Olá o conteúdo dessa aula chama-se percepção do mundo externo e ela faz parte da disciplina de processos mentais e cognição nós vamos iniciar essa aula apresentando e diferenciando os conceitos de estímulo e de percepção estímulo é diferente de percepção usualmente o estímulo está ligado a algo que provém n do ambiente externo Como por exemplo o som e a luz mas há exceções como nós iremos eh Apresentar Nesta aula que são aqueles estímulos que provêem do nosso próprio corpo Em contrapartida a percepção ela é interna e está ligada a ao funcionamento neurofisiológico do indivíduo aqui cabe
ressaltar que portanto a percepção ela vai ser um pouquinho diferente entre cada indivíduo visto que cada pessoa cada indivíduo possui uma neurofisiologia um pouco diversa dos demais a percepção ela é composta por um conjunto N de processos que nós chamamos de modo geral esses processos de sentidos mas o que que caracteriza na um sentido o os sentidos eles são especializados na percepção de um estímulo em específico então Eh é interessante notar que essa ideia né de sentidos como algo especializado na percepção de um estímulo ela não é nova na psicologia na verdade é uma ideia
que provém dos estudos de Filosofia e fisiologia humana ainda no Século X que se pensava Justamente que um critério de diferenciação entre os sentidos seria n a o fato deles serem especializados em um estímulo n específico só que no século XIX a ideia de estímulo era sempre algo que vinha do exterior né do do ambiente fora do indivíduo hoje a gente ampliou essa ideia de estímulo para estímulos que provém né do ambiente externo mas também que provém do ambiente interno do indivíduo mas o estímulo ele é Ã aquilo que vai ser percebido e a percepção
ele é um processo que vai acontecer né envolvendo estruturas neurofisiológicas mas como classificar os sentidos n Nós temos muitas classificações de de sentidos ã nos livros né de psicologia cognitiva mas também nos livros de fisiologia humana e nessa aula em específico nós vamos trabalhar com duas classificações que usualmente são as classificações mais adotadas na área da psicologia Cognitiva primeira classificação ela parte dos seguintes critérios o o sentido n para ser considerado como tal ele tem que ter uma sensação característica e receptores característicos para essa sensação e talvez o mais importante ele tem que ser independente
dos outros sentidos ele tem que funcionar então de modo Independente com base nessa nesses três critérios né sensação característica receptores característicos e independência dos Outros dos outros sentidos nós temos uma classificação que vai nos apresentar aos sentidos que comumente são estudados pela psicologia cognitiva Vamos lá nós temos os sentidos da Visão da audição da gustação também conhecida como Paladar da olfação também conhecida como olfato do sistema olfatório acessório tá que é um sentido especializado na Detecção de feromônios feromônios são partículas químicas n que nós humanos ã produzimos e que indicam ã quem nós somos se
nós estamos disponíveis por exemplo para casalamento ou não [Música] nas que manda uma série de informações químicas a respito inclusive n da da nossa biologia e aqui eu vou falar da questão da nossa sexuação n não da nossa identidade de gênero mas da nossa Sexuação e a com base nessa sexuação a produção de hormônios né que o nosso corpo possui por seros machos ou fêmeas da espécie e essa produção de hormônios vai na está ligada à produção de feromônios e a detecção então na Por parte dos seres humanos embora esse sistema olfatório acessório ele quase
não seja usado né pelos humanos Mas ele tem alguns fat alguns ã Ahã digamos assim entendimentos né e encaminhamentos Importantes n Ah quando na questão por exemplo na busca de um parceiro parceira ã com vistas à reprodução não não tem nada relacionado a você se sentir atraído por uma pessoa ou outra pessoa né E isso tem a ver com orientação sexual com identidade de gênero como uma série de escolhas que transcendem né a nossa sexuação ã como maxo e fêmea aqui tá muito ligado realmente a uma finalidade reprodutiva n da nossa espécie então que busca
né um Ah um acasalamento né com n o intuito de produção de filhotes tá nós temos a mecano seção que é aquilo que nós chamamos de toque tá ou Tato nós temos a termocepção responsável né pelo sentido pela temperatura e pela dor a percepção sinestésica que vai tá ligada à nossa percepção de movimento ou seja o movimento n do nosso próprio corpo e a equilíbrio Seção que como o nome diz vai tá ligada à percepção do Nosso equilíbrio né E esse equilíbrio excepção ela é extremamente importante para que a gente possa se movimentar né e
realizar uma série de ã gestos e movimentos complexos como por exemplo caminhar dançar né dirigir Ah um autom móvel andar de bicicleta né então o equilíbrio vai ser também na vai estar envolvido nessas ã nessas atividades Então essa é uma classificação usando esses critérios né sobre sensação receptores e Independência dos outros sentidos uma outra maneira da gente representar a classificação é pelo tipo de tipo de estímulo nãoé eu dizer substância mas vai ficar melhor ah se nós considerarmos o tipo de estímulo que está sendo percebido tá E aí nós vamos ter os sentidos físicos tá
os sentidos físicos cujos estímulos provém do ambiente externo na forma de energia N e nós temos a energia n da Luz n que vai tá associada ao sentido físico da visão e a energia n da pressão do ar que nós chamamos de som que vai estar ligada ao sentido da audição Esses são os dois sentidos físicos são esses dois sentidos que nós vamos trabalhar de forma mais n a aprofundada nessa aula de percepção do mundo externo por quê Porque em seres humanos visão e audição são os dois Grandes sentidos que estão envolvidos na interação n
dos seres humanos com o ambiente que os rodeia tá então a aula vai focalizar na na visão e na audição nós temos também os sentidos químicos e aí a gente tá falando de n substâncias químicas que podem ser trazidas pelo ar n Como por exemplo o Polen ou também substâncias odorantes né como a gente chama né substâncias que contém cheiro como por exemplo um produto de limpeza Um perfume n ah essas substâncias elas podem estar presentes né em alimentos tá ou pode ter sido adicionadas né aos alimentos mas são substâncias químicas como por exemplo a
adição de sal a um alimento que vai modificar a percepção né do seu gosto né do seu Paladar n e como mencionado anteriormente essas substâncias químicas podem ser os feromônios né que estão ligadas ah aos hormônios e os neurotransmissores Produzidos né pelos seres humanos se eles são machos ou fêmeas da espécie e também são substâncias químicas Então nós vamos ter n os sentidos da gustação tá Quando essas substâncias químicas estão presentes ah nos alimentos né seja do próprio alimento seja algo que foi adicionado ao alimento o sentido da olfação Quando essas substâncias químicas estão viajando
pelo ar N E alguém vai dizer ah mas os alimentos eles também TM cheiro além de gosto Com certeza mas aí são substâncias diferentes uma substância química está viajando pelo ar e ela vai e esse ar vai entrar na sua boca e também vai entrar na sua narina e isso vai produzir o o do alimento mas esse alimento também tem substâncias químicas nele mesmo n que vai produzir o gosto do alimento Tá mas apenas aqui fica na Se alguém quiser saber mais sobre gustação eção eu posso Separar alguns materiais mas muito do nosso gosto tá
ligado com o nosso olfato quase todo mundo já ficou resfriado na sua vida e já teve as suas narinas né bloqueadas pela quantidade de muco ou mesmo inchadas né quem tem alergia ah crises de rinite né os cornetos ficam muito inchados e você fica ali com bloqueio Ná na parte de trás do seu nariz ou você fica cheio de muco n e o seu nariz também fica bloqueado e essa passagem de ar e Consequentemente das substâncias químicas que Viajam por esse ar fica diminuí e quase tudo que a gente come tem um gosto meio sem
gosto eu costumo dizer quando eu estou muito resfriada que tudo que eu como tem gosto de papelão né E porque é uma coisa assim algo que realmente falta né algo para a percepção do gosto do alimento e é bastante comum então que as pessoas resfriadas né ou Numa crise alérgica muito potente não tenham tanta vontade né de provar os alimentos porque realmente o gosto deles está sendo afetado justamente porque a olfação n também está sendo afetada o terceiro sentido químico é o sistema olfativo acessório como n já mencionado então nós temos sentidos físicos sentidos químicos
e nós temos aqueles sentidos cujo estímulo provém do próprio corpo eles são as exceções na dos Sentidos porque nós vamos ter os Estímulos n vindo do próprio corpo que são a mecano seção n que é a questão do toque do tato ele é um sentido do corpo n ã a termon noossa excepção que é para temperatura e dor a equilíbrio excepção e a percepção sinestésica os sentidos do corpo vão ganhar uma aula especial para eles mas pouco mais adiante da disciplina tá nesse primeiro momento então como eu havia mencionado nós vamos nos focar nos Dois
sentidos que foram na ã evoluindo ao longo da história da espécie humana para caracterizar a interação do ser humano com o ambiente que são os sentidos da visão e da audição começamos então com os sentido da visão a visão é o processo perceptivo n e a luz é o seu estímulo tá para fazer referência ao primeiro slide da dessa aula a visão n ela tem a dependência da luz e a luz ele é um transporte de energia então a luz é um tipo de onda e Ela n se caracteriza por ser uma onda eletromagnética como
