei essa empresa eh eh parecia que essa parte para ele não não não era tirada da frente sabe eh você ajudou o o o apoiou uma empresa que fui eu que construí essa já seria uma frase que né Poderia encaixar quer dizer reconhecimento para ele também de tudo que ele construiu ainda que Poxa devido a várias medidas do nosso do nosso governo em várias épocas eh a empresa não tava indo bem é não é não é é assim que as coisas andam então
não tava indo Bem e aquele momento que ela entrou foi positivo Então não é uma coisa ou outra as coisas convivem Mas de repente quando quando aparece ali a a a fala não não aparecia isso E aí eu tive a oportunidade então de de Então quer dizer você você construiu Essa empresa do zero você Nossa tinha lojas em quase todos os shoppings em todos os estados uma coisa é é uma coisa uma coisa muito grande é linda de se ver sabendo que aquilo ali Partiu e tal então quer dizer De alguma maneira teve esse esse
trabalho aí eu falei assim bom mas de qualquer forma eu eu ouvi você dizer que o naquele momento ali Ela ajudou é Ela ajudou Claro que ela ajudou Claro que ela ajudou foi foi importante ali o trabalho mas não foi ela que construiu eu falei não entendi não foi ela que construiu não foi ela que montou toda essa empresa mas ela de alguma maneira impulsionou aquilo ali naquele Momento foi importante é exatamente então Eh Será que a gente consegue conversar sobre isso nessa perspectiva de que foi você que construiu aquilo e tal não sei o
quê mas que aquele momento Ela ajudou f não se entrar como ela ajudou tudo bem E realmente ajudou e ajudou bastante naquele momento foi muito ele falou não é isso que eu é isso a você construiu você pô loja em todo o Brasil e tal não sei o qu E aí ele ele conseguiu encontrar uma uma uma uma fala Que considerava ele e ao mesmo tempo considerava ela naquela medida da da da daisa né E foi isso que aconteceu então quer dizer eh no momento em que eles se encontraram a essa conversa pode se dar
nesses termos E aí nesses termos ficou bom pros dois os dois conseguiram ouvir a história dessa maneira a narrativa dessa forma que havia o reconhecimento eh eh dos dois e os dois se sentiam à vontade Não realmente a a aquela a a aquilo que ele Criou era uma coisa maravilhosa era uma coisa imensa e realmente com muita qualidade e as lojas não era toa que vendia porque a loja no Brasil inteiro Então ela pode dizer isso ela também encontrou lugar e ele também encontrou lugar para poder falar e aquilo ali não tinha nada a ver
com o item da planilha com item objetivo né Eh eh do valor daquilo e pronto aquilo se diluiu e acabou não precisava mais botar o item na planilha mas ainda tinha toda A questão de 80% para ela e 40% para ele isso ainda ainda ainda ia caminhar para isso tudo isso foi só um dos itens da pauta que foi um item subjetivo que eu trouxe como exemplo de uma né de uma de uma abordagem que é uma abordagem que eh que pergunta e que vai aprofundando buscando eh a a os interesses e buscando no caso
necessidades né então então eu eu eu como falei para vocês eu venho né venho dessa área mais Exata né fiz essa mudança na minha vida e aí eu quero trazer para vocês a comunicação não violenta honrando essa essa história que quando eu olho hoje comparado aí eh com toda profundidade que a a a própria psicologia e a abordagem tem na escuta na na na na compreensão na na na compreensão empática né na aceitação eh condicional né então todo todo esse trabalho essa profundeza mas quando eu cheguei eu só era alguém que que que Veio da
engenharia e era muito matemático então então a comunicação não violenta me possibilitou entrar em contato com esse universo então ainda que hoje quando eu olho eu acho meio às vezes né assim posso posso pensar que ela explicada ela é superficial eu vejo que que tem muito valor muito valor porque dá para para fazer uma entrada nesse nesse universo subjetivo legal então eu queria passar para vocês um pouco um Pouco desse caminho né como é que como é que isso chegou eh para mim pera aí para mim e para muita gente né porque como eu disse
a comunicação não violenta ela ela faz parte da formação eh de todas as formações de mediação de conflito é a maneira que eles encontraram para trazer essa visão da pauta subjetiva a comunicação não violenta foi desenvolvida por esse cara e né nos anos 60 ali e Ele ele foi o Marshall eh o Rogers ele Ele viveu aqui de 1902 até 87 e nesse período ele tava lá na universidade de wisconsin e o e o Marshall estudou durante essa Época fez lá a formação dele em psicologia e o gendlin também né também tava nessa época aqui
de 50 até 62 o gendlin tava trabalhando com o Rogers lá na na naquela com esquizofrênicos e tal né então eu coloco esses três porque eh são três Referências assim para mim e e e tem muita ligação entre eles né então Eh o Rogers ele ele trazia tudo que vocês sabem e o e o Marshall ele tentou apresentar o trabalho dele com essas quatro esses quatro componentes aqui que eu vou entrar em mais detalhes né esses quatro componentes que é observação sentimentos necessidades e pedido né Eh na verdade é o que que você tá vendo
O que que você tá sentindo a partir do sentimento Quais são as necessidades e agora que você sabe quais são as necessidades Qual é a ação no mundo que vai né Eh de alguma forma essas necessidades né o pedido e ainda que seja simplista eu botei a imagem de uma muleta porque é isso né ah eu eu eu fazia kite Surf uma época e sofri um acidente lá em Natal eu voei saí do mar e caí na areia quando eu caí na areia eu de muito alto e quebrei o o calcanho né e e também
quase perdi o o dedo e tal Foi um acidente e E aí eu Enfim tive que fazer cirurgia e tal fiquei com a muleta durante um tempo e E aí depois que eu melhorei né Fiz fisioterapia não sei o que eu olhava para aquela amuleta aquela muleta me Dava uma uma sensação muito ruim porque realmente foi num momento ruim mas eu não podia ainda que me trouxesse Uma sensação ruim né eu não podia dizer que aquela muleta não tinha sido importante então eu coloco a muleta aqui nesse sentido assim que eh a muleta como fosse
uma coisa temporária né pra gente compreender a base mas depois a gente pega joga fora porque não precisa né dessa estrutura mas para entender a gente acaba usando dela né e e o Objetivo da comunicação não violenta é exatamente eh é como se é como se tentasse vamos dizer assim eh estruturar né pegar um pouco mais de objetividade na na naquilo que naquilo que é a tendência atualizante se a tendência atualizante fala que a gente tá sempre buscando suprir a necessidade que que é necessidade o que que é necessidade então Eh foi foi daí que
ele começou Vamos vamos dar nome para essa necessidade E aí eh aqui eu coloquei a definição né todo do tendência atualizante todo organismo é movido por uma tendência inerente a todas as suas potencialidades para desenvolvê-la de maneira favorecer sua conservação e o seu enriquecimento e a definição lá do do Marcos né Pinto Eh que que que fala de suprir as suas necessidades então Eh aqui como um exercício eu gostaria De de ver com vocês né Que tipo de pera aí deixa eu um estanho Então eu queria listar aqui com vocês eh o que que seria
esse campo aí das necessidades humanas tentar tentar construir com vocês aqui um né O que que seriam essas necessidades então por exemplo eh eu falei para vocês naquela conversa da da mãe com o filho que a mãe ela tava falando da necessidade de Reconhecimento Falei também que o menino que tinha sido pego pela polícia ele ele tava com a necessidade de pertencimento Falamos também de outras necessidades eh mais básicas né de alimento ar né água essa coisa aí que a gente tem mesmo que outras necessidades vocês eh vocês enxergam que sejam necessidades humanas né que
qualquer ser humano Precisa [Música] descanso descanso acolhimento acolhimento relações sociais esse ol diversão prazer diversão ver que mais segurança segurança Então é muito interessante né porque eh eu tenho houve uma época antes da pandemia que no no nos cursos que eu fazia de comunicação não violenta aí eu usava um eu usava um baralho tá vendo e aqui eu tinha nesse baralho eu eu tinha um baralho que era um baralho de necessidades que é azul e um Baralho de sentimentos e é mais clarinho assim né como eu disse para vocês eh hoje em dia eu tenho
um pouco de incômodo de mostrar né de de de de trazer isso como uma coisa assim de baralho né a gente como se essa nossa a nossa escuta fosse pudesse ser simplificada numas cartas né mas como eu falei para vocês foi uma época que isso foi importante para mim então eu tô trazendo para vocês porque foi o meu foi A minha virada e eu acho que isso pode ter virada para muita gente sabe então eu tô trazendo mas o fato é que e aqui eu tenho 100 necessidades são 100 cartas e tenho 80 sentimentos são
80 cartas de sentimento quando a gente vai escrevendo às vezes falta sei lá não me lembro né Eu não me lembro sei lá pô mas eu mas tem tanto né e é muito interessante porque se a gente começar a pensar em algumas histórias é só a gente pensar em História que a gente vai lembrar de outras necessidades então por exemplo quando eu comecei a estudar isso eu trabalhava junto com um cara que ele fazia um trabalho na na na na no ambiente prisional e ele falava de comunicação não violenta com os presos quando ele fazia
esse trabalho que eu tô fazendo com vocês aqui agora e perguntava sobre necessidade a primeira necessidade que aqueles caras falavam era Liberdade coisa que não vem pra gente porque a gente não tem falta dela talvez né Não sei tô falando de vocês mas aqui a gente Pelo menos a gente tá livre para poder desligar embora fazer ninguém tá aqui preso a nada tá todo mundo aqui porque quer então Eh é assim que funciona né a gente às vezes não vai lembrar porque porque a gente não tá com sentindo falta né então se eu pegar aqui
uma carta qualquer Aliás eu não eu não sou muito de eu não sou muito de Instagram né não é muito me não sou difícil né ficar postando eu não não go mas dizem que é importante não dizem não né É hoje em dia se não fizer alguma coisa nesse sentido ninguém lembra da gente né essa que é a verdade então então Outro dia eu falei cara eu acho que eu vou fazer a cada dia eu vou eu vou postar uma carta de necessidade né eu vou sortear assim qual Vamos sortear hoje uma carta aqui Aí
