[Música] Olá seja bem-vinda seja bem-vindo a mais nova série de Podcast do grupo fez o e podcast onde conversamos sobre carreiras diversas Esse é um espaço para todas as pessoas que constroem a sua carreira ou para todas as pessoas que exercem influência ou gestão sobre a carreira de outros aqui falamos sobre carreiras de pessoas de grupo sub representados e suas interseccionalidades as pessoas que Entrevistamos são convidadas especiais e são convidadas a compartilhar sobre suas histórias de vida sobre suas jornadas profissionais e sobre as soluções que enxergam para o mundo corporativo profissional mais diverso e mais
inclusivo onde o senso de pertencimento seja uma tônica e não uma busca infindável por espaços nas empresas brasileiras o e podcast carreira diversas foi assim batizado porque é um fórum para você e para mim Para nós e para elas deles aqui não se exclui com ou apenas se acrescenta com e eu sou Jaime Almeida diretor de diversidade de inclusão da fesa para as pessoas que não podem me ver deixo a minha descrição sou homem negro cabelo de médio para Alto Estilo irregular de black power hoje visto uma camisa listrada de rosa e branco e um
paletó azul e trago comigo minha paixão pelo tema diversidade décadas de trabalho sobre o tema e Obviamente em função dos marcadores sociais que me acompanham aí seja pela atuação profissional e acadêmica também no terceiro setor sempre permeadas pelos desafios da falta de espaços para adversidade e também pela solidão racial e a falta de justiça social para a maioria das pessoas que vivem no nosso país esse episódio especialmente as mulheres e a todas as pessoas que atuam como suas aliadas temos uma uma longa jornada adiante para Construirmos um cenário de Equidade racial e gênero no Brasil
o país que tem sua população mais de 52% de mulheres mas que tem uma baixíssima representatividade feminina em diferentes setores e posições de liderança por exemplo é difícil entender porque apenas 3% das cadeiras seios estão ocupadas por mulheres no Brasil até que falta talento capacidade de liderar seguramente não é mulheres Negras ocupam apenas 0,4% das diretorias das maiores empresas do país para abordar esses outros temas importantes sobre carreira de mulheres hoje temos o prazer de receber Doutora Adriana Leal médica pediatra mulher negra oficial Militar da Marinha do Brasil e mãe de dois meninos atualmente a
Dra Adriana também é médica pediatra no ayo saúde uma clínica médica Odontológica afro centrada e LinkedIn Creator então tem uma atividade muito muito frequentes do LinkedIn eu convido a todos e todas para seguir lá por lá e também rosa bem Coffee especialista em liderança gestão de pessoas e sim ou da Alma consultoria queridas Adriane rosa que nessa alegria ter vocês aqui conosco hoje no e podcast Eu tava contando os minutos aí durante o dia para chegar nesse momento de aprendizado nessa conversa com vocês quero desde já agradecer a generosidade De cada uma de vocês e
eu tenho certeza que essa conversa tudo que a gente vai vai ouvir de vocês vai beneficiar a carreira de muitas mulheres que encontraram inspiração nas histórias nas carreiras de vocês sejam muitíssimo bem-vindas e eu queria começar então abrindo palavra para Adriana Adriana Uma Breve apresentação sua e a sua saudação aí para quem está nos ouvindo e nos vendo nesse podcast Obrigada Jaime pela apresentação pela Pelo convite por participar aqui do podcast é sempre muito bom a gente estar conversando né a gente está trocando ideias com as pessoas que estão interessadas nesse assunto eu acho que
a gente ainda tá caminhando Passos muito pequenos nessa questão da diversidade inclusão para de raça de gênero mas eu acho que a gente tá num bom caminho e tão animada aqui para a gente conversar fazendo a minha descrição também né Eu Sou uma mulher negra eu tenho cabelo curto crespo tô com o meu casaco Verde hoje aparecendo aqui uma blusa verde por baixo também e com fone de ouvido Obrigado Adriana Muito obrigado e rosa e você boa noite para todos Adriana Jaime eu sou uma mulher dos povos originários eu sou índia né de origem índia
superuana mas se eu digo que sou na brasileira que nasceu no peru e como Una brasileira que nasceu no peru adoteu o Brasil para toda minha história para toda minha carreira e tem sido isso muito muito bom já sou uma senhora de muita tenho percorrido muito tempo na minha vida e ainda permaneço no Natividade e cada vez mais sentença essa atividade lidar sempre com pessoas se lidando sempre com a necessidade das pessoas e muito sensível essas petas o processo da inclusão como trazer a Igualdade como que dar a para todo mundo essa oportunidades e como
nos vermos todos nós como seres humanos iguais né então hoje eu posso dizer para vocês que me sinto muito muito feliz quando existe uma oportunidade de poder compartilhar um pouquinho da minha história que tem bastante pessoas interessantes e seguramente é vai ser aqui também Rosa obrigado viu vou começar O bate-papo aqui Adriana queria difícil e também indesejável começar a conversa com você sem tocar na questão racial né você mulher negra uma médica formada uma ótima Universidade com ocupações múltiplas né dentro da Medicina e infelizmente ainda algo pouco frequente de se encontrar né Queria que você
Contasse um pouco de onde nasceu o sonho da Medicina como é que foi essa jornada Do sonho até o momento que você vive hoje então eu sempre quis ser médica né as pessoas às vezes me perguntam eu já falo olha desde que desde que eu me entendo por gente quando perguntava para mim o que que eu queria ser dizer que eu queria ser médica e médica pediatra porque eu gostei de criança eu era daquelas que desde pequenininha e olhava uma criança passando já achava bonitinho já queria pegar no colo já achava lindo Então e eu
tive né Graças a Deus tive a sorte né de ter uma família que sempre me apoiou não era de família rica não tinha pessoas comigo no aniversário meus pais não fizeram faculdade mas sempre incentivaram a mim o meu irmão é estudar então a gente sempre teve isso como meta Independente de que carreira a gente conhece a gente se dedicar estudar ele sempre se esforçaram para que a gente tivesse A melhor educação possível e nunca também me pediram de ter esse Sonho né porque às vezes escolhe outra coisa mas não era sempre olha você sabe que
é difícil sabe que vai ter que se esforçar Mas vamos lá Se tiver se é isso que você quer então vai então eu tive essa eu sempre quis né então tive essa dedicação estudei bastante na minha época né que já tem alguns aninhos atrás quando eu fiz o vestibular ainda não tinham cotas então era era não tinha separação de vagas ainda nem racial nem social então na Época que eu estudei era eu e mais ninguém né de negro na minha turma ainda era assim um diferencial porque tinha eu e mais dois negros que entraram na