ela é uma onda e talvez vocês lembrem algumas coisas de óptica n n na disciplina de física do ensino médio para aqueles né que fizeram né o ensino médio na na sua atual formação ou mesmo pessoas como eu que fizeram o chamado antigo segundo grau n Ah nós tínhamos alguns assuntos sobre óptica N E aí se falava justamente da natureza Da luz a luz como onda n e uma onda eletromagnética e essa onda Então ela é composta das propriedades de comprimento de onda e frequência n o comprimento n e a frequência e esses dois elementos
estão Associados com uma algo muito importante paraa visão que é a produção de cor né tanto o comprimento quanto a frequência vão estar Associados né à produção de cor no entanto Nós seres humanos não enxergamos todas as cores n à produzidas Pela Luz nós humanos nós temos ali um uma digamos assim um parâmetro de visão n que nós chamamos de luz visível é luz visível eh para nós humanos tá não para todos os ã animais n que que existem né no nosso planeta n pros pros seres humanos nós temos aqui a chamada luz visível n
que começa com ã Ná um baixo comprimento de onda produzindo Então os Violetas né E vai aumentando o comprimento de onda Produzindo então Os Vermelhos né vocês notam que é muito bonito né Essa produção de cor que vai variar né com o comprimento de onda qualquer coisa né ã inferior né a a esse comprimento de onda da chamada ã luz visível tá tá se for pro lado do Violeta Nós chamamos de ultravioleta se for pro lado do vermelho é chamado de infravermelho nós humanos não enxergamos ultravioleta e não enxergamos infravermelho mas vários animais n Enxergam
então eles vão ter um outro espectro de luz visível que vai est ligado ao processo evolutivo da Visão nesses animais nós humanos a nossa visão né o nosso processo mental da Visão ã evoluiu pra gente enxergar dentro desses comprimentos de onda e portanto produzindo essas cores n que vão compor n o as cores do mundo em que a gente vive na verdade as cores elas né Elas são a luz né refletindo nos objetos e nós percebendo essa n ã esse ess esse Reflexo tá então pra gente entender como a visão ocorre é preciso que a
gente retome alguns conhecimentos sobre a estrutura do olho a alguns de vocês podem ter já estudado né seja no ensino médio ou mesmo no ensino fundamental dois ou numa outra graduação ou até por interesse n a estrutura do olho como ele funciona mas vale a pena ã retomar Né esses essas informações de modo que fique bastante Claro para nós como é que vai acontecer essa per né da Visão nos seres humanos Aqui nós temos uma gravura né do olho humano essa gravura ela tem uma série de números e esses números vão indicar diferentes estruturas né
que compõe o olho e nós vamos então nos slides ah subsequentes irmos apresentando pouco a pouco cada uma dessas estruturas A gente vai começar com uma coisa muito básica Qual é o objetivo do olho né quando a gente pensa em objetivo do olho ã nós estamos pensando em uma perspectiva evolucionista n Então por que que nós humanos temos os olhos com essas estruturas e para que que essas estruturas servem Tá ora o olho ele serve para detectar a luz em foco N então não é não é simplesmente uma abertura na no nosso rosto para captar
luz não ela ele ela é Uma abertura para captar luz mas essa luz precisa também ter foco para que se possa né nós possamos delinear as formas dos objetos n que vão ser percebidos nós temos aqui n assinalado n por esse círculo de cor vermelha a parte anterior do olho tá a função principal da parte anterior do olho é o foco tá com uma lente muito potente tá na verdade duas lentes uma super potente outra com um pouco menos de potência mas são duas lentes que vão compor essa Parte anterior do olho e a parte
posterior do olho tem como função a detecção de luz então então combinando as duas partes nós temos a detecção de luz em Foco a parte posteira do olho faltou indicar ela tá sinalizada justamente por essa eu disse um círculo né mas vamos chamar do que ela parece realmente né Essa elipse né de cor ã Azul [Música] tá vamos então n ir Pouco a Pouco à explicitando e aprofundando cada uma das estruturas nós vamos então começar pela parte anterior do olho e nós temos a córnea a córnea ela é a estrutura de né de número cinco
para que vocês possam ir acompanhando né Aos poucos na aula a córnea ela é transparente e ela precisa ser transparente para que a luz possa penetrar na no olho e ela é a primeira lente n que nós nós temos no olho e ela tem um alto poder óptico O que significa esse alto poder óptico ela tem um alto Poder de foco tá ela é a primeira lente e essa primeira lente tem um alto poder de foco no entanto às vezes a córnea pode sofrer algumas alterações uma dessas alterações é a perda de Transparência Ora se
perde transparência essa luz não vai penetrar e a a visão n provavelmente vai começar a ficar prejudicada uma outra alteração ela é uma alteração progressiva no formato da córnea E aí vai acontecer né uma um Adoecimento que tem o nome de ceratocone talvez vocês conheçam pessoas né que tenham esse adoecimento Ah o ceratocone ele é uma doença progressiva e ela vai causando então perda de visão progressiva mas hoje n com técnicas cirúrgicas é possível n ã fazer uma correção nessa forma n da da córnea e ah ter uma regressão na no ceratocone ou mesmo na
a sua eliminação vai depender né do grau de gravidade dessa alteração e também das Possibilidades né de ã intervenção cirúrgica que se tem à disposição Mas tem uma outra alteração que ela é bem mais comum e eu acredito que alguns de vocês devam compartilhá-la comigo n Essa é a alteração de córnea n que eu tenho que é a curvatura irregular e ela produz então uma deficiência visual que pode ser maior ou menor conhecida como astigmatismo tá eu tenho né astigmatismo e esse é um dos motivos pelos quais eu uso lentes Corretivas n e o astigmatismo
não tem como ser corrigido n cirurgicamente n existem algumas técnicas mas os resultados eles são bastante ah irregulares né Tem gente que consegue ter uma uma correção mas eh existem pessoas que não vão conseguir né ter essa correção Ah e portanto a melhor maneira de lidar com astigmatismo é usando lentes corretivas n que vão ajudar o quê o foco N as pessoas que possuem astigmatismo elas normalmente reclamam na da dificuldade em realizar foco Particularmente eu sem óculos né sem as minhas lentes corretivas eu tenho a sensação que eu estou enxergando o mundo por um vidro
no qual Alguém passou um pano molhado tá ou seja o mundo para mim ele fica todo embaçado n ele fica realmente fora de foco quando eu coloco as minhas lentes o mundo fica n límpido tá como se alguém tivesse então secado Aquele vidro n com um pano ou com um papel e e a minha visão Então ela se torna n bastante límpida Então essas são algumas das n das alterações mais comuns no sentido assim né de que os humanos podem apresentar ã nas suas córneas ainda na parte anterior do olho nós temos a chamada Câmara
anterior que é a estrutura então de número quatro tá a câmera anterior ela é preenchida né Por um líquido chamado humor acoso e esse líquido ele é responsável Pelo controle da pressão intraocular vocês também já devem ter ouvido falar de pessoas que TM alta pressão intraocular e essa alta pressão intraocular ela pode gerar uma uma um um outro adoecimento chamado glaucoma que também leva à perda progressiva de visão n então é muito importante né o controle da pressão intraocular tá então quando a gente vai no oftalmologista Não é só para ver se a gente precisa
ou não de lentes corretivas né mas também para a Mensuração n da pressão intraocular Porque se ela estiver alterada né ela e não houver nenhum tipo de terapêutica ela pode né levar a uma das doenças que é o glaucoma que causa então a perda progressiva da da Visão n ah hoje em dia nós temos medicamentos e nós temos até exercícios né que podem gerar né uma diminuição da pressão intraocular a valores desejáveis né dentro dos seres humanos e também aqui na parte anterior do olho nós temos o conjunto íris e Pupila n que são os
números seis e o número sete a Íris é a parte colorida n dos nossos olhos tá e a pupila é aquele buraquinho que fica no meio dais buraquinho sim é um buraquinho tá tem gente que fica um pouco assustada em pensar que a gente tem um bura no meio dos nossos olhos mas parece né refletindo n dizer que é óbvio mas refletindo a respeito por onde a luz vai entrar a luz vai entrar por um buraco n ela tem que entrar para chegar na parte Interior dos nossos olhos então ela entra por Esse simpático buraco
chamado pupila que pode se contrair e ela fica bem pequenininha e que pode se dilatar ficando bem aberta a contração e a dilatação da pupila vão estar ligadas à quantidade de luz se a gente tá no ambiente com muita luz a pupila vai se contrair porque ela não precisa estar totalmente aberta n para deixar a luz passar ao contrário se a gente deixar pupila aberta n num Ambiente com muita luz a gente não vai conseguir enxergar muita coisa mas se nós estivermos num ambiente com pouca luz essa pupila então ela vai se dilatar fazendo com
que toda a luz possível penetre no olho para que a gente possa então enxergar algo claro que quando a gente faz uma visita a oftalmologista uma das coisas que ele faz conosco é a dilatação da pupila ah que é necessária para que ele Enxergue né a parte interna do nosso olho e veja se essa parte interna também está saudável ou não ah o problema é quando a gente sai do oftalmologista e tem que enfrentar o mundo n lá fora e às vezes o mundo lá fora tá bastante iluminado e a gente se sente assim bem