eu vou apegar e vou tirar uma carta e vai ser a carta ver e ser visto é uma necessidade né né então às vezes eu me lembro Por exemplo quando eu tava dando aula às vezes em turmas e tal e sei lá às vezes tem alguém né que eh fica puxando Na época eu não sabia lidar muito isso mas a pessoa Às vezes tá puxando ali por uma por uma fala por um momento querendo né de alguma maneira e às vezes é uma necessidade de servo um Filho que que que que tem a necessidade de
ser visto mãe me olha aliás eu tava vendo um filme ontem era disclaimer no Apple plus aí tinha aí o menino tava na praia com a mãe Fala mãe me olha a ele brincando na areia mãe Mea tava até a brincadeira era tá chamando exatamente para ser sabe é uma necessidade de ser visto e se aquilo não acontece esse menino é capaz de fazer uma bobagem ali só para ser visto acabar se machucando fazendo mal a Alguém para poder ser escutado para poder ser visto não é uma necessidade humana e é interessante a gente nomear
porque se a gente percebe isso F Poxa então se é uma né é eh eh eh e eh eh é como se alguém pedisse um prato de comida e você oferecesse água Pode até ser que a pessoa também esteja com sede mas aquilo não vai atender a necessidade da pessoa e ela vai continuar pedindo comida mas que droga você você fica me Enchendo o saco já não te dei água é um absurdo a frase é olhando assim é um absurda mas quando quando se trata de ser visto aí se você só que é ser visto
né se aquilo faz sentido você pode olhar ativamente você pode resolver olhar e dar a atenção você pode botar a mão no bolso ou pode pegar um pouco de comida e dar comida pro outro porque você tá vendo você tá entendendo que que aquilo ali se Trata muito bem eh então então é isso né a gente a gente tem essa essa essa essa abordagem de olhar as necessidades porque se eu entendo que a necessidade é a necessidade de reconhecimento eu vou montar uma estratégia que eh consiga atender aquela necessidade tanto pro cara quanto pra mulher
e assim eu dissolvo aquele item da pauta que era o reconhecimento né porque houve a Compreensão daquela necessidade eu chequei com ela chequei com ele vi que era isso e quando os dois estavam juntos eh a promovi esse reconhecimento mútuo e os dois ficaram satisfeitos em relação à aquele item né Muito bem eh vamos em frente ah continuando aqui né na comunicação não violenta eh ele fala de sentimentos eu eu né fiquei pensando assim o Marshall Rosenberg tendo aula com Carl Rogers né O Carl Rogers falando de empatia né tudo que ele falava tudo que
a gente hoje em dia Lê e tal só que escutando do cara mesmo falar né E aí de repente a cabeça dele né como é que ele traduz isso para uma coisa mais mecânica ali né mais observação sentimento necessidade mas era interessante né Eu acho acho interessante porque ele ele traduz o sentimento o sentimento na comunicação não violenta Ele tem muito a ver com a experienciação do do gendlin Né porque o gendlin ele falava assim que a experiencia ela é sentida ao invés de pensada né que ele fala do senso sentido né Eh sentimento sentido
tem várias palavras que ele usava mas e mas ele falava desse limar entre a sensação e a simbolização de alguma forma encontrar essa palavra que de alguma maneira o gancho né que vocês fizeram vocês fizeram aula com a com a Marilu né a da da do IBF né Então adoro ela também fiz a minha formação com ela e com a Ana Lídia né E então essa esse esse trabalho desse Limiar é muito interessante porque você vai pegar né livros esse livro aqui do do do do gendle né que é maravilhoso agora saiu em português psicologia
orientada à focalização esse esse livro aqui poxa sensacional né adoro né E aí você vê ele eles esmiuçando aquele Limiar ele Procurando escrever sobre essa sensação sentida né com tanto tanto detalhe mas aí quando eu olho a a CNV do Marshall ele já ele fala Ava né falou poxa a sensação é a sensação do corpo não são as emoções então eu posso falar Eh por exemplo de uma confusão Eu eu me sinto confuso e aí é muito interessante porque eu sinto o coração bater eu sinto a mão Suada eu Sinto eu me sinto com energia
então é eram eram termos que não eram os termos das emoções puras simples de de nojo de raiva de alegria essas essas emoções mais mais eh eh eh gritantes né então aqui no baralho de no baralho aí tem lá desânimo tem carinho e ternura alívio me sinto envolvido me sinto mexido chacoalhado sinto gratidão alegria curiosidade tédio Ambivalência compaixão e assim vai então então é interessante né quando a gente tá no universo eh eh do ser humano poder ter um letramento emocional né encontrar essas palavras porque de repente tem alguém conversando e você fala assim eh
Pô você ficou muito mexida ou você ficou muito mexido com isso né E aí a pessoa abre aquele olho e fala é exatamente E aí a gente fala assim né aquele felt Shift do do gendlin né que é O movimento sentido né Eh eh eh então que acontece quando a palavra encaixa com aquilo que a pessoa tá sentindo e e eu não sabia nada disso eu só olhava isso e falava Nossa quando eu fico tentando achar Qual é a carta que tem a ver com o sentimento da pessoa e a carta encaixa a pessoa abre
um olhão e fala É isso mesmo e tal e sente um alívio eu falei sabe o cara me explicou isso de uma maneira banal mas era o que era Para mim naquela época entendeu então eu dou muito valor Nisso porque é assim é isso então eh eh na mediação eh essa esse parece um atalho Porque como a pauta subjetiva ela precisa vir junto com a pauta objetiva é preciso que haja uma certa uma certa um caminho que é diferente do caminho da terapia e a às vezes é o suficiente para aquele momento talvez não não
não não resolva não não cause uma mudança da Personalidade uma mudança na pessoa tão profunda talvez não né mas naquele momento a que você encontra as pessoas na mediação eh as pessoas perguntam para mim mas vem cá quantos encontros eu vou vou precisar encontrar com esse traste né Eh E aí né é um trabalho que a pessoa já não quer ela sabe se eu falar cinco tudo isso por Vem cá você tá 10 anos querendo resolver uma parada agora você vai encontrar cinco Vezes você acha muito mas é porque é muito mesmo para ela para
ele ou para ela porque poxa é difícil mesmo sabe Então então Eh eh é preciso ter um equilíbrio de conseguir acessar essas coisas que a gente tá conversando aqui e chegar na pauta objetiva porque eles não querem se encontrar é preciso resolver logo se é 80 ou se é 40 ou se é como é que vai ser aquel negócio entendeu não quero ficar conversando aqui para sempre porque Agora eu quero seguir minha vida outras coisas ainda que eu vou continuar interagindo com essa pessoa então é um equilíbrio é um equilíbrio eh diferente mesmo né então
por isso que a comunicação não violenta que ela tem essa cara meio meio seca e meio superficial ela tem o valor dela muito bem Ah então enfim tinha muita coisa aqui que que tem a ver com o a forma com que o Marshall falava Né eh e aí como é que o Marshall relacionou porque que o objetivo é chegar na necessidade porque quando você encontra necessidade você vai encontrar estratégias que podem atender aquela necessidade que são diferentes da Estratégia que a pessoa viu até hoje então então você quer chegar na necessidade para encontrar outras estratégias
e e o sentimento é o que conecta a pessoa à necessidade então Eh é como se fosse isso aqui o s é como se fosse o painel né o painel do carro então no painel Tá acendendo a luzinha da gasolina quando acende a luzinha da gasolina você olha e você fala Ah tenho que botar combustível a necessidade é de combustível a necessidade não é apagar a luzinha né É então a mesma coisa quer dier você tem uma criança chorando para de chorar homem não Chora e aí você não olha você é como se você botasse
uma fita isolante em cima da luz da gasolina não vai resolver o problema se você não parar para ouvir então quer dizer são explicações assim né que que bem rasteiras mas mas que de alguma forma eh para para para para isso atende né E aí E aí né tinha ali assim o sentimento é como se fosse esse termômetro que acusa 39º Então se o termômetro acusou 39 pode Ser uma bactéria pode ser um vírus pode ser uma resfriado pode ser não sei o qu você vai ter que buscar Qual é a necessidade daquele ser que
está acusando 39º de temperatura né então quer dizer montar uma frase do tipo eu estou sentindo isso porque preciso disso era bem simples para conseguir montar essa visão do que que a pessoa precisa porque se você chegar lá eu vou encontrar outros caminhos de como Atender aquela necessidade né Eh então Ah naquele caso que eu tava falando para vocês eh desse casal né ah que queria 80% tal da planilha o apartamento de 20 milhões né não sei hoje em dia devia estar até mais porque ISO Já tem alguns anos né e E aí o que
que acontece a mulher queria 80% do imóvel e o cara Queria 40% Do imóvel essa era a posição com que eles chegaram na mediação lembra daquele triângulo lá em cima no iceberg era posição E aí através das perguntas a gente vai aprofundando né então eles chegaram com isso um qu é 80 o outro que é 40 então o que que a gente faz eu é uma pergunta para vocês responderem qual é a primeira coisa O que que a gente vai fazer numa situação como Essa O som tá funcionando né que que a gente faz quando
chega a uma história como essa pensando no que a gente tá falando aqui talvez ess se aproximar para entender o o significado que tem essas posições que eles chegam esses interesses e as necessidades que tão ali exatamente Bruna Então o que a gente faz é perguntar né é conversar não é isso é tão Óbvio pra gente que a gente não não responde mas na verdade Eh Às vezes a coisa tá no Óbvio mesmo né a dificuldade é que tá tão aparente que a gente não vê mas é isso é perguntar eu preciso preciso ouvir o
que que tem ali por trás porque se eu só tiver essa foto eu não sei o que que tem por trás eu quero 80 P então eu quero 80 então tem uma conversa e aí na hora de conversar eu escuto da mulher que eu contei para vocês que o apartamento tava alugado para para uma Embaixada era um aluguel bastante Estável e o aluguel de um imóvel de 20 hoje em dia devia ser deve est por volta de 30 um aluguel de de um imóvel de 30 milhões é se você pegar aí 5% né então é
