[Música] o estigma da loucura encerra uma história de horrores e atrocidades durante séculos tratados de forma muitas vezes e não humana submetidos a técnicas de contenção ea tratamentos clínicos condenados pela contemporaneidade os chamados loucos eram vistos como seres alienados da realidade essa justificativa essencialmente legitimava tanto o preconceito quanto alojamento social que dentre outras consequências também ficava no rompimento do vínculo familiar com o passar do tempo avanços na medicina e reformas na legislação mudaram radicalmente o modelo de atendimento psiquiátrico tornando-o mais condizente com a política dos direitos humanos seguindo esse percurso o hospital especializado lopes rodrigues
fundado em julho de 1962 em feira de santana deixou de funcionar como hospital colônia e passou a hospital de referência em saúde mental [Música] os teólogos rodrigues ele é uma unidade totalmente o sistema único de saúde é completamente pública o governo estadual é quem supre todas as necessidades da unidade financeiramente existe um repasse mensal da unidade é a descentralização de crédito para que a gente possa fazer todo o trabalho de garimpar atenção ao paciente a manutenção da unidade serviços tudo por conta do governo estadual lógico que esse repasse também via governo federal para aquela instância
o município não não repassa nenhuma verba para a unidade o que existe na verdade era um contrato de um dos públicos onde a gente faz uma produção ambulatorial e através do atendimento ea prestação de serviço é repassado para o governo estadual esse pagamento o que a gente está sabendo é que atualmente não esquentaram assistir esse contrato a nível de psiquiatria e sim o hospital geral é no caso de emergência mas nós da unidade somos totalmente financiado pelo governo do estado com o repasse do governo federal primeira instituição de saúde aqui em feira de santana em
atenção à saúde mental e que veio colaborar muito com o departamento de saúde oferecendo campo para é nós elaborarmos as práticas em saúde mental então o hospital surgiu em 1960 mas foi exatamente em 1962 quando nos recebemos os primeiros usuários da da rede de saúde mental este hospital eles né serviu e serve de campo de prática e de estágio não só para o curso de enfermagem mas para o curso de medicina é o curso de educação física é e outros cursos que com certeza é nem só que no departamento de saúde mas também extensivo a
toda nossa universidade ao chegarmos no lopes rodrigo fizemos o que um levantamento de todas as pessoas que estavam que tinha pacientes moradores aqueles que cá são eles tinham abandonado então eram pacientes crônicos então o hospital se divide em pacientes agudos a que chegava com crise e emergência e que os pacientes moradores então pra esse paciente morador a gente tem um projeto de ressocialização e não nós criamos um look agrícola em que esta se espantar fazia moka organizar um espaço cid ocupadas por outro lado e começou a levantar onde estavam essas famílias então na no levantamento
dessas famílias cada vez que a gente encontrar uma família que abandonou aquele passeio com arranjos e pacientes que derem de juliano moreira que a nossa etapa de salvador então o hospital colombiano ele nasceu inclusive para atender a demanda da microrregião atende todo no processo de interiorização e também para é receber e acolher os doentes que viu juliano moreira que não tem como tratar um dia é a morena que também nós já estava superlotado considerado a primeira unidade hospitalar da região voltada exclusivamente para a saúde mental do hospital lopes rodrigues completou jubileu de ouro em 2012
inicialmente a instituição atende apenas à demanda da microrregião mas em 1982 cerca de 250 pacientes do hospital psiquiátrico juliano moreira localizado em salvador foram transferidos para as dependências da unidade uma jogada política impetrada pelo governo da época para atender aos anseios da população da capital que se sentia desconfortável com a existência do juliano moreira em função do tipo de patologia tratada essa relação da sociedade com a loucura sempre a relação de distanciamento para o bairro se tornou muito populoso os moradores exigiam a ela uma época pré eleitoral os moradores exigiam a retirada do hospital psiquiátrico
