relações étnico-raciais gênero e diversidades Olá sejam bem-vindos o tema desse vídeo é desigualdades vulnerabilidades e diversidades em sala de aula um tema amplo no qual poderíamos explorar muitos caminhos e ideias porém pretendemos encorajar futuros pedagogos a estarem sempre atualizados e munidos de argumentos que contribuam a diminuir esse Abismo chamado desigualdade há pouco tempo Vivemos um isolamento que marcou a história da humanidade pandemia do covid-19 podemos sobre esse fato num curso de relações étnico-raciais e pensar sobre a desigualdade vulnerabilidade e diversidade em sala de aula vamos pensar em desigualdade e vulnerabilidade Relembrando o cenário vivido por
nós durante a pandemia a pandemia gerou um cenário nada normal famílias isoladas em casa Profissionais de Saúde expostos ao vírus dentro de hospitais Trabalhadores em geral nos mercados farmácias e em serviços essenciais buscavam manter a ordem social ao mesmo tempo que estavam expostos um período de muita incerteza e medo em 2020 uma reportagem da BBC apontava o fato de que a população negra norte-americana apresentava maior mortalidade pelo coronavírus do que a população branca aqui no Brasil uma reportagem da Folha de São Paulo mostrou que em terras brasileiras o covid-19 também foi mais letal entre os
pretos e as pretas a cada quatro hospitalizados pelo vírus um preto ou Pardo morria outras questões como o isolamento social das populações indígenas também foram apontados pela Faculdade de Medicina da UFMG como uma preocupação o infectologista uní pinas observou que o isolamento social dos indígenas deveria ser respeitado pois muitos têm um quadro imunológico diferentes das populações urbanas os coronavírus são uma grande família de vírus que podem causar desde resfriados comuns até doenças respiratórias mais graves e de importância para a saúde pública como a síndrome respiratória do Oriente Médio m perceberam como uma doença gerou vulnerabilidade
à população especialmente a alguns grupos iniciada na Província de ui na China o covid-19 assumiu escalas transnacionais rapidamente em um mundo globalizado sua transmissão pelas gotículas expelidas pelo nariz e boca são as principais vias de infecção as mídias colocaram o coronavírus em destaque assistimos H muitas mortes em países como Itália Espanha França Estados Unidos e no Brasil seus sintomas são múltiplos como dizem as entidades de saúde desde uma gripe A sintomas como cansaço dores no corpo malar congest nasal febre entre outros fatores como vimos os exemplos das reportagens por os negros e indígenas são mais
vulneráveis a professora kurtney cogburn da Universidade de Colúmbia observou que a dificuldade dos pretos e pretas americanos em acessar o sistema de saúde foi uma das razões para maior letalidade do coronavírus entre esse grupo no Brasil que se as chances de morte pela doença não dependem de raça ou cor tem algo errado uma outra influência neste resultado seja o tipo de tratamento oferecido seja alguma outra comorbidade que as pessoas negras tenham mas o que significa comorbidade são enfermidades que o paciente pode ter como problemas cardíacos obesidade problemas imunológicos entre outras é importante lembrar que essas
enfermidades e outras condições em relação às pessoas negras podem ser hipoteticamente relacionadas ao sucateamento do SUS que não conseguiu realizar a testagem na população sendo assim a política do isolamento social foi um dos caminhos para evitar a saturação do sistema único de saúde SUS assim como promoveu o que os cientistas consideravam o achatamento da curva Isto é isto é quando o número de transmissões começa a diminuir no entanto alguns cidadãos brasileiros tiveram dificuldades em compreender essa mensagem da ciência e se arriscaram erroneamente em aglomerações nos espaços públicos até agora apresentamos a situação da desigualdade na
área da saúde Mas precisamos entender que ela se replica em outras áreas é preciso ter sensibilidade para aprender com pessoas que sofreram e sofrem com os impactos dessa pandemia aqui e em outras Nações e refletir esse momento da história do Brasil em que o Presidente da República se mostrou incapaz de seguir os protocolos da OMS e colocou a deriva famílias brasileiras nome de um Model econômic que não garante o b-ar de Homes e crian não há economia sem pessoas o ato de refletir como a disciplina de relações étnico-raciais gênero e diversidades torna-se um importante instrumento