bastante coisa né 10% dá 600.000 dá 60.000 por mês né então dá dá para muita coisa né para eles e aí a mulher ela ela falar ela ela ela falou é o negócio é o seguinte eu cuido da neta dele que mora Comigo eu cuido não sei qu eu que faço a escola eu eu que cuido disso eu preciso desse dinheiro do aluguel se eu não tivesse se se se se eu só tiver vamos dizer 60% desse dinheiro não vai dar para mim eu já tenho já tenho 80 anos eu não tenho mais eu preciso
desse dinheiro para poder e eh é levar essa essa minha essa minha neta até que ela tenha sei lá 25 anos que ela se forme mais 8 anos eu preciso sou eu Que cuido sou eu que faço depois tô Resumindo assim mas mas ela ela ela ela precisava disso né E aí quando eu converso com ele quando eu converso com ele né quer dizer se eu a ouvir ela né ao escutá-la eu vejo que o interesse dela é de alguma maneira a subsistência daquele né da da da da da da neta das pessoas que ela
tavam ali trazendo né Subsistência é uma necessidade mas o interesse dela vamos dizer essa pergunta para que que você quer Eu quero pagar a escola quero pagar a comida quero pagar né Eh se você resolver isso você resolve o problema do aluguel ou você resolve o problema do imóvel né que eles estavam se separando e tal quando eu falo com ele e eu faço a mesma pergunta né E aí ele fala assim Sérgio eu fui um cara muito Rico eu paguei tudo para essa família toda só que por causa da história né de enfim de
tantas coisas os meus filhos Eles não ficaram com nada porque eles também não sei se não sei se eu fiz bem ou mal mas eles não conseguiram criar a autonomia deles e a independência deles eles são assim um trabalha com isso outro trabalha com aquilo mas é tudo muito frágil eu preciso deixar para eles quando eu Morrer alguma coisa que seja pelo menos um imóvel sabe que que eles possam não ter que pagar aluguel e tal que pelo menos Facilite alguma coisa para eles então ele tava falando de uma herança e ele queria que os
filhos soubessem que iam ter aquela herança então o que ele falava era depois da morte dele e o que ela falava era em vida e aí eu falo mas vem cá nesse Momento eh a sua ex precisa pagar o aluguel precisa pagar o o a escola e tal ela precisa desse momento para agora ele falou não para agora não tem problema porque agora de alguma maneira eu ainda tô trabalhando eu tô com meus filhos vou ajudando vou fazendo tal Quando eu morrer eu quero Então vem cá Se vocês fizerem um acordo que seja depois da
morte de vocês é 40% desse desse imóvel lá 12 milhões vá seis para um filho seis Pro outro você fica satisfeito P Lógico é isso que eu quero então eles fizeram um acordo que até morrer era 80% para ela e depois de morrer era 40 para ele e esse foi o acordo que eles fizeram e depois arranjaram uma maneira de de de colocar isso porque isso não é uma coisa fácil de se colocar legalmente e como a gente falou ali atrás é preciso que as decisões eh tenham valor legal então eles chamaram os advogados e
Falaram agora vocês é que resolvem é isso que a gente quer e a aí resolveram Resolveram assim quer dizer ficou 80 para um e e 40 pro outro e e a base disso é isso que a Bruna falou é perguntar é saber para você poder ver qual é o interesse e ver se tem outros caminhos né Então é isso é interessante né Sérgio porque parece Óbvio igual quando você falou mas eu não sei se é porque veja se faz sentido eu fque pensando a gente fala muito injustiça né quando às vezes estão tentando mediar alguma
coisa Ah eu quero justiça é como se Justiça tivesse só um significado só um sentido para todo mundo então eu poderia pensar nesse caso né numa coisa mais tradicional mesmo ó meio a meio e aí tá igual para todo Mundo e quando a gente olha para essas necessidades você vê que que não então a mesma coisa lá do exemplo dos filhos da da laranja né às vezes é justiça para quem Talvez para uma pessoa que tá olhando de fora e que resolver pra mãe naquele momento é mas talvez não seja pros filhos Então acho que
é como se a gente conseguisse também a ouvir ver a diversidade de significados da Justiça que tá nesse lugar mais que a gente alcança através da escuta né do que é Mais subjetivo do que aquilo significa para cada pessoa né então é óbvio mas a no tempo não é porque se a gente olhar pro social o que tratam como Óbvio Essa justiça de que parece que tá igual para todo mundo como se igual para todo mundo fosse o que a gente quisesse e às vezes não né Às vezes precisa ser diferente para ser justo também
né É exatamente né eh não sei se você foi falando agora Bruna me veio uma me veio uma imagem assim como se como se fosse uma balança O equilíbrio da balança é ali ela né Se ela tiver o mesmo peso de cada lado é ficar no mesmo nível mas se essa balança tiver em cima de um caminhão e ele tiver fazendo uma curva essa balança pode ficar assim o equilíbrio dela é outro dependendo dependendo né do do movimento se esse aqui tá mais para fora do que esse Pode ser que dê um né E aí
se você olha só a balança você vai ver um desequilíbrio mas se você olha o todo você vai entender porque que aquele Desequilíbrio é um equilíbrio então Eh essa coisa da justiça qual é o meu eixo de justiça em cima de que eixo eu tô equilibrando para dizer que é justo ou não é justo e qual é o eixo do outro né então Eh é muito é muito interessante é muito interessante porque nas relações humanas a gente não não é uma equação onde você bota coisa para outro Lado e ele troca o sinal sabe não
é uma equação eu se eu se eu eu o que eu sinto é que quando eu dou amor eu me elevo então se eu tô dando como é que eu posso ter mais se eu tô dando já não é lógico não é lógico sabe se eu me percebo contribuindo tô falando de mim se eu me percebo contribuindo sabe aqui na comunidade em Algum lugar eu eu eu me sinto bem eu me sinto mais potente então não tá na matem porque se eu tô doando eu passei a manhã inteira fazer um negócio pro outro por que
que eu não tô mais cansado eu tô com mais energia não entendeu não é outra coisa muito bem alguém quer comentar alguma coisa tem algo vivo acontecendo aí com alguém só pensando aqui que isso é muito ACP né é Nossa isso isso é muito Roger né fic pensando aqui que vai muito de encontro com que a gente estuda mes deic roges essa mediação de conflitos muito mesmo de colocar o indivíduo no centro mesmo de ter essa sensibilidade de escutar as necessidade do de cada parte e não pegar uma parte né como verdadeira ou qualquer outra
coisa exatamente Geovan acho que foi É acho não né é Essa esse é o Essa é a motivação de colocar essa aula aqui com vocês né Para né para perceber mesmo essa essa dimensão nessa dimensão vamos lá então eu tava aqui né Eh nem me lembro que eu vou ter caso da o urgência do cachorro que caso é [Música] esse tinha um outro não sei se era isso não mas eh sabe essas coisas assim a pessoa saía Para trabalhar deixa o cachorro em casa aí o cachorro fica latindo aí a vizinhança fica incomodado né reclama
com a dona do cachorro a dona do cachorro não vive aquilo porque ela sai de manhã e voltava mais tarde não vive aquele aquele incômodo e a pessoa a o vizinho era uma era uma costureira e ficava trabalhando em casa né E e aí o latindo e tal não sei o quê e Aí na conversa o que foi feito foi que ela ficava costurando sozinha e que ter a companhia do cachorro seria ótimo para ela e aí ela passou pegar pegava o cachorro ia pro trabalho e deixava o cachorro com a vizinha da costureira entendeu
E aí o cachorro ficava junto parava de lati ela tinha companhia o cachorro gostava a outra gostava todo mundo gostava então quer dizer uma coisa que era um inferno Tinha uma solução que era a melhor coisa que podia ser na verdade mesmo que o cachorro não Latisse essa solução é melhor e o cachorro não ficava sozinho mais e nem nem a pessoa do Trabalho sabe então tem umas coisas assim que né que são lindas e que ao mesmo tempo podia ir pra Justiça podia ir pra justiça para falar porque maltrato do animal que não sei
o qu e latido e Podia virar um monstro a gente a gente faz muitas Coisas no nosso dia a dia que a gente acaba fazendo isso de alguma maneira percebendo o outro e compondo soluções que a gente nem se dá conta tenho certeza que muitas histórias como essa a gente nem sabe que tá fazendo e tá E tá negociando no nosso dia a dia sabe Às vezes o difícil é quando a diferença se encontra E aí as emoções e as Sensações E aí né as dores eh de alguma forma impedem que a gente AL esses
esse campo de de Negociação né E E essas técnicas essas conversas elas valem elas valem por isso por esses momentos sabe a gente a gente tá com machucado no braço até carinho dói se eu tiver com uma ferida aqui até carinho dói entendeu não vou então é isso ISS sabe é é compreender esses momentos como atuar nesses momentos bom e aí a gente falou aqui de sentimentos necessidad eh essas outras partes né observação e e Pedido né observação e pedido Deixa eu só ver aqui onde é que a gente tá ver se eu vou contar
uma história para vocês que fala de observação e pedido mais fácil do que ficar falando eh vou contar essa história uma Uma vez eu tava fazendo uma uma Palestra fazer uma palestra era um evento num parque aqui no Rio de Janeiro uma reserva e nessa reserva na naquele dia eh eh o parque tava aberto para as pessoas oferecerem coisas né tinha um índio lá também pintando as pessoas e conversando um pouco sobre a vida do indígena e E aí me chamaram para fazer uma palestra de comunicação não violenta né Eh para para lá no parque
e aí eu sentei e tava todo mundo as pessoas sentaram em Roda e tava todo muito sentado no chão em roda e tal e eu falei da comunicação não violenta isso que eu tô falando para vocês de sentimento e necessidade falei que o sentimento ajudava a conectar com a com a necessidade e que o sentimento então se ele ajuda a conectar com a necessidade quando a gente tá sentindo algo que é Positivo né então eu tô com energia Eu tô alegre eu tô satisfeito quando eu tô sentindo algo bom positivo significa que Eu tô com
