Muito bem bom Então essa é a primeira sessão primeiro encontro do curso de autoformação de docentes indígenas em alfabetização letramentos e plurilinguismo sejam todos bem-vindos Muita gente ainda vai chegando normal né mas nesse meio tempo a gente já vai iniciando as atividades por questões práticas aí principalmente das lideranças tá Ah então para quem não me conhece eu sou Antônio eu sou membro do do seir fui aluno do professor Eli na faculdade de educação da USP e colaboro com o desenvolvimento desse desse convênio né Da Da feusp com a ner Dau com FP Espero poder colaborar
com vocês dentro desses temas vinculados a as línguas indígenas as línguas indígenas E então como eu falei no comecinho pros que chegaram no bem bem antes pros que chegaram bem cedinho eu vou tomar liberdade para apagar o microfone caso né caso esteja girando ruído assim para para todos nós tá bom caso contrário não tem nenhum problema ficar com o microfone aberto tá ah ok então eu gostaria de passar a palavra primeiramente pro pras lideranças pro pro juven pro dzo Ah para Que seja inaugurado né oficialmente o curso pelas lideranças medizen depois também vou passar a
palavra pro professor Eli quem é o coordenador dessas atividades juntamente com com a professora Diana Tá bom então não sei se zodo pode falar agora sim eh eh AD sego curso né alfabetização e então boa tarde a todos eu sou Professor eh e a gente tá inaugurando esse eh segundo curso né da turma do dois né de alfabetização e letramento mas S Quero desejar boas-vindas a todos os parentes né que conseguiram se inscrever e recomendo também que todos os parentes né possam aproveitar da melhor maneira possível né que como O Antônio já falou resultado de
nossa parceria né de luta da reivindicação também de nossas lideranças né das nossas comunidades e poder nesse momento Aqui inaugurar mais eh um curso né online como agora né então Eh quero desejar um bom estudos a todos né agradecer o Antônio que aceitou esse eh esse desafio também para conduzir todo esse processo com a gente e o benefício né o resultado de todo esse processo vai ser essa qualificação de nossos professores nossos jovens nossas lideranças para cada vez mais melhorar a educação escolar indígena em nosso território e hoje estamos aqui eh no Ifan né participando
do do encontro de educação escolar indígena também no âmbito do território eh justamente pra gente continuar contribuindo né no âmbito do movimento indígena também Ness nesse tema eh da educação escolar indígena tenha uma boa tarde bom estudo a todos e seguimos em parceria Obrigado Antônio vou eh continuar acompanhando e assim que retomar a atividade aqui a gente eh vou vou saindo tá bom Obrigado Mati no kedina a gente que agradece judo por todo o apoio eh comunicação né que é sempre muito importante ainda mais eh se tratando de um curso à distância né a nossa
comunicação ela é fundamental eh a gente precisa ter bastante paciência também alma né para entender os processos de cada um né Tem alguns companheiros que já tem mais familiaridade com essas ferramentas Outros que nem tanto e eu acredito que a maioria aqui de nós somos educadores né educadoras e educador tem paciência né geralmente né a gente precisa ter paciência com os processos de cada um inclusive com o nosso né o nosso processo também o bon fácil eu gostaria de de falar também como como liderança fazer considerações sobre esse início de atividade vamos ver se Estão
bom ah dáo acho que não não entrou não Dario não veio ok alô olá olá sim ah fique à vontade bem-vindo Ah obrigado eh Sim gostaria de de dar algumas palavras de de início do curso levando em conta o histórico do do movimento indígena no território sim então boa tarde a todos Boa tarde professor demais Participant eu vejo momento muito importante de gente tá nesse curso semana passada iniciamos com curso de projeto político pedagógico E agora vocês que estão nesse curso de alfabetização eu vejo que é momento importante de gente avançar na nossa luta pela
educação na nossa região com nossas comunidades com o nosso povo né É porque a a nossa luta pela educação surgiu quando a gente viu Quando os velhos viram a necessidade de que pudéssemos estar instruído para entender o que vem de fora e assim a gente poder defender o nosso território nossa terra né E o nosso povo né isso iniciou na década de 70 quando nossos pais começaram participar do movimento indígena e puderam ver através das lideranças né que já circulava no país como nossos parentes Tucano lá de par Cachoeira Principalmente Álvaro Bené Machado Carlos Machado
e demais liderança o Manuel murava o quea passando nível do país e o que tava vindo né aproximando da da nossa região do nosso povo então com isso nossos pais eh se preocuparam e começaram também lutar para que a gente pudesse ter escola na nossa região que os filhos pudessem eh ter oportunidade de saber ler escrever né Isso foi na primeira Assembleia eh dos povos dias do Rio Negro em Maio de 1984 E logo depois eh na Fundação da fuir em 1987 né já na véspera da nova constituição também houve participação de liderança B marcaram
presença para falar com pocano né que tava bastante avançado aqui a gente porque na região do do tucano eh Itaquá principalmente desde 1922 que ali foi implantado escola eh de ensino Fundamental completo pelos salisano né E a nossa região até então Eh 87 ainda tava sem escola completa de Ensino Fundamental então por isso reivindicaram né Que Os tucanos pudesse ajudar nosso povo né tanto por isso que muitos tucanos não só tucanos mas de outros povos da região de valpes foram para ajudar a nossa região muitos foram nossos professores que ajudaram a gente né povo carapanã
povo anano povo Tucano povo desano tariano né muitos foram Paraa nossa região para ajudar alfabetizar o nosso povo saber ler e escrever Então a partir dali eu acho que marca um processo nosso Mas avançamos mesmo quando iniciamos nossa organização uibi n 1992 e também um pouco antes e 87 criação da assir que Associação indígena do rio isana mas logo depois vem a nossa organização Nessa organização IB tava uma turma de jovens que havia ido a Manaus para estudar na escola agrícola né que através do própri Salesianos e pastores conseguiram através da FUNAI uma cota né
pra gente estudar na escola agrícola em Manaus e foi um abertura para que a gente pudesse ir para lá for 40 e pouco pessoas do Rio Negro do Sana fomos quatro pessoas acho mas eh só finalizamos duas pessoas que formaram na Escola agrícola né eu e o finado Isaías que meu primo né que finalizamos e ao mesmo tempo nesse nesse período de escola agrícola a partir de 88 a gente teve oportunidade de receber a visita da Senadora na época a primeira Senadora inclusive né do Amazonas eí miquiles eh ela convidou para que a gente pudesse
participar da comunidade constituinte por isso desde lá a gente participa reivindica O que que a gente Acha que seria bom para nosso povo né em termos de educação saúde e vários outros direitos preenchemos muitos formulários né com a ajuda do nosso professor professores eh de história de geografia um dos nossos professores hoje é o Dr Daniel né que é hoje é do Instituto oca lá em São Paulo que publica bastante livros ele era nosso professor lá na escola agrícola ele era seminarista também na época então a gente assim a gente Inclusive eu cuido com bastante
Cuidado o meu certificado né de eh de participação de comunidade constituinte quando discutimos a construção da nova Novo Brasil que se chamava na época né para poder ter os direito que temos a partir de 1888 onde conseguimos dois artigos na constituição que é 231 e 232 onde assegura nossos direitos onde reconhece o nosso direito nosso território nossas línguas né Reconhece que a gente Pode reivindicar nossos direitos então esse processo eu tive oportunidade de participar como liderança eh indígena a partir da escola agrícola em Manaus e dentro desse processo e aprendizado com os parceiros apoiadores igrejas
né e também de lideranças mais entendido é que Assumimos a Ubi em 92 quando Assumimos o Ibi as nossas lideranças eh colocaram a esperança de que a gente podia lutar mais ainda além de demarcação de terra Indígena que era a principal bandeira de luta Terra contínua era a educação né educação para nossas crianças Nossa Juventude nossas comunidades né a saúde projeto de alternativas econômicas isso era a nossa luta né principal planejamento Deixado Para nós pela Assembleia então foi isso nós Assumimos essa responsabilidade uma Juventude de 12 pessoas porque era Presidente vice secretário vice eh tesoureiro
vice os conselheiros né formamos uma equipe Bastante grande na época né Eu Fui eleito como presidente a gente para liderar 56 comunidades que pegava de Nazaré até cam Manus ciari aari tudinho essa Juventude entramos né com Firme com apoio do dos nossos nossas lideranças trabalhamos bastante né e avançamos conseguimos na época também ao mesmo tempo a mudança na prefeitura assumiu um prefeito que com qual a gente conseguia Dialogar e também colocou um secretário que era banila Parente nosso ex-diretor da foir hoje o Dr Jess né que hoje é professor na UnB e a gente conseguiu
magistério indígena ao mesmo tempo com prefeito também que dava para dialogar conseguimos e construir 42 escolinhas na nossa região colocamos professores banila nossa meta era colocar Professor Ban desde quem tinha segundo ano desde que tivesse vontade de ensinar outras pessoas e essa turma de professores é Que entraram no magistério um conhecido como magistério indígena Montamos ajudamos montar essa esse projeto nesse período já tinha ido eu já tava na como secretário da fuir né Eu já tinha saído da uibi conseguimos esses cursos e trabalhamos bastante e conseguimos formação dos professores acho que algum desses professores hoje
maioria tá com com formação superior algum com mestrado não sei mas outros vieram A partir desse entendimento também que eh criamos fundamos a escola pamar né eu estando na fuir eh a gente tinha ainda na escola agrícola pensamento era criar uma escola agrícola pro nosso povo no Rio isana né saber criar animais Peixe Boi tudo um sonho que a gente tinha né de aves mas a gente eh deparou com a questão dos nossos direitos né E com isso é que passou ser colola indígena porque a gente queria valorizar o nosso conhecimento nossa língua né então
eh a Partir desse conhecimento é que ajudamos discussão da Educação no sana Porque tinha acabado de sair política nacional de educação escolar indígena né mas muita na teoria Participei de vários encontros aqui locais regionais estaduais amazônico Nacional também mas pouco você via na prática né Eh então nosso pensamento era que a gente pudesse ter escola onde a gente pudesse ter nosso criado por nós coordenado por nós administrado por nós e E além disso Ainda tinha religião na nossa região que é evangélico e católico isso também interferia na nossa política e por isso também se pensou
escola fora da Aldeia né Para que não pudesse ter interferência religiosa mas podesse ter espaço onde a gente pudesse discutir e aprender aquilo que a gente entende que é importante para nós a partir da participação do própria Juventude de adolescentes com participação dos pais mães né irmãos Artesões pescadores fixadores né Pajé conhecedor de plantas medicinais eh lideranças é tudo e os atores né políticos também de governo porque também eles não estavam entendendo o que que queo estava escrito na Constituição tanto por isso que na nossa organização uibi fomos presos no quartel eh pelotão de Fronteira
na lá no alto porque eles não sab não não não entendia o que tava escrito em nosso direito Eles achavam que eles estava Fazendo coisa eh que podia interferir ainda na questão de militares na fronteira né Nós fomos presos acho que quase cinco se Dias ali até que o presidente na época o finado Braz né que era presidente da fuir Pudesse Conversar com o militar e a gente pudesse sair dali é isso a história é bastante grande não vou detalhar muito mas o que eu quero dizer para vocês professores que hoje temos Desafio de como
ensinar as crianças a partir da nossa cultura e como essa cultura pode dar continuidade e essa criança também saber colocar no papel né o aquilo que é nosso conhecimento ao mesmo tempo conhecer e dominar conhecimento e técnicas códigos que vem de fora né para que a gente possa assim eh Cumprir o que os velhos o que decidimos por exemplo principalmente se vocês foram ver no plano projeto Político pedagógico da escola pamali da associação aep qual é a missão né Qual é visão né missão é formar um cidadão capaz de enfrentar o seu local é ao
mesmo tempo se assim entender o jovem poder continuar também seu estudo em qualquer qu estabelecimento de ensino aqui na região e qualquer parte do país isso Já conseguimos provar né resultado disso é o juvens eh a Gente com muito orgulho a gente fala disso eh porque eu acho que a gente consegue mostrar aquilo para qual estamos a nossa escola né Eh é isso então é desafio mas gente vê muito desafio porque o estado continua impondo a o formato deles né de quadrado de aprender nos quadrados matemática aqui português ali continua impondo isso Impõe o calendário
impõe várias outras coisas ainda semana passada semana passada na no jornada pedagógic um pedagogo não sei se ele tá participando aqui ele tava falando né de que eh sobre o 200 dias de aula né Aí eu perguntei como é que era o contrato dos professores contrato do professor 20 horas aulas não é 200 dias de aula né como é que se define ano letivo né como é que por que isso né talvez eu não soube perguntar mas ele deu resposta lá Não me convenceu mas eh eu vejo que ainda muita coisa ent a ser discutido
aquilo que tá escrito e aquilo que tá garantido no nosso direito e aquilo que também tá escrito na política nacional de educação escolar indígena quem como vamos vencer isso meus professores meus parentes e os que participam professores é nós é que vamos ter que fazer mudança Nisso porque pedagogo qualquer Professor até vocês mesmo que já tem curso superior é Formado qualquer Universidade que não esteja preparado também para formar vocês eles não vão trazer isso para nós né eu acho que feusp tá aí para ajudar para querer entender vão ajudar nos ajudar eh eu já falei
uma vez isso o papel que eles escreveram colocaram dentro do direito de educação dá pra gente ver que muito pouco o poder público cumpre aquilo que tá escrito no nosso direito né E quem que vai mudar isso professores É nós por isso que esse Curso aqui é nós é você que vão ter que fazer levantamento e a gente vai ter que ter coragem de dizer e definir metodologia de ensino junto com os pais com as lideranças tradicionais lideranças políticas das nossas comunidades né Não é pessoal da secretaria não é eh Até nós estamos no ano
eh político temos que ver também eh e escolher bem quem realmente dá atenção para educ a gente quer realmente de mudança né Porque senão a gente vai continuar lutando lutando e apenas eh o poder público pagando só professor ainda mais pagando um professor para multis seriado Até agora ninguém apresentou proposta né ou modelo de ensino multisseriado o que à vezes passa por professores é contra ser controver tiado aí de de de fora né mas cadê o nosso o que que nós vamos aprender é para isso que serve esse custo aqui os professores para isso Que
nós estamos aqui para isso que nós estamos aqui seria bom que pessoal a e seguir né Eu penso assim tá bom Então essa é minha participação obrigado a gente vai est à disposição aí os professores né Eh eu vou est à disposição se alguém eh precisar mais detalhes dessa luta Tá bom mas esse momento é a minha minha esposa que tá participando desse curso né Eh Obrigado Professor Antônio eh e vamos seguindo aí obrigado boa Tarde e bom curso para nós para vocês apresentar sim é importante nós que agradecemos né a esse Balan esse Contex
dado pelo pelo Bonifácio buscar formas de registrar essa memória toda que foi Ah foi explicada rapidamente pelo pelo Bonifácio é uma das funções da língua escrita também né Nós vamos debater um pouco sobre isso também tá Ah eu gostaria de passar a palavra se Estiverem eh disponíveis no momento pro os professores eh Eli e e Diana também que são os coordenadores eh os principais articuladores desse desse convênio estão com com visita aí né o capitão aí tá tá tá visitando aí né tá aí com n só diretoria aí no só diretoria as lideranças aqui no
curso com a gente estamos aqui com o capitão josito eé e Elsa aqui conosco e Elsa assistindo a aula bom vou fazer uma Uma saudação eh rápida Eh meu nome é el ganen eu sou da faculdade de educação da Universidade de São Paulo pela pela faculdade eu sou responsável responsável por esse curso e tá eh eu coordeno um grupo de pesquisa né que se chama se unir eh o professor antnio já se referiu a ele Professor Antônio faz parte do se unir também e esse grupo de pesquisa é que coloca em em andamento realiza da
parte da Faculdade de Educação o termo de cooperação né um acordo de cooperação que há entre a faculdade de educação da USP e a organização nazu bap Paco e dentro desse dessa cooperação é que nós temos agora eh essa iniciativa né de um curso sobre projetos políticos político-pedagógicos e estea essa aula um primeira aula do Curso sobre alfabetização e letramento em contexto multilíngue então para todo mundo que já está aqui participando é evidente que esse assunto é muito importante né é muito importante eh no mundo todo né Eh as a língua escrita é um meio
de comunicação uma invenção dos seres humanos fantástica né que permite que nós nos comuniquemos com quem já morreu há muitos séculos e permite com que que nós nos comuniquemos com aqueles que ainda Vão nascer e há desafios enormes para que todos eh saibam utilizar bem essa língua escrita né nas suas diferentes línguas e esses desafios são muito maiores nos contextos eh das Comunidades indígenas né das das Comunidades eh banj Paco também eh Especialmente porque eh a composição dessas comunidades é multilíngua eh eh envolve pessoas de diferentes povos de diferentes origens e diferentes línguas Então se
