[Música] Aproveita que vocês estão em pé aí para receber ele com muita energia, muito carinho. Esse cara que é um grande nome de criatividade, neurociência, de estudos, vem aqui pro palco ilustríssimo, meu amigo Murilo Gan. Chega aí, Murilão. E aí, irmão? Que legal. Palco é seu. Manda ver. Pode sentar. Chega aí na paz aí. Senta aí. Ficar em pé, pô. Senta aí. E aí? Eu cheguei cedinho para para acompanhar, né? E dá uma cadeira, por favor. Aí presta a cadeira. Tem uma cadeira sobrando aí. Bota aqui no pago para mim. Eu ten uma pessoa aí?
Não, ela fica em pé, né? Tá em pé. É bom. pega outra para ela aí. É porque eu lembrei de uma cena quando eu viico Rocha hoje de manhã, uma cena de exatamente 10 anos atrás num evento do Fórmula Lançamento. Eu eu tinha uma empresa de curso de criatividade. Eu era um dos cases do Érico Rocha do trabalho dele. E eu fui no evento dele e era um evento 2015, 3.000 pessoas, três dias de evento. E eu só cheguei no terceiro dia, no final do terceiro dia, eu só fui pagar, receber uma placa de um
prêmio lá que eu tinha ganhado. Aí sentei lá no fundão, tava lotado, sentei lá no fundão, discretinho assim, tava lotado lá no fundão, final do último dia. Aí tem uma cadeira vazia do meu lado. Aí sentou uma mulher, uma peruana. Aí ela falou para mim assim: "Olá, que tal?" Aí eu falei: "É nós". Ela falou: "Eu estava vendo um vídeo teu em lá internet e tuvas coisas muito interessantes, muitentes, pero não conseguiu prestar muita atenção no que tu habla porque enquanto tuvas tu balanceava pernas assim para arriba para barro muito." E quando ela me falou
isso, eu tava balançando as pernas, eu parei, né? Que isso? Ela falou: "Posso teriro na pergunta?" Falei: "Pois não, né?" Enquanto tu hablas, quem balança duas pernas? É o que, mulher? Oxe, conversa é essa? Ela falou, soy professor de meditação, se tu quiseres, posso te ajudar com isso, pero por inquanto sempre que perceber las pernas balanciando, toca con la mano e la perna e respira. A peruana me deixou intrigado. Que conversa é essa, rapaz? Oxe, mas realmente, né? Tem alguma coisa balançando as minhas pernas? Tem alguma energia em movimento aqui dentro? Que que é isso?
Quem tá balançando minhas pernas? Isso me deixou e cucado. Na época eu tinha uma empresa de cursos online que bombava de criatividade, aula, curso de criatividade, que é um negócio que parece meio estranho, curso de criatividade, né? As pessoas existe uma percepção assim que criatividade é um negócio exclusivo pra galera do design, a galera da publicidade, né? pessoal do marketing, pessoal artista, né? Galera da criatividade, né? Ai, os maconheiros, a galera da criatividade, né? Tatuado e cabeludo da criatividade. Aí o pessoal fala: "Não, não, não é para mim criatividade, não é para mim. Eu sou
do Excel, sou mais Power BI, mais dados, sou das atas, não é criatividade. E eu estudava criatividade de um jeito muito simples. Passei 10 anos fazendo isso e a minha definição de criatividade é assim, ó. Vê que coisa simples. Vê que coisa simples. A definição é assim: criatividade é a imaginação aplicada para resolver uma treta. É isso. É isso. É só isso. V que simples. Criatividade é a imaginação aplicada para resolver uma treta, resolver um problema, resolver uma coisa. E quando eu digo problema treta, não é só as treta grande da empresa, fluxo de caixa,
um negócio complicado, não é? Qualquer problema. Qualquer problema. Imagina assim, ó, que tu acorda de manhã começa a vir os problemas de tudo que é tipo, né? Pessoal, profissional e acabou o requeijão, as crianças, não sei o quê. Problemas tudo natureza. Então, mediante qualquer problema de qualquer tamanho, qualquer desafio que se apresenta na tua existência, tu tem duas abordagens básicas para lidar com problema. Uma é tu usar uma tecnologia chamada memorização, que é a memória. É quando tu lembra da solução, já sei, ah, já sei. E tu dá a resposta ou a imaginação, outra tecnologia
humana, memorização ou imaginação. Ou tu lembra, e a memória sempre vem do passado, né? Lembra? E tu fala: "Ah, já sei". ou tu usa imaginação e tu cria uma nova imagem, uma nova possibilidade. Então é isso, criatividade é quanto mediante um problema, seja qual for o tamanho, tu em vez de usar a memória para só lembrar uma solução, tu usa a imaginação e cria uma nova possibilidade. Não tem nada a ver com ser melhor ou pior. Um é melhor ou pior que o outro, não. Os dois são maravilhosos. São tecnologias humanas que a gente tem
que usar as duas. de acordo com a situação. Mas ocorreu uma questão na forma que a gente foi educado. Quando eu digo a gente é o planeta todo, não é só o Brasil, não, é o planeta todo. Na forma que a gente foi educado, houve uma hiperultra valorização da memorização e uma subvalorização da imaginação. A gente foi treinado de forma obsecada, que é a melhor forma disparada para resolver os problemas da vida está bem é através da memorização. Porque assim é o treinamento que a gente recebe nos 15 primeiros anos da vida na escola, por
exemplo. Qual que é o objetivo da escola? Que meu filho, decore as coisas. Decore, meu filho, pelo amor de Deus. Lembra, professor, minha filha, ó, professor falou iso tudo direitinho. Lembro para você decorar, para chegar na prova, você lembrar tudo e acertar, que se você acertar tudo, minha filha, você tá feito na vida. É isso. A vida é isso, acertar o gabarito. Se você gabaritar, minha filha, meu filho, tá tudo certo. A vida, a vida é isso, vai. E o que é que é uma turma boa, né? Na escola assim, essa turma todo mundo tirou