faculdade junto comigo mas assim cinco turmas acima nenhum três turmas abaixo ninguém então é o que você até mencionou no comecinho na apresentação é essa questão da solidão né do negro quando ele começa a ocupar esses espaços né então é na época Em que eu estudava hoje eu acho que isso mudou bastante com a questão das cotas e a gente vê muito mais gente negra nas universidades Então eu acho que também a discussão da questão racial tá muito mais presente na minha época era um assunto que simplesmente vamos falava né até porque não tinha quase
ninguém então se eu quisesse conversar com alguém ela é difícil achar uma outra pessoa comprar um pudesse trocar ideia sobre isso né então Sempre foi um caminho trilhado muito sozinha na questão racial mas consegui trilhar sem nunca tive impedimentos para isso então consegui fazer a minha faculdade me formei pela Universidade Federal do Rio de Janeiro depois fiz a minha residência de Pediatria também lá na Universidade Federal do Rio de Janeiro então e depois fiz o meu concurso para Marinha do Brasil sempre locais onde pela questão da raça E também entrando na Marinha né uma questão
também por ser negra né Não estou muito não me vejo muito representado nos ambientes em que eu tô mas tô seguindo tem que ter alguém para começar a presença nesses espaços muito bom obrigado Adriana rosa é eu conheço um pouco da sua história contada por você mesmo mas queria que você compartilhasse aqui um pouquinho olhando olhando nas suas Origens né nas suas origens dentro do contexto dos povos originários uma peruana uma brasileira que nasceu no peru e Numa família onde Pais pai e mãe muitos Diferentes né Queria que você pudesse contar um pouquinho dessa dessa
sua da influência que você recebeu do seu pai da sua mãe como é que isso reverbera até hoje da sua na sua vida eu posso dizer que teve assim uma sorte muito grande de ter pais altamente estimuladores para o intelecto né meu Pai uma figura intelectual escritor poeta e diplomático enfim uma informação muita formação muita formação e informação geral mas se isso era uma coisa que desafiava nossa cabeça mas não eliminava A nossa condição de mulher porque nossa condição de mulher era sermos Preparadas para o casamento então muito interessante quando eu escolho estudar em engenharia
e entro na universidade com muito cedo desses Seis Anos e entro na universidade e eu sou a única mulher dentro de um grupo de homens e ao mesmo tempo sendo a única mulher e tendo que participar de todas as atividades masculinas se sair com os jovens e porque se não estaria sozinha a minha família espantada porque eu não estava sendo feminina então eu recebo a obrigação a imposição de ir estudar o curso que me preparasse para ser uma boa Esposa Então minha formação em educação ela se dá Exatamente porque não era feminina e eu tinha
que ser de alguma forma cumprir o papel esperado né então esse essa contraditório entre eu querer ser como eu queria ir e eu ter que me adaptar a esse a esses mecanismos de família e expectativas e mais ainda porque dentro da família maior eles tinham 13 primas e somente dois homens né então é essa expectativa era para que Todo mundo conseguisse o melhor e quando eu começo a namorar né o marido que eu tenho com quem estou até agora 50 e poucos anos é todo e ele de origem alemão é loiro e se comigo na
latina ainda etc a família falava assim agora chegou a hora dela porque ele vai melhorar a raça né eu estaria melhorando a raça Então esse era muito simples para que você se sentisse totalmente desprestigiava e sim muito valor mesmo Que se esforçasse E aí eu tomo aí algumas decisões muito séria sempre elas são a mim mesma né vão me ajudar depois ao longo de toda a minha história porque eu decido não me preocupar na minha condição de mulher quem se lembrasse que eu era mulher era comigo eu não queria nem saber se era mulher né
Eu sei eu sabia o que que eu queria mas se isso esse rótulo mulher e destinação de mulher para isso para aquilo eu não queria ouvir né então isso Me ajudou muito para depois poder me posicionar no mundo muito bom rosa é para ouvir e refletir né em paralelo aí e a gente vai vai voltar nesse tempo então mas eu vou eu vou perguntar para vocês duas e vamos começar com você rosa é bom você você tem uma uma trajetória de muita experiência de muita vivência eu queria pedir rosa para você fazer uma uma breve
análise se você como mulher na Sua área de atuação e que você conhece muitos outros profissionais nessa área se você entende que você já conseguiu ocupar um espaço que seja visto independente do gênero né ou se o tratamento recebido Em alguns momentos por você ser mulher foi diferente quer seja no início da sua carreira que seja nos dias de hoje e depois Adriana você vai pensando por favor que queria fazer a mesma pergunta para você tá bom eu disse assim eu não vou Não vou fazer as coisas pelo fato de ser mulher eu vou ser
as coisas pelo fato de que eu quero fazer as coisas então o fato de ter me em engenharia me colocou rapidamente em um contexto de trabalho onde eu tinha que responder como como um homem né então uma das coisas mais importantes para mim foi conseguir criar dentro de uma comunidade muito carente e isso foi a grande revolução da minha história porque o engenheira me transformou numa trabalhadora de gente Né então como você dá essa passagem quando eu vou para as comunidades carentes e consigo implantar cooperativa de produção tanto para homens quanto para mulheres porque essa
minha e eu agradeço muito minha formação engenheira porque ela me levou muito a um pensamento que me ajudou muito na discriminação dos homens né então e também para manejar até o assédio porque a maneira como eu estava minha Mente engenheira era buscar rapidamente uma uma solução para as coisas muito problemática né então o confronto nunca irá sofrido me briguento me agressivo nem doido nem nada ele é uma pergunta ele é um entrar no foco do outro e de ser o que que você quer como vai ser quando vai ser e o que ele seja fazer
então foi muito interessante essa minha formação de engenharia porque criou um modelo mental ele foi o mecanismo que eu sei para me posicionar defender meus Direitos os limite se as soluções sem importância tudo isso foi muito interessante a minha formação e que ninguém acredita que eu seja né dinheiro porque na realidade e fui engenheira por acaso né E hoje isso não é trabalhadora vigente então isso mas sim houve muitos momentos em que eu me perguntava se Será que eu falo chinês porque meu interlocutor homem não entendia sempre falo chinês Quando a frase mais mais revoltante
que eu escutava quando fazia alguma reflexão era grossa também sim é verdade mas indo para a prática indo para a prática quando eu me fascina essa pergunta ou essa indicação indo para a prática tudo que se anulava aquilo que tinha crescido antes né então algumas frases que ele era marcantes para se desqualificadora da contribuição do pensamento Será que eu estou falando chinês né tem que aprender a falar do idioma do outro e isso me levou é exatamente a buscar o idioma do outro como esse camarada da frente fala para ele poder entender né o que
