Oi e aí tudo bem sofredor Iva sua professor universitário e hoje eu quero falar sobre Carlo ginzburg um Historiador italiano muito importante da atualidade e eu quero focar em um conceito específico é muito conhecido muito famoso utilizado pelo Carlo desbloquear o conceito de circularidade cultural Você sabe o que é circularidade cultural já ouviu falar Então fica comigo aí nos próximos minutos que eu vou explicar direitinho essa história para você tá bom e eu quero naturalmente antes de começar a falar lembrar você de se inscrever no meu canal e após assistir o vídeo Se tiver gostado
não esquece deixar aí o seu like tá bom isso ajuda muito na difusão do canal é um começar falando do Carmo guinsburg é um Historiador italiano nascido em 1939 O que significa que ele já passa dos 80 anos de idade Esse é um dos nomes mais importantes da historiografia contemporânea e eu acho que em grande parte isso tem a ver com a originalidade da sua pesquisa e a originalidade da pesquisa dele tem a ver com esse conceito que eu vou daqui a pouco explicar para vocês direitinho tá bom ele é um dos mais importantes representantes
da historiografia da Cultura né a gente tem falado que desde a década de 80 do século 20 o foco da historiografia está voltado para a historiografia da cultura ou a historiografia desde a década de 80 do século 20 para cá tem sido predominantemente e historiografia da cultura ou história cultural como muitas vezes a gente utiliza e o carnismo é uma dessas figuras mais importantes Vamos pensar então um pouquinho nesse conceito conceito de circularidade cultural que é um conceito que tal discutido na introdução do o queijo e os vermes que é um livro que eu não
tenho aqui agora para poder mostrar para vocês a capa mas é o livro publicado pela Editora companhia das Letras é um livro que Analisa as ideias de um modelo de um camponês né de uma pessoa que a henda vá Moinho durante o século 17 naquele é perseguido pela inquisição o que existe de interessante de original nesse texto e o que conduz Carlo ginzburg a esse debate sobre circularidade cultural Então vamos lá primeiro o carlismo nesse livro né o queijo e os vermes ele faz o uso de documentação da Inquisição para fazer história das religiões populares
por que que eu tô ressaltando isso porque entender isso é fundamental para a gente entender o conceito de circularidade então primeiro elemento em inovador presente neste livro é o fato de que o cargo jeans do começa a utilizar a aquisição para fazer historiografia das religiões populares isso é bastante interessante porque basicamente os documentos da Inquisição eram utilizados para se fazer historiografia da Igreja Católica enquanto instituição ou era utilizado como estratégia para se analisar a história do Poder o história da Inquisição o que o Carlos não começa a fazer é fazer uma leitura a contrapelo desses
documentos ou seja começa a procurar nas Entrelinhas dados que pudessem trazer à tona a expressão da religiosidade popular O que é isso é importante quando a gente trabalha com o história das camadas populares a gente não tem muita documentação quase nada porque uma das características das culturas populares relação culturas a oralidade quem normalmente deixa codificado as suas impressões por escrito as camadas eruditas Então essa possibilidade de um documento o erudito produzido por uma instituição no pessoas letras o modelo lê nas Entrelinhas aquilo que foi registrado das camadas populares é fundamental E com isso é o
Carlo ginzburg começa a trazer para gente alguns Dados importantes para pensar a relação entre o erudito eo Popular nas culturas E aí então na introdução do livro ele começa a discutir essa relação porque estenografia é inicialmente historiografia das camadas eruditas né ou seja fotografia do século 19 boa parte do início século 20 uma historiografia voltada para as elites naturalmente porque você encontra abundância de fontes escritas história grafia profissional pensava inicialmente que estão no gráfico deveria ser feita basicamente com documentos escritos aí se começa então até todo um debate sobre as camadas populares a importância das
camadas populares a originalidade das camadas populares E aí você tem uma discussão sobre E aí então ao tô pensando o erudito separado outras pessoas pensando Popular separar e o que o Carlo ginzburg quer fazer é pensar como é que se relacionam as camadas eruditas e as camadas populares EA então é que ele vai fazer um texto teórico discutindo esses momentos em que se pensava a especificidade do erudito Em outro momento dispensava as especificidades do Popular depois ele vai fazer uma discussão com a historiografia Francesa né que vai desenvolver o conceito de mentalidade que é um