10. Eita, que turma boa. Todo mundo tirou 10. Que que quer dizer? Todo mundo assistou o gabarito. O que é que quer dizer? Todo mundo chegou no mesmo lugar. Porque o gabarito é uma resposta previamente definida. Antes de começar a prova já tem a resposta. E uma turma boa é quando todo mundo chega no mesmo lugar previamente definido e continua assim: "Meu filho, passei minha filha". É isso. E a gente teve pouco espaço de usar a imaginação. Teve, mas pouco. Desproporcional, né? Por exemplo, assim, uma redaçãozinha. Aí dá para você usar a imaginação, mas a
maioria não. E você vê, né, até uma prova de matemática podia ter dado espaço pra gente usar a imaginação. Até matemática, por exemplo, assim, tá na prova, um pedreiro constrói uma casa em 30 dias. Em quanto tempo dois pedreiros constróem a mesma casa? O gabarito tá lá metade, 15 dias. Eu podia responder dois meses. Por quê? Vai ficar conversando os dois perde o foco. Claro. Não, isso é a vida real. Acaba sozinho focado. Vem outro fala merda, quando vê desandou o negócio. Isso é real. Mas tubo tá na prova isso. Professora, dois meses v ficar
conversando os dois perde o foco. É zero. Letra vermelha. Zero assim grande do lado do zero em vermelho. Parabéns pela criatividade. Se continuar assim vai se [ __ ] Tô avisando logo, né? É assim. Não pode. Aí, por exemplo, na prova tá lá, uma pessoa come um saco de pipoca em meia hora. Em quanto tempo? Duas pessoas como o mesmo saco de pipoca. Gabarito tá lá metade, 15 minutos. Eu podia responder 5 minutos porque vai aumentar a velocidade média que eu pego. Poxa, tô sozinho, tranquilo aqui, ó. Sozinho na voca aqui, ó. Ah, tem alguém,
você já começa a gelizar aqui. Que é isso, irmão? É a sua mãe dan. Minha vida é louca, mãe. Ah, mas não pode botar na prova. Isso é zero. Parabéns pela criatividade. Então, é muito interessante como houve uma um processo estruturado e profundo em toda a espécie humana, no planeta inteiro, de fazer com que a gente utilize muito mais a memória do que a imaginação. E agora a gente fica velho, aí todo mundo fala: "Tem que inovar, fazer diferente". [ __ ] não fui treinado para isso, né? Fui treinado para fazer tudo igual. Esse foi
o treinamento que eu recebi. E não é só na escola, não, em casa também. A gente recebeu o treinamento em casa e talvez esteja repetindo com nossos filhos de tipo assim que criança é assim, criança pega um negócio, aí a criança tá brincando, pega o controle, tá brincando de avião, aí chega um adulto e fala assim: "Menino, isso não é brinquedo não, vai brincar com seu brinquedo?" Oxe, seu brinquedo deixa o controle vai quebrar esse controle. Vou ter que pagar esse controle. Não é brinquedo não. Vai brincar com seus brinquedos. Primeiro, quem decide o que
é brinquedo é quem tá brincando. Então cala a boca, [ __ ] né? Tô brincando. É brinquedo, mãe. Oxe, qual a definição do brinquedo? É alguém tá brincando. Vira brinquedo. Não é vendendo a RAP, não é? Tá brincando. E segundo, quanto menos brinquedo uma coisa é por natureza, mais imaginação precisa para brincar. Então, se o negócio já é um avião, não tem que imaginar nada. Mas se é um controle remoto, tem que imaginar que é um avião para brincar. Então, está utilizando a tecnologia da imaginação. Tem que imaginar que é um brinquedo, tem que meter
um ICI. O Paulo Mus falou, né, do IC no sentido do passado, do arrependimento. E se eu tivesse feito isso? Mas o ISI pra frente, o ISI é o gatilho da imaginação. Tá numa reunião, alguém fala: "E se a gente fizer?" Opa, glória, temos humano usando imaginação, que tem o já sei que pega do passado e o e si que cria o novo. Então, criatividade é um negócio que eu eu passei anos falando sobre isso e fazendo curso e tal. É fácil falar disso. Por quê? Porque já é de nascença. Levanta a mão quem acha
que criança é criativa. Criança, quem acha que criança é um bicho criativo. Criança é louca. Beleza. Levanta a mão quem acha que os adultos são criativos no dia a dia. Todos. Levanta a mão quem acha que os adultos foram crianças um dia. Então, claramente deu alguma merda, né? Claramente deu ruim. Claramente deu ruim. O bagulho começou direito e desandou. Ou seja, não é sobre aprender a ser criativo, é sobre reaprender. É sobre reaprender. A gente já é, já vem de fábrica. A capacidade de imaginar vem todo o homo sapiens. A questão é o quanto foi
atrofeada por falta de uso. E isso vale também pros nossos filhos. O quanto a gente abre espaço para isso acontecer. Eu tenho duas filhas, né? Aí quando a grande ela não sabia ler ainda, eu me lembro uma vez que ela foi brincar de jogo de tabuleiro, banco imobiliário, essas coisas e não sabia ler. Aí não sabe ler, a pessoa não sabe as regras, não sabe jogar. Aí ela queria inventar umas regras maluca, pegava as ficha e começava a inventar e vinha até a guela à vontade de dizer assim: "Não é assim que joga não". Aí
eu engolia. Bora ver, bora ver o que acontece. Bora ver para onde vai, né? Deixa esse ser usar a imaginação. Mais importante do que eu dizer que a regra é assim para jogar direito. Brinque direito. O que é brinque direito? Tá brincando. Tá brincando, gente. Brinque direito é brincar do jeito que a minha memória reconhece do que é certo. Mas tem jeito mais direito para brincar do que tá usando a imaginação para criar alguma coisa. E a gente que fica, não, mas isso não vai dar certo, não é assim que se joga. Não sei se
