Vou dar um exemplo para vocês. Por exemplo, na área da educação física. Se um profissional de dança, ele insiste na na exposição de movimentos pro indivíduo, mas esse indivíduo por comprometimentos em tolerância, frustração, dificuldades em contato visual, atenção compartilhada, ruídos, ele pode não somente não aprender aqueles movimentos relacionados à dança, mas ele pode aprender habilidades que são incompatíveis, como, por exemplo, fugir do contato da atenção.
do professor, como, por exemplo, fugir do contato visual com o professor. Esse repertório, quanto mais exposto pro aluno de algo que ele não tem os pré-requisitos, cada vez mais e ele tiver sucesso, não fazendo contato visual e o professor continuar falando, esse repertório de não olhar pro aluno vai ser incompatível com um outro profissional que vier na sequência, que dominar as práticas baseadas em evidência para ensinar contato visual que se incorporadas na educação física. esse profissional já vai ter dificuldades para ensinar esse aluno.
Então, somente não pode não ser benéfico para os profissionais eh conseguirem intervir com o autismo, não dominando as práticas baseadas em evidência e dominando apenas as suas práticas específicas da sua área, mas ele pode estar produzindo, né, um padrão comportamental para esse indivíduo que vai atrapalhar, vai ser barreira para esse aluno no processo de aprendizagem ao encontrar um outro profissional. Então, é muito importante para as famílias e para aqueles profissionais que selecionam a equipe terapêutica escolher os melhores profissionais para atuarem na medida do possível com esse aluno. E para aqueles profissionais que não estiverem na convergência, a literatura diz que, em geral, é melhor não tê-los na equipe de tratamento do que mantê-los de uma forma eclética.
Essa equipe, cada um com tentando ser o melhor possível. E na perspectiva do profissional, ainda que ele ame a profissão, ainda que ele ame o aluno, ele pode estar, ainda que ele domine a prática baseada em evidência paraa sua área, ele pode, eh, sem perceber, produzir um padrão que é incompatível com a evolução do tratamento do TEA daquele indivíduo. Então, e ainda que ele consiga ensinar a com muito esforço, algumas habilidades que a gente chamaria de, como eu disse na aula anterior ou no início da aula, de efeito terapêutico.
Então, dessa maneira, é, a gente precisa, eh, ter muita clareza na composição dessa equipe e na definição das prioridades e dos caminhos de como ensinar, de como intervir com aquele indivíduo. Dessa maneira eu trago a imagem para vocês da Lice no País das Maravilhas, em que ah, uma analogia que a gente poderia pensar da atuação de um profissional para intervir com uma pessoa com autismo, que provavelmente quer o melhor para aquele indivíduo, mas tem os seus caminhos claros das possibilidades de intervir área, mas que talvez não sejam os melhores caminhos. centrados no aprendiz e sim centrados na sua atuação profissional, já que muitas vezes a gente vê profissionais falando a importância de tal coisa pro aluno, importância da terapia, importância da fono, importância da TO, qual a importância pro aluno?
O que que é importante pro aluno? O que que a minha área contribu? Alice, no País das Maravilhas, ela encontra no meio do caminho gato e ela pergunta pro gato: "Gato, para onde esse caminho vai?
" E o gato responde para ela: "Para onde você quer ir? " Ela lá diz para ele: "Não sei. " E ele responde: "Se você não sabe para onde você quer ir, qualquer caminho serve.
Qualquer caminho vai te levar a algum lugar. Qualquer caminho você pode inclusive, né? Aí já tô uma explicação minha.
pode te levar a alguma coisa que seja vantajosa. Você pode ver um caminho legal, mas não necessariamente é o caminho que aquele indivíduo mais precisa que você consiga percorrer. Então você profissional de quaisquer que sejam as áreas, você é um supervisor, tá se tornando um coordenador, um assistente aba, um supervisor, supervisora da área análise de comportamento, precisa orientar, no caso você como supervisor, coordenador, orientar os melhores caminhos, ainda que esses caminhos que sejam percorridos por profissionais que componham a equipe de tratamento do TEIA, não estejam tão claros para eles, para percorrerem esses caminhos, para terem as prioridades naqueles caminhos que vão ser necessárias para o aluno, para a aluna, para o aprendiz e não para aquilo que aquele profissional domine suas práticas da sua área, ainda que essas práticas possam em alguma instância trazer algum benefício pro aluno, trazer um efeito terapêutico, mas é preciso ter uma equipe coesa que sempre que converge cada um vai sair de um caminho.
