Antes da gente entrar na prima matéria, ficou alguma dúvida sobre o material de semana passada acerca da diferença entre religião e e tratado alquímico, projeção, esses Esses elementos básicos, todo mundo compreendeu? Alguém quer fazer algum comentário ou alguém ficou com alguma dúvida? [Música] OK. Então, então hoje a gente vai entender o que que é a chamada prima matéria na alquimia e os referidos estágios de Nigredo, Albedo e Robedo antes de entrar propriamente nas operações alquímicas. As principais descrições a gente vai encontrar no volume 12, onde o Jung vai ter a partir do parágrafo 425. ou
talvez acho que ele comete antes, mas a primeira citação que eu coloquei aqui É o parágrafo 425, onde ele vai tratar das características, as as designações da prima matéria e ele vai dizer que a base do ófus é a matéria-prima, uma matéria que é um dos segredos mais importantes da alquimia. Isto não é surpreendente, uma vez que ela representa a substância desconhecida portadora da projeção do conteúdo psíquico autônomo. Então aqui a gente já tem uma Das primeiras caracterizações da prima matéria, a a qualidade de objeto e depositário de projeção. Uma outra característica é o fato
da substância ser desconhecida. E aí a gente precisa lembrar que pra gente desconhecido é sinônimo de inconsciente, o que significa que a priori não há nenhuma designação objetiva da prima matéria. Então a prima matéria é outro nome para absolutamente qualquer Qualquer receptáculo que possa ter uma projeção. Isso porque o conteúdo psicológico que será a prima matéria será projetado. Por regra, ele é projetado. ou ele aparece projetado ou ele aparece personificado nos sonhos ou em algo do tipo. Mas essas caracterizações é o que vai dar pra gente a noção de que a prima matéria ela não
é uma coisa, ela é muito mais uma designação da qualidade da coisa. Eu não tenho como buscar a prima Matéria como algo objetivo e conhecido. Por quê? Porque a prima matéria é o material inicial de trabalho com o desconhecido. Então eu descubro a prima matéria, eu não encontro, eu não busco algo anteriormente conhecido, porque não existe esse anteriormente conhecido. A gente tá lidando com o inconsciente, portanto, o tempo todo com o desconhecido. E a prima matéria vai ser a forma através do qual esse desconhecido começa a se organizar para O chamado trabalho alquímico. E aí
a gente vai ver que eh há poucas elaborações, poucas descrições do que é a prima matéria, porque ela não é sempre a mesma coisa. Já aqui, como a gente acabou de ver, ela é o receptáculo da projeção do conteúdo. E então o que a gente vai ter é um conjunto descritivo das qualidades da prima matéria. Uma que o Jung cita é a ubiquidade. A matéria que contém o Segredo divino encontra-se em toda parte, inclusive no corpo humano. Ela é de pouco valor e se encontra em toda parte. Podemos achá-lo até mesmo no monturo mais repugnante.
Pois esta coisa é extraída de ti e tu és constituído de seu mineral. Em ti ela é encontrada e para melhor exprimir-me, é de ti que a retiraram. E isto permanecerá verdadeiro e indubitável. A primeira citação do parágrafo 421 é o Jung tentando dizer que o que a gente chama de prima matéria, os alquimistas chamavam de prima matéria é qualquer coisa. Por do ponto de vista projetivo, o objeto no qual o conteúdo se projeta não é a prima matéria. A prima matéria, na verdade, é o conteúdo projetado. E como não há regra para a projeção,
porque depende da psique do indivíduo, da subjetividade do indivíduo, a gente só vai conhecer a Prima matéria pelo objeto projetado quando o conteúdo se projetar no objeto. Mas antes disso a gente não tem como conhecê-lo. Então, como a gente não sabe e não existe objeto privilegiado, ele pode estar em qualquer lugar, ele pode estar em qualquer parte. Por isso que a concepção de antecedência e conhecido é um problema no trabalho com o inconsciente, porque a gente tá sempre lidando com um conteúdo desconhecido, projetado em alguma coisa. Se a gente começa a assumir que porque determinado
conteúdo foi projetado na pedra, o meu objeto de trabalho é a pedra e não o conteúdo projetado na pedra, eu começo a lidar com algo conhecido que é a pedra e não com o que é desconhecido, que é o conteúdo inconsciente projetado na pedra. Quando eu lido com relacionamentos, eu começo a achar que o problema é a outra pessoa e não a minha atitude e as minhas Predisposições no relacionamento com outra pessoa. Porque eu tomo o objeto concreto como material de trabalho. Ele é uma referência, em alguma medida ele é um material de trabalho, mas
eu tomo ele concretamente, literalmente. E isso significa acreditar na projeção, como se fosse algo real e não uma projeção, de fato. E eu deixo de trabalhar com o conteúdo psicológico interno que tá projetado, que ele sim é o meu material De trabalho. É ele que eu tenho que descobrir, é ele que eu tenho que compreender. O objeto no qual ele está projetado é depositário, mas não é o objeto em si. Ele só corresponde parcialmente ao objeto projetado, mas ele não corresponde em totalidade, porque parte do conteúdo, na verdade, é a atitude do próprio indivíduo para
com o objeto, não o objeto. Por isso que a pedra, a matéria, A prima matéria, ela é ubíqua, ela é vulgar, ela pode aparecer em qualquer lugar, porque não existe qualquer tipo de de limitação do ponto de vista projetivo. a gente precisa assumir que virtualmente tudo, qualquer coisa pode ser a prima matéria. E principalmente do ponto de vista da caracterização, como a gente tá falando de um trabalho de refinamento de um material psicológico sombrio e inconsciente, autônomo, dissociado, a gente tá falando de algo Rudimentar, a gente tá falando de algo não refinado. Então, a prima
matéria, mesmo ela sendo a base do trabalho do alquimista, ela não é a, eh, rapaz, esqueci o nome, ela não é a pedra filosofal ainda, ela não é a água da vida ainda. Então, por se encontrar num estado rudimentar, ela se encontra também num estado vulgar. Então, o material inicial de trabalho é um conteúdo psicológico rudimentar e vulgar, que comumente é representado por Formas de vida inferiores ou qualquer outra coisa que seja considerada de muito baixo ou pouco valor dentro da consciência. Por quê? Se a gente tá redimindo parte da personalidade, a gente tá redimindo
a parte inferior da personalidade. Então, nesse inconsciente, a gente tá falando também da função inferior. A gente tá falando de todos os conteúdos negligenciados, de toda uma atitude que Não foi desenvolvida para lidar, seja lá com qual problema for. E graças a isso, a gente precisa refazer os valores sobre esses conteúdos. Porém, como eles têm um valor negativo paraa consciência, é porque a consciência escolheu se desenvolver por outros valores, em outra direção, escolheu ser algo, em certa medida, em oposição ao que ficou inconsciente, negligenciado e subdesenvolvido. Esses conteúdos subdesenvolvidos, eles naturalmente têm Um valor negativo
paraa consciência, então eles também se expressam em formas negativas. Tanto que uma das formas da prima matéria são fees. Ninguém tem exatamente um alto valor social, um alto valor na consciência dentro das fezes. Mas tanto as feeses quanto outras representações de coisas desprezadas, inclusive por exemplo o sangue da menstruação, que é o sangue não fecundado, também é uma das representações da prima matéria, porque Apesar dele ser considerado estéril por não ter conseguido dar origem a vida nenhuma, ele ainda representa o princípio da prima e o princípio da prima matéria e o princípio da pedra filosofal.
Então, as coisas que não cumpriram seu destino, as coisas que são desprezadas, as coisas que foram jogadas fora recorrentemente tornam-se a representação da prima matéria. Aquilo que é desvalorizado por Ser o bico, por ser vulgar e poder ser encontrado em qualquer parte ou por ter sido desprezado, recorrentemente serve de representação para a prima matéria, porque é pelo princípio da vulgaridade que as coisas são redimidas ao seu valor mais alto. Então elas começam de baixo para alcançar o seu ponto mais alto. É porque a prima matéria se encontra em toda parte e o inconsciente muda de
objeto através do tempo. Um dia foram os oceanos e além Com as grandes navegações, em outro momento o espaço sideral com a corrida espacial e as fantasias de ficção científica. E através dessa constante projeção do desconhecido interior, no desconhecido exterior é que avançamos em direção a mais tecnologia e mais consciência de nós mesmos pela relação que estabelecemos com essas novidades. Então, como eu disse aula passada, conforme a gente vai projetando esse pano de fundo nas coisas, esses Materiais externos servem de prima matéria para você produzir uma dupla diferenciação. Uma delas é em relação às qualidades
objetivas do material no qual você projeta o inconsciente. E a partir daí você extraem informações objetivas desse material, porque a gente passa a conhecer de fato como funcionam os materiais químicos, a gente passa a conhecer de fato o que tem debaixo do oceano, a gente passa a conhecer o que tem além do oceano. Então, tudo aquilo Que ficava no campo da fantasia e que parece uma coisa absurda, porque as pessoas escreviam que além das costas do muro, do oceano, do mar, de não sei onde viviam monstros e povos bárbaros assim assado que flutuavam e e
se devotavam a deuses estranhos e praticavam de não sei o quê. Aí a gente vai conhecendo esses lugares, a gente conhece essas terras, a gente passa a conhecer os animais que tem lá. Às vezes as pessoas não, porque tem uma ave gigantesca e tal e hoje você Pensa, é só um papagai. na como na terra de fulano só tinha passarinho cabia na mão, papagaio é um bicho imenso. E aí o cara tem medo de um papagaio, porque para ele é muito grande. Facilmente alguém consideraria a arpia brasileira uma espécie de monstro demônio, porque o bicho
é do tamanho de uma pessoa. E se você não tem uma ave do tamanho de uma pessoa na sua terra, se tu chega numa terra que tem uma ave do tamanho de uma pessoa, você vai achar Que é algum bicho estranho, demônio enviado por algum tipo de Satanás. Mas depois quando você passa a ter toda uma matéria para estudar pássaros, provavelmente todo esse conceito cai por terra e toda essa fantasia também em alguma medida cai por terra. Então, conforme a gente vai projetando o inconsciente, que também é a prima matéria, todo desconhecido em si também
é a prima matéria no geral, e a gente vai projetando ele nesses lugares e se Dirige para o inconsciente projetado de forma a investigá-lo constantemente. E nessa investigação a gente vai retirando as qualidades objetivas do objeto e diferenciando da nossa fantasia, a gente vai pegando o nosso inconsciente de volta e a gente vai de fato ganhando consciência sobre a realidade externa e também sobre a realidade interna. É esse o movimento de desenvolvimento da consciência que a Alquimia fez durante um tempo fazendo essa Investigação. E é esse movimento que a gente faz até hoje. Até aqui
alguma pergunta? Diga, Guilherme. Eh, quando fala de oceanos e depois fala de espaço federal, existe eh uma diferença qualitativa em termos de conhecimento do do, como é que ele fala aí? Eh, nessa questão do em relação ao desconhecido, né? Assim, eu tô tô Pensando assim, são duas são duas projeções, mas parece que, pelo que eu tô entendendo, qualitativamente não tem muita diferença entre o oceano por um lado e um espaço federal por outro. Tá certo isso? Falar isso ou existe diferença qualitativa nisso nesse tipo de projeto? Exatamente. Existe diferença qualitativa porque o espaço e oceano
não são feitos da mesma coisa, mas isso é uma afirmativa objetiva. ponto de vista do Inconsciente parcialmente vai existir, porque a projeção ela precisa de objetos que tenham determinadas qualidades que possam conter o conteúdo projetado de maneira adequada, mas ao mesmo tempo não existe, porque em base o desconhecido como desconhecido ele não tem diferenciação. Então você tá sempre lidando com pano de fundo inconsciente da humanidade. E aí, de certa forma, nisso existe um fator geral que não, a gente Pode dizer que não possui diferença qualitativa. A diferença qualitativa é aquilo que surge principalmente a partir
do momento que você começa a diferenciar as qualidades do objeto da fantasia que você tem sobre o objeto. Quando isso acontece, aí você fica cada vez mais consciente do seu plano de fundo. E aí a principal diferença qualitativa, na verdade, é entre o psiquismo e o objeto. Você tem tanto a diferença entre O psiquismo do sujeito que investiga e o objeto, quanto as diferenças do objeto, porque chega um momento que quando você investigar o oceano, investigar o espaço, você vai perceber que não só a mesma coisa. Então, sim, essa diferença existe, mas quando você ainda
tá num estado de participação mística e os conteúdos estão projetados, talvez não é complicado dizer, porque nesse Estágio a gente tá investigando o inconsciente. Hoje a gente pode dizer que há, pelo menos no sentido do material, a gente pode talvez dizer que há, talvez por causa do período em que cada uma dessas coisas aconteceu. E quando você investiga o espaço, você de certa forma já tem que ter em alguma medida eh investigar do oceano. Então, nesse sentido, pela tecnologia e consciência que você tem que desenvolver para conseguir ir até Lá, OK? Mas no passado, quando
você tá investigando as estrelas da Terra e fantasiando sobre o oceano, tanto quanto fantasiando sobre as estrelas da Terra, talvez não haja, talvez não haja. Talvez seja só o inconsciente projetado para baixo e o inconsciente projetado para cima. Pois é, mas assim, tendo em vista o psíquico mesmo, sei lá, o, por exemplo, o medo que que gerava o oceano, gerava determinadas histórias e tal. Agora com espaço federal, a gente já não tem medo do oceano ali e tudo, mas em relação a espaço federal, parece que existe um uma mesma qualidade de projeção, por exemplo, tendo
em vista o medo de histórias e ficções e etc e tal, que tem a partir desse mesmo desse mesmo, dessa mesma e impulso psíquico, entendeu? Por exemplo, do medo e tal. Sim. Sim. Porque nesse quesito aí de novo, o fundamento básico do psiquismo é o medo. Então ele não se distingue Propriamente na sua qualidade, ele se distingue só na forma. Até aqui alguma pergunta? No fim, o resumo de ubiquidade é basicamente o fato de que o inconsciente está em todo lugar. Como nós somos muito mais inconscientes do que conscientes de qualquer coisa, o inconsciente está
em todo lugar, porque sempre haverá algo em todo lugar do qual nós somos inconscientes. Portanto, em qualquer lugar, a prima matéria vai ser Projetada e pode ser projetada, porque na verdade o todo da realidade ele pode servir ao inconsciente, porque o indivíduo ele é predominantemente inconsciente e muito pouco consciente das coisas. Então, sempre há espaço no psiquismo para que haja projeção. Nesse ponto, a gente pode dizer basicamente que o conceito de ubiquidade, onde a matéria-pra ela se encontra em toda parte, faz referência ao conceito de que o inconsciente não Tem objeto privilegiado. Fala, Guilherme. Então,
e nesse sentido aí os alquimistas eles eles trabalhavam com todo tipo de de matéria mesmo. Assim, os elementos eles eles buscavam tanto no mineral, quanto no vegetal, quanto no animal, etc. Não, não, não. Assim, o o inconsciente não tem objeto privilegiado no sentido de que ele sempre ficará preso a um objeto, mas ele vai ter um objeto privilegiado por causa do tempo, por Causa do estado psíquico do sujeito ou pelo menos do estado psíquico do povo, do coletivo. Mas ele não tem objeto privilegiado no sentido de que do como regra coletiva, ele sempre vai preferir
um e depois o outro e depois desse um outro ou outro. Pode ser qualquer um. A gente não tem como garantir qual seja, porque não existe uma regra de privilégio na escolha dos objetos. Mas ele vai escolher algum, só não existe uma regra de privilégio de Escolha. Mas no caso dos alquimistas, não sei se lidavam com materiais, não. Geralmente é o que é descrito são só no campo dos metais. Geralmente as coisas vivas, como animais, plantas, árvores e coisas e tal, acabam aparecendo nos tratados e nas figuras na forma de fantasia. Mas no laboratório parece
que a predominância, pelo menos a predominância são metais. Então nós chegamos nas operações que são predominantemente Três, que é a Negredo, a obbedo e a Robedo. A gente vai ver esses estágios eh de maneira muito resumida aqui e a gente vai para as operações propriamente. Os estágios não são as mesmas coisas que as operações. E quando a gente for ver na segunda matéria de alquimia, estudando as figuras do rosário, a gente vai ver as operações acontecendo com as figuras do Rosário, ao mesmo tempo em que a gente passa pelos estágios da Nigredo, Albedo e Rubedo.
