[Música] Olá estamos começando mais um episódio do MM mnc o podcast da Menezes nur sociedade de advogados tá disponível nas plataformas digitais aí YouTube no Spotify do escritório é hoje a ideia aqui é falar sobre reforma tributária e os impactos no setor da construção civil eu tenho como convidado aqui presidente ccon da Grande Florianópolis o Carlos Leite que vai aqui trocar uma ideia sobre o que que a reforma tributária vai trazer de impacto pode trazer de impacto para esse setor que é tão importante paraa atividade econômica do Brasil Carlos Obrigado aí por aceitar nosso convite
gostaria sim uma apresentação queuma palavra Inicial é bom bom dia bom dia a todos né Muito obrigado muito obrigado pelo convite para participar n e já deixando claro que eu sou engenheiro civil não sou tributarista né então consigo vou conseguir falar mas não S especialista então por favor não me não me aperta demais né não a ideia aqui acho que até eh trazer uma visão até do ponto de vista do empresário né tu como um empresário tantos anos atuando no setor na bita suu também agora como investidor e e participante de conselhos e principalmente agora
atuando nesse importante sindicato que representa a indústria da construção civil era uma visão muito mais do ponto de vista do empresário e da e do setor do que propriamente No tributário tributária aqui a gente vai trazendo junto na conversa né é assim do ponto de vista da da construção civil da mesma forma que em qualquer outro setor da da né da da economia brasileira e mesmo na nossa vida pessoal não não há dúvida de que essa reforma tributária é absolutamente necessária e ela já vem muito atrasada né Porque hoje a complexidade tributária do Brasil é
muito grande né É é é muito difícil muito Custoso fazer o cálculo desse impostos então não há dúvida de que essa simplificação Tem que existir agora uma preocupação Sem dúvida nenhuma que nós temos que ter eh com a transição né porque nós estamos vivendo aqui né 100 anos de né do de um processo trib de um modelo tributário vamos ter 6 anos de transição Então nós vamos ter que conviver durante esses 6 anos aí com dois modelos n então isso aí é que precisa ser muito bem entendido né e no caso específico da construição Civil
em função de que o nosso ciclo produtivo é muito longo né Eh eh eh esse é um ponto de atenção e uma preocupação muito grande que a que as empresas do setor têm que ter e que as entidades do setor estão tendo principalmente nas discussões que acontecem no Congresso Nacional sobre o assunto perfeito eh até uma entrando bem nesse ponto da questão do do ciclo produtivo e o período de transição Carlos eh era bom entender que há uma potencial aumento de Carga Tributária né isso até o seque já apresentou para o setor vamos falando pro
setor né e e nos preocupa e e queria até entender uma visão de como é que a gente se prepararia princialmente de Carga Tributária de projetos tão longos né porque às vezes eu tô aqui agora estudando um terreno negociando um terreno eu vou lançar isso daqui a 3 4 anos e aí eu já tenho uma outra Carga Tributária como é que o como é que o empresário hoje tá tá pensando sobre isso pois é essa é como é que a pergunta de 1 milhão de dólares né e eu eu entendo que que que o grande
ponto de de vamos dizer de interrogação em relação a à questão da da implementação da reforma Exatamente isso aí como é que nós agora em fazendo negociações né em no final de 2000 24 e tendo um Horizonte aí de de entrega do um empreendimento no mínimo 5 ou 6 anos né ou às vezes em alguns casos 7 anos que se leva 1 ano 2 anos 1 ano para desenvolver o projeto mais um ano para aprovação depois a 5 anos de de até 5 anos de implementação nós já ultrapassamos aí né esse Estamos chegando já no
final do do período de transição Então como é que se como é que se trabalha isso aí então esse realmente é o é o é o ponto de análise eh eh mais detalhada que tem que haver embora eh todas as outras questões estejam sendo discutidas né mas a grande interrogação que continua existindo nesse momento é essa questões de alíquota de redutores etc etc isso aí tá sendo discutido mas nós já sabemos né o lado Empresarial já sabe o que quer o que precisa né E tá E tá tratando desse ponto Agora a regra de transição
