[Música] quem é o homem para henrique cláudio lima vaz e henrique vaz é um dos mais importantes filósofos brasileiros do século 20 para ele o homem é pessoa mas o que isso significa o conceito de pessoa foi tratado primeiro pela teologia e só depois pela filosofia e teologia pensou o conceito de pessoa no contexto trio cristológico trinitário partir dessa discussão cristológica trinitário era necessário pensar pessoa partir de dois elementos constitutivos conceito de subsistência e o conceito de manifestação ser pessoa significa ser um ser substantivo em si mesmo possuir uma unidade constitutiva ser um ser que
tenha uma identidade portanto muita idade ser pessoa significa ser um ser incomunicável e significa que eu não posso transmitir aquilo que eu sou por um outro eu sou eu e ninguém pode ser eu mesmo no meu lugar por outro lado ser pessoa é manifestação de comunicação é relação significa paradoxalmente ser pessoa é comunicação e em comunicação como é que podemos pensar ou ser pessoa a partir desse paradoxo radical ser humano como certo comunicação efeito humano como ser incomunicável a noção de pessoas implica pensar o ser humano a partir de dois elementos constitutivos nós somos ao
mesmo tempo ser de substantivos e seres de manifestação joseph de finança importante pensador cristão personalista defende que o personalismo e ele corre o risco de cair em dois extremos da mortificação da essência ou a mortificação da existência quando pensamos um ser humano como um ser de relação como encerramento aos outros como alteridade mas considerando a sua essência corremos o risco de morte ficará essência e isso tornaria impossível pensar o ser humano comunidade como uma identidade constitutivo por outro lado para o homem exclusivamente como identidade comunidade como um ser em si mesmo conduza o risco de
esquecer - que o homem é também liberdade e criatividade portanto e personalismo deve evitar esses dois extremos em que vá ao pensar o conceito de pessoa assume o desafio de pensar o ser humano a partir dessas duas dimensões constitutivas subsistência manifestação sem incorrer no risco da mortificação da essência ou da mortificação da existência após colocar a pergunta quem sou eu para lima vaz o homem se descobre antes de tudo como sempre interrogante como um ser que a expressividade vou colocar essa pergunta fundamental o homem que descobre antes de tudo como corpo são os corpo fazendo
a experiência do nosso cerco temos um corpo próprio que nos constitui como pessoas pelo nosso corpo próprio estamos situados no tempo e no espaço somos seres finitos nós vamos descobrir como corpo nos descobrindo também como um ser que a interioridade porque a nossa afirmação eu sou o corpo remete a uma afirmação que ultrapassa a nossa corporeidade somos também no interior somos também psiquismo somos imaginação desejo paz afeto somos também um mundo interior aqui o novo paradoxo entre exterioridade interioridade que precisa ser superada assumida pela dimensão do espírito somos seres espirituais enquanto seres espirituais somos constitutivamente
seres racionais livres possuímos inteligência e vontade à nossa inteligência e vontade são marcados por um dinamismo constitutivo que nos abre a horizonte limitado do sentido somos abertura os outros somos abertura ao mundo fomos abertura à transcendência somos corpo se quis o espírito som ser estruturais temos uma estrutura partir da qual é possível definir quem somos temos uma identidade constitutivo mas essa identidade lança nos abre a outras realidades somos seres abertos somos seres de relação relacionamos com o mundo com os outros com a transcendência enquanto seres no mundo e não simplesmente estamos no mundo o nosso
ser no mundo não é algo acidental nosso ser mundo é algo constitutivo algo que nos define como seres humanos somos no mundo e não simplesmente estamos no mundo nosso ser no mundo há significado pela nossa linguagem na linguagem nos remete necessariamente uma dimensão intersubjetiva somos também seres com os outros enquanto seres com os outros precisamos viver conjunto temos que reconhecer uns aos outros e afirmar a dignidade os dos outros contudo a nossa relação com o mundo à nossa relação com o outro não esgota o movimento de abertura do dinamismo do nosso espírito somos também seres
abertos para a transcendência quanto se afirmar que o homem é pessoa significa portanto afirmar que somos ao mesmo tempo seja estrutura e seres de relação enquanto cereja estrutura temos uma identidade constitutiva somos sinceridade enquanto seres relação somos para o outro para o mundo para a transcendência somos seres de alteridade de novo aparece aqui um paradoxo constitutivo que define quem somos somos ao mesmo tempo e identidade em austeridade e seriedade e austeridade como é podendo superar esse paradoxo constitutivo lima vaz um jeito que devemos tornar quem somos tornando-nos quem nós somos através de atos existenciais os
atos existenciais tornam possível a unificação da própria vida portanto enquanto seres de estrutura e de relação à pessoa possui uma essência constitutiva mas essa essência constitutiva deve ser realizada na própria vida através de atos concretos são os atos concretos que se constituem como o move no progressivo de unificação da nossa própria vida são os atos concretos que nos definem progressivamente que nos ajudam a constituir que nós somos somos pessoas mas precisamos nos tornar pessoa de modo existencial do ser humano é um ser de estrutura e um ser de relação enquanto ser de estrutura de relação
ele possui nem sempre é constitutiva mas ele precisa se tornar quem ele é e se tornar que ele é implica unidade entre a essência existência categoria de pessoas enquanto categoria conclusiva da antropologia filosófica padre vá se exprime justamente essa unidade entre essência existência essa unidade constitui comunidade de um atlético entre aquilo que nós somos e aquilo que nós devemos ser nos tornar existencialmente processo de unificação da nossa própria vida resolva enquanto categoria conclusiva da antropologia filosófica é a categoria final é a síntese contudo o principal é que a pessoa não é uma categoria a pessoa
aquilo que está no princípio a pensou é a origem do movimento do próprio discurso portanto a categoria de pessoas é divulgar uma dimensão ontológica do ser pessoa sendo pessoa vestindo concretamente é que nós nos tornamos quem sons e também podemos colocar a pergunta quem somos portanto padre vaz além de apresentar nos apresentar um discurso filosófico que articula as categorias de estrutura de relação de essência de existência a partir das quais torna possível pensar na categoria de pessoa ele nos convida pra que através de um exercício de atos pessoais nós também nos tornamos pessoas