a minha necessidade atendida então aqui quando eu me vejo dando aula conversando eu sempre me vejo muita muita energia com muita muita força adoro é uma das coisas que eu mais gosto de est é fazendo o que eu tô fazendo aqui com vocês porque eu me sinto assim contribuindo passando sei lá organizando as ideias e falando Então essa é uma necessidade minha de contribuição que ela é atendida quando eu tô com vocês e aí a minha energia Sobe eu sinto algo legal e quando a gente sente algo que não é legal né uma uma sentimento
tipo tristeza angústia né um pesar e tal quando eu tô sentindo algo que não é legal é porque é um sinal de que alguma necessidade não está sendo atendida então o sentimento é sempre positivo porque el tá sempre alertando O que que você precisa mesmo sentimento ruim é Legal por é como né que nem o termômetro ele acusou 39 G você vai ficaro com termômetro quer quebrar o termômetro não merda 4 39 G você não vai fazer isso né porque aquilo tá te dando uma informação Então na verdade todo o sentimento é bom E aí
quando eu falei isso uma mulher que tava lá ela falou assim ah não não me vem com essa não não me vem com essa não porque eu tô aqui sentada aqui nesse lugar meu marido tá sentado lá do outro lado meu filho tá aí brincando mas a Gente não tá a gente não se fala desde de manhã Era de tarde né início da tarde a gente não se fala desde de manhã e tal e eu tô com muita raiva e eu não vejo como essa raiva pode me ajudar no meio da galera assim né ela
veio com essa eu falei achei né Na hora me deu um susto mas no fundo eu achei bom né Porque pô melhor coisa para alguém que tá fazendo é ter algo vivo acontecendo na hora né Melhor coisa né Aí às vezes no Bom deixa eu falá no curso às vezes né eu fico atrás disso né que nem a gente aqui A gente tá aqui ouvindo silêncio a gente não tá tendo muita interação mas no fundo o bom é quando rola um alguma coisa né porque aí a gente vai na hora né mas aconteceu lá naquele
dia aí eh ela falou Ela falou assim né falou não não não Realmente eu não tô entendendo esse negócio não eu tô eu tô aqui eh muito chateada e não vejo como é Que isso aí pode ajudar aí eu falei eh bom que que eu ia fazer né começou com isso então o que que a gente faz qual é a primeira coisa Bruna vamos dialogar Vamos ouv né Vamos ouvir né Aí eu falei nossa tô vendo que você realmente tá mexido aí com essa história né Que que aconteceu aí ela falou assim ah a gente
ia sair de manhã a gente ia sair de manhã e eu Eh fiz uma mudança na minha vida muito grande eu trabalhava numa empresa Saí da empresa e agora eu tô fazendo eh eh salgadinhos veganos e tal e a gente ia chegar nós íamos fazer um café da manhã vegano aqui no parque pras pessoas e aí eh a gente acordou a gente acordou meio atrasado e tal não sei o qu tava em casa tomando café e E aí eh eu falei pro falei pro Eduardo que eh eu é que ia dirigir porque Ele dirige muito
devagar e a Gente ainda ia ter que vir a gente tava atrasado e eu tinha que chegar aqui e arrumar as coisas e não sei o quê e aí eh a gente ele falou não eu que vou dirigir e aí ele nem terminou o café levantou da mesa foi pro carro sentou no no no no lugar do motorista e falou que não ia sair de lá a gente entrou no carro meu filho junto e ficamos discutindo e não sei o que e chegamos até agora eu tô com muita raiv porque a gente chegou atrasado e
E aí eu Montei mas não ficou do jeito que eu queria e não sei o que não sei que lá aí eu falei eu falei assim Nossa imagino que você né você você mudou de emprego como era importante esse momento para você você afinal de contas era uma oportunidade de você apresentar o teu produto para pessoas que são pessoas que vem num Parque numa reserva Florestal geralmente São pessoas que de alguma maneira vão valorizar essa esse tipo de Alimento que você faz é Exatamente exatamente e tal aí vem né aquela coisa que a pessoa né
com a a expressão corporal que a gente vai lendo e que vai vendo que tá fazendo sentido para ela né e e e e e a gente vai também né ali navegando naquela naquela é exatamente Poxa eu eu era muito importante eu tinha que distribuir os meus cartões e na hora que a gente chegou muita gente já tava passeando não deu para distribuir os cartões falei poxa E você ainda ainda Fez os cartõezinhos para entregar pras pessoas e não conseguiu deve tá tudo aí na sua bolsa deve est né você querendo entregar inclusive se você
quiser entregar aqui depois você pode entregar PR as pessoas deve ter gente aqui e tal é eu tô aqui e tal ela deu uma risada e tal é mas é é tal né aí aí eu cheguei pro falei bom beleza vamos ouvir agora o que que aconteceu com o Eduardo né Vamos ouvir agora o que que Aconteceu com o Eduardo podemos ouvir Posso posso ouvir o que que Eduardo tem para dizer aí ela falou Pode falou mais alguma coisa pode aí eu fui pro cara aí quando eu cheguei no cara eu falei e aí que
que aconteceu aí ele falou assim Ah ela tava muito né nervosa foi a primeira frase dele né ela tava muito nervosa aí eu falei ó só um instantinho né porque quando ele fala Nervosa o que que tava acontecendo ele não estava trazendo para mim o que ele observou e é por isso que eu tava falando da observação é aquele primeiro item que eu mostrei daqueles quatro né era observação sentimento necessidade e pedido e eu tô agora querendo falar para vocês sobre o valor daquele primeiro item que é a observação e ele começou falando ela tava
muito Nervosa quando ele fala isso ele tá misturando a avaliação dele com a observação e o que o mar fala é que você precisa separar a avaliação da observação que um dos grandes motivos dos conflitos é que a gente costuma misturar a avaliação com a observação e eh Ele tava dizendo que ela estava muito nervosa e nervosa é a avaliação que ele faz não é algo observável quando ele falou isso eu pedi Para ele parar porque a par se ele continuasse falando ela não ia ouvir porque ela ia ficar com uma conversa interna a respeito
daqu nervosa e falou é que nem a gente fal calma não precisa ficar aí que o outro explode mesmo né você f calma não precisa ficar nervoso aí o outro explode por C disso então quando ele falou isso eu falei esa só um instantinho na primeira Frase aí eu voltei para ela falei assim como é que você tá agora agora que eu tô mesmo eu não tava nervosa eu não tava nervosa eu estava preocupada que eu tinha que chegar no meu horário para entregar e montar a mesa e fazer tanã aí eu voltei para ele
como é que eu ia desatar aquela né porque o Car pro cara ele tinha certeza era como se fosse não era uma avaliação era realmente o que Ele tava achando que ela tava nervosa aí eu cheguei para ele e falei assim bom ela tá dizendo que ela tava preocupada e não nervosa aí aí ele fala assim ah ela tava ela tava nervosa sim vem com essa história não fica mudando eu tava nervosa posso continuar não não dá ainda não dá vamos falar um pouquinho mais eu fi o que que você viu eu perguntei o que
foi que você viu que fez você pensar que ela tava nervosa ou o Que faz você falar que ela tava nervosa o que foi que você viu aí ele fala assim ela tava nervosa aí eu tive que dar um passo atrás eu tive que dar um passo atrás eu falei assim então eu vou vamos junto na hora do café da manhã vocês estavam lá tomando café da manhã foi um café como sempre ou aconteceu alguma coisa diferente por exemplo entornou o café falei né dei um exemplo de algo que É algo que é de fato
observável aí eu falei entornou o café ele falou por acaso entornou mesmo ela tava botando o café pro nosso filho e entornou o café falei ah entornou o café e o que mais você viu aí ele achou estranho mas aí ele falou ah a colher caiu no chão ela estava gritando com o nosso filho e aí quando ele falou gritando eu falei Opa avaliação né gritando é o que ele acha Mas de repente ela não acha que tava gritando com a colher cair era fácil de ver café entornar era fácil de ver né Eh a
observação é algo com o qual a gente começa um diálogo porque é onde tem um acordo os dois viram a colher cair os dois viram o café entornar mas como é que você transforma ela estava gritando em observação E aí eu perguntei para ele eu falei assim podemos dizer que ela tava Falando mais eu falei olha eu vou ser chato aqui porque eu tô aqui fazendo uma palestra eu tô querendo eh que vocês Conversem então eu vou ser chato aqui mas podemos dizer que ela estava falando mais alto do que normalmente ela fala aí ele
ficou né não tava entendendo é é isso tava gritando falei não gritando é uma coisa mas podemos dizer que ela tava falando mais alto porque gritando às vezes para você é um grito pro outro não É mas que ela tava falando mais alto do que normalmente ela fala com seu filho fho a ele falou ah tá bom tava falando mais alto Aí eu voltei para ela você tava falando mais alto do que normalmente você fala com seu filho fal tava Então tem um acordo né E aí eu falei para ele então tá então quer dizer
que você Você viu a colher cair o café entornar ela tava falando mais alto do que normalmente fala é eu Falei você já esteve muito preocupado com alguma coisa no seu trabalho e que talvez por estar preocupado alguém veio falar com você e você falou mais alto do que normalmente você fala você pode ter deixado alguma coisa cair no chão porque você tava tão preocupado que a tua atenção ficou em outro lugar é possível aí ele falou é é possív se eu tiver muito preocupado isso pode acontecer então Vamos assumir que ela estava preocupada porque
cair coler entornar café e falar mais alto éis que preocupados fazem EA tá diendo quea preocupada nãoa nervos aí oa ficou não sabia de ondea vindo aquilo né aquela lógica porque para ele era tão certo e tal mas ele ele ouviu ele falou tá bom então ela tava preocupada eu falei tá bom então continua bom então ela tava Ô preocupada e tal aí se corrigiu né E e aí ela tava Preocupada e naquela manhã com aquela história toda Eu também fiquei preocupado porque se tem café entornando colher caindo ela na direção pode causar um acidente
com a gente e eu não queria correr esse risco porque ainda que que tivesse que chegar na hora a gente tinha que chegar bem e ela não parecia que tava no estado melhor para dirigir agora já tô corrigindo as falas né então Eh aí eu falei Ah então você Tava preocupado com a segurança do seu filho sua da família toda Claro tava preocupado com a segurança Era por isso é isso que eu tô dizendo é por isso que eu tava querendo de Não não até agora ninguém falou a palavra segurança essa é a primeira vez
