síndrome metabólica em éguas com certeza você já se deparou com uma égua que foi acometida você já teve várias questões com relação a isso e a gente tá aqui hoje para falar sobre esse tema que cada vez tem crescido mais na nossa rotina no nosso dia a dia seja bem-vindo a mais um invitro Academy eu sou a Alonso sou médica veterinária especializada em reprodução equina eu sou proprietária da rama reprodução equina onde a gente vem trabalhando desde a primeira te de aqui no Brasil junto com a invitro é um prazer enorme est aqui com vocês
para falar de um assunto gente que realmente é muito desafiador para variar a Perla me convida para assuntos cabulosos que ninguém com certeza queria falar sobre né então vamos conversar um pouco sobre a síndrome metabólica em éguas bom é essa figura representa exatamente o que aconteceu no momento que a Perla me propôs esse tema e na verdade eu acho que a gente precisa cada vez mais parar para pensar nas coisas e sobretudo parar para pensar na fisiologia por trás porque a gente quer respostas a gente quer uma rotina fácil e a gente sabe que mexer
com cavalo é bem longe disso então foi isso que acon seu comigo ao longo de todo o meu projeto dessa aula eu espero passar um pouquinho desse desespero dessa angústia desse questionamento para vocês e é claro trazer um pouco de alento pra gente trabalhar cada vez melhor com as alterações endócrinas nas éguas e o foco aqui dentro da Academy é a gente falar um pouco sobre tudo isso e pensar no que vai influenciar nas nossas doadoras de embrião que são as nossas matrizes que a gente quer coletar ostos excelentes resultados a gente quer obter então
é mais sobre isso que é a nossa aula mas para começar lá atrás eu quero fazer vocês pararem para pensar no seguinte o cavalo né na evolução das espécies né o cavalo ele vivia dentro de uma baia o cavalo comia concentrado não então eu deixei essa figura que eu criei com inteligência artificial pra gente pensar que antigamente os cavalos estavam soltos nos Prados que eles andavam em bandos então eles tinham que caminhar para se alimentar fazer um exercício todos os dias que a gente tinha toda a int tempere das mudanças de clima né verão outono
inverno é tudo isso acontecendo nesse indivíduo ou seja a seleção natural preparou esse cavalo para essa condição e não pra condição que a gente tem hoje dos nossos Aras nos nossos nas zpas e eu acho que se isso ficar muito claro para vocês certamente muita coisa vai mudar na forma que vocês vão enxergar a síndrome metabólica e e não só a síndrome metabólica né as alterações endócrinas como um todo a gente sabe que a gente também vai ter a disfunção da pare intermédia AD pituitária e e se fala muito sobre hipotiroidismo e depois a gente
vai conversar um pouco sobre isso também mas o que eu quero que vocês saiam daqui pensando no final dessa aula é como isso foi selecionado e o que a gente faz hoje porque eu acho que realmente a gente vai conseguir ter resultados muito mais eficientes e talvez parar para repensar Muitas das coisas que a gente faz e mais né Eu Sempre converso sobre isso é a égua é muito mais do que um mter um ovário pra gente que mexe com reprodução a gente tem uma né um costume feio de ficar eh Resumindo aquele animal ao
sistema reprodutivo ao sistema locomotor nós como como médicos veterinários a gente tem que pensar no Animal como um todo então aqui as doadoras elas são indivíduo inteiro então não adianta falar eu não mexo com Clínica gente a gente que mexe com reprodução se você não mexer com Clínica você tem que ter um contato excelente com veterinários de clínica sentar junto e conversar sobre isso porque o metabolismo ele é interligado ninguém separa Ego em Duas Metades então e eu queria deixar isso bem claro para vocês e pensar bom eu sou uma ego eu tenho síndrome metabólica
eu tenho disfunção da parz intermédia da pituitária ou o hipotiroidismo e eu pus esse bando de interrogação para deixar bem claro para vocês o seguinte convido todos vocês e quem quiser pode entrar em contato com a gente que a gente vai fornecer os materiais que a gente usou para produzir essas apresentações então eu tenho vários trabalhos sobre isso hipotiroidismo como doença de B no cavalo É muito raro tá então normalmente o hipotiroidismo não é uma condição e muita gente trata os animais como hipotireoide Deus quando na verdade a gente tem uma condição de base metabólica
seja síndrome metabólica ou síndrome metabólica associada com a disfunção da pare intermédia da pituitária e isso sim levando ao hipotiroidismo só pra gente conversar bem claramente sobre essas diferentes alterações metabólicas e o que é muito legal é a gente fazer um paralelo com o ser humano né no ser humano eh a obesidade Vem vindo né eh e e a síndrome metabólica em humanos como uma doença infecciosa ela tá se alastrando pela população de uma forma importante e tá levando gente a custos altíssimos de diagnóstico e tratamento e a gente tem que lembrar que no ser
humano né a gente vai ter ateroesclerose doenças cardiovasculares e muito importante nas mulheres quanto a gente tem visto de meninas jovens tendo síndrome do ovário policístico garanto que muitas de vocês pensaram Nossa Guta tá ouvindo meus pensamentos ela sabe que eu tenho síndrome do ovário policístico isso tá cada vez mais frequente por quê Porque você tem uma perda da sensibilidade à insulina e aí você acaba tendo todo um comprometimento da função reprodutiva das mulheres então sim isso acontece em mulheres e muita a gente pode aprender olhando a síndrome do ovário policístico em mulheres pra gente
entender o que acontece na égua nos cavalos não tá diferente disso é uma doença em ascensão A prevalência tá aumentando cada vez mais o diagnóstico correto e veja isso é uma coisa que eu quero frisar muito claramente aqui não é tudo que é síndrome metabólica porque antigamente quando eu eu dei uma palestra em 2013 na sbte lá na lá em Salvador falando sobre síndrome metabólica na na época assim nossa uma coisa Super Nova e 11 anos depois agora é quase que tudo é síndrome metabólica aí todo mundo olha pra sua cara e fala assim não
