Só um segundo. Bora. >> Olá, pessoal.
Agora teremos uma só um segundo mais alto. Baixinho. Fala de novo.
Olá pessoal. >> Olá pessoal. Ótime.
Olá, pessoal. Agora teremos uma sequência de duas aulas em que eu vou falar num primeiro momento, na primeira aula, sobre alguns modelos teóricos que a literatura já traz e farei para vocês uma demonstração de os artigos que tratam sobre isso e explicando um pouquinho também sobre eles. e algum um ou outro artigo eu vou trazer um pouquinho mais de detalhes que eu entendo que são bastante relevantes e na sequência apresentarei um modelo de atuação que eu entendo ah e que a literatura traz de possibilidades mais efetivas de uma equipe atuar de forma mais coesa, seguindo esses modelos, essas características, essas dimensões que eu tratei nas aulas anteriores.
Bom, ah, a literatura traz alguns modelos com variações de nomes, alguns com o mesmo nome e definições diferentes, outras com nome com nomes diferentes para uma mesma coisa, mas que ah já há uma certa ah algum grau de consenso, embora não plenamente, mas algum grau de consenso sobre algumas terminologias. Primeira que eu gostaria de tratar com vocês é uma equipe que atua multiprofissional. Multiprofissional.
Então, a gente pensa em mais de um profissional para intervir sobre uma determinada questão. Nós podemos ter multiprofissional para um atleta olímpico, nós multiprofissional para construir uma casa, multiprofissionais para fazer um procedimento cirúrgico, médico. No caso do autismo, ter vários profissionais não necessariamente envolvem profissionais de áreas diferentes, mas mais de um profissional.
Pensando na terminologia em que a gente tem dimensões de conhecimentos, expertises diferentes para combinados para ter uma certa resolução, seria mais prudente falar em multidisciplinar. Então, pensando numa noção eh de decarts que separam um determinado conteúdo para de forma didática para estudar separadamente, que se tomou-se a disciplina, por exemplo, de formar um indivíduo academicamente em conteúdos da biologia, da matemática, português, ciências, artes, educação física, dentro do currículo de educação física. física, aquilo que chamaríamos de grade acadêmica multidisciplinar, porque tem várias disciplinas para a resolução.
Pensando na lógica do autismo, multidisciplinar seriam profissionais com formações acadêmicas diferentes, atuando hum para aquele indivíduo. O fato de ser multidisciplinar não quer dizer que todos eles priorizam as mesmas características. Não quer dizer que todos eles estão pensando ora pro tratamento, ora pro atendimento.
Não quer dizer que todos eles usam as estratégias que têm mais chances de sucesso. Só quer dizer, numa perspectiva multidisciplinar, que você tem profissionais ou pessoas ou terapeutas com diversos domínios de conhecimento, escola, médico, ah, terapeuta, enfim, que possam estar envolvidos no atendimento àquele indivíduo. Ainda que multidisciplinar não traga uma lógica adequada, existe uma outra terminologia próxima ao multidisciplinar que é chamada de atendimento eclético, em que você combina a somatória de profissionais no sentido de quanto mais melhor, mas que a definição de atendimento eclético, ela é na no na tentativa de quanto mais profissionais, mais áreas vão ser atendidas.
O que a literatura diz é que um atendimento eclético dessa maneira. E a gente vê muito isso no Brasil. A gente vê famílias que contratam profissionais de abordagens completamente diferentes.
Muitas delas não têm evidência, outras delas têm evidência do não sucesso, ou seja, se fez pesquisas mostrando como é a atuação daquilo e se tem evidência de que aquilo não funciona. diferente de não ter evidência, ou seja, não foi pesquisado, de ter evidências de não sucesso, como por exemplo de for for time, são abordagens que têm evidência do não sucesso para o TEIA. Se uma família contrata profissionais com essas abordagens, combinado com o ABO, combinado com ecoterapia, que também não tem ainda evidência, tem alguns estudos de intervenção, ah, intervenção mediada por animais, aí sim tem alguns pesquisas que mostram alguns resultados, embora ainda não seja uma prática baseada em evidência, ah, como a ecoterapia, o uso de animais, né?
né? Então é uma área emergente, um uma família que contrata vários profissionais ou uma clínica que atua dessa maneira está atuando de forma eclética, porque elas divergem bastante dos caminhos, das soluções que a maioria esteja buscando. A chance de sucesso de uma equipe eclética é menor do que uma equipe com poucos profissionais envolvidos.
Então é melhor para uma família que fala: "Ah, mas ele custa pouco esse profissional, essa terapia custa barato, é só uma vez, é só". Essa é uma abordagem que por muitas pessoas usam a terminologia multidisciplinar, mas que na verdade a literatura rotula esse tipo de aglomerado de profissionais como uma intervenção eclética, tá? E é a chance de sucesso é baixíssima.
