Você acredita que em pleno século XXI ainda vivemos histórias que desafiam não apenas a lógica mas a própria humanidade a história que vou contar hoje não é apenas sobre racismo é sobre a força de uma mulher que mesmo diante do ódio e da ignorância se Manteve firme Imagine você estar no controle da sua vida orgulhosa das suas conquistas quando de repente é reduzida a nada mais do que um estereótipo foi exatamente isso que aconteceu com a capitã Helena uma mulher negra dedicada e de postura Impecável foi atacada pelo preconceito de Quem deveria proteger mas o
desfecho dessa história é tão inacreditável quanto poderoso naquele dia ela não vestia o uniforme de Capitã que comandava respeito Helena era apenas uma mulher comum em roupas casuais andando por uma rua movimentada depois de visitar uma amiga ela estava distraída segurando uma sacola de sem imaginar que sua vida seria Virada do Avesso em poucos minutos foi quando um policial que patrulhava a área se aproximou com passos firmes no início ela não percebeu que estava sendo observada mas a aproximação rápida e direta do homem deixou claro que ele tinha algo em mente Ei você aí a
voz áspera e autoritária ecoou na calçada fazendo com que Helena parasse instantaneamente como qualquer pessoa faria ela olhou ao redor confusa tentando entender se aquilo era dirigido a ela mas bastou um instante para que a resposta viesse de forma brutal estou falando com você mulher o que está fazendo por aqui ela tentou responder mas antes que pudesse completar uma frase sentiu uma mão pesada em seu braço identificação agora ele exigiu o Tom carregava algo além da autoridade era desdém era como se para ele a presença de naquele espaço fosse um crime por si só era
impossível ignorar o olhar que ele lhe lançava não era apenas desconfiança era o tipo de olhar que diz você não pertence aqui mesmo surpresa Helena Manteve a calma como mulher negra e profissional de alta patente ela já tinha vivido situações de preconceito antes mas desta vez era diferente o homem à sua frente armado e fardado não fazia ideia de quem ela era não sabia que estava falando com uma capitã do exército eu não preciso te mostrar nada estou em um espaço público e não estou fazendo nada de errado respondeu Helena com a voz firme mas
sem perder a compostura a resposta pareceu atiçar ainda mais o policial que agora estava claramente irritado Ah então é dessas né vai dificultar as coisas para mim foi então que aconteceu algo que marcou para sempre aquele encontro ele a empurrou contra uma parede próxima dizendo que ela estava Resistindo a uma abordagem policial a cena chamou a atenção de quem passava alguns pararam para assistir outros começaram a filmar com seus celulares mas o que mais se ouvia entre os murmúrios da multidão era a mesma pergunta por que ele está tratando ela assim em questão de minutos
o preconceito dele havia colocado Helena no centro de um espetáculo humilhante ela que tantas vezes foi exaltada pela coragem e lider no campo de batalha agora estava sendo tratada como criminosa mas o que aquele policial não sabia é que a verdade sempre vem à tona ele não fazia ideia de que estava prestes a enfrentar uma das maiores lições de sua vida Helena poderia ter gritado naquele momento ter se identificado como capitã e acabado com tudo mas ela não o fez E por que não porque naquele instante ela decidiu que era mais importante Expor a injustiça
do que proteger o próprio orgulho então eu te pergunto o que você faria no lugar dela manteria a compostura E esperaria a verdade prevalecer ou reagiria no calor da indignação essa é uma história que precisa ser contada não apenas para que a injustiça daquele dia nunca seja esquecida Mas para que todos nós possamos refletir sobre a sociedade em que vivemos E acredite você ainda não sabe o que aconteceu depois o que Helena fez e o que aconteceu com aquele policial vai te surpreender mas antes de continuar se essa história já mexeu com você aproveite para
curtir compartilhar e comentar quero saber você já viveu ou testemunhou algo parecido deixe sua opinião nos comentários e ajude essa mensagem a chegar mais longe antes de entender o que aconteceu naquele dia é preciso conhecer a história de Helena porque ao contrário do que aquele policial pensava ela não era uma pessoa qualquer perdida no meio de um sistema que a marginalizava Helena era uma mulher de força de conquistas e sua trajetória até ali não foi nada menos que extraordinária Helena nasceu em uma comunidade periférica no interior do Estado cresceu ouvindo que precisaria ser duas vezes
melhor para conquistar metade do que os outros tinham filha de uma professora e de um pedreiro ela logo entendeu que o trabalho duro era a única saída para mudar de vida mas havia algo que a diferenciava ela não aceitava limites na infância enquanto outras meninas brincavam de boneca Helena estava ocupada organizando Missões com os amigos da rua corria escalava árvores e passava horas imaginando como seria ser parte de algo maior algo que pudesse transformar o mundo foi na escola no entanto que ela encontrou seu verdadeiro chamado um professor de história ao falar sobre as forças