E aí lá tem uma descrição tanto mais detalhada sobre como esses estágios aparecem durante operações específicas. Porém, como eles são estágios, eles não têm objeto preferencial, eles eles não têm operação preferencial. a gente vai ver que o estado de nigredo e confusão, que a gente vai ver de certa forma também nessa matéria, ele pode estar presente tanto numa situação referente a a uma operação de solúcio, que vai ser a Operação da da solução e dissolução da consciência na regressão, quanto numa operação de coagulação, que é uma operação de terra e etc. Então, não tem exatamente
operação preferencial na literatura alquímica. Em geral, é dito que o grande esforço e dificuldade avança do Nigredo para o Albedo. O Nigredo tem de ser compensado pelo trabalho árduo do alquilista. Esse trabalho consiste, entre outras coisas, Na lavagem constante. Por conseguinte, até o trabalho da lavadeira é frequentemente mencionado no livro ou a constante destilação, o que também é feito com o propósito de purificação, pois o metal se evapora e depois é precipitado num outro recipiente, removendo assim as substâncias mais pesadas. Aigrido vai ser basicamente o estágio inicial da prima matéria que também vai ser caracterizado
pela Confusão. Quando a gente for ver solúcio, que é uma das primeiras operações, a gente vai ver que ela é baseada na participação mística e na regressão da libido e também na fusão com o inconsciente. Portanto, também um estado de confusão e predominantemente de nigrido. Eh, as referências delas são cores. A Negredo é preta, a Albedo é branca e a Rubedo é vermelha. Existe uma quarta operação que volta e meia é Representada como amarelo, que é a citrinitas, mas ela não aparece exatamente como regra. E existe um estágio intermediário também que a gente vai ver,
tem uma figura que eu me recordo que é de um leão verde. E nesse caso o verde ele representa meio que um estágio transitório e também meio meio regressivo, porque ele vai ser um ele ele é uma referência de um leão que se autodevora, que devora o sol e tá num estágio inflado e por isso causa Problema. Ele também não é predominante, nem o verde, nem o amarelo são predominantes. Os predominantes são anigredo, albedo e arrubedo. E a caracterização da anigredo vai ser basicamente a sujeira e o preto. Recorrentemente, esse essas referências de purificação, elas
vão aparecer como eh lavagem. E lavagem, lavagem mesmo é muito comum que as pessoas tenham grandes sonhos de de recorrentemente Estarem se lavando, das pessoas estarem tomando banho, das pessoas se sentirem eh recorrentemente sujas, terem sonhos em que elas recorrentemente se sujam, se sujam, nunca conseguem ficar limpas. Eh, o outro é destilação, purificação e separação. Por, de novo, a prima matéria e o estágio inicial da Negredo são representados por uma massa disforme. Essa massa desforme precisa ser separada. A gente vai ver que o que as operações alquímicas fazem é separar Os objetos. Tanto é que
tem uma um ditado alquímico que diz que o trabalho do psicoterapeuta ele é mergulhar o objeto em sua própria água para fins de purificação. Então você precisa secar o objeto, a fazer o objeto suar a sua própria água, que é uma referência a você desvitalizar os complexos ao mesmo tempo que você submerge de volta o objeto em sua própria água. para que dele se Diferencie. E nesse processo de mergulhar o objeto novamente em sua própria água e separá-lo da sua própria água, você produz a diferenciação. O que que é submeter o objeto à sua própria
água? é submeter o objeto à sua própria história. É remeter o sujeito ao seu próprio discurso. É fazer com que ele tire sentido, não daquilo que a gente pensa e daquilo que a gente acha, mas daquilo que a própria história dele diz para ele e daquilo que ele mesmo acha Nas situações pelas quais ele passou. Porque essa história é dele, os valores são dele e todos esses elementos, todas as quatro funções estão contidas nas decisões que ele tomou. O que acontece é que frequentemente ele só é consciente de uma dessas partes. O nosso trabalho vai
ser ressubê-lo às coisas que ele já passou para que ele se torne consciente das outras três partes. Então, mergulhando o objeto frequentemente em sua própria água, é Que ele consegue, em termos de psicoterapia avançar da Nigrido para obedo, que vai ser o estágio da Nigrido. tá muito mais associada à confissão, mas principalmente a obedo vai est relacionada à fase de esclarecimento, que é quando o indivíduo é retornado a uma interpretação, é remetido a uma interpretação dos acontecimentos pelos quais ele passou e pelo seu próprio funcionamento diante dessas situações. A partir disso, dessas Intervenções, dessas interpretações,
é que o indivíduo sai do estágio de total confusão e de total identificação com o inconsciente. seus próprios impulsos inconscientes da Nigredo e parte para Albedo, que é o estágio de alvejamento, onde ele tem a referência da brancura, o solo branco, onde a gente vai plantar, tem uma figura onde se semeia pó de ouro no solo branco, porque aí você consegue realmente fazer as coisas florescerem, porque você não está semeando o ouro no Meio da confusão. Então, essas referências imagéticas são são as referências de ligredo e de albedo. Esse processo de diferenciação, ele sempre vai
ser complicado por ele não é pacífico. O indivíduo sofre. A gente vai ver pelas operações alquímicas na frente que o indivíduo para passar da negra e do albedo, ele sofre. Geralmente quando chega na terapia o indivíduo chega em Negredo. A gente não sabe qual estado ou qual situação, operação ele tá sofrendo por essa neigo, mas ele vai sofrer por alguma anegredo. O indivíduo tende a chegar em estado de confusão, que é o estado onde a consciência falha, é o estado onde o indivíduo não consegue ter discernimento do que fazer, onde inclusive ele não confia mais
nas próprias percepções, o que significa que o discernimento dele tá comprometido e por Isso ele vai paraa terapia em busca de ajuda, porque ele precisa alcançar um grau de discernimento e discriminação dos elementos da sua própria realidade para que ele possa tomar de novo uma decisão de maneira minimamente segura, coisa que ele já Não tem, porque anegrida é isso. Aegrido é de fato um estado de confusão. Então, todo tipo de elemento que se relacione com confusão, sujeira, um grande agrupamento, uma grande mistura, falta de discernimento, Coletividade, tudo isso. Inclusive uma das coisas que o Jung
vai citar no Hermafrodita é que ele tende a aparecer nos sonhos como uma representação de uma identificação da consciência com ânimos e a ânima. Tudo isso de alguma medida está relacionado a igreja, que é esse estado obscuro de falta de discernimento caracterizado por um inconsciente que ainda não possui formas de ser níveis paraa consciência. A analogia psicológica é feita Obviamente com a primeira e árdu análise. Quando Vênus, o problema amoroso tem de ser lavado, assim como Marte, o problema da agressividade. Todos os diferentes impulsos instintivos e sua base arquetípica aparecem, primeiro, de um modo geral,
numa forma perturbada na Terra. Isto é, na forma de uma projeção. As pessoas amam ou odeiam alguém ou tem um patrão que as deprime e elas não sabem como Defender-se, que é o estado de projeção. Então, uma das características daigredo é a projeção. Como o indivíduo não tem consciência das próprias predisposições da sua psique, todo o seu grande drama interior vai aparecer projetado. E tendo aparecido projetado, a tendência é que os afetos eles extrapolem para o objeto e eles vão perder a marca da normalidade. O que caracteriza o estado da Nigredo também é um estado
excessivo, Seja de excitação ou de déficit afetivo. Exatamente porque o objeto retirou isso de retirou essa tensão do interior da psique e projetou para fora. Então, seja amor ou ódio, eu amo ou odeio fortemente várias pessoas, outra pessoa, um terceiro, mas eu nunca me amo tanto, nem meio tanto, porque o meu grande drama psicológico está projetado. E aí você marca isso sempre pelo excesso ou pelo déficit. Parte daigredo é retornar c parte do Trabalho analítico durante anigredo é retornar certa quantidade de libido dedicada ao objeto externo de volta paraa psique para que essa tensão faça
surgir o símbolo e o indivíduo consiga retornar o discernimento sobre o caminho que ele tem que percorrer, que caso contrário o problema continua sendo o chefe que eu tenho, não o emprego que eu arranjei. o seu chefe arranjou o emprego dele. Mas quando o seu drama ainda é a existência do seu chefe e não o emprego Onde você está, a resolução é que o seu chefe saia do emprego, não que você saia do emprego e consiga a coisa melhor ou trilhe outro caminho, ou lide melhor com o seu chefe, ou lide melhor com a empresa,
ou lide melhor com a com a situação de ter um emprego e estar submetido a alguém, porque a gente pode estar falando simplesmente de uma pessoa que tem muita pouca predisposição para ser subordinada a qualquer pessoa e por isso odeio o seu chefe. E na verdade não É um ódio pelo seu chefe em si do ponto de vista pessoal ou algum comportamento pessoal, mas é um ódio pela sua condição de subordinação. A ausência de discernimento sobre isso vai fazer com que seja dedicado ao chefe uma quantidade de libido na forma de agressividade de ódio que
não é adequada a essa pessoa, porque ela não é nem dedicada à pessoa, ela é dedicada ao cargo da Pessoa. Vocês estão entendendo o que é anegrido? Tem algum comentário ou alguma dúvida? Que que vocês entenderam até aqui? Amor, quando quando a V France tá falando aí nesse trecho especificamente eh de Vênus e de Marte, ela tá fazendo a referência pro o princípio do prazer, o princípio do poder? Não, exatamente. Não parece que ela tava pensando nisso, não. Parece que ela tá Pensando em basicamente impulsos de caráter instintivo, o que de certa forma engloba, acaba
englobando, mas no fim não não se restringe exatamente a eles, não. Basicamente é todo o aspecto instintivo, porque quando se está projetado, a natureza inconsciente tem o caráter de instinto. E aí o aspecto instintivo, ele tem o caráter animalesco e anímico, que vai caracterizar uma coisa muito pouco humana. Então, o caminho pelo qual se percebe os aspectos arquetípicos da personalidade é inclusive pelo comportamento instintivo e anímico de um indivíduo que descaracteriza o aspecto humano moderno que a gente possui. É aí que a gente vê que o que existe um aspecto inconsciente fortemente constelado. É, porque
assim, você comentou até sobre aquela fase do da confissão e do esclarecimento, né? E e quando o Jung faz essa discussão Dessas fases, ele chega até associar essas fases a a no caso da psicanálise e aoer, né? lá no prática da psicoterapia, ele chega a fazer essa associação. Agora eu não lembro qual que é o qual que é o a etapa do acho que é educação, se eu não me engano. É educação. Educação. Mas aí não tem exatamente muito a ver com princípio do poder ou coisa do tipo, não. Tem pessoas que simplesmente na elas
vão passar pelas 13, o problema delas não necessariamente vai ser erótico e nem vai ser coisa e nem vai ser de caráter de poder. No sentido do a escola empresar de educação erótica, por exemplo. Uma das coisas que a associação principal que ele faz com o Freud na primeira etapa da confissão ou do esclarecimento é devido a à técnica catártica. Então, como se considera que a partir do momento em que o indivíduo é capaz de confessar o segredo e botar para fora a tensão que permanece interna Pelo represamento da informação, a própria catarse produz a
transformação do sujeito? Então, essa concentração de método catártico na psicanálise faz com que, principalmente, a primeira fase seja associada ao Freud, mas não por uma questão erótica. Na teoria do Freud é por uma questão erótica, mas na classificação do Jung é por uma questão metodológica. A catarse como ponto final faz com que o método se concentre aqui. Já o Adler, Como tem um princípio de reforço da consciência através da educação e da ação coordenada, faz com que o aspecto educativo da a etapa educativa e que tem muito mais a ver com um trabalho voluntário da
libido da consciência do que uma ideia de retirar do represamento segredo, retirar uma informação sigilosa de dentro de si, seja associada ao Adler. Porque a psicologia individual do Adler preza pelo esforço da consciência. E aí É muito mais uma questão metodológica do que de fato uma questão de erros e logos ou de amor e poder. Mas dá para fazer essa essa essa essa vinculação ou ou associação entre Negredo com com essas fases ou não? Não necessariamente. Hum. E não necessariamente, mas elas são elas são intercambiáveis. É aquilo, não dá para reduzir, mas dá para relacionar.
