que foi um desgaste, um trabalho, né? Então, se for bem feito, não tem nada contra não. Eu acho que tem até que a gente tá com com um amigo nosso Ancap no apartamento com a gente, né?
E aí ele perguntou, né, quem que seria o nosso convidado de hoje à noite, né? Eu falei de você e ele falou assim: "Ah, me fala mais dele, né? " Eu falei: "Ó, ele era um liberal, né?
E hoje ele já não pensa mais como um liberal. " E ele falou assim: "Como assim? " Aí foi olhar alguns vídeos seus, falou assim: "Cara, ele tinha um um livro de mises gigantesco com ele e tal.
Como que ele abandonou? O que que ele pensa sobre isso? Que que ele pensa sobre os Ancapes?
Pergunta para ele. Já fizeram essa pergunta no meu canal, né? Eh, e eu falo com propriedade que esses livros que eles falou que lê, eu li todos, né?
Eu li todos e mais, porque a grande maioria do Janc só leu o do Misas, que é um fininho assim que chama seis lições de Misas, né? O do MIS mesmo que é grande é o ação humana que é ação humana. É, eu li todos e hoje eu brinco, né?
Quando os pessoal pergunta, dá dicas de livro, aí eles perguntam, falam: "Não, esses aqui são bons romances. É, é legal ler, mas são bons. São bons romances.
Quando, cara, se você pegar economista sério, assim, ninguém leva o Mes a sério. Um da escola austria que ainda tem alguma coisa que os economistas sabem que tem propriedade, tem uma certa ciência econômica ali que pode ser levada em consideração é o Hayek, né? O Mes ninguém, nenhum economista é bom levar sério.
A tal da plaxiologia, esse negócio. Mas você nunca levou MIS a sério? Nunca.
Nem quando você se desil. Quando eu tava no mercado financeiro, tem muito esse o discurso é muito fácil, tá? O discurso eh da escola austríaca é muito fácil e é muito sedutora.
E é muito fácil de entender e muito sedutora. Só que não, na vida real não tem nada a ver. O que eles falam, o discurso da escola austríaca que tá um pouco em linha ali com os clássicos, os neoclássicos, né, os economistas, tá muito baseado no no homoeconômicos do da racionalidade, né?
Por isso que fala da ação humana, né, da racionalidade. Isso já até voltando na parte da filosofia, isso já foi provado inclusive por economistas e por um psicólogo que ganhou o prêmio Nobel de economista de de economia que é o Daniel Caneman, né? Eh, que criou a economia comportamental, que ele fala que as nossas decisões não são racionais, nossas decisões econômicas, na maioria das vezes são irracionais.
E tem a teoria da perspectiva que ele ganhou o Prêmio Nobel com a teoria da perspectiva eh que o Daniel Canima desenvolveu junto com o Ativsk. que é o sentimento de perda é sempre maior do que o sentimento de ganho, né? E ele ele conseguiu provar isso na teoria dele e é um dos precursores da economia comportamental que ele chama, que também se evoluiu para as finanças comportamentais.
Então hoje tem muito curso de finanças comportamentais, economia comportamental, que é justamente as decisões que o ser humano toma de forma irracional, né? Eh, e essa teoria ele ele consegue comprovar exatamente isso, né? que o seu sentimento de perda é sempre muito maior do que o prazer do ganho.
O sentimento de perda é muito maior do que o prazer do ganho. Eh, em cima disso ele desenvolveu a a teoria da perspectiva. Eh, conseguiu comprovar isso, né?
E o Daniel Can tem um livro muito interessante, chama Rápido e Devagar, duas formas de pensar. Ele e ele prova também essa irracionalidade que a gente, todos nós temos dois sistemas que ele cham de sistema um e sistema dois. O sistema um mais intuitivo, né?
E o sistema dois mais irracional. O racional racional. Racional.
analítico, mas eh e ele fala que por uma questão de sobrevivência nós utilizamos muito mais o sistema um, que é intuitivo, porque não faz sentido, porque o sistema dois ele consome muita energia. Energia, você sabe quando você fica pensando demais, você tá consumindo energia, seu metabolismo funciona de forma diferente, você tem mais sinapses no cérebro, eh você consome mais energia. Então, por uma questão de sobrevivência, falando desde da evolução do ser humano, eh nós desenvolvemos mecanismos para tomar decisões sempre muito mais intuitivas, porque ela não consome energia, consome um démo da energia que você consumiria no sistema dois.