Profissional de educação física, profissional de to fío, psicologia, eles vão sair de caminhos diferentes. Um vai trabalhar com movimento, outro com questão de comunicação, outro com AVD, outro com atividades em sala de aula. Mas eles precisam convergir, eles precisam ter uma centrados naquilo que é prioridade pro tratamento do Teia, ainda que haja outros profissionais para trazer efeitos terapêuticos, para ensinar ele a dançar, para ensinar ele a fazer matemática, para ensinar ele a a quaisquer que sejam habilidades, né, que não sejam tratamento, até ainda que ele precise, ele precisa também de uma equipe que tenha convergência no tratamento.
do autismo, tratamento daquilo que define o autismo. medida que ele vai ganhar, que tiver uma equipe coesa para isso, que usar os melhores caminhos, que usar as melhores estratégias para o tratamento do autismo, sem deixar de caracterizar a sua atuação na sua área, esse aluno vai ter um impulsionamento no seu processo de tratamento, o transtorno espectro do autismo, a sua qualidade de vida e participação inclusiva na sociedade. Vou trazer um exemplo da gente pensar nas atuações de profissionais de áreas diferentes, começando com a área da medicina.
Quando um médico ele faz a sua graduação, ele tem ali a sua parte clínica, ele vai estudar durante um grande período conteúdos que são comuns para todos os médicos, mas alguns médicos vão se especializar, fazer residência na área ortopédica, na área clínica, na área cardiovascular, na psiquiatria. Alguns vão se especializar nessas áreas, mas todos eles são médicos. Quando você pensa em um psoterapeuta, um profissional de educação física, a gente também poderia ter uma relação em que todos eles são fisioterapeutas, são fonodiólogos, são profissional de educação física, mas dentro da própria categoria especialidade para atender uma pessoa com autismo, usando as práticas baseadas da própria área, adaptadas, ajustadas, se for permitido, para atender uma pessoa com autismo.
e alguns profissionais da mesma categoria treinados na perspectiva da análise do comportamento para tratar o TEIA. Alguns podem usar análise do comportamento para tratar a deficiência intelectual, TOD, TDH, poranálise do comportamento, ela é como ciência, ela pode ser aplicável a qualquer ambiente, qualquer condição, qualquer contexto que envolva relações humanas. análise de portamento, ela pode ser aplicável na área de direito, ela é aplicável no ensino de esporte para pessoas com altas com para atletas que não tenham deficiência.
Análise portamento é na área jurídica, na área médica, na área de matemática, de marketing, da área de finanças. Tudo é análise do comportamento aplicada a esses contextos. Existe análise de comportamento aplicada à educação para ensinar, inclusive, permitir habilidades para pessoas com vento típico.
E nós temos nessa pós uma especialidade, uma aplicação da análise do comportamento que é para o autismo, seja para ensinar habilidades específicas pro autismo, seja para ensinar o tratamento, para contribuir pro tratamento. Então eu chamo atenção de especialidades dentro da profissão, da categoria profissional que possam dominar as ferramentas que hoje a literatura traz como mais chance pro tratamento do TEA. Como eu disse, e eu vou trazer mais claro para vocês, a análise do comportamento é a prática abrangente no tratamento do terra, porque amanhã pode mudar, amanhã pode ser diferente, mas a literatura hoje traz que para aquelas características que definem o TEIA, para ensino de habilidades sociais, para ensino de generalização, para ensino de comunicação, para lidar com questões sensoriais, nós temos hoje elencadas na literatura 28 maneiras, 28 práticas com sucesso, mais bem sucedidas, práticas baseadas em evidências para intervir de forma combinada ou separadamente para essas características que definem o TEA.
Uma prática baseada em evidência, não vai trabalhar todas as características do TEA. uma prática baseada em evidência única ou em combinação com outras, trabalha a socialização. Outra prática baseada em evidência sozinha ou em combinação, trabalha, por exemplo, ah, linguagem, contato visual, tolerância, frustração.