alfabetizar já é Difícil numa língua só não é eh para as pessoas que são falantes de uma só língua eh para as que são falantes de várias línguas isso se torna muito mais complicado e é Um Desafio especial e esse desafio que nós pretendemos enfrentar junto com todas as pessoas participantes do curso não é nós não temos respostas prontas para tudo mas nós temos a vontade de procurar respostas e fazer isso juntos aumenta a chance da gente ter sucesso então fico Muito contente de estar com vocês aqui que todo mundo tenha se matriculado e que
é uma esperança de que a gente se qualifique como disse não é o professor Bon e que a gente se qualifique mais para enfrentar esse Grande Desafio um abraço para todo mundo passo aqui a palavra PR professora Diana junto com professor Antônio teve empenhada na organização desse Curso uhum sim boa tarde a todos e todas Quero só dizer que tô muito feliz realmente nesse início desse curso que faz muito tempo que a gente tem sonhado e planejado né com esse momento de poder começar a aprofundar nos problemas de alfabetização nas demandas de alfabetização das escolas
né do Rio isana e dos outros territórios banil e curipaco então é um momento para mim de agradecer Essa confiança né de todos os professores todas as lideranças que estão aqui presentes se matricularam agradecer nossos colegas da nossa equipe Que Tem trabalhado muito né aí na organização também dos dados na organização das inscrições na organização dessas aulas desses conteúdos eh deixar meu parabéns especial aí pro professor Antônio que tem eh criado esse curso com muito carinho muita dedicação e acho que Pensando em todas as realidades que a gente conhece né quando viaja quando conversa com
a realidade dessas escolas nossos amigos e amigas aí que são os professores né e as lideranças todos aí envolvidos com a educação das crianças e dos jovens e dos adultos eh queria reforçar que eu gostei muito também das palavras né das lideranças as palavras do professor Bon lembram a gente que realmente esse curso vai ser uma criação né Desse coletivo aqui Eh para poder dar respostas para esses desafios de alfabetização porque são muitos desafios mesmo existe muito estudo já muita pesquisa sobre esse trabalho da alfabetização na escola mas existem muitas perguntas novas que vem das
escolas eh de todos os as comunidades medizen essas perguntas ainda a pesquisa que existe tá muito longe ainda de entender essas realidades e isso acho que aumenta a importância aqui do nosso Trabalho coletivo né de reflexão de buscar respostas para perguntas que ainda não tinham Aparecido esses professores aqui com as suas dificuldades com as suas pesquisas em contato nesses diálogos aí com os especialistas é que vão colocar as primeiras pela primeira vez algumas perguntas né e portanto criar soluções assim que não não é só lendo num texto a solução realmente é inventar né é Inovar
então por isso já estão todos muito de Parabéns e por último eu vou aproveitar para agradecer nossos amigos que estão aqui conosco nos visitando em nome deles Quero Agradecer assim toda a recepção que a gente já teve em todas as comunidades né que a gente tem passado que são é nesses convívios nessa convivência né Deixa eu enquadrar aqui convivendo com as crianças né vendo as crianças nascerem e crescerem criança que era um neném agora já tem 11 anos e Os professores nossos amigos né no seu trabalho de alfabetizar vendo essas crianças muito inteligentes usando a
língua e avançando na escola Essa é a experiência que realmente inspira né esses cursos esses projetos então meu muito obrigada reconhecendo assim que você Vocês são nossos professores também né a gente vai tentar aqui devolver esse acolhimento aprofundar essa relação essa convivência acreditando que todos os professores são alfabetizadores no seu Trabalho né então que a gente vai conversar de assuntos assim muito importantes para todos nós paraas novas gerações também que a gente Aproveite muito muito obrigada a todos tenho certeza que vai ser uma jornada muito legal nós que Agradecemos muito obrigado professora Eli professora Diana
juito Elsa Eliane também muito obrigado pela pela presença De vocês colaboração ativa sempre né bom o o Elana já levantaram vários tpicos curs nje eu gostaria de convidar vocês a a pensar um pouco sobre uma uma pergunta que geralmente é eh feita no meio acadêmico tem sido divulgada né ah lentamente né nas comunidades indígenas que é a seguinte pergunta eh por que é Importante tentar alfabetizar na primeira prima língua da das pessoas na primeira língua das Crianças especialmente né porque porque é importante alfabetizar na língua que a criança escuta no seu território né essa pergunta
eh eu vou tentar responder ela com vocês né dialogando com vocês através da apresentação de uma das teorias mais aceitas né em relação à Alfabetização tá então um pouco antes eh disso né De começar uma uma apresentação zinha aqui com vocês Ah eu gostaria de mostrar um pouquinho da dinâmica do curso tá vocês já muitos de vocês devem estar inscritos também no curso de PPP né para quem não está não tem nenhum problema né existem assim eh vários diálogos entre os dois cursos e e a dinâmica dos dois cursos também vai ser ah bastante parecida
nós vamos tentar fazer uma dinâmica bem Parecida então a as aulas sempre vão ser quinzenais né encontro é mais ou menos a cada 15 dias né Sempre nas segundas-feiras né a gente vai ter encontro virtual cada 15 dias mais ou menos a gente sempre vai ter um encontro virtual como esse que tá acontecendo hoje né E no meio tem né entre um encontro e outro nós vamos ter o que eh nós estamos chamando de tempo Comunidade né Nós vamos ter tarefas que vão ser propostas para para que vocês tentem fazer na escola de vocês na
comunidade de vocês né são tarefas para serem feitas dentro do do território Tá eu vou pedir licença então para vocês para compartilhar a minha tela tá bom e Aqui nós temos uma plataforma que é bem importante do curso nós temos alguns canais de comunicação certo eh Inclusive eu fiquei bem contente com muita gente Ali dando Oi bom dia boa tarde boa noite no grupo do WhatsApp né Isso é é bom sinal em vários fatores né primeiro que a internet tá funcionando aí mais ou menos legal né Na no território is é muito bom e segundo
também que bom não sei eu fiquei contente assim mostra um certo interesse de vocês também eh pelo curso né isso anima a gente também então a gente tem o o o grupo do WhatsApp né que é um dos canais mais importantes pra gente resolver Eh questões bem pontuais ali imediatas né com relação ao curso e vocês eh devem estar visualizando aí na na tela compartilhada e a gente tem aqui o Google sala de aula né o Google sala de aula é uma ferramenta onde a gente vai colocando todos os recursos né usados no curso né
É uma ferramenta que a gente eh vai usar também para ter um certo controle também das tarefas do tempo comunidade tá Ã então aqui no no Google sala de aula eu sei que nem todo mundo tá acostumado a ao usar essas ferramentas e nós vamos eh né Nós vamos nos acostumando a usar essa essas ferramentas aos poucos eh com paciência com calma né a gente a gente chega lá tá bom ah quando vocês abrem o Google sala de aula Ah vocês vão ter aí algumas Abas né aqui que eu tô mostrando com o meu mouse
na tela né então no mural vocês vão vão ter Aqui a apresentação E aí vocês eh É sempre bom buscar aqui as atividades né ah Aqui nós temos eh duas duas atividades aqui postadas no Google sala de aula né Eh que é o seguinte a a primeira coisa que foi postada aqui eh foi uma mensagem de boas-vindas né Eh o programa né o cronograma do curso n vocês podem abrir aqui Aqui tá escrito né um um arquivo aqui em PDF né E também um formulário para ser Preenchido né Vamos dar uma olhadinha aqui no no
cronograma aqui rapidinho bom Aqui tem a equipe básica do C esse esse documento já já foi circulado nos grupos né podemos eh circular novamente se vocês quiserem não tem problema nenhum tá e ele vai estar sempre eh aqui no Google sala de aula também tá então o curso foi pensado justamente para deixa eu aceitar aqui o pessoal que tá Chegando curso foi pensado dentro desse modelo de alternância né encontros virtuais e tempo comunidade né então sempre intercalando esses encontros nossos aqui online com algumas atividades para serem feitas dentro do território eh de cada um de
vocês tá esse é um curso piloto né Eh como já foi mencionado pelos amigos né H nós não não estamos aqui eh para trazer nenhuma receita Né nenhuma fórmula pronta né Sobre alfabetização né mas nós estamos aqui para eh tentar orientar com alguma um as pistas né Eh principalmente com base em em pesquisas e em práticas que já aconteceram em outros territórios indígenas também né Eh também divulgar né dentro da medida do possível né ah textos acadêmicos e não acadêmicos que possam servir de apoio também para nosso trabalho eh cotidiano né Eh então isso é
importante né o curso ele ele não não é um curso Que vai trazer respostas assim eh logo de cara né sobre eh alfabetização não vai não vai entregar para vocês no final um manual sobre alfabetização né [Música] ah mas nós estamos aqui para justamente construir né ah propostas baseadas no território eh de vocês conforme a a Diana mencionou eh um um dos pontos bem importantes é que Justamente a maioria da das teorias Sobre alfabetização letramento que nós vamos debater Elas têm uma limitação justamente pelo fato de Muitas delas não terem sido pensadas num contexto plurilíngue
na maioria delas né Eh inclusive as melhores delas né elas foram pensadas imaginando um cenário onde a língua que é usada na escola é é a língua que a que a pessoa ah ouve geralmente dentro da sua casa também e geralmente essas pessoas que estão aprendendo na escola eh falam apenas uma Língua assim a maioria das teorias pensam num num cenário monolíngue né maioria né ah mas existem eh teorias mais flexíveis ao plurilinguismo que nós vamos apresentar aqui tá Ah então aqui eh se vocês eh lerem o cronograma do curso Ah o curso Ele tem
três momentos né Então nesse primeiro momento Ah nós vamos tentar falar um pouco sobre sobre essa diferenciação que é possível entre alfabetização eh letramentos né E sobre o contexto Plurilíngue né E além disso nós vamos tentar eh nos conhecer um pouco mais também nós vamos tentar pesquisar sobre a nossa própria trajetória como eh pessoa que aprendeu a ler e a escrever né Eh isso é bem importante porque eh quando a gente busca na nossa própria trajetória geralmente a gente encontra também eh momentos de dificuldade momentos de eh momentos bonitos momentos eh difíceis né Eh durante
a nossa trajetória de de escolarização né de de Quando começou a a a estudar né Eh e é interessante isso principalmente para nós que damos aula para nós que somos educadores Justamente a gente pensar que muitos dos Desafios que nós né tivemos para aprender a ler escrever né muitos desafios também eh aparecem né na trajetória dos nossos alunos né então Eh da mesma forma que eh pode ter sido difícil né ou prazeroso também né ou as duas coisas ao mesmo tempo né Para nós aprender a lei escrever pros nossos Alunos também né então Eh essa
nossa primeira pesquisa sobre trajetórias vai ser muito importante eh paraa gente debater um pouco sobre a experiência pessoal de cada um com a leitura escrita e a gente vai notar também que que as experiências são bem variadas justamente por conta do nosso contexto eh plurilíngue também né Hã pra gente fazer essa primeira pesquisa de de trajetória eu vou pedir para vocês eh Fazerem com calma para vocês preencherem com calma Essa é a principal tarefa pro segundo encontro né vou pedir para que vocês eh preencham com muita calma não agora né Durante os próximos dias né
esse formulário que eu acabei de enviar aqui no chat tá bom nós vamos circular esse formulário quanto tempo for necessário nos próximos 15 dias para que todo mundo ah tente preencher esse formulário que eh ele trata justamente sobre Ah nossas trajetórias né Acho que vocês estão visualizando aí né esse é o formulário que que vocês eh vão preencher por favor tá Não precisa preencher com pressa o ideal que seja preenchido com calma tá o ideal é que seja preenchido com bastante calma tá ele tem aí umas eh 20 perguntinhas né Eh isso é um formulário
né não é uma prova então não precisa se preocupar se se tá certo ou errado o que você escrever aqui tá bom não tem certo ou Errado a experiência é de cada um tá então esse é um formulário ele não vai ser corrigido tá ah essa é uma é uma forma que a gente tenta né Eh uma forma que a gente busca para tentar ah coletar né Eh informações né para pesquisa também né paraa Pesquisa do se unir e principalmente para que a gente se comece a se conhecer melhor tá então eh desse primeiro encontro
pro próximo Daqui 15 dias a principal tarefa vai ser preencher esse formulário aqui eu vi que algumas pessoas já preencheram tá mas eh eu acho legal que seja preenchido com calma não precisa ter pressa nenhuma para preencher isso aqui tá D bom vocês têm 15 dias para preencher o formulário acho que é um tempo Ok um tempo adequado para ser preenchido com calma tá bom ah muito bem então No segundo encontro nós vamos debater sobre eh o que vocês preencheram desse formulário aqui tá tem Um outro ponto também que eu queria falar para vocês sobre
esse formulário que é o seguinte tá como esse curso é um piloto esse curso é totalmente eh online né esse formato né de formulário online assim escrito né Eh foi o que a gente eh buscou né foi o o jeito né que a gente buscou para eh fazer essa atividade né de pesquisa de trajetórias tá se por acaso vocês tiverem dificuldade para preencher esse questionário no formato que ele está aqui né Nós podemos pensar Em outros formatos também né eu digo isso para vocês com toda sinceridade né justamente porque esse é um é um formato
piloto né de de curso online para para territórios indígenas né e eu acho que é importante a gente pensar nisso né porque por exemplo esse formulário ele poderia ser respondido eh por mensagens de áudio também em WhatsApp né se for se for mais fácil né agora como é um curso que também Trata de leitura escrita preencher esse formulário também já é uma forma de eh nós praticarmos leitura escrita né Eh então H Vamos tentar preencher nesse formato se houver muita dificuldade em preencher o o formulário assim do jeito que ele está Ah nós vamos conversando
Tá bom agora eh uma última coisa sobre isso eu gostaria vocês viram que o formulário tá em português né eu gostaria eh de pelo menos eh dois participantes Voluntários desse grupo né que que pudessem me ajudar né não agora né durante esses próximos dias né Eu gostaria de dois voluntários para me ajudar na adaptação desse formulário pro in gatu e pro banila pelo menos tá então eh não sei o Artur tá aí né o Artur eu sei que que que se dá muito bem com essa questão da da da escrita eh banila né ah eu
gostaria de de de ter dois voluntários pelo menos tá pessoal para adaptar esse formulário ao ao baninho e Eng gatu tá bom Será que alguém se habilita vocês estão me ouvindo né que quando a gente compartilha a tela a gente não não não vê a cara do pessoal né estamos sim Opa certo é o Artur que tá falando não aqui a Elson Ô tudo bem sim então Pois é se vocês quiserem colaborar nessa adaptação do do formulário né pro banil o Elson bom Imagino que você você faz banil curipaco né seria bom eu falo curipaco
Professor aí mas se tiver que eu posso ajudar também né mas Ban um Pou tem um pouquinho de dificuldade na escrita na fala eu entendo n eu aio mais na língua curipaco né e sou professor né na sala e já foi professor da língua indígena aí eu me aproprio mais na língua curipaco que é a minha língua né a banila seria muito interessante mas eu posso contribuir sim se tiver alguém banil aí eh eu posso contribuir com ele para que a gente pudéssemos Eh traduzir né essa esse questionamento aí na língua banila também exato exato
É seria excelente pro pro curipaco também a seria excelente tá Oi Antônio Boa tarde que é Madalena tudo bem manga caruca turanga eu acho que como que poderia ser um professor da de B um Curio e seria outro de ingat poderia ser assim também perfeito assim ficaria excelente fia exelente Né e e vocês podem ficar à vontade para fazer uma adaptação né uma tradução livre né Eh não precisa se preocupar muito em manter o que tá no português tá que a ideia na verdade pessoal é que esse seja um uma primeira sugestão né de formulário
E que esse formulário possa ser usado depois também em outros momentos né porque nós temos três momentos do curso né Então nesse primeiro momento cada um de vocês vai preencher o formulário pensando na Experiência individual né de vocês né só que nós vamos ter um segundo momento do curso que é quando nós vamos eh se juntar em grupos e vamos fazer pesquisa sobre práticas de escrita eh no território de cada um de vocês e aí de repente vocês também podem usar esse formulário ah adaptado né Eh podem fazer essas perguntas que foram feitas para vocês
né do formulário vocês podem fazer essas perguntas para pessoas da da comunidade de vocês né Ou seja que eu tô Propondo aqui é o seguinte nós nós vamos usar esse isso como formulário aqui a atividade do curso individual né esse formulário ele pode se transformar depois mais para frente num roteiro para pesquisas eh de conversa né para fazer uma pesquisa entrevistando pessoas oralmente né então eu posso usar o formulário como um roteiro escrito para conversar com pessoas da minha comunidade por exemplo sobre leitura escrita né E aí de repente Se o roteiro estiver já ah
