Então é isso, aí tá começando aqui a nossa aula sobre feedback parental. Eu acho pelo menos que é uma coisa que já tá bem tangente a prática de vocês, já tá bem eh eh presente no dia a dia de vocês. Essa questão da da devolutiva, seria um bom uma boa tradução de feedback aqui para os pais.
Só que como a gente pode oportunizar se evolutiva e fazer com que ela faça parte do tratamento também, sabe? Fazer com que ela seja eh parte do tratamento e parte do nosso da nossa demonstração de eficácia do nosso trabalho, certo? Então, eh, vou passar por vários, vários aspectos aqui dessa devolutiva.
Vou começar um pouquinho antes, né, para dar uma contextualizada no que eu tô falando e seguimos. Gente, imagino que todos aqui saibam, alguns na pele, outros não, o impacto do diagnóstico. Impacto que ele traz, que ele muda completamente a vida de uma família.
E é mais ou menos disso que eu tô falando aqui, do impacto familiar, que eh eh uma pessoa com com uma barreira no desenvolvimento, ela afeta todo o núcleo familiar e muda a vida daquelas pessoas, muda a dinâmica, muda a questão de carro, qual carro vai comprar, eh horários, posso fazer essa atividade, não posso fazer essa atividade. É, então a informação de que seu filho, sobrinho ou neto vai ter uma barreira mais seu desenvolvimento já traz uma carga forte no núcleo familiar. E aí quais a gente pode destacar aqui?
a principal e a que eu gostaria de destacar, eu teria colocado em vermelho essa primeira, porque é uma coisa muito importante que a gente falar aqui, que é o medo de não conseguir se conectar com seu filho, de não conseguir ter conversas, de não conseguir eh acessar, né, a a os pensamentos dele, a a os medos, os anseios, se comunicar com esse ente querido, né, eh, anseio pelo bem-estar físico, a culpa, talvez em alguns alguns cenários, né, algumas mães experienciam questão da culpa, eh medo dos desafios e preconceitos que essa criança certamente vai enfrentar ainda, certo? Então, eh, é importante pra gente, enquanto profissional da saúde somos, a gente ter em mente quanto aquela família provavelmente tá sobrecarregada, certo? quanto aquela família eh eh lida com aquele diagnóstico às vezes com de uma forma não tão legal, certo?
E como a gente pode colaborar para mudar essa visão e dar um caminho pelo menos de saída para essas pessoas. Eu acho que eu lembro sempre que quando trabalhava comente aba que era ciência, tinham muitos objetivos que vinham da família, como, por exemplo, andar de bicicleta, eh coisas relacionadas à alimentação. Então vocês vão ver sempre muito essa carga dos dos dos responsáveis sobre aquilo aquilo que aquele aprendiz poderia estar fazendo e que melhoraria o o vívo, né?
A gente tem a noção de comportamento distivo como todo aquele comportamento que atrapalha a desenvolvimento social, desenvolvimento cognitivo do aprendiz. Então, a gente atua justamente nessas barreiras, nesses comportamentos subitivos para poder fazer com queas relações, aquelas relações eh sociais daquele aprendiz se desenvolvam melhor, ele possa ter mais oportunidade de socialização e desenvolvimento, certo? Generalização.
Acho que é um já foi, deve ter sido tema de algumas aulas aqui. Vocês é um tema caro para todo mundo que trabalha com análise doento e é basicamente eh a gente só considera como uma mudança comportamental. ela é realmente efetiva, ela realmente produz uma mudança naquele naquele repertório daquele indivíduo, quando esse indivíduo ele consegue eh replicar aquele comportamento diante de um um ambiente diferente e diante de pessoas diferentes.
A gente sabe na comportamento a pessoa diferente vai estar dentro do ambiente e tal, mas mais ou menos assim a gente pode colocar para todo mundo. Um ambiente diferente, pessoas diferentes. Significa que aquele comportamento que a gente treina todas as semanas, aquele arremesso, aquele deslocamento lateral, ele só realmente vai produzir muita mudança na vida daquele aprendiz quando ele conseguir executar aquilo com outras pessoas em outro ambiente, fora da sala que vocês trabalham, certo?
porque aí sim ele vai ter um comportamento generalizado, ou seja, que ele consegue usar aquilo de forma adaptativa, né, eh, em vários locais da vida dele. Então, não vai ser só um treino específico para eh deslocamento lateral com o professor de educação física. aquele aprendiz consegue chegar na escola e quando faz uma brincadeira em que precisa deslocamento lateral, ele vai lá e executa também, certo?
Então, alguns elementos aqui que eu já posso elencar que eles facilitam essa generalização, ou seja, elas deixam mais provável de acontecer, que é o repasse de SDs utilizados. Eu vou repetir isso mais lá na frente, mas eh às vezes a gente passa três meses para trabalhar um arremesso, né? E aí em casa não tá dando certo, em casa não tá dando certo.
Os pais não estão conseguindo ver aquele resultado, não tão não estão conseguindo acessar aquela habilidade que é tão legal, né? Que é importante para fazer brincadeiras e tal. E às vezes a a barreira que tá aí é uma diferença entre o verbo jogar e arremessar.
que o aprendiz eh com você, ele usa muito o arremessa, o arremessa. E em casa, por algum motivo, os pais utilizam o joga, certo? E aí a gente já sabe que a taxa de sucesso dessa dessa operação muito provavelmente vai dar vai ser baixa, porque o SD utilizado é diferente do treinado.
Então, só isso aí a gente comunicando já é um passo a mais. se a gente tivesse isso sempre colocado como parte do nosso trabalho, passar os SDS de forma eh eh integral paraa família. Segundo ponto, a explicação do objetivo primário, né?
