[Música] [Música] Cia Cia cheia [Música] o principal motivo do acolhimento é a negligência a negligência dos direitos básicos né de alimentação proteção eh saúde educação então a violência vem enrustida quando ela chega nós pedimos para que o educador né o primeiro educador que tem o contato com a criança dê o banho acompanhe essa criança né e e fique observando Como é o comportamento dessa criança na casa olha grande parte né a gente tem é por conta que os pais né os cuidadores responsáveis são usuários de droga né às vezes estão em situação de rua acabam
sendo negligentes Então a gente tem não violência né diretamente assim a gente tem a violação dos direitos né direito a saúde educação uma série de direitos atualmente o uso de drogas tem esperado né porque os pais são dependentes e acabam que a Bárbara falou negligenciando os cuidados básicos com as crianças Espera aí essa criança muitas vezes tem distúrbio do sono né distúrbio alimentar né então na observação e na interação com as outras crianças a gente começa a a observar esses indícios né de que essa criança sofreu violência chegar aqui as crianças passaram pelo conselho tutelar
e Ministério Público fizeram exames de corpo de delito e souberam que teriam uma nova casa eu me sinto como se fosse um médico intensivista uma vez que as situações que chegam a nosso conhecimento são as situações graves e que demandam uma uma intervenção imediata Então as crianças estão em diversas e situações aí de violação de direitos e muitas vezes a medida tem que ser efetivada imediatamente sob pena de causar um mal maior pr pra criança e paraos adolescentes tivemos um caso de uma de uma criança que ela era vítima de maus tratos por parte do
pai era uma menina pequena eh de 5 anos de idade e ela chegou num numa situação de desespero que em determinado dia ela pegou uma malinha dela com algumas coisinhas dela abriu a porta de casa e saiu chorando desesperada Ela chegou até a esquina ali próximo da casa dela encontrou uma senhora e começou a desabar de choro desesperada pedindo ajuda aquela pessoa que era uma Total desconhecida dela se compadeceu da situação dela levou aquela menina que retrata relatava ali os os maus tratos físicos que ela e a mãe sofria levou aquela menina para atendimento no
Concelho Tutelar e ela foi encaminada para elcia e depois o caso veio até nós e nós acabamos eh tendo que acolher essa criança porque eh a mãe infelizmente naquela condição não tinha condição de de proteger adequadamente a sua filha muitas vezes a criança não consegue reconhecer Que ela sofreu essa violência e no decorrer do do tratamento né do acompanhamento psicológico ela vem a descobrir e e o serviço de acolhimento tem que dar suporte para essa criança né porque ela vai cair em si da história que que ela viveu né da violência que ela sofreu é
o setor técnico que comunica essa criança que que o pai perdeu a guarda dela né e explica o motivo da perda da Guarda então assim é algo muito difícil a violência doméstica é mais comum entre famílias com filhos dados do governo de 2015 apontaram que mais de 70% das Mulheres vítimas de violência no país tinham filhos e oito em cada 10 dessas crianças e adolescentes presenciaram ou também sofreram a violência no Brasil a questão foi abordada pela primeira vez em 2012 uma pesquisa do IBGE apontou que 42.000 Mulheres foram assassinadas no país em 20 anos
e como 70% desses crimes aconteceram na casa delas o número de filhos expostos a essa violência é praticamente incalculável o estudo indicou ainda que crianças que acompanham atos de violência podem se tornar futuros agressores eu entendo que a violência ela não é só física ela pode ser psicológica e emocional e por isso eu entendo que um homem que pratica violência contra a sua mulher necessariamente pratica violência psicológico emocional contra seus filhos o Mero fato dela presenciar uma agressão entre os pais interfere no seu desenvolvimento ela passa a ter eh algumas dificuldades muitas vezes até de
de relacionamento como se ela mesma tivesse sendo vítima direta dessa violência em razão disso ela precisa de uma medida protetiva no caso seria aí o mais adequado aparentemente uma um acompanhamento psicológico que pode e é e deve ser realizado pela rede protetiva eu faço parte de um grupo de pesquisas da USP que chama laboratório de saúde mental coletiva e lá a gente desenvolve pesquisas em serviços públicos de saúde sendo que uma delas é no nos Caps que são centros de atenção psicosocial que são serviços voltados ao atendimento de crianças com intenso sofrimento psíquico a questão
da violência intrafamiliar da violência doméstica ela tá presente em muitos lares dessas dessas crianças que estão lá lá no Caps Eu lembro até de uma profissional de um serviço que dizia pra gente que naquele serviço cerca de 70% das crianças e adolescentes que eles atendiam tinha alguma questão de violência que permeava a vida e que de alguma forma impactar negativamente nesse desenvolvimento mesmo da Criança e no sofrimento psíquico que ela [Música] tinha nos casos da criança a violência doméstica que causa um prejuízo essa criança Coloca essa criança em risco ou mesmo a violência doméstica faz