eu observo eu queria entender o que ele disse e também devolver na linguagem ou seja foi fazendo um esforço para além além do que vinha aí de você falar de forma que o outro entendesse e respeitasse né porque [Música] ouvir é fácil mas fazer a escuta de forma respeitosa tem um outro peso e um outro nível de esforço né E aí somente complementando isso né porque queria escutar Adriana também uma coisa muito importante é que sempre eu voltava para o assunto que estava nos tratado e para circunstância que estamos acontecendo lembro de um momento em
que um profissional pegou o material de Trabalho que estava entregando depois de vários meses de trabalho entregando e ele falou isso aqui não presta para nada e mas e eu sabia que prestava né mas se ele queria isso aquilo humilhação de que não prestava o que eu estava trazendo eu peguei na mão e falou concordo com você pode até não prestar mas o que não está prestando é tua atitude em relação a meu trabalho agora então eu não vou sair da relação aqui agora fico na sala até que a gente não Reforma essa circunstância então
eu aprendi também a não sair com o pepino dentro de mim eu tinha que trazer ele para resolver ali e lhe dê ao longo de economia e história 99% dos meus clientes são homens então dando né com muita passagem de assédio com muita passagem de desqualificação com muita Passagem de isolamento [Música] porque tem maneira muito sutis de ter desqualificar claro também obrigado Rosa Obrigado por compartilhar Adriana que que você traz aí do seu lado ouvindo a rosa é engraçada que para mim a experiência é um pouco diferente porque as mulheres você já tem essa expectativa
da Sociedade de que a gente trabalha com cuidado né então uma mulher pediatra não é uma coisa é uma coisa totalmente aceitável a sociedade até espera né que seja a pediatra do meu filho vai ser uma mulher né dificilmente vai ter um homem ali porque a pessoa já espera se cuidado a feminilidade tudo então é uma coisa que a sociedade tolera muito melhor né a rosa tava falando né aquelas profissões e aquelas educações que a sociedade acha que a mulher foi feita para aquilo né Mas ao mesmo tempo como eu estou seguindo né uma carreira
militar você tem essa esse conflito porque lá na Pediatria isso né as mulheres são totalmente tolerados mas quando a mulher tá numa posição de comando por exemplo numa empresa ou no espaços Armadas né como eu tô aí já não é tão bem Vista né você ter uma mulher lá dando as ordens tem muito homem que vai vai trabalhar super bem que vai dar super certo mas tem aqueles homens que Ainda não conseguem ver bem uma mulher no comando né uma mulher entendo que a mulher ser a pessoa que vai dar as ordens que vai ter
a decisão final sobre sobre as atitudes as ações que vão ser tomadas Então eu acho que tem muito essa questão ainda né de a mulher ela é tolerada trabalhando ali vamos trabalhar juntos mas quando ela começa a subir quando ela começa a mandar em todo o mundo nem todo mundo acha estão legal assim né então eu acho Que a gente ainda tá nesse nesse caminho e certas profissões né engenharia né algumas áreas ainda isso é ainda mais mas percebida né assim as mulheres que ainda a área de Tecnologia de informática que ainda né eles têm
mudado Mas ainda é uma área muito masculina uma visão masculina da sociedade né Eu acho que as mulheres ainda ainda sofrem um pouquinho né para ter que se posicionar para ter que mostrar que elas são Capazes eu acho que ainda ainda é muito assim né verdade Adriana verdade eu eu me lembro de uma conversa anterior Nossa Adriana você mencionou momentos da sua carreira dentro de um ambiente hospitalar né onde as pessoas chegavam e procurando médico e olhavam no entorno conta um pouquinho sobre isso como é que como é que porque na verdade eu até falei
tô falando aqui agora vai mencionando só o fato de ser mulher Nada dessas questões porque na medicina são as Vertentes né porque as pessoas esperam uma mulher como eu falei eu espero que a mulher seja pediatra mas a visão né que todo mundo tem é uma mulher branca sendo a pediatra não uma mulher negra sendo pediatra né não é o esperado o esperado É Ah pode até ter uma mulher negra mas no hospital vai geralmente ela vai ser a pessoa que tá na limpeza ela é no máximo A técnica de enfermagem que tá ali no
Cuidado direto mas não é na direção não né comandando a situação é médica o setor médico então é muito comum assim e todo médico né a gente tem eu converso com outros médicos negras outras médicas negras e é rotina né você chegasse for um local em que principalmente foi um local que você não tá identificado né ela tá todo mundo ali com roupa de centro cirúrgico tá todo mundo ali junto né o local que tá todo Mundo médicos enfermeiro ninguém ninguém vai achar que a mulher negra é a médica sempre vai chegar ou então pode
estar só ela ali sentada na mesa posso falar com a médica a não ser que a pessoa saiba tá escrito ela vai lá tá vou falar com você mas ou essa situação todo mundo vai diretamente em outra pessoa procurando a médica né então é e é isso essa visão padrão né da sociedade que não consegue enxergar então isso acho que o mesmo né a gente No Brasil apesar de ter uma população indígena também né de povos originários ainda grande a gente também não vê né médicos de origem indígena a gente não vê o diretor da
Clínica o diretor a gente não e a gente tem uma população eu né porque o trabalho também com isso como eu trabalhando na Marinha a gente atende a população também indígena e tanto em ações militares como no próprio atendimento mesmo porque a Gente tem hospitais da Amazônia Roraima em regiões que tem uma população ainda maior por causa deles e a gente não tem representatividade dos profissionais né então é difícil a gente não tem o profissional e que não é que assim sejamos todos diferentes mas faz diferença você ter uma pessoa que compreende assim como faz
diferença um médico negro trataram alguma questão de um paciente negro e ele vai saber Identificar algumas questões porque Ele viveu aquilo né então é diferente você pegar quando você tem um médico que já passou por aquelas experiências isso faz diferença e a gente não tem nessa representatividade na medicina infelizmente [Música] nós esperamos que com o impacto da questão das cotas né nos últimos 10 anos que isso vá produzindo uma transformação mas ainda muito incipiente Rosa eu queria que você comentasse um pouco você você mencionou aqui ainda pouco sobre o momento que você começou a trabalhar
com comunidade com pessoas numa situação de vulnerabilidade e eu me lembro de você falar de um momento que você fez uma mudança né uma conversa anterior Nossa aí você fez um comentário de quando você olhou e falou puxa trabalhar aqui é muito bom é muito importante mas se eu não atuar junto a Quem tem o poder ele pode fazer a mudança acontecer não vai o impacto vai ser sempre muito limitado né Foi aí que você decidiu trabalhar com executivos você pode pode comentar um pouco sobre isso vai ser muitos anos e fundei alguma santidade assistência