Não dá para encaixar, trocar Uma pela outra, mas dá para relacionar. Elas não são exatamente uma outra, até porque vai ficar faltando, mas dá para relacionar. Até porque a grande questão é ela, essa essas coisas elas também são são elas são repetitivas. A ideia da a da terapia, das fases da terapia, ela vai se relacionar com uma repetição para determinados tipos de conteúdo, até que você de fato lide com o da personalidade que na quarta fase se Transforma na individuação. Mas no caso da da alquimia, você talvez não tenha, apesar de você repetir operações, você
repete operações para chegar na pedra filosofal, mas não existe uma coisa de criar duas, três, qu cinco pedras filosofais. a métrica não acaba não sendo essa. Então não tem referência de que esse trabalho de criar pedra seja repetitivo, porque tem referência de que o trabalho até chegar na pedra é repetitivo. Então a gente vai ver que o Inconsciente, como ele tá sempre produzindo sombra, você tá volta e meia retornando a negredo, porque você nunca vai ser completamente diferenciado, porque você sempre vai ter inconsciente alguma medida. Então, por isso que, apesar de serem relativamente intercambiáveis, a
gente não a gente não faz uma um paralelo próprio entre todas as casas. Amor, eu eh então assim, uma coisa que me me Ocorreu aqui, toda e qualquer imagem ou sonho, né, que o paciente venha ter, né, a gente teria como categorizar em alguma dessas fases necessariamente em alguma medida? Sim. Todos não. Mas por que que alguma medida assim? porque eles não vão trazer os elementos típicos da de cada fase, mas como esses estágios vão representar muito mais não o o estágio do sonho, mas o a situação atual do Indivíduo, o indivíduo pode ter um
sonho que seja muito caracterizado pelo anegredo, do sentido estético mesmo. E os outros sonhos podem ter a ver com o mesmo problema, porque o indivíduo se encontra em negredo, mas a estética do sonho não vai ter nada a ver. Então, esse é um risco de tentar alquimizar. A alquimia, ela é basicamente uma um conjunto de referências paraa orientação do analista. E mas ela eh ela não é o nosso Método. O nosso método é a psicoterapia. Ela é um conjunto de referência. O nosso método ainda é a psicologia. Porque se a gente trocar o método, a
gente começa a simplesmente produzir uma espécie de uma espécie de categorização alquímica. E aí a gente vai fazer terapia alquímica e vai fazer isso encaixando a os sonhos, as informações no negócio da alquímico, esquecer de fazer o trabalho psicológico, porque a gente supõe que a alquimia faz o Trabalho psicológico por nós e pela psicologia. E não é, a gente não troca psicologia pela alquimia, a gente usa alquimia como referência para trabalho psicológico. Então o oposto é regressão, é a gente voltar a acreditar na alquimia como projeto resolutor dos problemas. pro indivíduo. O indivíduo pode ficar
no escuro em certos conteúdos, em certas situações. A gente não vai explicar o queia para ele, mas para nós ter clareza e consciência disso faz com que a gente Tenha um referencial de trabalho que nos permite lidar com certos eventos. Porque quando a gente for ver, por exemplo, a calcinação, que é uma é do elemento fogo, a gente vai ver que ela tem a ver com você secar e você retirar toda a água e todo o conjunto de afeto do complexo e da situação através da tensão e da frustração. Então, que principalmente caracteriza a calinácida
como elemento purificador, porque ela também pode ser um elemento criativo, Fogo do Espírito Santo que desce dos céus e tudo mais, mas como elemento purificador que vai ter relação com aqueles rituais iniciáticos de caminhar sobre brasas, de entrar na fornalha, como tem a, eu acho que é no livro de Daniel, que jogam três caras numa fornalha e eles não se queimam. Então, todos esses elementos de purificação pelo fogo, eles vão tensionar pela frustração. E aí, quando você entende que essa operação que tá acontecendo, Que o indivíduo tá queimando de dentro para fora e tudo mais,
você não vai abrandar, você vai deixar ele queimar até o final. Não, não existe a percepção de que quando o indivíduo tá queimando, ele tem que ser poupado. Por quê? Porque você entende que é um ato de purificação, de que o indivíduo está sofrendo para fins de discernimento. Então você não joga água. Então existe essa essa concepção de que Quando existe um elemento, por exemplo, mortificante, você entende que mortificação é sofrimento. Se você tem um elemento onírico que demonstra que aquele sofrimento é um ritual de morte e renascimento, o indivíduo precisa no máximo ser contido
e suportado e ser ajudado a suportar, você não vai ficar abrandando o indivíduo. você quer que ele sofra até o fim, até o ponto mais baixo, para que isso se inverta e ele comece a Subir. Então, esses elementos servem de referencial porque quando eles aparecem no sonho, você reconhece, você reconhece o ritual iniciático, você reconhece o elemento arquetípico do mito de purificação pelo fogo, de mito de purificação pela água. você sabe o que está acontecendo internamente naquele sofrimento. O que é diferente de certos elementos de desorientação total que se assemelham muito ao aspecto arquetípico que
a gente vai ver numa figura do Rosário lá na segunda matéria, que o Jung fala para atentar porque ele pode ser o predecessor de um elemento de um surto psicótico. E aí ele fala que é claramente a orientação do indivíduo a ser dada para o indivíduo é reforço da consciência. E aí, nesse ponto, você não vai fazer o indivíduo mergulhar cada vez mais em imagens oníricas. Você não vai fazer o indivíduo mergulhar cada vez mais em Imagens inconsciente. Você não vai fazer o indivíduo ficar fantasiando. O que que você vai fazer? Você vai fazer o
indivíduo permanecer minimamente ligado ao concreto e fazer com que ele tenha um mínimo de orientação na vida rotineira e de urna dele para que ele não despiroque da cabeça e não corte pulsos. E aí é para isso que acaba servindo esses elementos pra gente, que caso contrário a gente retorna para alquimia e fala: "Vai, vai Lá brincar com Mercúrio não vale a pena". Eu eu essa questão que você trouxe aí, né, da da lavagem do banho, né, representando eu lembrei de um sonho que eu tive um tempo atrás com uma cliente e nesse sonho eu
tava numa espécie de quarto, de sala, eu tava limpando o chão, aquela limpeza pesada mesmo assim de passar sabão, puxar com rodo, sabe? E eu puxava a água por debaixo de uma porta e essa porta se abria e do outro Lado tava a paciente. E aí ela dizia que ela não conseguia receber aquela água, que ela não tinha condições de receber aquela água ali. Eu achei bem bem curioso assim, bem interessante. Sim, sim. É, é quase uma Depois um tempo. Fala, po, falar. Depois de um tempo, ela saiu da terapia. Ah, já já deixou claro
exatamente que não não tinha condição. Então, a pessoa Que praticamente fala que não vai passar da do esclarecimento, certamente não vai chegar na educação, mas principalmente não vai passar do esclarecimento. Se tiver sorte, talvez confesse coisas importantes. E talvez tenha sido esse o caso. Confessou coisas importantes e quando confessou teve que sair. Acontece. Tem pessoas que não conseguem terminar a lavagem, não conseguem lidar com a Própria água suja. Então, existe uma quantidade do quanto alguém pode lidar com Albedo para passar para para Rubedo, porque aí vem um paradoxo. Lidar com Albedo significa tomar consciência da
sujeira. Então, a grande questão é anigredo, apesar de ser suja, ela também é uma inconsciência sobre a própria sujeira. Já o apesar de ser limpa, ela traz a consciência da própria sujeira. Então, nos dois lugares, a sujeira existe. A diferença é que nagrada não há Consciência dela. Já na OB do A. E às vezes pode ser para alguém mais fácil lidar com a própria sujeira quando ela não existe do que quando ela existe. Por isso que tem gente que não chega na obedida e aí por sua vez permanece inconscientemente sujo. Ao invés de ser pelo
menos conscientemente sujo. Porque quando você é conscientemente sujo, você também é minimamente limpo. Então essas referências pra gente são muito úar sujeira, né? É. Exatamente. Você sabe onde tá a sujeira ou o tamanho da sujeira, né? Exato. Porque as coisas são diferenciadas, que é o objetivo de todo o trabalho psicológico. Por isso que ultrapassar negredo é complicado, porque nela você de certa forma continua sendo exatamente o que é com as mesmas coisas que tem. Só que quando você chega na Albedo, aí você sabe disso. E saber disso é diferente de não saber. Essa é a
grande Característica da diferença entre consciência e inconsciente. Existe diferença entre saber e não saber. Existe uma diferença prática, afetiva entre ter consciência e não ter consciência de si, de saber que se é algo e não saber que se é algo. Uma uma outra pergunta, eh, os pacientes que têm dificuldade ou que não trazem sonhos, a gente pode pensar que eles estão nessa fase de ingredo assim também pela por esse grau de Não sei se É uma Não sei se é uma caracterização útil. Não sei se é uma caracterização útil. Eu acho que depende muito mais
da relação do indivíduo com o próprio inconsciente do que de fato de uma questão de estágio psicológico do indivíduo, porque pode ser uma questão só de valor. Tem pessoas que quando você, se você não orientar, elas não trazem sonhos e não guardam sonhos. Se você não falar para elas que precisa ou que ela ou perguntar para elas quando Elas trazem uma grande questão, eh, ah, porque eu não sei o que fazer de não sei o que, tá? Tá, mas você teve algum sonho recentemente? Eh, você lembra qual foi o seu último sonho? Ou então, até
na primeira sessão, geralmente eu pergunto para as pessoas se elas tiveram algum sonho antes da sessão ou se elas lembram de algum sonho recorrente que tenha sido marcante para elas. Se você não perguntar, se você não Falar, o indivíduo simplesmente não traz. Se você volta e meia não insistir, o indivíduo também não traz. Se o indivído tem uma grande questão que ele não consegue elaborar, inclusive na investigação, ele não é muito predisposto a à própria análise, a dizer investigar, associar, se você não forçar. E também no campo do sonho, se você não disser para ele
que olha, antes de dormir pede uma pede uma solução para isso e vai dormir e anota o sonho. Ele Não ele não traz. E aí é muito menos uma questão do inconsciente em si, muito mais uma situação própria da consciência, a forma como ele trata o sonho. Porque tem gente que vem pra terapia mesmo e que não vê nada demais. Não é nem que não sonhe, volta e meia sonho, mas acha que não sonha porque não lembra. Mas simplesmente não é tem um não lembrar, tem um não lembrar, mas muitas vezes isso é consequência do
hábito de não ligar. Quando você para de ligar pros sonhos, é bem possível que você sonhe. e não lembre exatamente porque não liga. Em compensação, uma coisa que geralmente acontece é que quando as pessoas entram em análise, muito frequentemente, se você falar sobre sonho, perguntar ou na primeira sessão comunicar que existe o trabalho com sonhos e tudo mais e tal, a pessoa diga: "Ah, mas eu não sonho muito não, quase nunca tenho sonho" e tal. dá umas duas semaninhas no máximo e tal, Pum, começa a pipocaçõ, porque quando você passa a fazer o trabalho com
o inconsciente, você muda a atitude da consciência pro inconsciente. E aí quando você muda a atitude da consciência pro inconsciente, o inconsciente muda sua atitude para a consciência, porque ele atua de maneira compensatória. Então, quando essa atitude muda, os sonhos também vem. Quando a pessoa entra em análise, os sonhos também vem. Mas é sempre bom comunicar no no início da terapia, primeira, segunda sessão, paraa pessoa entender como é feito o trabalho e ficar até com aquela pulguinha atrás da orelha ali, que daí os sonhos começam. Quando a projeção é retirada, ela consegue examinar o problema