Uma equipe multiprofissional que tem eh disciplinas, conhecimentos diferentes, então envolvendo uma multidisciplinaridade, uma equipe multidisciplinar, tem mais chances de sucesso do que uma equipe eclética. Entretanto, não se configura necessariamente que esses profissionais, embora possam estar de alguma maneira com propósitos semelhantes, não sinaliza que eles em colaboração decidem quais áreas priorizar, não decidem coletivamente como intervir, quais são as estratégias mais bem-sucedidas. Então, para que uma equipe multidisciplinar possa ter convergência em quais quais são a carga horária, quais são os comportamentos pivotais, comportamentos de habilidades básicas que são necessários, quais são aquelas áreas que requerem mais ah foco?
A gente vai chamar então de uma equipe interdisciplinar, não multi, mas interdisciplinar. interdisciplinar vai chamar a atenção paraa conexão entre eles do que seria prioridade. Ainda que eles possam ter divergência sobre isso, uma equipe interdisciplinar minimamente se reúne, se conversa, seja pelo WhatsApp, numa reunião e minimamente tem algumas prioridades em comum, tá?
Ah, não é muito que a gente vê numas clínicas em que o aluno chega num certo lugar, num certo espaço, atendido pelo fono, sai dali, vai paraa outra sala que não tem a menor relação, cara. Eu eu sei da minha área, passa pro outro ah e trabalha com too. Sai dali, vai para fío, sai dali e vai paraa aba.
Isso tá mais parecido com o atendimento eclético do que multidisciplinar. Embora a comunidade chame isso de multidisciplinar. interdisciplinar vai fazer com que eles eventualmente se reúnam e decidam o que é prioridade, eventualmente tem uma colaboração entre eles.
E aí a gente já entraria numa outra terminologia, que é um trabalho às vezes que é parecido com o interdisciplinar, mas ele tem mais um caráter colaborativo, que é um profissional sinaliza quais são as necessidades prioritárias para aquele aluno e os outros profissionais a partir dessa diretriz dizem o que podem colaborar a partir daquilo. Então, um aluno tá com dificuldades em fazer amizades, um trabalho colaborativo que seria também próximo ao que tem a caracterização de interdisciplinar. O interdisciplinar seria ainda mais coeso, mais colaborativo no sentido de o que é que o fís pode colaborar para amizades, o que que o fono pode colaborar para isso.
Ah, se ele eh tiver melhor força, ele pode se aproximar dos colegas para poder se para permanecer. Uma um fono poderia contribuir no sentido de eu ensinar ele a pedir, a ele olhar o rosto dos colegas, né? uma um pedagogo pode de alguma maneira eh gerar oportunidades no ambiente de escola de interação e de trabalhos para ele fazer isso.
Chamaria isso de um trabalho colaborativo. Colaborativo. Lembrando, nenhuma delas aqui necessariamente sinaliza o tratamento do TEIA.
Muitos podem estar atuando com uma pessoa com autismo, com efeitos com efeitos eh terapêuticos, certo? Como eu disse para vocês nas primeiras aulas. E o que que seria para o Teia uma intervenção mais avançada ainda?
Transdisciplinar? A palavra transdisciplinar sinaliza a lógica que algo transpassa, eh, cobre, que ela guia a atuação de vários profissionais com domínio de conhecimento diferente. No caso da transdisciplinaridade para o Ute, a ciência que transpassa a atuação de vários profissionais para atuar é a análise do comportamento.
Como eu disse para vocês, que vários profissionais não precisam ser necessariamente analistas do comportamento, mas que podem se apropriar da ciência da análise do comportamento para guiar a sua prática de intervenção altea. Então, uma equipe inter que se comunica, que define objetivos comuns e transdisciplinar, é uma equipe que além de de fazer esse tipo de comunicação, de estabelecer prioridades, documentam, registram e tomam decisões ao longo do tempo baseado nos resultados de cada um deles. E para que isso possa acontecer, a gente teria a lógica dentro do autismo de uma pessoa que não é o chefe, não é aquele que manda, não necessariamente aquele que mais sabe que domina conhecimento, mas é alguém que vai ter habilidades de liderança dessa equipe, que é chamado, em geral de supervisor ou supervisora do caso.
alguém que não precisa ser chefe, não precisa ser mais de uma formação acadêmica maior, mas alguém que vai ter habilidades de lhe guiar avaliações, que vai poder eh reunir a equipe e apresentar as discussões, auxiliar na maneira como cada um vai registrar esses dados, da maneira como eles vão relatar sobre isso, na maneira que eles vão tomar decisões sobre estratégia um, dois ou três de ensino para cada um deles. Esse é uma função chamado de supervisor do caso, certo? Então aqui eu trouxe uma listagem rápida sobre isso e agora na sequência eu vou ah apresentar para vocês alguns desses estudos que me permitiram, que vocês podem se aprofundar eh e dar essa explicação breve sobre esses conceitos.