essa criança ser vítima não é observada na mesma lógica que é quando se atende a mulher [Música] todos os dias a gente passa aqui por vários desafios de conseguir ressignificar um pouco da vida né dessas crianças de eh poder ensinar poder acrescentar né na vida delas que existem outras formas também de se relacionar né que seja de um jeito respeitoso Um do a criança tem sua história né e cada uma vive de umauma forma algumas passaram por situações muito violentas e não aquilo como violência porque foi algo que foi passado de pai para filho pro
avô e todo mundo se relaciona dessa forma vagarzinho devagarzinho o bonitinho disso é como ela encontra no ambiente entre o entre as outras crianças e entre o grupo que acolhe a posição de aqui eu tô mais eu tô segura e ela vai se soltando e num espaço relativamente curto de tempo né N 10 comer p ela tem a vont eu quero da minha família eu não me desliguei dela mas eu tô acolhida e eu tô bem o fato da criança assistir os pais se violentando se agredindo fisicamente ou verbalmente tem um impacto psicológico emocional importante
então eu diria que essa criança tá sofrendo uma violência psicológica pelo fato dela tá assistindo essas duas figuras pai ou mãe ou outros familiares que tem que são pessoas de referência para transmitir a a confiança pra criança o ambiente seguro pro desenvolvimento pleno dela se nessas duas figuras tão pessoas que se violentam e se impacta no no desenvolvimento emocional da criança um caso em particular que eu tenho aquela sensação de que a criança quer voltar e ela se depara com uma realidade que não é aquela que ela esperava ela voltou para casa ela procurou nov
os pais e não encontrou a receptividade que ela queria eu vou voltar para casa foi até uma questão assim tipo dei uma fugidinha e fui pra minha casa e quando chegou lá ela se deparou com alguém que não abriu os braços para ela e ela volta para uma pr pra realidade e se adaptou novamente e aqui eu tô e agora é aqui que eu tenho que ficar tem caso que tem tem proibição de visita de imediato então não perde o contato com a família dependendo do do motivo da acolhimento e tem caso que a família
vem e visita a criança então começa visitando aqui participando de rotina escolar acompanha a lição de casa às vezes vai no médico acompanha festinha de aniversário e depois de um prazo que começa a ir visitar a criança ir para casa novamente para fazer uma readaptação visando reinserção familiar visando a volta para casa o último caso que nós tivemos né Foi um grupo grande em que nós precis precisamos intervir E pedir a proibição né Por quê porque as crianças voltavam sujas voltavam né com os palavrões né tudo que foi construído durante a semana quando a criança
voltava na no no final de semana né então a gente perdia Essa é havia essa regressão nós percebemos que elas ficavam mais aliviadas quando acontecia a proibição porque elas estavam expostas aos mesmos riscos anteriores ao acolhimento e mostrar pra família Olha nós acompanhamos vocês não deram conta então infelizmente não vai ser possível acho importante fal também que quando a família tem autorização para visitar a gente trabalha essa família também né Faz essa família entender os motivos do acolhimento que às vezes a família não entende que agiu de uma forma negligente de uma forma violenta e
acaba trabalhando com essa família também e algumas famílias aderem né Aos encaminhamentos procuram sear procuram seguir o que foi orientado reav a guarda da criança e a gente vê crescimento da família também uma reorganização bem importante as marcas psicológicas elas ficam Principalmente nos adolescentes ou nos que estiveram na sofreram a violência em idade superior né então é muito mais difícil de se recuperar né Por quê Porque esse adolescente ele ele vai ter questões eh psicológicas questões sociais questões né cognitivas né o atraso no desenvolvimento né o comprometimento no no desenvolvimento na escola né então é
é esse essa reparação de danos ela é é é tentada aqui no serviço né através do quê reforço escolar acompanhamento psicológico evidentemente isso ele vai Ah vai trazer com ele né até que um dia ele consiga se livrar de alguma forma mas eh São coisas que a gente tem que lidar também que muitas vezes a gente vai para casa e chora né só que nós devemos levar em consideração a resiliência né que é o quê a condição que a criança a pessoa possui né de estar se recuperando diante de determinada situação né Então nós não
