O químico Russo Dmitri Mendeleev, também chamado de Mendeleiev, é conhecido como o pai da Tabela Periódica. Foi ele que, em 1869, organizou dessa forma os elementos químicos conhecidos até aquela época. O que facilitou muito o aprendizado de química e que até hoje é estudado nas salas de aula.
Mas o que nem todos sabem é que Mendeleiev criou a tabela periódica depois de visualizar esse modelo durante um sonho. Olá, amigos da história. Outra coisa que pouca gente sabe é que Mendeleiev enfrentou uma vida muito difícil para chegar onde chegou e ser reconhecido como um dos grandes cientistas do mundo.
Nascido num vilarejo da Sibéria em 1834, ele foi o caçula de uma família com pelo menos 14 filhos. E conheceu a tragédia ainda bem jovem. O pai era professor de Belas Artes, Filosofia e Política, mas ficou cego e perdeu o emprego.
A mãe, então, passou a sustentar todos sozinha, trabalhando em uma fábrica de vidro. quando Dmitri tinha 13 anos, o pai morreu. Dois anos depois, um incêndio destruiu a fábrica de vidro.
Apesar da situação financeira precária, Maria, a mãe de Mendeleiev, decidiu garantir a educação dele. E viajou dois mil quilômetros com ele e mais outros dois filhos até Moscou, numa época em que o sistema de transporte era bastante limitado. Infelizmente, quando eles chegaram, o jovem Dmitri foi recusado pela universidade.
Mas acabou sendo aceito em São Petersburgo, para onde a família se mudou. Logo depois, a mãe e uma irmã de Mendeleiev morreram de tuberculose. Ah, e ele também adoeceu.
Nada disso deteve o rapaz, que publicou os primeiros artigos quando tinha 20 anos e compareceu à Primeira Conferência Mundial de Química, na Alemanha, aos 26. Antes disso, com 21 anos apenas, já havia assumido o cargo de professor de ciências na Escola Simferopol, na península da Crimeia, onde esperava que o clima mais quente ajudasse na recuperação da saúde dele. Mas, em uma semana, a Guerra da Crimeia começou e a escola foi forçada a fechar.
Ele retornou a São Petersburgo, onde passou dois anos realizando pesquisas de doutorado sobre a interação dos álcoois com a água. O químico dedicou a pesquisa de doutorado a mãe dele, sobre quem ele citou assim: "Dirigindo uma fábrica, ela me educou com sua própria palavra, ela me instruiu pelo exemplo, corrigiu com amor. E para me dar a causa da ciência, ela deixou a Sibéria comigo, gastando assim seus últimos recursos e força.
Ao morrer, ela disse: cuidado com a ilusão; trabalhe, procure a verdade divina e científica". Quando estava na metade dos 30 anos mais ou menos, o maior objetivo de Mendeleiev era agrupar e classificar os 56 elementos químicos conhecidos até então. Ele lutou para encontrar um princípio que organizasse esses elementos de acordo com conjuntos de propriedades semelhantes.
Ele buscava um padrão. E se lamentava: "Está tudo formado na minha cabeça, mas não consigo expressar". Mendeleiev chegou à sua famosa descoberta numa noite de fevereiro, depois de um dia cansativo de trabalho, quando caiu no sono e a tabela periódica apareceu para o químico em um sonho.
Como ele mesmo registrou no diário que possuía: "Eu vi em um sonho uma mesa onde todos os elementos se encaixavam conforme necessário. Ao despertar, imediatamente anotei em um pedaço de papel". E estava, assim, criado o sistema de classificação dos elementos químicos que conhecemos e usamos até os nossos dias, com algumas poucas alterações.
Afinal, qual era a vantagem desse modelo apresentado por Mendeleiev em relação aos de outros cientistas, que também buscavam a mesma coisa na época? Por quê que, no lugar dessa tabela, não se poderia utilizar esses modelos aqui, por exemplo, apresentados depois dele? É que a proposta do Mendeleiev era a mais completa.
E ainda trouxe uma novidade: a massa atômica dos elementos. Ele também organizou os grupos de elementos de acordo com as mesmas propriedades, ou seja, deixou os iguais, da mesma família, juntos. Além de ainda deixar espaço para o que fosse descoberto no futuro.
De uma forma resumida, a gente explica aqui rapidinho como a tabela periódica foi organizada, em ordem crescente de número atômico. Sendo que as colunas são os grupos ou famílias, e as linhas horizontais são os períodos. Dessa forma, a tabela atualizada de hoje contém 118 elementos químicos, sendo 92 naturais e 26 artificiais.
Cada quadradinho traz a nomenclatura desses elementos com o símbolo e o número atômico. Por exemplo, o carbono, que tem a letra C como símbolo. É um não metal do 2º período, do grupo 14 (a família do carbono).
O número atômico é o 6, o que significa que ele tem seis prótons no núcleo. E também vemos aí o peso atômico dele. Já o ouro é identificado pelo símbolo AU, do latim "aurum", que quer dizer "brilhante".
Tem número atômico 79 e pertence aos metais de transição. A platina é outro metal nobre, usado na indústria petroquímica, na produção de joias, na restauração dentária, enfim. .
. E ocupa essa posição na tabela periódica. E ainda tem os semi-metais, os gases nobres e o hidrogênio, que é diferente de qualquer outro elemento químico, pois não se enquadra em nenhum grupo.
Mas vem na família 1 dos metais alcalinos, porque ele só tem um elétron mais externo na camada de valência, que é a última camada de distribuição eletrônica de um átomo. Já pensou, você vai dormir e sonha com os elementos químicos todos organizadinhos assim? E só a título de curiosidade, o primeiro elemento químico isolado em laboratório foi o fósforo, no experimento do alquimista Hennig Brand, em 1669, enquanto destilava um composto de ureia e areia na tentativa de chegar à Pedra Filosofal, que transformaria tudo em ouro.
Que beleza! Só que não deu. E já que você está por aqui, saiba que Mendeleev, ou Mendeleiev como aprendemos a dizer, também tinha outros interesses além da tabela periódica.
Ele foi, por exemplo, o primeiro a sugerir a ideia de usar oleodutos para transportar combustível e ajudou a construir a primeira refinaria de petróleo da Rússia. Testou vários fertilizantes na propriedade dele e ensinou estratégias de adubação para os camponeses. Se envolveu no projeto e na construção do primeiro quebra gelo ártico do mundo, o Yermak, lançado pela Marinha Imperial russa em 1898.
E em 1887, ele subiu sozinho em um balão de ar quente na tentativa de observar um eclipse solar, mesmo sem nunca ter pilotado um balão e não tinha a menor ideia de como pousar. E para viajar pelo mundo, fabricava as próprias malas usando uma cola especial que ele mesmo descobriu enquanto pesquisava substâncias adesivas. O químico russo foi casado duas vezes e pai de seis filhos.
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