ah né bastante desagradável você tá com uma pupila que fica dilatada deixando aquela luz toda passar n e e é realmente uma sensação de desconforto porque Como ela foi dilatada artificialmente né Usado um colírio que faz com que a musculatura da da pupila se dilate até o efeito do colírio passar né a gente vai ter que ficar com aquele olho né deixando entrar um monte de luz mesmo não sendo necessário então o conjunto íris e pupila tem né como função o controle da entrada da quantidade de luz nos nossos olhos temos ainda mais estruturas na
parte anterior do olho nós temos o cristalino que está na nossa figura com O número um o cristalino ele também é transparente e ele é a segunda Lente do olho tá ela não ela tem um menor n poder óptico se comparado com a córnea n e ela faz o ajuste do foco tá então o primeiro foco é dado pela córnea o segundo foco é dado pelo cristalino assim como a córnea o cristalino pode sofrer algumas alterações né que vão ã que que vão refletir na qualidade da visão das pessoas tá o cristalino ele pode perder
a transparência gerando um Adoecimento conhecido como catarata que é mais frequente em pessoas idosas o fato de ser mais frequente não significa que ele não não vá em pessoas adultas jovens ou mesmo em adolescentes n ou crianças existem condições genéticas que podem gerar essa per perda de Transparência ã em momentos anteriores do desenvolvimento mas ele é bem mais frequente na durante a a velice n e isso acarreta uma perda de visão hoje em dia é possível fazer uma correção da Catarata de modo cirúrgico e a cirurgia consiste just Justamente na substituição da lente você ganha
um cristalino novo tá e com isso n você vai ganhar novamente toda a transparência e o poder óptico dessa lente e nós temos também a perda de flexibilidade do cristalino Porque como ele faz o ajuste de foco é como se ele fosse uma lente n de uma câmera ã de celular ou uma câmera fotográfica n então ele ele abre n ele ele ele é ele é Flexível ele não abre e fecha com a pupila mas ele se move né de modo flexível ã para permitir esse ajuste do foco e com o passar dos anos n
o cristalino pode perder flexibilidade E aí a gente vai ter uma outra deficiência visual chamada de presbiopia que comummente é conhecida como vista cansada Tá várias pessoas dizem Ah eu eu tô com vista cansada n e o que que vai acontecer com a presbiopia nós vamos as pessoas com Presbiopia elas perdem né a capacidade de fazer o foco para perto tá elas tinham essa capacidade de fazer o foco para perto mas esse foco vai começar a gradativamente nas ser perdido n ã e isso vai incomodar bastante as pessoas porque elas vão começar a afastar por
exemplo os objetos para enxergá-los n você pega ali um folheto com coisas escritas e a pessoa tá com braço todo esticado né para ler Ah o que Está escrito no folheto né Por quê Porque aquele ajuste de foco para perto ele tá perdido ali com a perda de flexibilidade do cristalino ou a pessoa vai no supermercado pega uma caixa né E ela quer ler o que tá no na caixa né nas paredes da caixa e ela vai afastando assim cada vez mais a caixa para poder fazer esse ajuste de foco tá ah essa é uma
outra pequena deficiência visual que eu tenho e talvez eu Compartilhe presbiopia com alguns de vocês né eu preciso daquilo que as pessoas chamam de óculos de leitura né ou óculos para vista cansada que vão fazer esse ajuste de foco Essa presbiopia ela me acompanha ali desde os meus 42 43 anos n Ah e tá ligada Então essa perda de flexibilidade faz parte algumas pessoas vão envelhecer e nunca vão ter presbiopia n Assim como as pessoas vão envelhecer e nunca vão apresentar Catarata mas a presbiopia ela é bastante frequente n em pessoas hã acima dos 40
anos tá ela tem uma certa incidência n de frequência bom nós vimos Então as estruturas da parte anterior do olho o que que vai ter no meio do caminho tá a gente vai ter o humor vítreo Olha o tamanho do humor vítreo né Ele é o número 15 né ele preenche toda essa Câmara L do nosso olho o humor vitrio ele é transparente ele vai se tornando cada vez mais Líquido com a idade e ele tem uma função de limpeza certo eh Tem uma função de manter as lentes tá especialmente o cristalino limpinho tá livre
de sujeiras ou impurezas no entanto algumas dessas sujeiras impurezas que são produzidas n externamente ou também internamente podem ficar boiando por um tempo no no mor vítreo E aí a gente vai ter o fenômeno chamado de moscas volantes que parecem ser uns bichinhos né que a gente Enxerga ã como se eles estivessem navegando n ã dentro do nosso olho são essas impurezas elas vão ser limpas elas vão ser degradadas então o fenômeno das Moscas volantes ele é transitório Mas algumas pessoas têm esse fenômeno com maior frequência enquanto que outras têm esse fenômeno né experimentam esse
fenômeno com menor frequência são pequenas impurezas que podem ser externas n Mas normalmente elas são internas n produzidas pelo nosso próprio Corpo n Ah que vão ficar flutuando na no nosso humor vítreo vamos agora pra parte posterior do olho né o disco em azul tá E aí nós temos a retina n que é o número 11 vocês estão vendo essa coisa amarelinha aqui a retina é composta de dois tipos de células os cones e os bastonetes E essas células elas TM funções diferentes os cones eles São responsáveis pela detecção do vermelho do Verde e do
azul ess informação é muito importante de ser guardada ela logo vai ser né retomada quando a gente continuar falando né e e e apresentando o processo perceptivo da Visão enquanto que os bastonetes são as células responsáveis pela detecção de luz elas também vão ser importantes mais adiante nessa aula a retina né Ela também tem células Bipolares e horizontais que vão ressaltar o contraste e também nós vamos né perceber que contraste é importante pra visão e células ammas e ganglionares que são aquelas que vão Enviar as informações pro sistema nervoso central então vocês podem notar que
a retina Tem vários tipos de célula Cada uma com a sua especialidade ainda na na parte posterior do olho nós temos a fia que está na figura assinalada com o número 12 a fó viia recebe a incidência direta da luz tá na fva tem apenas a presença de cones que Ufa são pouco sensíveis a luz n mas ela vai né como tem a presença de con vai est ligada às à percepção das cores ainda na parte posterior do olho nós temos o óptico que está marcado ali com o número 13 no disco óptico é o
pedaço n da nossa ah da nossa retina onde não há nem cones ou bastonetes E com isso existe o ponto cego aqui nenhuma luz nenhuma cor é Percebida mas o ponto cego ele indica algo ele indica o momento em que os axônios estão saindo da retina tá e iniciando o nervo óptico que vai enviar essas informações né para o sistema nervoso central e o nervo óptico então está n indicado ali no número 14 então aqui é toda a estrutura do olho com suas múltiplas partes n componentes alguns números da figura não foram apresentados porque ã
eles não são eles são importantes todas as estruturas são Importantes na visão mas aqui n eu ressaltei algumas delas tá para apresentar a vocês vamos lá vamos conhecer então o que a gente percebe a partir dessas informações captadas pelo olho e por suas múltiplas estruturas nós vamos começar com a percepção de profundidade a percepção de profundidade ela pode acontecer tanto pela visão binocular ou seja com os dois olhos quanto com a visão monocular a visão binocular ela é Responsável por aquilo que nós chamamos de estereopsia ou disparidade retinal o que que acontece com nós humanos
tá os nossos olhos eles são posicionados à frente do nosso do nosso rosto certo e eles são separados n pelo nosso nariz cada olho fica responsável por um pedaço do nosso campo visual Vamos fazer um experimento n quem usa lentes corretivas pode tirar as lentes para não sujas N peguem uma das mãos tapem n foquem na um objeto tapem um dos olhos percebam bem né esse objeto e agora vocês tapem O outro olho tá o mais legal é fazer isso com por exemplo n uma das mãos Um dos ergam n o dedo indicador por exemplo
da da mão direita né afastem do rosto tapem o olho esquerdo percebam esse dedo indicador e agora tapem o olho direito e percebam esse dedo indicador ou qualquer objeto que vocês queiram Vocês vão perceber que essa imagem ela é um pouquinho diferente certo por qu porque cada olho ele fica responsável por um pedaço do campo visual então cada olho percebe n uma imagem um pouquinho diferente n é aquilo que nós chamamos de disparidade retinal n a retina de um olho percebe uma imagem a retina do outro olho percebe a outra imagem só que elas precisam
convergir elas precisam se organizar para que a gente consiga Perceber a imagem como um todo coerente e aí a visão binocular ela vai promover uma convergência ocular tá essa convergência ocular ela tem uma distância ótima né uma distância onde ela funciona tá vamos pegar de novo o indicador e colocar-lhe na o indicador da mão direita ou da mão esquerda como vocês preferirem e colocar numa certa distância da gente vão aproximando esse indicador e vão sentindo como a imagem perde Nitidez quanto mais próximos os objetos mais difícil de fazer a convergência ocular E aí a gente
vai perdendo Justamente a ideia de profundidade os nossos pobres olhos vão tentando manter essa convergência causando um efeito n dos olhos convergirem para a ponta do nariz né e a gente ficar um pouco estrábico n nesse processo que é a tentativa então n do olho manter essa convergência mas vocês notam que à medida que a gente aproxima a própria Percepção de profundidade ela fica prejudicada tá então a gente tem a parte de visão binocular n ligada ao fato de que existe uma disparidade retinal e que então ã se faz né um processo de convergência para