O primeiro artigo é justamente uma comparação de eh tratamento analítico comportamental intensivo com um tratamento eclético. Então esse estudo é a base de uma parte da explicação que eu trouxe para vocês. um outro estudo na relação de terapia ocupacional com analistas do comportamento numa relação entre eles interprofissionais de forma colaborativa, ele vai se analisar como profissional da terapia ocupacional guiado, >> ele vai sinalizar, >> ótimo, esse artigo vai sinalizar possibilidades e também eh vai indicar algumas lacunas, algumas falhas que a literatura tem.
Eh, inclusive pensando na formação desses profissionais, na diretrizes de atuação desses profissionais em termos ah de conselhos de classe, de formas que profissionais da terapia ocupacional possam colaborar, né, numa perspectiva analítica comportamental para atender, tratar uma pessoa com autismo. Alguns com efeito terapêutico, outros com tratamento do cor das características de que definem o TEA. Você tem um outro estudo aqui, né, que vai sinalizar da Paula Braga e do Shan e do Paulo Guilherde, que são três brasileiros, né?
O Shan é uma, na verdade, dois brasileiros, né? O Shan é um americano que casou com a Paula, que é brasileira, a gente chama de Polé. Esse artigo foi publicado no Jobas, que é um é uma revista internacional, mas que é eh gerenciada.
a edição é no Brasil que foi a guiada, né, pelo Instituto Lamiei lá da Oficar, onde eu fiz o meu mestrado, doutorado. Então, a autoria desses trabalhos, eles trazem as possibilidades de você ter um termo, um uma uma equipe cada vez mais coesa de forma interdisciplinar. várias disciplinas de mais coesa para atender uma pessoa com autismo.
Ah, logo na sequência aqui, né, a gente tem um artigo um pouco mais antigo, eh, que vai também trazer as possibilidades desses daí essa interdisciplinaridade se tornar realmente um time, tá? Uma um uma equipe para intervenir, né? Então ele fala como fazer isso, ele dá algumas diretrizes, tá?
A gente tem também um outro estudo que vai falar da relação ali de ganhar colaboração quando você tem profissionais de várias disciplinas. Então ali quando eu falei que a definição de colaborativo, multidisciplinar, interdisciplinar, elas estão muito próximas, né? Então quando você começa a incorporar colaboração na multidisciplinaridade, elas começam a ganhar um caráter interdisciplinar, certo?
O outro estudo vai falar um pouquinho aqui sobre a interação de fisioterapeutas e na educação regular, né, na perspectiva da análise do comportamento, ou seja, eh análise do comportamento sendo o o norte paraa atuação tanto de fisioterapeutas, eh, com profissionais da educação física escolar, tá? Lembrando que a profissão de educação física, ela como a gente tem no Brasil, em alguns outros países americanos, a gente não tem essa graduação, essa formação nos Estados Unidos. Então, a definição de como profissionais de educação física possam atuar não tem listado na literatura internacional, exceto na literatura que eu já produzi e que são publicadas em âmbito nacional e que tem feito um impacto internacional a partir dessa minha ah proposta, dessa minha carreira, essa formação acadêmica que eu trago para vocês aqui.
Existe uma outra possibilidade aqui de alguns artigos também que vão trazer sobre como é que eles vão de forma combinada, né, ou quais são as necessidades para que você tenha análise do comportamento como transdisciplinaridade num foco específico que é o ensino da linguagem, tá? Para crianças e adolescentes com terra. Um outro time, né?
Será que uma equipe que eh cada um olhando para um dos lados e eles podem alinhar intervenções para eh ter melhores ganhos para uma para pro para para aprendiz? Então é o artigo da direita aqui, né? Como formar uma equipe, né?
eh como se alinhar para ter o maior ganho pro para pessoas com autismo. A gente tem também ainda um outro estudo para a relação, né, para ganhos, né, da linguagem, envolvendo profissionar terapia ocupacional, da fonoaudiologia para atendimento às pessoas com autismo, tá? aqui esse estudo ele é muito bacana porque ele vai fazer uma revisão, inclusive é uma é uma tese, né, que na verdade aqui a é mais relacionado a eles chamam de tese de mestrado e dissertação de doutorado.
É um pouco inverso que a gente tem no Brasil, né? Então essa é uma é uma tese, né? H, que eles apresentam para que eles revisaram a a os conselhos, né, éticos e as diretrizes de atuação de vários profissionais para atuar junto ao autismo.
