Olá! Hoje a gente vai falar sobre a deusa Epona. Bom, para quem ainda não me conhece, eu sou a Flav Vesper e esse vídeo faz parte do Oráculo da semana.
Se você quiser participar, tem o link aqui na descrição para você entrar no grupo de WhatsApp. Todo domingo eu sorteio três cartas, você escolhe uma e depois eu trago a explicação com os vídeos e a foto de cada carta. Então, vamos lá!
A deusa Epona, ou Epona, que é uma deusa de origem Celta, ficou mais conhecida pra gente a partir dos seus cultos romanos. Ela é a única ou uma das únicas deusas celtas que foram realmente incorporadas ao Panteão romano, sem serem modificadas ou misturadas, ou sincretizadas, né? Com outro deus ou deusa.
Epona é uma deusa cujo nome significa a grande égua, e ela era muito ligada aos cavalos. Ela era protetora dos cavalos, das mulas, dos burros, e é uma deusa muito ligada, é uma deusa das grandes mães, né? Ela é muito ligada à maternidade, a esse contato com a terra, mas é também uma deusa que traz um lado muito de liderança, de caminho.
Ela, com seus cavalos, ajudava as almas dos mortos a atravessarem para o outro mundo. Então, é uma deusa que fala ali de travessia, de liderança, de guiança, de condução. Ela foi muito cultuada em Roma também; o culto dela se expandiu muito justamente pela importância que as cavalarias tinham na época, os cavalos nas guerras, em tudo, né?
E é muito interessante se a gente parar para pensar que os cavalos, depois, né? Ganharam uma conotação muito mais de uma energia masculina, mas nessa época há várias deusas que são relacionadas a cavalos, né? A própria Deméter, depois a deusa grega, se transforma numa égua, enfim.
E o que o cavalo, essa energia do cavalo, traz? Traz justamente essa questão da liderança, de assumir o caminho. Ela não costumava ser retratada como uma grande égua, apesar do nome; costumava ser retratada montando um cavalo ou com cavalos e potros, né?
A sua vol. Então, essa carta, essa deusa, os cavalos, nessa conjuntura, eles trazem muito a ideia de assumir a liderança, assumir as rédeas da sua própria vida, a guia, o caminho, atravessar para o mundo ou para a vida que você quer viver, né? É uma deusa que traz muito esse convite de botar os pés no chão e seguir em frente, confiar na sua própria liderança, na sua sabedoria interna, né?
É muito importante a gente entender o que é e de onde vem essa liderança, porque às vezes a gente tem uma visão de projeto, de onde eu quero chegar, ou de algo, né? De metas como algo muito objetivo, com protocolo ou passo a passo, datas, etc. , seguir, que nem sempre é o que acontece na vida na hora que elas vão ser colocadas ali para acontecer.
E, por outro lado, às vezes essas metas que a gente propõe pra gente mesma não estão em sintonia com a nossa verdade de alma, com a nossa verdadeira travessia, com o que verdadeiramente nos move, nos dá alegria, ou acabam ganhando um peso que, em vez de nos mover pra frente, nos paralisa. Quando a gente, às vezes, põe metas muito maiores do que a gente tem capacidade nesse momento de viver, de cumprir, ou com assuntos que não são o que realmente eu gostaria de fazer, mas o que eu acho que eu devia fazer, no ritmo que eu acho que eu devia fazer, né? E Epona pede para que a gente entre em contato com o coração, com nós mesmos, com qual é o nosso verdadeiro caminho, para que a gente aí sim deixe o coração guiar.
Quem nos guia, quem nos diz para onde a gente quer ir é o nosso sentir, é o coração, né? É o nosso desejo mais profundo. A mente vai entrar no papel de viabilizar esse caminho.
A mente é quem vai fazer todo o papel da secretária que vai lhe buscar como é que eu faço para conseguir isso da forma mais adequada, as pessoas que podem me ajudar e tudo, mas a liderança tem que vir do coração. Porque se ela não vem de um chamado, de uma vocação, né? De um chamado interno da nossa verdade, ela não vai se sustentar, e a gente não vai conseguir chegar onde quer.
Ou a gente vai chegar onde quer, mas aquilo não vai nutrir a alma. E, por outro lado, a questão da liderança é uma liderança sábia e amorosa. O feminino traz a amorosidade, a compaixão com o nosso próprio ritmo, com o nosso próprio tempo, a abertura e a flexibilidade, porque a vida propõe ao longo desse caminho que pode alterar a forma como a gente vai chegar aonde a gente quer, né?
Então, a liderança sábia é uma liderança sensível, atenta, flexível, sem perder a ideia de aonde quer chegar, mas em acordo com os movimentos da vida. Então, se você tirou essa carta e escolheu essa deusa essa semana, é importante ver como estão os seus projetos, qualquer tipo de projeto: pra sua casa, pra sua vida, pra sua saúde, pro seu trabalho, pro que quer que seja. Quais são as suas metas?
Quais são os seus projetos? Como é que você tá lidando com essas metas e projetos? Você é amorosa com você mesma ou com você mesmo quando você não consegue ir no ritmo que gostaria?
Você é amorosa ao decidir quais são essas metas e quantas você quer cumprir num determinado período de tempo? E em que ritmo? Isso tudo é um caso a pensar, né?
E, por outro lado, se os seus. . .
Desejos: as suas metas estão muito em conexão com seus desejos, com a sua verdade e, por algum motivo, algo está impedindo. Você não está conseguindo; sente um bloqueio. É olhar de forma amorosa e compassiva, e não se martirizando por não estar conseguindo.
Olhe de forma amorosa e compassiva: o que é que ainda impede? Em que lugar dentro de você existe alguma dúvida, ou um medo, ou alguma crença que está impedindo você de seguir em frente? Trabalhe isso com amor, com carinho.
Não é deixar que essas crenças e medos nos paralisem, nem fingir que eles não existem. Forçar nada disso dá certo, né? Quando a gente força, ou dá errado, ou alguma coisa maior vai impedir a gente.
Se a gente acha que não está pronto, o corpo trava, alguma coisa acontece. Então, é identificar quais são os fatores que podem estar atrapalhando, para poder trabalhar com eles, conversar com eles, pensar no que você precisa para se sentir o suficiente para dar o próximo passo. Não é nem para chegar até o final, mas para dar o próximo passo.
Qual é esse próximo passo? E é normal a gente precisar de segurança para caminhar, então olhe para isso não como crítica ou julgamento, mas como: "Ok, o que eu preciso para me sentir melhor e conseguir dar espaço e seguir em frente? " Então, se você escolheu a primeira carta, é trabalhar com essa energia do direcionamento, de forma amorosa, conectada com o coração, com a compaixão e com o acolhimento de você mesmo.
Está bom? Por favor, deixem um comentário aqui no Instagram, no DM, no WhatsApp, onde vocês quiserem, porque eu gosto de saber se fez sentido para vocês, se tem alguma dúvida, se alguma coisa não ficou clara. Até para eu poder melhorar os vídeos, fazer algo que interesse mais a vocês.
Está bom? Compartilhem aqui comigo. Semana que vem tem mais: a postagem com as cartas no domingo e o vídeo com as respostas na segunda-feira.
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