vai ter jogabilidade e a criança tá só imaginando. Aí tu corta para dizer: "Brinque direito, não é assim que brinca não." Então o resgate da criatividade é o resgate da nossa essência humana. Só que aí eu passei esses 10 anos fazendo curso de criatividade e o que aconteceu? Aconteceu o seguinte, que minha empresa começou a crescer, começou a faturar bem, aplausos, grana, reconhecimento, eventos grandes, milhares de pessoas e tal, um monte de coisa. E eu comecei a descobrir que as pessoas ativavam a imaginação, ah, ideias e si, meu Deus. Mas tinha um gargalo na hora
de botar as coisas em prática. Eu percebia os alunos muita imaginação, muitas ideias, muita fantasia, mas um gargalo na hora de manifestar, de botar na matéria. Eu comecei a entender e descobri o seguinte, simples, que pra gente fazer algo novo, seja criar uma nova empresa, seja mudar o modelo de negócio, seja nova linha de produto, seja mudar de cidade, casamento, tudo que é novo, sempre que tem o novo, tem sempre um negócio chamado desconhecido. É lógico, né? [ __ ] você tem tem tu vai ter que pesar num lugar que tu nunca pesou, nunca usou
esse modelo de negócio, nunca dividi o time assim, nunca procedir assim. Vai ter sempre um desconhecido. E se tem um desconhecido, tem que ter um preparo para lidar com o desconhecido. Quantas horas de voo tu tem de relação com o desconhecido? Porque também a gente não é treinado para isso, né? As minhas filhas tem uma coisa que é, por exemplo, assim, ó. Aí a criança tá aqui. Aí ela faz: "Papai, o que que tem aqui atrás? Tá curiosa? Aí eu sei que não tem nada. Eu não falo não tem nada. Eu deixo ela ir e
descobri que não tem nada. Porque esse movimento de vir até aqui para mim é uma besteira. Não tem nada a ver lá daí. Para ela é tipo, há um desconhecido ali que eu não sei o que é que é vou ali ver o que é esse desconhecido. E nesse momento ela ganhou um tempo de relação com o desconhecido, mesmo não tendo nada. Mas eu deixo ir, falei: "Vai lá ver, vai lá filha, não sei o que que é. Vai lá ver". Aí ela ganha horas de relação com o desconhecido. Então eu comecei a perceber que
não adianta fazer as pessoas terem mais ideias, tinha que ter, faltava uma infraestrutura interna. para elas pisarem no desconhecido. Aí um pouco depois da da que a peruana que eu conheci ela, Tânia Mujica, um pouco tempo depois a minha esposa trabalhava comigo, Dani trabalha até hoje e ela falava para mim muito assim: "Amor, eu tô sentindo que a empresa tem que mudar umas coisas. Eu tô sentindo, amor, que os cursos não sei o quê". Ela falava sempre: "Amor, tô sentindo que você precisa. Eu tô sentindo que a equipe, eu tô sentindo, eu falava: "Amor, que
história sentindo?" Oxe, eu não posso tocar empresa pelo que você tá sentindo. Business. Quero dados, quero analytics, quero dashboards, cockpits. Não é assim que funciona. Toca empresa pelo tá sentindo. Não é assim que funciona o business não. G, quero saber o que é que o Excel tá sentindo. Fala com o Excel. Vamos ver. fala com ele que ele tá sentindo. E aí eu não vi a Dani. Aí um dia Dani eu eu pedi pra Rous colocar, ela me deu um papel com gráfico. Dá para botar aí, Rous? O gráfico da Dani que a Dani, ó
minha mulher, o que ela fez? A minha mulher fez isso. Ela botou segunda, terça, quarta, quinta, sexta, sábado, domingo, a legenda. Tempo de trabalho, tempo reclamação. Reclamando família Maria Valentina, a primeira filha e Dani. E aí, ó, trabalho, trabalho, trabalho, reclamação, trabalho, reclamação, trabalho. Sábado alivia, domingo a partir do meio-dia já começo a trabalhar, reclamar. Ela me deu um Analytics a quatro chamex. E aí assim quando ela me deu esse gráfico de reclamação, minha primeira reação quando eu peguei assim foi reclamar. [ __ ] que é isso? Tô ocupado business. Manda o PDF do meu
e-mail que eu tô ocupado agora. Mas entrou, entrou formação, entrou. Aí foi quando eu comecei a ativar a autoobservação do meu verbo, eu comecei a me ouvir e me ouvindo eu descobri que eu reclamava muito mesmo, reclamava tudo, tudo reclamando e as coisas indo bem, mas reclamando, reclamando toda hora. E aí eu fui entendendo que o excesso de reclamação é uma manifestação exterior de um sofrimento interior. De onde tá vindo essa reclamação? tá vindo aí dentro. Então tem uma bagunça aí dentro. Um amigo meu, Roberto Tranjan, falou para mim: "Quem foca no que falta tá
sempre faltando". Não é não? Quem foca no que falta tá sempre faltando. Quem foca bota energia, expande aí que falta cada vez mais. Quem foca no que falta tá sempre faltando. Quem foca no que farta tem fartura. Isso ativou essa autoobservação do quanto eu reclamava. E aí nessa época eu li uma frase que me marcou, uma frase de um cara Bob Brian. Parece complicado, mas é fácil. Valeu, House. Gráfico, valeu. A frase é assim: Bob Brian, a qualidade de uma intervenção depende do estado interno do interventor. A qualidade de uma coisa que tu faz depende
de como tu tá. Mas isso era óbvio. Se tu tá zoado, bagunçado, reclamando, filha da [ __ ] p absurdo, não sei o qu o que tu fizer, mesmo que tu disfarça, tô bem, tô bem, calma, tranquilo, não, não tá bem, tá zoado. Vai conter essa bagunça na tua ação, no relatório que tu faz, no planejamento que tu faz, no direcionamento que tu dá, tudo que tu faz contém tu. Tudo que tu faz contém em tu. Aí então se tudo que tu faz cont, a pergunta mais importante da existência é como tá tu? É a
pergunta, mas como tá tu? Porque tudo que tu faz conta em tu. Então como tá tu? Diga logo para eu saber a origem do que tu vai fazer, a fonte, o source, de onde vem. A gente faz os planejamentos, né? Tá ligado? O negócio 5W 2H, né? Todo mundo sabe, né? Where, who, how, how mat, não sei o quê. as perguntinha. Falta um f de from. De que lugar tu faz o que tu faz? Porque a mesma ação, o mesmo verbo, o mesma fala pra equipe, a mesma minha fala pode vir de lugares internos diferentes.
