Eu costumo dizer que muitas vezes falamos muito do que Deus fez por nós e falamos pouco do que nós devemos fazer por ele. Evidentemente, se não fosse o que ele fez por nós, não haveria nada a ser feito por ele. E jamais vamos diminuir a importância do que Deus fez por nós.
Por outro lado, o mais importante, grandioso e glorioso, que seja o que Deus, por meio de Jesus fez por nós, isso não nos exenta de resposta. Na verdade, nós devemos a Deus uma resposta por tudo o que ele tem feito. E é sobre isso que eu quero conversar com você nos próximos minutos.
Deus tem feito um auto investimento em nós e ele espera o retorno do seu investimento. Os próximos minutos nós vamos entender melhor essas verdades. Fique comigo.
[música] [música] >> Estou hoje em Santiago, no Chile, passando para trazer mais uma palavra ao seu coração. E quando falamos a respeito de investimento como retorno, né, isso muitas vezes sou estranho aos nossos ouvidos, principalmente quando apresentamos isso vindo da parte de Deus. Mas a verdade é que o Senhor Jesus nos ensina isso por meio de uma parábola.
No Evangelho de Mateus, no capítulo 21, Cristo fala de uma maneira muito específica sobre essa verdade. A partir do verso 33, nós lemos, ele diz, escutem outra parábola. Havia um homem dono de terras que plantou uma vinha, pôs uma seca em volta dela, construiu nela um lagar, edificou uma torre e arrendou a vinha a uns lavradores.
Depois ausentou-se do país. [música] Quando chegou o tempo da colheita, o dono da vinha mandou os seus servos aos lavradores para receber os frutos que cabiam a ele. Mas os lavradores agarraram servos, espancaram um, mataram outro e apedrejaram ainda outro.
O dono enviou ainda outros servos em maior número e os lavradores fizeram a mesma coisa com eles. Por último, o dono do Davinho enviou-lhe o seu próprio filho, pensando: "O meu filho eles respeitarão". Mas os lavradores vendo o filho, disseram uns aos outros: "Este é o herdeiro.
Venham, vamos matá-lo e ficar com herança dele para nós. " E agarrando, lançaram no fora da vinha e o mataram. Quando pois vier o dono da vinha, o que fará aqueles lavradores?
Eles responderam: "Fará perecer horrivelmente aqueles malvados e arrendará a vinha a outros lavradores que lhe entregarão os frutos no tempo certo. " Então Jesus lhes perguntou: "Vocês nunca leram nas escrituras a pedra que os construtores rejeitaram? Essa veio a ser a pedra angular.
Isso procede do Senhor e é maravilhoso aos nossos olhos. " E no verso 43 ele afirma: "Portanto eu lhes digo que o reino de Deus será tirado de vocês e entregue a um povo que produza os respectivos frutos. Todo que cair sobre essa pedra ficará em pedaços e todo aquele sobre quem ela cair ficará reduzido a pó.
O verso seguinte nos mostra que os principais sacerdotes e os fariseus, ouvindo essas parábolas, entenderam que Jesus falava a respeito deles. Então, a primeira parte da mensagem essencialmente é clara. Jesus está falando que o primeiro grupo de lavradores eram os judeus que não corresponderam, que a vinha, que era o reino de Deus, seria arrancada deles e entregue a um outro povo.
Ou seja, aqui nós temos a entrada dos gentios no plano e no propósito de Deus. Mas nós também precisamos entender algumas verdades que nos são apresentadas por meio dessas figuras. Se a vinha significa o reino de Deus, então o dono da vinha é o próprio Deus.
Isso evidente, inquestionável. Se o primeiro grupo de lavradores são os israelitas, né, que primeiramente são aqueles responsáveis por estabelecer, por expressar o avanço do reino de Deus e falharam por outro, nós temos o segundo grupo de lavradores que envolve agora a igreja dos gentios, que diferente do primeiro grupo, não vai falhar, no devido tempo, eles vão entregar os frutos. Agora, os que foram enviados a cobrar os frutos do primeiro grupo, os israelitas, uma figura dos profetas.