Então, o profissional que dominar essas práticas baseadas evidências para o tratamento do TEIA, não deixa de ser um psoterapeuta, não deixa de ser um fono deixa de ser um profissional de educação física, mas ele pode se especializar, ele pode buscar uma especialização que contenha uma disciplina como essa, que vai trazer uma cola entre os conteúdos que vocês vão ver aqui em outras disciplinas que vão falar sobre avaliação funcional, encadeamento, modelagem, reforçamento diferencial, estratégias antecedentes que podem até ter trazidas como exemplos da psicologia, mas que se vocês conseguirem com essa disciplina aproveitarem esses conteúdos para não deixarem de atuar na foterapia, na fono, na psicologia, mas se entendendo como uma especialidade da sua área que além das de domínio das práticas baseadas em evidências típicas da sua área, podem ser aplicadas à ciência da análise do comportamento para algumas coisas, inclusive para o tratamento do teia ou pode ser para o atendimento do teia, gerando efeitos terapêuticos pra pessoa com autismo. Você vai precisar repetir já sua última frase. >> Pera aí, vou chegar.
Pera aí. Eh, pera aí. mas que podem aplicar a ciência da análise do comportamento, tornando-se então uma especialidade da sua área para seja atender as pessoas com autismo, seja para tratar, para intervir diretamente naquilo que define o corectomes, as características definidoras do autismo.
Na área da educação física, por exemplo, a a minha contribuição tem sido de forma a ressignificar algumas possibilidades de atuação de profissionais de educação física para pessoas com autismo. Então, nós entendemos que um profissional pode atender uma pessoa com autismo em diversos contextos. E eu vou trazer esses exemplos para que vocês tenham possibilidade de refletir a onde se encaixa, qual o papel e não pensando em qualquer caminho serve, pensando em o que que é prioridade no seu papel, sem pensar que um caminho é melhor do que o outro, mas refletir qual é o seu papel, onde você quer chegar com esse aluno, no efeito terapêutico, no tratamento do te com prática baseada em evidência da área, com a prática baseada em evidência para o tratamento do TEIA da análise do comportamento.
Na educação física, nós temos um profissional, por exemplo, que é tem uma formação mais da área de licenciatura, que ele vai atender no ambiente escolar, por exemplo, uma pessoa com autismo junto com muitas outras pessoas. E ele vai contribuir no desenvolvimento de um currículo da BNCC, por exemplo, da área da educação física para ensinar habilidades para uma pessoa com autismo. esse profissional, ainda que ele consiga fazer a adaptação do seu programa de ensino, ainda que ele tenha acesso ao Pay, ainda que ele use uma pista visual, que ele use uma um esquema de rotinas, ainda que ele use uma economia de fichas, que ele faça em pequeno grupo, que ele tenha um auxiliar terapêutico, um auxiliar de apoio, o seu propósito é ensinar o currículo escolar para uma pessoa com autismo, ainda que ao propor esse ensino, o indivíduo comece a brincar mais, o aluno comece a falar mais, que esse aluno começa a tolerar mais presença de pessoas, a contribuição desse indivíduo da educação física inclusiva, que é o que a gente chama, que deveria ser, ele não é o tratamento do TEA, é um atendimento à pessoa com TEIA, com possibilidade de efeito terapêutico.
Quanto mais ele incorporar práticas baseadas em evidências da análise do comportamento para ensinar o currículo da educação física, mais proveito esse indivíduo, seu aluno, terá. O que não torna esse profissional, o analista do comportamento, o que não torna esse profissional no tratamento do terra. Por um outro lado, um outro profissional que pega esse indivíduo que talvez não esteja se beneficiando na escola ou em outro contexto e trabalha individual num pequeno grupo e ele faz grandes adaptações, porque o aluno não presta atenção, ele usa sempre uma uma rotina fixa, ele usa ah eh ah uma adaptação sensorial, que é tirar a presença de pessoas, usar os mesmos objetos, a mesma instrução curta, o aluno vai se beneficiar para aprender aquilo que não aprenderia num contexto coletivo.