armadas e o papel das mulheres na defesa do país despertou nela o sonho de vestir o uniforme mas o caminho não foi fácil Helena era constantemente lembrada de que aquele sonho não era para alguém como ela não porque faltasse inteligência ou determinação mas porque a sociedade não estava acostumada a ver uma mulher negra vinda de origens Humildes almejar um posto de comando Ela ouviu mais de uma vez que nem todas as batalhas valem a pena ainda assim ela persistiu aos 18 anos ingressou em uma Escola Preparatória militar onde enfrentou os primeiros Desafios de um sistema
que nem sempre estava pronto para recebê-la Helena passou por olhares de desdém comentários racistas e inúmeras tentativas de deslegitimar sua capacidade mas ela tinha um mantra eu não vou desistir sua dedicação chamou atenção e aos poucos começou a conquistar aliados professores e colegas que mesmo relutantes no início não podiam ignorar sua competência Helena não apenas superava as expectativas ela as destruía terminou o curso como uma das melhores da turma e alguns anos depois alcançou o posto de Capitã um Marco que poucos acreditavam ser possível no entanto o peso do preconceito nunca deixou de acompanhá-la mesmo
em sua posição de liderança Helena ainda precisava provar diariamente que era digna do espaço que ocupava houve vezes em que subordinados duvidaram de sua autoridade em que superiores hesitaram em ouvir suas ideias apenas para depois perceberem que ela estava certa mas o que a Manteve firme foi a certeza de que não estava lutando apenas por si mesma Helena sempre acreditou que cada vitória dela era uma vitória para todas as meninas negras que vinham depois que ao se manter de pé mesmo nos momentos mais difíceis ela estava abrindo caminho para que outras mulheres pudessem sonhar sem
limites e foi com essa mentalidade que ela saiu de casa Naquele dia não era apenas uma capitã do exército era uma mulher comum vivendo sua vida sem imaginar que logo estaria no centro de uma tempestade ela não sabia mas estava prestes a enfrentar um dos maiores desafios de sua vida não uma batalha no campo militar mas uma guerra contra o preconceito aquela mesma guerra que ela vinha lutando desde que era menina Helena não buscava confusão naquele dia pelo contrário estava voltando de um encontro tranquilo com uma amiga de longa data alguém que sempre a apoiou
em sua jornada vestia roupas simples com uma camiseta branca e uma calça jeans o cabelo preso em um coque ela parecia qualquer outra mulher na rua e talvez fosse isso que confundiu o policial porque para ele Helena não carregava nenhum dos sinais que ele associava ao respeito para ele ela não era uma autoridade não era uma Líder não era uma pessoa digna de ser tratada com humanidade e esse foi o erro dele porque ele não sabia que sob aquela aparência comum estava uma mulher que passou a vida inteira desafiando expectativas e naquele dia Helena seria
forçada a fazer isso novamente o que ela viveu não foi apenas mais um episódio de racismo foi um lembrete de que mesmo quando o topo o preconceito ainda tenta nos puxar de volta mas Helena não era o tipo de pessoa que se deixava vencer eu nunca vou esquecer como tudo começou naquele dia era para ser apenas uma caminhada tranquila sem pressa apenas eu e meus pensamentos segurava uma sacola com algumas lembranças do encontro com minha amiga algo simples quase banal a rua estava cheia de pessoas indo e vindo mas em algum momento STI Aquele olhar
você já teve essa sensação Aquele momento em que sabe que está sendo observada não por curiosidade mas por julgamento eu não mei de imediato continuei andando o desconforto aumenta a cada passo foi quando ouvi aquela voz você aí para onde está indo no começo Achei que ele estava falando com outra pessoa olhei ao redor confusa até perceber que o policial estava vindo direto na minha direção ele parecia determinado com o queixo erguido e uma expressão de autoridade que não deixava espaço para dúvidas estou falando com você mulher pare agora meu coração acelerou mas mantive a
calma Afinal eu sabia que não tinha feito nada de errado respondi educadamente está tudo bem senhor algum problema mas a resposta dele foi o que me fez perceber que aquilo não era uma abordagem comum problema o problema é você andando por aqui como se o direito de Estar Neste Lugar aquelas palavras bateram como um tapa Como assim o direito desde quando eu ou qualquer pessoa precisava justificar sua presença em uma rua pública antes que eu pudesse reagir ele avançou segurando meu braço com força documentos quero ver seus documentos agora naquele momento tive que respirar fundo