Eh, a gente fala a exaustão aqui sobre a importância de ter um objetivo primário e da gente ser fiel a esse objetivo primário. Eh, o exemplo que a gente que eu sempre dou, né, aquele do arremesso com atenção compartilhada. para sexta.
Eh, eu ouvi na primeira vez que eu conheci o professor Paulo, então eu sempre repito, que é a questão do não importa se a criança que a bola 20 vezes, eh, pareceu LeBron James, joga de costas, dá uma enterrada, se o objetivo era ele olhar paraa sexta enquanto a remessa, que era o mais importante pra gente, que é generalização já de outro comportamento que muito provavelmente é trabalhado na a com AT, psicóloga, com a terapia ocupacional, enfim, às vezes tem alguns da FON também que a gente pega. Eh, então a explicação do objetivo primário é muito importante. Quando a gente estiver orientando um pai a brincar de jogar a bola, é muito provavelmente a gente vai ter que falar: "Ó, eh, importante que ele mantenha contato visual enquanto joga a bola.
Importante que ele siga instrução de jogar por cima e jogar por baixo, porque é o que eu tô trabalhando e é o que vai dar, é o que você como pai vai conseguir dar eh a oportunidade dele executar mais vezes e por consequência eh esse comportamento eh executado mais vezes tem maior chance de entrar pro repertório do aprendiz e dele poder generalizar aí sim eh completamente esse esse comportamento novo, esse repertório novo. Construção sobre materiais. Importante também.
Tô ensinando a criança a jogar bola, só que eu ensino ela só com bola de plástico, bola chuveirinha, dente de leite. Não adianta colocar uma bola de couro, uma bola de basquete com aquela com aquele aprendiz ali. Talvez ele não tenha força ainda para arremessar.
Então isso é muito importante, a seleção de materiais quando a gente tiver eh dando esse feedback pro os responsáveis, certo? eh alternativas similares de função, que vai ser aquela mesma atividade eh com a mesma função, só que com itens diferentes que você acha que pode ser. vê que esse esse alternativo similares função pode ser até eh uma questão pouco conflitante com instrução sobre materiais, porque se você acha que é importante para aprender jogar com todas as bolas, você pode sim orientar para que os pais façam um jogo com uma bola diferente, só que ainda dentro da de um uma similaridade com aquela bola que você utiliza na sua aula para que ele possa fazer a mesma coisa em ambientes diferentes.
Pode basquete, pós chuveirinho. Então, passado o primeiro momento em que ele faz com itens totalmente totalmente iguais, você pode sim passar para itens levemente diferentes para poder fazer uma generalização um pouco mais abrangente, certo? Eh, correção de erros também é muito importante.
Como é que você procede na sua correção de erros? Tudo isso muito de forma muito eh você não precisa fazer uma aula para para esses pais, você precisa ali em três frases colocar isso que é o quê? Quando ele joga para baixo, eu arrem eu bolo a bola de novo para ele e peço de novo.
Geralmente dá certo. Então adianta dar uma explicação detalhada pro aprendiz eh eh sobre como é que funciona o movimento? Não, eu vejo isso muito nos meus casos de clínica, de pais e mães e avós e tios, eh, usando uma instrução muito refinada para vezes aquele repertório do aprendiz.
Então, olha, Jorginho, eh, eu queria muito que você fizesse um arremesso. Eh, eh, ele tem que fazer um arco, ele tem que bater na minha mão. Quando às vezes apenas uma instrução com duas palavras já podia ser utilizada e vai atingir o mesmo objetivo.
Então, eh, às vezes dar esse toque da economia na hora da instrução também possa ser um uma parte importante do nosso trabalho na hora de dar o feedback parental. E aí, eh, uma parte um pouco mais complexa disso é o treino parental. Não sei se vocês já eh tiveram a oportunidade de de pesquisar sobre esse tema, de conhecer sobre esse tema, mas é comum em países desenvolvidos eh além de você ter a terapia aba 10 ou 20 horas lá mais riguroso como essa questão do horário, eh você tem também a questão do treino parental, que é os pais vão ser coterapeutas do aprendiz.
Então eles vão muito provavelmente fazer uns programas em casa também. A gente sabe que essa não é a realidade da maioria dos casos, certo? Mas a gente também não pode ficar nessa posição de resignação de ah, a gente não tem as condições deles, então não vamos fazer.
a gente pode chegar sim a um patamar, talvez não tão elevado, mas ainda assim a gente conseguir alguns resultados eh dessa forma que é dando orientações e eh refinando um pouco trato daquele daquele responsável com aprendiz para que ele não no mínimo, não comenta tantos erros, né? Eh, não reforça comportamento problema. Eu acho que esse é o mais importante e é é um dos primeiros blocos do treino parental quando feito de forma adequada, certo?
Então, parament parâmetros sucesso para terapia aba, intervenção precoce, que todo mundo sabe disso, todo mundo já ouviu isso. Quanto mais cedo você começa, maiores são as chances de resultado. Intervenção intensiva, que é de 10 a 20 horas de terapia semanal para os estudos realizados, né?
Intervenção individualizada. É o que a gente bate sempre na tecla aqui. Tem cada aprendiz tem que ter um planejamento que segue os objetivos daquele aprendiz e que vai ter como metas individualizadas que vão ser mudadas a cada período de tempo e tal.
eh intervenção apartamento a partir de comportamentos adaptativos, que não adianta você querer ensinar algo que tá tão longe daquele do repertório daquele aprendiz que ele não tem nem como se adaptar para chegar lá, ou seja, ele não tem um repertório básico para fazer aquilo. Eh, como exemplo, acho que eu posso colocar aqui o v o arremessar, talvez. E se aquela criança não tem as habilidades motoras grossas para pegar uma bola e jogar, não adianta você tentar trabalhar contato visual a partir do arremesso, porque ela não tem o motor grosso necessário para pegar a bola e arremessar.