dali logo não pode ficar ainda hoje na cidade logo dele ficar afastado e o governo por si assumiu algumas da pressão da população da própria a pressão do movimento social o governo resolveu atender em parte obviamente esse pleito e vários lugares foram sinalizados como o destino novo destino dos doentes mentais o governo precisava de uma grande obra porque eu tinha sido construído roberto santos o governo precisava atender à demanda aos seis e aos interesses da população que era já essa altura já era muito grande que muitos conjuntos também foram construídos lá mas aquilo lá e
até cachoeira terminado a canon abuja o juliano moreira me até o já era um dos limites tinha cachoeira eu cansei de ser como no caso de pacientes pra ir pra lá que a gente fazia fez uma vozinha lá embaixo e eu tomar banho de cachoeira aquilani você precisava ver o tamanho que é não fugirá moreira aqui deu origem ao colônia já existiam colônia lopes rodrigues o juliano de passeio do juliano moreira foram transferidos para lá compulsoriamente tá certo contra a vontade dos trabalhadores contra a vontade deles mas era algo que tinha de se fazer é
preciso fazer a higienização do boavista engenho velho de brotas o hospital a colônia lopes rodrigues já havia antes disso e é um lugar muito espaçoso era longe atende muito mais interesses da data do governo de então era longe ela no interior era muito grande tanto que lá tem 111 conjunto construído aquele conjunto que tenha construído era o hospital também depois que o governo constrói um condômino conjunto imenso de apartamentos que tem lá no lugar que era dentro da colônia tamanha era a extensão geográfica dessa área a história da psiquiatria revela que foi no século 18
a partir das revoluções francesa industrial e da instituição do pensamento positivista que se deu a institucionalização da loucura com isso os portadores de doenças mentais que antes viviam em regime de prisão domiciliar ou mesmo em situação de abandono recebendo atendimento médico nas santas casas de misericórdia apenas quando necessário passaram a ser vistos como um problema de ordem social e como caso médico isso na prática resultou na criação dos chamados fatores a exemplo do hospício pedro 2º no rio de janeiro a primeira instituição psiquiátrica fundada no brasil em 1841 onde os alienados passaram a ser internados
para serem curados à luz da ciência [Música] na aps que a tria alienista ela se funda e se baseia nos trabalhos dos psiquiatras philippe pinel e étienne esquirol final do século é 19 né ea era uma psiquiatria naquela época a gente tem que lembrar que não existia os avanços da psicofarmacologia nem das neurociências de modo que naquele tempo a abordagem era fundamentalmente feita a partir de alguns experimentos médicos para o tratamento da loucura por um lado e ao lado dessas intervenções médicas havia também uma outra abordagem que ficou conhecida historicamente desde o trabalho de michel
foucault história da loucura ficou conhecido como o tratamento moral então essa psiquiatria alienista ela se baseava na reclusão o paciente era retirado da comunidade fica na instituição sob a tutela do poder sic a troco da época né e passava por várias experimentações é é um botão me a uma prática muito usual nesse período eletrochoque que é balneoterapia é um tipo de de tratamento com a águas né ditas medicinais por exemplo e ao lado disso havia o tratamento moral que tinha por finalidade corrigir a conduta desviante do louco não é e o propósito era discipliná lo
e adaptá lo à a sociedade instituída dentre os antigos métodos utilizados para tratar os pacientes psiquiátricos mais traumáticos eros que provocavam crises epilépticas e com uma essencialmente esses efeitos eram alcançados por meio da aplicação endovenosa de substâncias como o metrô sol ea insulina ou por meio do eletrochoque método criado pelo neurologista italiano o seletti e bastante popularizado no século 20 só a partir de 1970 o eletrochoque veio a ser derrotado como prática terapêutica naquele tempo ele tinha o um tratamento era meio chocante e passou a ser julgado depois de algum tempo como um pouco o
produtivo e mais 10 directivo prejudicial para o paciente era confuso ou terapia o médio o médio rafael é produzir no doente uma convulsão essa vamos não podia ser e duas bolas quimicamente ou por eletricidade então pegar dois eletrodos de um aparelho novo aparelho inventado por um italiano chamado seletti daí o nome da internamente e celeste também celeste terapia e pegava se dois eletrodos positivo negativo e fechava cunha o indivíduo deitado com um chumaço de algodão alguma coisa que ele pudesse proteger com ele não vou ver se ele entra em uma fase bastante contração e com
