Oi gente [Risadas] [Música] boa eu sou médica E Eu Sou formada pela Universidade de São Paulo fiz geriatria me especializei em cuidados paliativos fora do Brasil com um um trajeto bem bonito também dentro da psicologia na área de intervenções em luto e todo o meu caminho profissional ele se vincula à cultura do cuidado e a cultura do Cuidado diz respeito a uma mudança uma transformação do nosso dia a dia que dá o privilégio a esse espaço esse espectro esse conteúdo muito amplo e complexo do Cuidado ao sofrimento humano e é isso que se ocupa os
cuidados eh disso que se ocupa o cuidado dos cuidados paliativos né a área da assistência que provê o alívio do sofri vinculado a uma doença que ameaça a continuidade da vida nós tivemos três encontros dois encontros já finalizados E hoje é o terceiro de um workshop chamado arte e ciência eh do cuidado paliativo e hoje o nosso primeiro tema foi o primeiro encontro foi de comunicação em cuidados paliativos né a coisa da Saúde da comunicação falei muito disso no nosso primeiro encontro o segundo encontro foi de gerência ento de dor e de outros sintomas e
hoje o tema é pra gente falar sobre cuidados de últimos dias de vida nos últimos tempos da nossa vida são tempos de uma delicadeza e de uma complexidade diretamente diretamente proporcionais tem uma uma história eh muito importante da gente trazer aqui as claras de que não é possível a gente fazer o dia da nossa morte ser um dia que vale a pena viver eh às vezes aparecem críticas pesadas e acerca do do título do do meu tedex né Tem um tedex que tem aí 3,5 milhões e meio de visualizações eh a revelia do que muita
gente podia acreditar é um tema que persistentemente é buscado no YouTube e o livro que tem o mesmo nome a morte é um dia que vale a pena viver e num primeiro momento foi uma grande ousadia literária colocar a morte no título na capa o que se tornou eh ao invés de ser um impecílio para que as pessoas lessem eh O que tem dentro desse livro eh na verdade acabou se tornando um convite uma provocação Como assim a morte pode ser um dia que vale a pena viver e aí tem mu gente gente que critica
muito esse essa frase né que é muito usada né A morte é um dia que vale a pena viver mas principalmente no espaço de incapacidade ou de dificuldade ou de obstáculo ou de preconceito em relação a viabilizar a experiência de dignidade só temos dias que valem a pena viver quando eles estão permeados por o algo que nós conceituamos como dignidade e o que a gente conceitua como dignidade é diferente do que o paciente considera dignidade do que a família considera dignidade Então as crenças valores conhecimento experiências passadas de todos os envolvidos dentro desse espaço de
finitude eh viabilizam esse conceito de dignidade mas cada um tem a sua opinião e o cuidado Digno não é uma questão de opinião de quem cuida é uma questão de opinião da experiência de quem vive o processo Então vamos reconhecer que eh existem mortes muitas mortes no nosso país que não são mortes que valem a pena a gente assistir mas na medida em que somos capazes de interagir com esse processo como Profissionais de Saúde que somos e não abrimos essa possibilidade de oferecer pro paciente uma experiência de dignidade realmente fica difícil eh de acontecer um
dia como esse vale a pena viver e dentro desse eh Horizonte de valer a pena viver nós vamos ter diversos níveis de alcance daquilo que nós sabemos oferecer então Tem situações onde o paciente vai ter acesso a todo o espectro do cuidado todo toda a complexidade vai est à disposição dele ele vai ter uma equipe médica de eh enfermagem de fisioterapia de Psicologia farmácia nutrição terapia ocupacional dentista né fonodiólogo todos os profissionais de saúde que podem agregar a experiência de bem-estar e de alívio do sofrimento estão disponíveis Estão dispostos e são as acessíveis porque não
adianta você ter profissionais dispostos disponíveis e inacessíveis nós temos que ter esse alinhamento né do que tá disponível o que tá disposto e o que tava acessível para que o paciente possa usufruir desse serviço vai ter situação em que o paciente tem tudo isso e tem situação onde ele talvez tenha acesso e não tenha disponibilidade Talvez ele tenha disponibilidade e não tem disposição ele Talvez não tenha o quero posso e preciso junto E aí ele vai ter uma experiência mais eh não sei se difícil a palavra certa mas talvez uma experiência mais trabalhosa para atingir
a dignidade e dentro desse espectro do que é possível oferecer pro paciente muitas vezes o profissional de saúde ele se coloca como um obstáculo a essa experiência de dignidade porque ele não se reconhece como um um caminho para essa dignidade ele se vê como alguém que merece essa experiência de dignidade e aí você acaba falando sobre seu próprio umbigo trazendo para um exemplo prático eu já dei plantão com paciente no chão até sem maca sem cadeira para sentar e a experiência de dignidade daquele paciente foi viabilizada pelo fato de eu ter condição física de permanecer
agachada para conversar com ele e pelos Breves minutos em que eu fiquei agachada conversando com esse paciente o propósito desse encontro era descobrir o que que ele precisava Para Além de uma maca porque é óbvio que ele precisava de uma maca e o meu espaço de indignação existiu existiu ele teve um destino teve no dia seguinte um um uma conversa com o chefe de plantão com o chefe do pronto socorro eh e que fui ouvida Mas infelizmente não fui atendida mas no momento em que eu estava no atendimento com aquele paciente no chão a minha
indignação não podia permear aquele encontro porque indignação seria um obstáculo para que eu alcançasse algum grau de satisfação dentro do que eu poderia oferecer pro paciente que naquele momento era aqueles poucos minutos de atenção e que esses poucos minutos de ção pelo fato de eu ter agachado e ter conseguido permanecer agachada alguns minutos eu falo a gente faz atividade física porque é para ter estrutura física para dar conta dos Desafios do nosso dia a dia e aí eu tinha performance física para ficar agachada ali no chão olhando para paciente e ouvindo dele o que que