E isso, apesar de invisível, é real. Até porque o que é visível é uma pequena fração da realidade, né? Vocês estão sabendo que nossos sensores sentidos, eles são bem limitados, né? Tão sabendo, né, que a visão é legal, mas é limitada a [ __ ] A visão, oxe, a gente só vê um pedacinho de tudo que existe. Cadê o Wi-Fi? Alguém tá vendo o Wi-Fi? Cadê o Bluetooth? Cadê o ultravioleta? Cadê? Tá cheio de coisa aí que a gente não tá vendo. A probabilidade de a gente tá percebendo a realidade como ela é é zero.
É zero. Com os cinco sentidos é zero. É muito limit audição. Vixe Maria. Muitas frequências que a gente não capta. Tem muita realidade além dos sentidos e é real. Então, o estado interno que tu tá é invisível, mas ele é real e ele influencia na tuação. E onde quer que tu vá, tu vai tá lá. Ó que profundo, rapaz. Isso é profundo demais. Onde quer que tu vá, tu vai tá lá. Eu acho genial. Foi eu que inventei. Eu acho incrível. Onde quer que tu vá, tu vai est lá. Tu não tem como fugir de
tu. Aí a pessoa troca de de trabalho, troca de empresa, troca de sócio, troca de casa, troca de cidade e a vida continua merda. Por quê? Porque tu tá lá. Quarto casamento. Quarto casamento. Já trocou a mulher, o marido uma vez, duas vezes, três vezes, quatro vezes. E a vida continua ruim. Por quê? Porque não trocou. Tu tu mudou as variável externou a variável interna, quem é que te acompanha sempre? Aí tá carregando tua bagunça para onde tu vai. E na época eu tava nesse barulho, meu mundo interno, um barulho e o externo sucesso. E
eu comecei a viajar assim, cara, a minha empresa cada vez mais escalando, mas eu tô escalando a minha bagunça. Para, para, para. Vamos rever isso aqui. Foi quando eu comecei a entender e eu achei lindo passar o dia aqui hoje e percebi, já sabia pelo Marcos, né, como existe uma atenção nesse grupo pra gente olhar o mundo interno. CPF, eu chamo de mundo interno, um mundo interno que é infinitamente grande e a qualidade do mundo interno define atuação. Eu achei interessante quando chegou aqui o Marcos falou para: "Ah, vamos respirar três vezes". Aí o Granville
passou um vídeo aqui, não foi? Ah, primeira conta até quatro. É interessante que esse assunto meditação ele tá meio na moda, mas assim, tem um problema com meditação. Houve um erro de marketing de COP. Houve um erro de marketing quando venderam meditação para nós. Cópia erraram, fizeram errico Rocha, não, o Oriente esqueceram, a Índia esqueceu de fazer forma lançamento, porque eles venderam meditação para nós, o Oriente, né? foi oriente que orientou esse procedimento aqui. E eles eles eles venderam um negócio assim muito difícil que fala assim: "Não, tem que ficar na posição e tem os
dedinhos, tem que ficar aqui travado, travado aqui, ó. Dedinho fic Não pode pensar em nada. Não pode pensar em nada. Nada, nada. Não pode pensar em nada. Pensou, perdeu. E tem que ser todo dia meia hora por dia. Se faltar um dia, tá demitido da meditação. Você é um bosta. Não tem disciplina, [ __ ] Aí é ruim, não dá para mim não. Aí não dá. Mas a gente tem evidências empíricas do poder da respiração, que é o que tá por trás da meditação, que a turma do Oriente não explica direito muitas vezes, porque a
gente tem evidências. Quando alguém tá meio passando mal assim, quando alguém tá assim, ai ui, baixou a pressão, ui, ui, ui, ai, qual é o conselho que a gente dá? Respira. Aí todo mundo fala, respira. Aí todo mundo vira coach de meditação. Respira, respira. Laquetara peruana, não sei o quê. E a pessoa que não sabe nada de meditação, essa conversa, ela sabe o que fazer. Ela puxa devagarzinho, solta devagarzinho, sabe direitinho. Não faz yoga nada, mas sabe aqui. Aí já tá melhorando. Glória a Deus. Aleluia. Melhorou. Gente, falei: "Respira". E sabe que é interessante? Esse
conselho é global. O planeta inteiro dá o mesmo conselho. Isso não é incrível não. Tanta diversidade de cultura no planeta. Afeganistão, Bélgica, Espanha, todo mundo fala: "Respira, bref, respirar". Todo mundo fala alguma coisa. Todo mundo fala a mesma coisa. Por quê? Porque funciona. Porque a pessoa dá uma respiradinha profunda e dá uma melhoradinha. Tem alguma coisa aí? Que que tem aí? Tem uma coisa aí. Tem que investigar o que tem aí, gente. Tem que investigar. Que história é essa? Não pode. O mundo tem todo mesmo conselho. Funciona. Milênios. Que que tem aqui? O que tem
aqui é que quando a pessoa dá uma respiradinha devagar profunda, que o Marcos propôs, Gravil propôs, essa respiradinha devagar profunda é uma meditaçãozinha inha inha. Eu chamo de unidade mínima de meditação. Umm é assim, é o bitte do rolê, mas é o princípio. É o princípio, é esse. Tem que só aumentar. E e tem uma coisa muito natural, né? Por exemplo, tu tás dirigindo na BR, tá na estrada, aí tu erra o retorno, aí tu fica meio puto, que pariu, não é possível errei o retorno na BR. Quando é o próximo retorno? Tu fica meio