e de auxílio a pessoas carentes e a comunidades mais pobres né mas se uma um momento que eu comecei a olhar de insistem umas existem dois mecanismos né Para você conseguir as coisas um mecanismo que é o mecanismo do Poder mesmo que tem que ter investe do Poder Desse sólido do recurso da posse do cargo da denominação da responsabilidade etc e está na tua mão decidir né e o outro que é autoridade que você cerce no mundo a partir daquilo que toca grande capacidade de poder fazer análises críticas sem entendimento da realidade e poder agir
nas circunstâncias que se formam então isso grande Tá bem um grande poder conseguir fazer essa leitura se compreender o nosso contextos mas eu pensei eu estou compreendendo se contexto eu trabalho em cima disso mas não tenho esse instrumentos de poder para realisticamente influenciar ou conduzir para decisões importantes então por isso que eu fui trabalhar com que lembrei da ser presas que ele aqueles figuras que tem na mão a caneta e que Tem a mão tem esta no descritivo da posição está investindo de carro né E isso e esse que certamente nesse momento que eu aprendi
né que essa figura baixinha índia que não vendia absolutamente nenhum glamour né e é interagir com autoridade e é interagir com essa figura de autoridade porque quando a gente se sente discriminado é porque alguém está senta Em cima de nós um poder que não lhe pertence às vezes mas se esse é um poder isso uma autoridade em cima de nós que nos deixa em muitas vezes Então aprendi a ver autoridade e fazer o mesmo processo que eu fazia comigo eu não quero me ver nem me justificar nem me entender pelo fato sobre ser mulher porque
senão não chegou a lugar nenhum Porque cobrar era um desastre botar o quanto que eu ia cobrar por hora quanto que eu cobrar pelo meu trabalho e isso era um sinal uma evidência muito séria de quanto Nossa quanto vale seu trabalho e quanto vale você quanto vale tua palavra quando você vai interagir com um indivíduo que decide sobre as coisas então o reforço essa questão de como serviu né que eu resolvi Exercer a minha condição de mulher porque Paris 5 filhos porque cuidei de uma família porque tinha um marido porque eu estava dentro de um
contexto onde essa mulher representava algumas coisas querendo mas não ser mulher no trabalho no trabalho eu não podia ser mulher então isso me ajuda muitíssimo nesse interlocução com esses com esses senhores e um mecanismo que utilizei muito forte foi eu estar permanentemente Preparada para as conversas né porque esse história que estava falando antes fala chinês não ali eu e você se fala chinês se vai falar com esse não fala assim né vai falar com o chinês tem que saber chinês então se você não sabe nada sobre a empresa aprenda a falar na linguagem dele é
verificar batendo né eu sentava eu fazia a imagem eu vou sentar do lado dele né [Música] mais dinheiro sentava do lado dele e trabalhava para poder enxergar o que que ele estava olhando o que que ele está olhando e quando entendi o que que ele olhava Então já estava entendendo a linguagem dele E aí se podia ir para minha cadeira para conversar com ele então foi um mecanismo muito importante que eu inventei para mim mesma De como lidar com essas figuras que são muitas vezes danduras só tá imponente isso dentro da nossa cabeça que não
deixa a gente abandonar o nosso próprio preconceito sobre nós mesmos E aí esse importante esse abandonou abandonar esse próprio preconceito porque o mundo te convida né nada só obstáculos de Fora que é fora de mim que mais mais a competição com outras mulheres A competição com outras mulheres era uma coisa muito séria Eu nunca quis competir com Vanessa porque eu não tinha aquela beleza então aquele leitura Aquele corno não tinha nada disso então não podia querer uma competição desse tipo nem assumir que que vocês tenham competição nesse tempo né Mas se a competição entre mulheres
e ser apressada Não não é mais hoje Rosa como tô até Entrando lá na frente no nas perguntas mas não é mais hoje essa competição ela existe ou já existe mas eu acho que não se avançamos bastante nesse sentido da busca da sororidade da música do acolhimento da busca do entendimento da outra mulher né a gente caminhou muito mas se eu fosse falar na minha história onde esse foi um obstáculo sério porque eu como vou como que una mulher Casada com cinco filhos uma senhora se manca para trabalhar na Bahia e fica uma semana não
é possível né então algumas liberdades que te dá esse e são decisões eu vou trabalhar estou trabalhando essa combinação de caça filho marido contexto social tudo isso era um uma eu necessário para ser uma um acordo com tudo isso hoje hoje com certeza já vivemos um momento completamente diferente onde já Se aceita né A minha nora Viajou hoje para para outra cidade e o marido Acabei de ver ele meu filho saindo para levar os meninos para o dentista e indo para jantar com eles porque a mamãe não está trabalhando Então isso é um novo acordos
perfeito Rosa nesse mesmo tema Adriana como é que você vê a sororidade no ambiente onde você atua né como é que É essa relação entre entre as profissionais com quem você atua eu acho eu tava pensando aqui refletindo sobre a rosa tava falando e que eu acho que que tem muito eu acho que já melhorou eu acho que como a Rosa tá falando acho que isso já já é melhor eu acho que as mulheres já tem mais consciência disso né de que a gente precisa estar junto e se ajudar e eu acho que mas eu
acho que também muito dessa desse conflito né que sempre que Eu acho que ainda existe né em alguns ambientes é entre as mulheres eu acho que também é muito dessa cobrança disso né que a rosa tava falando eu acho que as mulheres ainda já estão sendo feito novas acordos as mulheres já já conseguem estabelecer essa relação com seus companheiros né com relação a casa e filhos mas eu acho que ainda existe Muita cobrança nesse sentido de para mulher né Por exemplo uma mulher Tem dois três filhos e ela trabalha ela é uma liderança de uma
empresa e ela vai precisar ir num congresso passar uma semana em outra cidade todo mundo vai olhar essa ela pode fazer um post no Linkedin e colocar gente estou passando aqui uma semana congresso quem sabe que ela tem três filhos vai falar ué mas e seus filhos Cadê né você tá aí como é que é essa vida como é que você tá aí por que que você tá Como é que você consegue lidar com isso tudo Como é que você consegue trabalhar e saber e você pode ter a mesma situação de um homem se ou
de uma empresa ele pode ter nove filhos e ninguém vai perguntar para ele e é isso os filhos com quem que você deixou como é que você tá aqui e seus filhos estão lá porque as pessoas já assumem que né ele tá aqui trabalhando fazendo o papel dele e com certeza tem algumas mulheres lá dando conta do que dos filhos da família da casa então aí eu acho que Essa cobrança que as mulheres fazem com as outras mulheres e que as próprias mulheres fazem com cinco meses né porque eu acho que por causa de toda