ele mais precisava de mim além de uma maca e e nesse momento eu descobri que ele tava ali no hospital para esperar um resultado de exame Porque dependendo da resultado de exame ele seria um candidato à internação ou não ele ia precisar ir pro pra lista de espera do ambulatório E aí ele decidiu ficar porque era melhor ele esperar o resultado de exame ali no chão do que ele não conseguia entrar de novo naquele pronto socorro E aí quando eu descobri que era isso perguntei se ele tinha algum outro sintoma de desconforto ele disse que
não que tava tudo bem E aí eu disse olha Talvez eu demore muito para voltar aqui aqui para falar com o senhor de novo então caso o resultado de exame não chegue no meu plantão talvez eu não volte aqui o senhor tem certeza que o senhor não tá sentindo nada que o Senor precisa de mim ele falou não não Doutora tranquilo pode vou rezar pela senhora e aí essa experiência dignidade veio a partir da minha minha atenção eu não fiz nada mais por ele do que dar alguns minutos de atenção para ele naquela condição e
não transformei esse paciente numa experiência indigna para mim porque eu estava ali de plantão porque eu escolhi dar plantão naquele lugar eu escolhi escolhi estar ali naquele momento naquela situação e eu eh aceitei aquela condição de trabalho então eu não fui obrigada não estava ali sendo escrava daquele processo eh e enfim hum ele tava Obrigado ele não tinha escolha tava doente fez um exame tinha que esperar o resultado mas eu não estava então eu não posso transformar a minha indignação com um serviço geral um obstáculo uma coisa que se interpõe entre os meus olhos e
os olhos do paciente e eu tenho que dentro desse espaço oferecer para ele uma experiência de dignidade que é a possível E aí quando você tem esse peso de transformar Ahã a morte num dia que vale a pena viver Você precisa olhar para isso como algo que te desafia a alcançar conhecimento habilidade e competência para transformar a mesma experiência aos olhos dos outros mais indigna possível naquela que viabiliza para o paciente a experiência dignidade quando a gente fala de últimos dias de vida a gente precisa eh ter certeza de que o cuidado físico o emocional
o familiar o social e o espiritual está sob o controle de reconhecimento o controle do reconhecimento diz respeito a uma conhecimento uma habilidade e competência do profissional de saúde o paciente não tem essa condição de separar as coisas dentro de si mesmo ou dentro da sua experiência mas o profissional de saúde tem condição de observar esse contexto e saber que tudo que está Inter passado pode ser dissecado e tratado a cada momento dimensão física controle dos sintomas de Sofrimento físico dimensão emocional o reconhecimento do sofrimento emocional muitas vezes é o caminho pro alívio dele tá
mesmo muito difícil viver o que você tá vivendo é muito triste viver o que você tá vivendo não tem como transformar essa experiência em uma experiência boa existe a chance de transformar essa experiência numa experiência bondosa mas não boa não é bom a gente se despedir de uma pessoa que a gente ama não é bom a gente se despedir da vida mas pode existir uma bondade nessa experiência que nos permita experimentar a nossa humanidade provar dela sentir o cheiro dessa humanidade ouvir o som dessa humanidade sentir o cheiro Às vezes o cheiro não é bom
ouvir às vezes os barulhos não são bonitos mas você experimentar essa bondade do Cuidado faz com que os a a parte difícil as dificuldades desse processo não é que elas vão ser minimizadas mas elas vão ser cuidadas elas podem ser eh através a gente tem uma travessia para fazer com o paciente nesses últimos dias de vida e essa travessia não é por uma paisagem belíssima ela é difícil E aí o nosso trabalho como Profissionais de Saúde é que viabiliza a experiência de bondade e a experiência de beleza desse trajeto existe sim beleza nesse momento e
essa beleza Ela só vem à tona nas mãos no olhar no conhecimento na habilidade na competência de quem sabe lidar com o que é feio com o que é difícil com que é triste quem não sabe lidar com isso aceita a tristeza aceita a dificuldade aceita a feiura desse momento com a mesma dificuldade que aceita viver e aí pra gente poder de fato transformar essa experiência em algo Digno nós precisamos ser capazes de atravessar isso e encontrar essa beleza teve uma vez que eu dei uma aula sobre cuidados de fim de vida e na plateia
eu tinha uma pessoa que foi foi uma experiência muito interessante porque era uma pessoa que tinha eh estado presente na minha história eh bem no início da minha do meu trabalho né no no no tempo da residência e aí essa pessoa tava nesse evento e meio que ela se viu Obrigada a permanecer ali na primeira fila porque ia ia ter uma discussão são depois das apresentações e eu era a última apresentação então ela não podia ir embora ela teria que ficar ali porque ia ter abertura de perguntas depois e no início quando eu cheguei eu
fui toda feliz para encontrar com essa pessoa e eu senti que ela não ficou muito feliz de me encontrar quando você sente assim a gente não é tonta né então eu fui cumprimentar toda uau ti ver aqui e tal que bom que legal e a pessoa que bom tá tudo bem com você tá tudo bem ele falando meio entre dentes assim e aí eu falei assim eita acho que não agradei né mas tudo bem né estamos aqui faz parte dei a aula e falei sobre essa questão do do que que é o dia que vale