danado. E agora? Aí o A recalculando rota. O A fica, né? O A demora recalculando rota porque o A tá rindo da tua cara. Se fodeu. Se fodeu. O A tá rindo. Aí ele se reequilibra, ele respira o ex. Aí ele mais 25 minutos. Aí você [ __ ] mais 25 minutos. Não é possível. Tu fica meio puto, mas tu não quer morrer. Tá dirigindo, tá rápido. O que que tu faz? Tu faz aqui, ó. Vamos lá. Tu mete o mm que eu tô ligado, né, mano? Tu dá uma respiradinha. Por quê? Porque dá uma
centradinha, tudo faz isso. Por uma respiradinha dá uma centradinha, porque através da respiração a gente visita um lugar, um lugar, um canto pouco visitado chamado presença. Presença é um canto, é um lugar, é um canto que a gente visita pouco, que a gente visita muito o futuro e o passado, visita muito o futuro, preocupando, planejando. precisa, mas exagera demais, vira preocupação ou visita muito o passado, remoendo, ressentindo, já sentiu e fica ressentindo e visita pouca presença. E quando visita é gostosinho, dá centradinha e é de graça. Olha, pela respiração tu chega. É isso que a
turma do Oriente tá querendo falar para nós há 100.000 anos. Mas não sei que não, [ __ ] É só uma respiradinha. Isso. Um mm. Aí as minhas filhas tem 5 e 9 anos. Lá em casa tem um mantra que elas acham o máximo repetir. O mantra. Elas adoram repetir o mantra. Que o mantra é assim, quando a gente perde a presença, merdas acontecem, né, papai? Falei: "É, filha, é isso aí. Quando perde a presença merdas acontecem". Aí eu falo para elas: "Filha, sabia que ninguém nunca derrubou um copo na presença?" É mesmo, papai? Eu
falei: "É, nunca. Todos os copos já derrubaram. Imagina quantos, filha? Muitos, papai. Pois é. Nunca nenhum foi na presença. 100% das vezes houve uma perda de presença. Elas ficam: "É mesmo, papai?" Eu falei: "É mesmo. Fala pr as amigas na escola isso aí. Pode falar pr as amigas". Elas acham o máximo. É, papai, nunca foi nunca. Não tem impossível. Ó, se tiver dirigindo na presença, na presença, aqui, ó, na presença. E vier um meteó, tu desvia. Tu vai morrer, vai explodir tudo. Mas tu desviou. Alguém vai ter filmado que tu desviou antes de morrer porque
tava na presença. E aí o que acontece? E por que isso é importante para nós empresários empreendedores? Porque tudo que tu faz tem tu. E a melhor qualidade interna para fazer qualquer coisa é a presença. Quanto custa um verbo troncho, sem presença, no barulho que tu fala pro teu sócio, pra tua mulher, quanto custa? Não tem essa linha na DRE, a linha da falta de custo da falta de presença. Não tem essa linha. Tu tás em casa lá na cozinha de boa, cortando cebola ali, aí tá meio distraído, tá aí tá meio aí fala qualquer
merda só para falar. Podia ficar silêncio, mas tu resolveu falar para ocupar o silêncio sem precisar. Aí tá meio estranho, tu fala uma coisa assim que tu nem é o que tu acha, tu só fala porque tu queria preencher o silên. Amor, tu já viu a vizinha gostosa e tu não. Eu nem vi a vizinha, eu nem sei. Foi a porteora que falou eu. Porque eu falei isso para quê? Quanto custa? 6 meses de treta. Isso não tá na linha para botar. Quanto custa falar para um colaborador um negócio, perder a cabeça, exaltar a voz,
um tapa na mesa, um dedo na cara, quanto custa? Tudo é falta de presença. Todo ato de violência e por violência, entenda, desde enviar uma bomba atômica até dedo na cara, até levantar de voz, até um sarcasmo e uma ironia, tudo é violência. Só vai se utilizando a violência, vai ficando mais esperta a violência, mais disfarçada de piada. Todo ato de violência vem precedido de uma perda de paciência, 100%. Todo ato de violência vem mandar a bomba atômica na guerra lá pro Japão porque alguém fez, alguém ficou puto, perdeu a paciência. A bomba atômica. Sim.
senão não andava todo ato e paciência é a ciência da paz. Paciência. As pessoas falam: "Ah, mas paciência tem limite, tudo tem limite se tu não sabe abastecer. Aí também o tanque do combustível do carro tem limite, mas tu vai no posto e abastece. Paciência tem limite, tem, mas tu pode abastecer onde? na presença. É isso que a turma da Índia quer falar para nós, que através da respiração, que no modo avançado você chega em estados meditativos, mas através dessa tecnologia divina, ancestral, a gente visita a presença e lá é gostosinho e a gente se
abastece quando visita a presença. Faz uns faz uns anos, acho que uns 4ro anos que eu deixei de levar livro ou celular na hora de cagar, cagar na presença. Porque quando tá cagando muito diarreia, aí tá na presença rezando para para parar. Quando tá cagando pouco, presão de ventre, na presença rezando para cagar. E quando tá bem, cagando bem. na presença agradecendo. Agradece que a graça desce. A aqui no banheiro do acelerador é ruim ficar na presença porque fica ouvindo as palestras, né? Hoje eu caguei ouvindo Roberto Justos. Foi maravdito isso. Quem tinha feito isso?