para de falar bobagem eu acho que a gente tem que ter muito cuidado com os diagnósticos adequados e isso a gente vai conversar ao longo dessa apresentação e também fazer cada vez mais pesquisas acerca da obesidade das alterações endócrinas pra gente conseguir trabalhar em todas as frentes melhorando toda a parte tanto o Clínica desses animais quanto reprodutiva e muito importante é uma questão de bem-estar animal gente e necessita de tratamento e um dos grandes entraves que a gente enfrenta nisso é com o proprietário os proprietários T dó dos Cavalos Outro dia eu tava conversando com
o pai da minha filha ele falou que ele tem dó da minha filha quando ele fala para ela não comer alguma coisa gente deixar de se alimentar por exemplo de né de concentrado para um cavalo não tem nenhuma ele é um herbívoro ele foi feito para pastar Então a gente tem que tomar muito cuidado com essa questão porque a gente acaba humanizando um animal que não é humano então eh eu queria deixar bem claro que a gente tem um grande desafio eu aqui tenho pessoas que trabalham comigo e clientes que não querem que eu deixe
de tratar os animais eu que eu tiro concentrado por dó e Pode parecer assim um papo mas não é é Seríssimo e isso a gente tem que cada vez mais usar a ciência ao nosso favor para conscientizar esses proprietários e conseguir melhorar o manejo desses animais e eu quero essa imagem eu quero que vocês levem para sempre um animal obeso ou com adiposidade regional aumentada é um animal inflamado se vocês entenderem isso no final dessa apresentação eu tô muito contente porque gente vocês sabiam que o tecido adiposo é o é o maior tecido endócrino que
a gente tem no nosso corpo então quanto mais tecido né deo que a gente tem produzindo citocinas num estado inflamado maior tá esse corpo e isso é importante pro humanos e é muito importante pros cavalos e eu sempre né quem acompanha as minhas apresentações sabe que eu gosto de dar sempre uma perspectiva histórica das coisas e não não se fala sobre síndrome metabólica há pouco tempo gente já faz 22 anos que esse assunto vem vem sendo levantado na literatura Então a primeira descrição foi feita por Johnson em 2002 quando ele traçou um paralelo com a
síndrome eh metabólica humana ele fez esse esse paralelo e já em 2010 a gente teve o Colégio de medicina veterinária interna americano falando sobre essa doença então é um assunto que já vem sendo estudado mas eu espero convencer vocês que tem muita coisa ainda pra gente entender e de verdade eu aprendi tanta coisa montando essa aula que eu espero que vocês se empolguem tanto com esse assunto quanto eu Ah gostei quanto eu me animei ao longo dessa apresentação e eu não sei se vocês já pararam para perguntar Ou se perguntar o que é uma síndrome
síndrome nada mais é do que um conjunto de sintomas e a síndrome metabólica não é nada diferente disso um conjunto de sintomas que são apresentados numa uma doença e que vão caracterizar ela e uma coisa que eu acho interessante da gente deixar claro é o que que é obesidade porque vocês vão ver que a obesidade é um dos sintomas da síndrome metabólica a gente tem na Organização Mundial da Saúde é que o acúmulo excessivo de tecido adiposo generalizado ou Regional externo ou interno é considerada obesidade porque eu tô falando isso Guta uma égua magra pode
ter síndrome metabólica sim porque a gente não tá enxergando dentro desse animal e vocês vão ver que a gente tem predisposição de algumas raças tem alguns animais que são extremamente finos e tem acúmulo de de adiposidade Regional e Sim esses lugares acabam produzindo essa inflamação sistêmica e causando também síndrome metabólica então só pra gente ter isso muito bem estabelecido em geral a gente tem três fatores importantes dentro da síndrome metabólica obesidade a hiperinsulinemia e a desregulação da insulina e aí você vai falar mas eu ouvi falar em sensibilidade a insulina gente hoje em dia a
gente fala de desregulação como uma forma mais abrangente E por que que isso é tão importante de forma geral porque esses três fatores levam geralmente a gente a ter laminite nesses cavalos Ou você já teve aquela doadora que você falava assim nossa o casco dela é sensível não é laminite clássica Clínica não é aquele bicho que vai ter rotação de falange Mas sabe aquele bicho que pisa em ovos então tomem cuidado com esses animais porque isso é um indicativo de que talvez você tenha uma laminite que fica mascarada E você acha que na laminite você
já tem alteração nas lâminas desse casco E como eu falei para vocês dentro da síndrome metabólica equina a gente tem os fatores predisponentes quais são esses fatores predisponentes bom já provei para vocês ou espero que vocês tenham ficado convencidos de que a gente faz todo manejo alterado do que era natural na natureza né dos animais soltos no pasto nos Prados e Campinas a gente muda tudo então vamos lá o animal caminhava o exercício ele mora onde a maioria das vezes dentro de baias o animal precisava procurar esse alimento e o alimento sofria variação ao longo
do ano nós colocamos ele dentro de uma ba mais a gente coloca capa ou seja não tem estresse de temperatura nenhum e eu falei para vocês que ele são feitos para comer capinho e a gente vai lá e fornece concentrado vários alimentos que tem alto né índice insulinêmica a gente vai ver que genética é uma uma coisa muito importante o indivíduo Assim como nós seres humanos tem gente que você fala nossa aquela pessoa não engorda de jeito nenhum e tem gente que tem tendência a ter maior ganho de peso e a raça e qual é