a pena viver que é o dia de uma experiência de dignidade que as pessoas criticam F Ana Cláudia lindo Mundo Maravilhoso Ana Cláudia e tal né não tem isso as pessoas não tem acesso a tudo 100% maravilhoso não é assim e não é mesmo e aí eu dei um exemplo falei assim vamos supor que eu esteja numa condição esteja doente grave uma doença grave e aí eu vou viajar para dar aula vou viajar para dar aula mas aí eu vou para um lugar onde ninguém me conhece ninguém sabe o quem eu sou e eu passo
mal no final dessa aul e sou levada para um pronto socorro público numa cidade muito pequena onde um pronto socorro é muito eh muito carente de recursos E aí eu vou para esse pronto socorro cheio lotado eu chego naquela na na triagem sou levada direto para admissão eu chego lá em insuficiência respiratória e eu sou intubada as pessoas vê que eu tô doente mas elas não tem não me conhecem não tem ninguém da minha família ali e eh elas não tem opção médico que tá de plantão não tem opção tem uma pessoa que tá parando
de respirar você vai entar é Arcor reflexo da Medicina tá parando de respirar entuba reanima não pensa porque não tem nenhum documento ali comigo esqueci de levar minhas diretivas E aí tô lá no pronto socorro e entubada lá no cantinho enquanto tem alguém tentando entrar em contato com a minha família e Suponha que você tá de plantão lá e você olha para mim e fala assim Nossa parece a doutora Ana Nossa dout Ana meu Deus Olha só o que tá acontecendo com ela aqui tá no pronto socorro remoto ruim no hospital pequeno carente entubaram ela
olha ela tá na fase final de vida tudo que ela não queria que coisa horrível ela que lutou tanto Olha o estado que tá agora hein entubada numa maca sem desamparo Total E aí você vai para espaço de pena de mim que coisa indigna para Doutora Ana nisso conseguem achar meus filhos e aí eles são levados às pressas lá para esão Socorro Ele tá lá na porta Suponha que a minha filha não fosse médica fosse de Outra área que não pudesse entrar no pronto socorro ela teria que ficar lá fora e você que tá de
plantão você é um técnico de enfermagem você é um enfermeiro que tá de plantão você nem é o médico titular não é o o médico de plantão responsável por tudo ali você é um qualquer que não tem poder nenhum sobre o meu sofrimento E aí se você lembrar de tudo que eu ensinei a minha vida inteira você vai saber que se você for lá fora e perguntar quem que é a acompanhante da dout Ana Cláudia minha filha meu filho Vão levantar a mão vou queria saber como é que tá a minha mãe como é que
tá minha mãe primeira coisa que você tem que dizer pros meus filhos é que eu estou muito bem cuidada dentro dos recursos que estão disponíveis e acessíveis para mim naquele pronto socorro porque o que estava para mim era alguém que sabia intubar o que tava disponível para mim era um um aparelho respirador o que eu tinha acesso naquele momento era uma mác um respirador eu tive acesso e disponibilidade daquilo que era possível oferecer para mim você vai dizer isso e isso vai ser verdade e aí você vai dizer pros meus filhos olha pelas regras aqui
do hospital vocês não vão poder entrar para ver a mãe de vocês nesse momento porque é proibida a visita mesmo sendo uma condição tão grave mas grava para mim um áudio vocês dois aí gravem um áudio que eu vou levar lá no ouvido da sua mãe porque eu aprendi com ela que os últimos sinais né os últimos sentidos que desligam é a audição e o tato e aí eu vou lá e vou dizer para ela que tem um recado de vocês para ela e vou colocar o o áudio de vocês lá para ela ouvir e
eles vão gravar uma mensagem para mim que pode ser de um minuto 2 30 segundos pode ser só um eu te amo e você vai levar isso para eu ouvir eu vou tá lá entubada e aí pode ser que eu morra depois de ouvir a voz deles porque é a última coisa que eu quero ouvir a voz dos meus amados E aí depois que eu ouvi Pode ser que eu tenha uma parada pode ser até que me reanim porque não vão querer respeitar as minhas diretivas de vontade não vão ouvir meus filhos porque ainda não
é a hora da visita e tudo que poderia parecer altamente indigno horrível nojento feio vai se tornar para mim um dia que vale a pena viver ser minha morte tiver espaço para que a última coisa que eu viva seja escutar a voz dos meus filhos filhos que se dane que eu fui entubada que se dane que eu não recebi o cuidado paliativo que eu tanto lutei para que todo brasileiro tivesse isso é irrelevante perto do que eu considero a experiência maior de dignidade para mim que é ter acesso àquilo que eu amo que é a
presença ao menos que pela voz das pessoas que eu amo Então quando você é um instrumento que viabiliza o encontro do paciente com aquilo que ele considera Digno você proporciona pro paciente a experiência do dia que vale a pena viver que não precisa ser bonito porque quem tá assistindo tá sendo achando essa cena horrorosa está sendo um absurdo hoje em dia o paciente tá no chão e o profissional quer grafar e colocar no Instagram para fazer uma denúncia mas não agachou ali para conversar com o paciente então se você é o o caminho para confusão
você não é um caminho de paz você precisa saber qual é a ordem que determina cada um dos teus passos como profissional de saúde e tá em primeiro lugar a experiência do Cuidado Com O paciente então quando você se torna caminho de reconciliação do paciente com a própria vida dele você não se torna um obstáculo a esse caminho de reconciliação de pacificação eu trouxe esse exemplo nessa aula que eu dei aí e quando chegou terminei a aula as pessoas aplaudiram enfim ficaram emocionadas com exemplo E aí chegou no final essa pessoa veio falar comigo Ana
eu queria primeiro te pedir desculpas por ter te julgado e te julguei muito mal por conta do título que você escolheu para levar essa bandeira do cuidado paliativo e aí eu quero te pedir desculpas porque você escolheu perfeitamente o caminho de levar essa bandeira Então queria te agradecer por você ter escolhido esse caminho porque ele realmente faz sentido ele realmente reflete o que você era na na no seu tempo de Residente E você continua sendo coerente com tudo que você sempre lutou essa chance eu tive com essa pessoa Às vezes eu posso não ter com