e vinha por trás de vinhetas fpf pela frente o doente estava assombrado incidência de religião que é ele saber que receber aquilo ali é como um ar que alguém apresenta esses novo já era contra você ele é um médico ficava atrás do antigo e respeitado de decúbito dorsal e um médico aqui e vinha por trás fechava os dois circuitos quando ele fechava o indivíduo automaticamente eu os lóbulos é ray se chocava quando eles estavam devendo entrava em convulsão mas o importante é que eu mais queria era ver ele gastar se desprender se naquele ato uma
grande quantidade de energia porque ele despendendo um grande atleta quantidade legenda propunha sei que a energia estava acumulada dentro do indivíduo e que ela está produzindo aquela agitação aquele estado de inquietação ou de mudança do comportamento do indivíduo suco em gasóleo ele vai produzir a mesma coisa que a eletricidade no mesmo processo nem processo não mesma mesmo resultado a única diferença é em vez de ser um choque elétrico para reintrodução da substância química chamada teve tarde o sol poente indivíduo deitado de da mesma com os mesmos cuidados que se tem numa o choque elétrico e
injeta se o cade avó na veia dele no ambiente calmo de pouca luiz senso a da cij é tão tarde asop depois que injeta o cantor edson noite injetar atirou-se ilha aí faz um som do meio quando faz esse susto ele entre e nem como sair e aí essa função tem um mesmo tinha o mesmo é o objetivo que tinha a promoção eletro funk um hospital sem é a qualidade técnica da área das enchentes na cidade kassab disse hoje que hoje se pensa em tudo a engenharia se pensa na no bem estar de quem vai
utilizar aquele tempo não se que entre não tinha a importância também porque o doente psiquiátrico e não era tido como cidadão acompanhando a evolução histórica da psiquiatria do hospital especializado lopes rodrigues implementou mudanças significativas no modelo terapêutico adequando se ao que foi instituído pela reforma psiquiátrica entre 1978 e 1991 surgiu e se consolidou a crítica ao modelo hospitalocêntrico e ao chamado saber psiquiátrico na assistência às pessoas com transtornos mentais de 2001 a 2005 começou a implantação da rede extra-hospitalar a reforma mais efetiva no entanto só começou a ser posta em prática depois da implantação da
lei federal 10.216 de 6 de abril de 2001 o decreto trata do redirecionamento à assistência em saúde mental ao dispor sobre a proteção e os direitos reservados às pessoas portadoras de distúrbios mentais bem como o oferecimento de um tratamento baseado em serviços comunitários e terapias ocupacionais iniciando a o processo de desinstitucionalização e lopes rodrigues é uma referência a um psiquiatra baiano emilin nuno lopes rodrigues que foi um médico eminente especialmente na primeira metade do século 20 não é meu irmãozinho lopes rodrigues ele foi juntamente com juliano moreira e no campo da literatura machado de assis
os precursores já na primeira metade do século 20 os precursores do que viria a ser posteriormente a reforma psiquiátrica no brasil a reforma psiquiátrica em nosso país ela é conseqüência de vários processos históricos culturais tanto a nível a exterior né os movimentos de reforma psiquiátrica que se iniciaram na europa no pós guerra né da dos horrores da guerra os horrores do do nazifascismo né muitos psiquiatras progressistas que chegaram a servir nos exércitos é de seus respectivos países fizeram analogia entre o que eles verificaram nos campos de prisioneiros de guerra uma analogia é lógica na estrutural
com que eles viam com o modelo manicomial manicomial clássico é que surgiram as reformas na europa que verdadeiramente só vinham chegar aqui na américa latina como atraso de pelo menos três décadas né então nos anos 90 é que começa toda uma uma ebulição em nosso país é no sentido de uma insatisfação por parte dos trabalhadores em saúde mental em relação a esse modelo asilão manicomial excludente é prisional né ea busca e também dado ao malogro né dessas práticas que efetivamente não traziam resultados é verificáveis então a ouvir o movimento nos anos 90 que culminou em
uma conferência caracas né chamada conferência de caracas onde vários países daqui da américa latina é a censura assessorados pelo departamento de saúde mental da oms e também pela organização pan americana de saúde se reuniram para poder projetar o que seria um modelo alternativo de saúde mental para a américa latina é nos termos de um serviço é não está o centro um serviço territorializado disseminado na população com vistas à inclusão é é a reabilitação social do paciente com resgate do dos direitos civis da etnia não é é o brasil foi signatário deste documento chamada carta de