adaptado para outra língua pro curipaco pro baninho ou pro yatu né ou para outras línguas também Se alguém quiser adaptar para outras línguas também no território eh é melhor né Eu acho né então é mais ou menos isso tá o que o que nós estamos propondo agradeço pela pela disponibilidade de vocês né eh e e justamente também queria deixar claro algo que que a Diana mencionou também né o Bonifácio Mencionou que realmente são são esforços eh São esforços grandes de todos nós aqui né envolvidos né Eh eu não eu não tô no Brasil tô trabalhando
no Equador né Eh eu tô a 3 horas de comunidades aqui que falam línguas parentes do tucano né Eh o secoia por exemplo né Nós temos os Tucano oriental e Os tucanos eh ocidentais né então eu tô perto dos Tucano ocidental aqui né Eh então Eh Às vezes a gente tem algumas dificuldades também para se comunicar com todos né Todo mundo cada um em um canto né um pouco longe né mas nós vencemos esses esforços né com a colaboração eh de todos né e e vamos né avançando né dentro desse objetivo comum que é fortalecer
a educação escolar indígena assim que por conta disso também eu agradeço a disponibilidade de vocês e nós vamos contar muito né com essa colaboração com essa participação ativa de vocês eh durante o curso tá bom então a Basicamente o curso vai ter esses três primeiros momentos né assim a Diana disse aqui que a France banila né intelectual importante também e do povo banila tá aqui eh tá aqui no curso né tá aqui online seja muito bem-vinda eh France né É um prazer tê-la aqui conosco também né E ela desenvolve né pesquisas bem importantes agora tá
tá desenvolvendo uma pesquisa numa cátedra de estudos e da Universidade de São Paulo né junto Com outras pesquisadoras indígenas né E sim é sempre eh sempre importante tá tá em colaboração é é sempre bem importante de pensar isso também né gente que o a educação básica por exemplo né que é onde a gente trabalha muito o tema da alfabetização ela não tá separada da educação superior né da faculdade né o magistério Escola Normal né graduação pós-graduação né eh todas elas formam parte de um sistema educacional né Eh uma alimenta a outra Né uma parte alimenta
a outra né Eh isso é bem importante né É por isso que que nós falamos também no começo que um dos eh objetivos aqui do curso é também eh colaborar né Eh na na di usão científica né difusão de ideias produzidas no meio acadêmico sobre alfabetização letramento nas escolas ban na formação de professores aperfeiçoamento de professores né eu vi aqui a mensagem da professora Márcia eu fechei o WhatsApp Tá gente aí eu peço que eh vocês colaborem se por acaso alguém tiver precisando do link tá e eu aceitei todo mundo que pediu para entrar Tá
bom então chegou aqui eu aceito né Tá bom pode ser também dificuldade de internet da pessoa tá tô vendo aqui que o o Danilo Lopes ele ele pode contribuir o professor Danilo acho que o Danilo de canadá né Eu acho é bem-vindo pode colaborar também na tradução pro banil Excelente Excelente pessoal tá eu vou entrar em contato com vocês depois também só para falar sobre essa ação do formulário para outras línguas ok muito bem eu vou compartilhar a tela aqui com vocês e vou trabalhar um pouco sobre essa questão agora da que é específica desse
encontro né sobre porque alfabetizar Ó que legal Joãozinho grande Joãozinho Joãozinho eh Pode colaborar também né com banila grande garoto ok Mati Eh vamos lá vamos falar hoje especificamente sobre esse tema né não vamos esgotar o assunto né mas vamos começar a falar um pouco sobre eh por é importante tentar eh alfabetizar primeiramente na língua que é mais falada no território né para depois eh alfabetizar em língua Portuguesa né Eh Esse é um é um ponto bastante importante né eu vou tentar trazer aqui para vocês algumas explicações e alguns argumentos né Eh que sustentam essa
ideia né é importante alfabetizar primeiro na língua mais falada no território né para depois alfabetizar em língua portuguesa ou em qualquer outra eh língua né tá bom A gente teve uma uma uma discussão no começo né levantada pelo Bonifácio por exemplo sobre a imposição do Estado né nos currículos das escolas no no PPT né Isso influi também na alfabetização né E se depender eh de boa parte né das técnicos gestores da da secretari de educação né infelizmente boa par parte eh acredita que H Tudo se resume a português né a língua Portuguesa an alfabetização né
Aos poucos nós vamos dialogando também eh com os os gestores da educação né pessoas do MEC da CEDUC da cmed né Nós temos também parceiros dentro dessas instituições também né Eh e aos poucos a gente vai tentando eh trabalhar essa essa ideia que é muito importante né E precisa ser mais debatida mais trabalhada que é justamente Essa é importante alfabetizar primeiro eh na língua mais falada no Território para depois alfabetizar em português tá em se tratando eh de povos indígenas como no caso do território medizen né no qual o português não é a língua mais
falada nesses territórios né não é a língua mais falado né OK então Eh bom essa essa é a primeira primeiro encontro né ou sessão tá nós vamos ter oito encontros assim virtuais certo aí de 15 em 15 dias né bom o objetivo do curso eh ele tem a ver com o o objetivo estratégico da Linha dois da cooperação né que é uma linha dedicada ao fortalecimento das línguas indígenas e da alfab I ação nas escolas eh do território medeno certo e claro né como isso é fruto de um convênio com universidades também ah muito do
que a gente debater aqui depois futuramente vai eh ser objeto de reflexão produção de artigos científicos em colaboração né Eh com equipes interculturais né com eh pessoas eh não indígenas do seu unir e pesquisadores Indígenas né Eh eu entendo que vocês já são pesquisadores né Acho que esse é um outro ponto importante também né Eh esse é um curso piloto não não não vai ter nenhuma receita pronta aqui né Eh vocês eh ou muitos de vocês já são pesquisadores na prática né produzem o próprio material que que utilizam geralmente para dar aula né Isso já
é fazer pesquisa ao meu ver né talvez falte eh algumas ferramentas né para refinar mais essas pesquisas né mas eu Já vejo vocês como pesquisadores tá eh e nós vamos fazer pesquisa aqui também tá então como havia dito para vocês eh o curso tá baseado em três momentos né o primeiro momento é pra gente eh pesquisar um pouco sobre nossas próprias trajetórias tá como como pessoa que aprendeu a lei escrever né o segundo momento a gente vai a partir da nossa experiência pessoal né a gente vai pensar em pesquisas né Eh sobre práticas de leitura
escrita Dentro do território de cada um de vocês aí essas pesquisas vão ser realizadas em grupos tá e um um último momento do curso é justamente de eh organizar de sistematizar as pesquisas que vocês eh fizerem tá e de pensar em encaminhamentos também eh Lembrando que a gente vai ter um um encontro né um encontro de educação eh no mês de julho se não tô equivocado né um encontro em tuno e cachoeira tá muito bem Ah bom a gente tem um Esquema geral né do do curso né eu não vou ficar falando o tempo todo
nessas aulas virtuais né porque seria muito chato né Eh então a gente vai ter alguns convidados também tá e mais ou menos a gente vai debater um pouco sobre uma dinâmica né uma dinâmica bem importante que é a seguinte a a língua falada né aqui a oralidade a língua falada Ela é super importante para o que é uma escrita de uma língua né e a escrita ela também pode Influenciar eh a oralidade a escrita pode servir de apoio também para coisas que a gente vai falar coisas que a gente vai produzir tá eh esse nó
aqui a gente vai trabalhar durante o curso todo né Eh influência da língua falada na língua escrita influência da língua escrita na língua falada né ou nas línguas eh faladas e escritas tá bom eh hoje especificamente nós vamos trabalhar sobre esses temas daqui que é o seguinte toda a língua por sua natureza né ela Ela é as línguas naturais né Elas são línguas faladas né Nós temos as comunidades surdas também com as línguas de sinais né mas nós infelizmente não não vamos dar conta disso nesse curso aqui né a a Libras também tem uma proposta
de escrita também né enfim mas nós não vamos dar conta Ah disso nesse curso aqui tá Então nós vamos trabalhar com línguas as chamadas línguas naturais né dentro da linguística né então nós vamos Pensar hoje sobre algumas dinâmicas relacionadas a como a língua né oral ela é representada né através de um sistema de escrita como alfabeto por exemplo né E como eh no processo de alfabetização né é importantíssimo né pensar como os aprendizes vão criando eh hipóteses né como os aprendizes vão eh criando consciência da própria língua falada através do sistema escrito que eles estão
aprendendo tá então nós vamos Falar um pouco sobre esse esses bloquinhos daqui da esquerda do slide tá bom eh Então nós vamos falar um pouquinho sobre essa parte sobre formas de representação da língua né na escrita né mais para frente nós vamos falar sobre a importância né Eh dessa desses processos de alfabetização né Eh justamente pro Ensino via pesquisa né que é uma prática bem importante né no território medizen né e Ou seja a partir daqui mais pro pro Lado direito aqui da desse esquema né Desse fluxo Ah nós vamos debater eh temas como por
exemplo qual a importância de eu saber escrever para poder fazer uma pesquisa sobre o meu território né quando eu faço uma pesquisa Geralmente eu preciso de registros dessa pesquisa né E aí as formas de Registro São várias né Eh eu posso fazer desenho eu posso tirar foto eu posso gravar áudio e eu também posso escrever né eu também posso escrever Posso juntar todas essas coisas eu posso fazer cálculos também né posso usar números né posso usar né A a escrita né então todas essas são formas de sistematizando organizando eh uma pesquisa dentro do meu território
né então Eh essa parte das linguagens é é fundamental para trabalhar o ensino via pesquisa né e a partir daí a gente vai eh debatendo mais para frente sobre também influências da escrita na Produção oral né como esses bloquinhos aqui do lado eh direito tá bom não se assustem tá a gente vai trabalhar esses temas com calma e também com eh convidados né com convidados que levam muita experiência alguns deles levam experiência em bloquinhos específicos daqui né Desse fluxo aqui de de ideias tá bom tá Ah muito bem bom gente o o tema do plurilinguismo
que aparece no título do do do curso né Ele é super importante né porque no no início né dos estudos de de linguística moderna né no século XX eh a primeira coisa que que se estudava né era uma ideia de bilinguismo ou seja de duas línguas né Mas duas línguas pensadas de uma maneira muito simples né Eh falando de uma maneira bem simplista aqui para vocês né ah basicamente se pensava que a gente tinha 50% de uma língua 50% de outra língua na nossa cabeça né então a Gente sabia exatamente o mesmo sabia exatamente fazer
as mesmas habilidades de falar ler escrever eh em em português e em outra língua por exemplo né a noção de bilinguismo né ela foi problematizada com a noção de diglossia tá por um autor chamado Ferguson que não não não dá tempo de trabalhar ele aqui agora mas eu posso enviar a referência para vocês depois eu acho que ele nem tem textos em em língua portuguesa inclusive né mas nós podemos Debater sobre eles eh Em algum momento também se se for o caso tá bom ah a ideia de diglossia gente ela é uma ideia que foi
interessante porque a a noção de diglossia ela mostra que as línguas elas elas têm contato né então o Ban tem contato com iatu Ban tem contato com português banin tem contato com curipaco né Mas além de contatos eh em alguns contextos existem conflitos também entre as línguas né então também existem conflitos entre o banua e o Português né E são conflitos eh atravessados muitas vezes por um Estado Nacional né então o contexto de diglossia vai eh vai trazer ele trouxe né para linguística do século XX justamente eh uma noção que é super importante para nós
aqui que é a seguinte em muitos casos a língua que se ensina numa escola não é a língua que se fala na casa das pessoas né então Eh durante muito tempo né ou nos internatos Salesianos por exemplo Mencionados pelo pelo Bonifácio né ah se ensinava apenas português né e e não era permitido né que as pessoas falassem as suas línguas eh de origem né não era permitido que fosse falado banil aatu curipaco C Tucano né Eh vocês devem eh saber disso devem ter eh talvez até eh formação né Eh vinculada a aos internados alguns de
vocês né dependendo da idade né então a o conceito de Diglossia foi importante para trabalhar contextos como esse ou seja ah mu em muitos casos as línguas não estão apenas em contato umas com as outras mas também existem conflitos entre as línguas né e isso é super importante porque isso eh por muitos eh séculos né gerou também eh problemas ligados a a a vergonha de falar num idioma por exemplo que eh esse problema né da da da vergonha de falar no idioma já tem sido superado né Felizmente por conta de todo esse histórico de movimento
indígena que o Bonifácio mencionou por exemplo né E aí com certeza entrevistando pessoas como ele ele daria vários exemplos sobre Eh esses conflitos do português né que era a língua eh Nacional né que era eh difundida e muitas vezes imposta né pelo Estado eh né com exemplos de como o português era imposto né Eh em São Gabriel da Cachoeira por Exemplo né E isso eh esse essa força de uma língua escolhida como língua nacional sobre outras línguas né ela aconteceu né esse processo aconteceu em várias partes eh do mundo principalmente eh em em territórios indígenas
né isso aconteceu muito né hoje em dia nós estamos num outro momento né Eh justamente com a Constituição de 88 mencionada pelo Bonifácio também eh existe o direito né a se ensinar na própria língua e a se alfabetizar na Própria língua também né Muito bem então eh a a gente tem que pensar que existem várias línguas e às vezes uma língua entra em em conflito com a outra Principalmente quando a gente pensa que eh as línguas não estão isoladas no mundo né gente as línguas estão dentro eh da sociedades né que as falam então Eh
muitas vezes existe um uma hierarquia estabelecida muitas vezes pelos estados nacionais né entre línguas De origem europeia Como o português o o inglês o espanhol né Eh e um certo um um certo menus preso de outras línguas né o e o próprio português também se considerado dentro dessas línguas eh de estado né o português também é uma língua menor também se comparado com o espanhol e com inglês o português também ele é uma língua minoritária dentro dessas que são muito faladas né o português também tem Relações eh de conflito com outras línguas também se a
gente ampliar o leque né então é tudo isso pra gente pensar que as línguas são fruto de sociedades né as sociedades elas são organizadas e também temm eh conflitos dentro dessas sociedades né e as línguas não tão eh não tão isentas disso as línguas estão dentro de um das sociedades que funcionam assim né então por isso que a gente precisa mesmo se organizar né Eh Lutar para poder fortalecer a as línguas eh do território medeno por exemplo né Porque nós estamos falando de relações de poder no no fundo no fundo né E um ponto que
eu queria trabalhar aqui com vocês é é justamente o seguinte né se por um lado eh o português é uma língua nacional né Eh é uma língua que é imposta muitas vezes é a língua que muitas vezes é priorizada né é a língua dos documentos oficiais né e muitas vezes por conta Disso o português vira uma língua um pouco sem sentido né porque ela é uma língua da burocracia também né é a língua das leis dos documentos é a língua dos documentos que muitas vezes eh eh geram Barreiras para que a gente possa fazer as
coisas né Eh se por um lado a gente tem uma língua assim que às vezes é muito distante a gente pode pensar em formas também de trabalhar é um português eh mais próximo da da realidade de cada Território né E por um outro lado também né que é bem importante eh a gente sempre lembrar porque é pouco lembrado né Eh tá tudo bem o português ele precisa ser aprendido é uma língua super importante né uma língua de estado né mas existem também uma infinidade de de saberes né em banin em Igatu em curipaco e são
saberes que estão apenas nessas línguas né Principalmente saberes ligados à fauna Flora né nomes de Espécies né a biodiversidade né Eh e isso é é eu acho que é super importante a gente a gente valorizar também eh por que que eu tô falando dessas coisas né porque basta a gente pensar que nós nós usamos alfabeto né alfabeto do jeito como a gente usa porque né todo território né que que que hoje é o Brasil foi colonizado por Portugal né e a escrita foi uma tecnologia usada né para para colonização né né e a gente usa
o Alfabeto eh emprestado né esse alfabeto emprestado por conta dessa dessas relações históricas né Essas relações de poder durante o tempo né e é curioso a gente lembrar também tamb pessoal que [Música] eh vários povos indígenas TM suas formas de representação né vários povos indígenas T eh formas eh de de registro né e em alguns casos alguns povos indígenas tinham eh eh alfabetos tão Complexos quanto eh o alfabeto que é o que a gente usa que é o alfabeto eh eh Latino né com essas letras que que estão aí na no slide né Eu só
coloquei essa fotinha aqui na no lado direito que é é uma foto né na verdade éa uma representação de uma tábua de um códice Maia né dos povos Maia do Sul do México né e tinha uma forma de de escrita né H que era composta né com com ícones né com ícones que também representavam sílabas do da Língua né do Maia e o cateco né então assim eh várias sociedades né Eh tinham já sistemas de escrita e muitos desses conhecimentos foram apagados né durante os processos eh de colonização e e não dá para desvencilhar uma
coisa da outra né o o alfabeto Latino ele chegou a Até nós aqui Por conta desses processos eh coloniais né e eu queria trabalhar aqui com uma coisa bem interessante que tem a ver com A com a arte banila né que é justamente essa noção que para mim me parece genial né que são as sílabas gráficas da cestaria banila né vocês conhecem isso vocês estão me ouvindo aí pessoal sim sim Então pessoal e isso isso é bem interessante o que é chamado de sílaba gráfica no no projeto de arte baniwa né seria uma uma forma