a realidade Então hoje do cavalo nós não temos perda de peso mais sazonal a gente suplementa o ano todo e a gente acha que cavalo gordo é cavalo saudável eu vivo lutando com os meus clientes aqui em casa para mostrar para eles que um cavalo obeso não não é um cavalo saudável a gente gosta de ver bicho gordo né e muitos bichos de Exposição principalmente né que não fazem eles são bichos extremamente gordos e se for magro ele não vai bem na na exposição Então a gente tem que lutar contra isso os alimentos com muito
carboidrato as pastagens gente a gente fala assim ai Guta você tá falando que é só concentrado não gente pastagens de ótima qualidade tem altas concentrações de carboidratos não estruturais e isso também pode levar a uma indução de síndrome metabólica como eu já falei para vocês os proprietários eu acho que são um dos grandes entraves na nossa vida convido vocês proprietários que assistirem ou vocês veterinários a terem um papo com os nossos eh proprietários nossos clientes para mostrar para eles o que a gente pode melhorar na vida desses cavalos e em 2009 um levantamento mostrou que
quase 20% da população e cuina tá obesa Então isso é um assunto muito sério da gente conversar então resumindo fatores ambientais genéticos nutricionais mais o manejo levam obesidade e levam a síndrome metabólica então como eu mostrei para vocês as raças né a gente tem várias raças que são mais acometidas e principalmente que o proprietário adora ai esse cavalo não come nada e vive gordo e esse cavalo o cara acha que ele tá economizando super dinheiro né porque ele não precisa dar ração ele deixa o cavalo no Piquete são aqueles famosos keepers que a gente fala
esses geralmente são os cavalos que são mais acometidos e o que é importante gente é herdável então tem um caráter importante de herdabilidade poneis são muito afetados e a gente já tem várias raças e eu coloquei aqui uma foto de propósito quem conhece o Mangalarga Paulista e conhece as minhas éguas Essa é a Sapucaia a Espanha eh são duas éguas mãe e filha e elas tinham as duas síndrome metabólica e a Espanha a irmã da Madri que também tem síndrome metabólica ão mostrando que a gente também está perpetuando essa questão e a gente tem que
aprender a lidar com tudo isso então vamos lá tenho a obesidade AD adiposidade regional com isso eu vou ter uma desregulação de insulina hiperinsulinemia hiperglicemia geralmente o cortisol vai est também bem alto porque o cortisol é produzido por esse tecido vou ter essa desregulação de insulina e muitos desses animais vão ter laminite para mostrar para vocês ó esse animal obeso do lado esquerdo né que a gente tá vendo essa foto você tem uma rotação importante de falange por quê Porque você tem uma alteração se vocês olharem o mecanismo patofisiologi que é diferente da laminite causada
por exemplo por endotoxemia porque geralmente da endotoxemia Você tem uma lesão na membrana basal dessas lâminas e na lammin crônica causada pela pela resistência à insulina e por todo esse quadro Você tem uma alteração no formato Então são aqueles anéis de crescimento irregulares no casco ah qu você tá falando de casco você foi chamada aqui para falar de reprodução tudo isso são coisas para você quando bater um olho numa égua que vai ser sua doadora você olha gordura você olha tudo isso vai te trazer é coisas para você pensar e de repente pensar em diagnosticar
essa égua então mostrando para vocês Esses animais com pescoço mais saliente vejam que eu circulei os lugares que ela tem AD adiposidade Regional nem é uma égua tão gorda Vocês estão vendo que ela não é gorda aqui na parte do tórax e é uma égua que é a Madri com síndrome metabólica uma outra coisa que a gente vê muito frequentemente é a adiposidade regional no prepúcio dos machos e no úbere das fêmeas muitas vezes a gente acha que a égua tá mojando E ela só tá com acúmulo e isso é também um indicativo e Muitas
delas também acabam Produzindo um pouco de leite então fiquem de olho em tudo isso e na direita eu mostrei para vocês aí uma foto de um pescoço né com adiposidade E aí a gente usa aquele score de crista do pescoço que é um dos fatores que a gente usa como sinal Clínico da síndrome metabólica equina e o que é muito interessante eu trabalho com Manga Larga Paulista e na minha população de doadoras das minhas éguas e a gente tem uma incidência muito alta de síndrome metabólica nas nas minhas éguas e quando a gente abre o
abdômen desses animais Vocês conseguem ver a quantidade de gordura que tá nessa foto Isso é uma égua numa laparotomia eles têm um acúmulo absurdo de gordura isso a gente não tá enxergando ai G você falou um monte um monte um monte um monte e não começou a falar sobre síndrome metabólica gente isso é muito importante pra gente entender que senão a gente não consegue pensar nos mecanismos envolvidos E aí eu vou convidar vocês eu talvez seja a única que vou falar sobre essas coisas mais chatas a relembrar um pouquinho das nossas aulas de fisiologia vocês
lembram o que a insulina faz porque a gente fala assim ah tá hiperinsulinemia que que a insulina faz no organismo a insulina ela é produzida pelas Beta pelas células Beta do pâncreas né das ilotas de langerhans e elas vão fazer com que a glicose seja levada para os tecidos alvo músculo esquelético coração sistema nervoso central e tecido adiposo então a insulina ela é fundamental para fazer o quê no tecido adiposo aum a captação de glicose aumentar lipogênese e diminuir lipólise porque o que ela faz bom tem muita glicose na circulação vamos absorver isso num metabolismo
normal Vamos colocar nos órgãos que precisam dela o que que ela faz no músculo esquelético aumenta de novo a absorção de glicose vai ter síntese de glicogênio e síntese proteica e no fígado a gente vai ir a gliconeogênese porque a gente não quer mais glicose circulante a gente vai aumentar a síntese de glicogênio e de lipogênese ou seja tudo isso falando vamos colocar para dentro dos órgãos e Vamos guardar essa glicose disponível e do outro lado nós temos o o o glucagon o glucagon É o opositor da insulina então ele vai fazer o oposto que