temos como mensurar o impacto dessa violência né e nós não temos como mensurar a a questão da resiliência dessa criança né ou desse adolescente uma marca assim que eu vejo independente da idade é a falta de confiança né se tornam assim sujeitos que não Confiam em si mesmo né então assim tem falta de confiança no próprio desempenho quanto a escola né a capacidade de aprender desenvolver uma habilidade né e não confio nos outros né não confio nos adultos é isso né não sabe de onde pode vir um perigo de onde né de quem de repente
eu vou me vincular afetivamente tal e de repente essa pessoa vai fazer algo que né que eu não vou gostar então são sempre assim desconfiados a gente às vezes quando tá fora né da situação a gente imagina que essas crianças vítimas assim diretamente né de violências ou que presenciaram enfim que elas vão e chorar que elas vão se revoltar que né e não necessariamente às vezes elas vão simplesmente se mudec sabe assim ficar ter uma apatia sabe assim crianças que se tornam às vezes muito apáticas e indiferentes assim as situações que acho que como uma
defesa né também que não H então eu e a gente vê isso né que crianças muito novas né de dois TR aninhos que assim que não brincam que não falam que observam muito mas assim não reagem a se isolam a estímulos que se isolam isso é bem triste assim bem acontece [Música] bastante a violência contra a criança é o tema que mobiliza esta piscóloga há 30 anos no centro de referência à vítimas da violência que tem convênio com a Prefeitura da capital Paulista pelo menos 160 crianças são atendidas por mês todos eles sofrem um impacto
grande mas as crianças menores as crianças pequenas elas ficam assim paralizadas até assustadas com medo né Elas às vezes se escondem embaixo da mesa ou atrás da porta não ficam assim pedindo socorro mas sem conseguir sair do lugar às vezes começa a ter o uma situação de tique nervoso repetitivo né então tem um que por exemplo eu atendo Ele tem mania de balançar a cabeça ele faz assim coisa eh piscar o olho né então assim são várias alterações né no corpo mesmo para mostrar que tem uma tensão interna muito grande né Isso é um começo
dos sintomas se a coisa persiste por muito tempo ele pode se agravar e e Pass ser um um transtorno obsessivo compulsivo mais grave né que é o famoso toque né Por exemplo uma criança que tudo ela fazia quatro vezes então assim para sair de casa tinha que olhar quatro vezes Ela trancou a porta se vai ao banheiro quatro vezes ela a descarga daí pra frente esses bonecos eles vão fazer uma foto da família e a gente vai pedir para ela ir montando uma cena né é como se fosse um filme né Tem um disparador interno
que a pessoa sabe qual próxima etapa do filme né então ela ela pode eh acionar esse botãozinho aí da memória e começar a sentir uma certa emoção que lembra a emoção daquele momento lá na infância hoje a violência entendida como um problema de saúde pública dos principais pessoas que sofrem violência tem maiores riscos de depois terem não só problemas dos relacionamentos mas de terem transtornos mentais mesmo então depressão é muito comum transtornos de ansiedade de divos uso e abuso de de álcool e Outras Drogas então isso pode prejudicar a vida daquela pessoa em diversas dimensões
olha tio tio Olha o acolhimento mais recente né a criança ficou se anos aqui no serviço e ela foi adotada e essa criança mantém ainda o contato aqui na casa então ela participa das festas o casal vem né conversa com a equipe visita as outras crianças Então existe essa interação com a criança e a gente perce o assim que foi fundamental essa criança ter o convívio com outra família um outro modelo um outro exemplo de família né então a gente acredita que a cura né pr pra questão da violência é a reinserção [Música] familiar Oi
tudo bem tio queria que você começasse contando pra gente como é que era a tua infância o relacionamento com seus pais era normal quer dizer eu achava que era normal né quando eu nasci Eles já brigavam já já discutiam mas aí eu não não vou lembrar tem muita coisa que eu esqueci por causa da terapia quando eles tinham 3 4 anos eles já tinham uma compreensão da violência toda vez que o pai chegava naquele estado eu levava eles para um quartinho ficava com com eles lá ligava a televisão deixava o outro fazia o que quisesse
quebrar o rádio em último volume incomodar os vizinhos mas eu mantinha os dois lá e falava ó vamos ter televisão até que eles dormiam eles geralmente chegava bêbado então a minha mãe sempre lembro sempre da minha mãe retrucando que ele falava eh eu lembro bom do relacionamento deles não não eu não lembro deles muito convivendo como um casal assim em casa então eu deixava muito meus filhos com a babá fora de casa à noite eu pegava e era a noite que o bicho pegava que a coisa ficava ruim então quando a agressão física começou a
ser visível para meus filhos Eles eram pequenininhos eu chamei e falei olha a mamãe vai dar um jeito nisso A gente não vai ficar aqui nós vamos embora aí eles falavam eu posso levar meu brinquedo Posso levar meus não sei o que fal vocês vão levar tudo que vocês quiserem a última agressão foi quando ele recebeu a carta que eu estava separada de copos e que ia ser chamado pra gente separar aí ele me deu murro aí Abriu aqui eu só lembro do meu pai indo pro quarto e aí ele foi para cima dela eh