que essa disparidade seja minimizada e a gente consiga enxergar né de eh como um todo agora a gente tem a visão monocular na percepção de profundidade nós temos vários tá Ã vários processos na divisão monocular que nos ajudam né a fazer a percepção de profundidade eu vou listá-los inicialmente e depois eu vou apresentá-los pouco a pouco nós temos o movimento contra Horizonte ou fundo a perspectiva atmosférica a visão a cores a convergência de linhas paralelas o gradiente de textura o tamanho relativo a oclusão e a acomodação do cristalino para apresentar n todas essas Propriedades da
visão monocular eu gentilmente capturei tá algumas fotos usadas pelo Professor Lucas n em aulas sobre o mesmo conteúdo n nessa disciplina Essas fotos foram tiradas por nós por mim e pelo Professor Lucas quando nós estivemos visitando o Japão em 2010 n então vocês vão ver que elas não têm nenhuma legenda né de copyright como tinham por exemplo as imagens do olho n porque elas são fotos produzidas por nós mesmos Visão monocular nos n com a propriedade de movimento contra o horizonte ou fundo o que que acontece para nós né os objetos mais próximos mudam mais
sua forma quando eles se movem e aqui a gente tem uma foto que foi tirada numa plataforma de estação de estação de trem n com a chegada do trem de alta velocidade n lá no Japão n o chamado shinen que é uma palavra japonesa que significa trem de alta velocidade tá então nós estávamos esperando um outro Trem e vinha passando esse chinc cané ele não vai parar né nessa plataforma então ele passou claro que numa velocidade reduzida né E nós tiramos essa foto né at inclusive dentro da foto tem alguém também tirando foto e vocês
notam ã que que o trem ele dá uma filada n justamente porque ele tá em ele tá próximo de nós e ele tá em movimento e a Então essa milada né que mostra essa modificação né do seu Formato nós temos aqui a visão monocolor na usando então a propriedade da perspectiva atmosférica que quanto mais longe mais a atmosfera reduz o contraste essa é uma foto que nós estávamos numa cidade japonesa chamada yufuin n e nós estávamos então caminhando aqui é um rio ã canalizado como era verão né esse rio tinha bastante ação em torno dele
e vocês devem notar né Espero que a foto Produza isso quando vocês estiverem assistindo a o vídeo da aula que aquilo Que tá próximo da gente parece mais Verde n do que aquilo que está longe da gente especialmente as montanhas ou fundo elas vão parecer com menos contraste n do que aquilo que está mais próximo mais uma propriedade da Visão monocular é a visão a cores e os objetos distantes eles então tendem para o azul aqui é uma foto que nós tiramos de dentro do trem n ã e essa montanha que está encoberta por nuvens
éé o Fuji Sama né também Conhecido por nós como Monte Fuji n ele permaneceu encoberto durante toda a nossa visita ao Japão e nos falta né uma boa foto do Fuji né O que é um motivo para tá ã mas vocês notam que o fuj tá bem longe da gente né e ele parece então azulado n Então os objetos distantes eles tendem a as cores azuis mais uma propriedade da visão monocular a convergência de linhas paralelas né esse é um fenômeno realmente de perspectiva linhas Paralelas tendem a ir para o Infinito Esta é a foto
essa é a foto de uma passagem subterrânea extremamente extensa tá ã que nós então nós estávamos num lugar nós queríamos pegar né as linhas de metrô e nós tivemos então que caminhar por essa longa passagem eu não lembro mas eu acredito que ela tinha em torno de uns 3 km né 3 km de extensão A gente não precisou caminhar os 3 km mas era uma passagem subterrânea bastante Extensa a placa né ah que vocês veem né no como figura né como primeira figura diz a distância né a ser percorrida até chegar determinadas linhas do metrô
aquela figurinha pequeninha ali que tá no no meio da foto sou eu n que é uma das poucas maneiras de conseguir uma foto minha quando eu não estou prestando atenção então eu tava lá caminhando né com chapéu na cabeça que tinha muito sol Ah no ambiente externo Né com a minha mochila nas costas né E se vocês notarem essa passagem ela vai vai vai e a tendência é olhando Parece que elas ela nunca vai acabar né justamente porque ela é composta né por linhas paralelas e elas tendem então ao infinito a visão monocular gradiente de
textura n azulejos próximos parecem maiores do que os distantes e Aqui nós temos uma foto com ã ladrilhos tá eles não são exatamente azulejos né eles são ladrilhos n do de Chão Ah isso é em Tóquio na num templo que eu vou esquecer o nome porzinho do templo e nós e esse templo ele é muito procurado por casais n japoneses para realizar os as cerimônias xintoístas n de casamento muita gente passa o dia inteiro no templo para olhar os casamentos que estão acontecendo a nossa ideia não era n ã procurar um casamento a a nossa
ideia era conhecer o templo né que é muito bonito mas enquanto nós Estávamos lá surpresa estava acontecendo um casamento né as figuras que estão à frente n as figuras masculinas que estão à frente são dois hã como é que a gente poderia chamar dois sacerdotes né xintoístas que vão Então presidir a cerimônia n atrás dele Nós temos duas moças que seriam como as a nossa função de de damas de honra né do casamento e a figura em branco né protegida por uma sombrinha vermelha é a noiva a noiva ela está saindo do do lado Da
da sua família de origem e se dirigindo ao outro lado do templo onde o seu noivo e a família do noivo o aguarda então ela tá toda de branco né E aqui o importante é chamar atenção né de que o branco né na sociedade japonesa e na religião xintoísta ele expr exess o luto n Então ela tá expressando o luto por partir n da sua família de origem e quando ela chega do outro lado né do templo ela tira esse manto branco e ela vai então exibir normalmente um um um Vestido em cores bastante vivas
que indica o seu renascimento agora na condição né de esposa né e pertencente a uma nova família no caso a família do seu noivo e nesse momento marido n então é uma cerimônia de despedida da família de origem e de recepção à nova família mas se vocês olharem então para o chão vocês olharão os ladrilhos e os ladrilhos do início da foto que estão mais próximos de nós vão parecer maiores que os ladrilhos lá do Fundo da foto né do final ali da procissão dos familiares da noiva a visão monocular tem mais uma propriedade que
é o tamanho relativo que os objetos próximos parecem maiores e e eles parecem mesmo n essa aqui é uma foto de um touri Ná que é um portão n o portão dos templos n Ah xintoístas nós temos muitos tores no Japão esse Tor fica dentro d'água né Ahã e ele então tá como primeiro plano da foto eu acredito que esse tor também Seja em ufim Posso estar enganada mas acredito que ele também e ele parece bem maior do que as pontes né que estão ao longe e na verdade não é bem isso tá Ah o
tole não é muito grande mas como ele tá em primeiro plano ele vai aparecer maior para gente nós temos aqui a oclusão que os objetos próximos eles cobrem avisão doos mais distantes na Aqui nós temos Ah um arranjo né de pedras tá num num jardim japonês Esse jardim japonês Fica dentro do Palácio Imperial em Tóquio n e vocês notam que essas pedras né em primeiro plano elas ã basicamente tomam o nosso campo visual deixando né os elementos que estão mais para trás menos né proeminentes à nossa visão nós temos então a última n propriedade da
Visão monocular paraa percepção de profundidade que é a acomodação do cristalino que é a percepção dos movimentos da musculatura do cristalino para ajustar o foco e aqui A gente funciona de uma maneira muito parecida na do de uma câmera na E aí vocês olhem para essa flor essa flor é uma flor de lottus nós tiramos essa foto no no zoológico de Tóquio né e depois eu descobri porque nós chegamos né tinha esse esse lago cheio de de lotos n ah boiando no Lago alguns com flores abertas outros com flores fechadas e tinham muitas pessoas em
roda desse Lago tirando fotos o Lucas foi lá e na e tirou uma foto e ela ficou muito bonita N e depois eu descobri lendo o Jornal Local que havia um concurso de fotos n de lotos florescendo porque era o período dos lotos florescerem então o jornal tava recebendo né fotos das flores para participar do concurso quando eu descobri o concurso já tinha acontecido a premiação né já tinha acontecido eu prefiro a nossa foto tá daquela que ganhou e se vocês então se aproximarem e se afastarem para ver os detalhes né Dessa flor vocês vão
n Perceber que o cristalino ele vai se movimentando para tornar essa foto mais ou menos em Foco bom nós vimos então que a percepção de profundidade Ela depende tanto né da nossa visão binocular quanto da visão monocular e existem vários ajustes que são feitos n na no nosso sistema visual para que a gente perceba na a profundidade nós temos também a percepção de movimento tá aqui a gente chama atenção né que toda vez que a Gente falar de uma área que tiver um v e um número se refere Então à área do do nosso córtex
occipital o córtex occipital ele é o córtex responsável pela nossa visão n e ele fica na parte de trás da nossa cabeça certo mais adiante nós vamos ter um slide mostrando cada uma das áreas e as suas funções área v1 que é uma das áreas do córtex occipital ela vai detectar a existência de movimento se o objeto tá se movendo ou não o problema é que o Campo receptivo dos neurônios de v1 ele é muito pequeninho então ele sabe que tem alguma coisa se mexendo mas ele não sabe exatamente o que está se mexendo e
