Olá, olá gente bonita. Dave aqui para mais um vídeo. E hoje eu vou falar sobre o tema da semana mundial a qualidade 2025, que convenhamos tá bem paauleira, então fica [Música] comigo.
Seguinte galera, há algum tempo o CQI, né, o órgão mundial máximo aí de profissionais da qualidade, digo eu, junto com a ISO, né, mas a ISO é mais pro padrão, o CQI é pros profissionais. lançou o tema da semana mundial da qualidade de 2025. E a gente sabe que o tema ou os temas que o CI aponta são sempre foco de muita atenção e são tendências que várias empresas, milhares de empresas ao redor do mundo seguem pra semana mundial da qualidade, cara.
E eles sempre acertam muito. Dessa vez eu acho que não foi diferente, só que dessa vez o tema é bem pauleira, é bem complexo de ser trabalhado na minha opinião. Se você me segue, você sabe que eu sempre lanço aí os conteúdos, os temas, é, antecipadamente.
Quando assim que sai, eu já envio. Mas esse ano eu demorei um pouquinho porque, primeiro eu tô sem tempo também, tá? tá bem corrido.
E segundo, porque esse tema eu acho muito complexo. Ele é de longe o tema mais complexo aí dos últimos tempos, apesar de ser também um dos temas mais necessários dos últimos tempos. E é sobre isso que eu vou falar hoje, sobre um pouquinho da complexidade de falar sobre o tema na nossa área e ao mesmo tempo da necessidade de falar dele.
E o tema, como você já deve ter visto, eu não tô enrolando para falar o tema de propósito, que eu acho que você já deve saber, é qualidade, pense diferente. Sim, é um tema extremamente complexo. Primeiro, galera, é o seguinte, vamos lá.
A qualidade historicamente tá relacionada a seguir padrões, implementar padrões, padronizar, reproduzir e melhorar. Já que por muito tempo a gente teve, inclusive, a gente ainda tem um certo estigma na qualidade de que ela inessa as coisas, principalmente quando a gente fala de norma, né? muita empresa, muita gente tem essa essa resistência de implementar uma norma ou implementar uma gestão da qualidade, o que eu acho idiota, porque mesmo que a pessoa talvez não queira falar que tem uma gestão da qualidade, ela faz porque todo mundo se preocupa com produto de serviço.
Mas enfim, por causa disso, por muito tempo, a gente ficou com esse estigma de reprodutibilidade, que é muito importante. Não tem como ter um bom processo, não tem como ter uma empresa sem reprodutibilidade. Entretanto, que acabou criando ali uma um excesso de padronização, no sentido de que as pessoas começaram, ou isso já é humano, na verdade, né, apresentar muita resistência à mudança, resistência ao novo, resistência ao pensar diferente.
Todo mundo quando vai implementar alguma mudança, quando vai implementar alguma coisa nova, sofre com a resistência a mudanças, porque volto a dizer, né, é algo que é meio que humano. E como a gente se especializou em reproduzir, em repetir, a gente talvez tenha uma certa dificuldade agora em ir além. O que combinemos é bem complicado quando a gente pensa nesse tema de pensar diferente, de inovar, de sair da caixinha, que vamos combinar que é a frase mais clichê da face da Terra para pensar diferente.
Você tem que pensar fora da caixa, é a frase que todo mundo usa quando quer falar disso. Vou parar por aqui, senão cancelado. O segundo ponto, pessoal, é que o seguinte, essa questão da qualidade ser uma reprodução de padrões, ela também tem a ver com conformidade ou o que a gente entende lá de conformidade com requisitos dos nossos queridos clientes, das partes interessadas.
E eu gosto muito de conformidade. Eu sou um cara que busca conformidade em tudo. Entretanto, a gente volta aqui um pouquinho ainda à questão anterior.