ela colocou o travesseiro para se proteger ela tava deitada ela colocou o travesseiro para se proteger e ele começou a socar o travesseiro e aí quando ela tirou o travesseiro a cara dela tava T toda ensanguentada aí começou aquela gritaria minha minha filha se pendurou no muro chamou a vizinha os os vizinhos vieram essa vizinha Conseguiu ligar para ela e ela subiu com os dois filhos e adultos dela E aí meu pai saiu porque ele ficou com medo de apanhar dos dois dos dois filhos dela e aí eu fui pra casa dela e minha mãe
foi pro hospital ela só chegou de madrugada eu dormi lá na casa da minha babá aí ele fugiu Ficou dois dias fora de casa o trauma maior foi a a cena dela levantando e a gente vendo o rosto dela porque ela tava do nosso lado você é mais velha e várias vezes ela teve que tomar frente ela se jogava na frente da briga entre eu e meu ex-marido então ela ia com tudo ela se jogava o menino se escondia então ele tem hoje uma personalidade mais reservada Eu acho que eu ainda encontro bastante dificuldade em
falar não isso não é normal porque eu cresci vendo isso então uma parte minha o subconsciente acha normal E aí eu tenho que trabalhar com a parte de não não é normal eu tava fazendo a terapia e aí chegou uma hora que eu falei ah eu tenho pena e eu queria ajudar ele porque eh não sei se ele entende que é uma doença não sei se ele entende que tem um tratamento certinho H do TR anos atrás ela descobriu os primos no Facebook aí se aproximaram hoje ela vê o pai tá ela não tem medo
do pai ela enfrenta o pai ela até gosta de dar bronca no pai só que o menino é mais arredio ele só vê o pai se ela tiver junto ele não quer ele não gosta tanto é que ela que fala vamos ver o pai ele fala só se você for eu ainda tenho muito não medo de de assustar mas receio de entrar no assunto muito sério com ele tem esse Impacto de paralisar a pessoa né Então em vez dela conseguir talvez elab orar isso conversar com essa mãe nem que seja discutir com a sua mãe
mesmo de como que ela se colocou nesse lugar como que ela se permitiu isso conversar com esse pai enfim conseguir repensar com consigo também a essas vivências então não conversei com ele ainda sobre e o que aconteceu entre ele e a minha mãe e Se permitir também viver tentar e fazer diferente como se apostando de que existem outras formas de de relacionamento mesmo oi oi Loures Aline Boa tarde tudo bom tudo joia prazer como vai você tá com o salão aberto até no feriado Lourdes é trabalhando um pouquinho hoje logo vou descansar esse aqui quando
eles eram pequenininho que eu tentava no aniversário sem fazer um bolo um né para ver se melhorava os ânimos é o Robson é Magrinho é aquele não tinha casado ainda esse daqui é o Rodrigo é o mais novo que agora tá com 36 anos quando você vê essa foto que que te passa pela cabeça ah que foi uma vida perdida eu era uma menina 16 anos Perdi Minha Juventude toda tinha tudo para uma família feliz infelizmente não deu mas o Robson hoje tá bem ele mora comigo né quantos anos os seus filhos tinham na época
que você separou 18 o mais velho e CCO o [Música] menor meu pai tinha uma habilidade imensa em fazer o terror psicológico o que eu lembro do conv Vivo em família é sempre de destruição de medo de coisas quebradas por exemplo dia de Natal a mãe montava a árvore de Natal com aquele carinho de mãe né com quatro filhos três filhos na época e aí eu lembro do natal assim a árvore destruída os pres presentes tudo jogado comida esparramada pelo chão se eu paro para relembrar minha infância Eu só vejo coisa ruim eu não consigo
nunca vejo um momento de carinho de fraternidade de amizade não me recordo disso eu lembro de assim de ter que os familiares de dormir em casa porque ele ficava andando à noite com uma faca Então imagina você deitado no quarto e vendo a luz lá no corredor acesa e o reflexo dele passando com a faca estilo filme de terror uma agressão que ele fez com a minha mãe que a minha mãe ficou hospitalizada e ela voltou do hospital parendo uma múmia toda enfada engessada o corpo inteiro da cabeça aos pés ele bateu na minha nuca
com revólver abriu a cabeça né assim começou a sair muito sangue e ele segurando P meu cabelo ele percebeu que tinha sangue Ele me levou chuveiro asou pro chuveiro ele tava com uma arma na mão então ele botou a arma em cima da mesa da cozinha botou as balas da arma do lado e falou assim hoje eu vou matar sua mãe e seu irmão se referindo a meu irmão mais velho e entrou no quarto para bater nela aí a minha atitude como vi naquela situação foi pegar as balas do revólver e correr pra rua e