nem para onde N A A coisa está se mexendo Então nós vamos precisar de ter uma outra área do córtex hospital que é a V5 né que é a área mais importante pra visão ou seja Ah pra percepção de movimento a gente vai ter v1 e V5 Mas se a gente tiver que tá apontar aquela que é mais importante paraa percepção de Movimento é V5 tá na área V5 os neurônios vão estar organizadas para perceber a direção do movimento então v1 detecta que a coisa tá se movendo V5 detecta para onde a coisa está se
movendo e mais ainda n V5 apresenta neurônios especializados para reconhecer cantos e bordas n do que está se movendo certo então a V5 ela vai integrar as informações de cada campo perceptivo de v1 n fazendo com que a gente saiba que Objeto é qual é o tamanho desse objeto e Em que direção ele está se movimentando um dano na área V5 gera cegueira para movimento então a pessoa ela não percebe né a direção do movimento ele sabe que tem alguma coisa se movendo mas ele não sabe para onde a coisa vai vai nem que tipo
de coisa é e essa cegueira para movimento tem um nome né que é acinetopsia tá cineto movimento acineto não tem movimento então é a Cegueira para movimento nós temos agora um outro n uma outra percepção que é a percepção de cor há duas teorias para explicar a percepção de cor a teoria tricromática e a teoria do processo oponente a teoria tri cromática tá ela parte do princípio que nós temos três tipos de Cone o cone pro vermelho que é expresso pela letra L maiúscula o cone para verde n que é expresso pela letra M maiúscula
e o cone PR azul que é expresso pela let Let s Maiúscula então esses três cones eles existem lá na nossa retina nós vimos lá a estrutura Desculpa foi apresentado a vocês na a estrutura do olho no caso ali a retina e é na retina que são por meio dos cones que são percebidas as cores vermelho verde e azul segundo a teoria tricromática tricromática três cores vermelho verde e azul as cores seriam formadas pelo processamento dos três tipos de Cone ao mesmo tempo então os cones funcionariam Em conjunto N para formar as nossas as cores
que nós percebemos no entanto a teoria do do processo oponente traz n uma maneira n de entender a percepção de cor que fere n da teoria tricromática na retina tá haveria uma combinação dos cones l e m para processar vermelho e verde e dos cones S que pode se combinar com o m ou s se combinar com o l paraa percepção de azul e vermelho Então o que aconteceria Seria a comparação entre dois elementos de cada vez uma comparação entre vermelho e verde e uma comparação entre azul e vermelho tá essa teoria do processo oponente
ele ela surge para explicar algumas dificuldades de percepção de cores que os seres humanos apresentam n e que nós vamos ver nós vamos apresentar nos próximos slides tá bom nós também somos capazes de perceber brilho e contraste Tá dentro da percepção de cor a percepção de brilho Ela depende dos bastonetes e dos cones operando em conjunto Então significa se a gente tiver algum problema num deles a percepção de brilho vai ficar alterada tá E não depende da cor tá depende realmente dessa intensidade naé da cor e nós temos na a um mecanismo de percepção de
cor chamado do reforço de contraste que facilita a percepção de bordas e limites e a percepção de bordas E limites são muito importantes paraos seres humanos porque ela ela ela é n essa percepção de borda e limites ela é fundamental pro nosso reconhecimento de objetos tá então se a gente tem algum problema que impede n a percepção ã de contraste os objetos vão parecer muito mais fluídos para nós do que eles Realmente são porque a gente precisa do o contraste para definir onde o objeto começa e onde esse objeto acaba para poder dizer que tipo
de objeto ele É nós temos também a questão né da cor e da iluminação E aí nós temos um fenômeno chamado Constância de cor que nós humanos enxergamos as mesmas cores mes mesmo com iluminações diferentes tá Ou seja a cor não é afetada pela iluminação e se acredita que a área v4 né a área v4 do córtex ospital ela é responsável por manter a Constância das cores mesmo quando na em diferentes iluminações bom eu havia mencionado que pode acontecer né a cegueira para cores Muitas pessoas chamam a cegueira para cores genericamente de daltonismo mas o
daltonismo é apenas uma das possíveis cegueiras para cores Ah que nós humanos podemos apres entar tá existem dois tipos de cegueiras pras cores uma cegueira chamada decoma onde falta um tipo de cone e uma cegueira para cores chamada monocroma onde faltam dois ou mais tipos de cores vamos primeiro apresentar as decoma uma delas se chama protanopia a Protanopia falta o cone l bom se falta o coniel essa pessoa ela vai confundir Verde com vermelho Mas além de confundir Verde com vermelho as cores vermelho laranja e amarela vão aparecer como estivessem apagadas diminuídas peço que vocês
prestem atenção na figura n os lápis de cor à esquerda são para pessoas que não tem né nenhum tipo de cegueira para cor tá então nós conseguimos perceber todas as Cores n de maneira diferenciada na imagem à direita vocês vão perceber as cores tal como uma pessoa com protanopia percebe certo ã Cadê o verde e o vermelho Eles parecem tudo uma gradação de marrom e os vermelhos e os laranjas vão aparecer bastante apagados alguns aparecem como marrom outros aparecem como acinzentados né fazendo então com que não apenas n haja uma confusão de ã vermelho com
Verde mas um apagamento das cores que estão próximas né dos avermelhados e alaranjados existe um outro tipo de de dicrom chamada deuteranopia onde falta o cone M essa pessoa ela também vai confundir o verde com o vermelho mas ele não vai ter o efeito de apagamento tá então novamente na imagem à esquerda nós temos os lápis de cor n para uma pessoa sem n de croma n ou no caso sem deut Tropia e do outro lado a imagem tá as cores elas estão mais nítidas mas ainda São todas amarronzadas amareladas acinzentadas tá tá cadê o
verde o vermelho não tem tá um outro tipo de dicoma é chamada tritan tritanopia e falta o cone S E aí as cores azuladas elas vão ficar acinzentadas prestem atenção na imagem à direita n e vocês vão olhar os azuis e Os Verdes e vocês vão perceber que elas estão mais acinzentadas e os outros é tudo um um grande Rosa n ã avermelhado tá então a falta de cada Cone vai gerar um tipo muito específico de ã cegueira para cor tá a monocroma n ã onde falta mais de um tipo de Cone mas também podem
faltar outras células paraa percepção da cor é chamada de acromatopsia e a gente tem a mono croma de bastonetes n onde o sujeito ele tem apenas bastonetes ele não tem nenhum cone tá nem o l nem o m nem o s nenhum cone está presente e ele Tem uma péssima visão para detalhes tá e a gente tem a monocroma de cones na onde ele tem bastonetes e cones Z falta o cone l e o cone m e ele continua tendo uma visão de detalhes Muito ruim e o fato de você não ver detalhes também n
traz né um prejuízo para você compreender que tipo de objeto você está percebendo bom ainda tem n mais um processo muito importante quando a gente pensa no sistema visual n que é o reconhecimento de Faces E por que que reconhecimento de faces né é tão importante porque o reconhecimento de faes é aquilo que faz com que a gente possa interagir n ã de maneira adaptativa com outros seres humanos o reconhecimento de face ele é diferente do reconhecimento de objetos no reconhecimento de objetos a gente usa uma estratégia analítica a gente percebe movimento a gente percebe
cor a gente percebe profundidade o um um processo n de Inseparado e a gente depois junta tudo n para dizer isso é uma garrafa d'água e ela é azul por exemplo Tá mas no reconhecimento de faces a gente usa uma estratégia holística Ou seja a gente não vai perceber pedaços da Face a gente vai perceber o todo da Face a gente vai olhar para um rosto humano e a gente vai perceber o todo dessa Face e foram então elencadas três etapas pro reconhecimento de faes em seres humanos primeira etapa ela diz respeito à Detecção de
informações básicas como idade gênero e características distintivas por exemplo a pessoa tem sardas n na região do malar ou a pessoa tem algum tipo de sinal na na face ou a pessoa tem ah por exemplo USA óculos [Música] n ou a pessoa usa n um cabelo que faz o contorno dessa Face de alguma maneira Mas então passo número um detecção de características né de Informações básicas sobre sobre essa Face parte número dois construção de um modelo estrutural a gente vai usar essas características bases básicas para construir um modelo da Face das pessoas permitindo então que
a gente diferencie uma pessoa da outra e o passo número três é associ a esse modelo né E essas informações básicas com a memória e a gente vai guardar na memória aquelas faes né que são conhecidas ou seja aquelas faes Daquelas pessoas que a gente interage l com mais frequência o que vai permitir o reconhecimento dessas Faces conhecidas n mais rapidamente bom isso é o que acontece no entanto podem acontecer alterações em uma dessas etapas do processo de reconhecimento de face levando a uma condição chamada prosopagnosia tá as pessoas com prosopagnosia elas vão apresentar uma
dificuldade pro reconhecimento de face Mas elas ainda respondem emocional ente a faes que são conhecidas tá então ela elas conseguem n responder algumas faes conhecidas mas ela tem bastante dificuldade de reconhecer a face das pessoas com as quais interagem existem três níveis n de prosopagnosia existe a PR prosopagnosia eu nunca vou conseguir dizer isso de uma vez só uma prosopagnosia leve onde a falha acontece na etapa três ou Ou seja no armazenamento né das informações Sobre As Faces na memória então a pessoa diferencia As Faces mas ela não reconhece ela sabe que são pessoas diferentes