para conter a raiva e o desconforto como capitã Eu já tinha visto abusos de poder antes mas nunca havia sido a vítima direta de um ainda assim decidi manter a calma não queria que aquilo se tornasse maior do que já parecia ser senhor estou apenas voltando para casa não há necessidade de agressividade respondi tentando amenizar a situação mas ele não estava ouvindo era como se a ideia de Me enxergar como uma pessoa digna de respeito fosse inconcebível para ele o policial continuou apertando meu braço enquanto as pessoas ao ao redor começavam a notar a cena
alguns pararam outros tentavam evitar o olhar como se não quisessem se envolver não vou repetir Cadê seus documentos ele gritou minha mente estava dividida Parte de Mim queria gritar que ele não tinha o direito de me tratar assim queria puxar minha carteira mostrar meu distintivo militar e colocar um ponto final naquele absurdo mas outra parte de mim sabia que se fizesse isso ele poderia usar a desculpa de que eu estava reagindo ou desobedecendo então decidi falar o mínimo eu não estou com meus documentos aqui agora Mas isso não é motivo para essa abordagem agressiva disse
com a voz firme mas sem elevar o Tom essa resposta pareceu enfurece ainda mais ele me empurrou contra uma parede próxima pressionando meu braço com tanta força que eu tive que conter um gemido de dor você está Resistindo à autoridade é melhor cooperar ou vai se arrepender nesse momento algo dentro de mim mudou não era mais sobre mim era sobre todas as vezes que pessoas como eu negras mulheres de diferentes classes sociais passaram por isso e não puderam fazer nada decidi que não me calaria mas também não entregaria a reação que ele claramente queria Senhor
eu não estou resistindo estou aqui parada enquanto o senhor me agride sem motivo quem está abusando de sua autoridade aqui não sou eu aquelas palavras causaram um silêncio momentâneo era como se ele não Esperasse que eu tivesse coragem de confrontá-lo de maneira tão direta mas antes que ele pudesse responder comecei a ouvir os sussurros e os cliques das câmeras ao redor pessoas gravavam a cena com seus celulares e os murmúrios cresciam Por que ele está tratando ela assim isso não parece certo eu percebi que não estava sozinha mesmo sem saber quem eu era aquelas pessoas
estavam ali assistindo e aquilo começou a incomodar o policial Ele olhou ao redor claramente desconfortável mas não queria admitir que havia perdido o controle da situação eu sabia que era só uma questão de tempo até que a verdade viesse à tona mas por enquanto tudo o que eu podia fazer era manter a calma e confiar que a justiça prevaleceria só que eu também sabia que para muitas pessoas que passam por algo assim a justiça nem sempre chega a situação que já estava rapidamente piorou enquanto eu estava encostada naquela parede sentindo o peso de um braço
que carregava mais preconceito do que autoridade as coisas começaram a ficar ainda mais tensas o policial não parecia disposto a recuar pelo contrário ele continuava buscando uma forma de me intimidar Como se quisesse extrair de mim uma reação que justificasse seu comportamento agressivo você acha que é esperta né acha que pode se safar só porque tá bancando a vítima ele disparou com os olhos fixos nos meus a frase dele era tão carregada de desprezo que por um momento me perguntei o que ele enxergava em mim ele não sabia nada sobre mim não sabia da minha
história das batalhas que lutei nem do posto que eu ocupava mas para ele bastava a cor da minha pele para determinar quem eu era ou melhor quem ele achava que eu era houve um instante de silêncio mas não era um silêncio de calmaria era como o silêncio que precede a tempestade as pessoas ao redor estavam visivelmente desconfortáveis algumas murmurando entre si outras tirando fotos ou gravando vídeos eu podia ouvir frases como isso é racismo ela nem está fazendo nada errado mas ninguém se aproximava o medo era palpável no ar Por mais difícil que fosse decidi
manter a postura sabia que se deixasse a emoção tomar conta ele teria exatamente a desculpa que precisava para transformar Aquilo em algo ainda pior então com a voz calma mas firme respondi senhor não estou tentando Me safar de nada porque não fiz nada errado Sua abordagem é excessiva e desrespeitosa e o senhor sabe disso ele deu um passo à frente se aproximando ainda mais agora quase na minha altura tá me acusando de quê hein de fazer meu trabalho porque o que eu tô vendo aqui é uma suspeita tentando virar o jogo suspeita aquela palavra martelava
na minha cabeça suspeita de quê De estar existindo de andar em uma rua pública Era exatamente isso para ele o simples fato de eu estar ali já era motivo suficiente para me tratar como uma criminosa então ele decidiu ir além tirou as algemas do cinto e as segurou no ar como se aquilo fosse uma ameaça se você não quer cooperar eu vou ter que te levar paraa delegacia quem sabe lá você aprende a respeitar a autoridade algumas pessoas na multidão começaram a protestar mais alto uma mulher chegou a gritar isso é um abuso de poder