tantas outras mas a minha preocupação não diz respeito à opinião daqueles que julgam por aquilo que assistem mas a minha preocupação diz respeito com a experiência daquele que vive o processo e nós precisamos nos tornar profissionais de de saúde capazes de interagir com toda essa diversidade de recursos você não pode ser um profissional de saúde que só sabe lidar com sofrimento humano se você tiver todos os recursos possíveis disponíveis para você utilizar você não vai fazer direito isso se você depender da validação de pares ou de superiores o melhor exemplo que eu tenho para contextualizar
isso tem pessoas que me seguem há muitos anos já me viram dar esse exemplo tem outras que estão me seguindo agora acabaram de chegar na minha vida e Vão ouvir essa essa história pela primeira vez e aí para quem já ouviu vale a pena ouvir de novo para quem não ouviu vale a pena se compreender o que que eu quero dizer com a formação de cuidado paliativo uma formação que te dê competência te dê habilidade te dê conhecimento para poder lidar com essas situações estejam elas acontecendo eh na comunidade na na favela estejam elas acontecendo
no Hospital mais top da do do país sofrimento só muda o endereço e o figurino Às vezes o script as falas são exatamente idênticas muda o sotaque talvez a gíria talvez a concordância verbal Mas o conteúdo a energia o caminho exatamente o mesmo somos seres humanos em qualquer faixa Ária em qualquer condição social em qualquer nível de disponibilidade de recurso financeiro todos morrem e quando morremos vivenciamos os Sofrimentos do mesmo jeito tem dor tem prisão de ventre tem falta de ar tem medo tem mágoa tem tristeza tem raiva Tudo do mesmo jeito maior ou menor
grau de revolta maior ou menor grau ou habilidade de lidar com isso mas som humanos quando eu tenho tempo livre Eu gosto de cozinhar e a a parte de eh preparar o alimento assim e oferecer para alguém que eu am é uma parte que para mim é muito gostosa de viver e aí teve um tempo que eu tinha tempo de ficar na televisão e aí quando eu tinha esse tempo eu ficava procurando ali no controle programas de e um dia eh eu acho Eu sempre tenho essa lembrança de que foi na Discovery que apareceu um
um concurso de chefes de cozinha e aí nesse concurso a regra era a seguinte eh os chefes de cozinha de de cada país assim de cada cidade top ia ser enviado para uma cidade em outro país e ele ia chegar e ele ia ter que cozinhar Não no restaurante mais chique e maravilhoso e cheio de possibilidades de ingredientes iia cozinhar na casa de um nativo então o chefe da da França ia pra Índia o indiano ia pra China o chinês ia para os Estados Unidos o americano vinha para Brasil eu acho que era uns sei
lá 7 8 nove chefes E aí eles iam fazer essa troca de país E aí quando chegasse ele ia ter que ir na casa de uma pessoa normal assim durante a semana nada de eh comida no sábado domingo assim tipo hoje segunda-feira ia aparecer aqui na minha casa um chefe indiano ele tinha que cumprir determinadas regras para preparar meu jantar o jantar da do do nativo local ele não poderia levar nenhum ingrediente e ele não poderia mandar comprar nenhum ingrediente ele ia ter que cozinhar com o que tinha na dispensa aí tem gente aqui que
tá falando assim meu o cara tava lascado na minha casa agora porque a geladeira tá vazia dispensa tá vazia Tem cebola velha e batatas criando Galhos na na fruteira e quem nunca né já acho que na minha na minha minha cestinha de legumes já apareceu B com Galhos ali e aí na casa de muita gente é isso que acontece E aí esse esse chefe de cozinha ter que chegar na casa da pessoa nativo local e fazer o jantar ganhava o concurso quem recebesse a melhor avaliação de quem comeu a comida sem ser crítico de gastronomia
sem ser chefe sem ser nada uma pessoa todo o [Música] mundo se você for bom o suficiente para cozinhar bem sem nada você é um cara muito bom agora se você é bom ao nível de conseguir fazer um bom jantar Só se você tiver na melhor cozinha com a melhor dispensa com baunilhas e pimentas especiais máscara então você não serve para fazer cuidado paliativo no nosso país beleza porque a grande maioria das pessoas no nosso país tem acesso a algo muito limitado em termos de recurso não tá acessível e não tá disponível mas se você
tem disposição para olhar a sua volta e reconhecer tudo que é possível ser oferecido e você souber fazer uso disso Como temperar isso como pôr o ingrediente certo na hora certa você vai nutrir essa necessidade de Cuidado que o paciente precisa tem que ser bom suficiente para poder fazer bem feito mesmo na adversidade E se for capaz de fazer na diversidade não pode se perder na Fartura porque um dos dramas que nós temos no cuidado paliativo é uma cotidiana dos paliativista está nas últimas horas de vida e eu vejo gente fazer bico fazer crítica fazer
chilique porque ai chamaram só quando tinha poucas horas de vida e aí a pessoa dá o vexame de entrar no quarto do paciente e dizer isso Ah se eu tivesse me chamado antes eu poderia fazer muito mais pelo seu familiar Este não é um bom profissional da área da saúde não é nemhum paliativista já começou do básico da da do comportamento básico do profissional de saúde de não eh precisar de validação acerca do momento em que ele chega a mudar a vida do paciente isso a gente vai ver em todas as áreas né cardiologista que
fala isso oncologista que fala isso então quando você precisa falar isso é porque na verdade você tá precisando de terapia você tá precisando validar sua importância no mundo não é sobre aquilo que você poderia ter feito e não teve chance de fazer porque você chegou tarde na história quando eu sou questionada porque às vezes eu sou questionada assim eu entro faço a intervenção essa intervenção tem resultado E aí a família mesmo diz poxa por que não chamaram você antes aí eu digo Olha o que eu posso dizer é sobre o momento presente então eu costumo