essa cobrança difícil até as mulheres é isso que a rosa tava falando né Eu acho que a gente quando a gente tá numa posição dessas né se você tá numa posição de liderança se você tá num cargo que você tem que assumir e que tem vários homens É como se você tivesse que fazer essa divisão né essa coisa de Olha eu tô aqui Vou assumir que eu vou seguir vou seguir minha carreira eu tenho filho mas é isso eu vou trabalhar aqui aqui eu sou a profissional independente do que eu sou em casa como todos
os homens Sempre fizeram né ao longo de todos esses anos né porque os homens fazem isso e tiram de letra eu posso ter o que for em casa que eu estou aqui trabalhando mas eu acho que as mulheres Ainda tem muito dessa culpa né na cabeça e muito desse Ai meu Deus eu tô aqui e aí eu fui promovida tô trabalhando à beça mas e agora que que vamos pensar como é que vai ser que minha mãe vai falar que minhas amigas vão dizer ainda tem muito essa Auto cobrança que assim ainda as mulheres ainda
Precisam fazer esse trabalho para se libertar dessas questões e conseguirem ficar bem consigo mesmo mas e com as outras né porque eu acho que tenha muito a ver com isso né com a Cobrança que a gente mesmo se faz e que a gente espelha nas nossas no nosso redor né que a gente também cobra muito né a gente se cobra eu acho que as mulheres se cobram muito ainda dessas questões e saber lidar né com isso e eu acho que acho que muito do que acontece né dessas relações de trabalho dessas cobranças e dessa rivalidade
que ainda existe eu acho que vem muito por isso né porque são mulheres tentando ocupar um espaço Que ainda né que não é delas né não é considerado delas então ali brigando para tentar lidar com todas essas questões com toda essa culpa com tudo isso e ainda assumirem um papel profissional e se dedicarem ao trabalho serem bem sucedidos e é eu acho que são questões complexas desafios desafio grande e nessa linha Adriana essa é talvez se constitui talvez não seguramente constituindo uma barreira que vocês Mulheres precisam ultrapassar o tempo todo quando a gente olha no
setor da Saúde dentro do ambiente que você convive quais são outras Barreiras que as mulheres enfrentam para se depois de formadas depois de graduadas conseguirem alcançar uma uma posição consolidada serem profissionais bem sucedidas o que mais ao lado diz que rosa que você acabaram de de ricamente colocar ele aqui para a gente o que mais se Constitui Barreiras na sua visão eu acho que assim o que eu vejo né ainda como uma grande barreira é a questão não que seja impeditivo mas eu acho que muitas mulheres ainda se seguram né o seu Progresso seu desenvolvimento
por causa da Maternidade Eu acho que isso ainda é uma questão para muitas mulheres então eu vejo amigas minhas né pessoas que eu conheço que ah não é faculdade eu casei e aí eu Tive filho e aí não dá né a como é que eu vou cuidar dos filhos então não dá para fazer um mestrado então não vai dar para fazer aquele curso Então não vai e começam a segurando né cada vez mais a carreira evolução Progresso os estudos por causa dessa questão eu sei ainda vejo muito medo né nesse sentido de poder tentar não
eu tenho filho mas né vou dar um tempo aqui e daqui a pouco vou retomar e vamos lá vamos seguir eu acho que ainda tem muito Desse medo e na profissão assim na Medicina né que é a minha área que eu vejo muito Eu ainda vejo porque ela falando assim a pediatria por exemplo a enfermagem também ainda são vistas como profissões muito femininas né Mas algumas áreas a cirurgia por exemplo na neurocirurgia é dificílimo você vê né uma renomada neurocirurgião mulher um cirurgião que seja mulher né vai ser uma pessoa Que está lá no Congresso
dando uma palestra que seja uma mulher então Existem algumas áreas eu acho por tradição talvez ainda e por ser uma área ainda né algumas algumas dessas especialidades elas são fechadas mulheres então tem essa visão né de que não se é um homem então ele ele sabe ele é bom e é difícil até na hora de escolher né vou pegar ali o plano do livro do plano de saúde vai escolher um Deus Na mulher a pessoa vai no homem ou então não vou escolher um cirurgião que eu tenho que fazer com cirurgia da minha hérnia vai
escolher um homem não vai escolher o nome então assim acho que ainda tem muito disso né na nossa sociedade de trás de mulheres da evolução das mulheres e isso acho que acaba se tornando um pouco um viés do que que eu vou escolher para minha profissão para minha carreira porque aqui vai ser mais fácil ali também então Ainda tem acho que tem muito disso né para na área de saúde né que eu vejo mas eu vejo assim como eu acho que hoje as coisas estão muito melhores né eu vejo muito mais mulheres diretoras hospitais mulheres
participantes de congressos mulheres evoluindo mas nas carreiras acho que isso já melhorou muito a gente ainda tem muita coisa para melhorar mas eu acho que tá bem melhor mas é difícil né hospitais particulares do Brasil os Diretores dos hospitais aí a grande Pergunta Adriana a grande pergunta é o que que está sendo feito para essa evolução sabe eu acho que a grande pergunta é essa porque e me pareço que essa pergunta tem muito a ver com uma com algumas decisões que a mulher toma né Ou seja eu não vou deixar de fazer isso só porque
alguém disse que não é para mulher exatamente eu quero fazer isso porque isso Eu posso ser capaz e vou gostar né Eu penso que tenha uma outra outra campo de permissão importante assumir e eu gosto do bom Eu gosto do bom eu gosto do desfrute Eu gosto do contato eu gosto eu me dedico eu posso me matar mas seu rosto né Outra coisa que eu acho que é importante também é poder de ser para a família e para filhos queridos você se entrar na minha Vida vocês vão viver minha vida meu sucesso me sucesso né
fracasso minha inspiração meu rosto meu sonho mas você vai viver o que sou eu é minha vida ou participar se quiser mas esse minha vida um dia vocês vão viver sua vida do jeito que vocês querem mas agora é a minha né então essa ideia de sacrifício pela família de sacrifício pela vida de Sacrifício pelo filho não carrega teu Filho eu vejo o símbolo do meu país se essa mulher que sai a trabalhar depois de parir depois de 24 Horas dois dias já com o filho pendurado nas costas bem amarradinha né por necessidade não porque
por um processo de conscientização é a siglas aprenderam e assim que alguém tem que fazer mas não naquela coisa sacrificada então penso que muitas mulheres hoje estamos Mais livres para poder de ser em que lugar quero me colocar De que modo eu quero realizar né E dizer isso para o mundo eu acho que tem aí um caminho longo ainda mas estamos conseguindo sair um pouco dessa solidão em que nos colocamos como se tudo recaísse na nossa responsabilidade né e ficamos sozinha nessa história você tem que compartilhamento acho que hoje a gente está aprendendo a falar