Eh, só dando um exemplo que ele dá, né? Então, você vai dirigir o carro, quando você tá aprendendo, tá lá com o professor da autoescola, falou: "Ó, agora você pisa na embreagem, quando tinha carro manual, né? Pisa na embreagem, engata a primeira, isso.
Agora tira o pé do freio, acelera, tal. Agora você engata o segundo na embreagem, engata segunda, tal, freia. Quando você tá aprendendo, você faz, você tá usando o sistema dois para fazer isso.
Você tem que pensar no que você vai fazer. Depois que você aprende, você só usa o sistema um automático. Você não vê, ninguém sabe dirigir e ficar pensar: "Agora eu tenho que pisar no agora eu tenho que engatar a segunda".
Ninguém faz isso. Então nós desenvolvemos isso para tomar as decisões. Então todas as decisões nossas elas são muito mais intuitivas, com base em experiência passada, com base em alguma coisa.
E por isso a gente toma muita decisão errada, porque a gente não, em poucas vezes a gente usa o sistema dois, um sistema mais analítico, mais racional para será que essa decisão é certa? Deixa eu pesquisar, deixa eu. E a tecnologia tá nos levando cada vez mais para esse negócio da decisão, da decisão pela intuição.
Uhum. Né? Hoje ninguém lê um livro.
O cara assiste um vídeo de 3 minutos aqui e acha que ele é o papa daquele assunto, né? Pergunta se algum Ancap leu algum livro de economia realmente sério, se leram a teoria geral do Kenes, se leu o Capital do Carl Marx, se leu o próprio Milton Friedman, mas só leram esses negócios aí de Mes, Haek, eh, e todo mundo da escola austríaca, entendeu? É, eu tava falando com esse Ancap, por exemplo, eu perguntei isso sobre isso para ele também, né?
Quantos livros você já consumiu, né, sobre escola austríaca, tudo? Ele falou assim: "Não, eu já li 80 livros, mais de 80, eh, que diz ele que é o necessário para você entender sobre um determinado assunto, que você tem pelo menos mais de 80 livros consumidos. " E aí eu questionei ele, por exemplo, o tem um lutador de UFC que é o Moicano, que sempre que ele luta agora, ele mostra o amarelinho lá, né?
Ó, aqui o Mises, leia essa parada que isso aqui vai te libertar. Eu falei para ele, falei: "Cara, quantos livros da escola austrica você acha que o Moicano já leu já? " Aí ele falou assim: "Acho que ele não leu mais de quatro.
O limite dele foi quatro livros. Aí você pega o cara que é o o propaganda do Mis hoje pros brasileiros, ele tem quatro livros consumidos. Não, isso aí ninguém falou, Cabeleira.
Isso aí é uma hipótese. Hipótese ali do 80. Não, não, mas vou te vou vou falar o meu filho, hein?
Para ele, ele pega é os seis lições de mises que o fala para ele pegar, porque a primeira vez que ele falou isso no FC, eu tava assistindo, ele subiu e falou assim: "Leiam seis lições de mis, não sei quê, que é um livro fininho dessa finurinha aqui, ó. Leiam seis lições de Mes para ele fazer essa propaganda, fazer, ele só leu esse livro, só um. Se ele tivesse livro do segundo, ele mostrava também.
Ele só leu esse livro. E aí é o que eu falo ao ponto que a gente chegou. Uma pessoa que lê um livro desse, as seis liições de MIS, ele acha que aquilo ali explica a economia toda, explica o mundo real, explica todos os problemas econômicos que a gente tem, explica toda a complexidade que existe na economia lendo um livro daquilo.
Cara, de todos os livros que eu já li, eu ainda acho que eu não consigo explicar tudo. Tem coisa que acontece, eu falo assim, cara, qual que é a explicação disso? Aí você vai, compra outro livro e tenta Mas você consegue explicar tudo sem ter lido esse livro.
Esse livro realmente vai fazer diferença em algum ponto. Ele tem, até porque ele encanta, as pessoas entendem ele facilmente. Ele tem um conteúdo que de alguma forma é importante ou não?
Esse livro é um lixo, joga ele fora, não precisa de ler. Eu não diria que é o lixo, que acho que todos os livros têm seu valor, tá? Mas tá longe de explicar 0,01% do que acontece na economia, entendeu?
Eh, ele é muito encantador e e na realidade esse negócio de ANCAP, de escola austríca, ele ficou muito popular depois da internet, né? Antes não era, antes não era. Eh, que eu faço academia, economista sério, não leva isso a sério.