Como a gente tem processos que estão focados em se reproduzir da forma correta, reproduzir no sentido de reprodutibilidade, tá pessoal? Eh, e tudo isso para alcançar a conformidade, a gente tende sempre a focar em atender aquilo que nos foi dito. E aqui a gente tem até uma diferença meio que histórica que começou a surgir, aí a gente fala muito que é qualidade significa atender aos requisitos, enquanto excelência significa ir além.
Então, se a gente fosse pensar nesse tema aqui, a gente estaria falando muito mais de excelência, ou seja, ir além, pensar diferente, revolucionar, inovar, trazer novidades do que em qualidade, que a qualidade ela estaria focada apenas em atender ao cliente, atender aos requisitos que o cliente especificou. É mais ou menos assim: fiz o que me foi mandado. Entretanto, só fazer um disclaimer antes de eu continuar, claro que a gente tem lá, por exemplo, na IS 9001, algo que já nos faz ir além, que é o próprio foco da norma.
A norma não tá focada em satisfazer o cliente, em atender o cliente, mas ela tá focada no contínuo aumento da satisfação, ou seja, sempre melhorar aquilo que já é bom. A partir disso, quando a gente junta os conceitos de reprodutibilidade e conformidade, a gente acaba ficando um pouco obsecado em fazer aquilo que a gente já faz e em melhorar aqui. Isso é extremamente importante, isso nunca vai mudar.
Mas quando a gente coloca em pauta um tema como desse ano, do pensar diferente, a gente acaba entrando meio que em parafuso. É como se uma coisa fosse de encontro a outra e meio que se chocassem para bagunçar uma a outra. Por exemplo, a gente aprende aqui a odiar, e eu não estou falando que está certo, mas a gente aprende a odiar a não conformidade.
Temos uma não conformidade, isso é o monstro da da gestão da da empresa e tudo mais. Em diversos contextos, vários produtos que a gente usa hoje diariamente não surgiriam porque foram apenas não conformidades. Por exemplo, os famosos postites que a gente tá voltado e rodeado deles.
Quem nunca usou um postit? Provavelmente mor. Eles foram acidentalmente descobertos lá enquanto a empresa tentava criar uma mega super ultra cola, só que eles acabaram criando criando aquela colinha anterior ali que vai atrás do postite e ela se soltava muito rápido.
Em uma análise rápida, em uma avaliação precipitada, aquilo simplesmente seria descartado para voltar a focar na conformidade, naquilo que a gente estava buscando inicialmente, ou seja, naquele produto super cola lá. Mas não foi o que aconteceu e eles conseguiram ter um olhar diferente para aquilo que havia surgido, criando lá um produto extremamente vendido, extremamente utilizado hoje e que a gente pode falar que revolucionou muita reunião aí de brainstorming. Talvez hoje você tenha esquentado o seu almoço, ou você ainda vai esquentar o seu almoço em um microondas, um aparelho que tá presente em praticamente todas as casas hoje ou na maioria delas.
E ali também a gente tem algo que na verdade surgiu de uma não conformidade, de um errozinho. Um engenheiro da Rifel, uma empresa de radares descobriu lá que quando ele tava próximo de um radar em funcionamento, o chocolate no bolso dele derretia. E aí ou derreteu, alguma coisa assim.
E a partir disso, ele começou a pensar em como usar essas microondas, não só da forma que eles usavam. Em um outro contexto, eles só poderiam criar lá um procedimento operacional padrão, dizendo que não podia levar chocolate no bolso quando você fosse trabalhar com o radar. Mas graças a Deus ele pensou um pouco diferente e isso fez com que futuramente fosse desenvolvido o microondas que esquenta o nosso papazinho do dia a dia.
Super bonder, aquela cola mundialmente usada aí para gambiarras, consertos improvisados e no artesanato que deixa a mão toda grudando também foi lá uma não conformidade ou foi um erro de projeto. A ideia lá muito antigamente da Mary Coover, a criadora, era criar uma super lente durante o período de guerra lá, Segunda Guerra Mundial. Entretanto, o que acabou surgindo foi a sacola extremamente pegajosa.