ou fator específico de maneira mais objetiva e serena, e talvez usar alguma imaginação ativa a respeito do mesmo, sem se tornar constantemente emocional ou recair no Emaranhado de emoções, que é o que caracteriza o complexo e a incapacidade da consciência de se manter num determinado curso de ação. Isso corresponde ao ao Bedo e constitui, de certo modo, o primeiro estágio do processo em que a pessoa se torna mais tranquila, mais desprendida e objetiva. Aqui é onde essa quantidade de libido e eita caraca indiferenciada e que se encontrava projetada num determinado numa Determinada situação, ela ao
retornar por indivíduo na forma de uma interpretação, que é a fase do esclarecimento, ela se torna uma quantidade de libido à disposição da consciência. Como não há mais a caracterização do emaranhado de emoções do aspecto instintivo, anímico e indistinto do inconsciente atuando, a tendência é que o indivíduo também esteja mais tranquilo ou pelo menos mais prédisposto e se Sinta mais vitalizado, porque de novo, uma certa quantidade de libido acabou de se formar a voluntariamente à disposição da consciência. Então você tem uma diferença de atitude emocional, de atitude afetiva quando você alcança a obeditude prática, porque
de novo, quando você tem uma quantidade de livido à disposição da consciência, significa que o indivíduo tem disposição para empreender alguma coisa. Então aqui é Onde inclusive um indivíduo minimamente começa a ter um pouco de clareza sobre as coisas que ele pode fazer, os planos que ele pode ter, a as ações que ele pode tomar para resolver o problema. porque a consciência ganhou essa quantidade de libido e ele tem um mínimo um mínimo de clareza sobre o que tá acontecendo. Então, no caso do trabalho, por exemplo, é onde os indivíduos, de certa forma eles começam
a pensar que ao invés de reclamar do meu chefe, reclamar Da minha empresa, agora eu posso, por exemplo, procurar outras vagas e outros lugares para trabalhar, porque você porque você percebe que eu tô aqui há um ano reclamando do meu chefe, mas eu nunca botei um currículo em lugar nenhum. E aí fica a questão, teu chefe é uma merda, a empresa é uma merda, todo mundo é uma merda e tu não põe currículo em lugar nenhum, tu não quer sair daí. E às vezes é aquilo, como o caráter anímico do inconsciente visa estabelecer uma tensão
entre eu e o objeto naquilo que na verdade confere e compete ao meu conflito interior, eu não posso fugir do meu conflito interior. Então essa força de atração que o inconsciente produz também me vincula ao objeto no qual eu projetei o conflito. Então aí vem a ambivalência de que ao mesmo tempo que eu odeio minha empresa, eu odeio o meu trabalho, eu Odeio o meu chefe, eu nunca movi um músculo na direção oposta isso. E é lógico que existe a diferença entre você poder e não poder, mas principalmente quando você pode ou pelo menos tem
alguma coisa que você possa fazer e você não faz absolutamente nada, fica caracterizado que tem um fator inconsciente que de fato vinculou a consciência à aquele objeto. Isso é a projeção e o conteúdo inconsciente autônomo Projetado. E aí o sobre o conflito interior, por exemplo, teve um paciente que ele tem uma atitude fantasiosa predominante e que inclusive nessa questão de trabalho, ele trabalhava no serviço público e ele tinha a pretensão, volta e meia de de sair, meter o pé, não quero mais. compreensivo porque o serviço de saúde, essa clínica da família, CR, SUS, essas coisas
são são sempre complicadas para psicólogo, porque você acaba quase Sempre fazendo trabalho de serviço social e ele queria ir pra clínica particular, queria fazer tudo isso e tal, mas nunca nunca nunca nunca movia um músculo em prol de fazer prosperar um site, criar um site minimamente básico, criar uma página, um perfil no Instagram, postar algumas coisas, algumas citações, posts ou algo do tipo, tinha várias ideias e tal, porém eh, de urnamente, principalmente, Ele tinha uma atividade fantasiosa muito extravagante, microprojetos, livros que ele tinha na cabeça, partes que ele tinha escrito, mas nunca deu continuidade propriamente
e fantasiava demais sobre como essas coisas podiam acontecer, como podiam avançar. Porém, os sonhos dele não eram exatamente tão fantasiosos. os sonhos dele eram muito mais, vamos dizer assim, pé no chão, porque estavam sempre compensando essa extravagância Fantasiosa. Então, eles quase sempre tinham um fator mais prático. Até que um dos sonhos ele ele tava carregando para uma estrada uma água e ele encontrava um senhor, um homem caído no chão com uma grande ferida no rosto e ele botava, jogava essa água no rosto do desse homem e a ferida fechava. Essa ferida fechava, ia ia se
reconstruindo, ele ficava curado dessa ferida. E numa das Associações que você nunca espera, porque sempre sai um negócio, por isso que investir de fato em associação é importante, porque as associações de fato resolvem o sonho. Quando eu perguntei sobre a ferida, a história que o indivíduo me contou foi da vez em que ele também teve uma ferida, porque a ferida no rosto era uma grande abertura e tal. E aí ele lembrou de quando ele teve uma ferida na perna, por ele num Carnaval foi com encontrou um amigo num carnaval que falou para ele muito seriamente,
muito sério, que tinha encontrado um lobisomem, tinha cruzado com lobisomem numa numa parte mais para dentro no meio do mato, interiorando assim. E aí foi ele e um amigo atrás do lobisomem. E aí eu falei: "Não pode ser". internamente. Pensei, não pode ser, mas ele foi. E aí ele foi de bicicleta, o pedal da bicicleta soltou, ele botou no Lugar e aí numa descida em alta velocidade, com o negócio rodando, o metal da bicicleta raspou na panturrilha e raspou de um jeito que abriu a panturrilha, quase da altura do tornozelo ao joelho. E aí ele
ficou com um buraco na panturrilha, na pé da é na panturrilha mesmo. E aí ele lembrou disso, ele lembrou dessa ferida. E aí ficou claro o problema do sonho, que era o objetivo da água era Curar o excesso de atividade fantasiosa de urna. Porque ele percebeu, curioso, porque eu não costumo sonhar com coisas tão doidas assim. Nos sonhos eu não persigo coisas mágicas. Eu não eu eu não sou um ser mágico, nem persigo coisas mágicas. E aí e aí de urnamente ele era uma pessoa, ele ele era uma pessoa que ele ia atrás de encontrar
um Lobomem, porque o o psiquismo dele, o inconsciente produziam fantasia como de fato se fosse um carnaval. Era um excesso de atividade fantasiosa, caracterizado pelo carnaval, que é onde você vai pra rua e só vê gente vestida de fantasia. E aí a forma como ele foi tratado, como ele se safou disso, foi porque na região tinha um templo religioso de um grupo de pessoas que por sorte tinham formação médica, tinha um pessoal que sabia Tratada, primeiro socoros, e trataram, trataram a ferida dele, prestaram uma ajuda ali e trataram a ferida dele. E aí no sonho
ele não é a pessoa que tem a ferida no rosto, ele é a pessoa que trata a ferida. Então o sonho compensatoriamente coloca ele no lugar de alguém que vai atrás, que detém a devida, a devida atitude, o devido conteúdo, que lida com a atividade fantasiosa excessiva, mas ao mesmo tempo Personifica o conteúdo autônomo da fantasia nessa ferida no rosto desse sujeito, que é ele acordado no sonho é ele com a ele é ele com a água, mas acordado ele é o homem com a ferida no rosto. A forma como ele lida com o mundo
de urno é com uma excessiva atividade fantasiosa. E aí você descobre isso quando você pergunta: "O que que você lembra com essa ferida no rosto? Qual é a primeira a primeira coisa que te vem à mente quando você Pensa em ferida?" E aí ele lembra de quando ele ganhou uma ferida porque ele tava percorrendo uma fantasia de um loboma. E aí o sonho deixa claro o que que é preciso ser tratado? A mesma coisa que o pessoal do templo religioso tratou quando você foi lá com a ferida aberta. Essa atitude de você ficar perseguindo fantasias.
Isso é você passar da Negredo para o Bedro. É você deixar de ser a pessoa com a ferida no rosto para ser o médico que trata ferida no rosto. É você pegar a água, que é de certa forma ali a representação também alquímica da água da vida, e você lavar essa ferida, que é o que vai curar essa ferida, essa profusão de fantasias. E aí esse sonhos só vem quando, por curiosidade tem uma reunião no trabalho de uma de uma nova funcionária superior Que elogia o trabalho e a e a assistência dele na entrada dela
nessa unidade, porque aí ele retorna positivamente ao trabalho de urno. Ele sai da queixa constante e adentra numa no trabalho de urno de maneira recompensatória, recompensadora, porque ele sente recompensado com o elogio, que é uma coisa que custuma ter pouco, mas aí a falta disso faz com que ele se perca nas fantasias e aí esteja sempre abandonando O trabalho de e fantasiando com outro trabalho, enquanto não fazia por onde sair desse trabalho. E aí você vê todo o tema da Negredo, da ferida, que inclusive a gente vai ver esses aspectos de ferida, podridão. Quando a
gente chega lá na mortificácio, a gente vai ver tudo isso aparecendo, todos esses elementos aparecendo de você lavar algo, sair desse aspecto mortificador, torturante, Apodrecido, eh, que tá que tá sendo morto aos poucos, que tá sendo torturado ou que está apodrecendo, uma ferida que está apodrecendo, uma parte do corpo que está caindo. Tudo isso vai aparecer lá na mortificaço e vai ser essa representação de algo que precisa ser lavado e purificado por um aspecto da psique, onde a água vai ser esse fluxo positivo de libido à disposição da consciência para fazer esse trabalho purificador. E
aí isso pra gente, a Gente não vai exatamente passar pro indivíduo o aspecto alquímico, mas o aspecto por exemplo da interpretação do sonho, a gente vai passar esse aspecto da profusão de fantasias e dessa consciência que persegue lobisome na flora, a gente vai passar esse aspecto de o sonho inconsciente tentar produzir uma desidentificação com o homem da ferida e produzir uma identificação com os trabalhadores religiosos que vigiam a Psique adequadamente para que você não seja vítima das suas fantasias. Isso a gente vai passar até aqui todo mundo entendeu, não entendeu? O que entendeu? Que perguntas
tem? Ja. Nada. Certeza. Nesse trecho aí, ela tá usando imaginação ativa no sentido mais genérico ou mais específico mesmo da da do método? Ela tá falando como um método que deve ser usado depois de um certo grau de discernimento do inconsciente, não é? né? Não é de início, não. Você precisa ter uma certa um certo grau de diferenciação com os conteúdos do inconsciente, porque senão ela fala inclusive que vira magia negra. Tem indivídu que começa a se mesclar com o inconsciente, começa a ser captado pelas figuras e aí dá dá merda pela falta de pela
falta de Consciência estruturada minimamente para lidar com os conteúdos. Então, é como se deuses antigos pegassem a consciência e surrupiassem ela. Ela fala que você precisa de um certo grau de discernimento e um certo avanço no processo para poder começar a usar a imaginação ativa em algum momento. Assim que o alquimista simbolizou com a ideia de brancura, foi que o material com que esteve trabalhando atingira então uma forma de Pureza e unicidade que lhe permiti iniciar o trabalho sintético depois que se retiraram os metais dos dos minérios mediante o processo de derretimento deve-se impálos. O