tá Aprendendo a dizer está aprendendo a mostrar não façamos não somos marqueteiras né e mulher precisa ser marqueteira você aprender a valorizar o que faz se vender o que faz e disseminar o que faz né então eu concordo com você Adriana estamos melhores porque alguma permissões para essas coisas estão acontecendo boa e e rosa e Adriana alguma outra barreira Que vocês visualizam vocês citariam ao lado do que Adriana mencionou do que você mencionou Rosa como fator que dificulta o desenvolvimento da carreira das mulheres é eu penso que quando a gente olha para todo o nosso
universo como mulher né Você está no mundo e com compromisso muito claros né que você quer assumir você queira assumir Então vou assumir um cara do meu lado né e fazer um pacto com ele de vida Vou assumir para ele quantos filhos o que seria eu tenho cinco né e minhas filhas existem assim você não é responsável mais sim mas eu acho fantástico porque queria ter uma família grande [Música] e temos os contextos de trabalho e temos os nossos contextos cidadão se temos papeis diferentes mas nós estamos saindo engatinhando na nossa qualidade de tá porque
como eu disse um psiquiatra Famoso laiarsa ele falava não existe o pior partido que existe no mundo é o partido e a pior ideologia é o partido das mais essa ideologia permissiva super protetora e quer perdoar o tempo todo e que aguenta a má criações de meio mundo e ainda ela vai ser a Sublime mais ama a idade né não é assim é para patuar com o mundo né Posições é patuar com o trabalho nem porque tem Face da nossa carreira onde há uma intensidade de dedicação que é necessário naquele momento mas se isso está
muita vez que colidindo com uma época em que eu estou tendo filho pequeno E aí eu tenho que tomar decisões de mudança de local de outras coisas de gravidade né então esses pactos são Precisam ser ditos falados negociados e assumidos perfeito Rosa Adriana se acrescentaria ainda mais alguma coisa a gente sabe que as barreiras são inúmeras né Eu acho que é isso que a Rosa falou mesmo eu acho que é o que ela falou acho que a gente tá fazendo isso a pequenos Passos eu acho que a gente que ela falou que a gente precisa
fazer né para mudar isso eu acho que a gente eu como pediatra né eu vejo muito a nossa ação Das meninas né meninas e adolescentes e criar as meninas com essa consciência né de que isso que a rosa acabou de falar de ter esses pactos né e de criar relações saudáveis né com seus companheiros e que ah eu quero ter filho eu não quero ter filho qual carreira eu vou seguir e sem medo de agir de seguir a carreira que ela imaginar onde ela Se visualiza né sendo feliz sendo o sucesso que ela almeja Então
eu acho Que isso é muito a gente precisa porque a gente vai criar uma geração de meninas que vão estar mais Libertas né para seguir o que desejo sem Todas aquelas culpas aquilo tudo que eu tava falando antes eu acho que a gente já tá no caminho né Eu acho que a gente precisa incentivar mais a gente precisa estar aqui né Igual a gente tá conversando sendo exemplo para as gerações que estão vindo né tomarem coragem seguirem também eu acho que é a gente precisa disso né Se mobilizar e mostrar que é possível para as
mulheres irem perdendo medo e verem que dá que dá para fazer e tem aí Adriana alguns dados interessante né porque hoje você conversa com a geração já está no relacionamento não se aprendeu a patuar não se aprendeu a pactuar porque não esse exercício interno nas relações internas da caça né E esse Essa isso me parece que é fundamental quando eu tenho quatro filhos mulheres decisões maiores que eu tomei com elas foram no momento em que perguntava já está dormindo com o namorado e ele falava você Assumiu a responsabilidade pela sua vida porque você Assumiu a
responsabilidade sobre seu corpo isso já não pertence mais a mim nem a ninguém e você então assuma sua vida a Partir daqui isso significa essa coisa da responsabilização né então [Música] eu digo assim é claro que aí temos cenas em situações de violência e outras coisas que acontecem mas na formação eu digo o seguinte tem um momento marcantes da maturidade isso é um momento marcante de maturidade tem que precisaria ser Reforçado se entrega a responsabilidade sobre momentos nessa linha de nós já falamos de sororidade de alguma forma né mas retomando o assunto e conectando com
a fala de vocês Adriana como é que você vê hoje o engajamento das mulheres para desenvolver outras mulheres ou para ajudar no crescimento profissional de outras mulheres no setores os ambientes Onde você trabalha que você atua Adriana Você vê isso acontecer eu vejo eu inclusive eu tô participando de um de um programa que eu achei fascinante por isso eu resolvi participar que é uma mentoria chamada aluna e que são mulheres mentorando mulheres né então são meninas assim pessoas mais jovens ou pessoas em mudanças de carreira e que são mentoradas por outras mulheres para esse tipo
de conversa né aconselhamento de carreira treinamento Profissional atualmente Eu tô mentorando uma menina que é estudante de medicina jovem e eu acho que isso é muito importante né você conseguir dar exemplos né para as pessoas né das outras de Nova Geração as pessoas conseguirem enxergar essas possibilidades porque a gente ainda tem muito que só falando né muitos muitas barreiras né Muito para muitos entradas culturais sociais às vezes e às vezes as meninas meninas que têm Possibilidade de seguir de estudar profissionais que estão ali às vezes numa boa empresa que tem capacidade né de seguir de
serem promovida de fazerem cursos e pós-graduações e às vezes não conseguem enxergar muito esse caminho porque tem todas as suas limitações né de achar que não é possível achar que não vai dar ou não eu sou mulher eu não vou fazer eu nunca vi nenhuma mulher ali naquele Então não é para mim eu acho que você Precisa dessa ter essas pessoas né em posição de liderança pessoas que estão ali que já seguiram um pouco à frente nesse caminho para mostrar Olha é possível eu tô aqui continua segue por esse caminho Então faz tal coisa para
tentar mostrar uma luz né nessa nesse caminho e tentar fazer com que mais gente venha também né porque a gente começou falando né essa solidão né tanto os profissionais negros em produção de liderança as mulheres e Produção de liderança na maioria das empresas Então eu acho que só a gente se ajudando a gente se incentivando é que a gente vai conseguir também aumentar não dá também para a gente deixar só por conta das empresas tem a luz de chegar e olha nossa tem pouca mulher vamos chamar uma mulher para vir aqui eu acho que também
a gente tem que ter esse movimento né de não eu cheguei aqui então agora eu vou puxar mais uma e vamos lá eu vou orientar mais Uma para seguir tentar se profissionalizar nesse caminho e conseguir chegar até onde eu cheguei eu acho que esse movimento é fundamental né de quem tá seguindo o processo é a vibração de uma uma sobe e puxa a outra né exatamente legal obrigado Adriana Rosa e no seu no seu convívio você vê as mulheres engajadas em desenvolver umas as outras e ajudar no crescimento eu vejo da de três fenômenos né