dizer a festa começa quando eu chego a festa comigo começa quando eu chego a festa que aconteceu antes de eu chegar eu não posso não tenho poder de discernir o que que o profissional viu ali que não identificou alguma potência de intervenção no alívio do sofrimento aquele profissional ele fez aquilo que ele fez porque ele era o que ele podia fazer eu não vou mais pro lado eh de chamar atenção do que poderia ter sido feito eu falo agora do que pode ser feito a partir de agora então quando eu chego eu sei o que
fazer se me chamarem 5 minutos antes da morte eu sei o que fazer com 5 minutos eu não vou per metade desse tempo dizendo que eu precisava de mais tempo saca Eu tenho aquele tempo e É ISO que eu Ten e eu fazer o que é possív fazer nesse tempo não o me invalidar o momento em que eu chego o meu papel é transformar a cultura Pela Educação de que é possível você alcançar melhores resultados do Cuidado paliativo se a chegada no Cuidado for mais precoce do que na reta final mas a reta final faz
parte de toda a jornada o caminho inclui a reta final e se inclui a reta final é da minha competência lidar com isso sem reclamar ai chamaram só agora eu sinto muito quando eu chego num caso que não dá tempo de eu entrar porque às vezes as pessoas vão marcar consulta comigo eh no dia da morte e aí não dá tempo a pessoa manda mensagem para mim no sábado à noite porque querendo pelo amor de Deus encaixa faz o encaixe de consulta Eu encaixo para ter esse paciente morreu domingo eu entendo que a decisão de
me chamar já é um processo terapêutico no sentido da aceitação Quando você vai buscar o cuidado paliativo você já passou por um processo decisório que te impulsionou a ir e a gendar muita gente não consegue chegar nesse dia do encontro porque decidiu no momento muito próximo da Morte mas esse processo de decisão ele já traz algum grau de de compreensão da importância desse momento da necessidade do cuidado do que que se pode fazer ou pelo menos de se perguntar o que que se pode fazer para cuidar melhor daquele ente querido e até que as pessoas
associem o cuidado paliativo com uma vida que vale a pena viver elas ficam com medo de que a morte possa ser um dia que vale a pena viver mas a morte tá dentro desse último dia a gente vai ter o nosso último dia vai ser um dia incompleto eu não sei que horas que eu vou morrer eu posso morrer min 19:30 E aí eu teria um dia inteiro pela frente eu posso morrer às 11:30 da noite e aí não deu tempo de eu chegar no dia seguinte vão ser dias incompletos mas até que você tome
consciência de que o dia pode não se completar você vive nessa ilusão da eternidade e que sempre vai ter alguma coisa mais um dia para viver para dar tempo de você você pensar que tem alguma coisa para ser feita vivemos no momento onde os pacientes e os familiares têm mais consciência da importância desse cuidado do que os profissionais de saúde eu espero acredito e trabalho incansavelmente para que esse dia seja um dia que coincida que o paciente e a família reconheçam e o profissional que tá liderando esse cuidado recomende o cuidado paliativo os últimos dias
da vida de uma pessoa pode dar sentido a toda uma existência dela sem necessariamente precisar consertar passado a gente tem condição de transformar o momento presente e esse momento presente sendo transformado para um espaço onde prevaleça a experiência de dignidade é algo que tá acessível para todo mundo mesmo numa situação muito difícil sem acessibilidade sem disponibilidade de recursos você ter um profissional disposto a oferecer o melhor dele e e olhar em volta e ver o que tem de recurso possível naquele espaço que o paciente tem disponível é fundamental para que essa experiência de dignidade realmente
aconteça então cuidados de últimos dias de vida podem salvar a vida biográfica de um paciente e esse momento ele tem uma sacralidade do conhecimento da ciência e uma sacralidade da experiência humana de reconhecer dentro do Caos onde que a gente cria a solução porque a criação não vem da intuição não vem do nada a criação vem da sua capacidade de olhar em volta e identificar aquilo que se torna recurso nem que seja a tua capacidade de agachar e olhar nos olhos para quem que não pode mais não consegue mais levantar do chão tá era era
esse o o movimento pro nosso encontro de hoje bom gente boa a gente Finalmente chegou no grande momento aí desse workshop que é onde eu vou explicar para vocês sobre os próximos passos para se tornar um paliativista tá firme bom paliativista a pós-graduação de cuidados paliativos da casa do Cuidado antes de mais nada para quem que é essa pós-graduação essa pós-graduação foi feita para profissionais de saúde que tem graduação naárea da saúde não é uma pós-graduação voltada para estudantes de graduação nem para profissionais técnicos e nem para profissionais não da área da saúde que simpati
com o tema Então essa PS é para Profissionais de Saúde Tenho muito orgulho de dizer que nessa diversidade de alunos que a gente tem na PS a gente encontra pessoas realmente muito comprometidas com esse propósito do cuidar melhor e apesar da maioria ser da Medicina nós contamos com profissionais das outras áreas de atuação desse cuidado à saúde como que vai funcionar o curso a após ela tem a duração de 12 meses ela é online e ela é ao vivo Isso significa que você você assistindo a aula no momento em que ela está acontecendo você pode