né de de dar uma uma unidade de medida né com motivos Né então cada cada motivo seria trabalhado né na na cestaria eu tô apenas fazendo a relação aqui vocês aqui que que sabem muito mais do que eu sobre cestaria sobre arte banila né Eu só tô simplesmente fazendo uma relação aqui né que justamente eh tem um ponto aqui que é importante né Eh durante um tempo os magistérios indígenas né eles eh defenderam muito e e e é sempre importante defender essas formas de representação tradicionais de Cada povo né então nós podemos pensar que a
as sílabas né Essas sílabas gráficas esses motivos paraa produção de de balaio de urutu por exemplo né Eh a sílaba da peneira né sílaba do Tatu sílaba da cabeça de Jandia né sílaba de casca de jabuti sílaba de caminho da saúva né Eh elas são uma forma dees apresentação né Eh importante pro pros conhecimentos né Ban curipaco né Em alguns momentos a gente viu eu acho que ainda ainda isso acontece né Professores eh do magistério indígena tentando criar um sistema próprio de escrita né paraa sua língua né e eu acho que eh eu acho que
assim já existe uma uma cultura escrita com alfabeto Latino né Eu acho que a gente tem que usar o o alfabeto Latino nas línguas indígenas né Principalmente línguas como banin ouatu que não são línguas tonais depois a gente fala mais sobre isso né Eh eu acho que é importante usar Alfabeto Latino também para uma ponte depois com português eu acho que é importante mas o o ideal né o ideal é a gente conciliar né a gente conciliar os os processos de alfabetização os processos de escolarização em geral né com essas formas de representação tradicionais né
então eh o o interessante eu acho que é a gente conciliar né a alfabetização em baniu em gatu em curipaco por exemplo né com os conhecimentos né Eh da arte Bani por exemplo que são coisas que vocês eh já fazem né são coisas que vocês eh já fazem né mas eu acho interessante a gente pensar nessa parte da das sílabas gráficas porque nós vamos falar de sílaba agora né então é interessante né o o o que o que seriam essas sílabas gráficas né a sílabas seria uma uma unidade de medida né a sílaba seria uma
unidade de medida né uma uma unidade também temática né para arte banila né então aqui a gente tem Algumas sílabas gráficas de urutus eu sei que tá bem pequenininho aí Acho que vocês não vão conseguir visualizar bem né Eh depois a gente compartilha isso com vocês né aí aqui a gente tem sílaba gráfica do rabo de Pacu né paraa produção do urutu sílaba da escama de pirarucu né sílaba de desenho da Costa do bisouro né de sarapó pintado assado né pegada de onça aí tem vários né e eu acho que esse tipo de conhecimento ele
não pode estar desvencilhado dos Processos eh de alfabetização assim como foi dito né pelo pelo Bonifácio né Eh isso isso é a gente pensar justamente Como alfabetizar de modo baseado na realidade né Eh do território de cada um eh de nós né porque quando quando a escrita ela é nada de uma maneira muito distante do território né a escrita ela vai perdendo o sentido né e parece que a escrita não comunica nada né quando ela tá muito Distante do território né então muitas vezes o ensino de português ele é um Desafio eh também para escolas
não indígenas também né justamente porque às vezes o a a forma de se ensinar a língua né E se alfabetizar em português ela é muito desvinculada da idade do território doss alunos né então eu vou recomendar para vocês depois tá na tá nas tarefas já do do Google sala de aula eu vou recomendar para vocês depois e para que Vocês assistam um filme brasileiro chamado Central do Brasil né lá no Google sala de aula fiz uma recomendação ali eu acho que eu eu sugiro que que vocês façam em formato de cine clu né Eh eu
posso disponibilizar o filme para vocês né o filme inclusive tá com legenda em espanhol É pode ser bacana também sempre tem os paano também né na nas aulas né na na sempre tem os paano também né o pessoal que veio de comunidades vizinhas às vezes já já Aprendeu a escrever em espanhol também né o o filme Central do Brasil ele mostra muito sobre como a escrita ela pode eh ela pode ter muito sentido e ao mesmo tempo não ter sentido nenhum né então o Central do Brasil ele ele trabalha isso da maneira muito interessante né
que tem ali uma pessoa que é uma funcionária que escreve cartas para outras pessoas né por conta de um contexto de muitas Pessoas que não sabem Eh escrever né no Brasil e e é uma pessoa que ela trabalha de uma maneira burocrática né ela escreve aquilo ali não tem muito sentido para ela ela não dá muito valor às vezes ela nem faz o serviço dela eh direito às vezes ela escolhe as cartas que ela vai levar depois pro Correio ela rasga um monte de carta né tem sentido nenhum aquilo ali para ela né e depois
a escrita passa a ter muito sentido né Quando ela se encontra com um menininho que perdeu a mãe né a mãe que foi morta né Eh então é um filme bem legal eu acho que que poderia ser uma ideia eh vocês organizarem com a escola de vocês um formato de cineclube para exibir o filme né na comunidade no no no centro comunitário na igreja em algum espaço da comunidade na escola né e debater sobre o filme depois né Eu acho que é um filme muito rico pra gente debater sobre Alfabetização e principalmente sobre letramentos tá
Antônios um detalhezinho eh parece que a apresentação sua eh eh não tá ficou parada pra gente você falou das sílabas gráficas né mas a gente ainda tá vendo só aquela página com os códigos Maias não sei se é isso mesmo ah ok ok descora már também comentou acho que tá para é porque porque quando porque quando quando eu tô apresentando eu não tô ouvindo o chat então não dá para ler O chat então é melhor que vocês avisem por áudio eu agradeço é por isso que vamos vamos abrir aqui obrigado Diana Pera aí vou compartilhar
a tela cheia aqui aí vocês me dizem se estão vendo tá bom Tá certo beleza Vocês estão vendo uma página da uma página aqui que fala sobre um livro aqui do Mandu Sim essa tá Aparecendo joia obrigado obrigado tá então só retomando rapidinho aqui o o ponto das sílabas gráficas Opa vamos aqui rapidinho o ponto das sílabas gráficas é isso aqui ó vocês estão visualizando uma página você estaria de aruman Ah agora sim tá desculpa viu gente eh porque não tinha aparecido certo obrigado obrigado tá eu peço desculpa para você Então aqui tem todo esse
esse Isso foi um levantamento Feito em oficinas né oficinas de mestres artesãos né com eh com organização do das associações banila e curipaco né Isso foi feito nos anos 90 se não tô equivocado tá E e daí se eh foi difundida essa noção de sílaba gráfica né Eh eu acho que vocês não vão conseguir ver muito bem essa parte aqui que tá muito pequenininho mesmo não sei se vocês estão ouvindo uma janelinha aqui algumas sílabas gráficas de balaios tão vendo Dá para ver sim Pequenininho mas dá para ver dá para ampliar para ver também legal
bacana então eu eu vou compartilhar isso aqui com vocês eh eh depois ali no grupo né é justamente essas formas tradicionais de representação né que que não é uma escrita alfabética né mas S formas de representação tradicionais são importantes né dos banila dos curipaco né do território mediaco em geral né então eu mencionava que eh alfabetizar eh em banin em engatou ou mesmo em Português né no território mediaco né a alfabetização não pode estar desvinculada desses saberes né a alfabetização tem que tentar tá sempre veiculando esse tipo de saber né Eh para que a educação
faça sentido né dentro da da realidade né de cada de cada escola né de cada comunidade é mais ou menos essa a ideia né E então essa ideia da sílaba gráfica seria a sílaba gráfica seria um motivo né para cada cestaria né então o motivo Da mulher peneirando o motivo do Tatu testa né isso cada uma cada um desses seria uma sílaba gráfica né a casca de jabuti seria um outro né vocês devem saber eh TC essas eh essas artesanias né vocês devem eh est familiarizados com isso né de alguma forma né e eh Outro
ponto importante também né de veiculação de de saberes né Eh a escrita seja ela em banil em português né ela deve servir também pro registro né da da tradição oral né para Registro desses conhecimentos que que estão somente ali eh na fala né de de Anciões né dos velhos né Eh das lideranças tradicionais né dos banin dos curipaco por exemplo né então aqui esse é só um exemplo né de um registro né Desse eh desse Pajé né o Manuel né foi feito em língua portuguesa mas aí vocês po vocês vão perceber se vocês abrirem esse
arquivo aqui vocês vão perceber que eh quando a gente fala de conhecimento Tradicional mesmo em português aí ocorre o o o inverso né porque geralmente a gente fala assim ah não agora já não fala mais emat como antes já fala tudo com empréstimo do português né quando a gente eh trabalha com esse tipo de conhecimento tradicional mesmo que seja em português ocorre o contrário né porque é um português cheio de palavra eh em banil cheio de palavra em gatu Porque tem um monte de palavra que não dá para é como como se não desse para
Traduzir porque são conceitos muito importantes né da da visão de mundo da origem do universo né E aí vocês podem ver aqui pelo pelo sumário né pelo índice aqui do livro né a gente tem aqui personagens né como que você vai traduzir Yan periculi Yan periculi é Yan periculi o nome do personagem né Eh vocês veem aqui que é um o o livro tá em português né mas vai aparecer um monte de palavra do baninho a algumas do yatu também né Eh porque são Conhecimentos tradicionais da mesma forma que eh o português emprestou palavras do
banim do yatu eh principalmente na parte de biodiversidade né da mais da metade das palavras que a gente usa de botânica né botânica do território brasileiro elas vêm de línguas indígenas né que são de saberes tradicionais eh que foram vinculados e são até hoje vinculados nessas línguas né Tá então a alfabetização com sentido Né com sentido territorial é uma alfabetização também que dá valor para essas visões de mundo para esses saberes também tenta veicular esses saberes Não importa se é em português se é se em curipaco pode ser também com o português que é ensinado
nessas escolas também né então a gente tem aí também duas coisas né a língua que a gente usa e o saberes que a gente veicula os saberes que a gente divulga nessas línguas também né esse é muito importante porque eh no Caso dos Missionários por exemplo né Eh Os Missionários são hoje são parceiros importantes né eh mas eh em muitos contextos eh ainda que ah alguns missionários eh utilizem a língua indígena eles utilizam a língua indígena para veicular outros saberes né para veicular eh outros saberes saberes é religiosos né Eh então é justamente a gente
tem esse esse ponto né esse ponto da da língua que eu utilizo e dos Conhecimentos que eu veiculo através dessa língua né e a alfabetização não tá fora desse jogo né A partir do momento que a gente escolhe ali eh as palavras os temas que a gente vai usar para formar uma cartilha por exemplo a gente já tá escolhendo os conhecimentos que a gente quer divir e difundir desculpa né eh Isso já é fazer política né Isso já é fazer política né Isso já é já é um tema de políticas linguísticas né Eh para nós
aqui Tá bom eu peço desculpa gente de não ter compartilhado agora vocês estão vendo os slides vocês me confirmam por me confirma por áudio por favor agora esse tá aparecendo o primeiro de novo que tem criancinha lendo e os ehes Maia em cima isso tá obrigado viu Obrigado valeu é porque como a gente sempre fica eu faço o slide assim linkando tudo então eu tenho que ter esse cuidado mesmo da das janelas Obrigado então aqui o o tema né do bilinguismo plurilinguismo principalmente da diglossia eh esse tema é bem importante gente porque a gente tem
que ter em mente isso uma um ensino de língua escrita Qualquer que seja a língua né Eh baniu ao português né se esse ensino da língua estiver muito longe né do da realidade né Muito longe do do que se pratica no território né esse ensino ele ele tem tudo para para não funcionar né Eh o Ensino para ter sentido ele tem que ter base numa realidade local né E a gente vai vai vai debater muito sobre isso também tá Ah muito bem né agora aqui eu queria fazer a diferenciação rápida aqui com vocês entre alfabetização
e letramentos tá bom eh letramentos no plural tá eh bom os autores que a gente vai usar aqui são são autores né que a gente pode chamar de modernos né Eh são autores que eles trouxeram muitas contribuições são Muito úteis para o ensino de várias línguas né Eh e são autores que debatem com temas da da pedagogia né dentro do que a gente pode chamar de escolarização moderna né a o pensamento moderno em em em educação de um modo geral ele é muito enfocado eh nos processos de aprender tá n durante muito tempo o o
Eli é ele é meio mestre né em conversar sobre isso né Eh a gente que é professor a gente fala muito né como eu por exemplo né falo Para caramba eh e às vezes a gente se preocupa muito em ensinar né como que eu ensino né E às vezes a gente se esquece né dos processos do de quem tá do outro lado dos alunos né que seria o a ação de aprender né então eh os processos de escolarização moderna né os autores mais modernos da da pedagogia de um modo geral né eles são mais enfocados
nos processos de aprendizagem Ou seja como que os alunos aprendem né não tão tão interessados em como o professor ensina porque o jeito como o professor vai ensinar ele depende na verdade de como os alunos aprendem ou seja precisa entender como que as crianças como que os adultos como que que eles aprendem como que uma pessoa aprende de um modo geral a partir disso é que eu vou eh modelar o meu ensino né por isso que não tem a receita pronta de como ensinar né porque o processo de Aprendizagem o jeito como as pessoas aprendem
é um jeito né que varia muito são são processos eh complexos e são processos bem variados né E esses autores aqui né Essas autoras eh eles dão eh apoio muito importante para nós com relação à alfabetização né Eh eu eu quis colocar o a Emília Ferreira do lado do Paulo Freire né pelo seguinte a Emília Ferreiro eh os três faleceram né a Emília Ferreiro faleceu eh recentemente Não faz nem um ano que a que a Emília Ferreiro faleceu Deixa eu só aceitar uma pessoa aqui Emilia Ferreira Faleceu o ano passado né Vocês estão vendo a
na tela de novo os slides Sim estamos bemo Ok ok obrigado não não tá vindo um slide para m saiu Saiu sim tá aparecendo tá aparecendo Ok para mim não para mim não Bom eu acho que eu acho que tá Aparecendo aí sim viu sim está aparecendo Ok Ah então pessoal a a Emília Ferreiro ela foi uma pesquisadora que ela acompanhou crianças que estavam se alfabetizando né ela ela se baseou eh em crianças ela queria entender como que as crianças aprendiam né a a essas formas de representação né desenho né escrita né ela ela tava
interessada nisso E aí eh o a as formas dela de Explicar Elas tiveram muita muita repercussão né Eh é muito é muito bacana o que ela o que ela o que ela descobriu sobre alfabetização né conversando com as crianças né e e é tão interessante o que ela o que ela propôs que a essa forma nessa metodologia da Emília Ferreiro ela foi eh ela é usada também PR Educação de adultos também né o caso do Paulo Freire é o contrário né o Paulo Freire propôs alfabetização De adultos de uma maneira baseada na realidade né das
pessoas né o Paulo Freire vai falar sobre leitura da palavra e leitura de mundo né Né o Paulo fre vai defender que a leitura de mundo ela vem antes da leura da palavra né ele vai falar isso também porque a teoria dele vem num contexto específico que é educação de adultos né a educação de adultos na qual né as pessoas elas já têm as formas de representação eh formadas na na na mente Né Eh então a teoria dele vem de um contexto específico também eh dos adultos né E aí ele vai falar sobre leitura de
mundo e leitura de palavra né como as duas têm que coincidir leitura de mundo seria a leitura da realidade né uma maneira assim mais simples né explicando é curioso isso gente porque Justamente a a Emília Ferreiro ela vai est trabalhando com o quê com as crianças né então para criança né a a leitura de mundo a leitura da Palavra essas coisas ainda estão muito misturadas né a a criança ela ela leva um tempo ela leva um tempo para diferenciar O que é realidade e o que é representação né Eh se você mostrar para um bebê
um uma foto de um cachorro que ele conhece e um cachorro né Talvez ele não vai diferenciar para ele ainda é a mesma coisa a foto do cachorro real você me entende né a a Emília Ferreira tava interessada nessa formação né das Representações na nas crianças né e é curioso isso porque o o o o a forma de alfabetizar que o Paulo Freire né propôs né que deu muito certo baseada na educação de adultos também serve paraa educação infantil também é usada na educação infantil por que que eu tô dizendo disso para vocês cada teoria
que a gente vai ver ela surge num contexto específico né todas as teorias surgem num contexto muito específico né Eh todos esses três aqui que que eu Tô Mostrando para vocês os três eles trabalham eh com alternativas a uma educação muito mecânica né os três né a Emília Ferreira o Paulo Freire e também a Magda Soares né os três estavam tentando trabalhar com formas mais significativas de ensinar e leitura e escrita né que seria uma tentativa de ir além da da cópia né ou seja ah a cópia a memorização né na durante o processo de
leitura escrita Ela é super importante né você fazer Um você fazer uma uma cópia do que tá na lousa é um processo importante né mas ele não pode ser a base né Eh de toda a prática de alfabetização né a a alfabetização não se resume a um processo mecânico eh de copiar e repetir né ela vai muito além disso né então os três né que estão aí na foto trabalharam nesse sentido né de ir para além de uma noção mecânica eh de alfabetização tá Ah a a Magda Soares né ela forma na verdade um um