para combater as desigualdades sociais que assolam amplamente o Brasil demonstra um compromisso do pedagogo em diminuir o abismo da desigualdade e vulnerabilidade vamos fomentar como as desigualdades sociais são um entrave para a promoção da Cidadania e da dignidade e depois combatê-las o que acham de combater as desigualdades lutando por um ensino pelas diversidades alguns autores caminhos e análises que poderão servir de Chaves interpretativas para a compreensão da importância de um ensino pela diversidade vamos começar pela noção de vulnerabilidade que de acordo com Castel para o entendimento de como homens mulheres e infelizmente crianças são identificados
pela sociedade como trabalhadores ativos para ele essa ideia possibilita a esquematização de duas redes econômico espacial solidária a primeira econômico espacial representaria a profissão exercida Professor médico advogado gari ambulante vendedor entre outras a segunda solidária funcionaria como uma ferramenta de fraternidade de ajuda mútua ou comunhão nesse sentido ser vulnerável não é é um exercício de Equilíbrio entre essas duas redes é importante mencionar que a noção de vulnerabilidade não trabalhará com o conceito de exclusão social trataremos sobre ser estar à margem da sociedade marginalização e como será estar à margem da educação já parou para pensar
em como a história da África e a história dos indígenas eram abordadas nas escolas percebemos que existiam nas Produções didáticas e pedagógicas antes das leis 10.639 de 2003 e 11.645 de 2009 um quadro de vulnerabilidade das temáticas africanas afro-brasileiras em detrimento de uma história Branca europeia e elitista esse é um exemplo de estar à margem do conhecimento dentro do ambiente educacional no entanto hoje lutamos e investimos por uma educação para as diversidades que Contemple os distintos saberes conhecem o sociólogo português Boaventura de Souza Santos Boaventura como é conhecido provoca uma reflexão a respeito da qualidade
dos conhecimentos Ele defende que a modernidade trouxe uma distinção dos universos de pensamento o que isso significa vamos imaginar que existe uma dualidade parecida com uma hierarquização classificada em universo deste lado da linha e o universo do outro lado da linha essas duas formas de entendimento colocam em cena as diferentes formas de leitura do mundo essa essas dualidades lembram as hierarquizações raciais entre os brancos europeus em detrimento dos africanos afro-americanos indígenas ou de todo aquele não europeu a identificação de um pensamento abissal constrói uma normatização entre as sociedades modernas e Os territórios coloniais as primeiras
como lugar de excelência das Produções científicas acadêmicas e culturais enquanto os outros como um lugar excêntrico folclórico e alternativo a função dos professores tem sido insurgirem contra essa linha de pensamento abissal e promover um ensino pelas diversidades no Brasil um ensino que rompa as barreiras que transformem em um os lugares oficiais e oficiosos de conhecimento uma Ecologia dos saberes para trazer os conhecimentos de fora para dentro agregando e valorizando a autonomia cognitiva dos sujeitos pensar em autonomia cognitiva dos sujeitos pode nos levar a pensar em alteridade em sensibilidade com o outro e também na forma
como o outro consegue adquirir conhecimento caminhando para essa perspectiva A autora Sandra Jataí pesavento preconiza que as sensibilidades obedecem a razões mais sensitivas que não as explicações causais de um pensamento científico um ensino voltado a considerar as sensibilidades teria como base as Sensações a subjetividade valores e sentimentos que nem sempre se encaixaram em teorias mais exatas e conceitos pré-determinados o que a autora propõe é uma pedagogia das sensibilidades que significa arriscar seu entendimento com a generosidade do outro com a alteridade dos sujeitos e sugere que mesmo as sensibilidades mais finas as emoções e os sentimentos
devem ser expressos e materializados em alguma forma de registro passível de ser resgatado pelo Historiador por último vamos falar sobre os pensamentos e estudos da autora indiana spiv que rompe um silenciamento de alguns assuntos e escreve sobre o subalterno no livro pode o subalterno falar ela questiona alguns modelos educativos e padrões culturais que que foram silenciando os indivíduos considerados pela sociedade indiana como marginalizados em detrimento de uma cultura indiana de formato britânico a provocação da autora continua atual em outras sociedades e culturas pode um subalterno pertencente a camadas mais baixas ter oportunidade de estudo e
alcançar postos mais altos dentro de um estado hierarquizado para concluir precisamos que os futuros pedagogos pensem numa educação que seja instrumento de rompimento das práticas discriminatórias e que o processo de aprendizagem esteja baseado no princípio da valorização da diferença e reconhecimento dos múltiplos saberes a disciplina relações étnico-raciais gênero e diversidades será uma ferramenta importante para trabalhar as desigualdades vulnerabilidades e diversidades em sala de aula até a próxima n