a insulina faz a Guta a gente nunca fala de glucagom bom é bom que a gente entende entenda sobre isso porque a gente sempre tem no corpo a gente sempre tem que ter balanço Então não é assim estou coagulando ou não estou coagulando cada célula do meu corpo neste momento tá né cada parte do meu corpo tá fazendo coagulação e não coagulação por que que eu sobrevivo porque a gente tem um balanço e a mesma coisa que acontece com o mecanismo de insulina e glicose isso é vai ficando tão claro pra gente e aí pr
detonar com seis de vez que foi o que aconteceu comigo até falei pra Pérola tem tudo isso né Então tá minha alimentação dieta que Bárbaro etc vocês já ouviram falar no eixo intero Insular Pois é nem eu tinha ouvido falar até o momento que eu fui fazer essa apresentação então apresento a vocês Esse eixo maravilhoso que nada mais é do que a relação do sistema digestivo com sistema nervoso e com todo o metabolismo a gente tá ouvindo muito humano falar sobre disbiose sobre alterações do que eu como que isso vai mudar o metabolismo né de
probióticos prebióticos no cavalo isso acontece da mesma forma e uma coisa que eu nunca tinha parado para pensar quando eu fui montar essa aula foi o seguinte vocês já pararam para pensar que assim ó dentro do trato gastrointestinal eu vou ter a glicose ela tem que entrar na célula do intestino e de dentro da célula do intestino ela tem que ser transportada pra corrente sanguínea não é simplesmente a gente fica achando que é uma uma filhinha aqui que você só simplesmente passa glicose e tá tudo certo e não é por que que eu tô falando
isso porque a desregulação de insulina vai alterar todos esses mecanismos de captação da glicose para dentro dessa célula intestinal e o mecanismo de transporte dessa glicose para dentro da corrente sanguínea e tudo isso é influenciado pelo trato gastrointestinal dos Cavalos facilitei não compliquei mas eu acho que é bom a gente entender que é muito muito muito mais complexo do que a gente gosta de falar e o que que é a desregulação de insulina gente muito simples é a incapacidade dos tecidos de responder adequadamente à insulina eu posso ter uma quantidade normal de insulina aumentada e
o organismo não vai responder Da forma que eu quero Vejam o que que acontece na resistência à insulina do lado direito Vocês conseguem ver que a gente tem muita insulina muita glicose só que o mecanismo tá quebrado tá falho E aí essa glicose não vai entrar de forma normal nessa célula tendo uma baixa concentração de glicose intracelular e a gente precisa pensar que toda essa inflamação lembra que eu falei para vocês os adipócitos elas vão mudar todos esses receptores e eu não vou ficar falando para vocês de receptores sen não vou ser mandado embora pel
em vitro mas o que é legal vocês entenderem é que isso tudo é alterado então é muito grande a gente vocês sabiam que fibrinogênio aumentado na síndrome metabólica fibrinogeno a gente fica medindo com potros com rodoc com animais doentes e mais a gente para muito pouco para pensar que o estado de né você colocar bastante glicose nível que aí quando eu desregula a insulina ele pode ser um efeito protetor na doença eu tenho que ter muita glicose para eu conseguir e resolver a doença então na doença de um animal saudável ele é saudável ele ficou
doente ele vai ter uma desregulação de insulina como mecanismo de reparo celular e eu acho que a gente para pouco para pensar nisso então só para contar isso para vocês e aí mostrando para vocês esse lindo eixo Insular que eu descobri eh para mostrar para vocês que a gente tem uma série de fatores produzidos no intestino que nos animais que a gente tem eh desregulação de insulina que são esses animais de baixo a gente vai ter aumento de alguns fatores o GP2 é um deles né a gente tem células k l e x no intestino
não vou entrar em mais detalhes mas que você tem e o GP2 ele causa já uma um aumento das células e aí você acaba tendo mais e glicose sendo entrando na circulação você vai ter hiper eh glicemia você vai ter o GP1 que são outros fatores que vão junto com a gip aumentar a insulina e com isso você vai ter a hiperinsulinemia e ela por si só é capaz por exemplo de produzir laminite e também vai ser capaz de alterar as nossos processos todos reprod e esse slide que eu pus para vocês aqui mostrando é
a união de todas as coisas metabólicas é só mostrar para vocês que a gente pode ter a síndrome metabólica com appid em cavalos obesos e não obesos e tudo isso ser responsável pelas nossas alterações e aí eu eu acho que seria justo eu sei que eu vou gastar um pouco mais de tempo mas mostrar para vocês o que o tecido adiposo faz qual é a função dele o que que ele tá produzindo lá dentro ele tá produzindo muitas citocinas inflamatórias tá produzindo resistina cortisol e leptina isso tudo vocês já ouviram e a adiponectina e muito
importante dentro dos adiposos né perto deles a gente tem macrófagos que são produtores de todas essas eh citocinas Então a gente tem tnf Alfa que vai diminuir o emagrecimento e aumentar a resistência à insulina desregular essa insulina a gente vai ter il1 aumentado il6 aumentado todas essas citocinas cada vez transtornando mais o nosso balanço de insulina a leptina que a gente já sabe que aquele hormônio que vai avisar olha tô e eh satisfeito quando você tem hiperleptinemia você tem insensibilidade a ela ou seja o bicho começa a comer muito e aí ex erba mais a
nossa desregulação da insulina e vocês vejam a resistina também vai ser aumentada ela vai causar injúrias ao endotélio lembra que o casco Vai ficar ruim endotélio a gente tem endotélio no corpo inteiro eh inclusive no nosso trato reprodutivo e uma coisa super importante de vocês saberem é que também a gente tem as antiinflamatórias como no caso da dipc Dina e ela tá muito reduzida nesses animais que tem alterações metabólicas ela na verdade ela é diminuída durante a obesidade e ela seria um hormônio anti-inflamatório então Vocês conseguem ver que a balança a gente tem uma balança