A gente chama isso de contexto da educação física adaptada. Pensem nas suas áreas também, quanto você tá se aproximando dessa possibilidade, adaptando tudo pro indivíduo em relação às características do autismo, diminuindo demandas comunicativas de intolerância, frustração, de prioridades, tá sempre usando os mesmas coisas de preferência, sempre trabalhando com o mesmo jeito, a mesma maneira de se comunicar. Uma pessoa com autismo vai tornar esse ambiente mais tolerável, zona de conforto e essa intervenção que é da área da educação física, se dan saltar, jogar bola da educação física adaptada, vai trazer também grandes possibilidades de benefício para esse indivíduo, mas também não vai caracterizar o tratamento do TEA.
Esse profissional também vai se beneficiar se tiver um outro profissional combinado com uma equipe, priorizando aquelas habilidades de aprendizagem pro aluno que são sendo alvo pra adaptação do profissional de educação física adaptado. Então, se o indivíduo tem dificuldades em tolerar ruídos, um profissional de educação física adaptada fala mais baixo. Se o indivíduo tem dificuldades para atenção compartilhar em que você aponta e ele não consegue olhar para onde você tá apontando, esse indivíduo vai ficar, o profissional de educação física adaptado vai estar o tempo todo, talvez usando auxílio físico, uma pista visual, coisas mais próximas para esse indivíduo que tem atraso na atenção compartilhada, não deixe de se beneficiar no ensino de arremesso de bola.
Mas se tiver um outro profissional da educação física que componha uma equipe de tratamento do TEA voltado para ensinar em contexto de educação física, atenção compartilhada, e esse indivíduo, então aluno, aprender habilidades de atenção compartilhada num contexto de educação física, vai impulsionar o ganho do profissional que atua na educação física adaptada e o que vai atuar na educação física inclusiva. Esse profissional então que tá ocupando, ele precisa de um conhecimento especializado que não vai ser aprendido na graduação. Ele precisa de uma formação especializada, o que não torna ele necessariamente análise do comportamento, porque a análise do comportamento como ciência é muito mais do que somente pro autismo.
Uma pessoa que faz uma pós-graduação em análise, comportamento ao autismo, tá na medida do possível, na melhor das possibilidades, dominando características aplicadas ao autismo, mas não da análise do comportamento em todo o seu princípio, em toda a sua abrangência. Então, não torna esse profissional necessariamente, torna ele um, na melhor das condições, um especialista em análise do comportamento. Esse profissional que trabalha no core, ele precisa dessa especialidade para junto com outros, não definindo sozinho que ele vai trabalhar, mas como um peça de um pré quebra-cabeça, ele precisa de informações ah de outros profissionais para saberonde se encaixa essa peça da o seu papel.
E esse peça, ela vai ser fundamental para a participação de outros profissionais, de outras peças do quebra-cabeça. Isso a gente tá chamando. Então esse profissional dessa especialidade, eu ressignifiquei e aí publiquei bastante sobre essa área.
Eu chamo de profissional da educação física especial, não da palavra especial por ser melhor ou pior, mas por vir da palavra especialidade. E o motivo pelo qual eu trouxe a possibilidade de ressignificar essa área da educação física especial foi justamente pela minha formação em educação especial, em que eu tive oportunidade de aprender procedimentos que são especializados, particulares para aqueles indivíduos que não aprendem a partir dos procedimentos tradicionais. Então esse profissional da educação física, ele não vai ser um profissional para necessariamente ensinar a jogar bola, a fazer lutas.
ele vai usar de contexto de lutas, não vai deixar de atuar, mas ele precisa dominar algumas práticas baseadas em evidência para tratar o autismo. Essa é uma especialidade, assim como eu disse, especialidade médica. não deixa de ser médico, ele não deixa de ser um profissional de educação física, ele não vai ser um analista do comportamento, ele vai ser um profissional de educação física ou um to ou um físico ou um pedagogo, na especialidade do tratamento do autismo que atua na perspectiva da análise do comportamento.
Professor, eu não poderia chamar isso de TOOAB, fíio ABA, fono ABA. Essa é uma reflexão que eu não tenho uma resposta clara para vocês, porque a gente já vê muito na literatura, porque a gente vê muitas pessoas falando sobre isso. E a partir dessa minha explicação, claramente seria possível um to que atue na perspectiva da aba para o te.
Claramente seria possível um profissional de educação física na perspectiva da análise portamento para para dar aba aia. Entretanto, o que a gente vê muito na sociedade atual não é essa realidade. São profissionais colocando fono aba, to aba, que hora atuam com fono, ora atuam com as práticas baseadas em evidência típicas da psicologia para ensinar análise de comportamento.