Então, tem que sempre partir de um de um com a com repertório já existente do aprendizado, beleza? Vamos lá. Brincar com quanto estratégia antecedente, certo?
Eh, é importante aqui falar sobre algumas dinâmicas familiares que muito provavelmente acontecem com os aprendizes. Eh, a gente aprende muito ali sobre reforço social, né, e o poder dessa ferramenta eh durante nossas sessões. E uma das coisas mais importantes é a gente ter também brincar, se comunicar com aprendiz enquanto prevenção de crises, né, que vejo muito eh apesar do do burnout e tal, da das questões ligadas ao cansaço parental, vejo muito aquela questão de deixar um pouco eh aquele aprendiz de lado, vamos dizer assim.
Tive um dia muito cansativo, chega em casa, eh, passa, cumprimenta ali rapidamente e já vou eh eh jantar, já vou eh ver um jogo de futebol, vou ver ver uma série e tal, sendo que é muito comum em pilares adaptativos, que a gente chama a questão do do brincar eh eh quando chega em casa e como ele pode prevenir uma crise, a gente sempre a gente sabe que muitos dos comportamentos subivos eles são eles são reforçados por por questões sociais como atenção, olhar eh diferentes aspectos da atenção ali, né? Eh, e aí quando você chega e você consegue brincar com aquela pessoa que você ama, ela vai ficar saciada de de de de reforçadores sociais, né? Então, é muito improvável que depois ela emitam a mesma crise por eh eh ausência desses desses estímulos.
E é diferente quando você, por exemplo, eh, chega, faz tudo isso, janta, aí daqui a 9 horas, daqui não, às 9 horas, o aprendiz começa a chorar em casa sem explicação nenhuma. Aí você vai lá e dá atenção, tá reforçando esse comportamento. Então, a gente trabalha muito com brincar enquanto estratégia antecedente para evitar crises, certo?
Então, tem um perfil do aprendiz café com leite, certo? que é quando a a dúa familiar meio que deu uma desistida daquele aprendiz, já tentou tanto, né, brincar, interagir, jogar bola, andar de bicicleta, sair pro parque, conversar, que, pô, não, ele não consegue, então nem vou tentar. Sendo que existe uma forma certa você tentar isso, existe uma forma certa de você começar a brincar de bola com seu filho, com seu neto, com seu sobrinho, certo?
Então não compreend café com leite, ele tem ali um aprendiz que é muito bem cuidado, todas as necessidades básicas, ele é levado para terapia, todo tudo certinho, não falta uma terapia, o medicamento tá em ordem, o medicamento tá dando sendo dado de forma eh eh pontual, participa de todos os ambientes da família, só que ele não faz as drogas com a família, ele não ele não participa ativamente daquele daquele daquelas interações sociais. E é isso que a gente tenta fomentar um pouquinho aqui, mas ensinar o brincar, certo? Vocês passam o feedback para ensinar, vou ficar usando sempre aqui do arremesso, porque eu acho que ele é muito fácil de visualizar.
Quando você eh passa o SD, você passa o material, você passa a correção de erros, eh tudo isso pro pai, de uma atividade que seja, você tá aumentando a probabilidade daquela tentativa que o que o o responsável vai fazer com aprendiz em casa. dá certo, certo? Generalizar o seu ganho que você você produziu com aquele aprendiz, né?
E eh melhorar um pouco a qualidade de vida daquele daquele núcleo familiar. E aí as razões para essa dinâmica ser implementad geralmente fatorial, mas temos algumas trajetórias como desamparo aprendido, né? Todo mundo conhece, trabalha com nosso comportamento, né?
que é quando você aprende que seus comportamentos não produzem muita consequência. Então, foi o que eu descrevi eh slide passado, que é, pô, passei 5 anos tentando jogar bola com ele e nunca deu certo. Ele a bola bate no peito e cai no chão, né?
Então, para que que eu vou tentar? Não faz mais sentido tentar. sendo que existe uma forma correta e está sendo trabalhado aquele comportamento, existe sim eh eh a necessidade de ficar tentando de fazer o próximo.
Mas novamente a gente reconhece que eh muito desses desses dessas dinâmicas elas têm a ver muito com o cansaço dos pais e dos responsáveis. falta de informação, né, que é justamente o que a gente tenta passar, falta de interesse às vezes e descaso e preconceito. Aqui a gente tem um pouco do do menor pro maior aqui, que aqui o menor é só uma frustração, tentativas e em que houve falha.
E no último já é mais um uma pessoa que tem uma a que tem ali padrões comportamentais de descaso e preconceito e que a gente, apesar de tentarmos, né, conscientizar, a gente não vai conseguir muito provavelmente porque essa pessoa já não se mostra tão aberta a receber dicas, a a tentar coisas novas. Então, talvez não faça tanto sentido nesse caso a gente eh tentar tanto penetrar e e fazer esse aumento de repertório com esse aprendiz, mas por questões que fogem ao nosso controle. Vamos lá.
É, como a gente não tem ainda tanto essa cultura de treino parental aqui no Brasil, eh, a gente não enxerga muito. Eu acho que eu tive uma reunião de aquela reunião, Luiz, com a com aquele cliente novo, a gente vê que é uma uma pessoa que tá tá no seio familiar e que tá buscando se se aprimorar e fazer um treino parental para que a primeiro objetivo a gente coloca sempre que é não comportamento problema, né, que é não desfazer aquilo que a terapia faz, é, e em seguida ajudar a equipe terapêutica a fazer os avanços, né, porque, enfim, é o é o é o maior interesse da família é esse, é avanços. E aí, qual são os benefícios para vocês profissionais desse feedback?