tá toda pró-inflamatória com isso a gente vai ter cada vez mais lesão E muito cortisol cortisol vocês sabem que é o hormônio do estresse e que vai causar toda uma alteração Então vamos lá é um ciclo que se autoalimenta eu tenho obesidade eu tenho estresse oxidativo eu tenho perda da sensibilidade à insulina muita inflamação e o meu sistema imune fica comprometido E com isso a gente tem toda uma inflamação sistêmica e que pode ou não prejudicar ainda mais esse animal e aí eu vou falar um pouquinho para vocês sobre a disfunção da par intermédia da
pituitária porque eles são alterações metabólicas que se elas se encavala uma fica perto da outra e eu Isso é uma opinião pessoal eu acho que um animal que fica sendo exposto a esse estresse oxidativo que a síndrome metabólica causa ao longo da vida inteira ele vai est mais predisposto a quê a ter um estresse oxidativo nos nossos neurônios dopaminérgicos no nosso sistema nervoso e com isso a gente vai ter uma degeneração causando dessa forma uma alteração na parte da pituitária da intermédia da pituitária Então para mim a gente tem uma Talvez uma relação não tem
nada escrito na literatura é uma opinião pessoal mas é as coisas conversam muito sabe e geralmente a ppid a gente vai ter em cavalos mais velhos a partir de 10 anos e aí vocês lembram que a gente tem um aumento dos peptídeos derivados da próprio melanocortina que a gente vai ter adrenocorticotropina os hormônios melanos estimulantes Beta endorfina entre outros e no caso da ppid a gente vai ter o quê aumento dos pelos vai ter perda de massa muscular laminite poliur polidipsia a alteração da distribuição de gordura acontece nos dois imunossupressão são animais mais letárgicos porque
esses esses hormônios que ficam produzidos demais o animal fica com aquela cara de plenitude e na verdade ele tá sedado a gente tem animais com infertilidade e com alterações também neurológicas então aqui só para vocês olharem né as OS animais com síndrome metabólica equina em paralelo né do lado dos animais com ppid a gente tem coisas que são comuns muitas vezes eles têm também hiperinsulinemia o que as o pessoal adora chamar de Hipotireoidismo e eu coloquei entre aspas pra gente sempre lembrar que ele é uma consequência e não uma doença de base Inicial então só
queria que vocês pensassem sempre que nem tudo é síndrome metabólica que nem tudo é adenoma da par né disfunção da pares intermédia da pituitária e ter isso em na cabeça de vocês e aí Guta tá falou feito uma matraca que que isso tem a ver com a reprodução and O que que a gente tem na literatura sobre isso bom hoje a gente já tem que esses animais desregulados Você tem muitos deles que tem ciclo anormal anormalidades reprodutivas ciclos Rais prolongados endometrite às vezes anestro quantas éguas por aí vocês não tiveram que fizeram folículos anovulatórios do
nada e são sempre essas éguas problema que elas ficam fazendo ciclos anovulatórios ou aquela égua que tem uma endometrite exacerbada quando você insemina ela e além disso a gente tem que pensar que talvez né Vocês lembram que o igf eu vou mostrar para vocês tem todo um sistema dentro do ovário será que não tem né um um efeito direto então vamos pensar que essas éguas Sim estão nos dando alguns indicativos de que talvez a síndrome metabólica esteja acontecendo Olha que legal né os neutrófilos que são hiper estimulados porque lembra que tem muito cortisol então tem
muita inflamação tudo fica inflamado gente a inflamação Ela não fica restrita e aí você tem um bust oxidativo você tem muito mais inflamação e com isso muita inflamação mais óxido nítrico no útero mais óxido nítrico no útero vocês lembram ele é relaxante mais líquido mais inflamação Então tudo isso tá concatenado Esses animais têm muito maior chance de ter esses problemas e a gente tem que pensar que o igf age no mesmo receptor que a insulina se eu tenho hiperinsulinemia no corpo você acha que a a insulina vai falar não no ovário eu não vou vou
só nas lâminas do casco vou só no organismo inteiro não gente ele tem funções né de a igf no estromo receptor de estimular esteroidogênese de modular os hormônios eh sexuais de inibir a sínteses lembra da igfbp das binding proteins que se ligam ao igf olha como é muito muito mais complexo do que falar a égua é gordinha e ela tem síndrome metabólica vocês lembram do folículo antral e folículo antral não é folículo pré-ovulatório é o folículo que os meninos aspiram quando eles vão aí na central né só aqu eles folículos que já tem antro ele
tem todo um mecanismo que vai ter o quê vocês lembram da seleção folicular E aí a gente fica achando que a seleção folicular corre quando a gente tá lá com folículo grande não ele tem 22 MM o pessoal da vitro tá aspirando esses folículos Olha como o igf faz parte desse mecanismo como a gente tem receptor de GF O que será que essa insulina tá fazendo nesse nessa maquinaria com certe muita coisa e como eu falei para vocês né assim a gente fala muito sobre o hipotiroidismo sendo causa de de alteração e na reprodução e
na verdade o que você tá fazendo é que você tá tratando Esses animais com hormônios né com levotiroxina para aumentar a perda de adiposidade com isso você acaba tendo perda de peso e volta a sensibilidade da insulina Então não é que ele é hipotireoide deu é que é uma consequência e não uma causa e isso foi mostrado que se você tirar a tireoide e tirar eu suprimir farmacologicamente falando você do mesmo jeito não vai levar laminite obesidade mostrando claramente que a tireoide não é é causa base dessa alteração e a gente mostrou desde o começo