A Bíblia diz, né, em concordância com o que Jesus falou, mataram um, apedrejaram o outro e o próprio Jesus chora sobre Jerusalém antes da sua crucificação, dizendo: "Jerusalém, Jerusalém, que mata e apedrejas os profetas que a ti são enviados". Agora ele como filho vem sabendo que seria tratado da mesma forma, com o mesmo nível de rejeição. Entendendo o significado da parábola, vamos extrair algumas lições da parábola.
E a primeira delas é expectativa divina de frutos. Se o dono da vinha é o próprio Deus, uma vez que a vinha é o reino de Deus, nós entendemos que Deus espera retorno do investimento. Quando ele constrói uma vinha e a renda, ele diz: "Eu quero receber os frutos.
Eu quero receber o retorno do investimento. No livro de Isaías, no capítulo 53, no verso 11, nós temos uma profecia messiânica apontando para Jesus, que diz: "Ele verá o fruto do penoso trabalho da sua alma e ficará satisfeito". Em outras palavras, Deus fez um autoinvestimento ao dar o que ele tinha de melhor seu filho Jesus, esperando resposta.
E sim, nós devemos uma resposta ao investimento de Deus. Em Filipenses 1:27, o apóstolo Paulo disse: "Nós temos que viver de modo digno da vocação com que fomos chamados". Essa resposta não é apenas um estilo de vida que condiz com o evangelho.
Não vivemos essa resposta tentando dignidade. O evangelho nos deu dignidade quando não tínhamos, mas nós precisamos dignificar o evangelho que nos deu dignidade quando nós não tínhamos. Além desse nível de resposta, nós precisamos entender que essa frutificação fala especificamente a respeito de algo.
Se havia o reino de Deus, os frutos estão relacionados ao reino e eles não se limitam somente a um estilo de vida. Isso envolve a expansão do reino de Deus, a inclusão de outras pessoas. Qual era a promessa de Deus a Abraão?
Em ti, serão benditas todas as famílias da terra. Deus havia escolhido uma nação, aquela que se formou por meio de Abraão, para abençoar todas. O reino de Deus nunca foi exclusividade da nação de Israel.
Eles eram o povo escolhido não para serem os detentores do reino, e sim para serem os promotores do reino. Mas não fizeram isso. Isso também nos ensina que nós como igreja hoje não podemos nos ver como detentores do reino.
Ele não é só nosso. Nós fomos alcançados para que através de nós outros também sejam. E nós temos a responsabilidade de multiplicar, de levar o avanço do reino de Deus.
A própria profecia de Jesus, de que nós entregaríamos os frutos, de que nós seríamos um povo que cumpriria essa missão, já precisaria encher o meu e o seu coração de esperança, [música] de que Deus não está nos apresentando uma expectativa alta demais, que eu e você não podemos atender, que eu e você não podemos cumprir, pelo contrário, ainda [música] que naturalmente falando, não tenhamos essas condições, todos os recursos que necessitamos nos foram dados. É por isso que Jesus diz: "Recebereis poder ao descer sobre vós o Espírito Santo". Atos 18:8 e vocês serão minhas [música] testemunhas.
Jesus disse aos seus discípulos: "Vocês vão ser enviados a testemunhar diante de reis, diante de governadores. Não se preocupem com que ou como haverão de falar, porque naquela hora não serão vocês falando, será o espírito de vosso pai. Vos será dado o que falar.
" Nós temos recebido recursos divinos, a unção, o poder do Espírito Santo, a graça de Deus conosco, a capacidade de ter a proclamação do Evangelho seguida de sinais da parte de Deus que testemunham a veracidade do evangelho que pregamos. Sim, nós não apenas podemos, nós iremos cumprir [música] a missão que nos foi dada. Mas nós precisamos entender que da nossa parte é necessário não apenas saber que é uma palavra favorável de que nós os que somos [música] parte desse segundo grupo, né, de de lavradores, iremos cumprir o trabalho, mas da nossa parte tem que haver a disposição de obedecer, de tornar isso real, porque gerações [música] antes de nós não cumpriram apropriadamente aquilo que se esperava deles.
que nós devemos fazer tudo o que estiver ao nosso alcance, usando todos os recursos que nos levam além daquilo que poderíamos fazer sozinhos, e sim fazer diferença na promoção, no estabelecimento do reino de Deus nessa terra. A entrega dos frutos, ela sempre será a soma da nossa obediência, com a satisfação dessa expectativa divina dos frutos que se esperam de nós. Dito isso, quais são as aplicações práticas que eu e você podemos fazer hoje paraas nossas idas?
