Jackson, hoje na cidade de Centro, em Portugal, no Castelo da Pena, passando para trazer mais uma palavra ao seu coração. O assunto da nossa conversa, seguindo a sequência dos pecados da língua, é uma licença. Ficou amigo.
[Música] Saímos do Castelo da Pena em Centro e víamos agora para as proximidades, no Cabo da Roca, a parte mais ocidental da Europa. Um cenário lindo, que é onde resolvemos trazer uma palavra ao seu coração: a primeira epístola de Pedro, no capítulo 2, nos versículos 1 e 2. A palavra de Deus diz: "Despojando-vos, portanto, de toda a maldade e dolo, de hipócritas, invejas e de toda sorte de maledicências, desejar ardentemente, como crianças recém-nascidas, o genuíno leite espiritual, para que, por ele, já dado o crescimento para a salvação.
" Nesse texto, nós percebemos que agora, que nascemos de novo, precisamos não apenas crescer para a salvação, mas precisamos nos desprender do comportamento que define a velha vida, antes de Cristo, entre maldade, dolo, hipocrisia, invejas e várias dessas práticas que ele cita, incluindo toda sorte de maledicências. Está dizendo: "Despojai-vos disso. " Lancem isso fora.
Em outras palavras, a nova vida não condiz com o comportamento de maledicência, antigamente praticado. Em outras palavras, o novo nascimento e o alimentar-se da palavra devem nos levar a um crescimento espiritual que arranque, que remova da nossa vida qualquer prática de maledicência. Maledicência é o ato de falar mal e, quando eu olho para a palavra de Deus, percebo que há repetidas advertências.
Por exemplo, em Colossenses, capítulo 3, versículo 8: "Agora, porém, despojai-vos igualmente de tudo isso: ira, indignação, maldade, maledicência, linguagem obscena do vosso falar. " Agora, o apóstolo Paulo, à semelhança de Pedro, está falando a mesma coisa: o comportamento do velho homem precisa ser removido de nossas vidas, o que inclui a maledicência. Em Tito, no capítulo 3, nos versículos 1 e 2, lembro-lhes que se sujeitem aos que governam, às autoridades; sejam obedientes; estejam prontos para toda boa obra; que não difamem a ninguém; e quero dar destaque à palavra "ninguém".
Não sejam altercadores, mas cordatos, dando provas de toda a cortesia para com todos os homens. Os cães, naquela época, não eram diferentes de nós, estavam sujeitos a essa inclinação de comportamento. Eles estavam sujeitos à maledicência, à deformação, e não apenas estavam sujeitos, mas a verdade é que não eram orientados a remover esse tipo de comportamento.
Se isso de fato não pudesse estar sendo constatado repetidamente na vida de cristãos, de gente que professava o nome do Senhor, mas, no entanto, não tinha o direito de continuar se comportando como na velha vida. Quando tratamos do assunto da maledicência, não estamos falando meramente de comportamento, de educação, de ética; estamos tratando daquilo que podemos definir como uma questão de caráter. Sim, essa é a maneira como devemos olhar para o assunto.
Quando o apóstolo Paulo começa a falar a respeito daqueles que desejam o ministério, que almejam o episcopado, ele mostra que não adiantava apenas sentir-se vocacionado, mas que essas pessoas tinham que apresentar qualificações. E dentro dessa lista de qualificações necessárias, ele afirma a respeito dos diáconos e da sua esposa, como já tinha falado dos bispos e das suas esposas. Ele afirma o seguinte: "Da mesma sorte, as mulheres sejam sérias, não maldizentes, temperantes e fiéis em tudo.
" Não ser maldizente era uma característica listada como necessária no caráter de quem iria liderar. Portanto, precisamos olhar na perspectiva correta. A palavra de Deus fala pouca coisa a respeito das qualidades de José, o homem escolhido por Deus para ser o pai de Jesus na Terra.
Quando eu estava tratando comigo anos atrás e me corrigindo a respeito desse assunto da maledicência, o Espírito Santo falou ao meu coração: "Se você estivesse no meu lugar, na minha posição, precisando enviar um filho à Terra e achar um homem que pudesse ser uma referência de caráter, um modelo para criar o seu filho na Terra, quais as características você procuraria? " Nesse ano, eu peguei um pedaço de papel e comecei ali a escrever muitas delas, dezenas de características. E, depois de terminar essa lista, o Senhor me fez lembrar que a palavra de Deus não apresenta muitas características sobre as qualidades de José.
Apenas diz que, quando ele recebe a notícia de que Maria está grávida, você pode ter certeza que a primeira coisa que passou pela cabeça dele não foi imaginar que aquilo era obra sobrenatural do Espírito Santo de Deus. A Bíblia diz que José tentou deixá-la secretamente porque ele era, número um, um homem justo, e, número dois, não queria difamá-la, ainda que na cabeça dele a possibilidade da gravidez fosse ela ter rompido a aliança, o compromisso do noivado, pois estavam prestes a se casar. A Bíblia diz que ele decide não difamá-la.
Se ele abrisse a boca a respeito disso, pelos termos da lei, Maria seria severamente julgada, mas ele prefere sair de boca fechada. Ele não quer falar mal de alguém que, até então, antes de haver uma explicação dos céus, merecia esse tipo de comentário e de classificação. Em outras palavras, não há absolutamente nada que justifique da nossa parte o comportamento de maledicência pra quem quer que seja.