né E como é que isso se aplica nos negócios que estão sendo feitos vão ser feitos ou que já estão em andamento né o pior são os que já estão em andamento e que vão chegar ali na frente então é um ponto que da da nossa parte né do Simos con nós estamos recomendando pros nossos associados que eles eh se cerquem né de de bons assessores tributários bons assessores eh jurídicos financeiros né Para que se tenha uma uma uma análise mais completa do que tá acontecendo para que tomem a sua melhor decisão provavelmente não vai
existir uma uma regra né não existe uma receita de um bolo para ser implementado não Face as peculiaridades de cada tipo de negócio né Eh cada um vai ter que achar o seu caminho e para isso o conhecimento né É é importante para que cada um tome a sua melhor decisão perfeito A Gente Tem trabalhado até já em previsão das clausulas contratuais agora já contemplando né isso é uma coisa que a gente já tá instruindo nossos clientes já contemplando essa potencial aumento de Carga Tributária e os reflexos que isso vai ter Eh vamos entrar num
ponto Talvez assim que eu acho que é o de de bastante apreensão do empresário o aumento de Carga Tributária eh o governo tem falado que a carga tributária no Brasil não vai aumentar que a reforma vai trazer simplificação e eu até sou obrigado a reconhecer que sim nós vamos ter simplificação nossos sistemas para alguns setores sim agora vamos voltar aqui no ponto de hoje que é a questão da da construção civil me parece acho que isso aí para mim na verdade não é nenhum parecer uma certeza que na construção civil a gente vai ter aumento
de complexidade por quê hoje vamos pensar assim Quem tá na construção civil incorporador muito se Vale do tá no lucro presumido né E quando ainda não no R então ele paga lá 4% no R ou no lucro presumido vai pagar ex embora na questão do R né a reforma tributária não vai alcançar o r esse parte pois é esse esse é o discurso que vem sendo feito não não alcança sim não alcança mas impacta ex Não e aqui tá foi até vou abrir um parêntese quando houve a a previsão da regulamentação da reforma pro setor
de construção civil o governo na sua agência de governo informou que ah não vai amente Carga Tributária o setor Tod dizendo que vai aumentar inclusive com relação ao r o que a gente viu que na verdade o r não é extinto Não mas ele ele ele é ele fica minguado por qu o r contempla quatro tributos Imposto de Renda contribuição social csll né físic ou fins ex pro ircs não muda mas pro PIS eics vai vai mudar Então na verdade você tem vai ter um R muito diminuído né exato exato e entrando nesse tema da
Carga Tributária eh e da simplificação vamos falar assim hoje querendo ou não o setor a incorporação você paga no lucro presumido e ponto né é um percentual da tua receita sim no Red também é um percentual minorado 4% ou 673 né da tua receita agora vamos falar agora da incorporação vamos ver como é que não simplifica eu vou ter que apurar créditos e débitos eu vou ter uma alíquota aí de 14% mas se imagina que vai chegar 14 14,5 mas eu vou ter direito a crédito daqueles serviços que eu contratar Então na verdade ele não
simplifica ele cria complexidade né e a gente sabe que é um setor também que muitas vezes nem sempre é muito formal como é que vocês tão imaginando que isso pode e afetar é é senhora Sem dúvida nenhuma né e aquilo que eu coloquei inicialmente a transição né esse período de aprendizado é que vai ser importante para que se possa firmar eh eh uma melhor posição em relação a isso agora eh eh por exemplo nós tocamos no R aqui né uma das nossas reivindicações na na na na na para que seja na introduzido na na na
reforma tributária é o r para loteamentos para lotes para produção de lotes ou seja o r é uma uma ferramenta é um instrumento muito importante né Que deve continuar existindo e não só existindo mas tendo o seu alcance ampliado ele hoje não atinge loteamentos e a na no setor da construção da construição Civil através da ceic da câmara brasileira da indústria da construção civil nós estamos reivindicando que o r alcance também loteamentos ou seja eh eh isso aí faz com que que essa essa tua colocação essa tua preocupação esse teu Alerta né em relação ao
R seja mais importante ainda né mais cuidadoso ainda porque se se além do que já existe nós queremos incluir outra atividade no R né o risco né Daqui a pouco de de aumentar o problema é muito grande Exato eu V entrando no R mesmo eu acho que o r ele é um embora seja uma há uma redução de carga Mas ele também traz mais segurança jurídica e financeira para o adquirente Né porque você tem lá o patrimônio de afeita todo aquele imóvel fica vinculado àquela incorporação o que o avanço que teve nos últimos anos do