eu catei as balas do revólver e corri pra casa de um colega de escola contei a situação pros pais tal eles acabaram me acolheram naquela noite né e eu na minha cabeça eu tinha sal minha mãe porque eu tinha carregado as balas mas ele usou revólver para bater nela de Coronha e quebrou ela inteira com revólver Corri em direção à rua onde meu filho Maisa chando e me levou pro pronto socorro e um amigo lá da frente que tinha um carro e ele ficou dentro de casa um dia eu acordei de manhã para ir pra
escola educação física que na época tinha eu ia cedinho e eu lembro da minha mãe sentada na cozinha Tomando café ela me chamou e falou assim filho se um dia a mãe for embora você perdoa a mãe isso nunca vai ser na minha cabeça e o moleque falei ah mãe tá tá tá E fui pro colégio quando eu retornei ela já não estava mais quando eu decidi de ir embora não foi que eu fui embora no mesmo dia levou um tempo uns dias então então eu falava para eles se eu for embora vocês vão estudando
que eu vou eu volto para buscar vocês sabe sempre jogando alguma coisa assim mas não foi nada disso que aconteceu depois que eu fui embora a agressão ficou focada nos filhos totalmente nos filhos Então eu saí de casa com 13 anos de idade Fui Morar nas ruas morei na ruas por por quase 2 anos comi comida do lixo dormia embaixo de caminhão parado com metia pequenos Furtos para poder comer literalmente na rua eu vim ver só depois de 4 anos eu não tinha visto nenhuma vez mais ele não tive mais contato com meu pai a
gente não sabia o paradeiro da minha mãe até então eu fui para ass Satuba para outra cidade outra cidade e mesmo assim ele procurava a minha mãe Minhas irmãs e falava que ele ia me matar ou que ele tinha matado jogado no rio para fazer eh psicologicamente a o terror psicológico logo depois a minha mãe Acho que depois que conseguiu se estabilizar ela veio em busca dos filhos começou a procurar tive um breve encontro com a minha mãe mas eu tava revoltada eu não quis ficar com ela voltei pras ruas e continuei não existia família
ali eu só tinha os filhos mais nada tanto é que quando eu tinha meu filho menorzinho eu tava dando de mamar e ele me deu um tiro um tiro de revólver mesmo é que não pegou não sei se o Robson lembra disso pegou lá no azulejo da casa e sabe ficou aquilo aquela criança chorava muito porque a bala passou tão perto de nós dois não tenho lembrança da fisionomia do meu pai eh quando eu optei sair de casa ainda moleque com 13 anos eu rompi com o meu pai meu pai faleceu você não me fala
em 2010 eu não fui no enterro para mim era uma pessoa estranha né então não tenho essa referência o mais velho é o que teve maior vivência com ele chegou a trabalhar com ele meu pai tinha oficina mecânica meu irmão seguiu a carreira o Robson foi o mais que ficou mais traumatizado com tudo isso eu tenho dificuldade fala eu te amo É eu acho que eu não acredito na frase eu te amo né nem na época que você namorava nem no início do namoro você nunca falou que te amo P su ex mulher não não
não não falo fiquei 20 anos com ela ain tenho dois filhos uma menina de 22 anos um menino de 14 eu não consigo ser uma pessoa amorosa com eles tenho dificuldade nessa relação né é como se me faltasse a referência de família falar eu te amo e esquece nunca eu falo nunca e se você falar para mim eu te amo eu já fico arisco eu não acredito para mim ninguém me ama né é assim o amor é uma eu enxergo o amor hoje como uma coisa muito delicada eu acho que assim as pessoas te amam
enquanto precisam hora que não precisam que você não é mais útil não te amam mais então Ass enxergo aquela possibilidade de amor infinito amor verdadeiro para mim não eu acho que minha mãe me ama acho você também você não consegue falar eu te amo não não consigo nem para ela nem para ninguém não [Música] consigo que referência que eu tenho de amor eu não tenho referência de amor [Música] Como se defender da violência doméstica Quando se é uma criança Para muitos é como estar num labirinto no centro do labirinto a gente encontra o Minotauro que
é meio monstro né ou é um monstro é meio homem meio besta que tem essa dualidade da agressividade humana representa um conflito interno é algo que não foi integrado labirinto é tema vasto na literatura assim o escritor Jorge Luiz Borges se imaginou perdido com sua mulher Este é o labirinto de Creta cujo centro foi o Minotauro que Dante imaginou como um touro com cabeça de homem e em cuja rede de pedra perderam-se tantas gerações onde Maria codom e eu nos perdemos naquela manhã e continuamos perdidos no tempo esse outro labirinto existe uma pesquisa feita pela
British Columbia é uma universidade Onde Ela traz um percentual assustador de psicopatas ocupando eh uma posição dentro da empresa que é o CEO que é o presidente que é quem coordena quem manda né dizem que a pode chegar a 16% na população mundial de ceos eh sendo psicopatas então a gente O Psicopata ele tem eh uma dificuldade principalmente de de empatia de se colocar no lugar do outro eh de ética de moral eh São altamente manipuladores é uma proporção muito grande de pessoas que podem ter passado por violência o labirinto pode ser feito um paralelo