um fenômeno que um fenômeno social testamos Vivendo uma era onde verdadeiramente estamos muito preocupados muito mais preocupado sem fazer essa puxada da mulher para um nível para um estágio diferente daquilo que a gente viveu até aqui e aí muita discussão muitas frente muitas Essas atividades viver essa forma de chamar atenção a mulher e ser assim olha é o momento de você pensar repensar aprender e aprender enfim eu diria que isso por outro lado tá bem a gente se convence de Que a partir desse momento que há existe uma outra mulher do teu lado que é
possível que ela possa compreender o que você passa né e a competição entre mulheres que eu falei lá atrás quando eu era mais jovem eu sentia muito hoje ela está muito diferente porque existe verdadeiramente uma disposição da mulher para com uma outra mulher poder ajudar se ajudar muito a mente se orientar muitomente e se isso um fenômeno crescendo e eu diria que a Última coisa também é que nos últimos tempos tanto para mulher quanto para homem para a sociedade como um todo todos nós estamos repensando e Principalmente nesse período da pandemia eles tão repensando a
nossas importâncias estão repensando a nossa saúde entendendo saúde de uma maneira muito plena muito ampla então estamos também em busca de respostas de quem sou eu como quero ser Para onde estou indo achar sentido nas coisas então estão vendo um momento de indivíduo de muito questionamento sem muita perguntas né Independente de sermos homens e mulheres E aí cada vez mais buscando a Plenitude na nossa identidade né então eu acho que isso é muito muito saudável Muito esperar a sociedade Que bom ter esperança é o que nos move né Eu queria continuar aqui conversando Com vocês
por muitas horas mas eu vou vamos indo agora ao encerramento do bate-papo queria fazer pelo menos mais uma pergunta para cada um de vocês e Adriana eu vou voltar na questão da interseccionalidade ainda da da mulher e da mulher negra né então você pouco mencionou não adianta a gente esperar que as empresas simplesmente queiram sair buscando as mulheres as mulheres precisam estar ali também buscando Algo que escuta com frequência porque eu gostaria de ter mais mulheres negras na Cristão na minha organização mas eu não as encontro Onde estão Adriana as mulheres negras onde é que
nós devemos buscar é claro talvez a resposta seja muito fácil para você ou para mim mas como é que a gente ajuda as pessoas a terem essa visibilidade Eu acho que eu falei né Não adianta só esperar eu Acho que tem que ser das duas partes né as empresas têm que estar dispostas né e prontas para receber porque eu acho que também o que se tem visto né Tem muito esse movimento de não Ai não tem nenhuma mulher aqui ou não tem nenhum negro não tem nenhuma Negra então eu vou colocar aqui e aí sem
ter essa inclusão verdadeira né sem querer realmente que aquela pessoa progredida que aquela pessoa evolua Então acho que tem todo Esse processo né que a empresa tem paciente e além de buscar também fazer com que essa pessoa seja realmente incluída né no processo da empresa e eu acho que assim hoje em dia eu tenho visto né e feliz né com esse movimento acho que os profissionais negros e negras estão se movimentando Mais também para se unirem e tentarem compartilhar oportunidade tentarem saberem informar um ou outro sobre as vagas que existem e pressionar também as Empresas
nesse sentido né de visualizar não é o que a gente tem visto né números casos que a gente vê terminamos aqui o programa de estágio mostra aquela foto que só tem branco né Vamos lá daquela foto que não tem nenhuma mulher e hoje em dia eu vejo muito esse movimento de Olha a gente não aceita mais isso né Eu vi essa foto aqui você acabou de fazer um programa de Treinamento Por que que não tem nenhum Negro aqui porque que não tem nenhuma mulher onde estão as pessoas onde estão as pessoas indígenas acho que esse
movimento tá muito maior agora e eu acho que é um caminho sem volta né Eu acho que agora é tanto que tá partindo dos negros e negras esse posicionamento né de não agora eu tô aqui eu quero que você me enxergue eu sou uma ótima profissional eu fiz todos eu sou qualificada para essa vaga Então você precisa saber que eu tô aqui né e eu Acho que tem também esse movimento agora das empresas de se auto conhecer e identificar e onde estão as falhas onde onde tá onde estão né onde toca os buracos onde não
tem mulher onde não tem negro e tentar modificar isso então eu acho que Tem muita mulher e muita mulher negra muito qualificada eu acho que no caso da mulher negra isso tudo que a gente estava conversando aqui de toda essa culpa e toda essa questão que a gente né Costuma discutir muito de ter essa síndrome de impostora né de achar que mesmo super qualificada não é a pessoa adequado para o cargo Então eu acho que isso tá mudando um pouco mas eu acho que ainda Precisa Mudar muito né porque assim a gente vê pessoas às
vezes mulheres mulheres negras muito bem qualificadas as pessoas que têm informações profissionais ótimas e às vezes Ver uma vaga e fala Hum acho que não sei não sei se eu vou poder Trabalhar lá não sei se eu sou boa suficiente eu não sei se eu sou capaz Então eu acho que isso tá melhorando mas ainda Precisa melhorar bastante eu acho que com as políticas afirmativas empresas você tem caminhado um pouco mas a gente está caminhando né mas eu acho que esse posicionamento da população negra já tá melhorando bastante nesse sentido né de agora tô aqui
né você vai ter que vamos lá tem que contratar tô aqui Existem pessoas né Essa essa conversa de que ah não Eu tentei O que passar vaga procurei abest não tinha nenhum negro que conversa nessa vaga não tem mais como usar esse discurso Então eu acho que agora o movimento é só não tem mais volta e eu costumo dizer que você quer encontrar um profissional negro fala com outro profissional negro fala para Adriana fala com Jaime a gente vai vai encontrar os contatos as conexões né Obrigado viu Rosa eu quero agora deixar uma pergunta bem
bem fácil para você tá daquelas que você gosta de responder que é para dizer o seguinte rosa é quando a gente olha para os números Eles são muito assustadores né No começo na abertura aqui eu falava as cadeiras nos últimos estudos publicados são ocupados ocupadas basicamente apenas três três ponto alguma coisa por cento de mulheres Quando nós olhamos no grupo de diretores das maiores empresas no Brasil das 500 maiores empresas o volume de mulheres é muito pequeno próximo de fatores por cento nas posições de diretoria nós olhamos para as mulheres negras 0,4% quando nós olhamos
para os conselhos de administração esse percentual flutua ali entre 12 15% também então sempre números muito pequenos então a pergunta fácil para Você é rosa como é que a gente acelera a chegada das mulheres em posições de liderança como é que nós trabalhamos com os homens brancos que hoje tem o poder irmãos Para que se tornem Aliados E ajudem na junto ao todo o trabalho que as mulheres vem fazendo mas a chegada dessas mulheres em posições de responsabilidade com a caneta na mão como você mencionou e que ocupei em lugares de direito né Apesar afinal