caracas o fato é que a reforma ela só veio a acontecer mesmo no brasil a partir de dezembro de 2001 quando a se aprovou a lei 10.216 que ficou popularmente conhecida como lei paulo delgado que é uma lei que dispõe efetivamente sobre a proteção e os direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais assim com esta lei também redireciona o modelo assistencial em saúde mental foi a partir daí que a fome se que a áfrica é que ganhou impulso no brasil porque agora existe uma lei que protegia essas iniciativas alternativas e um dos aspectos dessa lei
que tem alguns emendas mas não está vigente até hoje é justamente a há substituto substituição é gradual e progressiva e assistida dos hospitais psiquiátricos para os dispositivos assistenciais nos territórios serem os capps as residências terapêuticas é o projeto de volta para casa o centro de resende enfim as surge um movimento muito forte no nosso país que o movimento é pela recessão é psico social do portador de saúde mental na década de 80 o que eu posso dizer da minha vivência durante 10 anos das cápsulas que a data é que ainda é uma prática asilar confinada
e que era muito forte o tratamento médico realizado no nosso introduzir já no finalzinho da década de 80 com nova equipe uma nova concepção de saúde mental prata saúde mental mas que não pode ser construído apenas 10 anos ainda é muito pouco para se mudar uma prática ela tem que ser construído ao longo da história e aí precisa rever esta prática como uma prática pelo mercadante é alienante cronifica doura em que as pessoas se sintam inúteis na sociedade esse é um problema eo problema se como envolve a família para que a família de fato pudesse
assumir a responsabilidade com suas com as pessoas e aí o que acontece essas famílias muitas delas foram localidade ela está ligada e ao localizar cada família dessas me fazer ficar muito feliz que consegui fazer no processo de eles passaram um tempo com a família voltava ea gente fazendo esse trabalho infelizmente não foi um grande o número de pessoas que a gente consiga lotar da família as famílias se perderam ao longo dos anos a gente não tinha como localizado ao mesmo tempo a gente fazer esse trabalho de ressocialização a gente também fazer um trabalho de contrato
diferenciada que tem pessoas que não tem mais nem sintoma de dentro mental eles estavam ali porque não tenho para onde ir e como estão muitos anos confinadas no hospital eles não tinham como por exemplo se esconder na sociedade aí o que acontece a gente começa a fazer esse trabalho então hoje quando a gente vê o processo de desinstitucionalização com as cápsulas que foram criados que foi a primeira experiência inovadora de caça em santos são paulo e foi a partir dessa experiência e sites que foi na onda e que possibilitou a a criação da etav delgado
que criar 10 institucionalização e hoje não se pode internar só em casos agudos rápido porque nós temos também muita evolução da psiquiatria no esquema de caçadas então você pode tratar pessoas com distúrbio entre a área ambiental que quem é o louco é conhecido mentawai na educação e com equipe multidisciplinar a reforma psiquiátrica objetivo abolir definitivamente o isolamento manicomial como tratamento primando pelo resgate da cidadania sobretudo por meio da inserção dos portadores de transtornos mentais nos âmbitos social e familiar trazendo essa questão pro hospital lopes rodrigues em 2002 como disse antes é até 72 nós chegamos
a ter cerca de 700 pacientes nesse período bem nesse período até 2002 chegamos a um pico de 900 pacientes quer dizer muita gente internada inteligente privada da liberdade o agente privado dos direitos civis né internações de de longas datas de várias décadas né então em 2002 é s fez aqui no hospital um trabalho que ficou é conhecido comum é censo demográfico da saúde mental não estão lopes rodrigues não é que tinha como propósito fazer um levantamento desses pacientes quais eram os diagnósticos quanto tempo de tratamento em que estado estavam pra com base nesse diagnóstico é
instituir equipes multiprofissionais que pudessem assistir esses pacientes de forma intensiva e sistemática não é ea partir daí é recuperá los rezo carlos para que pudessem ser desospitalizar dados de um convênio entre a sesab o estado na ea coordenação de saúde mental da prefeitura municipal diferença então o porquê os dois poderes estadual e municipal com verbas também do do ministério da saúde e assim é se criou as primeiras os primeiros projetos terapêuticos individuais é tendo em vista a educação ea reabilitação psicossocial desses pacientes e nesse período então começou o processo de desospitalização dos pacientes na época