fazer suas perguntas diretamente para o professor acontece da gente não ter disponibilidade para assistir uma aula pode acontecer se esse programa tem lá se o horário todo guardadinho reservado para assistir a aula acontecer algum imprevisto você perdeu alguma aula você vai poder assistir a gravação a grande vantagem da gente ter a pósgraduação online é que nós temos a chance de trazer essa gravação e deixar disponível para todo mundo coisa que no ao vivo presencial você perdeu você dormiu na aula você se distraiu não tem como assistir de novo então usufruam deste benefício a gente tem
a ideia de trazer para aqueles que se inscreverem o acesso a essa orientação super personalizada tem um tutor para cada 10 alunos para discutir caso para aprofundar na no aprendizado da aula fazer as trocas com os outros colegas Então os grupos menores Eles são muito potentes para essa esse assentamento né essa coisa de você realmente decantar o teu aprendizado nesse curso ao vivo depois você tem esse encontro com o tutor que é um docente da casa do cuidar para construir essa esse legado aí de conhecimento que a gente tá proporcionando com o curso esses grupos
de tutoria eles interagem através dos grupos de WhatsApp né Os alunos não só têm essa interação via WhatsApp como também vai ter um encontro ao vivo com esse tutor todo mês teremos também um grupo de discussão dentro do universo aí do WhatsApp com todos os alunos e os tutores e mais os coordenadores do curso incluindo eu mesma né com com o meu WhatsApp de Fato né não é um um WhatsApp corporativo esse grupo ele é muito utilizado pelos alunos para discutir caso compartilhar aprendizado compartilhar experiências então se você precisar de ajuda com o paciente ou
se você tiver algo muito importante para compartilhar que não seja bom dia boa tarde né mensagens de fortalecimento de Conduta é para usar o grupo para falar sobre o curso e sobre o aprendizado eh esse grupo de discussão tem esse espaço tá em relação ao tempo de acesso apesar da duração do curso se de 12 meses os alunos vão ter acesso às aulas e ao grupo de discussão por 12 2 anos é claro que os alunos que forem aprovados na pós vão receber um certificado de conclusão de curso e esse certificado tem junto um selo
do MEC nós temos uma parceria com a fa cência e é graças a essa essa parceria com essa faculdade incrível que a gente tem o selo do MEC validando a nossa pós--graduação Quais são as habilidades e conhecimentos que os profissionais de saúde que decidirem fazer a nossa pós--graduação vão acrescentar no seu dia a dia a lista é bem grande mas eu vou citar aqui alguns contextos de aprendizado que eu considero bem importantes como que a gente se comunica com pacientes e familiares Quais são os cuidados específicos pros últimos dias de vida de um ser humano
como é a ação ética dentro do cuidado paliativo como que nós podemos compreender melhor o processo de morte e como a gente pode lidar melhor também com a abordagem do suporte ao luto e o processo de perda como que a gente gerencia o tratamento da dor e de outros sintomas como que nós cuidamos de nós mesmos durante esse processo a gente vai cuidar de alguém a gente precisa também ter o olhar para nosso autocuidado conhecimentos específicos para cada profissão e quais são as intervenções medicamentosas e não medicamentosas para cada gerenciamento de sintomas e como que
a gente vai eh fazer o gerenciamento do autocuidado a gente precisa saber como se cuidar e como a gente gerencia esse autocuidado como são as inscrições para essa PS elas vão abrir na segunda-feira às 9 horas da manhã nós vamos enviar um link de inscrição nos grupos de WhatsApp e também esse link de inscrição vai para e-mail eil quem não gosta de WhatsApp não veja WhatsApp não gosto disso no e-mail também ah essas pessoas inscritas vão receber esse link nesse link nós vamos enviar eh e você vai encontrar todas as informações sobre a pós e
antes de fazer pagamento você vai ter que passar por um formulário esse negócio é sério é importante não adianta ir lá só escrever pagar e tá tudo garantido não você tem que fazer o preenchimento com muita atenção no formulário que você vai responder de acordo com as condições da pós-graduação quais são essas condições primeira tem que ser profissional de saúde segunda se você se propõe a enviar todos os documentos necessários assim que eles forem solicitados você vai incluir nesses anexos aí o CPF a foto do comprovante que comprova né a foto do documento que comprova
a sua graduação e uma carta de intenção que que é carta de intenção é o motivo pelo do qual você tá escolhendo fazer essa pós-graduação não venha com a história de Ah eu acho lindo cuidado paliativo Ah eu quero me especializar Porque é importante cuidado paliativo não fala do Óbvio porque se você acha lindo e importante é óbvio que você tá Se inscrevendo você não vai se inscrever porque é uma coisa banal fale através do seu coração motivo pelo qual você quer ser uma pessoa que sabe cuidar do sofrimento das pessoas que estão sob seus
cuidados a gente se reserva o direito de não aceitar a aplicação de quem não enviar documentos as pessoas vão se inscrevem e ficam às vezes para sempre para enviar documento a gente não vai esperar para sempre você decidiu você vai enviar os documentos certinho e aí enviando a gente vai dizer se essa carta de intenção foi aprovada ou reprovada quem não cumprir os requisitos a gente vai ser obrigado a cancelar a aplicação porque tem pessoas que mandam os documentos e às vezes eles são no final da fila são pessoas incríveis porque elas se comprometeram a
realmente fazer o que a gente tá pedindo nesse momento da inscrição antes da gente encerrar aqui h todos os avisos eu tenho mais duas coisas importantes para contar primeiro lembrar novamente que as vagas são limitadas porque nós temos a orientação personalizada tem tutor para tirar dúvidas tem revisão de prova e com isso trabalho em grupo plenária a gente precisa ter uma mínima organização para poder oferecer realmente uma experiência de aprendizado compatível com as expectativas de quem nos Procura então a gente vai ter um número limitado de alunos para manter essa qualidade do curso para quem