trio de Ferro né seria a Maricato a Angela kiman e a Magda Soares né essas três pesquisadoras né Eh elas trabalharam muito e trabalham ainda né algumas estão elas trabalham muito com a noção de letramentos né a noção de letramento seria a a primeira noção que a gente pode introduzir aqui é a seguinte o letramento seria eh pensar que todo o processo de alfabetização ele vai servir lá na frente para para um uso real da língua né para práticas de leitura Escrita né fora da escola né então a gente o que a gente aprende dentro
da escola muitas vezes é para ser usado fora dela né e a noção de letramentos eh ela veio né muito nesse sentido de trabalhar com os professores né de uma maneira contextualizar mais a alfabetização né pensando em contextos fora da escola né então Eh quando eu penso em letramento eu penso justamente em que o que eu escrevo né ele vai servir para comunicar alguma coisa para Out outras pessoas por exemplo né quando escrevo uma carta por exemplo né eu a escrita tem um sentido né porque eu tô escrevendo uma carta para outra pessoa uma outra
pessoa que vai ler essa carta né a a a noção de letramento que é difundida principalmente pela magira Soares né é essa noção de pensar alfabetização né que vai ser usada depois fora da escola né então tudo que a gente ensina na escola depois tem que servir para que a pessoa use aquilo na Realidade dela fora da escola né e eh muitas vezes existem ruídos né Eh entre a proposta da Emília Ferreiro e a proposta eh da Magda Soares acho que é importante a gente falar disso também eh pelo seguinte né a a Emília Ferreira
ela não não gostava muito de separar alfabetização de letramentos né ela tava dedicada eh na no que ela chamava de alfabetização e ela achava que esse problema de base com a as crianças né na Educação Básica né precisava ser trabalhado né com bastante profundidade né E ela acreditava que a a noção de letramentos eh não servia muito né então é é comum vocês encontrarem isso Se vocês forem ler mais sobre esse assunto né que a Emília Ferreira não gostava muito dessa noção de letramentos né Eh mas eu acredito que sim eh todos esses autores se
complementam de uma maneira muito importante tá Ah então a Magda Soares por exemplo é do grupo de Pesquisadoras que vai defender eh não apenas alfabetização mas também vai usar essa essa nomenclatura de letramentos no plural nós vamos trabalhar mais sobre isso também mais para frente né Nós podemos pensar em letramento por exemplo sobre as práticas de escrita que a gente usa eh quando a gente eh usa o WhatsApp para fazer para escrever uma mensagem para outras pessoas né Eh quando a gente usa o computador para digitar texto tudo isso é letramento também e tudo isso
é Importante também né é que muitas vezes são práticas que estão fora da escola né Eh Tod todas essas práticas e todas essas teorias né as teorias desses três aqui me parecem que são bem eh complementares né eles têm mais semelhanças do que eh diferenças tá bom e nós vamos trabalhar um pouco mais sobre eles né durante o curso também aem Ferreira é a primeira né eu vou falar um pouquinho mais sobre ela hoje tá ah o Paulo Freire tem um um texto chamado a Importância do ato de ler né que é super importante também
né que é onde ele fala sobre leitura de mundo e leitura da palavra né e a Magda suares ela tem um livro que chama letramento um tema em três gêneros né Eh eu não quero eh acumular vocês de leituras por isso eu não passo tudo de uma vez mas vocês vão ver lá no Google sala de aula que já tem um monte de coisa ali sugerida né Eh para para fazer leitura né mas eu eu aconselho vocês a Ler tudo com calma tá eh que como a Diana falou Esse é um um um tema que
tem muita produção boa né já muita coisa boa foi produzida sobre alfabetização e letramentos né tá bom Por isso que a gente às vezes acaba assim jogando um monte de referências né Mas a nossa ideia aqui é ir com com bastante paciência também eh para que a gente tenha tempo também para interagir tá eh tem uma coisa que eu ia comentar com vocês que eu não Comentei na hora que eu falei de de bilinguismo de de glossa de relações de poder entre as línguas né Tem uma coisa que eu que eu costumo falar com o
pessoal que é é bem curioso eu eu eu não tô falando muito português aqui onde eu vivo agora né E sempre quando eu vejo vocês por exemplo e e fala em português às vezes me dá vontade de falar palavrão por exemplo né dá vontade de falar palavrão eu não sei se isso acontece com vocês assim também né tem um amigo nosso Falecido alguns de vocês devem ter conhecido o Germano era um professor de etnoastronomia era um pesquisador um físico trabalhava com etnoastronomia ele era falante de português e falante de Guarani Guarani era a primeira língua
dele e ele brinca ava com a gente que sempre que ele eh ia com os pais dele voltava né pra terra dele e falava em Guarani a primeira coisa que dava vontade era de falar palavrão falar Palavrão em Guarani né Eh é curioso isso porque realmente a cada uma das línguas eh né nos movem com afetos diferentes também né Eh e as línguas elas vão se especializando né então é muito provável que a gente tenha mais facilidade de fazer certas coisas numa língua facilidade de fazer outras coisas em outra língua né então Eh por exemplo
eh é é muito é muito provável né que vocês tenham mais facilidade de falar Sobre certos assuntos eh em banila né E tem alguns outros assuntos que vocês têm mais facilidade para falar em português né isso também acontece com a escrita também né então tem línguas às vezes que a gente tem mais facilidade para escrever elas e tem outras que a gente tem mais facilidade para falar elas né Isso é porque eh aquela noção de bilinguismo idealizada de 50% 50% né de simetria entre as línguas ela não existe na verdade né Eh a relação entre
as Línguas é sempre meio desigual né a gente sempre eh eh tem conhecimentos muito específicos para cada língua que a gente Domina né Muito bem tá E além disso também né Tem tem um ponto que é super importante é que a linguagem verbal ela ela dialoga com com a linguagem visual também né esse é o é o primeiro ponto que a a Emília Ferreiro trabalha quando ela começa a observar as crianças e conversar com elas né agora Eu queria eh voluntários Eu queria um voluntário para para ler uma uma parte aqui para mim temos um
voluntário para ler em Português sim tá e com quem que eu tô falando aí que eu não tô vendo a a tela é o Iago que ficou voluntário para fazer a leitura agora é o Iago sim Eu mesmo para fazer a leitura tudo do texto não não não é só para fazer leitura do lado direito aqui eu vou vou vou Explicar aqui Iago é o seguinte Eh você tá vendo aqui que tem uma placa do lado direito do do slide com vári né tem aí tem vários nomes de cor certo sim certo então o seguinte
eh eh tá tudo Tá tudo meio embaralhado com as cores aí né eu vou pedir para você você ler o que tá só Escrito Tá vou pedir para você ler o que tá só escrito em cada palavra tá eh eh você vai ler da esquerda paraa direita tá então você vai começar daqui Onde tá o mouse e vai indo para cá pra direita Tá bom Tá certo tá po pode ler por favor amarelo azul laranja preto vermelho verde roxo amarelo vermelho laranja verde Preto azul vermelho Rojo verde azul laranja ó muito bem eh Muito obrigado
Iago eh não sei se não sei se o Iago sentiu Alguma alguma confusão leu super bem né algumas pessoas eh se confundem um pouco aqui porque eh o que o que a gente tá lendo né a a a nossa a nossa cabeça ela funciona né quando a gente tá lendo quando a gente tá escrevendo quando a gente tá desenhando né E aqui o o ponto é o Curioso aqui é o seguinte Às vezes dá um nó na nossa cabeça para ler as palavras aqui porque eh a velocidade às vezes com que a gente Vê a
cor às vezes é mais rápida do que a velocidade que a gente pensa para ler o nome da cor então às vezes a gente se confunde por isso né porque a a cor né que tá desenhada geralmente a gente vê primeiro para depois ler então geralmente a gente vê a cor a gente vê a cor verde aqui primeiro para depois ler Amarelo né Eh então isso é bem É bem interessante a gente pensar né porque a a leitura assim como a escrita né ela Tá sempre mediada né Eh a gente tem essa mediação da nossa
visão muitas vezes né quando a gente não tá tratando de contextos de de educação especial né geralmente a nossa leitura ela é mediada pela nossa visão né a gente vê né o que tá escrito e depois faz a segmentação né linguística né Eh e claro essa mediação também se dá Através de outros objetos também né a gente tem né A a mediação né a escrita ela ela tá eh as coisas estão escritas Em lugares né ou em objetos geralmente né na parede né na lousa né num papel né a escrita é baseada em muitas mediações
né Ela é baseada em várias mediações agora tem o o ponto crucial do início da observação da Emília Ferreiro sobre alfabetização foi eh numa interação que ela foi tendo com as crianças né foi justamente de uma etapa na qual as crianças diferenciam desenho de escrita diferenciam um ícone visual de uma outra Forma de representação que seria escrita né Nós já vamos falar sobre isso agora orora Eu queria um voluntário para ler em banila é o mesmo exercício é o mesmo exercício só que tá em banila agora a gente tem aí nomes de cor vocês me
desculpam se tiver alguma coisa mal escrita tá depois vocês me corrigem temos nomes de cores embaralhados com com a cor né de cada palavra E aí eu gostaria de um voluntário ou voluntária Para L banil pra gente temos um voluntário não pode pode pode pode vai M Ok quando quiser então vamos lá Ita ir amo amo ewa amura E I it Hi Irai amo amura i Irai [Música] matima tô contente com a participação de vocês sim sim então aqui eh eu contei com a colaboração do Ronaldo que traduziu para mim nome das cores em em
banila eu acho que as cores estão misturadas né com o que tá escrito né então né o que tá escrito é o nome de uma cor E a cor que tá pintada é outra né que é para para tentar gerar a mesma confusão da do que a gente leu em em português Tá bom muito obrigado agora vamos fazer com com iatu né Vamos fazer com in gatu quem quer ler in gatu eu de novo Opa vamos lá então Tauá suiri Piranga pichuna Piranga suiri Cará taw suiri pir suiki pichuna suiri Piranga cará suiri suiri Piranga
sim aqui aqui eu contei com ajuda da professora Madalena né que me ajudou com principalmente pro roxo né que eu tinha uma palavra ela ela me trouxe a palavra cará paraa cor roxa né é curioso porque eh a assim como se eu não tô equivocado assim como em banua né o iatu tem uma mesma palavra para laranja e vermelho né Piranga né no caso do in Angatu e e em yatu também tem o suiri né que pode ser azul e verde né Eh e e daí nós temos o mesmo jogo né então do visual com
o verbal né então às vezes dá uma embaralhada na nossa nossa cabeça porque eh Às vezes a velocidade da Leitura visual ela vem antes ela ela é mais rápida do que a a leitura linguística a leitura verbal né do a do que tá escrito né Isso é bem curioso da gente trabalhar muito bem tudo isso para dizer pessoal que na verdade quando a gente lê a gente tá pensando né o exercício de Ler assim como de escrever também né é um processo da nossa mente né É por isso que eh quando a gente tá falando
de aprendizagem a gente tá falando também eh de processos na mente da dos aprendizes né foi mais ou menos a partir dessas noções que a Emília Ferreiro ela fez eh esse livro que é o mais eh famoso dela né psicogênese da língua escrita que que seria psicogênese né se a gente eh picotar essa palavra né Gênese né tem O gênes lá da Bíblia né origem né e psico né Seria algo eh na mente né na na algo desenvolvido através da inteligência né da pessoa né a a psicogênese da língua escrita é como se eh fosse
um processo né que aos pouquinhos a a língua escrita ela vai sendo pensada pela pessoa que tá aprendendo né E aí a língua escrita ela é como se ela aparecesse e passasse a funcionar na cabeça da do Aprendiz né seja ele né criança ou adulto né agora Claro o a origem né o contexto da pesquisa da Emília Ferreiro foi o contexto de educação infantil né e e é muito interessante porque ela trabalha com ela trabalhava com atividades muito comuns muito corriqueiras da do ensino né em qualquer escola que é ditado né passar palavra eh pedir
pra pessoa fazer alguma coisa né só que a forma como ela interagia com as crianças era muito sensível eraa muito importante isso né e ela tava muito preocupada em ouvir o que As crianças respondiam né Eh isso é muito importante tá gente então assim quando a gente alfabetiza na educação infantil A gente tem que ter essa noção né que eh O que é realidade né e o que é simbólico né Essas duas coisas para pra criança né Essas duas coisas o simbólico e o real eles vão se separando aos poucos né e o aprendizagem da
da primeira língua né aprendizagem da língua do território né Ela é super Importante para essa formação simbólica né de de uma pessoa né Principalmente na infância né Eh então é por isso por isso que eu escrevi aqui no no slide né que paraa criança aos poucos né é como se o mundo fosse se duplicando né No começo é tudo uma coisa só o no começo paraa criança é tudo uma coisa só o que tá na realidade e o que tá na cabeça dela aí aos poucos né ela vai separando o que é realidade e o
que é representação né O que que é memória o que que é imaginação Dela né Aos poucos ela vai criando uma consciência de que tem duas coisas diferentes uma é a realidade e outra coisa é a representação da realidade podemos pensar assim né a a língua né Ela é uma ferramenta para representar a realidade né a língua é uma é um instrumento simbólico né e a escrita também a escrita é uma forma de representar né é uma forma de representação né assim como o desenho também é né assim como o desenho também É aí aos
poucos a criança ela vai ela vai se ligando Ela vai percebendo que o desenho ele funciona diferente do do que é escrito né são coisas diferentes ela vai ela vai percebendo isso sozinha não necessariamente sozinha né com uma boa interação né junto com os pais e com os professores né com uma boa interação entre aprendiz e pais mães né Eh educ dores né a a criança ela vai ela vai criando eh essas hipóteses na na sua cabeça Né e aqui eu quero dar alguns exemplos para vocês tá então assim eh tudo isso que eu tô
passando aqui pessoal eh tá descrito nesse livro psicogênese da língua escrita tá eh é um livro que é um pouco cansativo de ler porque ela vai trazendo todos esses casos né então ela fala ah eu eu tava conversando com o Huguinho e o Huguinho né ele me dizia isso quando eu pedia para ele desenhar depois eu conversei com o Zezinho E aí o Zezinho fazia aqui tinha dificuldade ali então é um pouco cansativa a leitura desse livro psicogênese da língua escrita aí eu eu enviei uma parte desse livro para vocês no Google sala de aula
mas enviei também um outro que é reflexões sobre alfabetização também da Emília Ferreira Esse já é mais um pouco mais fácil de ler porque é um livro já eh já Mais maduro também na na vida dela né E foi um livro que ela escreveu já de Uma maneira eh ela escreveu já depois de muito tempo né conversando com as crianças né então eu achei que o livro ficou mais fácil também de entender o que ela queria dizer nesse outro livro Reflexões sobre a a educação sobre a alfabetização desculpa tá mas mas então vamos vamos trabalhar
aqui com com esses esses exemplos que ela traz nos livros dela né então aqui eh segundo Emília Ferreira deixa só aceitar camarada aqui pera Aí pronto tá aceito bom voltando aqui no slide pessoal a a Emília Ferreiro ela propõe que a primeira etapa né da alfabetização é é justamente essa diferenciação entre desenho e escrita tá então eh ela trabalha ela vai contando né Essas conversas que ela vai tendo com com as crianças no livro dela né e é sempre interessante que é isso ela pede coisas super simples pras crianças mas ela ela também ela pede
as coisas ela pede a Tarefa PR as crianças e depois ela pergunta sobre a tarefa para as crianças tá então eh nesse caso aqui ela pediu pra Adriana 4 anos de idade né Eh ela pediu pra Adriana fazer um desenho né só que ela não simplesmente pediu pr pra Adriana fazer um desenho e depois já era não ela ela a Adriana fez o desenho e daí a Emília perguntou pra Adriana tá o que Você desenhou né daí a Adriana disse eu desenhei um boneco né aí a Emília ela conversando com a Criança ela disse ah
legal você Você desenhou o boneco o o desenho do boneco seria esse aqui tá aí Emília disse ah legal legal um boneco tá escreve escreve um nome escreve um nome para esse boneco né E daí a Emília percebeu que quando a Adriana escrevia né ela fazia uma coisa que era diferente da do boneco né então uma coisa é o desenho né o desenho aqui do boneco outra coisa era a escrita né então tudo que estava mais assim rabiscado né Eh era uma forma da da Criança mostrar que esse rabisco tem uma outra função que é
diferente do desenho né é uma Ela já tem uma noção de que esse rabisco aqui é uma escrita né que é diferente do desenho né Essa é uma primeira da alfabetização segundo a Emília Ferreira né inclusive quando ela faz esse rabisco ela já faz na orientação da nossa tradição de escrita que é da esquerda paraa direita né E aí é curioso né porque daí depois que ela Faz o Rabisco a Emília pede né para saber o que que era esse rabisco né E daí ela pergunta pra Adriana o que que você escreveu aí Adriana aí
a Adriana diz esse o Alê que era o nome do boneco né Eh então Eh depois disso eu não coloquei aqui por questão de espaço eh ela pede também a Emília ela pede também paraa Adriana para ler o que ela tá escrevendo né o rabiscos né e a a Adriana ela lê todos Os rabiscos que ela faz né então a a nessa primeira etapa a a pessoa tá iniciando a alfabetização ela diferencia desenho de escrita e dentro dessa diferença entre desenho e escrita a pessoa sabe que a escrita é para ser lida né o Rabisco