que a gente tá falando é mas é isso é óbvio falei não é óbvio mas mas na realidade eu acho que a palavra segurança é uma palavra que ela compreende você compreende isso da Claro ouvindo agora até faz Sentido e aí eu perguntei para ele e você o que que você ouviu que foi importante para ela aí el fui ajudando E aí ele ele falou não eu entendi que era o trabalho que ela mudou de trabalho inclusive pra gente é muito importante que o trabalho dela funcione porque ela né a gente é um casal e
tal não sei o qu tem que dar certo isso aí eu falei tá Então na verdade a necessidade dela né de de de alguma maneira o profissionalismo a Subsistência de vocês né porque isso tem a ver com o dinheiro com a a a rede de contatos né com a produção aí de vocês né a sustentabilidade da da da vida de vocês como casal e e agora a necessidade de segurança que você tá trazendo agora que vocês estão entendendo essas necessidades E aí quando um fala da necessidade do outro é que a a muitas vezes a
conexão acontece se eu falar não é suficiente ainda que eu possa melhorar As coisas eles precisam se ouvir é importante que eles falem quase a mesma coisa que eu falei mas só quando eles falam é que conecta entendeu Você pode falar o que você entendeu que é importante para ela aí ele fala aí eu falo para ela o que que por que que você acha que ele levantou da cadeira e foi para direção que que você entendeu disso ele tava preocupado com a segurança da gente bom e agora Como é que vocês né olhando isso
tudo como é que vocês resolveriam isso E aí ele fala Ué eu poderia ir dirigindo e ela do lado poderia Telefonar pro pessoal aqui da da da da organização avisar onde é que tava a mesa a chave e já ajudar para ir montando a mesa ver o que que dava para adiantar porque quando a gente chegou aqui fal tava tudo e eu dirigindo Ela poderia Telefonar eu falei para ela isso faz Sentido para você falou claro Faz sim realmente poderia ter feito mas a gente veio discutindo E aí eu não liguei então Eh naquele naquele
momento ali que aconteceu isso foi no meio da roda e foi uma pior coisa porque na verdade eles acabaram se conectando eu falei agora você entende por que a tua raiva foi positiva porque se não fosse por ela a gente não tinha alcançado esse lugar que a gente tá agora ela falou é vou até Levantar e sentar do lado dele aí levantou e foi para lá entendeu então Eh foi tudo perfeito eu conto porque já contei essa história e também porque deu tudo certo né gente e ali não era uma não era uma separação era
uma coisa do dia a dia mas era uma coisa né É no pequeno que a gente às vezes entende também né não é não precisa ser um monstro né Eh é no pequeno é muito legal porque a gente tá no dia a dia vivendo e a gente pratica Eh a gente falou disso aqui hoje não foi Bruna que tava falando né bruna do quanto que a gente eh eh vive as coisas também no nosso dia a dia Pelas nossas dificuldades e a gente também vai vai vai aprendendo né né vai vivendo isso né então então
foi muito interessante isso eu gosto porque é uma maneira de falar dessa parte da observação e da avaliação como que essas coisas eh quando tão misturadas elas elas favorecem muito o Conflito né então também é legal da gente separar Então as separações são essas né separar a observação da avaliação separar o sentimento do pensamento né poder também eh juntar mas separar né separar a necessidade das estratégias o que que é necessidade e o que que é estratégia para atingir aquela necessidade E o pedido é uma vez que você entendeu uma vez que você entendeu as
necessidade de todo mundo né do outro você poder fazer um pedido Claro e objetivo daquilo que você quer então Eh num trabalho de essa semana eu tava fazendo um tava com um casal e não é um casal que tá brigando é um casal que eu facilito a comunicação e eles estavam falando eh eles andam meio desconectados e eles tinham um Combinado que era que era ter uma tarde que era a tarde do inegociável eles chamavam a tarde do inegociável é que eles vão sair juntos vão fazer alguma coisa juntos e é para eles mas aquilo
já não acontece há um tempão mas eles se lembram desse negócio e aí né diante de várias conversas lá e tal o eles né no encontro passado o cara eu falei mas vem cá eu tô vendo né tinha Ele Tava acompanhando ela tudo aqu as coisas que ela tava querendo fazer ele Tava acompanhando mas não era o que ele mesmo gostava de fazer e tal e a e aquilo de alguma forma parecia que estava trazendo uma sensação para ele meio de cansaço de carregar de ele não tava satisfeito e ela reclamando que ele tava com
uma cara uma cara ruim né nas em tudo que faziam tav essa era a conversa e E aí quando tocaram nessa história do inegociável o cara eu falei Mas essas coisas de sair a tarde é algo que você gostava tá no campo das coisas que você curtia e tal aí falou é não eu eu gostava a gente sempre ia no cinema ou então ia num restaurante que a gente gosta ou ia fazer isso e tal falar Ah tá então é uma coisa que você gostava é Inclusive a gente tá falando aqui eh até me deu
vontade de a gente retomar isso né e tal né aí tava ali com ela e tal falou de retomar eu falei bom então beleza então se vocês né Vocês acharem e Vocês marcam e tal eu encontrou 15 dias depois e aí e aí vocês sai ir fizeram teve essa conversa e tal aí o cara não eu até falei para ela vamos marcar vamos fazer mas ela não falou nada né e joga pro outro né Para Para né é essa coisa essa coisa do do pedido claro que dificulta né porque a pessoa não a pessoa quer
mas ela não faz ela não coloca aquilo com a clareza Vamos sair né Vamos fazer vamos ver um filme tal e não sei o qu quer colocar aquilo De maneira clara para que o outro possa trabalhar em cima daquilo porque porque o que a pessoa tá querendo é é encontrar é é promover uma uma aumentar a chance de de alguma forma se reconectar era o que eles tinham falado e E aí na hora de marcar de fazer a pessoa não oferecia isso quando na verdade o que ela a a ela no caso ela queria esse
tipo de de ação também algo que fosse colocado de forma o convite pelo por ele não é ela ficar ela tendo que resolver qual é o filme Qual é o restaurante Qual é isso qual Aquilo é is que tav sendo saco era isso também tudo ficava para ela sabe E aí entrou nisso né eu falei cara mas né como é que é isso que você você quer mas você tooca para ela né Será que né isso aí tal aí fomos conversando em cima disso aí falei e vocês agora que Vocês entenderam n depois de conversar
sobre essa coisa do pedido e tal Será que vocês querem combinar alguma coisa hoje aqui Aproveitar que a gente ainda tem tempo aí aí eles fizeram essa combinação Clara vamos ver Gladiador 2 na quarta-feira à tarde que vem aí ficou assim né Foi engraçado ela falou assim poxa eu gostei de hoje ela falou no final né Acho que rolou aqui uma coisa interessante a gente tal então Eh muitas vezes tem essa coisa do pedido na hora que você percebe a necessidade poder articular um pedido que é um pedido que vai ao encontro da Necessidade de
ambos né O que que é o egoísmo o egoísmo é de repente você fazer coisas que olha só paraa necessidade sua e não necessidade do outro e aí se você chama de egoísta é um julgamento E aí a pessoa vai se defender dessa palavra mas se de repente você fala assim poxa mas isso que você tá propondo só atende a tua necessidade mas não atende a minha De repente é uma outra forma de Abordar né porque fica mais né agora se eu chamo de egoísta entra num lugar que às vezes não ajuda né aí então
o que que você quer el fal Ah não sei vamos fazer vamos ver esse filme aqui porque esse filme você quer e eu quero também e é um cinema tal não sei o qu resolveram lá uma coisa entendeu Então essa é a história do pedido também Sérgio eu fico pensando que sempre Precisa garantir Qual que é a compreensão da pessoa com as palavras usadas no pedido né porque às vezes o significado que cada um dá para aquela palavra a pessoa acha que tá sendo super Clara e não tá né assim eu lembrei não é exata
não é des laçamento nem nada mas eu lembrei eu eu vim pro Brasil em 2012 né eu morava em Portugal e quando eu comecei a fazer terapia eu contei pro meu psicólogo da época que eu tava muito ansiosa e ansiedade em Portugal é uma Coisa legal assim Senão você tá entusiasmado e e Ele olhou para mim com uma cara Ele tava sorrindo e na hora ele já fechou a cara e ele ficou tipo super sério e eu fiquei gente curioso né tô falando que eu tô ansiosa aqui e ele tá tipo abalado que esquisito né
e enfim e aí nem eu perguntei nem ele perguntou então demorou um tempo PR para se compreender no que que tava acontecendo né e eu fico pensando é isso na clareza das coisas né e acho que que dispos Assim pensando coisa disposição mas até numa conversa que eu tive com o meu marido ontem né nesses assim enfim a gente tava falando que a gente eu sempre reclamava que a gente tá desconectado e ele falava assim não é normal tem duas crianças pequenas quando eles crescerem melhora e assim e para ele tava tudo bem porque ele
entendeu que a desconexão era uma falta de tempo físico assim de tempo mesmo né Então agora temos menos tempo para fazer coisas só nós dois porque nós Temos duas crianças pequenas e para mim a desconexão era uma outra coisa né E aí enfim até foi engraçado assim porque tá a aula de hoje tá me explicando coisas que aconteceram Até recentemente né E aí ontem ele falou para mim assim Ah entendi eu achei que é de outro tipo de desconexão ele até F assim eu não conseguia aí fazer o que você tava precisando porque eu não
entendi que essa era a de conexão e agora eu fico pensando o que é isso até pensando os Meus atendimentos e tudo mais tanto os de relacionamento quanto os individuais eu acho que essa coisa da palavra ela tem que ser muito compreendida o pedido Ele tem que ser compreendido né E que precisa garantir que o outro tá realmente entendendo o que que é isso porque senão tá todo mundo super se esforçando para para aquilo dá certo e o conflito não não passa porque não tá sendo esforçado pra coisa correta né pro simbolismo certo daquilo é