chamavam chamados crônicos o que a gente pretende com a lei da reforma que cada vez mais não existam unidades com internamentos integrais pra os portadores de doença mental e se ele pode vir fazer uma avaliação ficar internado em observação por 24 48 horas e se necessário internamento ficar de 15 a 20 dias está após o processo de deteriorização da medicação e acompanhamento terapêutico ele retorne para casa e possa ser acompanhado a nível de sempre atenção psicossocial que são os cacos e ambulatório atrita e até mesmo ambulatórios gerais que tem por aí e até internações de
maior urgência de álcool e outras drogas que seja feito também a nível dos hospitais clínicos nas emergências com é com todo o aparato de equipe mas nós ainda vamos continuar atendendo assim à emergência com a observação e vamos continuar ainda com as unidades de internação tá pra pacientes agudos por um período mais curto não de longa permanência é um hospital hoje com 200 e cerca de 284 leitos néel nós temos 205 pacientes ainda internados institucionalizados mas a meta é ter que caminhar em prol a desospitalização desses pacientes que encontrei em cumprimento à aos princípios da
reforma a reforma que está acontecendo já de algum tempo em saúde mental atualmente o hospital especializado lopes rodrigues ainda possui internos muitos deles abandonados há décadas não sendo mais possível localizar as famílias que os internaram e esqueceram estes no entanto estão sendo gradativamente reintegrados ao convívio social obedecendo ao novo modelo de tratamento mental que prevê dentre outras coisas habitação individual em lares abrigados a partir da reforma também surgiram os capins centros de atenção psicossocial e os ambulatórios médicos como alternativas complementares ao tratamento hospitalar emergencial uma equipe multidisciplinar formada por médicos psicólogos enfermeiros técnicos em enfermagem
assistentes sociais e diversos outros profissionais que diariamente acompanham os pacientes contribui para a assistência especializada do lopes rodrigues é a emergência do hospital especializado em epsom rodrigues é a porta de entrada como qualquer outro porque o hospital é mesmo a porta de entrada nós recebemos o usuário paciente geralmente e num surto psicótico com a agitação psicomotora e delírios alucinações ou o paciente com os sinais de depressão ele é acolhido juntamente com seus familiares ou acompanhantes ele é acolhido pela equipe de enfermagem pelo vermelho o técnico em enfermagem e um médico após esse acolhimento a gente
escuta é os familiares ou acompanhantes posteriormente nós tentamos escutar se for possível esse usuário que tem em crise e após esse atendimento geralmente o médico faz uma prescrição médica esse usuário faz dessa medicação fica em observação se durante o período de observação ele conseguir compensar ele será liberado para casa se após avaliação ele não tiver com pensado e feito novamente uma alta pressão médica ele faz uso e ficou em observação compensando ela será liberada para casa se não houver compensação às vezes é necessário fazer o internamento sendo homens sendo um paciente do sexo masculino ele
irá para o pavilhão adelino ribeiro sendo a mulher né ela irá para o pavilhão cá que é o carlos alberto para o cheiro e só se faz um treinamento depois de muitas tentativas de compensação dele na própria emergência onde você faz um treinamento quando é esgotar todas as tentativas e de compensação dentro da própria emergência hoje se preconiza que é o usuário paciente vai falar o usuário a usuário do sistema de saúde ele seja assistido próximo à sua residência para isso foi criada a estratégia é um serviço substitutivo que são os carros que são os
centros de atenção psicossociais onde o indivíduo ser assistido na sua própria comunidade então isso é reduzir bastante a questão dos internamentos a unidade psiquiátrica ela foi criada há oito anos atrás quando começou o processo de desospitalização e aí foi criada essa área para os pacientes é geriátricos os pacientes idosos nós temos a capacidade hoje é de 60 pacientes temos pacientes masculinos e pacientes femininos nós temos duas enfermarias enfermaria que é só feminina e enfermaria b que é dividida pra masculino lado masculino outro lado feminino nós temos pacientes também com problemas de deficiência a deficiência visual