que seria o trabalho analítico após o que a síntese química pode ser iniciada. um paralelo exato com o que acontece em análise, primeiro o analítico, depois o sintético. Então, de novo, anigredo e a confissão das coisas é um aspecto analítico. O processo de esclarecimento é um processo analítico e Posteriormente sintético, onde você separa os elementos, você interpreta, como, por exemplo, você interpreta a água, você interpreta a ferida, você interpreta o que cada coisa no sonho significa. E aí você sintetiza isso num significado para a frente. Quando você interpreta qual é a atitude que o sonho
está demandando e representando, você pegou os elementos analíticos e separados que você obtém a partir das Associações, quando você submete os elementos do sonho às associações do sujeito. E aí quando ele te devolve as associações, você consegue sintetizar isso num significado. O significado é basicamente o grande final sintético do trabalho. O processo de investigação de um sonho, por exemplo, é esse é esse fator analítico onde você pelas associações pega o significado de algo, pega o significado de outro, pega não sei o que. E aí, quando você tem a Narrativa do sonho e o que o
sonho faz com cada um desses elementos e cada um desses significados associativos, você chega num significado, no significado final, numa conclusão que é o aspecto sintético. Isso é o bedo. Rubedo é o que a gente vai ver lá na segunda matéria com as figuras do Rosário. Até aqui tá todo mundo bem, tá todo mundo bom? Ninguém dormiu, ninguém morreu? É interessante também, né, que quando Você traz que é o Bedo essa esse momento em que o paciente sente uma maior leveza, né, em relação ao esclarecimento, objetividade, eh também acontece, muitos deles saírem, né, da terapia,
né, da an do processo. Sim. Para algumas pessoas é empoderador você finalmente saber o que está acontecendo. Para outras pessoas é desesperador, porque é o grande drama da luz. Para algumas pessoas, dependendo da Retina e tal, uma certa quantidade é maravilhoso porque você enxerga. Em outra é perturbador porque você fica cego. É semelhante à coisa de ver Deus face a face. É desesperador, principalmente porque você toma consciência da sua pequenez, você toma consciência da sua mesquinhez. Então, a obbedo, principalmente quando você, como você tá elaborando inconsciente a princípio, você tá discernindo sombras, você tá lidando
Sempre com aspectos eh subdesenvolvidos, aspectos muitas vezes pejorativos da própria personalidade. E aí é sempre muito torturante e torturador você ser apresentado a essas partes. Então é fácil também você cair em negação ou você precisar de muito tempo para se recuperar. Tem pessoas, por exemplo, que sempre que o processo de esclarecimento de um determinado aspecto da Personalidade acontece na terapia, elas faltam na sessão seguinte, elas precisam de no mínimo duas semanas para se recuperar. É bem comum. Nossa, no spa acontecia sempre. Até porque também era de graça, tu não pagava falta e aí também não
precisava remarcar, remarcava se quisesse. Nossa, o pessoal faltava rodo, tu não podia dizer nada que vagabundo faltava. O Ramon, eh, quando você passa de da Negredo para Alpedo, eh, não há não há um movimento de de retorno, né, para aquela condição de Negredo. Você pode voltar para Negredo. Esse conteúdo não, a gente não tá falando da personalidade como um todo, a gente tá falando de conteúdos e questões psicológicas. Então, vários objetos precisarão ser lavados e passarem pelo processo, apesar que a alquimia pro Jung vai ser um referencial do processo de individuação Como um todo, mas
por regra, alquimicamente falando, a gente vai a gente vai ter que os processos tm que ser repetidos, mas aquilo que foi lavado não volta à escuridão. O que você tem é que o inconsciente frequentemente ele tá sempre produzindo sombra. A inconsciência não se esgota. Então, sempre existe algo do qual você é inconsciente. Então, você sempre pode ter que lidar com uma nova situação de Inconsciência, uma nova situação de prima matéria, uma nova situação de negredo. Apesar de que a referência aqui como processo de individuação é estar lidando com o material da própria alma, da própria
personalidade como um todo. no que confere aos conteúdos psicológicos, você sempre vai estar lavando sombra, você sempre vai estar lidando com coisas em estado de de escuridão e obscurantismo. Sobre isso não não tem Muito o que fazer. O que acontece é aquilo que foi conscientizado meio que não volta a ser inconsciente, pelo menos não da mesma forma que foi outrora no sentido de nunca conhecido, mas a partir do momento em que a gente tem uma limitação de libido na consciência e volta a nossa atenção para várias coisas e essa atenção faz com que aquilo que
não recebe atenção caia novamente no inconsciente, abaixo do limar da consciência, a gente pode esquecer, pelo Menos temporariamente, determinadas coisas que outrora a gente já soube ou deixar de prestar atenção em coisas que outrora a gente prestava atenção. Isso pode acontecer. Muito bem, então vamos para a calcinação. O processo químico associado a calcinácio envolve o intenso aquecimento de um sólido destinado a retirar dele a água e todos os demais elementos passíveis de Volatização, restando um fino pó seco. Aí nós temos uma receita de calcinação que o Heidinger apresenta sendo proveniente de um texto chamado de
12 chaves de base valentina. onde encontramos a seguinte receita de calcinácios. Toma um feroz lobo cinzento, que é encontrado nos vales e montanhas do mundo, nos quais uiva quase selvagem de fome, dá-lhe o corpo do rei e quando ele o tiver devorado, queima-o totalmente até torná-lo cinzas numa Grande fogueira. Por este processo, o rei será libertado. E quando isso tiver sido realizado por três vezes, o leão terá suplantado o lobo e nada encontrará nele para devorar. E assim nosso corpo terá se tornado apropriado para o primeiro estágio do nosso trabalho. Vocês têm 3s minutinhos aí
para pensar sobre isso, sobre o que vocês entenderam ou acham que entenderam ou as dúvidas que vocês têm ou acham que Tem, OK? Então, que que vocês acharam? Que que chamou a atenção de vocês? O que que vocês identificaram na receita ou por onde vocês querem começar a associar? Fala, Rayane. Até a parte do rei ser libertado. OK. OK, beleza. Faz o sentido ali da coisa, né? Mas de onde surge esse leão? Como assim realizado por três vezes? Com o mesmo lobo, com três lobos. São três reis. É um rei só. Eu, essa parte aí
já me bugou. Eu falei, gente, ou eu sou muito muito lerda ou não sei porque assim me aí quando entrou essa, enfim, já me acabou essa parte dois aí, o trabalho, o nosso trabalho que nosso que nosso era uma pessoa só de quem? da comunidade. Tô confusa, muito confusa com essa Você não tá fumando mercúrio suficiente. Pois é, tô achando. Não fiz a coisa certa. No fim, Alquimista é um grande conjunto de maconheiro que escreve uns negócios que a gente acha que faz sentido e fica inventando resposta pra gente não perder o texto que a
gente gastou dinheiro comprando. Fala, Marcos. Eh, então eu percebi a questão do, não sei se tem relação, né, tipo o rei representando ali a consciência, um padrão mais, vamos dizer assim, similar ao ouro, né, e o lobo, mas aquele padrão do primitivo, né, um lobo com fome, Questão da seina, né, do inconsciente e a unificação dos dois quando ele devora o rei e queima, né, unificando os dois, não sei. questão da unificação do consciência com inconsciente ou primitivo ali com o padrão de de consciência. Guarda isso aí, Vivian fala. Ah, na verdade eu pensei numa
numa modificação do ego, num mudança de Atitude de de para mais para colaborativa, né, para iniciar de fato um processo, né, eh, passar por um processo de de morte aí por três vezes aí já não sei se três, mas pensando nessa na ego sendo amançado mesmo para mudar atitude de uma forma mais colabor colaborativa de uma posição mais não tão devoradora, né? Mais humilde, mais colaborativa. Se relaciona, aguarda isso aí. Fala, Guilherme. Eu associ ao a retirada de projeção. Tá famindo por falta de projeção. Agora o rei eu não sei, é alguma coisa nobre, né?
Alguma coisa nobre do indivíduo. Aí eu não sei o que que seria. O que me veio só foi lobo mesmo, famito como retirada de projeção. Hum. Fala, Gustavo. É, eu pensei o lobo cinzento, né, como esses esse conteúdo inconsciente sombrio, né? E quando ele fala que o corpo do rei é dado ao ao lobo, né, para ser devorado, é quase como uma subjugação do ego, né, ao inconsciente, a essa descida ao inconsciente, né, e esse processo é repetido três vezes, como ele coloca aí. Agora, por três vezes, não sei, mas desse processo é que vem,
né, que surge eh, que o rei é libertado, aí talvez uma representação do self, né, juntamente com o Leão, dentro desse processo de Individuação mesmo, né? E eh, e assim nosso corpo terá se tornado apropriado para o primeiro estágio. É. E aí um assim, pensei como uma preparação mesmo do processo de analítico, né? Hum. Você se você se submeter a esse processo, né, de de de análise, né, para que a coisa aconteça. Fala, Thago. Eu imaginei aí como a criação de uma nova atitude da consciência, né? O lobo, talvez como Esse aspecto inconsciente, sombrio, talvez
instintivo até. E ele se une ao rei, né? E depois de ser queimado, surge como um rei e um leão, né? Uma coisa, uma coisa nova. Fala, Marcos. Eh, não sei se tem relação à questão do número três, né? Como aquela da esfinge, né? As três perguntas, as três provas, né? Que a próxima etapa seria o quatro, que é a totalidade, né? alcançar a totalidade ou ou uma nova Atitude, né? Como disse o tal do skin, pode ser que sim, pode ser que não, pode ser que sim, pode ser que não. Não é exatamente a
nossa questão. Nesse caso aí, menos vale o número específico e vale muito mais o conceito de repetição. A gente vai ver lá na frente, vale mais o conceito de repetição, mas enumerando os elementos, o único elemento humano é o rei. Não tem outro elemento humano. A gente tem dois elementos animais que são lobo e o leão que aparece mais tarde. E a gente tem um método. Se a gente interpretar isso aqui como um sonho, a gente tem como participantes o rei, o lobo e o leão. A gente tem, vamos dizer assim, como evento a fogueira
e o queimar. E a gente tem o resultado desse processo, que são as cinzas, o o rei e o leão que saem das cinzas e a Repetição do processo. Então a gente já a gente tem pelo menos o discernimento desses elementos. Ele caracteriza o lobo cinzento como um lobo selvagem de fome que uiva. Então existe um aspecto devorador no lobo e em oposição a gente vai ter o leão. Essa caracterização é importante porque esses dois animais também são opostos. Eu já vou logo caguetar para vocês o que de certa forma é óbvio. Entre o leão
e o lobo, cada um deles vai representar dois princípios. opostos e diferentes, visto que um vai representar o sol e o outro vai representar a lua. Tanto que um é um animal de urno, o outro é um animal noturno, caracterizado pelo uivo para a lua. E eles vão representar tendências opostas da psique. Agora, o que que vocês acham que é o rei? seria o o a tensão dos opostos, né? O a Consciência, não? Sim e não. O que que é o rei? Vocês já estudaram conto de fada? Estudaram isso falar na na eh Vão France
fala, né? a questão do rei, que é aquilo que é intocável, eh, questão da pureza, relação com ouro, na interpretação dos contos de fadas, ela faz aquela coletivamente, tá certo? Coletivamente tá tudo certo. Mas o que que representa o governante do ponto de Vista psicológico? Ah, seria o o intelecto, né? Acho que não o logo, mas a consciência, a atitude da consciência. A atitude da consciência não é a consciência do ponto de vista genérico, mas a atitude específica da consciência. E aqui vem o grande problema. Onde? Se eu não me engano, tá no próximo slide.