deixem ela em paz outra pessoa acrescentou ela não fez nada nós vimos mas ele parecia imune a qualquer crítica era como se estivesse determinado a provar que podia fazer o que quisesse sem ser contestado Foi então que eu percebi que ele estava disposto a ir até o fim não importava quantas câmeras estivessem gravando nem quantas pessoas estavam testemunhando para ele Manter o controle da situação era mais importante do que a verdade e de certa forma ele estava certo sobre uma coisa ele tinha poder mas o que ele não sabia é que eu também tinha ele
colocou as algemas no meu pulso direito e naquele momento eu soube que não poderia mais prolongar o teatro porque o que ele estava fazendo não era apenas uma abordagem agressiva era uma prisão injusta e se aquilo continuasse as consequências poderiam ser catastróficas para ambos capitã Helena Moreira eu disse com a voz alta o suficiente para que todos ao redor ouvissem sou oficial das Forças Armadas do Brasil e exijo respeito imediato o impacto das minhas palavras foi imediato o policial congelou os olhos arregalados como se tivesse sido atingido por uma bala invisível Ele olhou para mim
depois para as algemas na mão e então para a multidão que agora estava em completo alvoroço alguém gritou ela é capitã meu Deus outro completou Eu sabia que tinha algo errado ele está abusando da autoridade dele mas mesmo diante dessa Revelação o policial ainda tentou manter uma postura firme talvez fosse o instinto ou talvez fosse o orgulho ferido mas ele se recusava a admitir que tinha cometido um erro ele ainda olhava para mim como se procurasse algo qualquer coisa para justificar suas ações capitã ele perguntou com a voz ligeiramente trêmula eu eu não sabia não
sabia porque não perguntou não sabia porque preferiu assumir que eu era menos do que sou Respondi com a voz calma mas carregada de significado Eu sabia que aquelas palavras não eram apenas para ele eram para todos ali para as pessoas na multidão para as câmeras que estavam gravando e principalmente para mim mesma porque a verdade era essa o racismo que Ele demonstrou Naquele dia não era apenas sobre mim ele fazia parte de algo maior algo mais profundo que dizia respeito a como as pessoas negras são constantemente vistas como suspeitas como ameaças como menos independentemente de
suas conquistas ou posições o policial parecia desconcertado Ele olhou ao redor como se buscasse apoio mas tudo o que encontrou foi o julgamento nos olhos daquelas pessoas que agora sabiam a verdade finalmente Ele soltou as algemas deixando-as cair ao lado do corpo eu estava seguindo o protocolo ele tentou justificar mas sua voz Quase não saiu protocolo eu rebati é isso que você chama de me empurrar contra uma parede me algemar sem motivo e me tratar como criminosa Esse é o protocolo que você usa quando aborda uma mulher branca na mesma situação ou foi o meu
tom de pele que decidiu o tratamento que eu recebi hoje dessa vez ele não respondeu não havia mais nada a dizer ele sabia disso Enquanto isso a multidão agora estava em completo alvor Gross algumas pessoas gritavam exigindo explicações outras continuavam gravando sabendo que aquele vídeo seria visto por milhares talvez milhões de pessoas nas redes sociais eu olhei para elas para aquelas câmeras que registravam tudo e senti algo que não era apenas indignação era também um senso de responsabilidade hoje foi comigo comecei a dizer me dirigindo ao público mas quantas vezes isso acontece com pessoas que
não tem a chance de falar quantas vezes isso acontece longe das câmeras longe de qualquer testemunha O silêncio que seguiu Foi ensurdecedor Todos sabiam que eu estava certa aquela não era uma história isolada era um reflexo de algo que acontece todos os dias em todos os lugares o policial deu mais um passo para trás ele parecia menor Agora quase irreconhecível em comparação ao homem que minutos antes exal arrogância e autoridade eu sabia que ele estava arrependido Ou pelo menos que sentia o peso de suas ações mas arrependimento naquele momento não era suficiente Espero que você
aprenda com isso disse a ele olhando diretamente em seus olhos porque da próxima vez pode não haver câmeras e da próxima vez pode não haver um final como este Eu Me virei e comecei a caminhar não olhei para trás eu não precisava sabia que aquele momento já não era sobre mim ou sobre ele era sobre algo maior enquanto me afastava a multidão abriu espaço mas pude ouvir murmúrios de apoio e encorajamento Você Foi incrível uma mulher disse outro homem gritou isso tem que acabar racismo não pode continuar assim e então no fundo da minha mente
veio a pergunta o que vai acontecer agora aquele policial seria responsabilizado a minha história seria suficiente para gerar mudanças eu não tinha as respostas naquele momento mas sabia que de alguma forma algo tinha mudado depois que a situação finalmente se acalmou eu achava que poderia seguir com meu dia mas eu estava enganada aquele momento capturado por tantas câmeras ao meu redor estava prestes a ganhar uma proporção que eu jamais poderia imaginar logo após o incidente percebi que algumas pessoas na multidão ainda estavam emocionadas e revoltadas eu ouvia os comentários ao redor ela é capitã Isso