Uhum. Ah, por que que ele faz sucesso? Porque é muito sedutor, é muito simples.
Qualquer dia, assim, por curiosidade, leia as seis lições de Mes. É um livro pequeno, você lê no voo de volta daqui para Uberlando, você consegue ler ele. Mas é um livro muito simples, é muito, eu diria até infantil, sabe?
Assim, para explicar a economia. Por isso que eu falo assim, você não pode ler um livro desse e achar que você entende a economia. Não dá para você, eu acho assim até uma certa arrogância você ler esse livro e achar que você vai sentar com os economistas e vai discutir com base nesse livro.
Ninguém nem vai aceitar conversar com você. É igual por que que a teoria da Terra Plana ficou popular? Por causa da internet.
Antes era só uns doidinhos que tava aí falando e ninguém dava atenção para esses caras, entendeu? Aí eles formaram grandes comunidades na internet, terra plana, e os caras passa a acreditar nisso. Mas ninguém sério vai sentar, se chamar um cara que defende terra plana aqui, ninguém vai querer ficar conversando com ele, porque não vai conseguir convencer ele, entendeu?
Uhum. O cara já meio que meio que uma aceita. Então eu acho assim, eh, que eu tô falando, não é um livro que não presta.
Eu acho que você tem que ler até para saber o que o que que os caras estão lendo, que eles pensam. Eh, então eu li o Caminho da Servidão, Ação Humana, Serções de Mises, eh, vários livros desses. É, sim.
um cara liberal que é sério, que inclusive prêmio Nobel de economia é o Milton Friedman. Uhum. Será que esses caras leram o Milton Friedman que é um cara liberal que defende o liberalismo?
Eh, então eu acho assim até perguntaram por que que os jovens no meu canal perguntaram por que que os jovens gostam tanto de de do Zancap, né, do anarco capitalismo. Aí eu até brinquei, falei assim: "Cara, eu tenho cinco filhos assim". E então eu entendi bastante como o jovem pensa.
Falei assim, o jovem costuma gostar de coisas sem sentido, né? Então é do jovem, né? Porque seus filhos gostavam quando eram mais jovens.
Não, mas não sei se vocês têm filhos, porque quem tem filho sabe que você tem uma fase da vida ali que eles acreditam em qualquer coisa, né? Você que tem que ir lá e falar: "Não, isso aqui não faz muito sentido, né? É, eu me identifiquei a hora que você falou que quando eu era jovem, 18, 20 anos, eu realmente eu tinha um um sentimento assim de que as coisas estão estavam erradas, um sentimento de evolução, sabe?
Passou. Eh, na verdade eu fiquei com a com a venda nos olhos assim durante um bom tempo assim, sabe? C e até depois que o que o que o Jones, que a galera começou a vir aqui, que eu acho que eu voltei a ter aquele sentimento que eu tinha lá atrás quando era quando era jovem, sabe?
Isso realmente me fez bem assim, sabe? Eu tô eu tô feliz em ficar tendo, filosofando sobre esses pensamentos assim, sabe? Tô me fazendo bem.
Rodrigo, eu acho assim, eu acho que tem um lado bom, tá? Eh, que eu acho que só que falta o passo o seguinte, eu acho que a internet ela tem um lado bom de chamar atenção e as pessoas se interessar pelo assunto, né? Então, eu acho que o anarcocapitalista ele tinha que dar o segundo passo.
Já leu os livros da escola austrica? Já leu tudo isso aí? Você acredita nisso?
O cara não se fecha, dá o próximo passo, vai ler outra coisa, entendeu? Eh, derruba os preconceitos, lê Carl Marx, lê, lê o capital do Carl Marx, lê Keines, lê a teoria geral do Keines, né? lê Ilman Minsk, é um livro dele que eu gosto muito, chama Estabilizando uma Economia Estável, que é também um clássico da macroeconomia, ler outros autores até para se questionar, né?
Acho que a gente tem que estar sempre se questionando. Sabe o que eu acredito? Tá certo?
Deixa eu ler outra coisa. Sim. E você tava no mercado financeiro e depois do mercado financeiro que você teve acesso a essas obras?
Na realidade, a teoria geral do que eu tinha lido, mas esse é o problema do preconceito. Quando você lê com preconceito você não entende. Hum.