é um paciente independente fica nessa unidade psiquiátrica nós temos um clínico todos os dias de segunda a quinta e temos um psiquiatra também de que vem uma vez na semana que a na sexta-feira tal qualquer problema que a gente tenha com esses pacientes no período que a gente está sem o clínico ou sem o psiquiatra nós temos o suporte do médico da emergência que dá esse suporte a gente tem uma enfermeira de manhã e de tarde e temos uma equipe de técnicos de enfermagem a necessidade de se criar essa unidade psicogeriatria foi pela desatualização que
na época o hospital tinham dois pavilhões de agudo e quatro células que eram onde ficavam os pacientes moradores não é que não tem família que não têm vínculo familiar então esses pacientes na verdade com o hospital de que agora vai completar 50 anos na época tinha 40 e poucos anos 40 anos então se sentiu a necessidade na verdade de criar uma unidade para esses pacientes porque nas células ficavam muito soltos ea unidade psicogeriatria um setor mais fechado que a gente tem um controle maior sobre esses pacientes então precisava de mais cuidados na o paciente hipertenso
paciente diabético e aí foi criada essa unidade para a gente ter esse suporte tem esse controle maior sobre esses pacientes têm mais de 40 a mais de 30 nós temos pacientes de mais de 30 anos no hospital mais de 40 anos né ea grande maioria deles não tem vínculo família então o vínculo dele somos nós a referência deles somos nós o enfermeiro técnico de enfermagem na verdade a gente dá muito mais assistência em termos de calor humano né de atenção de cuidado do que o cuidado propriamente dito hospitalar não é que eles precisam na verdade
a atenção é a assistência eu tenho que 40 passa os aceita pacientes na unidade eu não tenho dez pacientes que recebem visita de família né então eles não têm vínculo familiar o vínculo dele somos nós estes lares abrigados eram residências não é que os pacientes passaram a morar como uma espécie de ensaio pra pra sair pra sair pra sociedade né essas residências chamadas lá brigado ficam dentro dos muros do hospital são residências assistidas e protegidas porque não se podia na época pegar a esses pacientes e direcioná los diretamente pra para a sociedade seria um choque
né é cultural e ocorreria muitos problemas então eles eram a eles tiveram que aprender várias coisas que foram chamadas de atividade de vida diária tipo é aprender a cuidar da legenda o corpo e aprenderem a cozinhar arrumar caasah trânsita na comunidade 77 ea partir do desse trabalho feito nos cenários abrigados com a equipe muito profissional constituído e psiquiatra psicólogo terapeuta ocupacional assistente social enfermeiro é de 7 é início ou se o processo de digitalização de modo e ao mesmo tempo se instituiu o programa de volta para casa e assim foi feito o processo de desafetação
de de institucionalização que implicou na redução mesmo é a uma grande redução de leitos no hospital ea a migração de vários pacientes que hoje vivem em residências terapêuticas a quinta feira existem hoje 11 residências terapêuticas que são ingeridas e assistida pelos capsis ligados à coordenação de saúde mental do município existe uma equipe no hospital que ela é multiprofissional onde trabalham psicólogos terapeutas ocupacionais assistentes sociais enfermeiros e psiquiatra essa equipe ela parte do pressuposto que o usuário para ele estar fora do hospital num primeiro momento ele tem que ter o desejo de estar fora então esse
é um critério o segundo critério é que ele tem que está com toda a situação dele clínica e orgânica equacionado um terceiro critério ele tem que estar com a estabilização do quadro psiquiatra e um quarto critério seria reuniões constantes entre a equipe do hospital que é do estado com a equipe do município pra gente está trocando informações e percebendo o processo de desenvolvimento da transição que vai do hospital para a comunidade com que essa pessoa vai estar se adaptando mas pra gente tá entendendo um pouco a desinstitucionalização é necessário que a gente entenda o processo
de institucionalização usuários que estão nos salários da brigada estão institucionalizados ou seja todas as regras o conjunto de normas da instituição foram intrometa dados na sua subjetividade foram incorporadas ao seu seio então o que a gente espera nos lábios e abrigados é a desconstrução dessa projeções é a reconstrução de uma identidade é o resgate das potencialidades do sujeito daquilo que ele é capaz de fazer então a gente a gente quer na verdade propiciar que o sujo que é mesmo um sujeito de escolhas um sujeito que ele tenha autonomia está tomando banho que ele tem autonomia