que seja ele vai ser lido ele ele ele serve para ser lido né E daí depois a a Emília pede paraa Adriana escrever o seu nome né o o nome da Adriana né o próprio nome e daí ela faz o mesmo Depois que que a Adriana escreveu né da forma uma dela com os rabiscos a a Emília pede para ler né e a Adriana lê né ela lê né nessa direção da esquerda pra direita né então a a a Adriana com 4 anos de idade ela tá diferenciando desenho de escrita ela sabe que a escrita
serve para uma coisa diferente do desenho e funciona de maneira diferente né Essa seria uma primeira etapa da alfabetização tá eh numa segunda etapa da alfabetização o Que a Emília Ferreiro vai perceber é que a quando as crianças começam a ter familiaridade com as letras do próprio nome né Elas começam a a usar as letras que elas já sabem de uma maneira alternada né então a no livro né a Emília vai ter vários momentos que ela fala sobre experiência de ditado com as crianças né Eh e daí ela passa né várias palavras totalmente diferentes né
paraa criança escrever né E aí nessa segunda etapa eh essa etapa é a etapa então que a Emília chamou assim de diferenciar quantidade e qualidade na escrita e é o seguinte eh as crianças aqui elas já têm familiaridade com algumas letras principalmente letras o próprio nome né e eh Elas começam a a tentar pensar né que existem palavras que são maiores que as outras né e o Curioso aqui é que começa a surgir eh dentro de dessas eh desses processos Da das crianças né uma noção mais ou menos que é que é mais ou menos
a seguinte né Elas começam a a colocar mais ou menos uma letra para cada sílaba da palavra né então é é curioso aqui de um ditado de de várias palavras né no caso aqui com Carmelo né Eh a a a Emília foi percebendo isso então né o né ah essa criança né Carmelo ela foi usando as letras que ela conhecia de uma maneira alternada né então ela conhecia mais ou menos as Letras do nome dela né C A ou né E ela ia alternando para palavras diferentes e ela ia escrevendo eh as palavras também mais
ou menos pensando que existem palavras que são maiores e menores né e eh daí a a Emília novamente depois do ditado ela ia com com cada criança né criança por criança e ia perguntando para elas coisas sobre as palavras né então ela pedia para ler a palavra e pedia e às vezes perguntava também né Perguntas desse tipo aqui igual tá no slide né Eh por que que essa palavra tem eh três pedacinhos e essa outra tem quatro né E aí muitas vezes a criança falava Ah não sei né só que quando a a Emília pedia
pra criança ler essas palavras com pedacinhos diferentes a Emília vai percebendo que as crianças vão lendo né E vão eh separando mais ou menos e cada letra aqui para eh sílabas né então é muito comum a gente dar o exemplo de de crianças que que escrevem Gato com a e o apenas né o a seria paraa sílaba de g e o o seria paraa sílaba de to né então Eh Essa é a chamada eh hipótese silábica que a criança coloca na cabeça né E que faz muito sentido porque as línguas se organizam com sílabas né
então o o que é bem importante aqui é que por que que é importante alfabetizar primeiro na língua que é mais falada no no território né porque é uma língua que a criança ouve mais Né a criança Vai ter muito mais facilidade para criar essas hipóteses né Se ela tá sendo alfabetizada na língua que ela ouve ou seja se a língua mais falada na comunidade é o banila né ela vai ter facilidade para essa hipótese né silábica por exemplo né Se ela tá sendo alfabetizada em baniu né porque ela vai fazer a relação entre o
banila que ela ouve né entre o banila falado e o banila que ela tá aprendendo a escrever tá por isso que tem esse tema da importância de Alfabetizar na língua que a criança ouve né no território né ainda que a gente pense né Nós podemos pensar Poxa antnio mas são várias línguas na idade né Eh mesmo assim mesmo assim ah ainda que que a criança fale cubu né dentro do território medicino né o banila certamente é muito mais ouvido do que o português é com o conhecimento que a gente tem dos territórios né Eh tirando
tirando eh Rio Negro né tirando médio Rio Negro Bateo Rio Negro né o português não é tão falado assim no território né então Eh é muito importante né paraa criança né fazer essa associação entre o que ela ouve entre as línguas que são faladas ali no território e o que ela tá aprendendo a escrever né se ela vai fazer essa hipótese aprendendo no português ela vai ter muito mais dificuldade porque o português não é uma língua tão Falada como as línguas do território vocês vocês me entendem esse ponto é super importante para nós aqui tá
E essa seria uma segunda etapa então né uma segunda etapa que a que a Emília propõe né E essas etapas se aplicam também paraa educação de adultos Mas ela é super importante ser Trabalhada na educação infantil justamente porque eh a esses processos que a que a Emília fala sobre alfabetização eles coincidem muito Com o que a gente estuda em psicolinguística em aquisição de língua né Eh tudo que a que a Emília fala sobre alfabetização dialoga muito com o que a gente sabe sobre como uma criança aprende as línguas dentro do seu território né a língua
falada mesmo né Eh esse processo coincide né E daí numa num terceiro momento né no terceiro momento a criança ela começa a perceber que a a unidade de medida né para para aprender alfabeto não é a sílaba mas sim As letras do alfabeto aí ela vai ter várias tensões né ela vai fazer ela vai testando né e e vai eh vão aparecendo né vários vários errinhos né mas que mostram que a criança tá ali no esforço né de de aprender né e daí vai aparecendo eh vão aparecendo vários casos assim como esses aqui né a
a criança ela vai testando né Essa hipótese de uma sílaba para cada para cada para cada letra né E aos poucos ela vai percebendo que a escrita alfabética Ela tem uma outra lógica que não é silábica né e e além dessa lógica que não é silábica que né não coincide só com som também vai ter a questão da ortografia também né E então é a gente fala que existe né um período pré-silábico que é o período ali quando a criança tá separando desenho da escrita né E aí depois vem o período silábico né né E
daí do período silábico né a criança ela vai passar de um período silábico para Um período alfabético que seria o de estabelecer na cabeça o critério alfabético né de que são eh letras que vão formando eh as palavras e elas nem sempre coincidem né com todos os sons né isso leva tempo né então é muito interessante que por exemplo né uma coisa que que foi notada né pela pela pesquisa da Emília É que geralmente as crianças Colocam um mínimo de letras também para as palavras né então quando tem o caso das palavras Que tem eh
é uma sílaba só né a a criança ela ela vai se confundindo quando ela tá ainda eh passando do silábico pro alfabético né é importante lembrar que tudo que a Emília pesquisou foi baseado em crianças que estavam aprendendo espanhol né a Emília ela era Argentina e ela acompanhou vários contextos de países de língua espanhola né Eh principalmente no México também né Argentina e México principalmente por isso os exemplos aqui Tão em espanhol traduzidos pro português tá então eh palavras é que tem uma sílaba só dão muito problema paraas crianças que estão ainda nessa transição né
então vamos supor por exemplo a palavra difícil de de usar para com criança né que tá nesse processo flor por exemplo uma palavra que tem uma sílaba só em português né flor né E que a criança provavelmente vai fazer o mesmo que que essas crianças aqui fizeram com Peixe em espanhol né que é colocar pelo menos três né Eh colocar pelo menos três letrinhas né porque ela ainda não né Ela ainda tá alternando ainda né coloca duas três letrinhas né nunca coloca uma letra só né que ela ainda tá eh na transição ainda tá ainda
tá entendendo que a a escrita né a a formação dessa dessa escrita na leitura ela não coincide necessariamente com as sílabas né mas as sílabas são o primeiro norteador é importantíssimo né para esse processo né E daí né passando do silábico pro alfabético ela vai né Eh vai começando né a aí colocando né as palavras cada vez mais próximas né de como as palavras são escritas né e na convenção né então vocês vejam aqui que em muitos casos né todos aqui né Esses errinhos os errinhos eles eh as palavras estão eh escritas de forma incorreta
mas dentro dessa palavra incorreta a gente percebe que a criança já tem uma lógica silábica né então Eh às vezes M até por um critério de Economia na cabeça da criança né Eh ela pensa em não repetir uma letra porque já tem uma para que que eu vou repetir como no caso aqui de macaco né eh no caso de pedra e bota é muito curioso né porque ela coloca e a consoante né que forma o o o som aqui né E que geralmente é lido assim né p b né E ela coloca só a consoante
an né E não coloca a a vogal mas respeita uma certa lógica silábica Também né eu coloca o p e depois coloca d e a né ah aí aqui é bem importante como a gente tá falando muito de sílaba né de hipótese silábica a gente pensar o que que é sílaba né E aí a linguística nos ajuda bastante a entender o que que é sílaba né a estrutura de sílaba ela vai sendo né adquirida também aos aos poucos pela criança quando ela tá aprendendo a falar né e mais ou menos as mesmas dificuldades que ela
tem para adquirir na língua falada ela tem também Na hora de escrever eh né na para para aprender a se alfabetizar também nas línguas né então por exemplo né Eh essa palavra aqui pedra ela silabicamente ela é mais complexa do que bota ou do que café né Por quê Porque pedra tem esse Dra aqui né que coloca essas duas consoantes aqui antes do núcleo silábico que é o a né Então essa sílaba Dra né ela se adquire ela ela é aprendida pela criança também mais para Frente né tudo isso tem também uma lógica na aquisição
de língua também de língua falada né Além disso né Tem tem as questões ortográficas na alfabetização né aí dentro disso por exemplo a Emília Ferreiro estava baseada na língua espanhola né Na alfabetização em espanhol o espanhol ele a escrita em espanhol ela é muito mais econômica do que é escrit em português ou em francês por exemplo né Eh em português por exemplo a gente tem né o s cedía ss UZ tem questões ortográficas que outras línguas não t também né e por isso a gente precisa eh ter eh muito cuidado também com a ordem né
com a qual a gente usa certas palavras no processo de alfabetização principalmente do português né nesse sentido também alfabetizar em baninho em gatu pac é muito mais fácil também do que em português porque a escrita em português ela leva também Eh mais tempo também ela ela tem uma ortografia mais eh complicada também né Essa também é uma Outra vantagem de se aprender primeiro na língua mais falada no território para depois aprender em português também tá então aqui eh esse esse é bem importante que a gente falou né a nós estamos trabalhando aqui com a interpretação
de que o banila é uma língua eh acentual assim como português o in gatu curipaco tá eh em em algumas teses sobre o baniwa Algumas pessoas eh chegaram a ter dúvida né se o baniwa era uma língua tonal Ou não né Ah nós estamos trabalhando aqui com línguas acentuais né a a hipótese de a hipótese silábica né o trabalho da Emília Ferreiro foi todo baseado em línguas acentuais né que que são eh línguas acentuais né são línguas que eh Elas têm toda toda estrutura dela silábica né baseada num acento principal da palavra né e a
a Musicalidade né da Da palavra eh a Musicalidade das vogais né se se o jeito como eu pronunci a vogal é Agudo né se é grave né não importa tá então línguas como Tucano como ticuna por exemplo ou como Mandarim né são línguas tonais né então por que que eu tô falando isso para vocês né e os tons pra gente que fala português por exemplo né o Tom ele alguma coisa parecida com Tom vai aparecer quando a gente a gente sabe diferenciar o tom de uma pergunta o tom de uma resposta o tom De uma
negação né então uma coisa eh eu falar tá bom perguntando isso tem uma Musicalidade de um jeito tá bom Outra coisa é eu dizer tá bom respondendo né Tá bom eu tô respondendo né fazendo uma afirmação tá bom Outra coisa eu ser irônico Ah tá bom né esse tipo de Musicalidade diferente para perguntar para responder para ser irônico é mais ou menos o que tá como eh Tom nas vogais da das línguas tonais né só que isso modifica significado das palavras né em Tucano em ticuna então são línguas que T um outro funcionamento tá eh
o modo como a gente tá trabalhando aqui é baseado na nas teses né que a gente teve contato tem a tese do Artur também né tese do Augusto né que são banua né Eh a gente tá pensando aqui que o banua e o curipaco são línguas acentuais né Ou seja que não t tons né e Isso facilita também um pouco a nossa vida também por que que eu tô falando isso se a gente for pensar para línguas Tonais né eh talvez a gente precisasse olhar com mais calma o tema dos tons dentro dessa hipótese silábica
da Emília Ferreira né aí entra no que a Diana falou no começo do da na abertura desse curso né que também tem línguas com contextos muito específicos né Eh dentro desse cenário de plurilinguismo né que nós estamos trabalhando né Tem línguas também que tem um funcionamento eh que a gente precisa conhecer com mais detalhes também para entender melhor como como Como pode ser a alfabetização nessas línguas né então alfabetização em ticuna em tucana ela acontece também mas ela tem que respeitar eh características né particulares desses desses idiomas dessas línguas né com a experiência que eu
tenho com com alunos chineses por exemplo que falam Mandarim que é uma língua tonal eh o o Mandarim né o chinês né É É uma língua que não trabalha com alfabeto por exemplo né ela trabalha com ideogramas Né os ideogramas seriam eh ideias combinadas aqui né e e geralmente né Eh quando eu eu tive alunos de alunos de português que que eram falantes de chinês né eles estavam muito acostumados com a cópia justamente né eles copiam muito os ideogramas decoram os ideogramas e tem a prática de decorar também poema né Eh é um é uma
outra tradição também eh ligada aos ideogramas né enfim são são questões aí que envolvem também a particularidade de Cada língua né da estrutura de cada língua eu acredito que aqui felizmente a gente tá lidando com línguas eh acentuais tá como o português o banin ou yatu o curipaco ou seja são línguas que não TM Tom então a gente não precisa se preocupar com essa especificidade do Tom né tá E então aqui a já já terminando tá pessoal a minha parte de apresentação eu sei que hoje é mais longo a primeiro encontro né Eu queria mostrar
um pouco Da da estrutura silábica básica né que é essa aqui Justamente a uma uma sílaba pessoal ela tem justamente essa estrutura aqui dessa imagem aqui do lado direito aqui em cima né com o verbo sonhar tá então uma uma sílaba geralmente ela se estrutura por um um um ataque um núcleo tá e Coda tá o núcleo é a parte mais importante da sílaba tá eh então assim ah o núcleo geralmente pras nossas línguas para as línguas que a gente tá trabalhando aqui Né o núcleo geralmente é uma vogal tá e o ataque geralmente é
uma consoante tá lembrando da diferença de vogal para consoante também que acho que é é importante né Eh as vogais são são sons Eh mais ou menos livres na boca né a vogal é é música né vogal é música né então ah para para para emitir um som de uma vogal a gente abre muito mais a boca né falando assim de uma maneira bem grosseira bem simples né E para Pronunciar as consoantes né a gente vai bloqueando a boca de formas diferentes né e então para pronunciar um som de b a gente né bloqueia com
os lábios né para pronunciar um D um t a gente né bloqueia com os dentes né o som né Então as consoantes sempre são marcadas por bloqueios no som né eh e e as vogais elas são sons mais Eh mais abertos né para para falar de uma maneira bem simplista tá é é bem curioso isso gente por quê que eu tô falando Isso porque que Justamente a estrutura silábica do português ela ela dá mais trabalho do que a do banila do yatu Tá do curipaco tá também por isso também é mais interessante alfabetizar primeiro em
banil a em gatu curipaco conforme o território né e depois alfabetizar em português por quê né eh no caso do português por exemplo a gente tem a Coda né a Coda pessoal geralmente é é uma consoante é uma vogal que vem numa sobrinha da sílaba né E essa parte da Coda geralmente ela gera muita variação linguística tá eh isso é muito importante porque no caso da Coda em português né E aí a gente tem vários várias autoras que trabalham sobre isso né a a Coda em portuguesa ela trabalha muito com consoante também né como no
caso aqui de gostar Essa é aqui é uma é uma Coda por exemplo né sess R aqui no final né de sonhar de gostar né Eh é uma Coda e vocês podem perceber que quase ninguém fala sonhar gostar Claro que tem Gente que fala mas não é todo mundo e isso gera variação linguística né sonhar gostar né tanto que quando o yatu por exemplo empresta essas palavras né Eh muitas vezes ele vai eliminando a Coda né então a gente tem gustar né acrescentando uma vogalzinha I aqui né E a gente tem também gustai né que
quebra essa R aqui né E então assim o o português além dos das questões de ortografia ele tem uma estrutura silábica que dá mais trabalho para pra Criança também eh compreender seja falando seja escrevendo tá no caso do banila por exemplo eh a gente vai ter um ataque aqui importante né nessa parte do ataque aqui a gente vai ter eh parzinhos que são importantes e que geralmente são ensinados no final das cartilhas de banil eu vou dar uns exemplos aqui para vocês tá vocês leram alguns quando leram ali as cores né mas só para dar
alguns exemplos aqui na parte do ataque né Eh a gente tem Eh palavras né que tem mais de uma consoante aqui no no na formação da sílaba né e que não são um som só né então a gente tem o o o d o d né de dzu né que é um som só né O DZ né o TS também que é um som só né O tch e o DZ né esses dois são um som só né mas a gente tem outros casos que formam um ataque aqui que acompanha o núcleo da sílaba né