Como eu era do mercado financeiro, primeiro, minha vida era muito corrida, né? Você tá no mercado financeiro, eu morava em Brasília, minhas empresas eram aqui, então eu não, eu tava sempre em São Paulo, hoje eu moro aqui. Eh, então eu ficava nessa correria, tinha vez que eu vinha quatro vezes em São Eu dava aula à noite, eu era professor do IMEC.
Então, como as empresas aqui, dois dias da semana, eu sempre tava aqui, só que eu sempre fazia o bate-vta para poder dar aula à noite. Mas era comum eu vim quatro vezes na semana, arrumava uma reunião aqui, outra ali, eu vinha e voltava, vinha e voltava. Então, minha vida era uma loucura.
O mercado financeiro te exige muito quando você tá no auge, sei lá, da sua carreira. E aí você precisa otimizar seu tempo e aí você só quer ler aquilo que confirma o que você faz. Você tem um viés de confirmação.
Uhum. Né? Tá.
O mercado financeiro é liberal, é isso que os caras acredita, tal. Vou ler isso. Então, o tempo que você tem para ler, você lê isso.
O que acaba sentido para você? Quando eu li, quando era mais jovem, que obviamente como mais jovem eu eu ainda tinha até mais tempo para ler, eu li a teoria geral de Kes, mas eu já eu já era já trabalhava com investimentos. Então você você lê meio com esse viés de confirmação.
Eu quero ler para refutar, sabe? Quero ler só para refutar, falar que tá errado. Você lê aí depois, obviamente, a experiência vai te dando uma visão um pouco mais crítica.
Você fala assim: "Cara, tem alguma coisa errada, né? " Principalmente quando você olha pro seu semelhante, que eu falei, nós somos privilegiados. Aí você sai aqui na rua de São Paulo, você vê um monte de gente catando lixo, comendo lixo.
Quando você começa a se questionar, você começa a evoluir, sabe? Você começa a evoluir falando, tem alguma coisa errada, né? Por que que aí você olha os números, fala assim: "Cara, mas de da década de 80 para cá, só concentrou riqueza, só aumentou o número de da pobreza, desigualdade aumentou muito, tem cada vez mais gente passando fome, tem cada vez mais gente com subemprego, cara.
Tem alguma coisa errada nesse modelo. E aí você, aí você vai reler, no caso, eu reli a teoria geral, você relê e fala assim: "Não, agora com outra visão, [ __ ] esse cara tem razão. " Tanto que todo mundo tem o ditado no mercado que é na durante as crises, todos são keinesianos.
Você já ouviu falar em toda crise, todo mundo vira keninesiano, que o que o que defende a intervenção do Estado na economia, né, principalmente para estabilizar ela. Aí você começa a ler outras coisas para se autocriticar, até para matar essa tua curiosidade, essa tua, no meu ponto, uma certa indignação. Tem alguma coisa errada aqui que tá acontecendo.
Aí você começa a ler, você começa a realmente entender como tudo funciona e você começa a ver que você tava ali, como eu falei no início, você tava, você fazia parte de uma cena. Você não tá vendo o filme inteiro. Uhum.
Quando você começa a ver o filme inteiro, você fala: "Putz, eu eu sou um atorzinho naquela cena ali que tava bitolado naquilo ali. Aquilo ali tava cara, mas o o filme inteiro tá me mostrando outra coisa, né? Como é como é que a gente tem que que a gente tem que fazer para mudar, né?
para que naquela cena que eu tô ali, classe média alta, me dando bem, tá tudo bem. Se eu não olhar pro lado, para mim tá tudo bem. Mas quando eu olho o filme todo, putz, tem um monte de gente aqui passando fome, tem um monte de coisa acontecendo aqui que tá embaixo do mesmo guarda-chuva, o mesmo guarda-chuva que tá privilegiando a mim e sou privilegiado.
Mas esse guarda-chuva tá protegendo o resto também, né? liberalisõ resto. O liberalismo é uma máscara que que esconde essa pessoal lá de cima e não te deixa ver o que tá lá embaixo.
Tô falando da gente agora. Sim, né? Porque quando você fala assim, a gente é privilegiado na situação real que a gente tá agora.
Sim, mas eu, por exemplo, se eu não trabalhar nesse mês, o mês que vem, eu sou o cara que você vai ver ali, sabe, buscando um lixo, alguma coisa para Então eu não tenho benefício nenhum. Eu tenho, talvez, uma mão de obra, né, o meu serviço hoje me deixa numa condição de tá melhor do que esses caras. Yeah.