é um absurdo Alguém precisa compartilhar isso nas redes sociais e foi exatamente o que aconteceu em questão de horas o vídeo da abordagem começou a circular ele mostrava o policial me empurrando contra a parede algemando meu braço e a reação de choque quando revelei minha identidade o que inicialmente Parecia um episódio de abuso isolado Tor tornou-se um catalisador para um debate muito maior as redes sociais explodiram no Twitter hashtags como justiça para Helena e racismo estrutural ficaram entre os tópicos mais comentados no Instagram pessoas compartilhavam o vídeo com legendas indignadas chamando atenção para o racismo
que ainda permeia as instituições públicas e para a força que demonstrei ao lidar com a situação como alguém pode tratar uma mulher desse jeito e ela ainda é oficial Imagine o que acontece com quem não tem esse tipo de posição escreveu uma usuária outro comentário me marcou profundamente essa história é um reflexo do que muitos de nós enfrentamos Mas nem todo mundo tem a chance de se defender como ela os vídeos também chegaram à mídia tradicional jornais e telejornais locais e nacionais começaram a relatar o caso usando títulos como capitando exército é vítima de abordagem
racista por policial preconceito em Ação o caso de Helena Moreira expõe falhas no sistema a repercussão foi tão grande que especialistas começaram a ser convidados para discutir o caso em programas de debate era Emocionante ver como a minha história estava trazendo à tona questões que há muito tempo precisavam ser discutidas mas também era angustiante perceber que isso só aconteceu porque eu tinha uma posição de autoridade por outro lado o impacto nas pessoas ao meu redor foi significativo colegas militares amigos e até mesmo estranhos começaram a me enviar mensagens de apoio muitos disseram que estavam inspirados
pela minha coragem e pela maneira como li dei com a situação você é um exemplo para todas nós mulheres negras escreveu uma jovem em uma rede social mas nem todas as reações foram positivas como sempre acontece em casos assim havia quem tentasse desviar a narrativa ou justificar a atitude do policial comentários como talvez ela tenha agido de maneira suspeita por isso ele reagiu assim ou por ela simplesmente não mostrou seus documentos esses comentários me lembraram do quanto ainda precisamos avanar porque para mos ainda é mais fácil culpar a vítima do que enfrentar a dura verdade
de que o racismo não é apenas individual mas estrutural enquanto a história ganhava mais atenção organizações que lutam contra o racismo começaram a se envolver um grupo de advogados entrou em contato comigo oferecendo apoio caso eu decidisse levar o caso adiante ativistas começaram a usar o meu nome como símbolo de resistência e Protestos pacíficos foram organizados em várias cidades do país com pessoas segurando cartazes dizendo por Helena e por todas as outras Sabia que aquela atenção era necessária mas não conseguia evitar de pensar em quantas histórias semelhantes à minha nunca ganharam vóz porque a verdade
é que se eu não fosse capitã se eu não tivesse revelado minha posição de autoridade naquele momento o desfecho provavelmente seria muito diferente o policial envolvido agora identificado como Subtenente Freitas foi colocado em licença administrativa enquanto o caso era investigado a delegacia divulgou uma nota dizendo que não compactua com atitudes racistas e que as medidas cabíveis seriam tomadas após a apuração dos fatos mas para mim era difícil acreditar que aquilo mudaria algo Afinal essa não era a primeira vez que ouvíamos promessas assim enquanto eu assistia tudo se desenrolar ficava cada vez mais claro que essa
história não era mais só minha ela pertencia a todas as pessoas que lutam contra o preconceito diariamente a todas as mulheres negras que são invisibilizadas e a todos os que acreditam que a mudança é possível quando as coisas começaram a se acalmar e a poeira da repercussão baixou um pouco percebi que havia chegado o momento de me pronunciar não apenas como a mulher que foi vítima de racismo naquele dia mas como uma representante de tantas outras vozes que muitas vezes são silenciadas Eu sabia que as pessoas que iam ouvir de mim não apenas para entender
melhor o que aconteceu mas também para encontrar inspiração Então decidi conceder uma entrevista a um grande canal de TV a câmera foi ligada e o jornalista começou com a pergunta que estava na mente de todos capitã Helena o que a senhora sentiu naquele momento sendo abordada de forma tão desrespeitosa por alguém que deveria zelar pela segurança de todos nós respirei fundo antes de responder olhei diretamente para a câmera sabendo que minhas palavras alcançariam milhares talvez milhões de pessoas o que eu senti no início confusão Eu não entendia porque estava sendo tratada daquela maneira mas logo