O que que tem de convergência, o que que tem de divergência, tá? H, um outro estudo aqui, ele vai ser, né, a análise do comportamento. Ela poderia, né, de alguma maneira ser interdisciplinar, ela pode ser o âmago, ela pode ser o a cola entre vários profissionais para atender eh o autismo.
Então, ele vai trazer uma revisão. Esse esse artigo especificamente publicado no Java, né, Journal of Applied Behavior Analis, que é o um dos é o principal periódico que, né, traz pesquisas aplicadas da análise portamento no mundo. Ele trouxe eh uma sequência de artigos a cada ano eh falando desse tema.
Então, é muito bacana que um um publica, o outro pesquisador vem e faz discussão sobre ele. Então, uma é uma ordem bastante bacana, tá? Esse aqui é o o o do Smith, é o artigo mais, vamos chamar precursor desse processo, tá?
Ah, existe um à esquerda aqui agora uma um um artigo que ele é já um pouco antigo, tá? Que ele vai falar de como é que como é que a equipe profissional pode ter estratégias para atender uma pessoa com autismo relacionado a comportamentos de comportamento problema, tá? Então, como é que esse alvo, né, ah, pode ser eh eh alinhado por profissionais que têm domínios de, ah, eu vou atender, entender um comportamento problema como como uma personalidade do aluno, o outro vai entender aquilo como eh um relação do ambiente, indivíduo com o ambiente.
O outro, ah, eu acho que é porque é problema com a mãe, eu acho que o outro é problema porque ele tem um karma, enfim, com cada um tem interpretações diferentes. como é que eles poderiam ter a análise do comportamento e a avaliação funcional prática, né, ou mais especificamente uma possibilidade de você fazer aquela avaliação descrita, desculpa, as possibilidades de você fazer aquela avaliação e tomadas de decisões sobre a intervenção de uma forma coesa, tá? O artigo à direita vai falar um pouquinho de compartilhar responsabilidades, né, no para ganho de aprendizagens pro nosso aluno com autismo, né?
Então, como é que se torna esse time de forma transdisciplinar? Mais uma vez, o termo que é transciplinaridade num artigo, ele é relatado com outro nome num outro. Então, embora aquelas definições que eu trouxe são as que a mais bem h mais bem mais comuns, né?
Algum maior consenso, elas também divergem de um artigo pro outro em algumas circunstâncias, certo? Agora eu trago para vocês um outro artigo, né, eh, publicado numa outra revista que também é ligada a principal associação internacional de analistas do comportamento no Brasil. Esse não foi publicado no no Jaba, mas ele é publicado numa outra revista que é o ah eh behavioral analising practice, ou seja, a prática do analista do comportamento.
E tanto essa quanto o Jaba, eles são revistas ligadas à principal associação internacional que é a ABAI, tá? Então esse artigo do meto broad, que eu vou trazer um pouquinho na sequência e agora eu vou trazer um pouquinho sobre ele, é que o Metel ele traz uma noção de quais são os principais conflitos que a equipe tem. Ah, o que um supervisor do caso poderia eh ter de decisão quando ele perceber que a família ou a clínica contratou um profissional que tá usando uma prática que ele não conhece ou que ele entende que não esteja sendo benéfica para aprendiz.
Então ele ele fez um um organograma decisório que a depender das condições financeiras, a respaldo científico, né, que tem aquela equipe, a quantidade de equipe, a quantidade de horas que aquele aluno tem, ajuda a o supervisor tomar decisões se ele deve eh falar com a família, se ele deve falar com o profissional, se ele deve ficar quieto, enfim, é muito bacana. Eu vou trazer isso para vocês, mas antes de trazê-lo, ah, vou falar também que existe um outro treinamento para trabalhar de forma colaborativa, né, na perspectiva da análise do comportamento. Hã, ah, no artigo do Met Broadhead, então eu vou eh dar uma ilustada um pouquinho mais eh avançada, que ele faz recomendações, né, para que quais são aqueles princípios, né, que os analistas do comportamento devem trazer.
E ele faz um levantamento também, quais são as críticas que as pessoas utilizam, né, ah, de outros profissionais de forma a não querer trabalhar com analistas do comportamento. Por exemplo, muitas pessoas relatam que analistas do comportamento usam o behavioress, que usam palavra, os chavões da análise do comportamento, que algumas pessoas podem não entender como o que que é reforçar ou o que que é análise funcional ou o que que é modelar alguma coisa, né? E aí ele ao levantar essas possibilidades, ele vai dar algumas diretrizes também de indicação para que eles possam eh eh trabalhar, superar essas barreiras, possíveis barreiras, tá?