a gente tem por exemplo k o k com H né o l com h o m com h o n com h h r com h o n nasal com H né que são esses Exemplos que estão aqui mais ou menos né a palavra é Pit né Cotia né Vocês me corrijam se estiver errado Man a sair né Então essas silabas inhas aqui ó com ph com kh Elas têm um ataque né aqui formado com duas consoantes E aí geralmente vocês podem perceber até nas cartilhas geralmente essas palavras com ataque mais complexo com duas consoantes
aqui elas vão pro final da cartilha são as palavras que são ensinadas mais pro fim da das Cartilhas a maioria das cartilhas seja produzida por missionário seja a cartilha produzida por vocês mesmos né professores no magistério né e e é um critério eh justamente super adequado né porque respeita né Eh justamente o desenvolv ento da sílaba né ou seja primeiro palavras que T apenas núcleo aqui com vogais né Eh depois palavras que T um ataque com o núcleo né e depois palavras que T um ataque mais complexo com duas consoantes aqui pesadas aqui né Aí
a gente vai Chamando essas palavras aqui de palavras que t a sílaba pesada né como pi e Man aqui né então aqui a gente tem uma lista né de de de pal de de parzinhos de consoante né que são consoantes aspiradas né sempre com esse hinho né O KL o LH o MH que mais que eu não falei o PH aqui né th w e o t h né TSH né e e faz todo sentido ensinar elas depois mesmo né justamente por essa Complex delas na estrutura silábica né aqui ó eh para finalizar aqui um
exemplo Em português né aqui ó a gente tem duas consoantes no ataque da sílaba né pla né pla pra né pra São eh sílabas mais complicadas que a criança ela vai aprender também até para falar mesmo português ela vai aprender depois né então às vezes ela vai quebrar isso ela vai quebrar isso aqui em duas sílabas né porque é uma estrutura mais pesada né a gente chama de estrutura pesada é uma estrutura mais complicadinha mesmo tanto de aprender a a a pronunciar como de Aprender a escrever tá então por isso coincide muito o conhecimento que
a gente tem de linguística sobre aquisição de língua né eh ajuda muito a compreender o que é essa hipótese silábica da Emília Ferreiro né Aqui nós temos outros casos também importantes nessa mesma palavra aqui plutos né né A gente podia pensar uma palavra a podia pensar uma palavra mais informal do que planaltos asfaltos por exemplo né asfalto né E essas palavras TM aqui na Coda né no fim da sílaba elas tem uma consoante né uma consoante que no caso do português brasileiro se transformou em som de vogal né esse L é pronunciado como vogal né
E muito interessante an isso porque em em português em algumas variantes português europeus se pronuncia isso aqui como L né ainda né Eh tudo isso aqui faz com que essas sílabas elas sejam mais difíceis paraa compreensão né da da criança né Então Essa estrutura aqui a estrutura seria uma estrutura mais completa né Eh mais pesada de sílaba né porque além do núcleo aqui da vogal né Tem consoante tem muita consoante ou antes a aqui da vogal ou depois aqui ah da vogal né então aqui a gente tem três sílabas né pla naos né e é
é é é muito interessante a gente pensar isso no caso do português porque por exemplo eh plutos né com s aqui Eh não é não é nenhum nenhum exagero a gente pensar em alguém falando os Planalto né com esse s se caindo aqui né Então essa posição de Coda da sílaba né ela ela promove muita variação linguística no português e e é isso a a língua portuguesa ela é muito complexa em Coda ela tem um monte de consoante que aparece aqui em Coda e em comparação é muito mais fácil alfabetizar em baninho ou em engatou
primeiro também por isso porque esses problemas de Coda Não não são tantos em banua em em in gatu por exemplo que são os que eu estudei um pouco mais pra aula né Eh em in gatu e em Bani geralmente quando tem essas codas aqui são com vogais então é é mais fácil e condiz muito mais o que se escreve com o que se fala né tá bom ah agora aqui para para terminar o de hoje pessoal eu sei que eu me alonguei muito né Mas eu insisto na na na Colaboração de vocês eu queria trabalhar
aqui rapidinho três eh preconceitos ligados à leitura escrita né que eu acho que é importante a gente trabalhar durante o curso também tá então eu tô trazendo vários tópicos vários pontos de discussão para serem destrinchados ao longo de todo o curso nessa primeira sessão tá então aqui tem três tem três preconceitos sobre leitura escrita que a gente vai trabalhar durante o curso né O Primeiro é esse aqui né da das pessoas pensarem que leitura escritas eh só coisa de escola eh é mera técnica escolar né Eh Não não é e aí entra muito a colaboração
das pesquisadoras sobre letramento né Principalmente a Magda Soares né ah tudo que a gente aprende de alfabetização na escola serve para ser usado fora da escola né então tudo que o pessoal às vezes eh fala assim como Ah não isso aí é é é coisa de escola isso Aí é você resolve com uma técnica com uma cartilha né Eh a gente vai vai debater mais sobre isso aqui no curso né porque justamente né ah tem vários temas aqui né não é só uma questão escolar né a escola tá inserida numa sociedade né eh no caso
de vocês né e Os territórios são marcados pelo plurilinguismo por exemplo né eu eh vocês me corrijam Se eu estiver errado né pelas comunidades que eu acompanhei mais Geralmente se define uma língua Para para ensinar na escola que é uma língua do território né assim então Eh no al Sana Geralmente se usa mais o curipaco na escola no médio e Sana se utiliza mais o baniwa inclusive paraa escrita né e no baixo Sana se utiliza mais o yatu ainda que tenham pessoas que falam outras línguas nesses territórios né Essas pessoas quando vão na escola elas
vão ter mais contato com o yatun no bachana com o banila no médio e com o curipaco eh no alto tô tô dizendo assim De línguas usadas na escola né Vocês me corrijam se estiver errado né Eu acho que é essa política ela é muito válida ela é muito adequada tá e eu acho que eh de fato essa política tem que ser implementada também para AL Izar nessas línguas primeiro e para alfabetizar aos poucos depois na língua portuguesa tá Ah o segundo ponto aqui né Eh de se pensar às vezes que eh o processo de
todas as pessoas é idêntico né é igual né para aprender Leitura e escrita não né Ah um um dos grandes trunfos uma das grandes contribuições da Emília Ferreiro foi justamente de dizer que ess essas etapas que ela propôs né Eh elas são mais ou menos né Mais ou menos ali né Eh flexíveis né E isso depende muito da interação que o aprendiz tem com os educadores né e com a a a linguagem escrita eh fora do contexto escolar também né então assim cada cada Estudante tem o seu tempo próprio né Tem Aluno que vai ter
mais facilidade com algumas coisas outros vão ter dificuldade com outros temas né Isso é comum né e eh por parte de nós educadores a gente precisa ter muita sensibilidade na interação né Eh com os alunos né Essa interação eh não é só da tarefa para ele fazer mas também tentar refletir com ele sobre a tarefa da de uma maneira parecida com que a Emília Ferreiro retrata nos livros dela né então Tá você escreveu isso aqui o que que é isso aqui Lê isso aqui para mim né isso Você desenhou isso aqui o que que é
isso né isso aqui que você desenhou dá um nome disso aqui para mim né e a partir dessas interações o o professor também vai vai tendo Ah mais parâmetros também para avaliar também como que tá o processo do desse aluno também né seja ele adulto ou criança né e o ter o ponto aqui né ler escrever é só para alguns poucos né É só Para pra gente culta né Eh não é para todos né porque por muito por muitos séculos também né a o acesso à leitura escrita for Foi algo muito elitizado né Eh então
eh não ai ler e escrever é para para todas as pessoas né É claro é para todos desde que eh a gente tente respeitar os processos de cada um e os contextos né os contextos sociais né de de cada um também né Eh e sim claro eh alfabetizar primeiro Na língua que é mais falada no território facilita Justamente esse processo né Eh gente assim eu sei que a gente se alongou bastante né Eh peço desculpas pela apresentação longa Tá mas é como como é primeiro encontro né Eu acho que e eu também acabei preparando eh
várias coisas de apresentação né e eu queria eu queria abrir para para comentários de vocês sei que a gente Estourou bastante no tempo né mas queria abrir um pouco para comentários de vocês se se tá se deu para entender um pouco do dos Tópicos que que a gente debateu hoje né alguém queria fazer algum comentário eh só só lembrando né a gente vai eh a gente vai retomar essas coisas tá em outros encontros e o o que vai ser bom dos próximos encontros que a gente vai contar na maioria da na maioria das vezes a
gente vai contar com convidados Com pessoas convidadas também para tratar desses temas específic custa mim aí não vai ficar só o Antônio falando que nem louco tá mas eu queria saber assim se se deu para deu para pegar um pouco da da da hipótese silábica da Emília Ferreiro né dessa relação com as sílabas né porque muitos de vocês são são alfabetizadores né Não sei se alguém gostaria de comentar um pouco de experiência Silvia levantou a mão ah Silvia é uma alfabetizadora né conhecida aqui eh eu agradeço aí o pessoal tá falando que foi interessante não
eu agradeço eh a gente vai a gente vai debater com mais calma esses temas tá eu não quero que vocês fiquem assustados tá eh às vezes é muito informação no começo mas é que às vezes a primeira aula a gente joga assim várias problemáticas né que a gente vai destrinchando depois né nos Outros encontros tá a Silvia queria falar acho que não né Acho que levantou a mão sem querir né Professor Antônio Iago diga eu gostaria falar assim professor é que aqui nas nossas escolas né aqui do Alto Rio Sana começando de matapa Manaus onde
tem as escolas primeiro a quinto ano funcionando até no momento desde a fundação das escolas não houve o momento Em que o professor juntamente com as lideranças comunitárias né sentaram para discutir a relação ppp das escolas por isso até nesse exato momento não há uma definição exata Qual a a língua que pode ser utilizada na na alfabetização nas escolas daqui da nossa né Uhum Então vai ser um momento muito legal eh através desse curso que vamos estar participando que a gente tá participando Vamos tomar força com a comunidade para conversar com eles para definir realmente
a partir Das experiências que já viemos fazendo trabalhando aqui na nas escolas ou na escola onde cada professor atua como alfabetizador pass um momento propício eu tenho certeza que a partir das experiências que o senhor já falou aqui da da da Ferreiro né e Paulo Freire e demais aquela outra né professora que era grande pensadores a questão de alfabetização e letramento Uhum E vão nos ajudar muito a pensar trabalhar de que forma realmente que a comunidade vai Querer que a escola funcion na parte de alfabetização e letramento então eu gostei bastante essa aula inaugural aprendi
muitas coisas e assim vamos trabalhando sempre fazendo essa colaboração vão estar tirando as dúvidas Obrigado Professor Eu que agradeço Iago é assim justamente é esse é um ponto que a gente colocou que dialoga muito com os ppps né que é são essas decisões né tema de política linguística né em qual língua alfabetizar primeiro né Eh por Isso que eh eu gosto muito sempre de de dizer que a eh a a sociolinguística é muito importante né para para nós aqui né de pensar sempre essas relações entre línguas e sociedade né então sim eh esse tema das
línguas costuma aparecer nos ppps né que já existem né Eu acho que se a gente puder contribuir para isso também durante os cursos ficaremos bem felizes né e sim sobre o que você mencionou assim só fazendo uma Panorâmica então assim a Emília Ferreira ela contribui muito porque ela conversou com as crianças né ela a partir da Educação Infantil ela Ela mostrou um processo que é geral né E que inclusive eh pode ser trabalhado com educação de adultos também a a professora Diana por exemplo tem experiência com isso com educação de adultos né Eh osando Emília
Ferreiro né então a a os textos da Emília não são muito fáceis Mas o que ela traz é muito útil para nós né e eh Eu já observei isso em vários professores do território né vários de vocês já fazem isso mas é sempre sempre bom destacar essa importância de de quando a gente tá escolhendo palavras para trabalhar com as crianças né Sempre pensar na na composição silábica dessas palavras né então eh não dá não dá para trabalhar com essas palavras que T consoante e Ih logo de cara com as Crianças vocês sabem disso né muitos
de vocês já já fazem Isso né no meso no mesmo do mesmo jeito que em português também não dá para começar trabalhando com pra com trá né não dá né Eh porque são sílabas mais pesadas né a gente começa com estruturas silábicas mais simples né vogal uma consoante e uma vogal né palavras com com três sílabas ali né E essa lógica silábica é super importante né é super importante Inclusive eu quero preparar o material de sílaba com as línguas de vocês aí Eu precisaria de de voluntários Né precisaria de voluntários de cada língua pra gente
estudar mais aprofundadamente a sílaba em banua sílaba em Angatu sílaba em curipaco né pra gente preparar um materialzinho legal também sobre isso né durante o curso aí nós vamos contar com a participação ativa de vocês sempre tá bom eh mas eu agradeço pelo pelo seu comentário Iago professora Silvia queria comentar tambémm Boa tarde Boa tarde professores Boa tarde participantes do curso Então eu acabei chegando atrasada mas eu tô gostando muito essa aula inaugural que é tema muito importantíssimo para nós que somos educadores na na educação infantil e quanto no na educação de jovens e adultos
também lá entra também é muito pratico isso na sala de aula então como o tema é educação eu gostei bastante as temáticas de hoje que acabei entrando agora a pouco mas eu gostei bastante É isso mesmo Que podemos tem temos que trabalhar com começando com três palavras por exemplo água em banila é uni uni então S tem duas três palavras quatro palavras na verdade on tem que escrever com dois o n i Então é isso mesmo eu gostei bastante então ah Espero que no decorrer dessa aula estarei né colaborando com vocês junto com vocês é
isso boa tarde ah nós que agradecemos Silvia Grande alfabetizadora Né professora Silvia eh É uma honra ter ter a sua presença aqui viu professora agradeço pelo seu comentário um exemplo né Muito bom né oni né E então assim é isso né a o baniwa dentro da linguística né a a gente chama o baninho de uma língua que tem vogais longas e Breves né Essas vogais duplicadas seriam as vogais longas né on né Eh tem n também né Não sei se n que é Aranha enfim eh então tem uma diferença entre vogais né Tem uma diferença
de vogais longas e Breves né Que não tem no in gatu por exemplo yatu não tem isso né Acho que o yatu é mais fácil da das três yatu de de parte silábica fonológica é a mais fácil até por ter sido né uma língua geral todas as línguas Gerais Elas vão simplificando mesmo né a fonologia vão simplificando a estrutura linguística mesmo né Eh então então é bem é bem É bem interessante isso que você que você mencionou e nós vamos tentar construir na etapa de pesquisa né a gente vai tentar construir Mais Materiais inhos assim
bem práticos mesmo com com essa noção silábica juntos tá bom e e eu peço também desculpa novamente porque nesse primeiro encontro eu já tinha previsto isso eu ia falar para né como eu tô falando vocês me desculpem linguajar mas é que é é normal mesmo tá porque primeiro encontro outra coisa também vai chegar mais gente no segundo Encontro acredito né É É muito provável que alguns perderam esse primeiro encontro então no do segundo Encontro em diante a gente consegue conversar melhor né porque também vocês vão fazer o formulário vão preencher o formulário sobre a trajetória
de vocês com base nesse formulário né a gente vai conversar mais né então não n No segundo encontro a gente vai querer ouvir bem mais vocês né Para a gente compartilhar essas experiências de trajetória tá bom eh a gente não não planeja ter todas as aulas assim com exposição tão longa como foi hoje tá bom como disse a Bruna hoje Foi uma uma exceção aí tá é professor Daniel por favor Alô boa tarde boa tarde Diana Antônio quant tempo né Eos parentado aqui do Rio Negro eu gostaria de passar apenas aqui para parabenizar todos os
nossos colegas professores que puderam se inscrever estar participando e essa iniciativa aí de parceria entre n de feusp eh é uma oportunidade principalmente aos nossos colegas professores que estão chegando n Estão se ingressando nessa missão de educador de ser professor nas nossas escolas e comunidades é um é uma oportunidade para socializar ouvir eh ter oportunidade de ouvir um pouco dessas partes teóricas que são diversos e eu creio que tem muito a colaborar nesse processo de formação de preparação dos nossos professores eu tô vendo tem muitos colegas aí eh recém chegado nessa missão os parentes danel
corp eh maioria são acadêmico infelizmente não poderam Ter oportunidade como quanto os outros né mas e que e que por meio desse projeto que está sendo iniciado certamente virá apresentar alguns nores né algumas experiências e com certeza poderemos também socializar na medida possível algumas experiências já iniciadas eh eh certamente eu creio que vai colaborar muito aos nossos professores e assim é de espera de pede que façam o esforço de poderem estar participando sempre possível programa Seu horário eh quem está na comunidade quem está aqui na sede do município e que possam assim participar todas as