Eh, eles estão, ó, o errinho aqui, perdão, consertar do slide, estão muito ligados à percepção dos familiares dos avanços na terapia. O que adianta sempre tem aquele objetivo familiar que eu mencionei, né? Andar de bicicleta, jogar bola, entrar na escolinha de futebol.
como é que os os eh responsáveis vão perceber esses avanços de que você fez como profissional, esse ganho pelos quais você é responsável, eh se eles não tiverem às vezes acesso à aquelas informações que eu coloquei antes, SD, correto, material e etc. Quando você coloca, você separa ali dois ou três ou quatro, 5 minutos para repassar algumas dessas informações de forma estruturada, eh, muito provavelmente aquele comportamento vai ser generalizado em caso e vai acontecer em casa. E, portanto, eh, eh, os avanços que ele tem feito com você, com você como profissional vão tá ali no dolofot.
você conseguiu mudar o comportamento do aprendiz e trazer um ganho significativo para pra família. Pro aprendiz o benefício é óbvio, né? Ele vai ter a oportunidade de produzir comportamento de maneira mais ampla, certo?
E consequentemente vai ter a oportunidade de ser reforçado socialmente para aquele desempenho, que por sua vez aumente mais ainda a frequência e tal. Eh, mas para aprendido é só ganho, porque para você vai ter um custo também, certo? que é passar aquelas informações.
que é chato. Eh, às vezes a gente também tá sobrecargada sobrecarregado enquanto profissional. Mas uma coisa que eu tenho percebido na clínica, trabalhando com aba, eh, trabalhando com psicoterapia também, infant juvenil, é que há uma grande parte, e eu vou aqui dar o exemplo da psicoterapia, 70% do trabalho é orientação parental para mim já hoje em dia, aquilo que acontece dentro da sessão com paciente eh é muito significativo.
a gente consegue produzir resultados, mas aquilo vai se perder caso a gente não consiga orientar de forma correta os pais eh acerca dos padrões comportamentais daquele daquele paciente. Então, a mudança não ocorre se os pais não os pais ou responsáveis não tiverem fechados com a gente, não ocorre. É simples.
Não adianta a gente fazer um um jogo lúdico, na sessão de quebra-cabeça familiar para falar os sentimentos e tá mais disposto a falar os sentimentos. Se chega em casa e aquele aprendiz expressa aquele sentimento e os pais eh não dão atenção, botam instinção ou até mesmo pem, né? Então, eh, colocar um pouco da tua sessão para dar esse feedback eh tem sido hoje em dia, para mim, eu não deixo a sessão passar de 50 minutos de psicoterapia justamente para isso, para poder ter um espaço maior de dar feedback parental no final, que é o mais importante para mim, certo?
e paraa família, né, a oportunidade de conseguir ter um um acesso maior para aquele aprendiz, de não só dar brinquedos novos, de eh participar de brincadeiras de forma de forma desconexa, né, porque tem os níveis de atenção daquele aprendiz. Eh, partindo do maior, do menor pro maior, eh, ele tá com você no ambiente, mas fazendo outras atividades. Aí parte ele tá curioso sobre o que você tá fazendo.
Eh, ele tá dividindo um objeto com você, talvez um pouco maior aqui. E lá no final dessa cadeia tem um um comportamento extremamente importante que é o brincar conjunto, que é o de forma também atenção compartilhada, que é ele se integrar a uma mesma brincadeira com você. Vocês dois têm o mesmo objetivo, vocês dois agem pelo mesmo conjunto de regras.
Eh, isso sim é um é o é o ápice da da interação social, né, que muitas vezes não ocorre nesses slides. Então, muitas eh é interessante que a gente tenha também como objetivo como acontece com vocês, né, de vai melhorando. Eu acho que toda sessão com vocês começa, começa muito nesse primeiro estágio, né, do aprendiz.
a gente chega lá na área de sessão e o aprendiz fica rodando um pouco, pegando brinquedos novos e tal, aí você vai através do manejo puxando aí um pouquinho mais pra sessão, dividindo um objeto, pegando um objeto de interesse dele, brincando em conjunto para finalmente depois de algumas sessões, né, é o é o padrão, conseguir aquele aquele brincar conjunto, aquele aquela interação mais refinada, né? Então, paraa família isso é ouro. Acho que toda todo mundo pode até estar aqui, quem teve já experiência com pessoas com barreira no desenvolvimento.
Então tem essa primeira interação, você consegue quebrar um pouquinho aquela barreira que te afasta um pouquinho da pessoa que você ama. É uma coisa muito legal. Eu já recebo sempre relatos de paz, que esse é o momento que o assim eh tudo muda, eles realmente vêm com a eficácia do do da nossa intervenção na no dia a dia deles, né?
Porque tem muitos efeitos, tem muitas coisinhas práticas, né? com eh seguir instrução e tal, isso melhora assim a qualidade de vida, mas eh não é o algo que bate tão forte na questão do sentimento, né? Que não não te ajuda tanto a se conectar.
Lógico que é interessante que eu aprendiz aprenda a beber água sozinho, a escolher a roupa sozinho, mas quando vocês brincam, quando vocês jogam, é uma coisa diferente, é um passo a mais. você tá construindo uma relação eh eh de afeto com aquele aprendiz, coisas que muitos pais sentem falta, né? Quando afeto, do abraço, que os pacientes não ainda não têm essa habilidade.
Vamos lá. Eh, como foi citado, o processo de treino parental? Ele é muito longo e custoso.
Ele é caro, ele é difícil. Ele é chato porque ninguém quer aprender nada de comportamento, é insuportável. Eh, então recomendo que vocês se informem ali, né, às vezes na clínica delenciada que aquele aprendiz terapia, se existe algum algum dispositivo, alguma atividade, alguma reunião que tenha como objetivo treino parental, o acompanhamento parental, a supervisão parental, o ensino de brincar com aprendiz, com aquele eh dessa forma, né, estando um pouco análise comportament o explicando o que que são comportamentos subitivos, eh formas de de você não reforçar esse comportamento problema.