ré que até foi positivo foi aceitar o ré num condomínio de lotes né sim mas o loteamento Seria um grande avanço mesmo a gente admiti o r nos loteamentos que tem a mesma característica né porque se um condomínio de lotes é porque a palavra incorporação né no loteamento você não tem incorporação mas tinha que sim eu acho que é totalmente e justa E adequada a ampliação do R pro pro loteamento Com certeza é e até aproveitando que né citou aqui a questão do do patrimônio de afetação né questão da segurança pro comprador hoje em dia
tá muito em voga a a a como é que é a construção a preço de custo na realidade a construção a preço e custo não é uma novidade né ela existiu já existe Há muitos e muitos anos né e e e cada em cada época com uma denominação diferente Hoje seria né através de SPS né Eu eu acho que que nesse caso já que estamos falando aqui de de riscos né de cuidados que as pessoas têm que ter na na eh eh ao se fazer uma incorporação né ao se se adquirir um um empreendimento com
uma incorporação registrada né a a o comprador tem todas as garantias e seguranças previstas na legislação né no caso de de da pessoa participar numa spee para prod né para a produção do empreendimento ela não é que ela não tenha as garantias é que ela virou o garantidor ou seja qualquer problema que venha a acontecer naquele empreendimento não tem um incorporador não tem um empreendedor A quem possa reclamar haja visto que o ele é o empreendedor a pessoa que entra nisso aí é é um dos sócios do empreendimento ou seja ele vai garantir para para
si mesmo né então não não tá diretamente ligado ao ponto da nossa conversa aqui mas acho que é importante deixar isso aí claro também né Uhum aproveitar esse momento eu acho bem importante eu a gente acompanha puxando um pouco pro tributário e até se discute muito nessas SPS como é que você recebe o imóvel que foi objeto de vamos dizer assim de construção pela spso é tributável Receita Federal tem aberto os olhos para isso né e querendo até tributar esse recebimento mesmo sendo só do empreendimento podendo tributar essa operação porque no fundo eles entendem que
é quase como uma compra e venda né exato mas de fato bom vamos falar um pouquinho aqui sobre a questão da Carga Tributária o como é que o setor hoje vê a carga atualmente sem pensar ainda em reforma tributária né E hoje é uma carga a carga tributária do setor é uma carga que sufoca que tem impedido o crescimento e desenvolvimento do setor ou ou como é que como é como é que vocês veem isso o que o que que acontece né quando se fala na na construção civil né não tá se falando de um
de um produto né de um sabonete né que a pessoa pode escolher vários tipos de marca né é um produto de de consumo no dia a dia nós estamos falando na construção civil da moradia que é o sonho né é o sonho o desejo e mais do que isso a necessidade total e absoluta de cada um de nós né e dentro desse desse contexto construção Civil tem tem então a a moradia né a a casa própria o único bem de família nós temos a constiuição civil comercial né Nós temos a construção civil Industrial nós temos
a construição civil da né na da obra pública né nessa questão do da da da habitação de interesse social que é um que que eu diria que seria nesse momento a grande bandeira que deveria est sendo eh eh eh trabalhada né no país ou seja já tá na hora de realmente resolver o déficit déficit Habitacional do país então o que que acontece essa essa carga tributária né Todo mundo vai sempre reclamar que tá pagando muito né mas com certeza né Eh eh eh hoje a carga tributária em cima da da daquele daquela habitação de interesse
social daquela habitação que é paraas pessoas né mais simples mais Humildes mais necessitadas com menos recursos ela é muito M grande entendeu isso aí é algo que precisa ser realmente trabalhado e analisado ou seja como é que como é que isso vai vai poder melhorar para que se possa possibilitar né a a a a a a produção de moradia mais barata e mais acessível para as pessoas e lembrando né que na questão do custo da da né da da produção Imobiliária tem o custo do terreno em cima do custo terreno tem o ITBI que é
um imposto municipal né Eh eh eh na na questão da transmissão da própria propriedade no caso de de falecimento né da da da da pessoa tem o itcmd que é o imposto Estadual de transmissão de bens ou seja na realidade nós estamos falando aqui da reforma tributária Federal né mas há necessidade também de depois de avançar nessa questão da de uma análise tributária em relação aos tributos específicos estaduais e municipais que acabam decidindo em cima dessa produção da da da Habitação principalmente habitação de interesse social e lembrando que a habitação de interesse social ela contempla