Deixa eu ver isso. Então, comecemos pelo corpo do Rei. O texto fala do corpo do rei. Presume-se que o rei já esteja morto, porque quando ele aparece, ele aparece já como algo sendo dado ao lobo, tendo sido assassinado pelo processo da mortificaço. A morte do rei é um é um tempo de crise e de transição. Origídio é o crime mais grave e psicologicamente significaria a morte do princípio que rege a consciência, a mais elevada autoridade da estrutura hierárquica do ego. E aí, por Consequinte, a morte do rei seria acompanhada por uma dissolução regressiva da personalidade
consciente. Então, a morte do rei, a perda do rei é um processo regressivo, porque toda a quantidade de libido que estava direcionada à adaptação externa, ela retorna ao inconsciente para gerar de maneira incubadora uma nova atitude para se readaptar pela consciência à vida de urna, a vida de esperta e também ao mundo Externo. O que significa que a gente tá falando de um indivíduo desorientado. Por quê? que o rei morreu. A mesma coisa que acontece com o reino, que acontece com o rei, acontece com o reino. O que acontece com o reino, acontece com a
psique. E aí a gente tá falando também de uma consciência que não consegue mais reger, porque a atitude e o princípio que rege a consciência, ele se tornou inóculo, ele é incapaz de agir, ele perdeu a capacidade de atuar, que é o Tema do envelhecimento da morte do rei. Ele se tornou obsoleto. Mas aqui existe algo específico que o tornou obsoleto. Esse curso dos eventos, ele é indicado pelo fato do corpo do rei servir de alimento a um lobo raivoso, que significa que o ego foi devorado pelo desejo famo o lobo, ele vai consumir a
si mesmo e depois de uma descida ao inferno, o ego renasce a feição da fênix num estado Purificado. Já o Leão, ele é o sol inferior, uma representação teriomórfica do princípio masculino. E uma vez que o sol, rei e ouro se equivalem, isso significaria a descida da consciência ao reino animal, no qual deve suportar as ferozes energias do instinto. No conjunto químico de imagem, seria a purificação ou retino do ouro. Então, percebam que quando o o rei é devorado pelo lobo, isso significa uma consciência devorada pelo próprio Inconsciente ou pelo desejo. Tendo sido devorado por
desejo e pelas suas próprias tendências instintivas, a gente tá falando de uma consciência que regride a um estado anímico e animal. Tendo regredido pelo estado anímico devorador, porque o leão ele vai ser o princípio do desenvolvimento de um ego e de uma consciência. O princípio devorador do lobo tá muito mais associado com a própria natureza Erótica e feminina do inconsciente. Quando ele produz essa regressão, ele precisa ser purificado dessa regressão, mas ele não vai retornar imediatamente ao estado humano. Ele retorna ao princípio do poder, que ainda é um princípio instintivo. É isso que o leão
representa. O lobo é um princípio de fome, é um princípio de devoração, devoramento. Já o leão é um princípio de poder, ou seja, ele é o esboço do ego. O Rei, que é o ego propriamente, a atitude egoica consciente, ela foi perdida porque ela foi de fato devorada pelo lobo. Quando ela é queimada, quando esse esse princípio afetivo, emocional, instintivo, ele é purificado, ele é ele é posto na fogueira, ele é tensionado até o fim das cinzas, vai renascer o rei. Mas a princípio ele é equivalente ao leão, ou seja, ele retorna não diretamente a
uma nova consciência instantânea, ele retorna a um princípio De poder. O lobo é trocado pelo leão. desejos autoeróticos, eles vão ser trocados. Esse erotismo do inconsciente, ele será trocado por uma necessidade de autoafirmação, que é quando você não quer simplesmente viver mergulhado no aspecto erótico, oceânico do inconsciente. Você quer conquistar, você deseja ter poder, você deseja ter autoridade, você deseja ter conquista, você deseja ter dinheiro. Esse princípio de poder é que vai ser o esboço do rei Renascido. Mas para isso, os aspectos instintivos relacionados ao lobo, que não são instinto de poder, mas são um
instinto erótico representado pelo lobo, eles têm que ser purificados, que é o que a gente vai ver também numa citação aqui, a Sterhard. Então, a gente tem três princípios relacionados à consciência e três etapas, que são o aspecto do ouro, o aspecto do rei e o aspecto do leão. Cada um deles representa um estágio. O Ouro, no fim, é o equivalente do rei, até porque a coroa teoricamente é uma coroa de ouro, mas o lobo vai ser o estágio predecessor do leão e o leão vai ser o estágio predecessor do rei. O que acontece aqui
é um jogo de regressão e progressão. A consciência que já chegou ao estado egóico de um rei, ela pode regredir e ser devorada pelos instintos autoeróticos e pelo aspecto erótico do inconsciente. E se ela fizer isso, ela vai ter que regressar grad, ela vai ter Que regressar, vai ter que se purificar, vai ter que tensionar pela força da vontade esses desejos até que ela possa retornar a um estágio humano de consciência. Mas ela vai fazer isso passando do leão, do lobo ao leão e do leão ao rei. E como isso pode acontecer sempre de novo,
porque a consciência tá sempre ameaçada de regredir, porque ela precisa permanecer por força de vontade acima do limar da consciência, ela pode ter que Refazer essa receita porque nenhuma purificação é de uma vez por todas. Como diz o Yung, a vida tem que ser conquistada sempre de novo. A Sterarding vai fazer referência a três níveis de consciência. De baixo para cima são o nível do lobo, o nível do fogo do leão e o nível do rei. Se equipararmos o lobo com desejo elemental, o leão como impulso egocêntrico de poder e o rei como consciência objetiva
humana capaz de Discriminar os elementos, chegamos a um paralelo muito próximo dos estágios da transformação dos instintos na formulação de STH Harding, que é o altos, o ego e o si mesmo. Embora Harding use esses termos para denotar centros sucessivos de consciência no curso do desenvolvimento psicológico. Então, como eu disse, o rei ele vai ser uma a melhor elaboração do do si mesmo, mas só limitadamente, porque de novo, ele pode se tornar Obsoleto e aí ele pode falir a consciência, por assim dizer, ele pode entrar em falência, ele pode ser devorado pelo lobo, mas o
leão vai ser o estágio predecessor do ego, da existência egoica. O ego ele basicamente é balizado pelo princípio do poder, que também é um instinto. Se não houvesse um instinto que desse origem a consciência, não haveria a capacidade coletiva da humanidade de ter uma consciência, de ter ego. Então, a existência do ego se Deve ao princípio do poder, que também é um instinto, uma espécie de instinto psicológico, que aqui é caracterizado pelo leão. Essas coisas caracterizadas pelos animais, elas têm um caráter natural instintivo. Exatamente. Por isso são representadas com representantes do mundo animal. Elas ainda
não são propriamente humanas no sentido da consciência, mas elas vão levar construtos humanos na psique. Porém, o Seu fundamento é um fundamento natural, instintivo. Portanto, o fundamento delas está no mundo da natureza. Portanto, elas também são representadas por elementos da natureza. Daí o lobo e o leão. Também é possível entendê-los como camadas estruturais residuais da psique adulta que se acham sujeitas à reativação. O ato de alimentar o lobo com o rei, a consumação do lobo pelo fogo e o renascimento do rei a partir do fogo significariam, em consequência a Regressão do ego ao estágio altos,
original de desejo autoerótico. Segue-se o estágio do ego ou do poder pessoal e, por fim, o retorno de uma consciência objetiva refinada e aumentada. Então esse aspecto noturno do lobo, a sterhar vai caracterizar com nome de autos e de desejo alterótico, que também vai ser a grande caracterização da regressão da libido, que é quando ela reativa imagens do inconsciente, porque A progressão foi interrompida. E o grande risco disso é que você permaneça vinculado ao inconsciente de maneira a se satisfazer exclusivamente com as suas fantasias, que foi o caso, por exemplo, do que tava acontecendo com
o paciente que eu narrei. Chega um ponto que você desiste da progressão, você desiste da de fazer valer a fantasia no mundo concreto, na realização daquilo que pode ser realizado no mundo de urna, na vida de urna, de se tornar a pessoa que você Fantasia ser, que você fantasia tornar-se. E você passa, sem perceber, a se alimentar internamente das próprias fantasias. Você não precisa realizá-las para se sentir satisfeito. Você se alimenta não de realizar as fantasias, mas você se alimenta de fantasiar. Isso é o que acontece quando você já está identificado com o próprio inconsciente
e aí você se encontra numa situação regressiva. Isso é o estágio de autos, que é o que inclusive volta e Meia acontece no problema do poiras. E aí nós temos a principal caracterização, Gustavo, quando você traz a imagem do leão, né, como essa representação eh solar, né, e da do poder poder, né, de você produzir, de você eh ir pra vida, né, né? Conquistar me lembrou, me remeteu a à experiência da Nise, da Silveira, né, que ela tem, acho que ela tem um sonho Com duas tigresas também são felinos, né? E ela entende como a
necessidade de fazer o trabalho, né, com com as imagens dos pacientes dela, né, e aí dá origem justamente aos dois livros, aos dois principais livros dela, né, que é imagens do inconsciente e mundo das imagens. Hum. Ela associa com as duas com as duas tigresas, né, do sonho e dela. Sabia, não. Interessante. É, sobre a frustração, os textos citados Bastam para demonstrar a natureza da substância a ser calcinada. é chamada quer lobo vorais, sedimento negro, dragão ou poderoso etíope, que inclusive são, de certa forma outras formulações paraa prima matéria, o dragão, o sedimento negro. Esses
termos dizem que a calcinácio é efetuada no contaminado pelo inconsciente. O foco pro processo vem da frustração desses mesmos desejos Instintivos. Uma tal provação de desejo frustrado é um aspecto característico do processo de desenvolvimento. Por quê? Porque só uma consciência que busca se autoafirmar, inclusive diante do inconsciente, pode aceitar não realizar o próprio desejo. Então, quando você tá completamente identificado com o mundo erótico do inconsciente, você não tem consciência suficiente para se autoafirmar diante dos próprios desejos. O que significa que você não pode administrá-los. Isso significa que, como diz a receita, o rei está basicamente
morto. Não existe um princípio diretor da consciência humano. Na verdade, o princípio diretor humano da consciência, ele foi devorado pelos instintos do inconsciente. Ele ainda se encontra no interior do lobo e ele precisa ser calcinado. Como é que se calcina o lobo e os desejos que estão devorando o Princípio diretor da consciência e o princípio do poder e da autoafirmação. aceitando a frustração da não realização desses desejos. Então, você tem que suportar tê-los dentro de si realizá-los e aí você queima por dentro, porque geralmente desejos são associados ao fogo e a tendência que as pessoas
sintam queimar. Tanto é que quando a gente tá com muita vontade de dar ou de comer alguém, a gente tá com fogo no rabo e ele não se apaga. E aí você tem que suportar o fogo queimando. Até as metáforas ali são bem alinhadas alquimicamente. E aí se você não souber administrar, nossa, dá uma merda na sua vida, você se arrepende, você manda mensagem para ex, nossa, você se humilha. São umas humilhações que você sente vergonha, porque o lobo causa isso, causa vergonha. Você podia ser um felino, pomposo, sabe? Dono de tudo e todos, mas
não. Você cedeu ao lobo na Noite que você tava bêbado e aí de repente quando o dia amanhece, o princípio diretor da consciência volta e ele olha as mensagens no celular que você mandou para aquela pessoa que não devia, você sente uma vergonha. Você podia ser poupado se tivesse um mínimo de autocontrole, mas você ainda não tem o leão, você só tem o lobo. E aí o Edinger, inclusive traz um sonho relacionado à Calcio Inácio, de um Homem que suportou uma prolongada frustração e teve o seguinte sonho. O sonhador se acha num local cavernoso, talvez
subterrâneo. Por uma porta vem poçantes massas brancas e quentes de pedra calcária que deslizam ou rolam passando por ele. O local está tomado pela fumaça e pelo fogo. Ele busca uma saída, mas sempre que abre uma porta encontra revoltas ondas de fumaça que o fazem retroceder. E aí, Santo Agostinho vai falar que as pessoas tem que deixar de ser safadas, porque ele vai dizer que duas afirmações importantes de cunho psicológico dizem que em primeiro lugar o fogo do purgatório é causado pelas frustrações da luxúria, do desejo, do amor possessivo e numa palavra pela concupiscência, que
é aquilo que os os evangelhos gostam muito de falar que a gente tem que evitar. tá? A concupiscência da carne, que é Basicamente tentação, safadeza, sacrilégio, bobice. Em segundo, podemos sobreviver a esse fogo caso tenhamos um forte fundamento em Cristo. Psicologicamente, isso significaria que o desenvolvimento psicológico será promovido pela frustração dos desejos de prazer e de poder, desde que a pessoa tenha uma relação essencialmente viável com si mesmo, simbolizado por Cristo, que é ter um forte fundamento na consciência que Possa fazer com que toda vez que você seja assaltado por determinados desejos ou determinados instintos
que não são humanos, mas são de caráter anímico, você possa possa dar um passo para trás e dizer não a eles, o que inclusive vai se relacionar com a tentação de Cristo no deserto, onde você tem um trabalho a cumprir, um sacrifício a fazer, mas você pode optar por colher os frutos egoístas da da de não realizar a sua obra, mas se como é que se fala? Se Beneficiar de certa, de maneira mesquinha, de certas vantagens. que você tem por ter certos conhecimentos, no caso de Cristo, de teus poderes que possui. Então, você pode pegar
certo prestígio, certo poder, certa projeção social e você pode tornar ela uma das coisas que vai realizar o princípio da individuação, seja lá ele qual for. Ou você pode usar de maneira tanto erótica quanto de autoafirmação para poder Pessoal para simplesmente se satisfazer. Você pode do mesmo jeito ficar preso no lobo quanto pode ficar preso no leão. Você pode, por exemplo, você pode pegar certa autoridade para ser devorado pelo lobo e ficar comendo menininho. Não tem nenhuma grande realização. tá lá nos 45, 50, não tem nenhuma grande obra, mas utiliza de certa posição Privilegiada numa