conceito que procura englobar aquilo que existe de comum entre as diferentes categorias num determinado momento da história ele vai dizer vai perceber que esse com sede mentalidade tende a ser um conceito ao longe em izante que não pensa as diferenças entre o erudito eo Popular E aí então é que o Carlinhos do vai desenvolver o conceito de circularidade cultural é inspirado no linguiça rosto Mikhail bakhtin e dizendo que as práticas e os conceitos das camadas populares circulam entre as camadas eruditas e vice-versa né 15 os conceitos e as práticas populares círculo entre as diferentes categorias
sociais com isso ele consegue fazer uma coisa interessante cima que é não deixar de olhar para o específico nem do erudito negro Popular mas ao mesmo tempo não pensa o erudito eo popular como fenômenos estanques como fenômenos que não dialogam e isso é uma tendência de pesquisa no âmbito da historiografia que é sempre pensar a relação entre o erudito eo Popular isso é muito importante então por exemplo em outros trabalhos do cargo disbor os andarilhos do bem né onde ele vai de novo trabalhar com documentos da Inquisição onde ele vai de novo né ou ainda
né porque se eu trabalho um pouco mais antigo que o queijo e os vermes né mas ele vai trabalhar essa o mesmo tipo de documentação documentação do inquisição vai pensar na Constituição de uma prática né usando a Lírios do bem vai pensar De que modo esse grupo Ford é uma série de conceitos e práticas originais mas ao mesmo tempo ele se apropriam de conceitos e práticas ligados ao catolicismo ao cristianismo né mostrando que esses fenômenos circulam estão presentes entre as diferentes camadas sociais Ou se você quiser em História noturna que é um dos livros mais
interessantes do Carlo ginzburg onde ele decifra entre aspas né ohsawa que era o culto de devoção a Satan tal como ele é tipificado na idade moderna ele vai procurar as origens ou aqui fenômeno cultural nós podemos remontar o podemos encontrar e as suas origens históricas né ele naturalmente vai fazer uma espécie de arqueologia da ohsawa ele vai dizer que o Sabá tal como ele é tipos o século 16 17 18 ele ele ainda preserva um tipo de rede na cidade anterior ao cristianismo mas ele traz naturalmente elementos do cristianismo mostrando então que elementos pagãos pré-cristãs
são hibridados com elementos do cristianismo o cargo que é também o autor de diversos livros né coletânea de ensaios de teoria e método na história onde ele tem a possibilidade de exemplo ficar esse conceito e através de um argumento até o mitos emblemas e sinais por exemplo faz uma história belíssima de uma mulher que é perseguida pela inquisição que a Então vale a pena dar uma olhada se vocês quiserem uma exemplificação de Como isso acontece aqui entre nós eu recomendaria um dos livros mais bonitos de historiografia que eu já li na vida que é o
livro de Laura de Mello e Souza uma ex-professora da USP a cidade de São Paulo chamado diabo EA terra de Santa Cruz Onde Ela utiliza esse conceito para rastrear as crenças é no diabo no período colonial né aqui isso é um trabalho de doutorado tanto no trabalho que já tem diversas décadas né baseado em pesquisas que foram feitas na torre do Tombo não um arquivo em Portugal arquivo da Inquisição que fica em Portugal e ela faz a mesma coisa utiliza o documento da Inquisição para fazer história das religiões populares ela Então mostra para a gente
De que modo então é possível estudar as religiões populares mesmo quando a gente não tem Fontes dessas culturas de forma direta então ela vai utilizar os documentos da Inquisição vai trabalhar com a inquisição e vai fazer o que se chama de leitura a contrapelo desses documentos para poder então rastrear lhe crenças e práticas relacionadas à feitiçaria e também ao diabo as crenças em torno do diabo como é que as pessoas pensavam diabo né Aí é óbvio que ao ler esse livro você percebe como existem elementos tanto da cultura erudita Católica Apostólica Romana como elementos específicos
da nossa cultura aqui né nossa cultura afro-indígena se é que podemos dizer assim então em tese a gente pode dizer que a construção do diabo entre nós aqui se dá mediante uma circularidade cultural entre conceitos e práticas oriundas oriundos da cultura erudita com conceitos e práticas oriundos da cultura popular tá bom circularidade cultural Face ao conceito bastante importante para se trabalhar no âmbito da historiografia tá bom espero que eu tenha ajudado Espero que você tenha gostado do tema e espero que você tenha oportunidade também de ler os próprios textos do Carlo ginsburg e também da
Laura de Mello e Souza e Posso então perceber esse com ah e também curte esse tipo de estar a grafia tanto quanto eu curto tá bom Um abraço e até o próximo vídeo