E ao final ele vai trazer, então, como eu disse, um organograma que eu já trago para vocês aqui, né, que se ele identificar, né, eh, isso para manter uma equipe coesa, tá? Se ele entender que uma prática não é uma prática com pro tratamento do TEIA, o que que ele deve fazer, né? O aluno tá em risco.
Se ele tá em risco, então você deveria, né, eh a eh sinalizar pra pessoa. Se o indivíduo não tá eh em risco, então você vai tomar uma outra decisão. Eh, você tá familiarizado com essa estratégia que o outro profissional tá fazendo?
Não, você não tá familiarizada. Então você familiarize e vá tentar entender um pouco daquela literatura. Por isso, ainda que ela não esteja relatada como uma prática baseada pro tratamento do Té, não.
Você tá familiarizado com ela, né? É possível eh transcrever essa prática em termos comportamentais? Sim, é possível, né?
Então você não deveria fazer nada, não. Ela é possível. Então você vai seguindo com umas outras tomadas de decisões e a em alguma circunstância você vai eh consultar um uma outra tabela que vai pontuar a depender de como você entendeu aquele processo, né?
Eh, se a família tem carga horária maior, mesmo que seja uma intervenção que não tá sendo bem-sucedida, mas ela não tá atrapalhando a intervenção de outras, esse profissional do supervisor pode pode simplesmente acompanhar, tá? Ele pode dar algum suporte, mas se ele perceber que aquela intervenção, a carga horária é pequena ou a família tem pouca condição financeira e aí a família tá investindo, ainda que com pouca condição financeira numa coisa que não tem evidência, ele deve intervir falando com a família para que a família então busque e troque, né, alternativamente. Ele deve buscar.
Então, olha como é que a a essas variáveis ajudam você para minimizar desnecessariamente alguns conflitos que não são eh ah eh necessariamente eh precisos para acontecer. E aqui eu trago a essa essa toda essa listagem aqui de alto impacto, médio impacto. E >> e aqui eu trago essa e aqui eu trago essa tabela, né, que tá composta no artigo sobre, né, para cada uma daquelas características, condições sociais.
E aqui eu trago essa tabela que compõe o artigo, que ela vai levantar algumas características, né, que eh na tomada de decisão do do supervisor que tenha baixo impacto, médio impacto, alto impacto ou hum não se aplica, né? Então isso à medida que você vai respondendo dessa maneira, você tem uma pontuação e uma certa pontuação mais alta te diz que se você deve intervir ou se você deve permanecer, né, acompanhando a atuação desse profissional. É muito bacana.
Um outro artigo ainda sobre colaboração, eh, que a também foi publicado numa revista, eh, do Behavior Analis Practice, né, prática do analista do comportamento, é tomar a perspectiva, né, interdisciplinar para colaboração e análise do comportamento. Um outro aqui também eh do mesma do mesmo periódico, também vinculado à ABAI, né, que são modelos ou padrões ou formatos, né, de colaboração interdisciplinar pro tratamento do TEIA. Aqui nesse caso eles já, olha como é que eles já usam o termo tratamento, né?
É diferente de intervenção. O tratamento ele já é focado no coreomes, que define o TEA, tá? Aqui são estudos brasileiros, não necessariamente ah indicações de leituras, mas com estudos que pesquisaram sobre isso, um deles, né?
hito por um centro aqui no Brasil com a a aqui com a a liderança de uma autoria da Priscila Benites, uma colega também que fez o mestrado, doutorado lá no Scar comigo, uma colega que ela vai fazer um levantamento aqui de, né, e do que tem um pouquinho no Brasil e ela vai também descrever um caso, né, de forma interdisciplinar na perspectiva da análise do comportamento. outro vai falar também aqui sobre algumas possibilidades do tratamento, né, do do TEIA de uma forma transdisciplinar. Lembrando, os termos podem ser variados por cada um deles.
Este handbook of interdisciplinary tratament ofism disorder. Esse livro talvez seja o principal livro que vai tratar desse tema no ah como base para eh treinar outras pessoas, dizer quais são os conflitos, né, de em pessoas envolvidas, tá? ele vai eh trazer uma listagem bastante robusta do quais são os principais conflitos e algumas medidas de soluções para intervir.
Ele nos primeiros capítulos ele vai trazer, né, sobre quais são esses modelos multidisciplinar, crossdisciplinar aqui, que também é muito parecido com um outro termo que eu acabei não trazendo, que seria pluridisciplinar. Que que é o pluridisciplinar? é uma ampliação ainda mais de profissionais para além do multidisciplinar, em que esse pluridisciplinar, de alguma maneira eles fazem aproximações pra convergência, tá?