não quer ficar de fora de novo a recomendação é que faça pré-inscrição aqui no botão embaixo tem o link para pré-inscrição nessa página além de encontrar as informações sobre o curso também vai poder entrar no grupo de WhatsApp da pré inscrição onde a gente Envia um um link para se inscrever na pós na segunda-feira às 8 da manhã ou seja uma hora antes da abertura oficial das inscrições eh isso pode fazer bastante diferença porque tem um número restrito de vagas E aí se você recebe o link antes você tem uma chance maior de tá dentro
segundo aviso ao se inscrever na pós você tem a possibilidade de se inscrever também numa imersão presencial em cuidados paliativos de dois dias que nós vamos fazer na casa do cuidar em São Paulo essa imersão não é o obrigatória ela é facultativa mas é muito legal se você puder vir presencial né aquela experiência do encontro presencial é uma experiência bastante surreal então vale a pena é muito bom dar essa notícia depois de tanto tempo sem tantos encontros presenciais a data de imersão não tá definida mas ela vai ser avisada com pelo menos 3 meses de
antecedência para que todo mundo possa se preparar caso quando divulgada a data né Desse encontro presencial alguém que tenha se inscrito não vai poder comparecer você pode avisar até com 7 dias pra gente cancelar a inscrição deste dessa imersão e a gente faz a devolução desse valor que tá relacionado com a imersão presencial vou ficando por aqui lembrando caso você ten alguma dúvida é só falar com a nossa equipe que é muito querida tá Um beijo e espero que você tope fazer essa graduação com a gente Oi meu nome é Simone Eu Tenho 39 anos
eu sou aluna do curso de pós--graduação de cuidado paliativo da casa do cuidar e eu sou médica e o curso tem sido de extrema importância para mim não só na minha prática de trabalho mas pra minha vida porque o curso Ele dá uma ferramenta importantíssima pra gente que é uma mudança de olhar né a gente às vezes no cursos de saúde a gente aprende eh a cuidar baseado na doença né na enfermidade numa uma parte muito pequena do ser humano enquanto que no curso a gente aprende a enxergar o outro na sua totalidade com todas
as suas belezas né Assim como seu sofrimento então ele dá essa noção de o quanto é eh uma honra poder cuidar e entrar e conhecer o que é sagrado para um outro ser humano que muitas vezes tem relação com o que é sagrado pra gente também então eu acho o curso uma mudança de paradigma muito grande e que melhora as nossas relações inclusive né a relação de trabalho a relação na vida porque você começa a ter um novo olhar para si enquanto cuidador e que merece cuidado uma das partes mais importantes que eu que eu
vejo no curso é o cuidando de quem cuida são as ferramentas que a gente tem para poder tá bem para poder auxiliar o outro ali num momento talvez de grande sofrimento né então a gente saber adentrar ali o espaço do outro com respeito com cuidado né com generosidade e ao mesmo tempo a gente saber onde a gente tá a gente tá com nosso coração no lugar para que tenha algum Resultado positivo disso tudo então eu sinto que o curso Ele destranca ela ela tem chaves para destrancar algumas algumas particularidades que ficam um pouco esquecidas às
vezes no nosso dia a dia de cuidado né então assim el destan a nossa vulnerabilidade ele faz a gente entender o que que é compaixão o quanto a chão é importante né Quais são os perigos da empatia inclusive fazer essa essa distinção então a gente é muito rico é um curso muito rico de conceitos pra vida né Eu acho que é um curso de formação de ser humano eu acho principalmente isso eu indico muito o curso para qualquer pessoa que que precise oferecer Cuidado que eu acho que é todo mundo assim não tem muito uma
área específica ou muito tem que ser muito direcionado porque na verdade o curso é tão amplo e ele dá uma visão tão bonita e ao mesmo tempo tão importante né a respeito do sofrimento Total como que a gente pode eh melhorar né E principalmente o estado de presença é um pilar fundamental que eu tenho usado no meu dia a dia depois que eu aprendi isso ali o quanto que é importante a gente estar presente Realmente você tem um milhão de diálogos na cabeça enquanto você tá escutando o outro você simplesmente parar e ouvir e olhar
Isso já é uma ferramenta de diminuição do sofrimento e isso é muito importante e o quanto que a gente consegue consegue enxergar coisas bonitas mesmo num momento difícil né mesmo numa hora complicada né no processo no processo de morte é num processo de Sofrimento como é que a gente estar ali em 100% pro outro né e estar 100% na gente o quanto que isso pode trazer benefício de verdade as terapias não só farmacológicas que T uma base boa importante e muito bem baseada no curso mas também as todas as outras dimensões a dimensão espiritual a
dimensão emocional olhar para problemas que são poucos pouco falados eh olhar para aspectos que não são levados em conta às vezes num no processo de doença no processo de morte então eu acho que é um curso muito completo para formar seres humanos de verdade que eu acho que é o que a gente tá mais precisando no mundo hoje e eu sinto uma honra imensa de ter chegado nesse curso e tá podendo aprender isso e tentando né botar em prática e tentando eh me reconhecer nessa prática e os resultados são muito positivos né às vezes simples
estar presente já é um resultado maravilhoso assim a gente já tem um um retorno imediato Olá tudo bem Eu me chamo Maria Cristina eu sou fisioterapeuta e eu terminei a pós--graduação agora em cuidados paliativos pela casa do Cuidado o que que essa pós-graduação mudou na minha vida como profissional mudou muita coisa eu sempre eu sempre tive um uma apreciação pelos cuidados paliativos sem saber e quando eu comecei a estudar um pouco mais a fundo comecei a ter contato com profissionais que tinham formação em cuidados paliativos eu percebi que eu precisava fazer essa formação porque é