e a e a muito Legal isso tá ISS você trazia porque eh e como é que a gente como é que a gente sai disso porque a gente tá no diálogo o tempo todo né e de repente Poxa você saber que tem uma palavra ali no meio do negócio que é meio estranha que chegou pro outro como é que você vai saber isso né então eh O que eu o que eu percebo hoje e foi a minha aproximação com essa coisa da focalização sabe porque eh se fosse olhar no no na tua história Eh você
trouxe a expressão do teu terapeuta quando você falou ansiosa ele mudou aquilo foi um grande sinal de que a comunicação rolou porque você tava trazendo algo de potência e ele não não não captou essa potência porque ele fecha a cara né E às vezes isso passa você só vê isso quando você tenta lembrar e tal na hora às vezes a gente deixa passar né mas mas essa sensibilidade é é é uma Preciosidade né porque Opa que que você ouviu eu falar Eu vi que você fechou um pouco não você falou que tava ansioso eu fiquei
preocupado não mas ansioso para mim é assim ass E aí vai então então é e eh essa essa coisa do não verbal né que também traz muita informação né na mediação nesse livro num dos livros que eu mostrei para vocês lá da ferramenta tem uma ferramenta que ela fala que é da palavra palavra empada ela fala disso que você tá falando eh chamando de palavra empada tipo eu te Entrego uma empada e você não sabe o que tem dentro é camarão é queijo é carne é o que que é essa O que que tem aí
dentro dessa empada né então a palavra empada é uma palavra que você não sabe o que vem dentro então a a eu me lembro eu adolescente eu cheguei pro meu pai né Eh meu pai um cara muito violento de origem árabe e batia na gente né com cinto era muito violento e E aí adolescente eu falei assim pai eu te Respeito mas eu gostaria que você também me respeitasse o cara levanta me dá um tapa na cara que eu caio no chão ele era grande tinha quase 1,90 m muito grande dá um tapa eu caio
no chão e aí ele aponta para mim e fala assim eu nunca vou te obedecer então respeito para ele era obediência é e até hoje até hoje não dá para falar palavra respeito com ele porque ele não Sabe que é respeito ele não não entendeu ele vai achar que é obediência e para ele é o pai manda no filho e filho tem que obedecer E aí não existe o filho mandar o pai entendeu era uma uma inversão aneira lá da dele lá da uc da cultura dele lá entendeu então Eh isso que você falou é
realmente realmente muito muito chave né Eh e é Sutil né Tá na por isso que eu tava falando da comedia Às vezes a gente tá olhando tanto para uma da uma das Pessoas e não percebe o movimento corporal da outra que também tá dizendo tá tá se mexendo e tá incomodado com alguma coisa ali e deixa passar né então Eh é muito muito muito interessante mesmo eu tô com atendimento muito assim que tá sendo super legal porque é um casal né de duas mulheres e uma é brasileira a outra é italiana só que elas moram
na Suíça então tem várias línguas aí então tem todo esse trabalho de alguém fala Uma palavra e SEME tem alguém que vai ficar bravo com aquela palavra então tem todo aquele aquela questão e é isso assim daí aí é isso aí tem eu moro no Brasil Mas ainda tem palavras que que eu não tô acostumada assim ouvir sei lá e daí Aí eu me resgato aquela pra de Portugal Então a gente vai ver a gente tem um monte de língua ali misturada às vezes elas mistura inglês com francês a o italiano então essim é uma
coisa e isso é muito Legal e acho que quando tem tem essa experiência que é é Clara isso ass é muito claro pra gente que a gente precisa conversar sobre as palavras o que elas significam porque nós temos línguas diferentes ali mas eu acho que quando a gente acha que tá entendendo o outro é que entra o problema né E quando a gente acha que tá ali de igual para igual a gente acaba não Garantido e aí entra essas falas de tipo que essa essa pessoa que estava comentando né É óbvio Que eu tava sentindo
é óbvio que eu falei isso né e e nunca é óbvio né não não É principalmente né na nas situações delicadas como a gente estava falando né quando tá machucado você tem que chegar devagar quando tá no conflito que aquilo ali tá aquecido então precisa precisamos de recursos que muitas vezes no dia a dia talvez a gente não use né é que nem que nem o cara fazendo uma cirurgia ele fala para atendente bisturi a aí a Atendente pega uma ferramenta fala bisturi repete a mesma coisa a pessoa pega o bisturi e faz a operação
né então então tem alguns lugares alguns eh na nossa sociedade que a comunicação ela precisa garantir que aquilo ali foi compreendido porque senão Pode dar ruim né eh e e e isso acontece por exemplo na Aviação a comunicação do piloto com a base muitas vezes Tem que repetir tem que falar tem lá uma opção de códigos exatamente para garantir a compreensão e Quando a gente tá sensível naquela comunicação naquela interação muitas vezes cabe eh eu falar alguma coisa e e perguntar por que que você entendeu do que eu disse o que que você entendeu do
que eu disse cara porque eh é isso eh quando eu eu aprendendo aqui a a essas histórias todas eu com a minha a minha minha esposa já são 15:30 né Não vai dar tempo de contar essa Não tempo bom eu vou seguir aqui se der tempo eu conto tá porque é uma coisa é uma coisa dessa assim eu tava eu tava numa discussão com ela sobre sobre a que eu tinha trazido e e eu tô vendo que a gente não tá se entendendo e aquilo ali tá piorando sabe tá piorando eu falo eu tô aprendendo
tô estudando essa porcaria de mediação não vai me servir como é que é e tal aí eu eu eu eu meio que naquele momento eu consegui pela primeira vez por isso que Eu me lembro assim porque depois disso foram várias mas mas ali foi uma chave para mim porque na no meio daquela discussão eu falei assim cara falei amor o que que você ouviu o que eu disse E aí o que ela falou que ouviu era tão diferente do que eu falei que eu eu fiquei chocado fiquei chocado sabe para vocês terem uma ideia não
vou contar tudo mas eu tava trazendo para Ela como eu mudei de vida eu tava preocupado com as minhas contas e aí eu cheguei para ela falei cara olha e a gente divide as contas e tal né Tem uma uma conta comum aqui que a gente faz as nossas paradas aí eu falei olha amor do jeito que as coisas estão sabe não tô tendo tanto atendimento tô preocupado isso isso tem uns 6 anos sei lá não mais era Logo no início ali uns 8 anos eu falei eu tô preocupado porque se as coisas continuarem do
jeito que tá E a gente não vai a gente vai talvez tenha que pensar alguma coisa porque meu meu dinheiro não vai dar para dividir as coisas como a gente tá dividindo agora eu tô fazendo uso das minhas economias E essas economias vão baixar muito se continuar do jeito que tá então talvez eu não sei talvez a gente tenha que alugar a nossa casa porque a gente tava com uma tem uma casa grande aqui que tem tinha meus filhos meus filhos não estavam mais e tal talvez a gente tenha Que alugar essa casa e morar
num outro lugar menor para fazer uma diferença Pensa aí porque fica tudo mais barato a limpeza e tal não sei o quê e aí e aí quando eu né começou uma discussão começou uma discussão e foi quando eu perguntei que que você tá ouvindo eu falar aí ela disse assim eu ouvi que você quer sair de casa eu queria sair de casa porque ela não ia sair nunca porque para ela ela não ela adora a casa ela que comprou a Casa e não sei o que pá pá ela não não se via fora dessa casa
não se vê fora da casa porque ela precisa do pé no chão ela não moraria num apartamento de jeito nenhum a vida dela foi muito pautada nisso assim de dar casa para ela então quando eu falei de de de de repente ir para outro lugar o Que Ela ouviu é que eu ia sair de casa eu não queria mais estar ali com ela que se coisa continuasse do jeito que ia tá eu ia embora a gente ia se Separar foi isso que ela ouviu entendeu Na verdade eu tava falando nada tava falando só falando da
minha preocupação financeira e olhando a gente como um conjunto Mas foi assim que ela viu e aí quando ela me disse que ela ouviu isso foi um alívio porque agora eu eu eu tava entendendo que a gente estava discutindo falando de coisas diferentes não tava se entendendo mesmo sabe e a chave foi isso foi perguntar o Que foi que você ouviu o que eu falei bisturi entendeu ver se era pedi bisturi veio bisturi entendeu então tudo a ver tá isso obrigado aí pela pela tua colocação deixa eu compartilhar aqui pra gente seguir temos que fechar
em 1 30 bom então foi isso que eu trouxe eh então o valor aí da da comunicação não violenta dentro da mediação ainda ainda assim Eh o Marshall ele tinha uma colocação que era o seguinte ele dizia que se a comunicação não violenta for usada só para aliviar essas conversas Então não vai servir para nada porque na verdade a comunicação não violenta ela tem três dimensões a pessoal a a relacional a interação e a sistêmica então se você não trabalhar as Estruturas sociais não vai vai ser em vão a frase dele era ess se o
uso da CNV para libertar as pessoas de depressão para conviverem melhor com as suas famílias mas simultaneamente não lhes ensino como rapidamente transformar os sistemas sociais no mundo então me torno parte do problema essencialmente as estarei pacificando fazendo-os mais felizes em viver nos sistemas como atualmente são e assim utilizando a CNV como um Narcótico então eh todo todo o trabalho da comunicação não violenta ela ela amplia muito socialmente não é o campo que eu uso sabe de falar de racismo falar de sexismo de né de Então mas a CNV ela vai muito para esse para
esse campo principalmente né bom nessa parte B eu relaciono eu já vim falando isso então a gente vai vai só Rever aqui muita coisa alguém falou que o Rogers no final da vida dele Eh trabalhou com mediação então eu fiz uma um recorte aqui de uma das referências que eu mandei para você para vocês né então especificamente Rogers em 1948 trata pela primeira vez desse tema da mediação em um artigo sobre a orientação centrada no cliente como um meio para manejar tensões sociais em 52 o autor escreve outro artigo falando sobre o bloqueio da comunicação