Então, verificar se na clínica é sempre muito interessante e indicar caso caso exista, né? Porque é uma forma também deles melhorarem a qualidade de vidas e serem mais participativos no treinamento do aprendiz. Beleza?
a gente também tá em desenvolvimento de uma de um serviço nesse modelo, muito para generalizar ainda mais as atividades que vocês fazem, que são feitas também na na nas clínicas da na terapia, na Fono, na TOO, em tudo. Que eu acho que essa meio que é a chave da gente fazer uma transição clínica, sei o familiar, mais interessante, mais saudável, certo? Eh, e aí o que talvez se encaixe com atuação educação física é é a recomendação da generalização de algumas atividades de forma simplificada.
Foi o que eu tô batendo um pouquinho na nessa tecla desde o começo, que é escolhe alguma coisa bem simples, eh, provavelmente de interesse da família, como alguma coisa relacionada com esporte, talvez passa aquele objetivo primário, passa aquela correção de erro e passa a instrução, certo? e recomenda que tente de vez em quando, usando a mesma instrução e eh mesma correção de erro e tendo em vista o mesmo objetivo primário, é claro, certo? Acho que isso tem tudo para aumentar um pouco eh a confiança da família no trabalho de vocês, de ver esse resultado acontecendo ali ao vivo e vocês terem um pouco dessa troca também, pelo menos assim.
Essa é a minha ótica. Cada vez eu saí da faculdade achando que que terapia com criança era muito joguinho e tal. E realmente toda cada vez mais dando atenção para as famílias e como as famílias reagem ao que a gente passa, certo?
Isso é vital para o desenvolvimento. Pronto, encerrei. Vou fazer um roleplay aqui com vocês, certo?
Gostaria que vocês participassem. Vou pedir ao Luís para começar, né? Porque ele é corajoso, ele vai me ajudar nesse começo, certo?
Eh, Luiz, queria que você pensasse aí no aprendiz fictício, certo? Eh, pode usar como modelo algum que você conhece, porque afinal você tem acesso a tantos aprendizes, né, que eh o seu aleatório vai acabar sendo tão aleatório que não vai não vai conseguir ninguém vai conseguir identificar. Aí se pegasse um aprendiz que fingisse que eu sou o pai, certo?
e me fizesse uma orientação parental aqui sobre uma determinada atividade e como eu posso executar ela em casa para me conectar melhor meu filho, com meu sobrinho, com meu neto. >> Beleza? Eh, eu acho que o ponto chave, né, quando você vai passar um treinamento para os pais, eh, a forma com que você vai instruí-lo ou instruir os pais ou familiares de forma geral, a como direcionar a atividade, porque comumente as pessoas que não estão, né, que não trabalham na nossa área tem tendem a dar muitas informações.
instruções, eh, muitos estímulos, né, para paraa criança. Isso acaba dificultando, né, a interação e e a manutenção dessa interação ali naquele momento. Então, eu costumo falar pro pros pais, eh, a uma das primeiras brincadeiras que eu falo para eh generalizar, né, é o jogar a bola, jogar a bola de jogar e receber a bola, sabe?
E jogar e receber a bola pode ser uma tarefa maçante, entendeu? E se não for elefantinho colorido clássico, o jogar e receber a bola pode ser um uma tarefa maçante se você ficar ali, né, eh, sem expressões e e enfim, mas pode ser uma tarefa muito legal se você tem uma criança pequena, se você se abaixa fica no nível do olho, faz careta e joga e usa bola colorida, né, e brinca e faz expressões e coloca música no ambiente que a criança gosta, faz aquele enriquecimento ambiental. E como eu falei no início, acho que o mais importante são as instruções.
Olha, não dê muitas instruções. Se a criança precisa de ajuda física, forneça ajuda física dessa forma. Eh, e tomar um cuidado de sempre, quando a gente fala generalizar, a gente tem que pensar que essas habilidades que os pais vão trabalhar, elas já têm que estar dominadas pela criança, né?
Não é um ensino direto e sim generalização. Acho que é mais ou menos por aí. Não sei se eu respondi ou se eu fui muito louco >> isso aí, Luiz.
Bem legal. Eh, e é o que eu gostaria de destacar aqui, eh, que tu falou das instruções, né? Eh, eu tô, graças a Deus, as coisas estão dando certo, né?
Eu tenho cada vez menos, menos medo dos pais. Eu morria de medo dos pais de dar um feedback honesto, de dar um feedback baseado naquilo que eu estudei e naquilo que tá sendo aplicado. Eu acho que é difícil, existe muito preconceito com nossa área também, certo?
Eh, então eu juntei coragem em nos últimos meses, por exemplo, para dar o feedback. Cara, a instrução desse momento para o fulaninho é usar verbos. A gente vai usar muitos verbos.
A gente não vai complexificar a frase na hora de falar com ele. Fulaninho, agora vamos sentar. Nesse momento, ele precisa só do SD principal.
Uma vez que ele tiver principal, a gente vai complexificando aquilo e falando: "Fulaninho, agora está na hora de sentar e ele vai sentar, vai dar super certo, mas primeiro a gente precisa sentar com ele e falar: "Fulano, sentar e vamos sentar junto com ele. " Parece um pouco robotizado? Parece.
É feio. É feio. É difícil de fazer em público.
É feio. As pessoas vão olhar mal, vão olhar torto. Quando você fulaninho sentar, vão, vai todo mundo achar horroroso.
Só que naquele momento é o que aquele aprend está precisando para aumentar a taxa de sucesso dele. Consequentemente no futuro, a gente conseguir complexificar cada vez mais aquele aquele repertório, certo? Então acho que a questão do enriquecimento ambiental também que o Luiz mencionou é muito importante, né?