E aí ele é um profissional que não teve uma bagagem da psicologia, mas que fez uma pós que domina uma prática e aí vai atuar com aba ah tradicional, vamos chamar assim, não como ciência, né, como e aí seria fáho, mas seria o método aba, porque ele aprende a uma rigidez de ajudar aquele procedimento. E a análise corta não é um método, é uma ciência. Ela, você precisa dominar os princípios e aplicá-los no seu contexto de atuação, mas que na verdade as muitas pós ensinam a usar o procedimento de forma igual.
E aí quando você é um profissional de outra área e vai aplicar daquela mesma maneira que foi demonstrado para psicologia, você vai ter uma falha na interpretação que hora você tá trabalhando com físio, hora tá trabalhando com aba, hora eu tô trabalhando com fono, hora eu trabalho com aba. Isso não deveria ser um rótulo para alguém se intitular sua profissão aba. Mas se os profissionais, a partir dessa lógica, que eu tô trazendo essa disciplina, conseguirem dominar e aplicar com alguns ajustes a ciência da análise dos comportamentos na sua área de atuação, sim, seria possível, seria possível ainda que hoje a a comunidade não a ver dessa maneira, mas sim seria possível falar um profissional que atua na sua própria área, aba Altea, isso sim seria possível.
a gente ainda tem a possibilidade de pensar, como vocês vão ver aqui nessa imagem, tem uma sequência de imagens para exemplificar para vocês a atuação sobre um determinado comportamento. Um comportamento não é necessariamente um rótulo de algo que o indivíduo esteja fazendo. Quando o indivíduo está se comportando, a gente tá olhando para uma característica daquilo que a gente que ele tá fazendo.
Vou dar um exemplo para vocês. Se o indivíduo está escrevendo, ele pode estar se comportando no sentido de tolerar a rotina, a sequência de escrever depois de ter feito uma outra atividade. Ou seja, tolerar uma, seguir uma rotina.
e que aquela que ele tá fazendo faz parte de uma ordem de atividades que ele vem fazendo. O indivíduo quando tá escrevendo, ele pode estar se comportando no sentido de esperar alguma coisa que ele gosta, que ele vai acessar depois. Então, ele tá esperando, ele tá tolerando o atraso no acesso a algo que ele gosta.
O indivíduo, a hora que ele tá escrevendo, ele pode estar tolerando ficar numa posição sentada. Isso é se comportar-se. Comportar-se sentado enquanto escreve.
O indivíduo quando escreve, ele pode estar se comportando, tolerando um ruído, seja do ar condicionado, do barulho das pessoas. Ele tá se comportando. O indivíduo quando tá escrevendo, ele pode estar se comportando tolerando uma gola, um calor.
Ele pode estar se comportando tolerando, por exemplo, uma dor de cabeça. Então eu quando estou falando para vocês, eu estou, se a gente olhar para qual é o comportamento, eu estou me comportando de um monte de outras ao mesmo tempo. vários comportamentos que eu posso estar me atentando.
Se eu não tiver uma tolerância à luz, eu não tiver desenvolvido esse comportamento de tolerar a luz, eu não consigo apresentar para vocês. Se eu não consigo tolerar permanecer sentado durante alguns minutos, eu não consigo falar para vocês. Se eu não tiver o comportamento de tolerar presença de pessoas que estejam me filmando, que estejam próximos, se eu não tolerar dialogar na ausência de uma pessoa enquanto eu falo, eu não consigo dar uma aula como essa.
Então, há vários comportamentos alvo que eu possa que eu possa estar aqui apresentando enquanto eu estou fazendo algo que a maioria das pessoas estão atentas. Isso é olhar analítico comportamental. No exemplo que eu trago para vocês é um indivíduo que tá com uma bola que poderia arremessar essa bola.
E eu pergunto para vocês, há demandas, né? Há dificuldades? Há solicitações?
Há hã exigências num contexto de um exercício como esse de jogar bola? Eh, sobre qual comportamento o indivíduo, um profissional poderia intervir usando esse contexto de jogar bola? Poderia perguntar para as pessoas o que um profissional de educação física estaria ensinando ao arremessar uma bola?