empresa, em uma instituição, em algum lugar para ficar dando em cima e assediando menininho, assediando aluna, assediando funcionária. O que podia ser um foco de transformação, tanto pessoal quanto coletiva, quanto social, vira simplesmente um lugar para você satisfazer os seus instintos mais baixos. Exatamente. Porque ainda não há um rei, ainda não há um forte fundamento que Guia a consciência. O indivíduo permanece sendo apenas vítima do leão e do lobo. Isso foi uma referência a a Chapeuzinho Vermelho. A o quê? A Chapeuzinho Vermelho. Ah, não. Chapeuzinho Vermelho. Bem. Mas é sempre um risco, abusar do poder,
ficar preso entre o leão e o lobbo. Exatamente. Porque não suporta, porque sempre vem a tentação. Quando você tem poder, é fácil ter ter a Tentação, até porque o poder traz junto uma espécie de senso de segurança, mesmo que não exista, mas ainda assim ele traz. E a ideia de que você tá muito mais seguro em tentar daqui do que em tentar de lá. E aí você tem que pensar também, por que que você não falei nada, não direi nada, não convém a mim, não tenho advogado para tal, mas o você tem você tem essas
situações onde facilmente você abusa, Porque você tá num lugar que se considera seguro. esse lugar seguro ou problemático, porque daí vem o abuso, a ideia de que você só pode tentar dar segurança, sendo que parte do mérito está em você tentar e de um lugar de não segurança, principalmente no âmbito dos relacionamentos, porque senão você vira uma espécie de caçador. Se tudo só fica com mulher na empresa que tá abaixo de você, você tá Sempre caçando na empresa. Por quê? que você tem a vantagem de estar numa posição de poder superior, onde o não te
constrange, constrange a outra pessoa. E quando te constrange, pelo menos você pode evitar o constrangimento através de demissão, movendo a pessoa de setor, de cargo. Então é conveniente porque nesse caso você nunca lida com a sua própria vulnerabilidade. Mas de novo, não há não há mérito em você não lidar com isso. O Mérito está em você lidar com isso, em você lidar com a própria vulnerabilidade. Todo mundo entendeu? Cal Inácio, deixa eu ver quantos slides de solúcio tem. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 I rapaz é muito. Pelo menos vamos
começar. Vou iniciar a solúcio pra gente poder avançar e aí na próxima aula a gente tira dúvidas de de calcinácio, termina solúcio, entra nas Próximas. A solúcia vai ser a oposta, a operação da calcinásio. A calciná é caracterizada pelo fogo, pelo queimar, pelo suportar, enquanto que a solucia vai ser caracterizada pela água. Pro alquimista, solúcio significava com frequência o retorno da matéria diferenciada ao seu estado indiferenciado original, ou seja, a prima matéria, que é a organização indiferenciada e disforme, onde tudo está unido e misturado. Considerava-se a Água como útero e a solúcio como um retorno
ao útero para fins de renascimento. Então, existe um aspecto positivo na solúcio, que é você retornar o inconsciente para fins de retornar à progressão. Porém, de novo, é sempre um risco você retornar ao inconsciente pela regressão, porque você está regredindo. Então, é fácil você se identificar com essas figuras que estão no inconsciente durante a regressão. Aí sempre o perigo de regredir e não voltar a Progredir. Uma imagem positiva de solúcio que o Edinger vai nos referenciar essa receita onde ele diz: "Desolve então sol e luna em nossa água solvente que é familiar e amigável cuja
natureza mais se aproxima deles, como se fosse um útero, uma mãe, uma matriz. o princípio e o fim de sua vida. E esta é a própria razão pela qual eles são melhorados ou corrigidos nesta água, porque o semelhante se rejubila no semelhante. E como Sol e Luna tem sua Origem nesta água, sua mãe, é necessário, portanto, que nela voltem a entrar, isto é, no útero de sua mãe, para que possam ser regenerados ou nascer de novo e com mais saúde, mais nobreza e mais força. Imagem bonita, imagem maneira. Agora a gente vai para uma imagem
negativa que parece que saiu da página de de um red pill, onde ele diz que o corpo da mulher que assassina o marido está repleto de armas e Veneno. Cave-se para aquele dragão um túmulo. Achei ofensivo isso aqui. E que aquela mulher seja com ele sepultada, estando ele fortemente acorrentado àquela mulher. E quanto mais a atar se rolar ao seu redor, tanto mais ele será feito em pedaços pelas armas femininas que são criadas no corpo da mulher. E quando se ver misturado com os membros da mulher, ele terá certeza da morte e será inteiramente transformado
em sangue. Parece que foi o calvo do Campare que escreveu esse tratado alquímico. Que que vocês acharam dessas duas imagens? Todo mundo tá vendo a imagem, menos eu. Não, a imagem é descrição, não é uma foto. Não achei que mudar a função. A função sensação da Cadê a imagem? Cadê a imagem? Tadia. Tem como voltar? Qual que vocês acham que é? Ele Traz uma positiva e uma negativa. Qual que vocês acham que é pior? Qual que chamou mais a atenção de vocês? Qual que vocês menos gostaram? Não tem pegadinha. Tem que pegar. Depois você volta
para outra, fazendo favor. Ramon volto. Guilherme teve uma boa sacada. Isso não tem a ver com complexo positivo e negativo, não. Não é, eu consigo ver só a relação do do Útero com o túmulo, né? Isso aí, morte, renascimento, é uma é uma dupla imagem, não tá errado não. O Edinger vai citar o Neuman lá na frente, inclusive vai dizer que esses aspectos maternos do inconsciente tem essa dupla função. Eles, ao mesmo tempo que são um vaso e um útero, eles também podem ser um túmulo. Fala, Thaago. Não, me pareceu um movimento de regressão da
libido. Uhum. né, de ter uma regressão, voltar pro inconsciente e para depois ter uma nova atitude no primeiro e no segundo acho que fica preso lá. Se a gente supor que as duas imagens são coisas que já aconteceram, a gente até pode dizer que sim, mas se a gente supor que são coisas que ainda não aconteceram, aí a interpretação de certa forma é outra. Não tem a ver com a questão da da morte E renascimento, né? Que tem que você só renasce porque você morre e você, né, com a a morte como matériapra mesmo, né,
da vida. Tem tem, mas aqui especificamente ele trata dessa morte renascimento como regressão e progressão da libido e a soluci especificamente trata da regressão. Então é um é um perigo específico. Ramon no Alquimia e imaginação ativa V France traz também o o mar, né, o oceano Como prima matéria, né? Sim. Então não sei se esse estágio aí tem a ver com a água, né? trazendo esse símbolo aí de renascimento, né, de origem da vida, a dissolução do no inconsciente coletivo, talvez, né? É a questão do útero, né? Eh, tipo origem da vida, sim, como interpretação
genérica e coletiva. Sim, mas uma coisa que a gente tem que aprender a fazer é a deduzir o tom, a dualidade, né? É o quê? dualidade. Sim, mas a partir das imagens, o que a gente tem que aprender a deduzir é o tom da psique. Por quê? Porque toda imagem ela é construída e carregada de sentimento. E a forma como um indivíduo vai descrever determinado evento psicológico vai principalmente nos falar sobre a condição da psique, principalmente da condição da consciência em relação a tal conteúdo. A diferença de perspectiva é que essa terrível imagem exprime a
Maneira pela qual um ego razoavelmente bem desenvolvido pode experimentar solúcio. Um ego imaturo tende de achar prazeroso render-se a permanência numa feliz regressão. Todavia, num estágio posterior do desenvolvimento, a perspectiva de solúcio vai gerar grande ansiedade, porque o estado de autonomia do ego, alcançado a duras penas estará sendo ameaçado de dissolução. Uma solu feliz é a mais perigosa. Aí o problema das imagens positivas e Altamente romantizadas, do sentimento de vidro oceânico, de estar em comunhão com cosmos, porque tudo isso é de solução da consciência, é você abandonar o ego para estar vinculado eh totalmente à
natureza, que é exatamente o oposto da perspectiva que a consciência nos dá de você, através da retirada de projeções, se desvincular da natureza e ter esse ego e essa consciência discriminatória das coisas alcançada duras penas ao longo dos Milênios de evolução da humanidade. Então, o indivíduo que preza pela sua Tanto é que quando você vê o problema da essa essas coisas de de gente reclamando de relacionamento, né, principalmente redpill na internet, é todo mundo reclamando de dissolução, temor de dissolução. Existe um problema ao mesmo tempo que é existe uma grande insegurança diante da possibilidade de
você perder sua autonomia. Tanto é que parte do drama masculino com o inconsciente, que tem essa característica predominantemente feminina e projetada constantemente nas mulheres, é toda coisa de ai porque casou, perdeu, ai game over, ai perdeu a liberdade, ai não vai ter mais liberdade, perdeu a autonomia, vai ser o mandado. São todas fantasias de perder autonomia. existe esse constante temor de que o relacionamento adentrar profundamente no Mundo feminino do EOS de maneira eh nessa comunhão, seja um relacionamento, seja um casamento, eh seja o grande problema da dissolução que vai per vai fazer com que o
ego perca autonomia. Mas isso também é a perspectiva de um ego, ele ele é imaturo por outros termos, mas ele preza pela sua autonomia. é fato que ele preza pela sua autonomia. E já o ego imaturo, não. O ego imaturo, ele acha perfeito você se render ao inconsciente. Ele acha prazeroso, ele tem uma imagem Muito positiva da ideia de comunhão, o que inclusive predominantemente é feito na educação tradicional das meninas por boa parte da literatura, boa parte dos contos de fadas, que é casar. Casar, ter casamento, ter alguém é muito bom. É muito bom. Até
o momento que a mulher passa 20 anos casada e aí ela descobre, que casamento ruim da como eu queria um divórcio dela. Ela se divorcia, a vida dela vira uma maravilha, ela vai pra academia e ela Pensa: "Por que que eu passei tanto tempo casada?" Porque alguém disse que tinha, tu acreditou e casou. Mas o que que você perdeu? Autonomia. Então essa a fantasia da comunhão como uma coisa muito bonita, muito maravilhosa, nem sempre é verdade. Principalmente quando a fantasia de comunhão é predominemente uma fantasia inconsciente de um ego que ainda tem pouca autonomia. E
um ego com pouca Autonomia não pode se juntar a nada porque ele ainda não é separado o suficiente. Daí inclusive os problemas de relacionamento típicos da adolescência, que é um ego imaturo se juntando antes de se desprender. O que é um exercício necessário, porque é assim que se alcança a autonomia. Você se mistura e se separa, se mistura e se separa. E assim você vai discernindo e se diferenciando das coisas. Porém, sempre há esse risco de dissolução. Porque quando você tá num relacionamento, seja amoroso ou seja grupal, ah, porque eu tenho um grupo, eu tenho
uma tribo, eu tenho um pessoal lá, você se mistura e se mescla com essa identidade coletiva, se mescla com esse pertencimento e a partir daí você passa a ter uma espécie de existência muito pouco individual, porque você vira uma espécie de caricatura, porque você faz parte de uma tribo, você faz parte de um grupo, Você faz parte de um conjunto de pessoas que inclusive demarca a sua semelhança e sua proximidade ade com determinados demarcadores estéticos e determinada e esses demarcadores estéticos não são só roupas, são também forma de falar, são também lugares que se frequenta,
são determinado tipo de refeição que se come, determinado de determinada forma de agir, determinada postura, determinado posicionamento intelectual, sentimental. E aí você vira uma Caricatura, você vira aquela coisa que todo mundo conhece, porque quando sabe de qual grupo você faz parte, já consegue antecipar quais respostas você dá a determinados problemas. Por quê? Porque você está fusionado com grupo, porque a sua individualidade está submersa na coletividade. Isso também é uma forma de regressão. Ela é necessária? Ela é muito necessária. Por quê? Porque essas formas de se dissolver na coletividade, num útero para Renascer, são formas também
de purificar outras misturas anteriores, outras contaminações anteriores. Porque no caso do adolescente, por exemplo, quando você ainda está identificado com a sua identidade familiar, o seu lugar na família, os complexos parentais que guiam parte da sua identidade, você frequentemente se dissocia desse lugar ao se identificar com o lugar coletivo e grupal habitado por pessoas da sua idade. E isso vai fazer você sair e Retirar uma quantidade de libido de um lugar dentro da família para dedicar essa liba família que é que é uma espécie de família da sua idade, um grupo do qual você faz
parte. É, é a sociedade do seu tempo, não é a sociedade do tempo dos seus pais, porque o tempo dos seus pais tem um lugar para as pessoas do seu tempo, que são filhas dessa geração. Agora, as pessoas da sua geração tem um lugar diferente para vocês mesmos, para As pessoas da sua própria geração. Então, interagir com pessoas de gerações diferentes também designa papéis diferentes. Quando você retira essa quantidade de libido da manutenção da relação familiar e dedica ela à manutenção da relação com o seu grupo social e o seu tempo social, você se purifica
um tanto da do lugar eh onde você tá identificado dentro da família. Então, ao mesmo tempo que você se purifica e se limpa da família, você se Suja com outra coletividade. Isso vai produzir consciência em um lugar, mas vai produzir inconsciência em outro lugar. Por isso que esse trabalho de lavagem tem que ser feito de novo e de novo e de novo. E ele é um trabalho de purificação repetitivo que não é feito de uma vez por todas, porque você não tem como ganhar consciência definitiva de tudo de uma vez por todas. Mas aí de
novo, você tá sempre ameaçado Correndo certos riscos. O noan, ele vai chamar essa situação de incesto robórico, que é uma forma de penetração na mãe, de união com ela, contrastando com outras formas de incesto posteriores. No incesto robórico, a ênfase no prazer e no amor não é de forma alguma ativa, mostrando-se mais como o desejo de se dissolver e ser absorvido. é um deixar-se tomar passivamente, um submergir no pleroma, Um perecer no oceano do gozo e morrer no amor. Isso aqui tá muito mais próximo daquela descrição que a gente viu do lobo. é o indivíduo
sendo consumido de dentro para fora pelo próprio inconsciente e por uma cópula com as próprias fantasias de um ego que não se sustenta, mas é sustentado por alguém externamente enquanto é consumido pelas próprias fantasias internamente. Fala, Guilherme. Naquela diferença lá de perspectiva, o Que o que gera essa diferença seria o quê? O poderia ser um ato de consciência, o estado de consciência, a condição do ego. Ah, tá. Não é um ato de ali que a gente percebe como ele se relaciona sentimentalmente com com a autonomia e com o próprio exercício do poder e da autonomia.