não é só quem quem hoje tá tá desassistido não não tem condição de comprar não habitação de interesse social tem que ser encarada como a a habitação para uma grande fatia ou a maior fatia da população brasileira que vive aí com né com uma renda familiar até 10 R 12.000 ou seja nós precisamos achar uma solução para isso que existe uma uma percepção né Eh muito clara de que de que a ou que as pessoas tenham uma percepção ou acham que a habitação social é só para resolver o problema de quem tá morando numa favela
quem tá morando hoje se fala numa comunidade né não é isso habitação social é é achar uma maneira para fazer com que as pessoas possam morar perto de onde trabalham ou Trabalhar perto de onde mor então tem é um é um é um contexto bem maior aí mas não quero desviar o assunto mas eu acho inclusive hoje mesmo né dia 8 de de Novembro aqui 2024 saiu um estudo acabou de acabei de ler isso coincidentemente como houve um aumento populacional das Comunidades né sim a Rocinha continua sendo a maior comunidade a reportagem fala em favela
mas vamos lá né comunidade com mais de 76.000 pessoas morando dentro de uma comunidade né Eh mas eu achei muito legal esse teu toque da questão da da Habitação e do da classe menos favorecida e como a reforma tributária não resolve esse problema por quê Porque o que a nossa Matriz tributária brasileira Matriz tributária brasileira ela é centrada na tributação sobre o consumo são os impostos os tributos que inem sobre o consumo que é os que estão sendo tocados agora na reforma tributária então PIS cofins o ISS o ICMS o IPI que são cinco tributos
que estão sendo extintos né criando esses outros dois mas no fundo você tá extinguindo cinco e criando dois mas mantendo ainda assim a mesma Carga Tributária sobre o consumo que é a a parte mais alta da arrecadação e você arrecada mais no consumo do que arrecada na renda e ainda menos o patrimônio e o que que isso afeta as pessoas menos favorecidas afeta afeta muito porque a tributação sobre consumo ela é regressiva ele acaba Ela sempre acaba vai jogar o o ônus financeiro para não para que quem tá no final da ponta o consumidor final
né o nosso modelo não vai mudar nesse aspecto o consumidor final vai continuar arcando com o custo fiscal e como a a carga tributária no consumo é a maior parte da Carga Tributária brasileira proporcionalmente maior do que na renda as pessoas de baixa renda o que que elas vivem tudo que elas ganham elas consomem então tudo que elas ganham elas consomem Então significa que elas estão pagando proporcionalmente mais para aquelas pessoas que consegue de alguma forma ter renda para para investir em outras coisas para aplicar ações financeiras Enfim então e isso a reforma tributária não
enfrenta né a gente simplifica de um lado mas mantém ainda assim uma carga tribut em em tese né em tese porque na realidade não não é tanta simplificação assim não isso acho que era legal o ouvinte ter bem claro e e vale penselar para o setor de construção civil não há simplificação há aumento de complexidade porque agora é um sist tema de crédito e débito eu não pago mais sobre um valor sobre a minha receita eu tenho que tem que apurar minha receita e deduzir de que o que os créditos na aquisição de serviços bens
tudo isso vai eu vou ter que ter nota fiscal de tudo né e apurar a diferença meso É bem isso bem isso né mas como é que é não podemos desistir né o o setor de construção era também legal ressaltar ele ficou no regime específico quando foi pleiteado o regime específico PR construção imaginá que viesse um regime talvez mais benéfico sim mas no fundo houve uma redução de alíquota a previsão a gente não tá com a reforma aprovada er na parte da regulamentação né então uma redução de 40% na incorporação e 60% no aluguel no
aluguel mas só que a a reivindicação do do setor é 60% na incorporação e 80% no aluguel essa essa é uma aquilo que eu falei inicialmente em relação ao que nós queremos nós até sab né nós né Nós estamos defendendo de 40 para 60 na incorporação e de 60 para 80 no aluguel né a grande dúvida O Grande interrogação é a transição né mas estamos aí empenhados é e é um período longo né a gente pensa assim a reforma tributária vai ano que vem a gente já vai ter um teste assim não de alíquota mas