mas elas não ela não sabe que pessoa é tá Ela só sabe que tem uma pessoa n na frente dela n que ela é diferente de uma outra pessoa que ela acabou de de de de conversar mas ela não sabe quem é ela não sabe nomear Ah é o meu o vizinho é o meu colega de turma n nesse sentido existe a prosopagnosia moderada N que é uma falha então na etapa dois n em que não se consegue construir esse modelo estrutural de faces e a pessoa ela não nem diferencia nem reconhece Faces ela não
sabe distinguir uma pessoa da outra né pela Face e nós temos então a prnos Severa que é uma falha na etapa um Ou seja a pessoa não consegue nem detectar as informações básicas daquela Face em alguns casos muito severos a pessoa não consegue nem enxergar a face da pessoa com que ela tá interagindo mas A prosopagnosia severa ela é muito rara E H há relatos né dessa dificuldade em reconhecer Faces né ou mesmo ah parar de enxergar Faces após a ocorrer de um acidente vascular encefálico né então algumas pessoas que passaram por esse tipo de
situação né Podem ter normalmente de forma transitória n mas nem tão transitória assim em alguns casos a prosopagnosia é Severa e ela perde então a capacidade de enxergar o rosto nas Faces das outras Pessoas para que a gente possa então chegar né ao encerramento das informações a respeito do sistema visual nós vamos então juntar todos esses processamentos com as áreas corticais tá que vão ser responsáveis n ã por eles então nós temos aqui uma gravura que mostra n o córtex ospital Como Eu mencionei ele fica na parte de trás da nossa cabeça n Ahã próximo
então né do do cerebelo e vocês podem perceber n que as áreas Foram mapeadas e coloridas e elas são então indicadas pela letra v n com a ideia de córtex visual [Música] n e um número tá então nós vamos apresentar cada uma dessas áreas n e as suas funções correspondentes nós temos então a área v1 que ela tá em amarelo amarelo mais escurinho n tá ali a V1 n ela é necessária para informação da consciência ou seja as informações que Chegam no córtex ospital elas vão ser mandadas né lá pra frente do do nosso encéfalo
lá pro préfrontal né e para que a gente se torne então consciente dessas informações pela v1 na v1 que vai transmitir lá da parte de trás da cabeça paraa parte da frente da cabeça para que nós tenhamos então consciência das informações visuais ela faz um mapa retin tópico ou seja ela mapeia né tudo aquilo que foi percebido pela retina ela compõe uma imagem completa daquilo que Foi percebido né então pela retina e ela também percebe o básico da cor especialmente o contraste né e o básico de movimento a gente já mencionou isso ela percebe que
existe né um objeto ã em movimento nós temos então a área V2 né a área V2 ela tá em laranja e ela faz então também o mapeamento né do campo visual em quatro quadrantes né ou seja ela pega esse mapa né retin tópico e dá uma ã organizada nela ela faz o processamento secundário Da cor enviando Então as informações para v4 nós temos então V3 né V3 tá num tom azulado mais escuro n e ela percebe então o movimento amplo nós temos v4 tá que está num verdinho Claro bem na parte de baixo [Música] tá
que ela é responsável pelo direcionamento da nossa tensão visual e também pelo processamento de cor Nós temos a V5 MT que é uma manchinha vermelha ali na parte de trás da cabeça que detecta o movimento dos objetos e faz a integração da informação de movimento né trazida então pela v1 a V8 tá que é um verde bem escuro bem na parte de trás e abaixo ali bem próximo do cerebelo que trabalha com o pensamento da visão a cores e nós temos uma área que é muito importante mas que não fica no córtex occipital que é
o giro Fusiforme que é a área que é responsável n pelo reconhecimento de faces e ela faz parte do nosso Lobo temporal onde é que fica o lobo temporal Lobo temporal é que fica atrás da da sua orelha tá né Se vocês né tocarem nas suas orelhas vocês vão ver toda uma parte lateral do encéfalo n que é o lobo temporal e lá no lobot temporal vira eh existe nessa estrutura chamada giro fusiforme que vai ser a estrutura responsável pelo reconhecimento de Faces para além das áreas encefálicas né das áreas corticais ã responsáveis pela visão
nós temos também as vias o que que são as vias são os caminhos percorridos tá pelos axônios dos neurônios e hoje n hoje hoje digamos hoje né hoje nesse século XXI certo ã sabe-se se entende n de que as vias são tão importantes pro processamento da informação no encéfalo né no sistema nervoso central Quanto são as áreas corticais cer certo então durante muito Tempo se pensou que apenas as áreas corticais fossem importantes para o processamento de informações na no sistema nervoso central mas já faz algum tempo como eu digo né desde o início desse século
que a gente tá vivendo que as vias né ou seja os caminhos n feitos pelos axônios também são ah extremamente importantes n para o processo pamento né das informações então no sistema visual Nós Temos duas vias a via dorsal e a via ventral que fazem então a Organização das áreas visuais corticais aí vocês têm na figura né algumas das áreas né a V1 a V2 A3 A4 a V5 MT N E aí vocês TM a via dorsal que é a seta vermelha e a via ventral que é a seta cor de laranja tá então na
Via dorsal que é a seta vermelha o processamento de informação tá ligada a onde estão a coisa as coisas n ela direcionada então a ação ação no sentido de movimento das coisas onde é Que as coisas estão n no espaço e para onde elas se movimentam e ela é uma via não consciente Ou seja a gente pode perceber movimento e onde estão as coisas sem a necessidade de mandar essa informação para a parte da frente da nossa cabe ou seja sem necessidade de mandar essas informações pra consciência e nós temos então a via ventral que
é responsável para dizer o que são as coisas O que que Você está percebendo né visualmente ela é direcionada então ao reconhecimento Isto é um passarinho e para que a gente possa fazer o reconhecimento das coisas é preciso que essa informação seja mandada lá pra parte da frente da cabeça né Eh para que essa informação Então se torne consciente onde tão as coisas não precisa n ser ã digamos informado a consciência mas o que são as coisas precisa dessa Informação bom com a apresentação então das estruturas corticais n das áreas corticais e das vias dorsal
e ventral nós concluímos na a apresentação do processo perceptivo da Visão passaremos agora à apresentação do processo perceptivo da audição assim como aconteceu n na apresentação da Visão nós vamos começar com a estrutura do ouvido tá nós apresentamos na estrutura do olho e agora nós vamos então apresentar a estrutura do Ouvido Vamos começar com a definição de som n ondas som n são ondas mecânicas n e elas são variações da pressão do ar e é isso que nós vamos então perceber na no início o nosso ouvido ele é composto de três pedaços o ouvido externo
que vai focalizar essas esse som essas ondas mecânicas o ouvido médio que vai fazer a ampli iação dessas ondas mecânicas e o ouvido interno né que vai aprimorar mais essa amplificação e vai fazer o processo então de detecção na dessa desse som Dessas ondas mecânicas nós vamos então na sequência n pouco a pouco smar e detalhar as estruturas de cada uma dessas partes do ouvido do ouvido externo do ouvido médio e do ouvido interno começando então com o ouvido externo tá o ouvido externo ele é composto pelo Pavilhão auditivo que tá nessa elipse vermelha a
função do Pavilhão auditivo é direcionar o som pro Canal auditivo Certo nós temos o canal auditivo que está na elipse em azul que vai conduzir o som mas ao mesmo tempo o canal auditivo ele vai proteger o estrutura muito importante do nosso ouvido externo que é o tímpano o tímpano que está na elipse Verde ele é uma membrana muito fina muito delicada n que vai vibrar com o som tá então por isso a gente precisa desse canal né para que esse tímpano não fique muito exposto ao ambiente externo E ele seja então protegido passando então
pro ouvido médio aqui Vocês conseguem perceber a membrana timpânica né mais claramente mas o tímpano ele ainda é um componente do ouvido estéo no ido médio nós vamos encontrar os ículos que estão ali na elipse laranja n os dolos Eles foram nomeados a partir das suas formas n que é o martelo A Bigorna e o estribo eles são o primeiro amplificador do ouvido e eles vão vibrar a partir das vibrações Feitas pelo tímpano n então eles vão n vibrar n junto n com o tímpano que está vibrando nós temos também músculos do ouvido médio chamados
de tensor timpânico e estapédio eles estão aqui né um é um músculo mais alongado o outro é um músculo bem pequenininho que fica ali embaixo na ã de um dos ossículos tá tá E eles têm a função de atenuar os sons intensos Como por exemplo o som de um trovão o som da Nossa própria mastigação que faz um barulho gigantesco né Para nós e o som da fala n quando essa fala está muito alta ou mesmo de Gritos e aí nós chegamos então ao ouvido interno que é composto pelo labirinto vestibular que é responsável pelo
equilíbrio Então nós vamos apresentar o labirinto vestibular de maneira mais detalhada na aula n Dos sentidos do corpo onde vai ser apresentada equilíbrio seção e pela cóclea n a Cóclea vai ser o n o objeto do do nosso interesse Nesta aula porque a cóclea ela é responsável então pela audição a cóclea está na elipse Violeta tá meio roxinho meio Violeta e a tem a função de separar as frequências sonoras ela é composta por três dutos e três membranas e nós temos aqui uma gravura n da cóclea cortada n fatiada e aqui a gente consegue observar