Eu olho para a palavra de Deus e percebo que Deus nos manda falar bem até daqueles que nos caluniam, daqueles que estão falando mal de nós. Não há motivo justificativo do que quer que tenham feito contra nós que nos dê o direito de difamar quem quer que seja. E, quando começamos a pensar com seriedade nesse assunto, precisamos entender que não apenas é um traço de caráter, mas precisamos entender a ideia que a Bíblia remete de quem está por trás dessa prática.
Em 1 Timóteo, capítulo 5, versículos 13 a 15, o apóstolo fala das viúvas, mas novas elite, além do. . .
Mas aprendem também a viver ociosas, andando de casa em casa, e não somente ociosas, mas ainda tagarelas e intrigantes, falando o que não devem. Quero, portanto, que as viúvas mais novas se casem e tenham filhos, sejam boas donas de casa e não deem ao adversário ocasião favorável de maledicência; pois, com efeito, algumas já se desviaram, seguindo a Satanás. Ele diz que elas passam aos falatórios inúteis a falar o que não convém.
Se desviar, estão seguindo a Satanás. A perspectiva bíblica apresentada é de que, quando estamos usando de forma errada a nossa língua, nós estamos colocando-a a serviço de Satanás. Aliás, em Tiago, no capítulo 3, no versículo 6, a Bíblia diz que a língua pode ser inflamada pelo inferno.
Você pode ter certeza de que, quando você está falando bem de alguém, não é o inferno inflamando a sua língua, sua forma de falar. Mas quando estamos praticando maledicência, essa é a definição bíblica. Além de reconhecer como o inimigo usa essa prática, nós precisamos também entender algumas das consequências.
Em Romanos, no capítulo 3, no versículo 8, ele diz: "E por que não dizemos, como alguns caluniosamente afirmam que o fazemos: 'Pratiquemos males para que venham bens'? A condenação destes é justa. " E trazendo esses que estão dizendo caluniosamente que nós falamos, ensinamos, ou fazemos algo que não fazemos, o que hoje em dia classificaríamos como fake news, ele diz: "A condenação dos tais é justa.
" Não podemos deixar de entender ou ter a perspectiva de que haverá condenação. No Velho Testamento, a bênção sempre era determinada, entre outras palavras, com essa descrição. Por exemplo: "Os mansos herdarão a terra.
" O Senhor Jesus replica, no Sermão do Monte, uma declaração que aparece muito no Velho Testamento, como um sinal de bênção sobre a terra. Mas o Salmo 140:11 diz que um maldizente não se estabelecerá na terra; era o oposto da bênção. Portanto, uma audição era uma condenação.
Em 1ª Timóteo, capítulo 2, dos versículos 15 a 17, nós lemos: "Evita igualmente os falatórios inúteis e profanos; pois os que deles usam passaram a entender de uma maneira ainda maior. Além disso, a linguagem deles corrói como câncer, entre os quais se inclui Himeneu e Fileto. " Paulo não só fala de uma linguagem que corrói como câncer, mas ele diz que começa daí que se passa para uma impiedade ainda maior.
Isso é uma bola de neve, algo progressivo. Quem começa a colocar a sua língua a serviço do inferno de Satanás vai não apenas entrar no lugar de condenação, mas vai passar a uma iniqüidade ainda maior. Em 1º Coríntios, capítulos 6, versículos 9 a 10, o apóstolo Paulo diz: "Não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus?
Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus. " É interessante que, na nossa lista, quem fica de fora, ao ladrão, tal adúltero, tal idólatra, está o avarento, está o bêbado, está o impuro, mas normalmente a gente não olha que a Bíblia está dizendo que o maldizente não herdará o reino de Deus. O Senhor Jesus, quando falava, disse: "No coração do homem procedem os maus desígnios," e incluiu numa lista que fala de blasfêmia, soberba, malícia, adultério e homicídio.
Ele incluiu a blasfêmia, que é o falar mal. Nós precisamos entender que, se isso é uma apresentação que diz na Bíblia como pecado, "samarra" significa falar mal, inflamar. Jesus colocou isso no mesmo patamar dos demais pecados.
Provérbios 16:28 diz: "O homem perverso espalha contendas, e o difamador separa os maiores amigos. " O dano não é apenas daquele que está falando mal; isso pode se expressar também no estrago feito na vida de outras pessoas, em relacionamentos que serão feridos e deteriorados. A Bíblia diz: "Em lenha o fogo se apaga; e, não havendo maldizentes, a contenda se apazigua," estava em Provérbios 26:20.
Muitas vezes, a contenda é alimentada por aqueles que estão sempre a falar. No Salmo 15, quando ele questiona: "Quem, Senhor, habitará no teu tabernáculo? Quem adentrará no teu santo monte?
", diz: "Aquele que vive com integridade, pratica justiça, e de coração fala a verdade; não difama com a sua língua. " Se você quer condenação ou colocar a língua a serviço de Satanás e do inferno, ou se você quer seguir para uma iniqüidade ainda maior, basta continuar falando mal. Se você quer entrar nesse lugar classificado como reino de Deus ou tabernáculo do Senhor, monte santo, o mal precisa ser removido da sua vida.
Em outras palavras, não estamos falando de um assunto qualquer. Isaías fala dos pecados da língua; ele fala de lábios impuros. Ele mostra que essa é uma área a ser corrigida, mas ainda há a santificação à nossa disposição.
Arrependa-se, mude a sua forma de falar e alinhe-se com a mente de Deus e os valores da Palavra de Deus.