lá quando Johnson fez a primeira descrição que as éguas t ciclos anormais quem aí não tem aquela égua que cicla o ano inteiro que tá sempre gorda ela cicla o ano inteiro porque todo esse mecanismo tá alterado E aí eu vou trazer alguns trabalhos pra gente conversar por exemplo esse trabalho da sessions de 2004 mostra que as éguas tinham aumento da fase luteal aumento do intervalo Inter ovulatório Porque será que você tem uma alteração da insulina nos folículos no FSH no LH o que será que a gente tá fazendo né Será que você assim como
no humano vai ter uma alteração dos hormônios esteroides por causa dessa hiperinsulinemia Enfim tudo isso ainda tá pouco pesquisado em cavalo quem aí tiver com vontade de fazer um mestrado um doutorado chama a professora Cláudia uma boa ideia da gente estudar todos esses comprometimentos na toda essa essa relação da síndrome metabólica a gente já trabalha lá no LEP com isso é é super interessante né E aí a gente viu por exemplo nesse trabalho de 2006 que quando as éguas eram obesas elas faziam mais puffes como eu já tinha falado então será que a obesidade a
gente tem aumento de leptina aumento de insulina diminui né os hormônios da tireoide e com isso você Altera a duração do ciclo estral Com certeza todo esse mecanismo como a gente mostra aqui tá relacionado a esse trabalho que foi feito eh mostrando o quê que quando você suplementa demais você causa um aumento de aporte alimentar nos animais você consegue aumentar a ciclicidade anual Mas você compromete a viabilidade desses embriões eu acho que esse trabalho mostra muito bonito de uma forma muito bonita que assim você tem a ciclicidade é ótimo só que você tem um comprometimento
em outros sistemas que você que a gente sabe muito pouco ainda e eu acho muito legal né a gente pensar que a égua é um modelo experimental pra mulher né Não só é pra gente entender da égua mas pra gente entender cada vez mais da mulher então a égua e a mulher tendo esse paralelo ele traz pra gente né a mesma forma que a gente tem obesidade na população humana a gente tem a obesidade na população equina e eu deixei a esse esse parágrafo né grifado para mostrar que o útero é dessas éguas inflamadas produzem
mais moléculas inflamatórias antes da implantação que as éguas controle Ou seja você tem uma alteração no útero né o útero ele vai alimentar esse esse embrião quando ele chega no no né no no no útero e além disso o fluido folicular tem alteração dos hormônios metabólicos e das citocinas inflamatórias e a obesidade Altera a expressão de genes relacionados a homeostase de lipídeos ao estresse do retículo endoplasmático que a gente lembra da função da mitocôndria então gente é muito mais complexo e nos embriões a expressão dos genes relacionados à inflamação e a homeostase de lipídios e
do retículo endoplasmático assim como a parte de estresse oxidativo e mitocondrial também são alterados com a obesidade materna então assim a égua não vai gestar porque ela é uma doadora gente ela vai produzir os rostos aquilo ali vai est para sempre o que a gente tiver mudando naquele osto Então acho que a gente tem uma responsabilidade muito grande no que a gente tá fazendo né E nesse entendimento todo e eh a a Carnevale faz toda uma pesquisa e a gente tem a Giovana catandi também trabalhando no sentido de suplementação dessas éguas mostrando que a obesidade
muda o perfil metabólico né desses ostos e desses folículos então eu acho que a gente tem que ter um cuidado muito grande para entender esses aspectos E aí mostrando para vocês né Esse trabalho é um trabalho do Egito eh mostrando que cada vez mais se fala sobre a alteração desses hormônios do trato gastro intestinal com a reprodução eu nunca tinha ouvido falar das incretinas eu quase desmaiei quando eu ouvi falar sobre elas depois vocês deem uma olhada não vou quem quiser me chamar no no particular com gosto mandarei os trabalhos e mostrando para vocês Que
esse paralelo com as mulheres de síndrome metabólica e são super importantes das mulheres com ovário policístico eh quanto a gente tem a aprender sobre isso E aí eu vou né trazer pro nosso mundinho uma coisa que a gente fez que eu tenho muito orgulho nós no trabalho do grupo do LEP com a professora Cláudia com a Fernanda Jordão a gente fez um trabalho que eu acho lindíssimo mostrando E aí é da égua gestante Mas é só para plantar umas discórdias na cabeça de vocês a influência da lactação no metabolismo da glicose da insulina no perfil
lipídico e da citocinas nas éguas prenes Nossa Guta Mas você vai falar das éguas prenes Sim a gente não tem receptora que vai emprenhar desses embriões GX eu quero plantar assim sementinhas de dúvidas e questionamentos na cabeça de cada um de vocês e a gente fez um trabalho com as minhas éguas aqui em casa com as minhas Manga Larga Paulista e o nosso objetivo foi a gente seguiu as éguas ao a longo de toda a gestação para ver quais são essas influências e o grupo da chavat palmeir faz um trabalho belíssimo também manda os trabalhos
para vocês e a gente queria ver e o que que esses níveis de insulina e glicose alterariam por quê Porque a gente já sabe que a gente tem alterações epigenéticas que o metabolismo da gestante vai afetar o animal que está sendo gestado E aí a gente precisa pensar muito nas consequências de disso o grupo da chavat palmir mostrou que éguas que são alimentadas com muito concentrado tem uma alteração importantíssima em ocd nos potros nos potros vejam 33% de ocd contra quatro nas éguas que são tratadas com forragem durante a gestação ou seja uma diminuição de
oito vezes a incidência de osteocondrose o que que isso tem a ver com a reprodução G tá tudo o teu cliente não vai fazer um exame de Raio X no teu potro no potro dele para vender um potro com ACD a chance de reprovação no exame de compra é muito maior então o ambiente no qual os nossos embriões que estão sendo produzidos vai ser gestado vai ter um impacto importante lá na frente e aí a gente fez a avaliação das éguas lactantes Então as as éguas que estavam prenes e lactando e as éguas que estavam