os três dutos né o duto Vestibular o duto coclear e o duto timpânico e as suas três membranas a membrana vestibular tectorial e a membrana basilar certo e nós vamos olhar mais detalhadamente para um órgão que está no duto coclear entre as membranas tectorial e basilar Vamos pegar uma gravura n deste dessa estrutura do ovido interno chamado de órgão de corte nós temos a membrana tectorial em cima e a membrana basilar embaixo esse Órgão ele é composto de dois tipos de células as células ciliares externas que estão circuladas em vermelho que funcionam como um segundo
amplificador tá e as células ciliares internas que vão estão circuladas em azul e que vão fazer o processo de detecção do som então vocês notam que dentro do ovito precisa PR de várias estruturas que vibram e amplificam o som para que esse som possa ser detectado então o processo de detecção De som acontece na seguinte ordem a membrana basilar vai vibrar n em ressonância com o som tá lá dentro da cóc a membrana basilar vibrando na em ressonância com o som a célul ciliares externas vão vibrar junto movendo a membrana tectorial que tá em cima
delas e aí as células ciliares internas que estão são pequenininhas ali vão detectar a presença do movimento entre a membrana basilar tectorial n e vão poder então separar esse som a partir da sua Frequência mas toda essa vibração precisa ser conduzida na pro sistema nervoso central e para isso precisa de um nervo E aí a gente tem o nervo vestíbulo coclear n que é essa estrutura também n num num fuxia n numa cor fuxia n e esse nervo ele vai ser responsável pelo equilíbrio por isso vestíbulo e nós vamos detalhar essa função quando examinarmos os
sentidos do corpo e ele também é responsável pela vio das informações da Audição por isso a parte coclear então ele é um nervo vestíbulo coclear ele é importante para o nosso para mandar as informações sobre equilíbrio e também para mandar as informações sobre os sons para onde pro sistema nervoso central e aí nós vamos ter uma via auditória n que vai ser composta de várias estruturas que nós vamos apresentar nos próximos slides então hav viia or do sistema nervoso central nós temos aqui um corte né do sistema nervoso central e se vocês Olharem bem à
esquerda vocês vão ver as estruturas né do ouvido né com o detalhe então pro tímpano pros ossículos pra cóclea e a saída né do nervo vestíbulo coclear n ele tá saindo e tá chegando né lá no tronco cerebral E aí a gente vai ter a primeira parada dessa via auditória n que são os núcleos cocleares dorsal e ventral circulados também na numa cor fuxia vai passar né pro núcleo Olivar superior que tá nessa cor né Desse Verde Berilo esse verde mais claro n que ainda né pertence ali ao tronco cerebral Essa Via Então vai passar
pros colículos que estão no mesencéfalo pro núcleo geniculado Medial que tá em laranja que está no tálamo e depois vai chegar no córtex auditivo primário n que tá nessa cor meio aspargo Essa é a cor da da minha caixa de lápis tá se chama aspargos n e finalmente essas informações elas vão ser processadas Vocês notam que essa via ela vem corendo né em paralelo e quando ela chega no tálamo n ela vai se separar e vai mandar uma informação pro córtex auditivo primário direito e outra pro córtex auditivo primário esquerdo n de maneira de que
a gente consiga perceber as informações que são n transmitidas pela orelha direita e pela orelha esquerda e o sistema n nervoso central ela vai integrar essas duas informações bom N tudo isso vai nos levar à percepção de sons e aqui eu queria n chamar a atenção para uma percepção de som em particular que é a percepção então da fala tá uma vez que a percepção da fala também é importante para que os seres humanos interajam né com o ambiente em que eles estão inseridos tá então nós temos a aqui a percepção da fala algumas informações
sobre essa percepção nós conseguimos perceber 15 sons por segundo tá o problema é que os nossos ouvidos Eles estão no meio de ruído ambiente a gente não tá percebendo apenas a fala das pessoas a gente tá percebendo uma série de ruídos n que compõem o ambiente em que essa pessoa está falando e as pessoas pronunciam os fonemas com uma grande variabilidade tá as pessoas elas têm modos de falar diferentes que podem ser evidenciados em timbre de voz altura de voz n ã projeção da voz assim como variações De dialeto né em que alguns fonemas Eles
são pronunciados de uma determinada forma e outros fonemas né eles são pronunciados de outra maneira aqui é importante ressaltar que a gente tá focando na percepção da fala a gente não tá trabalhando no processamento da linguagem como todo mais adiante na disciplina nós vamos ter uma aula dedicada somente ao processamento da linguagem Certo existem alguns fatores que eles eles dificultam nes são dificultadores da compreensão da fala por Nós seres humanos um deles é a variabilidade da pronúncia dos fonemas certo Como eu havia mencionado variações individuais em altura tá uma voz ã n mais alta ou
mais baixa no Tom ou seja uma voz mais grave ou mais aguda e na velocidade de produção de fonemas pode fazer que essa fala se torne mais clara para quem tá percebendo ou mais Difícil de ser percebida vocês devem ter percebido né que eu mudo um pouco o da minha fala pra gravação das aulas eu faço uma escansão de palavras Ou seja eu tento pronunciar as palavras ah mais vagarosamente né separando um pouco as sílabas de modo que quando vocês escutem a gravação ã isso Facilite a compreensão da minha fala outra coisa que eu uso
também são os slides né que podem ah servir também como um mediador Para essa compreensão de fala Um Outro fator dificu da compreensão da fala é a produção incompleta de fonemas tá H especialmente aquilo que é chamado de consoantes oclusivas como k e p occipital tá o o p ele não é muito fácil a gente não tem muitas palavras com k n mas a gente tem o som de K em várias palavras com c e nem sem sempre esse esse som de k Ele é completo na na na sua pronúncia tá então aqui a gente
tá falando de fonema fonema é o Som não é a letra é como se pronuncia a letra ou o conjunto de letras também pode acontecer um fenômeno chamado de coarticulação de fonemas que o fonema é pronunciado misturando-se com o anterior e com o seguinte e aqui a gente tem um exemplo né do fonema é fisgar e pistach fisgar pistach tá aí o pobre fonema ele é imprensado n entre um i e um G em fisgar e entre um i e um t pistach tá E às vezes esse S ele pode n sumir um pouco da
percepção e não ser Percebido de maneira completa assim como existem fatores que dificultam a compreensão da fala a gente tem fatores que auxiliam a compreensão da fala uma coisa que auxilia muita a compreensão da fala é o contexto tá então o contexto ele vai influenciar a produção dos fonemas Então a gente tem uma uma frase onde a pessoa ela não pronunciou a palavra barco de forma correta Vamos à praia para vermos os parcos dos pescadores passando os Parcos Como assim parcos é um peixe não como a gente tá na praia a gente vai ver alguma
coisa dos pescadores passando mesmo que eu não pronuncie corretamente barcos eu pronunci parco ou ou qualquer coisa parecida com isso se eu tô na praia e eu tô vendo alguma coisa que é de Um Pescador passando eu consigo restaurar na phonemic a palavra e eu escutei parco mas na verdade é um barco e eu consigo fazer essa restauração e entender que a pessoa se refere é um Barco esse fenômeno então né da gente conseguir perceber as palavras corretamente é chamado de restauração fonêmica mas nem sempre ela ajuda Às vezes a restauração fonêmica ela pode é
complicar né a nossa compreensão da fala mas ela normalmente ajuda né ã por vezes né o contexto vai ficar claro só depois né que você pronuncia quatro palavras após a palavra incorreta E aí você diz Ah tá agora fez sentido mas tinha uma palavra incorreta Que você não tava entendendo mas a frase continuou n e você consegue então fazer a restauração da palavra incorreta por vezes palavras inteiras faltantes podem ser restauradas então mesmo que a palavra seja itida ou seja pronunciada de modo quase ininteligível a restauração fonêmica vai nos auxiliar a recuperar essas palavras mas
a restauração fonêmica tem um efeito colateral ela pode nos fazer entender Errado certas palavras e aqui eu vou usar uma rima a batatinha quando nasce usualmente as pessoas falam assim batatinha quando nasce se esparrama pelo chão a questão é que ela não se esparrama tá a versão original e correta né do batatinha quando nasce é Batatinha quando nasce deita a rama pelo chão deita a rama mas deita a rama muitas vezes não foi pronunciada de modo correto E nós fazemos uma restauração fonêmica de deitar rama para se esparrama e passamos então a rima adiante como
batatinha quando nasce se esparrama pelo chão tá então esse é o efeito colateral da Restauração fonêmica na maior parte das vezes a restauração fonêmica ela é muito importante para que a gente entenda o que as outras pessoas estão dizendo mesmo que algumas palavras sejam pronunciadas erradas mesmo que alguns Fonemas sejam omitidos tá E ela vai nos ajudar a entender na o que as pessoas estão dizendo mas às vezes ela tem esse efeito colateral E aí a gente passa a rima né da batatinha quando nasce esse esparrama quando na sua versão original é a batatinha quando