né como se fosse um inconsciente porque a gente não sabe o que tem dentro dele a gente não sabe o que há na próxima curva O problema é que existe uma tarefa a ser feita que é uma elaboração ou uma integração de conteúdos do inconsciente pra consciência né que a gente poderia falar que é ao matar o monstro ou absorvê-lo integrá-lo e quando as pessoas não conseguem fazer isso elas ficam dando voltas em círculo a minha psicóloga costuma dizer que eu escondo a menininha porque eu vi toda essa situação e aí eu criei um um
outra outra personalidade mais durona agora eu tô com a terapia tô tentando desconstruir mas eu sempre fico na defensiva fiz por pouco tempo terap teria mas acabei desistindo Porque tudo que a que a terapeuta falava comigo me remetia à família e aí eu ficava mal então assim eu ia para fazer terapia e saía mal da terapia então eu achei melhor também parar porque assim tocar no assunto me remete a talvez não em lembrança mas mas e desperta um sentimento angustiante em mim é bem difícil Eu conheço um CEO que passou por uma violência específica Ele
me disse que o pai dele o pegava quando ele tinha qu C anos de idade ele morava num prédio alto e quando ele não fazia dever de casa o pai o pegava pelos pés e colocava para fora da janela no prédio e dizia que ia soltá-lo tinha momentos em que ele disse a eu queria que ele [Música] soltasse ele falou Eu sabia que ele não ia me soltar mas eu desejava que ele me soltasse naquele momento e esse profissional agora relatando isso com tanta verdade buscando ajuda mas esse especificamente buscou ajuda estava querendo mas tantos
outros não tem a menor consciência disso né e acaba agindo dentro dessa raiva dentro dessa angústia desse medo né Desse dess [Música] desrespeito nem um Pou me nome é Santos teira sou Conheci no m foi AC me mandou calar a boca e não me respondeu insistir foi mal e ele me bateu meu pai não é um homem eh como é que eu posso te dizer assim um homem carinhoso né nordestino foi criado no meio de pessoas muito ricas onde tinha eh pode-se dizer escravos porque o jeito que eles viviam lá né e era na família
do meu pai era muito comum que o homem mandasse na casa e que ele batesse na mulher era normal quando chovia em São Sebastião acabava a luz e esse Natal eu lembro que minha mãe cozinhou o dia inteiro e minha mãe reclamou com ele assim mas já você tá bêbado não sei o qu ele minha mãe já tinha arrumada a mesa ele deu um soco na mesa e a mesa era de vidro muito grosso que ele deu esse soco vido pau a comida inteira foi pro chão inteira eu cheguei do trabalho eles estavam brincando aí
eu tomei banho Botei uma camisola vestidinho assim uma roupinha normal e sentei na mesa para comer alguma coisa tava jantando e eles brincando lá fora e aí ele começou a discutir e eu não falava nada por eu não falar nada ele veio e deu um murro em cima da mesa e a mesa era redonda com um tampo de vidro E aí caiu tudo em cima das minhas pernas e aí eu dei um grito eu tinha medo dele só dele falar Ana Cecília eu fazer xixi na roupa quando falava o nome completo né eu tinha muito
medo dele criança eh desde pequenininha ela vai se espera que no ambiente familiar que é o seu primeiro ambiente de vida ela vai se fortalecendo e se constituindo como pessoa como sujeito Então essa relação com os cuidadores é muito importante pro desenvolvimento dela eu tenho mais dois uma irmã celecina e o Bonifácio e a nossa reação era de voar nele né de tentar separar de gritar uma vez que esse ambiente não traz segurança não traz apoio não traz conforto Ah isso que ela assiste pode causar traumas mesmo minha mãe sempre fala com tempo né ela
sempre fala que acho que de todos eu fui a mais prejudicada porque eu demorei a ler eu reprovei muito a quinta série então assim eu tinha muito medo eu era muito medrosa eu joguei todo o estresse dessa situação nos meus dentes tanto que eu demorei muito usei 10 anos aparelho ela teve problema de de eh para aprender de aprendizado ela teve que fazer tratamento com psicóloga eh eu consegui uma amiga minha conseguiu na UnB eu ia todas as vezes mas ele nunca foi a psicóloga veio aqui tentar falar com ele ele não não quis eu
vim entender da violência quando a gente mudou para São Sebastião porque eu já estava maiorzinha eu já tinha cinco pro seis então eu já [Música] entendia eu lembro logo quando a gente mudou para lá pra casa nova meu pai bêbado tentou beijar minha mãe e ela não quis ela empurrou ele ele empurrou ela e ela bateu a cabeça num tijolo porque a nossa casa não tinha ainda reboco num tijolo que em São Sebastião por ser uma cidade de Olaria eram umas lajotas muito [Música] grande e ela Rachou o crânio né aonde ela levou se acho