aquela confusão deu lugar à indignação porque percebi que não era sobre o que eu estava fazendo mas sobre quem eu sou Ele olhou para mim e decidiu que eu não merecia respeito e isso infelizmente é algo que muitas pessoas negras enfrentam diariamente não importa o quanto conquistemos o preconceito sempre tenta nos diminuir mas eu me recuso a ser diminuída eu não sabia exatamente como minhas palavras seriam recebidas mas o silêncio respeitoso do jornalista e da equipe me encorajou a continuar quero deixar algo claro essa história não é sobre mim sim fui eu que Vivi aquela
situação mas poderia ter sido qualquer um eu estava em uma posição privilegiada para me defender sou uma capitã das Forças Armadas tenho um cargo de respeito mas e as pessoas que não têm esse tipo de proteção e aquelas que são desacreditadas que não têm testemunhas que não tem câmeras gravando essas pessoas também merecem justiça e minha luta é por elas após a entrevista Recebi uma enxurrada de mensagens pessoas agradecendo por eu ter falado por não terme calado uma dessas mensagens me emocionou profundamente era de uma mãe dizendo que a filha adolescente havia assistido ao vídeo
do incidente e a minha entrevista e que pela primeira vez sentiu orgulho de sua identidade ela escreveu capitã Helena minha filha chorou enquanto ouvia você falar ela me disse mãe eu também quero ser forte assim Obrigada por ser um exemplo para ela e para tantas outras que precisam saber que podem ser o que quiserem aquelas palavras ficaram comigo por muito tempo porque naquele momento percebi que a história que Vivi não era apenas sobre denunciar o racismo era também sobre mostrar que a nossa força nossa dignidade é maior do que qualquer preconceito mas também havia quem
discordasse algumas pessoas disseram que eu deveria ter deixado passar que talz tivesse sido melhor não enfrentar daquela forma não trazer tanta atenção para o caso a esses minha resposta foi Clara ignorar o racismo nunca foi e nunca será a solução porque o que deixamos passar hoje se torna maior amanhã e eu não vou permitir que esse ciclo continue Além das Palavras senti a necessidade de agir então comecei a usar minha voz para levantar questões importantes não apenas sobre racismo mas sobre a importância de reformar nossas instituições dei palestras Participei de debates e trabalhei com organizações
que lutam por justiça e igualdade uma das frases que repeti em cada uma dessas ocasiões foi somos mais do que o que pensam de nós nossa história não é definida pelos olhos de quem nos julga Mas pela força com que continuamos a lutar e cada vez que eu dizia isso sentia o peso daquela verdade porque não era apenas sobre mim era sobre todos nós sobre cada pessoa que já foi olhada de cima para baixo que foi desacreditada que foi julgada pela cor da pele pelo G pela classe social ainda hoje quando me lro daqu dia
sinto raiva mas também sinto orgul orgul por não ter deixado que aquele momento me definisse orgul por ter transformado algo tão doloroso em uma mensagem que alcançou e inspirou tantas pessoas depois daquele dia algo Ficou claro para mim o problema não era apenas o policial ele era um sintoma de algo muito maior algo que está enraizado em nossa sociedade e que afeta todos os aspectos da vida das pessoas negras a abordagem que sofri não foi um evento isolado foi mais uma evidência de Como o racismo estrutural ainda molda as atitudes e decisões dentro de instituições
que deveriam proteger e servir a todos sem distinção o que aconteceu comigo levantou uma questão que muitos preferem evitar por tantos policiais professores médicos empregadores E tantas outras figuras de autoridade ainda carregam preconceitos que afetam suas ações para entender isso precisamos olhar para a história do Brasil durante séculos o racismo foi institucionalizado em nosso país desde a escravidão até as políticas de exclusão que se seguiram após a abolição em vez de incluir a população negra na sociedade o sistema criou Barreiras invisíveis relegando essas pessoas às margens e mesmo hoje Essas barreiras continuam existindo embora muitas
vezes camufladas por discursos de meritocracia e igualdade o que eu vivi é apenas um exemplo de como Essas barreiras ainda operam Pense comigo se aquele policial ao me ver imediatamente me tratou como uma ameaça o o que isso diz sobre os treinamentos e Valores que ele recebeu ao longo de sua carreira Será que ele teria agido da mesma forma se fosse um homem branco andando pela rua Será que ele teria tratado uma mulher branca Com tamanha brutalidade e desprezo muitos tentaram justificar suas ações com o argumento de que ele estava apenas fazendo o trabalho dele
mas será que o trabalho de um policial inclui julgar alguém pela aparência antes mesmo de fazer qualquer pergunta Essa é a questão central do racismo estrutural ele não precisa de intenções conscientes para operar ele se manifesta nas decisões automáticas nos reflexos que as pessoas desenvolvem ao longo da vida e o mais preocupante é que mesmo quando casos como o meu ganham atenção o sistema parece resistir à mudança após o incidente houve uma promessa de investigação de apuração dos fatos Mas até hoje não recebi notícias de qualqu quer punição Severa para o policial isso me fez