Colocar a musiquinha, bola colorida e tal. Questão do reforçamento social, ele entender que o que ele tá fazendo ali não é um simples jogo, é uma operação. Ele tá operando sobre o comportamento do do aprendiz.
Então nossa baixa nosso comportamento, né, de quando ele mostra o entusiasmo ao receber a bola e dá um sorrisão e faz uma cosquinha, ele tá necessariamente ajudando a aumentar o a frequência daquele daquele daquele comportamento. Então, se ele quer que o aprendi e jogue mais bolas, tô meio triste que a gente só usou esse esse esse esse esse exemplo. L a gente tá sem criatividade hoje, é muita bola.
Aí depois a galera reclama que que educação física é só bola e a gente tem nada para falar, a gente tem que concordar porque a gente só usou bola hoje. Então enriquecimento ambiental, reforçamento social, isso é muito importante. Eh, gostaria que outra pessoa desse algum exemplo a mais.
Deixa eu ver aqui a lista. Vocês querem que eu faça o sorteio? Alguém quer se disponibilizar para fazer?
Como eu tenho que sair rapidinho daqui a pouco posso >> pode >> assim? Não sei se é exatamente isso, né, que você está falando. Eh, mas é o que acho que eu assim entendi dentro, né, da sua fala e dessa conversa com os pais.
E vou citar a questão da bicicleta, porque realmente durante as devolutivas, muitas vezes é o pedido dos pais. Uhum. >> É o andar de bicicleta, né?
E aí tem a bicicleta. O pai muitas vezes fala: "Ai, tem a bicicleta, mas ele nem mostra interesse, né? Então aí eh ou às vezes éo contrário, né?
tem a bicicleta, ele até tem interesse, mas não não consegue, não realiza. Então, enfim, eh ele não mostra interesse. Então, primeira coisa, a gente tem que pensar nos fres requisitos da criança para que se realmente ela tem para poder aprender a andar de bicicleta.
>> Então, você tem que fazer todo um trabalho. Então, primeiro vamos trabalhar aproximação, né? Então, o pai tem que trazer essa criança.
Olha, vai mostrando, né, a bicicleta, os desenhos que tem ali, eh, fazer com que essa criança primeiro explore a bicicleta, né? Então, deixa ela tocar, deixa ela. E enquanto isso, né, o pai vai orientando.
Olha, isso é o banco. Você vai sentar aqui, você põe a mãozinha. Depois tem que fazer a força com os pezinhos.
Eu acho que assim, tem que ter toda essa preparação primeiro, né, para depois que ela se aproximou, ela explorou, aí ela vai e senta. Então, aí você vai corrigindo esse sentar, você vai explicando, né? Olha, você sentou.
Agora põe o pezinho aqui. Eh, põe a mãozinha no guidão. E aí você com a ajuda, ó, agora o pezinho vai fazer esse movimento até a criança sentir também aquilo, né, o o como que eu posso dizer, a função daquela bicicleta, o que ela tem que fazer.
E assim, sempre de uma maneira mais natural possível para crianças, para que a criança se eh desperte um interesse maior e que através da motivação ali ela consiga executar os movimentos que são necessários para ela aprender a andar de bicicleta. Então, começa sempre com ajuda, ajuda física total, né, para ela ir entendendo o movimento que ela tem que fazer. eh a função do break, enfim, mas eu acho que antes de tudo, né, a gente tem que explicar os express requisitos para essa família, eh, explicar, né, que talvez aquela criança ainda não não é o momento também dela estar aprendendo a andar de bicicleta.
Vamos trabalhar os pré-requisitos primeiro. Então assim, e tem precisa ter um todo um jeito mesmo para para falar com essa família, porque muitas vezes essa família tá eh vulnerável, né? Tá ali eh super, como que eu posso dizer, desesperada muitas vezes, né?
Que ela não sabe o futuro do filho, como que vai ser e e aquela coisa, né? já comprou a bicicleta, porque é o sonho que que a criança ande de bicicleta. Então, eh eh eu acho que acima de tudo, né, é o como dizer a essa família, né, é como explicar isso a essa família em primeiro lugar, né?
Aí eu acho que eu vou dar um exemplo aqui desse mesmo caso que tu mencionou, né, que aí você, Alessandro, você acolhe aquele aquela demanda, você acha que tá dentro do do repertório adaptativo, daquele aprendiz, aprendeu a andar de bicicleta naquele momento, você vai lá e consegue com ele ele andar em linha reta ali, faz todo uma dinâmica lúdica, brinca com ele, bota musiquinha, como o Luiz falou, eh, dá o SD correto, empurra um pouquinho e aí você chega chega pro pai e fala: "Ó, ele tá andando de bicicleta". Aí o pai vai chegar em casa, botar a criança em cima da bicicleta e a criança vai ficar lá olhando para ele. Porque essa comunicação ou não tava na hora de você passar isso para os responsáveis, né?
Porque ainda não tava tão tão firme aquele comportamento, né? aquelas habilidades, aquele repertório ou eh poderia poderiam ter sido dados mais detalhes sobre como fazer, como realmente tu falou, ó, precisa colocar, dar uma ajuda física aqui na hora do pedal, eh quando for para sair e pedalar e deixar ele pedalar, tem que falar: "Vamos". Eh, tem que chegar, eh, olha o olha a bola, olha o olha o árvore, olha o destino, alguma coisa assim, né?
Porque senão tá afadado fracasso. Ele vai pegar a criança, tacar em cima da bicicleta, ela não vai andar, ela vai ficar olhando pra cara dele. >> Sim.
Foi a questão que eu falei, >> a motivação que você vai dar enquanto você estiver ensinando, né? E isso tem que ser passado pro pai, né? Não é só fazer com que a criança sente e saia andando.