programações desse curso e que com certeza venha somar novas aprendizagem para sua prática pedagógica nesse processo de alfabetizador nas nossas escolas Então é isso Parabéns ao Antônio a Diana e todos paletar aqui do Rio Negro Boa tarde B agradecer ao professor Daniel também né Eh que sempre colaborou muito Né sempre muito aberto aí para compartilhar a experiência né eh e e não e e tudo que a gente prepara é é com base nessas conversas mesmo com pessoas como você né Eh com base são é vocês que dão a base pro paraas paraas temáticas do dos
cursos né então é é super importante essa ação né ah eu eh gostaria de ouvir mais pessoas mais alguém quer quer falar ó enquanto enquanto alguém se habilita eu gostaria apenas de dar um Exemplo aqui de uma cartilha feita em ambú tá eh só para mostrar um pouco disso que eu falei para vocês de ah ataque silábico né O Ataque é são várias consoantes numa mesma sílaba né são muitas consoantes ali duplinhas geralmente de consoantes eh e uma vogalzinha só na na na sílaba né então o o banim tem eh esse grupinho de de de
consoantes com h e que vocês estão conseguindo visualizar uma uma cartilha Em banil na tela estamos sim Opa beleza é é rapidinho eh Diana aqui uma uma cartilha que a gente conseguiu digitalizada né ah muito útil né por sinal aqui na na sequência né na sequência das letras que são apresentadas né a gente tem justamente uma sequência com critério eh fonológico com critério silábico tá eh a maioria hoje dos dos Missionários eles estudam antropologia pedagogia e Linguística né eh e e inclusive os Os Missionários da novas tribos foram Pioneiros nisso né eles são são muito
modernos também nesse ponto por isso que eu eu não eu não descarto nada do que eles produzem também sabe eh aqui a gente vai trabalhando por exemplo aqui né qu k né a gente tem uma estrutura silábica eh básica com uma consoante que é um ataque e um núcleo né Ah aqui tá ok né mas as nas primeiras lições aparecem eh palavras que T às Vezes Apenas vogais como oni Como en né que a Silvia mencionou né Eh depois eh a gente tem mais pro final mais para final ó tá vendo aqui vogais longas né
que são as duplicadas né mas pro final a gente tem as palavras Essa é curioso né moca também no gatu né espingarda né mas aqui pro final a gente tem aqui a gente tem o d ISO aqui é considerado um som só tá um som só uma Consoante só né O e o t certo iso é considerado uma consoante só não é o que eu quero mostrar o que eu quero mostrar bom Aqui tem um ponto importante que é a de que eh dentro do desafio de alfabetização uma das coisas que a criança o adulto
vai reparar também é que nem sempre tem uma uma equivalência direta entre som e letra Às vezes você tem duas letras para o que é mais ou menos um som só como o caso de D e o o tch também né que é com TS em Bani né Isso não acontece muito em Igatu isso é mais do banu é do curipaco né Eh aí Aqui aqui é o mesmo caso do DZ né o tchã Né isso aqui seria para um som só né O TS e o DZ né o que eu quero mostrar é quando
são eh são duas consoantes de fato aí aqui ó a partir da lição 18 aparecem essas com que são eh aspiradas né com H né C né o o k com H né isso forma um ataque mais pesado na sílaba né não à toa essa essa estrutura aparece mais pro final da Cartilha então aqui no final aí aparecem todas as todas essas esses exemplos de palavras né que tem essa essa esse parzinho de consoante né consoante com H consoante com H né aí aparece aqui o LH né aparece o LH também são são duas também
forma uma sílaba mais pesada também com ataque mais pesado então o olho que a gente tem que ter no baninho é no ataque né no ataque da ca o olho que a gente tem que ter no português é Na Coda né no ataque e na Coda né o português é é mais complicadinho a estrutura silábica né para escrever aí Aqui tem um MH então Daqui pro final eles vão mostrando só as que tem consoante com H que são são de fato eh consoantes que formam sílabas mais pesadas né tá bom é era só para dar
esse exemplo só aí vem o r com H aí daí vai o o n com o ti né com h o p com H né então o O que que a gente costuma Dizer quando a criança ela vai eh percebendo que ah existe uma diferença de sílaba para alfabeto né que a escrita não é necessariamente silábica aí a gente começa a falar da consciência fonológica da criança né a consciência fonológica da criança também pode falar de consciência fonológica pro adulto também né Eh que ela vai percebendo né que a a organização dos sons ela aparece
né na na escrita Mas a escrita tem regras Próprias né a escrita tem regras próprias né eh muito bem era só esse exemplo só para pra gente ir continuando com a com a conversa né a a Diana queria falar certo era a Diana que tinha levantado a mão ah ok a Diana ela ela disse que precisava sair e que sim ok vocês querem fazer mais comentários professores Genilton fica à vontade pess Boa tarde deu para ouvir dá para ouvir dá para ouvir Estamos te ouvindo Tá sim eu gostaria só falar sobre essa primeiro dia de
do curso que tá realizando aí ou aqui virtualmente então inicialmente foi muito positivo né pela em busca de de vários eh formaç conforme a experiência dos outros pedagogas né E o pedagogo também então foi muito interessante né Eh Compartilhar essa experiência né então Eh geralmente a gente eh sente essa desafio também para alfabetizar as crianças aqui eh nas nas escolas eh inclusive aqui na escola Mad a gente não tem essa eh materiais pedagógicos né então Eh por motivo disso achei muitos interessante essa essa formação ou experiência que o o professor nos deram inicialmente né então
espero que que futuramente a gente elabora material Para paraa escola também quanto para paraa escola banila e corpac eat Então é isso né boa tarde a gente vai estar aqui acompanhando e compartilhando de vez em quando se der né Muito bom eh Professor Genildo Muito obrigado pela sua participação eh inclusive com o professor Genilton Professor pantio também a gente fez aquela aquela atividade aquela oficina né a gente trabalhou com a máquina de línguas né vocês devem lembrar um Material de com uns pedacinhos de madeira né que roda assim né Eh bem curioso isso aí esse
trabalho eu vou tentar vou tentar trabalhar sobre isso com vocês em um dos encontros né que é é o seguinte né a gente tem essa diferenciação na estrutura das línguas né então a gente tem a estrutura da sílaba depois a gente tem também a estrutura da palavra que é importante também né por exemplo no caso de do Baniwa o Bani é muito rico né na na morfologia né No que significam as partes das palavras né Eu queria fazer uma pergunta para vocês Inclusive para quem fala banil é pitio é um é um pássaro certo tem
tem piti é um pássaro certo deram um joinha aqui OK aí a gente tem a palavra para morcego que começa com pi também não é como que é morcego é piti P p sim ok então por que que eu tô falando isso para vocês depois mais pra frente isso mais ou menos P aham depois mais para frente depois essa parte silábica a gente pode trabalhar também assim bem bonito né material com também e a os morfemas também que são são ricos em banil então por exemplo eh a tem muitas palavras que começam com pi que
são palavras para animais que voam né já tem o pássaro o morcego são palavras que começam com pi aí já Seria uma consciência morfológica né que a gente estaria trabalhando né Eh dentro da alfabetização também enfocado no significado das partes da palavra né com grupos eh né Eh e a gente pode trabalhar isso aí também né então cada uma das línguas também do território tem a sua riqueza né o banua tem as classes nominais né o o baniu e yatu e o curipaco tem as pos posições né aí já tem um outro tema que É
já ligado a à parte sintática da formação de frases porque é muito diferente do português né a a a ordem de formar frase do português para essas línguas é o contrário basicamente né então a gente pode pensando assim por níveis eh linguísticos também né dos sons das sílabas depois paraas partes da palavra e mais pro final também paraa formação das frases né Eh tudo isso tem que ser trabalhado em etapas né a ainda que a gente saiba que Para para quem tá aprendendo a língua aprende mais ou menos tudo ao mesmo tempo mas quando a
gente ensina a gente pensa por etapas né para para ser mais didático né Muito bem mais mais alguém gostaria de fazer comentário para para fechar por hoje boa tarde boa tarde Geraldo eh Boa tarde a todos eh eu estou usando aqui Red móvel ainda tô na na Precariedade aqui dá para ouvir dá dá para ouvir Ok estamos te ouvindo É só só assim respondendo talvez que não sei se Artur está aí né Eu sou pesquisador dele a partir de 2019 a 2023 talvez que nós vamos continuar a construção de dicionário multimídia bandiva cor pago e
eu vejo que tem já temos suficiente dados que a gente podia ou poder que a Gente poderá eh pegar esses dados e transformar elas como material didático na língua banila e curipaco eh durante eh esse esse curso aqui minicurso né a gente pode até conversar com o D Artur aí nosso parente e assim Vai facilitar bastante e e rápido para nós construir eh várias potilas que servirá como como material didático nas nossas escolas isso que eu tenho contribuir Brevemente aqui só para eh dar boa tarde a todos aqui nesse primeiro dia de de aula Obrigado
professor não nós que agradecemos eh Geraldo inclusive está prevista a participação do Artur como convidado do curso justamente para falar sobre o dicionário e sobre eh como o dicionário pode ser útil nos processos de alfabetização em em banila principalmente né Sim nós temos prevista a participação do Artur Ele ele tá com a gente Sim nesse curso e nós vamos contar muito com a colaboração de vocês eh Geraldo sua do do Artur esse esse recurso que vocês estão desenvolvendo né esse recurso Educacional que é o dicionário Ele é super importante né além das cartilhas né Eh
são super importantes por isso por isso que eu digo que vocês já a maioria de vocês já já é pesquisador já né vocês já são pesquisadores né o o o o território medicino né você vocês São são muito fortes em pesquisa né Eh talvez muitos não tenham título ainda né mas já são pesquisadores na prática na prática de de ensino e na prática dentro do do do movimento indígena também né tá muito obrigado pelo seu comentário eh eu acho que o professor Mário queria falar também Professor Mário Gonçalves é pode falar professor que o o
o microfone do professor Mário Tá tá desligado precisa ligar o microfone e sim eh dá para ouvir agora dá agora Dan sim eh tá boa tarde eh meus amigos Antônio aqui eh Professor Mário gonçal Luciano da Escola Municipal indígena do Estrada da comunidade Jerusalém é seguinte somente para eh te agradecer né eu eu participi esse curso e e inaugural desde eh eh eh desde eh começo até o final eu gostei bastante de ouvir e eh eu aprendi muitas coisas né Eh sobre alfabetização e eh é o seguinte Eh Antônio eh quando você passou em em
comunidade cabari medio Rio Negro eh eh eh eh eu eu estava lecionando eh nesse ano né e eh eu goste bastante atividade que você fez com gente lá com professor com estudante liderança da comunidade e participaram agora eh eu estou muito interessado para participar novamente esse curso e lá no diretamente na minha eh própria comunidade de Jerusalém aut istana e assim eh não por corre pago então espero que esse curso vai eh Trazer novidade para nós a gente vai focar bastante na questão de alfabetização é importante para nós lá e eh eh agora espero que
eu vou estar participando eh esse curso até no final se Deus permitir Antônio então muito obrigado aí E mais uma vez quero eh agradecer meus colegas eh corpac que estão eh inscrevendo esse curso para participar e juntos estaremos eh fazendo eh esse trabalho esse pesquisa lá na Nossa área eh comunidade e eh eh sei que lá é difícil acesso é muito longe e da desse município de São Gabriel Então somente Antônio agradecer mais uma vez a sua eh aula hoje ah nós que agradecemos Professor Mário vamos contar com seu apoio também né Eh traduções de
repente aí pro curipaco assim como do do Aelson também né E E muitas das diferenças entre o baninho e curipaco estão Nesses pontos de de detalhes da sílaba né ali nos sons né a gente tem algumas diferenças né que que fazem com que que que que a gente sinta né que é uma coisa o banir Outra coisa o curipaco né então é sempre importante contar com a colaboração de vocês e é isso que o professor Daniel disse eh claro né É é sempre muito difícil mas se se não puderem estar em em um dos encontros
acompanhem depois pela gravação tá bom eh todos os encontros vão estar gravados E eu já deixei algumas tarefinhas para vocês no Google sala de aula tá bom mas a principal tarefa agora já para finalizar o encontro de hoje a principal tarefa é preencher o formulário tá bom aquele formulário da trajetória se alguém tiver dificuldade de preencher o formulário a gente vai conversando e vai vendo outros formatos tá bom fora o form Oi diga diga Mário pode falar Eh não ator somente isso estou aqui eh te ouvindo aí como é que vai ficar esse eh Esse
formulário é para responder tem dado certo para entregar ISO isso vocês eh vocês preenchendo ele já já vai me entregar automaticamente né Eh então sim o formulário é para ser preenchido com calma tá Não precisa ter pressa mas eh ele é para ser enchido para os próximos 15 dias pro próximo encontro tá bom se eu não tô equivocado o nosso próximo encontro é dia 18 de Março Tá eu vou compartilhar a tela aqui Com vocês só para mostrar para vocês aí a gente já já encerra o de hoje tá compartilhar aqui no Google sala de
aula mas sim a a a principal tarefa para próximo encontro é preenchimento do formulário tá bom isso tá certo Ant Agora sim Deu para entender agora OK OK aí aqui ó no nas atividades então eu a gente colocou aqui o programa do curso né a gente tem duas a gente postou duas coisas no Google sala de aula um primeiro uma primeira mensagem com o Programa do curso né que sejam bem-vindos né o formulário aí tem a a a outra postagem que eu fiz hoje eu coloquei assim ó eu vou até abrir aqui pra gente dar
uma lida Tá sim pra gente ler junto eh eh Então vou vou deixar claro aqui para vocês eu coloquei um monte de coisa aqui tá nessa parte sim não precisa fazer tudo pra próxima pra próxima aula tá Não precisa vou vou explicar ponto por ponto aqui para vocês ou o que tem que fazer Para próximo pro próximo encontro é o preenchimento do formulário Esse é super importante porque a gente vai debater né sobre o formulário no próximo encontro tá bom ah então aqui o número um é preenche a com calmo formulo Ok eh o número
dois aqui eu deixo uma sugestão para vocês né Para que vocês exibam no formato de cineclube na na na na escola de vocês na comunidade de vocês o filme Central do Brasil tá que é Um filme que fala muito sobre letramento tá E e é um filme que mostra que o problema da do letramento no Brasil não é um problema eh Que acontece só com os indígenas é um problema nacional é um grande desafio e o tema da alfabetização no Brasil inteiro né mesmo com pessoas que só falam português né é um grande desafio muitas
vezes por conta do do de problemas eh estruturais né do sistema educacional né E esse filme ele tá disponível nesse link que tá no no Facebook tá eu tentei baixar esse filme e colocar ele no YouTube mas por temas de direitos autorais aí em alguns momentos ele tira a música tira o som por problema de direitos autorais Tá mas eu eu posso tentar eh disponibilizar o filme para vocês em outros formatos Tá mas eu acho que seria legal uma prática Legal vocês se reunirem para assistir juntos esse filme tá e debater ele né fazer um
cineclube né Na comunidade e debater ele mesmo né Ah aqui no três né Eh eu coloquei um vídeo tá coloquei um vídeo que é basicamente o que eu falei para vocês hoje sobre sobre Emília Ferreiro tá eh Esse vídeo é é de onde eu tirei Todas aquelas fotos do né e explica com bastante calma ali essas etapas da hipótese silábica da Emília Ferreiro tá Ah fora isso eu coloquei aqui na na parte 4 né Se possível né Eh para que vocês formem grupos de Entre vocês professores e também chamando outros comunitários que queiram formar grupo
né queiram participar também para ir lendo os textos do curso assim com tempo sabe não precisa ler para amanhã não precisa ler pra próxima aula para ir lendo com calma no tempo de vocês entendeu Aí eu coloquei aqui alguns textos né Eu sugiro então que essas leituras sejam feitas em grupo tá aqui tem vários textos tem tem os textos da Emília Ferreiro né Ah tem o texto do Pedro demo também que é sobre ensino via pesquisa todos os textos assim eles são serão usados em todas as aulas na verdade não precisa ler com pressa tá
bom e tem um especial eh que é esse aqui que é o jogo do urutu que foi desenvolvido com colaboração com Arthur também tá esse texto do jogo do rutu eh alguns conhecem né o professor Mário já conhece a proposta da atividade a gente fez em Cabari né a a proposta do jogo do rutu é é de de fazer o trabalho com a cestaria né Eh banua misturando com o jogo da forca para adivinhar as palavras tá esse é um texto legal de ler que é uma proposta bem prática Tá bom então assim todos os
textos estão aqui no no Google sala de aula se ocorrer alguma dificuldade a gente a gente tá aqui para apoiar tá bom e eh o principal pro próximo encontro é O formulário preenchido porque é com base no formulário que a gente vai debater sobre as trajetórias de cada um de vocês em como vocês aprenderam a lé escrever em várias línguas tá tudo bem tá tá entendido isso isso pode deixar aí Antônia a gente está eh ciente agora tá joia pessoal então assim vamos a gente vai se comunicando pelo WhatsApp tá aí qualquer dúvida pode escrever
lá Às vezes eu demoro para responder mas respondo se eu não não conseguir responder também temos outros professores né tem a Diana né Eh e a gente vai vai tirando as dúvidas lá pelo grupo tá bom É um prazer est com vocês né obrigado pela paciência também e seguimos então para daqui 15 dias a gente se ver de novo tá bom tá bom tá um grande abraço Então pessoal a gente a gente encerra por hoje então um Grande abraço muito obrigado aí pela participação de vocês vou encerrar a gravação aqui pessoal se ficou mais alguma
dúvida tô por aqui