E graças a Deus eles não descartaram isso para tentar voltar. Eles aproveitaram isso para fazer um produto novo e algo que hoje também tá presente, você encontra em qualquer supermercado. Mais uma vez a gente tem alguém que ao se deparar com um erro, uma não conformidade com algo que não estava ou que não atendia os requisitos pré-estabelecidos, pensou diferente para criar um novo produto e algo que fosse interessante, útil e que ajudasse as pessoas enquanto pudesse ser vendido.
Então pessoal, o que eu gostaria de dizer, o que eu gostaria de trazer pr vocês, nesse que na minha opinião é um dos vídeos mais dia afiadores que eu já gravei, é falar sobre essa questão de entender que o pensar diferente, ele não é nenhum tipo de meu Deus, mágica mística. Só quem pensa diferente as pessoas que tomam chá de cogumelo. Não.
Pensar diferente nada mais é do que tentar encarar situações que a gente passa no dia a dia de uma forma talvez um pouco diferente. Ao invés de entender os erros, as não conformidades, aquilo que sai fora do padrão como algo a ser perseguido e eliminado, como algo que a gente tem que evitar a todo custo, começar a pensar, começar a entender isso como uma possível oportunidade de melhoria. Esses produtos que eu trouxe são apenas alguns exemplos, tá, de coisas que saíram fora do padrão, saíram fora da de conformidade, que não atendiam aos requisitos previamente estabelecidos, usando o nosso termo, nos jargão da qualidade.
E lá no final acabaram se tornando sucessos gigantescos que estão presentes no mundo todo. Nesse caso, o pensar diferente é só uma forma de reinventar, reinterpretar, repensar o mundo. E é isso que a gente tem que entender e fomentar nas pessoas ao nosso redor.
Aqui a gente passa por algo lá que mais uma vez volta lá atrás, que não é nem algo novo, que é um dos princípios do Demin lá, que fala sobre eliminar o medo. Toda vez que a pessoa tem medo de errar, ela não consegue enxergar o erro como algo que pode ser benéfico. Não estou falando que a gente tem que incentivar erros, não estou falando que temos que errar de propósito, pelo amor de Deus.
Mas incentivar uma cultura que não traga medo ajuda a incentivar as pessoas a pensar diferente. Ninguém vai pensar diferente, propor melhorias, inovações, propor novas formas de executar o processo ou até eliminar processos que talvez sejam ineficientes, ineficados e não sirvam para nada. Ninguém vai fazer isso com medo de represárias.
Ninguém vai ficar fazendo isso com medo de ser mandado embora. O pensar diferente tem que começar na gente, mas ele tem que se estender às outras pessoas. E para isso, meus queridos, minhas queridas, só tem uma forma, tornar o seu ambiente de trabalho confortável para que as pessoas possam falar as coisas e sintam-se seguras de pensar diferente.
Esse vídeo eu disse que não era muito fácil. Esse vídeo para mim é bem difícil porque eu não queria fazer um vídeo sobre pensar diferente falando as mesmas coisas de tudo. Confesso que eu tô com um pouquinho de medo do que vai de como vai ser a repercussão desse vídeo, porque é muito difícil estar aqui falando para vocês e às vezes de coisas novas, que é o caso agora tentar diferente.
É um tema muito complexo, é um tema muito difícil, inclusive se alguém vier com um discurso muito pronto, muito fácil de pensar diferente, tipo, beleza, bá, cara, desconfia, não é, não é. Se fosse fácil, todo mundo fazia. Meus queridos, eu espero que eu tenha conseguido.
Espero que você tenha gostado e eu também espero que você a partir daqui, a partir desse tema, consiga criar uma nova cultura na sua empresa, que vai ser muito melhor para todo mundo, inclusive pros resultados e contabilidade dos seus próprios processos. Gente, pensar diferente também é se inscrever nesse canal, pelo amor de Deus, né? Se inscreve, deixa o like, compartilhe com os amiguinos aí.
Então, um abraço, espero que você tenha gostado e até a próxima. M.