Vaz né que estavam sem potro ao pé e lactando por que que a gente fez isso na natureza geralmente ou a égua tá crescendo e prem tem um balanço energético negativo ou a égua tá PR E lactando então isso é o natural ele foi o o o organismo foi selecionado para isso e a gente muda tudo isso então a gente mostrou que a gente fez durante toda a gestação até 21 dias pós parto fizemos teste de oral de de né de de açúcar para fazer e toda a avaliação da insulina e da glicose e a
gente mostrou coisas importantíssimas a gente mostrou que a gente tem um perfil diferente em vários momentos da glicose da insulina e olha que legal esse gráfico Vocês conseguem ver que aqui é concentração basal de insulina nas éguas durante a gestação para quem que eu quero que a glicose vá pro potro então uma desregulação das da insulina é fisiológica só que eu tenho que tomar cuidado para ela não virar doença e aí depois no pós-parto quando a égua começa a ter lactação que aí eu tenho uma demanda energética grande olha que acontece com a insulina nessa
a última amarela ela despenca então olha como o organismo é maravilhoso e aí a gente comparando as lactantes com as não lactantes durante todo o nosso projeto a gente mostrou que as não lactantes que são as éguas geralmente que a gente tem nas centrais de forma geral que são as éguas que geralmente estão mais gordas né que a gente quando quando trata elas não tão com po trapé a gente começa a dar bastante concentrado elas ficam extremamente gordas a gente tem uma diferença de insulina de glicose de resposta aos testes orais de Risk mirg se
vocês lembram é sensibilidade à insulina e capacidade de produção das células Beta do pâncreas de insulina Então a gente tem as éguas não lactantes o tempo todo berando a síndrome metabólica equina então só para mostrar para vocês que tudo isso planta uma semente de discórdia Será que a gente tem que mudar alguma coisa Bom eu acho que sim convido vocês para pensarem com a gente então a gente most mostrou que sim a gestação influencia a glicose insulina que as éguas lactantes TM um perfil mais metabolicamente normal e isso é causa realmente e uma um questionamento
de como a gente deve agir daqui pra frente ou até conversar sobre E aí o que será que esse estado vai influenciar o meu potro no Nascimento a saúde a performance dele cenas dos próximos capítulos definitiv amente eh eu trouxe esse trabalho belíssimo eh que foi feito por um grupo lá no Texas e no North daaka mostrando eles pegaram éguas que foram super nutridas Ah E durante o terço final da gestação que é quando o potro cresce para ver a influência disso nos neonatos Esse trabalho é um trabalho que a gente né Eh os 16
potros né do grupo oito oito animais do grupo grupo controle animais do grupo super nutrido Eles foram Eles nasceram e foram eutanasiados com duas horas de nascidos e foram feitos uma série de de avaliações e uma coisa muito bonita que eles viram foi que você tem uma alteração nas fibras musculares desses potros assim como em porcos que eles viram isso em porcos Então a gente tem uma um aumento no diâmetro das fibras musculares e a gente tem mais fibras musculares que aguentam fadiga mas não são fibras musculares de explosão o que que isso tem a
ver a gente não quer muitas vezes fibras musculares de explosão nos nossos atletas Só Quero mostrar e Plantar essa Sementinha de que a nutrição das nossas éguas prenis vai afetar inclusive o perfil e músculo esquelético e mais o metabolismo do pâncreas da produção de hormônios dos nossos adultos que a gente tá produzindo agora só para vocês pensarem bom Guta E como eu vou utilizar o que você falou tudo até agora na prática eu acho que uma coisa muito importante é fazer um diagnóstico correto né e e cada vez mais é a gente ter parceria com
os laboratórios e com as pessoas que entendem de endocrinologia a gente tem eh né abet e uma série de pessoas que que entendem disso para tá do nosso lado né Eu acho que essa troca de informações é super importante hoje a gente tem a possibilidade aqui no Brasil de fazer testes de insulina né fazer esse teste oral eh usando caro para para fazer esse diagnóstico apropriado os os testes né de clamps e glicêmicos de teste com insulina eles não são práticos eu acho que é importante a gente entender quem quiser conhecer mais profundamente mas a
gente precisa de ter coisas a Campo né que a gente possa utilizar no nosso dia a dia e saber interpretar os resultados coisas importantes os resultados gente né de e cada laboratório tem a referência é importante vocês verem isso depende tem tem diferentes métodos de mensuração de insulina a gente tem que tomar muito cuidado com os valores de referência eh o que importa é que esses valores de referência mudam com estess o animal pode se estressar o animal pode ter ter cuidado com jejum cuidado com alimentação cuidado com a coleta cuidado com a manipulação dessas
amostras que vão ser enviadas eh por exemplo a insulina fica OK refrigerada por TRS dias né no no no soro ou no plasma Mas se for demorar mais tempo o ideal é você congelar enviar depois então tudo isso vai influenciar você pode fazer um diagnóstico negativo errado ou um diagnóstico positivo errado então acho que a gente tem que ter muita parcimônia e muito cuidado porque eu hoje acho e acredito que se diagnostica muito fácil as alterações endócrinas e a gente acaba acaba pecando nesse sentido e o tratamento desses animais né que tem alterações metabólicas um
grande tratamento é exercício né a gente acaba desando os animais parados muitos animais um exercício vai ajudar demais ah Guta Mas e aquele animal com laminite obviamente que animais com alterações ortopédicas a gente não tem como fazer exercício mas assim como no ser humano o exercício não é não é não precisa gastar dinheiro não precisa fazer né não usar drogas é uma forma super saudável de fazer com que esse animal é consiga voltar a responder de forma adequada a insulina uma outra coisa é em éguas eu penso muito sempre né não nas doadoras mas nas