pra tá lá vão da sua própria roupa pra está se alimentando tratar se relacionando com outro de uma maneira em que não exista conflitos em que ele possa estar fazendo alguma coisa manual na horta e até mesmo convertendo o que ele faz o que esse usuário faz em dinheiro né que é o processo de geração de renda então cada ser ali é único e merece então um planejamento ou atividades que sejam direcionadas a sua particularidade a sua subjetividade então existe a construção dos ppr planos terapêuticos individuais e ali eu vou estar contemplando as necessidades do
sujeito então quem é esse sujeito precisa nem o que ele deseja o que ele pode estar fazendo de produtivo não é o que ele busca então a gente procura trabalhar nessa vertente basicamente aumentamos o poder de compra a atualidade do sujeito ou seja o poder de trocas de estabelecer trocas afetivas é de bens e de mensagens isso faz com que então ele seja um sujeito e não a sujeitado a importância dos lábios abrigados é a transição os lábios abrigados ele funciona como um dispositivo da desinstitucionalização então de uma maneira humanizada e respeitosa atribuímos ou estimulamos
a atribuição aquele sujeito das capacidades e potencialidades soterradas pelo processo de institucionalização então basicamente usuários abrigados em que funcionam como um dispositivo de transição em que reabilita esse sujeito à venda na comunidade [Música] a residência terapêutica como se fosse um programa final então é lá que se o usuário que estava aqui internada há um longo tempo vai ficar e vai permanecer mas se assistindo e vai ter um cuidador vai ter uma equipe também é muito profissional assistindo esse usuário e atenta às necessidades que ele apresenta lá não sei então na verdade a residência terapêutica basicamente
é como se ela fosse um usuário é obrigado só com os usuários obrigados ainda está dentro do hospital a grande diferença é que as residências terapêuticas está fora do hospital então aí tem um poder maior de se relacionar com o outro está inserido no contexto social então aqui é como se ainda estivesse protegida é um sal protegendo na comunidade ele vai estar aberto a se relacionar com as outras pessoas a caminhada do hospital especializado lobos rodrigues uma implantação plena da reforma psiquiátrica está longe de dar se por encerrada melhorias e avanços constantes no campo da
psiquiatria em prol da humanização do tratamento são imprescindíveis para a desmistificação da loucura e para a quebra dos estigmas e preconceitos afinal como diz miguel de unamuno escritor poeta e filósofo espanhol todos têm o seu método tal como todos têm a sua loucura mas só consideramos sensato aquele cuja loucura coincide com a da maioria se sabe que saúde mental no brasil é uma questão é multidimensional passa por questões históricas culturais econômicas políticas então não é assistir é tão somente é que irá dar conta do problema só ambiental no brasil é preciso mudar a cultura é
preciso mudar a mentalidade da sociedade que ainda hoje discrimina aluko ainda trata com alguma reserva com com preconceito não é mas em termos práticos o ganho maior da reforma psiquiátrica no brasil especialmente na bahia tem a ver com isso com o fechamento de hospitais psiquiátricos mais da metade dos hospitais psiquiátricos que existiam brasil foram fechados ea redução do número de leitos caiu bem menos da metade mas o internamento atual está bem distante daquela visão anterior da psiquiatria alienista que internava com a finalidade de exclusão hoje internamento que deve ser o mais breve possível deseja-se que
em sete dias o paciente esteja recuperado para voltar à comunidade no máximo dez dias o treinamento é para fins tão somente de assistência multiprofissional intensiva mas se pretende é projeto da coordenação de saúde mental do estado da bahia que é o hospitais psiquiátricos eles serão transformados em hospitais integrais né que sejam integrados às vezes e que perca essa esse perfil clássico do hospital psiquiátrico tem uma coisa que não se resolve entre carne que é o preconceito com de mim então preconceito não se resolvem tempo é preciso criar a cultura de aceitação das pessoas consideradas anormais
para a sociedade tá vendo como é que ele começa a aceitar o outro na diferença a gente começa a lidar com isso é de uma forma natural [Música] ah [Música] ah [Música] o [Música] o [Música] [Música]