Achei maravilhoso. Achei maravilhoso. Mas você perde um pouco a presença, fica em outro lugar a presença. Aí quando a peruana lá no evento do Éric falou para mim, quem tá balançando tuas pernas? A minha esposa falou para mim, para de reclamar, que história é essa? Eu comecei uma jornada de vou olhar para dentro. A turma fala, olha para dentro. Como é que é olhar para dentro? Eu lembro que no começo eu fechava o olho assim, vamos lá meditar, fechar o olho. Fechava o olho, vinha tanta bagunça, tanta confusão, que abrir o olho na hora. Acabou,
tá bom, já deu. É tipo assim, imagina, tu vai entrar no teu quarto, a tu vai no teu quarto, tu liga a luz, aí quando tu liga a luz tá uma zona. Teu quarto, tá uma bagunça, uma nojeira, tudo nojento, tudo bagunçado, assim, tudo no chão. Tem feijão misturado com camisinha no chão. Que [ __ ] é essa? Como é que pode isso acontecer, essa combinação aí? Tu aí que que eu vou fazer? Já sei. Apagar a luz. Tá resolvido. É a mesma coisa. Quando a gente quer ir pro mundo interno, o portal pro mundo
interno, sabe qual é? É fechar os olhos. Que os olhos é o portal pro mundo externo. Aí o portal pro mundo interno é desligar o portal do mundo externo. Aí quando tu fecha o olho e entra no e liga a luz do mundo interno, tá uma bagunça. O que que tu faz? Sobre o olho e segue a vida com a zona aí dentro. Mas continua aí influenciando tua realidade. Eu adoro quando o Marcos fala CPF e tal, porque essa é a próximo desafio do mundo dos negócios, porque a gente tá cada vez melhor nos processos,
no marketing, no time, recrutamento, nas coisas, tudo que ensina tudo aqui. Mas o desafio que a humanidade vai ter, onde vai travar é na bagunça, no mundo interno dos seres. E eu ainda ouso dizer, viu? Eu fico pensando assim que um dia Deus fez uma pessoa, aí tava só uma pessoa lá, a pessoa tava meio sem fazer nada, não acontecia nada, não evoluía. Aí Deus falou: "Faz outra". Começa as tretas. Eita! É com duas pessoas temos uma treta, temos relação. Relação tem conflito. No conflito vai ter evolução. Que a melhor tecnologia para tu evoluir é
o outro. O outro é maravilhoso. A invenção do outro é lindo. Sem o outro era difícil, mas com outro para me ver, para através do outro eu me ver. Luz e sombra é maravilhoso. Aí Deus falou: "Adorei". Vamos fazer um monte de gente agora. Melhor. Vamos montar as empresas. Deus criou o CNPJ na hora. Que faça o CNPJ. Bota uns KPI que o bicho vai pegar. Muita treta, muita evolução. CNPJ, o conjunto nacional de pessoas juntas para evoluir. CNPJ é, talvez seja isso, talvez o propósito das empresas. Toda empresa tem um propósito, né? Um propósito
de ah, oferecer alimento, oferecer saúde, vestuário, eh tirar petróleo, sei lá. Esse é o propósito horizontal de nós, empresa pros outros. Mas tem um propósito vertical também que é comum a todas as empresas. Propóito vertical é evoluir, é expandir a consciência e evoluir. E as empresas que durante muito tempo foram lugares de adoecimento, ainda é bastante, o futuro das organizações é ser lugar de cura. é as pessoas se curarem, evoluírem nas empresas, no trabalho, através das relações. Por isso a importância da autoobservação do verbo, de te escutar, porque essa boca aqui, essa tecnologia do verbo
é que criou tudo. O verbo cria tudo que sai da tua boca. Eu fico imag um um colazinho, um gravador para gravar tudo que sai da tua boca num dia. Aí final do dia tu abre no computador o analytics, o dashboard para ver reclamação, mentira, fofoca. para tu ver o que tu fala, muitas vezes sem presença. E a tecnologia oposta que é a escuta. Granville mostrou aqui o negócio dele lá que tinha começava com ouvir. Eu acho interessante porque é cheio de curso de oratória, mas não tem curso de escutatória. Aí todo mundo fala nem
é hoje. Oxe, todo mundo falando bem, mas todo mundo vindo mal. Por que não tem curso escutatória? Porque há uma premissa de que, ah, não escutar eu já escuto, já escuto. Não escuta, escuto, já escuto. Só que a escuta que a gente considera normal, eu chamo de neurótica. anormal é a neurótica, que a gente tem um tipo de escuta muito comum, eu diria que é o padrão, que é quando a gente escuta o outro tá falando, tô aqui escutando. E na verdade eu tô escutando o outro, mas também tô escutando o meu comentário sobre o
que o outro tá falando. Então, o outro tá falando, tô escutando assim, ah, esse eu já sei, pô. Isso eu tô ligado já. Então, esse eu já sei. Ah, você já falou, já tô ligado. Já, você já falou, já tô ligado. Ah, isso é besteira, pô. Isso é legal, hein? Isso é normal. Mas isso é neurótico. Isso não escuta não. Tu não tá escutando o outro 100% não. Tu tás metade metade te escutando comentar que o outro fala ou até escutando o outro pensando assim, esperando só a brecha para tu entrar. V se respirar eu
entro, hein. Tô aqui, eu tô ali. Tá falando para [ __ ] Tá falando para [ __ ] Car falar não é que hora eu vou entrar, [ __ ] Já sei que eu vou falar. Já sei o que eu vou falar. Já falar aqui. Tô aqui. Dois olho. Isso é doidice. Normalizada. A escuta com presença é quando tu só escuta. É difícil confiar que a gente é tão viciado enquanto escuta, já ir pensando o que pode falar e já planejando a resposta para otimizar o tempo, poder. Experimenta um dia numa conversa difícil, conversa f,
conversa difícil. Tu só escutar, escutar na presença. O amor habita na presença. Escutar na presença, portanto, é um ato de amor. Escutar aqui na presença, sem deixar tagarelicidamente falar e ficar comentando. E quando a pessoa acabar de falar, tu confiar que vai vir o que há de ser dito. Experimenta isso aí. Essas coisas quando acontecem e a gente se surpreende com o que a gente fala. Aí a gente fica, eita, de onde veio isso? De onde veio essa fala? Eu sempre fiz muita palestra com slide, até que um dia fazer uma palestra não dava para
botar slide. Aí eu comecei a palestra falando das coisas que sempre falava. E no meio da palestra eu comecei a falar umas coisas que eu nunca tinha falado. Falei, eu ficava me ouvindo e pensando, eita, Murilo, que é isso, Murilo, tá falando, Murilo, aí que legal, fala baixo, Murilo, que legal tá falando, fala muito baixo. Mas de onde vem essa fala? Vem da presença, porque não veio do passado, veio do agora. Eu tenho uma, coloca aí, House, aquela imagem preta. Essa eu faço um espetáculo de teatro aqui na na Faria, na Faria Lima em São