um teste de sistemas e em 2026 que é daqui a um ano vamos dizer assim a gente já vai ter uma primeira alíquota teste e a gente vai ficar num período de transição 26 27 até 32 né Vamos ficar 6 anos aí de transição só em 2033 é que a reforma vai ser efetivamente implementada exato exato então e aí é que entra um ponto também que nós já abordamos pelo menos eu enfatizei aqui que né o empresário da construção civil não só Empresário da Construção Civil Construção Civil mas no nosso caso aqui nosso conversa sobre
conão civil né tem que se aprofundar nesse nessa análise tem que entender isso aí tem que se cercar né de de pessoas que possam lhe mostrar as alternativas e possibilidades para que ele possa tomar a melhor decisão Em função do aspecto do seu negócio né porque na Constituição Civil eh na Constituição Civil cada empreendimento é como se fosse um um novo negócio né não existe um igual ao outro tem tem a questão da do da localização tem o terreno o acabamento né Tem que montar a fábrica de novo em outro local e se é num
num município tem os impactos daquele município se é em outro município é no outro se é num estado é no outro ou seja assim é é complexo isso é diferente de de alguém que tem uma uma unidade Fabril num determinado estado né e a partir dali faz as entregas pros outros então já se cria um modelo no caso da construção civil a o produto acompanha a fábrica a fábrica acompanha o produto então interessante agora tem um ponto aí que que que que já ficou Claro n que na questão da construção civil a questão da da
industrialização da construção civil porque nós temos a produção no canteiro de obras e temos a produção industrializada né então isso aí hoje da maneira como tá sendo colocado na reforma tributária isso aí resolve um problema uma né uma injustiça que que que existe hoje né nessa questão da diferença entre produção em loco na obra e a produção chamada industrializada é vamos pegar esse ponto e vamos ver como a reforma tributária pode afetar isso né um ponto bem legal esse aí Carlos eh o nosso modelo aprovado quem tá no setor de serviço vamos dizer assim é
o mais onerado sim por que que ele é o mais onerado porque você vai ter uma alíquota padrão que vale para todo mundo serviço comerça indústria e o e como é um sistema de crédito e débito né você vai ter uma alíquota lá de construção vai ficar com alíquota minorada Mas vamos dizer que no geral é 28 29 por. mas tem direito a crédito naquilo que tu adquire como insumo só que a mão de obra que é uma grande parte do insumo da constução Civil né ele não dá direito a crédito né o os teus
funcionários os teus tua equipe de trabalho não dá direito a crédito seja você incorporador que eventualmente tem mão deobra própria ou ou o próprio prestador empreiteiro lá que também tem mão de obra própria e ele não tem direito a crédito o que eu eu eu fico aqui até imaginando é e tocando bem nesse teu ponto é que será que a reforma não vai conduzir mesmo para um processo que a máquina vai substituir a pessoa física né porque se eu comprar uma máquina para fazer um uma impressão 3D de uma uma parede eu vou ter direito
a crédito agora se eu contratar 10 fos não vou ter da crédito é isso vai afetar até mas aí eu vou te vou te dizer o seguinte e essa é uma questão importante de ser discutida porque Um dos problemas que nós estamos vivendo hoje na construção civil aqui em Florianópolis né aqui em Santa Catarina principalmente no litoral norte de Santa Catarina e em vários outros lugares do Brasil é um problema que eu não vou chamar de Um Apagão da mão de obra mas existe uma dificuldade muito grande eh eh em se conseguir mão de obra
em razão da da quantidade de de empreendimentos que hoje estão em desenvolvimento eu falando por enquanto em quantidade não cheguei nem no aspecto da qualidade né nós já fizemos Inclusive eu assumi agora a presidência do do sinduscon no dia 15 de outubro né e e a minha minha primeira reunião foi com o presidente do sindicato dos trabalhadores aqui da região da da Grande Florianópolis do ccom para para enxergar com eles como é que eles vem essa questão da qualificação da de obra da preparação e e eles têm a mesma preocupação que nós se se nós
não avançarmos na questão da da da tecnologia de nós temos mais e eh eh eh mais industrialização no processo né Nós vamos ter um apagão da mão de obra ou seja aquilo que em algum momento no passado possa ser dito não a industri a industrialização vai acabar com os empregos não Ass assim ó a industrialização é uma necessidade Porque vão vai faltar empregados entendê assim ó nós temos que caminhar para um processo de aprimoramento no no processo construtivo a construção civil ela de todos os setores industriais provavelmente é o mais eh é o mais pré-histórico