refletir sobre como a impunidade também alimenta o racismo se o sistema falha em punir aqueles que cometem abusos ele manda uma mensagem Clara isso é aceitável você pode fazer isso de novo é por isso que tantas pessoas negras continuam sofrendo as mesmas abordagens agressivas e injustas sem esperança de que algo vá mudar mas o problema não se limita à forças de segurança ele está em todo lugar está nas empresas que contratam mais pessoas brancas do que negras mesmo quando os candidatos têm as mesmas qualificações está nas escolas onde crianças negras são vistas como problemáticas com
muito mais frequência do que suas colegas brancas está nos hospitais onde pacientes negros recebem menos atenção e cuidado enquanto eu refletia sobre tudo isso comecei a entender que minha luta não poderia se limitar ao que aconteceu comigo naquele dia ela precisava ir além precisava questionar o sistema inteiro comecei a me reunir com organizações que trabalham para treinar policiais de maneira mais humanizada Participei de debates sobre como incluir mais diversidade e empatia nos processos de formação de servidores públicos e uma coisa ficou Evidente o racismo estrutural não vai desaparecer sem que todos nós como sociedade nos
comprometam a enfrentá-lo por exemplo uma das mudanças mais urgentes é repensar o treinamento policial Porque tantos agentes de segurança são treinados para enxergar determinadas pessoas como inimigos em potencial por não há mais foco em diálogo em construção de confiança outra mudança importante é a transparência quando abusos acontecem eles precisam ser investigados rapidamente e com Rigor as vítimas precisam de apoio e de Justiça não de desculpas vazias e promessas não cumpridas e finalmente precisamos mudar a cultura do silêncio quando presenciamos um caso de racismo como aquele que Vivi não podemos ficar calados precisamos gravar denunciar exigir
respostas porque o racismo só sobrevive no escuro depois do incidente e de toda a repercussão que ele gerou minha esperança era de que a justiça finalmente fosse feita que aquele policial fosse responsabilizado por suas ações e que isso servisse como um exemplo para todos os que ainda acreditam que podem agir com preconceito sem consequências mas como tantas vezes acontece as coisas não foram tão simples logo após o ocorrido o policial foi identificado e afastado de suas funções enquanto uma investigação era aberta a Corporação emitiu uma nota pública dizendo que não tolerava comportamentos racistas e que
o caso seria tratado com a seriedade necessária palavras que em teoria deveriam me dar algum alívio mas a realidade mostrou Outra Face nos dias seguintes surgiram boatos de que o policial estava sendo protegido por colegas dentro da Corporação alguns agentes chegaram a justificar sua abordagem dizendo que ele não sabia quem eu era como se isso fosse uma desculpa para o comportamento dele esse tipo de reação só reforçou o que eu já sabia o racismo estrutural não é apenas um problema individual ele é sustentado por um sistema que muitas vezes fecha os olhos para o preconceito
e o pior de tudo enquanto eu estava sendo inundada com mensagens de apoio de pessoas que se solidarizam com a minha história também Comecei a receber ataques comentários de ódio nas redes sociais questionando minha integridade minha posição e até mesmo minha identidade frases como ela está exagerando isso não foi racismo se fosse uma pessoa comum ela teria mostrado os documentos e resolvido isso é vitimismo foi difícil mas eu sabia que precisava manter o foco Afinal aquele Episódio não era apenas sobre mim era sobre uma luta muito maior a investigação sobre o policial avançou lentamente ele
foi chamado para prestar depoimento assim como testemunhas que estavam presentes no dia do incidente os vídeos gravados por pessoas na rua foram usados como evidência e a pressão da opinião pública certamente teve um impacto no entanto o resultado final foi decepcionante depois de meses de investigação a Corporação decidiu aplicar apenas uma punição administrativa ao policial ele recebeu uma suspensão temporária mas não foi demitido nem enfrentou qualquer tipo de processo criminal quando ouvi essa notícia senti uma mistura de raiva e tristeza parecia que mais uma vez o sistema estava enviando a mensagem de que o racismo
não é levado a sério quanto a mim minha vida também mudou de várias maneiras a repercussão do caso me trouxe um nível de visibilidade que eu não esperava fui convidada para participar de eventos dar palestras e até escrever sobre a minha experiência muitos viviam como uma figura de resistência alguém que teve coragem de enfrentar o sistema mas ao mesmo tempo essa visibilidade trouxe um peso enorme eu me tornei alvo de críticas constantes de pessoas que não queriam que minha voz fosse ouvida houve momentos em que pensei em desistir em me afastar de tudo isso e