que foi 30 ou foi 40 pontos na cabeça e eu era muito pequena sem entender a única coisa que ela que eu lembro ela dizer assim vocês vão ficar em casa eu vou dormir a mamãe vai sair daqui a pouco a mamãe volta só que a mamãe volta e mas ela tava com um pano na cabeça uma fralda e essa fralda ela tava toda toda vermelha eu perguntei Mãe por que sua frauda tá vermelha ela não mamãe pintou de tinta cabelo pintou então assim na minha cabeça a minha mãe tinha pintado cabelo de vermelho depois
já adolescente eu mexendo nas coisas dela no armário dela arrumando eu encontrei ela guardava a fralda dentro de uma sacola com uma carta Esse foi o primeiro pano que eu coloquei na minha cabeça quando quando ele me machucou eu tava perto do banheiro e foi o primeiro pano que eu peguei Eu acho que eu escrevi aqui eu não deixa eu ver que você escrevia Aqui ó estou guardando este pano para esquecer o que me aconteceu pois os cortes Saram mas a cicatriz [Música] fica eu acho que ela guardou eu não vou dizer por vingança nem
por lembrança porque quem quer lembrar de coisas ruins eu guardei para eu não esquecer e ainda continuar vivendo com ele eu tinha que ter alguma coisa para lembrar porque quando a gente gosta de uma pessoa a gente perde a vergonha mas naquelas alturas do campeonato eu já não tinha mais amor mas eu tive esse medo e sempre que eu vi que eu lembrasse que eu tinha essa lembrança eu não ia querer voltar para ele aí eu comecei a trabalhar no [Música] divórcio Ele cozinha muito bem e aí ele pediu para mim descascar a abóbora e
eu falei tá bom só que na minha noção descascar a abóbora era pegar a faca né eu não sabia ele pegou o cabo da faca tacou na minha cabeça assim ó pá E aí eu falei mas eu t apanhando por quê E ele disse assim porque você não sabe descascar Bora entende então isso não atrapalhou mas eu acho assim que eu era muito agressiva eu não levava desaforo pra casa eu não precisava disso entende às vezes nem precisava tava dando patada Mas pela criação que eu tive Não era nem porque eu não não gostava da
pessoa e tanto que tem um grupo de WhatsApp de amigos da 48 que chama pau velho os meninos Falam assim caranha você ainda bate porque eu bati em todo mundo né mas era o reflexo do que eu tinha dentro de casa mas eu não contava para ninguém meu primeiro namorado eu já pensava que ele ia me bater só pensava nisso então eu tinha medo de me envolver eu me protegia batendo nos outros no colégio a minha reação era assim qualquer pessoa que viesse falar comigo já jogar futebol me empurrar Eu também empurrava então foi assim
que eu aprendi dentro de casa existe uma tendência natural da gente repetir os padrões familiares da nossa família nuclear Então a nossa a a forma como nós vivenciamos na infância a relação dos nossos pais vai ter uma influência direta nas nossas escolhas conjugais n escolha do nosso parceiro quando eu tive meu primeiro namorado com 14 anos de idade quando ele me deu um tapa na cara ele fez isso na frente de algumas pessoas e não tinha como esconder aí eu associei né Eu [ __ ] se minha mãe passava por isso eu vou passar por
isso também na escolha do do par do parceiro essa menina Depois vira mulher ela viu uma a mãe dela sendo agredida é muito provável que ela acabe construindo uma relação nesse mesmo lugar que ela vai seguir sendo agredida por esse marido ainda que ela não queira ainda que ela lute Contra isso é como se inconscientemente ela repetisse esse trauma com uma tentativa até de solucionar Sabe aquele trauma que ficou eu vi a minha mãe sofrer isso de repente eu levei um tapa na cara por nada e aí esse rapaz acabou naquele dia acabou aquele monstro
que um dia prometeu me amar pare incontrolável eu não p evitar anos atrás ISS e minha mãe ela viu e ela por que que você não me contou e esse rapaz eu gostava muito dele ele era um menino bom mas eu não sabia que eles tinham um relacionamento tão violento Se eu soubesse eu acho que não sei eu eu teria feito uma besteira porque para uma mãe só quem só mãe que sabe alguém agredi um filho seu falar qualquer coisa você pode brigar com seu filho você pode bater você pode fazer o que for mas
se alguém falar qualquer coisa do teu filho aí o sangue Feve talvez se eu tivesse o denunciado talvez se eu tivesse o deixado de lado agora é tarde na cama de um hospital eu acho que a música Ela mudou a minha história porque o rap ele é um protesto ele é uma denúncia ele é um carinho ele é Lágrimas mas eu não imaginava que a música podia tirar coisas de dentro do ser humano não passava pela minha cabeça adolescente moleca não passava até eu entrar num atitude osus olhos bril estai a eu comei ter no
assim que a minha história não era diferente da história das meninas cada uma das meninas também tinha passado com primeiro namorado a mesma situação me chamava de filé Eu achava legal no começo tudo é festa sempre é bom lembrar um dia sem mais nem menos a Jane contou a história dela pra gente da mãe dela chegou a história de fazer a música pareceu a história e com lágrimas pede PR eu voltar só que no dia a música não tinha como cantar todo mundo então cantou só a Jane e eu Eu ria eu tinha crise de