humana Em 65 em seu texto lidando com tensões psicológicas define quatro marcadores para a identificação de conflito ou tensão entre indivíduos grupos ou Nações então quer dizer o Rogers também caminhou né fez esse traçado aí eh E ele fala então com a convicção e crença rígida das partes envolvidas de que um está certo e o outro está errado ruptura na comunicação distorções de percepção e suspeita e e desconfiança então foram os itens que ele colocou Eh bom nessa relação da ACP com a mediação a o caminho o caminho que eu trago né a proposta que
eu trago é a proposta da própria ção da abordagem né então a a nesse livro aqui Ah o John Wood né ele relata brevemente a história evolutiva dos atendimentos psicoterapêuticos para aquilo que atualmente a gente chama de ACP então quer dizer ele começa eh com a descoberta do valor da escuta empática nos anos 30 depois ele desenvolve a Terapia centrada no cliente eh na segunda metade do século 40 da década de 40 depois os chamados pequenos grupos ou grupos de encontro depois eh que era uma média de 10 a 20 pessoas e depois ele cresce
vai para 60 e os grandes grupos que chegaram a 800 2.000 pessoas então ele foi evoluindo fazendo essa evolução né e e também eh Ele nessa nessa aproximação né a definição do terapeuta se aproximando do mediador Diferentemente vocês já Perceberam isso do dia de hoje a gente viu isso aí muito né eu tô meio que repetindo aqui Diferentemente de outras tantas linhas procura se posicionar antes mais nada como pessoa e não como especialista quer dizer o mediador também não faz diagnóstico também não traz o que ele acha né ele tá centrado ali na na na
na nas pessoas né e não define o que que é melhor para um e na verdade ele faz exatamente o contrário disso o seu olhar volta-se Para a legitimação e valorização dos sentimentos e da experiência do outro e de si mesmo então o terapeuta quando ele atende um cliente é como se fosse o mediador numa reunião individual então tem muita semelhança ali de ter que ouvir o outro né na relação dois quando o mediador ele tá com os dois É também um processo terapêutico como se tivesse ali com um grupo né Às vezes tem dois
tem mais os advogados tem o a o sogro tem Não sei quem tem um grupo então tem muito a ver ali essa visão formativa também da ACP de você ver como é que as coisas funcionam no grupo né a própria evolução né de paciente cliente e pessoa então quer dizer eh no nos princípios né da tendência atualizante a as condições necessário suficiente de congruência aceitação Incondicional compreensão empática a própria tendência Formativa né de falar da dessa tendência eh direcional né do universo né da interação e a experienciação do gend né tem tudo a ver com
essas coisas que a gente andou falando então na relação um para um o ccos a reunião individual eh quando a gente tá lá com dois mediandos eh participando do conflito atendimento para casais a mediação com os advogados grupos pequenos quando entram especialistas e a rede de pertinência Então também Pequenos Grupos né muita semelhança e essa parte essa parte C que é a mediação de conflitos preventiva que que eu mandei para vocês também que foi o o trabalho que eu fiz exatamente procurando fazer essa junção toda da ACP com a mediação e é o trabalho que
eu venho que eu venho fazendo eh o majoritariamente Né que é o trabalho de diálogo mesmo de mediação quando as Relações ainda tão ali existindo né Eh quando as pessoas ainda estão juntos não relação existindo né porque falar sempre existindo mas quando tão juntos então Eh eu até eu escrevi o sangue da comunicação né porque eu coloquei esse termo aí no sentido né de que a base do que a gente faz é exatamente eh fazer ter vida vida na interação entre as pessoas né como se tivesse um sangue ali fluindo Naquele sistema né então eu
desenvolvo isso lá né E e aí como é que eu parti né os mediadores eh da comunicação não violenta como que de alguma forma isso aí tinha a ver liguei a comunicação não violenta através do Marshall com o ras e tal e e vim desenvolvendo isso né a importância de se manter o canal de comunicação né existe um canal de comunicação e tempo suficiente para para testarem efeitos experienciarem as Mudanças fazerem ajustes e seguirem se atualizando então quer dizer essa ideia da do preventivo é que daria mais tempo para que eh não acontecesse como acontece
tanta mediação e separação onde as pessoas até se gostam mas não conseguem mais conviver até se gostam mas não conseguem mais conviver e muitas vezes eu vejo isso as pessoas se separando até na conversa individual elas admiram igual gosta um do outro mas De alguma forma e às vezes não não dá mesmo né mas mas muitas vezes a comunicação ela derruba mesmo vai causando muita dor bom aí tem aí meus contatos esse aqui é meu WhatsApp isso aqui foi uma oficina que eu fiz esse ano para casais e eu coloquei aqui foi uma oficina bem
legal eu eu trabalhei com os casais e e eu eu faço atendimento também de de Focalização Tô fazendo um trabalho agora que é eu faço né No final do ano um trabalho de focalização eh voltado para pro próximo ano né como é que a pessoa tá sentindo e vivendo o momento presente em relação a outro ano a f ela me ajuda muito no trabalho da mediação porque eh eu tenho feito eh quando eu trabalho com os casais eu tenho muitas vezes parado a Conversa aí para a conversa e a gente observa e eu ajudo na
observação de como é que as pessoas estão vivendo aquele momento al daquela fala que foi foi trazida e olhar para dentro e escutar o que o corpo também tá trazendo e e eu vejo isso uma grande potência porque porque a pessoa Traz essa sensação e ela vem com uma uma riqueza e uma outra e uma outra Eh dimensão de uma outra dimensão né do que é relevante do que é significativo para ela e a outra pessoa tá junto escutando aquilo aí depois eu vou pro outro e faço a mesma coisa e essas paradas eu tenho
visto assim às vezes nem sempre eu tenho coragem de fazer isso né mas cada vez mais eu vou eu vou refinando né porque não é com todo mundo também e e é muito interessante é muito interessante porque o convite o que eu percebo é que o Convite para para essa parada para diminuir essa velocidade da da conversa muitas vezes as pessoas ao experimentarem isso em em conjunto elas passam a ter um novo acordo também entre eles fora do encontro comigo porque eles trazem isso ah foi interessante que a gente estava conversando e eu falei para
para ele assim espera um pouco espera um pouco deixa eu ver como é que tá isso Para mim e isso não é mais tão estranho quando eu falo para ele ou para ela passa a ser um combinado sabe essa coisa Mas o que foi que você ouviu eu falar agora eu posso perguntar isso para ela porque ela sabe que isso faz parte desse trabalho eu tô querendo checar realmente Qual foi a compreensão dele para isso que eu falei sabe aí outro dia alguém falou Isso né e eu perguntei né Eh eu fiz essa pergunta lá
no no tava não sei com um amigo com no trabalho né porque se você faz essa pergunta do nada ela é esquisita né Você tá no sei lá numa discussão com alguém no trabalho vem cá que que você ouviu eu falar pô você acha que eu sou surdo Por que que você tá me perguntando isso né E aí se a pessoa né você tá ali não eu eu entendo que é uma pergunta estranha né parece que você não tá Ouvindo né E aí às vezes a pessoa fala assim não a pessoa fala uma outra coisa
diferente né E aí a primeira que perguntou faz tá vendo eu não digo que você não me escuta quando na realidade é é um é um ato de agradecer o outro do outro ter se arriscado a dizer o que ouviu percebe porque p não é fácil não então a pessoa fala algo totalmente diferente do que você disse e você tem que agradecer porque se você aponta o dedo essa pessoa dificilmente vai falar de novo na próxima vez sabe Mas se a gente agradece porque agora é uma oportunidade que eu tenho de de me fazer compreender
e e o outro se arriscou em dizer sabe então é muito rico isso quando eu fiz essa oficina para casais foi esse tipo de coisa que eu que eu que eu bolei assim para fazer com as pessoas Sabe de de criar pequenos acordos de comunicação dentro do próprio casal para que eles passem a ter uma um um algumas coisas a mais ampliar os recursos do casal para para poder se entender melhor em situações mais sensíveis se reconectar né Muito legal muito bem pessoal não fizemos intervalo à tarde né então eu não me não me preocupo
assim se a gente acabar um pouquinho antes porque esse intervalo Tem 10 minutos Falta 10 minutos para as quro mas como a gente tá aqui né já não fizemos o intervalo mesmo né então eu queria aproveitar itar para ouvir vocês também como é que a gente encerra né como é que a gente tá saindo aqui do nosso encontro né Queria ouvir vocês agora uma sensação Sérgio de o quanto na CP a gente sai de um ponto de partida e acho que isso acontece muito aqui nas aulas para mergulhar né em Alguns aspectos da abordagem mas
a CP tem essa coisa que às vezes tudo parece um voltar pro mesmo lugar ao mesmo tempo né não sei como é a sensação dos meus colegas mas acho que nisso que você tava falando o que veio muito forte para mim que tipo acho que já nos primeiros livros do Rogers Por exemplo quando ele tava falando ainda de da da psicoterapia mesmo né até do aconselhamento se eu não me engano era que ele falava muito que vinha de uma origem de uma falha de Comunicação a incongruência né primeiro a pessoa se desconectar de si e
como isso também acabava interferindo nas relações então de alguma forma a gente acabar nessa relação da ACP e você trazendo também essa coisa preventiva a gente faz pensar muito nisso ainda que na clínica Às vezes a gente não tá eh realizando uma mediação nos parâmetros né que ela é realizada fora da Clínica tem esse lugar comum a gente tá trabalhando essa Comunicação interna muitas vezes da pessoa Começar a se ouvir e ela também relata o quanto às vezes Quanto mais ela consegue fazer isso mais ela vai sentindo isso mudar nas relações também outra coisa que
o próprio Rogers apontava né como as pessoas quando iam passando ali por pela psicoterapia iam observando mudanças também nos seus relacionamentos conseguindo aceitar mais os outros ouv mais os outros então fiquei muito nessa sensação de como não Adianta acho que tem algo realmente por mais que às vezes a gente fale e é é muito válido né Eu também sou muito crítica assim com teorias no geral como ao mesmo tempo que a gente pode expandir a gente também sempre encontra um ponto de volta que é como se a sementinha já tivesse sido brotada né então tipo