voltar para uma vida mais tranquila mas então lembrava das mensagens que recebi de jovens dizendo que minha história inspirou lembrava de mães pais e professores que me agradeciam por falar sobre o que tantos enfrentam diariamente E acima de tudo lembrava de todas as pessoas que não t a oportunidade de contar suas histórias de Lutar Por Justiça foi isso que me Manteve firme decidi usar Minha experiência como um catalisador para a mudança Entrei em contato com organizações que trabalham com a reforma policial e o combate ao racismo comecei a colaborar em projetos voltados para a educação
antiracista especialmente dentro de instituições públicas mas ainda me pergunto será que as coisas realmente mudaram para aquele policial Será que ele refletiu sobre suas ações ou será que voltou ao trabalho com a mesma mentalidade é difícil dizer mas eu sei que para mim aquele dia mudou tudo ele reforçou minha determinação de Lutar Por Justiça não apenas para mim Mas para todos que enfrentam o preconceito em silêncio porque no final das contas a verdadeira Justiça não é apenas punir quem erra é transformar o sistema para que essas situações nunca mais aconteçam depois de tudo o que
aconteceu não pude deixar de pensar o que aprendemos com essa história o que ela realmente mudou será que conseguimos dar mais um passo em direção a uma sociedade mais justa e igualitária ou será que ela será apenas mais um ódio de indignação Que Desaparece com o tempo uma coisa ficou Clara para mim mudanças Profundas e duradouras não acontecem sozinhas elas exigem ação coragem e acima de tudo União o racismo estrutural é como um rio que corre silencioso mas que carrega uma força destrutiva e para detê-lo precisamos construir pontes Pontes de Educação de empatia e de
responsabilidade coletiva olhando para trás percebo que minha história não é só sobre o que aconteceu comigo mas sobre o que ainda acontece com milhões de pessoas negras todos os dias é sobre como o preconceito se manifesta de formas grandes e pequenas e como ele afeta as oportunidades a dignidade e a segurança de tantas vidas mas o que podemos fazer na prática para mudar isso como podemos garantir que histórias como a minha se tornem cada vez raras até desaparecerem por completo primeiro Precisamos falar sobre o problema o racismo cresce no silêncio quando evitamos o assunto fingimos
que ele não existe damos a ele mais espaço para operar por isso é tão importante compartilhar histórias como essa não apenas para gerar indignação mas para educar para abrir os olhos de quem ainda não entende a gravidade do que está acontecendo segundo cobrar mudanças em todos os níveis não podemos nos contentar com desculpas e promessas vazias precisamos de treinamentos antirracistas obrigatórios em instituições públicas de processos de investigação rigorosos para casos de abuso de poder e de leis que realmente punam o racismo de forma Severa e isso só acontece quando a sociedade exige Tero Precisamos ser
Aliados uns dos outros isso signica fica não apenas denunciar o racismo quando o vemos mas também apoiar as pessoas que o enfrentam às vezes um gesto de solidariedade pode fazer toda a diferença lembro de uma mulher que estava na rua naquele dia e que gritou deixem ela em paz ela não sabia quem eu era mas sabia que o que estava vendo era errado e naquele momento sua voz me deu força para continuar imagine o impacto que podemos ter se mais pessoas se posicionarem assim mas talvez a maior lição que tirei dessa experiência seja esta a
luta contra o racismo é contnua não é algo que se resolve com uma campanha ou com uma decisão judicial é um compromisso Diário de todos nós para desconstruir preconceitos questionar práticas injustas e construir um mundo onde ninguém seja julgado pela cor da pele hoje uso minha posição e minha voz para lutar por isso sei que nem todos têm a mesma ou os mesmos recursos mas acredito que todos podem fazer sua parte e é por isso que quero deixar um desafio para você que está ouvindo ou lendo esta história O que você pode fazer para combater
o racismo pode ser algo pequeno Como compartilhar essa história para conscientizar mais pessoas pode ser algo grande como se engajar em movimentos sociais denunciar casos de discriminação ou apoiar projetos voltados para inclusão e a igualdade o importante é não ficar parado se você já passou por algo parecido ou conhece alguém que passou compartilhe nos comentários sua história importa sua voz importa e juntos Podemos construir um futuro diferente um futuro onde ninguém tenha que provar sua dignidade ou sua humanidade porque ela será respeitada por todos a luta continua mas ela não precisa ser solitária cada vez
que nos unimos nos tornamos mais fortes cada vez que denunciamos o racismo enfraquecemos o sistema que o sustenta E acima de tudo cada vez que escolhemos a empatia em vez do julgamento damos um passo em direção ao mundo que queremos construir por isso não pare aqui compartilhe essa história comente discuta vamos fazer barulho porque o racismo não resiste à luz e somos nós que temos o poder de acender essa luz e você está pronto para fazer parte dessa mudança