Alguém vai me dizer, pode estar trabalhando controle motor, pode estar trabalhando força, pode estar trabalhando emagrecimento, gasto energético, porque é isso que é o mais evidente, é mais fácil de observar, mais claro de observar. É mais comum que um profissional ao usar uma bola para arremessar, ele queira estar ensinando a força, gasto energético, o movimento, a a a coordenação motora. Mas o mesmo profissional de educação física, numa certa especialidade, dominando a perspectiva da análise do comportamento, pode usar um contexto como esse para ensinar a habilidade de esperar.
Se o comportamento é de esperar, na perspectiva da análise do comportamento, eu vou usar esse contexto para uma ocasião, uma condição antecedente para gerar a possibilidade dele esperar. E a depender do desempenho de esperar no arremesso de bola, eu vou consequenciar A, B, C, D ou E. para fortalecer o comportamento de esperar e não de arremesso de bola numa brincadeira de jogar bola.
Vou dar um exemplo para vocês. Se o indivíduo não gosta de jogar bola, eu não vou ter condição de ensinar ou esperar no jogar bola. Eu vou ter que pensar numa outra atividade que tem a possibilidade dele se comportar atrasando para poder realizar ele.
Então, por exemplo, se o aluno gostar de balançar, se ele gostar de estourar bolha de sabão, se ele gostar de correr, e eu vou ter que usar essas possibilidades para ensinar o o o esperar. Então vocês percebam que prioritariamente eu defini o esperar em comparação, em detrimento do arremesso de bola. O arremesso de bola, ainda que na perspectiva de um puro profissional de educação física, seja grande, importante pro meu aluno, o esperar é um core sintoma, é uma característica definidora do TEA, que se eu conseguir contribuir na evolução do esperar para esse indivíduo, ele vai aprender não somente a arremessar bola lá com outro profissional de educação física escolar, mas vai aprender também a ficar na fila do pão ou na fila do sorvete para acessar o sorvete, para esperar o início do cinema, para esperar alguma coisa que ele gosta em vários outros contextos, que vai est com a mãe, vai est com o pai, com avô, com a fisioterapeuta, com o médico, em vários outros contextos.
Esse profissional, ele precisa perceber que há alguma coisa que não é a prioridade o ensinar tipo da sua área, mas mantendo-se na sua área, trabalhar o comportamento que tá sendo maior prejudicial para aquele indivíduo, que a gente chama de habilidade prioritária, habilidade pivotal. Esse é o termo que a gente utiliza pivotal, porque ele é um pivô, é uma habilidade pivô. que ao ser aprendida pro aluno permite a aprendizagem a posterior de muitas outras coisas que se ele não desenvolver essa habilidade pivotal, que são habilidades básicas de aprendizagem, dificilmente ele vai aprender outras coisas com fluência, pensas pessoas tentando ensinar outros comportamentos, sem o desenvolvimento de habilidades pivotais, sem a redução do coreomes do TEA, a gente vai ter muito mais esforço e correr correr o risco de ensinar habilidades que são incompatíveis com aquele aluno, como eu disse no início da aula para vocês.
Então, pensando num contexto de arremesso, se o indivíduo gostar de arremessar uma bola, eu posso gerar ocasião para, num arremesso de bola esperar, ensinar ele a dar a instrução, por exemplo, o antecedente. instrução espera o antecedente é a ocasião para emitir um comportamento de jogar bola. A consequência vai ser o acesso a jogar a bola.
Situação um, esse indivíduo espera dentro no passado, não tendo habilidades para esperar, mas ele espera. Ainda que esse, ao esperar eu dê a bola para esse indivíduo e ele jogue no lugar errado, que ele jogue para cima, mas que ele esperou para arremessar, esse comportamento deve ser fortalecido, ainda que ele erre o arremesso, ainda que ele erre o local, ainda que ele não tenha força para jogar essa bola. Se eu tiver com foco no coreomes, nas prioridades, no tratamento do Teia, eu devo, se ele gosta de elogio, elogiá-lo.
Se ele gosta de um tapinha na mão, um high five, eu devo fazer. Se ele gosta de acesso a um brinquedo, ele vai acessar. ou uma ficha para acessar no futuro esse brinquedo.