Olha como é que a lógica interdisciplinar eles acabam tendo uma convergência mais próxima. O que que eu quer que que ele quer dizer ali no interdisciplinar? Que objetivos são semelhantes para vários profissionais.
Alguém deve dizer: "Professor, se alguém tá dizendo que isso é melhor, por que que todo mundo não adota? " Pois bem, você certamente já atua na área de autismo, deve ter percebido a dificuldade de reunir profissionais. A dificuldade na hora que você decide o que intervir para um aluno, alguém vai dizer: "Mas isso não é da sua área, é da outra área".
com uma um propósito de apropriação do objetivo e não em benefício do aluno. A gente ainda tem uma história de formação, especialmente acadêmica no Brasil, que cada um trabalha com uma coisa. Eu trabalho com isso, eu trabalho com aquilo, eu trabalho com aquilo, como se o nosso indivíduo fosse um frankstin, fosse um conjunto de peças, mas que na verdade tem características definidoras que vários profissionais podem atuar sobre os mesmos comportamentos de formas diferentes.
Começando na lista no País das Maravilhas, como eu trouxe para vocês, chegar no mesmo alvo, não necessariamente percorrer os mesmos caminhos, partindo de cada um de lugares diferentes. Então, a interdisciplinaridade e especialmente a transdisciplinaridade, porque aí a transdisciplinaridade no caso seria a análise do comportamento como guia de intervenção, as práticas baseadas e não necessariamente todo mundo sendo analista do comportamento, mas atuando guiado pelas práticas baseadas em evidência que eu trouxe para vocês que vocês não precisam ser psicólogos para para conhecer essas práticas e guiado por um supervisor do caso decidir, né, guiado por eles, liderado por um por ele ou por ela, qual seria a prática mais adequada para ser eh abordada nas suas próprias intervenções com objetivos muitas vezes, não somente, mas muitas vezes semelhantes. um comportamento de esperar, ele compromete muito.
Todos os profissionais, em alguma circunstância, precisam ter a habilidade de esperar como o alvo. Alguns vão trabalhar com mais tempo, outros com menos tempo, outros com consequências mais poderosas, outros com consequências menos poderosas. Um nos ambientes mais clínicos, mais restritos, outros em ambientes um pouco mais abertos, mas o comportamento pode ser prioritário.
Quanto mais as pessoas focarem nisso que é mais comprometido pro aluno, mais chance dele aprender outras coisas em diversos outros contextos. Esse é um outro artigo que vai falar um pouquinho ali, né, dentro desse livro, né, de capítulo, que vai falar um pouquinho sobre o autismo, né, importante também ter a noção que todo mundo saber o autismo como um transtorno e não como uma culpa de alguém, como da mãe ou do da geração ou porque é remédio ou porque é vacina. Então, todo mundo entender da mesma a forma alinhada.
Aqui ele vai falar do papel do fisioterapeuta e ou da fisioterapeuta e terapeuta ocupacional, das possibilidades de interdisciplinaridade num outro capítulo. Então, quais são as equipes, as pessoas envolvidas, né? Aqui ele faz essa imagem de pessoas envolvidas, mas não necessariamente elas estão trabalhando de forma separada, tá bom?
Esse é o principal guia. Ah, e ele é recorrente, né, ser apresentado, que guia como uma equipe de análise portamento deve eh ser composta para atuar de uma forma mais coesa. É chamado de CASP, tá?
é um conselho, né, de prestação de serviço. Todo mundo que presta serviço em análise do comportamento deveria ter algum conhecimento sobre esse documento. E vocês podem baixar, tem o próprio perfil no Instagram do CASP, vocês digitarem CASP e autismo na internet, vocês vão achar.
que esse documento, a a segunda edição, ela foi ela foi traduzida, pelo menos em parte dela, foi traduzida ah eh pelo pessoal eh da da brasileiras que moram nos Estados Unidos, que a Laila, ah, que ela tem uma publicação de tradução da parte desse guia que é muito bacana. E muito recentemente, olha, agora nos ainda em 2025, foi lançada a terceira edição desse guia, tá? vocês podem baixar pela internet e ler.