risos dentro do estúdio vendo ela gravar que ela começou assim tudo era lindo no começo lembro Car ria não sabia o que que eu fazia tentei acal ele Ficou irritado comeou a quebrar tudo louc lbr eu começava a rir porque veio na minha memória toda a história da minha mãe porque a menina começa a ter um relacionamento com o homem era tudo lindo era tudo maravilhoso até ela casar sair de casa porque os pais brigava e ela sofreu a violência aonde ela engravidou e ela veio a óbito Graças a Deus que a minha mãe não
morreu mas a minha mãe perdeu a mãe da J perdeu entendeu a mãe da J apanhou a mãe da apanhou a mãe da da gis apanhou eu fi que estava grv ele não me escutou me bateu novamente mas dessa vez não e com clip também eu tive uma crise de riso ass muito grande uma crise de riso de as cenas do clipe foram gravado na sal da minha socos na Barça o no ch a min tem casos de nos shows de mulher falar ai Ana eu apanho como teve um caso a gente foi cantar em
Minas a mulher tinha uma queimadura daquele ferro de boi horrível na perna onde ela aguentava há anos apanhar do marido ela ficou sem fala durante anos por causa daquela queimadura você imagina o cara deixar 48 horas o ferro ali para deixar a marca e ela diz que ela só se libertou depois que ela escutou a música Rosa aí que eu vim tomar de conta que a música Ela poderia mudar meu próprio pai ele falou PR mim através dessa música Nunca mais eu vou bater ninguém agora estou ele veio você fala cara fiz uma agora estou
feliz ele veio me visitar é dia deos muito tarde PR chor hoje eu não tenho medo dele ao contrário amo meu pai Tenho pena meu sentimento por ele é pena é triste mas é o sentimento que eu tenho dele porque meu pai é um M doente ele acabou com a família dele duas vezes porque ele casou de novo ele casou com uma mulher da minha idade Ele tem dois filhos de outro casamento e por causa dessa agressividade de não querer se tratar porque eu vejo isso como uma doença que o limite seja meu pai é
amputado de uma perna por causa da diabet então ten pena é muito importante que o limite seja posto p Eu me separei em 2003 2004 o sedes o Instituto sed sapience chamou 20 organizações para fazer uma formação na violência doméstica eu sou assistente social há 35 anos trabalho numa ONG da Vila Prudente quando eu fui indicada para fazer esse projeto eu falei meu Deus lá vem todos os meus fantasmas comigo não vou querer ouvir aquilo não vou querer ver aquilo mas depois você fala não é pro trabalho é o meu lado profissional eu tenho que
eu tenho que fazer na hora que eu pedi para você falar o seu nome para crédito você me passou o sobrenome da sua mãe é como você se reconhece Sim tudo é Mariane Barros acho que é porque a gente não conviveu muito com eles agora que a gente tá começando aí frequentar a casa dos meus tios e da minha avó e daí não tinha nada a per queria sair ela ficou mais corajosa vamos dizer assim ela tem atitudes ela é uma pessoa de atitude porque quando ela tinha C aninhos ela tinha que tomar atitude ela
tinha que defender a mãe dela olhando hoje PR foto do seu pai o que que você sente uminho ele é meu pai não tem como você odiar o seu pai tinha uma revolta contra ela sim tinha revolta contra o meu pai hoje não ti de letra eu acho que minha mãe foi uma guerreira foi uma sobrevivente entendeu e fez tomou a atitude certa no momento certo porque ela não ia sobreviv é possível que ele buscando ajuda ele tenha uma boa melhora a consciência já é absolutamente e um processo já de de de cura mas para
que para se dizer que ele estará completamente livre dessa sensação eu não acredito que isso aconteça não acredito por conta mesmo do transtorno né do da da do trauma que se estabeleceu nós temos ao longo da história né situações que às vezes são violentas são desagradáveis e que a gente continua vivendo né continua ricando continua passando por cima das coisas falando bom e agora eu tenho que dar um novo rumo um caminho tinha prazer de lavar mas aleg de pobre dura pouco dizer que uma pessoa uma criança que passa por uma situação de de agressão
de de falta né de alimento TN um adulto saudável não tem como é impossível a gente reverter no momento em que é como você querer que uma plantinha que foi submetida ali pouca alimentação ao sol agressivo ela dar frutos maravilhosos doces não tem como né É contra a natureza mes demais demais famas ótim e volt perem não deixam que a criança até perca esse da onde el Da onde ela veio a partir de hoje eu sou uma mulher sozinha com uma única responsabilidade TR fhos eu nem lembrava que eu tinha escrito isso aqui não lembrava
mesmo he o Son havia acabado e os batimentos também a esperança se foi para todo sempre amém hoje meu amor implora PR eu voltar ajoelhado chorando infelizmente não dá agora estou feliz ele veio me visitar tá é dia de finados muito tarde para chorar