nasce deita a rama pelo chão nós temos ainda outros fatores né que auxiliam a compreensão da da fala como pistas visuais como movimento dos lábios mas nem sempre essas pistas nos Ajudam elas são pistas n elas podem facilitar mas às vezes elas também n dificultam e os limites entre as palavras ou seja fazer pausa entre as palavras ajudam a compreensão elas não são essenciais mas quanto mais escandido você conseguir n falar deixando espaço entre as palavras ou mesmo deixando espaço entre algumas as sílabas de palavras um pouco mais ã incomuns né na na fala cotidiana
mais fácil vai ficar a compreensão daquilo que está sendo Dito e aqui a gente chega né num processo de aprendizagem da audição que os bebês eles nascem com aquilo que é chamado de ouvido Universal Então os bebês eles podem compreender sons e fonemas em qualquer língua qualquer língua tá então nasceu um bebê na Mongólia ele tá pronto para aprender mongol português ã dinamarquês na qualquer coisa assim nasceu um bebê no Brasil ele também pode Aprender português brasileiro ele pode aprender inglês ele ou seja o o ouvido dele ele tá preparado para processar qualquer tipo de
som e qualquer tipo de fonema é triste mas o ouvido universal dos bebês ele vai ser Perdido ao longo do primeiro ano de vida e ao longo do primeiro ano de vida o ouvido do bebê vai então se habituar né gradativamente ao processamento dos sons e dos fonemas da sua língua materna ou seja daquela língua que os seus cuidadores utilizam Com ele no cotidiano no entanto n os bebês com 6 meses já conseguem fazer restauração fonêmica ou ou seja eles vão conseguir restaurar palavras compreendendo o que os seus cuidadores dizem a eles muito cedo também
o que facilita a aprendizagem então da audição e como consequência o processo n de aquisição da fala por parte né dos filhotes humanos que vai acontecer normalmente né entre o primeiro n e o segundo ou Terceiro ano de vida bom com isso a gente encerra a apresentação do processo n perceptivo da audição e eu vou juntar um pouquinho o que nós trouxemos na juntos aqui na aula de hoje na síntese n Então a nossa aula é sobre sentidos os sentidos físicos os sentidos químicos e os sentidos do corpo tá então eles foram apresentados como existindo
n sentidos físicos qumicos e os sentidos do corpo como eu já havia Mencionado os sentidos do corpo vão ter uma aula especial e os sentidos químicos se alguém né tiver interesse eu posso então separar um material complementar sobre eles o nosso foco então foram sentidos físicos da visão e da audição justamente porque eles são sentidos que permitem a nossa localização e a nossa navegação no ambiente então eles são muito muito importantes para nós seres humanos podemos nos localizar e navegar no Ambiente interagindo né com o ambiente e com os outros seres que nele habitam quando
acontece né a deficiência ou a perda dos Sentidos físicos da visão e da audição vai haver necessidade de adaptações n então aquele indivíduo né que tem uma deficiência ou uma perda visual ou vai precisar de adaptações muitas vezes as pessoas focam apenas nas adaptações individuais como por exemplo eu tenho algumas deficiências visuais n Eu tenho Astigmatismo eu tenho presbiopia e eu não mencionei eu também tenho mi pia a adaptação individual que eu posso fazer é o uso de lentes corretivas certo mas aqui a minha deficiência ela ainda permite uma a correção com as lentes existem
pessoas cuja deficiência ou cu cuja perda tão além da correção n possível E aí entram em cena as adaptações sociais toda a nossa estrutura social ela se Organiza em estímulos visuais e auditivos por quê Porque esses são os sentidos que evolutivamente né caracterizam os seres humanos os seres humanos eles são seres visuais e são seres auditivos Então a nossa sociedade ainda não tem as adaptações necessárias para inserir de forma integral as pessoas com deficiências ou perdas né deficiências moderadas e severas ou perdas visuais e auditivas isso é um problema muito sério por quê porque Normalmente
se coloca que a pessoa é que tem que fazer alguma coisa não a pessoa ela vai fazer as suas adaptações Mas se a sociedade não fizer essas adaptações essa pessoa vai continuar sendo excluída O que é algo impensável porque você tá retirando o direito da pessoa o fato dela ter uma perda uma deficiência né visual ou auditiva não significa que ela não vá poder interagir com o ambiente e aí a nossa sociedade tem que refletir Tá sobre estratégias tá ah adaptativas compensatórias na sua estrutura para que as pessoas com deficiências visuais e auditivas ou perdas
visuais auditivas possam se localizar e possam navegar no ambiente n ã da forma mais adaptativa possível N E alguém vai dizer tá mas o que que o profissional da Psicologia né tem a ver com isso ele tem a ver muito com isso porque o profissional da Psicologia ele pode trabalhar n com os gestores Públicos pensando em políticas públicas inclusivas que se tornem ações concretas nas cidades e nos locais onde a gente frequenta tá então n Isso é uma primeira coisa né que um profissional de Psicologia pode fazer se esse profissional ele tá eh inserido no
serviço público ele faz parte de uma organização não governamental ele pode criar políticas públicas e ele pode fazer com que essas políticas públicas realmente aconteçam Na no cotidiano de todos nós facilitando a localização e a navegação de todas as pessoas nas cidades e nos prédios nas praças e onde quer que a gente esteja circulando mas ainda um profissional da Psicologia muitas vezes recebe encaminhamentos com queixas comportamentais e também com queix de aprendizagem muitas vezes esses encaminhamentos não vem com uma visita ao oftalmologista né ou a otorrino laringologista Tá e o psicólogo então ele é informado
que ele precisa fazer uma avaliação psicológica daquela pessoa encaminhada que pode ser uma criança um adolescente ou um adulto ã já pensando que haja um problema no processamento né mental né ou nas questões cognitivas mas junto com essa avaliação psicológica ou uma avaliação neuropsicológica é preciso fazer uma uma avaliação oftalmológica e uma avaliação Audiológica você não pode descartar que aquele comportamento né ou aquela dificuldade de aprendizagem que a pessoa tá vivendo ela pode ser porque ela tem uma perda uma deficiência visual ou uma deficiência auditiva tá então é muito muito importante que o profissional da
Psicologia Fique atento quando os encaminhamentos chegam a ele n de se essa pessoa seja ela Criança adulto não interessa foi avaliado oftalmologicamente ou auditivamente ou Se essa pessoa já usa algum tipo de corretor visual ou auditivo se esse corretor não precisa de uma revisão mais ainda n é preciso que nós enquanto profissionais da psicologia também lutemos para políticas de saúde que garantam a todas as pessoas um acompanhamento visual e auditiva ao longo de toda a sua vida que não seja tão difícil conseguir uma consulta com oftalmologista que não seja tão difícil conseguir uma consulta com
um autorino Laringologista tá ã de que crianças né especialmente crianças nos primeiros anos de vida ou crianças que estão ingressando né na educação infantil tenham avaliações periódicas n da sua visão e da sua audição tá para que se possa fazer um uma detecção precoce ou mesmo uma prevenção de problemas mais sérios mais adiante Ah nós nos acostumamos a uma postura curativa nós vamos procurar um oftalmologista ou toring laringologista somente quando a Gente percebe uma perda n mas tem que se criar também uma postura preventiva a postura preventiva transforma a vida das pessoas e junto com
uma atitude de inclusão N pode fazer com que [Música] ã situações que às vezes são alvos de preconceitos como você usar n lentes corretivas ou mesmo aparelhos auditivos sejam enfrentadas de modo mais sensível n mais acolhedor e mais inclusivo é uma criança que H usa óculos né num num num Ambiente onde ninguém usa lentes corretivas pode se sentir ã né tímida em usar os seus corretores ai mas ninguém usa só eu uso n Ahã bom aí também n um profissional da Psicologia pode acompanhar essa criança pode conversar com ela sobre como ela tá se sentindo
certo e ã e auxiliar quem convive com ela também em ser mais inclusivo n em relação às ã ao uso né de corretores sejam eles visuais sejam eles Auditivos bom a aula se encerra então com algumas sugestões de leituras que estão disponíveis né no ambiente virtual da disciplina eu separei três artigos aqui que eu achei bem interessant são artigos recentes n um desses artigos é sobre preferência visual cromática em recém-nascidos a ter e realmente é recém-nascido são crianças né com poucas horas de vida que foi feito então alguns testes apresentando né cartões coloridos depois nós
temos ã um estudo De associação que faz parte de um estudo maior com pessoas idosas aqui do Brasil n entre a autopercepção auditiva e o e a percepção de comportamento cognitivo é um estudo de associação Ou seja é como as pessoas se percebem então não significa né que é um primeiro passo né para um estudo mais experimental mais aprofundado sobre autopercepção auditiva e comprometimento cognitivo e por fim nós temos um estudo de avaliação comportamental do processamento auditivo Central em mulheres no climatério mostrando né que a entrada no climatério também conhecido como menopausa pode gerar né
uma perda de processamento auditivo e isso pode afetar o processo de interação dessas mulheres com ambiente e também pode gerar algumas perdas cognitivas espero que vocês tenham achado essa aula interessante tá se vocês tiverem qualquer dúvida qualquer pergunta entre em contato Comigo e nós nos encontramos no próximo vídeo com o nosso próximo assunto tá e eu posso colocar aqui uma antecipação o nosso próximo assunto na disciplina será memória até mais