Essa última versão, ela não tá eh traduzida pro português, mas ela certamente pode guiar vocês, como tem muitas orientações ali que alguma que ele tá digital e vocês podem também fazer a tradução desse documento, mas em geral ele mostra alguns tipos de modelos. E aqui eu vou trazer o que é o modelo mais comum, tá? que é, na verdade, o analista do comportamento, seria aquela pessoa que é o supervisor do caso, é a pessoa que vai liderar, né, e entre essa pessoa que vai liderar a avaliação, a comunicação entre eles e a pessoa que atende de de, né, que seria ali o técnico da, né, o terapeuta, a pessoa que atende o dia a dia.
e a pessoa do dia a dia, que seria o terapeuta, né, o a pessoa que tá atendendo eh aplicando os programas que poderiam ser chamados de aplicador ou de de auxiliar terapêutico, né, entre ele e esse esse auxiliar terapêutico ou AT, pode haver dentro de uma composição clínica, pode não necessariamente um assistente que algumas pessoas isso eh para viabilizar financeiramente mais barato. alguém mais alguém vai me dizer, mas vai colocar um assistente não vai ser mais caro não, porque muito dessas tarefas que esse assistente vai fazer é aquilo que você teria o de ocupação do analista do comportamento. E a carga horária, o valor da hora, hora de analista do comportamento é muito cara, porque a formação dele é mais sólida, mais robusta.
E aí para viabilizar algumas coisas que uma outra pessoa com uma capacitação menor pode fazer de um analista do comportamento, que é, por exemplo, acompanhar dia a dia os gráficos, registros do AT, ela ele poderia fazer com um custo menor do que o analista do comportamento. Então dentro de uma clínica, você tem aí ch algumas terminologias chamad de coordenadores da análise de comportamento, mas ou assistentes ABA, que é a pessoa que não é o analista do comportamento, mas em geral tem uma especialização em análise do comportamento aplicada ao autismo. E tem uma outra pessoa que domina mais amplamente ainda, que seria o supervisor do caso, onde estão ali profissionais de outras áreas, a gente chamaria de função colaborativa ou na loja que eu tô apresentando para vocês interransdisciplinar, outros profissionais podem compor e eles não estariam eh ah abaixo do supervisor, mas eles estariam atuando eh e guiados, né?
em comunicação com esse supervisor ou supervisora do caso. ilustrativamente, né? Ah, como a literatura não traz, essa é um modelo que eu trago que um profissional de educação física, ele teria ah maior autonomia, né, maior domínio, porque já seria um graduado e o auxiliar, o aplicador, não necessariamente, embora no Brasil seja comum, mas não necessariamente um auxiliar, um terapêutico precisa ser alguém formado, é alguém que aplica, que segue, que repete, né, a o programa.
Um profissional educação física é alguém já formado para isso. Mas alguém vai me dizer, mas como é que esse profissional de educação física vai ou da fisioterapia, pedagogia, fonou audiologia, eh, se comunicam com esse ele não sabe a análise do comportamento, como é que ele poderia atuar? Então, o meu modelo de intervenção tem tem gerado a possibilidade de ser supervisores de áreas.
Então eu atuo como um supervisor. Embora eu seja um analista do comportamento, profissionalmente eu atuo como um supervisor de área da educação física, de área do movimento, em que eu domino o que que um supervisor tá definindo de avaliação, conheço os princípios da análise do comportamento e eu domino também a minha área da educação física. Então eu sei fazer esse meio de campo para orientar um e o outro, diminuindo a distância de atuação entre esses profissionais.
assim como poderia ter a possibilidade de um supervisor da área de fisioterapia, de pedagogia, né? Então essa é uma possibilidade também que a gente tem discutido ah na literatura e em termos práticos no Brasil e fora do país. Ah, para avançar agora como modelo, vou mostrar uma sequência, né?
São alguns artigos e capítulos de livros publicados em principais literaturas da análise do comportamento no Brasil. Aqui são dois artigos publicados. Aqui são dois artigos publicados como minha primeira autoria, né?
Ah, na principal revista da análise do comportamento no Brasil, que é a Comportamento em Foco, que é publicada pela Associação Brasileira de Ciências do Comportamento, a BPMC, né? Então, um artigo que foi publicado ali em 2022 é educação física e análise do comportamento aplicado, né, a transtorno espectro do autismo. O que o o que é e como fazer essa combinação dessas três esses três assuntos.
Depois, em 2000 e 23, 24, agora não me recordo exatamente, como é que você prescreve exercício físico na noção da análise do portamento baseado nas avaliações comportamentais, por exemplo, do Vibmap. Então, o VBMAP, em geral aplicado por alguém, mas ele vai trazer ali o core, as características principais para você intervir, não só prioritariamente na comunicação, mas não só, né, do comportamento verbal, eh, áreas relativas, tem a matemática, também tem relações em grupo, né, de brincar, como é que você, baseado na avaliação, no grid, no relatório de evolução do VIBMAP, como é que você prescreve exercício físico para ter objetivos, os mesmos objetivos, mas o profissional educação física fazer de uma maneira, psicólogo é fazer de outra, vai aplicar os programas e nós vamos utilizar esses mesmos objetivos como alvo, mas intervindo sobre o contexto da educação física. Isso é muito bacana, vale a pena.