a gente acha acha que sabe e cuidados paliativos não é só bom senso né Passa muito longe disso é igual aquela aquele quadro abstrato que a gente olha na loja e a gente fala ah esse rabis que eu sei fazer E aí quando a gente tenta fazer em casa fica horrível isso é cuidados paliativos todo mundo acha que sabe fazer e no fundo a gente não sabe fazer e o que mais impactou para mim se eu disser o que mais impactou eu tô mentindo muitas coisas impactaram Muitas coisas mudaram tanto na minha vida profissional quanto
na minha vida pessoal mas focando no profissional eu entender que o cuidados paliativos a gente não tem a função de tornar aquele momento bonito de tornar aquele momento gostoso de tornar aquele momento engraçado leve porque não vai ser saber que você tem uma doença que afeta a a sua vida que que talvez interrompa a sua vida é um choque para qualquer um é um choque paraos paciente é um choque pra família e o o peso de tornar esse momento Alegre era horrível e quando eu entendi que eu não preciso fazer isso que o cuidados paliativos
não é isso e mesmo assim eu tenho muita coisa para fazer pelo paciente Isso foi uma virada de chave para mim são conversas difíceis é um momento difícil e ele vai ser sempre esse momento difícil mas a gente tem que tá ali para dar ferramentas pro paciente e pra família conseguir passar por ele e talvez conseguir a cura ou ou não e depois que eu comecei a formação eu comecei a identificar vários pacientes e eu até brincava disse nossa como tá sendo legal né agora tá aparecendo um monte de paciente de cuidados paliativos eu tô
conseguindo aplicar tudo que eu tô aprendendo porque a gente aprende muita coisa de escalas de protocolos que as pessoas acham que não existe Ah não é é é bom senso é só ter carinho é ter paixão é tem empatia não existem protocolos existem escalas quando você começa a aprender isso você vai vai trilhando um caminho muito mais seguro Tanto para você quanto pro paciente e durante a pós eu fui tendo muito pacient em que eu consegui aplicar e eu pensava Ah que legal né olha quanto paciente tá surgindo que que Como o o as energias
estão fluindo ao meu favor e depois de um tempo na pó eu comecei a perceber que esses sempre estiveram ali e que eu que não consegui identificar eles sempre estavam na minha rotina porque a gente que trabalha na área da saúde e a gente que trabalha com seres humanos que vão morrer isso tá sempre ali e aí eu percebi que não eram os pacientes que não estavam Ali era eu que não estava sabendo identificar Isso foi um choque ao mesmo tempo foi um um um foi um choque positivo sabe para PR para entender que realmente
essa PS tinha sido uma ótima foi uma ótima escolha PR minha vida pesso pessoal e pra minha vida profissional Eu me mudei para São Bernardo faz pouco tempo e aí comecei alguns atendimentos domiciliares e um deles era um paciente que a princípio era um paciente idoso que estava em depressão e tava com muita dificuldade motora muita fraqueza e no fim ele não era ele era um paciente que teve um câncer Há 9 anos atrás e ele o câncer tinha recidivado e esse foi o meu primeiro paciente que eu acompanhei no início até o final até
o desfecho e e foi muito gratificante para mim poder ter proporcionado esse processo difícil mas esse processo ter sido de uma forma tranquila de uma forma fluida tanto para ele quanto pra família eu ainda tenho contato com os familiares porque eles ainda estão no processo de luto a gente ainda tá trabalhando muitos muitas questões e mesmo como fisio eu consegui ajudar muito tanto a família quanto esse paciente e eu tenho uma gratidão enorme por eles porque como a gente fala o curso não é só pros pacientes o curso é muito pra gente também então assim
quem puder Quem tiver oportunidade eu indico que faça porque é maravilhoso Olá tudo bem eu t aqui para dar um depoimento sobre o curso de cuidados paliativos da casa de cuidar o que me levou a fazer esse curso foi interesse no assunto mesmo em cuidados paliativos eu tive uma experiência pessoal com a questão do cuidados paliativos eu sou médica eu tinha muito pouco conhecimento praticamente nenhum em cuidados paliativos e na vigência da doença do meu filho Samuel eu foi me ofertado os cuidados paliativos e na época eu não quis não quis saber com aquela preocupação
pensando que vão abandoná-lo não vão tratar não há mais nada a fazer e era tudo que eu não queria e ao receber e ao entender o que era eu me interessei pelo assunto porque foi fundamental para o que eu passei né Por toda a situação e o curso de cuidados paliativos me levou a entender a importância de cuidar do outro não só na dimensão física mas também na dimensão espiritual social emocional no contexto familiar enfim abrangendo todo o contexto do paciente e isso foi fundamental para que ele entendesse que não era só não ter nada
a fazer que não era isso que não se tratava disso pelo contrário ainda havia muito a se fazer e muito benefício para o paciente para os cuidadores para os seus familiares e o impacto disso desse curso foi enorme porque mudou o meu jeito de ver a medicina mudou meu jeito de tratar meus pacientes de cuidar deles de ouvir a minha escuta mudou muito então foi para mim fundamental para o que hoje eu vivo pra forma como eu atendo meus pacientes hoje pra forma como eu lido com os colegas né E como eu entendo o que
é cuidar então foi muito importante eu sou muito grata a casa de cuidar o curso de cuidados paliativos foi eh algo que realmente impactou minha vida profissional pessoal e até o meu jeito de ser porque não dizer isso obrigada [Música] [Risadas] [Música]