Se ele não tiver sensível às habilidades sociais, se ele não tiver sensível a itens tangíveis, se ele não gosta de elogio, eu posso eventualmente dentro da equipe escolher o acesso a um pedaço de laranja, uma maçã, que não deve ser a prioridade, mas que talvez seja a única consequência que permita no futuro, ao falar esperar, ele repetir o repertório, o comportamento de esperar. Vocês percebam que eu não deixei de usar educação física, mas eu priorizei um comportamento que tá presente no arremesso de bola e consequenciei. Eu gerei ocasião com uma brincadeira que ele gosta, porque se eu gosto de pegar uma brincadeira que é, por exemplo, de ah, chutar bola, porque se esse aluno não gosta, não vai ter ocasião para esperar.
Eu falo: "Espera, falou chutar bola". Ele não gosta de jogar bola. Ele fala: "Beleza, então jogo bola só amanhã".
Isso não vai ser a ocasião para ele esperar. Se eu quero ensinar esperar, exige a necessidade de atraso a alguma coisa que eu gosto. Então eu pensei no arremesso de bola como um caminho.
Lembra no Alice dos Pair das Maravilhas, ele é um caminho. É o caminho que eu escolhi para aquilo que eu quero. O gato pergunta se você não sabe para onde você quer ir e qualquer caminho serve, qualquer atividade serve.
Vamos de novo. Assim como no, Assim como na Alice nos países das assim como na história da Alice no País das Maravilhas, se você não sabe qual é a atividade, né, qual é, aliás, se você não sabe, assim como na história da Alice do País das Maravilhas, se você não sabe qual é o comportamento prioritário para o aprendizo, qualquer brincadeira vai levar a algum lugar. Mas se você quer e entende coletivamente que o esperar é prioridade para aquele indivíduo, eu vou escolher caminhos, eu vou escolher brincadeiras que permitam ensinar o esperar.
Se a atividade que eu escolha não gera oportunidade de eu ensinar esperar, eu vou pensar ela talvez para ensinar um outro comportamento, mas não pro esperar, porque não é o melhor caminho para ensinar aquilo que é prioridade, que vai me levar ao que é prioritário para ele. Pode me ensinar, pode me levar ele em alguma circunstância, com muito esforço, para ensinar a arremessar bola e que vai trazer benefícios. Mas se eu focar no esperar, esse indivíduo vai ter impulsionado uma habilidade que vai ser pivotal para ele aprender um monte de outras coisas na educação fiscolar com o dentista, na supermercado, melhorar a qualidade de vida desse indivíduo, reduzir a necessidade de suporte e melhorar a qualidade de vida de quem convive com esse indivíduo.
Ele vai impulsionar os efeitos terapêuticos de muitas outras pessoas que atuam com esse indivíduo. Então, olha como é que a eu trouxe depois uma depois de uma explicação teórica para vocês, de uma problemática, definição do que é prioritário para esse indivíduo, que pode ser o exemplo do esperar. Por exemplo, eu poderia ter definido em equipe que a tensão compartilhada para onde que eu aponto, se ele olhar para onde eu estou apontando, seja o comportamento que seja pivotal para ser aprendido por aquele aprendiz.
Eu posso escolher usar o arremesso de bola novamente e eu não vou consequenciar, eu não vou elogiar, eu não vou reforçar o comportamento de arremesso, eu vou reforçar contingente a depender do comportamento de olhar para onde eu estou apontando. ainda que ele arremesse, errado, ainda que ele arremess no outro lugar, mas ele quando eu apontei, ele olhou para mim, ele olhou pro meu braço, ele olhou pro meu pro objeto e fez o movimento. Isso é o comportamento de atenção compartilhada.
E ainda que a a resposta alvo foi olhar que eu acabei de falar na ali, na consequência ele chutou, acertou errado. Se ele acertar o lugar ainda que eu apontei, melhor ainda. Eu ainda vou fazer uma consequência ainda mais enfática, uma magnitude maior.
Mas se ele emitiu esse comportamento e errou o movimento, eu ainda assim preciso fortalecer em comparação com um outro exemplo, um outro cenário em que esse indivíduo não olha ou não espera. Você fala no comportamento alvo de esperar, faz no comportamento alvo de atenção compartilhada, ele não emite esse comportamento e acerta o arremesso. Se esse profissional que tá atuando na educação física especial ou na especialidade da sua área pro tratamento do TEIA e você permite com que ele tenha um reforçamento do arremesso sem exibir esse comportamento ah alvo, esse indivíduo vai aprender na próxima situação a arremessar sem olhar, a arremessar sem fazer o atenção compartilhada.