tá tudo bem vamos lá porque talvez no no tempo histórico não deu tempo de aprofundar tanto mas olha como a gente encontra essas relações né então achei Que ficou muito fechadinha Essa é a sensação que eu acho que eu tô saindo dessa aula fica tudo muito fechadinho assim até as colocações que você foi fazendo também com a focalização né com outras pessoas que contribuíram o marcha eu acho que é uma sensação de Tá tudo meio redondinho sabe é que bom né eu eu escuto essa essa de alguma forma né você falar dessa dessa unidade né
de alguma maneira né de de perceber de perceber ainda que ten a Expansão você perceber a unidade dentro dessa independente do tamanho né Faz Sentido para mim também isso que você falou obrigado Bruno para mim também Professor vou usar uma palavra sua eu acho que a aula de hoje de hoje me trouxe um refinamento maior do assunto e da abordagem e me faz sempre todas as aulas me faz eh pensar muito na minha postura profissional do quanto que a gente tem uma responsabilidade grande de ter essa sensibilidade de escutar o Que o outro quer dizer
e da forma coerente sabe de não perder nada ali que é difícil todas as vezes a gente sai Pelo menos eu saio da aula às vezes um pouco angustiado porque eu lembro de alguns atendimentos falam fiz uma besteirinha ali fiz algo ali mas é porque naquele momento é o que eu pude fazer né então não fico me autoc cobrando tanto assim mas a aula de hoje me trouxe esse refinamento do assunto e de outras coisas da da minha postura Profissional em relação à abordagem também muito obrigado foi muito bom Obrigado você também pela sua participação
Giovan as colocações aí durante o dia de hoje me ajudou muito eu confesso que eu acho que essa aula me ajudou muito mais a nível pessoal do que ainda mais da Clínica assim né que é isso eu tenho crianças pequenas Então minha cabeça inteira tá sempre voltada para eles né então Fi pensando logo do começo né quando você Tava dando os exemplos e falando disso da mãe que vai lá e já corta no meio que tira que enfim e dessa coisa de Ah tá tá cessando a necessidade dela né e não das crianças né E
daí fique pensando ah então acho que eu vou ficar mais atenta não que eu vá me excluir porque as minhas necessidades também obviamente importam tô na relação mas que que não seja só a minha assim que eu dê conta e acho que até de de pensar como que a gente cria ser Humanos para que tudo isso não seja tão necessário porque acho que tudo que ficou para mim do que foi falar até agora ficou assim da da importância de saber nomear os sentimentos de saber entender as necessidades e que para isso a gente precisa saber
da gente do que a gente tá sentindo de saber escutar o outro né Então essa coisa muito de compreensão e que e que eu não acho nunca que a a psicologia vai acabar assim né que que nosso trabalho acaba Mas que ele ele não precisaria ser uma coisa assim tão gritantemente necessário assim eu acho que se a gente conseguir eh Óbvio a gente repensa em nós nossa vida no que a gente faz mas nos pequenos para que eles não tenham que melhorar depois de estragar tipo a gente já possa ir criando de um jeito mais
mais saudável né E então ficou muito isso para mim assim de como pensar nas em todos os tipos de relações da vida para que elas sejam mais Eh mais tranquilas mesmo então acho que a parte pessoal ficou muito impactante assim acho que eu consegui pensar em várias coisas que acho que hora que eu sair daqui eu vou pensar mais nelas assim trazer para mim mas isso foi muito foi muito bom de verdade e foi engraçado eu fico pensando é isso se a gente não cuida do que a gente tá sentindo eu te ouvi uma vez
falar que você foi no encontro e era E era uma foi de noite Assim eu tava tão impaciente que eu acho que eu não escutei nada do que você falou assim tanto que eu até saí mais cedo eu tava tipo saio assim eu não queria tá E hoje eu tava muito mais disponível assim então é isso né acho que de cuidar também como eu tô sentindo e daí acho que eu pude te ouvir e consigo compreender melhor tudo que você tava comentando é legal de alguma maneira você você perceber principalmente né com duas Crianças o
quanto isso toma né mas perceber Eh que que dá para dá para eh segurar uma fluidez né porque as crianças são muito fluidas né Elas estão ali né vivendo e sentindo e a gente sei lá na nossa nosso crescimento vai vai vai vai criando coisas mesmo que vai às vezes dificultando e eu escuto você você falar isso né o quanto você deseja que que eh de alguma maneira essa fluidez se mantém seja mais natural né e mais mais orgânica ali com você e com com eles né E com com com quem você interagir né Mas
e você traz isso muito pro pessoal né enquanto você teve essa chave aí também percebida né legal obrigado thí para mim Eh isso que taa falou foi muito interessante de alfabetizar né alfabetizar as pessoas eh muito muito interessante mas eh a aula né acho que eu fiquei muito no no consultório o tempo todo dases idades né De melhorar para mim foi muito relevante eh e realmente como eu desconfiava para mim hoje eu sinto que é muito importante eu eu me aprofundar mais na mediação acho que vai ajudar muito no trabalho né profissional então quando você
fala que tá fazendo para casal esses essas oficinas eu penso assim e para terapeuta você não faz não né Isso é acaba que no em curso de Comunicação não violenta vem muita gente da Psicologia também vem advogados né Porque mediador a 90% ou é psicólogo ou é advogado né então acabava que vinha vinha bastante mas vou pensar nisso mas eu entendo Marcel Ainda mais você trabalhando com casal né Eh esses momentos né que a gente se depara e que às vezes dá um dá um desespero mesmo a gente não sabe ali para onde vai né
é o negócio e aí você de repente enxergou aí algumas algumas possibilidades que te enriqueceram nesse nesse caminho não legal sim a gente já faz algumas coisas Né mas essa bibliografia também que você indicou aí acho que é um bom caminho também legal e dá uma olhada no livro lá no do da na mediação transformativa sim se você quiser depois eh uma referência também de um tem um profissional aqui no no no Brasil que que é um cara top nessa linha da mediação transformativa se depois você olhar o livro você quiser também se aproximar fazer
algum grupo com ele e tal aí você vê lá com a com a Márcia com A com a com a Natália e tal eu te mando esse contato e aviso para ele que você vai procurar e tal tá Tá obrigado nada eu queria te dar uma foto antes da gente encerrar Ah boa boa Natália foi bom para você também aí foi eu fiquei pensando um monte de coisa aqui ficou de anfitriã né eu fico sempre pensando assim ai poxa a pessoa tem que ficar aí meio meio fico sempre escutando Tomara que fique interessante para para
você também né Professor Eu só queria Falar o que desde cedo eu tava querendo falar que eu queria parabenizar o senhor pela por esse movimento de transição de carreira né de sair de ali de engenheiro de fazer a questão da de virar conciliador que você tá indo muito bem parabéns mesmo é um movimento muito massa que faz a gente pensar também na nossa vida pessoal e profissional tá parabéns qu falar uma obrigado obrigado e que até tudo que vocês falaram fez muito sentido para mim e no início da Aula quando Professor Sérgio você falou isso
né que com 50 anos fez essa transição isso veio para mim como um Fôlego de vida sabe assim muito muito inspirador mesmo porque eu tô perto dos 50 né E aí que que quanta coisa a gente pode fazer ainda né não existe você falou ainda não fiz faculdade de psicologia e essa né é uma coisa linda e também te agradecer pela aula porque para mim fez sentido pras relações na vida na vida pessoal no consultório Porque ficou mais Evidente ainda aquela máxima de que entre o que eu falo e o outro escuta tem uma distância
assim absurda e que não existe nada Óbvio E aí com as a as técnicas não técnicas mas assim os movimentos né as ferramentas que você veio trazendo eh ficou um pouco mais fácil lidar com com essa distância então obrigada e deu esperança né Simone também assim de de e motivação né para para para buscar né eu também Quando tô com vocês eu eu parece que eu ganho muitos anos assim sabe é muito bom essa troca né de eu confesso que eu não pensei muito não Giovan foi uma coisa meio [Música] de de eu falava para
mim F essa tá tá chato para isso aqui já já não muda nada entendeu fica esse negócio todo Sabe igual é igual igual você estuda física no final do livro tem a Resposta pô é muito chato isso né Muito fácil também tem resposta já tá lá eu falei não esse não tava bom não para mim eu queria ver alguma coisa que fosse que nem vinho né vai ficando melhor aí eu foi isso na verdade foi Esso mesmo a a frase principal para mim que eu me lembro era isso cara eu quero alguma coisa na minha
vida que seja igual ao vinho que eu possa ficar cada vez melhor mesmo envelhecendo eu posso ficar melhor isso que me moveu Muito legal muito bem eh Natália vai vai tirar a fotinha vamos tirar quem quiser Abrir a câmera aparecer aí vamos lá 1 2 3 deix ver se deu certo vamos tirar outra que eu acho que essa não ficou boa não 1 2 3 pronto essa ficou melhor bem Sérgio eu queria agradecer foi muito Bom você falou aí que eu fiquei né eu fico ouvindo tudo Fico por aqui eu gosto muito de ouvir eu
acho que como os meninos falaram deu deu para pensar outras coisas né ampliar outras coisas eu acho principalmente essa questão da comunicação é a chave assim do do que a gente faz principalmente na abordagem né E esse tipo de aula esse tipo de conversa que impulsiona a gente para ficar mais atento mais sensível para isso né então acho que é isso que me que Me tocou hoje assim eu fiquei pensando quanto a gente tem que est mais atento mais sensível mais observador dessas coisas aham é amplia né sim beleza gente obrigado de coração tenham aí
um bom sábado um bom final de semana qualquer coisa entra em contato vou adorar eh qualquer coisa que vocês interagirem beleza estamos aí um beijo grande tchau tchau pessoal