receptoras quando for possível ter receptoras paridas e prenes porque isso é o que é natural eu aqui em casa tô usando bastante das receptoras que estão paridas pra gente usar como receptora dos embriões porque eu faço um perfil metabólico é mais legal né mais próximo do fisiológico cuidar muito com o manejo dietético então eh ter uma parceria legal e veja o jesson vai falar com você sobre nutrição não sou idok vou falar sobre isso tô fora mas conversar com as pessoas que entendem né de dieta de nutrição que é um meu Deus é um mundo
maravilhoso que a gente precisa ter alguém para nos ajudar a gente pode usar por exemplo levo tiroxina como um adurante no nosso tratamento para aquele animal que não perde peso Para quê Para eu tentar diminuir a adiposidade causar perda de peso e diminuindo a adiposidade diminu e gordura diminuindo inflamação e com isso eu volto a sensibilizar esse organismo a insulina se estudou bastante sobre metiformina eh em cavalos assim H já tá sendo É que muita gente se você que tá ouvindo tinha resistência à insulina Com certeza muitos seres humanos Já tomaram metformina para para sensibilizar
a insulina ela tá sendo substituída pelos eh inibidores de eh transportadores né da que são sódio glicose eh Associados esses transportadores sglt2 essas drogas inibidoras o que que elas fazem Olha que demais eu não sabia disso aprendi para essa aula nos túbulos renais no 90% da glicose absorvida no trecho Inicial pelo sglt2 o que acontece é que ele pega e capta a glicose de Volta Para né Ela é liberada e ele capta Hoje em dia a gente usa inibidor por quê Porque essa glicose ela cai no túbulo e vai ser excretada pela urina Então essa
é uma uma é uma alternativa farmacológica que se usa em humanos e que tá começando a ser utilizado em cavalo mas ainda tá começando a ter e a utilização desses tratamentos ainda é caro são as glifos inas ai gente é difícil de falar mesmo alguns de vocês talvez já usem essas drogas a gente também lembra que eu falei que tem todo o stresse oxidativo a gente pensar em antioxidantes conversar com Gerson Poxa aquela égua que tem né que não é convert que tem problemas e etc O que que a gente pode usar para para diminuir
esse estresse oxidativo né então fazer uma série de suplementações Nesse sentido porque se ela é uma doadora de IX gente ela é um animal que merece um cuidado especial Então olha o que que eu tô sugerindo vamos juntar nós da reprodução com os clínicos com os endocrinologistas e com os nutricionistas aí a gente vai fazer um time vamos fazer um congresso para todo mundo discutir sobre essas doadoras sobre os garanhões juntar todo mundo pra gente entender cada vez mais sobre toda essa fisiologia por trás dessas alterações e aí a gente pensar né nos cavalos obesos
em mudar a alimentação isso o Gerson vai falar com vocês de mudar a forragem de mudar os concentrados administrados o que que é o manejo ideal desse alimento Poxa uma dieta com baixo teor de açúcar por exemplo Ah eu não tenho como medir o meu cavalo come feno uma coisa que dá para fazer por exemplo é deixar esse feno e em Água Fria para baixar a concentração desses carboidratos não estruturais pra gente oferecer para essas éguas e sempre cuidar com esses pastos porque a gente tem a mania de achar que como é pasto é verde
é forragem você não tem um alto índice glicêmico e outra coisa muito legal é pensar na forma de dar né o feno então por exemplo a gente acaba botando uma pasta de fena e o cavalo come tudo de uma vez e acaba tendo um pico insulinêmica em eh em sem comida então será que a gente pode ter mecanismos de fazer com que essa alimentação seja mais constante mais dificultada dificultada para parecer mais do que é normal na natureza bom o Gerson com certeza vai trazer mais informações pra gente sobre isso e aí a gente tem
que pensar que uma boa nutrição um bom manejo farmacológico manejo de exercícios vai fazer com que éguas eventualmente que não tinham resultado acabem tendo resultado essa é uma égua uma Quarto de Milha que a gente trabalhou que a gente tratou pra ppid né a gente usou cabergolina nela para tratar a disfunção da parte intermédia da pituitária dela e era uma égua que não tinha gestação e não convertia e junto com o pessoal da inv vitro a gente teve oito embriões e sete gestações e sete potros nascidos dessa doadora então mostrando que um bom manejo funciona
agora como casa de ferreiro espeta é de pau a galáxia minha égua a gente já aspirou acho que oito vezes e a gente nunca conseguiu embrião então Nem tudo são flores tá gente e a gente tá tentando ela é uma égua que tem insulina basal de 60 Então ela é uma égua super metabólica que a gente não consegue nem fazendo ela passar fome diminuir isso só para mostrar que não é lindo tá não é fácil é que é um super desafio mas que é possível E aí pensar também como eu falei para vocês na nutrição
dessa égua prem do terço final da gestação desse crescimento do que essa essa nutrição desses potros vai ter né de influência na vida e eu termino falando para vocês consultarem mirem nesse QR Code vocês vão para esse site do grupo de endocrinologia equina tem três eh formulários não formulários na verdade três manuais um sobre ppid um sobre síndrome metabólica e um sobre geral incríveis que eu garanto que quem tiver curiosidade para entender um pouco mais sobre tudo isso eu queria passar o dia falando sobre síndrome metabólica equina e sobre todas as influências que a gente
tem mas não temos tempo Então mirem nesse QR Code qualquer coisa podem me chamar Vai ser um prazer enorme conversar com vocês sobre isso e com certeza esse projeto aqui ele vem não para dar respostas esse material com certeza daqui a um mês já vai ter coisa nova aparecendo por aí mas muito mais do que trazer respostas é trazer questionamentos e fazer todos nós pensarmos um pouco mais nos nossos cavalos e no metabolismo muito obrigada