Então você tem todo esse contexto para tá passando, né? Olha, faz assim, a motivação é você cantar uma música. Então assim, isso é passado.
Então eu acho que entra muito >> a questão da motivação, né? Eh, igual teve casos aqui que aconteceu, né? Aí comprei a bicicleta, a criança não anda.
A motoca também que acontece muito o triciclo, eh, que é o sonho da mãe e a criança nãoia. Então, então vamos trabalhar o triciclo. E deu super certo aqui com muita motivação, bem maneira bem natural, né?
Com musiquinhas, eh, musiquinhas inventadas ali na hora que a chalê, sei da onde que surge, mas que de repente dá certo, que se encaixa ali naquele momento >> e de repente a criança tá andando, né? E nesse caso do triciclo depois, eh, a mãe veio, né, em devolutiva, eh, toda emocionada agradecer, porque ela foi passear no lago. Aqui a gente tem o lago, né, próximo à prefeitura, onde as pessoas fazem caminhadas e tudo mais.
E ela tava super feliz porque ela e a a mãe dela, né, a avó da menina, foram fazer um passeio no lago e foram tentar a moto, como a tia Lê já tinha falado que ela já estava andando, né, que ela estava conseguindo e ela levou e assim eles nem ela acreditou que a menina estava andando, porque para ela era uma coisa que ela queria, mas ao mesmo tempo ela achava difícil. né? E e ela falou: "Olha, nós andamos e ela pedalou o tempo todo sem nenhuma ajuda.
" Então, assim, eh, é muito gratificante pra gente, né? E e quando eu consegui aqui, isso foi passado paraa mãe. Olha, mãe, eh, ela tá conseguindo, eh, com muita motivação, vai cantando musiquinha, eh, vai, se precisar, você vai lá no pezinho, eh, ajuda, enfim, foi orientado e isso aconteceu também, né?
Ela acabou generalizando e depois da moto eh do triciclo que aconteceu a bicicleta. Então ela ela partiu da criança também. Tia Leia bicicleta.
Bicicleta. Eu falei: "Você quer andar de bicicleta? " Então vamos aprender a andar de bicicleta.
Então quer dizer, já foi um passo pra bicicleta. E aí o dia que eu falei pra mãe, a mãe também não acreditou. Nossa, mas ela acabou de andar de triciclo.
Eu falei: "Agora ela já tá com a bicicleta". Mamãe foi lá e comprou a bicicleta toda feliz, toda, né? E e não acreditava que a menina andou de bicicleta ainda aqui com a rodinha, mas sem nenhuma ajuda.
Então, eh, é questões mesmo de da gente saber como, né, fazer também com essa família, que eu acho que não adianta só você orientar paraa realização da atividade do pedido da família. Eu acho que tem todo um contexto por trás também que a gente tem que entender como chegar e como falar isso paraa família, né? >> Isso aí.
E muito provavelmente, Tiu, apesar da gente saber que a gente faz parte do treinamento, então você tem contribuições inúmeras pro contato visual daquele aprendiz, pro segmento de instrução, pareamento de cores, enfim, todos os objetivos. A gente sabe que muito provavelmente quando essa essa família tiver falando sobre o trabalho da tia Lê, ponto que ela vai destacar vai ser a questão da bicicleta, porque essas outras mudanças, esses outros ganhos, eles são no dia a dia, são sensíveis, são graduais, eh eh vão acontecendo com o tempo e tal. O negócio da bicicleta e do e da brincadeira em si é não brincava antes e brinca agora.
assim, é muito, é um bac muito profundo, sabe? Que traz muitas mudanças para aquele para aquele núcleo familiar. Então, não sei se não sei se tô falando besteira aqui, mas provavelmente se essa família fosse recomendar teu trabalho, eles usariam isso de exemplo e não os outros inúmeros ganhos que você conseguiu também trabalhando os outros objetivos com esse aprendiz, né, gente?
Sim. Luiz, >> é, antes da gente continuar, vamos tirar uma foto, caso alguém precise sair, por favor. >> Quer que eu bote no primeiro slide, Luiz?
>> Por favor. Eu não sei o quanto eu vou conseguir aqui espremer para sair todo mundo. Eu acho que o Paulo vai ficar de fora.
Mentira, ele é o chefe. Até parece brincadeira, pô. Pera aí.
Vou enquadrar todo mundo aqui. Aí, agora ficou lindo, tá? 3 2 1.
>> Aê, maravilha. >> Dando continuidade, eu queria falar uma coisa também. Eh, alguém, alguém, eu cortei, né?
Cortei, deu me guia da foto e chamei e comecei a falar. Alguém quer comentar alguma coisa? Eh, eu eu percebo que eh essa essa habilidade, né, eh quando é adquirida e precisa ser generalizada, ela precisa ser programada também, né?
Então, por exemplo, dando o exemplo aí da bicicleta, o que que normalmente acontece? os pais, né, a família ou as pessoas próximas eh observam seu trabalho e às vezes você nem se comunica assim: "Olha, pode começar a fazer, é assim, assado. " Eles observam o seu trabalho e tenta replicar no final de semana, eh, em algum outro momento do dia, né?
E aí eles tentam fazer exatamente a mesma coisa. Olha, eu faço o treino de forma discreta com a bicicleta, utilizando economia de fichas e celular e a família às vezes tenta fazer a mesma coisa, né? Eh, então, eh, é interessante também passar pros pais, né?
quando for generalizar essa essas habilidades, eh eh a alguns aspectos, né, que fazem muita diferença. Por exemplo, quando o pai, a família for treinar a bicicleta com a criança, eh, para um comportamento ele se estabelecer ou para ele aumentar a probabilidade de acontecer, ele precisa ter um reforçamento positivo, né? Ele precisa ter um histórico positivo e você não vai fazer com que a família eh dê continuidade desse comportamento utilizando as mesmas ferramentas, o celular, por exemplo, ou outras coisas para para andar de bicicleta.