Paulo, aquela baleia, né? Aquele teatro lá. Um espetáculo chama Feno Flow, que é uma tatuagem que eu tenho aqui, Feno Flow. E flow para mim, eu tenho definição de flow como estilo de vida, que é assim, flow para mim é quando você dança entre o caos e a ordem. É uma dança, tá sempre lá e cá. O que que é ordem? Ordem é a organização, a estrutura, o planejamento e caus. O que que é caus? Caus é um negócio que você ouve já fica meio assim. Ih, caus é ruim. Caus é um medinho. Caus é
ruim. Caos, né? Caus é um negócio caos para mim é o reino da criação. O novo só vem do caos. Não existe novo na ordem. A ordem só organiza o novo que veio do caos. O caos é a fonte da criatividade, a fonte do novo. Na ordem já foi feita uma escolha de caminho. O caos contém todas as infinitas possibilidades de caminho disponíveis. Quando eu chego numa palestra com todos os slides prontos e saio metralhando, é só ordem, OK? Pode ser que é isso que precise, mas se eu quero ver o novo brotar, eu preciso
adicionar um caos. O que é o caos? é entrar sem saber o que falar. Aí você adicionou uma variável de um caos, por exemplo, tu pode fazer uma viagem toda na ordem, tu planeja tudo, os itinerários, Google Maps, compra os ingressos, tudo certinho. Ou tu pode fazer uma viagem no flow em que tu planeja umas coisas, mas tu deixa intencionalmente espaço aberto pra vida te surpreender, pro mistério entrar. Eu chamo de mistério. Existe o reino conhecido, que é o que a gente conhece. Tem o desconhecido que a gente não conhece, mas pode vir a conhecer.
E tem um mistério. O mistério é o que tá além da nossa capacidade de sequer um dia vir a compreender. E aí para se relacionar com essa instância mistério que tá além da nossa capacidade de sequer um dia vir compreender, a gente precisa da tecnologia da fé. Por isso, fé no flow, fé na vida é tocar bola com a vida. Se tá tudo controlado, definido, planejado, tudo, tudo, tudo, tudo, tudo, tudo, tudo, não tem espaço pra vida te surpreender. Por isso é uma dança, tem que saber a hora de para lá e de para cá,
uma dança sutil. E muito cuidado com os extremos, porque o extremo do caos é o colapso, né? Deixa solto demais, muito tempo no caos, desintegra, colapsa. E o extremo da ordem, eu gosto de chamar de controle. É uma palavra que a gente usa nas empresas, né? Mas eu gosto de de falar para provocar o controle é a ordem que perdeu a mão. Ótimo. Ordem organizado, estruturado. Aí começa a organizar demais, organizar demais, planejar mais, estruturar mais, mais organizado. Aí uma hora essa estrutura ela muda de frequência e vira outra coisa, uma coisa apertada que não
tem espaço para nada, que é o controle, que tá tudo assim. E aí você pergunta, como é que tá aí? Tudo certo? Tá sob controle. Tá tudo aqui, ó. Sobre controle. Você tá bem? Tá feliz? Não, tá sob controle. Tá tudo bem. Tem espaço paraa vida entrar. Fé no flow é dançar nesses dois reinos. Todo mundo quer um mundo melhor, mas tu quer um mundo melhor do jeito que tu, na tua limitada visão da realidade acha que tem que ser e por isso quer controlar tudo para que tudo aconteça como tu acha que tem que
ser. Não vai dar certo todo mundo pensar assim, abrir espaço pra vida não surpreender. Aí o grande desafio é saber a hora de pro lado e pro outro. Aí a bronca que aí não tem Excel que diga a hora de abrir um pouco de espaço pro caos, a hora de aumentar a ordem. Aí quem guia o flow é o sentir, é a intuição. Não é a mente, o intelecto, é o sentir, a intuição. Minha esposa falava: "Amor, tô sentindo". Que história sentindo? A gente como espécie humana fez um ótimo trabalho. Estamos de parabéns em estudar
o cérebro, a mente, o intelecto, o raciocínio, a lógica. [ __ ] estamos de parabéns, viu, man? idade mandou bem, pô. Continua. Mas todo o estudo do cérebro, da neurociência, de tudo, é metade do que é. A outra metade é o coração. Esse a gente tá conversando. Tá conversando. Não é o coração bomba de sangue, nem o coração metáfora romântica, porque o coração foi meio queimado pelas músicas sertanej, né? Coração bandido, né? 3 L de vodica liga pro ex. A culpa é do coração bandido. [ __ ] não. Culpa é da vodica. Coração foi meio
queimado. Eu tô falando do coração como centro de inteligência. Tem o Instituto Heartmh. Eles estão há 30 anos estudando o coração como centro de inteligência. Já provaram que tem mais caminhos de neurônios do coração pacado do que ao contrário. Ou seja, é o coração que manda no rolê, é o sentir que manda no rolê, é o coração. E a gente no fundo, bicho, a gente sabe que aqui tá o centro da nossa verdade mais profunda. Tanto quando a gente fala eu, a gente fala eu. Ninguém fala eu. Não, eu tá aqui. Eu nunca vi. Eu
tenho na minha casa, no altar uma imagem de Jesus com os braços abertos assim, branco, um coração para fora, vermelho, linda. Eu nunca vi imagem de Jesus com cérebro para fora. Fica a dica. É o coração de Jesus. Não é o cérebro de Jesus. Eu nunca vi colégio sagrado, cérebro de Jesus. Não tem esse colégio não tem. Ninguém fala assim: "Irmão, quero te falar a parada, quero te falar uma parada assim muito importante para mim, que eu queria te falar assim, na moral, queria te falar do fundo do meu cérebro, coração, fica a dica. É
o sentir, só que o sentir é difícil de pegar, é subjetivo. Como é que faz para virar a data driven? O sentir, não sei como é que faz, mas o sentir é um dado, é o próximo desafio dos negócios, incorporar o sentir na tomada de decisão baseada em dados, considerando que o sentir é um dado. Só que pra gente acessar essa inteligência do sentir que podemos chamar de intuição, feeling, o coração funciona diferente daqui de cima, que aqui de cima funciona no barulho danado. Aqui de cima é um barulho danado. Aqui em cima parece que
tem 10 pessoas falando uma confusão. Murilo, sei o quê. É, Murilo, se ele vi fazer não sei o quê, a sua mãe falar a sua vó que já morreu, menino. Se ele vi falar se qu uma galera, uma confusão, um barulho aqui em cima, expectativas, reclamação, passado, futuro, isso aqui é absurdo, é injustiça, não sei qu. Ah, coração não funciona assim. Oração opera no silêncio. Silêncio. Coração sussurra. Fala baixinho. Se não tiver na presença, perdeu. Se tiver no barulho, na confusão, não ouve. Corações chique, chique. Barulheira brega, coração é fino, chique. Silêncio. Esporte chique, golf.