E nesse caso, tendo o sucesso, ele tá aprendendo a não olhar, a não se atentar para onde fazer. E isso vai ser prejudicial. Ainda que ele esteja aprendendo a arremessar, ainda que ele permita ali acertar o movimento, ele vai ter dificuldades para aprender essa habilidade no futuro, porque tá sendo reforçado o não se comportar dessa maneira.
A gente tem uma história muito grande de alunos com autismo que não olham nos olhos porque a exigência ou foi muito alta ou foi muito aversiva e eles aprendem a não olhar. Não somente tem atrasos, mas ele ao longo do processo de ensino eh eh aprenderam a fazer essas coisas sem olhar. E aí cada vez mais que você tenta intervir sobre o contato visual, cada vez é mais difícil para se ensinar isso.
Não porque se aluno tem dificuldade, mas porque ele aprendeu na exposição as condições de ensino para ele ao longo do tempo, a não precisar olhar. Então, olha como a gente precisa ter a definição de qual é o comportamento alvo e tendo essa lógica da análise do comportamento para definir o comportamento, como é que eu vou gerar a ocasião dele acontecer? Se ele acontece, eu vou consequenciar de forma eh variável.
Então, considerando a prática baseada em evidência, por exemplo, reforçamento e reforçamento diferencial para ensinar qualquer comportamento que seja, por exemplo, esperar o contartilhada, se ele espera, se esse é o alvo com ajuda, consequência X, mas se ele espera com independência, consequência Y. Essa consequência precisa ser diferente da consequência que eu vou dar quando ele espera com ajuda. Senão, se eu der a consequência igual quando ele espera com ajuda ou quando ele espera com de forma independente, para que o indivíduo vai no futuro fazer com independência se ele ao ter a resposta com ajuda, ele tem a mesma consequência de quando ele faz com independência.
Então a gente precisa trabalhar nessa usando essa prática baseada em evidência no contexto aqui eu tô exemplificando da educação física, mas aplica-se a de no contexto de matemática, de pedagogia, de qualquer que seja a área para aplicar esse contexto para reforçar diferencialmente consequências diferentes a depender do desempenho daquilo que eu defini como prioridade. Isso é muito importante e pode parecer aqui, né, um processo de catar-se, né, de explosão, eh, do da análise para vocês, dessa reflexão, porque muitas vezes ah a literatura, as pós-graduações, vem aqui, você precisa ensinar esperar, você precisa ensinar contato visual. E como é que eles ensinam isso?
Da maneira como, em geral psicólogos atuam. Então você que é fono, que é teó, que é físio, ao se deparar com uma pse que te ensina a atuar como psicólogo, você inegavelmente vai falar: "Ou eu atuo com físico, ou eu atuo na minha área, eu atuo com aba". E aí você não está aprendendo a ciência da análise de comportamento, está aprendendo o método, né?
Que não é o método da análise portamento, não é um método, mas tá aprendendo um método, uma forma de atuar. e não a própria concepção, o próprio os princípios que h eh são interpretados como um comportamento é aprendido, tá? Então, dentro de uma atuação de matemática, do ensino de matemática, você tem o esperar atenção compartilhada e você pode ensinar matemática, mas pode também haver um outro profissional da matemática para ensinar o contato visual, para ensinar a tolerância em contexto de matemática, você sintetiza, você combina o ensino da matemática, assim como eu exemplifiquei do arremesso de bola, com aquilo que é prioridade.
E você vai medir, você vai verificar se a intervenção da análise do comportamento que você tá propondo tá sendo eficaz para que se não estiver, mudar a estratégia para ensinar aqueles comportamentos que são prioritários, que são pivotais para aquele aprendiz. Por instante a gente vai encerrar essa aula e se vocês tiverem dúvidas vocês podem deixar os comentários abaixo que toda a equipe da pós-graduação vai dar suporte para vocês. Vejo vocês na terceira aula.
Até lá. Essa passou do horário, né? Passou bastante aí, mas compensou um pouquinho da anterior.