Porque quando a imagem é negativa, você vê que pelo menos ele preza pela sua autonomia, pela sua liberdade, pela sua existência separada. Agora, imagens muito positivas significa que é alguém que não tem exatamente muita defesa contra o inconsciente. É uma pessoa que é facilmente levada e carregada pelo inconsciente. E isso pode ser uma atitude ingênua, imprudente e romântica perante as próprias fantasias de não perceber que existe um mal espreitando na regressão. O poder, o poder da vontade aí, do ato de vontade não entra não, né? nessa nessa diferenciação de perspectiva É o que a pessoa
conseguiu construir em termos de ego. E aí, mas vontade tá incluído. Um um ego frágil não tem vontade. O que inclusive caracteriza um ego frágil é falta de vontade. Não. Sim. Mas eu falo assim, eh, esse ego diante dessa situação, naquele momento ali, não tem muito o que fazer, né? o ego que não é dotado de vontade, não sendo dotado ou não, mas assim, e o O ego ali quando ele se depara com aquela com a solution, no caso, né, o que vai acontecer ali é é um pouco é um pouco é um pouco produto
mesmo da da própria trajetória ali do do ego, né? não vai ter muito o que a pessoa fazer. Ela ela vai acabar se deparando ou com uma coisa terrível ou com uma coisa mais Ah, vai se deparar com alguma coisa. Regredi-lo, ela vai se deparar com alguma coisa. E essa descrição maravilhosa do Norman Diz que muitas modalidades de nostalgia e de saudade se referem a esse retorno ao incesto robóico da autodissolução, da União mística dos Piedosos e do querer ser inconsciente do beberão ao romantismo da morte da das raças germânicas. O incesto que chamamos de
oro é o abandono de si mesmo e o regresso. Inclusive tem uma caracterização maravilhosa sobre essa questão da nostalgia, que é basicamente toda a a geração dos anos 80 paraa Frente, principalmente dos anos 80 até o finalzinho dos anos 90, início do 2000, que é a geração caracterizada pela nostalgia. Exatamente porque boa parte da cultura pop atual ainda é balizada nos produtos dos anos 80 e 90 e início dos anos 2000. E então é um pessoal que você vê que reage muito fortemente a toda mudança na sua obra. é um pessoal que reage muito fortemente
porque tá com 30 anos, já vai fazer 40 Daqui a pouco, mas acha que todo produto da sua época que está sendo remodelado até hoje, por safadeza, porque o capitalismo é safado, é muito mais fácil reutilizar do que realmente fazer alguma coisa nova, mas independente disso, acha um crime, um pecado, um grande pecado que estejam mudando as suas obras. A última agora é o Snape Preto. Nossa, não pode ter um Snape preto. Destruir o Harry Potter, acabar com a minha obra. É um pessoal que é é um pessoal que depois De 20, 15 anos quer
que as coisas continuem sendo feitas para si. Não existem novos públicos, novos adolescentes a serem introduzidos. Adaptações não podem ser feit. Independente do conceito de adaptação, comportar mudanças, não pode, é um crime, porque ofende e destrói toda a nostalgia. Na verdade, todo produto com a obra com a qual se tem um laço emocional tem que ser uma obra para a regressão perfeita, a nostalgia Perfeita. E esse ato de você retornar e se dissolver no prazer de rever o seu passado perfeitamente projetado numa tela ou em alguma outra coisa. Essas formas de nostalgia moderna são tudo
isso. A doença, por a doença da geração Z é ansiedade, porque os vídeos têm 15 segundos e a noção de tempo deles é completamente Agora, a doença da minha geração dos anos 80 paraa frente até início dos anos 2000 é Nostalgia, é regressão de libido, sempre feita à base de você continuar produzindo obras de época para ver se essas pessoas se mantém ligadas a ela. Mas mesmo quando não se mantém assistindo, se mantém reclamando, porque eles continuam comentando como se essas coisas ainda fizessem parte do cotidiano delas, ou pelo menos tivesse que fazer. A grande
desgraça é nostalgia. é a doença da tanto que é a geração dos pures, né? né? É a geração do pessoal Que parece que não aceita ter crescido, não aceita ter um ponto de contato com o passado, não. Ele tem que ser alimentado constantemente, ele tem que ter um grande altar, a casa tem que ser decorada com tudo da infância. E as pessoas daí toda vez que alguma coisa parece ser mudada, eles reagem como se fosse uma criança que tá tendo a sua infância estragada. A pessoa tem 35 anos. Como é que alguém estraga o que
aconteceu em 1999, em 2025? Cara, não tem como, não faz sentido. Não é uma máquina do tempo, é só um novo desenho. Se você quiser ver de novo, é só você pegar o desenho de 1999. Mas a regressão faz isso. Você retorna para aquele tempo, como se estivesse acontecendo naquela época, naquele momento, e reage como a criança que você era, como se ela estivesse sendo ferida, como se o cara que tivesse produzindo desenho pensasse: "Nossa, eu vou machucar aquele garotinho, eu vou ofender ele porque eu sou malu, eu vou destruir a infância dele". Não é,
é só o capitalismo produzindo um novo negócio para vender. É só isso. É o que o capitalismo sempre fez. É o que ele sempre faz. Não tem nada pessoal contra você. Mas essas pessoas se sentem pessoalmente ofendidas. Todo mundo entendeu solcio e esse aspecto da regressão e do incesto Robórico. О. Perguntas, dúvidas, lembranças. Alguém estragou a infância de vocês? Que bonitinho, todo mundo com a infância intacta. Deixa eu ver quantos mais tem. única coisa. Por consequin a soluco pode tornar-se mortificácio. Isso é compreensível, já que aquilo que está sendo dissolvido Experimentará a solúcio como uma
aniquilação de si mesmo. Porque de novo, perder o ego, perder a autonomia é perder o senso de identidade, é perder o senso de, é perder o senso de de existência privada, de existência particular. Então, a solúcio, inclusive no caso de um ego que preza pela própria autonomia, facilmente experimentará essa essa sedução como morte. É lógico que aqui também está incluído fatores religiosos De renascimento, como batismo, como você ser mergulhado na nas águas sagradas para renascer. Então, batismo, principalmente, tanto batismo pela água quanto batismo pelo fogo, estão associados a formas de renascimento. Mas a caracterização da
experiência no caso da calça Inácio, é um fogo de purificação que queima e que faz você sofrer a frustração do desejo não satisfeito. E no caso da solúcio é o oposto, é você retornar o inconsciente Para buscar essas formas. Porém, se a condição do ego for eh demasiadamente frágil, ele vai ser ameaçado pelos aspectos eróticos do inconsciente e a solúcio vai se tornar uma forma de dissolução da sua identidade particular. Ele pode até ter uma identidade coletiva, fazendo parte de uma coletividade, mas ele terá muito pouco do que pode ser considerado uma uma identidade particular.
Tanto que, de novo é fácil que quando você tá Misturado a grupos, você tenha uma existência que seja percebida como uma caricatura. Exatamente. Porque você não consegue ultrapassar o limite da coletividade na relação com as outras pessoas. E aí vem a dissolução de boa parte da personalidade. Mas se o indivíduo vai experimentar isso como uma morte no sentido mais negativo do termo, depende da condição da consciência em relação à própria autonomia e ao trabalho de Sustentar essa autonomia. que a gente viu que existe uma diferença entre o lobo e o leão. E tem gente que
se identifica com o lobo e o desejo autoerótico de satisfação de curto prazo, porque todo desejo, nesse sentido, ele tem que ser satisfeito mediante o seu surgimento. E quando ele surge, é satisfeito, imediatamente ele desaparece, mas no seu lugar aparece logo o outro a ser satisfeito. Seja o instinto do sexo, seja o instinto da Fome, seja o instinto do sono. Cada um deles pede satisfação de curto prazo, enquanto que o instinto de poder, ele pede manutenção de longo prazo. Então essa provavelmente seria a grande diferença entre o lobo e o leão. Dependendo de com que
o indivíduo está identificado, ele também pode experimentar a solúcio, seja como uma ameaça ou seja como uma situação extremamente prazerosa e realizadora. Ramon, diga. Eu pensei aqui, eu pensei Aqui na na jornada do herói, né? Quando se fala que o herói finaliza, né, a sua jornada, ele regressa pra origem, né? Ele regressa pra sua comunidade, né? Aham. Trazendo ali um uma solução ou trazendo um uma novidade, né? da sua da sua jornada, isso também pode ser enquadrado como solution. Não, mas não não não a regressão de alguma maneira ele de alguma maneira ele volta pr
pra origem, né? Ele volta para é ele volta pro mundo Que ele do qual ele se originou, mas não, esse mundo é muito mais uma concretude de lugar do que de fato uma situação psicológica. A situação psicológica na jornada do herói que corresponde à solúcia e à regressão é o ventre da baleia. é a descida e a é a viagem noturna, a descida e a viagem noturna no mar que caracterizam a regressão da libido. Tanto é que inclusive a gente durante um tempo no passado teve um Problema com isso, que foi aquele maldito jogo da
baleia azul, que era uma forma de você produzir esse tipo de regressão ao inconsciente e retirar a autonomia e a vida do ego, onde as pessoas basicamente faziam coisas próximas da morte e do suicídio, através inclusive de uma propensão virtual coletiva. Então você vê que a coisa da baleia, do mar e do azul acaba sendo bem a água acaba bem associada de fato a a solúcia como representação desse Movimento psicológico. Então na jornada do herói, a forma como ele lida com isso é o ventre da baleia, porque ele é o que vem depois da negação.
Na história de Jonas você tem o problema de Deus pedir para ele pregar em mim e de ele falar: "Não vou e ainda por cima pegar um barco na direção contrária". E aí vem a baleia e come Jonas. E ele precisa passar por todo um processo de reflexão, compreensão, assimilação, integração dos conteúdos, do próprio sofrimento no Interior da baleia, para que ele seja cuspido em Nínive e ele saia do do ventre da baleia e do ventre do mar. Então é esse elemento que corresponde à regressão, que é quando você toma uma decisão consciente. Mesmo assim,
essa decisão consciente não permite a progressão porque uma quantidade de líbido regrediu. E aí nessa regressão para voltar a progredir você precisa lidar com essas fantasias, essas imagens inconscientes que não tão conseguindo Manter a progressão, mas é através delas que você vai retornar a progredir, mas você precisa retornar pro ventre para renascer. Nesse caso é o ventre da baleia, não é regressar ao mundo de origem, porque ele regressa ao mundo de origem numa nova situação psicológica. Quando o Jonas é cuspido em Nínive, ele é cuspido como uma espécie de milagreiro e ele não é morto
lá exatamente porque ele saiu do ventre de Uma baleia. E aí o pessoal supõe, pensa que ele é um enviado do um enviado de Deus. Então, mesmo que você volte pro lugar, esse lugar de fato é um lugar meio que físico. A regressão é uma regressão psicológica. Quando o herói retorna pro lugar de onde veio ao fim da jornada, ele retorna numa nova situação psicológica, não é numa situação regressiva. Ele retorna com um novo prêmio, um novo poder para compartilhar Com o seu povo. Então, o demarcador é sempre a situação psicológica, não o lugar. a
não ser num sonho. Num sonho e a gente tem uma outra situação, mas que também pode representar tanto uma regressão psicológica no sentido de regressão da libido, como pode significar uma regressão de fato para um lugar onde não é uma regressão da libido. É um indivíduo que tem que lidar com um conteúdo ali que não tem caráter regressivo. Pode ser só a representação De um lugar do passado onde ele vai buscar alguma coisa ou algo do tipo. Mas se for no sentido da jornada do herói, a gente tem um lugar para onde ele vai, mas
se ele vai renovado, a situação não é uma uma regressão da libo, porque o o sujeito é novo, mas no sonho um lugar antigo pode significar assim uma regressão da libido. Ele tá buscando formas anteriores de lidar com determinada situação que são representadas por esse Lugar antigo. Na jornada do herói, não é? Na jada do herói é o ventre da baleia, mas num sonho pode ser sim. Mas aí também tem que ver se o lugar para o qual ele retorna tá no início do sonho, tá no final do sonho, como é que ele retorna para
esse lugar, como é que ele vai parar nesse lugar, qual é a situação dele, a atitude dele no sonho nesse lugar, porque senão pode ser a mesma coisa da jornada do herói. E aí a Regressão pode estar em outra parte do sonho. Muito bem, para essa semana fica de trabalho de casa vocês anotarem suas dúvidas, fazerem suas reflexões. Semana que vem a gente começa por essas dúvidas, se houver, e aí a gente parte para as próximas operações, ok? OK. Então, muito obrigado por hoje, pessoal. A gente se vê semana que vem.