aí né Nós nós somos nós temos processos né que remontam ainda o tempo do de empilhar tijolo da época do antigo Ito onde eles já empilhavam pedras muito maiores que os nossos tijolos aqui nós nem sabemos como faziam Mas eles faziam e nós continuamos dentro desse processo e vai faltar mão de obra para continuar dessa maneira então de alguma maneira de alguma maneira essa essa essa reforma fazendo esse esse esse ajuste tributário Possivelmente vai ajudar inclusive na questão do aumento na velocidade em busca de uma melhoria no processo industrial da construção civil Uhum eu e
acho mas isso isso mas isso é um ponto de discussão Isso aqui é uma opinião isso aí tem mas eu acho Disc que existe um um de apagão a reforma tributária vai sem sombra de dúvida ela favorece o processo Industrial aliás se eu pudesse dizer que os grandes apoiadores da reforma tributária no Brasil foi o setor industrial e e justamente por por esse sistema de crédito e débito e a mão de obra não dá direito a crédito é uma máquina dá vai ser muito mais agora dia fiscal né muito mais interessante eu adquirir uma máquina
do que do que adquirir um funcionário investir em máquinas vão ter cré vai reduzir minha carga tributária investir em pessoas não redu a minha carga tributária então é legal esse contraponto re is tem um belo processo tem um belo momento é um belo momento de discussão disso é verdade mas eu queria tocar num assim a gente a gente fala em reforma não vamos nem falar de tributos ibs EBS aqui vamos falar de impactos eh a visão que que eu tenho é que a a reforma tributária é um ponto de partida para uma uma grande mudança
holística que eu diria assim que vai afetar vários setores né Não só a o setor de compras da empresa o fiscal da empresa o jurídico mas até a cadeia de suprimentos a cadeia de fornecedores por quê Porque a gente vai passar agora a tributar um destino e não Mas onde eu estou onde onde a empresa está enfim hoje o ICMS é dividido o ISS é na origem mas agora a tributação é toda no destino Então o que a gente Alerta já PR os empresários é que a reforma afeta toda a a sua o seu modelo
de negócio inclusive o suplai tinha a cadeia de fornecedores por exemplo Carlos eu vou construir aqui em Florianópolis certo Digamos que Florianópolis tem uma alíquota maior do que vai ter São José ou Palhoça o Biguaçu de do Imposto Municipal com compartilhado com o Estadual que é o ibs então assim seria interessante como eu vou tributar o meu destino final vai ser o meu consumidor aqui mas se eu adquirir por exemplo ferro que é um produto que às vezes eu posso adquirir e estocar né deixar um ou adquirir sei lá cimento adquirir alguns insumos piso né
que eu posso estocar se eu adquirir no município vizinho vai ser mais barato que adquirir em florianápolis Então o que a gente já tá imaginando que a a a a gestão de estoque e a gestão de fornecedor vai ser impactada a conção civil Será que não vale a pena ter um um centro de distribuição al não é bem distribuição mas um armazen de armazenagem no município com uma carga tributária menor não é verdade assim vai nós vamos fazer nós precisamos abrir a cabeça né enxergar Exatamente isso e todo esse Impacto porque senão alguém pode acordar
daqui alguns anos com o empreendimento que tá começando agora né e ao achar que teria tido um um lucro né ele pode ter um belo prejuízo aí vamos dizer de uma maneira como indolor né Uhum exato o que que é o indolor ele vai acordar morto Uhum E nem tinha sentido ainda esse Impacto isso aí é importante por isso que eu reforço a questão assim ó vamos estudar vamos nos assessorar vamos entender para que possamos na condição de empresários tomar as nossas no melhores decisões cada um tem né Tem uma cada um tem que se
enganar com seus próprios olhos ou seja tem que enxergar o seu negócio tem que enxergar as suas peculiaridades tem que ouvir né as pessoas que conhecem o que tá acontecendo o que tá sendo feito né e tomar a sua decisão Não terceirizar essa decisão não deixar o barco correr e ver ah ão fazendo assim eu vou fazer da mesma maneira não mas cada um tem que entender bem a profundidade do al do que tá sendo discutido né E que vai ser implementado em poucos anos perfeito eu vou fazer até uma uma um gancho aqui com