Então você pode fazer com que a família crie um ambiente reforçador, uma uma contingência reforçadora de forma mais natural. Então, por exemplo, eh, na no condomínio do aprendiz, e eu já passei por isso, o o condomínio do aprendiz tem lá uma feirinha, então ele adora pastel e a família sempre vai de carro, vai a pé, pô, coloca a bicicleta para poder eh seu meio de transporte para ir até esse esse pastel para ele comer, entendeu? Ao invés de você usar de forma tão eh escancarada esse reforçador arbitrário, né, você começa a colocar na contingência aspectos mais naturais, começa a criar um histórico de reforçamento mais natural.
Pô, vou pegar a bicicleta em um primeiro momento. Pode ser que ele precise de mais ajuda. Você leva até esse lugar, ele come, ele tem uma experiência legal, está com a família, então vai agregando.
E a gente sabe que eh eh isso conta muito, né, estímulos, família ou pastel e começa a se tornar aquele comportamento de andar de bicicleta mais reforçador. Aí na outra semana, pô, vamos lá comer pastel, vamos lá, pega a bicicleta, já começa a ficar mais natural para ele, começa a ser mais reforçador para ele. Não sei se faz sentido para vocês isso que eu tô falando.
se tira aspectos mais discretos ali de eh pontuar reforçadores, né, mais arbitrários e começa a colocar na rotina dele associado com eventos mais reforçadores para ele. Isso a gente tem que pensar também quando vai orientar os pais, né, quando vai eh fazer com que eles generalizem brincadeiras também. a brincadeira, né, em si, o que que é legal dela, por que que a gente gosta de brincar, porque historicamente isso faz nos aproximar de pessoas, aumenta as relações e as pessoas com autismo nem sempre têm, né, essa essa sensibilidade, né, não conseguem ficar sensíveis a esses a a essas contingências da vida, né, que a gente gosta, por exemplo.
Então, o ensinar a brincar vai fazer ele ter acesso a outras pessoas. Então, existe um passo a passo, olha, como fazer ele pedir, como fazer ele interagir. E isso é muito importante também na hora de passar pros pais as brincadeiras.
>> Adorei teu exemplo, Luiz. Achei bem bacana. Aí só queria dar uma complementada com algumas situações que podem acontecer, né?
Qual o nosso papel dentro dessas situações? Eh, vamos lá. comentou que eles observam você eh aplicando lá, fazendo sessão, né?
Só que eles não sabem qual é a função de cada de cada instrução que você tá fazendo. Eles não sabem o que é que tem função reforçadora. Eles conhecem a atividade topograficamente, ou seja, eles conhecem a forma daquela atividade, como é dada aquela atividade.
Eles sabem replicar a forma como ela foi feita. Agora, isso que tu falou eh de mudar seria mudar a forma e manter a função, né? eh que você não vai ficar repetindo o que o profissional tá fazendo, você vai procurar eh que aquele comportamento ocorra de novo, reforçando também ele, mudando a forma com que ele acontece, mudando o ambiente, mudando as pessoas, botando o pastel no final, trajeta até o pastel, mas eh em função tá a mesma coisa, né?
Então, aí que entra aquela questão, se a gente tivesse um treino parental em larga escala, eh eles poderiam entender isso e eles mesmos generalizassem esse mesmo comportamento deles. Quer entends aqui que no final dão acesso ao tempo de celular, beleza? Eu vou levar e vou dar com acesso à barraca de pastel.
Eles poderiam ter esse mesmo assim que você teve com treino parental, né, que seria muito ideal. Aí vamos para outro problema que também eh eh expõe as as lacunas que a gente tem no hoje na educação parental, que é o quê? Fui lá, propus que eh ele subisse na bicicleta e que fosse até a barraca de pastel, comer pastel.
E aí o aprendiz deu uma birra, saiu da bicicleta, se jogou no chão e falou que só vai de carro agora. Aí lascou. Se você aceitar isso, você tá reforçando o comportamento de problema, você reforçando o disse, né?
Aí talvez sem a devida orientação você acabou causando mais mal do que bem, tentando generalizar esse comportamento, porque agora ele aprendeu que se jogar na bicicleta é algo que pode produzir consequências forçadoras para ele, né? Aí lascou. Por isso que eh eh é é indicado, né, pelo menos um treinamento básico sobre algumas funções do comportamento para os pais, né?
Aí, será que se os pais eh relatarem isso para você, você vai ter o, não sei se a palavra aqui é coragem, mas a confiança para dar esse feedback, ó, você fez besteira. Será essa operação que você fez não foi tão tão legal? Você acabou cometendo um erro.
Eu sei que hoje, eh, como eu falei, tô ganhando cada vez mais confiança. No começo era um medo para mim dar esse feedback mais honesto, mas hoje em dia eu acho que é até desonestidade da minha parte se eu não der esse feedback, se eu não falar, ó, você errou aqui e essa atitude que você teve eh gerou impacto negativo no repertório do seu filho, certo? Então fica aí esse questionamento.
A gente teria essa presença de espírito, essa confiança para para dar esse feedback que é difícil. Eu acho difícil. Tô superando aos poucos esse esse meu medinho aí.
Certo? Eh, alguém quer mais dar quer dar mais um exemplo? Só Alessandra.
Eu não vou fazer sorteio não, porque eu não sou uma pessoa aversível. Bom, se encerramos, a gente pode ir pra parte das dúvidas agora, se se alguém tiver. Eh, e é isso.
Certo? Ficar por aqui. Esperando.
Alguém tem dúvida, pessoal? Alguém gostaria de fazer o comentário? Então, acho que eu vou encerrar a gravação aqui.