de contas mais da metade da população Brasileira é formada por mulheres as mulheres têm um número de anos de estudo muito maior muito superior é de homens Qual é a resposta simples rosa para essa pergunta é tão fácil A Resposta simples a gente sabe que não existe mais sexy tem respostas então eu diria assim do ponto de vista do profissional seja ele negro ou não há um imperativo nesse momento de desça apropriação da sua capacidade Do seu valor e da sua competência esse aprendizado essa permissão do indivíduo profissional que disse assim eu valho eu valho
eu sei que eu valho e eu fiz e eu fiz um investimento Se for esse investimento em número investir tantos reais sem mim para eu poder estar pronto para o trabalho e fiz tanta se trata essa experiência Nós aprendemos a fazer currículos Onde nós estamos falando de trajetórias e de pontos de passagem mas não Necessariamente Estamos fazendo nossos currículos para poder dizer a capacidade acumulada ao longo de tanto tempo se alguém capaz de solucionar o problema nós não falamos sobre nossas capacidades para dizer se você tem um problema e esse problema que está doendo ao
empregador eu sou capaz de resolver o teu problema eu sou capaz dele eu acho que esses um primeiro movimento muito forte ele vale para negros Pode ser que com maior intensidade E Como maior efetividade possa vir quando existe uma necessidade de reconhecimento por ser negro eu possa investir com muito mais potência sobre essa esse posicionamento isso eu diria que é uma questão de apropriação da sua capacidade porque se inacessível que quando que a gente use terminologias como essa que Adriana acabou de se referir quando o mercado fala sobre os dilemas da mulher como uma síndrome
Ela é doente não é doente é um fenômeno ou uma circunstância em que ela não se valoriza mas que síndrome de impostora Olha quem inventou desculpa que inventou tá então essa rejeição frontal a qualquer tentativa de querer me rotular este profissional esta profissional esta mulher tem a síndrome da impostora não poderá crescer não vai levar muito tempo Para crescer não quero que me rodulem eu quero que você me diga né você que criou esse negócio que me diga que isso são fenômeno que pertence a mim mas também está combinando com o ambiente e comprou história
e com o modelo educativo Então nada de rótulos porque na medida em que eu rotula o profissional eu coloco nele um exterior tipo um tipo uma tipologia ou uma definição isto mata o Profissional não nem para o bem nem para o mal gente não podemos temos que trabalhar em cima da capacidade então eu diria que aí tem todo um processo educativo muito potente poderoso e de estímulo muito que não precisa ir para escola nem esperar o treinamento de empresa é no cotidiano de um para outro nos diversos contexto então ele não papo Como esse outros
peitos que eu diria importante para aceleração você profissional que está ou dentro de uma empresa e queira crescer você não precisa fazer efeito demonstração eu tenho que me matar para demonstrar a minha capacidade me poupe eu tenho que demonstrar nada eu tenho Que me responsabilizar porque quem quem que está comprometido com um conjunto de resultado se quer fazer empresa crescer não vai ouvir alguém que vai dizer Olha eu estou vendo projeto total e nesse projeto eu tenho capacidade eu quero me candidatar a esse projeto Eu garanto para você determinar o resultado que eu quero produzir
e Quero contratar ou seja ter a coragem de se apresentar Não ser chamado não espera ser chamado Se apresente o mundo está cheio de necessidades e essa empresa está cheia de oportunidades Onde está teu olhar para você começar a perceber não estou falando que você precisa ser competitivo que vai matar o Outro não esse porque tua realidade está a teu redor E você faz parte dele e você pode contribuir para ela então outro mecanismo de aceleração Possibilidades eu preciso ficar aberto para as possibilidades e como eu me coloco aqui dentro e como me preparar eu
preciso estar pronto para o mal e dizer Ok você não quer mas estava te garantindo um negócio assim eu quero Factor com você empresa estamos muito acostumados a que outras pessoas precisam por nós e por isso eu sempre digo o seguinte tem uma única ação de todo o profissional que Construir seu plano construir seu plano ele não vai poder delegar para ninguém isso ele vai dizer Aonde quer chegar de que modo que chegar para onde querer ir e quais são os recursos que ele vai mobilizar para conseguir o que quer agora isso garante ele chegar
não ele vai ter que compartilhar a gestão desse plano e quem são os atores que vão estar com ele compartilhando seu plano Eu diria queira acelerar façamos e busque os atores que vão estar junto com você Fantástico muito bom Rosa muito bom Adriana Queria convidar vocês agora para deixar uma palavra uma frase para as mulheres sobretudo para as mulheres que estão nos ouvindo ou nos assistindo que que vocês deixaram de mensagem ou de resumo Adriana que que você encorajaria carreira mulheres que estão construindo Aí suas carreiras estão em momentos de reflexão de carreira Olha eu
acho que uma frase que eu deixaria para todos as mulheres que estão ouvindo a gente é não deixe ninguém te desanimar não deixe ninguém dizer que você não é capaz você é capaz do que você quiser se você se dedicar se você tiver vontade de alcançar aquele seu objetivo você vai conseguir tente se cercar das pessoas que você que Vão te ajudar chegar nesse objetivo e siga em frente que você vai conseguir Rosa eu diria para as mulheres que me escutam Não nunca justifique não ter chegado algum lugar pelo fato de ser mulher isso não
é justificativa tem outras mas por ser mulher eu não consegui chegar não [Música] Então esqueça que você é mulher esqueça o argumento a justificativa na hora que você guardar ela na gaveta e ele não te incomodar mais você vai ser uma pessoa somente isso uma pessoa Obrigado Rosa muito obrigado eu queria deixar uma palavra para vocês que é muito obrigado pela generosidade de vocês Adriane rosa e para todas e todos que estão nos assistindo o podcast ele pode ser visto Nos canais da fez a grupo no YouTube no Instagram pode ser ouvido no Spotify em
outras plataformas de Podcast e quero de verdade agradecer aqui a participação da Adriana e da Rosa de todas as pessoas que estão nos assistindo e ouvindo se você curtiu passar esse momento conosco comente compartilhe e mande essa mensagem para pessoas que você entende que poderão se beneficiar com todo esse conteúdo maravilhoso que a gente teve Oportunidade aqui de ouvir e aprender com o Adriana e rosa em outros episódios nós temos também missões interessantíssimas sobre carreiras de pessoas LGBT que IAP mais temos discussões sobre carreiras e pessoas negras temos discussões sobre carreiras de pessoas com deficiências
Muito obrigado até mais obrigada [Música]