A primeira delas é que, embora o fato da igreja coletivamente entregar os seus frutos ao longo de toda a história, isso não significa que todos os cristãos, enquanto indivíduos, estejam fazendo o mesmo que farão ou que no passado cada um tenha feito aquilo que deveria fazer. Então isso precisa nos levar enquanto indivíduos a questionar, ainda que sejamos parte do corpo, do grupo que cumprirá o trabalho. A pergunta é: quando eu e você estivermos diante de Deus para prestação de contas, a prestação de contas não será coletivo, ela será individual.
E eu e você ser questionados se fizermos a nossa parte para que esse segundo grupo que coletivamente irá entregar os frutos, se nós contribuímos para isso ou não. Então não basta apenas saber que somos parte do grupo que terá sucesso na sua missão. Precisamos ter certeza de que individualmente estamos fazendo a nossa parte.
E diante [música] dessa avaliação, vem a próxima pergunta: Qual é a minha disposição de frutificar? Qual o meu entendimento, seja da doutrina, seja, [música] né, desse caráter missionário, de uma missão que nos foi dada, que eu e você temos de fato enxergado e nos disposto a andar nele. Cristo disse, nós deveríamos pregar o evangelho, disse, nós deveríamos fazer discípulos.
E sim, é maravilhoso ter sido alcançado pela graça, pelo poder do evangelho. Mas a pergunta é: você está multiplicando? Você está cooperando com Deus para que haja mais frutos, para que haja multiplicação dentro do reino de Deus.
Como quando Deus olha para mim e para você, como ele está nos vendo, né? Nós sabemos que ele olha para o primeiro grupo de lavradores com aquela certa, poderíamos dizer, frustração, não sentido pleno da palavra, porque Deus é preciente, sabia que iriam falhar, mas a satisfação certamente é dirigida ao segundo grupo. Como Deus tá olhando para mim e para você, né?
Estamos conseguindo colocar um sorriso no rosto de nosso Senhor. Há uma doutrina bíblica sobre agradar a Deus. Isso envolve toda a nossa conduta e estilo de vida.
Nesse sentido da frutificação, eu e você estamos agradando a Deus ou alguma probabilidade que possamos ser substituídos? Sim. Inter 4:14.
O recado de Mardoqueu enviado [música] à rainha Estter é: "Quem sabe se não foi para um tempo como este que chegasse a ser rainha". Mas ele disse: "Se de todo te calares agora, socorro e livramento virá de outra parte". Nós entendemos que muitas vezes Deus escolhe alguns de nós para cumprir certos propósitos.
Mas se falhamos, nós seremos substituídos. E significa que o plano coletivo de Deus normalmente não falhará, mas que indivíduos podem falhar e serem substituídos dentro desse processo, como aconteceu em relação a Saul para com Davi e vários outros casos. [música] A pergunta é: pode acontecer comigo e com você?
Em Apocalipse 2:5, o Senhor fala com o anjo da igreja de Éfeso, removerei o teu candie, que é uma figura da igreja que foi entregue para que ele cuidasse. E eu e você precisamos ter cuidado para que nós correspond correspondamos a Deus. Em Hebreus 2:11, há uma declaração profética do Antigo Testamento sobre Cristo.
Dele chegando diante do Pai, dizendo: "Eis-me aqui e os filhos que Deus me deu. " Nosso Senhor quer trazer uma multidão com ele e eu e você somos chamados a participar desse processo. Então, que não sejamos negligentes e que possamos entregar os frutos.
M.