com senso duas coisas primeiro senso de urgência eh a gente viu aí um recente estudo mostrando que maioria das empresas Ainda não fez sequer simulação do impacto da reforma tributária pode trazer pro seu negócio e Ah mas ainda não foi tudo aprovado mas assim acho que tu começasse muito bem mencionando ali né do do ciclo produtivo de um de um de uma incorporação que é lá desde o desenvolvimento do negócio aprovação de projeto produção e venda eh a gente já tem que est mesmo não Sabendo exatamente os termos a moldura já foi aprovada exato então
eu eu tenho falado isso pros nossos clientes que a gente tem que realmente ter esse senso de urgência que o tema é para conversar agora porque para deixar para falar lá no no momento 2027 28 lá em 33 aí aí já foi já perdeu então assim eu eu sempre falo acho que a gente para 2025 o empresário tem que colocar no seu radar no seu Budget planejamento a assessoria a com relação aos impactos da reforma tributária no seu negócio então esse senso de urgência que eu quero chamar atenção não importante dizer nós temos aí na
nos nossos dois próximos 2 anos na de gestão aí da nossa diretoria né do sindos com a a questão da reforma tributária essa questão da qualificação da mão de obra ou da né são duas prioridades prioritárias né Tem um monte de outras mas aquilo que aqui em Florianópolis nos últimos anos tinha sido as discussões do plano diretor São José que já teve o seu aprovado né e eh eh reforma tributária começa a ser né a sinalizar que é um ponto realmente de atenção que nós temos que estar preocupados e não achar também não isso aí
vão decidir lá e eu depois vou fazer o que pod decidir não nós temos que nos preparar para para ver como é que nós vamos poder eh até interferir né dentro do da do processo democrático para na defesa desse dos nossos interesses absolutamente legítimos né E ao mesmo tempo Nos preparar para aquilo que tá vindo então é muito importante que isso aconteça é eu acho que podemos já encerrando aqui mas eh trazendo aind essa questão da preparação Eu gostei dessa tua colocação da da da morte em dolor eh e vai e vai acontecer isso acho
que aquele empresário né que não tá se atentando para esses impactos que não tá se preparando não só e eu digo não é nem a questão só olhar para o tributário ou para o jurídico mas toda a mudança que isso vai ter com a implentação da reforma tributária os terrenos por exemplo a gente tem uma mudança enorme porque o terreno ele vai ser uma exclusão de base só que se eu adquirir o terreno até 2024 é um modelo se eu adquirir depois é outro modelo então assim eh ele tem que realmente se atentar e criar
esse senso de urgência parabeniza até os sonos compr para trazer a questão da mão de obra e da reforma porque eu acho que são dois pontos a prioridade da prioridade sim porque o senso eu queria trazer isso o senso de urgência a gente tem que trazer à tona e saber que aquele que não tivesse a antevisão entendendo que a reforma tributária não é tributária uma reforma de modelo de negócio que vai impactar holisticamente todo o setor produtivo brasileiro se ele não se TV ele vai ter uma morte assim Não isso aí isso aí é aqu
n essa questão da morte em dolor é aquela história do do sapo né que caiu na na panela de água que a água tava fria e e só que ela tava no fogo e aí o sapo diz de Hum que bom tá ficando quentinho né e de repente morreu porque a água Ferveu e Né tava achando que tava tudo bem né Então acho que realmente é uma preocupação que nós temos que ter Ah legal Carlos Leite Presidente aqui do Sinos con da Grande Florianópolis queria agradecer mais uma vez o convite né para participar desse encast
o nosso podcast que tá disponível nas plataformas digitais no po no Spotify no YouTube do escritório Carlos alguma mensagem final aí pro nosso ouvinte pra gente fechar mais esse mais esse episódio não estamos chegando no no final do ano né então antecipar aqui os votos de como é que é um feliz natal um próspero ano novo para todos nós né com muita paz e tranquilidade né E vamos estudar essa questão da reforma tributária e todos os seus aspectos aí todos os seus impactos e muito obrigado pela pelo convite pela possibilidade de est participando aqui e
lá no CC nós estamos inclusive à disposição não à disposição nós até pedimos né que vocês nos ajudem a a continuar aprimorar esse debate né estamos à disposição para ao longo do do próximo ano aprimorar esse debate para que realmente isso melhore não só para os nossos Associados né mas pra sociedade como um todo aí a ideia pra gente fazer um um evento né estamos desenhando noc sobre reforma tributária e e o setor Obrigado aí a todos [Música]