Olá. Hoje vamos falar a respeito da diferença entre cistos e nódulos de tireoide. [Música de introdução] Olá.
Meu nome é Arthur Vicentini e a gente está falando aqui a respeito de tireoide. A tireoide, para contextualizar todos vocês, é uma glândula que a gente tem na região central aqui do pescoço e que produz uma série de hormônios, então, é uma glândula endócrina. Quando a gente fala de tireoide, a gente está falando de um órgão específico, e que é o foco principal de atuação de quase todos os cirurgiões de cabeça e pescoço, e de muitos endocrinologistas também.
É uma glândula que pode ter diversas disfunções, alterações funcionais, então de produção de hormônio para mais ou para menos, ou para quantidades inadequadas; várias alterações podem acontecer. A gente pode ter alterações anatômicas, então a formação ou aumento específico de volume, pode acontecer a redução de volume, mais a formação de alguns cistos ou nódulos. Quando a gente tem cistos da tireoide, a gente tem normalmente formações líquidas ou formações coloides, meio gelatinosas.
Esses cistos, normalmente eles são compostos por hormônios da tireoide, que a própria glândula produz, e que ficam meio que armazenados em pequenas bolsas, que podem alguns casos até aumentar de tamanho, crescer de tamanho, mas que não tem um componente de malignidade porque eles não tem células na sua composição. Então, normalmente esses cistos eles acabam até desaparecendo sozinhos, quando são pequenos; podem surgir e desaparecer; alguns deles acabam ficando um pouquinho maiores, pode até crescer bastante, levando a gente a necessidade de puncionar, de aspirar o líquido que tem lá dentro e eventualmente até de operar, mas, normalmente eles não trazem nenhuma outra grande repercussão. E quando a gente fala de nódulos, a gente tá falando de um componente sólido, de uma quantidade de células que se multiplicou e essa quantidade de células pode trazer repercussões, aí sim, um pouco mais preocupantes.
Na maioria das vezes nódulos benignos, então glândulas. . .
desculpa, . . .
em células que se proliferam de forma um pouco mais organizada, que não trazem um risco de disseminação, de invasão e etc, mas que também podem levar alguma compressão com sintomas com dificuldade para engolir, para respirar, para falar, mas normalmente não trazem outras repercussões, também nódulos pequenos. Por fim, lembrar que existem nódulos, uma porcentagem de aproximadamente uns 10% dos nódulos da tireoide que podem ser malignos, e esses nódulos sim precisam ser tratados de uma forma um pouquinho mais imperativa, um pouco mais invasiva. Aí a gente pode pensar em alternativas, e normalmente o caminho mais comum é a cirurgia, retirada cirúrgica ou daquele nódulo ou.
. . desculpa, .
. . ou daquele lado, daquele lóbo da tireoide (a medulactomia não é indicada mais hoje em dia), ou a gente tira metade da glândula ou tira a glândula inteira, vários critérios técnicos e que a gente vai discutir em outros vídeos aqui no nosso canal.
Então se vocês conhecem alguém que fez um ultrassom de tireoide, que apareceu lá um cisto, um nódulo, nódulo misto, que precisa dessa interpretação, compartilhem esse vídeo com as pessoas; curtam o nosso vídeo, curtam o nosso canal. Se inscrevam aqui para que a gente possa alcançar cada vez mais pessoas com informação de qualidade e ter um conhecimento maior sobre o mundo da cirurgia de cabeça e pescoço.