E esse artigo tem sido possibilidade para que a gente pense muito a atuação de outros profissionais, né, que possam compor uma inter uma uma intervenção norteada por avaliações comportamentais. Lembrando que uma avaliação comportamental, ela é um norte para definir os objetivos. A gente não deve se guiar apenas exclusivamente por avaliações comportamentais, seja de desenvolvimento ou funcionais.
Esse é um um artigo, uma um capítulo de livro publicado numa revista da Universidade de Londrina, estadual de Londrina, na UEL, em que fizeram umas publicações sobre tecnologias de ensino analítico comportamental para vários contextos e eu falei sobre a tecnologia comportamental para planejar a intervenção eh em baseada em ABA, né, na educação física Alteia. E aí tem vários protocolos que eu vou tratar na sequência, tá? Aqui tem um capítulo de um livro também sobre o autismo e mais recentemente também vou escrever um pouquinho sobre o TDAH na educação física, tá?
Agora eu vou sinalizar para vocês de uma maneira mais rápida a sobre as possibilidades de vocês terem noção do modelo que eu criei que combina toda essa aplicação conceitual, toda essa noção que foi tratada anteriormente. Bom, primeira coisa que a gente tem que ter no meu modelo é a noção de que muitos profissionais quando a gente fala para eles o que fazerem ou reforçar ou alguma e dar uma dica, muitas vezes as profissionais não dominam que assunto é esse, porque na graduação não ouviram sobre isso. Então, a gente não se baseia em falar pro aluno e supor que esse profissional ah saiba fazer.
Então a gente necessariamente a prestação de serviço envolve ver o que o profissional tá fazendo e orientar e novamente ver se ele tá fazendo aquilo que a gente orientou e se não fizer mudar o tipo de instrução. Professor, mas como é que você faz isso com tantos profissionais no Brasil? Nós cuidamos da Lei Geral de Proteção de Dados e pedimos que esses profissionais filmem todos plenamente o seu atendimento, filmando não somente o aprendiz, mas o profissional para ver a relação entre eles durante todo o atendimento, para que a gente, a medida que a gente assiste esses vídeos, faça as orientações e reveja os vídeos na sequência dos próximos atendimentos para ver se há um progresso.
Então, nós criamos termos de autorização para a acompanhar as diretrizes da Lei Geral de Proteção de Dados, mas também Lei Brasileira de Inclusão, ECA e o Comitê de Ética e o Código de Ética, tão somente do analista do comportamento, mas das categorias profissionais, termos de autorização de uso de imagem. Então aqui tá dizendo para que que a gente vai usar, se esses dados forem acessados por alguém, o que que a gente vai fazer, quem que pode acessar, quem que não pode. Isso é muito importante, embora não seja uma prática tão comum, mas é fundamental que vocês, se entenderem que isso seja necessário, tenham, tá?
Depois de que fizer isso, a gente orienta os profissionais a comunicarem com os supervisores de caso, acessarem as as avaliações que eh permitiram identificar as prioridades para aquele aluno em termos comportamentais. Ah, mas professor, mas aí como é que eu vou pedir? Eu não sei nem falar VBMAP, não sei nem falar Abs.
Então nós criamos inclusive um documento, né, que vai ah permitir com que você eh mostre esse documento para um supervisor e fale para ele: "Olha, eu tô pedindo para isso, que eu vou criar um planejamento e depois que eu criar o planejamento eu vou devolver para você de forma que a gente consiga trabalhar. " Tá? Isso minimiza alguns conflitos que a literatura já listou e eu falei dos artigos anteriores que vão eh que tem mostrado como barreiras, né?
Tanto uso de chavões ou terminologias que profissionais que possam colaborar não dominem, tá? E o que que eles vão pedir? Então eles vão pedir os grides, seja o grid do Vibmap, do Portag, do PIC.
E aí nós vamos precisar ensinar para esses profissionais interpretarem, entenderem o que que quer cada um, quadradinho que tá preenchido, o que não tá, com cor diferente, porque um tá, o outro não tá. E isso é fundamental pra gente saber o que ensinar, mas também o que não ensinar, para eu não ficar ensinando uma habilidade que o aluno já tenha ou tentar ensinar uma habilidade que ele não tenha pré-requisitos para aquilo. Eu centralizar naqueles comportamentos que a maioria vai entender que sejam prioridades e nos artigos que eu trouxe agora a pouco vão listar, tá?
Ah, >> quanto tempo de aula ainda, professor? E então então telefone tocando aqui para mim que eu não consigo. Tá dizendo 46.
>> É qu a gente tá aí? >> 10 minutos. Nem 10 talvez.
Deixa eu só vou parar a gravação aqui.