Silêncio. Se alguém falar, eu não jogo. Não jogo. Calor, tá bom, jogo. Não é assim. Tênis também, né? O cara tá lá, não sei o que. Se alguém gritar, é, não jogo. Acabou. Silêncio, joga. O coração é assim, é chique, opera no silêncio e é um desafio silenciar hoje em dia. A quantidade de estímulos externos, de barulhos, de distrações, de convites para tirar a gente da presença é uma doidice. Um externo. As mentes brilhantes, criativas, estão pensando em formas de arrancar tua atenção, te tirar da presença e criar barulho aí em cima, expectativas, desejos que
não são na tua alma. Tudo isso tu sai da presença e não ouve a inteligência do coração, que é quem guia. O coração aponta o caminho, a mente pavimenta a estrada, a mente é muito barulhente para apontar caminho. É muita confusão aqui em cima. O coração aponta o caminho. Aí depois tu usa a mente para planejar, para pavimentar a estrada. Coração que aponta o caminho. Eu falo muito para minhas filhas isso, né? Quando elas querem tomar uma decisão, simples assim, desde ah, eu quero essa barba ou essa barba, fala: "Filha, coloca a mão no coração
e sente". Elas coloca uma oração aí, fala assim, sabe? Não sei o que é que elas acessaram, mas já vai treinando elas de entender que esse é o lugar. Criança é uma sabedoria. Alguém falou aqui, né? Nossos filhos são paraa nossa evolução. Eu queria fechar com a história da das minhas filhas que eh a minha esposa tava viajando muito. A minha esposa ela faz retiros de silêncio. A minha empresa faz retiros de autoconhecimento. O Ander participou do APC, o Mourão também. O ponto cego é um retiro para empresários de autoconhecimento. E a minha esposa faz
um de silêncio, cinco dias calado, para ver se tu se aguenta, porque se tu não se aguenta, ninguém merece te aguentar, né, irmão? [ __ ] E aí Dani tava viajando muito pro Getiro. Aí ela tava meio ocupada. Ah, não tô sendo uma boa mãe, não sei o quê. Aí foi falar com a Tina, que é a grande, aí falou: "Tinoca, deixa eu falar, desculpa, filha, eu tô viajando, tô sendo uma boa mãe, desculpa". Aí a Atina: "Não, mamãe, tudo bem, você é maravilhosa, mamãe relaxa, você é a melhor mãe do mundo" e tal. Aí
Dani ficou de boa, beleza. Aí a pequena Tontom devia ter uns quatro, olhou a cena e falou: "E eu pergunta para mim. Aí Dani não ia perguntar pra pequena, né? Aí Dani falou: "Ô Tontonzinha, vem cá, meu amor. Cheguei aqui, olhe, tontãozinha". Aí ela mudou um pouquinho a pergunta assim, falou: "Tontzinha, que que eu posso fazer para ser uma mãe melhor para você?" Aí ela tontou com 4 anos de idade, meteu um cura da tua vida. Que é isso, Tontom? E onde veio essa mensagem, mulher? Cho da tua vida no sentido de que a gente
só pode dar pro outro que a gente tem, né? Ah, mas a coisa mais importante da minha vida são as minhas filhas, é que eu mais amo. A coisa mais importante tem que ser tu. Isso não pode virar brega, isso é o que é. A coisa tem que ser tu. Auto amor não pode virar brega. Não pode. Não podemos deixar alto amor cair na caixa de coisa brega. Não é brega, é o que é. Porque se tu não tá abastecido, não tem como entregar pro outro. Se tu não se prioriza, GRV falou, não se coloca
na tua agenda. Se tu é a última coisa da tua agenda, depois que preenche tudo, aí tu não vai ter para dar pros outros. Tudo que tu faz contém tu. Como é que tu tá? Como tá tu? Esse é meu recado. É nós. [Aplausos] Valeu. Quem gostou aí faz barulho. Bate palma. Valeu, Murilão. Irmão, eu queria dizer que foi uma delícia passar o dia aqui e eu acredito, bicho, que essas junção de pessoas, essa chamar de vida em comunidade, fazer parte de comunidades assim, é uma necessidade da espécie, bicho, porque assim, a gente não sabe
os desafios que vão existir na espécie humana, né? A gente teve covid que foi uma treta. A gente não sabe, pode acontecer de tudo na espécie humana, toda a natureza de treta. E assim, como a gente não sabe o que pode acontecer, a gente não tem como se preparar especificamente. Mas tem uma coisa que prepara a gente para qualquer desafio, é tá em comunidade. E não tem como fazer isso quando o bicho tá pegando, porque requer tempo para construir as relações. Então, eu queria dizer que eu acho, acredito muito que está construindo aqui, de criar
comunidade, de estar junto. Espero que todos que estejam aqui continuem aqui vivendo essa egrégora sobre a curadoria de Marcos, de todo teu time. Valeu, valeu. Mais uma salva de palmas. Valeu, Murilão.